Os irmãos Matt e Ross Duffer, criadores do fenômeno global ‘Stranger Things’, revelaram recentemente os bastidores do processo de escalação para um dos personagens mais queridos da produção da Netflix. Em uma revelação surpreendente, os diretores confirmaram que David Harbour não foi a escolha inicial para interpretar o icônico chefe de polícia Jim Hopper.
De acordo com a Variety, a revelação aconteceu durante a participação dos showrunners no podcast Happy Sad Confused. Na ocasião, os irmãos foram colocados contra a parede pelo próprio David Harbour, que enviou uma pergunta gravada em vídeo questionando quem havia sido cogitado antes dele:
“Olá, irmãos Duffer”, disse Harbour. “Eu gostaria de saber como foi o processo de escalação do Hopper. Tenho quase certeza de que fui a segunda escolha, e não sei de quem eu fui a segunda escolha — talvez eu tenha sido a terceira? Mas vocês poderiam responder como acabei sendo escalado como o Chefe Hopper e quem precisou recusar o papel para que eu pudesse interpretar esse personagem incrível?”.
O apresentador do podcast, Josh Horowitz, tentou adivinhar o nome do ator misterioso baseando-se em uma pista dos criadores de que se tratava de um amigo de Harbour, sugerindo o nome de Josh Brolin (‘Duna’). No entanto, Matt Duffer logo corrigiu o palpite:
“Não, não, não, não. Foi Billy Crudup, o que seria algo bem diferente. Mas tudo acontece por um motivo, certo? Quando tudo finalmente se encaixa… enfim, Billy Crudup recusou o papel. Acho que ele não fazia muita televisão naquela época”, afirmou.
Após a recusa de Crudup, a produção continuou a busca pelo intérprete ideal para o xerife de Hawkins. Foi quando o nome de Harbour entrou no radar de forma avassaladora, como relembrouRoss Duffer:
“Então o David simplesmente entrou e, sinceramente, uma das nossas diretoras de elenco achou que ele poderia ser ótimo para o papel. Ele fez o teste e gravou apenas uma tomada. Nós nem estávamos lá, apenas vimos a fita depois, e ficou imediatamente claro: ‘Esse é o Hopper’. Nós o escalamos na mesma hora”, destacou.
Os novos episódios se passam no outono de 1987. Hawkins segue abalada pela abertura dos portais, e nossos heróis se unem pelo mesmo objetivo: encontrar e matar Vecna (Jamie Campbell Bower). Mas ele desapareceu e ninguém sabe seu paradeiro. Para complicar tudo, o governo colocou a cidade sob quarentena militar e intensificou a caça à Onze (Millie Bobby Brown), que precisou se esconder novamente. Conforme o aniversário do desaparecimento de Will (Noah Schnapp) se aproxima, uma ameaça familiar volta à tona. A batalha final se aproxima e, com ela, uma escuridão ainda mais poderosa e mortal. Para acabar com esse pesadelo, todo o grupo precisará se unir de novo pela última vez.
Apesar da força política e histórica deFatherland, o novo filme de Paweł Pawlikowski impressiona primeiro pela forma. A fotografia austera em preto e branco, o refinamento dos enquadramentos e a execução rigorosa da câmera imediatamente chamam a atenção do público. Existe um controle visual extremamente sofisticado na maneira como o diretor transforma ruínas físicas e emocionais em composição estética. Tudo parece milimetricamente calculado para sufocar qualquer excesso. É justamente nesse controle, no entanto, que o filme também encontra sua limitação.
Fatherland parece deliberadamente incapaz de alcançar grandes ápices emocionais. Não existem rupturas bruscas, reviravoltas dramáticas ou momentos de explosão sentimental que reorganizem completamente a trajetória dos personagens. Mesmo a tragédia familiar que atravessa a narrativa surge quase sublimada dentro do contexto político maior, como se Thomas Mann (Hanns Zischler) precisasse permanecer uma figura pública antes de permitir que qualquer emoção invadisse sua humanidade.
A escolha claramente é proposital. Pawlikowski nunca transforma Mann em herói, mas também evita humanizá-lo completamente. O escritor permanece constantemente observado à distância: uma figura intelectual tentando organizar moralmente um continente devastado enquanto falha silenciosamente dentro da própria intimidade. Mas essa mesma contenção produz um efeito colateral: o distanciamento.
A cena inicial apresenta essa figura austera diante de uma imprensa descrente de suas intenções de voltar ao país natal após passar 16 anos nos Estados Unidos, tornando-se, assim, um cidadão mais estadunidense do que alemão. A coletiva de imprensa soa como um julgamento de tribunal, cujo réu é defendido por sua filha, Erika Mann (Sandra Hüller), que traduz para o inglês as respostas do pai — embora seu inglês seja perfeito. A impavidez diante do aterrorizador já é papel muito bem dominado pela atriz alemã depois de Zona de Interesse (2023), Anatomia de uma Queda (2023) e Rose (2024).
Diferente de Ida (2013), quando a protagonista finalmente confronta os restos da própria história familiar, ou de Guerra Fria(2018), em que o romance tóxico implode emocionalmente diante do espectador, Fatherland parece recusar qualquer catarse. Não existe aqui um momento em que tudo desaba. Existe apenas a constatação melancólica de que o mundo continua; mesmo depois da guerra, mesmo depois da culpa, mesmo depois da destruição.
Talvez justamente por ser baseado em uma verdade histórica tão dura, o filme entenda que algumas dores nunca encontram resolução dramática. A relação entre pai e filha permanece presa em olhares secos, tensões silenciosas e tentativas frustradas de reorganizar afetos em meio aos escombros políticos da Europa. Nada é plenamente sublimado. Nada se transforma em redenção.
Nesse ponto, Fatherland encontra sua discussão mais interessante. O discurso de Thomas Mann — de não se posicionar entre extremos, mas tentar ocupar um espaço de apaziguamento — atravessa todo o filme. O diretor polonês parece interessado em mostrar que a dificuldade de sustentar a moderação política não é uma questão contemporânea: a humanidade sempre foi atraída por polos, radicalismos e discursos absolutos. Caminhar em linha reta talvez seja justamente o gesto mais impossível.
Por isso, a obra enxerga Mann não necessariamente como um exemplo a ser seguido, mas como uma figura importante para revelar os limites desse pensamento conciliador. Um homem brilhante, capaz de compreender profundamente o mundo através da literatura, mas que talvez também simbolize como inteligência e lucidez nem sempre são suficientes diante do colapso histórico. Embora não permita emoções à superfície nem ofereça uma possibilidade de catarse, Fatherland nos preenche de reflexão e, por isso, permanece ecoando após o término.
A premiada atriz Julianne Moore, estrela de produções aclamadas como ‘Para Sempre Alice’ e ‘O Preço da Traição’, comentou abertamente sobre o seu futuro profissional. Em tom reflexivo, a veterana revelou os critérios que utiliza atualmente para escolher seus papéis e apontou os gêneros cinematográficos com os quais não deseja mais trabalhar.
De acordo com a Variety, a atriz destacou que prioriza parcerias com cineastas que demonstrem clareza narrativa: profissionais que sejam “claros sobre de quem é a história, como ela está sendo contada e se aquilo é ou não verdadeiro”. Moore explicou que, ao conquistar maior autonomia artística e liberdade de escolha ao longo das décadas, passou a filtrar seus projetos de forma mais rigorosa, perdendo o interesse por narrativas puramente trágicas.
“Estou cada vez menos interessada em tragédias”, explicou a atriz. “Especialmente agora, em um momento em que o mundo está tão difícil, é complicado investir em uma história que parece falsa, em que a profundidade emocional não corresponde ao que está acontecendo na realidade.”
A artista também detalhou sua aversão ao cinema pautado no escapismo violento e na espetacularização visual sem substância:
“Eu não gosto de ver alguém sendo assassinado. Não gosto de explosões e armas. Não gosto de histeria. Não gosto de coisas que aumentam as apostas sem emoção real por trás. Isso realmente me incomoda porque parece apenas barulho. Eu não sei como interpretar isso. E também não quero assistir”, acrescentou.
Durante a sabatina, Moore relembrou alguns de seus trabalhos mais marcantes, incluindo o clássico ‘As Horas’ (2002), no qual dividiu o protagonismo comNicole Kidman e Meryl Streep. Questionada sobre o impacto de Streep em sua própria trajetória, ela não poupou elogios à colega de profissão:
“Ela é o padrão ouro. Eu cresci assistindo televisão e filmes, vendo estrelas de cinema, e ela foi a primeira mulher que vi parecer ao mesmo tempo acessível e inalcançável. Havia algo muito humano nela e, ao mesmo tempo, muito moderno”, declarou Moore. “Ali estava uma atriz que era a próxima grande estrela, extremamente precisa no que fazia, moderna, acessível, glamourosa, maravilhosa e corajosa ao mesmo tempo. Então sinto que ela acendeu uma chama em todos nós sobre como queríamos ser e sobre o que acreditávamos ser possível alcançar em nosso trabalho”.
“No começo do século XX, Virginia Woolf lida com a depressão e tenta finalizar o romance “Mrs. Dalloway”. Seu texto afeta profundamente uma dona de casa dos anos 1950 e uma mulher atualmente, que parece viver os eventos do livro”, diz a sinopse.
“Este é um momento interessante para falar mais sobre Thomas Mann e sua agenda política, especialmente na Alemanha, mas no resto do mundo também”, declara a atriz Sandra Hüllerem um apartamento de frente para o Palais des Festivals, durante a 79ª edição do Festival de Cannes. A conversa aconteceu em uma mesa-redonda exclusiva com poucos jornalistas internacionais — entre eles, o CinePOP — logo após a coletiva de imprensa de Fatherland, marcada por discussões sobre culpa histórica, pertencimento e o peso da memória alemã após a Segunda Guerra Mundial.
Usando brincos em formato de flor, contida nas respostas e parece ainda pouco acostumada ao fascínio em torno de seu trabalho; embora este seja, definitivamente, o ano dela.
Após conquistar o Urso de Ouro em Berlim por sua atuação devastadora em Rose e explodir nas bilheterias ao lado de Ryan Gosling em Devoradores de Estrelas, ela desembarca em Cannes como uma das atrizes mais comentadas do festival, novamente em um filme potente, daqueles que dificilmente sairão de mãos vazias da cerimônia do próximo 23 de maio. Mais do que isso: Sandra parece já carimbar o passaporte para a próxima temporada do Oscar, acumulando três títulos importantes ainda no primeiro semestre.
Dirigido pelo cineasta polonês Paweł Pawlikowski, Fatherland acompanha o retorno de Thomas Mann à Alemanha após 16 anos vivendo nos Estados Unidos. Autor de obras fundamentais como A Montanha Mágica e vencedor do Nobel de Literatura, Mann retorna a uma Alemanha em ruínas para uma série de encontros públicos e debates políticos, enquanto tenta entender se ainda pertence àquela terra devastada pelo nazismo.
Sandra interpreta Erika Mann, filha do escritor, autora, atriz e ativista política que dedicou grande parte da própria vida a acompanhar o pai no exílio. No filme, a relação entre os dois se torna também um retrato melancólico de uma Europa tentando sobreviver aos próprios escombros.
O tema central de Fatherland acabou atravessando naturalmente a conversa e Sandra é questionada sobre pertencimento geográfico, tema inevitável para uma atriz que hoje transita naturalmente entre produções em alemão, francês e inglês.
“Sabe quando você entra em um lugar e ele parece familiar? É porque suas moléculas já se misturaram ao ar dali alguma vez. Eu sempre me sinto assim em Turíngia. É o lugar onde conheço a língua, a comida, o jeito das pessoas”, responde. “Sou muito grata por poder conhecer tantas partes do mundo e ser calorosamente recebida em tantos lugares, o que para mim é um milagre. Gostaria que acontecesse com mais pessoas. Ainda assim, eu sempre serei da Turíngia.”
O peso da memória alemã
Existe algo profundamente íntimo na maneira como Sandra fala sobre Fatherland. Filha e neta de alemães que cresceram sob as sombras da guerra, ela explica que não precisou fazer uma pesquisa extensa para compreender o trauma presente no filme: “Partículas disso estão no meu corpo e no meu sistema”, comenta. “O roteiro captura esse vazio estranho em que todos estão, essa urgência de reconstruir alguma coisa sem saber exatamente como.”
Essa sensação atravessa toda a atmosfera do longa. Filmado na Polônia, país historicamente devastado pela ocupação nazista, Fatherland parece carregar um desconforto permanente entre culpa, luto e sobrevivência. Sandra admite que filmar em cidades que ainda preservam nomes alemães originais tornava impossível ignorar o peso histórico daqueles espaços.
“Não estávamos filmando a destruição da Alemanha, mas a destruição da Polônia. E atuar como se fosse… é complicado explicar. Mas isso influenciava tudo: as conversas, o clima, o que sentíamos.”
A atriz fala de luto de maneira quase física. Em determinado momento, comenta que não acredita muito em “construir personagens”. Para ela, atuar passa mais por reagir emocionalmente ao que existe ao redor: “Você não pode procurar uma emoção dentro daquele enquadramento. Ela simplesmente precisa estar ali.”
O artista precisa se posicionar politicamente?
Foi justamente nesse contexto que perguntei a Sandra sobre o peso político de Thomas Mann e sobre como o filme inevitavelmente resgata discussões atuais sobre o papel do artista diante do avanço de discursos extremistas ao redor do mundo.
Ela respira por alguns segundos antes de responder, cuidadosamente: “Eu não acho que um artista tenha que fazer alguma coisa. Nenhum artista é obrigado a nada”, afirma. “Eu posso decidir sobre o que quero falar — ou se quero falar sobre alguma coisa. Acho que essa escolha precisa ser respeitada.”
Ainda assim, Sandra reconhece que revisitar Thomas Mann mudou profundamente sua visão sobre o escritor. Durante anos, ela o enxergou apenas como um autor daqueles obrigatórios da escola alemã. Hoje, enxerga nele uma figura política muito mais complexa.
“A imagem dele na Alemanha durante muito tempo foi a de alguém covarde, que simplesmente fugiu para os Estados Unidos. E isso não é verdade”, comenta. “Todo mundo teria feito essa escolha se tivesse tido a oportunidade. Nem todos tiveram.”
Essa resposta ganha ainda mais força porqueFatherland nunca transforma Thomas Mann em herói. O filme parece mais interessado em discutir as contradições de intelectuais tentando preservar algum senso moral em uma Europa destruída. Thomas Mann surge como um homem preso entre dilemas particulares e um continente dividido entre capitalistas e comunistas, enquanto tenta ocupar um espaço de apaziguamento, como a atriz ressalta: “é bom falar sobre esses temas, porque algumas discussões ficaram muito violentas, e devemos conversar uns com os outros de forma calma.”
Existe uma calma quase desconcertante em Sandra Hüller. Mesmo sendo hoje um dos rostos mais requisitados do cinema europeu, ela continua respondendo às perguntas como alguém genuinamente surpresa pelo tamanho da repercussão em torno de si.
Talvez porque sua força nunca esteja no estrelismo, mas justamente nessa capacidade rara de parecer absolutamente humana diante da câmera. Em Fatherland, isso fica evidente. Erika Mann não surge apenas como filha de um gênio literário, mas como alguém tentando equilibrar devoção familiar, exílio, culpa histórica e a sensação permanente de deslocamento.
No fim da conversa, um jornalista ucraniano pergunta como alguém continua vivendo depois da guerra. Sandra demora alguns segundos antes de responder: “Acho que essa é uma das perguntas mais misteriosas sobre a humanidade”, diz. “Mas as pessoas conseguem. Elas sobrevivem umas com as outras, com ajuda umas das outras.”
Há algo deliciosamente contraditório no Festival de Cannes abrir sua seção Um Certo Olhar com um filme chamado Teenager Sex and Death at Camp Miasma (na tradução livre Adolescente, Sexo, Morte no Acampamento Miasma). O título parece saído diretamente de uma locadora mofada dos anos 1980, daqueles VHS de capa neon cuja promessa era sempre mais ousada do que o próprio conteúdo.
O novo filme de Jane Schoenbrun, embora pareça evocar essa época do slasher chamado de filme B, com sua cena inicial de jatos eufóricos de sangue, tem um projeto mais audacioso. Trata-se de um slasher metalinguístico que ama profundamente o gênero ao mesmo tempo em que o disseca sem misericórdia.
Desde os primeiros minutos, Schoenbrun deixa claro que seu interesse não está apenas no horror, mas na memória cultural do horror. O prólogo recapitula a trajetória da franquia fictícia Miasma: o sucesso inesperado do original, a avalanche de continuações cada vez mais absurdas, a degradação estética típica das franquias exploradas até o esgotamento, o fracasso comercial inevitável, a humilhação do Framboesa de Ouro.
A diretora entende perfeitamente o ciclo industrial do cinema de gênero: como um produto nasce de uma pulsão criativa e termina convertido em algoritmo corporativo, vide o aclamado Jogos Mortais (Saw), de James Wan, e suas intermináveis sequências sem lógica. É um começo hilário justamente porque se assemelha à realidade.
Dada a ambientação metalinguística, a narrativa acompanha uma jovem roteirista não-binária Kris (Hannah Einbinder) obcecada pela saga, determinada a realizar um reboot “definitivo”. Para isso, ela viaja até o interior para convencer Billy, a atriz do primeiro Miasma, a retornar ao papel que a transformou na primeira final girl da franquia. Vivida com melancolia elegante porGillian Anderson, Billy carrega no rosto o peso de alguém que passou três décadas aprisionada por uma imagem cultural que nunca lhe pertenceu inteiramente.
A dinâmica entre ela e a protagonista funciona como o coração emocional do filme: duas gerações tentando entender o que significa amar uma obra construída sobre estruturas violentas. Dentro dessa proposta, o roteiro encontra sua melhor camada. Em vez de simplesmente condenar os slashers dos anos 1980 por seus vícios machistas e homofóbicos, Jane Schoenbrun tenta compreender como esses códigos foram naturalizados por décadas até se tornarem invisíveis.
Teenager Sex and Death at Camp Miasma aponta diretamente para aquilo que antes era aceito como parte da diversão: a objetificação feminina, a punição moral do desejo, os estereótipos queer transformados em piada, e pergunta o que significa revisitar essas imagens hoje sem reproduzi-las. Não há didatismo panfletário aqui; existe, antes, um desconforto constante e uma sátira cômica à nossa aceitação sem questionamento.
Uma das melhores cenas nem sequer envolve assassinatos, mas uma reunião de produção via Zoom. Produtores, agentes e executivos discutem o reboot como se fosse um produto matemático: “precisamos de legado, mas a atriz original não pode ser velha demais”; “diversidade vende, desde que não pareça militante”; “o público quer autenticidade, mas algo familiar”.
É impossível não perceber o quanto a diretora não-binária está satirizando a própria indústria contemporânea (e a protagonista é o seu alter ego), especialmente esse cinema corporativo que transforma qualquer gesto artístico em cálculo de mercado. O humor nasce do reconhecimento imediato de um processo criativo esmagado por planilhas.
Ainda assim, Teenager Sex and Death at Camp Miasma nunca abandona o prazer do slasher. Há adolescentes correndo pela floresta, corpos pendurados, sustos coreografados, sangue artificial em abundância. O assassino — uma espécie de primo degenerado de Jason Voorhees — vive escondido no fundo de um lago e usa um aparelho de ventilação que produz uma respiração abafada e mecânica, transformando cada aproximação em um ruído quase industrial.
Schoenbrun filma essas sequências com evidente fascínio visual, mas sempre sublinhando sua artificialidade. A câmera frequentemente assume o ponto de vista do assassino apenas para revelar depois que estamos vendo um filme dentro do filme dentro do filme. É um jogo constante entre imersão e distanciamento.
Essa autoconsciência poderia facilmente virar mero exercício pós-moderno, mas a diretora encontra uma dimensão mais íntima ao relacionar horror e identidade. Como já acontecia em Eu Vi o Brilho da TV (2024) e especialmente em Vamos Todos à Exposição Mundial (2021), a diretora continua interessada em como imagens moldam subjetividades.
Se antes ela investigava a influência da internet e das ficções digitais sobre adolescentes em formação, aqui ela amplia essa reflexão para a cultura pop como estrutura emocional coletiva. Os filmes que consumimos não desaparecem; eles permanecem inscritos na memória como uma tatuagem psíquica.
Talvez seja exatamente isso que o filme tenta desmontar: não apenas os códigos do slasher, mas os códigos invisíveis da própria cultura dominante. Afinal, quando o imaginário popular é historicamente construído sob perspectivas patriarcais, heteronormativas e violentas, romper com essas estruturas exige mais do que simples atualização estética. Exige revisitar os fantasmas que ainda continuam vivos dentro das imagens que amamos.
O mais impressionante é que Jane Schoenbrun consegue fazer tudo isso sem abandonar o prazer do cinema de gênero. Ainda que se perca em um romance maçante entre diretora e atriz e repita algumas cenas, Teenager Sex and Death at Camp Miasma é engraçado, autoconsciente e sangrento. Um filme que entende que certos monstros não vivem no lago, vivem nas narrativas que aprendemos a aceitar como naturais.
Entre encontros históricos, sessões nostálgicas e filmes que já despontam como favoritos da crítica, o terceiro e o quarto dia da 79ª edição do Festival de Cannes já consolidaram algumas das principais conversas deste ano.
Da abertura da mostra Un Certain Regard com um slasher metalinguístico ao aguardado encontro com Peter Jackson, passando pela celebração dos 25 anos de Velozes e Furiosos e pela recepção calorosa a Fatherland (2026), de Paweł Pawlikowski, a Croisette viveu dias intensos. Confira um resumo completo para ficar por dentro de tudo o que movimentou o festival até agora.
Peter Jackson revisita a própria carreira
Um dos momentos mais disputados da programação foi a conversa com Peter Jackson, que percorreu toda a trajetória do diretor, do horror trash de Total Náusea (1987) ao fenômeno mundial de O Senhor dos Anéis.
Jackson relembrou como King Kong (1933) foi decisivo para despertar sua paixão pelo cinema ainda na infância, inspiração que décadas depois culminaria em sua própria versão do clássico, King Kong (2005). O diretor também comentou os bastidores de Almas Gêmeas (Heavenly Creatures, 1994), responsável por revelar Kate Winslet ao mundo.
Questionado sobre a inteligência artificial no audiovisual, Jackson adotou um discurso pragmático. Para ele, a IA deve ser encarada como mais uma ferramenta de criação, desde que respeite direitos autorais e direitos de imagem.
A delicadeza do cinema japonês na competição
Entre os filmes da competição oficial, Nagi Notes, de Kōji Fukada, apostou na sutileza emocional para retratar afetos e solidão. O longa acompanha o reencontro entre uma escultora e a ex-cunhada que retorna à cidade depois de anos vivendo fora do Japão.
O filme remete ao estilo contemplativo de obras como Monster, de Hirokazu Kore-eda, e Dias Perfeitos, de Wim Wenders, ao explorar a beleza dos pequenos gestos e das relações silenciosas.
Já A Vida de Uma Mulher (no original La Vie d’une Femme), de Charline Bourgeois-Tacquet, trouxe Léa Drucker como uma cirurgiã que tenta equilibrar carreira, casamento, maternidade e o Alzheimer da mãe enquanto vive um romance inesperado com uma escritora.
O filme faz uma leitura metalinguística dos slashers dos anos 1980, dialogando diretamente com franquias como Sexta-feira 13, Halloween e A Hora do Pesadelo. A narrativa acompanha uma jovem diretora encarregada de revitalizar uma franquia de terror decadente, usando o próprio funcionamento da indústria cinematográfica como alvo da sátira.
Conhecida por We’re All Going to the World’s Fair e Eu Vi o Brilho da TV (I Saw the TV Glow), Schoenbrun entrega um filme que mistura horror, humor e crítica à cultura das franquias.
Velozes & Furiosos transforma sessão da meia-noite em celebração
O quarto dia do festival começou ainda de madrugada, com a sessão especial em homenagem aos 25 anos de Velosos e Furiosos. A exibição contou com a presença de Vin Diesel, Michelle Rodriguez e Meadow Walker, filha de Paul Walker.
Durante o evento, Vin Diesel reforçou o discurso de que a franquia se tornou um fenômeno mundial graças à relação construída com o público ao longo de mais de duas décadas. Segundo o ator, apesar da fama pelas cenas de ação e carros tunados, o sentimento central da saga sempre foi “amor” e “família”.
Ceniza en la Boca aborda imigração e amadurecimento
Na mostra Cannes Premiere, Diego Luna apresentou Ceniza en la Boca (2026), drama sobre uma família mexicana tentando reconstruir a vida na Espanha.
O longa começa como um coming-of-age centrado na filha mais velha da família, obrigada a amadurecer rapidamente enquanto enfrenta empregos precários e problemas familiares. Porém, a narrativa muda de direção quando a família enfrenta uma tragédia na Espanha e os personagens retornam ao México, o que altera completamente o tom da história.
Entre os concorrentes à Palma de Ouro, Fatherland surge até aqui como um dos títulos mais fortes da competição. O novo filme de Paweł Pawlikowski acompanha Thomas Mann em meio às tensões políticas da Alemanha dividida no pós-guerra.
Conhecido por Ida(2013) e Guerra Fria(2018), Pawlikowski mantém sua assinatura visual elegante e histórica. O elenco liderado por Sandra Hüller reforça o peso dramático da produção. Mesmo dividindo opiniões emocionalmente, o longa já aparece entre os preferidos da crítica especializada graças à sua direção rigorosa, à fotografia sofisticada e à abordagem política ambígua sobre a divisão entre Oriente e Ocidente.
Com um elenco que reúne Isabelle Huppert, Virginie Efira e Catherine Deneuve, o diretor constrói uma narrativa sobre criação, manipulação e os limites entre ficção e realidade. Até aqui, o longa surge como um dos grandes destaques artísticos do festival, reforçando a habilidade de Farhadi em criar dramas psicológicos carregados de ambiguidades morais.
Com ainda muitos dias pela frente, a 79ª edição do Festival de Cannes segue alternando nostalgia, debates políticos, novas linguagens e filmes autorais que prometem dominar as discussões cinematográficas nas próximas semanas.
Em uma recente entrevista ao The New Yorker, o renomado ator Tom Hanks (‘Forrest Gump’, ‘Elvis’) fez revelações surpreendentes ao admitir que odeia alguns de seus próprios filmes.
Hanks discutiu sua carreira e compartilhou cinco pontos cruciais que definem a trajetória de qualquer ator em relação aos filmes em que trabalham. Entre eles, o ator reconheceu abertamente a existência de filmes que ele próprio odeia.
“OK, vamos admitir isso: todos nós já vimos filmes que odiamos. Eu estive em alguns filmes que eu odeio. Você viu alguns dos meus filmes e os odeia. Aqui estão os cinco pontos que qualquer um que faz cinema atravessa”, revelou Hanks durante a entrevista.
“O primeiro ponto que você cruza é dizer sim ao filme. Seu destino está selado. Você estará naquele filme. O segundo ponto é quando você realmente vê o filme que fez. Ou funciona e é o filme que você queria fazer, ou não funciona e não é o filme que você queria fazer”, explicou o ator.
“Isso não tem nada a ver com o ponto nº 3, a reação crítica a ele – que é uma versão do vox populi. Alguém vai dizer: ‘Eu odiei’. Outras pessoas podem dizer: ‘Eu acho que é brilhante’. Em algum lugar entre os dois é onde o filme realmente está”, adicionou Hanks.
“O quarto ponto é o desempenho comercial do filme. Porque, se não der dinheiro, sua carreira será torrada mais cedo do que você gostaria. Isso é apenas um fato. Esse é o negócio”, enfatizou o ator.
“O quinto ponto é o tempo. Onde esse filme chega vinte anos depois do fato. O que acontece quando as pessoas olham para ele, talvez por acidente”, concluiu Hanks.
A imigração é um tema recorrente no universo da sétima arte. Esses olhares frequentes sobre uma situação vivida por muitas pessoas mundo afora sempre trazem reflexões, aproximando a ficção de um cenário constante e atual da realidade.
O primeiro longa-metragem da carreira do cineasta Lloyd Lee Choi, Um Dia de Sorte em Nova York, atravessa esse universo sob um olhar intimista, focando nos detalhes cotidianos e se blindando com uma melancolia aguda que dilacera os confrontos morais ligados às inconsequências disponíveis. Simultaneamente, sugere a crueldade do destino que encontra a trajetória de um homem buscando a vida na mais badalada cidade do mundo.
Lu JiaCheng (Chang Chen) é um imigrante chinês que vive nos Estados Unidos há alguns anos e trabalha como entregador por aplicativos. Juntando dinheiro para trazer sua família para perto, vive os dias focado no trabalho. Próximo de conseguir o seu maior sonho – ter sua esposa e a filha (que mal conhece) morando com ele -, vê sua ferramenta de trabalho, uma bicicleta elétrica, ser roubada. Desesperado, e rodando pelas ruas nas horas que se seguem após o roubo em busca de soluções, percebe que sua situação se transforma em um labirinto de poucas oportunidades.
Exibido no Festival de Cannes do ano passado, o título original do filme, Lucky Lu, sugere uma ironia afiada e vamos percebendo isso com os acontecimentos que seguem. O discurso do roteiro – assinado pelo próprio diretor – parte de mostrar algumas horas na vida de um sofrido e azarado protagonista que, sem muitas opções, se vê perdido em dilemas em uma cidade que, muitas vezes, mais afasta do que aproxima.
A concepção visual, com cores frias remetendo à tristeza e um vazio existencial, potencializam a razão emocional desse protagonista, que vai cedendo as tentações morais, se entregando às próprias percepções limitadas da realidade em que está.
Imersa nessa narrativa introspectiva e com ritmo lento, buscando um profundo recorte humano onde o silêncio também grita, a obra desfila suas críticas sociais de forma contundente e encontra amplitude em uma linha filosófica existencialista. Nesse contexto, a solidão e os lampejos de liberdade saltam na tela, com o acréscimo da cidade de Nova York como um personagem.
Tocante, e também angustiante, Um Dia de Sorte em Nova Yorkapresenta muitas realidades a partir de um olhar profundo sobre uma situação importante e que sempre podemos tirar boas reflexões.
O astro ainda comentou sobre a mudança nos bastidores da produção. Enquanto o primeiro filme foi lançado pela NEON, a continuação será distribuída pela Paramount Pictures.
“Digamos que tenho orgulho de ser dono desse personagem. Ele é muito pessoal para mim porque foi inspirado na minha mãe – não que ela era louca daquele jeito ou satânica, mas não quero ninguém mais interpretando minha mãe. Então, se eles farão mais filmes, será comigo.”
Ele completa, “Não sei qual é a história da sequência e ainda não tive a oportunidade de trabalhar com a nova Paramount Pictures. Eu trabalhei com a velha Paramount; minha família teve vários projetos com eles, então há muito história – ‘A Outra Face’, ‘O Poderoso Chefão’. Independente do que aconteça, espero que eles mantenham a mesma consideração com filmes e cineastas.”
O novo filme não será como uma continuação direta, mas sim “uma nova história ambientada no universo” do longa original.
O terror está programado para estrear no dia 14 de janeiro de 2028.
Além de estrelar, Nicolas Cage também servirá como produtor.
Osgood Perkins (‘O Macaco’) ficará novamente responsável pela direção e roteiro.
Novas informações devem ser divulgadas em breve.
Vale lembrar que ‘Longlegs – Vínculo Mortal‘ está disponível no serviço de streaming do Prime Video.
O cineasta Osgood Perkins está pronto para retornar ao universo sombrio que chocou o mundo em 2024.
Após o estrondoso sucesso de ‘Longlegs – Vínculo Mortal’, o thriller de horror e mistério que se tornou o filme independente de maior bilheteria da última década, Perkins confirmou que já trabalha em um novo capítulo ligado à franquia.
Agora, a Paramount Pictures revelou (via Deadline) que o longa-metragem será lançado nos cinemas norte-americanos no dia 14 de janeiro de 2028. Atualmente, o filme enfrentará concorrência apenas com um projeto ainda sem título oficial da Walt Disney Studios, como apontam as informações.
O longa será escrito, dirigido e produzido por Perkins, garantindo a manutenção da estética perturbadora que virou sua marca registrada. Nicolas Cage não apenas retorna como protagonista, mas também reforça sua participação nos bastidores como produtor.
O time de produção conta ainda com nomes de peso como Brian Kavanaugh Jones (Range Media), Chris Ferguson (Phobos) e Dave Caplan (C2), este último responsável pelo financiamento do filme original.
Embora os detalhes do roteiro estejam sendo mantidos sob absoluto sigilo, fontes ligadas à produção afirmam que o projeto não será uma sequência direta dos eventos anteriores. Em vez disso, a história será ambientada no mesmo universo de ocultismo e investigação criminal, explorando novas facetas da mitologia criada por Perkins.
Lançado com um orçamento modesto, inferior a US$ 10 milhões, ‘Longlegs’ consolidou-se como um fenômeno cultural e financeiro, arrecadando mais de US$ 128 milhões mundialmente.
‘Longlegs – Vínculo Mortal’ está disponível no Prime Video.
“A agente do FBI Lee Harker é convocada para reabrir um caso arquivado de um serial killer. Conforme desvenda pistas, Harker se vê confrontada com uma conexão pessoal inesperada com o assassino, lançando-a em uma corrida contra o tempo”, diz a sinopse.
Dennis Iliadis, do remake ‘A Última Casa‘, é responsável pela direção e roteiro.
Na década de 90, na Grécia, o tímido Argyris, de 19 anos, inesperadamente começa a namorar Mary — uma jovem linda e enigmática, aparentemente fora de seu alcance. Quando ela o convida para a casa de campo isolada de seus pais, o que começa como uma escapada romântica rapidamente se transforma em algo muito mais perturbador. Alegando proteger sua filha frágil, os pais de Mary submetem Argyris a uma série de testes cada vez mais bizarros e brutais para provar seu valor. Conforme o fim de semana se desenrola, a dinâmica profundamente disfuncional da família vem à tona, prendendo Argyris em um jogo psicológico perverso de sobrevivência — onde nada é o que parece e ninguém é confiável.
Evelina Papoulia, Giorgos Liantos, Konstantina Messini e Claudio Kaya estrelam a produção.
O terror será lançado em VOD amanhã, no dia 19 de maio.
“‘Jovem Frankenstein’ combina a inspiração do filme favorito dos fãs com o espírito inventivo e irreverente que definiu as comédias da FX ao longo dos anos, criando uma versão completamente original da história clássica,” declarou Nick Grad, presidente da FX Entertainment. “Nas mãos dos veteranos da FX, Stefani, Taika e Garrett, e ao lado do icônico Mel Brooks, sabemos que os fãs se divertirão tanto assistindo a esta série quanto nós nos divertimos produzindo-a.”
Na trama original…
“Em uma faculdade de Medicina nos Estados Unidos, o Dr. Frederick Frankenstein dá aula sobre o sistema nervoso central. Um estudante lhe pergunta das pesquisas de Victor Frankenstein, seu avô, e ele afirma que aquele trabalho era insano. Ao descobrir que recebeu de herança um castelo na Transilvânia, Frederick viaja até lá, e lê o livro deixado por seu antecessor sobre suas experiências em reanimar mortos. Apesar de cético, o médico decide colocar a teoria do avô em prática.”
‘Off Campus: Amores Improváveis‘ já se tornou um dos grandes sucessos da Prime Video e traz às telinhas a popular saga literária homônima de Elle Kennedy, que explora as histórias de amor de um grupo de amigos estudantes da Briar University.
E durante uma entrevista ao CinePOP, o elenco masculino comentou sobre o novo fenômeno dos streamings e como seus personagens, embora pareçam coadjuvantes, na verdade são cruciais para o legado da trama a longo prazo.
Na ocasião, Stephen Kalyn – intérprete de Dean – também refletiu sobre suas polêmicas cenas de sexo e sobre o desenvolvimento de arco de seu personagem, que eventualmente viverá sua própria história de amor.
Kalyn, Jalen Thomas Brooks eAntonio Cipriano ainda revelaram detalhes de sua preparação física para dar vida a jogadores de hóquei profissionais e comentaram sobre o futuro de seus personagens a partir da 2ª temporada.
Vale lembrar que a sérue 91% de aprovação no Rotten Tomatoes, com base em 11 avaliações da crítica especializada, além de aprovação de 87% por parte do público.
‘Amores Improváveis’ está disponível no Prime Video.
A franquia de livros conta com cinco volumes que retratam um time de elite de hóquei no gelo e as mulheres em suas vidas, enquanto elas lidam com o amor, a mágoa e a autodescoberta, construindo amizades profundas e laços duradouros enquanto enfrentam as complexidades que acompanham a transição para a vida adulta.
Cada um dos quatro primeiros romances conta a história de amor de um jogador de hóquei, sendo o quinto uma coletânea de novelas dos quatro casais.
A primeira temporada da adaptação seriada, baseada no primeiro livro, ‘O Acordo’, acompanha o romance improvável entre Hannah Wells (Ella Bright), uma estudante de música irônica e odiadora de hóquei, e o pivô estrela da Briar University, Garrett Graham (Belmont Cameli).
De acordo com o Variety, Matthew Lillard (‘Pânico’) reprisará seu papel como o Salsicha na série animada ‘Yokoso Scooby-Doo!’ (Bem-Vindo, Scooby-Doo, em tradução livre).
Frank Welker também retornará como a voz do Scooby.
Na trama…
“Durante uma viagem ao Japão para uma aventura gastronômica inesquecível, Scooby-Doo e Salsicha libertam sem querer centenas de monstros míticos que estão causando problemas por todo o país. Com a ajuda do tio de Scooby, Daisuke-Doo, da garota mágica Yume e do gênio dos apetrechos Takumi, o grupo embarca em um mistério repleto de caça a monstros e muita diversão caótica.”
A produção, que contará com estilo anime, teve seu direitos adquiridos pelo Tubi no território norte-americano, e será exibida pelo Cartoon Network internacionalmente.
O seriado será produzido pela Warner Bros. Animation e animado pela OLM (‘Pokémon’).
Itsuro Kawasaki (‘Psycho-Pass’) será responsável pela direção.
“Scooby-Doo é uma das franquias mais amadas do entretenimento, e esta série nos permite reinventá-la de uma forma que os fãs nunca viram antes,” declarou Adam Lewinson, diretor de conteúdo do Tubi. “Ao trazer Scooby e Salsicha para um ousado mundo de anime ambientado no Japão, estamos nos conectando com fãs do mundo todo e oferecendo um tipo de mistério divertido e caótico que atravessa gerações.”
Vale lembrar que a Netflix está desenvolvendo uma série live-action do ‘Scooby-Doo‘, que será estrelada pela Mckenna Grace (Daphne), Tanner Hagen (Salsicha), Abby Ryder Fortson (Velma) e Maxwell Jenkins (Fred).
Na nova versão…
“Durante o último verão no acampamento, os velhos amigos Salsicha e Daphne se envolvem em um mistério assustador envolvendo um filhote de Dogue Alemão perdido e solitário, que pode ter testemunhado um assassinato sobrenatural. Ao lado da pragmática e científica Velma e do estranho, porém irresistível, novato Freddy, eles partem para desvendar o caso que os está arrastando para um pesadelo arrepiante, que ameaça expor todos os seus segredos.”
Vale lembrar que o reino de Eternia vai tomar conta da cidade de São Paulo! A Sony Pictures confirou a vinda dos protagonistas Nicholas Galitzine e Camila Mendes e do diretor Travis Knight para promover o filme. O trio estará na capital paulista no final de maio, poucos dias antes da estreia oficial do filme nos cinemas do Brasil, marcada para 4 de junho.
A pré-venda de ingressos começa a partir de 21 de maio.
Na trama, após 15 anos separados, Príncipe Adam (Nicholas Galitzine) é guiado pela Espada do Poder até o seu lar em Eternia, que está sob o domínio do cruel Esqueleto (Jared Leto). Para salvar a todos, ele vai ter que aceitar o seu destino como He-Man, o homem mais poderoso do mundo, e contar com a ajuda de seus aliados, Teela (Camila Mendes) e Duncan / Mentor (Man-At-Arms, Idris Elba).
Hayden Panettiere voltou como Kirby Reed em ‘Pânico 6‘ para a alegria dos fãs, mas sequer foi citada no sétimo filme.
Em entrevista ao Hollywood Reporter, a atriz revelou que amaria voltar para a franquia.
“Obviamente, eu não estava no último filme, mas ainda estou viva e ativa naquele universo, então eu ficaria animada em voltar quando for.”
Vale lembrar que a dupla Lilla e Nora Zuckerman foi contratada para roteirizar a sequência ‘Pânico 8‘, que foi oficializada pela Spyglass após o recorde histórico de bilheteria do sétimo filme.
As irmãs são conhecidas pelo seu trabalho nas telinhas, tendo servido como showrunners em ‘Poker Face‘ e como roteiristas de séries populares como ‘Fronteiras‘, ‘Haven‘, ‘Agentes da SHIELD‘ e ‘Prodigal Son‘.
Recentemente, elas escreveram o episódio piloto do reboot de ‘Buffy, a Caça-Vampiros‘, que foi inesperadamente cancelado pelo Hulu.
Este será o primeiro projeto para os cinemas da carreira da dupla.
Sucesso nos cinemas, ‘Pânico 7‘ superou US$ 200 milhões nas bilheterias mundiais, tornando-se o primeiro filme da franquia a ultrapassar a marca.
Além disso, o sétimo filme recebeu uma nota B- do público no CinemaScore. Apesar de ser a menor média de aprovação da franquia (ao lado de ‘Pânico 4‘), a nota não está muito longe da maior (B+), alcançada pelo longa original, sua primeira sequência e os dois capítulos estrelados pela Melissa Barrera e Jenna Ortega.
Os críticos, por outro lado, não parecem ter gostado muito da sequência – que permanece como a pior média de aprovação da saga no Rotten Tomatoes, com apenas 34%.
Na trama, quando um novo Ghostface surge na pacata cidade onde Sidney Prescott (Neve Campbell) reconstruiu sua vida, seus medos mais sombrios se tornam reais enquanto sua filha (Isabel May) se torna o próximo alvo do assassino. Determinada a proteger sua família, Sidney terá que enfrentar os horrores do seu passado para acabar com o massacre de uma vez por todas.
Kevin Williamson, criador dos personagens da franquia, é diretor e roteirista da produção. Guy Busick assina o roteiro em conjunto com Williamson e a história ao lado de James Vanderbilt. Vanderbilt ainda atua como produtor ao lado de William Sherak e Paul Neinstein.
Criada por Sam Levinson, a série é baseada na produção israelense homônima lançada em 2012.
“A trama é envolta em drogas, sexo, busca por identidade, traumas, redes sociais, amor e relacionamentos. Todas essas temáticas serão relatadas pela ótica de Rue (Zendaya), uma garota de 17 anos viciada em drogas e mentirosa”, diz a sinopse.
O site Deadline divulgou as primeiras imagens de ‘The Punishing‘, terror sobrenatural estrelado por John Boyega (‘Ataque ao Prédio’) eCara Delevingne (‘Esquadrão Suicida’).
A trama se passa em uma ilha remota da Islândia, onde um homem se recupera milagrosamente de uma doença terminal, mas sua esposa descobre que os poderes de cura da terra têm um preço terrível.
A Warner Bros. Discovery divulgou o mais novo teaser de ‘Lanternas’ (Lanterns), a aguardada série da HBO que integrará o primeiro capítulo do novo Universo Cinematográfico da DC (DCU), intitulado ‘Deuses e Monstros’, sob a liderança criativa de James Gunn.
As novas imagens destacam a dinâmica e a forte interação entre os protagonistas Hal Jordan e John Stewart, além de oferecer vislumbres inéditos do universo dos Lanternas Verdes. Desta vez, o vídeo faz questão de mostrar os heróis canalizando a energia de seus anéis e, finalmente, exibindo a clássica aura e iluminação na cor verde.
Inspirada diretamente na atmosfera sombria e realista do sucesso “True Detective”, a trama acompanhará os dois policiais intergalácticos investigando um mistério sombrio no coração dos Estados Unidos.
Com estreia oficial agendada para o dia 16 de agosto, a atração contará com oito episódios semanais e terá exibição simultânea no canal fechado HBO e no serviço de streaming HBO Max, herdando o selo de prestígio das grandes produções da emissora.
Na equipe técnica, James Hawes comandará os dois primeiros episódios e atuará como produtor executivo, enquanto o time de diretores é completado por Stephen Williams, Geeta Vasant Patel e Alik Sakharov.
O aclamado cineasta Christopher Nolan abriu o jogo sobre os bastidores intensos de ‘A Odisseia’, seu próximo e aguardado épico cinematográfico que chega aos cinemas ainda este ano. Conhecido por sua preferência por efeitos práticos e pelo realismo extremo em suas produções, o diretor revelou que o nível de exigência física no set foi tão alto que ele acabou, acidentalmente, quase afogando o astro Matt Damon, que interpreta o lendário guerreiro Odisseu no longa.
De acordo com informações publicadas pela revista Variety, a revelação veio à tona durante uma entrevista concedida ao renomado programa jornalístico “60 Minutes”. Na ocasião, a produção exibiu com exclusividade uma das cenas mais impressionantes do filme, na qual o personagem de Matt Damon tenta comandar um navio grego em meio a águas violentas e tempestuosas, geradas por imensos tanques de simulação.
Questionado diretamente pelo entrevistador sobre o susto e o quase afogamento do ator nas gravações, Nolan reagiu com bom humor, mas não escondeu o nível de pressão imposto à equipe: “Com certeza o colocamos à prova”.
Em outra entrevista recente de divulgação do longa, Matt Damon corroborou a visão do diretor e foi categórico ao classificar a experiência como o maior desafio de toda a sua trajetória profissional em Hollywood: “Foi de longe o filme mais difícil que já fiz. Nem chega perto”.
Sendo apontado por críticos e pelo mercado exibidor como um dos lançamentos mais aguardados do ano, ‘A Odisseia’ promete redefinir os limites do cinema de ação e drama histórico. Nolan destacou que, desde a concepção do roteiro até a execução das filmagens, seu objetivo principal era criar a obra mais ambiciosa e monumental de sua premiada carreira, superando os escopos de produções como ‘Interestelar’ e ‘Dunkirk’.
“Ao assumir a odisseia, tudo passou a ser sobre escala. Precisava ser o maior filme que já fizemos. Precisava desafiar todos nós, porque essa é a natureza da história”, concluiu o cineasta.
O longa-metragem é um dos lançamentos mais aguardados do ano. Orçado em US$250 milhões de dólares, o filme adapta o conto de Homero em um épico que reúne um grande elenco de estrelas, além de apresentar efeitos visuais e práticos inovadores. A produção marca um marco técnico na carreira de Nolan, sendo a primeira filmada inteiramente com câmeras IMAX de 70 mm.
Apesar da expectativa, o projeto tem enfrentado duras críticas antes mesmo da estreia. Além da polêmica envolvendo as armaduras, o diretor tem sido alvo de debates pela escalação de Lupita Nyong’o como Helena de Troia, descrita na mitologia como a mulher mais bonita do mundo, e pela inclusão do ator Elliot Page e do rapper Travis Scott.
Diferente de boa parte das produções do cineasta, o longa-metragem terá um tempo um tanto quanto “reduzido”. Segundo o Deadline, o filme terá menos de três horas de duração.
“A produtora Emma Thomas também garantiu que o épico filme terá menos de três, mas não estava certa quanto ao real tempo de tela, visto que [o projeto] ainda está em pós-produção”, afirma o site.
Após a Guerra de Tróia, o guerreiro grego Odisseu (Matt Damon) enfrenta criaturas míticas e deuses em sua épica jornada de volta para casa, onde sua esposa Penélope o aguarda.
O filme é um épico de ação mítico filmado em todo o mundo usando a novíssima tecnologia de filme IMAX e traz a saga fundamental de Odisseu para as telas de filme IMAX pela primeira vez.
A atriz servirá como produtora executiva da nova versão.
Ilana Wolpert, da comédia ‘Todos Menos Você‘, ficará responsável pelo roteiro.
Beth Schwartz (‘Garotos Detetives Mortos’) atuará como showrunner.
Miramax Television e Paramount Television Studios são os estúdios por trás do projeto.
Baseada no livro de Gail Carson Levine, a trama original segue Ella, uma jovem que ganha o dom da obediência de sua madrinha. Após seu pai se casar novamente, sua vida piora ainda mais. Sua madrasta Olga e as filhas dela descobrem que Ella está sob o efeito do dom da obediência e passam a explorá-la cada vez mais. Decidida a mudar de vida, a garota sai de casa e inicia uma viagem para reencontrar sua madrinha, pois apenas ela pode desfazer o feitiço. No caminho, ela encontra o elfo Slannen, que decide acompanhar a viagem de Ella, e o Príncipe Char, por quem se apaixona.
Wolpert e Schwartz também servirão como produtores executivos ao lado de Johnathan Rice e Adam Shulman.