Crítica | Ponte Aérea

Crítica | Ponte Aérea

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É muito difícil o cinema nacional se aventurar por outros gêneros que não a comédia. Temos poucos casos de filmes bem sucedidos que conseguem essa proeza, como ‘Tropa de Elite’ e ‘2 Filhos de Francisco’.

Às vezes, filmes maravilhosos e melhores que produções hollywoodianas, vide ‘O Lobo Atrás da Porta’ e ‘Gata Velha ainda Mia’, conquistam o público mas passam batidos no cinemas, por falta de divulgação, interesse e salas de cinema. É triste, mas é a realidade brasileira. Com isso, comédias chulas da Globo Filmes fazem milhões nas bilheterias, mesmo tendo qualidade duvidosa.

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Esse ‘Ponte Aérea’ entra para a lista das obras-primas nacionais, que demonstram como nosso cinema evoluiu e pode chegar na qualidade da indústria norte-americana. Com um roteiro conciso e muito bem desenvolvido, o romance dramático consegue tecer uma história realista sobre relacionamento, sem aquela fórmula clichê da fábula em que tudo tem o final feliz. Ele é seco, agridoce, verdadeiro.

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O filme é carregado nas costas pela atuação majestosa de Leticia Colin, que havia passado batido nos cinemas com ‘Bonitinha, mas Ordinária’. A atriz encanta e constrói uma personagem profunda: uma mulher bem-sucedida que não procura o amor, mas sim o sucesso. Mas infelizmente, o amor cruza seu caminho e altera todos os planos.
Caio Blat entrega uma atuação segura, mas longe de ser uma das melhores de sua carreira. Ele está apagado como o protagonista masculino.

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A história acompanha Bruno (Blat) e Amanda (Colin) se conhecem após terem um voo cancelado e serem colocados no mesmo Hotel. Amanda é uma jovem e bem-sucedida publicitária, Bruno é um artista plástico talentoso mas que se recusa a amadurecer. Apesar de serem bem diferentes, os dois sentem uma atração inexplicável um pelo outro e vivem um amor momentâneo.

As falas do roteiro lembram um pouco o filme ‘Closer – Perto Demais’, por destrinchar como funciona o relacionamento humano sem embelezá-lo. Julia Rezende, que dirigiu o sucesso comercial ‘Meu Passado Me Condena’, mostra que tem talento e é uma diretora de visão. Marquem esse nome.

Com uma trilha sonora saída diretamente dos 80, e tendo as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro como pano de fundo (as locações externas transformam as belas capitais em personagens da história, com uma fotografia louvável), este é um filme que merece ser assistido nos cinemas.

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Ponte Aérea’ encanta pela simplicidade de sua história, que aprofunda os personagens e mostra o ser humano como ele é: falho e encantador. É o cinema nacional mostrando o seu poder.


Cenas Pós-Créditos de Liga da Justiça


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