Cerca de 46 anos atrás, chegava aos cinemas de todo o planeta um dos filmes mais divertidos da década de 70, um projeto que mudou o mundo dos musicais, de muita força dentro da liberdade artística, quase virando um conceito filosófico por meio do uso de arquétipos feitos para refletir e divertir. The Rocky Horror Picture Show, escrito e dirigido por Jim Sharman, baseado na obra homônima do escritor neozelandês Richard O’Brien, é atemporal, empolgante, que desmonta tabus até hoje.

O deboche e a arte como arma contra o conservadorismo

Na trama, conhecemos o casal Brad (Barry Bostwick) e Janet (Susan Sarandon), dois corações apaixonados que estão se guardando um para o outro. Certo dia, em uma estrada escura e com uma tempestade caindo sob suas cabeças, um problema com um dos pneus do automóvel que estavam os fazem pedir abrigo em um castelo que encontram no meio do nada. Nesse lugar conhecem um homem pra lá de excêntrico, uma espécie de cientista doidão, o Dr. Frank-N-Furter (Tim Curry) que através de um universo cheio de danças, apetite sexual, experiências e criações os apresenta a um novo mundo libertador em muitos sentidos.



Muito à frente de seu tempo e com a coragem que toda obra ousada deve ter

The Rocky Horror Picture Show fala sobre a liberdade sexual, os prazeres, a libido, um contrafluxo contra a maior parte de uma sociedade que obediente por si só gerou engessamentos do pensar, do agir, deixando a felicidade e o prazer sempre em segundo plano. É uma engenharia de loucura, pulsante, dançante, orquestrada por O’Brien e Cia que se aprofunda em entrelinhas para gerar seus pontos reflexivos.

Aproveite para assistir:

Os artistas se doam aos seus personagens, gerando uma intensidade e interação com o público poucas vezes vistas

Parece que estão em um teatro com uma plateia os assistindo, uma energia linda é sentida do lado de cá da telona. No elenco nomes consagrados hoje em dia como: Tim Curry e Susan Sarandon, além do outro protagonista interpretado por Barry Bostwick e com uma participação também do autor desse universo dançante, Richard O’Brien e seu inesquecível Riff Raff.



A cereja do bolo é a trilha sonora

Genial, é uma mistura de empolgação e rock and roll, as coreografias também são ótimas, gera risos fáceis e nos fazem mexer as pernas já nas primeiras batidas. Cenários coloridos, figurinos provocativos são elementos que acabam se completando dentro do liquidificador musical criado.

Atemporal, já teve milhares de sessões em comemoração

Algumas inclusive no saudoso Cine Joia em Copacabana. Com ingressos a preços populares, sessões lotadas sempre, onde o público ia caracterizado em homenagem aos personagens, cantando todas as canções da primeira à última, uma grande festa dos fãs com seus ídolos na tela. Afinal, essa é ou não é a certeza que a tela do cinema é mágica né?

 

Você que nunca viu esse musical, não sabe o que está perdendo, vai grudar nas suas memórias durante anos! Disponível na plataforma de Streaming do Telecine, é dar o play e se divertir!

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