Em uma decisão completamente chocante, a Marvel decidiu fazer a série ‘Demolidor: Renascido‘ passar por uma significativa “reformulação criativa”.
Segundo o THR, o roteirista Dario Scardapane, de ‘O Justiceiro‘, será o novo responsável pelo reboot da Disney.
Justin Benson e Aaron Moorhead, que comandaram alguns episódios da segunda temporada de ‘Loki‘, vão dirigir os episódios restantes da primeira temporada.
O site The Hollywood Reporter revelou que, apesar da produção já ter finalizado a gravação de metade dos episódios, o estúdio não gostou do resultado, optando por trocar os responsáveis – o que gerou a demissão dos roteiristas Chris Ord e Matt Corman, juntamente com diversos diretores.
Agora, através do seu Twitter, Steven DeKnight, showrunner da série original do herói na Netflix, quebrou o silêncio sobre o chocante “cancelamento” e aproveitou para dar uma alfinetada na Marvel.
“Não estou feliz que a série terá que ser completamente refeita, e tenho afirmado consistentemente o contrário. No entanto, estou muito feliz que [a Marvel] finalmente tenha percebido que precisa de um showrunner de verdade, que seja um escritor, para fazer uma série funcionar,” declarou DeKnight.
I am not happy the show is scrapped and have consistently stated the opposite. However I AM delighted that they finally realized you need an actual showrunner who’s a writer to make a series work. https://t.co/ehrbcyhR02
A série inicialmente concebida por Corman e Ord focava intensamente na batalha de Matt Murdock como advogado em Nova York, um contraste notável com a versão anterior da Netflix, conhecida por sua ação e violência.
Os executivos da Marvel ficaram insatisfeitos com a ausência do uniforme do herói até o quarto episódio, levando à revisão fundamental do conceito da série.
Apesar do reboot, há planos de reutilizar parte do material já produzido. Alguns episódios podem ser “salvos” integralmente, enquanto certos elementos específicos da narrativa serão descartados no novo desenvolvimento da série.
Se pararmos para pensar, é quase impossível contar o número de narrativas sobrenaturais que conhecemos; desde quando crianças, somos bombardeados com epopeia mitológicas e fantasiosas que trazem como centro da trama uma força antagônica e etérea materializada em formas grotescas ou sedutoras, representando na maior parte das vezes a perigosa sedução da qual devemos nos afastar para não correr riscos. Seja em contos de fada, filmes, séries ou até mesmos histórias passadas de boca a boca, é muito comum encontrarmos a figura da bruxa mergulhada numa vilanesca e caricata personificação, com os membros esqueléticos, nariz adunco, verrugas espalhadas pela pele já seca, e uma risada maquiavélica que nos arrepia instantaneamente.
Ao longo dos séculos – e principalmente com a evolução da indústria do entretenimento -, tal personagem sofreu várias alterações, tornando-se mais humana, mais complexa, dotada de um passado conturbado que reverbera em sua personalidade atual e afável às trevas. É claro que cair em alguns convencionalismos históricos é normal, mas é a partir de todas essas premissas que Robert Eggers, mergulhando em seu primeiro trabalho cinematográfico de grande reconhecimento, respalda sua mais nova obra com contos centenários que remontam à época da colonização dos Estados Unidos, das controvérsias do julgamento de Salem e todo o misticismo das terras do litoral leste. É muito fácil encontrar inúmeras referências de produções anteriores e até mesmo entender a sua importância para o terror e o suspense psicológico: afinal, ‘A Bruxa’ é nada mais que uma pura experiência sinestésica que desconstrói e reconstrói tais gêneros.
O filme, que é considerado o melhor terror da última década pelos críticos, está de volta ao catálogo da Netflix.
O pano de fundo nos transporta para as campesinas terras da Nova Inglaterra, em uma comunidade regida pelo fervor protestante-católico dos colonos europeus. Toda a narrativa gira em torno de uma família exilada por não corroborar com as duras leis de sua vila, partindo então para o interior das florestas e construindo um novo lar: desde o princípio, sabemos que essa jornada não acabará bem – as previsões estão intrinsecamente ligadas à incrível e angustiante trilha sonora composta por Mark Koven, cujas sensações imediatas prologam-se por cada um dos atos. Koven arquiteta um escopo musical que mistura elementos tonais e dilacerantes a uma espécie de cantos pagãos distorcidos, evocando perigo a todos os momentos. E é muito interessante notar como a música também entra em contraposição às construções cênicas: em diversos momentos, a família está simplesmente sentada ao redor da fogueira, enquanto a trilha escala um crescendo esmagador.
A situação aparentemente controlada no núcleo protagonista muda totalmente quando o filho mais novo desaparece sob circunstância misteriosas e sem aviso prévio. A primogênita, Thomasin (Anya Taylor-Joy revelando em um potencial indescritível), estava cuidando de seu irmão acalentado nas cobertas, e ao desviar a atenção por dois segundos, ele foi arrastado sem deixar traços para a floresta – e é aqui que as coisas ficam ainda mais assustadoras: ao invés de se privar em mostrar o que realmente aconteceu, Eggers coreografa uma dança fluida para acompanhar o outro lado da história que não recebe toda a atenção que poderia receber. Logo depois do sumiço do caçula, vemos uma figura encapuzada (a famigerada bruxa) que o leva para um casebre escondido por entre as árvores e o sacrifica num ritual obsceno e arrepiante.
Cair em interpretações maniqueístas é um erro que não devemos cometer ao assistir a esse longa-metragem: a história é baseada em contos de época que tentavam explicar o inexplicável, e a suposta antagonista é nada mais que um mero bode expiatório para encontrar sentido e lógica – ainda que sobrenaturais – a uma cultura movida pelo medo. Ora, se bem podemos nos lembrar, os protestantes viviam em guerra com os anglicanos, sendo perseguidos constantemente; nada mais natural que moverem-se através desse medo para conseguirem reconstituir as vidas que perderam no além-mar. As inúmeras referências são constantes, e inclusive apoiam outros temas que são trazidos pelo roteiro também assinado pelo cineasta.
Eventualmente, a atmosfera já tensa da família dá um lugar a uma insegurança extrema: após tentativas fracassadas de seguirem em frente, Caleb, o segundo mais velho, aventura-se na floresta junto a Thomasin para impedi-la de ser mandada embora para a cidade grande – afinal, eles precisam de algum sustento, visto que as plantações não crescem, a comida é escassa e eles não têm como se manter por conta própria. A partir daqui, o ator-mirim Harvey Scrimshaw mostra-se merecedor de tantas ovações quanto seus colegas mais velhos ao mergulhar em seu personagem com tanta contundência que chega a ser mórbido: ele acaba retornando para a casa dias depois, tomado por uma febre inexplicável e com o corpo todo arranhado, dançando entre a lucidez e a loucura. É só então que, através de um monólogo quase teatral, ele se rende ao último suspiro de salvação em uma sequência perscrutada pelo puro silêncio.
Ainda que a chegada do terceiro ato represente uma quebra de ritmo perceptível, Eggers tenta fazer a experiência sensorial valer a pena e consegue na maior parte de sua obra. A histeria religiosa que acomete a família é um dos principais pontos tratados na obra, bem como o paganismo e a fé compulsória que logo mais corrompe cada um deles: o patriarca William (Ralph Ineson) é um dos exemplos mais claros de transgressão de arco e de personalidade, e sua presença é um elemento essencial para a composição da fotografia. Ao lado de Jarin Blaschke, o diretor toma cuidados especiais que tangenciam até mesmo pinturas religiosas, optando pelos planos frontais e pelo jogo de luz e sombra para compor a estética visual – suas inclinações para o barroco são simplesmente espetaculares.
Entretanto, a mudança brusca do tratamento da luz é também um elemento muito bem-vindo conforme cada personagem encontra seu trágico fim: alguns morrem, outros são raptado novamente pela bruxa, e Thomasin é a única que, desolada por mentiras e pela desconfiança de seus semelhantes, junta-se às forças do mal para encontrar a paz. E mesmo que a cena final só seja bem construída pelo último frame – que evoca memórias de gravuras pagãs históricas -, essa oscilação proposital é brilhante. Todo o exterior da casa é estranhamente repulsivo, marcado por uma paleta de cores cinza-azulada, quase morta: a luz interior é um dos únicos momentos convidativos, como se o filme prezasse pela segurança excessiva e condenasse os perigos que existem do lado de fora.
‘A Bruxa’ não é como a maioria das obras de terror e suspense – não passa nem perto disso. Então, é normal que grande parte do público não se identifique, visto que espera pelos jump scares e pelas construções exacerbadas que não irão existir. Aqui, o mal assume formas sutis e desliza sutilmente por todo o desenrolar da história, e esse talvez seja o ponto de maior sucesso do longa-metragem.
Além disso, também foi divulgada uma foto com todo o elenco reunido. O novo filme contará com o retorno dos veteranos Neve Campbell, Courteney Cox, Mason Gooding e Jasmin Savoy Brown. Após viverem Ghostfaces, Matthew Lillard e Scott Foley também retornam.
Chelsea Simmons (Sidney Prescott) deixou seu passado para trás e está se concentrando em ser uma mãe feliz e casada e administrar uma pequena cafeteria na cidade. No entanto, ela nunca parou de olhar para trás e, com certeza, mais uma vez, seu passado volta para assombrá-la.
Lembrando que ‘Pânico 7‘ está programado para estrear no dia 27 de Fevereiro de 2026.
Chegou ao seu provável fim um dos seriados mais queridos dos últimos anos. De maneira despretensiosa e partindo de uma absurda situação, um treinador que assume um time de futebol sem saber nada sobre esse esporte, ao longo de três temporadas Ted Lasso comoveu corações, gerou inspirações, e se tornou inesquecível na galeria dos grandes projetos já exibidos na história das séries.
Criado pelo quarteto Bill Lawrence, Jason Sudeikis, Joe KellyeBrendan Hunt, a série, no catálogo da Apple Tv plus, é baseada em um personagem homônimo visto pela primeira vez em uma série de comerciais para a cobertura da NBC Sports da Premier League. No papel principal, Jason Sudeikis, ganhador de muitos prêmios por essa brilhante interpretação e por esse incrível projeto.
Na primeira temporada somos apresentados a esses personagens que seriam figurinhas carimbadas em nossos corações. Conhecemos o treinador de futebol americano Ted Lasso (Jason Sudeikis), que é curiosamente contratado por Rebecca Welton (Hannah Waddingham), presidente de um time da primeira divisão do futebol inglês, a Premier League, para assumir o time e lutar arduamente contra o rebaixamento. A questão é que Ted não entende nada de futebol (o soccer) e vamos entendendo melhor aos poucos que tudo faz parte de um plano maquiavélico da presidente numa espécie de vingança sobre o marido (ex-acionista do time). Mas o jeito carismático do protagonista vai me mexer com a vida de todos nesse clube.
Na segunda parte, Ted já conseguiu se estabelecer (mesmo não entendendo ainda muito do Soccer) como um carismático e querido treinador de futebol na disputa e midiática liga inglesa de futebol. Mas seus problemas começam quando é confrontando por escondidas emoções que o prende a seu passado e o desenvolvimento disso vem à partir da chegada de uma psicóloga para o time. A partir disso, vários problemas como a ansiedade e a síndrome do pânico ganham protagonismo como forma de reflexão de nossa sociedade e principalmente sob a maneira com que confrontamos esses problemas não só quando acontecem com a gente mas quando somos a pessoa que identifica o problema. Fora esse lado emocional, o time começa a buscar seu glorioso retorno a liga principal do país.
Na terceira temporada, acompanhamos o protagonista já consolidado na sua posição como treinador e suas últimos dias como o grande alicerce de um grupo de pessoas que tem suas vidas completamente afetadas pelo lado positivo mesmo em enormes conflitos. O perdão, os dilemas, as relações entre pais e filhos, a representividade ganham cada vez mais espaço triunfando em um final repleto de emoções com aquele desejo de que nunca acabe.
Ao longo dos 34 episódios, sempre houve espaço para os coadjuvantes brilharem. Como esquecermos de Roy Kent (Brett Goldstein)? Um emburrado mas amável ex-jogador que ensina e aprende a se entender ao longo das temporadas, passando por uma desconstrução profunda. Tem também Nathan (Nick Mohammed), antes um adorado roupeiro que se perde em suas ambições, se tornando até antagonista mas rumando aos poucos para sua jornada de redenção e perdão. Rebecca (Hannah Waddingham), a dona do time, uma mulher forte nas suas decisões que se vê refletindo sobre seus sonhos na vida fora do comando do clube, aceitando muitas vezes os conselhos de seu amigo e treinador. Keeley (Juno Temple) e sua jornada de autodescobrimento, uma personagem que só cresceu a cada temporada, se vendo muitas vezes em um triângulo amoroso mas sem deixar de lutar pela suas ideias. Nem precisamos falar de Ted né? O epicentro de tudo, onde gira a trama a partir de suas conquistas humanas, seu jeito cativante de entrar em uma lugar e transformá-lo em um lar para todos.
Vários foram os temas que circularam as linhas dos primorosos roteiros de cada um dos episódios do seriado. O machismo, o amor de todas as formas, a violência, os abalos psicológicos, o perdão, a empoderamento feminino, o preconceito, são alguns dos pontos que refletimos através dos brilhantes personagens que embarcaram nessas jornadas.
Ted Lasso termina com um gostinho de quero mais. É muito difícil se despedir de uma série que nos emociona a cada episódio, que nos faz refletir sobre o ser humano e suas inúmeras formas de viver em uma sociedade que mesmo conflitante abre espaço para momentos onde fazer o bem é a melhor ferramenta pra você aprender sobre a vida.
No mundo do cinema existem diretores que se especializam em determinados gêneros, construindo uma carreira em cima de tais. Alfred Hitchcock ficou conhecido como o mestre do suspense, Woody Allen realiza basicamente filmes sobre relacionamentos, Michael Bay é o homem da ação e explosões, Tim Burton é conhecido pelos contos de fadas de visual chamativo, e John Carpenter é um dos mestres do terror e ficção, para citar alguns.
Esta introdução serve para frisar que atualmente tais determinações ainda seguem aplicáveis. É o que ocorre na carreira do italiano Gabriele Muccino, especialista no cinema lacrimoso. O cineasta chamou atenção do mundo com À Procura da Felicidade (2006), filme indicado ao Oscar, e repetiu a dobradinha com Will Smith em Sete Vidas (2008). Ambos possuem um forte teor dramático, que desafiam o espectador a sair com os olhos secos ao final da sessão.
Esta semana, chega aos cinemas do país o novo trabalho de Muccino, o drama (como não poderia deixar de ser) Pais e Filhas – exibido previamente em outros países do mundo, como Itália e Japão, no final do ano passado. Os filmes de Muccino podem chegar perto da perfeição dramática, como é o caso com À Procura da Felicidade, porém, sua nova produção soa mais como algo saído da mente do autor Nicholas Sparks – mas um bom exemplar de algo escrito pelo autor.
Na trama, o astro Russell Crowe interpreta Jake Davis, um escritor movendo montanhas para conseguir criar a filha pequena. Após um acidente que tira a vida de sua esposa, o protagonista exibe fortes sinais de abalo físico e psicológico, precisando se tratar em um hospital psiquiátrico durante um ano inteiro. Neste período, a pequena Katie (sua filha), é criada pela tia (papel da bela Diane Kruger) e o marido milionário (papel deBruce Greenwood). Logo após o retorno do protagonista, os parentes tentam adotar sua filha, entrando em uma briga judicial.
De forma interessante, a narrativa se desenvolve em duas linhas temporais: a que mostra a infância de Katie citada no texto acima, e o presente, com a jovem já adulta, assumindo as formas de Amanda Seyfried. Nesta segunda história, tão bem desenvolvida (ou até mais) quanto a anterior, vemos como tais acontecimentos influenciaram na vida adulta da jovem, formando seu caráter perturbado e fragilizado emocionalmente. Katie tornou-se uma mulher incapaz de assumir o compromisso de afeto num relacionamento, buscando prazeres carnais descartáveis como forma de satisfação.
A Katie adulta é provavelmente a personagem mais complexa e multifacetada da carreira da jovem Seyfried, talvez sendo comparável apenas à Linda Lovelace, no filme homônimo de 2013. Crowe e Seyfried não chegam a se encontrar em cena e cada um comanda sua parte da trama, divididas por linhas temporais distintas. Embora exista um abismo gritante de separação de talentos entre Crowe (mais uma vez magnífico), que interpreta de forma intensa um sujeito apaixonado e doente, eAmanda Seyfried, a jovem dá conta do recado, fazendo o que bem sabe e não causando perda de ritmo ao filme – em parte impulsionada pelo companheiro de cena, Aaron Paul (da série Breaking Bad).
O roteiro confeccionado pelo estreante Brad Desch é básico, não criando nada que já não tenhamos visto diversas vezes em produções melhores. No entanto, somado à direção segura de Muccino, resulta num bom drama, que se não nos faz correr aos cinemas, rende um bom programa numa tarde chuvosa em casa. Com direito a mais quatro atrizes veteranas do Oscar – Jane Fonda (vencedora do Oscar por Klute, o Passado Condena e Amargo Regresso), Octavia Spencer (vencedora do Oscar por Histórias Cruzadas), Janet McTeer (indicada ao Oscar por Albert Nobbs e Livre para Amar) e Quvenzhané Wallis (indicada ao Oscar por Indomável Sonhadora) – a força de Pais e Filhas reside realmente no empenho de seus atores e suas atuações.
Transformado em herói de ação aos quase 60 anos de idade, o irlandês Liam Neeson, indicado ao Oscar por A Lista de Schindler (1993), vem constantemente explorando esta nova faceta descoberta – e variavelmente intercalando com projetos mais sérios e dramáticos, vide os recentes Nosso Amor (2019) e Made in Italy (2020). Aqui, porém, recaímos no primeiro item citado. E devemos acrescentar, um dos menos inspirados.
O astro viu sua popularidade despencar após declarações controversas em uma entrevista, interpretadas como racistas, e talvez por isso tenha aceitado voltar aos filmes de ação, mesmo tendo afirmado que Vingança a Sangue-Frio (2019) – um dos melhores de seu acervo no gênero – seria seu último do tipo. Neeson já tem inclusive mais dois engatilhados para 2021: The Marksman, no qual interpreta um rancheiro, e The Ice Road, onde vive um resgatista no gelo.
Você provavelmente já viu esta história e, dependendo do seu nível de cinefilia, em produções melhores. No filme, Neeson interpreta um exímio ladrão de bancos – do tipo que não anda armado e mal encontra uma alma viva sequer em seus roubos. A mídia até mesmo bolou um apelido “carinhoso” para ele em suas façanhas. Mas aí o sujeito conhece uma bela mulher, papel de Kate Walsh (atriz veterana da TV, famosa por seriados como Grey’s Anatomy e seu derivado Private Practice), e decide largar a vida de crimes.
Até aí tudo bem, e a história é até bonitinha. A trama se complica quando ao decidir entregar o dinheiro que roubou ao longo de sua jornada errática (algo em torno de US$9 milhões), dois policiais designados ao caso crescem o olho na bolada e decidem pegar a grana. No caminho terminam matando um superior e, claro, incriminam o protagonista fora da lei. Os corruptos são interpretados por Jai Courteney, do vindouro O Esquadrão Suicida, eAnthony Ramos, do vindouro Em um Bairro em Nova York.
Assim, se inicia a epopeia do ‘ladrão bonzinho’ (que só queria se entregar para a polícia) para limpar seu nome de crimes mais graves que não cometeu, enquanto é caçado (e também caça) pelos agentes sujos, com direito a pancadaria, tiros, sopapos, perseguições de carro, explosões, mortes, colisões e a tudo que nos acostumamos nestes veículos do astro. O maior mistério do filme, no entanto, é descobrir por que ‘Honest Thief’, título original do longa (literalmente ‘Ladrão Honesto’) se tornou Legado Explosivo no Brasil. Acho que é mais chamativo para os fãs do ator em nosso país, apesar de não fazer muito sentido para o roteiro.
É difícil desassociar a sensação de Super Cine que o filme traz – e de uma exibição fraca diga-se. O ar de ‘lançamento em vídeo’ vem servido por um roteiro pouco inspirado, no qual sabemos após a primeira guinada por quais caminhos o filme irá seguir a cada cena. E até mesmo podemos presumir cada solução até o desfecho com bastante facilidade, sobrando pouquíssima novidade para o espectador degustar. É claro, se você não se incomoda com isso, não será problema.
Os melhores filmes de Liam Neeson no gênero são os dirigidos pelo espanhol Jaume Collet-Serra, que além da ação, entregam também um alto nível de suspense, sempre donos de tramas inventivas e novas perspectivas para tal tipo de produção. Aqui, temos no roteiro e direção uma equipe sem muita tarimba, e daí o resultado genérico. No texto, Steve Allrich vem de produções B, sendo este seu maior trabalho até o momento. E no comando, Mark Williams se arrisca em seu segundo longa na função, ele é na verdade mais conhecido como produtor (do filme O Contador e da série Ozark).
Embora não comprometam cem por cento o resultado –Legado Explosivo não é nem de longe um filme ruim ou incompetente, apenas extremamente formulaico (o que para muitos já é sinal de falta de qualidade) -, os realizadores são capazes de entregar apenas o feijão com arroz, e sem muito tempero, já que o prato tipicamente nacional pode ser uma refeição bastante apetitosa. Disponível na Netflix.
“Especialmente no início, Gerard McMurray frequentemente rejeita o massacre exibicionista que James DeMonaco estabeleceu como o modus operandi da franquia em favor da violência que é mais crua e real.”
“‘A Primeira Noite de Crime’ é outro filme b absurdo, desigual e ridículo, mas completamente transfixante pela forma como canaliza o terror da era Trump para o agrado do público.”
“Em nossa sociedade atual, uma história sobre um plano patrocinado pelo governo para abater minorias pobres parece mais uma sátira política do que um comentário sobre assuntos atuais.”
“O filme traz algo novo à fórmula. Infelizmente, essas mudanças são ruins. Se distancia do terror para focar mais na ação, favorecendo tiroteios aos sustos.”
“O filme diminui a oposição sangrenta contra os medos da sociedade da vida real, mas abadona a sutileza necessária para evitar que a prequel de Gerard McMurray se torne algo mais do que uma vingança odiosa.”
“Apesar da ajuda que a realidade continua a oferecer, fazendo com que um rito anual de violência racial sancionada pelo governo pareça menos improvável a cada dia (ou pelo tweet), o filme ainda falha em estabelecer uma conexão persuasiva com o nosso próprio momento no tempo – suas referências ocasionais a eventos atuais servindo como alusões rasas em vez de comentários picantes.”
“Tentativas desajeitadas de comédia são acrescentadas para tentar aliviar a severidade notável, mas tudo o que isso realmente acrescenta é um tom desigual.”
O filme contará a história de origem do Expurgo – sobre a primeira vez que o “evento” aconteceu.
A estreia no Brasil acontece dia 23 de Agosto de 2018.
Os três filmes da franquia arrecadaram US$ 315.4 milhões mundialmente. ‘Uma Noite de Crime’ também vai virar série de TV – saiba mais!
A Paris Filmes divulgou o novo trailer do romance ‘A Cinco Passos de Você‘.
Confira:
Dirigido por Justin Baldoni, o longa será lançado nos cinemas no dia 21 de março.
Stella tem quase dezessete anos e, depois de viver a maior parte de sua vida no hospital, encontra o charmoso Will Newman, também um paciente com fibrose cística. Embora surja uma paixão instantânea entre os dois, suas condições de saúde impedem que eles cheguem muito perto um do outro, e Stella tenta ajudar Will, que se rebela contra seus tratamentos médicos.
Em entrevista ao ComicBook, Jeffrey Dean Morgan falou sobre o aguardado encontro entre o Negan e a Alpha na 10ª temporada de ‘The Walking Dead‘.
“A Alpha é assustadora. Ela obviamente é insana. Eu gostava da dinâmica entre o Negan e o Rick como oponentes, era tipo um jogo de gato e rato. Eu gostava bastante. Com a Alpha, veremos como as coisas irão se desenvolver nessa temporada. Eu sei de coisas que vocês não sabem. Será divertido, isso eu posso dizer.”
Ele completa, “As pessoas acham que ele não estava falando sério quando disse que não queria viver mais. Ele realmente não queria, estava genuinamente em um lugar muito sombrio.”
Angela Kang retorna como showrunner da nova temporada.
A trama gira em torno de um mundo pós-apocalíptico dominado por zumbis, onde os vivos têm que sobreviver não só aos mortos, como também a si mesmos.
A trama começará dias após o desfecho da série ‘Power’. A nova produção irá focar em Tariq, enquanto ele lida com sua nova vida e tenta ser digno ao legado do pai. Começando a faculdade, que ele deve completar para conseguir sua herança, uma das suas primeiras missões é tentar tirar sua mãe da prisão após ela ter tentado incriminar seu namorado pela morte do Ghost.
Apesar de já ter ganhado dois remakes (‘Natal Negro‘ e ‘Natal Sangrento‘), o slasher natalino ‘Noite do Terror‘ (1974) nunca ganhou uma sequência.
Mas isso está prestes a mudar com o lançamento do curta-metragem ‘It’s Me, Billy‘, descrito como uma “sequência não oficial que se passa quase 50 anos após os eventos do filme original”.
Confira o trailer:
O projeto foi fundado a partir de uma bem-sucedida campanha no Indiegogo.
A sequência não oficial foi dirigida por Dave McRae.
Sem saber do perigo que a está perseguindo, Sam e seus dois melhores amigos estão passando a véspera de Natal na antiga mansão de sua avó. Perseguida por um mal sinistro que espreita nas sombras por quase 50 anos, Sam está prestes a ficar cara a cara com o passado de Natal arrepiante de sua avó: o psicopata perturbado conhecido como Billy.
Victoria Mero interpretará Sam, neta da protagonista do filme original, Jess Bradford.
O curta-metragem será lançado oficialmente no dia 28 de maio.
Além de dirigir, Jason Reitman também ajudou a escrever o roteiro em parceria com Gil Kenan (‘Poltergeist’).
Na trama, uma mãe solteira e seus dois filhos chegam em uma cidade pequena e começam a descobrir sua conexão com os caça-fantasmas originais, além do legado secreto que seu avô deixou para trás.
Ainda sem data de lançamento, a produção está programada para estrear em outubro.
Ryū Nakayama é responsável pela direção.
A história traz Denji, um jovem que faz qualquer coisa por dinheiro. Ele trabalha como caçador de demônios para pagar a dívida de seu falecido pai com a Yakuza, sempre acompanhado por seu cachorro-demônio Pochita. Depois de ser traído, e praticamente morto, Denji se funde com Pochita e renasce como um meio demônio.
A dublagem original conta com as vozes de Kikunosuke Toya, Tomori Kusunoki, Shogo Sakata e Fairouz Ai.
A Netflix cancelou oficialmente a série ‘Lockwood & Co‘, baseada nos romances escritos por Jonathan Stroud, depois de apenas uma temporada.
De acordo com o Variety, apesar do serviço de streaming ter gostado da produção, os números de audiência não foram altos o suficiente para garantir um novo ciclo.
O site ainda afirma que, apesar do cancelamento, a produtora Complete Fiction – que foi fundada por Joe Cornish, Edgar Wright, Nira Park e Rachael Prior – continuará sua parceria com a Netflix através de outros projetos.
Anteriormente, o diretor Joe Cornish havia declarado que tinha planos para o desenvolvimento de mais duas temporadas: “Há cinco livros da saga ‘Lockwood & Co‘ escritos pelo brilhanteJonathan Stroud. Adoraríamos ter a chance de colocar tudo isso na tela, mas, ao mesmo tempo, estamos muito orgulhosos da 1ª temporada. Se você quer descobrir o que está além daquela porta e mal pode esperar por mais, então leia os livros.”
Em Londres, os mais talentosos caçadores de fantasmas adolescentes viajam todas as noites para um perigoso combate com espíritos mortais. Entre as muitas agências corporativas, uma pequena startup está sozinha: Lockwood & Co, operada por dois jovens e uma garota psiquicamente talentosa, que formam um trio de renegados livres de motivos financeiros, supervisão adulta e destinado a desvendar um mistério que mudará curso da história.
Infelizmente, detalhes sobre o seu papel não foram divulgados.
A próxima temporada focará na investigação do assassinato de Sazz Pataki (Jane Lynch), dublê do Savage (Steve Martin) durante os seus anos trabalhando na série Brazzos e em seu revival, de 2020.
Kumail Nanjiani (‘Eternos’), Eva Longoria (‘Desperate Housewives’), Molly Shannon (‘The Other Two’) e Eugene Levy (‘Schitt’s Creek’) também serão introduzidos no quarto ciclo.
Anteriormente, John Hoffman, o criador da série, havia comentado sobre a mudança no cenário da narrativa: “Eu amo Nova York – os personagens, a riqueza, a profundidade são infinitas – e é uma série de Nova York. Mas não quero ter medo de coisas que fazem você pensar: ‘O quê? Onde estamos?’ ‘Onde eles estão agora?’ Acho que você tem que fazer isso para não parecer muito insular.”
Vale lembrar que as três primeiras temporadas estão disponíveis no Brasil pelo Star+.
Estrelada por Selena Gomez,Steve Martin e Martin Short, o mais recente ciclo também trouxe nomes como Paul Rudd (‘Homem-Formiga’), Jesse Williams (‘Grey’s Anatomy’) e Ashley Park (‘Emily em Paris’) no elenco.
O desfecho do segundo ano apresentou um salto temporal de um ano. Na aguardada estreia da peça, um novo mistério é desencadeado com uma morte chocante.
Através do seu Instagram, Vin Diesel (‘Eclipse Mortal’) atualizou os fãs sobre o futuro da franquia ‘Velozes e Furiosos‘.
O astro confirmou o retorno de Dwayne Johnson, além de comentar sobre a possibilidade da saga ser concluída com mais dois filmes e ainda deu uma previsão de lançamento para o décimo primeiro capítulo.
“Eu tenho a Universal Pictures no meu ouvido dizendo que precisamos lançar ‘Velozes e Furiosos XI’ até março de 2026. No meu outro ouvido, está a Comcast dizendo que nós precisamos de mais dois filmes para finalizarmos a franquia. Então, o roteirista de ‘Velozes e Furiosos 5’ me mandou essa imagem e disse que nós precisamos ver o Dom e o Hobbs resolvendo suas diferenças.”
Ele completa, “Eu só quero voltar para as corridas de rua reais, cenas de ação práticas… e a reunião de uma linda irmandade.”
Inicialmente, ‘Velozes e Furiosos 11’ estava sendo escrito por Christina Hodson (‘Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa’) e Oren Uziel (‘Sonic: O Filme’). No entanto, agora o filme será escrito por Zach Dean (‘A Guerra do Amanhã’), que ajudou a escrever ‘Velozes e Furiosos 10’, conforme anunciado pelo intérprete do icônico Dominic Toretto.
Sem entrar em detalhes, Diesel escreveu: “Enquanto fazia ADR esta semana no lote da Universal, para uma peça lindamente escrita por Chris Morgan… Fui lembrado dos momentos abençoados ao longo desta jornada… onde os laços transcendiam o filme.‘Velozes e Furiosos 11’, escrita por Zach Dean… Vai mexer muito com você! Espero poder te deixar orgulhoso!”.
O capítulo mais recente da franquia, ‘Velozes e Furiosos 10‘, está disponível no Prime Video.
Na trama, Dom Toretto (Vin Diesel) e sua família precisam enfrentar o adversário mais letal que já encontraram. Alimentada pela vingança, uma ameaça terrível emerge das sombras do passado para destruir o mundo de Dom e todos que ele ama.
Em entrevista ao podcast The Awardist, Bella Ramsey (‘Game of Thrones’) quebrou o silêncio sobre os comentários negativos que vem recebendo por conta da live-action ‘The Last of Us‘.
“Não há nada que eu possa fazer a respeito disso. A série já foi lançada. Não há nada que possa ser alterado. Então eu sinto que não faz sentido ficar lendo comentários negativos. As pessoas têm direito às suas opiniões, mas isso não afeta a série. Não afeta como daremos continuidade à série. São coisas diferentes para mim. É por isso que não dou atenção a isso.”
Ela completa, “Vocês não precisam assistir. Se você odeia tanto a série, então jogue o jogo. Você pode apenas jogar o jogo novamente. Se você quer assistir a série, então espere que goste.”
Sobre seu possível retorno na terceira temporada – que será focada na Abby (Kaitlyn Dever) –, a artista fez mistério: “Eu meio que sei [sobre meu retorno], mas não posso contar. Tenho medo.”
Sem previsão de lançamento, o próximo ciclo deve estrear apenas em 2027.
Durante o anúncio dos indicados à 77ª edição do Emmy Awards, a 2ª temporada da produção conquistou nada menos que dezesseis nomeações, incluindo Melhor Série de Drama, Melhor Ator em Série de Drama para Pedro Pascal, Melhor Atriz em Série de Drama para Bella Ramsey, Melhor Ator Convidado em Série de Drama para Jeffrey Wright e Melhor Atriz Convidada em Série de Drama para Kaitlyn Dever.
Os vencedores serão revelados no dia 14 de setembro.
A série é baseada na franquia de jogos que leva o mesmo nome e que nasceu no PlayStation 3 e atualmente recebeu no PlayStation 5 uma nova versão do primeiro jogo, com gráficos e jogabilidade aprimorados. O jogo é desenvolvido pelo estúdio Naughty Dog, considerado um dos maiores sucessos da Sony.
Pedro Pascal (‘The Mandarolian’) e Bella Ramsey (‘Game of Thrones’) estrelam como Joel e Ellie, respectivamente.
A série foi criada por Craig Mazin (‘Chernobyl’), que também serve como roteirista e produtor executivo da adaptação ao lado de Druckmann.
A nova temporada irá introduzir atores como Shea Whigham (‘Fargo’), Raymond Lee (‘Quantum Leap’), Sasha Calle (‘The Flash’), Jin Ha(‘Pachinko’), Laura Donnelly(‘The Nevers’) e Tony Dalton(‘Better Call Saul’). Infelizmente, detalhes sobre seus papéis não foram revelados.
Nos novos episódios, o detetive John Sugar (Farrell) retornará à Los Angeles, onde assumirá o caso de uma nova pessoa desaparecida ao mesmo tempo em que continua buscando respostas pelo sumiço de sua irmã.
‘Sugar’ é uma abordagem contemporânea e única de um dos gêneros mais populares e significativos da história da literatura, do cinema e da televisão: a história de detetives. Farrell estrela como John Sugar, um investigador particular que acompanha o misterioso desaparecimento de Olivia Siegel, a querida neta do lendário produtor de Hollywood Jonathan Siegel. Enquanto Sugar tenta determinar o que aconteceu com Olivia, ele também descobrirá segredos da família: alguns muito recentes, outros há muito enterrados.
O diretor Paul Feig vai embarcar em um novo projeto, bem distinto das comédias com as quais ele está habituado a trabalhar.
Intitulado ‘A Simple Favour’, o thriller deve ser estrelado pelas atrizes Anna Kendrick e Blake Lively, que já estão em negociações para protagonizar a trama.
Adaptado do romance deDarcey Bell, ‘A Simple Favor’ é o primeiro de uma série de dois livros, que conta a história de Emily, uma mulher bem sucedida que trabalha para uma famosa marca do ramo da moda em Manhattan. Solitária e viúva com um filho pequeno, Stephanie se inspira em seu blog, acompanhando rotineiramente sua vida direto do subúrbio de Connecticut e imaginando Emily como uma espécie de confidente. Tudo muda de forma trágica quando a empresária de sucesso desaparece subitamente, sem deixar qualquer rastro.
Roteirizado por Feig, ‘A Simple Favour’ será produzido sob a tutela da Lionsgate. As filmagens estão programadas para começarem em agosto, em Toronto.
A pandemia do coronavírus redefiniu o mundo nas últimas semanas, colocando a população global em estado de alerta e quarentena.
E para tentar animar seus seguidores com uma mensagem de esperança, a atriz Gal Gadot – intérprete da Mulher-Maravilha – compartilhou um emocionante vídeo, que traz ela e mais uma série de artistas cantando o hit ‘Imagine’, dos Beatles.
Lembrando que a sequência tem estreia marcada para 04 de junho nos cinemas nacionais.
Patty Jenkins retorna à direção da sequência, que se passará no período da Guerra Fria.
Gal Gadot estrela como a heroína. O elenco também conta com o retorno de Chris Pine, Robin Wright, Saïd Taghmaoui e Ewen Bremner, e a introdução deKristen Wiig como a Mulher-Leopardo.
Flertando com uma perspectiva mais sombria, a versão live-action de Fate: A Saga Winxpode – inicialmente – assustar aqueles fãs mais nostálgicos que cresceram com a atmosfera colorida e exageradamente alegórica da popular animação. Trazendo uma perspectiva bem mais madura e quase adultizada do clássico desenho infantil, a produção readequa o background de suas protagonistas e adiciona uma camada mais densa à trama, quase flertando com a mesma atmosfera de O Mundo Sombrio de Sabrina. Sendo bem mais leve e suave que a recém cancelada série da Netflix, a nova colega de streaming busca trazer uma maior profundidade às personagens adolescentes, explorando ainda a fase de amadurecimento juvenil, fazendo da série uma espécie de coming of age com fadas.
E Fate: A Saga Winx começa sua narrativa um tanto lenta. Apresentando suas personagens como se esta fosse a primeira vez que a vemos, parte de seu episódio inaugural visa nos levar pelas mãos de forma quase didática – o que pode ser um pouco maçante de início. Mas recuperando seu fôlego aos minutos finais do capítulo, a série – que pode mesmo agradar os órfãos de Sabrina, consegue se sustentar bem ao longo de sua narrativa e rapidamente nos introduz ao submundo das fadas, revelando criaturas macabras e uma jornada que promete misturar diversos gêneros, unindo pequenos fragmentos de humor, em uma trama cheia de mistérios, suspense e flertes românticos que beiram os populares filmes teens.
Com personagens extremamente díspares e distintos, a nova série original da Netflix, desenvolvida porBrian Young (The Vampire Diaries) é diplomática e logo em seu início começa a abordar temas fundamentais que permeiam o ambiente juvenil, como padrões de beleza impostos pela sociedade, disputa entre garotas e pressões familiares. Explorando um lado absolutamente inexistente da animação italiana, a série de caráter britânico possui um grande potencial de se desabrochar diante da audiência, a ponto de conquistá-la com facilidade. Pode ser até piegas em alguns momentos, mas consegue nos cativar por um elenco carismático formado por rostos (em geral) desconhecidos do público.
Ainda é cedo para afirmar o quão poderosa A Saga Winxainda pode se tornar em suas futuras temporadas. Mas mirando sua trama naquela mesma audiência que durante a infância passou horas a fio se aventurando ao lado das coloridas fadas na Nickelodeon, a versão live-action da Netflix pode mesmo iniciar uma nova fase com essa antiga audiência.
Apresentando uma narrativa que de fato é bem alegórica em sua abordagem do universo fantástico, a série já carrega em si mensagens e lições necessárias que podem mesmo impactar sua audiência.
Promissora, Fate: A Saga Winx também pode acabar conquistando uma nova audiência até um pouco mais velha, justamente por seu nível de maturidade. Quebrando todos os paradigmas estabelecidos por O Clube das Winx na Nickelodeon, a nova produção original da Netflix tem algumas pequenas falhas, às vezes peca em seus efeitos visuais, mas consegue sustentar a curiosidade do público em meio à paisagens que são realmente um deleite aos olhos.
Entre ficção e realidade, Alice é um drama racial que volta os seus olhos para um tempo não tão distante, em que homens e mulheres negros permaneciam escravizados em certas regiões dos Estados Unidos – em pleno século XX -, sem sequer saber da existência da Proclamação de Emancipação. Mas mesmo com tantos relatos reais dolorosos e simbólicos, a produção se perde em si mesma. Rasa e com pouco desenvolvimento de personagens, ela é um resultado insosso e sem alma, um terrível erro de qualidade fílmica que abafa tragédias genuínas que poderiam ter sido delicadamente honradas.
Keke Palmer and Common appear in Alice by Krystin Ver Linden, an official selection of the U.S. Dramatic Competition at the 2022 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute Eliza Morse. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
A história de Alice se torna esquecida antes mesmo de chegar ao Brasil. Simplista demais em seu roteiro, Krystin Ver Linden nunca vai além na construção de seus personagens, sempre entregando conflitos rasos e repetitivos que caminham de forma cíclica. Reprisando os mesmos abusos que tanto já lemos sobre ou já assistimos em outras aclamadas produções, o longa não sabe muito bem para que direção seguir. Sua protagonista homônima caminha um tanto perdida, com pouca profundidade e substancialidade. Os coadjuvantes seguem quase como figurantes de suas histórias e nem mesmo o abuso das cenas de violência contra pretos promove em nós o impacto e a dor necessários. Genérico e com poucas camadas, Alice não tem identidade nem em sua heroína, tão pouco em seu filme.
E Keke Palmer tenta fazer o seu melhor com o que tem. Com a trama essencialmente girando em torno de si mesma, ela nos sustenta ao longo de todo o filme com uma ótima atuação. Mostrando seu potencial em tela, ela consegue brilhar – ainda que os principais elementos ao seu redor não colaborem. Na trama, ela é uma jovem escrava que anseia por se libertar de uma vida de opressão e abusos em uma fazenda. Ao conseguir fugir, ela se surpreende com um terrível choque de realidade, ao descobrir que de fato estaria no ano de 1973 e a escravidão já havia sido abolida há mais de um século. Sem qualquer noção da realidade e como alguém que acaba de descobrir o que de fato é o mundo, ela agora se tornará uma espécie de justiceira, que luta para libertar sua comunidade que permanece presa no tempo e em uma trágica e dolorosa vida escravocrata.
O grande problema de Alice é ser simplista demais em toda sua construção narrativa. Explorando um leque tão valioso de assuntos correlacionados, Ver Linden não sabe o que fazer com as informações que possui em mãos e se distrai da historicidade afro-americana. Mesmo com um background sociocultural rigoroso e detalhado, ela não sabe aproveitar a duração de seu filme, estabelece conflitos profundos sem realmente aprofundá-los, além de soluções fáceis. Nada parece funcionar organicamente em tela, tornando Alice uma mulher esquecível, não importa o quão forte seja o seu ímpeto de justiceira alada.
Trazendo ares e referências do cinema Blaxploitation em sua direção e roteiro, o longa abusa de sua trilha sonora de época e tenta se estabelecer como uma versão renovada do amado clássico Coffy: Em Busca da Vingança. E ainda que tente fazer de Palmer e Common os alicerces de sustentação de toda sua trama, a cineasta falha miseravelmente no processo. Uma oportunidade perdida, Alice não serve nem como drama, nem como uma ode ao cinema black norte-americano e muito menos como uma reflexiva denúncia. É realmente uma pena.
Com uma sinopse sobre um vírus transmitido por meio do beijo a assolar os jovens de uma cidade do interior do Brasil, a série Boca a Boca chegou nesta sexta-feira, dia 17 de julho, à Netflixe já chama atenção do público pelo seu ponto de conexão – antes distópico – com o panorama mundial sob o receio de uma doença sem cura a se espalhar pelos cinco continentes.
Para saber um pouco mais sobre este universo metafórico, o criador e diretor geral da série Emir Filho concedeu uma entrevista exclusiva para o CinePOP horas depois da estreia da obra na plataforma de streaming. Neste agradável bate-papo, o cineasta nos conta sobre suas provocações criativas, seus projetos para o futuro e, principalmente, suas expectativas sobre a recepção do público nesta narrativa de descobertas sexuais e amadurecimento, temas dos quais ele é apaixonado por discutir em suas obras.
Com 14 anos de carreira no audiovisual, Esmir Filho tornou-se conhecido pela repercussão na internet dos seus premiados curtas Tapa na Pantera (2006), Alguma Coisa Assim (2006) e Saliva (2007). Em 2010, lançou seu primeiro longa Os Famosos e os Duendes da Morte, já o segundo Alguma Coisa Assim (2018) foi uma adaptação do curta homônimo, e o terceiro Verlust chegará em breve aos cinemas, com Marina Lima e Andréa Beltrão.
Confira abaixo uma parte do nosso bate-papo com Esmir Filho e veja a entrevista completa e original no nosso canal no YouTube.
CinePOP:A pergunta mais óbvia neste momento é sobre a comparação da epidemia de Boca a Boca com a pandemia da Covid-19 no mundo real. Como está sendo a relação desses temas na divulgação da série?
Esmir Filho:A gente começou a construir a série há dois anos. A nossa vontade era falar de descobertas, desejos, experimentações, sobre o mundo jovem de hoje que é povoado por telas. (..) Quando a gente criou este surto epidêmico que passa pelo beijo era uma síndrome fantasiosa, mas ela funcionava como um antagonista na jornada dos jovens. Então, essa doença é um símbolo de luta. A epidemia é apenas um ponto de partida, a série lança um olhar sobre como as relações pessoais ficam depois dessa crise.
Como a Covid-19 é algo que estamos vivendo agora, ela está muito latente, mas o comportamento social é muito parecido [com as epidemias anteriores]. Existe um quadro de pânico, um quadro de desconfiança, discriminação, preconceito, alguns corpos que são privilegiados frente a outros por conta do embate de classes. Então, a gente discute tudo isso na série porque isso é um quadro sintomático da sociedade, da comunidade. Não é à toa que, agora, vamos fazer relações diretas, porque estamos vivendo isso hoje, só que a gente escreveu antes com base no nosso comportamento social. A gente lança luz [na questão] de até quando vamos nos comportar desta maneira?
CinePOP: Queria saber a sua opinião sobre outro discurso que está na série e também em voga no Brasil. Dizem que somos um país do liberalismo econômico, mas do conservadorismo de hábitos.
Esmir Filho:Eu sou a favor do corpo. De a gente respeitar o nosso desejo interno e o desejo do outro. Eu sou favor do diálogo. Todo mundo precisa se escutar e ir junto. (…) A série é uma ode ao corpo, no sentido de um grito de liberdade frente um conservadorismo que quer calar os nossos corpos. O nosso corpo é o que a gente tem, gente. (…) Não temos que calar isso, temos que aprender a conviver. A série é uma mensagem contra a intolerância. Neste sentido, sou a favor do corpo e do respeito mútuo.
CinePOP: Após terminar Boca a Boca, ficou muito forte na minha cabeça a imagem do rosa e do azul e a junção dessas cores. Queria saber de onde veio essa referência e essa percepção estética.
Esmir Filho:Eu já tinha estudado isso no Saliva, que era um mundo cor-de-rosa e a utilização do papel celofane tal como as máscaras. Já a coisa do rosa e azul também ficou muito forte esse lugar de meninas [vestem] rosa e meninos [vestem] azul, mas isso não tem nada a ver. A gente “bebeu” um pouco no pensamento [de] ‘vamos misturar essas cores, o azul e o rosa, [porque] são lindas’ e elas se mistura o tempo todo. Não existe uma dualidade rosa e azul e sim uma fusão entre elas, que se transforma em roxo. Esse encontro é sobre isso. Tudo é narrativa. Eu consigo contar uma história não apenas através do roteiro, mas através das cores, da luz, da fotografia, da arte, claro, dos atores, da montagem. (…) O meu trabalho é fazer uma mixagem das cabeças [de toda uma equipe] para gente poder contar essa história.
Não existe uma dualidade rosa e azul e sim uma fusão entre elas, que se transforma em roxo.
CinePOP:Eu conseguir ver um pouco de cada um dos seus filmes anteriores na série Boca a Boca. Esta foi uma intenção do seu projeto?
Esmir Filho:Você acabou de ver [a série] e é uma das primeiras pessoas que já tinha visto todas as minhas obras para fazer essa relação. Isso é muito especial, porque dentro do cinema eu tenho experimentado muitas coisas. Acho que os meus temas centrais são: juventude, sexualidade, internet, descoberta, relacionamento humano íntimo, os quais em vim desenvolvendo em cada um.
Os Famosos e os Duendes da Morte é um filme sobre a internet como uma janela para o mundo, quando estávamos descobrindo isso, antes das redes sociais, não existia Facebook [no Brasil] ainda. Era um internet retrô, de MSN, Flickr e Fotolog. Ele foi lançado em 2010 e foi muito bonito trabalhar esta visão poética da internet. A gente usou aquela frase: “Estar perto não é físico” e agora faz todo o sentido.
Voltando pouquinho tem o curta Saliva, que fala dessa excitação e temor do primeiro beijo. O que é o primeiro beijo? É a primeira vez que eu troco fluídos com alguém? O que são fluídos? Eu tenho que beber o outro? Beber a saliva do outro? O que é isso? E isso acontece quando a gente é muito jovem, entre oito e nove anos.
Por último, Alguma Coisa Assim é uma amizade, que não é bem uma amizade, entre um menino e uma menina, ou é uma amizade colorida ou um amor encontrado, só que não tem nome. São as dores e as delícias de viver um relacionamento sem nome. É tão livre que desperta questões, pois não tem espelho social, então [surge a pergunta] “o que eu faço com isso? Como funciona esta relação?”. Tudo isso vem sendo retratado [nas minhas obras] e desemboca nesta série.
CinePOP:O Brasil ainda não tem o hábito de fazer filmes voltados para os adolescentes sobre amadurecimento como os norte-americanos, o gênero chamados coming-of-age. Você se enxerga como precursor deste movimento no país?
Esmir Filho:É difícil falar de uma representação de mim mesmo, mas o que eu lembro é quando saiu o curta Alguma Coisa Assim (2006), porque o curta virou um longa 10 anos depois. Quando eu vi isso lá atrás, não existia muito curtas adolescente, sabe? O cinema não falava muito sobre adolescência. [Na época], eu recebi mensagens muito positivas e isso me instigou, porque eu gosto muito dessa fase.
A adolescência vem quando você chora pela primeira vez sozinho no seu quarto, ou seja, você não chora para outro, você chora para você mesmo e você vira um adolescente. Eu adoro trabalhar com as descobertas de sentimentos. Por exemplo, a primeira vez é tão mágica, intensa, dolorida, em todos os aspectos. Eu sou muito motivado por este tema e vou continuar falando sobre ele.
A adolescência vem quando você chora pela primeira vez sozinho no seu quarto.
CinePOP: Como é o lançamento na Netflix de chegar em centenas de países de uma só vez, mesmo já tendo um reconhecido mundo afora em festivais. Qual é o impacto desta diferença de ter uma obra que pode torna-se mais conhecida do que o Tapa Na Pantera, com mais 8 milhões de views somente no YouTube?
Esmir Filho:São 190 países, chegou hoje, agora, lançado esta manhã, então, estou ainda entendo o que é isso. (…) Para te dar uma ideia do agora, eu já acordei hoje bombardeado de mensagens e a maioria são de pessoas que eu não conheço, inclusive, que já maratonaram a série. Como assim as pessoas acordam oito horas da manhã, toma café e maratona uma série? Eu fiquei chocado de como é diferente este lugar. O “estreia amanhã” do cinema, você espera, existe um boca a boca – para fazer um trocadilho – até chegar a todo mundo. Este boca a boca do Boca a Boca foi instantâneo. Eu estou recebendo mensagens muito bacanas de pessoas que estão sacando a reflexão e refletindo junto.
CinePOP: Vi sites falando já sobre o que pode acontecer numa possível segunda temporada. Como estão os planos?
Esmir Filho:Eu vou ler esses textos e reunir ideias (risos). Existem vários elementos com os quais é possível fazer muitas relações [para o futuro]. Algumas coisas já ganharam nome, por exemplo, “assintomático”, a gente não usou a palavra “assintomático”, mas existe ali. O que eu quero dizer é que faço relações com o que estamos vivendo agora e entendo [a percepção das pessoas]. Pelo o que eu sei, o que o funciona na Netflix, é quanto mais gente ver, mais chance de ter uma segunda temporada, porque vontade pra gente não falta. A primeira temporada, ela é cheia de mistérios que levam para um possível desenvolvimento de outras temporadas, então quem quiser ir anotando… um deles é quem é o povo da floresta?
CinePOP: Para finalizar nosso bate-papo, quais dos seriados disponíveis na Netflix, você acredita que mostraria o Boca a Boca como recomendação? Ou seja, quais teriam uma relação direta com a série?
Esmir Filho: Quem viu Sex Education vai gostar da série. Só que Sex Education vai mais para o lado do humor, já o Boca a Bocaé mais um suspense com fortes emoções. Elas têm coisas muito relacionadas a sexualidade, descoberta, adolescência. Eu gosto muito de Sex Education, principalmente a segunda temporada. E Dark também. Eu acredito que as duas têm atmosferas de tensão entre os adolescente. Dark lança uma discussão sobre a metáfora do tempo, do mundo, e a gente também lança uma metáfora sobre o crescer e o adolescer por meio de uma alegoria. Eu acredito, portanto, que essas duas séries são bons exemplos.
‘La Casa de Papel‘ se tornou um fenômeno no Brasil após ser lançada sem muito alarde pela Netflix, e conquistou os brasileiros com uma trama cheia de drama e suspense sobre 8 assaltantes e um plano genial.
A minissérie espanhola teve 15 episódios lançados na Espanha e conquistou tanto o público quanto a crítica especializada, sendo eleita como a “melhor série espanhola da história” pelos veículos especializados espanhóis, além de ter sido considerada uma “obra-prima” pela Variety.
A minissérie também vem ganhando inúmeros prêmios, entre eles, o troféu pela Melhor Direção no Festival da Série MiM no ano passado; o prêmio de Melhor Roteiro dos Prêmios IRIS e Melhor Direção e Melhor Ficção para os críticos da FesTVal Television e Radios de Vitoria 2017.
A “2ª temporada” (que na verdade é a segunda parte da 1ª temporada) tem 6 episódios, que serão lançados pela Netflix no Brasil em 6 de Abril de 2018, tendo um dos finais mais elogiados da história dos seriados espanhóis, sendo assistido por mais de 1,8 milhões de telespectadores.
Assista nossa crítica e assista ao trailer dos episódios finais:
Oito ladrões se trancam com reféns na Casa da Moeda da Espanha. Seu líder manipula a polícia para realizar um plano. Será o maior roubo da história, ou uma missão em vão?
Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald é a segunda de cinco novas aventuras no Mundo Bruxo de J.K. Rowling. No final do primeiro filme, o poderoso bruxo das trevas Gerardo Grindelwald (Johnny Depp) foi capturado pela MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) com a ajuda de Newt Scamander (Eddie Redmayne). Mas, cumprindo sua ameaça, Grindelwald escapou da custódia e começou a reunir seguidores, a maioria desavisada de sua verdadeira intenção: criar magos de sangue puro para dominar todos os seres não-mágicos. Em um esforço para frustrar os planos de Grindelwald, Alvo Dumbledore (Jude Law) recruta seu ex-aluno Newt Scamander, que concorda em ajudar, desconhecendo os perigos que estão por vir. As linhas são desenhadas à medida que o amor e a lealdade são testados, mesmo entre os mais verdadeiros amigos e familiares, em um mundo bruxo cada vez mais dividido.
Estreia nesta quinta-feira (22), nos principais cinemas do país, a grande aposta da Sonypara a temporada. Estrelado pela ganhadora do Oscar, Viola Davis, e dirigido por Gina Prince-Bythewood, A Mulher Rei é um drama histórico repleto de ação sobre as Agojie, um grupo de mulheres guerreiras que formavam a guarda-real do reino africano de Daomé.
Apesar de não serem tão conhecidas do grande público, essas guerreiras existiram na vida real e serviram de inspiração para uma parcela considerável de ícones atuais da Cultura Pop, sendo a mais famosa delas as Dora Milaje, que encantaram o mundo com sua agressividade e letalidade na franquia Pantera Negra, do Marvel Studios.
Também conhecidas como as Amazonas de Daomé, as Agojie foram guerreiras letais da África Central durante os anos de 1800. No filme, que se passa em 1823, elas libertam escravos da Nigéria e ajudam em revoluções. Na vida real, porém, sua participação era um pouco mais obscura. Como eram “soldadas” que respondiam diretamente ao rei e faziam parte de um sistema vigente, muitas vezes acabavam participando indiretamente do esquema escravocrata em questão, que vendia os inimigos derrotados em campo de batalha para europeus. Essa questão acabou trazendo uma polêmica para o longa, já que algumas pessoas enxergaram nele algum tipo de romantização deste caso. Mas aí é algo que acaba esbarrando na dramatização da história, que é apenas inspirada nestas guerreiras.
Formadas inicialmente pelas esposas do Rei, que não contavam com mordomias – na verdade, a única diferença de uma mulher comum para uma “esposa do rei” era o celibato, já que elas só poderiam se relacionar fisicamente com o rei -, as Agojie eram um grupo de caçadoras de elefantes que logo ganhou treinamento especializado e passou a aceitar voluntárias. Com a grande perda de vidas masculinas nos inúmeros conflitos em que Daomé se envolvia, essa guarda real passou a ganhar força, logo se tornando o exército real.
Pela letalidade e eficiência, as Agojie viraram um símbolo de poder em Daomé, além de serem uma grande quebra de paradigmas. Afinal, havia uma identidade visual própria delas, que passava uma mensagem para os rivais. E ver mulheres no campo de batalha não era comum naquela época.
Porém, a vida delas não era nada fácil. O treinamento delas era baseado na furtividade e na blindagem de emoções.
Para isso, elas precisavam suprimir a dor e caminhavam descalças por cima de pedregulhos e espinhos. E uma forma de evitar gritos durante as invasões era treinando escalada em paredes espinhentas e pontiagudas. Além, claro, das invasões surpresa a regiões próximas.
Estima-se que as Agojie tenham chegado a seis mil guerreiras, que acabaram sendo apagadas após duelos contra o exército francês no século XIX. Agora, lideradas por Viola Davis, que dá vida à fictícia General Nanisca, as Agojie enfim ganham uma produção focada nelas, ajudando a espalhar sua história de luta e poder.
Lashana Lynch, Viola Davis, Shelia Atim, Sisipho Mbopa , Lone Motsomi e Chioma Umeala dão vida às Agojie.
Confira a sinopse: “A Mulher Rei (The Woman King) é a extraordinária história das Agojie, uma força de elite de guerreiras, constituída unicamente por mulheres que protegiam o Reino Africano do Daomé no século 19 com uma ferocidade e habilidades nunca antes vistas no mundo. Inspirado em fatos verídicos, A Mulher Rei (The Woman King)segue a emocionante e épica odisseia da general Nanisca (a vencedora do Oscar® Viola Davis), que é quem treina a próxima geração de guerreiras e as prepara para a batalha contra um inimigo determinado a destruir sua forma de vida. Há coisas pelas quais vale a pena lutar”.
Quem curte o gênero do terror sempre tem a sensação de já ter visto de tudo. É um público difícil de agradar, pois tanto os personagens quanto a história não podem ser inverossímeis demais, do contrário, corre o risco de ter a suspensão da descrença colocada em dúvida pelo espectador. E olha que Hollywood tem tentado, e muito, trazer algum frescor nesta seara. Assim, para a alegria dos fãs de filmes de terror, as distribuidoras têm voltado seus olhos para produções de outros países – longas que possam entreter seu exigente público enquanto as sangrentas franquias blockbusters não emplacam nada novo. Assim, dentre as boas novidades que chegam ao circuito, estreia esse final de semana nas salas de cinema do país o longa finlandês ‘Gêmeo Maligno’.
Na trama, conhecemos a história de uma família desgraçada por uma terrível tragédia no passado recente: Rachel (Teresa Palmer, de ‘Eu Sou o Número Quatro’) e Anthony (Steven Cree) perderam um de seus filhos, Nathan, em um horrível acidente de carro. Numa tentativa de virar a página e retomar suas vidas, os dois decidem vender a casa em Nova York e se mudar de volta para a casa da família de Anthony, na Finlândia. De início, os dois acham que os novos ares farão bem ao filho que sobreviveu, Elliott (Tristan Ruggeri), porém, aos poucos Rachel começa a perceber um comportamento incomum no garoto, conectando-o de volta ao seu irmão gêmeo falecido.
Em pouco menos de uma hora e cinquenta de duração o espectador poderá acompanhar a evolução da história de ‘Gêmeo Maligno’ sem grandes elaborações, num crescente linear e contínuo, atingindo seu apogeu no terço final do longa, que é, de fato, a melhor parte. Esse é um dos poréns no qual o longa de Taneli Mustonen acaba derrapando: o ritmo, que se impõe mui vagarosamente no início e dá uma acelerada no fim, fazendo a balança do equilíbrio pender, atropelando a si mesmo no final das contas. Uma estratégia que poderia evitar esse sentimento no público seria o melhor desenvolvimento de cenas-chave do enredo, que não se aprofundam e cuja edição dá uma picotada, impacientando-se para que o espectador presuma a situação ocorrida sem necessariamente imergir nela, cortando-a no ápice do acontecimento.
Por outro lado, temos boas atuações tanto do elenco principal quanto do elenco de apoio, com atores cujas expressões faciais provocam fascínio e transtorno em quem assiste. O destaque é o jovem Tristan Ruggeri, cujo semblante enigmático permite que o impacto da história se prolongue para além do roteiro de Aleksi Hyvärinen e Taneli Mustonen. Um ator para ficar de olho nos próximos projetos.
Intrigante, ‘Gêmeo Maligno’ não tem muito jump scare, mas entrega um terrorzinho honesto que surfa na vibe nórdica de ‘Midsommar’ e similares. As cenas de terror são poucas, resumindo-se quase inteiramente ao terço final, porém a construção da história é hipnotizadora, tornando o longa um dos melhores lançamentos do gênero este ano até agora.
Exibida no Fantástico, entre março e dezembro de 1996, a série A Vida Como Ela É… foi um verdadeira marco na teledramaturgia brasileira, afinal levou para o grande público a obra do eterno Nelson Rodrigues. Dividida em 40 episódios de oito minutos, a produção contava com roteiro de Euclydes Marinho e direção de Daniel Filho e Denise Saraceni, além de um incrível time de atores e narradores.
Agora, 23 anos após o lançamento da série, Boca de Ourochega aos cinemas com direção de Daniel Filho e texto de Euclydes Marinho. No elenco, nomes como Marcos Palmeira, Malu Madere Guilherme Fontes, que também atuaram na produção televisiva. Ou seja, estamos diante de mais do mesmo.
E as semelhanças não estão apenas nos vários nomes envolvidos nos dois projetos. A verdade é que o novo filme é quase que uma sequência daquela ideia. Acontece que o que funciona por oito minutos não necessariamente irá funcionar por 93 minutos. Além do que, o diretor e seu fotógrafo (Felipe Reinheimer) parecem não ver diferença entre produzir para a TV e para o cinema, investindo numa estética puramente televisiva, com direito a muitos close-ups e polgées (câmera alta).
As atuações também remetem à TV, especialmente pelo tom melodramático e exagerado. Particularmente, uma cena entre Malu Mader e Guilherme Fontes parece esquete de programa humorístico de tão exagerada. Todas as reações são na base do grito e do excesso.
A trama conta a história de Boca de Ouro (Palmeira), um lendário e temido bicheiro que viveu em Madureira, no Rio de Janeiro, nos anos 60. Sua vida desperta a curiosidade do jornalista Caveirinha (Silvio Guindane), que procura uma ex-amante (Mader) do bandido para saber mais sobre ele. Na casa da mulher, ele recebe informações desconexas sobre o sujeito para tentar traçar um panorama maior.
Lorena Comparato, Thiago Rodrigues, Fernanda Vasconcellos e Karina Ramilformam o elenco jovem da produção. Comparato vive Celeste, uma jovem casada que desperta a atenção do bicheiro. Embora se esforce, a atriz derrapa nas cenas que exigem um maior peso dramático. O mesmo se pode dizer de Thiago, que surge numa performance esvaziada e quase sempre caricata. O ponto forte do elenco (talvez o único) é Palmeira na pele de Boca. No caso dele, o exagero, o excesso e a estranheza eram exigências do personagem e acabam funcionando.
Como de costume nas obras de Nelson Rodrigues, temos muita nudez feminina e cenas de violência física e moral contra mulheres. Obviamente, a realidade dos anos 60 era ainda muito mais machista do que a de hoje, então não se trata de querer “cancelar” o autor. Mas também é verdade que investir numa adaptação pura, sem nenhuma intenção de revisão ou atualização soa preguiçoso e desnecessário. É só comparar, por exemplo, com o ótimo e recente O Beijo no Asfalto, de Murilo Benício, que pega uma obra clássica do autor e cria algo novo e original, sem deixar de lado a essência.
Filme visto durante o 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Segundo o site We Got This Covered, os estúdios Walt Disney já têm mente seus próximos projetos que irão compor o grupo de remakes em live-action: depois do anúncio de ‘O Irmão Urso’, ‘Nem Que a Vaca Tussa’ será readaptado para as telonas.
Relembre o trailer:
O longa é ambientado no Velho Oeste, no final do século XIX, e gira em torno de três vacas que resolvem capturar um bandido para ganhar uma valiosa recompensa e, assim, salvar sua fazenda de ser entregue para o Estado.
Will Finn e John Sanford ficaram a encargo da direção.
Infelizmente, a animação recebeu críticas mistas à época de seu lançamento, conquistando apenas 53% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A obra também se tornou um fracasso de bilheteria, arrecadando pouco menos que 104 milhões de dólares dentro de um orçamento de 110 milhões.
O ComicBook.com divulgou novas imagens de bastidores de ‘Loki’, e uma delas parece ter revelado a presença de duas grandes personagens do panteão super-heroico.
Uma nova foto pode ter mostrado Lady Loki ou Encantor/Amora. Ainda não se sabe exatamente quem a personagem é.
Confira, com as outras imagens divulgadas:
Lembrando que ‘Loki‘ tem previsão de estreia para o outono de 2021.
Assista ao teaser:
A trama dirigida por Kate Herron irá acompanhar as aventuras do Loki em 2012.
Ele ainda estará procurando vingança por seu relacionamento com o pai, que priorizava o irmão Thor, e irá modificar todos os eventos que vimos nos filmes, causando um grande estrago em sua jornada e criando uma linha temporal sombria e obscura.
Hiddleston revelou seu entusiasmo em viver novas aventuras como o amado anti-herói e explorar suas várias faces na série.
“É uma constante fonte de surpresa e prazer que esses filmes estejam conectados com as pessoas. Eu sabia que ele [Loki] era uma figura complexa. Inteligente e espirituoso, mas vulnerável, irritado, perdido e quebrado. Eu pensei que era uma oportunidade incrível em amadurecer ao longo dos filmes.”
A Netflix divulgou um novo vídeo dos bastidores de ‘Cursed – A Lenda do Lago’, com o ator Daniel Sharman explicando como trouxe seu personagem, o Monge Choroso, à vida.
Na trama, Nimue (Katherine Langford) se une ao mercenário Arthur e sai em missão para entregar uma espada ancestral a um mago chamado Merlin.
A primeira temporada já está disponível na plataforma.
Baseada no best-seller de Frank Millere Tom Wheeler, Cursed – A Lenda do Lago é a história do rei Arthur contada por Nimue (Katherine Langford), uma jovem com um dom misterioso destinada a se tornar a poderosa Dama do Lago. Após a morte da mãe, Nimue encontra um parceiro inesperado no mercenário Arthur (Devon Terrell) e sai em missão para entregar uma espada ancestral a um mago chamado Merlin (Gustaf Skarsgård). Ao longo de sua história, ela acaba se tornando um símbolo de coragem e rebelião contra os terríveis Paladinos Vermelhos e o Rei Uther (Sebastian Armesto).
Cursed – A Lenda do Lago é uma história sobre amadurecimento, com temas conhecidos de nosso tempo: destruição da natureza, terror religioso, guerras sem sentido e a coragem de assumir a liderança quando tudo parece impossível.
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