Taylor Swift nos surpreendeu mais uma vez esse ano com o lançamento surpresa de Evermore, álbum irmão do aclamado Folklore.

Seu nono álbum de estúdio, lançado com uma diferença de cinco meses desde a iteração predecessora, nos apresentou a um lado mais vulnerável, melancólico e ácido de Swift – algo que, ao que tudo indica, será recorrente numa artista que finalmente se encontrou e tem pleno controle de seu processo criativo.

Para celebrar a produção, ranqueamos todas as canções do CD – com exceção das duas faixas que integram a versão deluxe.

Confira abaixo e conte para nós qual a sua favorita:



15. “EVERMORE”, feat. Bon Iver

Que uma coisa fique bem claro: Evermore, assim como Folklore, não tem nenhuma música realmente ruim, e sim adições que, de certa forma, não combinam com o restante da estética do álbum ou não atendem às nossas expectativas. Esse é o problema de evermore. A segunda parceria com Bon Iver infelizmente surgiu nas sombras da poderosa balada “exile” – e, por mais que a lírica seja impecável, não surtiu o mesmo efeito.

14. “GOLD RUSH”

A cinemática produção de “gold rush” é saída diretamente de um conto de fadas e fala sobre a pureza do amor esbarrando em obstáculos conforme vai crescendo. O problema é que seus breves três minutos se fragmentam em três canções diferentes que, apostando numa construção original, não conseguem se unir com a fluidez necessária e são ofuscadas por outras iterações mais sólidas.



13. “HAPPINESS”

rock alternativo nunca esteve tão presente na vida de Taylor Swift – e ela canaliza isso com o minimalismos dos sintetizadores em “happiness”, uma faixa que, construída sob uma atmosfera bastante dramática, é recheada de otimistas mensagens que clamam pela calmaria depois da tormenta.

12. “TOLERATE IT”

Aproveite para assistir:



“tolerate it” mostra com vontade ígnea que Taylor Swift tem puro controle sobre suas incursões vocais e, por mais que seu alcance não seja espetacular, ela sabe como usá-lo a seu favor. Mais do que isso, a faixa prova novamente que a performer cria mágica com a melodia do piano e que tem um apreço gigantesco por unir tendências em um único escopo sonoro.

11. “IVY”

Evocativo, elegíaco e se assimilando a um soneto shakespeariano, “ivy” é uma saudosista e mística canção ambientada no interior de uma vila marcada pelo amargor e pela perda. Os acordes do violão entram em contraste com a lírica literária que apenas Taylor consegue criar – e o verso “eu apenas sento e espero, em luto pelos vivos” é um dos mais emocionantes de sua prolífica carreira.

10. “DOROTHEA”



A fusão do piano à percussão em “dorothea” parece algo de outro mundo – e segue os mesmos passos de “betty”, uma das faixas de Folklore. A track fala candidamente sobre uma amizade de longa data que se afastou com o passar do tempo, mas que nunca deixou de existir em meio a nostalgias bucólicas e uma celebração da vida.

9. “‘TIS THE DAMN SEASON”

Apostando nos ecos dissonantes da guitarra e do baixo, “‘tis the damn season” encontra espaço de sobra para colocar certas batidas panorâmicas em uma invernal e narcótica ambientação que recorda de tempos que não vão voltar mais – mas cujas consequências sempre são sentidas em uma determinada época do ano.

8. “CLOSURE”

É sempre interessante e chamativo quando artistas se afastam das tendências mainstream – e Taylor Swift faz isso com gloriosa cautela em “closure”. A faixa mistura o dream-wave com as dissidências apaixonantes do synth e o clássico piano de cauda, salpicando uma semi-balada midtempo a uma melancolia derradeira.


7. “LONG STORY SHORT”

O mundo da folktronica e da orquestra se fundem em “long story short”, um breve conto de um relacionamento que não deu certo por inúmeros motivos. Aqui, Taylor se lembra de como estava à beira do precipício, demorando para perceber que seu amante não era a pessoa certa e que, para o bem ou para o mal, ela evoluiu a partir de experiências nada positivas.

6. “CONEY ISLAND”, feat. The National

“coney island” traz Swift em uma de suas maiores declarações intimistas desde ‘Red’, com o diferencial de que não tem medo de mostrar sua vulnerabilidade. Sentindo-se sozinha, a canção performada ao lado da banda The National é um soturno retrato de alguém que partiu – e que não voltará tão cedo assim.

5. “CHAMPAGNE PROBLEMS”

Taylor sabe exatamente de que forma decide entregar suas belíssimas canções – e “champagne problems” não é um caso à parte. Enquanto restringe-se a uma linearidade fabulesca guiada pela repetição proposital do piano, a artista brinca com certas notas, as quais, eventualmente, fornecem a profundidade requisitada para um anthem tão catártico quanto este.

4. “COWBOY LIKE ME”

Misturando múltiplas camadas vocais em uma sutil rendição sobre amor e empatia, é bem provável que “cowboy like me” passe longe do radar mainstream – mas merece esse lugar na nossa singela lista por sua perfeição estética e por um deleite sonoro incrível (isso mencionar os poéticos versos dos quais Swift se vale para dar vida a seu conto).

3. “MARJORIE”

É difícil não se emocionar com a potência taciturna de “marjorie”. Um dos muitos ápices artísticos de Swift em Evermore, a faixa trata com carinho e com uma saudade imbatível Marjorie Finlay, falecida avó da performer que a encorajou a mergulhar no mundo da música. A própria cantora e compositora disse que Finlay a visita, ainda que em sonhos, para lhe dar inspiração e para segurar sua mão em momentos difíceis.

2. “WILLOW”

“willow” é a canção que abre a nova e inesperada era de Swift – e da melhor maneira possível. O lead single, um dos melhores das últimas décadas, se apoia no indie folk de uma maneira melódia, burlesca, incrustada com alegorias românticas e uma atemporalidade de tirar o fôlego.

1. “NO BODY, NO CRIME”, feat. HAIM

Taylor e country são uma combinação perfeita e, no momento em que ela resolve retornar para suas raízes, acerta em cheio. Em “no body, no crime”, a performer se une ao aclamado trio musical HAIM para uma narrativa movida pela guitarra e por uma atmosfera chocante que fala essencialmente sofre infidelidade.

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