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‘Viúva Negra’: Fãs imploram por lançamento do filme na Disney+; Confira!

Como diversas salas de cinema foram fechadas para evitar a propagação do Coronavírus, alguns estúdios estão aproveitando para lançar seus filmes direto em formato digital.

Por conta disso, diversos fãs estão pedindo à Marvel Studios para lançar ‘Viúva Negra‘ na Disney+ agora que a estreia também foi adiada.

Aqui no Brasil, os internautas estão fazendo de tudo para que as mensagens possam influenciar o estúdio a atender o pedido.

Confira:

“Bem que a Marvel podia lançar ‘Viúva Negra‘ no Disney+, seria incrível!”

Segundo o site da revista Variety, o adiamento não deve afetar em nada a linha temporal do MCU. A informação foi revelada por uma fonte interna ligada ao estúdio.

A fonte não especificou se isso significaria que o filme seria lançado em agosto de 2020 ou se ‘Viúva Negra‘ não impacta as narrativas futuras, por se tratar de um longa que se passa antes dos acontecimentos de ‘Vingadores: Ultimato’.

 

Em ‘Viúva Negra‘, thriller de espionagem recheado de ação da Marvel Studios, Natasha Romanoff confronta o lado mais sombrio de sua profissão quando surge uma perigosa conspiração conectada ao seu passado. Perseguida por uma força implacável que quer derrubá-la, Romanoff precisa lidar com seu legado como espiã e encarar as relações enfraquecidas que deixou para trás depois se juntar aos Vingadores.

Além de Scarlett Johansson no papel principal, o elenco conta com David Harbour, Rachel Weisz, Florence Pugh e O.T. Fagbenle.

A produção é dirigida por Cate Shortland, a partir do roteiro de Jac Schaeffer.

Assista ao teaser do filme mais longo de todos os tempos que terá 30 DIAS de duração

Anunciado pela primeira vez em 2013, o filme ‘Ambiancé‘ chega aos cinemas neste e será a produção mais longa de todos os tempos, totalizando 720 horas de duração, o equivalente a 30 dias.

Misturando espaço e tempo em uma viagem surreal, a trama dirigida pelo sueco Anders Weberg é inspirada no jogo de xadrez entre a Vida e a Morte, retratado no filme ‘O Sétimo Selo (Ingmar Bergman), enquanto debatem sobre o real significado da existência.

Uma curiosidade é que o filme terá apenas os dois personagens mencionados acima, interpretados por Stina Pehrsdotter e Niklas Hallberg, que fazem suas performances através de uma narrativa abstrata e não linear.

O primeiro teaser da produção tem nada menos que 72 minutos, e o trailer completo tem 7h20 minutos.

Confira:

Atualmente em pós-produção, o longa tem estreia mundial prevista para 31 de dezembro de 2020, e será destruído logo depois de sua exibição.

Crítica | Elite – 3ª Temporada encerra jornada dos personagens com muita intriga e redenção

Em tempos de reclusão social, nada melhor que uma série que se passe no universo adolescente, dentro de uma escola, para a gente se sentir de volta à rotina, né? Foi uma feliz coincidência a chegada da 3ª temporada de ‘Élite’ na Netflix justamente quando mais precisamos nos entreter. Ainda bem!

Depois de todo o rolo que aconteceu nas temporadas anteriores, começamos o 1º dos 8 capítulos voltando aos poucos às origens: Polo (Álvaro Rico) está solto e de volta à Las Encinas, e isso abala o grupo de amigos que ainda tentam buscar justiça à amiga Marina (María Pedraza). Acontece que, assim como o amor, o ódio também une, e, em nome de combater a presença de Polo na escola, todos se unem para tornar a vida dele um inferno – porém, nem tudo sai como planejado.

Novamente o roteiro de ‘Élite’ se baseia num grande suspense para gerir sua trama principal, ao redor do qual as histórias pessoais dos personagens rodam. Repetir a fórmula de sucesso da 1ª temporada foi um acerto dos criadores Carlos Montero e Darío Madrona.

Como nas outras temporadas, a trama é contada de trás pra frente: a primeiríssima cena nos traz um crime terrível, e, a partir dele – e das entrevistas individuais com a investigadora – a série vai recontando a evolução dos núcleos até chegarmos de volta ao crime – e descobrirmos quem, afinal, é o grande responsável por tudo.

Além disso, a série também introduz dois novos personagens ao núcleo principal: Malick (Leïti Sène) e Yeray (Sergio Momo), que, embora participem diretamente do desenrolar de certos núcleos, deixam a sensação de que entraram na trama só para causar um desvio na história (como se não tivessem sido planejados desde o princípio).

Quem se destaca mesmo é o elenco feminino, afiadíssimo. Claro, o elenco todo de jovens tem muita química, e eles parecem bastante à vontade com seus personagens. Porém, mais até que nas temporadas anteriores, dessa vez a luz é jogada no elenco feminino, especialmente Lucrecia (Danna Paola), Nadia (Mina El Hammani), Carla (Ester Expósito) e a melhor de todas: Rebecca (Claudia Salas, cujo jeitão nos lembra muito a querida Nairóbi, de ‘La Casa de Papel’).

Estas personagens são a chave de toda essa 3ª temporada, e o desenvolvimento de cada uma delas é o que nos prende capítulo após capítulo. Aliás, lá pelo minuto 30 do 6º episódio tem o diálogo mais importante da temporada toda (talvez até da série!), entre Nadia e Lu. Não se surpreenda se você se pegar chorando aqui.

Vale destaque também a trilha sonora, que mais uma vez traz uma gama de músicas de estilos diferentes que certamente vai entrar na playlist de muita gente por aí.

A 3ª temporada de ‘Élite’ encerra um ciclo de personagens, porém, deixa aberto uma possível continuação. Com uma grande reviravolta no penúltimo capítulo, não se surpreenda se essa ‘Malhação’ espanhola voltar repaginada, com novos astros e ainda mais dramática. Até porque, o final desse ciclo é bem melancólico e agridoce, e deixa a gente com o coração apertadinho por ter acabado. Alô Netflix, queremos mais!

‘O Mandaloriano’: Rosario Dawson será Ahsoka Tano na 2ª temporada

De acordo com o Slash Film, Rosario Dawson vai interpretar Ahsoka Tano na 2ª temporada ‘O Mandaloriano‘, que estreia no outono norte-americano, entre setembro e dezembro de 2020.

Ainda que nada esteja confirmado oficialmente, o jornalista Borys Kit (THR), famoso por investigar rumores, afirmou em seu Twitter que a notícia é verdadeira.

Confira:

“Notícia verdadeira!”

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a presença de Tano na trama, então não se sabe se ela terá um papel de destaque ou se fará apenas participações especiais.

Há alguns anos, diversos fãs fizeram uma campanha nas redes sociais para que Dawson pudesse interpretar Ahsoka Tano em uma produção live action, e a própria atriz apoiou a ideia.

Em seu perfil no Twitter, ela reforçou a campanha compartilhando a publicação de um fã, dizendo que ela está na idade perfeita para viver a personagem.

A publicação mostra imagem de Dawson ao lado de Tano com a seguinte legenda:

“Só para lembrar, Ahsoka Tano estaria com aproximadamente 40 anos durante os eventos de ‘O Mandaloriano’.

Dawson, que também está com 40 anos, disse:

“Digam isso a eles [produtores de ‘Star Wars]. Ahsoka vive.”

Confira:

Lembrando que ‘O Mandaloriano’ já está em exibição na Disney+.

Confira o trailer:

Criada por Jon Favreau (do live-action ‘O Rei Leão‘), a série se passará no mesmo universo da franquia ‘Star Wars‘.

A trama se passa depois da queda do Império e antes da insurgência da Primeira Ordem. A narrativa segue a jornada de um artilheiro solitário nos confins da galáxia, longe da autoridade da Nova República.

O elenco conta com Pedro PascalGina CaranoGiancarlo EspositoEmily SwallowCarl WeathersOmid Abtahi, Nick Nolte e Werner Herzog.

Coronavírus: Gal Gadot é criticada após gravar vídeo cantando ‘Imagine’

Alguns artistas se mobilizaram para doar quantias milionárias na tentativa de ajudar famílias carentes a enfrentar o surto de Coronavírus.

No entanto, Gal Gadot, intérprete da Mulher-Maravilha, resolveu se contribuir cantando ‘Imagine‘ em um vídeo publicado nas redes sociais em parceria com outros artistas, como Sia, James Marsden, Pedro Pascal, Jamie Dornan, Kristen Wiig, e Zoe Kravitz.

Acontece que diversos internautas criticaram a atitude e estão dizendo que Gadot está se aproveitando da situação para promover a própria imagem.

Confira as reações:

“É assim que gente rica nos dá esperança”, disse uma fã, de forma irônica.

Gal Gadot poderá ser vista em breve, na sequência ‘Mulher-Maravilha 1984‘.

Lembrando que a sequência tem estreia marcada para 04 de junho nos cinemas nacionais.

Patty Jenkins retorna à direção da sequência, que se passará no período da Guerra Fria.

Gal Gadot estrela como a heroína. O elenco também conta com o retorno de Chris Pine, Robin Wright, Saïd Taghmaoui e Ewen Bremner, e a introdução de Kristen Wiig como a Mulher-Leopardo.

BOMBA! ‘Mulher-Maravilha 1984’ pode ser lançado direto no streaming

Por essa, ninguém esperava. Com os cinemas fechados em todo o mundo por um período indeterminado de tempo, a Warner Bros. está discutindo se deve lançar o aguardado ‘Mulher-Maravilha 1984‘ diretamente no streaming e ignorar o lançamento nos cinemas. A informação foi revelada pelo TheWrap.

O site afirma que as discussões ainda são preliminares e permaneceram próximas do presidente da Warner, Toby Emmerich, e de seus principais conselheiros.

Até o momento, a diretora Patty Jenkins e o produtor Charles Roven não foram incluídos nas conversas.

Para os os especialistas da Warner, a preferência ainda é lançar o filme nos cinemas. Mas se a pandemia demorar mais que o esperado, o filme pode ser vendido em VOD, como a Universal e a Sony estão fazendo, com seus lançamentos custando na média dos US$ 20,00. É o mesmo valor médio do ingresso nos cinemas norte-americanos.

Como não há uma data estabelecida para a reabertura dos cinemas, pode haver uma escassez de datas favoráveis ​​quando os cinemas voltarem a abrir.

Até o momento, ‘Mulher-Maravilha 1984‘ está agendado para estrear nos cinemas em 4 de junho.

Roven e Jenkins gostariam que a estreia fosse adiada para agosto, já que o plano é que o filme seja exibido nos cinemas.

Por enquanto, encare tudo como um rumor.

Patty Jenkins retorna à direção da sequência, que se passará no período da Guerra Fria.

Gal Gadot estrela como a heroína. O elenco também conta com o retorno de Chris Pine, Robin Wright, Saïd Taghmaoui e Ewen Bremner, e a introdução de Kristen Wiig como a Mulher-Leopardo.

Will Smith diz que se sente responsável pela desinformação do Coronavírus por causa de ‘Eu Sou a Lenda’; Entenda!

Após o surto de Coronavírus, diversos internautas começaram a espalhar fake news e informações sem fundamento através das redes sociais, o que só prejudica a situação.

Durante uma entrevista à Uproxx, Will Smith disse que se também se sente responsável pela desinformação em torno da doença por causa de seu papel em ‘Eu Sou a Lenda‘.

Para quem não se lembra, o longa é ambientando em futuro pós-apocalíptico causado pela propagação de um vírus que transforma as vítimas numa espécie de zumbi.

Para acalmar os fãs, Smith aconselhou que estudem sobre o caso antes de espalharem falsas notícias.

“Eu queria esclarecer tudo isso porque fiz Eu Sou a Lenda‘, e algumas pessoas que assistiram acham que o mundo vai ficar assim. Então me sinto responsável por grande parte de toda essa desinformação. Enquanto eu estava me preparando para o filme, tive a oportunidade de estudar com alguns virologistas. Isso realmente mudou minha vida, porque agora tenho uma compreensão básica sobre vírus e patógenos, então aconselho que as pessoas estudem antes de espalharem notícias falsas.”

Apesar do sucesso de ‘Eu Sou a Lenda‘, a ficção dirigida por Francis Lawrence nunca ganhou sequência.

Em entrevista ao Happy Sad Confused, o diretor explicou o motivo.

“A Warner realmente queria uma sequência, e eu simplesmente não sabia como fazê-la. As pessoas vieram ver o último homem na Terra. Nós fizemos o último homem na terra, ele morreu no final do filme, não podemos fazê-lo novamente. E as pessoas não estavam apaixonadas por ele como personagem. Não é tipo o Indiana Jones, ou um personagem icônico que você quer ver novamente e novamente e novamente”, ele disse.

Segundo o Lawrence, faltou uma boa ideia que justificasse a sequência.

“Eles mandaram eu fazer uma pré-sequência para trazer de volta o Will Smith. Mas achei isso realmente burro, então não aceitei”, concluiu.

Na trama do original, um terrível vírus incurável, criado pelo homem, dizimou a população de Nova York. Robert Neville (Smith) é um cientista brilhante que, sem saber como, tornou-se imune ao vírus. Há 3 anos ele percorre a cidade enviando mensagens de rádio, na esperança de encontrar algum sobrevivente. Robert é sempre acompanhado por vítimas mutantes do vírus, que aguardam o momento certo para atacá-lo. Paralelamente ele realiza testes com seu próprio sangue, buscando encontrar um meio de reverter os efeitos do vírus.

Lançado em 2007, ‘Eu Sou a Lenda‘ arrecadou US$ 586 milhões pelo mundo, a partir de uma orçamento de US$ 160 milhões.

Novo suspense da Netflix vai te fazer questionar a humanidade; Confira o trailer!

Hoje, dia 20, a Netflix vai lançar uma nova produção espanhola e desta vez vai apostar no suspense de ‘O Poço‘, ambientado em um futuro distópico com falta de recursos básicos de sobrevivência.

Na trama, parte da população tenta se hospedar em uma prisão subterrânea para ganhar posições sociais, mas é preciso descer aos níveis mais profundos do poço para sair vencedor da disputa.

Tentando quebrar o sistema, um prisioneiro vai fazer de tudo para descobrir os segredos de cada nível da prisão e ajudar uma jovem a dar uma vida digna para o seu filho.

Lançado nos cinemas espanhóis em 2019, o longa foi bastante elogiado pelo público e pelos críticos, alcançando 83% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Assista ao trailer:

O suspense é dirigido por Galder Gaztelu-Urrutia e o elenco conta com Iván MassaguéAntonia San JuanZorion EguileorAlexandra MasangkayEmilio Buale.

Dentro de um sistema prisional vertical, os detentos são destinados a um andar em específico e forçado a racionar comida de uma plataforma que se move pelos diferentes níveis. O filme é uma alegoria social sobre a raça humana em seu momento de maior desespero: a fome.

‘Me Provoque’: Nova série de suspense sobre líderes de torcida estreia na Netflix

A Netflix adquiriu os direitos da popular série norte-americana ‘Me Provoque’ (Dare Me) e sua primeira temporada acaba de chegara à plataforma de streaming.

Contando com 10 episódios, a produção traz uma intensa carga dramática, muito suspense e uma misteriosa morte que pode comprometer as personagens.

Confira o trailer:

O show é baseado no romance homônimo de Megan Abbott, que também entra como produtora executiva e roteirista.

A história mergulha no feroz mundo escolar das competições de líderes de torcida e gira em torno do relacionamento entre duas melhores amigas depois que uma nova treinadora chega ao colégio e deseja levar seu time à proeminência. Enquanto sua amizade é posta à prova, suas vidas mudam quando um crime chocante abala a pequena cidade em que moram.

Herizen GuardiolaMarlo KellyWilla FitzgeraldPaul FitzgeraldZach RoerigRob HeapsAlison ThorntonAmanda Brugel fazem parte do elenco.

Prejudicada nas bilheterias, animação ‘Dois Irmãos’ será lançada em VOD hoje pela Disney

Uma das produções mais afetadas pela epidemia do coronavirus foi a animação ‘Dois Irmãos‘. O filme teve a maior QUEDA da história nas bilheterias de um filme da Pixar em sua segunda semana, arrecadando apenas US$ 10.5 milhões, 73% a menos em relação aos números do final de semana anterior.

Com o fechamento dos cinemas, a Disney anunciou que ‘Dois Irmãos‘ será lançado hoje a noite, dia 20, em VOD.

Nos EUA, a animação será lançada pelo streaming Disney+ já em 3 de abril.

Nos EUA, o longa fez US$ 61,5 milhões. No mercado internacional, foram US$ 41,6 milhões.

Ao total, a produção arrecadou US$ 103,1  milhões mundialmente.

O longa tem direção de Dan Scanlon e produção de Kori Rae, equipe responsável por ‘Universidade Monstros‘.

Num mundo encantado habitado por diversas criaturas mágicas como fadas, trolls e unicórnios, dois irmãos elfos tentam através da magia viver um último dia com o pai, falecido quando eram pequenos.

O elenco de vozes conta com Chris Pratt (‘Guardiões da Galáxia’), Tom Holland (‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’), Julia Louis-Dreyfus (‘Veep’) e Octavia Spencer (‘A Forma da Água’).

Fã do Homem-Aranha em quarentena desenvolve teia de aranha; Confira!

Um habilidoso fã do Homem-Aranha está aproveitando o seu tempo disponível durante o período de reclusão social para uma atividade bem peculiar.

Fantasiado como o próprio Amigo da Vizinhança, ele decidiu sair de casa e construir sua própria teia de aranha caseira, em cima de um estabelecimento comercial.

O momento foi flagrado por um jornalista nas ruas de Toronto.

Confira o vídeo:

Festival de Cannes 2020 é cancelado em virtude do Coronavírus

A situação global atual continua impactando na realização de grandes eventos e após muitas especulações, fora confirmada o cancelamento do Festival de Cannes 2020, um dos mais importantes e prestigiados do mundo.

O evento, que tradicionalmente acontece no mês de maio, ainda não tem data para acontecer. A decisão foi tomada em virtude do crescente número de casos de Coronavírus na França, o que gerou uma grande preocupação por parte dos organizadores.

A informação foi revelada em um comunicado feito pela conta oficial do Twitter do Festival:

“Em virtude da crise na saúde e do desenvolvimento da situação francesa e internacional, O Festival de Cannes não mais acontecerá nas datas planejadas, de 12 a 23 de maio”.

O comunicado completo ainda pontua que a instituição responsável pelo evento está analisando a possibilidade de realizar o festival no final do mês de junho ou início de julho:

“Assim que o desenvolvimento da situação da saúde francesa e internacional nos permitir avaliar a real possibilidade, nós divulgaremos essa decisão, em concordância com a nossa constante orientação do Governo Francês e da Prefeitura de Cannes, bem como com os membros do conselho do Festival, com os profissionais da indústria cinematográfica e todos os parceiros do evento”. 

Para quem não sabe, muitos dos filmes que são lançados no Festival de Cannes tendem a consolidar uma grandiosa trajetória de prestígio nas principais premiações, como o Oscar, Globo de Ouro, e SAG Awards.

Dois Irmãos | A polêmica LGBT na Disney

Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica está nos cinemas há uma semana, mas não parece ter despertado tanto o interesse do público, apesar das críticas positivas. A verdade é que o material de divulgação desse filme foi muito mal pensado, não fazendo jus ao conteúdo completo. Porém, internacionalmente, a animação vem sofrendo mais um agravante: alguns países estão fazendo boicote pelo filme ter o primeiro personagem abertamente homossexual da Pixar. Países como Kuwait, Arábia Saudita e Catar baniram a aventura dos cinemas locais. Enquanto a Rússia substituiu a palavra “namorada” para “amiga”.

[Spoilers a seguir]

Esta é a policial Spectter, uma ciclope vivida pela atriz e roteirista  LGBT, Lena Waithe (Jogador Nº 1). Ela tem uma participação minúscula no filme, onde, durante um diálogo com os dois protagonistas se passando pelo Chefe de Polícia, ela acaba dizendo que entende o que o Oficial está vivendo porque ela também está tentando se adaptar à filha da namorada dela. E é isso. É dessa forma que ela se assume LGBT e só.
Não foi a primeira vez que a Pixar trouxe uma personagem lésbica (ou bissexual, não ficou claro) para as telonas.

Ano passado, o grupo “One Million Moms” promoveu um boicote pesadíssimo a Toy Story 4. Como de costume, poucas semanas antes do lançamento do filme foi noticiado que haveria um casal homossexual ao longo aventura. Só que, quando a sequência saiu, quase ninguém conseguiu ver o tal casal, isso porque não era personagens principais. Quer dizer, não dá nem para chamá-las de secundárias, porque elas aparecem literalmente por 1 segundo, ao fundo da creche da Bonnie, abraçando o filho delas.Procurando Dory também foi criticado por conter um casal lésbico no filme. Mas, assim como em Toy Story 4, as personagens aparecem em uma participação “piscou, perdeu”, sem qualquer tipo de importância para a trama ou indício de sua orientação sexual. Se a Pixar não tivesse dito antes que essas duas aí de cima eram um casal LBGT, passaria completamente despercebido, assim como foi em Zootopia – Essa Cidade é o Bicho.Zootopia talvez seja a animação mais socialmente progressista dos últimos anos pelo simples fato de promover o respeito entre todas as “espécies” como a base para uma sociedade tranquila e funcional. O filme – que não possui parceria da Pixar, apesar de parecer uma das obras primas do estúdio – tem diversas referências a problemas como racismo, machismo, homofobia e preconceito em geral, que são tratados de forma natural (além de ter um pequeno Don Corleone. Sério, vejam esse filme. É fantástico!). Há pouco tempo, um fã mais atento descobriu que há um casal LGBT. São eles Bucky Oryx-Antlerson e Pronk Oryx-Antlerson, um casal de um antílope e um Oryx mau-humorados e briguentos que mora ao lado da policial Judy Hopps. Foi um detalhe que passou despercebido porque não houve anúncio disso. As pessoas só descobriram essa presença porque são animais de duas espécies distintas creditadas com o mesmo sobrenome. Dessa vez não houve boicote.
Essa atitude de colocar personagens LGBTs sem relevância alguma na trama vêm gerando muitas críticas para a Disney, que é constantemente acusada de tentar lucrar com o “Pink Money”. O ponto é que enquanto o estúdio ficar em cima do muro tentando não desagradar ninguém, a Disney vai sofrer muitas críticas e pode acabar manchando o nome da marca. A policial Scott foi um avanço para os padrões superficiais de representatividade que a Disney mantém nos dias de hoje, mas ela precisa começar a dar relevância para esses personagens o mais rápido possível.

Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica está em cartaz em todo o Brasil.

 

‘Chuck’: Zachary Levi dá detalhes sobre filme inspirado na série

Antes de fazer sucesso com o o super-herói ‘Shazam!’, Zachary Levi foi o protagonista da série ‘Chuck‘ entre 2007 e 2012, e o astro ainda sonha em atuar em um filme derivado da atração.

Durante uma live em seu perfil do Instagram, Levi falou sobre o amor dos fãs pelo programa e disse que só precisa de um roteiro apropriado e da bênção de Chris Fedak, criador da série.

“Ainda não há nenhuma atualização sobre o filme baseado na série, mas ainda estou apostando na ideia e sei que vamos fazer isso em algum momento. Já conversei com Yvonne Strahovski, Adam Baldwin, Josh Gomez, Ryan McPartlin, e Sarah Lancaster. Eu conversei com todo o elenco e eles sabem do meu desejo desde que gravamos a última temporada, todo eles estão animados e querem fazer acontecer. Eu só preciso do roteiro certo e da bênção de Chris Fedak… Chris, se você está assistindo isso, agora é a hora! Temos que fazer isso pelos fãs. Talvez a Amazon Prime abrace a ideia.”

E aí, será que a ideia vai sair do papel?

Para quem não conhece, ‘Chuck‘ acompanha um funcionário nerd de uma loja de eletrônicos que vê sua vida mudar de cabeça para baixo depois de descobrir informações secretas que o transformam em um agente da CIA. Ao longo das temporadas, o herói enfrentou diversas ameaças à segurança mundial, ao mesmo tempo em que tentava esconder seu segredo dos amigos e familiares.

Assista à abertura:

 

Crítica de Álbum | Mandy Moore faz um retorno triunfal com ‘Silver Landings’

Mandy Moore ganhou reconhecimento ao viver a odiosa antagonista do clássico O Diário da Princesa e depois ao dublar Rapunzel na animação Enrolados; entretanto, Moore, que também marcou presença em diversas comédias românticas, tem uma carreira prolífica na indústria fonográfica – apesar de ter se distanciado nos últimos anos por motivos pessoais. Agora, onze anos depois do lançamento de ‘Amanda Leigh’, ela retorna aos holofotes com sua melhor investida musical, intitulada Silver Landings. Seu sétimo álbum de estúdio não apenas é uma intimista aventura por sua conturbada vida, como também uma declaração de amor ao que lhe faz feliz: cantar e compor.

Abraçando estilos que já foram incorporados em obras predecessoras, a performer resolve se apropriar do cândido liricismo de cada uma das faixas, aliada à competente produção de Mike Viola, o qual abandona em partes sua tendência alternativa ao abrir espaço para a melódica cultura folk – pincelada com algumas dissonâncias interessantes e um mergulho no country-pop que vem tomando conta dessa esfera nos últimos anos (vide os últimos trabalhos de Lady Gaga e Kacey Musgraves, por exemplo). Diferente do que alguns poderiam imaginar, o CD abre com um envolvente ápice que nos arremessa de volta para os anos 2000 e que traz um diálogo quase automático com “Need You Now”: movida pela suavidade da guitarra, do piano de inferências do blues, “I’d Rather Lose” funciona como uma reflexão moralista que analisa o real significado de felicidade e de vitória.

Ainda que repetitivo no ouvido de certos fãs, Silver Landings deixa claro que sua identidade é a mais pura possível, por vezes utilizando-se de instrumentais familiares; porém, a condução de Moore e das vozes secundárias é competente o bastante para nos arrebatar logo no primeiro refrão, como acontece no dramático escopo de “Fifteen” e “Easy Target”, que compartilham uma progressão similar, ainda que tragam letras complementares e antitéticas. Mesmo assim, o que nos mais chama a atenção é a delicadeza com a qual a equipe técnica trata todas as tracks, prezando pela expansão vocal da lead singer e por rendições que oscilam do naturalismo blasé até à comovente teatralidade cultivada por uma arte mais sinestésica que meramente consumível.

Moore e Travis também não pensam duas vezes antes de voltar no passado: em “When I Wasn’t Watching”, as potentes guitarras e a retumbante bateria se respalda nas baladas electro-rock dos anos 1970 e 1980, brincando com o decaimento das notas que busca por respostas e que dá espaço a um bem formulado bridge. Em “Forgiveness”, o folk volta a falar mais alto, à medida que é perscrutado com as suaves escolhas do violão e da performance da artista, que ofuscam as repetitivas batidas no pano de fundo. Na verdade, essa faixa em especial funciona como uma homenagem da própria lead singer ao seu eu mais jovem e aqueles que lhe influenciaram no começo da carreira.

A cantora brinca com um niilismo pueril em algumas investidas, resgatando a inocência que outrora regia seus dias e agora não passam de lembranças que carrega no peito. É o caso, por exemplo, de “Stories Reminding Myself of Me”, que, por mais formulaica que soe, nos encanta por uma pureza de detalhes fascinante e emotiva. Por outro lado, as mensagens que Moore deseja nos passar se fincam a uma sutileza sensorial de tirar o fôlego quando absorvidas com maior atenção: em “Trying’ My Best, Los Angeles”, a cidade dos sonhos é convidativa e perigosa ao mesmo tempo, por prometer algo que muitas vezes nos extenua e nos coloca num confinamento frustrante que nos desanima – e que, na verdade, nos deveria ensinar uma lição valiosa (da mesma forma que a ensinou).

O álbum rende-se bastante a cantigas de época que refletem o background de seus compositores, principalmente quando chegamos às últimas canções: “If That’s What It Takes” é uma lullaby pautada num inesperado dueto e nas notas minimalistas do violão antes de “explodir” em uma transição prática o suficiente para anunciar que estamos perto do fim e que, agora, devemos nos valer de momentos que se foram e que estão para chegar (uma investida quase metafísica que envolve justamente por sua profundidade mascarada). Na música-titular, que de forma sagaz foi imprimida com o grand finale do CD, Moore e seu time mostram que sabem trabalhar com a repetição de acordes e até mesmo a reciclagem de construções, transformando algo a princípio encarado como superficial em uma obra-prima que provavelmente não vai agradar a todos, mas que carrega uma identidade própria e exuberante.

Silver Landings mantém-se coeso o suficiente ao longo de suas breves dez faixas; pautado em estilos que agora vêm dando espaço para o pop e o disco-dance­ das décadas anteriores, a artista foi ousada em se deixar levar por aquilo que mais lhe chamou a atenção. O resultado, apesar de alguns breves deslizes que se concentram na esquecível “Save a Little for Yourself”, é aplaudível ao ponto de considerarmos este um dos grandes comebacks do ano.

Nota por faixa:

  • I’d Rather Lose – 4,5/5
  • Save a Little for Yourself – 3/5
  • Fifteen – 5/5
  • Tryin’ My Best, Los Angeles – 4/5
  • Easy Target – 5/5
  • When I Wasn’t Watching – 4,5/5
  • Forgiveness – 4,5/5
  • Stories Reminding Myself of Me – 3,5/5
  • If That’s What It Takes – 4,5/5
  • Silver Landings – 5/5

‘Star Wars’: Ewan McGregor substitui Alec Guinness em vídeo Deepfake e resultado é incrível; Assista!

Muitos fãs estão ansiosos para a estreia de ‘Kenobi‘, a futura série da Disney+ estrelada por Ewan Mcgregor, que vai reprisar seu papel como Obi-Wan em sua solidão no planeta Tatooine.

No entanto, a série deve estrear apenas em 2021 por conta de ajustes no roteiro.

Pensando nisso, um canal do YouTube publicou um vídeo mostrando McGregor no lugar de Alec Guinness, intérprete original do Cavaleiro Jedi na trilogia clássica de ‘Star wars‘.

O vídeo foi criado a partir do programa Deepfake e o resultado ficou impressionante.

Confira:

Segundo um usuário do Reddit, uma fonte ligada à produção teve acesso aos roteiros escritos por Hossein Amini antes da Lucasfilm adiar a produção e vazou alguns detalhes da trama.

Na publicação, o usuário diz que a narrativa deve recanonizar Sharad Hett, um antigo Cavaleiro Jedi que aparece nos quadrinhos da editora Dark Horse.

Foi dito que Hett será um dos principais antagonistas e estará disfarçado como líder de uma tribo Tusken em Tattoine para escapar da Ordem 66.

Ao sentir a presença do pequeno Luke Skywalker, Hett logo descobre que o garoto é filho de Darth Vader, então inicia uma busca para tentar encontrá-lo.

Temendo por sua vida, o antigo membro dos Jedi pretende matar o garoto para evitar que sua presença possa atrair Darth Vader e o Império ao planeta.

Pelo visto, o clímax da temporada deve mostrar um duelo entre Hett e Obi-Wan, que irá derrotar o adversário aplicando um golpe com seu sabre de luz de luz combinado ao de Anakin.

Também haverá uma cena em que Obi-Wan guarda o sabre de Anakin em uma caixa e o esconde em sua caverna, sugerindo que irá entregá-lo para Luke quando o garoto for mais velho.

Por enquanto, ainda não há como comprovar a veracidade das informações, então considere como rumor.

Confira a publicação original:

Exclusive Kenobi Disney+ Info from r/StarWarsLeaks

Após as notícias de que a produção de ‘Kenobi‘ seria engavetada por tempo indefinido, Ewan McGregor revelou ao Comic Book que as gravações foram apenas adiadas, mas a série ainda vai acontecer.

“Ouvi boatos que a série seria engavetada por causa dos roteiros, mas não é nada disso. As gravações foram apenas adiadas de agosto desde ano para janeiro de 2021. É só isso.”, disse McGregor.

Questionado sobre a qualidade do roteiro, o astro garantiu que a história irá satisfazer o público e honrar o personagem.

“Os roteiros são muito bons. Agora que o ‘Episódio IX‘ foi lançado, todos na Lucasfilm têm mais tempo para se dedicarem ao roteiro de ‘Kenobi‘, o que é uma boa notícia para os fãs. Li cerca de 80% ou 90% do que foi escrito e é muito, muito bom, eles estão honrando a história do velho Ben. Não há nenhum drama por trás do atraso, eles só querem mais tempo para trabalhar nos roteiros.”

Após diversas críticas ao roteiro de ‘Star Wars: A Ascensão Skywalker‘, faz todo sentido que a Lucasfilm queira investir mais tempo nos preparativos de ‘Kenobi‘, já que ele é um dos personagens mais amados da saga.

Anteriormente, McGregor revelou à Men’s Journal alguns detalhes sobre a narrativa, indicando que o personagem estará tentando superar a queda da Ordem Jedi.

“Como a história se passa entre ‘A Vingança dos Sith’ e ‘Uma Nova Esperança‘, a Ordem Jedi está desmoronada, será interessante ver como ele irá lidar com esse trauma.”, disse o astro.

Além disso, é de se esperar que a série mostre parte do treinamento do mestre Jedi para se tornar um fantasma da Força, como foi sugerido ao final do ‘Episódio 3′.

Rumores também apontam que Darth Maul deve aparecer, mas ainda não se sabe se Ray Park irá reprisar seu papel como o vilão.

Dirigida por Deborah Chow, ‘Kenobi’ terá seis episódios com 1 hora de duração.

Por enquanto, ainda não há previsão de estreia.

Cine Retrô | ‘Cidadão Kane’ e a perfeição cinematográfica

Cidadão Kane é, sem qualquer sombra de dúvida, um dos filmes mais controversos de todos os tempos, além de insurgir como um clássico atemporal que ditou as regras até mesmo do cinema contemporâneo. E o mais interessante é que não apenas a sua construção fílmica é extremamente envolvente, mas toda a backstory envolvendo a produção é misteriosa e digna também de ganhar sua própria adaptação para as telonas. Afinal, em plena II Guerra Mundial, no qual os ideais de patriotismo e nacionalismo encontravam extremismos e barreiras muito além do que se poderia imaginar, criar uma narrativa que se opusesse a um dos nomes mais poderosos da indústria da comunicação da época não era algo a ser abraçado por qualquer pessoa – e as drásticas consequências que acometeram o longa-metragem apenas reafirmam a sua grande importância para a História.

É importante ter em mente que o jovem Orson Welles, com seus meros vinte e seis anos de idade, provinha de uma onda de construções artísticas muito questionáveis pela crítica e pelo conservadorismo da época – e talvez a coragem com a qual comandava seus projetos foi o que lhe permitiu total independência para a realização de ‘Cidadão Kane. Welles vinha do teatro, no qual dirigira uma versão com elenco totalmente negro de ‘Macbeth, uma das tragédias mais famosas de William Shakespeare, além de ter causado uma comoção generalizada com a adaptação radiofônica de ‘Guerra dos Mundos, de H.G. Wells, no dia 31 de outubro de 1938. Tal releitura do clássico romance deu origem às produções ultrarrealistas e trouxe o pânico para a sociedade norte-americana, crente de que o país estava sendo invadido por alienígenas.

Entretanto, o maior desafio de Welles chegaria três anos mais tarde, ao ser contratado pelos estúdios RKO para dirigir uma cinebiografia livremente inspirada na vida de um dos maiores magnatas dos meios de comunicação dos Estados Unidos, o empresário William Randolph Hearst. E é justamente aqui que dois mundos totalmente opostos se chocam: o cineasta sempre teve apreço pela polêmica, e com o filme em questão não faria muito diferente; em mãos, ele possuía a oportunidade de traduzir a partir de uma perspectiva muito ácida a história de Hearst, que ficou conhecido por resgatar o jornal comandado pelo pai das ruínas e dar início à “imprensa marrom” – como ficou conhecida as matérias sensacionalistas que circularam pelos newspaper desde a década de 1940. A megalomania de Hearst e seu desejo pela manipulação abriram margem para que inúmeras notícias falsas, às vezes criadas pela própria mente deturpada, fossem espalhadas sem qualquer filtro a quem estivesse interessado em ouvir.

E com isso, Charles Foster Kane (interpretado pelo próprio Welles) ganhou as telas, em uma representação clara do empresário – e mais assustador ainda, divulgando o quanto o diretor conhecida sobre a vida e os podres de Hearst. Em uma macro-conjuntura, a história de Kane é uma sátira anacrônica que, em termos narrativos, segue o simples padrão de ascensão e queda de uma celebridade movida pela ambição e cuja ruína vem pelos próprios meios. O anti-herói foge aos convencionalismos do protagonismo cinematográfico e serve de exemplo para a ostentação, o luxo descabido e o sucesso advindo de mentiras, traições e manipulações constantes – e isso não se restringe apenas a ele, mas também a todos que o acompanharam.

É importante ressaltar que Welles tinha plena liberdade como diretor, autor e produtor: movido pelas vanguardas de final de século da Europa e pela busca de novas técnicas de filmagem que procuravam fornecer uma nova perspectiva para o cinema norte-americano, ele conseguiu transformar sua própria obra em uma investida avant-garde que influenciaria inúmeros outros nomes da esfera do entretenimento – e não, não estou exagerando ou fazendo apologias forçadas: ser considerado o melhor longa-metragem de todos os tempos é um título incontestável por uma série de razões.

Ao contrário do que muitos podem imaginar, a narrativa não começa do modo convencional: em conjunto com Herman J. Mankiewicz, Welles orquestrou o seu roteiro de modo a fugir da cronologia passado-presente, mergulhando em uma narrativa fragmentada (ratificada pela própria montagem). Em outras palavras, a primeira cena do filme é a morte de Kane, trancafiado e solitário em sua mansão, onde murmura a misteriosa palavra Rosebud antes de encontrar seu fim. O que muitos podem chamar de furo do roteiro – visto que o personagem estava sozinho -, eu, pessoalmente, encaro como um profundo mergulho nesse cosmos: pois, logo depois, um jornalista aparece determinado a entender sua história e o significado do vocábulo, entrando em uma jornada através da infância, adolescência e vida adulta do empresário.

A estrutura não-linear viaja inúmeras vezes no tempo em múltiplas perspectivas que, para a época, representavam um avanço incomensurável e que voltaria à moda após a virada do século – de forma mais palpável, é possível ver essa multiplicidade em séries contemporâneas como ‘13 Reasons Why, que parte da história microcósmica de cada um dos personagens envolvidos. Ainda que traga o protagonista em foco em grande parte, outros nomes aparecem para dar mais apoio ao “furo de reportagem”, incluindo Susan Alexander Kane (Dorothy Comingore), equivalente a Marion Davies, esposa de Hearst, e James W. Gettys (Ray Collins), que emerge como um tutor do futuro jornalista. Todo o escopo é uma simples amostra que se aprofunda a cada cena construída de como realidade e ficção encontram pontos convergentes quando postas lado a lado.

Cidadão Kane não é apenas uma obra-prima pela coragem e ironia com a qual tratou um tema bastante peculiar e perigoso – que transformou o próprio Hearst como inimigo de Welles. “Kane teria aceitado.”, ele disse ao magnata quando este simplesmente se recusou a ir à estreia do filme e armou um boicote que o tornou um fracasso total de bilheteria. O ambicioso projeto também trouxe inovações técnicas que seriam emuladas com toda a certeza, além de unir estéticas predecessoras de essencial importância: o expressionismo, provindo principalmente de F.W. Murnau, é traduzido pelas construções imagéticas do diretor de fotografia Gregg Torland, o qual se utiliza de jogos de luz e sombra para aumentar a complexidade da personalidade dos personagens, mantendo sempre um lado do rosto escurecido em detrimento da verdade e da clareza dialógica – e surpresa, surpresa: tais investidas seriam base para o cinema noir de alguns anos mais tardes.

A expressividade do próprio cenário fornece uma nova perspectiva para os diretores de artes e cenógrafos: a utilização do teto é e extrema importância para conversar diretamente com a megalomania e as tendências psicóticas e tirânicas do protagonista – a sequência de seu discurso preza por um teto baixo que indica opressão ditatorial, expandindo a metalinguagem para a conjuntura sociopolítica da época e colocando a persona da qual faz menção em uma saia justa propositalmente hilária.As técnicas de filmagem também encontram um novo espaço: Welles introduziu a grande profundidade de campo para sua obra e a utilização desenfreada do plano-sequência. Quando a narrativa migra para a infância de Kane, o diretor orquestra uma longa cena que se inicia com o jovem protagonista brincando na neve e, à medida em que a câmera se afasta, mostrando sua morada campesina e dois supostos tutores conversando com a mãe, Mary Kane (Agnes Moorehead), o foco permanece o tempo inteiro e permite que o espectador se sinta mais próximo de cada um dos personagens que são apresentados.

Os efeitos visuais e especiais também não deixam a desejar – e, diferente de outras obras fílmicas, essa aqui não envelheceu de um jeito ruim, mas tornou-se clássica pelos motivos apresentados acima. Welles encontrou um modo de elevar a maquiagem de envelhecimento para outro nível, tornando-a mais realista e que também serviria de base para as modelagens em 3D e para os pontos sensoriais do cinema digital: o diretor e roteirista interpreta, exceto na fase juvenil, todas as fases de Kane, e consegue traçar paralelos e diferenças entre uma personalidade corrompida pela ambição e que, paradoxalmente, reflete com nostalgia um apego pelo passado, onde tudo era mais simples. As estratégias de fluidez para a montagem insurgem com a sobreposição de imagens, criando ilusões tão realistas que chegam a confundir o público sobre a veracidade das informações do filme mais de uma vez.

É claro que um produto como este não insurgiria em bons olhos por todos. Ainda que a crítica tenha ovacionado desde a época do seu lançamento, Hearst, dito anteriormente, organizou um boicote para a estreia do filme e para suas consecutivas semanas em cartaz, chegando até a ameaçar os cinemas que ousassem transmiti-lo de não divulgar mais suas programações nos jornais que controlava. Até mesmo na cerimônia do Oscar do ano seguinte as coisas não foram tão bem quanto o esperado: mesmo com oito indicações, incluindo Melhor Filme e Melhor Montagem, Welles levou para casa a estatueta de Melhor Roteiro Original junto com Mankiewicz, e desde então nunca mais obteve o mesmo sucesso na indústria fílmica como durante aquela época.

Justiça seja feita, Welles e ‘Cidadão Kane encontraram o pódio tão aguardado em 1970, quando a Academia condecorou o cineasta com o Oscar honorário, e quinze anos depois, em celebração ao centenário do cinema, o longa foi considerado o melhor de todos os tempos pelo American Film Institute – e ainda que sua posição seja ameaçada, talvez, por ‘O Poderoso Chefão, nenhum outro longa conseguiu desbancá-lo do patamar, reafirmando sua importância e sua atemporalidade.

‘The Walking Dead:’ Jeffrey Dean Morgan zomba da CHOCANTE morte de [SPOILER!]

O texto abaixo contém SPOILERS!

O último episódio de ‘The Walking Dead‘ foi um dos mais chocantes da 10ª temporada, colocando fim ao reinado de terror causado pela Alpha, mortas pelas mãos de Negan numa cena épica.

Em seu perfil do Instagram, Jeffrey Dean Morgan, publicou uma imagem segurando a cabeça da vilã e zombou da situação.

Na legenda, o astro escreveu:

“SPOILER???? Que nada, eu esperei para postar. Bom… vamos lá. Vou sentir falta da feroz atuação de Samantha Morton. Alfa? Nunca nem vi. Olhem essa foto minha segurando cabeça dela.”

Confira:


Angela Kang retorna como showrunner da nova temporada.

A trama gira em torno de um mundo pós-apocalíptico dominado por zumbis, onde os vivos têm que sobreviver não só aos mortos, como também a si mesmos.

O elenco conta com Norman Reedus, Danai Gurira, Melissa McBride, Josh McDermitt, Seth Gilliam, Ross Marquand, Jeffrey Dean Morgan, Khary Payton e Samantha Morton.

‘Soltos em Floripa’: Amazon lança 1º episódio do reality com Pabllo Vittar de GRAÇA

O Amazon Prime Video anunciou que o primeiro episódio de ‘Soltos em Floripa‘, novo reality show e segunda série brasileira Original Amazon, está disponível no serviço de streaming gratuitamente, a partir de hoje, 20 de março.

Para quem não é assinante, bastará criar uma conta Amazon, sem necessidade de assinatura do pacote Prime, nem inclusão de dados de cartão de crédito, para ter acesso ao conteúdo.

Soltos em Floripa‘ reúne oito jovens carismáticos vindos de diferentes lugares do Brasil em uma casa de praia exuberante em Florianópolis, onde juntos embarcam em uma jornada repleta de festas, brigas, dramas, diversão e relacionamentos. Beatriz Garcia, Thais Pereira, Taynara Nunes, João Mercuri, Murilo Dias, Luan Cavati, Nathalia Gomes e Ramon Bernardes, além de terem o público acompanhando suas aventuras em Floripa, também contarão com os comentários de seis celebridades, que participaram dos episódios bônus ‘Soltos em Floripa: A Resenha‘.

A série de oito episódios, com uma hora de duração, é inovadora no gênero dos realities brasileiros e com produção de alta qualidade.

A cantora e drag queen Pabllo Vittar, o ator Felipe Titto, o cantor sertanejo Mariano, a cantora e compositora carioca MC Carol, e os influenciadores digitais John Drops e Bianca Andrade são as estrelas de ‘Soltos em Floripa: A Resenha‘.

Hoje, dia 20 de março, foram lançados os dois primeiros episódios de Soltos em Floripa, sendo o primeiro gratuito e aberto para público, e, em 24 de março, os dois primeiros episódios bônus, ‘Soltos em Floripa: A Resenha‘, com comentários dos episódios lançados na estreia.

 

Disney não vai mais divulgar números de bilheteria devido ao Coronavírus

De acordo com o Deadline, a Disney vai suspender a divulgação dos dados de bilheterias mundiais após o surto de Coronavírus, que obrigou o estúdio a adiar aguardados lançamentos.

A decisão vem logo após a notícia de que o preço das ações da companhia caíram rapidamente, passando de aproximadamente US$ 400 a US$ 100 num período de três semanas.

Através de um comunicado, os representantes da Disney explicaram a situação, mas não informaram se a decisão será permanente.

“Devido ao grande número de paralisações em diversas salas de cinema pelo mundo, a Disney vai suspender a divulgação em relação às bilheterias mundiais. Desejamos o melhor para você e sua família durante esse período de isolamento, evitem aglomerações e se cuidem.”

Há alguns dias, Bernie McTernan, analista financeiro da Rosenblatt Securities, revelou ao THR que Apple poderia adquirir todas as propriedades da Walt Disney Company agora que suas ações estão avaliadas abaixo dos US$ 100.

“Há companhias com enormes capitais financeiros que superaram o valor aquisitivo da Walt Disney Company nas últimas 3 semanas, como a Apple. A gigante tecnológica poderia tirar vantagem da situação facilmente. “eria uma ótima vantagem comprar a Disney e adicionar o conteúdo de streaming do estúdio nas plataformas iOS, além de criar novas estratégias para tirar proveito do potencial do estúdio.”

McTernan destacou que a Disney perdeu cerca de US$ 85 bilhões de seu valor de mercado nas últimas três semanas, e agora está avaliada em aproximadamente US$ 83 bilhões, enquanto a Apple Inc. soma US$ 107 bilhões.

Caso o valor continue afundando dessa forma, não vai demorar até que a Apple ou outras companhias demonstrem interessem na aquisição da Disney.

Lembrando que o presidente da Apple, Tim Cook, anunciou que as ações da empresa subiram 12% na última sexta-feira (13), valendo US$ 278.

No entanto, a afirmação de McTernan é apenas uma hipótese, já que os executivos da Apple não se pronunciaram sobre nenhuma operação financeira em meio a crise, pelo menos por enquanto.

Anteriormente, o THR divulgou que a Disney deve perder até US$ 350 mil por dia devido aos ajustes necessários para conter a propagação do Coronavírus.

Até o momento, a companhia já fechou diversos parques e restaurantes ao redor do mundo, e precisou interromper a produção de filmes e séries, além do adiamento de aguardadas estreias, como ‘Mulan‘, previsto inicialmente para 26 de março.

Cerca de 70.000 cinemas da China ainda estão fechados e os Estados Unidos e os países da Europa estão proibindo reuniões públicas ou em ambientes fechados, o que resultaria em um prejuízo ainda maior caso o filme não fosse adiado.

Além disso, as gravações de ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis‘ foi pausada por tempo indeterminado junto com a produção de ‘Falcão e o Soldado Invernal‘, que
estava sendo rodado em Praga, capital da República Tcheca.

E a estreia de ‘Os Novos Mutantes‘ foi adiada mais uma vez, agora sem previsão de estreia definida.

Anteriormente, o portal já havia divulgado que diversos estúdios sofreram prejuízos nas bilheterias mundiais por causa do surto, somando perdas de aproximadamente US$ 20 bilhões.

Lembrando que a MGM pode ter uma perda por volta de US$ 30/50 milhões por conta do atraso na estreia de ‘007 – Sem Tempo Para Morrer‘, adiado de abril para 25 de novembro deste ano.

A Universal Pictures também tomou medidas preventivas, optando por adiar a estreia de ‘Velozes e Furiosos 9‘ para 02 de abril de 2021. A medida não deve gerar grandes impactos financeiros ao estúdio, mas a surpreendentemente distante data pegou todos os fãs da franquia de surpresa.