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‘WandaVision’: Feiticeira escarlate muda realidade em novo comercial da série; Assista!

A Disney+ divulgou um novo comercia incrível da série ‘WandaVision‘.

Confira:

A série estreia no dia 15 de janeiro de 2021.

‘WandaVision’ mistura o clássico estilo das sitcoms com o Universo Cinemático Marvel. Na série, Wanda Maximoff e Visão – dois seres super-poderosos vivendo seu sonho suburbano – começam a suspeitar que nada é o que parece ser.

A série é dirigida por Matt Shankman (‘Game of Thrones’) e tem no elenco Elizabeth OlsenPaul Bettany e Teyonah Parris.

Beth Goulart se despede da mãe, Nicette Bruno, vítima do Coronavírus aos 87 anos

Após uma intensa luta contra o COVID-19, faleceu hoje (20) a atriz Nicette Bruno, aos 87 anos.

Famosa por dar vida à Dona Benta na série ‘Sítio do Pica-Pau Amarelo‘ (2001-2004), Nicette estava internada desde 26 de novembro na Unidade de Tratamento Intensivo da da Casa de Saúde São José, na Zona Sul do Rio do Rio de Janeiro.

Em nota, os porta-vozes do hospital confirmaram que ela não resistiu às complicações decorrentes do Coronavírus, já que ela estava respirando através de aparelhos.

Confira:

“A Casa de Saúde São José informa que a atriz Nicette Bruno, que estava internada no hospital desde 26 de novembro de 2020, faleceu hoje, às 11h40, devido a complicações decorrentes da Covid-19. O hospital se solidariza com a família neste momento.”

Através do Instagram, a filha da estrela e também atriz, Beth Goulart, se despediu de forma carinhosa e nostálgica.

Na publicação, ela lembrou da mãe como o amor de sua vida e compartilhou uma oração para ela e para as vítimas da doença:

“Minha mãe, minha vida, meu amor… ‘Oração para Nicete‘ e para todos os doentes de Covid, fortalecimento para os familiares e para as equipes de saúde que estão trabalhando incansavelmente. Gratidão a todos”

Nicette nasceu em Niterói, em 07 de janeiro de 1933, e começou a carreira aos quatro anos de idade num programa infantil na Rádio Guanabara.

Ainda criança, deu os primeiros passos no teatro junto com o grupo da Associação Cristã de Moços (ACM).

Mas foi aos 14 anos que ela se tornou uma atriz profissional, ingressando na Companhia Dulcina-Odilon, na qual estreou na peça ‘A filha de Iório‘.

Por sua atuação como Ornela, ela recebeu prêmio como atriz revelação da Associação Brasileira de Críticas Teatrais.

Para quem não sabe, ela começou a trabalhar na Rede Globo em 1981 a convite do diretor e ator Fabio Sabag, escalada como a freira Júlia na série ‘Obrigado, doutor‘.

No ano seguinte, atuou em sua primeira novela como Sara Mendes, mãe da paranormal vivida por Regina Duarte, em ‘Sétimo Sentido‘.

A partir daí, ela compôs o elenco de diversas outras produções de destaque, como ‘Louco Amor’ (1983), ‘Selva de Pedra’ (1986), ‘Rainha da Sucata’ (1990) eMulheres de areia’ (1993).

Entre seus últimos trabalhos estão as novelas ‘Éramos Seis’ (2020), ‘I Love Paraisópolis’ (2015) e Salve Jorge (2012).

Giulia Benite Revela Segredos dos Bastidores de ’10 Horas Para o Natal’

Imagina descobrir, faltando ‘10 Horas para o Natal‘, que seus pais não compraram os presentes e muito menos compraram nada para a ceia! Para tentar manter o espírito natalino da família Silva, Julia (Giulia Benite) sai com os irmãos numa aventura para salvar o Natal. E com exclusividade para o CinePOP, Giulia Benite contou uma fofíssima história de bastidores das gravações envolvendo o elenco e o carinho que tiveram com a atriz Lorena Queiroz. Confira!

‘Sweet Home’: Nova série de terror pós-apocalíptica estreia na Netflix

A série de terror pós-apocalíptica ‘Sweet Home‘ estreou na Netflix! Todos os 10 episódios da produção já estão disponíveis no serviço de streaming.

Na trama, enquanto humanos se transformam em monstros e tocam o terror, um adolescente problemático e seus vizinhos tentam sobreviver – e manter suas humanidades.

Confira o trailer:

Criada por Lee Eung-Bok, a série é uma adaptação do homônimo Webtoon.

Anitta compartilha lista com suas produções favoritas na Netflix

A Netflix convidou a cantora Anitta para compartilhar sua lista com as produções favoritas no serviço de streaming.

Confira:

Vale lembrar que a série documental ‘Anitta: Made In Honório‘, sequência de ‘Vai Anitta‘, já está disponível na Netflix!

Anitta é um fenômeno na música pop e no funk. Mas por trás de cada hit está a Larissa, nascida e criada em Honório Gurgel (RJ), e pronta pra conquistar o mundo. Ela não é perfeita e sabe disso, por isso faz questão de mostrar quem é a Anitta sem filtros na série documental.

Margot Robbie e como salvar Piratas do Caribe?

Sai Johnny Depp, entra Margot Robbie. Indisposta a abrir mão dos desbravadores dos Sete Mares que renderam ao estúdio US$ 4,5 bilhões ao longo de cinco filmes, a Disney tem buscado novas possibilidades para navegar em águas misteriosas e continuar a sair pelo mundo do cinema com o Pérola Negra. Mas será que estamos prontos para um reencontro — embora transformado — comPiratas do Caribe?

A ideia de revitalizar a franquia que foi capitaneada por Johnny Depp de 2003 a 2017 vem após uma série de controvérsias envolvendo a vida particular do ator e sua tórrida relação com Amber Heard. O último filme em que Depp viveu o icônico bebum, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar’, arrecadou US$ 794 milhões nas bilheterias mundiais, e embora o montante seja significativo, é a segunda menor receita da franquia, atrás apenas de ‘A Maldição do Pérola Negra’, de 2003. Amargando também nas críticas, o filme foi uma última tentativa de manter o figurão na ativa após uma primeira trilogia de sucesso que teve pouca sobrevida. Por mais fascinante e cheio de possibilidades que é o universo dos Piratas, a insistência com Jack Sparrow (um personagem que, verdade seja dita, ficou maior que o próprio ator e maior que a própria franquia, contradições à parte) parecia a fase de negação no processo do luto.

Chegada a aceitação, a Casa do Mickey Mouse busca novidades. Em outubro de 2019, o estúdio anunciou um reboot da saga, a ser desenvolvido pelo veterano roteirista Ted Elliot em parceria com Craig Mazin, criador da minissérie de sucesso da HBO,Chernobyl. Agora, a outra novidade é uma segunda incursão, que não é um reboot ou um spin-off, mas que coloca as mulheres à frente. Dos dois projetos, algo em comum: nem sinal de Jack Sparrow. Ou Depp.

A iniciativa o novíssimo projeto parece ser unir uma saga extremamente lucrativa com uma tendência que tem dado certo com os live-action das Princesas Disney. O princípio com a nova versão protagonizada pela própria Arlequina, Margot Robbie, e escrita por Christina Hodson (Aves de Rapina), seria dar a famosa “guinada feminista” no projeto, uma tendência já aproveitada por As Caça-Fantasmas e Oito Mulheres e um Segredo, em outros contextos e proporções — e com diferentes níveis de aceitação. 

Piratas do Caribe

 

A ideia de Margot Robbie caracterizada como pirata e liderando uma frota mares adentro soa inicialmente como uma extensão do nível de “libertação e empoderamento” que aos poucos está se tornando a característica mais marcante das novas versões dos clássicos de contos de fadas. Seja em ‘Aladdin’, ‘Malévola’ ou ‘A Bela e a Fera’, a revitalização tem ficado por conta de mocinhas que desejam mais do que apenas encontrarem seus príncipes, e soa inevitável em tempos que a retratação da mulher idealizada é um padrão a ser quebrado no cinema — mas desde que seja capitalizável. Ou seja, nada muito profundo ou além do básico, mas o necessário para gerar manchetes sobre ‘atualização’, vender bonecos e despertar a ira de uma ala conservadora — uma ira que, de uma forma ou de outra, também chama atenção e faz um ótimo serviço de marketing. 

Em contrapartida, o projeto vem não apenas na rebarba de Aves de Rapina, um dos poucos filmes que chegaram aos cinemas em 2020 antes da pandemia do coronavírus, mas também de uma iniciativa que Robbie e Hodson criaram juntas ainda durante a produção. Através de suas produtoras, as duas deram início ao Lucky Exports Pitch Program, que promove espaço para novas vozes femininas trabalhando ativamente no roteiro de filmes e séries de ação. Hodson, vale lembrar, também escreveu ‘Bumbleblee’ e está à frente do roteiro de Batgirl para o Universo Estendido da DC, e se o envolvimento tão ativo da dupla na promoção de histórias que impulsionam mulheres em frente e por trás das câmeras for algum indício, as expectativas sobre o novo ‘Piratas’ podem ser altas. 

Por sua vez, Robbie tem se tornado uma atriz e produtora cada vez mais cobiçada em Hollywood, acumulando projetos dentro e fora do universo dos heróis da DC Comics que esclarecem a extensão da sua atuação. Do live-action de Barbie ao novo projeto de David O. Russell, a australiana tem duas indicações ao Oscar, por ‘Eu, Tonya’ e ‘O Escândalo’, e ganhou o favoritismo de uma legião de fãs com sua interpretação de Harley Quinn. Apesar das recepções negativas e medianas de ‘Esquadrão Suicida’ e ‘Aves de Rapina’, a vilã/anti-heroína conseguiu prevalecer como um dos grandes sucessos do selo, o que em grande parte se deve ao carisma da atriz no papel. 

Se há uma coisa que o Jack Sparrow de Johnny Depp e a Arlequina de Margot Robbie têm em comum é o fato de ambos terem se tornado maiores que seus filmes. A diferença é que ela tem conseguido mostrar o quanto pode ir além.

Pelo ponto de vista estratégico, a Disney não pode ter a Arlequina trocando ideia com o Pantera Negra no próximo filme da Marvel. Mas pode trazer para casa o que deu certo e confiar a Margot Robbie a sequência daquela que sempre foi a Franquia de Um Homem Só.

‘Thor: Amor e Trovão’: Tessa Thompson indica o surgimento de novos heróis do MCU na sequência

A produção de ‘Thor: Amor e Trovão‘ está gradativamente ganhando forma e os fãs podem esperar não apenas o retorno de alguns popular heróis do MCU, como até mesmo o surgimento de novos personagens. A informação foi confirmada pela própria atriz Tessa Thompson, em uma recente entrevista ao The Playlist.

Na ocasião, a intérprete de Valkyrie aguçou a curiosidade dos fãs, ao sugerir a aparição de várias figuras do cânone da Marvel e ainda revelou que sua personagem partirá em uma nova aventura ao lado do herói homônimo.

“Sim, eu posso dizer que ela é definitivamente a rainha da Nova Asgard quando nós a encontrarmos. E assim como no filme anterior, eu diria que ela fará parte de uma aventura envolvendo o Thor, no mesmo sentido do próprio título do filme, ‘Thor: Amor e Trovão‘. E eu diria que algumas coisas bem legal virão. Teremos novos personagens, um pessoal potencialmente de outros locais do MCU…E nós teremos também, quem sabe, algumas figuras que já vimos antes”.

Vale lembrar que a atriz Jamie Alexander, intérprete da personagem Lady Sif, fará o seu retorno na sequência.

Christian Bale também estrela a sequência como o vilão Gorr, o Carniceiro dos Deuses.

Anteriormente previsto para fevereiro de 2022, o quarto filme da saga agora estreia em 06 de maio de 2022, o que, por consequência, adiou outras produções do MCU – incluindo Pantera Negra 2‘Capitã Marvel 2’.

Dirigido por Taika Waititi, o novo filme traz de volta Thor (Hemsworth), Jane Foster (Natalie Portman), Valquíria (Tessa Thompson), Korg (Taika Waititi) e o Grão-Mestre (Jeff Goldblum).

Lembrando que a Marvel já havia adiado todos os seus lançamentos nos cinemas devido a pandemia do Coronavírus, que fechou quase todas as salas de cinemas pelo mundo.

‘Os Croods 2’: Vídeo divertido destaca os animais da produção; Confira!

A Universal Pictures divulgou um novo vídeo divertido para promover a sequência ‘Os Croods 2: Uma Nova Era‘, destacando os animais peculiares da produção.

Confira:

A sequência surpreendeu nas bilheterias dos EUA, arrecadando US$ 14.2 milhões no final de semana estendido – o que representa a MAIOR estreia no país desde a reabertura dos cinemas após a pandemia de COVID.

Levando em conta apenas os três dias de um final de semana normal, a animação arrecadou US$ 9.7 milhões, superando a estreia de ‘TENET‘ (US$ 9.35m) nesse mesmo período de tempo.

Internacionalmente, a sequência arrecadou US$ 20.8 milhões através de sete mercados, totalizando uma estreia global de US$ 35 milhões.

Vale lembrar que ‘Os Croods 2: Uma Nova Era‘ chega aos cinemas nacionais apenas em janeiro de 2021.

No Rotten Tomatoes, a continuação dirigida por Joel Crawford abriu com 76% de avaliações positivas, baseada em 47 análises, até o momento.

Entre os principais comentários, os elogios vão desde os efeitos visuais, à leveza da trama e à cativante mensagem que ela transmite.

Confira as principais críticas:

“Melhor do que o primeiro: uma constante invenção visual, detalhes excepcionais, excelente talento dos dubladores e uma comovente representação comovente dos laços fundamentais de família e comunidade.” – Movie Moon.

“Pode não ser tão inovador quanto o primeiro, mas é essencialmente cativante, embora um pouco caótico, divertido para crianças e não precisa ser nada mais do que isso.” – Associated Press.

“Foi-se o tempo em que chamar um filme passatempo parecia uma maldição ou um elogio fraco. Hoje, parece um algo essencial.” – New York Magazine.

“É um filme estranho, apenas por uma questão estranha, mas também é uma experiência de entretenimento envolvente onde quer que você esteja assistindo.” – Film School Rejects.

“O filme vibra com energia visual – as plantas são uma caixa de Pandora de surpresas e os animais híbridos são inspirados – mas esse rico colírio para os olhos apenas torna a leveza encenada ainda mais aparente.” – The Straits Times.

“Dentro dessa confusão sobre uma família de imitações pré-históricas dos ‘Flinstones’ está uma magia brilhantemente animada que fala sobre o poder da união mesmo quando se é forçado se separar. Muito bom para um desenho animado, especialmente durante uma pandemia.” – ABC News.

O novo filme acompanha a jornada dos Croods em busca de um novo lar. Durante a aventura, eles se deparam com uma família moderna com costumes completamente diferentes dos deles, os Bemelhores.

A família, composta por Esperança Bemelhor (Juliana Paes/Leslie Mann), Bem Bemelhor (Rodrigo Lombardi/Peter Dinklage) e a filha Aurora vivem de uma forma completamente diferente dos homens das cavernas, com inovações tecnológicas e muito mais segurança. 

Os Croods 2 – Uma Nova Era‘ é dirigido por Joel Crawford, que tem no currículo o design de produção de ‘Kung Fu Panda 3‘ e ‘Trolls‘.

 

‘The Wilds: Vidas Selvagens’ é renovada para a 2ª temporada

A Amazon Prime renovou oficialmente a série ‘The Wilds: Vidas Selvagens‘ para a 2ª temporada.

Parte drama de sobrevivência, parte festa do pijama distópica, The Wilds segue um grupo de meninas adolescentes de diferentes origens que devem lutar pela sobrevivência depois que um acidente de avião as deixa em uma ilha deserta. As garotas brigam e se unem enquanto aprendem mais umas sobre as outras, os segredos que guardam e os traumas que todas enfrentaram. Há apenas uma reviravolta neste drama emocionante… Essas meninas não acabaram nesta ilha por acidente.

Sarah Streicher (Demolidor) entra como roteirista principal e produtora executiva ao lado da ABC. Amy B. Harris (Sex and the City) serve como showrunner.

Rachel GriffithsDavid Sullivan, Troy Winbush, Sophia Ali, Sarah Pidgeon, Jenna Clause e Erana James estrelam a produção.

EXCLUSIVO! Stacie Passon, diretora de ‘Os Segredos do Castelo’, conta os segredos de um bom thriller psicológico!

O thriller psicológicoOs Segredos do Castelo’ acaba de estrear nas plataformas de aluguel sob demanda no Brasil e para que você, querido leitor do CinePOP, saiba por que deve assistir a esse filme, nós conversamos com a diretora Stacie Passon, que nos falou sobre os desafios de adaptar uma história tão atemporal. Confira!

CinePop: O Brasil está prestes a assistir ‘Os Segredos do Castelo’ no streaming. Como você chegou a esse projeto? Como você chegou à ideia de fazer esse filme e como se sente com o filme chegando aqui no Brasil no final desse ano, com todo mundo em casa e podendo assistir ao filme?

Stacie: Bom, é ótimo porque o filme é sobre ficar preso em casa, então… Bom, eu espero que isso seja uma coisa boa para o público. Eu li esse livro quando eu era criança e eu adorei. Eles me enviaram o roteiro e eu senti que, como fã, eu poderia fazer justiça a ele. Adoro a ideia de duas irmãs que amam completamente uma à outra, e vivem calmamente na casa delas. E eu pensei que se isso fosse abalado, seria terrível, e eu adoro essa premissa.

CinePOP: E o filme ecoa esse embate de ter que lidar com um desconhecido, a situação de como as irmãs são vistas pelo pessoal do vilarejo…

Stacie: Eu queria que o filme fosse uma história de amor entre irmãs. Sério, eu sei que parece estranho – eu tenho uma irmã e ela viu o filme e disse que eu era meio bizarra. Eu sempre me identifiquei com Merricat Blackwood, não só porque Merricat é a irmã mais nova (como eu), mas também porque a Merricat é meio que uma nerd, que ama ciência, flores, bruxaria e livros, e você pode ver que talvez num tempo anterior os pais dela não a tivessem permitido ser tudo que ela quisesse ser. E, ao eliminá-los, ela agora vive nessa maravilhosa existência com uma parceira que aceita tudo, que é a irmã dela. E eu adoro a bizarrice nisso tudo. É por isso que eu quis fazer esse filme.

CinePOP: Ainda sobre a Merricat, ela é uma personagem que é tipo a responsável da casa, né? É ela quem vai para a vila comprar os mantimentos, etc, e eu me pergunto como que o filme, em outros níveis, também mostra como as mulheres são vistas em algumas partes do mundo, e ainda são vistas, como aquelas que se envolvem com bruxaria, as responsáveis por trazer as coisas ruins para a comunidade, sabe?

Stacie: Eu acho que o filme explora todas as formas como as mulheres são temidas e desconfiadas pela sociedade. Acho que uma coisa boa é que as mulheres no castelo, as duas irmãs, elas simplesmente não querem se envolver com a forma como as pessoas pensam sobre elas. Tem uma cena, no final do filme, que os moradores escreveram “vão embora” na porta delas, mas é mais como se as irmãs tivessem escrito aquilo na porta: “vão embora”. Elas queriam estar protegidas do mundo exterior, elas não queriam se envolver no que estava acontecendo. É como se elas dissessem ao mundo “lidem com os seus problemas, nós não queremos nenhum intruso”. E é claro que o que acontece com essa utopia é que uma pessoa chega para reivindicar o direito à casa e, assim, deixa entrar o fantasma de todas essas pessoas do lado de fora da casa, então é certamente uma metáfora de tentar encontrar o rumo por conta própria como mulher, e é isso que eu amo tanto no livro, porque com certeza Jackson sabidamente armou isso na história. Shirley Jackson queria deixar as pessoas do lado de fora do cérebro dela. Eu acho ela uma escritora incrível. Espero ter trazido justiça ao livro dela.

CinePOP: Nessa linha de pensamento, o filme ecoa tudo que estamos vendo dos discursos de ódio. Eu consigo ver isso no filme, embora a história tenha sido escrita mais de meio século atrás.

Stacie: É, a história foi escrita em 1962. É claro que há muito trauma de pós-guerra ali. E a Shirley, naquela época, tomava muitas drogas e tinha que lidar com o marido mulherengo ao mesmo tempo. É engraçado que há uma campanha surgindo no seu país e no meu, um nacionalismo que é assustador, e eu pensei sobre isso quando estava fazendo o filme. Há uma camada de ideias político-sociais na história que nos leva a onde estamos hoje, com certeza. Eu não sei se você sabe, mas na sequência do incêndio, no filme, há um monte de retratos de pessoas que moraram na casa, e são todos retratos de homens, e estão queimando.  Eu não sei exatamente o que significa, mas é um visual interessante.

CinePOP: Com certeza! Eu adoro a parte do final de ‘Os Segredos do Castelo’, de verdade!

Stacie: Obrigada!

CinePOP: Eu não posso dizer muito mais que isso para não estragar o filme, mas fiquei surpresa, especialmente porque essas duas personagens, Merricat e Constance, elas são ao mesmo tempo tão diferentes e tão iguais! E Alexandra Daddario e Taissa Farmiga fizeram um trabalho oposto em cena, e dava para ver que era difícil para elas atingir esse ponto de interpretação porque não era possível mostrar muitas emoções.

Stacie: Nós conversamos muito sobre isso enquanto filmávamos. Acho que as duas personagens foram treinadas para não demonstrar emoções. A personagem da Alexandra, Constance, foi treinada para sorrir. E acho que Merricat não tem isso dentro dela, de conseguir existir no mundo. Ela está tentando, mas não consegue e desiste. É o motivo pelo qual ela se livra de todo mundo, porque ela não consegue entender a lógica que as pessoas esperam que ela tenha. Há provavelmente uma forma com que Merricat gostaria de viver e que viria à tona se todas essas pessoas opressoras sumissem, e acho que Merricat faz isso. Não sei se ela precisa demonstrar algum sentimento no rosto, e isso não é bizarro, é apenas a forma como ela é.

CinePOP: Nos últimos anos tem havido muitos thrillers dirigidos e protagonizados por mulheres. Você acha que isso é uma tendência para os próximos anos no cinema?

Stacie: Acho que as mulheres estão assumindo um pouco mais o controle dos thrillers psicológicos porque acho que elas podem trazer um pouco mais de entendimento da história de fundo das personagens mulheres, que ou perpetuam o crime ou que são as vítimas de crimes. Se vai ser horror ou suspense, ser mulher traz uma diferente perspectiva. Um grande exemplo é ‘Babadook’. É um filme completamente perfeito e nenhum outro diretor poderia ter feito aquele filme. Quer dizer, Jennifer Kent poderia ter feito esse filme, mas às vezes me pergunto se o filme tivesse sido dirigido por um homem, o que seria perdido, entende? Tem algo a ver.

CinePOP: Com certeza! Mudando um pouco, a direção de arte é surpreendente em ‘Os Segredos do Castelo’: os detalhes, os contrastes de cores, a composição de ambiente. No início do filme tudo é mais brilhante e colorido, o sol entra na cozinha e, do meio para o final tudo é mais sombrio. E é difícil achar o ângulo certo em uma casa para conseguir capturar tudo isso.

Stacie: Nós tivemos uma diretora de arte maravilhosa, chamada Anna Rackard, e uma das coisas que eu mais gostava nela era o senso de cor dela. E também os designers Eimer Ni, eu e Anna Rackard, nós criamos uma paleta de cores e entendemos quando trouxemos pro set que rosa, azul vibrante, brancos e verdes acabariam criando uma cena colorida, mas em algum momento essas cores se emudeceram e ficaram reais. A ideia era começar nessa forma cartunesca e se transformar no básico da realidade, mais escuro. Então, obrigada por perceber isso.

CinePOP: Imagina! E, bom, parece no filme que há três personagens principais: as duas irmãs e a casa em si. E me parece que o filme não seria a mesma coisa se a história se passasse em um apartamento ou em outro tipo de casa ou castelo, porque há o jardim, as escadas, muitos andares etc. Como você, como diretora, conseguiu encontrar a linguagem de dizer isso no filme, sem dizer isso ao espectador?

Stacie: A casa, para mim, é um personagem, e representa o privilégio. As meninas que cresceram nesse privilégio e não pediram por esse privilégio mas foram envolvidas por ele, se tornaram como a própria casa: um ornamento. Então, quando um ornamento queima, o privilégio queima, e pessoas que desejavam estar na casa não vão querer mais estar na casa porque é inabitável, mas elas ainda querem, querem estar lá porque é onde a outra está. Então, elas não precisam de privilégios, elas precisam uma da outra. Acho que o castelo é a percepção do privilégio, e quando esse privilégio vai embora, o que resta às pessoas?

O CinePOP agradece à diretora Stacie Passon por conversar conosco! ‘Os Segredos do Castelo‘ já está disponível para aluguel nas plataformas de streaming.

‘Tron: O Legado’ faz 10 Anos; Confira DEZ CURIOSIDADES sobre o adorado filme!

Tron: O Legado, sequência do filme homônimo lançado em 1982, fez aniversário de dez anos nos últimos dias e, desde seu lançamento e de sua subestimada recepção por parte da crítica, ganhou uma legião de fãs que revisitaram diversas vezes o longa-metragem dirigido por Joseph Kosinski.

Kosinski, aliando-se ao produtor Steven Lisberger (que comandou a obra original), resolveu criar um projeto de alto-conceito, convencendo a Walt Disney Pictures a seguir em frente com a ideia, resultando em uma indicação ao Oscar pela incrível trilha sonora de Daft Punk e uma bilheteria de mais de US$400 milhões.

Na história, Sam, filho do famoso programador de jogos de computador Kevin Flynn, é assombrado há muito tempo pelo misterioso desaparecimento do pai. Um sinal estranho leva Sam ao fliperama de Flynn, onde é puxado para dentro de um mundo cibernético, o mesmo em que seu pai está preso há 20 anos. Sem receio, o guerreiro Quorra, Kevin e Sam procuram escapar de um universo que, embora magnífico, é muito mais avançado e perigoso do que Kevin tinha imaginado.

Para celebrar suas bodas, separamos uma breve lista com dez curiosidades sobre os bastidores do filme.

Confira:

REALIDADE AUMENTADA

As vozes da plateia durante a batalha de discos são, na verdade, as vozes do público durante o painel da Disney para o filme na Comic-Con de San Diego em 2010. Os fãs foram instruídos a gritarem frases que apareciam em uma tela gigante – e os sons foram gravados pelos técnicos da companhia de sonoplastia Skywalker.

O PESO DE UM SCI-FI

As filmagens de Tron: O Legado duraram apenas 64 dias. Entretanto, a pós-produção levou um tempo dezenas de vezes maior – 68 semanas, para ser mais exato, devido à quantidad absurda de efeitos especiais.

A VOZ DO POVO

Os primeiros rascunhos do roteiro assinado por Edward KitsisAdam Horowitz (a dupla por trás de ‘Once Upon a Time’) não traziam o papel de Alan Bradley. Depois de um pedido público feito pelos fãs e por Bruce Boxleitner, Alan foi acrescentado à história. Boxleitner foi elogiado por sua performance e até mesmo fez aparições como o personagem para promover o filme.

GRANDES PODERES, GRANDES RESPONSABILIDADES

A Disney deu um voto de confiança para Joseph Kosinski, visto que Tron: O Legado foi a estreia diretorial do realizador. Entretanto, a Casa Mouse gostou das ideias que ele apresentou e, até hoje, carrega consigo o maior orçamento de um filme para um diretor estreante (US$170 milhões).

REJUVENESCENDO

Para interpretar o programa de computador CLU, o rosto de Jeff Bridges foi rejuvenescido com a mesma tecnologia do aclamado drama ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’, lançado dois anos antes, para “envelhecer” Brad Pitt. Dessa forma, Bridges parece estar na casa de seus trinta anos (quando, à época, tinha 61).

FÃ DE CARTEIRINHA

Michael Sheen sempre foi um fã inveterado do filme original da franquia ‘Tron’ e, quando recebeu a oferta para viver Zuse em Tron: O Legado, quis imediatamente aceitar o papel. Entretanto, os agentes de Sheen não queriam que a Disney descobrisse o quanto ele queria participar do filme, porque, dessa forma, os executivos da Casa Mouse poderiam oferecer uma quantia bem menor que a pretendida por sua aparição.

PARCERIA DE SUCESSO

O duo conhecido como Daft Punk era um grande fã do filme original e rapidamente concordaram em compor a trilha sonora da sequência. Kosinski disse que, quando os entrevistava para o filme, percebeu o desejo que eles tinham de manter preservado o espírito do primeiro longa.

TECNOLOGIA DE PONTA

Diferente de seus contemporâneos, Tron: O Legado foi rodado desde o princípio no formato 3D, em vez de ser convertido na pós-produção. Os equipamentos usados, inclusive, faziam parte de uma geração à frente da tecnologia de ‘Avatar’ (2009).

QUEM SERÁ SAM FLYNN?

Garrett Hedlund fez um bom trabalho ao viver o protagonista Sam Flynn no longa-metragem, mas o ator não foi a primeira opção dos executivos da DisneyCasey AffleckChris PineRyan GoslingMichael Stahl-David também foram considerados para o papel.

SEQUÊNCIA DESCARTADA (ATÉ AGORA)

A conclusão da história de Tron: O Legado abriria espaço para um terceiro filme da franquia. Kitsis e Horowitz já estavam escrevendo o roteiro para uma continuação em potencial, mas a Disney resolveu investir em sequências da franquia ‘Star Wars’ e da saga da Marvel, visto que apresentavam prospectos melhores de bilheteria. Dez anos mais tarde, um novo capítulo da saga foi confirmado e está em desenvolvimento ativo.

Os 15 Melhores Videoclipes de 2020

Finalizando nosso especial musical de fim de ano, separamos os quinze melhores videoclipes de 2020 como parte da última matéria para celebrar um dos anos mais memoráveis da indústria fonográfica.

Desde as obras menos conhecidas, como “Joan of Arc on the Dance Floor”, até as mais populares, como “WAP”“Watermelon Sugar”, confira as nossas escolhas abaixo:

15. “THE BOX”, Roddy Ricch

Direção: Roddy Ricch, Christian Breslauer

Roddy Ricch comandou com sólida força o videoclipe de “The Box”, cuja história o colocar no centro de uma narrativa à la ‘Velozes e Furiosos’. Passando por diversos momentos de uma vida recheada de ação, Ricch faz uma reflexão sobre seu crescente sucesso e de que forma tudo pode ser encarado com exagero desnecessário.

14. “WATERMELON SUGAR”, Harry Styles

Direção: Bradley & Pablo

“Watermelon Sugar” entrou para nossa lista de melhores músicas do ano passado – e é claro que o aclamado single de Harry Styles ganharia um videoclipe oficial no mesmo nível. Alegadamente, Styles usou certos psicotrópicos para compor o álbum, o que explica as referências dos anos 1960 do clipe e da paleta de cores vibrante.

13. “POSITIONS”, Ariana Grande

Direção: Dave Meyers

lead single homônimo de ‘Positions’, mais recente álbum de Ariana Grande, veio acompanhado de incrível clipe arquitetado em semi-planos sequência em que uma das cantoras mais interessantes da atualidade assume a presidência dos Estados Unidos – a posição de alta cobiça.

12. “XS”, Rina Sawayama

Direção: Ali Kurr

Exagerado, colorido, propositalmente artifical – esses são alguns dos poucos adjetivos que caracterizam “XS”, um dos icônicos videoclipes do álbum de estreia de Rina Sawayama. A diretora criou uma narrativa simples de ser entendida e colocando a artista como uma robô pin-up que vende um produtor caro e desnecessário.

11. “FEVER”, Dua Lipa, Angéle

Direção: WAFLA

Filmes musicais que não desejam ser mais do que conseguem são sempre bem-vindos – e, por essa razão, “Fever” entrou para nossa lista. Aqui, Dua LipaAngéle discorrem de uma química apaixonante enquanto andam pelas ruas escuras de uma cidade, entrando em danceterias ou até mesmo comendo batata frita de um food truck.

10. “SPOTLIGHT”, Jessie Ware

Direção: Jovan Todorovic

Jovan Todorovic trouxe a estética cinematográfica para “Spotlight”, um dos vários singles do aclamado álbum ‘What’s Your Pleasure?’, de Jessie Ware. A bordo de um trem em alta velocidade, Ware atravessa corredores perdidos em momentos que não voltam mais – e através de uma frenética e arrepiante edição.

9. “GIRL LIKE ME”, Black Eyed Peas, Shakira

O quinto single do mais novo álbum do grupo Black Eyed Peas trouxe uma parceria inesperada com Shakira. A icônica artista latina roubou os holofotes em um animado videoclipe, comandando movimentos que variam desde o vogue até os workouts de Jane Fonda.

8. “CARDIGAN”, Taylor Swift

Direção: Taylor Swift

Em sua nova incursão diretorial, Taylor Swift encontrou em “cardigan” uma das melhores narrativas de toda a sua carreira. Munida apenas de um piano de cauda, Swift viaja através de mundos fantásticos, admirando a natureza selvagem de uma floresta ou lutando para sobreviver numa tempestade em alto-mar.

7. “RACHA”, Urias

Produção: Brabo

Urias já havia feito história ao levar para casa uma estatueta da Premiação de Berlim pelo irretocável “Diaba” – e voltou mais uma vez esse ano com o videoclipe oficial de “Racha”. Fazendo jus ao título da canção, Urias sensualiza com movimentos fluidos e posa ao lado de um carro de corrida, erguendo-se em holofotes preto e branco.

6. “WAP”, Cardi B feat. Megan Thee Stallion

Direção: Colin Tilley

Colin Tilley criou uma bizarra e divertida experiência com “WAP”, videoclipe oficial da música performada por Cardi BMegan Thee Stallion. Para tanto, resolveu criar uma justaposição conflitante entre o explícito conteúdo da canção e os visuais coloridos, colocando as performers em uma mansão infinita, num equilíbrio perfeito entre elegância, sensualidade e extravagância.

5. “PRISONER”, Miley Cyrus feat. Dua Lipa

Direção: Alana O’Herlihy, Miley Cyrus

“Prisoner” não é apenas um dos melhores filmes musicais do ano, mas também das últimas décadas. Dirigido por Alana O’HerlihyMiley Cyrus, a história traz a dupla formada por Cyrus e Dua Lipa encarnando o estilo peculiar das The Runaways, com roupas de couro, uma sóbria paleta de cores e um filtro setentista convidativo e narcótico.

4. “PHYSICAL (LET’S GET PHYSICAL WORK OUT)”, Dua Lipa

Direção: Daniel Carberry

Sim, sim, “Physical” é um videoclipe incrível, mas você já assistiu à outra versão estrelada por Dua Lipa? O vídeo de treinamento dirigido por Daniel Carberry é uma joia rara da plataforma do YouTube e, dessa vez, encarna Jane Fonda através de uma carta de amor com figurinos impactantes e movimentos dinâmicos.

3. “ALREADY”, Beyoncé

Direção: Beyoncé

“ALREADY” faz parte do filme ‘BLACK IS KING’ – e resume toda a importância que Beyoncé representa para a celebração e a exploração da cultura africana, trazendo-a para o cenário mainstream e revisitando suas raízes antepassadas. Inspirada pelas tribos Zulu e Xhosa, a narrativa é uma alegoria para a libertação da comunidade negra de todos os dilemas que enfrentou ao longo dos séculos.

2. “JOAN OF ARC ON THE DANCE FLOOR”, Aly & AJ

Direção: Aly Michalka, Stephen Ringer

Enquanto grande parte dos artistas se limitaram às décadas finais do século passado, Aly & AJ foram ainda mais longe e voltaram para o início da arte cinematográfica com o videoclipe de “Joan of Arc on the Dance Floor”. Rodando através de uma lente 16mm e outra 35mm, o estilo do clipe é inspirado no expressionismo alemão e nos longas-metragens da Era Muda do cinema.

1. “911”, Lady Gaga

Direção: Tarsem Singh

Nada poderia nos preparar para o que Lady Gaga havia em estoque no mundo de ‘Chromatica’.

Para o 3º single do álbum, “911”, Gaga abraça a arte surrealista ao lado de Tarsem Singh, valendo-se de elementos clássicos do cinema, incluindo os longas-metragens ‘A Cor da Romã’‘8 1/2’. A artista acorda em um deserto, rodeada de romãs, e então segue um cavaleiro misterioso até um vilarejo onde as coisas mais estranhas acontecem. A onírica narrativa termina em uma reviravolta gigantesca, que se tornou um dos assuntos mais comentados do ano e que chocou fãs ao redor do mundo.

‘All American’: CW está desenvolvendo spin-off da série

De acordo com o TVLine, a CW está desenvolvendo um spin-off do drama esportivo ‘All American‘.

A potencial nova série – que deve ser apresentada na próxima temporada da série original – será ambientada em uma universidade historicamente negra e será focada na Simone Hicks (Geffri Maya).

Vale lembrar que a 3ª temporada de ‘All American‘ irá estrear no dia 18 de janeiro.

A série foi criada por April Blair.

Quando um jogador de futebol de uma escola de South Los Angeles é recrutado para jogar no time Beverly Hills High, as vitórias, perdas e lutas de duas famílias de diferentes mundos – Crenshaw, bairro periférico da Califórnia, e Beverly Hills, o famoso bairro rico da mesma cidade – começam a colidir. Inspirado pela vida do jogador de futebol profissional Spencer Paysinger.

O elenco inclui Daniel Ezra, Samantha Logan, Michael Evans Behling, Taye Diggs e Greta Onieogou.

‘Aves de Rapina’ pode ganhar sequência? Margot Robbie responde!

Aves de Rapina‘ prometia ser um grande sucesso e uma revolução nas adaptações da DC Comics por trazer o primeiro grupo de anti-heroínas para as telonas.

No entanto, o longa arrecadou apenas US$ 201,8 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 85 milhões. Ou seja, o filme apenas se pagou – mas não gerou o lucro esperado.

Sendo assim, parece que a Warner Bros não tem planos de investir numa sequência, pelo menos por enquanto.

Durante uma entrevista para o The Hollywood Reporter, Margot Robbie, a Harley Quinn, foi questionada sobre o assunto e deu uma resposta um tanto desanimadora.

“Não sei de nada sobre uma sequência. Por enquanto, acho que não há planos nem nada que valha a pena mencionar.”

Apesar disso, o elenco tem esperança em reprisar seus papéis no futuro.

Em entrevista ao Uproxx, Rosie Perez, intérprete de Renee Montoya, revelou que estaria disposta a retornar para a sequência caso o estúdio desse sinal verde.

“Digo, se isso acontecer, claro. Quando você diz isso, a primeira coisa que vem na minha cabeça é: ‘meu Deus, preciso perder peso e entrar em forma de novo”.

Perez não é a única que demonstrou interesse em revisitar o universo das anti-heroínas. Em uma recente entrevista ao Comic Book, Chris Messina, que viveu o vilão Zsasz, comentou que adoraria reprisar o papel e não pensaria duas vezes em retornar ao universo da DC.

“Eu amei interpretar o personagem e eu amo aquele grupo de pessoas, foi uma coisa bastante divertida e nova para mim. Eu adoraria poder interpretá-lo mais uma vez, vê-lo sob novas perspectivas. Não tenho nenhum plano para isso, mas se eles me chamasse, eu iria”.

Vale lembrar que a diretora Cathy Yan revelou ao The Wrap que tem ideias para uma sequência do longa e pretende explorar o relacionamento entre Harley Quinn e a Hera Venenosa.

“Eu adoraria trazer a Hera Venenosa para o cinema e iria investir num relacionamento entre ela e Harley Quinn, porque seria completamente desafiador e chocante ver duas personagens fortes tomando a frente de uma nova franquia.”, disse a cineasta.

Questionada se ainda tem esperança de realizar a sequência, Cathy pareceu confiante.

“Eu não sei, mas acho que as pessoas não estão prontas para se despedirem da Harley Quinn. Também acho que Margot [Robbie] ainda tem muito fôlego para interpretá-la por mais alguns anos, então… Quem sabe. Eu espero que possamos fazer isso.”

Confira nossa crítica:

Crítica | Aves de Rapina – DC acerta novamente com filme divertido, colorido e cheio de vida

Já ouviu falar daquela sobre o policial, o passarinho, a psicótica e a princesa da máfia? ‘Aves de Rapina’ é um conto deturpado contado pela própria Harley Quinn, e da única forma como Harley consegue contá-la. Quando o vilão mais narcisista e nefasto de Gotham City, Roman Sionis, e sua zelosa mão-direita, Zsasz, colocam o alvo em uma garota chamada Cass, a cidade vira de cabeça para baixo procurando por ela. Os caminhos de Harley, Caçadora, Canário Negro e Renee Montoya colidem um com o outro e o time não tem escolha a não ser derrubar Roman de seu pedestal.

O elenco conta com Margot Robbie (Arlequina), Mary Elizabeth Winstead (Caçadora), Jurnee Smollett-Bell (Canário Negro), Rosie Perez (Renee Montoya), Ella Jay Basco (Cassandra Cain), Ewan McGregor (Máscara Negra) e Chris Messina (Victor Zsasz).

‘The Resident’: Jessica Lucas entra para o elenco da 4ª temporada

De acordo com o Deadline, Jessica Lucas (‘Gotham‘) entrou para o elenco regular da 4ª temporada de ‘The Resident‘.

A atriz irá interpretar Billie, uma amiga de infância do Nic que costumava ser uma brilhante residente em neurocirurgia, mas que foi afastada após cometer um erro trágico.

O próximo ciclo irá estrear no dia 12 de janeiro.

A série foi criada por Amy Holden JonesHayley SchoreRoshan Sethi.

A trama gira em torno do Dr. Devon Pravesh (Dayal), um jovem médico idealista que começa seu primeiro dia sob a supervisão de um brilhante e austero residente sênior, revelando o lado bom e mau da medicina moderna. As vidas podem ou não ser salvas, mas as expectativas serão sempre destruídas.

Estrelada por Matt Czuchry, Emily VanCamp, Manish Dayal, Jenna Dewan, Shaunette Renée Wilson e Bruce Greenwood.

‘Falcão e Soldado Invernal’: Kevin Feige elogia Anthony Mackie durante o delicado processo de filmagens

A produção de ‘Falcão e Soldado Invernal‘ enfrentou uma série de entraves ao longo de 2020. Com a pandemia do coronavírus se espalhando ao redor do mundo, a Marvel Studios se viu forçada a interromper as gravações, resultando no adiamento da estreia.

Além disso, com as restrições de viagens internacionais, a Disney teve que reajustar o seu modus operandi, construindo sets provisórios que pudessem substituir algumas da locações estrangeiras que faziam parte da narrativa.

E em meio a um turbilhão de contratempos e alterações, o astro Anthony Mackie mostrou ser um grande líder entre os colegas de trabalhos. E seus esforços foram exaltados pelo presidente da Marvel Studios, Kevin Feige

Em uma entrevista à Emmy Magazine, ele pontuou especificamente que o intérprete do Falcão “demonstrou uma forte liderança” durante o período mais delicados das filmagens da série, contribuindo para que o ambiente de trabalho se tornasse ainda mais leve e prazeroso, mesmo em meio a tantos entraves.

Recentemente, a página Zazzle divulgou recentemente uma nova arte promocional da vindoura série ‘Falcão e Soldado Invernal’.

O pôster estampa Emily Van Camp em seu icônico papel como a Agente Sharon Carter.

Confira:

Seguindo os eventos de ‘Vingadores: Ultimato’, Sam Wilson/Falcão e Bucky Barnes/Soldado Invernal se unem em uma aventura global que testa suas habilidades – e sua paciência – em ‘Falcão e Soldado Invernal’.

Anthony Mackie e Sebastian Stan estrelam como os respectivos personagens titulares. Emily Van CampDaniel Brühl e Noah Mills completam o elenco.

Kari Skogland, veterana da televisão norte-americana, será responsável pela direção de todos os seis episódios.

 

Trixie Mattel e Katya reagem ao filme ‘Natal com Dolly Parton’ em vídeo hilário; Confira!

Para promover o lançamento do filme ‘Natal com Dolly Parton‘ (Christmas on the Square), a Netflix divulgou um novo vídeo hilário com as Drag Queens Trixie Mattel e Katya reagindo à produção.

Confira:

Vale lembrar que o longa já está disponível na Netflix!

Regina Fuller (Christine Baranski), uma rica e esnobe mulher, retorna para sua pequena cidade natal pouco depois da morte do pai para despejar todos antes da temporada natalina. Depois de se encontrar com um anjo (Dolly Parton), um compilado de velhas histórias e um romance de outrora da comunidade local reacende o calor em seu coração.

O filme é dirigido e coreografado por Debbie Allen e também traz no elenco Christina BaranskiJenifer LewisTreat WilliamsJeanine MasonJosh SegarraMary Lane HaskellMatthew JohnsonSelah Kimbro Jones.

Parton compôs nada menos que 14 músicas originais para o longa-metragem, incluindo “Christmas on the Square”, que fará parte do vindouro álbum A Holly Dolly Christmas.

 

Netflix | Por que ‘O Espetacular Homem-Aranha’ é a melhor série do herói?

Lançada em 2008, a série animada O Espetacular Homem-Aranha foi uma tentativa da Marvel de reviver o Cabeça de Teia na televisão após o fracasso contundente que Homem-Aranha: A Série foi. Para os sortudos que não se lembram, Homem-Aranha: A Série foi lançada em 2003 como um tipo de continuação não canônica dos filmes de Sam Raimi. A animação era toda feita num 3D esquisito, bastante parecido com os gráficos de PlayStation 1 e com uma atmosfera meio gótica. Enfim, foi um desastre e não durou mais que os 13 episódios da primeira e única temporada.

É, Marvel… Teu passado te condena.

A queda foi tão grande que o personagem mais popular da empresa, que estava brilhando nos cinemas na pele de Tobey Maguire, passou cinco anos sem ter uma animação sequer nas TVs. Porém, isso mudou em 2008, quando O Espetacular Homem-Aranha chegou para revolucionar o personagem na TV e trazer para as telinhas algumas das melhores adaptações de histórias em quadrinhos que o mundo já viu. Criada e dirigida por Greg Weisman, além de contar com produção de Avi Arad – que também produziu a trilogia do Aranha nos cinemas -, a série conseguiu reunir diferentes décadas de “Peter Parkers” em um Peter só. Incluindo o de Tobey Maguire, que foi homenageado na abertura, que recriava cenas dos filmes em versão 2D.

O primeiro vilão a ser enfrentado pelo Homem-Aranha é o Abutre, que já introduz elementos clássicos da história do herói, como a Oscorp.

Ao longo de duas temporadas com 13 episódios, cada, a produção conseguiu expandir a mitologia do herói com um nível de profundidade e maturidade muito grande. Na trama, Peter Parker é um adolescente que está se acostumando a ser um nerd no colégio e um super-herói admirado e perseguido fora dela. Tudo isso enquanto tenta conciliar sua vida estudantil, familiar e amorosa com as incertezas da vida de herói mascarado. Dentre tantos méritos que a série tem, o maior deles é entender o personagem. Nos últimos anos, tivemos muitas produções do herói, incluindo filmes, jogos e desenhos animados que priorizaram a vida de combatente do crime em vez da vida de adolescente excluído buscando seu espaço e sua identidade. Nos quadrinhos, o nascimento do Homem-Aranha revolucionou o mercado por mostrar que Peter Parker era mais importante que o Homem-Aranha. Acompanhar a vida do jovem que tinha problemas como qualquer leitor cativou bilhões de fãs pelo mundo, mas parece que poucas adaptações compreenderam isso. Felizmente, O Espetacular Homem-Aranha entendeu e se apegou a isso para construir a melhor adaptação de herói nas telinhas.

Liz Allen, Peter Parker e Gwen Stacy protagonizam um triângulo amoroso em meio a uma trama que envolve o Sexteto Sinistro.

As ambientações dos episódios são sempre divididas entre o Colégio Midtown, a Oscorp, a casa dos Parker, o Laboratório do Dr. Connors e cenários famosos de Nova York. O núcleo de personagens gira em torno dos colegas de classe de Peter, como Gwen Stacy, Harry Osborn, Liz Allen, Flash Thompson e os caras da equipe de futebol, Mary Jane Watson, Tia May, Eddie Brock, J.J. Jameson e Norman Osborn. Mas outros personagens clássicos da mitologia do herói aparecem vez ou outra, já que as tramas têm muitos desdobramentos. Com essa galera toda interagindo, temos momentos muito pessoais de Peter Parker sendo trabalhados, como o drama dele ser o melhor jogador de futebol americano da escola, mas precisar fingir ser um pereba para que ninguém suspeite de seus poderes, o primeiro encontro, os foras que ele leva, as humilhações sofridas por ser um nerd, as conquistas por seu jeito sincero, as decepções amorosas, o conflito com Harry e Gwen… E por aí vai. Além disso, temas pertinentes sobre o amadurecimento e as incertezas da adolescência são trazidos de forma muito responsável. Por exemplo, a transformação de Harry no Duende Macabro vem junto a uma analogia do uso de drogas na adolescência. Os constantes questionamentos sobre Peter e suas escolhas na vida profissional também são recorrentes.

A Globulina Verde é usada para fazer uma analogia sobre o uso de drogas na adolescência.

Mas não pense que só tem Peter Parker na série. Muito pelo contrário! Os duelos e combates físicos e morais do Homem-Aranha são incríveis! A começar pela galeria de vilões que é utilizada. Como era de se esperar, o Duende Verde é o principal antagonista da série, mas eles não se limitam apenas a ele. Nomes mais conhecidos como Doutor Octopus, Venom, Rino, Mysterio e Homem-Areia são presença constante nos episódios, que também trazem uma vilania mais popular nas HQs, como o Cabeça de Martelo, Camaleão, Gata Negra, Cabelo de Prata, Abutre, Shocker, Electro e Kraven, O Caçador. E é óbvio que com esse pessoal todo, diversas formações do Sexteto Sinistro são mostradas para infernizar a vida do herói, que precisa lidar frequentemente com assaltos a banco, sequestros, atentados terroristas e tentativas de homicídio com muita naturalidade. A melhor parte é que esses vilões não são apenas jogados na narrativa. Cada um tem sua própria história e desenvolvimento, mostrando ambos os lados da ameaça.

A relação com a Gata Negra, que, por conta de um erro na tradução, tem sua primeira aparição creditada como “Mulher-Gato” é um dos pontos altos da série.

Os traços da animação, porém, costumavam ser citados como um empecilho para atrair público, já que eram bem cartunescos e a tecnologia da época já permitia uma animação mais realista. Só que a história é tão bem trabalhada, os uniformes e ambientações são tão fiéis aos quadrinhos que chega a ser bobeira reclamar desse estilo de animação da série. Mesmo com esses traços típicos de cartum, momentos retirados diretamente das HQs são adaptados com muita fidelidade, como o primeiro encontro de Peter e Mary Jane. No entanto, a arte pesou na hora do prosseguimento da série. Isso porque a série tinha sido planejada para ser desenvolvida em cinco temporadas, totalizando 65 episódios, fora o plano de adaptar “O Casamento do Homem-Aranha” em um especial após o fim da série. Porém, tudo isso foi por água abaixo enquanto a terceira temporada da série estava sendo escrita. Nela, o vilão principal seria o Duende Macabro e outros personagens Marvel, como CarnificinaMotoqueiro Fantasma, Escorpião, Senhor Negativo e Homem-Hídrico fariam participações ao longo dos episódios. Havia também o planejamento de lançar um filme animado contando sobre o Doutor Connors trabalhando na cura para o Electro.

O espanto de Peter Parker ao se deparar com Mary Jane na porta de casa é um dos momentos icônicos das HQs que entrou na série animada.

Por que isso não aconteceu? Bem, a Disney comprou a Marvel Entertainment e resolveu não dar prosseguimento ao seriado para investir em uma nova abordagem do herói chamada Ultimate Homem-Aranha, que tinha um roteiro mais infantilizado, voltado para piadocas e bobajadas, mas exibia traços mais trabalhos, fugindo do estilo cartunesco da anterior, e apostando em novas tecnologias para ter um estilo de animação mais moderno. A decisão não agradou aos fãs, que fizeram uma petição que reuniu mais de 10 mil assinaturas pedindo a continuação de O Espetacular Homem-Aranha. Só que não deu em nada.

Com visual mais moderno e voltado para o humor, Ultimate Homem-Aranha substituiu O Espetacular Homem-Aranha.

Após vários anos sem ser exibida no Cartoon Network e passando com episódios fora de ordem no Bom Dia & Cia, os 26 episódios de O Espetacular Homem-Aranha podem enfim voltar a ser encontrados com facilidade e na ordem correta no catálogo da Netflix. A produção é fundamental para todos os fãs do herói, de quadrinhos em geral e é ideal para quem quer conhecer um pouco mais sobre o Homem-Aranha sem necessariamente ler os quadrinhos.

EXCLUSIVO! Lorena Queiroz Conversa com o CinePOP sobre ’10 Horas Para o Natal’

Falta menos de uma semana para o Natal e a fofíssima atriz Lorena Queiroz – uma das protagonistas do filme natalino brasileiro ‘10 Horas para o Natal‘ – conversou com exclusividade com o CinePOP sobre como foi gravar um filme no meio da 25 de Março, em São Paulo, e contou também o que ela pediu para o Papai Noel este ano! Confira:

 

As 50 Melhores Músicas de 2020

Continuando nosso especial de fim de ano, o CinePOP separou uma lista com as 50 melhores músicas de 2020 – um trabalho nem um pouco fácil, diga-se de passagem.

Desde o resgate da explosão pop-rock dos anos 1980 e 1990 até o melhor da MPB contemporânea, artistas como Lady GagaDua LipaKylie Minogue apostaram no escapismo dançante, nos deixando ansiosos para retornar aos clubes para mexer o esqueleto. Bob DylanTaylor Swift, por sua vez, mergulharam na sinestesia reflexiva e poética com odes quase literárias, incrementando um ano marcado pela melancolia e pelo isolamento.

Confira abaixo nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:

50. “SMILE”, Katy Perry

Três anos e vários singles soltos depois de sua última incursão com ‘Witness’, Katy Perry voltou com seu álbum ‘Smile’ – e a música-título é a melhor entrada da produção. Com inflexões para o nu-disco que nos lembram de Diana RossDonna Summer do melhor jeito possível – isso sem mencionar o adorável videoclipe oficial.

49. “THEREFORE I AM”, Billie Eilish

Billie Eilish ganhou o mundo ao lançar o aclamado álbum ‘When We All Fall Asleep, Where Do We Go?’ e, pouco tempo depois, voltou com um single bastante interessante que resgatou o pop noir que a colocou no topo do mundo. “Therefore I Am” é uma competente e incisiva canção que traz ácidas críticas sobre alguém que pensa ser muito mais do que consegue.

48. “MY HAIR”, Ariana Grande

2020 não seria 2020 se Ariana Grande não tivesse lançado mais um álbum de estúdio. Seguindo os passos dos ovacionados ‘Sweetener’‘Thank U, Next’‘Positions’ voltou para o R&B clássico da cantora – e trouxe algumas pérolas da música. “my hair” é uma dessas joias que provavelmente não vão ganhar o reconhecimento que merecem, mas que é digna de entrar para nossa lista por sua construção sensual e nostálgica.

47. “BACK TO ME”, Lindsay Lohan

Se teve alguém que nos surpreendeu neste ano, essa pessoa foi Lindsay Lohan. Anunciando sem muito alvoroço seu aguardado retorno para a música, “Back To Me” é um synth-pop noventista com reflexos dos anos 2000 que traz a cantora e compositora no auge de uma maturidade que sabe que fez coisas erradas – mas que cresceu e não se arrepende disso.

46. “PINK DIAMOND”, Charli XCX

Pouco depois de seu álbum homônimo, Charli XCX lançou de surpresa o álbum ‘how i’m feeling now’ e, conhecendo o estilo da cantora, ela iria se respaldar com força no PC music que vem explorando com mais e mais afeição desde o início da década passada. Com “pink diamond”, Charli deixa claro que não tem medo de experimentar e unir gêneros conflitanes em um mesmo espectro.

45. “DEATH BY ROCK AND ROLL”, The Pretty Reckless

Já fazia um tempo desde que The Pretty Reckless lançava músicas originais, mas nos presenteou no começo de 2020 com a divulgação de “Death By Rock and Roll”. O lead single do vindouro álbum homônimo (com estreia agendada para 2021) é uma ode ao hard rock e mistura sensualidade e acidez – além de ser guiado pelos potentes vocais de Taylor Momsen.

44. “ABOUT LOVE”, MARINA

MARINA emprestou sua conhecida e melódica voz para a sequência do filme ‘Para Todos os Garotos que Já Amei’ – e o resultado foi o melhor do suis generis das semi-baladas pop. Misturando piano com sintetizadores, a canção é uma análise bastante humana do que significa se apaixonar e do que é o amor.

43. “BRAIN & HEART”, Melanie Martinez

Pouco depois de ‘K-12’, Melanie Martinez voltou com o breve EP ‘After School’, que se tornou sua produção mais coesa desde sua recente estreia na indústria fonográfica. Mantendo-se em uma estrutura digna do final dos anos 2010, com as batidas quebradas e uma atmosfera quase onírica, “Brain & Heart” é uma das faixas que resume exatamente o que e quem Melanie representa para a música contemporânea.

42. “JOAN OF ARC ON THE DANCE FLOOR”, Aly & AJ

“Joan of Arc on the Dance Floor” provavelmente passou longe do radar mainstream de 2020, mas a incursão realizada entre a dupla Aly & AJ é uma das semibaladas mais poderosas do ano. A iteração, movida por sintetizadores e por ecos vocais arrepiantes, amalgama presente e passado ao celebrar uma das figuras mais icônicas da história, Joana D’Arc

41. “MISS U MORE THAN U KNOW”, Sofia Carson, R3H4B

2020 teve bastante apreço pela indústria oitentista do disco e do pop, mas não foi o caso de Sofia Carson. Apesar de não ter lançado qualquer álbum, a talentosa dançarina, cantora e compositora se juntou com o DJ R3H4B para a romântica e narcótica “Miss U More Than U Know”, sobre uma jovem garota que, tentando esquecer de um relacionamento conturbado, percebe que não consegue deixar seu antigo amor de lado.

40. “I DARE YOU”, Kelly Clarkson

Kelly Clarkson celebrou o amor em todas as suas formas com a evocativa e apaixonante “I Dare You”, um soft-pop-rock que desmistifica os tabus por trás dos relacionamentos românticos e deixa bem claro que se apaixonar não é um crime – não importa o quanto as pessoas digam isso.

39. “APOCALIPSIS”, Isabela Merced

Isabela Merced ganhou o mundo ao interpretar Dora, a Aventureira, em um dos filmes mais divertidos do ano. Em 2020, ela conquistou a música com o lançamento de seu primeiro EP – e, com ele, da sensualidade latina e adornada com pungentes trompetes de “apocalipsis”, uma de suas iterações mais maduras até o momento.

38.“SHOW THEM THE WAY”, Stevie Nicks

Stevie Nicks é um dos nomes mais conhecidos da indústria fonográfica e um dos ícones do indie-folk e do indie-rock. Em 2020, ela apostou em uma crítica rendição sobre governos e sobre a índole do ser humano com a balada “Show Them The Way”, sendo guiada pelas teclas melódicas do piano de cauda.

37. “MISTAKES”, Jonas Blue, Paloma Faith

2020 foi um ano de grande prosperidade para o pop – que havia, já há algum tempo, rendido-se ao trap e ao rap. E, no centro de tudo isso, temos o retorno triunfante de Paloma Faith, que desceu de seu pedestal como atriz para mergulhar no electro-pop com a minimalista “Mistakes”, composta ao lado do produtor Jonas Blue, que deixa o escopo sonoro em segundo plano e permite que a cantora renda-se a uma narcótica performance.

36. “STILL HAVE ME”, Demi Lovato

Depois de um tempo longe dos holofotes, Demi Lovato fez seu retorno aos palcos com “Anyone”, no Grammy Awards. Mas nada poderia nos preparar para o emocionante poder vocal de “Still Have Me”, uma das músicas promocionais que entregou aos fãs neste ano, construindo uma narrativa pessoal e cruciante.

35. “DOUBLE TROUBLE”, Will Ferrell, My Marianne, Tiësto

‘Festival Eurovision da Canção’ estreou há alguns meses na Netflix e, ainda que não tenha encantado muitos fãs ao redor do mundo, de fato nos entregou algumas das melhores canções do ano. A mais emblemática delas é “Double Trouble”, performada por Will FerrellMy Marianne e porduzida pelo lendário Dj Tiësto em uma carta de amor ao Europop dos anos 1990.

34. “BLAME IT ON ME”, Melanie C

Brincando com as inflexões do electro-pop em um enredo que fala sobre um relacionamento tóxico que ao menos lhe fez crescer como pessoa, Melanie C não poderia deixar de aparecer na nossa lista. A ex-Spice Girl lançou seu vindouro oitavo álbum de estúdio neste ano e um de seus pontos altos é o vibrante lead single.

33. “RING”, Selena Gomez

Selena Gomez é outro nome que vem ganhando mais força com o passar dos anos. Seis anos depois de lançar Revival, a artista voltou imbatível com o que podemos apenas encarar como a melhor entrada de sua discografia – o íntimo, sexy e poderoso Rare, que conta com uma das melhores faixas de sua carreira. “Ring” é um flerte com suas raízes latinas que move-se através de uma sensual e envolvente batida (e apostas em vocais que oscilam entre o contralto e o soubrette).

32. “I LOVE YOU’S”, Hailee Steinfeld

Desde o lançamento de “I Love Myself”, Hailee Steinfeld vem trilhando um delicioso caminho de amadurecimento que também passou por “Back to Life”“Afterlife” e, finalmente na incrível rendição de “I Love You’s”, que faz homenagem do melhor jeito possível à canção de Annie Lennox – sem deixar de imprimir sua identidade upbeat e seus profundos e poéticos versos.

31. “PEDIALYTE”, JoJo

JoJo pode ter demorado, mas finalmente chegou para a festa. Conhecida por “Too Little Too Late”, a cantora se afastou do mundo da música por mais de uma década antes de retornar com ‘Good to Know’ e com a profunda canção “Pedialyte”, cujas dissonâncias propositais são fruto de sua inspiração pelo dream-pop e pelo finalzinho do new-wave dos Estados Unidos.

30. “THE BAKERY”, Melanie Martinez

Melanie Martinez é, sem sombra de dúvida, uma das figuras mais peculiares do cenário mainstream – e, por essa razão, não é compreendida por todos. “The Bakery”, dessa forma, é a canção que resume a carreira dessa cantora, compositora e diretora única, usando um respaldo trip-hop para falar de sua experiência em uma padaria para juntar dinheiro e investir em sua arte.

29. “TERCEIRA”, Lívia Nolla

Em “Terceira”Lívia Nolla volta ao período transitório entre os anos 1990 e 2000 e absorve a estética única de Fiona Apple para uma tríptica narrativa; os solos da guitarra são inspirados pela rebeldia nostálgica de Cássia EllerRita Lee – mas o que mais nos rouba a atenção é a montanha-russa e as inversões ousadas a que a cantora e compositora se propõe a nos entregar.

28. “ABLAZE”, Alanis Morissette

“Ablaze” é uma das canções mais emocionantes do ano e, infelizmente, não ganhou a atenção que merecia. Performada pela voz inconfundível de Alanis Morissette, a balada soft-rock brinca com os conceitos de empatia, memória e maternidade, mostrando que essa lenda da música ainda tem muito a nos contar.

27. “YOU SHOULD BE SAD”, Halsey

Em ManicHalsey abusa da essência do country-pop, mostrando que não pensa duas vezes antes de honrar suas principais influências: a ambientação explorada na emergência de Alanis Morissette é retraída para um dark-country-rock em “You Should Be Sad”, cujas declarações de superação são acompanhadas de uma frenética guitarra e uma ecoante superposição de vozes – o que explica o fato da canção ser o ápice do álbum e uma das melhores de sua carreira.

26. “LEVITATING”, Dua Lipa feat. DaBaby

“Levitating”, escondida no miolo do aclamado ‘Future Nostalgia’ (um dos melhores álbuns do ano), alastra referências para Earth, Wind & Fire e para Bee Gees quando opta pelas múltiplas camadas vocais, ao passo que inclina-se para os primórdios do R&B quando cria bridges inesperadas e quando deixa a guitarra tomar conta dessa mixórdia instrumental.

25. “PARTY TILL I DIE”, Kim Petras

Kim Petras se torno a rainha do Halloween ao lançar não um, mas dois álbuns justapostos que compõe a jornada ‘TURN OFF THE LIGHT’. Em 2020, ela deu continuidade às suas incursões no pop industrial e no synth vanguardista com “Party Till I Die”. A infusão eletrônica, desconexa e distorcida é um ótimo jeito de começar o terceiro capítulo dessa narrativa sobrenatural – e mal podemos esperar para ver o que Petras fará a seguir.

24. “BOSS BITCH”, Doja Cat

Aves de Rapina: O Álbum já abre do melhor jeito possível com a incrível proeminência de Doja Cat e a impecável arquitetura de “Boss Bitch”. Apesar de bastante familiar (ainda mais quando pensamos na transição dos anos 2000 para os 2010), a canção transborda com um delicioso rap guiado por sintetizadores do electro e do dance-pop, entregando uma rendição frenética e inebriante ao extremo – sabendo o momento certo de recuar para um instrumental mais densa e de utilizar os familiares moduladores de voz.

23. “LET ME LOVE YOU LIKE A WOMAN”, Lana Del Rey

Lana Del Rey entregou um dos melhores álbuns do ano passado com ‘Norman Fucking Rockwell’ e, agora, está de volta com o que prometera ser o capítulo de abertura de sua próxima obra fonográfica. “Let Me Love You Like a Woman” é uma continuação digna de suas jornadas reflexivas e sensorialistas, seja pela urgência de seus versos amadurecidos, seja pela produção comandada por Jack Antonoff.

22. “UNGODLY HOUR”, Chloe x Halle

Chloe x Halle pararam o mundo com o lançamento de ‘Ungodly Hour’, uma das produções mais bem construídas e amarradas dos últimos anos. Aqui, a faixa-título emerge como uma apaixonante declamação romântica que tangencia uma deliciosa e pecaminosa blasfêmia muito bem estruturada e que não perde a chance de ser uma das entregas mais mercadológicas do álbum.

21. “BLINDING LIGHTS”, The Weeknd

The Weeknd foi esnobado nas principais premiações da indústria musical, mas suas incursões não passariam batido por nossa lista. Com “Blinding Lights”, o cantor rearranja a presença impactante dos sintetizadores e presta homenagem a bandas como a-ha em uma dinâmica e futurista faixa.

20. “WHERE DOES THE DJ GO?”, Kylie Minogue

A faixa mais surpreendente de ‘Disco’, novo álbum de Kylie Minogue, se restringe ao saudosismo tocante de “Where Does the DJ Go?”, comandada pelo poder incomparável de uma rendição quase teatral e um crescendo soberbo que precedem um dos refrões mais sólidos do ano, estendendo suas ramificações inclusive para o gospel-pop.

19. “CORRE O MUNDA”, Adriana Calcanhotto

“Corre o Munda” é o desfecho perfeito e necessário para uma obra do calibre de ‘Só’, mais recente lançamento de Adriana Calcanhotto. Perscrutada com um solilóquio romântico e que faz alusões a Fernando Pessoa sobre Coimbra, cidade portuguesa para a qual retornaria antes da pandemia, a cantora discorre sobre o caudaloso rio Mondego e sua vivência naquele país europeu.

18. “MARJORIE”, Taylor Swift

É difícil não se emocionar com a potência taciturna de “marjorie”. Um dos muitos ápices artísticos de Swift em Evermore, a faixa trata com carinho e com uma saudade imbatível Marjorie Finlay, falecida avó da performer que a encorajou a mergulhar no mundo da música. A própria cantora e compositora disse que Finlay a visita, ainda que em sonhos, para lhe dar inspiração e para segurar sua mão em momentos difíceis.

17. “NO BODY, NO CRIME”, Taylor Swift

Taylor Swift e country são uma combinação perfeita e, no momento em que ela resolve retornar para suas raízes, acerta em cheio. Em “no body, no crime”, a performer se une ao aclamado trio musical HAIM para uma narrativa movida pela guitarra e por uma atmosfera chocante que fala essencialmente sofre infidelidade.

16. “MIDNIGHT SKY”, Miley Cyrus

Até mesmo Miley Cyrus se rendeu ao passado ao lançar o lead single de ‘Plastic Hearts’“Midnight Sky” é uma explosiva fusão entre discosynth-poppop rockelectropop, que arranca de Cyrus seus melhores vocais e transforma a canção em um hino de liberdade própria para as pistas de dança.

15. “XS”, Rina Sawayama

Em “XS”, Rina Sawayama transforma seu próprio estilo em uma experiência única que transgrede basicamente tudo que se conhece: a cantora e compositora imprime acordes do rock em colaboração à melodia das tubulares baterias e do violão, além de fundi-la a mudanças bruscas de tempo e de progressão que são um deleite para os ouvidos.

14. “RAIN ON ME”, Lady Gaga & Ariana Grande

“Rain On Me” apenas confirmou o que todos sabíamos: Lady Gaga estava pronta para voltar ao pop. Unindo forças com Ariana Grande, o soberbo house-pop dominou as paradas do mundo inteiro e conquistou inúmeros prêmios desde seu lançamento. Exuberante, provocativo e envolvente, a canção era exatamente do que precisávamos para afogar nossas mágoas e nos esquecer do show de horrores que 2020 foi.

13. “FALSE PROPHET”, Bob Dylan

“False Prophet” é uma das melhores músicas de Bob Dylan em quase vinte anos. A faixa de ‘Rough and Rowdy Ways’ cria um flerte malicioso e blasfemo com a mitologia católica e uma aproximação com a tragédia greco-romana – tudo isso transformado em um belíssimo e impactante country-folk que é dono de seu próprio borbulhante mundo.

12. “BLACK PARADE”, Beyoncé

BLACK PARADE definitivamente merecia mais atenção e reconhecimento do que tem – mas a falta de atenção para a faixa apenas prova que Beyoncé permanece na ativa como uma das artistas mais versáteis e sagazes da última geração segue vivo em um legado que nunca será apagado.

11. “MARCH MARCH”, The Chicks

“March March” reflete exatamente o tipo de carreira que as The Chicks tiveram desde sua estreia bombástica no mundo da música. Criticadas por expressarem seu descontentamento com o governo dos Estados Unidos, o grupo ficou longe dos holofotes por tempo demais – mas voltaram com força com um dissonante hino de empoderamento.

10. “PHYSICAL”, Dua Lipa

O implacável sucesso crítico e comercial de ‘Future Nostalgia’, 2º álbum de Dua Lipa, não poderia existir sem levarmos em conta a iteração intitulada “Physical”, que exala uma mistura bastante equilibrada e enérgica das explorações de Olivia Newton-John décadas atrás e da idealização da performer em homenagear todos os nomes que a influenciaram como musicista.

9. “BEND THE KNEE”, Bruno Martini, IZA, Timbaland

Enquanto “Bend the Knee” passou longe de ganhar um marketing digno do que representa para o cenário musical brasileiro, a canção merece estar no nosso Top 10. O conhecido Timbaland se reuniu com dois nomes nacionais, Bruno Martini e a sempre incrível IZA, para uma incursão electro-disco regada a sintetizadores e um refrão viciante.

8. “I CAN’T BREATHE”, H.E.R.

Em meio aos protestos contra os brutais assassinatos de civis negros nos Estados Unidos, incluindo o sufocamento que matou George Floyd, a cantora estadunidense H.E.R. criou um hino R&B e trip-hop para denunciar a falta de empatia e a corrupção dos oficiais de justiça com a potente “I Can’t Breathe”.

7. “LUV U SO”, One Bit

One Bit é uma dupla que pode não ser conhecida mundialmente, mas que causou um alvoroço significativo em 2020 com uma das produções mais subestimadas do ano. “Luv U So” é uma breve faixa que transforma o gênero house numa investida quintessencial, marcada pela explosão bem demarcada do piano e dos sintetizadores.

6. “WHAT’S YOUR PLEASURE”, Jessie Ware

Jessie Ware exalou toda sua glória com o requinte sensorial de ‘What’s Your Pleasure?’ – e a faixa titular do álbum é tudo o que esperaríamos de uma obra desse calibre. Nutrindo-se de um disco mais amadurecido e mergulhando de cabeça nas recriações uptempo do EDM (sendo inspirada inclusive por Lady Gaga), a sutileza vocal e a onírica atmosfera são o bastante para nos tirar do chão.

5. “WAP”, Cardi B feat. Megan Thee Stallion

Cardi BMegan Thee Stallion trouxeram toda a química e a sensualidade possíveis para a amálgama perfeita entre o dirty rap e o hip hop de “WAP”, uma das maiores colaborações do ano. Através de versos pungentes e bastante explícitos, a canção ganha os nossos corações (e as nossas playlists) principalmente por suas mensagens em acordo com o movimento sexo-positivo e a exaltação do corpo feminino.

4. “BABYLON”, Lady Gaga

“Babylon” é a faixa que encerra uma das jornadas mais incríveis do ano – ‘Chromatica’. A conclusão irretocável nutre de similaridades progressivas com as icônicas produções dos anos 1990, apesar de pincelá-las com um dêitico coro gospel que não poderia ter vindo em melhor hora.

3. “EXILE”, Taylor Swift

“Exile” é uma das melhores músicas do século e uniu Swift à conhecida e grave voz de Bon Iver em uma tocante história de dois amantes separados por circunstâncias inexplicáveis. Emergindo como a melhor colaboração da artista de “Safe & Sound”, a canção é uma balada indie folk com elementos do gospel e com uma química apaixonante entre os dois vocalistas.

2. “SHAMEIKA”, Fiona Apple

A inexplicavelmente divertida “Shameika” é o carro-chefe de ‘Fetch the Bolt Cutters’, mais novo álbum da aclamada Fiona Apple. Aqui, a performa volta suas influências para o art pop e o baroque pop que a colocou nos holofotes ainda em 1996 com Tidal, escrevendo um solilóquio de independênia marcado pelo cotidiano e pelo banal.

1. “CHROMATICA II + 911”, Lady Gaga

A maior conquista de ‘Chromatica’, de Lady Gaga, e já ter nascido carregando um legado gigantesco. Trazendo o house de volta à vida e já influenciando diversos outros artistas a fazer o mesmo – incluindo One Bit -, o novo álbum veio acompanhado de diversos hinos dignos de nota. Um deles é a fusão criada pela cinemática “Chromatica II” e pelo electro-synth de “911”.

É quase pecaminoso separar as duas faixas, e por isso elas empatam no primeiro lugar da nossa lista. Quando as tracks unem-se em um viagem no tempo e futurista, estamos prontos para algo original e arrefecedor; está última canção, por exemplo, é uma ode mimética à aclamada dupla Daft Punk, cujas linhas europeias são trazidas para o mainstream norte-americano com um peso eletrônico que converge e diverge ao longo de quase três minutos.