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Crítica | Misconduct

Quem abre o coração à ambição, fecha-o à tranquilidade. Em seu primeiro longa-metragem, o cineasta Shintaro Shimosawa tem a complexa missão de dirigir dois monstros sagrados do cinema. Misconduct, estrelado por Anthony Hopkins e Al Pacino, é um filme um pouco parecido com outros trabalhos do gênero, só que com alguns diferenciais nas composições dos personagens. O roteiro, assinado pela dupla Simon Boyes e Adam Mason, é estranhamente mentecapto.

Neste thriller dramático, conhecemos o ambicioso advogado Ben (Josh Duhamel), um homem que passa por uma crise no casamento por conta de uma tragédia que aconteceu. Sua mulher Charlotte (Alice Eve) é uma mulher gelada que praticamente vive no hospital onde trabalha. Certo dia, Ben encontra uma ex-namorada chamada Emily (Malin Akerman) que esconde informações confidenciais sobre o namorado, o bilionário Denning (Anthony Hopkins), que interessam o escritório de advocacia onde Ben trabalha, que é comandado por Abrams (Al Pacino). Assim, Ben acaba se metendo em uma trama misteriosa onde precisará tomar muito cuidado a cada nova revelação.

Misconduct, como um todo, é uma fita apenas regular. Exemplo de pontos positivos: vemos uma composição mais puxada para a realidade dos personagens, com destaque para o ambíguo Denning (Hopkins e sua eterna elegância em cena) e a quase robótica Charlotte, essa última muito bem interpretada pela atriz Alice Eve. Exemplo de pontos negativos: a falta de criatividade do roteiro para dar bons andamentos para as subtramas (que acabam sendo excessivas e atrapalham o entendido de parte da história), Josh Duhamel (infelizmente se perde em alguns momentos).

O longa-metragem, ainda sem data de estreia no circuito brasileiro, deixa a desejar. Mesmo quem curte filmes de suspense tende a se decepcionar bastante.

10 filmes que viram debate acalorado no grupo de amigos!

Sabe aqueles filmes que, a cada conversa com os amigos, rendem interpretações completamente diferentes? É justamente aí que mora um dos grandes encantos da sétima arte: provocar reflexões e despertar olhares únicos em cada espectador. Pensando em obras que instigam esse debate, selecionamos 10 produções para você assistir e tirar suas próprias conclusões:

 

A Mistake

Elizabeth (Elizabeth Banks) é uma experiente cirurgiã em um hospital de alta demanda nos Estados Unidos. Durante uma cirurgia de rotina, seu residente, Richard (Richard Crouchley), comete um grave erro sob sua supervisão. No dia seguinte, a paciente morre, e Elizabeth passa a enfrentar embates com a administração do hospital, o machismo escancarado, o sexismo e o peso da opinião pública.

 

A Origem

Com um roteiro eletrizante Christopher Nolan deixou os cinéfilos do mundo todo maravilhados com esse filmaço. Com o foco nas lembranças, com DiCaprio e um elenco competente, o filme nos leva a um final que gera polêmica e interpretações até hoje.

 

O Homem dos Sonhos

Na trama, conhecemos Paul (Nicolas Cage), um infeliz professor universitário, especialista em biologia do desenvolvimento, que um dia começa a aparecer nos sonhos de milhares de pessoas e logo viralizando após um artigo ser publicado. A peculiar situação mexe com toda sua controlada rotina e a de sua família, o fazendo ir do céu ao inferno, primeiro como um sonho, depois com a chegada dos reflexos dos pesadelos.

 

Mais Estranho que a Ficção

Lançado em 2006 com um ótimo elenco, o excelente Mais Estranho que a Ficção conta a curiosa história de um homem, que trabalha como auditor de imposto de renda e percebe estar dentro de uma história, onde é o protagonista. O roteiro é assinado por Zach Helm. Will Ferrell foi indicado ao Globo de Ouro pelo seu papel neste filme.

 

As Aventuras de Pi

Na trama, conhecemos o jovem Piscine que carinhosamente é chamado de Pi por todos ao redor. Uma lenda das aulas de matemática, o jovem indiano é pego pela curiosidade e se descobre praticante de três religiões, fato que o ajuda na maior aventura da sua vida: quando seus pais resolvem mudar de país, o adolescente precisa abandonar seu grande amor e se distanciar de seus poucos amigos rumo à uma terra nova e cheia de oportunidades. Seus pais possuem um zoológico e resolvem levar todos os animais juntos na viagem. Acontece que perto de chegar ao destino, acontece uma tragédia e Pi se vê em meio ao oceano com alguns deles. Com poucos recursos, usando toda sua inteligente e colocando em xeque sua fé, Piscine precisa enfrentar o grande desafio de sua vida e lutar pela sobrevivência.

 

O Predestinado

Na trama, conhecemos uma agente de viagens no tempo (Ethan Hawke) que precisa impedir que um criminoso extremamente perigoso cometa os atos que executou no passado. Para isso, passa por uma grande viagem no tempo para tentar mudar o rumo dessa história que é cheia de armadilhas e surpresas. Os quebra-cabeças contidos nessa trama são geniais, já no desfecho o público fica de boca aberta ao saber o destino dos personagens que aparecem na trama.

 

Batem à Porta

Na trama, conhecemos o casal Eric (Jonathan Groff) e Andrew (Ben Aldridge), que junto com a filha adotada Wen (Kristen Cui), estão indo para férias em uma casa isolada, próxima de um lago, uma espécie de cabana na floresta. Tudo ia bem por lá, até a chegada de um grupo de quatro estanhos, liderado por Leonard (Dave Bautista), que faz a família de refém com o propósito de que eles os ajudem a acabar com o apocalipse. Assim, em forte clima tenso, um jogo de argumentações que envolve o fim do mundo se torna o epicentro dessa história, onde decisões dolorosas se tornam iminentes.

 

A Avaliação

Mia (Elizabeth Olsen) e Aaryan (Himesh Patel) vivem em uma casa confortável num futuro que sofre com as mudanças climáticas que afetaram de forma preponderante a vida na Terra. Com o desejo de terem um filho, precisam passar por uma avaliação e assim são submetidos a situações peculiares pela avaliadora Virginia (Alicia Vikander).

 

Criaturas do Farol

Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily (Julia Goldani Telles) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael (Demián Bichir). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças.

 

Nove Dias

As filosofias do refletir sobre a existência. Filme de estreia do cineasta brasileiro radicado em Los Angeles, Edson Oda, Nove Dias é um longa-metragem com várias interpretações mas que se pensarmos mais basicamente mostra as aventuras da redescoberta existencial de um protagonista bastante curioso que nos apresenta um universo cheio de alternativas. Podemos definir como um criativo mergulho no universo espiritual que aborda questões sobre a vida a todos os instantes. Interessantíssimo trabalho de Oda.

 

Especial Halloween | 10 Astros que Começaram a Carreira em Filmes de TERROR!

Quem disse que o terror não abre portas? Além do gênero fazer a carreira de diversos diretores, produtores, roteiristas e atores, também serve como escada para grandes astros darem seus primeiros passos.

Aproveitando o gancho do mês que mais gostamos (como bons fãs de terror), o CinePOP resolveu fazer uma lista para o Dia das Bruxas com alguns dos maiores astros de Hollywood da atualidade, que começaram suas carreiras em filmes de terror. Vem conhecer e não esqueça de comentar.

Leonardo DiCaprio

Vencedor do Oscar por O Regresso (2016), DiCaprio é considerado um dos melhores atores de sua geração, e lançou este ano seu segundo trabalho ao lado do prestigiado diretor Quentin Tarantino, Era uma Vez em Hollywood. Voltando 28 anos no passado, DiCaprio era apenas um menino de 17 anos quando lançou seu primeiro filme nos cinemas. Trata-se de Criaturas, aquela obra cult do gênero, sobre seres alienígenas que são bolas de pelo e comem tudo em sua frente. Mas o ator não está presente no filme original, ou sequer em sua continuação. O longa com a participação de DiCaprio é o terceiro da franquia, que recicla a premissa diretamente de Poltergeist III (1988), com os monstrinhos atacando em um prédio de Los Angeles. O mais recente filme desta franquia, uma espécie de reboot, foi lançado este ano no mercado de vídeo.

Brad Pitt

Coprotagonista de DiCaprio em Era um Vez em Hollywood, e em cartaz nos cinemas com a ficção Ad Astra: Rumo às Estrelas, Brad Pitt tem três indicações ao Oscar como ator (12 Macacos, Benjamin Button e O Homem que Mudou o Jogo) e três como produtor (O Homem que Mudou o Jogo, A Grande Aposta), incluindo a vitória por 12 Anos de Escravidão. O astro não é estranho ao gênero, e podemos dizer que ganhou fama com o terror dramático Entrevista com o Vampiro (1994).

Até hoje, o ator continua disposto a dar sua visão para este tipo de filme, como em Guerra Mundial Z (2013), cuja continuação Pitt tenta tirar do papel há algum tempo. Mas voltando a seu início de carreira, o ator participou do slasher Assassinato no Colégio (Cutting Class, 1989), um filme rotineiro sobre um assassino solto num colégio, no qual temos que adivinhar qual dentre os personagens está realizando os crimes. Além do longa, no mesmo ano Pitt participou da série de Freddy Krueger (isso mesmo, você sabia dessa?), no episódio Rick. E em 1992, em outra série de terror, Contos da Cripta, no episódio King of the Road.

George Clooney

Colega de Pitt e seu parceiro na trilogia Onze Homens e um Segredo, e em Queime Depois de Ler, George Clooney é um dos maiores astros de Hollywood – igualmente um diretor estabelecido, com seis longas rodados em seu comando. Fora isso, Clooney possui 4 indicações ao Oscar como ator, incluindo a vitória por Syriana – A Indústria do Petróleo (2006), duas como roteirista, uma como diretor, e outra vitória como produtor (Argo, 2013). Mas em seu início de carreira no cinema, o terror fez parte de seu currículo – e não estamos nos referindo a Batman & Robin (1997).

Assim como Pitt, Clooney participou de um slasher passado em um ambiente de colégio, em De Volta à Escola de Horrores (1987), mas diferente do colega, não interpretou um estudante, mas sim um policial. Antes disso, no entanto, ele esteve no incomum musical de rock/terror Grizzly II – The Concert (1983), sobre um urso atacando num festival de música. Um dos mais lembrados, no entanto, é A Volta dos Tomates Assassinos (1988), terrir cult. Seu último trabalho no gênero foi o road movie/filme de vampiro, Um Drink no Inferno (1996), no qual trabalhou ao lado de gente como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez.

Paul Rudd

Nem só de Homem-Formiga e filmes da Marvel vive um ator. De fato, Paul Rudd já estava na estrada há muito tempo, mais conhecido por suas comédias, até ser convidado para se tornar um super-herói nos cinemas, bancado pela principal empresa do ramo na atualidade. No mesmo ano do sucesso As Patricinhas de Beverly Hills (1995), seu primeiro filme para o cinema, o ator enfrentou ninguém menos do que um dos maiores psicopatas mascarados que o cinema já viu: Michael Myers! Tá certo que em Halloween 6, Myers já não era mais o mesmo em termos de visibilidade e bilheteria, chegando no fundo do poço até o reboot em H20 (1998). De qualquer forma, quantos atores podem dizer ter dado uma surra no maníaco imortal – tirando Jamie Lee Curtis?

Kevin Bacon

E já que estamos falando de lendas do horror como Michael Myers e seu Halloween, nada mais justo do que seguir nesta linha por outras franquias icônicas do gênero. E aqui temos a que é provavelmente a mais famosa quando nos referimos a filmes slasher. Halloween começou tudo em 1978, mas foi sua imitação declarada, Sexta-Feira 13 (1980), que ficou com os louros. Nos anos 1980, não tinha pra ninguém em questão de rentabilidade em bilheteria, e o astro Kevin Bacon pode se gabar de que ajudou tudo a acontecer, ou quase. Bacon participou justamente do primeiro filme da franquia, mas infelizmente, ao contrário de Paul Rudd, não podemos dizer que ele enfrentou o grande assassino desta série, Jason Voorhees – quem já viu o filme sabe porque. Além deste, três anos depois, Bacon apareceria em O Exorcista do Demônio (1983), filme cara de pau que tentava surfar na onda de O Exorcista (1973), dez anos depois, lançado direto para a TV.

Johnny Depp

Ainda seguindo no terreno dos maiores ícones do terror da década de 1980, Freddy Krueger se junta a Jason e Michael Myers como a tríade maldita dos slasher. E adivinhem só, outro astro estava lá fazendo seu debute no início de tudo. No primeiro A Hora do Pesadelo (1984), do mestre Wes Craven, Freddy Krueger era introduzido à cultura pop, e tinha como uma de suas vítimas um Johnny Depp estreando nos cinemas aos 21 anos. Depp, que já foi indicado ao Oscar 3 vezes como ator (Piratas do Caribe, Em Busca da Terra do Nunca e Sweeney Todd), tem veia para o terror e vira e mexe brinca pelo gênero, como em obras como Ed Wood (1994), O Último Portal (1999), Enigma do Espaço (1999) e A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (1999), por exemplo. O ator, inclusive, fez uma participação em A Hora do Pesadelo 6 (1991).

Matthew McConaughey

Um dos atores mais talentosos da atualidade, vencedor do Oscar por Clube de Compras Dallas (2014), Matthew McConaughey é um artista que já viveu altos e baixos em sua carreira desde que surgiu para a sétima arte como a nova promessa de Hollywood, e o novo Paul Newman, em Tempo de Matar (1996). Em um de seus primeiros trabalhos como ator, no entanto, McConaughey também dividiu a tela com um psicopata de primeira, ninguém menos que Leatherface e sua família de canibais – da qual o ator inclusive fez parte, como um de seus membros.

O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno (1994), quarto filme da franquia iniciada por Tobe Hooper, no entanto, trouxe mais problemas do que alegrias para o astro. Acontece que os produtores, visualizando o astro que McConaughey se tornaria após o sucesso do aclamado Tempo de Matar, decidiram relançar este filme de terror nos cinemas, para lucrar em cima do starpower do ator. O astro não gostou nada da brincadeira, e com medo de se “queimar”, agora que era um intérprete sério, impediu legalmente o relançamento da obra tosca.

Viggo Mortensen

Na mesma linha seguiu Viggo Mortensen, ator três vezes indicado ao Oscar (Senhores do Crime, Capitão Fantástico e Green Book). Em um de seus primeiros trabalhos no cinema, ele viveu Tex, membro da família de psicopatas canibais em O Massacre da Serra Elétrica 3 (1990) – note como os membros desta família estão sempre sofrendo metamorfose e mudando de rostos. A franquia começou muito bem, como o cru e ultrarealista O Massacre da Serra Elétrica (1974), de Tobe Hooper, baseado nos crimes do assassino real Ed Gein. Mais de dez anos depois, pelas mãos do mesmo Hooper, a continuação seguia de forma inusitada, se tornando uma ópera trash sem precedentes e divertidíssima. Depois, foi só ladeira abaixo quando os produtores viram potencial na coisa e a ambição falou mais alto. E neste terceiro episódio, a coisa já não era mais tão criativa e inspirada.

Tom Hanks

Aposto que essa vocês não sabiam! O que falar de Tom Hanks? O grande ator é um dos únicos (ao lado apenas do lendário Spencer Tracy) a manter o recorde de uma vitória consecutiva (dois anos seguidos) na categoria de melhor ator principal do Oscar – Filadélfia (1994) e Forrest Gump (1995). E este ano, Hanks pode voltar aos holofotes de premiações, segundo os críticos, pelo drama A Beautiful Day in the Neighborhood, biografia do apresentador Fred Rogers. Além do lado como ator dramático, o que muitos conhecem é o Hanks das comédias de início de carreira, vide Quero Ser Grande (1988) e Meus Vizinhos São um Terror (1989) – filme que brinca com o gênero do horror.

O que muitos não devem saber, no entanto, é que antes de A Última Festa de Solteiro (1984) ou sequer Splash (1984), seus primeiros longas de sucesso, Tom Hanks marcou presença no terror Noivas em Perigo (He Knows You’re Alone, 1980), seu primeiro trabalho como ator. Na trama, uma noiva é perseguida por um serial killer que só mata mulheres que estão para se casar – soa como inspiração para a série brasileira As Noivas de Copacabana (1992).

Harrison Ford

Outro astro associado ao cinema de ação, e com alguns dos maiores sucessos do cinema, ou filmes cult, vide as franquias Star Wars e Indiana Jones, ou Blade Runner. No entanto, um longa obscuro está escondido na filmografia do astro. E não apenas isso, no mesmo ano de Guerra nas Estrelas (1977), filme que surge como divisor de águas na carreira de Harrison Ford, um longa feito para a TV estreava. Trata-se de The Possessed, e pelo título você já pode imaginar, certo? Sim, este foi mais um filme na onda da febre de exorcistas e possessões demoníacas, que viraram tendência na época devido ao sucesso estrondoso do filme indicado ao Oscar O Exorcista (1973). A diferença aqui é que a trama se passa num colégio só para meninas.

Bônus:  Jim Carrey

Um dos maiores astros da década de 1990, Jim Carrey chegou a ganhar US$20 milhões de cachê por filme, após o sucesso estrondoso das produções que lançou em 1994, vide Ace Ventura, O Máskara e Débi & Loide. A carreira do ator, obviamente, ficou marcada pela comédia, gênero que sempre dominou – embora atualmente esteja investindo bem mais no drama. Um dos primeiros trabalhos de Carrey no cinema tinha o pé no horror (embora também tenha muito de humor). Trata-se de Procura-se Rapaz Virgem (1985), filme de vampiro diferente. Na história, Carrey é um rapaz tímido, que não costuma se dar bem com as moças. Ele acidentalmente conhece uma mulher mais velha e rica, por quem se apaixona e começa um tórrido caso de amor. Ele apenas não sabe que ela (papel da estonteante Lauren Hutton)  é na verdade uma vampira senhora das trevas, em busca de seu sangue.

Bônus 2: Jack Black

Sucesso em sua apresentação no Rock in Rio deste ano com sua banda Tenacious D, Jack Black é outro ator que ficou marcado no cinema por suas comédias – quase todas fazendo uso de muito rock n’ roll, ritmo musical presente em sua veia. Quando ainda tentava se estabelecer como ator, realizando participações em diversos filmes (antes de ganhar notoriedade), Jack Black participou da sequência de um terror dos anos 1990 conhecido e bem sucedido. Este não foi um de seus primeiros projetos, no entanto, pelo contrário. Quando atuou em Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (1998), no papel de um funcionário maconheiro do hotel onde os protagonistas vão passar férias nas Bahamas, Black já tinha créditos em filmes como O Pentelho (1996), Marte Ataca! (1996) e O Chacal (1997). Curiosamente, ele aqui participa de forma não creditada.

As PIORES Decisões de Roteiro para as Sequências Famosas do Cinema

Um filme só recebe continuação se fizer sucesso minimamente. É este sucesso que irá ditar se um filme é digno para ter sua história continuada. Por isso, muitas vezes ficamos nos perguntando por que determinado filme, mesmo deixando a porta aberta para isso, não recebeu uma sequência. A resposta é sempre: ele não fez sucesso suficiente.

Por outro lado, na Hollywood atual, se um filme se torna um estrondo na bilheteria, certamente será dado a ele o sinal verde para que ganhe a tão almejada “parte dois”. Mas para muitos, é aí que vem a parte mais difícil: fazer uma continuação à altura do original.

Nessa nova matéria iremos abordar um fato curioso em sequências de produções de sucesso: as piores decisões narrativas para continuar uma história adorada. Pode ser um detalhe na trama, o destino de algum personagem ou a história central. Confira abaixo.

Indiana Jones e a Relíquia do Destino (2023)

A franquia ‘Indiana Jones’ sempre foi sinônimo de aventura matinê, de humor e de positivismo. Até mesmo em seu episódio mais sombrio (‘O Templo da Perdição’), ainda tínhamos o espírito de alegria e diversão. Então, os fãs ficaram se perguntando de quem foi a ideia de criar o filme mais deprimente e para baixo de toda a saga. Sabemos que o herói está na terceira idade, mas precisava de um teor tão melancólico?

Digam o que quiserem de ‘O Reino da Caveira de Cristal’, mas pelo menos lá ainda tínhamos a energia triunfante, as gags e um clima mais despretensioso, que é o que sempre deu forma a tais filmes. O último filme do herói o apresenta como um velho ranzinza, solitário, deprimido, separado, e ainda mataram seu filho (apenas para dar cabo de Shia LaBeouf). De quebra a parceira de aventuras é sua afilhada mau caráter, que não vale nada e vive tentando trapacear o padrinho idoso.

A Relíquia do Destino’ é sem dúvida o filme mais deprimente da franquia, totalmente o oposto do que todos os fãs esperavam ver da despedida de um dos maiores heróis da sétima arte. Uma pena.

Coringa: Delírio a Dois (2024)

 

É claro que tínhamos que falar sobre ele. Mesmo os que não gostaram do primeiro ‘Coringa’, como este que vos fala, reconhecem o acontecimento inflamatório que se tornou a obra. Apoteótico, o filme tem em seu cerne a luta de classes – e faz boa companhia a produções lançadas no mesmo ano, como ‘Parasita’ e ‘Entre Facas e Segredos’. O que os três possuem em comum é a desmistificação dos poderosos e a ascensão, seja por quais os meios, das classes menos favorecidas.

O primeiro ‘Coringa’ em seu discurso tentava justificar os atos de um dos vilões mais famosos da cultura pop, e apontava: “essa é a razão para ele ser assim”. No filme, ele era uma vítima da sociedade, de uma máquina que sempre o massacrou, e agora ele revidava. As reclamações de quem não gostou parecem ter chegado aos ouvidos do diretor Todd Phillips, que na continuação decidiu reverter o quadro. Mas da pior forma possível.

O maior problema de ‘Delírio a Dois’ foi a sua ousadia. Foi diminuir o escopo da grandiosidade do original. É doido pensar que o primeiro custou US$55 milhões e tínhamos toda uma cidade e a sensação de estarmos nos anos 70. O segundo custou US$190 milhões e ficamos restritos a uma prisão, um tribunal e alguns cenários que representam os delírios do protagonista. Já pensou pagar para ver um filme e receber apenas alucinações que se passam na cabeça do personagem?

Alien³ (1992)

O problema da maioria das terceiras partes de uma trilogia é: geralmente são o pior capítulo. E com a saga espacial ‘Alien’ não foi exceção. O primeiro ‘Alien’ aterrorizou o mundo inteiro, e elevou a ficção científica e o terror a um novo patamar. Sete anos depois, o impensável acontecia, e James Cameron conseguia confeccionar uma sequência maior em todos os sentidos, adicionando bastante ação. Resultado: a maioria considera ainda melhor.

Assim, se tornava uma tarefa quase impossível elevar ainda mais o “sarrafo”. Por anos, o terceiro Alien se viu no “inferno dos desenvolvimentos”, mudando sua história, contratando e demitindo roteiristas e diretores. Até que David Fincher assumiu o cargo. Semelhante ao último ‘Indiana Jones’, ‘Alien³’ é o filme mais deprimente, sombrio e sem esperança da franquia.

Um filme que pega tudo o que de bom que havia sido construído anteriormente, incluindo os personagens, e joga pelo ralo nos primeiros minutos. A heroína está presa num planeta prisão. Todos os personagens são parecidos (de cabeça raspada e com a mesma vestimenta), se tornando difícil identifica-los entre si. E logo ficamos sabendo que a protagonista não possui muito tempo de vida. Ou seja, não existe salvação aqui. Simplesmente o fundo do poço.

Rocky V (1990)

O primeiro ‘Rocky’ é considerado por muitos uma obra-prima, um dos melhores filmes de esporte de todos os tempos, e levou o Oscar de melhor filme em 1977. A partir do terceiro, a franquia entrava na cultura pop de vez, adicionando bastante diversão e entretenimento como somente os anos 80 eram capazes. A saga deixava de lado a seriedade e abraça um tom quase cartunesco. O auge da franquia, sem dúvida, foi ‘Rocky IV’ (1985), uma luta não apenas de dois boxeadores, mas de dois países inteiros antagonistas na Guerra Fria: EUA e Rússia (União Soviética).

Por mais piegas e repleto de clichê que ‘Rocky IV’ seja, ele é também o ápice da franquia, o mais empolgante e que ainda hoje guarda algumas das cenas mais memoráveis de todas quando falamos no “garanhão italiano”. Justamente por isso, o russo Ivan Drago se tornou a face do desafio supremo, e retornou em ‘Creed II’. Então, qual seria o passo a seguir no próximo capítulo da saga. Na opinião de Sylvester Stallone na época: uma volta às origens.

Rocky estaria pobre de novo, precisaria voltar ao velho bairro, e se tornaria treinador de um novo campeão. Rocky não sobe aos ringues nesse, e a luta é nas ruas entre o mentor e o pupilo. As ideias aqui seriam melhor aproveitadas em ‘Creed – Nascido para Lutar’. Ainda mais levando em conta que Stallone ainda tinha idade para subir no ringue, e o fez ainda mais velho em ‘Rocky Balboa’ (2006), essa sim uma belíssima homenagem de despedida da franquia.

Rambo – Até o Fim (2019)

Continuaremos a falar de Sylvester Stallone. As maiores franquias do astro da ação, sem dúvida, são ‘Rocky’ e ‘Rambo’. E os episódios mais decepcionantes de ambas estas franquias são ‘Rocky V’ e ‘Rambo: Até o Fim’.  No fim dos anos 2000, Sly havia conseguido um desfecho satisfatório para ambas estas franquias com ‘Rocky Balboa’ e ‘Rambo IV’ – uma despedida em alto estilo para os personagens. O principal é que a essência de ambos foi respeitada, em dois filmes emotivos e repletos de adrenalina ao mesmo tempo.

Para continuar ‘Rocky Balboa’, Stallone se tornou coadjuvante e confiou em um jovem diretor bem talentoso (Ryan Coogler) em ‘Creed’. Talvez esse fosse o caminho a seguir com ‘Rambo’ também, passar a tocha na frente e atrás das câmeras. Stallone não dirigiu o último ‘Rambo’, mas escreveu e protagonizou. O filme, porém, poderia ser qualquer outro de ação do repertório do ator, e se não disséssemos que leva o título Rambo, poucos o identificariam como tal.

Os filmes de Rambo são sobre guerra e possuem um grande escopo. Até mesmo no primeiro, uma cidade inteira é tomada numa “guerra de um homem só”, com direito a cenas de ação impressionantes, como um salto das rochas, uma queda de helicóptero, uma fuga de motocicleta e uma colisão de caminhão. Neste quinto filme, sentimos uma escala muito menor, num filme mais intimista, que não reflete em nada o espírito de Rambo. O ápice acontece dentro de uma fazenda, com o personagem criando armadilhas no estilo ‘Esqueceram de Mim’, para pegar meia dizia de mexicanos de um cartel.

Batman vs Superman – A Origem da Justiça (2016)

Terminando a matéria, temos um último item de uma franquia que já nasceu morta. Infelizmente. O universo DC no cinema nunca exibiu a melhor das formas. Filmes como ‘Superman – O Retorno’ (2006) e ‘Lanterna Verde’ (2011) tentaram ser o início de suas próprias franquias, para depois expandir tal universo, mas nenhum dos dois teve sucesso. O início oficial do chamado DCEU seria com ‘O Homem de Aço’ (2013), um novo reboot do Superman, que nem de longe foi um filme unânime.

A pressa de se equiparar ao que a Marvel vinha fazendo no cinema, terminou se tornando um desespero que atropelou os fundamentos básicos de qualquer construção. A empresa rival havia solidificado seus alicerces em filmes solo de personagens que serviram como base para o projeto maior e mais ambicioso. A Warner, por outro lado, correu direto para o projeto mais ambicioso. No caso, colocou todas as suas aspirações e pretensões em ‘Batman vs. Superman’, a continuação de ‘O Homem de Aço’. Esse era apenas o segundo filme da casa. Em contrapartida, a Marvel precisou de cinco filmes antes de criar o evento que foi ‘Os Vingadores’ (2012).

Para termos uma ideia, ‘Batman vs. Superman’ possui pelo menos três filmes em um só. Se o estúdio tivesse tido calma, poderia ter erguido seu império de forma mais adequada. O blockbuster poderia se concentrar no título ‘Batman vs. Superman’ e esquecer o subtítulo ‘A Origem da Justiça’ para uma eventual continuação. A introdução do Batman de Ben Affleck e sua rivalidade e eventual guerra contra o Superman já seria assunto o suficiente para encher um blockbuster, ainda mais introduzindo também o Lex Luthor de Jesse Einsenberg para tocar lenha nessa fogueira.

Um terceiro filme do Homem de Aço, aí sim poderia ser ‘A Origem da Justiça’, com a introdução da Mulher-Maravilha de Gal Gadot e os outros membros, que levaria diretamente ao filme da ‘Liga da Justiça’. E só depois a história envolvendo ‘A Morte de Superman’, com a introdução do monstro Apocalypse – que por si só merecia um filme próprio.

Crítica | Um Homem entre Gigantes

Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente. Depois do mediano JFK, a História Não Contada, o cineasta Peter Landesman volta às telas de cinema, dessa vez, para contar uma história polêmica que envolve uma impactante descoberta da medicina e uma grande potência organizacional. Concussion, que no Brasil será Um Homem Entre Gigantes, é um ótimo drama que possui em suas atuações seus grandes pilares, principalmente de Will Smith na pele do carismático protagonista. De ponto negativo, a subtrama que mostra o relacionamento do protagonista com sua esposa é bastante rasa, o calcanhar de Aquiles da produção, praticamente não acrescenta nada para a trama.

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Ao longo dos 123 minutos de projeção, vamos acompanhando um médico nigeriano chamado Bennet Omalu (Will Smith) que mora nos Estados Unidos faz anos, e que após um exame em um ex-jogador de futebol americano, descobre a encefalopatia traumática crônica (ETC) que, segundo os estudos realizados, muitos jogadores de futebol americano já tiveram, tem ou terão. Tentando alertar outros jogadores e a toda uma sociedade que idolatra o esporte, o médico, com a ajuda de outros profissionais que acreditam nesses estudos, resolve publicar um artigo em uma prestigiada revista científica. Assim, compra uma briga com uma potência de instituição esportiva, a NFL. Com a ajuda de sua recente esposa e dos amigos que acreditam em seu trabalho, Bennet lutará por tudo aquilo que acredita.

Se você sabe, você deve seguir adiante. O longa-metragem não deixa de ser uma grande caminhada de decepção de um homem contra o país que vive. Cheio de princípios e muito competente na sua área de atuação, o Doutor Bennet Omalu começa a ter momentos de reflexão sobre toda sua caminhada, seus sonhos de morar na América e a de muitos profissionais ao seu redor, a partir do momento que se vê muito pressionado por conta de sua descoberta que abala uma instituição mundialmente conhecida e multimilionária.

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Will Smith está fantástico. Sem dúvidas sua melhor atuação em um longa-metragem nos últimos anos. Seu inspirador personagem emociona e transparece uma verdade comovente. Outro que está excelente é o camaleão incansável Alec Baldwin, que interpreta o Dr. Julian Bailes peça importante do quebra-cabeça da trama.

Este belo filme, que dá uma baita cutucada no esporte mais popular dos Estados Unidos, promete agradar crítica e público.

10 filmes para assistir no silêncio e sair transformado!

Há filmes que nos conduzem por camadas tão profundas que, ao final, sentimos ter compreendido mais sobre a sociedade que nos cerca – e até sobre nós mesmos. Essas obras, capazes de prender nossa atenção do início ao fim, nos embarcam em jornadas ricas de autoconhecimento. Se você aprecia histórias que exploram questões existenciais com intensidade e sensibilidade, esta lista é feita para você!

 

Joe Bell

Na trama, conhecemos Joe Bell (Mark Wahlberg), um homem atingido por uma enorme tragédia. Seu filho mais velho Jadin (Reid Miller) cometeu suicídio após uma série de situações constrangedoras que passou provocado pelo preconceito de muitos por ele ser gay. Buscando reunir forças nesse momento tão difícil para qualquer pessoa, ele resolve botar em prática um projeto onde vai caminhar por diversos estados norte-americanos conscientizando a população sobre o bullying.

 

Querida Zoe

A tristeza do antes e o conseguir lidar com o depois. Lá em 2022 chegava em alguns cinemas pelo mundo um filme que possui no tripé: culpa, luto e tragédia elementos que andam acoplados num mesmo presente. A representação disso tudo chega numa desconstrução de uma jovem que se vê patinando nas referências que possui. Querida Zoe, adaptação de um livro homônimo escrito pelo romancista norte-americano Philip Beard, basicamente pode ser definido como um drama que nos leva até a história de um alguém que se vê num céu nublado sem saber como sair dele.

 

Cosas Imposibles

Tem muitos filmes interessantes escondidos no catálogo da Prime Video. Cosas Imposibles é um deles. Passando por fragmentos de uma construção da solidão, as marcas de um passado que atingem o presente conhecemos dois personagens, completamente opostos que embarcam em uma jornada da vida real e suas descobertas. Na trama conhecemos Matilde (Nora Velázquez) uma mulher mais velha que recentemente ficou viúva. Sem conseguir se desprender de lembranças ruins e precisando procurar emprego pra sobreviver, acaba se aproximando de Miguel (Benny Emmanuel), um jovem que está num caminho sem direção. Assim, encarando as consequências de atos que se somam, uma amizade nasce e traz muitas lições.

 

Un Actor Malo (Bad Actor)

Na trama, durante um dia cheio de reviravoltas, conhecemos Daniel (Alfonso Dosal) e Sandra (Fiona Palomo), dois artistas com bom relacionamento fora das câmeras que estão rodando um filme. Numa das cenas, Sandra acusa Daniel de má conduta, desencadeando uma série de situações. Ela vai em busca de apoio jurídico para uma denúncia, enquanto a produção do filme tenta contornar a situação. Ao longo dessa jornada, as consequências são mostradas de várias formas, chegando até mesmo ao circo midiático que logo se mostra presente.

 

Puppy Love

Entregando a mistura de romance e comédia, dentro de um recorte dramático sobre conflitos emocionais, Puppy Love nos apresenta um homem recluso, com dificuldades em socializar, que acaba adotando uma cachorrinha. Paralelo a isso, conhecemos uma mulher independente, solteira que acaba encontrando um cachorrinho perdido na rua. Após se encontrarem por um aplicativo, essas duas almas embarcarão em uma jornada de descobertas sobre o amor.

 

Minari

Na trama, conhecemos Jacob (Steven Yeun) e Monica (Yeri Han), um casal descendentes de coreanos com raízes nos Estados Unidos que estão de mudanças em busca de sonhos em uma terra de oportunidades junto com seus dois filhos Anne (Noel Cho) e David (Alan S. Kim), esse último possui um problema no coração. Chegando lá, as primeiras dificuldades aparecem, a questão da água, da terra… Jacob tem um grande sonho, de ter um enorme jardim onde cultivará vegetais coreanos, só que os obstáculos chegam e colocam seu casamento em risco. Mas a chegada da avó Soonja (Youn Yuh-jung), mãe de Monica, pode adicionar mais algum tempero positivo ou não para essa história.

 

A Música da Minha Vida

Na trama, dirigida pela cineasta queniana Gurinder Chadha (do bom Driblando o Destino) o longa-metragem nos mostra o retrato da adolescência conturbada e criativa de Javed (Viveik Kalra) que vive com os pais descendentes de paquistaneses na Inglaterra no final da década de 80. Muito dedicado ao estudo mas sem muitos amigos e não aproveitando a vida como deveria por conta de costumes de sua família, certo dia ganha uma fita k7 de um músico que faz muito sucesso no mundo chamado Bruce Springsteen. As canções do ‘chefe’ começam a fazer sentido na vida de Javed e impulsionado pela força dessas letras começa a realizar uma grande revolução em sua vida.

 

Canola

Na trama, conhecemos uma carismática vovó (interpretada brilhantemente pela atriz Yuh Jung Youn) que vive seus dias de inverno frio ao lado de sua neta pequena em um pequeno vilarejo no interior da Coréia do Sul. Durante um passeio a uma feira, a netinha se perde da vovó, deixando essa última com uma profunda tristeza. Após mais de uma década, uma jovem reaparece dizendo ser a neta perdida da vovó. Assim, como se voltassem no tempo, as duas vão tendo uma relação de afeto e esperança.

 

A Rota Selvagem

Na trama, exibida no Festival de Toronto de 2017 e no Festival do Rio, acompanhamos a história de Charley (Charlie Plummer), um adolescente de 15 anos que mora com o pai solteiro em Portland. O jovem vive em uma casa humilde e acaba conseguindo trabalho, uma espécie de emprego de verão, como treinador (ou ajudante) de cavalos. Aos poucos vai gostando muito desse trabalho e fica próximo de um dos cavalos de corrida chamado Pete. Quando Pete acaba sendo enviado para ser sacrificado no México, Charley, em um impulso inconsequente resolve fugir com o cavalo.

 

Crupiê – A Vida em Jogo

Na trama, conhecemos Jack Manfred (Clive Owen), um homem que tenta conseguir um grande chance em uma editora no sonho de escrever um best-seller. Com muito tempo para escrever mas com a grana curta, devendo inclusive o aluguel para a namorada Marion (Gina McKee) que mora com ele, recebe uma ligação certo dia de seu pai, um malandro que mora na África do Sul que conseguiu para Jack um emprego como crupiê em um cassino em Londres. Jack aceita o serviço e começa a trabalhar no lugar. Lá conhece os funcionários, os jogadores e conforme vai gostando da nova profissão acaba atraindo conflitos para seu presente mas que podem servir como variáveis importantes para seu próximo livro.

 

As 10 Melhores Adaptações de obras de Stephen King para o cinema

Neste fim de semana estreia de forma mundial o terror Doutor Sono, nova adaptação para os cinemas de uma obra literária do mestre do gênero, Stephen King. Desde o fim dos anos 1970, o autor vê seus livros e contos serem transformados em filmes, e a cada nova década o número de produções só aumenta. Além disso, King começou a escrever diretamente para o audiovisual, com roteiros originais, e até mesmo se embrenhou na direção.

Já são mais de 300 adaptações de textos do autor, entre longas, curtas, minisséries, filmes para a TV e séries.

Com o sucesso de It: Capítulo 2 este ano, e o vindouro lançamento de Doutor Sono, o CinePOP resolveu homenagear novamente este verdadeiro mestre que é Stephen King, listando em uma nova matéria as 10 melhores adaptações para o cinema de obras suas – incluindo Doutor Sono (cuja crítica você confere abaixo).

Crítica | Doutor Sono agradará em cheio aos fãs de ‘O Iluminado’, tanto do livro quanto do filme

Vale dizer que algumas obras que gostamos muito infelizmente ficaram de fora, então aqui vão algumas menções honrosas: O Nevoeiro (2007), Creepshow (1982), Lembranças de um Verão (2001), O Aprendiz (1998), 1408 (2007), Janela Secreta (2004), Jogo Perigoso (2017) e Christine (1983).

Se prepare para algumas surpresas e alguns bônus. Vem conhecer.

Ps. Como sempre, para termos uma lista mais democrática, nossas escolhas foram baseadas nas suas. Assim, recolhemos a opinião do grande público para formular nossa matéria.

It: Uma Obra-Prima do Medo e as Minisséries de Stephen King

10 | Na Hora da Zona Morta (1983)

Quando o autor é bom, cineastas talentosos correm atrás da possibilidade de dirigir seus textos. E com King ocorre justamente isto, tendo sido adaptado para o cinema por verdadeiros gênios da sétima arte. Aqui, começamos a lista com um deles: David Cronenberg, diretor de clássicos como Scanners (1981) e A Mosca (1986).

Na trama, um homem simples (papel de Christopher Walken), com a vida encaminhada, se envolve num acidente de carro e fica em coma por anos. Quando acorda, descobre que possui o dom sobrenatural de ver o passado ou o futuro de todas as pessoas em que toca. Então, ele começa a usar suas visões para ajudar as pessoas. A ideia foi transformada numa série de TV anos depois, intitulada O Vidente, e ficou no ar de 2002 a 2007, com Anthony Michael Hall no papel principal.

09 | It: A Coisa (2017)

Todos concordam sobre duas coisas em relação a esta adaptação do “tijolo” de Stephen King. Ela é bem melhor que sua contraparte da década de 1990, adaptada na forma de uma minissérie para a TV em dois episódios (mesmo que adoremos a performance de Tim Curry como o palhaço Pennywise). E também é melhor do que sua continuação lançada este ano. Tudo bem que os recentes longas precisam ser vistos como um só, mas foram gravados de forma separada e estrearam com um hiato de dois anos.

Esta primeira parte, com o clube dos perdedores ainda criança, é a mais satisfatória adaptação que leva o título It. Isso se deve muito ao carisma das crianças, e a humanidade empregada em seu desenvolvimento – coisa que ficou de fora na continuação, com suas versões adultas sem o mesmo charme (mesmo contando com as presenças dos sempre interessantes James McAvoy e Jessica Chastain). Até mesmo o desempenho de Bill Skarsgard como o palhaço Pennywise sofreu na continuação em detrimento a seu estupendo retrato no primeiro filme.

08 | Eclipse Total (1995)

Uma das adaptações mais subestimadas de uma obra de King – e uma das melhores – Dolores Claibrone (em seu título original) merece mais atenção. Bom ver que o grande público tratou de lhe fazer justiça. Aqui temos talento espalhado para dar e vender. A direção é de Taylor Hackford (indicado ao Oscar por Ray), e o roteiro tem adaptação de Tony Gilroy (duplamente indicado ao Oscar pelo roteiro e direção de Conduta de Risco).

O elenco traz Kathy Bates em sua segunda obra protagonizando um texto de King, após a vitória no Oscar por Louca Obsessão. Aqui, ela vive uma mulher acusada de matar sua velha patroa. Sua filha, papel de Jennifer Jason Leigh, uma jornalista da cidade grande, retorna à sua cidadezinha para ajudar a inocentar a mãe.

07 | Carrie, A Estranha (1976)

Este não poderia faltar na lista. Carrie é importante por vários motivos. Foi o primeiro livro escrito por Stephen King (em 1974) e seu primeiro livro adaptado ao cinema. Segundo, foi o primeiro filme de sucesso do prestigiado diretor Brian De Palma. E terceiro, o que poucos devem saber ou lembrar, indicou ao Oscar suas duas protagonistas femininas: Sissy Spacek (que vive a protagonista Carrie) – alavancando sua carreira – e Piper Laurie (que interpreta sua mãe  religiosa).

A trama todos conhecem bem, uma menina tímida e introvertida, criada de forma abusiva por sua mãe fanática, começa a desenvolver poderes telecinéticos ao adentrar na puberdade. Ao sofrer bullying no colégio, as coisas tomam proporções trágicas. Carrie possui uma ideia muito frutífera, justamente por isso, rendeu outras adaptações. A primeira e mais caça-níquel foi uma sequência direta deste filme, lançada em 1999 com o título de A Maldição de Carrie (sem qualquer envolvimento de King). Depois veio uma refilmagem para a TV em 2002, e finalmente um remake cinematográfico lançado em 2013, com Chloe Grace Moretz como Carrie, e Julianne Moore como sua mãe.

06 | Doutor Sono (2019)

Este filme recente está em posição alta na lista? Está! Ainda é muito cedo para classificá-lo como tal? Talvez. O que importa é que o público falou, e quem já pôde conferir o longa, afirma que ele é esse borogodó todo sim! Estaremos diante de um novo clássico? O novo It: A Coisa? Bem, a partir desta quinta-feira todos poderemos conferir. Vale ressaltar, no entanto, que com mais gente assistindo, comentando e avaliando o filme, seu conceito poderá cair ou quem sabe até mesmo aumentar.

Esta é a continuação do clássico imortal O Iluminado (1980), que King lançou na forma de livro em 2013. Na trama, acompanhamos o menino Danny crescido, na pele de Ewan McGregor, depois do grande trauma ocorrido no hotel Overlook. Desta vez, ele encontra uma menininha com o mesmo dom “iluminado” que ele, e precisa protegê-la de um culto que se alimenta de tal energia para permanecer imortal. A direção é de Mike Flanagan (que também adaptou o roteiro), um dos grandes nomes do terror atual, tendo comandado a primeira temporada da elogiadíssima A Maldição da Residência Hill, e inclusive outra adaptação de King: Jogo Perigoso (2017).

05 | Louca Obsessão (1990)

Chegamos a um dos grandes favoritos dos fãs, e pessoal deste que vos fala. O cineasta Rob Reiner já havia dirigido uma adaptação de King, com Conta Comigo, e retornou para um filme bem mais intenso. Como dito, Kathy Bates levou o Oscar de melhor atriz por seu retrato da psicopata Annie Wilkes, uma das melhores vilãs da história do cinema. Esta é uma história simples, sem elementos sobrenaturais, que se comporta muito como uma peça de teatro, com basicamente dois atores durante a projeção e um único cenário de uma casa. Não por acaso, foi adaptado aos palcos da Broadway em 2015, com Bruce Willis e Laurie Metcalf nos papeis principais.

Aqui, King satiriza seus fãs obcecados, e conta a história de um autor bem sucedido (papel de James Caan) buscando novos ares, e sua “maior fã”, a enfermeira desequilibrada Wilkes. Quando o sujeito se envolve num acidente de carro devido a nevasca, a mulher o resgate e o acolhe em sua casa. E este encontro está eternizado como um dos melhores suspenses já produzidos.

04 | Conta Comigo (1986)

Por falar em Rob Reiner, aqui o diretor fazia sua estreia pelo universo de Stephen King. É curioso que os dois filmes dirigidos pelo cineasta não possuam teor sobrenatural, tão costumeiro nas obras do escritor. Ao contrário do item acima, um suspense de gelar a espinha, o debute de Reiner pelo “Kingverse” foi num coming of age (uma história de amadurecimento) doce e por vezes amarga. O longa foi indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado e está entre os filmes preferidos do grande público de todos os tempos.

Na trama, quatro pré-adolescentes, vividos por Wil Wheaton, Corey Feldman, Jerry O’Connell e o saudoso River Phoenix (irmão de Joaquin Phoenix), decidem partir numa jornada para achar o corpo de um menino de sua cidade, no caminho se metendo em aventuras inesquecíveis. Assim como no clube dos perdedores, esta história é contada através de flashback, com um deles relembrando sua época de infância.

03 | O Iluminado (1980)

Segunda adaptação de uma obra de Stephen King ao cinema, depois do sucesso de Carrie, este longa conseguiu ser ainda mais cultuado, considerado um dos melhores filmes de terror de todos os tempos. O título não é à toa, já que na direção temos a presença de Stanley Kubrick, um dos melhores diretores de todos os tempos. O poder do texto de King foi tanto que conseguiu despertar o interesse de um cineasta do porte de Kubrick, que nesta altura já havia assinado obras de prestígio vide Spartacus (1960), Doutor Fantástico (1964), 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968) e Laranja Mecânica (1971).

O curioso é que existe pelo menos uma pessoa no mundo que não gosta nada desta adaptação. O próprio King. Acontece que Kubrick mexeu em muita coisa do texto do autor, descaracterizando seu livro. Bem, segundo as más línguas, o diretor na verdade aprimorou o trabalho. Mas o escritor é irredutível, e diz que a verdadeira e melhor adaptação de sua obra é a minissérie lançada para a TV em 1997, com Rebecca De Mornay e Steven Weber. Tá bom, né.

02 | À Espera de um Milagre (1999)

Número 29 entre os melhores filmes de todos os tempos na opinião do grande público, The Green Mile (no original) marca o segundo longa dirigido pelo cineasta Frank Darabont baseado num texto de King. E reparem que eu disse longa, porque a primeira adaptação de uma obra do escritor (um conto) dirigida por Darabont foi o curta The Woman in the Room, de 1984, sobre uma mulher doente terminal incapaz de morrer. O diretor voltaria no comando de O Nevoeiro (2007), primeiro terror que adapta de King.

Na trama, Tom Hanks interpreta um agente carcerário no corredor da morte de uma prisão do interior na década de 1930. No meio do relacionamento com os guardas e os prisioneiros, a vida de todos será mudada após no local chegar o gigante John Coffey (papel indicado ao Oscar de Michael Clarke Duncan), que possui o estranho dom da cura. O longa recebeu ainda as indicações ao Oscar de melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor som.

01 | Um Sonho de Liberdade (1994)

Vocês sabiam que ele chegaria. Considerado o melhor filme de todos os tempos na bíblia do cinema na internet, o IMDB, com mais de 2 milhões e 115 mil votos do grande público, o longa marca a primeira parceria de King e Darabont num longa. Curiosamente, trata-se de um filme de prisão, fato reprisado pelo diretor em À Espera de um Milagre. O que ambos possuem em comum é a humanização da história e forte desenvolvimento de seus personagens, com temas como redenção e perseverança do espírito humano.

Ao contrário do item acima, Um Sonho de Liberdade é baseado num conto e não num livro. Rita Hayworth and the Shawshank Redemption foi a fonte de origem, desenvolvido num dos grandes filmes da história do cinema. Na trama, o protagonista vivido por Tim Robbins chega a uma penitenciária clamando inocência pela morte da esposa que o vinha traindo. Lá dentro, ele precisará aprender a viver uma nova vida, enquanto desenvolve laços de afeto inquebráveis. Curiosamente, apesar de seu atual prestígio, o filme não levou nenhum dos sete Oscar pelos quais estava indicado, e perdeu na categoria principal para Forrest Gump, número 12 na lista dos melhores.

Bônus:

11.22.63 (2016)

Minissérie do canal Hulu em 8 episódios, esta obra possui uma das maiores avaliações do público de um texto de Stephen King. Produzido por J.J. Abrams, a trama mostra um professor de história vivido por James Franco, descobrindo um portal no tempo para a década de 1960 em sua lanchonete favorita. Agora, ele tem como missão impedir o assassinato do presidente Kennedy.

Mr. Mercedes (2017 – )

Protagonizado por Brendan Gleeson e tendo como criador David E. Kelly (um dos grandes nomes da TV americana), esta produção já está em sua terceira temporada. Na trama, um policial recém aposentado caça um psicopata que dirige uma Mercedes.

Castle Rock (2018 – )

Uma das ideias mais legais para uma série de TV, Castle Rock não é baseada em nenhum texto de Stephen King, o que não a impede de ser banhada completamente em tudo o que diz respeito à mitologia “Kingiana”. Na cidade do título, personagens saídos de seus livros se encontram e trazem consigo locais e momentos clássicos dos textos do autor. As referências irão explodir a mente de qualquer fã de King. Além disso, a graça também está no elenco, formado por grande parte dos intérpretes que já passaram por adaptações dos livros do escritor, seja na TV ou no cinema, vide Sissy Spacek (Carrie), Bill Skarsgard (It) ou Tim Robbins (Um Sonho de Liberdade). Na segunda temporada, que estreou no fim de outubro, a personagem principal é justamente a enfermeira Annie Wilkes, aqui vivida por Lizzy Caplan.

Haven (2010-2015)

Esta série elogiada guarda alguns dos itens mais utilizados nas obras de King, como, por exemplo, se passa no Maine. Na cidadezinha pesqueira de Haven, uma agente do FBI, o xerife e alguns cidadãos investigam uma maldição que paira no local.

A Warner disponibilizou mais de 30 de seus CLÁSSICOS no Youtube – Separamos alguns interessantes para você

A mídia física não está morrendo, podemos dizer que ela já morreu. Comparada ao que foi um dia, a indústria de DVDs e Blurays se tornaram um nicho, apenas para colecionadores, o que é uma parcela muito pequena do público consumidor de filmes. Estúdios como a Disney, por exemplo, já revelaram que irão parar de produzir mídia física – ou seja, não espere conseguir novos longas do estúdio para sua coleção. Por outro lado, colocando ainda mais o prego no caixão, grandes empresas fabricantes de tecnologia também não estão mais produzindo os players, ou seja, em breve se o seu aparelho der problema, não terá mais onde tocar os filmes.

É o que nos traz ao segundo tópico: o domínio dos streamings. As plataformas de filmes online dominam por sua praticidade e custo. Agora não precisamos mais de espaço físico para um acervo de filmes. Essa é a realidade atual. Alguns cinéfilos, no entanto, se atentaram a um fato. Os filmes que não geram lucro algum nas plataformas de streamings, são simplesmente eliminados do acervo indefinidamente. Ou seja, certos filmes não podem ser encontrados em lugar algum – em especial os mais antigos. É justo desaparecer inteiramente com uma obra de arte?

A solução talvez tenha sido encontrada recentemente pela Warner Bros. Acontece que, através de uma ação inusitada e inédita, um dos maiores estúdios de Hollywood disponibilizou nada menos do que 36 de seus filmes totalmente de graça no Youtube. Talvez seja um experimento. Talvez sejam filmes que a Warner não deseja ter em sua plataforma (a Max) por não estar gerando lucro.

Ao menos os fãs poderão conferi-los. Porém, os filmes estão disponíveis apenas no canal da Warner do Youtube nos EUA, e a proposta ainda não chegou ao Brasil. Caso você tenha um sistema de VPN ou esteja fora do Brasil, poderá conferir os longas. Abaixo comentaremos alguns dos mais interessantes (e se a proposta der certo, em breve poderemos ter outros disponibilizados). Confira.

PS. Só do tempo que essa matéria demorou para ficar pronta (do tempo entre escrevê-la e publicá-la), a Warner disponibilizou mais um filme no canal – o mais recente foi o infantil ‘A Caixa Mágica’, de 1970, que mistura animação e live-action.

Greystoke: A Lenda de Tarzan (1984)

Clássico dos clássicos das sessões do SBT aqui no Brasil, a proposta de ‘Greystoke’ segue relevante e ainda imbatível: dar a abordagem mais realista à história de Tarzan, o rei da selva. Nenhum outro filme, antes ou depois, conseguiu dar um enfoque mais crível a este verdadeiro clássico da literatura. ‘Greystoke’ fez 40 anos de estreia em 2024, e traz Christopher Lambert em seu primeiro papel de destaque em Hollywood, no papel título. Simplesmente inesquecível, o longa foi indicado para 3 Oscar: roteiro adaptado, maquiagem e ator coadjuvante (Ralph Richardson).

A Missão (1986)

Seguimos com os clássicos dos anos 80, com este filme que é um verdadeiro épico. Dirigido por Roland Joffé (‘Os Gritos do Silêncio’), o longa pode ser considerado um precursor de ‘Silêncio’ (2016), filme de Martin Scorsese, e com ele guarda muitas similaridades. ‘A Missão’ foi indicado para 7 Oscar, incluindo melhor filme e diretor (e levou o de melhor fotografia). Na trama, Robert De Niro e Jeremy Irons são dois padres jesuítas espanhóis, no século XVIII, tentando proteger uma tribo indígena sul-americana, que vive de forma isolada, de se tornarem escravos pelas mãos do governo português. Uma aula de história.

Michael Collins: O Preço da Liberdade (1996)

Passamos para outro filme histórico, esse estrelado por Liam Neeson nos anos 90. Após sua indicação ao Oscar por ‘A Lista de Schindler’, Neeson protagonizou uma série de filmes de prestígio, alguns com peso histórico como ‘Rob Roy’ e este ‘Michael Collins’. Aqui temos a história real do líder revolucionário da Irlanda, que dá título ao filme, e lutou contra o domínio da Inglaterra, mesmo que para isso tivesse que pegar em armas e cometer atos de guerra. Esse é outro épico, desta vez dirigido por Neil Jordan, recém-saído do sucesso de ‘Entrevista com o Vampiro’. O prestígio do cineasta era tanto na época, que ele conseguiu escalar Julia Roberts para um papel coadjuvante no filme. o longa obteve duas indicações ao Oscar: fotografia e trilha sonora.

Assassinato em Primeiro Grau (1995)

Alguns filmes de grande pompa se tornam verdadeiras pérolas escondidas, mesmo contendo elencos de peso para a época. Este é o caso com este thriller dramático baseado em uma história real, que tem como foco a prisão mais infame dos EUA (e talvez do mundo): a ilha de Alcatraz. Quem estrela é Kevin Bacon, como um presidiário do local, que após três anos tratado como animal em uma solitária, é acusado de matar seu companheiro de cela. Para defende-lo nesse polêmico caso, o promotor vivido por Christian Slater. Completando o elenco, temos o sempre ótimo Gary Oldman (vencedor do Oscar). Esse foi um dos muitos casos envolvendo a icônica prisão.

A Fogueira das Vaidades (1990)

Por falar em polêmica, talvez o filme mais controverso do início dos anos 90 seja este ‘A Fogueira das Vaidades’. Adaptação de um livro elogiadíssimo e premiado, cuja história é inflamatória por si só e desmascara a alta sociedade americana, a versão para o cinema parecia não ter como errar – e tinha tudo para se tornar o filme do ano. Bem, não foi assim que aconteceu.

Isso porque muitas mudanças foram feitas não apenas no tom, mas também na escolha de atores para interpretar os personagens, que não tinham nada a ver fisicamente ou sequer em personalidade. Nem mesmo o graduado Brian De Palma conseguiu dar conta e o filme se tornou um desastre na época – hoje ressurgindo como item cult.

Na trama, um ricaço e sua amante (papel de Tom Hanks e Melanie Griffith) atropelam um homem sem teto e fogem (entre outras coisas por não poder admitir estarem juntos naquela hora e momento). Porém, a atuação mais criticada foi a de Bruce Willis como o jornalista que desmascara o caso. Na época, muitos criticaram a decisão de colocar Willis no elenco, apenas para atrair seus fãs, pois era um grande astro.

A Malandrinha (1991)

Todos adoramos o inesquecível John Hughes e seus filmes: sucessos como ‘Curtindo a Vida Adoidado’, ‘Clube dos Cinco’, ‘Gatinhas e Gatões’ e ‘Mulher Nota Mil’. Até mesmo quando não dirigia, apenas produzia e escrevia, seus filmes se tornavam cult, vide ‘A Garota de Rosa-Shocking’, ‘Alguém Muito Especial’ e ‘Esqueceram de Mim’. Mas um que quase ninguém fala hoje e que marcou a despedida de Hughes na direção de filmes foi ‘A Malandrinha’, de 1991. A graciosa Alisan Porter, que interpreta a menina Curly Sue do título, tinha tudo para emplacar e fazer sucesso em sua carreira, mas este terminou sendo seu filme mais famoso. Ao lado de James Belushi, a dupla é formada por pai e filha, que vivem de dar golpes nos outros. Sua mais recente vítima é a ricaça loira vivida por Kelly Lynch. Porém, através desta relação, todos irão mudar e evoluir. O charme do filme é sem dúvida a menina.

O Ano que Vivemos em Perigo (1982)

Voltando para os anos 80 agora, temos um dos primeiros papeis de destaque na carreira de Mel Gibson. Aqui, o astro atua ao lado de Sigourney Weaver em um drama sobre jornalistas cobrindo a turbulenta eleição do presidente Sukarno na Indonésia. A direção é de Peter Weir, o mesmo de ‘Sociedade dos Poetas Mortos’ e ‘O Show de Truman’. O longa foi vencedor do Oscar na categoria de melhor atriz coadjuvante para Linda Hunt.

O Turista Acidental (1988)

Por falar em filmes vencedores do Oscar na década de 80, aqui temos mais um. A produção foi indicada para 4 prêmios, incluindo melhor filme, roteiro e trilha do maestro John Williams, e sairia vencedor também da categoria de atriz coadjuvante, para Geena Davis. Na trama, o saudoso William Hurt é quem protagoniza, como um escritor de guias de turismo, cuja vida desmorona após a morte de seu filho, incluindo seu casamento. Kathleen Turner interpreta sua sofredora esposa. Os atores já haviam trabalhado juntos no thriller erótico ‘Corpos Ardentes’ (1981). Davis vive a mulher que irá mudar a vida do sujeito.

O Grande Motim (1962)

Os que acham que remakes são coisa de agora, estão errados. As refilmagens existem desde os primórdios da sétima arte. Uma das provas disso é este ‘O Grande Motim’, de 1962, estrelado pelo lendário Marlon Brando. O longa é na verdade o remake de um filme homônimo de 1935, estrelado por Clark Gable. Na trama, Brando vive um tenente de um Navio Britânico, que lidera o motim contra o seu Capitão, devido a condições sub-humanas a que o oficial impõe aos seus subordinados, após uma missão no Taiti em 1787. ‘O Grande Motim’ foi indicado para 7 Oscar, incluindo melhor filme.

Armadilha Mortal (1982)

Um dos melhores filmes contidos na lista, resolvemos deixar o suspense cômico ‘Armadilha Mortal’ para o fim. Dirigido por Sidney Lumet, o filme traz Michael Caine como um esnobe dramaturgo com bloqueio criativo na hora de escrever sua próxima peça. Então, ele encontra um antigo aluno, papel do eterno Superman, Christopher Reeve, que lhe pede conselhos no texto escrito por ele. Ao se dar conta do brilhantismo da escrita, o professor resolve roubar a ideia do pupilo. Porém, para isso, ele precisará se livrar do autor também, e precisará cometer um assassinato perfeito sem pistas. O filme é todo realizado como uma peça, em um único ambiente, com apenas três atores: Caine, Reeve e Dyan Cannon, que vive a esposa do primeiro.

Cidade Ardente (1984)

Fechando as dicas dos filmes mais interessantes contidos no catálogo do canal do Youtube da Warner, disponibilizados de graça, temos o obscuro ‘Cidade Ardente’. O filme policial se propôs a juntar em cena pela primeira e única vez, as duas maiores lendas dos filmes do gênero da época: Clint Eastwood e Burt Reynolds. Na trama, eles eram parceiros na força policial. Porém, após uma desavença, Reynolds se torna detetive particular. Agora eles não se aturam, mas estão atrás do mesmo caso. O longa passado nos anos 30, mistura elementos de comédia, e é uma homenagem aos filmes noir de mafiosos e policiais. O longa se tornou cult, embora ainda hoje não seja tão conhecido. Mas vale pelo encontro de titãs.

Crítica | A Vingança está na Moda

A vingança nos torna igual ao inimigo. O perdão nos torna superiores a ele. Será? Após um longo hiato, de exatamente 18 anos, desde seu último filme como diretora, a cineasta australiana Jocelyn Moorhouse (Colcha de Retalhos) volta às telonas dessa vez para contar uma história que flutua levemente em vários gêneros com muita personalidade. A Vingança está na Moda é um filme que deve agradar demais aos fanáticos fãs da excepcional atriz Kate Winslet, que mais uma vez dá seu conhecido show em cena.

Na trama, somos rapidamente apresentados a Myrtle ‘Tilly’ Dunnage (Kate Winslet), uma elegante costureira que conseguiu que seu trabalho fosse reconhecido na conhecida Paris. Tilly está voltando para casa, lugar onde não tem boas recordações. Quando pequena, foi acusada de causar um acidente, que teve como conseqüência o falecimento de um menino, e assim foi enviada para fora da cidade rural australiana onde vivia. Mas agora, anos se passaram e Tilly está de volta e busca sua redenção misturada com vingança sobre todos que conspiraram para o grande abalo que sofrera sua família. Assim, Tilly contará apenas com a ajuda de Teddy (Liam Hemsworth), um simpático morador da esquisita cidade, do hilário sargento Farrat (Hugo Weaving, em grande atuação) e de sua mãe, a complicada Molly Dunnage (Judy Davis, excelente no papel).

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Um dos grandes destaques do filme é a força do seu elenco. Moorhouse consegue com muita inteligência aproveitar cada um dos personagens em cena, principalmente os coadjuvantes que dão todo o charme e elevam a protagonista sempre com ótimos diálogos. O filme tem um ‘q’ de Twin Peaks, talvez pela força peculiar das características dos personagens, talvez por ser uma micro cidade praticamente isolada do planeta, talvez pelas ações inconsequentes e, no mínimo, estranhas de muitos dos personagens. A fita navega em diversos gêneros, sempre com muita margem para explicar detalhadamente as ações dos personagens, talvez por isso o filme tenha ficado um pouco longo demais (118 minutos) mas nada que atrapalhe excelentes cotações para este belo trabalho.

Sempre reclamamos das traduções dos títulos de muitos filmes que chegam ao circuito anualmente. Dessa vez, o título caí como uma luva em relação a todo o contexto da trama. Baseado no livro The Dressmaker, de Rosalie Ham, A Vingança está na Moda estreia no Brasil este ano ainda e promete agradar bastante.

Fernando Alves Pinto fala sobre cinema e carreira na Mostra de Cinema de Fama

Na profissão há 30 anos, o ator paulista Fernando Alves Pinto já nos presenteou com personagens marcantes tanto no teatro, na tv e no cinema. Quem não lembra de Edgar, do excelente longa-metragem Dois Coelhos, ou de Paco, do clássico do nosso cinema Terra Estrangeira?

Abertura da 8a edição da Mostra de Cinema de Fama. Foto: divulgação do festival
Abertura da 8a edição da Mostra de Cinema de Fama. Foto: divulgação do festival

Ele foi um dos homenageados da Mostra de Cinema de Fama e convidado a integrar a calçada da fama do evento. Durante o festival, um dos seus filmes mais conhecidos, Pra Minha Amada Morta, de Aly Muritiba, foi exibido, e até rolou um debate após a sessão. Em um dos quatro dias da intensa programação do evento, conseguimos falar com ele sobre alguns assuntos bem legais em torno da sétima arte:

1) Qual a importância dos festivais de cinema para vocês artistas? E também fala sobre a alegria de ser homenageado aqui na Mostra de Cinema de Fama.

Fernando Alves Pinto: “Festivais são importante pra caramba, em qualquer lugar do mundo. É a primeira vez que uma obra chega ao público. Os festivais são uma festa que leva as pessoas ao cinema e coloca em exibição muito mais do que você consegue assistir no circuito. O simples fato de ir ao cinema é mágico, você fica imerso naquilo ali, naquela tela enorme. É de uma força indescritível. Tem muitos filmes que vão para festivais e não chegam ao circuito exibidor. E o mais legal é que, em casos como o deste de Fama, numa cidade que não tem cinema, o evento se transforma num presente maravilhoso pra cidade.”

“Sobre a homenagem, foi uma surpresa. Eu faço cinema há 30 anos, é uma das coisas mais maravilhosas que tem na vida. Eu entrei por uma porta maravilhosa: o Terra Estrangeira, uma obra das mais importantes da história do cinema brasileiro. Achei lindo ser homenageado, mas o que mais me comoveu foi ver meus amigos falando sobre mim na tela, como a Dira Paes e a Yara de Novaes.”

Abertura da 8a edição da Mostra de Cinema de Fama. Foto: divulgação do festival
Abertura da 8a edição da Mostra de Cinema de Fama. Foto: divulgação do festival

2) Dois Coelhos é um dos filmes mais emblemáticos da sua carreira. Como foi pra você realizar esse trabalho? Você já voltou até essa obra, reviu? Qual a importância desse filme na sua carreira?

Fernando Alves Pinto: “Dois Coelhos foi uma delícia de fazer. Quando o Afonso (Poyart) me deu o roteiro pra ler, eu pensei: ‘esse roteiro é bom pra caramba mas é difícil montar isso aqui, completamente maluco!’ Ai falei pra ele: ‘dá pra fazer?’ ‘Então, tô dentro!’ Uma coisa interessante pra mim foi que o Edgar (personagem) aparece em menos de 50% das cenas mas é ele quem narra e está presente em toda a narrativa. E sim, foi muito interessante pra minha carreira. É um dos filmes mais queridos por todos que assistiram. Ele não foi um blockbuster na época, mas o legal é que o filme se tornou atemporal: vão descobrindo ele pela qualidade dele.”

 

3) Como você tá vendo o atual cenário do cinema brasileiro?

Fernando Alves Pinto: “Cinema nunca foi fácil, não acho que tá mais fácil agora ou mais difícil do que sempre foi. É sempre uma batalha. De vez em quando a gente consegue uma porta aberta mas a gente vai estar sempre lutando pra fazer. Estamos conseguindo fazer um cinema cada vez melhor. Cinema é muito bom de fazer, a gente não vai parar nunca.”

Abertura da 8a edição da Mostra de Cinema de Fama. Foto: divulgação do festival
Abertura da 8a edição da Mostra de Cinema de Fama. Foto: divulgação do festival

4) A inteligência artificial vem ganhando espaço em muitas áreas. O que você acha sobre esse universo novo que está chegando em todos nós? Como você acha que isso atinge o cinema?

Fernando Alves Pinto: “Por mais realista que pareça, não é. Não é humano, não vai ter a profundidade que o humano pode dar. Pode até parecer mas a profundidade é a tela. É um tipo de animação hiper-realista: não tem como ser humano, não tem como deixar de ser raso.”

Abertura da 8a edição da Mostra de Cinema de Fama. Foto: divulgação do festival
Abertura da 8a edição da Mostra de Cinema de Fama. Foto: divulgação do festival

5) O que você pode falar sobre seus próximos projetos?

Fernando Alves Pinto: “Tem um seriado que vou gravar essa semana, chamado Quando ela Desaparecer. Tem também um filme lindo do Francisco Ramalho, que está pra ser lançado, chamado A Prisioneira. Além disso tem uma peça chamada A Ilíada, tradução de um maranhense que fez a primeira tradução da obra pra língua portuguesa. Se Deus quiser vamos viajar com essa peça.”

 

Por Onde Anda o elenco de ‘As Panteras’ e ‘As Panteras Detonando’?

Recentemente, chegou aos cinemas mais um filme da franquia As Panteras. Neste terceiro longa-metragem para o cinema – que não é um reboot ou remake, mas sim uma continuação – temos uma nova equipe formada pelas atrizes Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska, além de uma mudança de tom: sai a comédia non sense e entra um teor um pouco mais sério.

Enquanto a Sony não pensa em tirar da aposentadoria nossas queridas panteras Natalie, Dylan e Alex para um crossover com as novas angels Sabina, Elena e Jane, o CinePOP rastreia para você o paradeiro do elenco original de As Panteras (2000) e sua sequência, As Panteras Detonando (2003). Vem conhecer.

Cameron Diaz (Natalie Cook)

O maior nome deste primeiro filme para os cinemas baseado no famoso seriado dos anos 1970, Cameron Diaz estava no topo do mundo quando foi escalada para viver a ingênua Natalie. Depois de um 2014 recheado, no entanto, a ex-modelo aparentemente cansou da indústria e resolveu optar por uma aposentadoria precoce – ao menos até o momento. Há cinco anos a atriz não participa de nenhuma produção, tampouco tem qualquer projeto engatilhado na sua agenda. Seus últimos trabalhos foram Mulheres ao Ataque, Sex Tape: Perdido na Nuvem e o remake do musical Annie, todos lançados em 2014 como comentado.

Recentemente, porém, a atriz se mostrou bem animada com as fotos da reunião do elenco de O Casamento do Meu Melhor Amigo (1997) para uma revista, e nas redes sociais demonstrou entusiasmo. Quem sabe uma sequência não seria o motivo para Diaz deixar a aposentadoria de lado?

Drew Barrymore (Dylan Sanders)

Se Diaz era o maior nome no elenco de As Panteras, Barrymore era sua alma atrás das câmeras. A eterna menininha de E.T. (1982) não apenas protagonizou como a rebelde Dylan, mas também produziu os dois longas. De fato, o envolvimento da atriz com tudo relacionado às Panteras foi tão grande que ela ainda produziu uma série que serviria como reboot em 2011 (mas que durou apenas uma temporada) e também assina a produção do mais recente exemplar da franquia, dirigido por Elizabeth Banks.

Como atriz, Barrymore já está há quatro anos afastada das telonas, sendo seu último trabalho no cinema o drama Já Estou com Saudades (2015). Ela voltará ano que vem às telonas com a comédia The Stand-In, sobre a troca de lugar entre uma comediante e sua dublê. Mas Barrymore esteve com sua atenção voltada para a parceria com a Netflix, onde protagonizou e produziu a série de terror e humor, Santa Clarita Diet, que exibiu três temporadas de 2017 a 2019.

Lucy Liu (Alex Munday)

A menos famosa das Panteras originais do cinema, Lucy Liu ficou conhecida por seu temperamento difícil no set. Ao menos com um colega. Sua briga homérica com Bill Murray foi muito divulgada, e segundo as más línguas resultou em agressão física de parte da atriz. Mas Liu não se deixou abalar e segue trabalhando rigorosamente, tanto na TV quanto em produções para o cinema. Na Netflix, por exemplo, a atriz lançou o filme O Plano Imperfeito, lançado ano passado.

Liu também ficou no ar por sete temporadas, de 2012 a 2019, com a série Elementary, subversão de Sherlock Holmes para os dias atuais, na qual viveu a fiel escudeira Watson. Este ano, a atriz estreou a elogiadíssima Why Women Kill, como parte de um elenco de três mulheres vivendo na mesma casa em épocas diferentes e lidando com problemas com os maridos. Ela também poderá ser vista em breve na comédia dramática Stage Mother, sobre uma mulher conservadora que se muda para San Francisco para administrar o clube de drags de seu falecido filho.

Bill Murray (John Bosley)

Bill Murray é uma lenda imortal e vai muito bem, obrigado. Mas seu senso de humor incorreto não desceu bem com a atriz Lucy Liu que o atacou no set do primeiro filme. Como ela fazia parte do trio principal, Murray é quem foi substituído na continuação por Bernie Mac. Este ano, o humorista participou de dois filmes de zumbis bem diferentes um do outro. Primeiro, protagonizou para o amigo Jim Jarmusch no morno Os Mortos Não Morrem. Em seguida, esteve em mais uma aparição especial na sequência Zumbilândia: Atire Duas Vezes, ele já havia dado as caras no original. Ano que vem, o ator reprisará um de seus mais famosos papeis no cinema, na pele do Dr. Peter Venkman, no terceiro Caça-Fantasmas.

Demi Moore (Madison Lee)

Demi Moore começou a carreira ainda adolescente e já era uma estrela na década de 1990. Então, nada mais justo do que ser escalada como a vilã toda poderosa da continuação As Panteras Detonando e ser posta para dar cabo das três heroínas. Ainda mais sendo uma ex-integrante renegada da equipe. Em 2017, Moore participou da comédia A Noite é Delas, estrelada por Scarlett Johansson, e este ano lançou o “terrir” independente Corporate Animals, que estreou em Sundance. Fora isso, na TV a atriz teve uma personagem recorrente em 2017 e 2018 na série de sucesso Empire: Fama e Poder.

Sam Rockwell (Eric Knox)

Se na continuação a grande vilã foi Demi Moore, no primeiro filme este posto coube a Sam Rockwell. O vencedor do Oscar, no entanto, na época não era muito conhecido. Seu personagem se finge de vítima e termina tendo um caso com Drew Barrymore no filme, somente para se revelar como o verdadeiro antagonista. Do elenco original, Sam Rockwell talvez seja o ator com a carreira mais laureada após sua participação no filme. Como todos sabem, o ator saiu vitorioso com o Oscar debaixo do braço por sua performance em Três Anúncios para um Crime (2018), onde viveu um policial controverso. Este ano, ele repetiu o feito, sendo indicado pelo papel de George Bush em Vice. Dando vida a outra figura real, ele interpretou o coreógrafo Bob Fosse na minissérie Fosse/Verdon, e adivinhe: saiu com uma indicação no Emmy. Em breve, ele poderá ser visto na comédia Jojo Rabbit, de Taika Waititi.

Tim Curry (Roger Corwin)

Tim Currry é um verdadeiro ícone. Do cientista travesti de Rocky Horror Picture Show (1975), passando pelo demônio de A Lenda (1985), e chegando até o palhaço Pennywise de It (1990), o ator é um verdadeiro tesouro do cinema mundial. Aqui, ele viveu um empresário inescrupuloso, rival do personagem de Rockwell, e que todos acreditavam ser o verdadeiro vilão do filme.

Uma notícia triste sobre o ator, que muitos podem não saber, é que Curry teve um derrame em 2012, que deixou metade de seu corpo paralisado e preso a uma cadeira de rodas. O fato foi escondido da mídia por 10 meses até 2013. O ator se recupera , e voltou a trabalhar desde então – especialmente em dublagens. Em 2016, ele participou da nova versão de Rocky Horror Picture Show que a Fox orquestrou na forma de um filme feito para a TV. Curry interpretou o narrador da história, deixando o papel do Dr. Frank-N-Further para a transexual Laverne Cox, de Orange is the New Black.

Crispin Glover (Homem Magro)

Talvez a maior mancada da carreira de Crispin Glover tenha sido exigir mais dinheiro por sua participação em De Volta para o Futuro 2 (1989). Glover achava que seu personagem, George McFly (pai do protagonista), era essencial e tão importante quanto os outros. Assim tentou renegociar o contrato. O resultado foi que a Universal tirou o ator da sequência, substituindo-o por um dublê. Em As Panteras ele vive um matador de aluguel mudo. E volta em As Panteras Detonando como anti-herói, defendendo as protagonistas.

Depois disso, sua participação mais famosa no cinema foi em Alice no País das Maravilhas (2010), de Tim Burton, no qual viveu o fiel escudeiro da Rainha de Copas. Atualmente, o ator pode ser visto na pele de Mr. World na série Deuses Americanos da Amazon, que segue para sua terceira temporada em 2020.

Matt LeBlanc (Jason Gibbons)

O eterno Joey, de Friends, ainda estava no ar com o programa quando participou dos dois As Panteras. Friends terminaria no ano seguinte da continuação, em 2004. Na franquia, ele vive o interesse amoroso da personagem de Lucy Liu, um astro de Hollywood nos moldes de Tom Cruise. Inclusive, parte da graça de seu personagem estava nos filmes “falsos” que protagonizava, com direito a pôster e tudo (bem no estilo Missão: Impossível 2).

LeBlanc foi o único do elenco de Friends que arriscou se aventurar em um derivado. Joey, título original do programa (no Brasil conhecido como Vida de Artista), durou apenas duas temporadas de 2004 a 2006. Era reportado que Jennifer Aniston faria uma participação como Rachel, mas a série terminou antes disso. Sorte maior o ator teve com Episodes, sua série seguinte, do canal Showtime, que também retratava os bastidores de Hollywood. O programa durou cinco temporadas, de 2011 a 2017. LeBlanc também foi o apresentador do programa de carros Top Gear por três anos (de 2016 a 2019) e está atualmente no ar com a comédia O Chefe da Casa (Man With a Plan), que já renovou sua quarta temporada para o ano que vem.

Luke Wilson (Pete Kominsky)

O irmão mais novo de Owen Wilson interpretou o interesse amoroso de Cameron Diaz nos dois filmes. O boa-praça Pete era o partido ideal, muitas vezes confuso pelo comportamento errático de sua pretendente. Wilson é mais conhecido por comédias escrachadas e participações nos filmes de Wes Anderson.

Este ano, o ator teve duas participações de destaque. Primeiro, atuando de forma rara num drama, Wilson viveu o pai imprestável e golpista de Ansel Elgort no drama O Pintassilgo, baseado num livro ganhador de prêmios. Logo depois, ele voltou a se divertir em Zumbilândia: Atire Duas Vezes – em cartaz atualmente nos cinemas – no qual interpretou o “clone” de Woody Harrelson, Albuquerque.

Bernie Mac (Jimmy Bosley)

Outra notícia triste que talvez nem todos saibam. O ator Bernie Mac faleceu de forma inesperada em agosto de 2008, aos 50 anos de idade. A causa da morte foi atrelada a complicações de uma pneumonia. Na franquia, o ator substituiu Bill Murray no papel de Bosley, o elo entre Charlie e as Panteras. Devido à treta homérica entre Murray e Lucy Liu no set do primeiro filme, o veterano precisou ser afastado na sequência. Mac entrou em cena na continuação como o novo Chefe das Panteras.

Além do segundo As Panteras, o humorista participou da franquia Onze Homens e um Segredo – como parte do elenco nos três filmes – e ganhou destaque devido à série cômica Bernie Mac, um Tio da Pesada (2001-2006). Ele também esteve presente no primeiro Transformers (2007) e dublou um personagem na animação Madagascar 2 (2008). Após sua morte, dois trabalhos foram lançados de forma póstuma, Homens do Soul (2008), com Samuel L. Jackson, e Surpresa em Dobro (2009), com John Travolta e Robin Williams (outro ator que já se foi).

Justin Theroux (Seamus O’Grady)

Até hoje, Justin Theroux não é um ator muito conhecido do grande público. O ator ficou mais famoso devido ao romance seguido de casamento com a atriz Jennifer Aniston, que durou de 2015 até este ano, quando se separaram. Theroux entrou na franquia no segundo filme, como o vilão irlandês líder de um grupo mafioso. Fora isso, no filme ele tem seu passado diretamente ligado ao da personagem de Barrymore, já que os dois foram namorados e ela precisou mudar de identidade para fugir do sujeito. Anos depois, o passado volta à tona.

Como ator, Theroux participou de tudo nos últimos anos, desde participações em filmes como A Garota no Trem (2016) e Star Wars: Os Últimos Jedi (2017), até séries como The Leftovers (2014-2017) e Maniac (2017). Ano passado, foi a voz de Dropkick em Bumblebee, e este ano deu voz a outro personagem animado, o cãozinho Vagabundo, na versão live action do clássico animado A Dama e o Vagabundo, disponível na plataforma Disney+.  Theroux também é conhecido como roteirista, tendo assinado os textos de Trovão Tropical (2008) e Homem de Ferro 2 (2010).

Rodrigo Santoro (Randy Emmers)

Nosso conterrâneo Rodrigo Santoro dava os primeiros passos em Hollywood com As Panteras Detonando (2003).  No filme, o ator viveu o braço direito da vilã Demi Moore, um assassino surfista que entra mudo e sai calado, e cujo único propósito parece ser aparecer sem camisa. Mas ei, todo mundo precisa começar de algum lugar. Depois disso, a carreira do ator decolou nos EUA.

Daí vieram participações em 300 (2006) e na sua continuação 300 – A Ascensão do Império (2014), nos quais viveu o Imperador Xerxes; em Simplesmente Amor (2003); na série Lost (2006-2007); dublando um personagem nas animações Rio (2011) e Rio 2 (2014); ao lado de Schwarzenegger em O Último Desafio (2013); de Will Smith e Margot Robbie em Golpe Duplo (2015); e de Natalie Portman, com quem teve um romance na vida real, em Em Busca de Justiça (2015). Atualmente, ele faz parte do elenco da elogiadíssima Westworld, da HBO, que se prepara para sua terceira temporada, e este ano viveu o Louco na adaptação brasileira de Turma da Mônica – Laços.

Shia LaBeouf (Max)

Sim, embora muitos não lembrem, ou não saibam, o menino problema Shia LaBeouf esteve na continuação As Panteras Detonando. Ele vive um jovem marcado para morrer, que precisa aderir ao programa de proteção às testemunhas, tendo as Panteras como suas guardiãs. Nesta época, o ator era apenas um meninote de 17 anos, em um de seus primeiros papeis de destaque no cinema. Depois disso, LaBeouf protagonizou os três primeiros filmes da franquia Transformers (2007, 2009 e 2011) e dizem que surtou por isso.

Seu comportamento foi ficando cada vez mais incorreto, e o ator constantemente era preso, devido a perturbações causadas por bebidas e drogas. Seus trabalhos que seguiram foram ficando cada vez mais polêmicos, como num clipe em que simulava sexo de verdade com uma mulher, ou como parte do elenco de Ninfomaníaca (2013), de Lars von Trier – outro que gosta de chocar. Uma de suas últimas grandes atuações foi no cultuado, mas pouco visto, Docinho da América (American Honey). Este ano, LaBeouf marcou presença em festivais com sua própria biografia. Honey Boy é um relato sobre sua infância abusiva, escrita pelo próprio ator, que também atua no longa no papel de seu pai. Muitos acreditam, ou torcem, para que o drama seja lembrado em épocas de premiação.

McG (diretor)

McG não tem uma vida fácil como diretor. Pelo contrário, seus sets terminam sempre conhecidos por desavenças e grandes brigas. Será a energia que o cineasta traz ou apenas falta de sorte? O diretor começou a carreira comandando clipes de bandas como Korn, Smash Mouth, The Offsrping e Cypress Hill. Seu primeiro filme foi justamente As Panteras, e logo neste trabalho inicial teve que lidar com a briga colossal entre Bill Murray e Lucy Liu. E não apenas isso, segundo o próprio cineasta, Murray teria tentado agredi-lo fisicamente no set, coisa que o ator nega.

Depois disso, como se não bastasse, McG (cujo nome verdadeiro é Joseph McGinty) precisou lidar com o ego explosivo de Christian Bale, que surtou durante as filmagens de O Exterminador do Futuro: A Salvação (2009). Seus áudios mais que furiosos podem ser achados online. Neles, Bale ameaça descer o cacete no diretor de fotografia Shane Hurlbut, que estava “passeando” no meio da cena para medir a luz. Imagine a saia justa do diretor. Recentemente, McG marcou um golaço com o terror cômico da Netflix, A Babá (2017), cuja continuação o cineasta está filmando neste momento.

As 10 MELHORES estreias do Memorial Day, o feriado que viu o fracasso de ‘Furiosa’ em 2024… Qual será o de 2025?

Ano passado, o aguardado ‘Furiosa – Uma Saga Mad Max’ fracassou nas bilheterias americanas em seu fim de semana de estreia – amargando (ao lado de ‘Garfield – Fora de Casa‘) o pior feriado de Memorial Day dos últimos 29 anos.

Este feriado americano, comemorado na última segunda-feira de maio, é uma homenagem a todos os militares do país que perderam suas vidas enquanto serviam nas forças armadas. O feriado é também considerado o início (não oficial) do verão nos EUA.

Neste ano, teremos a estreia de ‘Karatê Kid: Lendas‘, que promete não repetir o fracasso épico de ‘Furiosa – Uma Saga Mad Max’.

Ainda pensando nesse ocorrido, que resultou em diversos veículos especializados em cinema a indagaram sobre o futuro das salas de exibição (já que grandes filmes não estão mais correspondendo como antes), resolvemos olhar o outro lado da moeda. Desta vez, iremos nos concentrar nos recordes positivos da data, com as melhores estreias do Memorial Day dos últimos 30 anos. Confira abaixo.

Leia também: ‘Furiosa’ foi a PIOR estreia do Memorial Day em 29 Anos – Confira os filmes que arrecadaram MENOS na data!

10) 2018: Han Solo

É muito curioso notar como filmes adorados por vezes não rendem uma bilheteria satisfatória e vice-versa. Por exemplo, na lista das estreias mais fracas do Memorial Day tivemos filmes queridos como ‘Um Lugar Silencioso – Parte 2’ e ‘Missão: Impossível’, e agora na das melhores, começamos com ‘Han Solo – Uma História Star Wars’, blockbuster que mesmo o fã mais ardoroso da franquia tem dificuldade em defender. Mesmo assim, não podemos menosprezar qualquer coisa dentro deste universo.

Han Solo é um dos personagens mais queridos da franquia, e se todos os demais personagens tiveram prequels, por que não o pirata espacial também? ‘Han Solo’ não teve uma concorrência muito pesada em 2018 por assim dizer e seu maior adversário foi ‘Deadpool 2’, que ia para sua segunda semana de exibição. Assim o derivado de Star Wars arrecadou US$103 milhões em sua estreia, dominando o ranking.

09) 2011: Se Beber, Não Case 2

Talvez os mais novos não lembrem,  mas ‘Se Beber, Não Case’ foi a comédia sensação de 2009. Uma daquelas comédias que surgem de tempos em tempos e se tornam fenômenos – com todos recomendando e dizendo que não podemos perder o filme. Uma comédia incorreta, exagerada e totalmente sem noção. Para termos uma ideia, Bradley Cooper ainda não era o astro que viria a se tornar. É claro que tamanho sucesso precisaria continuar, assim a expectativa estava lá no alto para a segunda parte das aventuras do “wolf pack”.

Se Beber, Não Case 2’ foi programado para o Memorial Day de 2011, onde precisou enfrentar outras franquias de sucesso – em especial duas. Primeiro, o quarto ‘Piratas do Caribe’, que se encontrava em sua segunda semana de exibição e não demonstrava mais a energia de rolo compressor de outrora. Mais desafiador foi a estreia de ‘Kung Fu Panda 2 ‘, que pegou para si a segunda posição com US$60.8 milhões. Mas não foi o suficiente para frear a comédia dos três amigos, que surgiu em primeira posição com impressionantes US$103.4 milhões no feriado do Memorial Day daquele ano.

08) 2014: X-Men Dias de um Futuro Esquecido

Algumas franquias possuem suas datas de estreia cimentadas, quase como suas casas. Uma delas é a franquia X-Men, que estreou três de seus filmes em feriados do Memorial Day de anos distintos. Apenas dois deles entraram no ranking dos mais rentáveis. Em oitavo lugar na lista, temos o que muitos consideram não apenas o melhor filme da franquia, como também um dos melhores do subgênero de heróis de quadrinhos. Falamos de ‘Dias de um Futuro Esquecido’, baseado numa das histórias mais queridas deste universo nos quadrinhos.

Há exatos 10 anos não teve para ninguém, e quem dominou as bilheterias no feriado do Memorial Day de 2014 foi este sexto filme dos mutantes da Marvel, que somou US$110.5 milhões na data. A competição direta foi a terceira colaboração entre Adam Sandler e Drew Barrymore, com a comédia ‘Juntos e Misturados’ – que descolou a terceira posição do ranking com singelos US$17.7 milhões na data. Em segunda posição, o reboot de ‘Godzilla’, que deu início ao monsterverse que temos hoje, em sua segunda semana de exibição, com US$38.4 milhões.

07) 2019: Aladdin

As adaptações em live-action de clássicas animações dos estúdios Disney se tornaram um subgênero próprio dentro do estúdio. Por outro lado, nem todas se tornaram bem-sucedidas. Mas um dos mais celebrados de anos recentes foi a versão de ‘Aladdin’ comandada por Guy Ritchie, com Will Smith no papel do gênio azul da lâmpada. Tanto que desde então fala-se de uma possível sequência (que até o momento parece não ter dado sinal de avanço). ‘Aladdin’ foi a grande atração do Memorial Day de 2019, chegando em sétima posição de nossa lista com US$116.8 milhões não dando chance para ‘John Wick 3’ em sua segunda semana.

06) 2013: Velozes e Furiosos 6

Em sexta posição das maiores estreias do Memorial Day, temos o sexto ‘Velozes e Furiosos’, que acelerou no feriado de 2013. Dwayne Johnson havia aplicado bastante turbo na franquia em 2011 com o quinto filme, e no sexto as coisas só aumentavam em sua escala. Com a ação se desenrolando pelas ruas de Londres, ‘Velozes e Furiosos 6’ foi o primeiro lugar no feriado de seu respectivo ano, somando US$117 milhões num único fim de semana. A competição era grande, com ‘Se Beber, Não Case 3’ e a animação da Fox ‘Reino Escondido’, com Beyoncé, além da segunda semana de ‘Star Trek – Além da Escuridão’, mas a turma de Toretto não deu chance para ninguém.

05) 2023: A Pequena Sereia

Agora sim, chegamos ao top 5 das maiores estreias do Memorial Day lá nos EUA. E sem mimimi, temos ninguém menos do que a versão em live-action de ‘A Pequena Sereia’, com Halle Bailey. Sim, a pequena sereia agora é negra, não mais uma branquela ruiva. Aceita! O filme conseguiu um feito impressionante, ao superar até mesmo o querido ‘Aladdin’, demonstrando que o preconceito ficou de lado e os fãs correram aos cinemas no ano passado para prestigiar a nova versão. O filme fez US$118.8 milhões no feriado, sendo um dos mais lucrativos da data. E por falar em ‘Velozes e Furiosos’, a décima aventura da turma de carecas musculosos não teve chance em sua segunda semana em cartaz contra a sereia apaixonada.

04) 2006: X-Men – O Confronto Final

Agora voltaremos lá para a década de 2000, onde permaneceremos pelos próximos três itens da lista. Ocupando a quarta posição e por muito pouco não subindo ao pódio, temos mais um filme da franquia X-Men. Como dito, os produtores adoravam a data do Memorial Day para lançar os blockbusters dos mutantes da Fox. E dava muito certo, pois dos três filmes reservados para o feriado, dois entraram no top 10. O mais lucrativo na data, por incrível que pareça, não foi ‘Dias de um Futuro Esquecido’, mas sim o terceiro e divisivo longa ‘O Confronto Final’. E aqui também tínhamos bastante concorrência, mas essa era uma época em que a franquia valia ouro. O longa somou US$122.8 milhões no feriado e se distanciou de ‘O Código Da Vinci’ e da animação ‘Os Sem-Floresta’ em suas segundas semanas.

03) 2008: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Agora sim, subindo ao pódio em terceira posição, com a medalha de prata, temos outra franquia que se fez muito em cima do Memorial Day, o feriado americano no final de maio. Muito antes de X-Men escolher lançar seus filmes na data, o feriado era a casa de um certo arqueólogo mais famoso da sétima arte. Apesar de o primeiro filme ter sido lançado em junho de 1981, a partir do segundo longa, Indiana Jones dominava a data reinando absoluto nas bilheterias. Foi assim com o terceiro ainda nos anos 80. E quando chegou a vez de tirar a jaqueta, o chapéu e o chicote da aposentadoria, o velho Indy não poderia escolher outra data para estrear sua quarta e tardia aventura, com ‘O Reino da Caveira de Cristal’. Foram US$126.9 milhões em caixa no feriado de 2008, deixando ‘As Crônicas de Nárnia – O Príncipe Caspian’ comendo poeira em sua segunda semana de exibição.

02) 2007: Piratas do Caribe – No Fim do Mundo

Outra franquia que jamais deve ser menosprezada é ‘Piratas do Caribe’. Aproveitando o hype trazido pelas aventuras medievais de fantasia no início dos anos 2000, vide ‘O Senhor dos Anéis’, a Disney se beneficiou bastante ao transformar uma de suas maiores atrações de parques temáticos em um filme. Muitos creditam à forma inusitada a qual Johnny Depp interpretou o protagonista Jack Sparrow: de uma forma cômica dentro de um contexto de ação e aventura. ‘Piratas do Caribe’ logo se tornou uma franquia para toda a família, com terror de mentirinha, muitos efeitos especiais e uma jornada épica pelos sete mares. Em especial a trilogia original fez enorme sucesso, e a conclusão de tal trilogia não sairia por menos. Assim, em segunda posição do ranking com a medalha de prata, ‘No Fim do Mundo’ foi lançado no ano anterior de ‘Indiana Jones 4’ e fez US$139.8 milhões no feriado de 2007, tirando o terceiro ‘Shrek’, em sua segunda semana, de jogada. Bons tempos.

01) 2022: Top Gun Maverick

Em primeiríssima posição, com a medalha de ouro e a o ponto mais alto do pódio, temos um filme bem recente. É muito bom ver filmes atuais reinando nas bilheterias, em especial numa época em que o cinema enfrenta grandes dificuldades (primeiro com o advento dos streamings e depois pela pandemia – e os dois somados). Dois filmes nesta lista se encaixam nessa categoria, da retomada, que se posicionaram muito bem no ranking das maiores estreias do Memorial Day. Primeiro ‘A Pequena Sereia’ no ano passado, e em primeiro lugar ‘Top Gun Maverick’, no ano anterior (em 2022).

Um dos filmes de ação mais adorados dos anos 80, finalmente sairia da década para dar as caras em tempos modernos. Tom Cruise aceitou voltar ao papel do piloto audacioso Pete Maverick em nova fase de sua vida, mais velho, e precisando treinar um novo time de pilotos corajosos, encabeçados pelo filho de seu melhor amigo. O filme foi o grande fenômeno de 2022, com muitos afirmando que foi o salvador do cinema. O longa impressionantes US$160.5 milhões num único fim de semana, se distanciando bastante do segundo colocado, e se tornando também uma das maiores estreias de todos os tempos.

Crítica | Angry Birds – O Filme

Por trás de um grande sucesso existe sempre uma grande equipe. Com a difícil missão de transformar um famoso jogo em um longa-metragem, os cineastas Clay Kaytis e Fergal Reilly optaram pela criatividade em forma de simplicidade e acertam em cheio no alvo. Angry Birds – O Filme tem um roteiro bem trivial mas bem eficaz que navega explorando as personalidades e gigantes empatias que saem dos diálogos dos amáveis pássaros. Outro fator interessante é que o filme nos ajuda a entender um pouco melhor a história dos ilustres passarinhos do jogo que virou mania nos aparelhos digitais e que com certeza vão conquistar, agora no cinema, de vez o coração de todos.

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Na trama, conhecemos uma população de pássaros, com diversas personalidades distintas, que vivem alegremente em uma ilha paradisíaca longe do continente. Nesse lugar, vive o emburrado Red (no original Jason Sudeikis, no Brasil Marcelo Adnet), um pássaro vermelho de sobrancelhas chamativas que vive praticamente isolado do resto dos amigos em uma casinha perto do mar. Durante uma punição, Red conhece o tagarela Chuck (Josh God no original e Fabio Porchat no Brasil), um pássaro amarelo hiperativo que tem o dom do rapidez, e também conhece Bomba (Danny McBride no original), um tímido mas grande pássaro que explode (literalmente) sempre que fica com raiva. Os três amigos praticamente são desconhecidos na ilha, porém, quando um bando de porquinhos verdes invadem a ilha à procura de ovos, o trio irá fazer de tudo para defender o interesse de toda a população de onde moram.

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O longa-metragem, que utiliza técnicas de animação, com estreia confirmada para o dia 12 de maio aqui no Brasil, é um filme feito para a criançada. Até há a tentativa de alguns diálogos mais profundos que serviriam para divertir os adultos também mas nessas partes as linhas do roteiro optam pela simplicidade. A aventura tem grandes méritos, valoriza o poder da amizade, explora o complicado caminho das personalidades tentando mostrar os porquês da raiva e outros sentimentos complicados de explicar. Nesse aspecto, é quase tão profundo quanto o espetacular Divertida Mente.

angry birds

Falando sobre a dublagem do filme aqui para o Brasil, vale o grande elogio para toda a equipe, que foi considerada pela produtora do filme como a melhor entre todos os países. Fabio Porchat e Marcelo Adnet, os grandes destaques, dão um show dublando as vozes de dois dos protagonistas. O público interage com as cenas a todo instante, ri praticamente o tempo todo de todas as trapalhadas que a turminha de pássaros apronta durante toda a projeção. Angry Birds – O Filme é uma fita que deverá ter um grande sucesso nos cinemas brasileiros não só porque são personagens fascinantes e já conhecidos, mas, porque a história criada ficou uma delícia de divertida. Não percam!

A guardiã do cinema fantástico: uma conversa com Monica Trigo na Mostra de Cinema de Fama

O nosso audiovisual reúne artistas maravilhosos e também profissionais competentes que estão atrás das câmeras, nos bastidores, lutando pelos avanços dessa indústria que está em pleno vapor. Entre essas pessoas está a gestora cultural Monica Trigo. Com ampla experiência à frente de secretárias de cultura e na presidência de associações ligadas ao Cinema Fantástico, essa baiana carismática e super simpática, vem se consolidando, nos últimos anos, como uma das grandes forças na defesa do nosso audiovisual.

Durante a 8ª Mostra de Cinema de Fama, na qual atuou como júri e consultora, tivemos a oportunidade de bater um papo descontraído e muito enriquecedor com essa verdadeira batalhadora da sétima arte brasileira:

 

1) Como você está vendo o mercado do audiovisual brasileiro na atualidade?

Monica Trigo: Estamos voltando para a produção audiovisual brasileira, com obras e narrativas cada vez mais criativas, mas tem a questão de oportunizar. Cinema a gente faz no fluxo, é muito importante a existência de editais, a lei Paulo Gustavo, Aldir Blanc, que se construam políticas públicas de investimento. Esse é um ponto importantíssimo. Também vejo um gargalo no processo de exibição, especialmente nos festivais, que representam a primeira janela de uma obra. Um filme premiado em festival tem sua trajetória comercial completamente transformada. Sinto que precisamos construir uma política pública de investimento para os festivais, que são lugares onde as pessoas se encontram: os criativos estão juntos, o olhar de quem realiza tá lá, mas o de quem compra também.

Abertura da 8a edição da Mostra de Cinema de Fama. Foto: divulgação do festival
Abertura da 8a edição da Mostra de Cinema de Fama. Foto: divulgação do festival

2) Como foi sua experiência lá no Festival de Cannes este ano?

Monica Trigo: Eu e Javier Fernandez (coordenador do programa Blood Window na Ventana Sur) fazemos muitas coisas juntos, sempre fomos procurados por projetos que estão em fase de desenvolvimento e por outros que estão em pós-produção. Montamos uma consultoria para construir estratégias para essas pessoas que nos procuram, uma consultoria argentina/ brasileira, e fizemos o lançamento no Marché du Film, em Cannes. Nós levamos 15 obras pra lá, inclusive um filme da diretora Eva PereiraO Barulho da Noite –, que saiu de lá com uma distribuição internacional. Fizemos também um showcase de cinema fantástico com cinco obras em pós-produção da América Latina e nove projetos de Minas Gerais.

Abertura da 8a edição da Mostra de Cinema de Fama. Foto: divulgação do festival
Abertura da 8a edição da Mostra de Cinema de Fama. Foto: divulgação do festival

3) Vejo você muito associada ao Cinema Fantástico. Da onde veio essa relação com esse universo?

Monica Trigo: Venho de uma atuação no cinema brasileiro, desde a época de Paulínia (Festival). Em relação ao cinema fantástico, me dei conta que muitas obras que gostava pertenciam a esse universo. Bacurau, por exemplo, é um filme de horror e ficção cientifica. O universo fantástico que tem a característica de reflexão social é algo que me interessa. Durante muito tempo tive preconceito com o cinema de gênero, acreditava que o terror era construído majoritariamente por homens que objetificavam as mulheres. Hoje, porém, reconheço a força e a presença de tantas roteiristas mulheres, como Juliana Rojas e Gabriela Amaral Almeida, que desmentem essa visão. Passei, então, a olhar com muito mais atenção. Atualmente, o cinema fantástico que mais me interessa é justamente aquele feito por mulheres.

Abertura da 8a edição da Mostra de Cinema de Fama. Foto: divulgação do festival
Abertura da 8a edição da Mostra de Cinema de Fama. Foto: divulgação do festival

4) Quais os festivais que você mais está ligada dentro desse universo fantástico? O que você já ajudou a construir?

Monica Trigo: Tive a alegria de construir a Aliança Latino-Americana de Festivais de Cinema Fantástico (FantLatam). Fui presidente por muitos anos e, hoje, já somos 33 festivais em 12 países da América Latina. A grande vantagem de manter uma relação associativa é a possibilidade de circularmos como júri nesses festivais, acompanhando de perto toda a produção latino-americana. Além disso, indicamos obras e estamos presentes nos mercados internacionais. Em Cannes, por exemplo, o maior pavilhão que existe no Marché du Film é o Fantastic Pavilon – espaço dedicado ao cinema fantástico – que promove gala de filmes, e exibições de produções do gênero. Acho um universo muito criativo.

Conheça as cenas exibidas na CCXP que NÃO estão no trailer de ‘Mulher-Maravilha 1984’

Como de costume, a CCXP, maior feira de cultura pop do mundo, gosta de presentear seus fãs com material exclusivo, exibido somente para eles em seus painéis tão concorridos. E este ano não foi diferente.

Durante o painel da Warner Bros, para encerrar com chave de ouro, subiram ao palco Patty Jenkins e Gal Gadot, respectivamente a diretora e protagonista de ‘Mulher-Maravilha 1984‘ – um dos grandes lançamentos do estúdio para o ano que vem (as entrevistas exclusivas com as duas você confere em breve no CinePOP).

Logo depois, o trailer apresentado no evento foi liberado online. Mas, voltando ao primeiro parágrafo, só os fãs que estiveram presentes no painel de ontem foram presenteados com a prévia completa, com cenas a mais que não estão presentes na internet. E aqui vamos descrevê-las para você.

Na realidade, são três momentos de maior destaque que não estão no trailer divulgado oficialmente pela Warner, além de trechos mais alongados, como o eletrizante (literalmente) desfecho com a heroína pegando carona em raios nos céus de uma tempestade. Este trecho está mais curto no trailer divulgado online. Confira abaixo.

Maxwell Lord

O vilão interpretado pelo ótimo Pedro Pascal aparece como um magnata que pretende fazer o sonho de todos se tornar realidade. Um barão da mídia. Ao que tudo indica, a prévia está de acordo com o roteiro vazado por um usuário do site Reddit. No trailer exibido na CCXP, vemos a Mulher-Maravilha indo acertar as contas com Lord, junto com seu crush renascido Steve Trevor (Chris Pine). Na mansão do vilão, a heroína laça o sujeito com seu objeto da verdade, ao que ele retruca algo como: “Você é mesmo incansável”. O que é a mais pura verdade. Vemos ao longo do trailer também mais cenas da protagonista usando seu laço, os braceletes e a tiara, o que reforça a ideia de nada de armas dessa vez – ou seja, a heroína não fará mais uso da espada e do escudo como anunciado pela diretora.

Primeira Aparição da Mulher Leopardo

Ainda não conseguimos ver o visual completo da vilã interpretada por Kristen Wiig. E isso não foi divulgado nem para os fãs da CCXP. Mas o que pudemos ver foi a primeira aparição da personagem em sua fase de transformação. Corroborando novamente com o roteiro vazado, a personagem de Wiig é uma mulher que idolatra a Mulher-Maravilha. E seu desejo é ser exatamente como ela. Assim, para a surpresa da heroína, Barbara Minerva (sua verdadeira identidade) ressurge sensual, confiante e… com superpoderes, como os da Mulher-Maravilha, o que inclui super-força. Ela empurra a protagonista, que simplesmente voa pra longe sem acreditar no que aconteceu. Ao se levantar, as duas se encaram, num standoff de arrepiar. Neste trecho, podemos notar o início da transformação da vilã – que como afirmou a diretora Patty Jenkins no painel, terá em sua composição uma mistura de efeitos práticos (maquiagem e próteses) e CGI.

Mulher-Maravilha sem Poderes

Novamente, de acordo com o roteiro vazado, os desejos realizados pelo artefato de Max Lord terão um preço, uma espécie de efeito colateral. O desejo de Barbara Minerva em ser uma “Mulher-Maravilha”, a transformará inadvertidamente na Mulher Leopardo. Já a Princesa Diane, cujo desejo foi trazer seu amado Trevor de volta à vida, terá que encarar a perda de seus poderes. Ou parte deles. Como pudemos ver no trailer exibido na CCXP, ela fica vulnerável e quando uma bala acidentalmente passa por seus reflexos e a atinge no ombro, ela sangra – e fica surpresa com a dor – precisando ser salva pelo companheiro.

Nem precisa ser dito que o trailer, exibido duas vezes para os fãs, fez a plateia vir abaixo em gritos, choro e muita felicidade. Agora, é esperar para ver o quão fiel está o roteiro vazado em comparação com a versão que será de fato lançada nos cinemas.

Mulher-Maravilha 1984 estreia no dia 4 de junho de 2020 no Brasil.

Relembre as Atrizes Consideradas as PIORES da Última Década pelo Framboesa de Ouro

Época de Oscar, não se fala em outra coisa. Esse é o momento de celebrar o melhor do cinema, as melhores atuações, os melhores atores e atrizes do ano que passou. Mas o início do ano também traz uma premiação bem obscura e incorreta, que surge como o anti-Oscar. Falamos do Framboesa de Ouro, que premia não o melhor, mas sim o pior de cada ano. É uma ideia original, mas que em tempos politicamente corretos, pode soar como sendo de mau gosto.

Tirando alguns lapsos, o espírito do Framboesa de Ouro é sempre o da zoeira. A “premiação” apenas reforça o que todos nós já sabemos e comentamos. O prêmio apenas destaca os filmes que todos já consideram os piores e as atuações já comentadas de forma negativa. Ou seja, os indicados e vencedores de cada ano raramente são surpresa.

Pensando nisso, decidimos relembrar um pouco essas verdadeiras preciosidades da interpretação. É preciso frisar também que o Framboesa apenas destaca performances ruins de atrizes muitas vezes talentosas, em determinados filmes. Afinal, todo mundo tem direito a um dia ruim. Abaixo separamos as piores atuações femininas dos últimos 10 anos. Confira.

Leia também: Framboesa de Ouro – Relembre os Atores Considerados os PIORES da Última Década!

Megan Fox por ‘Johnny e Clyde: Parceiros no Crime’ e ‘Os Mercenários 4

Desde que apareceu em cena, Megan Fox se tornou alvo de críticas devido à sua capacidade como atriz. Sua beleza, por outro lado, sempre foi indiscutível. E não é apenas no Framboesa, pois desde ‘Transformers’ até ‘Jonah Hex’ os críticos pegam no pé da moça. E talvez com razão. Ano passado, Fox levou o “prêmio” não apenas como atriz protagonista pelo tosco ‘Johnny e Clyde: Parceiros no Crime’, quanto como coadjuvante por ‘Os Mercenários 4’, o declínio da querida franquia criada por Sylvester Stallone.

Ryan Kiera Armstrong por ‘Chamas da Vingança

Esse aqui criou polêmica! Em 2023, o Framboesa de Ouro se meteu em uma enrascada, ao passar dos limites. A premiação que foca no pior do cinema nunca se levou a sério e sempre foi motivo de escracho. Suas indicações sempre colocaram o dedo na ferida, e por bem ou por mal, sempre foram levadas na esportiva. Porém, em tempos mais politicamente corretos, ninguém gostou muito e considerou uma brincadeira de mau gosto indicar e depois premiar como a pior atriz do ano uma menina de então 12 anos.

Isso, entre outras coisas, poderia ter acabado com a carreira da garota. Percebendo a mancada que deram, a organização decidiu rescindir o prêmio. Ainda bem que Ryan Kiera Armstrong não se deixou abalar e conseguiu o papel em uma produção de grande destaque, com ‘Skeleton Crew’, do universo de Star Wars.

Adria Arjona por ‘Morbius

No mesmo ano em que a pequena Ryan Kiera Armstrong levava o prêmio de pior atriz pelo pseudo terror ‘Chamas da Vingança’, a bela e carismática Adria Arjona, de origem porto-riquenha, levava o seu como coadjuvante pelo desastre de trem conhecido como ‘Morbius’.

O longa só não é considerado o pior filme de super-herói dos últimos anos porque o mesmo estúdio tratou de remediar isso e lançar obras do nível de ‘Madame Teia’ e ‘Kraven: O Caçador’. Arjona, a namorada de Jason Momoa na vida real, por outro lado, se recuperou e emplacou sucessos como ‘Assassino por Acaso’ e ‘Pisque Duas Vezes’, no ano passado.

Jeanna de Waal por ‘Diana: O Musical

Agora temos um filme desconhecido do grande público, o que é uma coisa boa, pois significa que apenas uma parcela bem pequena dos espectadores precisou sofrer ao assistir este que é considerado não apenas um dos piores filmes da Netflix, como também um dos piores dos últimos tempos.

A ideia até que era digna: fazer uma homenagem para a saudosa e querida Princesa Diana, na forma de um musical. Mas algo no caminho deu muito errado. Pior para a intérprete da protagonista, a atriz Jeanna de Waal, que encarnou a personalidade no mesmo ano em que Kristen Stewart fazia o mesmo e saía com uma indicação ao Oscar.

Kate Hudson por ‘Music

Em 2021, um dos filmes mais criticados da temporada foi ‘Music’, o pseudo musical sobre autismo que marcou a estreia na direção de longas-metragens da cantora Sia. O que podemos dizer é que a estrela da música certamente escolheu um projeto ambicioso para marcar seu debute. Muito ligada às causas de pessoas autistas, Sia decidiu fazer um filme para eles.

Deu certo? Não, deu muito errado, pois todos consideraram a produção equivocadíssima em seu retrato de autistas. Não ganhou pior filme, mas foi indicado. Porém, premiou a indicada ao Oscar Kate Hudson, que se jogou de cabeça no projeto, e até raspou o cabelo. Se arrependimento matasse…

Maddie Ziegler por ‘Music

Sobrou para todo mundo que trabalhou em ‘Music’, um dos filmes mais rechaçados por crítica e público dos últimos anos. Até o título do filme é pretensioso, que não por menos é também o nome pretensioso da personagem principal. Ela é interpretada pela jovem Maddie Ziegler, que estrela muitos dos clipes de Sia. Seu retrato de uma jovem autista está bastante caricato e afetado. Mas a culpa não é só da atriz, pois deve ter sido a direção que Sia a deu. Enquanto Kate Hudson foi escolhida a pior atriz do ano, Ziegler foi a pior coadjuvante.

Dakota Johnson por ‘Cinquenta Tons de Cinza

Algumas atrizes acreditam que estrelar uma grande produção baseada em um livro de enorme sucesso pode ser a porta de entrada para Hollywood. E não estão erradas, o problema é o resultado destas obras. Para Emma Watson e Jennifer Lawrence deu muito certo, em ‘Harry Potter’ e ‘Jogos Vorazes’, respectivamente.

Já para Kristen Stewart e Dakota Johnson, a coisa não fluiu tão bem assim, em ‘Crepúsculo’ e ‘Cinquenta Tons de Cinza’. Por este fato, Johnson ficou estigmatizada. Não ajuda nada na causa ela ter embarcado em outro fiasco, com ‘Madame Teia’ ano passado. Em 2016, ela levou o prêmio de pior atriz e pode vir a levar novamente este ano pelo malfadado filme de herói citado.

Kim Basinger por ‘Cinquenta Tons Mais Escuros

A franquia ‘Cinquenta Tons de Cinza’ seguiu fazendo vítimas pela década passada. Um verdadeiro sucesso de vendas, os livros deste universo apelaram muito para as chamadas “jovens mamães”, mulheres que queriam dar mais emoção às suas vidas. E nada melhor que apimentar com um livro que retrata muito sexo, erotismo e sadomasoquismo, quando uma jovem aceita ser secretária de um ricaço excêntrico.

No cinema, os filmes não foram nada mais do que motivo de chacota. É curioso notar que muitas das atrizes e também dos atores premiados pelo Framboesa, já ganharam também o Oscar. Foi o caso com a veterana Kim Basinger, que deu às caras no segundo filme da franquia e foi premiada como a pior coadjuvante daquele ano por isso.

Melissa McCarthy por ‘Crimes em Happytime’ e ‘Alma da Festa

Muitos podem não lembrar, mas a atriz Melissa McCarthy já foi indicada ao Oscar. E não foi apenas uma vez, mas ela foi nomeada duas vezes ao maior prêmio do cinema – pela comédia ‘Missão Madrinha de Casamento’ e pelo drama ‘Poderia me Perdoar?’.  Mas McCarthy nunca foi uma atriz unânime e muitos de seus filmes não agradam a todos.

Em 2018, McCarthy não deu muita sorte e terminou estrelando dois de seus filmes mais criticados. Justamente por isso, ela terminou recebendo o “prêmio” como a pior atriz daquele ano pela combinação dos filmes ‘Crimes em Happytime’ e ‘Alma da Festa’. McCarthy já havia sido “premiada” pelo Framboesa em 2015 por ‘Tammy: Fora de Controle’, considerado seu pior filme.

Rebel Wilson por ‘Cats

Rebel Wilson é outra atriz rechonchuda que ficou muito famosa na década de 2010. De origem australiana, a loirinha também não é uma atriz que agrada todos os públicos, e muitos cinéfilos não são muito adeptos de seu tipo de humor. Mas se tivermos que indicar um trabalho onde Wilson se sai bem, é na franquia de cantoras à capela ‘A Escolha Perfeita’.

Wilson, assim como Melissa McCarthy, pensando na saúde, resolveu perder muitos quilos e hoje tem uma forma física bem diferente. Antes disso, no entanto, foi presenteada com a “vitória” no Framboesa de Ouro. Aliás, em 2020 a atriz estava na mira da premiação e foi indicada duplamente como pior atriz por ‘As Trapaceiras’, com Anne Hathaway, e como pior coadjuvante pela atrocidade conhecida como ‘Cats’. Ela só levaria o segundo “prêmio”.

Tyler Perry por ‘Boo 2! O Halloween de Madea’

Finalizando a matéria, temos uma escolha curiosa. Tyler Perry é na realidade um homem. Diretor, roteirista, produtor e ator, Perry é um dos maiores nomes da indústria cinematográfica americana. Ele é um empresário bem-sucedido do ramo, que construiu seu próprio estúdio de cinema, no melhor estilo Projac. Perry é dono de uma imensa propriedade, a qual ele transformou em um imenso estúdio, com prédios que são verdadeiros sets de filmagens.

Diversas produções alugam o espaço para suas gravações, entre filmes e séries. Perry, porém, insiste em fazer filmes, e raramente eles são bons – apesar de o cineasta possuir sim seu público cativo. Seu personagem mais marcante é a idosa Madea. E justamente por isso, o ator recebeu o Framboesa de pior atriz, ao interpretar o papel na continuação ‘Boo 2’, filme de halloween de Madea.

Crítica | Marguerite

Os gritos de uma angústia sonhadora. Selecionado para o Festival Varilux de Cinema Francês 2016, o drama Marguerite é uma longa-metragem deleitável, que possui interpretações fantásticas. Década de 20, França, em uma época onde Chaplin andava por Paris, dividido em capítulos, atos, Marguerite possui um roteiro muito bem estruturado e uma direção detalhista muito perto da perfeição. Essa é uma vantagem em ter um diretor autoral na condução de uma obra tão complexa. Méritos do cineasta Xavier Giannoli que com certeza, com este trabalho, vai ganhar um espaço na memória dos cinéfilos.

Inocente, sonhadora, indomável. Marguerite, interpretada pela fabulosa Catherine Frot, é uma mulher deveras interessante, louca por ópera, milionária, vive em quase total reclusão em um casarão longe do agito do centro da capital francesa. Sua vida consiste em sonhar, projetar e realizar pequenas apresentações em um limitado círculo de amigos da alta sociedade francesa. A questão é que a personagem principal, que exala uma dose exorbitante de carisma em cada sequencia, canta completamente desafinada e suas performances são camufladas pelo orgulhoso círculo de amigos.

Analisando um lado importante da personagem principal, o psicológico, o ato de se apresentar a tira da loucura e de seus intensos pensamentos tristes, a arte se torna uma blindagem a qualquer tipo de sentimento ruim. Marguerite é incompreendida em sua essência durante todo o tempo, somente seu simpático mordomo Madelbos a ajuda em suas deliciosas e surpreendentes apresentações. Porém, com sua bondade e porque não dizer simplicidade, acaba conquistando a quase todos que a conhecem.

A transformação do marido também é feita de maneira bela e inesperada. Antes, um envergonhado, traidor e infeliz parceiro vai aos poucos se tornando um porto seguro às ações da protagonista, vira quase um protetor dos sonhos de sua esposa. O personagem se vê em uma guerra entre a vergonha e o sonho. E assim, chegamos a grande pergunta que o filme está envolvido: Quem de nós possui um coração puro o suficiente para julgá-la?

10 filmes tão BONS que você até esquece do celular!

Hoje em dia, o celular virou um participante de todos os nossos minutos. Acordamos, e a primeira coisa que fazemos é procurar nosso aparelho para nos atualizar de mensagens, notícias, ou qualquer outra coisa. Isso nos leva até um esgotamento, com altos graus de ansiedade. É tão bom quando encontramos outras formas de enxergar o mundo, bem distante dessa tecnologia. Para você que está buscando uma saída para essa rotina maçante, separamos abaixo alguns ótimos filmes que vão te jogar para dentro de histórias que te farão enxergar o mundo de outras formas:

 

Mulheres Divinas (Looke)

Na trama, ambientada na Suíça, no início da década de 1970, conhecemos Nora (Marie Leuenberger), residente de um pequeno vilarejo com poucas atividades culturais ou sociais. Quando começa a não concordar com limitações impostas às mulheres, vira líder de um movimento importante pelos direitos de voto delas nas eleições.

10 filmes para assistir quando o dia não rendeu e o humor foi embora

Os Fabelmans (Netflix)

Tudo acontece por um motivo. Passeando, em partes, pela incrível história de uma das maiores lendas do cinema, Steven Spielberg, Os Fabelmans nos apresenta a descoberta do mundo mágico da sétima arte pelos olhos de um jovem, que por meio de suas lentes da memória, da lembrança do que significa família, se tornou um ícone que transcende gerações. Ao longo de duas horas e meia de projeção, onde transbordam-se emoções por todos os lados, Os Fabelmans nos mostram as estradas, conflitos e escolhas de um eterno sonhador.

10 Filmes ‘das antigas’ que são sempre bons de rever

Aftersun (Netflix)

Sophie (Frankie Corio) é uma jovem bastante esperta e curiosa que vai passar férias com o pai, Calum (Paul Mescal), na Turquia. Desde a chegada ao local, Sophie registra tudo com uma câmera: as alegrias, as discussões, as dúvidas, as descobertas, os marcantes momentos daquele curto período. Percebemos logo que são lembranças, memórias, com uma carga alta de sentimentos vindo de vários lados.

 

Marte Um (Telecine)

O sonho de uma expedição até Marte acaba sendo o pontapé inicial de um lindo filme, que detalha os sonhos dentro de um contexto mais amplo, de esperança. Dirigido por Gabriel Martins, Marte Um nos mostra o cotidiano agitado de uma família dentro de um olhar urbano caminhando pelos relatos de quem vive seus dias sem saber como será o amanhã.

 

Sharper – Uma Vida de Trapaças (Apple Tv+)

Tom (Justice Smith) é um amante de livros, que possui uma simpática livraria no centro de uma grande cidade norte-americana. Certo dia, entra pela porta do local uma jovem doutoranda chamada Sandra (Briana Middleton) e logo os dois se apaixonam perdidamente. Certo dia, Sandra, desesperada, avisa Tom que precisa de 350 mil dólares e ele, o herdeiro do milionário Richard (John Lithgow), logo consegue a quantia. Só que ela some, e Tom percebe que caiu em um golpe. Paralelo a isso, vamos conhecendo Max (Sebastian Stan) e Madeline (Julianne Moore), um dupla de trambiqueiros que vão nos mostrar outros lados desse golpe aplicado por Sandra.

 

Esperando Bojangles (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Georges é um contador de histórias, meio malandro. Durante uma festa, que chegou de penetra, acaba conhecendo a bela Camille (Virginie Efira), por quem logo se apaixona e tem um filho. O cotidiano deles é repleto de festas, contas sem pagar, vivendo em um universo de fantasia que acaba passando para seu filho. Em certo momento, Camille começa a apresentar sinais de que não quer, nem consegue, acessar o cotidiano e a realidade que se apresenta.

 

Oeste outra Vez (Telecine)

Na trama, conhecemos o amargurado Totó (Ângelo Antônio), dono de um bar decadente, que após ser abandonado pela companheira, resolve acertar as contas com um outro morador da cidade onde mora, Durval (Babu Santana). Totó então contrata Jerominho (Rodger Rogério), que diz ser um competente pistoleiro, para matar Durval. Mas as coisas não saem conforme o planejado, levando essa história para uma série de desencontros rumo às profundezas da solidão.

 

A Mãe (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Na trama, conhecemos Dona Maria (Marcélia Cartaxo), uma nordestina, de Cajazeiras (Paraíba), que mora em uma casa humilde na periferia de São Paulo com o único filho, o adolescente Valdo. Ela é camelô pelas ruas do centro. Certo dia, o filho desaparece, levando Maria a uma busca incansável para saber todas as verdades desse desaparecimento. Durante essa árdua estrada, onde poucos a ajudam, acaba entrando em conflito com traficantes e com a polícia.

 

Dias Melhores

Chen Nian é uma jovem introspectiva que vive com a mãe. Após um acontecimento, Chen Nian parece ser o novo alvo de um grupo de alunas cruéis e privilegiadas que tacam o terror. Ela começa a sofrer bullying, com direito a inaceitáveis humilhações. Um dia, resolve ajudar Xiao Bei, um rapaz que está sendo agredido por uma gangue, fato que unirá essas duas almas, com o rapaz a protegendo dos bullying diários.

 

Assassino por Acaso (Prime Video)

Gary Johnson é um professor universitário, pacato e tímido, que durante a outra parte de seu dia trabalha para a polícia, se tornando um habilidoso traçador de perfis com autoestima elevada para o convencimento na criação de outras versões de si mesmo. Se fazendo de matador de mentira, com o objetivo de prender quem o procura, certa vez acaba se envolvendo com uma cliente, fato que o faz balançar na linha tênue entre a lei e a criminalidade.

10 filmes que fizeram parte da vida de muitos cinéfilos (e ainda comovem)!

As 10 Melhores SURPRESAS de 2019

Pois é, queridos leitores, mais um ano chega ao fim. Ao piscarmos, 2019 se foi diante de nossos olhos. Este foi um ano de certo sufoco, mas quando falamos em arte, a esperança é sempre mais forte. Tivemos um ano repleto de boas produções, mas também as costumeiras “capengadas”. No primeiro time, se encontram ainda as surpresas – aqueles filmes pelos quais não dávamos absolutamente nada, mas que terminaram por nos surpreender positivamente, assim como, é claro, a crítica e o resto do público.

Assim, o CinePOP, abrindo suas listas de fim de ano, resolveu trazer para você, as melhores surpresas de 2019 nos cinemas. Vem conferir.

10) Brinquedo Assassino

A franquia do boneco Chucky já não ia muito bem das pernas, tendo seus últimos exemplares (embora relativamente elogiados pelos fãs) lançados direto em vídeo. De fato, devido a uma briga interna pelos direitos autorais, os últimos longas sequer podiam portar o título Brinquedo Assassino – ganhando nomes como A Noiva de Chucky (1998), O Filho de Chucky (2004), A Maldição de Chucky (2013) e O Culto de Chucky (2017). Tais filmes (dentro do possível), prometiam inclusive uma sequência ao deixar um gancho no mais recente episódio.

Assim, chegou como surpresa o anúncio deste remake, com o título original – e que inicialmente não podia chamar o boneco psicótico de Chucky. Com todos estes pontos contra, chamou atenção a qualidade do filme, apostando numa trama moderna, atualizando o brinquedo para os dias de hoje e, inclusive, dando ênfase ao drama dos personagens (como na relação de amizade mais eficiente entre o boneco e o menino Andy).

09) Aladdin

Outro que quase saiu pela culatra foi este live-action de mais uma animação clássica da Disney. Dos três filmes lançados dentro do segmento este ano (com Dumbo e O Rei Leão sendo os outros dois), Aladdin foi o mais controverso desde suas primeiras prévias. Nada estava agradando os fãs, fosse da escolha do ator com aparência de galã para viver o vilão Jafar, ou a demora para revelar o visual do gênio – com os fãs chegando a pensar que Will Smith passaria o filme em sua forma humana (como divulgou sua primeira imagem).

Depois disso, quando finalmente a Disney tentou acalmar os ânimos e revelar o gênio azulado, mais um tiro pela culatra: os fãs torceram o nariz para o visual e para os efeitos especiais. Quando todos puderam conferir o filme depois da estreia, o pensamento geral foi outro: o de aprovação. Aladdin ainda viveu para se tornar o live-action mais adorado do ano, ao contrário de seus irmãos. O Rei Leão então, que fez os fãs chorarem com seu trailer, recebeu duras críticas dos mesmos.

08) Alita: Anjo de Combate

Adiamento nunca é uma boa coisa. E Alita sofreu com eles, terminando despejado no mês de janeiro – outro sinal ruim para qualquer filme, já que é sinônimo de falta de confiança do estúdio. Se o caso for de uma superprodução, a coisa piora ainda mais. Baseado num mangá, e com o pedigree de James Cameron na produção e Robert Rodriguez na direção, Alita caminhava para se tornar um novo Ghost in the Shell (2017) no gosto dos fãs.

Quando a obra foi lançada, tudo mudou de figura. As críticas foram favoráveis e o público compareceu, fazendo de Alita uma das maiores bilheterias do início do ano, e de 2019 em geral. Agora, é esperar pela continuação.

07) O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio

Aqui o caso é diferente. Depois de duas tentativas frustradas de reinício para a franquia – visando uma nova trilogia – com Salvação (2009) e Gênesis (2015) -, a saga O Exterminador do Futuro se mostrava desgastada. Fazendo qualquer projeto perder ainda mais a credibilidade estava a repercussão extremamente negativa obtida por Gênesis, considerado o pior exemplar da franquia, e um modelo do que não fazer numa campanha de marketing – que divulgou os maiores segredos do filme nas prévias.

Como fazer o público dar um voto de confiança? O primeiro passo foi trazer de novo ao jogo o criador original (James Cameron), agora na capacidade de roteirista e produtor; e sua ex-mulher, a musa da franquia Linda Hamilton – de volta no papel da única Sarah Connor possível. Na direção, Tim Miller fez para os exterminadores o que já havia feito para Deadpool (2016), igualmente um personagem desacreditado graças ao erro conhecido como X-Men Origens: Wolverine (2009). O resultado foi um só: Destino Sombrio ficou marcado como a melhor continuação da franquia após o segundo filme.

06) Predadores Assassinos

Sim, amamos filmes de animais assassinos. E estávamos precisando de um bom – que fosse a definição de puro entretenimento, uma boa diversão na sala de cinema, aquele tipo de filme pipoca que nos deixa extasiados, lembrando de quando éramos crianças. Ninguém melhor para entregar isso do que Alexandre Aja, cineasta francês especializado em thrillers tensos – que já havia entregue um projeto nos mesmos moldes (adicionando risos nervosos ao lado dos sustos) com Piranha 3D (2010).

Quem comanda a ação é a filha de brasileiros Kaya Scodelario, no papel de uma jovem lutando contra crocodilos assassinos em sua casa, na tentativa de salvar seu pai durante um furacão de categoria 5 que atinge sua cidade. Um filme despretensioso que cativou os críticos e espectadores.

05) Doutor Sono

Quem diria que algum dia iríamos ver sair do papel a continuação do cultuadíssimo O Iluminado (1980), tido como um dos melhores filmes de terror de todos os tempos. Mas o próprio criador Stephen King resolveu continuar sua história no papel, ao lançar o livro Doutor Sono em 2013. Assim, nada mais natural que Hollywood arregalasse os olhos na direção da obra. E convenhamos que esta deve ter sido a intenção do autor desde o começo.

O maestro ideal para arquitetar tamanho plano ambicioso não poderia ser outro que Mike Flanagan, responsável pela obra-prima seriada conhecida como A Maldição da Residência Hill (2018). A mesma técnica precisa, dando ênfase ao lado artístico, que todo cinéfilo aprecia, utilizada na série é confeccionada no longa que conta a jornada de Danny adulto (nas formas de Ewan McGregor), agora precisando lidar com um grupo de “vampiros de almas”.

04) As Golpistas

Quando a notícia sobre esta produção chegou, todos imaginaram que seria uma nova versão de Striptease (1996), agora protagonizada por Jennifer Lopez – cuja carreira não andava na melhor das formas. Ou pior ainda, uma nova versão de Showgirls (1995). Para a sorte de todos, no entanto, em sua estreia no Festival de Toronto deste ano, As Golpistas começou sua trajetória de elogios da crítica especializada, que culminou na indicação de J-Lo ao Globo de Ouro, e possivelmente no Oscar.

Muito mais do que um filme de striptease, As Golpistas fala da crise econômica que assolou os EUA na década passada, contextualizando bem como o fato foi sentido não apenas pelos altos investidores, mas também pela parte de baixo da pirâmide financeira. Fora isso, é divertido, dinâmico, e acerta em cheio no drama. Parte do mérito para isso vai para as atuações do elenco, um encontro entre gerações de rostos novatos que dão conta do recado, com uma veterana como Lopez. Ah, sim e a atriz em sua melhor forma – em todos os sentidos.

03) Shazam!

É a DC dando a volta por cima. Depois de erros consecutivos como Batman Vs. Superman (2016), Esquadrão Suicida (2016) e Liga da Justiça (2017), o estúdio precisou se reinventar. Nada de seguir copiando a rival Marvel. O que funcionou para um não necessariamente irá funcionar para outro. Uma vez entendido isso, a Warner começou a lançar produções como Mulher-Maravilha (2017), Aquaman (2018) e Coringa (2019). Obras independentes, mas que nem por isso deixam de pertencer ao mesmo universo.

Shazam! chega bem nessa leva. Um filme despretensioso, mais voltado para um tom infantil e leve, cheio de humor e colorido. O acerto vem justamente no abraço que é dado em ser um filme de quadrinhos. Mistura dos filmes da Sessão da Tarde dos anos 1980, em especial Quero Ser Grande (1988), o longa conseguiu ultrapassar a barreira das adversidades (leia-se a negatividade em torno das primeiras imagens divulgadas) em especial devido ao seu elenco carismático. Este é o filme para toda a família, protagonizado por crianças – uma manobra não tentada antes no subgênero. A inocência define o filme, que se mostrou um sucesso absoluto.

02) Fora de Série

Sejamos sinceros, mesmo que adoremos a atriz Olivia Wilde (e seguimos gostando, até mesmo após seu retrato caricatural de uma jornalista em O Caso Richard Jewel), sabemos que ela é no máximo uma boa intérprete, nunca tendo entregue uma atuação fenomenal. Assim ela segue por sua carreira. No entanto, na hora de migrar para trás das câmeras na direção, Wilde desempenhou seu melhor trabalho no cinema até hoje.

Ninguém sabia o que esperar desta espécie de Superbad (2007) feminino, levado num tom mais sério, dramático e menos escrachado. Mas o resultado foi tão positivo, e a chuva de boas avaliações logo se tornaram uma enxurrada, que todos começaram a prestar atenção em quem estava no comando da obra. Quando surgiu em tela o nome de Olivia Wilde, todos precisaram reconhecer uma diretora de mão cheia, em seu primeiro trabalho, para ficarmos de olho.

01) Meu Nome é Dolemite

Eddie Murphy é outro que não andava com a melhor das sortes. Por isso, Meu Nome é Dolemite não era um projeto no qual muitos levavam fé. Mesmo contando a história de uma figura emblemática para o gênero do blaxploitation e do cinema de forma geral, ainda existia muita descrença por parte dos cinéfilos por esta ser uma obra capitaneada por um (ultimamente) azarado Murphy.

Quando o resultado chegou e os críticos puderam conferir a obra em festivais aconteceu o que sempre ocorre quando especialistas ficam diante de um filme de qualidade: falatório de prêmios. Não deu outra, quando o filme estreou na Netflix fez um tremendo sucesso, não deixando uma viva alma em dúvida sobre estar diante de uma produção realmente emotiva – e também muito engraçada. Murphy honrou o nome de Rudy Ray Moore, seu personagem Dolemite, e de quebra o filme e o ator foram indicados ao Globo de Ouro. Muitos acreditam ainda em indicações ao Oscar.

Bônus: Parasita

O filme não americano de maior sucesso este ano nos EUA é o forte candidato a levar para casa a estatueta do Oscar de melhor produção estrangeira no próximo ano. Não é surpresa que o diretor Joon-ho Bong é um excelente cineasta e que suas obras sempre despertam o interesse dos cinéfilos. A surpresa foi Parasita ter feito o sucesso comercial que fez fora de seu país de origem, sendo um filme não recomendado para todo tipo de público.

Bônus 2: Gloria Bell

Essa é para os puristas que vivem torcendo o nariz para refilmagens. O que acontece quando o próprio diretor de um filme adorado pelos cinéfilos resolve dar um tapa na cara com luva de pelica nos chatos de plantão refilmando sua própria obra? Já aconteceu no passado e este ano voltou a ocorrer com o ótimo Sebastián Lelio (Uma Mulher Fantástica e Desobediência). O diretor resolveu refilmagem Gloria (2013), sua obra prestigiada e premiada, de quebra dando um presentaço para a veterana Julianne Moore. A adaptação é uma eficiência troca de territórios, fazendo a mesma história funcionar em outro país.

Bônus 3: Verão de 84

Filmes de terror que usam a temática dos anos 1980 estão tão na moda quanto na própria década. Ficamos acostumados a todo tipo de produção usando o mote, muitos soando como mero artifício de afeição. Foi o que pensamos deste Verão de 84. Mas o que ganhamos ao adentrar a sessão foi um filme que aborda de forma séria questões intrigantes (como um assassino em série na vizinhança), pairando acima das bobeiras que são produzidas no gênero. Um teor mais realista e sóbrio para a corriqueira homenagem feita para a década transforma Verão de 84 em uma das produções mais interessantes deste estilo.

‘Código Preto’, ‘Better Man’, ‘Vitória’ e os filmes que estreiam NESTE fim de semana nos cinemas

Estreias nos Cinemas 

Código Preto

Além das cinebiografias de músicos famosos, outra onda recente dos cinemas são os filmes de… você achou que eu fosse dizer super-heróis, né?  Bem, essa onda não é mais tão recente. Na verdade eu ia mencionar os filmes de espionagem, que estão em todo lugar atualmente também. Aqui, quem adere à moda são a duas vezes vencedora do Oscar Cate Blanchett e o indicado Michael Fassbender. Para termos uma idade da história, imagine um ‘Sr. e Sra. Smith’, porém, levado a sério – sem cenas de ação mirabolantes e mais focado no suspense e drama dos personagens. O vencedor do Oscar Steven Soderbergh é quem dirige.

Vitória

Ainda na ressaca de ‘Ainda Estou Aqui’? Não se preocupa, esse mês o Brasil lança um novo filme para saciar nossa sede. ‘Vitória’ traz a lendária Fernanda Montenegro protagonizado um novo longa, no auge de seus gloriosos 95 anos. Ela interpreta uma idosa que desafiou os traficantes de uma comunidade no Rio de Janeiro, que dava de frente para o seu apartamento. Baseado em uma história real, a mulher decide filmar com uma câmera os criminosos e os entregar para a polícia, para tentar amenizar o desespero e a violência que cercam os moradores. Aqui, tudo fica em família, pois além de Montenegro ter aparecido em ‘Ainda Estou Aqui’ e ser a mãe de nossa Fernandinha, quem dirige ‘Vitória’ é o marido de nossa “Pikachu” indicada ao Oscar, Andrucha Waddington, que já comandou mãe e filha em ‘Casa de Areia’.

Pequenas Coisas como Estas

Quem retorna no início de 2025 também é Cillian Murphy, vencedor do Oscar de melhor ator por ‘Oppenheimer’. Esse é o primeiro filme de Murphy depois da vitória. Esse ano ele estará também no terceiro ‘Extermínio’. Enquanto o filme de zumbis não chega, ele estrela mais um drama, como um comerciante que trabalha em uma empresa de carvão e madeira. O sujeito respeitável de uma pequena cidade, logo irá descobrir segredos sobre uma instituição religiosa no local, que abriga jovens mulheres, e sua descoberta será perturbadora.

Better Man: A História de Robbie Williams

Você lembra do cantor Robbie Williams? Pois é, o astro pop britânico fez um enorme sucesso e procedeu as Spice Girls no coração dos ingleses e do mundo. Sua história finalmente vai virar filme, porém, numa biografia diferente de tudo o que você já viu. Para os que estão cansados das cinebiografias musicais, já que as ganhamos aos montes atualmente, essa é uma totalmente fora da caixinha e bastante original. Para começar, Williams é visto na forma de um chimpanzé o filme todo. Apesar desta estranheza, os críticos se rasgaram de elogios e garantem que o filme é pura emoção.

20/03

Branca de Neve

O maior lançamento nas telonas do mês pode ser considerado este ‘Branca de Neve’, superprodução da Disney, que adapta com atores de carne e osso o clássico animado do estúdio. Mas essa não é qualquer animação da Disney, e sim o primeiro longa-metragem animado da casa, que data de 1937, e ajudou a construir o império de personagens do estúdio. A nova versão traz a eterna ‘Mulher-MaravilhaGal Gadot, não no papel da heroína, mas no da vilã, a Rainha Má. Veremos como ela irá se sair no papel da antagonista. A heroína do filme é a jovem Rachel Zegler, que chamou atenção no remake de ‘Amor, Sublime Amor’.  A direção é de Marc Webb, responsável pelos filmes ‘O Espetacular Homem-Aranha’, com Andrew Garfield.

The Alto Knights: Máfia e Poder

Você certamente já viu filmes de máfia estrelados por Robert De Niro. Só para termos uma ideia, produções como ‘O Poderoso Chefão: Parte 2’, ‘Os Bons Companheiros’, ‘Os Intocáveis’, ‘Cassino’ e ‘O Irlandês’ vêm à mente. Mas algo que você certamente nunca viu foi De Niro em papel duplo em um filme desses. Aqui, De Niro não vive apenas um papel, mas sim dois personagens importantes no longa: os antagonistas Vito Genovese e Frank Costello, dois mafiosos da vida real. Esse sem dúvida é um grande desafio para o ator vencedor do Oscar, agora em sua terceira idade, no auge de seus 81 anos.

Parthenope: Amores de Nápoles

O mês está repleto de vencedores do Oscar para você escolher o seu preferido. Quem dá as caras também é o italiano Paolo Sorrentino, responsável pelo sucesso vencedor do Oscar ‘A Grande Beleza’. Ele retorna como diretor e roteirista de ‘Parthenope’, sobre uma jovem beldade italiana, que apaixona dos homens por onde passa. Para o papel principal, Sorrentino dá bastante cartaz à novata Celeste Dalla Porta, a escolhendo como sua musa. O filme conta ainda com o vencedor do Oscar Gary Oldman no elenco, como um sujeito que é mais um encantado nos charmes da mulher.

27/03

Resgate Implacável

Talvez você tenha sentido falta de “tiro, porrada e bomba” no mês de março nos cinemas. Mas não se preocupe, no fim do mês você receberá uma boa dose, com dois filmes. O primeiro é coisa de especialista, pois quem comanda o show é ninguém menos que o careca furioso Jason Statham, em sua segunda parceria com o diretor David Ayer, depois de ‘Beekeeper’, sucesso do ano passado. Aqui ele é o funcionário de uma obra, que jurou fazer de tudo pelos patrões, após estes o apoiarem em um momento difícil. Mas eis que surge a hora de cobrar o favor, quando a filha deles é sequestrada por um grupo de criminosos. Ah sim, Statham, como sempre, é um ex-militar altamente treinado, afinal qual outra forma para justificar sua destreza em matar.

Novocaine: À Prova de Dor

A ação de março não termina com Jason Statham em ‘Resgate Implacável’, pois no mesmo dia teremos a estreia de uma produção que promete ser bastante divertida. ‘Novocaine’ é até parecido com um filme que o próprio Statham já fez – falo de ‘Adrenalina’, mas ao invés de descargas de adrenalina, o gimmick aqui é que o protagonista não sente dor, então tudo pode acontecer com ele. E acontece. Quem desce o cacete é Jack Quaid, filho dos atores Dennis Quaid e Meg Ryan, que tem no currículo o seriado ‘The Boys’ e os filmes de terror ‘Pânico 5’ e o recente ‘Acompanhante Perfeita’.

Desconhecidos

Elogiadíssimo thriller com toques de terror, o longa se tornou cult e foi descoberto por muitos fãs através do boca a boca. Esse é um daqueles filmes que se fez por conta própria. Um daqueles filmes que surgiu do nada e que ninguém levada muita fé, porém, a notícia sobre ele se espalhou rapidamente, com todos não parando de rasgar elogios. Esse é também um daqueles filmes que o quanto menos soubermos, melhor. Na trama, um predador sexual caça sua mais recente vítima, uma jovem mulher. Mas as coisas podem não ser exatamente o que aparentam, com o filme garantindo sua cota de reviravoltas. O sucesso cult foi o que levou a distribuidora Paris Filmes a bancar o lançamento do longa nos cinemas.

Pai do Ano

Finalizando as principais estreias desse março bastante recheado de longas no cinema, temos o astro indicado ao Oscar Michael Keaton estrelando mais um drama, este com toques cômicos também. Ao seu lado, a jovem estrela Mila Kunis. Na história eles vivem pai e filha. No entanto, afastados pela vida. Ele, casado novamente, precisa aprender a ser pai de seus filhos gêmeos de 9 anos de idade. Isso porque sua mulher precisa se ausentar e deixa a responsabilidade da criação para ele. Como salvação, ele recorre à sua filha adulta do primeiro casamento, papel de Kunis. É claro que seus mundos irão colidir novamente.

Nos Cinemas

Mickey 17

Do mesmo diretor de ‘Parasita’ (2019), temos um filme que não tem nada a ver com ‘Parasita’ e se disséssemos que é o mesmo realizador, muitos não acreditariam. Mas a verdade é que Bong Joon-Ho sempre foi um diretor de gênero, especializado em terror, ficção científica e fantasia – e ‘Parasita’ foi o seu ponto fora da curva. ‘Mickey 17’ é o seu mais recente projeto ambicioso. Passado no espaço, Robert Pattinson interpreta um sujeito descontente com sua vida, que adere a um programa de clonagem para trabalhos perigosos. O problema é que seus clones vivem morrendo.

O Macaco

Por falar em cineastas “hypados” na atualidade, não é apenas o sul-coreano Bong Joon-Ho que irá retornar aos cinemas em março. A diferença é que o diretor não filmava nada desde o citado ‘Parasita’. Já Osgood Perkins, filho do lendário Anthony Perkins, de ‘Psicose’ (1960), lançou ano passado o cultuado ‘Longlegs – Vínculo Mortal’, com Nicolas Cage. Agora, o diretor segue no terreno de gênero, com um novo terror – esse assinado por ninguém menos que o mestre Stephen King. Na trama, um macaco de brinquedo é o causador de muito caos, mortes e horror para uma família. Mas quando dois irmãos redescobrem o brinquedo esquecido, situações alucinantes e, de certa forma, cômicas, voltam a acontecer.

Uma Advogada Brilhante

Leandro Hassum se tornou o comediante brasileiro mais bem-sucedido nas telonas (e também nas telinhas, com muitas produções da Netflix). O ator se tornou especialista inclusive em protagonizar filmes que na verdade são refilmagens ou reimaginações de comédias de sucesso. Por exemplo, ‘Amor Sob Medida’ e ‘Não se Aceitam Devoluções’ são refilmagens de obras conhecidas na Argentina e México. Já ‘O Candidato Honesto’ é uma reimaginação de ‘O mentiroso’, com Jim Carrey. Esse ‘Uma Advogada Brilhante’ é uma mistura de ‘Tootsie’ e ‘Uma Babá Quase Perfeita’, e se você já viu um dos dois, sabe o que esperar.

Crítica | Demolição (Demolition)

Quase sempre é preciso um golpe de loucura para se construir um destino. Dirigido pelo ótimo cineasta canadense Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas, Livre) e com um excepcional roteiro escrito por Bryan Sipe, Demolição (Demolition) é com certeza uma das gratas surpresas deste ano. Falando sobre a solidão e a perda, o longa metragem estrelado pelo excelente ator Jake Gyllenhaal não deixa de ser uma viagem nas nossas emoções mais profundas e uma lição de que a vida é uma eterna caixinhas de surpresas. A trilha sonora é arrepiante, os arcos do roteiro são milimetricamente bem executados e nada, absolutamente nada é, deixado na superfície, as emoções acabam ganhando forma concretas em forma de metáforas que nos fazem refletir a cada cena.

Na trama, conhecemos o banqueiro bem sucedido Davis (Jake Gyllenhaal), um homem perto dos 40 anos que possui uma pacata vida ao lado de sua esposa que é filha de seu chefe. Após um terrível acidente de carro, Davis fica viúvo e a partir daí sua vida ganha um novo sentido, mesmo não sabendo como lidar com essa perda, e ele precisará passar por uma auto descoberta e começa a prestar mais atenção no mundo ao seu redor. Assim, acaba, inusitadamente, conhecendo Karen (Naomi Watts), uma solitária e mãe solteira atendente de um SAC de Vending machines. Juntos passarão dias se redescobrindo, quase um tratamento de como redescobrir o simples ato de viver.

O grande destaque da produção é o roteiro. Muito complexo e com diálogos inesquecíveis, cria uma originalidade para o gênero drama no mais alto nível. Sentamos na cadeira do cinema e embarcamos direto nas emoções do protagonista, uma difícil construção feita por Gyllenhaal, que exala simpatia do início ao fim da projeção. A relação dele com o sogro (interpretado pelo sempre ótimo Chris Cooper) – seus altos e baixos – as descobertas feitas sobre sua esposa que são uma conseqüência do relacionamento que tinham, a inusitada ação do destino que por meio de uma reclamação – que mais parece uma fuga para o momento que vive – faz entrar em sua vida uma mulher admirável, solitária quase um  alter ego, um ‘outro eu’ que Davis nunca imaginara que existia.

O desfecho é emblemático e faz muito sentido. Davis é um eterno paciente em busca de respostas sobre quem ele realmente é, um cidadão comum, um pouco solitário que também busca saber as razões de sua evidente solidão.  Ele entra em uma fase de loucura (daí a ideia do título provavelmente) que nada mais é que uma proteção anônima de seus sentimentos, que quando são encontrados fazem a vida ter um pouco mais de sentido. Demolição (Demolition) estreia no circuito brasileiro dia 04 de agosto e promete fazer bastante sucesso com o público.

Atenção!!! Estas 10 séries podem causar reflexões incontroláveis!

É impressionante como alguns projetos dentro do audiovisual conseguem prender nossa total atenção e nos guiar para inúmeras reflexões sociais. Para você que curte séries que podem gerar ótimos debates, separamos abaixo uma lista que você precisa conferir:

 

My Name (Netflix)

As reviravoltas de um crime. Seguindo na linha de projetos como Os Infiltrados, mas com um arco bem forte familiar embutido, além de uma vingança óbvia por trás dos atos, o seriado sul-coreano My Name, disponível na líder dos streamings, caminha entre a ação e o drama para mostrar a saga de uma jovem que praticamente abdica de sua vida para encontrar o verdadeiro assassino do pai.

 

Amor e Anarquia (Netflix)

Esse seriado sueco, disponível na Netflix, é a princípio uma série despretensiosa que vai crescendo conforme entendemos a caótica e monótona vida de uma mulher na casa dos 40, sonhadora, que vive uma rotina pouco intensa para seus sonhos. A chegada de um jovem estagiário à sua vida, mexe com tudo que estava congelado dentro de seus desejos. Além de uma intensa e provocante história de amor, o seriado tem o mérito de levantar excelentes discussões sobre o complexo mercado editorial e as transações do antigo para o novo: do físico para o digital.

 

Eric (Netflix)

Na trama, ambientada numa Nova Iorque em meados da década de 80, conhecemos o jovem Edgar (Ivan Morris Howe), um garoto que sofre com o ponto em que se chegou o casamento dos pais, a professora Cassie (Gaby Hoffmann) e o criador de um programa de bonecos bem famoso, Vincent (Benedict Cumberbatch). Um dia, Edgar some. Acionando logo a polícia, o caso cai na responsabilidade de Michael (McKinley Belcher III), um policial que sofre com diversos preconceitos e que fará de tudo para resolver o mistério desse sumiço.

 

Depois do Acidente (Netflix)

Quando a dor vira obsessão. Seriado que chegou ao Top 1 da Netflix rapidamente nos mostra as consequências de um acidente inusitado, com um pula pula, fato que escancara as verdades de muitos envolvidos.

 

Terra Indomável (Netflix)

Trazendo para reflexões assuntos que até hoje estão em alta nas pautas políticas, como: migração e a colonização, o seriado da Netflix, Terra Indomável, nos transporta até o já conhecido e conturbado velho oeste americano, mais precisamente no ano de 1857, onde nativos, exército americano, milícia mórmon entram em choque para alcançar a liberdade, o poder, pelo que acreditam ou simplesmente pela sobrevivência.

 

Homicídio nos EUA: Gabby Petito (Netflix)

Uma viagem pelos Estados Unidos de dois jovens recém-noivos termina com apenas um deles voltando pra casa. Partindo desse ponto para montar peças de um quebra-cabeça macabro que envolve a violência doméstica e a dependência emocional, chegou ao catálogo da Netflix uma série documental de três episódios que apresenta os fatos de um crime que chocou um país.

 

Magreza na TV: A Verdade de The Biggest Loser (Netflix)

Buscando refletir sobre o caos de alguns veículos de mídia que insistem em se arriscar no polêmico universo do ‘tudo pela audiência’, a minissérie da Netflix Magreza na TV: A Verdade de The Biggest Loser conduz o espectador a uma análise relativamente profunda, guiada por depoimentos marcantes de pessoas envolvidas em um controverso reality show que deu o que falar ao longo de 17 temporadas, num dos principais canais de televisão nos Estados Unidos.

 

Ruptura (Apple Tv+)

E se você pudesse dividir seu tempo de trabalho com seu tempo em casa, não lembrando de nada em quanto estiver em um deles? Cheio de atalhos para instigar nossa curiosidade, o roteiro de Ruptura é algo sublime que nos faz refletir sobre a sociedade, o trabalho e a questão descontrolada do avanço da tecnologia. Esses são alguns dos ingredientes de uma das mais aclamadas séries dos últimos tempos que nos leva a pensar sobre quão profundo pode ser a natureza humana por meio de metáforas que traçam duas realidades que coexistem.

 

Dois Verões (Netflix)

Um crime e as interpretações da impunidade. Chegou ao catálogo da Netflix, uma minissérie belga que busca em seus intensos seis episódios nos mostrar os desenrolares, ao longo de décadas de uma linha temporal, sobre um crime cometido por um grupo de amigos que se reúnem tempos mais tarde onde as verdades são jogadas na mesa. Dois Verões traz para a reflexão do público interpretações dos personagens para a violência cometida e quais seriam as maneiras de punição propostas.

 

Você Faria o Mesmo (Apple Tv Plus)

Numa noite, um ônibus é sequestrado e os bandidos são encontrados mortos pela polícia. As únicas testemunhas são alguns passageiros que estavam na hora do crime que juram ter visto um homem encapuzado matar os bandidos. Só que a polícia começa a desconfiar e algumas verdades começam a aparecer sobre o que aconteceu naquele ônibus.

Indicados Oscar 2020 | Os Esnobados e as Surpresas

Em sua 92ª Edição, os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nomearam alguns dos filmes mais badalados da temporada e do ano passado. Produções que vem aparecendo consecutivamente em listas dos melhores, e em todo tipo de premiação prévia à grande noite do cinema mundial – sejam elas círculos de críticos americanos, premiações da imprensa mundial, prêmios da indústria, e por aí vai.

Mas como o mundo só com cartas marcadas seria muito sem graça, todo ano também nos surpreendemos com estas nomeações – seja de forma positiva ou negativa. De forma positiva, pela lembrança de alguns artistas que não vinham preenchendo a boca dos votantes previamente. E negativamente, pelo esquecimento de artistas ou filmes que vinham emplacando em todas e terminaram de fora justamente da maior delas, o prêmio mais almejado – afinal, todo o resto serve como treinamento para este momento.

Sem mais delongas, vamos comentar um pouco as nomeações, lembrando os esquecidos (ou esnobados) e festejando as surpresas. Vem conhecer.

Esnobados

Meu Nome é Dolemite

Essa é triste para o coração. Meu Nome é Dolemite marcou mais um retorno aos holofotes do grande Eddie Murphy – após dois outros ensaios de volta por cima (Dreamgirls, pelo qual foi indicado ao Oscar em 2007, e Mr. Church, pelo qual, assim como este Dolemite, muitos acreditavam em uma indicação). Sim, é triste ver uma produção deste nível ser ignorada por completo pelos votantes da Academia, que traz desempenhos marcantes de veteranos renovados como (o já citado) Murphy e Wesley Snipes.

Pior do que isso é notar que os membros perdem assim uma grande chance de representatividade – já que novamente o público vem acusando esta edição de uma retomada do infame Oscar So White: com nomeados predominantemente brancos na maioria das indicações. E não me venha dizer que não havia boas opções. Sim, Dolemite é a prova disso. Eddie Murphy como ator principal é a prova disso. Wesley Snipes como coadjuvante também.

Para não sermos totalmente injustos, a explicação pode estar associada à Netflix. O colosso vem abrindo cada vez mais espaço com os votantes e a assimilação é lenta, mas está acontecendo. Ano passado tivemos Roma. Este ano, temos O Irlandês, História de um Casamento, Dois Papas e sobrou até mesmo para a animação Klaus. Neste cabo de guerra, Dolemite foi a ponta mais fraca. Uma injustiça.

Jennifer Lopez

Outra grande injustiça foi a esnobada de Jennifer Lopez. A atriz latina desempenha seu melhor trabalho nas telas (talvez de todos os tempos) na pele da stripper má intencionada Ramona em As Golpistas. Lopez vinha recebendo elogios de gregos e troianos, aparecendo em premiações menores, até ser consagrada com uma indicação ao Globo de Ouro – o qual perdeu para Laura Dern (um monstro em cena em História de um Casamento).

Talvez a história se repetisse e Lopez, mesmo sendo indicada, não levasse o prêmio para casa – Dern está praticamente com a estatueta em mãos. Mas J-Lo deveria ao menos ter sido indicada – era o que todos esperavam. Em seu lugar surgiram as azaronas Scarlett Johansson (JoJo Rabbit) e Florence Pugh (Adoráveis Mulheres). Mas Kathy Bates (uma grande atriz) é quem sobra na categoria, e quem deveria ter dado lugar à latina.

Frozen II

Crise na casa do Mickey! O Mundo está louco? Frozen (2013) foi um verdadeiro fenômeno mundial, uma verdadeira febre, lançou a música chiclete Let it Go e de que quebra levou o Oscar de melhor animação. Era de se esperar que a tão aguardada sequência de Elsa, Anna e Olaf fizesse barulho parecido. Mas num ano não muito favorável para a Disney (onde O Rei Leão, outra de suas grandes apostas de 2019, desagradou mais do que agradou), Frozen II terminou amplamente esnobado pelo Oscar – recebendo apenas a indicação de canção original, e ficando de fora da categoria mais almejada: melhor animação.

Rocketman

A Academia adora biografias musicais, certo? Isso é bem verdade, é só dar uma olhada no ano passado, quando Bohemian Rhapsody (produção problemática), levou para casa os prêmios de edição de som, mixagem de som, edição e melhor ator, além da indicação de melhor filme. Justamente por isso, muitos não acreditavam que a Academia iria reprisar o ano anterior e encher Rocketman – biografia do grande Elton John – de indicações. Mesmo que o filme tenha recebido muitos elogios, gerado falatório de Oscar em seu lançamento e de forma geral ser concebido como uma obra melhor que seu primo um ano mais velho.

Porém, ao vermos o longa indicado ao Globo de Ouro, e a vitória de Taron Egerton (que vive o músico) na categoria de melhor ator no mesmo prêmio, os ânimos voltaram a crescer em relação à produção. Mostrando que o Oscar guarda sim as suas surpresas em relação às outras premiações, Rocketman ficou de fora desta 92ª edição, ou quase, já que foi lembrado apenas para canção original.

A Despedida

Uma das produções independentes mais elogiadas do ano passado, o drama A Despedida fala sobre uma família chinesa armando uma forma de todos seus membros conseguirem se despedir de uma idosa matriarca, sem que a mesma saiba que seus dias estão contados. Para isso, arquitetam um casamento falso. Com o orçamento de US$3 milhões, o filme arrecadou US$20 milhões ao redor do mundo e figurou no top 10 das maiores bilheterias em seu lançamento. Além disso, soma 98% de aprovação da imprensa especializada no agregador Rotten Tomatoes.

Até aí, tudo bem. A surpresa veio mesmo com a indicação do filme para melhor produção estrangeira no Globo de Ouro e a vitória de melhor atriz para Awkwafina, em seu primeiro papel dramático. O fato deixou os cinéfilos com uma ponta de esperança de que o longa pudesse emplacar no Oscar também. Mas a produção e seus envolvidos foram esnobados pelos votantes.

Christian Bale

Aqui temos um caso semelhante. Desde seu lançamento, Ford Vs. Ferrari vinha sendo uma das grandes apostas para o Oscar. E não deu outra. A obra terminou indicada para quatro prêmios da Academia, incluindo melhor filme. Além disso, já é o filme número 134 na opinião do grande público dentre os melhores de todos os tempos. Mas em um quesito Ford Vs. Ferrari não emplacou, e esse foi a indicação de melhor ator para o metódico Christian Bale. O ator foi lembrado para o Globo de Ouro e sua presença em um filme geralmente chama prêmios. No entanto, desta vez o astro problemático teve que ficar de fora.

Greta Gerwig

Além da acusação de falta de representatividade racial com uma nova edição do Oscar So White, Natalie Portman vai ter muito o que falar nesta edição, que novamente privilegiou somente diretores homens na categoria de melhor direção. Sim, tínhamos várias opções, desde Marielle Heller (Um Lindo Dia na Vizinhança) – ignorada ano passado também – até Kasi Lemmons (Harriet); mas a ausência mais sentida foi a de Greta Gerwig.

A diretora foi indicada por sua estreia em Lady Bird, e agora desempenha um trabalho ainda melhor, mais ambicioso e mais sofisticado com este Adoráveis Mulheres. No entanto, nada dos votantes reconhecerem seus esforços e a cineasta ficou de fora da grande festa.

Nós

Voltando a falar de representatividade – afinal, nunca podemos deixar de bater nesta tecla -, outro que ficou de fora foi o poderoso thriller Nós. Lançado no início do ano, imaginava-se que o longa faria o mesmo caminho do irmão Corra! (2017), que quebrou muitas barreiras no Oscar de dois anos atrás. O diretor Jordan Peele e alguns envolvidos saíram nomeados e Corra! viu sua trajetória terminar com nada menos que 4 indicações, incluindo melhor filme, diretor e ator, além da vitória por roteiro original. Nós, igualmente potente e relevante socialmente, terminou sem nada. E não apenas isso, a performance arrebatadora da protagonista, a musa Lupita Nyong’o, digna de todos os elogios, terminou totalmente esnobada.

Adam Sandler & Robert Pattinson

Ano passado, escrevi uma matéria revelando como este Oscar poderia ser um dos mais loucos da história, com possíveis indicações de gente como Adam Sandler, Eddie Murphy, Robert Pattinson e Jennifer Lopez. Optando pelo conservadorismo, a Academia resolveu não indicar nenhum deles. Isso não diminui a qualidade de suas atuações nos projetos pelos quais foram cogitados. Dentre eles estão esnobadas em Adam Sandler no elogiado Joias Brutas e Robert Pattinson por O Farol – ambos dois dos filmes mais enaltecidos pela imprensa nesta temporada.

Willem Dafoe

Ainda falando em O Farol, novo terror de Robert Eggers, diretor do fantástico A Bruxa (2015), por mais que Pattinson fosse promessa, a falta mais sentida de tal filme (que chegou a ser indicado na categoria de fotografia) foi a do veterano Willem Dafoe na categoria de coadjuvante.

Cats

Calma, calma. Brincadeiras à parte, como sabemos Cats é sim um dos filmes mais odiados de anos recentes. Esculhambado por crítica e público, a obra era mirada à temporada de premiação, mas depois de tanta negatividade jogada em sua direção, os envolvidos sequer o inscreveram como elegível para algum prêmio no Oscar. Apesar disso, o filme foi indicado ao Globo de Ouro de melhor canção, mesmo evento que já indicou pérolas como O Turista (2010) e Burlesque (2010).

Surpresas

Dose Dupla de Scarlett Johansson

A revelação desta jovem atriz veio com Encontros e Desencontros (2003), mas dentre as indicações que o filme levou para casa, nada de uma para Scarlett Johansson. E assim seguiu por anos a fio. Até mesmo quando achávamos que havíamos encontrado uma forma de indicar Johansson por Ela (2013), a Academia decidiu que atuações onde apenas ouvimos a voz do ator, sem que ele apareça em tela, não são elegíveis ao Oscar. Durante toda a sua carreira, nada de indicações pra moça. Era hora disso ser corrigido. E o foi de uma forma exagerada. Será? O fato é, para quem nunca havia sido nomeada pela Academia, Scarlett Johnasson chega chutando a porta, com duas indicações logo de cara.

História de um Casamento era esperado dar à atriz sua primeira indicação – se isso não ocorresse é que seria estranho. Mas a surpresa ficou mesmo com sua indicação na categoria de coadjuvante, onde foi lembrada por JoJo Rabbit (uma das grandes surpresas desta edição, com 6 indicações – incluindo melhor filme). Uma curiosidade é que no Globo de Ouro, foi o pequeno Roman Griffin Davis, o protagonista, filho de Johansson no filme, quem foi lembrando nas indicações, sendo substituído pela colega de cena no Oscar.

Parasita

Que Parasita é um dos melhores filmes do ano todos nós já sabemos. O filme elogiadíssimo foi o estrangeiro mais rentável nos EUA no ano passado e continua a arrancar admiração do público e especialistas, já sendo o filme de número 27 dentre os melhores de todos os tempos na opinião do grande público. Sua indicação para produção estrangeira era certa, assim como a vitória, muitos afirmam. Mas o que surpreendeu foi que o longa terminou com mais 5 indicações ao grande prêmio do cinema mundial, entre elas roteiro, direção e filme – fato conquistado por poucas produções internacionais ao longa da história do cinema.

Netflix

Como dito antes, o colosso Netflix vem sendo cada vez mais aceito por instituições consagradas e renomadas. É o caso com a Academia, que antes criava grande barreira com a empresa e seus filmes. A política mudou, e ano a ano a Netflix vem emplacado mais produções no Oscar. Em 2020, foram O Irlandês, Dois Papas (que muito bem poderia ter entrado para melhor filme também) e História de um Casamento. A surpresa aqui, porém, ficou a cargo de uma animação. Klaus, enaltecido por muitos especialistas como um dos melhores filmes do ano. Mostrando que todos estavam em sintonia, os votantes do Oscar resolveram indicar o longa entre as animações do ano – dando um chega pra lá no medalhão Frozen II. A falta sentida dentre as produções da Netflix foi mesmo Meu Nome é Dolemite.

Florence Pugh

Essa menina vai longe. Num ano muito promissor para sua carreira, a jovem britânica Florence Pugh, de 24 anos, apareceu em nada menos do que três produções de prestígio. Ela começou recebendo elogios e fazendo sucesso na biografia Lutando com a Família, produzida por Dwayne Johnson, ainda inédita no Brasil. Depois foi a vez de estrelar e carregar nas costas Midsommar – O Mal Não Espera a Noite, de Ari Aster (diretor da obra-prima Hereditário). Fechando com chave de ouro, Pugh sequestra uma obra do nível de Adoráveis Mulheres, roubando todas as cenas em que aparece, não dando espaço sequer para suas companheiras de tela mais tarimbadas – como Emma Watson e Saoirse Ronan.

Não por menos, Pugh saiu, merecidamente, com sua primeira indicação ao Oscar à tira colo, e tem chances de levar a estatueta. Em 2020, ela estará ao lado de sua concorrente na categoria, Scarlett Johnasson, na superprodução da Marvel, Viúva Negra.

Democracia em Vertigem

O Brasil não entrou no Oscar na categoria tão almejada das produções estrangeiras, onde concorria com o excelente A Vida Invisível. Ficamos devastados. Mas podemos ser redimidos este ano na categoria documentário. A ótima cineasta Petra Costa emplaca com Democracia em Vertigem, sua parceria com a Netflix, na disputa pela estatueta dourada. O longa relata o atual cenário político brasileiro, desde impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Malévola – Dona do Mal

Amado e odiado em medidas iguais, o segundo Malévola surpreendeu com uma indicação ao Oscar. O filme foi lembrado na categoria de maquiagem. Se ganhar, terá a mesma honraria de Esquadrão Suicida (2016) – um filme de entretenimento igualmente divisor de opiniões. E se não ganhar, ao menos pode se gabar de ter uma indicação no currículo.

Depois de ‘Branca de Neve’ e ‘Lilo e Stitch’, quais outros live-actions faltam para a Disney refazer?

Branca de Neve’ é a mais recente superprodução da Disney nos cinemas. O filme faz parte de uma tendência do estúdio que se transformou em um subgênero próprio: as refilmagens com atores de carne e osso de clássicos da animação do estúdio. De ‘Cinderela’ e ‘Mogli: O Menino Lobo’ até ‘A Bela e a Fera’, ‘Aladdin’ e ‘A Pequena Sereia’, diversas obras queridas do estúdio ganharam reimaginações modernas para o público de hoje.

Como dito, ‘Branca de Neve’, com Rachel Zegler no papel principal e Gal Gadot como a vilã, é a mais recente destas obras a aportar nos cinemas mundiais em grande estilo. Mas não será a única em 2025, pois o estúdio já prepara a estreia de ‘Lilo e Stitch’ para o fim de maio. Essa é uma das mais recentes a receber o tratamento de “carne e osso” (e efeitos especiais), já que sua contraparte animada teve lançado há (apenas) 23 anos.

Nesta nova matéria iremos dar uma olhada em quais são as animações da casa que ainda não receberam tal tratamento. Algumas estão na mira do estúdio, com produções já confirmadas, outras, temos certeza, não irão demorar para sair do papel. Confira abaixo as 10 mais interessantes que separamos.

Hércules

Branca de Neve’ está nos cinemas atualmente. Os próximos live-action da Disney no gatilho são o citado ‘Lilo e Stitch’, seguido por ‘Moana’, que chega ano que vem e aí sim se tornará a adaptação de um filme mais recente do estúdio, sendo que a animação original é de apenas dez anos atrás. Mas depois de ‘Moana’, ao que tudo indica, a programação é levar ‘Hércules’ para os cinemas com atores reais. O filme fez parte da retomada de animações de sucesso do estúdio ainda na década de 90 e vem prometendo direção de Guy Ritchie (o mesmo do live-action ‘Aladdin’ – que ainda aguarda uma sequência). Quem você imagina no papel do herói?

Robin Hood

Essa é uma das mais curiosas, que igualmente segue na agenda da Disney de próximas adaptações. Acontece que ‘Robin Hood’, de 1973, não é apenas a versão da Disney para o clássico herói arqueiro inglês; e sim uma aventura protagonizada por animais antropomórficos falantes e pensantes, narrativa que o estúdio resgatou em ‘Zootopia’. O filme tem a direção confirmada de Carlos López Estrada, o mesmo de ‘Raya e o Último Dragão’ (2021).

Agora resta pensar que o estúdio pode seguir por dois caminhos com este filme. Primeiro, uma obra mais tradicional, com atores reais substituindo os animais. Não imaginamos que este será o caminho, pois a graça era ter os animais como os personagens, afinal, qual seria a diferença dos outros trocentos filmes de Robin Hood que já temos? Sim, poderia ser a versão mais colorida e infantil de todos eles. Porém, acreditamos que o caminho será algo como o remake de ‘O Rei Leão’, com os animais falantes gerados por efeitos de CGI.

Os Aristogatas

Outra animação de sucesso da Disney saída da década de 1970, ‘Os Aristogatas’ até hoje é um filme inesquecível e conta sobre gatos que adoram música, em especial o jazz. Os felinos cantam, tocam instrumentos e dançam, como verdadeiros gatos boêmios. Mais uma vez, ao que tudo indica, o longa está na mira do estúdio para uma adaptação em “live-action” – entre aspas porque o caminho pode ser igual ao de ‘O Rei Leão’, ou seja, na verdade uma animação foto realista.

Ao que tudo indica também, a nova versão já tem diretor: Questlove, músico e produtor famoso, marcando sua estreia na direção. O ponto contra pode ser a associação com o desastre conhecido como ‘Cats’ (2019), que adaptou um famoso musical dos palcos e se tornou um dos piores filmes do cinema. Bem, pelo menos aí está o exemplo do que não fazer na hora de transpor os felinos para a nova versão cinematográfica (ou seja, nada de humanos vestidos de gatos).

Bambi

Bambi’ estava lá quando “tudo era mato”. O filme do veadinho órfão foi um dos primeiros da Disney, e é um de seus maiores clássicos. A animação foi a quinta produzida para os cinemas pelo estúdio, depois de ‘Branca de Neve’, ‘Pinóquio’, ‘Fantasia’ e ‘Dumbo’. Todos os outros ganharam versões com atores reais. Só falta ‘Bambi’. O longa também é prometido pelo estúdio para os próximos anos. Porém, ao que tudo indica, esse poderá ser um lançamento direto na Disney+, assim como foi ‘A Dama e o Vagabundo’, ‘Pinóquio’ e ‘Peter Pan’.

Isso porque essa é uma história simples e direta, assim como ‘Dumbo’ (que não teve a melhor das recepções em live-action). Segundo, sua história lembra bastante a de ‘O Rei Leão’ (2019), a de um animalzinho que fica órfão. E por fim, ‘Bambi’ ganhará uma versão de terror, já que o personagem caiu em domínio público. Tudo bem que esses filmes slasher de terror são tão vagabundos que não chegam a manchar a reputação de uma produção da Disney, mas mesmo assim pode vir a confundir o público.

Enrolados

Chegamos agora ao último item da lista que realmente vem sendo prometido pelo estúdio para ganhar uma versão em live-action. Ao que tudo indica, os demais filmes citados na lista acima são os próximos a aportar nos cinemas ou na Disney+ em versão de carne e osso (e CGI). Assim como ‘Moana’, ‘Enrolados’ é um dos mais recentes, datando de 2010. Ou seja, um filme com 15 anos de estreia. Seja como for, a versão de Rapunzel da Disney encantou plateias e segue fazendo sucesso até hoje.

Enrolados’ é uma versão moderna e empoderada de Rapunzel, que usa de bastante humor. O longa também possui um diretor vinculado ao projeto, este sendo o cineasta Michael Gracey, dos ótimos ‘O Rei do Show’ (2017) e ‘Better Man – A História de Robbie Williams’ (2024). Resta saber se assim como ‘Moana’, o live-action irá repetir Mandy Moore como a protagonista – ou será que a atriz já passou da idade para isso.

A Princesa e o Sapo

A Princesa e o Sapo’ marca não apenas um, mas dois marcos para a Disney. O primeiro e mais importante é que o filme traz a primeira princesa negra de uma animação da casa. Uma pena que tenha demorado nada menos que 72 anos para isso. Além disso, também seria a última animação no estilo tradicional da casa, ou seja, uma animação “desenhada à mão”. Embora tenha sido lançada em 2009, ‘A Princesa e o Sapo’ é uma ótima pedida para se transformar em live-action e poderia ser o primeiro remake do estúdio com um clima mais de terror.  Essa não está engatilhada, mas o que está é uma série em animação da protagonista Tiana para a Disney+.

A Espada era a Lei

A Disney já transformou as histórias mais icônicas da cultura mundial em animações. Além de Robin Hood, a lenda do Rei Arthur também foi tópico de uma de suas animações. O título aqui é ‘A Espada era a Lei’, que mostra um jovem humilde chamado Arthur, conseguindo tirar a espada Excalibur presa em uma rocha (ou bigorna) e se tornando o Rei da Inglaterra. Esse é um dos grandes folclores do país. A história ainda conta com o mago Merlin, é claro. Seria legal para vermos a infância do Rei Arthur em uma aventura medieval em grande estilo, com produção da Disney, que difere um pouco dos contos de princesas. O filme original foi lançado em 1963 e se tornou um dos mais obscuros da casa.

Pocahontas

Outro que quase não é mencionado nos dias atuais, e parece ter sido meio que varrido para debaixo dos panos é ‘Pocahontas’. Acontece que nesta época, o estúdio já começava a lançar suas animações em 3D e a mudar a indústria do gênero – a estreia de ‘Toy Story’ foi no mesmo ano. Assim, ‘Pocahontas’, um filme mais dramático e histórico, com elementos realistas e menos fantasiosos, não fez o sucesso esperado, ainda mais levando em conta que seguiu fenômenos como ‘O Rei Leão’, ‘Aladdin’ e ‘A Bela e a Fera’. Fora isso, hoje é visto como um filme meio problemático em sua interpretação dos povos originários e sua relação com o homem branco – nada que não pudesse ser adaptado à visão de hoje.

Atlantis, o Reino Perdido

Por falar em produções que não atingiram o sucesso esperado em sua época de lançamento, ‘Atlantis’ também sofreu com o advento das animações em 3D geradas por computadores. O longa foi lançado em 2001, mesma época de ‘Monstros S.A.’. Aventura à moda antiga, essa foi a tentativa da Disney de adentrar no gênero da ficção científica também, mostrando um grupo de aventureiros desbravando o reino mítico de Atlantis, o reino submarino. Anos depois o filme ressurgiu como cult, apreciado pelos fãs do gênero. Isso daria um impulso a mais para uma versão com atores de carne e osso, e poderia seguir mais ou menos um padrão dos filmes Marvel, um filme de aventura e ação para toda a família.

O Caldeirão Mágico

Finalizando a matéria, temos o que é provavelmente o filme mais cult e sombrio da história das animações da Disney. Os anos 80, embora sejam conhecidos como o berço do cinema blockbuster, que mudaria para sempre a forma como os filmes seriam vistos, trouxe também uma época de muito azar para um dos maiores estúdios de Hollywood. Bem, ao menos para suas animações. A Disney criava no período dois selos para seus filmes com atores de carne e osso, filmes mais adultos: a Touchstone Pictures e a Hollywood Pictures, que lançaram muitos filmes de sucesso.

Mas para as animações da criançada, o estúdio amargava uma fase sombria, de fracassos, até o lançamento de ‘A Pequena Sereia’ (1989). Um destes fracassos é a animação mais sombria da Disney, ‘O Caldeirão Mágico’ (1985), uma aventura medieval, com bruxos, magia, criaturas e um vilão arrepiante. Resta saber se a Disney atual teria coragem de levar algo assim, mais intenso, para as telonas em versão de carne e osso.

Crítica | Born to be Blue

Seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia. Dirigido pelo desconhecido cineasta canadense Robert Budreau, Born to be Blue mostra de maneira forte, segura e honesta parte a trajetória do mundialmente conhecido trompetista norte americano Chet Baker. Usando várias sacadas interessantes, do roteiro à condução do argumento, Budreau consegue extrair a alma da trama que é brindada com uma atuação beirando a perfeição do experiente ator Ethan Hawke. Born to be Blue exala emoção com uma calorosa, harmônica e estonteante sonora de trompete.

Na trama, conhecemos a lendária história do genial músico de Jazz Chet Baker (Ethan Hawke), que durante todo seu auge se meteu em diversas confusões, além de seu intenso e preocupante vício em vários tipos de drogas. O roteiro foca mais forte na parte da tentativa de reestruturação de sua carreira após uma grave lesão, oriunda de uma agressão motivada por dívidas antigas. Seu encontro com uma atriz chamada Jane (Carmen Ejogo), que conheceu em um set de filmagens, praticamente redefine os anos seguintes de sua trajetória.

O James Dean do Jazz, o príncipe do cool. Nas idas e vindas do roteiro, conhecemos melhor a personalidade deste gênio do jazz. Sua rixa com o igualmente gigante da música Miles Davis, seus vícios constantes por drogas, seu jeito pacato mas que causava um grande impacto não só por suas canções românticas mas também por suas ações inconsequentes. Trilhando uma estrada cheia de músicas e agulhas, o jovem músico parece que nunca conseguiu fugir do caminho do sucesso, precisou ir até o fundo do poço, voltar e marcar de vez seu nome da história da música mundial.

O preto e branco das filmagens, o colorido da realidade, o filme faz um jogo de cena interessante para mostrar rapidamente diversos momentos do passado do artista que durante todo tempo teve uma vida conturba pelos vícios. Seu relacionamento distante com os pais, mesmo pouco abordado no final, explicam um pouco da personalidade forte e inconsequente de Chet. As interpretações são um arraso. Carmen Ejogo traz emoção à sensualidade de sua personagem, praticamente um termômetro das emoções do protagonista, figura chave e complementar para entendermos melhor Baker. Já do protagonista, falar o que? Uma interpretação estrondosa beirando ao espetacular de Ethan Hawke, chega ao nível de emoção igual às sonoras canções pulsante de seu personagem.

Sem previsão de estreia no Brasil, Born to be Blue é uma grande homenagem a essa figura inesquecível da história do jazz, o criador do swing da costa oeste norte americana, que tinha em suas músicas uma forma honesta de tocar, um jeito único, singular, que adoça o ouvido mais difícil de agradar.

20 filmes para ficarmos de olho no CineBH 2025

Está chegando um dos festivais brasileiros mais queridos pelo público cinéfilo, o CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte! De 23 a 28 de setembro, teremos a oportunidade de assistir, em diversos pontos culturais da capital mineira, filmes produzidos em toda América Latina. É tanto filme bom que fizemos uma lista – que pode servir como guia – com algumas produções que já estão chamando bastante atenção:

 

Aqui Não Entra Luz

Entre memórias pessoais e pesquisas históricas, uma cineasta, filha de uma trabalhadora doméstica, percorre os quatro estados brasileiros que mais receberam mão de obra escravizada. E revela como os espaços de moradia foram projetados para segregar corpos e sustentar hierarquias. No caminho, encontra mulheres que enfrentam esse legado e lutam para que suas filhas possam sonhar outros destinos. O filme constrói um retrato íntimo e político de como a arquitetura no Brasil ainda carrega os traços da escravidão. (Sinopse Oficial)

 

A Voz de Deus

Dois jovens pregadores buscam uma vida melhor através da fé. Daniel Pentecoste, 17, que já foi o mais famoso pregador mirim do Brasil, agora enfrenta a frustração do pai com o fim de sua carreira. João Vitor Ota, 12, vive o auge: mais de um milhão de seguidores no Instagram e prega para multidões. Como Daniel antes dele, espera que a pregação lhe traga uma vida melhor. Um ciclo termina, outro começa. Um país que já não é o mesmo.(Sinopse Oficial)

 

Morte e Vida Madalena

Madalena é uma produtora de cinema tendo que lidar com a morte recente do pai, sua gravidez de 8 meses e a produção de uma ficção científica B onde tudo parece dar errado.(Sinopse Oficial)

 

Enquanto o Céu Não Me Espera

Um humilde agricultor, ligado à memória do pai, luta para continuar em seu sítio apesar das dificuldades impostas pelo ciclo dos rios amazônicos. Com a chegada de uma grande cheia, ele precisa decidir entre permanecer ou abandonar seu lugar.(Sinopse Oficial)

 

Verde Oliva

João é um videomaker. Em busca de trabalho, consegue um freelance em uma agência de investigação. Ao filmar o que parece ser um caso de adultério, fica obcecado com as imagens. Acredita ter registrado um assassinato. Aos poucos, se vê envolvido em uma rede conspiratória e precisa enfrentar um exército de mentiras.(Sinopse Oficial)

 

Assalto à Brasileira

Quando um jornalista desempregado é feito de refém em um assalto a banco, ele enxerga na situação a oportunidade de retornar seu emprego com um furo jornalístico, mas para isso, vai precisar sobreviver aos criminosos, à incompetência da polícia e à sua própria ambição.(Sinopse Oficial)

 

Notas sobre um desterro

As filmagens do encontro com uma família brasileira-palestina na Cisjordânia em 2018 são revisitadas após 7 de outubro de 2023. O que era para ser um filme sobre as possibilidades de coexistência em uma terra ocupada, se transforma em uma brutal reflexão sobre colonização, apartheid, genocídio e a recente proliferação de imagens de guerra, produzidas pelas próprias vítimas de um massacre que se repete no curso do tempo.(Sinopse Oficial)

 

A Natureza das Coisas Invisíveis

Glória tem 10 anos e passa as férias no hospital onde sua mãe trabalha como enfermeira. Lá ela conhece Sofia, uma menina que está convencida de que a piora na saúde da bisavó é causada pela internação no hospital. Unidas pelo desejo de sair dali, as crianças encontram conforto na companhia uma da outra. Quando a partida se torna inevitável, as meninas e suas mães seguem para um refúgio no interior do Goiás para passar os últimos dias de um verão inesquecível.(Sinopse Oficial)

 

O Agente Secreto

Brasil, 1977. Marcelo, um especialista em tecnologia na casa dos 40 anos, está foragido. Ele chega a Recife durante a semana de carnaval, esperando reencontrar o filho, mas logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio pacífico que procura.(Sinopse Oficial)

 

Movimento Perpétuo

Seu Edvaldo acumula objetos e cultiva árvores em seu sítio, um oásis cercado pela cana-de-açúcar. Ao descobrir que precisa de outra cirurgia no coração, busca cura na natureza e reflete sobre seu legado. Quando a imprensa anuncia a passagem de um cometa verde, ele interpreta o fenômeno como um sinal.(Sinopse Oficial)

 

Oasis

Após uma revolta social sem precedentes, o Chile decide escrever uma Nova Constituição. Uma assembleia diversa será responsável por colocar no papel os sonhos de dignidade e justiça social de todo um povo. Mas… o que poderia dar errado?(Sinopse Oficial)

 

Entre Aulas

Após fugirem da aula, Monique e Lauany se juntam a Renan para ir a um casarão abandonado, atraídos pela lenda de uma menina perdida. Nessa manhã comum no interior, o tempo se dilata.(Sinopse Oficial)

 

Marmita

Dois operários da construção civil, Lourenço e Cícero, se veem em dificuldades com Manchinha, uma criança que trabalha para o tráfico de drogas local, que rouba suas marmitas para comer.(Sinopse Oficial)

 

Nosferatu

Nosferatu chega a uma nova cidade fugindo de Van Helsing. Ele traz consigo não só sua maldição, mas fantasmas do passado, que o atormentam. Nessa fuga, ele mergulha numa dança macabra à procura de uma atriz, com isso enfrenta o horror da eternidade e a dor de uma existência sem fim.(Sinopse Oficial)

 

Sebastiana

Rio de Janeiro, 1929. Isaltino, um menino de 8 anos, recebe a notícia de que sua mãe havia ateado fogo em si mesma e em seus irmãos. Décadas depois, o filho de Isaltino questiona o que de fato aconteceu com sua avó e seus tios.(Sinopse Oficial)

 

Una Casa con dos Perros

Em plena crise argentina de 2001, Manuel e sua família são obrigados a se mudar para a casa da avó materna, “La Tati”, uma mulher excêntrica que enxerga coisas que ninguém mais vê. Lá também vivem o tio Raúl e um cachorro que acabou de morrer. A chegada da família desencadeia um conflito pela ocupação dos espaços da casa. Preso no meio dessa estranha guerra, Manuel sente que sua família não é um lugar seguro. Aos poucos, encontra na cumplicidade com sua avó uma forma particular e inesperada de resistir.(Sinopse Oficial)

 

Sutura

Uma nota de 50 reais rasgada percorre a cidade ao longo de um dia. Em meio a suas rotinas, cinco diferentes pessoas acabam se tornando temporariamente os donos dessa nota.(Sinopse Oficial)

 

Babilonia

Babilônia é o lugar para se estar nos sábados à noite, onde a comunidade queer cubana se reúne para ver o famoso espetáculo drag, festejar e flertar. A jovem drag Elizabeth de Victoria está prestes a realizar seu sonho de subir no palco, mas descubrirá que brilhar não é tão fácil como imaginava.(Sinopse Oficial)

 

Álbum de Família

A ditadura militar na Argentina terminou em 1983, mas para as pessoas trans ela continuou por mais de uma década. Algumas se exilaram, outras morreram ou foram assassinadas. Hoje, as sobreviventes trabalham para reconstruir essa memória: um arquivo com milhares de fotos é a base deste Álbum de Famiília, que viaja pela intimidade de uma história negada.(Sinopse Oficial)

 

Bailinho

Lucas e seus amigos aguardam ansiosos pela festa mais esperada do ano e traçam um plano para que ninguém fique sem par na dança lenta – mas nem tudo sai como esperado.(Sinopse Oficial)

 

O CineBh terá uma ampla cobertura no Cinepop. Acompanhem tudo de 23 a 28 de setembro, em nossas redes sociais e aqui no site.

Crítica | A Possessão de Mary – Filme B com o vencedor do Oscar Gary Oldman é pura bobagem

Mary, o Barco Assassino

Entendemos que os filmes de terror são um filão geralmente muito rentável. Baratos de produzir (para os padrões das demais obras), tais longas podem se tornar extremamente satisfatórios financeiramente. Até aí, tudo bem. O problema é quando algum executivo mequetrefe decide ganhar um dinheiro rápido e fácil entregando qualquer coisa mal ajambrada para o público. É exatamente este o caso com A Possessão de Mary – filme trash que, de tão ruim, parece uma destas sátiras do tipo Todo Mundo em Pânico.

Fica muito difícil levar a obra a sério. E não precisaríamos, caso ela também não se levasse. O que chama atenção aqui primeiramente é a participação do veterano Gary Oldman, vencedor do Oscar de melhor ator em 2018 por O Destino de uma Nação – no qual viveu de forma fervorosa o Primeiro Ministro britânico Winston Churchill. Pior do que a maldição do fantasma no barco, é pensar que Oldman pode ter sido pego na maldição do Oscar: que se refere a bombas consecutivas estreladas pelos ganhadores do prêmio máximo do cinema (veja o caso com Halle Berry).

Na trama, Oldman é um sujeito simples, de classe média baixa, lutando pelo sonho de dar uma vida melhor para sua família. Sua esposa (vivida por Emily Mortimer), por outro lado, acha a aposta do marido em comprar um velho barco para passeios turísticos, arriscada demais. O casal possui duas filhas, Lindsey e Mary, interpretadas respectivamente por Stefanie Scott e Chloe Perrin – ambas parecendo ter saído diretamente de uma peça escolar. Depois que a mulher cede, a família, ao lado dos agregados Mike (Manuel Garcia-Rulfo) – um amigo do protagonista – e Tommy (Owen Teague) – o namorado da filha mais velha – parte para um “teste drive” com a embarcação no mar.

É claro que esta história não irá acabar bem, afinal este é um filme de terror. De forma muito mal explicada, ficamos sabendo que o espírito antigo de uma mulher acusada de bruxaria, e morta, tomou o veleiro e fará de tudo para levá-lo ao ponto onde seu corpo foi afogado – como já havia feito algumas outras vezes com os donos anteriores do veículo. Agora, para qual propósito não me pergunte. Ou sequer como o fantasma da mulher foi parar dentro do barco.

O roteiro de Anthony Jaswinski (Águas Rasas e Satânico) usa Christine – O Carro Assassino, obra escrita por Stephen King, como ponto de partida. Inclusive na forma como um veículo maligno leva seus donos (e antigos donos) à loucura. A Possessão de Mary, no entanto, não possui um décimo do charme da história do Plymouth Fury 1958. Essa é uma trama bem rotineira, recheada de sustos fáceis (telegrafados à distância), que desperdiça por completo qualquer vislumbre de qualidade que a obra pudesse ter.

Quem dirige é Michael Goi, mais acostumado a comandar episódios de séries de TV como The Gifted, O Mundo Sombrio de Sabrina e o recente O Monstro do Pântano. A direção de Goi é básica, mas não consegue evitar os clichês do gênero: portas se batendo atrás de personagens no escuro, pessoas possuídas que piscam e revelam sua verdadeira identidade, insuportáveis e constantes momentos de pesadelos e alucinações (que só existem para tentar o susto), e no final, o cineasta inclusive orquestra uma pancadaria, onde Oldman e sua esposa saem no pau com a fantasminha – que por sua vez, faz uso de uma maquiagem ridícula, digna do mais improvisado “cospobre”.

Ao que parece, Oldman substituiu Nicolas Cage no projeto, o que faz um pouco mais de sentido. O vencedor do Oscar, no entanto, devia estar apenas em busca de acertar dívidas. Mais digno de pena do que o resultado em si, é a produção acreditar que daria certo ao ponto de prometer no desfecho uma continuação – sim, acredite! Repleto de risos involuntários (eu dei ao menos duas fortes gargalhadas – o que é mais do que posso dizer de muitas comédias), A Possessão de Mary é desde já um forte concorrente a pior filme de 2020. E estamos apenas em janeiro.

10 Filmes de Suspense que Completam 30 anos em 2025 – pouquíssimo falados hoje em dia

Quando falamos dos filmes que completam 30 anos de sua estreia em 2025, alguns clássicos modernos vem logo à mente, como ‘Coração Valente’, ‘Fogo Contra Fogo’, ‘Toy Story’, ‘Cassino’ e ’12 Macacos’. Quando o assunto é filme de suspense, sem titubear podemos mencionar logo os dois de maior prestígio: ‘Seven’ e ‘Os Suspeitos’. Poucos naquele ano se equivalem ao valor cult destes, que ecoa por três décadas já. Não por menos, ‘Seven’ ganhou inclusive um relançamento nas telonas.

Mas existem outros filmes de suspense bem interessantes que estão completando 30 anos de lançamento. Abaixo separamos dez dos mais interessantes para você, diga se conhece todos ou ouviu falar.

Copycat – A Vida Imita a Morte

Aqui temos um suspense de arrepiar a espinha protagonizado por duas grandes atrizes da época. Sigourney Weaver dispensa apresentações e havia estrelado a franquia ‘Os Caça-Fantasmas’ e ‘Alien’. Ela vive uma psiquiatra especializada em serial killers, que se torna vítima de um deles, e ao sobreviver ao ataque decide viver de uma forma reclusa. Holly Hunter havia acabado de ganhar um Oscar por ‘O Piano’, e aqui vive uma policial que precisa da ajuda da especialista com síndrome do pânico para decifrar um novo caso envolvendo mortes e um psicopata.

O Diabo Veste Azul

Quem chega agora é o lendário Denzel Washington para um filme pouco conhecido de sua carreira, porém, bastante eficiente e interessante. Nesse noir passado nos anos 1940, Denzel vive um sujeito conhecido no bairro, contratado para encontrar uma mulher desaparecida. Como de costume em filmes do tipo, ele termina se deparando com uma verdadeira conspiração, que envolve situações bem acima de sua alçada.

Justa Causa

O eterno James Bond é quem dá as caras agora na lista. O imortal Sean Connery é o protagonista deste suspense eletrizante. Ele vive Paul Armstrong, um professor de direito de uma universidade, que resolve se envolver em um caso de assassinato. Disposto a provar a inocência de um rapaz negro, acusado de matar uma menina e colocado no corredor da morte. O velho professor entrará numa trama de mistério, que o fará duvidar de todas as situações a cada guinada do enredo.

Tempo Esgotado

Johnny Depp surge em cena agora bem novinho. O ator já havia tido duas parcerias com Tim Burton aqui, em ‘Edward Mãos de Tesoura’ e ‘Ed Wood’. Depp vive um sujeito comum, pai de família, simplesmente aparecendo na hora errada e no local errado. Em um suspense tipicamente Hitchcockiano, do homem comum posto à prova, ele descobre que um passeio no shopping irá virar uma tarde infernal. Acontece que sua filhinha é sequestrada, e agora homens misteriosos querem que ele cometa o assassinato de uma política, que irá discursar num salão dentro do local. É o típico “o que você faria?”.

Jade

Um dos representantes menos conhecidos do subgênero dos thrillers eróticos dos anos 90, ‘Jade’ possui roteiro de Joe Eszterhas, o mesmo de ‘Instinto Selvagem’ (1992), e direção de William Friedkin (‘O Exorcista’). Com produção da Paramount Pictures, a estrela sedutora da vez é Linda Fiorentino, atriz que nunca chegou a pertencer ao time A de Hollywood, mas se tornou especialista em suspenses adultos do tipo. Aqui, ela vive uma mulher fatal, uma psicóloga que, assim como a personagem de Sharon Stone no filme citado acima, está no centro de uma investigação de assassinato e um caso tórrido.

Nunca Fale com Estranhos

Por falar em filmes de suspense eróticos, há 30 anos o cinema nos presenteava com mais um, que unia em tela uma dupla quentíssima na época. A loiraça Rebecca De Mornay havia acabado de sair do sucesso de outro suspense, ‘A Mão que Balança o Berço’ (1992) e o espanhol Antonio Banderas era o “latin lover” de Hollywood na época, lançando um filme atrás do outro: ‘Assassinos’, ‘A Balada do Pistoleiro’, ‘Grande Hotel’, ‘Casos e Casamentos’ e ‘Quero Dizer que te Amo’; tudo lançado no mesmo ano deste ‘Nunca Fale com Estranhos’, que traz De Mornay como uma mulher se envolvendo com um homem misterioso (Banderas).

Má Companhia

Produzido pela Disney, através da Touchstone Pictures, o longa é estrelado por Laurence Fishburne, o eterno Morfeu de ‘Matrix’. Aqui ele vive Nelson Crowe, um ex-agente expulso da agência para a qual trabalhava por excesso de violência e temperamento difícil. Ele começa a trabalhar como assassino de aluguel, e é contratado por uma mulher fatal, papel de Ellen Barkin. Porém, as coisas são mais complicadas do que parecem, e ainda envolvem um homem de negócios poderoso, vivido por Frank Langella.

A Rede

A estrela Sandra Bullock foi revelada ao mundo graças ao sucesso de ‘Velocidade Máxima’, um blockbuster de ação impecável. Logo no ano seguinte, a atriz resolveu mudar de ares e protagonizar um suspense moderno, que falava sobre um tópico cada vez mais em voga na época: a internet. O filme demonstrava há 30 anos que através do computador poderíamos fazer tudo, desde pedir comida em um restaurante e até mesmo trabalhar à distância, ou manter relações com pessoas que nem conhecemos pessoalmente. Hoje, é claro, é curioso notar o quanto caminhamos e normalizamos desde àquela época.

Eclipse Total

A atriz Kathy Bates venceu o Oscar como protagonista em 1991 pelo suspense ‘Louca Obsessão’, baseado num livro de Stephen King. Quatro anos depois, ela repetia a dose com este ‘Eclipse Total’, outro thriller baseado na obra do mestre do terror e suspense King. Aqui, no entanto, ela não é uma vilã de gelar a espinha. Bem, ou será? Ela interpreta uma mulher acusada de matar uma idosa de quem cuidava. Porém, esse recente caso traz à tona novamente o caso sem solução da morte de seu marido, do qual ela também era a principal suspeita.

Uma Babá – Objeto de Desejo

Não foi só Antonio Banderas que lançou “trocentos” filmes e se tornou um astro em Hollywood há 30 anos, a musa teen da época, Alicia Silverstone, igualmente se tornou um nome muito badalado na época, especificamente pelo sucesso que foi ‘As Patricinhas de Beverly Hills’. Mas a atriz também lançou ‘O Esconderijo’ e ‘Atraída pelo Crime’. Porém, aqui falaremos de ‘Uma Babá – Objeto de Desejo’, no qual viveu uma adolescente se tornando alvo da obsessão de dois jovens. Mas não apenas isso, pois o pai das crianças que ela toma conta, também não consegue esconder sua atração pela garota.

Crítica | Últimos Dias no Deserto

O lado bom da vida é descobrirmos, cada dia que passa, mais sobre ela. Dirigido pelo cineasta colombiano Rodrigo García, diretor do fabuloso ‘Albert Nobbs‘, ‘Últimos Dias no Deserto‘ conta uma passagem na vida de Jesus Cristo, quando o mesmo passa por um grande desafio em relação a sua fé.

Para o papel do protagonista, o experiente e sempre ótimo Ewan McGregor mais uma vez consegue desempenhar com louvor um excelente e difícil personagem. Com uma fotografia belíssima, uma trilha sonora delicada que compõe todos os momentos do filme, da aflição ao conflito das emoções, o longa metragem exibido no Festival de Sundance do ano passado é um achado delicado, um drama com pitadas religiosas que fará cada espectador pensar melhor sobre sua própria vida e suas esperanças que crescem e morrem durante nossa trajetória na Terra.

Na trama, baseado no Velho Testamento, acompanhamos Jesus (Ewan McGregor) viajando totalmente sozinho pelo deserto alguns dias. Em jejum, caminhando muitas vezes sem saber a direção correta para Jerusalém, Jesus encontra uma família, um menino com sonhos a realizar e um pai com uma visão descrente sobre o mundo que vive. Ao mesmo tempo, a personificação do Diabo põe totalmente em cheque seu amor pelo pai e sua incrível fé.

A câmera de García é acolhedora, se apega aos mínimos detalhes para mostrar as origens das pequenas aflições do filho de Deus durante essa jornada.  Cheio de cortes e com cenas bem secas, um quebra cabeça sobre a figura santa de Jesus é montada de maneira sublime. Seu confronto com a personificação do diabo (interpretado pelo próprio McGregor), que ocorre durante boa parte da projeção, são memoráveis. Conseguimos sentir toda a aflição que esses diálogos provocam no protagonista.

O paralelo do filme com as nossas vidas vem em forma das escolhas que tomamos, principalmente nos diálogos e nas cenas com a família que encontra no deserto. Além de também de focar quase que superficialmente, mas de maneira poética, sobre enormes sentimentos que vivenciamos a todo instante. Em muitos momentos, ótimo Tye Sheridan divide essas cenas sobre escolhas com McGregor. Mesmo sendo meio paradão, o filme consegue ter dinâmica, fala sobre salvação, escolhas, morte, vida, medo, traição, fé e amor de maneira que toca os corações mais amargurados.

Ação ao invés de palavras, senão isso, silêncio. Essa fita corajosa que se protege de qualquer crítica usando a simplicidade e falando carinhosamente sobre a fé, é um trabalho impactante, marcante. Últimos Dias no Deserto é um livro aberto sobre a reflexão que precisamos ter sobre nossas vidas principalmente quando estamos em dúvidas de nossa capacidade de acreditar em dias melhores.

10 séries para alegrar até os dias mais chatos!

Com os obstáculos do nosso cotidiano, algumas semanas parecem que nunca acabar! Uma das melhores coisas para aliviar a pressão dos nossos dias é sentar na frente da televisão e assistir a uma série leve e descontraída. Para você que se encontra nessa situação, separamos abaixo uma lista com ótimas produções para você se divertir:

 

Rick and Morty (Netflix, HBO MAX)

Criada a partir de uma paródia animada em curta-metragem do clássico filme De Volta Para o Futuro produzida para o festival de cinema Channel 101, Rick and Morty nos mostra as aventuras de um cientista/físico louco, Rick, avô do tímido e curioso Marty. Ambos vivem com o restante da família: Jerry (o pai de Morty), Summer (a irmã) e Beth (a mãe de Morty e filha de Rick). A dupla viaja por interdimensões, vão para outros planetas, sempre em uma nova aventura provocada por algum problema existencial do cotidiano deles.

 

Upload (Prime Video)

As razões do ser e entender em conjuntura com a dificuldade em dizer adeus. Criado por Greg Daniel, Upload, que está disponível na Amazon Prime Video é uma sátira séria sobre aonde vamos quando morremos. Repleto de conceitos e paradigma para lá de interessantes, a comédia de ficção científica preenche suas lacunas complicadas com pitadas generosas de humor trivial impulsionando inclusive um romance ente consciência e pessoa real.

 

The Big Bang Theory (HBO MAX)

Criada por Chuck Lorre e Bill Prady, ao longo de 12 anos e cerca de 280 episódios acompanhamos o mais famoso grupo de nerds da televisão norte-americano, seus conflitos voltados para a comédia, seus amores, seus dilemas profissionais e seu modo de entender a vida com muita matemática. Vencedor de 10 emmys.

 

Meu Querido Zelador (Disney Plus)

O egocentrismo do desequilíbrio. Explorando conflitos de um enigmático protagonista que mora faz mais de 30 anos em um prédio onde é o zelador durante todo esse tempo, o seriado argentino Meu Querido Zelador nos leva para uma jornada com paradas na psicologia, na sociologia, onde assistimos um metódico modo de pensar egoísta entrar em descontrole.

 

O Estúdio (Apple Tv+)

Com tudo para ser considerada uma das melhores séries de comédia do ano, O Estúdio nos leva até a história um homem que vira o novo diretor de um poderoso estúdio de cinema. De forma satírica e até mesmo metendo o dedo em várias polêmicas que circulam pelo mundo da sétima arte esse projeto é um golaço que deve ganhar alguns prêmios na próxima temporada de premiações.

 

The Mourning Show (Apple Tv+)

As complicadas linhas da ética e a luta contra o abuso. Abordando temas muito atuais como o abuso sexual, as linhas tortas do egocentrismo que se distanciam da ética da profissão, o universo capitalista centrado aqui em um competitivo programa badalado da televisão norte-americana, The Mourning Show pode ser visto por diversas óticas. Disponível no catálogo do streaming da Apple Tv+.

 

Étoile: A Dança das Estrelas (Prime Video)

Nessa ótima série, com alta carga sarcástica, acompanhamos os desenrolares de uma troca de estrelas entre renomadas companhias de Balé, uma nos EUA e outra na França.

 

Maravilhosa Sra. Maisel (Prime Video)

As descobertas empolgantes de uma vida maravilhosa. Em 2017, a Prime Video lançou em seu catálogo um seriado maravilhoso com altas doses de humor abordando as mudanças abruptas da vida de uma dona de casa que se descobre uma tremenda humorista.

 

Ted Lasso (Apple Tv+)

Na trama, conhecemos o treinador de futebol americano Ted Lasso (Jason Sudeikis), que é curiosamente contratado por Rebecca Welton (Hannah Waddingham), presidente de um time da primeira divisão do futebol inglês, a Premier League, para assumir o time e lutar arduamente contra o rebaixamento. A questão é que Ted não entende nada de futebol (o soccer) e vamos entendendo melhor aos poucos que tudo faz parte de um plano maquiavélico da presidente numa espécie de vingança sobre o marido (ex-acionista do time). Mas o jeito carismático do protagonista vai me mexer com a vida de todos nesse clube.

 

Monk

Contando as hilárias histórias de um brilhante e excêntrico detetive morador de São Francisco que possui transtorno obsessivo compulsivo, Monk é um seriado que marcou pra sempre a carreira do espetacular ator Tony Shalhoub.

 

 

 

 

Os Melhores e Piores Filmes da Franquia Velozes e Furiosos

A Universal Pictures está apostando alto em ‘Velozes e Furiosos 9‘, e divulgou o trailer em um mega evento sem precedentes na história do cinema.

O nono episódio estreia em 20 de maio de 2020, e será o penúltimo filme da saga.

Já são oito filmes e mais o Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw ao todo, e pensando nisso, o CinePOP resolveu homenagear a série mais envenenada do cinema, colocando em ordem todos os episódios, do pior ao melhor. Então, aperte o cinto e prepare-se para altas velocidades. Não esqueça de deixar seu comentário, listando você também em ordem de preferência os filmes Velozes e Furiosos.

Leia também nossa crítica de Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw

Crítica | Velozes e Furiosos 8 é diversão e adrenalina pura (Nota: 8.0)

Crítica 2 | Velozes e Furiosos 8 – Franquia megalomaníaca só faz crescer (Nota: 8.0)

 

9. + Velozes + Furiosos (2003)

Motor: com o sucesso do primeiro filme, uma sequência (desnecessária) foi logo criada. Dois roteiros foram escritos, um com e outro sem a presença do personagem de Vin Diesel. Dá para perceber qual foi usado. Soando como continuação caça-níquel, o que de fato era, o filme perdeu parte de seu charme e público.

Chassi: Brian O´Connor (Paul Walker), agora do outro lado da lei, é capturado por seus ex-companheiros, e forçado a se infiltrar numa gangue em Miami. Para a tarefa, ele recorre ao seu velho amigo Roman Pearce (Tyrese Gibson) – aonde se encaixaria Diesel na trama.

Velocidade: logo no começo, temos um racha com um carro pulando por cima de outro em uma ponte. Em outra cena, numa corrida, caminhões se mostram obstáculos nada agradáveis. No final, temos um carro decolando voo e aterrissando em um iate.

Arranque: Roman e Tej (Ludacris) foram introduzidos neste filme, mas o grande chamariz é a presença de Eva Mendes, como a policial infiltrada Monica Fuentes. Esperamos ansiosamente o retorno da cubana à série.

Trava Roda: o vilão aqui é Carter Verone (Cole Hauser), que tem como hobby colocar ratos na barriga de desafetos e atiçá-los para que cavem um buraco.

Piloto: John Singleton, de Os Donos da Rua (1991).

 

8. Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (2006)

Motor: se no filme anterior, Vin Diesel estava fora, neste nem Paul Walker retorna. Aqui, foi quando todos achavam que a franquia estava morta e enterrada. Hoje, olhando para trás, não é o pior episódio da série, e até possui certo charme ao se desassociar totalmente da proposta dos anteriores.

Chassi: movendo a ação para Tóquio, Japão, e com o objetivo de ser um animal totalmente novo, sem qualquer elo com os anteriores, Desafio em Tóquio não é sobre corridas, mas sim sobre drift, aquelas derrapadas em curva. Outra remodelada é por um filme mais jovem, com protagonistas colegiais, o que faz do filme uma espécie de Karate Kid sobre rodas.

Velocidade: as cenas das famosas derrapadas nas rampas em curva, os chamados drift, são bem legais. A cena que abre o filme, se tornando o motivo do protagonista Sean Boswell (Lucas Black) ser enviado para o Japão, também é recheada de adrenalina.

Arranque: nenhum dos personagens deste filme foi reutilizado ao longo da série, tirando Han (Kang) – apesar de Sean (Black) ter feito uma ponta no sétimo episódio. Nesta história reciclada de filmes colegiais do aluno recém-chegado, temos a mocinha em quem ele fica interessado (Nathalie Kelley) e o antagonista valentão que surge como terceira parte no triângulo amoroso (Brian Tee). O rapper mirim Bow Wow, hoje usando o nome Shad Moss, interpretou o melhor amigo do protagonista.

Trava Roda: D.K. (Tee) era a peste do colégio, mas o maior vilão do filme era mesmo o tio do rapaz, o mafioso Kamata, papel do lendário Sonny Chiba.

Piloto: o asiático Justin Lin, de Annapolis (2006) – que fazia uso de dois veteranos da franquia, Jordana Brewster e Tyrese Gibson – realizava seu quarto longa-metragem com Desafio em Tóquio.

 

7. Velozes e Furiosos 4 (2009)

Motor: “novo modelo, peças originais”, era o que anunciava o slogan do filme. Parte continuação, parte reboot, o quarto filme da franquia trouxe de volta o elenco original – Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez e Jordana Brewster. Justamente por isso, precisava ser um filme melhor, decepcionando por não honrar o retorno dos envolvidos.

Chassi: Brian O´Connor (Paul Walker), novamente trabalhando para o FBI (decida-se, certo?), precisa se infiltrar nas operações de um grande traficante mexicano. Para o feito, ele recorre ao velho conhecido Toretto (Diesel), e termina reencontrando a paixão Mia (Brewster), irmã do careca.

Velocidade: a cena de abertura, com Dom e Letty (Rodriguez) roubando combustível de um caminhão tanque é a melhor do filme. De resto, ganhamos um filme abaixo do esperado, sem a adrenalina dos anteriores e uma sequência final dentro de túneis em uma caverna muito escura, que não funciona.

Arranque: além da volta do time original, somos introduzidos a Gisele (Gal Gadot), criminosa, braço direito do vilão, com formas de modelo. Han (Sung Kang) também dá as caras, após sua “morte” no terceiro filme – quebrando a cronologia.

Trava Roda: Campos é o vilão deste grande retorno da trupe, interpretado pelo ótimo John Ortiz. Ele se mostra um adversário mais sério e ameaçador, voltando em uma participação no sexto filme, em uma cena na cadeia. O principal capanga do traficante é Fenix, papel do musculoso Laz Alonso, o assassino de Letty. O filme, infelizmente, não nos dá uma pancadaria entre ele e Dom, como esperado.

Piloto: o diretor aqui é o taiwanês Justin Lin, que havia entrado na série no comando do filme anterior.

 

6. Velozes & Furiosos 5: Operação Rio (2011)

Motor: o episódio mais cultuado pelos fãs, Operação Rio (como ficou conhecido no Brasil) trouxe a franquia para terras tupiniquins e para nossas favelas – mesmo que nem tudo esteja geograficamente correto. Foi aqui que a série verdadeiramente recuperou seu fôlego e atingiu o status gigantesco e megalômano em que se encontra hoje.

Chassi: Toretto e sua equipe planejam um roubo audacioso, transformando a série totalmente, de corridas de carros para a ação de grandes assaltos ousados. A missão impossível no Brasil não será tão fácil, já que em seu encalço, Vin Disel e cia. possuem o braço mais forte da lei, Luke Hobbs (The Rock).

Velocidade: aqui foi quando a série começou a tomar proporções homéricas. Temos por exemplo a perseguição a um trem e o voo de uma ponte, que liga o Rio a São Paulo. Ou não. Carros arrastando um cofre não é algo que se vê todos os dias. Mas a pancadaria entre os brutamontes Diesel e Johnson definitivamente é um dos pontos altos aqui.

Arranque: como gostava de anunciar na época, Dwayne ‘The Rock’ Johnson afirmava ser o Viagra das franquias. Dito e feito, uma das decisões mais acertadas dos produtores para a série foi introduzir o carismático gigante na pele do policial Luke Hobbs, confeccionando assim um verdadeiro duelo de titãs com o Dom de Vin Diesel, no lado oposto da lei. Além disso, enquanto o quarto filme trouxe de volta as partes originais, o quinto trouxe todos os opcionais, vide Roman (Gibson), Han (Sang), Vince (Matt Schulze), Gisele (Gadot) e Tej (Ludacris). A policial brasileira Elena (Elsa Pataky), importante para a trama da franquia, faz seu debute.

Trava Roda: apesar dos bandidos serem os mocinhos e o antagonista, o agente da lei Hobbs, existe sim um vilão declarado no quinto longa da franquia. O português Joaquim de Almeida vive o criminoso brasileiro Reyes, que tem fortes laços com políticos, empresários e policiais corruptos. E o que mais? Como diz Toretto a certa altura do filme, “This is Brazil!”. Sim, definitivamente é.

Piloto: mais uma chance é dada para Justin Lin, que desta vez pôde conhecer o que era o sucesso absoluto em um filme da franquia.

 

05. Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw (2019)

Motor: há algum tempo vinham sendo prometidos derivados da franquia Velozes e Furiosos, e o primeiro acontece com Hobbs & Shaw. Seja por qual motivo tenha ocorrido (as más línguas não cansam de citar a desavença entre The Rock e Vin Diesel), o fato é: Hobbs (The Rock) e Shaw (Jason Statham) se tornaram tão populares em suas picuinhas e na afirmação de “dois bicudos não se beijam”, que ganharam um filme inteiro só para isso. Ah, e mais um filme, com toda a turma, vem aí ano que vem.

Chassi: a trama aqui é o que menos interessa, e é vendida por dois motes: a família dos protagonistas (o lema da série) e suas personalidades conflitantes para fazer graça. Hobbs é o americano troglodita. E Shaw, o britânico cool. Mas já que temos que ter uma história, ela é reciclada do filme de espionagem B mais canastrão, com um super soldado renegado atrás de um vírus que pode dizimar a humanidade, e somente nossos heróis para salvar o dia e derrotar o vilão.

Velocidade: esse é o problema com franquias que querem ser cada vez maiores e absurdas em suas cenas de ação: em algum momento acabam recaindo de vez para o cartunesco. Isso ocorreu com o 007 de Pierce Brosnan, e acontece o mesmo aqui. Hobbs & Shaw é basicamente um filme de super-heróis ou um desenho animado – com direito a vilão ciborgue, motos que andam sozinhas, manobras impossíveis e até mesmo Hobbs segurando um motoqueiro com um braço só (que colocou para fora do carro vindo no sentido oposto). Existe muita ação, mas ela é quase toda genérica e nada memorável. O humor conta mais alto aqui.

Arranque: Hobbs e Shaw ganham os holofotes aqui em seu primeiro filme solo. Como a família sempre foi o núcleo desta franquia, é claro que em algum momento conheceríamos os parentes dos durões. Quem sai na frente no núcleo familiar é Shaw, já que sua irmã Hattie (Vanessa Kirby) é primordial para a trama e a terceira em importância no filme atrás somente da dupla. Kirby dá um show. Helen Mirren também retorna como a mãe deles. Já Hobbs vai encontrar com sua família no final do filme, e a para a grande revelação de seu irmão, o papel havia sido planejado para Jason Momoa, que não pôde participar por motivo de agenda, e o personagem acabou ficando com Cliff Curtis. Dois atores bem conhecidos aparecem aqui em participações especiais, mas acho que ainda não vale a pena revelar quem são…

Trava Roda: depois de Charlize Theron, a franquia segue demonstrando que consegue escalar grandes nomes para seus antagonistas, com a contratação de Idris Elba para viver Brixton. Quero ver quem eles irão chamar agora. O antagonista é um ex-parceiro do serviço secreto de Shaw, um fantasma de seu passado, que o protagonista vê ressurgir bem em sua frente. Deixado para morrer, ele retorna numa versão com upgrade, com implantes e literalmente partes cibernéticas e de metal. O sujeito é uma mistura do Exterminador do Futuro, mas se autointitula o Superman Negro. Não está errado. Infelizmente, o personagem é somente o típico vilão de HQ, sem qualquer personalidade ou profundidade, e extremamente bidimensional. Uma pena.

Piloto: David Leitch é quem assume o primeiro derivado da franquia. Especializado em lutas, coreografias e cenas intensas, o sujeito não deixa a peteca cair aqui no quesito, mas em matéria de cenas de ação grandiosas, o longa fica abaixo dos demais exemplares da franquia. O ex-dublê e lutador marcial tem no currículo as direções de filmes como De Volta ao Jogo (John Wick), Atômica e Deadpool 2.

 

4. Velozes e Furiosos 8 (2017)

Motor: após a morte de Paul Walker e da despedida no sétimo filme, a franquia poderia ter encerrado. Mas aí a Universal perderia sua galinha dos ovos de ouro. Então um novo filme saiu do papel, e não será o último. O grande mote aqui é a traição de Diesel, o pilar da família Velozes, e a chegada da vilã definitiva.

Chassi: é o fim dos tempos quando Toretto precisa se voltar contra o que mais considera importante no mundo, sua família. O motivo? O grandalhão careca é chantageado por Cipher, terrorista cibernética temida mundialmente, que planeja roubar ogivas nucleares e fazer governos de refém. E o que mais?

Velocidade: se o quinto filme abriu portas, o sexto foi o que atingiu níveia de Missão: Impossível, 007, ou qualquer arrasa-quarteirão megalomaníaco. Aqui, seguimos a máxima de superar cada feito anterior, e temos carros guiados por controle remoto, chuva de carros e até mesmo uma corrida no gelo com um enorme submarino. Mas o que choca mesmo é o beijo de Charlize Theron em Vin Diesel.

Arranque: a musa Charlize Theron é a melhor adição do elenco no oitavo filme da franquia. Todos (ou a maioria) dos “jogadores” retornam. Além da loira, temos aqui a veterana Helen Mirren num papel hilário, e o novato Scott Eastwood como um agente federal tentando ocupar a vaga do saudoso Paul Walker como o galã da franquia.

Trava Roda: a vilã definitiva é Cipher, Charlize Theron, uma hacker terrorista superinteligente, que faz da trupe suas marionetes. É revelado que a criminosa estava por trás de acontecimentos datando do sexto filme, ou seja, Dom e sua turma eram uma pedra antiga em seu sapato, que ela tratará de retirar.

Piloto: F. Gary Gray, do sucesso Straight Outta Compton (2015), é o terceiro americano a comandar um filme da franquia.

 

3. Velozes e Furiosos (2001)

Motor: onde tudo começou. O primeiro Velozes e Furiosos se comporta demais como uma refilmagem não declarada de Caçadores de Emoção (1991), de Katheryn Bigelow.

Chassi: um agente do FBI (Paul Walker) precisa se infiltrar no submundo de corridas clandestinas para descobrir a gangue que anda assaltando caminhões de mercadorias nas estradas.

Velocidade: as cenas de corridas são todas muito bem orquestradas. A cena que mais marca o filme, no entanto, é o duelo final entre Diesel, Walker e um trem. Além disso, este filme ainda tinha um pé em nosso mundo, e cria um clima de mistério e certo suspense interessante para um blockbuster descerebrado.

Arranque: na época, o elenco se resumia a um grupo de desconhecidos. Seu status cult veio com o lançamento do longa no mercado de vídeo.

Trava Roda: o primeiro filme trata de assuntos mais relevantes, como confiança, do que o combate a um vilão. Mas eles não deixam de existir aqui, e o principal é Johnny Tran, o corredor com laços mafiosos, vivido por Rick Yune.

Piloto: Rob Cohen (Daylight) dirigiu o primeiro filme e voltaria a trabalhar com Vin Diesel em XxX (2002).

2. Velozes e Furiosos 6 (2013)

Motor: aqui foi onde a série deu o pulo para a estratosfera, embora muitos tenham creditado ao episódio anterior. O orçamento mais inflado, proporcionou a franquia Velozes e Furiosos adentrar no território dos filmes mais caros da atualidade e o resultado é percebido nas telas. Sem dúvida um dos mais divertidos de todos.

Chassi: na trama, Letty (Rodriguez) está viva! Mas não se lembra de nada, devido a uma amnésia (ridículo? Ei, não esqueça que estamos falando de Velozes e Furiosos). Além de viva, ela faz parte de um novo grupo de criminosos, que vem tocando o terror por Londres. Hobbs pede a ajuda de Toretto e seus amigos mais uma vez, em uma missão mais pessoal impossível para a “família”.

Velocidade: as cenas de ação aqui atingiram níveis inacreditáveis. Temos, por exemplo, uma perseguição em uma ponte com um tanque de guerra. Além dessa, as ruas de Londres se tornam o palco de uma batalha entre a equipe de Toretto e a nova família de Letty, que usa os infames “carros rampa”. O final traz o que acontece quando carros combatem um avião jumbo!

Arranque: Michelle Rodriguez é trazida de volta para a série e sua Letty, de volta à vida (ninguém morre de verdade aqui). Hobbs volta, assim como toda a trupe, mas alguns encontrarão um trágico destino.  Fora isso, Gina Carano, a então musa do MMA feminino e atriz nas horas vagas, reforça o elenco na pele da parceira do grandalhão The Rock, com direito a um “cat fight” com Rodriguez.

Trava Roda: o vilão da vez é Shaw (Luke Evans), um anarquista que planeja uma série de ataques e tem na manga a lealdade de Letty, por ter salvado sua vida – ao final do quarto filme. A gangue de Shaw é quase como uma versão “bizarra” de nossos heróis, com cada um dos membros encontrando sua contraparte.

Piloto: quarto e último filme da franquia comandado por Justin Lin, que decidiu alçar voos maiores, com Star Trek – Sem Fronteiras (2016).

 

1. Velozes e Furiosos 7 (2015)

Motor: adiado por um ano, o sétimo Velozes e Furiosos foi marcado pela tragédia, quando o astro da franquia Paul Walker faleceu em um acidente automobilístico (na máxima das cruéis ironias) e não pôde completar sua participação, sendo substituído por dublês, efeitos e seus irmãos da vida real. A arte imita a vida, e Velozes 7 serviu de despedida para Walker e seu Brian O´Connor, usando a metalinguagem de forma mais que emocionante. Impossível evitar as lágrimas e o nó na garganta ao final.

Chassi: um grande problema decide ir atrás de nossos heróis, eliminando-os um a um. A caça vira o caçador quando a equipe decide combater tal ameaça, para isso precisando da ajuda de antigos aliados e de novos, como o agente do governo Sr. Ninguém (papel do veterano Kurt Russell).

Velocidade: se no sexto filme tivemos um avião jumbo e um tanque de guerra, no sétimo temos carros caindo de paraquedas de um avião, descendo ribanceiras, comboios militares extremamente armados, a demolição de um estacionamento, drones e, é claro, carros atravessando os prédios mais altos do mundo, em Abu Dhabi.

Arranque: a despedida de Paul Walker chama atenção no sétimo episódio, mas temos também a entrada de Kurt Russell na série na pele do enigmático Sr. Ninguém, o agente federal que dá respaldo na caçada ao terrorista Deckard Shaw. Além disso, a série também ganha mais uma presença feminina de respeito, com a hacker Ramsey, papel da belíssima Nathalie Emmanuel (Game of Thrones).

Trava Roda: até então, a maior ameaça da série, tida como definitiva, era “o irmão mais velho e malvado”, vivido por Jason Statham. Escolha acertadíssima para um elenco de brucutus, Statham é outro herói de ação que se junta ao filme como o vilão. É claro que a chance de um embate entre ele e The Rock e depois com Vin Diesel não seria perdida. Além disso, a lutadora Ronda Rousey faz uma participação e trava seu próprio embate com Michelle Rodriguez. Os atores Djimon Hounsou e Tony Jaa também dão as caras como vilões.

Piloto: sai o taiwanês Justin Lin, e entra malaio James Wan (Invocação do Mal), que não faz feio. Nem perto disso.

‘Missão: Impossível’, ‘Karatê Kid’, ‘Lilo & Stitch’ e os filmes mais esperados de Maio 2025 nos CINEMAS!

É impressão minha ou parece que o tempo anda cada vez mais rápido? A impressão é que 2025 ainda mal havia começado e agora já adentramos o quinto mês do ano. Ou seja, estamos praticamente em sua metade. Para os amantes do cinema, em especial do cinema entretenimento (no espírito de que cinema é a maior diversão) isso significa que nos aproximamos da época das maiores e mais aguardadas estreias do ano. Isso porque nos EUA, o meio do ano é a época do verão norte-americano, famoso por ser a época de férias escolares e o cinema é sempre uma ótima opção para a garotada.

O maior sucesso Hollywoodiano de 2025 até o momento foi o inesperado ‘Um Filme Minecraft’ – que já passou dos US$800 milhões mundiais e tem tudo para se juntar ao seleto clube do bilhão. Grandes apostas como ‘Capitão América: Admirável Mundo Novo’ e principalmente ‘Branca de Neve’ performaram mal junto ao público. Porém, ainda mais surpreendente é o verdadeiro fenômeno do ano: a animação ‘Nezha 2 – O Renascimento da Alma’, uma produção chinesa que basicamente passou só lá para eles e adjacências. O filme mostra a força da China também no cinema e já tem quase US$2 bilhões em bilheteria.

Abaixo veremos o que mais pode se tornar sucesso e que chega em maio aqui no Brasil.

Nos Cinemas

Thunderbolts*

Se para mais nada, os fãs poderão sanar a dúvida que vem remoendo desde o anúncio sobre o filme: que diabos significa este asterisco ao fim do título! E se ‘Capitão América: Admirável Mundo Novo’ não atingiu o esperado, a Marvel Studios tenta de novo, desta vez com uma equipe de anti-heróis secundários que tem tudo para ser o sucesso surpresa do ano, com um filme mais sombrio e dramático do que o esperado da casa. As críticas rasgam elogios e todos os personagens são esperados para retornar no próximo filme dos ‘Vingadores’, a ser lançado em 2026.

Homem com H

Por falar em superproduções do cinema, aqui temos uma cem por cento brasileira. Dois gêneros que emplacam forte com o público de nosso país são as comédias e as biografias – em especiais as musicais. É exatamente o que teremos aqui, com esse retrato íntimo de um de nossos maiores intérpretes: o destruidor de barreiras, paradigmas e preconceitos Ney Matogrosso. No filme, ele é brilhantemente interpretado por Jesuíta Barbosa. O filme tem direção de Esmir Filho e tem tudo para ser o grande sucesso nacional da temporada.

Screamboat: Terror a Bordo

Seguindo a tendência recente de slashers que usam como antagonistas queridos personagens infantis que caíram em domínio público – depois do Ursinho Pooh, o marinheiro Popeye e até o veadinho Bambi (que chega em breve) – temos ninguém menos que o ratinho Mickey como assassino desta fita. Bem, ao menos a versão de Mickey que perdeu seus direitos: aquela em preto e branca, a primeira versão do personagem chamada ‘Steamboat Willie’. A graça está que o vilão tem o tamanho de um ratinho mesmo. O slasher é feito com mais esmero do que de costume (o que inclui maquiagem e efeitos), já que tem envolvimento dos mesmos responsáveis pela franquia ‘Terrifier’.

Amor Bandido

Você lembra do ator Ke Huy Quan? De nome é difícil, mas ele foi um ator mirim que fez sucesso em ‘Os Goonies’ (como Dado) e ‘Indiana Jones e o Templo da Perdição’ (como Baixinho). Só de ter esses clássicos no currículo, ele estaria para sempre marcado na eternidade. Porém, na fase adulta ele se tornou coreógrafo de lutas em filmes de Hollywood, voltou à frente das câmeras e ganhou um Oscar por ‘Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo’. Agora, o ator é figura quente em Hollywood, e já participou a segunda temporada de ‘Loki’, da Marvel. Seu mais recente filme é este ‘Amor Bandido’, que aproveita o hype “tiro, porrada e bomba” de John Wick para contar sobre um matador aposentado, trabalhando como corretor, que precisa voltar à ativa.

Estreias

Karatê Kid: Lendas

Com o fim da série ‘Cobra Kai’, da Netflix, após 6 temporadas, a história de ‘Karatê Kid’ volta ao cinema mais uma vez. O Brasil se antecipa e lança o aguardado ‘Lendas’ no início de maio, enquanto o resto do mundo recebe o longa só no final do mês. ‘Lendas’ é a volta de ‘Karatê Kid’ às telonas depois do reboot de 2010. E por isso mesmo, Jackie Chan está de volta como o Sr. Han para ensinar um novo aluno. Mas não é só ele, pois o verdadeiro atrativo é o retorno de Daniel San aos cinemas, novamente na pele de Ralph Macchio, depois do encerramento da trilogia original em 1989. Daniel  San e o Sr. Han se unem para ensinar um novo Karatê Kid e ao que tudo indica esse será o início de uma nova franquia.

A Mulher no Jardim

Terror sobrenatural misterioso, ‘A Mulher no Jardim’ deu o que falar ao ser lançado nos EUA, se tornando um dos filmes do gênero mais comentados do início do ano. Novo trabalho de Jaume Collet-Serra, especialista em ação, terror e blockbusters. Ele retorna ao gênero que o consagrou depois de ‘A Casa de Cera’ e ‘A Órfã’. Desta vez ele dirige Danielle Deadwyler no papel de uma mãe viúva em uma casa com seus dois filhos pequenos, em uma condição precária após a morte de seu marido e a sua perda do gosto de viver. Para piorar a situação, uma misteriosa mulher vestindo preto aparece sentada em seu jardim. Agora eles precisarão superar os traumas e encarar o medo.

Invencível

Este drama joga luz sobre a educação de uma criança autista – um tema que vem sendo muito trabalhado no cinema e precisa realmente ser muito falado em nossa sociedade. Porém, o que mais chama atenção aqui é a presença da ótima Meghann Fahy, que vem ganhando cada vez mais destaque e está a caminho de se tornar uma estrela em Hollywood. Ela chamou atenção na segunda temporada de ‘The White Lotus’ e depois apareceu na série ‘O Casal Perfeito’ da Netflix. Recentemente esteve no thriller ‘Drop: Ameaça Anônima’ e está para lançar ‘Sereias’, nova minissérie da Netflix. Aqui ela vive a mãe do menino autista.

15/03

Premonição 6: Laços de Sangue

Em 2025 teremos o retorno de várias franquias e personagens queridos da cultura pop. E quem irá retornar é a morte em pessoa também, pronta para fazer de vítima mais um grupo de jovens incautos. A franquia ‘Premonição’ se tornou icônica no gênero terror, tendo começado ainda em 2000 e seguido por cinco filmes, até 2011. Agora, quatorze anos depois ganhamos mais uma sequência – essa de forma tardia, apostando na nostalgia e modernizando o conceito para os tempos atuais. Aqui, a novidade é a premonição hereditária em uma família, que poderá usar o dom para ludibriar a morte.

Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes

O cantor The Weekend (vulgo de Abel Tesfaye) é um dos mais queridos da atualidade, com canções que muitas vezes parecem ter saído dos anos 80. O músico vem tentando emplacar também como ator, mas sua primeira investida – com a série ‘The Idol’, da HBO, não deu muito certo. Agora ele tenta de novo, desta vez levando uma trama fora da caixinha para o cinema. Ele vive um músico que sofre com insônia, encontrando uma fã obcecada e embarcando em uma viagem lisérgica. Além do músico, se destacam no elenco a musa juvenil da atualidade Jenna Ortega e o visceral Barry Keoghan.

22/05

Missão: Impossível – O Acerto Final

Desde que o fenômeno conhecido como “Barbenheimer” deu muito certo e incendiou as bilheterias norte-americanas e mundiais, os estúdios de Hollywood vem tentando recriar tal sucesso, ao lançar duas superproduções miradas a públicos distintos no mesmo dia. Foi assim ano passado com ‘Gladiador II’ e ‘Wicked’, ambos se deram bem, mas não chegaram aos pés de ‘Barbie’ e ‘Oppenheimer’. Esse ano irão tentar de novo, e uma dessas peças-chave será o novo blockbuster do Sr. Tom Cruise, nada menos que o oitavo e último (ao que tudo indica) filme da franquia Missão: Impossível.

Lilo & Stitch

O outro filme da dobradinha será a versão em live-action de ‘Lilo & Stitch’, um dos filmes mais novos que a Disney irá refilmar com atores reais. A animação original é de 2002 e traz um alienígena fugindo de uma prisão intergalática e vindo parar na Terra. Ele é uma espécie de Gremlin e assim como os famosos bichinhos, gosta de comer e destruir tudo. Mas aqui ele será domesticado, pois será descoberto por uma família, na verdade suas irmãs órfãs, uma mais velha, que cuida da mais nova como filha. Passado no Havaí, o longa fala muito da cultura local e suas tradições.

29/05

O Esquema Fenício

Depois de tantas estreias pesadas que irão dominar os cinemas, teremos um fim de mês sem blockbusters, apenas estreias menores e filmes mais adultos. Um deles é um presente para os fãs do diretor Wes Anderson (‘A Crônica Francesa’ e ‘Asteroid City’). Se você curte os filmes do diretor, em especial os dois últimos citados, irá se deleitar com sua próxima obra, que é estrelada por Benicio Del Toro em uma trama cômica com estilo próprio do cineasta, envolvendo espionagem. Como sempre, o chamariz (além do visual) são as participações de um elenco estelar. Esse aqui inclui Tom Hanks, Scarlett Johansson e Benedict Cumberbatch.

Confinado

Aqui temos uma produção que já foi refilmada em diversos países, inclusive aqui no Brasil – estrelada por Chay Suede e Alexandre Nero. A trama é sempre a mesma, um marginal tenta roubar um carro, mas ao adentrar o veículo se depara com uma grande surpresa: o automóvel foi inteiramente modificado para aprisiona-lo lá dentro. Assim, desesperado, o carro se torna uma jaula, uma prisão, e ele não consegue sequer pedir ajuda, pois é inteiramente preparado para ser à prova de som. Sem comida ou água, em breve até o seu ar irá acabar, numa espécie de ‘Jogos Mortais’. A única opção é tentar convencer o lunático dono do veículo, que se comunica com ele, a libertá-lo. No filme americano, Anthony Hopkins vive o sádico e Bill Skarsgard é o ladrão.

A Lenda de Ochi

O que acontece quando a produtora A24 resolve fazer um filme infantil? O resultado é ‘A Lenda de Ochi’, um filme para toda a família, mas criado nos moldes bizarros e fora da caixinha do estúdio. Aqui, em uma pequena cidade remota em uma ilha da Inglaterra, uma menininha tímida não tem muitos amigos. No local, existe uma lenda sobre criaturas místicas ferozes, conhecidas como ochi. Porém, a menina protagonista encontra um bebê ochi ferido, cuida dele, cria uma amizade com o filhote e resolve sair para devolvê-lo à sua família. Sua missão desperta o interesse dos locais, que acreditam que a menina está em perigo, e assim se inicia uma perseguição.

Saneamento Básico – O Filme

Uma das estreias mais legais de maio nos cinemas brasileiros será na verdade um relançamento de uma produção brasileira muito querida, de 2007. A comédia com grande mensagem social se tornou um dos mais comentados de nossa filmografia, e conta com um grande elenco, que inclui nomes como Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga e Lázaro Ramos. Na trama, moradores do interior do Rio Grande do Sul resolve fazer um filme para alertar as autoridades sobre um problema de saneamento de sua cidade. Imperdível.

Crítica | Sully: O Herói do Rio Hudson

Se o herói mudasse, se tornaria uma nova história. Dirigido pelo mestre Clint Eastwood, baseado em fatos reais e em memórias do livro Highest Duty: My Search for What Really Matters, de Chesley ‘Sully’ Sullenberger e Jeffrey Zaslow, Sully: O Herói do Rio Hudson é um daqueles filmes que fisgam a gente não só por ter um final feliz mas pelas grandiosas interpretações de seus artistas, principalmente do protagonista, interpretado pelo cotadíssimo ao Oscar Tom Hanks. Muito bem embasado, muito bem dirigido, o longa-metragem explora todo o contexto de um dos atos heróicos mais vivos na memória dos norte americanos nos últimos anos.

Na trama, conhecemos a história do incrível pouso heróico no Rio Hudson de um avião nos Estados Unidos, com lotação, e todos escapam ilesos. Analisando todo o contexto do acidente, e os problemas sucessivos logo após a decolagem, o longa metragem faz um completo raio-x também do comandante do avião, o piloto Chesley ‘Sully’ Sullenberger (Tom Hanks) e toda a burocracia que ele e o co-piloto Jeff Skiles (Aaron Eckhart) passam para provar que a melhor decisão foi a tomada.

sully

Em 95 minutos de filme, Clint e Cia conseguem apresentar argumentos muito bem expostos para o público sobre tudo que girou em torno desse pouso emblemático. As investigações sobre o acidente, a conturbada exposição na mídia sobre o ocorrido, o título de herói e os conflitos emocionais do protagonista perante ao mundo, a rasa mas eficaz apresentação de um passado de longos vôos de Sully ao longo de 42 anos de experiência. Tudo no filme é apresentado de maneira muito clara ao espectador. O projeto é tão bom quanto o ótimo O Vôo com Denzel Washington que fora lançado recentemente, as produções tem algumas semelhanças.

A interpretação de Hanks é simplesmente fantástica. Sem sair um minuto de seu complexo personagem, traumatizado pelo recente acidente, de fala mansa e sem muitos trejeitos, o duas vezes ganhador do Oscar usa e abusa de sua habilidade de convencer ao público de que ele é sim um dos melhores atores da história do cinema. Seu Sully se torna mais um na sua coleção de diversos grandes papéis na telona.

Sully: O Herói do Rio Hudson, que estreou nos cinemas norte americanos em setembro, tem previsão para estrear somente em dezembro nos cinemas brasileiros e sem dúvidas é um daqueles filmes que você não pode perder.