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‘The White Lotus’: Aubrey Plaza estrelará a 2ª temporada da série

De acordo com o TVLine, Aubrey Plaza (‘Parks and Recreation’) irá estrelar a 2ª temporada da série ‘The White Lotus‘.

A atriz irá interpretar Harper Spiller, uma mulher de férias com seu marido e seus filhos.

Além dela, o próximo ciclo também contará com Michael Imperioli (‘Os Sopranos’) e o retorno de Jennifer Coolidge (‘Two Broke Girls’), que roubou a cena na primeira temporada.

A narrativa é centrada nos hóspedes e nos funcionários do The White Lotus, um hotel-resort localizado em um paraíso idílico. À medida que as férias vão se desenrolando, entretanto, situações obscuras surgem entre os personagens e dentro do próprio hotel.

One Piece Film: Red

(One Piece Film: Red)

 

Elenco:

Chô
Hiroaki Hirata
Shûichi Ikeda

 

Direção: Goro Taniguchi

Gênero: Anime

Duração: 115 min.

Distribuidora: Diamond Films

Orçamento: US$ 15 milhões

Estreia: 03 de Novembro de 2022

Sinopse: 

Em ‘One Piece Film: Red‘ todos conhecerão Uta, a cantora mais amada do planeta, cuja voz foi descrita como “de outro mundo”. Ela é conhecida por esconder sua própria identidade ao se apresentar. Agora, pela primeira vez, Uta se revelará ao mundo em um show ao vivo.

Com a Marinha assistindo de perto, o local se enche de fãs de Uta – incluindo piratas animados e os Chapéus de Palha liderados por Luffy, que vieram para curtir sua performance – todos aguardam ansiosamente a voz que o mundo inteiro estava esperando. A história começa com a chocante revelação de que ela é a enigmática filha de Shanks.

Curiosidades: 

» A personagem Uta será dublada por Kaori Nazuka. O tema musical é composição de Yasutaka Nakata (‘Tales of Crestoria: The Wake of Sin’);

» Tsutomu Kuroiwa (‘One Piece: Heart of Gold’) assina o roteiro;

» Sucesso nos cinemas, o longa já arrecadou mais de US$ 100 milhões mundialmente;

Trailer:


Cartazes: 

Fotos: 

Cameron Monaghan entra para o elenco da sequência ‘Tron 3’

De acordo com o Deadline, o ator Cameron Monaghan (‘Gotham’) entrou para o elenco do terceiro filme da franquia ‘Tron‘ (Tron Ares), que está sendo desenvolvido pela Disney.

Infelizmente, detalhes sobre o seu papel não foram divulgados.

O longa será estrelado por Jared Leto (‘Morbius’), que interpretará Ares, a manifestação do programa Tron.

O elenco ainda contará com Evan Peters (‘Dahmer: Um Canibal Americano’), Greta Lee (‘The Morning Show’) e Jodie Turner-Smith (‘Mistério em Paris’).

Joachim Rønning, que comandou ‘Malévola: Dona do Mal‘, dirige a produção – que deve servir de sequência direta para os filmes de 1982 e de 2010.

Lembrando que, em 2022, o diretor Joseph Kosinski explicou ao Vulture que o terceiro título da franquia não iria acontecer por conta das aquisições da Marvel e de Star Wars pela Disney.

“Em 2015, a Disney já era diferente. Quando eu fiz Tron: O Legado, eles não tinham comprado a Marvel. Não tinham comprado Star Wars. Tron era a melhor jogada de fantasia e sci-fi que eles tinham”, falou o cineasta.

Kosinki contou que o filme mostraria uma inversão da premissa dos anteriores – ao invés de humanos entrarem no videogame, seria o videogame que começaria a “vazar” para o mundo real.

‘The Equalizer’: Série com Queen Latifah é RENOVADA para a 5ª temporada

A CBS renovou oficialmente série de ação ‘The Equalizer‘, estrelada pela Queen Latifah, para a 5ª temporada.

O ciclo ciclo tem registrado uma média de 7.89 milhões de espectadores, somando mais de 10 milhões através de todas as plataformas em um período de cinco semanas.

Com a renovação, o reboot irá ultrapassar a quantidade total de temporadas da série original – que foi encerrada depois de apenas 4 ciclos.

“‘The Equalizer’, liberada pela incomparável Queen Latifah, tem todos os elementos de um drama poderoso,” declarou Amy Reisenbach, presidente da CBS Entertainment. “A série é recheada de suspense, heroísmo, riscos e personagens formidáveis que despertam o interesse dos nossos espectadores. Estamos ansiosos para uma nova temporada dinâmica.”

Criada por Andrew W. MarloweTerri Edda Miller, a produção é baseada no seriado original ‘O Justiceiro‘, exibido entre 1985 e 1989. Posteriormente, Denzel Washington estrelou dois filmes baseados na série, os quais arrecadaram mais de US$ 400 milhões nas bilheterias.

A trama segue Robyn McCall, uma mulher enigmática e mãe solo de sua filha adolescente Delilah. Robyn é uma mulher com histórico misterioso que usa suas extensas habilidades para ajudar aqueles que não tem a quem recorrer, agindo como “anjo da guarda” e defensora daqueles que não podem defender-se. Além de ajudar muitas pessoas, Robyn atua como vigilante da justiça, mas sempre em busca de suas próprias vinganças.

Queen Latifah estrela a produção. O elenco ainda conta com Adam GoldbergLorraine ToussaintLiza Lapira.

‘Murder in a Small Town’: Série de suspense com Kristin Kreuk é RENOVADA para a 2ª temporada

FOX renovou oficialmente ‘Murder in a Small Town‘ para a 2ª temporada.

A série é baseada na saga literária de L.R. Wright, que contém 9 livros. Cinco volumes foram usados na adaptação da primeira temporada, restando apenas mais quatro livros para o segundo ciclo.

Rossif Sutherland (‘Órfã 2: A Origem’) e Kristin Kreuk (Smallville: As Aventuras do Superboy’) estrelam a produção.

A trama segue Karl Alberg, recém-chegado à pacata cidade costeira de Gibsons para assumir o cargo de chefe de polícia. Fugindo do estresse do trabalho em uma grande cidade, Alberg busca paz, mas logo descobre que Gibsons esconde mais segredos do que aparenta.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

A série foi escrita por Ian Weir e dirigida por Milan Cheylov.

‘Murder in a Small Town’ acompanha Karl Alberg (Sutherland), que se muda para uma pacata cidade costeira para acalmar uma psique que foi abalada pelo trabalho policial de uma cidade grande. Mas este paraíso gentil tem mais do que a sua cota de segredos, e Karl precisará recorrer a todas as habilidades que fizeram dele um detetive de classe mundial para resolver os assassinatos que, mesmo neste cenário aparentemente idílico, continuam a aparecer em sua costa.

Mya LoweAaron DouglasSavonna SpracklinFritzy-Klevans DestineDakota Guppy e outros também estrelam.

Confira os novos cartazes individuais de ‘Frankenstein’, adaptação de de Guillermo del Toro

A Netflix divulgou cinco cartazes individuais da nova adaptação de ‘Frankenstein‘, dirigida pelo aclamado cineasta Guillermo del Toro (‘O Labirinto do Fauno’).

As artes destacam os atores Jacob Elordi, Oscar Isaac, Mia Goth, Christoph Waltz e Felix Kammerer.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

Vale lembrar que o longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 23 de outubro, pela O2 Play Filmes. Duas semanas depois, o filme chegará ao serviço de streaming – no dia 7 de novembro.

Na trama, o brilhante e egoísta cientista Victor Frankenstein dá vida a uma criatura em um experimento monstruoso que, no fim das contas, leva à ruína tanto do criador quanto de sua trágica criação.”

Oscar Isaac interpretará Victor Frankenstein, enquanto Jacob Elordi dará vida ao seu monstro. O elenco ainda contará com Mia GothChristoph Waltz como Elizabeth e Dr. Pretorius, respectivamente.

“Este filme tem estado na minha mente desde que eu era criança. Tenho tentado dirigi-lo por mais de 20 anos. Algumas pessoas acham que eu sou um pouco obcecado com ‘Frankenstein’, e eles provavelmente estão certos. Com o passar das décadas, o personagem se fundiu com a minha mente que sua história é basicamente uma autobigrafia. Não há nada mais pessoal do que isso,” declarou o diretor.

Frankenstein 1

‘Michael’ ultrapassa US$ 1 BILHÃO nas bilheterias mundiais

Sucesso! ‘MICHAEL‘ conseguiu ultrapassar US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais.

O projeto se tornou o primeiro filme da história da Lionsgate a superar a marca histórica.

Além de representar a segunda maior arrecadação do ano – atrás apenas de ‘Super Mario Galaxy‘ (US$1B) –, o filme também se tornou a maior cinebiografia da história do cinema, superando ‘Oppenheimer‘ (US$975.4M).

Nos EUA, o longa soma US$ 371.8 milhões. Internacionalmente, foram US$ 629.8 milhões através de 83 territórios.

O TOP 5 dos maiores mercados internacionais conta com a Reino Unido (US$68.1M), França (US$54.5M), Alemanha (US$34.3M), Brasil (US$32.2M) e México (US$30.7M).

‘Michael’: Filme originalmente abordaria acusações de abuso e investigações policiais

Apesar de ter dividido a opinião dos críticos – com 39% de aprovação no Rotten Tomatoes –, a cinebiografia conquistou os espectadores, recebendo uma nota A- no CinemaScore e alcançando impressionantes 97% de aprovação do público no RT.

‘Michael’: Rei do Pop quase ganhou cinebiografia inusitada sob o olhar de Bubbles, o famoso chimpanzé do astro

Dirigido por Fuqua e realizado em colaboração com o espólio do cantor e compositor, o filme foca na trajetória de Jackson desde a infância no Jackson 5 até o fenômeno global da turnê Bad, em 1988.

‘Michael’: Cinebiografia sobre o rei do pop é MASSACRADA pela crítica internacional; Confira!

Saiba Mais » Michael

Crítica 1 | ‘Michael’ – Antoine Fuqua constrói uma singela carta de amor a Michael Jackson com a cinebiografia

Crítica 2 | ‘Michael’ é uma embalagem bonita para uma caixa VAZIA. Para alguns, isso basta…

Dirigido por Antoine Fuqua (‘Dia de Treinamento’, ‘O Protetor’), o filme propõe um retrato cinematográfico profundo sobre a vida e o legado de Michael Jackson. A trama vai além dos palcos, acompanhando a jornada do artista desde a descoberta de seu talento precoce como líder dos Jackson Five até sua transformação em um visionário global, impulsionado pela busca incessante de se tornar o maior artista do mundo.

O roteiro, assinado pelo três vezes indicado ao Oscar John Logan (‘Gladiador’, ‘O Aviador’), oferece ao público um lugar na primeira fila para observar a vida de Michael fora dos holofotes, alternando com as performances mais emblemáticas do início de sua fase solo.

A cinebiografia marca a estreia de Jaafar Jackson no cinema, assumindo o desafiador papel de seu tio. O elenco principal conta ainda com nomes de peso da indústria: Colman Domingo, Nia LongMiles TellerLaura Harrier e Juliano Krue Valdi.

A produção executiva está sob o comando do vencedor do Oscar Graham King (‘Bohemian Rhapsody’), em parceria com John Branca e John McClain, figuras ligadas diretamente ao espólio de Michael Jackson e responsáveis por projetos como This Is It’.

Criadores de ‘Game of Thrones’ falam sobre a morte de [SPOILER]

[SPOILER]

No último domingo (30), os fãs deram adeus a uma das personagens favoritas da trama de ‘Game of Thrones’. Olenna Tyrell se despediu da audiência após ingerir um veneno indolor, educadamente entregue por Jaime Lannister após sitiar sua terra natal.

E os criadores de GOT, David Benioff e D.B. Weiss, compartilharam a experiência de ter trazido a veterana atriz Diana Rigg para a série, elencando sua morte como um dos melhores momentos desta temporada, que – por sinal – ainda está no começo, caminhando para o quarto episódio.

Durante uma entrevista ao site da Entertainment Weekly, Benioff relembrou a forma como Rigg chegou à produção:

“Logo quando contratamos Diana Rigg, nos encontramos como nossa diretora de elenco, Nina Gold, e sentamos para tomar um chá com ela. Damas não fazem teste de elenco para você, é você quem faz o teste para elas. E imediatamente nós nos apaixonamos por ela! Ela é engraçada, desbocada e era simplesmente tudo que buscavamos para a personagem. E nós fomos muito abençoados com a oportunidade de poder roteirizar para figuras como Diana, Max Von Sydow, Jim Broadbent e Charles Dance. Eles são pessoas que estão no ramo há tanto tempo e são maravilhosos no trabalho que desenvolvem. Rigg é uma das melhores no mundo e sua cena final, a de despedida, é um dos meus momentos preferidos de toda a temporada”.

Weiss completou o parceiro, dizendo:

“O que eu mais amo na atuação dela nesta última cena é que mesmo você sabendo que no instante que a cena se encerrar ela estará fadada à morte, você continua com a sensação de que no final das contas, ela venceu. Honestamente, ela deve ser a única personagem da série que conseguiu ser vitoriosa em sua própria morte”.

 

 

 

Crítica | Atlanta – 2ª temporada: Um manifesto impecável sobre marginalização e subjugação dos negros

Muitas tradições nascem em virtude de seus contextos sociais correspondentes. Em uma sociedade onde o negro é gradativamente reduzido ao seu tom de pele, sendo consumido pelas circunstâncias que um regime opressor caucasiano promoveu, alguns hábitos tão naturais se fazem necessários. O instinto de sobrevivência se mescla com o culturalismo da raça e neste emaranhado onde busca-se compreender a origem da marginalização de um povo, Atlanta entrega uma segunda temporada cheia de maneirismos, críticas profundas, alfinetadas pontuais, atuações incríveis e uma narrativa perspicaz e inteligente, que talvez só a mente crítica e polida de Donald Glover poderia conceber.

Com apenas 34 anos, Glover é um showman absolutamente completo. Além de atuar, ele é produtor, roteirista, diretor, compositor, humorista e inclusive DJ. Com uma mente ávida e incansável, ele trouxe os anseios da comunidade negra em uma trama que traz um humor ácido e muitas vezes doloroso de absorver. Aqui, ele é regado pela violência que permeia o gueto, a ostentação como um instrumento de autodefesa contra o julgamento alheio e a criação inerentemente fundamentada na defensiva, em virtude de uma história que revela o abuso de negros por meio de movimentos segregacionistas que atravessam os séculos e décadas, firmados pelos Confederados e consolidados por um racismo social impregnado em plena era contemporânea.

O novo ciclo segue o mesmo viés de seu antecessor, com uma narrativa linear que caminha livremente, passeando pela apatia de Earn (Glover), um homem brilhante e inteligente, sucumbido por um fracasso criado por si próprio, que tenta enterrá-lo em sonhos que parecem jamais tomar forma. E à medida que a série orbita em torno de seu autor, os personagens que o cercam crescem na mesma proporção. Surpreendentemente, o protagonista continua cedendo espaço para todos crescerem, desenvolvendo a trama de forma madura e sem estrelismo, se distanciando muitas vezes de episódios inteiros. Conforme acompanhamos o rapper Paper Boi (Brian Tyree henry) construindo sua carreira sem tanto esforço, divagamos também nos devaneios de Darius (Lakeith Stanfield), um homem totalmente aquém ao mundo, cercado por questões existenciais, em uma contraditória aceitação de si mesmo. Com personagens tão diversos, a temporada aborda a complexa dinâmica das comunidades negras, em virtude de tudo que lhe foi imposto.

Ainda que os direitos civis sejam garantidos e que as leis de Jim Crow sejam apenas uma terrível memória do passado, os tempos atuais trazem manchas profundas jamais retiradas. Em uma época onde negros continuam sendo mortos por saírem de casa trajando moletons largos, com capuzes que cobrem os cabelos, a violência gratuita nunca pareceu tão vigente. E dentro desse cenário, a sobrevivência ganha novos holofotes e explicações densas, que vasculham a história dos afro americanos, encontrando raízes no racismo mais profundo, aquele que todos acham ter sido vencido com o fim de movimentos perversos como a Ku Klux Kan. Em episódios que tratam sobre a apropriação cultural e até mesmo física dos negros, Atlanta alfineta essa grande antítese que é os Estados Unidos, celebrando as injeções para criar curvas voluptuosas em mulheres brancas, os preenchimentos de lábios, as unhas de fibra em formato, mas rejeita a beleza da mulher negra.

A produção original da Fox vai ainda mais além, ao tratar das durezas dos negros que querem fazer música no país, cercados por produtores caucasianos que muitas vezes tentam se apropriar do talento de jovens do gueto por meros fins lucrativos. Algo semelhante a Jerry Heller e seu histórico com o grupo NWA. Atlanta expande seus questionamentos de forma mais abrangente, fazendo com que todos – independente de raça – se identifiquem com os assuntos. Neste diálogo aberto, o relacionamento interracial ganha uma alfinetada profunda e genuína, que ao mesmo tempo que defende a miscigenação entre povos, pontua uma falha profunda na forma como a beleza negra é vista pelo mundo. O episódio 9 vai no âmago do problema, com um desafio feito por uma bela negra de cabelos cacheados. Digite ‘beautiful woman’ no Google imagens e depois volte aqui para conversamos.

O mesmo capítulo em questão ainda trata sobre a famosa cultura da celebridade, ao trazer uma jornada interminável de beldades negras convidadas para um festa do rapper Drake. A busca pelo músico é infindável e frustrante, sendo ironizada e criticada pela sede mundial de se projetar como alguém relevante e constantemente feliz nas redes sociais. A plasticidade de vender uma vida perfeita e sem flagelos é o calcanhar de Aquiles de todos e ganha uma abordagem astuta e impecável.

E em uma temporada que esfrega na cara o preconceito racial que um negro com dinheiro vivo pode sofrer – sendo repetidas vezes acusado de roubo (imagina um afrodescendente bem sucedido? Capaz!), a série exibida pelo FX consegue surpreender a cada novo capítulo, guardando as melhores histórias para os seus dois últimos episódios. Em ‘Fubu’, o ápice da marginalização da negritude ganha um manifesto chocante, em uma narrativa inicialmente inofensiva, contada pela rotina escolar do pequeno Earn. Nela, vemos o quanto nada mudou, em meio à terrível conformidade de que para um negro na América (e porque não no mundo?), as roupas definem seu caráter. E em sua finale, os reflexos de uma vida regada à pressões sociais ganham proporções quase bíblicas, em um episódio memorável que solidifica a necessidade de proteção mútua que a própria cultura negra criou para viver nesse mundo cão.  

‘Vingadores: Ultimato’: 40 heróis e vilões ganham emojis para o Twitter

Vingadores: Ultimato‘ ganhou sua própria “coleção” de emojis para o Twitter, ilustrando os principais personagens da saga do MCU.

Com 40 tipos distintos, temos heróis e vilões, além de uma figurinha própria da Manopla do Infinito.

Para comemorar a chegada de seus emojis, a Marvel Studios compartilhou um gif apresentando todos eles, por meio da sua conta oficial do Twitter.

Confira e comece a colocá-los para jogo!

 

Dirigida por Anthony Russo e Joe Russo, a produção terá 3 horas e 58 segundos de duração, sendo o filme mais longo da Marvel.

Após os eventos devastadores de ‘Vingadores: Guerra Infinita‘, o Universo entrou em destruição por causa do Estalar de Dedos do Thanos, o Titã Louco. Com a ajuda dos heróis sobreviventes, os Vingadores devem se reunir mais uma vez para desfazer as ações de Thanos e restaurar a ordem do universo de uma vez por todas, não importa quais serão as consequências que os aguardam.

O elenco grandioso conta com Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Don Cheadle, Paul Rudd, Brie Larson, Karen Gillan, Danai Gurira, Bradley Cooper e Josh Brolin, entre outros.

Vingadores: Ultimato‘ será lançado nos cinemas nacionais em 25 de abril.

‘O Esquadrão Suicida’ terá compositor de ‘John Wick’, ‘Deadpool 2’ e ‘Guardiões da Galáxia’

A nova adaptação de ‘O Esquadrão Suicida‘ terá o envolvimento de um compositor bem habituado ao trabalho de James Gunn.

Segundo o portal Film Music Reporter, Tyler Bates vai assinar a trilha sonora original do novo longa da DC. Bates é conhecido por ser um dos grandes parceiros profissionais de Gunn, tendo trabalhado com o cineasta em todos os seus filmes.

Bates é também o responsável pelas trilhas de alguns dos mais recentes sucessos do gênero de ação, como ‘John Wick 3: Parabellum‘, ‘Atômica‘, ‘Deadpool 2‘ e ‘Guardiões da Galáxia Vol. 2‘ e ‘Hobbs & Shaw‘.

Lembrado que recentemente fotos do set revelaram o novo visual da Harley Quinn (Margot Robbie), clicada usando um vestido vermelho e com uma aparência bem diferente de ‘Aves de Rapina‘..

Confira:

‘O Esquadrão Suicida também terá o retorno de Viola Davis (Amanda Waller), Joel Kinnaman, e Jai Courtney (Capitão Boomerang).

Nathan Fillion (Arm-Fall-Off-Boy), Pete Davidson (Blackguard), Michael Rooker (Savant), Flula Borg (Javelin), Sean Gunn (Weasal) e Mayling Ng (Mongal) são as novas adições ao elenco.

O longa chega aos cinemas em 06 de agosto de 2021.

‘Cruel Summer’: As mentiras virão à tona na nova e INTENSA promo da série criminal; Assista!

A nova série de suspense teen da emissora Freeform, intitulada ‘Cruel Summer‘, já iniciou sua jornada nas telinhas e uma nova e intensa promo foi divulgada.

No vídeo promocional, vemos que nem tudo é o que parece ser e que a inveja e as inimizades pautarão essa drama, regado por mistérios.

Lembrando que a produção será lançada no Brasil pela Amazon Prime Video, ainda neste semestre.

Confira a promo:

A série é produzida pela Jessica Biel, de ‘The Sinner‘.

A trama se passa no decorrer de três verões – 1993 até 1995 -, em uma cidade pequena do Texas, quando uma adolescente popular, Kate, é sequestrada e, aparentemente sem relação, uma garota desajustada, Jeanette, se torna a jovem mais popular da cidade. E, em 1995, ela se torna a pessoa mais desprezada da América.

Cada episódio contará com o ponto de vista de um das duas garotas, fazendo com que a lealdade dos espectadores mude semanalmente, de acordo com as informações reveladas.

Olivia Holt (‘Cloak & Dagger‘) estrelará a produção. O elenco ainda conta com Chiara Aurelia, Michael Landes, Froy Gutierrez, Harley Quinn Smith, Allius Barnes, Blake Lee, Brooklyn SudanoSarah Drew.

Série de ‘Segundas Intenções’ NÃO É um “copia e cola” do filme, revela o elenco; Assista a entrevista!

A série ‘Segundas Intenções‘ (Cruel Intentions), reboot do clássico cult de 1999, já está disponível na Prime Video e promete surpreender os fãs com sua nova roupagem, segundo os protagonistas Sarah Catherine Hook e Zac Burgess.

Em uma entrevista ao CinePOP, a dupla de atores comentou que a produção não é um “copia e cola” dos personagens originais, mas que presta suas devidas homenagens e referências tanto ao filme, bem como ao clássico novestista, ‘Ligações Perigosas’.

Ao longo do bate-papo, Hook e Burgess ainda pontuaram que a série explora os dissabores amorosos de um grupo de jovens univerdi

Assista:

Os atores Sara Silva e Sean Patrick Harris também conversaram com o CinePOP e revelaram que nova versão é ainda mais picante que o longa original.

Confira a entrevista na íntegra:

Os oito episódios da atração serão lançados no próximo dia 21 de novembro na plataforma de streaming.

Nesta nova adaptação, ‘Segundas Intenções‘ acompanha os alunos de elite da Manchester College, uma universidade de Washington, D.C., onde a reputação significa tudo, as fraternidades e irmandades são as maiores, e dois irmãos adotivos, Caroline Merteuil e Lucien Belmont, farão de tudo para permanecer no topo da hierarquia social.

Depois que um incidente de trote ameaça os irmãos, eles farão o que for necessário para preservar seu poder e sua reputação – mesmo que isso signifique seduzir Annie Grover, a filha do vice-presidente dos Estados Unidos. Corações serão partidos, lealdades serão testadas e segredos serão revelados nessa corte real moderna que é a Manchester College.

Confira, junto ao trailer:

A série se passa vinte e cinco anos depois do filme que cativou o público com seu drama provocante, sexo e escândalo, apresentando uma nova classe de personagens que estão prontos para levar seus jogos e manipulações a um nível totalmente novo.

O elenco conta com Sarah Catherine Hook como Caroline, Zac Burgess como Lucien, Khobe Clark como Scott, Brooke Lena Johnson como Beatrice, Sara Silva como CeCe, John Harlan Kim como Blaise Myra Molloy como Annie.

Sean Patrick Harris, que interpretou Ronald Clifford, retornará para a nova versão. Entretanto, ele dará vida ao Professor Chadwick, e não ao mesmo personagem.

Sara Goodman e Phoebe Fisher atuam como co-showrunners, roteiristas e produtoras executivas.

cruel intentions poster

Entrevista | Kleber Mendonça Filho em Cannes: entre a consagração de ‘O Agente Secreto’ e o desejo de um musical brasileiro [EXCLUSIVO]

Meus filmes geralmente vão na frente e eu vou atrás”, declara Kleber Mendonça Filho, em entrevista exclusiva para o CinePOP, sobre a euforia ao redor de O Agente Secreto, exibido na 78° edição do Festival de Cannes. O bate-papo foi realizado cinco dias antes da cerimônia de encerramento do Festival de Cannes 2025 — antes dos quatro prêmios do filme, sendo a vitória dupla de Wagner Moura (Melhor Ator) e do próprio cineasta (Melhor Direção) — mas já era possível perceber, nas entrelinhas e na vibração do entrevistado, que algo grande estava por vir. 

O cineasta pernambucano falava com calma, mas com brilho nos olhos. O tom era de um otimismo contido, de quem já sentia a força do próprio filme ecoar pelo Palácio do Festival. Entre a recepção do público brasileiro, as camadas de memória de sua obra e o carinho da crítica internacional, Kleber revelou também um desejo novo (ou não tão novo assim): fazer um musical. Não parece surpresa para quem reconhece nas trilhas sonoras de seus filmes — especialmente Aquarius — um cuidado quase coreográfico. Música, para ele, nunca é pano de fundo. É personagem.

Otimismo contido às vésperas da consagração

Kleber Mendonça Filho em entrevista para o CinePOP com Letícia Alassë.

A recepção foi excelente, mas vamos por partes. Ainda estamos digerindo”, pondera. Ele evita falar em campanhas de Oscar ou grandes planos de distribuição, mas admite: “Se for chamado, eu represento o Brasil. Mas ainda não estou nesse modo.” Logo depois da conversa, foi anunciado a aquisição da NEON para distribuição do filme nos Estados Unidos e Canadá; e da MUBI, na América Latina (exceto Brasil), Reino Unido e outros países europeus. 

O público brasileiro já abraça o filme e exalta o orgulho nacional, de acordo com os memes e comentários nas redes sociais antes mesmo dos prêmios. “Vi que saiu no Jornal Nacional, que os posts estão bombando… mas não tive tempo de mergulhar nisso. Eu posto [no Instagram] e vou fazer outra coisa”, brinca o diretor. É possível acompanhar a trajetória do filme pela conta do pernambucano e, também, notar suas declarações carinhosas à parceira e produtora Emilie Lescaux, além da admiração por Wagner Moura

Nossa conversa, entretanto, tomou outros rumos, embora O Agente Secreto seja o grande tema e chamariz do momento, o foco da entrevista era ir além do sucesso recente — mergulhar no olhar, nos desejos e no percurso do diretor.

Planos de um musical à brasileira

Conhecido por transformar músicas em elementos dramáticos centrais em seus filmes — como a trilha visceral de Aquarius ou o lirismo de Retrato FantasmaKleber Mendonça Filho revelou, em tom casual, mas com honestidade, que tem vontade de fazer um musical. Não se trata de um projeto engatilhado, mas de um desejo antigo que habita seu imaginário desde os tempos em que viu A Ópera do Malandro, de Ruy Guerra, em 1986: “Foi um dos primeiros filmes brasileiros que eu vi no cinema. E me impactou muito”, relembra.

Embora seus filmes ainda não abracem o gênero musical de forma tradicional, ele reconhece que há sequências que flertam com essa linguagem. Aquarius poderia virar um musical para o teatro tranquilamente”, afirma. Para ele, a trilha sonora nunca é um mero elemento ao fundo: “Quando coloco uma música, é para ser ouvida. Eu quero que as pessoas sintam.” Talvez, por isso, os álbuns de seus filmes ganham ouvintes fieis e representam tão bem a cultura brasileira, como a emblemática entrada da equipe do filme ao som do frevo, na estreia do filme na Croisette.

Segundo Kléber, ‘Aquarius’ daria um ótimo musical.

Eu já pensei, sim, em fazer um musical clássico — com gente parando para cantar — mas ainda não tenho nada engatilhado“, contou Kleber. Seu interesse em narrativas onde música e dramaturgia se entrelaçam vem de longe — e pode ser uma pista sobre os próximos passos de sua carreira.

Internacionalizar, mas com identidade

Sobre filmar fora do Brasil, o pernambucano não descarta; porém, com uma condição inegociável: ser “dono da história”. “Não adianta me mandarem um roteiro e esperarem que eu apenas dirija. Eu preciso saber do que estou falando“, afirma. Kleber observa o caminho da internacionalização com cautela: “Já vi diretores fazerem roteiros que não gostam. Receita para enxaqueca.

kleber mendonça filho e wagner moura créditos laura castor

É uma fala que contrasta com experiências recentes de outros diretores brasileiros que tentaram a sorte fora, nem sempre com bons resultados. José Padilha, por exemplo, após o estrondoso sucesso de Tropa de Elite, amargou críticas e frustração com Robocop (2014), em um projeto engessado por estúdios. Karim Aïnouz, por sua vez, viu Firebrand (2023) ser recebido com frieza após a aclamação de A Vida Invisível (2019), ambos exibidos no Festival de Cannes. 

Cannes não é apenas um festival

O cineasta pernambucano conhece Cannes como poucos. De crítico a jurado e hoje habitué da competição oficial, Kleber traça uma linha contínua entre seu amor pelo cinema e a construção de sua carreira: “Eu vim como crítico por treze anos, assistindo tudo, escrevendo. Era meu estágio de cinema. Eu via filmes, escrevia e aprendia”, diz. A transição da crítica para a direção foi natural, e hoje Kleber é nome frequente na programação do festival.

Já fui exibido na Quinzena, na Sessão Especial, e tive três filmes na competição principal. Fui júri com o Spike Lee e presidente da Semana da Crítica. É impossível diminuir a importância que Cannes tem na minha trajetória.“, resume o cineasta condecorado com o Prêmio do Júri, por Bacurau, em 2019. 

Kléber compôs o júri do Festival de Cannes 2021, presidido por Spike Lee, que consagrou ‘Titane’.

Memória, gerações e a força de Recife

Durante a conversa, Kleber também comentou sobre o impacto geracional de seus filmes. De Aquarius a Retrato Fantasma, passando por O Som ao Redor, há sempre uma tensão entre o passado e o presente — seja em fitas VHS, cinemas de rua ou arquivos invisíveis ao Google, como no recém-lançado O Agente Secreto

A memória, aliás, é um dos fios condutores de sua filmografia. Seja o Recife em permanente mutação de Retrato Fantasma, a luta contra o apagamento histórico em Aquarius ou as referências culturais que atravessam as décadas, Kleber parece ter o compromisso tácito de levar adiante a memória coletiva — e sensibilizar o público mais jovem. “Eu acho que quando um filme capta a imaginação, ele gera novos cineastas. Eu fui assim”, conta, citando seu encantamento juvenil com o cinema nacional dos anos 1980.

o som ao redor
O Som ao Redor, lançado em 2012, primeiro longa-metragem elogiadíssimo de Klebér Mendonça Filho.

Questionado sobre o teor político de suas obras, Kleber desconversa: “Eu não acho que faço filmes políticos. Filme político se faz na prefeitura”, ironiza. Seu cinema, no entanto, é político por essência, pelo simples ato de iluminar a cidade, a história, a resistência, a cultura. Recife está sempre lá — como cenário, espírito e símbolo.

Kleber Mendonça Filho termina a conversa com a mesma elegância com que conduz seus filmes: consciente do impacto que causa, mas com os pés no chão. Ele não promete um musical. Não planeja um Oscar. Mas, como sempre, está pronto para ir aonde o filme o levar.

Veja entrevista completa no YouTube:

 

Personagens aparecem reunidos em novo pôster de ‘Han Solo: Uma História Star Wars’

O site Comic Book divulgou os novos cartazes nacionais de Han Solo: Uma História Star Wars’. Confira:

Confira também uma nova arte promocional de Han Solo: Uma História Star Wars’, que mostra os personagens com visuais novos em fotos inéditas. Confira:

A Disney divulgou o primeiro trailer completo do aguardado Han Solo: Uma História Star Wars’, junto com novos pôsteres individuais dos personagens. Confira:

A Disney divulgou a sinopse de Han Solo: Uma História Star Wars’ em que ressalta os perigos que os personagens irão enfrentar desbravando a galáxia. Confira:

“Embarque na Millennium Falcon e viaje para uma galáxia muito, muito distante emSolo: Uma História Star Wars, a nova aventura com o sacana mais adorado da galáxia. Ao longo de uma série de aventuras ousadas nas profundezas do perigoso e sombrio submundo do crime, Han Solo conhece seu futuro copiloto Chewbacca e encontra o notório Lando Calrissian, numa jornada que definirá os rumos de um dos heróis mais improváveis da saga Star Wars

O derivado de Star Wars sobre o jovem Han Solo tem no elenco Alden Ehrenreich como o personagem título, Donald Glover como o jovem Lando Carlrissian, Woody Harrelson, Emilia Clarke (de ‘Game of Thrones’), Michael Kenneth Williams e Thandie Newton.

A estreia é programada para o dia 24 de maio de 2018 no Brasil.

‘Antlers’: Jesse Plemons entra para o elenco do terror produzido por Guillermo del Toro

O novo projeto produzido por Guillermo del Toro e adquirido pela Fox Searchlight, intitulado ‘Antlers‘, ganhou novidades.

O ator Jesse Plemons (‘Fargo’, ‘A Noite do Jogo’) é a mais nova adição ao elenco. A informação é da VarietyKerri Russell (‘The Americans’) também está negociando ingressar à trama.

Na trama, Russell viverá uma professora, preocupada com um de seus alunos, um garoto completamente isolado e calado. Essa circunstância acaba colocando-na em uma situação difícil, arriscando sua própria vida, principalmente ao descobrir que o aterrorizante segredo de seu aluno pode salvar ou destruir a cidade inteira. Em meio a um turbilhão, ela terá que proteger o menino, à medida que tenta salvar a vida dos demais.

A direção ficou a cargo de Scott Cooper, com Henry Chaisson e Nick Antosca (‘Channel Zero‘) responsáveis pelo roteiro.

‘Segredos de Um Escândalo’ | Conheça a complexa história real que inspirou o filme

Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original, Segredos de Um Escândalo chegou aos cinemas brasileiros na última semana com uma trama tragicômica, que usa dos exageros para contar uma história bizarra sobre pedofilia e a sede humana por espetacularizar a vida alheia. A trama acompanha uma atriz (Natalie Portman) que vai interpretar uma ex-presidiária (Juliane Moore) nos cinemas, então passa a conviver com ela para entender melhor sobre tudo que aconteceu em sua vida. O problema é que a mulher em questão é uma professora que foi presa há mais de duas décadas por começar a se relacionar com um aluno de 13 anos. Mais do que isso, ela ficou grávida dele e manteve o relacionamento mesmo por trás das grades. Agora, o pobre menino (Charles Melton), já adulto, vive diariamente como marido dela, em meio às pressões da moça e ao julgamento social.

O filme é sensacional ao inserir o público no meio dessa trama complexa, principalmente enquanto desenvolve o conflito interno entre a atriz e sua ‘personagem’, enquanto propõe uma reflexão sobre o papel da mídia e da indústria cinematográfica, que ama pegar as tragédias pessoais das pessoas e tratá-las apenas como ‘histórias’, ignorando que existe um ser humano, com dores e sentimentos, por trás de todo o espetáculo montado ao redor de seus traumas. E o mais incrível – e doloroso – desse filme é como ele aborda a vida do rapaz abusado, cuja infância foi roubada por uma predadora sexual, fazendo dele uma vítima que é impedida de avaliar a própria vida, já que compartilha os dias com sua estupradora. Em meio a diversas analogias sobre a inocência roubada e a um mistério para entender o que a personagem de Moore fez, o longa flerta com o humor do exagero para prender o público no início, mas vai lentamente transformando a comédia em angústia.

No fim do longa, o público termina com a sensação de que o diretor Todd Haynes enfiou as mãos em seus respectivos estômagos e apertou com toda a força possível, de tanta angústia construída. É um filme sufocante que se desenvolve com muita competência. Para complicar ainda mais a situação, o roteiro é brevemente inspirado em um caso que aconteceu de verdade, deixando esse desconforto ainda maior.

Na década de 1990, em Seattle, nos Estados Unidos, a professora Mary Kay Letourneau começou a dar aula na segunda série do ensino fundamental para o pequeno Vili Fualaau. Em 1996, quando o menino estava na sexta série, Mary Kay voltou a dar aula para Vili e desenvolveu fascínio pela criança. Na época, ela tinha 34 anos, enquanto o menino tinha apenas 12. Com isso, ela começou a mandar indiretas sexuais para o garoto, até consumar o ato no verão daquele ano. Eles foram flagrados pela polícia tendo relações em um carro. A mulher mentiu sobre a idade do menino, dizendo que ele tinha 18 anos, e o caso só foi terminar em março de 1997, quando Letourneau foi condenada por estupro de vulnerável em segundo grau.

Só que a situação passa longe de terminar por aí. Ela foi condenada a seis anos e meio de prisão, mas teve sua pena reduzida para apenas seis meses de prisão – sendo que ela só cumpriria três meses, já que estava grávida do aluno e deu a luz ao primeiro filho deles em maio de 1997. Com apenas 14 anos de idade, Vili Fualaau já era pai. Porém, segundo o acordo feito por Mary Kay com a justiça, ela não poderia mais ter contato com o pai de seu bebê recém-nascido.

Obviamente, a criminosa não respeitou o acordo e seguiu se relacionando com o menino. Nesse tempo, o caso chegou à imprensa e passou a definir o modus operandi dos principais tabloides norte-americanos na década seguinte. Houve uma superexposição das famílias envolvidas, aconteceram diversas faltas de respeito à vítima e o caso foi bombardeado para a sociedade. Vale lembrar que Letourneau já era casada e mãe de quatro filhos quando começou a cometer o crime. Para evitar maiores exposições, o marido traído pediu divórcio e se mudou com os filhos para o Alasca.

Em 1998, Letourneau voltaria a ser flagrada mantendo relações com Fualaau em um carro. Diante do desrespeito ao acordo feito com a Justiça, o juiz do caso restabeleceu sua prisão. Na cadeia, ela teve outro bebê com Vili. Ela foi liberada em 2004, mas manteve o relacionamento com o menino, com quem trocou cartas e juras de amor. Assim que Vili completou 21 anos, em 2005, eles se casaram e passaram a viver juntos desde então.

O casal se separou em 2019. Mary Kay Letourneau faleceu em 2020, vítima de um câncer colorretal. Além das inúmeras reportagens de tabloides na época, o caso ganhou atenção do público norte-americano por ter sido adaptado pela USA Network em um telefilme extremamente popular, que ajudou a consolidar o True Crime, nos anos 2000: Mais Que uma Lição (All-American Girl: The Mary Kay Letourneau Story).

Questionado sobre o que achou do filme por diversos veículos da imprensa norte-americana, Vili Fualaau disse não ter concordado com o que foi retratado e que não foi consultado pela equipe do longa em momento algum. Em contrapartida, a equipe criativa disse que a história de vida do rapaz serviu apenas como um tipo de ‘pontapé inicial’ para a trama do longa, apesar das diversas ‘coincidências’.

Segredos de Um Escândalo está em cartaz nos cinemas.

Crítica | Dias Perfeitos – Wim Wenders Apresenta BELÍSSIMO Drama Cômico sobre os Rejeitados Sociais [Festival do Rio 2023]

O que é a beleza? O que é a felicidade? Ambos esses elementos estão condicionados e intrinsecamente ligados: se belo, então feliz; se feliz, então belo? Numa sociedade que se governa em prol da estética – e de uma estética cada vez mais monocromática – que lugar é destinado àqueles e àquilo que não se enquadram nesses moldes? Seria uma resistência ser feio e feliz? Belo e triste? Tudo aquilo que não se enquadra nesse padrão de beleza seria automaticamente rejeitado pela sociedade? Esses questionamentos parecem um impulsionar o mote do novo filme de Wim Wenders, ‘Dias Perfeitos’, que competiu esse ano no Festival de Cannes e teve exibição prévia no Festival do Rio 2023.

Hirayama (Kôji Yashuko) acorda todos os dias com os primeiros raios de sol e pratica a mesma rotina: barbeia-se, veste-se, pega algumas moedas, compra um café gelado numa máquina e dirigi até o trabalho. Todos os dias ele é responsável por limpar, higienizar e adequar 17 banheiros públicos instalados na capital Tóquio. Todos os dias os mesmos locais, os mesmos movimentos, os mesmos produtos. Respeitoso, sempre que alguém quer utilizar o sanitário, Hirayama prontamente se afasta, para que a pessoa possa utilizá-lo. Na hora do seu almoço, senta-se em um banco de pedra num jardim de um templo de budismo e fotografa a copa das árvores: sempre o mesmo almoço, o mesmo banco, as mesmas árvores. Até o dia em que uma visita inesperada quebra a sua rotina e evidencia seu modo de viver.

Meditativo, contemplativo e repetitivo, Wim Wenders consegue transformar o seu filme em algo poético mesmo quando o espectador sabe que irá ver tudo de novo acontecer na telona. Sem evidenciar a dramaticidade de seu enredo, mas sendo-o, e com bastante ironia, o roteiro dele com Takuma Takasaki esconde as muitas camadas do protagonista perante a iluminação da perfeita fotografia do filme: tudo é muito solar, brilhante, quase que com a saturação estourada, especialmente os tons de branco que, não à toa, remetem a uma ideia de limpeza. Todos os movimentos são comedidos, não há sujeira nem nada sobrando em nenhum enquadramento.

Ao construir um protagonista que é perfeitamente feliz e satisfeito em sua rotina, o longa bota em xeque exatamente a ideia de belo e de felicidade: como pode um sujeito que trabalha limpando banheiros públicos pela cidade ver beleza nisso tudo e ainda por cima ser feliz? Nesse sentido, vale observar todo o entorno desse personagem: além de trabalhar em um emprego desprezado socialmente, um de seus passatempos é ler livros comprados em sebos (ou seja, de uma loja que vende livros usados, desprezados pelos seus donos anteriores) e ele se lava em banhos públicos, locais desprezados por ser destinado à pessoas empobrecidas e que evidencia o privilégio que é ter um chuveiro dentro de casa. Tudo isso se torna ainda mais tocante pela primorosa interpretação de Kôji Yashuko, que, sempre sorrindo, entrega sentimentos e profundidade a este indivíduo não enxergado pelo coletivo.

Indicado para ser representante do Japão ao Oscar 2024 e filmado todo em apenas dezessete dias, ‘Dias Perfeitos’ é forte candidato para levar não somente este, mas outros prêmios em muitas categorias. Por sua iconicidade, é uma obra-prima de Wim Wenders e um convite para rirmos, chorarmos e enxergarmos a vida com mais gratidão e beleza, apesar das adversidades.

‘Katy Keene’: Ator de ‘Penny Dreadful’ entra para spin-off de ‘Riverdale’

Jonny Beauchamp (Penny Dreadful) e Julia Cham (Saving Hope) entraram para a série derivada de RiverdaleKaty Keene.

Escrito por Roberto Aguirre-Sacasa (O Mundo Sombrio de Sabrina) e Michael Grassi, e dirigido por Maggie Kiley, o spin-off gira em torno de quatro personagens icônicos da Archie Comics, incluindo a futura empresária da moda Katy Keene e a cantora e compositora Josie McCoy (Ashleigh Murray), que lutam para conquistar seus sonhos na cidade de Nova York. A dramédia musical conta as origens e os obstáculos enfrentados pelo grupo.

Beauchamp será Jorge Lopez, que durante o dia trabalha no negócio da família e, à noite, se transforma em seu alter-ego drag conhecida como Ginger, performance no clube local. Jorge sempre aspirou a ser um ator da Broadway, mas agora quer elevar o nível de sua drag queen.

Chan será Pepper Smith, uma “it girl” de Nova York que está no epicentro de todas as novas tendências. Ela é engraçada, magnética e apaixonada por festas, e sonha em ter sua própria versão da fábrica de Andy Warhol.

O elenco  da série original inclui KJ ApaLili ReinhartCamila MendesCole SprouseMadelaine Petsch, Madchen Amick, Luke Perry, Ashleigh Murray, Skeet Ulrich, Casey Cott, Charles Melton, Mark Consuelos e Vanessa Morgan.

‘Malévola: Dona do Mal’ ganha mais um teaser oficial com cenas inéditas; Assista!

Malévola: Dona do Mal ganhou mais um teaser oficial com cenas inéditas!

Confira:

Leia as primeiras críticas à sequência:

Malévola 2 é um conto de fadas feroz, que abraça a alegria de ser unicamente individual, pelos talentos de Angelina Jolie, Elle Fanning e Michelle Pfeiffer. Essas mulheres duronas estão com tudo, provando que o amor vem em diversas formas, tamanhos e espécies”.

 

Malévola: Dona do Mal é uma sequência visualmente espetacular, que prova mais uma vez que a Angelina Jolie nasceu para interpretar o papel homônimo. Um conto de fadas moderno, onde mulheres duronas tomam o centro do palco. As sequências de batalha são épicas e os figurinos são fascinantes”.

 

Malévola: Dona do Mal é tipo Piratas do Caribe: Tem muita enrolação e invenção, mas tem estrelas poderosas. Angelina Jolie, Michelle Pfeiffer e Elle Fanning são uma santíssima trindade com turbulentos arcos. Um figurino intrinsecamente detalhado e designer capilar que hipnotiza e surpreende”.

 

Malévola: Dona do Mal eleva os aspectos mais interessantes da nova mitologia do primeiro filme, em uma fantasia de aventura visualmente hipnotizante, que poderia abrir o universo dos contos de fadas de maneiras fantásticas. Cada quadro de Jolie e Pfeiffer tretando entrega tudo. Instantaneamente icônico”.

 

“Não estava esperando que Malévola 2 iria com loucura total na fantasia de ação, com cenas de ação cheias de pancadaria, que se assemelha a um cruzamento entre Avatar e Os Gárgulas. Quando está no ritmo, ele detona. É facilmente o melhor conto de fadas live-action da Disney desde de Meu Amigo o Dragão”.

 

“Bem, bem.. quem diria que Malévola: Dona do Mal seria uma viagem tão maluca? Eu, inicialmente, tinha minhas dúvidas, mas agora eu argumentaria que está na lista das melhores sequências em live-action da Disney”.

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A sequência traz o retorno de Linda Woolverton, que coescreve o roteiro ao lado de Jez Butterworth (‘No Limite do Amanhã‘).

Uma aventura que se passa vários anos depois de “Malévola” – em que o público aprendeu sobre os eventos que endureceram o coração da vilã mais famosa da Disney e a levou a amaldiçoar a pequena princesa Aurora, “Malévola II” continua a explorar a relação complexa entre a fada de chifres e a quase rainha, ao formarem novas alianças e enfrentarem novos adversários em sua luta para proteger os mouros e as criaturas mágicas.

Angelina Jolie e Elle Fanning reprisam seus papéis. Michelle Pfeiffer e Harris Dickinson se juntam ao elenco como a Rainha Ingrith e o Príncipe Phillip, respectivamente. Chiwetel Ejiofor, Ed Skrein, Robert Lindsay, Sam Riley, Imelda Staunton, Juno Temple e Lesley Manville completam o elenco.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 17 de outubro.

‘Adoráveis Mulheres’: Fãs descobrem garrafa d’água MODERNA em cena – e as reações são HILÁRIAS!

Na semana passadas, vários fãs descobriram uma cena um tanto irregular no aclamado drama de época Adoráveis Mulheres, dirigido por Greta Gerwig: em uma das sequências, é possível ver duas garrafas de águas escondidas no fundo – do mesmo jeito que ‘Game of Thrones’ fez com o copo de Starbucks no set.

Confira:

E é claro que não demoraria muito até que os usuários pirassem nas redes sociais com o “achado”.

Confira algumas das reações:

“Minha terapeuta: a garrafa de água no fundo de Adoráveis Mulheres não é real, não pode te machucar.

A garrafa:”.

“Laurie, interpretado por Timothée Chalamet, estava à frente de seu tempo em Adoráveis Mulheres. Durante os anos 1860, ele já tinha uma garrafa de água”.

“Os fãs de Adoráveis Mulheres surtando por uma garrafa de água não conhecem o medo existencial de assistir a ‘Tartarugas Ninja’ quando criança e ver uma boca humana dentro da boca de uma tartaruga gigante que fala”.

“A garrafa de água em Adoráveis Mulheres tem a mesma energia que o copo de Starbucks em ‘Game of Thrones’“.

Adoráveis Mulheres estreou em dezembro [do ano passado] e ninguém notou a garrafa de água até agora?”.

A produção, que foi aclamada pelos críticos e indicada a diversos prêmios, arrecadou mais de US$ 206 milhões mundialmente.

Dirigido por Gerwig (‘Lady Bird: A Hora de Voar‘), o longa é baseado no livro homônimo escrito por Louisa May Alcott.

A trama acompanha as irmãs March, que enfrentam problemas crescentes como falta de dinheiro, tragédias familiares e rivalidades românticas na Massachusetts de meados do século 19. Jo luta por independência e, às vezes, entra em conflitos com a mãe e as irmãs Meg, Amy e Beth. Ela também lida com a rabugenta Tia March, o impulsivo vizinho Laurie e o bondoso professor Friedrich Bhaer.

O elenco conta com Meryl Streep, Emma Watson, Saoirse Ronan, Timothée ChalametLaura DernBob OdenkirkChris Cooper, Florence Pugh e Eliza Scanlen.

Artigo | As raízes históricas de ‘Lovecraft Country’, a nova sensação da HBO

Lovecraft Country estreou ontem (16) na HBO e, sem sombra de dúvidas, foi um dos maiores lançamentos do ano ao capturar a essência não apenas de seu romance original, mas também do icônico escritor que o inspirou: H.P. Lovecraft. Criando uma atmosfera competente e envolvente do começo ao fim, a série mal chegou ao canal pago e já se tornou uma das favoritas dos fãs de gênero – ainda mais pela investida equilibrada entre a nostalgia e a contemporaneidade, recheando seu escopo sobrenatural com pungentes críticas sociais.

Entretanto, diferente de outras produções que mascaram suas verdadeiras análises sociológicas com metáforas e alegorias bem produzidas, a produção televisiva e o livro, no caso, valem-se de um escopo bastante verdadeiro que instaurou-se em meados do século passado nos Estados Unidos: a Era Jim Crow.

Para aqueles que não estão familiarizados com essa época da história, pense como uma construção análoga ao período da escravidão – travestida com um assertivo discurso que era aceito pelos supremacistas brancos norte-americanos e por grande parte do mundo que insistia em reproduzir discursos segregacionistas e neoimperialistas. Esse período foi marcado por leis racistas instauradas entre o final do século XIX e o início do século XX pelas legislaturas estaduais dominadas pelos Democratas e trazendo reminiscências dos Estados Confederados da América (uma união política do sul estadunidense que promovia a oligarquia agrária e a escravidão, como resposta às incursões abolicionistas de Abraham Lincoln e sua consequente vitória presidencial).

O princípio legal dessas práticas supracitadas pode ser resumido na premissa “separados, mas iguais”. A explicação era simples e condenatória: instalações e transportes públicos eram divididas entre as destinadas para os brancos e as destinadas para os negros – às vezes, nem mesmo existindo para as pessoas de cor. A ideia era ter um maior controle daqueles que não seguiam o padrão eurocêntrico imposto pelas doutrinas de expansão e invasão séculos atrás, institucionalizando desvantagens econômicas, sociais, educacionais e políticas principalmente para os afrodescendentes – que não tinham o direito de dividir o mesmo banheiro ou as mesmas salas de aula com as pessoas brancas.

Essas leis foram declaradas inconstitucionais apenas em 1954, pela Suprema Corte e pelo juiz Earl Warren. Porém, a promulgação de uma nova lei “igualitária” não foi adotada por vários estados durante muito tempo – como é mostrado na série. Logo no primeiro capítulo, o protagonista Atticus (Jonathan Majors) expressa sua satisfação de deixar para trás uma sociedade ainda compenetrada na validação das emendas de Jim Crow e retornar para sua casa, uma espécie de “antro paradisíaco” e seguro para os negros. Conforme o episódio se desenrola, percebe que o racismo e a condenação da comunidade afrodescendente permaneceu viva, colocando os nossos heróis como alvos de atitudes rechaçáveis e ameaças concretas de morte apenas pela cor de sua pele.

A verdade é que as leis supracitadas “saíram de circulação” com a instauração da Lei dos Direitos Civis em 1964 e a Lei dos Direitos de Voto, em 1965 – não que isso tenha implicado uma mudança considerável para o tratamento dos negros pelos brancos. Na verdade, as raízes históricas que solidificam a estrutura de Lovecraft Country apresentam um cenário que continua, na segunda década do século XXI, discriminatório por razões supremacistas – como o genocídio da população negra em território nacional, mais especificamente, pelo assassinato de George Floyd, Breonna Taylor e Ahmaud Arbery nos Estados Unidos em 2020. A sutil comparação entre a produção e a realidade contemporânea tem a intenção de nos fazer refletir sobre questões como abismo sociocultural e privilégios raciais – transportando-nos para uma época marcada por mazelas e marginalizações.

Mas o respaldo realista não se limita apenas às inflexões sociais, alastrando-se para as artísticas com força descomunal. Misha Green, responsável pela adaptação televisiva, prova seu conhecimento acerca dos conceitos de contracultura e de apropriação cultural inúmeras vezes, inclusive quando traz clássicos nomes do cenário musical para pincelar a backstory e a personalidade dos personagens: temos, por exemplo, a adoração de Letitia (Jurnee Smollett) pelo lendário guitarrista B.B. King, um dos principais nomes do R&B e do rock’n’roll; temos a presença ilustre de Big Maybelle na homenagem de “Whole Lotta Shakin’ Goin’ On”, um dos clássicos do blues cinquentista. E, em um aspecto mais categórico, o poderoso recorte do discurso do escritor, ensaísta e ativista James Baldwin (“o sonho [americano] existe às curtas do negro americano”).

Lovecraft Country usa as incursões sobrenaturais como impulso para as revelações e as explorações da monstruosidade das práticas racistas e, sem cair nas ruínas do panfletarismo político (algo que deveria fazer, de qualquer forma), nos apresenta a práticas que não julgávamos possíveis de existir. Há, por exemplo, uma sequência em que o trio principal se vê no centro de uma sundown town (cidade do pôr do sol), condados ou cidades que praticavam deliberadamente a segregação racial até mesmo depois do fim da Era Jim Crow, exigindo a saída da população negra quando o sol se posse no horizonte – caso contrário, eles cometeriam atrocidades inimagináveis (incluindo tortura e assassinato) para manter seu território branco por completo. Em outra sequência, temos a estereotipada e submissa imagem da mulher negra estampando um painel da marca Aunt Jemima – que a coloca na situação de serviçal e de responsável pelas refeições dos brancos.

Emblemática é a cena em que uma fila de negros espera sob o sol escaldante do meio-oeste estadunidense um “ônibus de cor”, abaixo de uma propaganda do supracitado sonho americano – e essa é apenas a cereja do bolo de uma releitura necessária dos problemáticos textos de Lovecraft, denunciando o que precisa ser denunciado e fazendo algo que, hoje, é mais necessário que nunca.

‘O Preço da Perfeição’: Elenco revela segredos de bastidores em novo vídeo; Confira!

A mais recente série de drama e suspense da Netflix no estilo de ‘Cisne Negro‘, intitulada ‘O Preço da Perfeição‘, ganhou um novo vídeo de bastidores em que o elenco principal fala sobre suas cenas favoritas e revelam alguns segredos interessantes.

Confira:

Na trama, uma bailarina é convidada para substituir uma aluna modelo em uma renomada escola de balé em Chicago e acaba entrando em um mundo de traições, competições doentias e muita mentira.

A série já está disponível na plataforma de streaming.

A produção é baseada no livro ‘Tiny Pretty Things‘ de Sona Charaipotra e Dhonielle Clayton.

O elenco é composto por Lauren Holly, Kylie Jefferson e Casimere Jollette.

‘The Ice Road’: Liam Neeson parte em uma missão de resgate no trailer instigante da ação; Confira!

VVS Films divulgou recentemente o trailer oficial de The Ice Road, ação estrelada por ninguém menos que Liam Neeson.

Confira:

O filme é escrito e dirigido por Jonathan Hensleigh.

Depois do colapso de uma remota mina de diamantes no norte do Canadá, um motorista de estradas de gelo (Neeson) deve liderar uma missão de resgate impossível através de um oceano congelado para salvar os trabalhadores presos. Lidando com águas traiçoeiras e uma tempestade massiva, eles descobrem o que ninguém estava vendo: a verdadeira ameaça.

Laurence FishburneBenjamin WalkerAmber MidthunderHolt McCallany e Marcus Thomas completam o elenco.

The Ice Road estreia na Netflix em 25 de junho.

‘O Fio Invisível’: Thriller sobrenatural já está disponível na Netflix!

O Fio Invisível‘ (‘Fever Dream’), novo suspense sobrenatural da Netflix que faz parte da programação especial de Halloween, finalmente estreou na plataforma.

O título foi lançado hoje, 13 de outubro.

Relembre o trailer:

Dirigido por Claudia Llosa, o longa é baseado no livro homônimo de Samanta Schweblin.

Uma jovem mulher está morrendo longe de casa. Um garoto está ao seu lado. Ela não é sua mãe. Ele não é seu filho. Juntos, eles contam uma história assombrada de almas quebradas, ameaças invisíveis e o poder da família.

María ValverdeDolores Fonzi estrelam a produção.

O thriller será lançado na plataforma no dia 13 de outubro.

Artigo | A poética do bizarro em ‘Edward Mãos de Tesoura’, um dos melhores filmes de Tim Burton

Se existe alguém com grande afeição e afinidade com o macabro e o distorcido, esse alguém definitivamente é Tim Burton. O diretor é responsável por trazer à vida alguns dos personagens mais icônicos do cinema contemporâneo – e, dentro de sua filmografia, podemos dizer sem sombra de dúvida que os personagens em foco fogem do padrão considerado normal dentro de uma sociedade blasé e que preza pela padronização. E apesar de suas obras mais recentes serem memoráveis, como A Noiva Cadáver’ e Frankenweenie’, foi Edward Mãos de Tesoura que o colocou na visão da indústria do entretenimento até mesmo mais que seus projetos anteriores.

Mais uma vez, Burton retoma seu trabalho com o compositor Danny Elfman como forma de criar uma atmosfera inebriante, encantadora e misteriosa, através da harmonização de diversos instrumentos como o piano e o violoncelo aliados aos efeitos sonoros mecanizados e enferrujados que volta e meia aparecem em diversas sequências, incluindo durante os créditos iniciais. Ainda que tome um tempo mais que o necessário, essa introdução já consegue fornecer uma identidade para a narrativa que se seguirá, principalmente por ser pautada nas mesmas configurações do cinema clássicos dos anos 1910 e 1920, com lentas transições em fusão que conferem uma estética mais vintage e saborosa para os espectadores.

A trilha sonora acompanha a história inteira, e começa de forma mais branda com o aparecimento de nossa narradora-personagem, uma versão mais velha da protagonista Kim (Winona Ryder), a qual conta uma mágica história romântica e quase impossível de acontecer para sua pequena neta durante uma noite perscrutada por fortes nevascas. Ela então retorna para sua adolescência em uma pequena e pacata comunidade interiorana que também era conhecida por ser lar de uma criatura não exatamente humana, mas que carregava traços de uma invenção inesperada. Esse ser sobrenatural e aparentemente inofensivo é o personagem-título, que mora sozinho num imenso casarão até ser resgatado pela mãe de Kim, Peg (Dianne Wiest), uma revendedora de cosméticos completamente desprovida de preconceitos e que age de forma empática perante o estranho e assustado jovem.

Johnny Depp marca sua primeira parceria com Burton ao encarnar Edward, um personagem que carrega feições humanas exceto pelas mãos, as quais na verdade foram substituídas por um maquinário que simula as mesmas funções, porém com afiadas tesouras que o transformam, dentro de uma perspectiva conservadora e moldada por um “padrão estético”, em um forasteiro que é introduzido dentro daquele grupo de pessoas. Entretanto, diferente de outras narrativas do gênero, seu retorno para a vida em conjunto é marcada por uma fascinação exacerbada em detrimento de repulsa e medo. Cada um dos vizinhos se encanta com sua caracterização especial e como ele também parece não se importar muito com isso, visto que permaneceu quase toda a vida sob os cuidados de seu criador e não teve contato com ninguém de fora.

Em última instância, o filme funciona como forma de poetizar aquilo que é considerado “fora do normal”. A beleza do personagem principal está justamente em sua excentricidade, em sua construção nem um pouco dentro das saídas convencionais e como sua personalidade altruísta e ingênua é capaz de cativar todos à sua volta – não é surpresa que a jovem Kim acabe se apaixonando por sua transcendência, visto que não é como nenhum dos outros garotos que passaram por sua vida. Uma aventura romântica que segue uma linha tragicômica é a frase que mais define essa linda obra de Burton, mas não se pode deixar de dizer que ela falha quando não se aprofunda em algumas outras questões, principalmente a não aceitação que, eventualmente, permanece em um escopo mais superficial.

Entretanto, as forças antagônicas existem sim. Anthony Michael Hall encarna o egocêntrico e valentão Jim, ex-namorado de Kim que enxerga Edward como uma aberração, porém utiliza sua condição para benefício próprio, principalmente durante uma das sequência que envolve uma má planejada tentativa de assalto. Tais acontecimentos também servem como base para uma superficial análise sobre as questões do bem e do mal e sobre como o fato do protagonista ter vivido longe de outras pessoas por tanto tempo impedem que ele tenha um julgamento racional sobre o que é certo e errado. Mais uma vez, essas perspectivas intimistas não encontram muito espaço dentro do escopo arquitetado por Burton, visto que o cineasta prefere uma história redonda e fechada a investidas mais ousadas em temas significativamente pesados – e isso de forma alguma retira a complexidade do produto final.

O diretor também faz bom uso de suas habilidades artísticas aqui, até mais que em sua bizarra obra Os Fantasmas se Divertem’. Ao invés de optar por saídas premeditáveis, ele busca inspiração no expressionismo alemão, marcado pelos cenários tortuosos e imensos, e até mesmo inclina-se um pouco mais para a arquitetura gótica quando pensamos no lar de Edward: a mansão segue um padrão românico-medieval, com torres pontiagudas, janelas ogivais e pouca entrada de luz, além de paredes suntuosas que mais se assemelham a corredores de calabouços. Tudo isso, aliado a uma fotografia escura e que preza pelo jogo com a fluidez das sombras, contrasta com a saturação do vilarejo, marcado pela existência profusa de várias cores e por uma iluminação mais difusa. Tais características dissonantes encontram um jeito de se unir à medida em que o personagem é adotado pela comunidade, dando seu toque a uma linearidade extenuante com designs de cerca-viva e lindos cortes de cabelo.

Com a chegada do terceiro ato, a jovem criatura percebe que não pertence e nunca pertencerá ao mundo ao qual foi arrastado sem precedentes. Nem mesmo sua nova família se parece com ele, o que reafirma sua condição como forasteiro e o faz voltar para sua casa, sendo perseguido tanto pelos policiais quanto por aqueles que desejam o seu mal – como Jim. Logo, ele e Kim consegue forjar sua morte para que tudo volte ao normal, ao menos externamente, e um final feliz consiga o seu lugar em meio a um constante confronto de ideologias. E devo dizer que esses momentos são os mais bem estruturados quando pensamos em técnicas, e talvez Burton pudesse ter apenas seguido em uma linha mais equilibrada entre o drama e a comédia, visto que não possui um tato tão apurado para dirigir cenas de ação.

Edward Mãos de Tesoura é uma ode ao estranho. De forma bem simbólica e metafórica, este tornou-se um dos trabalhos mais memoráveis do excêntrico cineasta, principalmente por trazer com tanto carinho e sutileza uma visão mais humanizada das “aberrações da natureza” em uma aventura satisfatória e interessante.

Alimente seus pesadelos com o novo teaser oficial da 2ª temporada de ‘American Horror Stories’; Confira!

O canal FX divulgou mais um teaser oficial da 2ª temporada de ‘American Horror Stories‘, série derivada de ‘American Horror Story‘.

O próximo ciclo estreou no último dia 21 de julho. O segundo episódio será exibido em 28 de julho.

Confira, junto ao trailer completo:

spin-off foi criado por Ryan Murphy e Brad Falchuk.

O seriado American Horror Stories é um spin off de American Horror Story, trazendo novas histórias de arrepiar, envolvendo tanto personagens já conhecidos do público, como seres completamente novos. A ideia é expandir esse universo tão amado… e tão assustador.

O elenco do próximo ciclo é formado por Cody FernMax GreenfieldNico GreethamDenis O’HareGabourey SidibeDominique JacksonJudith LightAlicia SilverstoneBella ThorneQuvenzhané Wallis e outros.

No Brasil, a primeira temporada já está disponível no Star+.

Crítica | Apelativa, preguiçosa e previsível, ‘American Horror Stories’ é um grande erro de Ryan Murphy

‘Star Wars: The Bad Batch’: 2ª temporada da animação estreia no Disney+!

A 2ª temporada da animação ‘Star Wars: The Bad Batch‘ finalmente chegou ao catálogo do Disney+.

Os novos episódios estrearam hoje, 04 de janeiro, na plataforma de streaming.

Relembre o trailer, dublado e legendado:

Criada por Dave Filoni (‘O Mandaloriano’), os capítulos são dirigidos por Bras Rau, com roteiro supervisionado por Jennifer Corbett.

Star Wars: The Bad Batch gira em torno de clones de elite experimentais do “Lote Ruim” (introduzidos originalmente em ‘A Guerra dos Clones’), à medida que encontram um meio de mudar a galáxia imediatamente após os eventos anteriores. Os membros do grupo – um esquadrão único que varia geneticamente de seus irmãos do Exército dos Clones – possui uma habilidade excepcional que os transforma em soldados práticos, extraordinários e formidáveis.

Dee Bradley BakerMing-Na Wen fazem parte do elenco.

‘Nunca Fui Beijada’, ‘Ela é Demais’ e outros Filmes FOFINHOS que marcaram a adolescência

Sabe aqueles filmes que assistimos numa das melhores fases da vida, quando não temos muitas responsabilidades, que é só chegarmos em casa relaxados e assistimos a um bom filme? Então, alguns desses projetos podem marcar nossas vidas para sempre. Pensando nisso, resolvemos criar uma lista bem legal para você rever:

 

Nunca Fui Beijada

Longa-metragem com personagens carismáticos, lançado um pouco antes dos anos 2000, tem Drew Barrymore na pele de uma jornalista que lutando para se estabelecer na profissão embarca em uma pauta inusitada se passando por uma estudante para uma matéria sobre a adolescência. Dirigido pelo cineasta californiano Raja Gosnell.

 

Simplesmente Acontece

Na trama, conhecemos a jovem Rosie (Lily Collins), uma menina graciosa que possui uma amizade (quase colorida) com seu vizinho Alex (Sam Claflin). Ao longo do tempo vamos vendo os personagens se desenvolvendo, passando pela adolescência e chegando na fase adulta mas sem nunca terem tido um relacionamento amoroso duradouro. Obviamente há uma atração nítida em cada cena entre os dois pombinhos mas o destino teima em não deixar que essa história de amor se realize por completo. Assim, lutando contra um destino nada promissor, ambos irão enfrentar muitos obstáculos esperando a grande chance de serem felizes.

 

Ela é Demais

Dirigido por Robert Iscove e lançado 24 anos atrás, a comédia romântica Ela é Demais nos mostra a história de amor entre dois jovens completamente diferentes que se conhecem a partir de uma aposta onde ele, um jovem popular precisa que ela, uma tímida nerd, vire a rainha do baile da escola.

 

Com amor, Simon

Em busca de uma grande história de amor. Baseado no livro Simon vs. The Homo Sapiens Agenda, de Becky Albertalli, Com amor, Simon chegou aos cinemas brasileiros anos atrás sem muito burburinho. Com um elenco com nomes conhecidos do público jovem, a trama fala sobre preconceitos, o alucinante mundo das redes sociais e sua influência no dia a dia dos jovens de todo mundo, além de falar sobre o primeiro amor de maneira emblemática com o protagonista na luta sobre suas escolhas. O filme, antes de mais nada, é uma grande crítica social ao universo digital dos jovens de hoje em dia, ensina lições profundas sobre a amizade e as liberdades de escolhas.

 

De Repente 30

Um dos maiores sucessos de sua carreira, De Repente 30, longa-metragem dirigido pelo cineasta Gary Winick, conta a história de uma jovem de 13 anos que está numa fase muito difícil de sua vida e que de forma inesperada acorda certo dia com 30 anos. Assim, vamos enxergando os conflitos desse pulo de geração além de aprender mais sobre a vida.

 

Para Sempre Cinderela

Nessa adaptação do grande clássico Cinderela, nos mostra uma jovem que após o falecimento de seu pai precisa passar por situações difíceis com a madrastra até encontrar um príncipe encantado digno dos livros. O longa é dirigido pelo cineasta Andy Tennant (que depois dirigiria outros sucessos como: Hitch – O Conselheiro Amoroso, Caçador de Recompensas e o seriado da Netflix O Método Kominsky).

 

10 coisas que eu odeio em você

Quando a gente pensa em Heath Ledger, esse é um dos primeiros filmes que vem em nossa mente. 10 coisas que eu odeio em você, atualmente disponível no catálogo da Disney+, nos mostra um drama adolescente onde um jovem tenta conquistar uma garota para ajudar um amigo.

 

Alguém como Você

Lançado em março de 2001, dirigido pelo cineasta Tony Goldwyn (que também é ator, ele é o vilao de Ghost!), nos conhecemos uma produtora que após uma decepção amorosa começa a estudar sobre a infidelidade e relacionamentos, tempos depois a variável do amor acaba voltando à sua vida.

 

Already Tomorrow in Hong Kong

Na trama, conhecemos Josh (Bryan Greenberg), um jovem banqueiro norte-americano que mora faz uma década em Hong Kong. Certo dia, quando está do lado de fora de onde acontece a festa de sua atual namorada, acaba conhecendo a bela Ryby (Jamie Chung), com quem acaba passando as horas seguintes passeando pelas ruas de Hong Kong. Em certo momento, quando Ruby descobre que Josh tem namorada, eles se despedem. Um ano mais tarde, por uma brincadeira do destino talvez, eles voltam a se encontrar por acaso e agora precisam se entender, saber realmente se vão ser marcantes na vida de cada um.

 

Sing Street

Na trama, passado em uma Dublin em meados dos anos 80, conhecemos Conor (Ferdia Walsh-Peelo) um adolescente que se muda para uma nova escola onde começa a sofrer bullying. Em meio a uma tentativa de ser forte em relação a essa situação, se apaixona perdidamente por uma jovem mais velha e para conquistar seu coração, resolve criar uma banda com alguns amigos, que conhece na nova escola, e assim uma linda história de amor surge.

Séries de TV baseadas em filmes que foram abandonadas

Vivemos uma era áurea para o audiovisual. Produções voltadas ao entretenimento são mais populares do que nunca. Parte dessa receita de sucesso vem da conversa harmoniosa que o cinema possui hoje com a TV. Antes, mídias distintas e rivais, as duas se unem com a chegada da internet, misturando tudo num caldeirão de possibilidades infinitas. A prova disso é a via de mão dupla de ideias, artistas e produções que transitam da TV para o cinema e vice versa. Seriados como Game of Thrones mostraram que a TV atual não tem nada de pequena, e pode ser inclusive muito maior do que grande parte dos filmes para o cinema.

As mídias se homenageiam, e se no passado tínhamos adaptações de famosos seriados para as telonas (segmento que continua operacional e lucrativo), agora a telinha retribui o carinho adaptando no seu formato obras cinematográficas, vide Westworld e Stranger Things (grande homenagem aos filmes dos anos 1980). Pensando nisso, baseado numa matéria de nossos colegas do Digital Spy, formulamos uma nova lista. Pegando essa ideia e mostrando que nem sempre essa junção funciona bem, reunimos algumas séries de TV baseadas em filmes cultuados, cuja vida foi tão curta que nem chegaram a ser produzidas. Muitas delas você provavelmente nem ouviu falar. Então, não anote no caderninho e tente achar essas preciosidades online (as que existirem) por sua própria conta e risco.

Um Dia a Casa Cai (The Money Pit, 1986)

Clássico da Sessão da Tarde da minha geração, este filme tem produção de ninguém menos que Steven Spielberg e sua Amblin Entertainment (produtora do diretor). Curiosamente, ninguém mais fala na comédia hoje em dia. É bem verdade que o filme não é um dos mais memoráveis nas carreiras do diretor e dos protagonistas Tom Hanks e Shelley Long (então recém-saída do sucesso televisivo Cheers – 1982 a 1993). A trama fala sobre um casal recém-casado e as desventuras que passam para reformar sua grande casa nova. Tentando dar novos ares para a ideia, a rede NBC começou a desenvolver a série baseada no longa, com roteiro escrito por Justin Spitzer (The Office) e produção da Amblin TV, do mesmo Spielberg. Um piloto estava pronto para começar a ser rodado em 2014, mas devido a problemas com o elenco, precisou ser freado. Três anos depois e a série continua estagnada.

Advogado do Diabo (1997)

Cult por excelência, este suspense com doses sobrenaturais dividiu público e críticos na época de seu lançamento, justamente por não se decidir entre um caminho plausível ou um terror com elementos fantásticos. Seja como for, hoje a produção é venerada como obra cult por novas gerações. Ei, temos muita coisa boa para tirar daqui. Primeiro, Al Pacino tomado na maldade e na surtação máxima. Segundo, um dos primeiros papéis de destaque da musa Charlize Theron, que já demonstrava talento. Terceiro, uma Connie Nielsen igualmente inspirada, deliciosamente sedutora e maléfica. Em 2014, a mesma NBC ordenou um piloto da série que seria baseada no filme dirigido por Taylor Hackford (Ray), e escrita por Matt Venne, roteirista de continuações de terror dispensáveis, vide Luzes do Além (2007), Espelhos do Medo 2 (2010) e A Hora do Espanto 2 (2013). As filmagens, no entanto, nem chegaram a ocorrer. Talvez tenham olhado para o roteiro. Seria o caso de contratar alguém mais talentoso.

Fargo (1996)

Peraí, você diz. A série Fargo existe e é uma das grandes vencedoras de prêmios voltados para a TV (vide Globo de Ouro e Emmy) desde seu lançamento. Calma, jovem. Antes do seriado de antologia, produzido pelos próprios irmãos Coen, e lançado em 2014 (este ano está aparecendo muito por aqui, não?), um programa de TV baseado no filme indicado ao Oscar foi produzido. Ou quase. Logo no ano seguinte, em 1997, um piloto foi gravado e trazia os mesmos personagens do longa. Edie Falco (antes da estreia de Família Soprano) viveu a xerife Marge Gunderson, papel pelo qual Frances McDormand levou seu Oscar de melhor atriz, e Bruce Bohne reprisava seu papel do policial Lou. Os irmãos Coen, porém, não tiveram nada com a produção. Curiosamente, o episódio piloto teve direção da atriz vencedora do Oscar, Kathy Bates (Louca Obsessão). Assista abaixo o episódio:

Hellraiser – Renascido do Inferno (1987)

Há anos menções sobre uma nova roupagem para o clássico do terror de Clive Barker enchem os corações dos fãs de empolgação. Mas o dia de reviver uma das obras mais interessantes do gênero parece nunca chegar. Em 2012, a produtora Sonar Television anunciou seus planos de levar a obra de Barker para as telinhas, com a promessa inclusive de que atores dos filmes originais iriam voltar. Hellraiser é uma franquia cujos três primeiros filmes são os únicos que verdadeiramente prestam, mesmo assim decaindo de qualidade a cada episódio da trilogia.

Depois disso, inúmeras sequências foram produzidas direto para o mercado de vídeo. Stewart Till, o presidente da Sonar Television chegou a dar declarações sobre a excelência da suposta série, alegando que o abismo entre uma grande série e uma apenas ok estava cada vez maior – obviamente, sua aspiração era pela primeira categoria. Até hoje o piloto nunca chegou a ser rodado, e Clive Barker, sabiamente, se manteve bem longe de tudo em relação a série. Barker planeja uma versão cinematográfica que esquecerá todas as continuações e seguirá de onde seu filme de 1987 parou.

Um Tira da Pesada (1984)

Muita gente não sabe, mas o filme Um Tira da Pesada inicialmente foi pensado como um veículo de ação para o astro Sylvester Stallone. Uma vez que Sly desistiu do projeto, optando logo depois por Cobra (1986), um dos maiores prazeres culposos da VIDA, a produção recebeu tintas de comédia e sátira, caindo no colo de Eddie Murphy e se tornando o primeiro, e um dos maiores sucessos da carreira do humorista. Duas continuações depois (a segunda, bem execrada), e Axel Foley parecia aposentado de vez. Mas hei que 20 anos depois o policial engraçadinho, nas formas de Murphy, ressurge para o piloto de uma série. E esse foi o grande problema, segundo o próprio.

A série de Beverly Hills Cop, título original do filme, seria centrada no filho de Foley, Aaron, interpretado por Brandon T. Jackson (Trovão Tropical), e Murphy fez apenas uma aparição no episódio piloto. Quando os produtores assistiram ao primeiro episódio, ficaram mais do que empolgados com a aparição do veterano comediante, desejando o ator como personagem recorrente da série. Murphy cordialmente recusou, devido a sua agenda (sério mesmo? O que ele têm feito ultimamente?). Dessa forma, Um Tira da Pesada, a série, ficou só no primeiro episódio – surpreendentemente dirigido por Barry Sonnenfeld (da trilogia Homens de Preto).

Segundas Intenções (1999)

Produção jovem adorada pela geração anos 1990, o que muitos não sabem provavelmente é que Segunda Intenções foi livremente inspirado no clássico da literatura Ligações Perigosas, produzido incansavelmente por diversas mídias, como filmes e teatro – sendo uma das mais conhecidas, um filme homônimo de 1988, com Michelle Pfeiffer. Apesar do status de culto, Segundas Intenções não foi, por assim dizer, um grande sucesso de público ou crítica. O longa gerou duas continuações, de 2000 e 2004, sendo a primeira dirigida pelo mesmo Roger Kumble do original e protagonizada por Amy Adams, atriz 5 vezes indicada ao Oscar.

Ano passado, uma série que iria funcionar como continuação do longa de 1999 (e não como um reboot da história) quase vingou. Um episódio piloto chegou a ser rodado, escrito e dirigido pelo próprio Kumble e com Sarah Michelle Gellar reprisando o papel da beijoqueira Kathryn Merteuil do filme, dezoito anos depois, agora com quase 40. Reese Wtiherspoon, por outro lado, se manteve distante do projeto, e sua personagem foi interpretada por Kate Levering, a Kim Kaswell da série Drop Dead Diva (2009 – 2014). A trama centraria nas manipulações da personagem de Gellar, em especial em relação ao sobrinho Bash, enquanto tentava ganhar controle da empresa da família, a Valmont International. A atriz chegou a publicar uma foto como a personagem em uma banheira, nas redes sociais – que você pode conferir abaixo. Uma pena. Mas queremos ver este piloto!

BÔNUS:

Geração X (1996)

Muito antes desta onda de produções do subgênero dos super-heróis que assola o mundo, seja na TV ou no cinema, tais ideias amargavam completo ostracismo na década de 1990. Um dos casos mais notórios ocorreu com Geração X, piloto que pretendia levar os mutantes (secundários) da Marvel para as telinhas semanalmente. Antes de X-Men (2000) dar o pontapé em um subgênero que não tem hora para acabar, personagens do time B do mesmo universo visavam um lugar ao sol.

O episódio inicial de 1h30min de duração chegou a ser lançado no Brasil e no mundo como um filme feito para a TV. Eu tive a oportunidade (e o desprazer) de assistir a esta pérola na época e compreender um pouco o motivo pelo qual os investidores pularam fora. Na trama, Emma Frost (Finola Hughes) e Banshee (Jeremy Ratchford) faziam às vezes do Professor Xavier no comando da escola e dos jovens mutantes. Entre os alunos, Jubileu (Heather McComb) era uma das protagonistas. Nada de Wolverine, Mística ou Magneto. Uma curiosidade é que a mesma locação usada para a mansão dos mutantes, depois foi reaproveitada nos longas para o cinema. E dizem que nada de bom se aproveitou de Geração X

Mulher Maravilha (2011)

Mulher Maravilha foi um dos maiores sucessos desta primeira metade do ano e a salvação da DC no cinema. No entanto, antes do fenômeno mundial, a personagem amargava um fracasso nas telinhas. Seguindo os passos da série protagonizada pela estonteante Linda Carter (que durou de 1975 a 1979), a heroína ensaiou retorno em 2011, nas formas da azarada Adrianne Palicki (G.I. Joe – Retaliação). Usando calças, ao invés do short ou saia, o traje da heroína era pior do que um cospobre. Além disso, trazia uma versão mais descolada de Diana Prince, inserida no mundo moderno como empresária, dona de uma grande corporação. Algo parecido com o que foi conquistado em Supergirl, com Kara inserida num mercado de trabalho crível. As imagens de Palicki uniformizada estão espalhadas pela rede. Já o episódio piloto, talvez você precise de sorte para encontrar.

Crítica | Rampage: Destruição Total – Mais Monstros Gigantes

King Kong encontra Godzilla

A era mais frutífera para monstros no cinema foi a década de 1950 – o boom da ficção científica. Tudo bem que desde a década de 1930, verdadeiras estrelas no quesito, vide Drácula, Frankenstein e o Lobisomem faziam esse gênero de filme B arrastar multidões aos cinemas para sua cota de sustos e medo. Mas inúmeros outros fatores trazidos pela época, vide a Guerra Fria e o pavor da era atômica, acrescentavam ao renegado tipo de produção, dando-lhe a força de inúmeras obras massificadas com o mote dos “estranhos invasores”, vindos do espaço, do fundo do mar ou de outras dimensões.

Assim, o subgênero foi passando pelas décadas e evoluindo, até chegar na atualidade, nesta época do mais e maior. O cinema fantástico de monstros gigantes chegava finalmente ao mainstream com Jurassic Park (1993) – e que popularidade, não existindo algo muito maior do que o filme. Inúmeras produções seguiram na esteira, e os monstros – agora confeccionados através de efeitos de computador, o que permite um realismo e credibilidade maiores – se tornaram sensação e alguns dos maiores astros da Hollywood atual.

Só este ano, tivemos Círculo de Fogo: A Revolta e Um Lugar Silencioso (ambos ainda em cartaz nos cinemas) – utilizando o tema para desenvolver obras bem diferentes – Aniquilação (lançamento da Netflix) e em breve poderemos conferir o novo exemplar de Jurassic World.  Ou seja, o que não falta são monstros de todas as formas e tamanhos para os aficionados. Rampage: Destruição Total é o mais recente lançamento, que aporta neste fim de semana nas salas de cinema do país. Além de ser um filme de monstros gigantes, Rampage recai em dois outros quesitos cinematográficos: é baseado num vídeo game icônico (datando da década de 1980) e também é o novo veículo de ação, recheado de adrenalina, de Dwayne ‘The Rock’ Johnson – futuro candidato à presidência dos EUA (é sério!).

Na trama, tanto do game quanto do filme, três criaturas animalescas e monstruosas causam caos e pânico ao exalarem sua fúria (o rampage do título original) numa cidade norte-americana. Prédios são destruídos, pessoas são devoradas e o estado de sítio se instala sem que as autoridades possam fazer muito. Enquanto na versão de bytes os gigantes eram homens em mutação devido a um produto químico em suas comidas (o que explica o formato mais humanoide), no longa as contrapartes de George (o gorila albino), Ralph (o lobo) e Lizzie (o crocodilo) – os dois primeiros chegando a ser mencionados pelos nomes originais também no filme – são animais selvagens transformados em verdadeiros colossos através de um mutagênio criado por uma maligna empresa (e o que mais?).

A cena de abertura é um dos momentos mais interessantes do longa, se passa no espaço e conta com a participação especial de Marley Shelton (Sin City: A Cidade do Pecado). Neste trecho sentimos tintas de terror e muita tensão (talvez mais até do que todo Cloverfield Paradox), com a personagem tentando sobreviver à sua própria criatura – igualmente retirada do game, como um easter egg.

Na Terra, somos apresentados a mais um personagem ultra carismático de Dwayne Johnson, desta vez vivendo um especialista em primatas, que prefere a companhia dos animais à dos seres humanos (sentiram a ironia do foreshadowing vindo aí?). O ex-militar Davis Okoye (Johnson) tem um grande afeto pelo gorila albino George, o qual ajudou a resgatar de caçadores ainda na infância. A interação entre os dois chega ao ponto de emocionar – mesmo sabendo que a criatura é basicamente toda digital – o que apenas enaltece o trabalho de criação dos envolvidos. Através de linguagem de sinais – um fato sabido – os primatas demonstram suas emoções (muitas inclusive bastante similares às humanas) e se comunicam.

The Rock adotou um gorila de verdade através de uma instituição pegando carona na promoção do filme – e tal mensagem ecológica consegue ser encontrada em Rampage se você cavucar lá no fundo. No grosso, no entanto, este continua sendo um filme de monstros gigantes destruindo e brigando. No quesito o filme entrega, apesar de algumas cenas muito escuras no desfecho da grande batalha. Por outro lado, longe dos monstros o que vemos são apenas personagens genéricos numa trama rasa, que não exige muito de gente como a indicada ao Oscar Naomie Harris (Moonlight: Sob a Luz do Luar) e Jeffrey Dean Morgan, oscilando entre o embaraço de protagonizar o filme e a mínima tentativa de parecer estarem se divertindo.

Por outro lado, a bela Malin Akerman abraça sua canastrice em potência máxima, parecendo fazer parte do elenco de Paixão Obsessiva (2017), na hora de viver a indefectível vilã mais fria que um cubo de gelo Claire Wyden, a dona da empresa da bio arma, é claro. É daquela vilã caricata que torcemos para um morte horrível, e o filme não desaponta. Rampage é para os filmes de monstros gigantes, o que Terremoto: A Falha de San Andreas (2015) foi para os filmes catástrofe (não por menos o diretor de ambos é o mesmo Brad Peyton), ou seja, uma versão pasteurizada e quase artificial destes produtos, que já em sua época nasciam banalizados pela crítica especializada. E por mais que as coisas mudem, elas continuam as mesmas…

10 Anos de ‘O Homem de Aço’ – Antes de Amy Adams, conheça as atrizes que quase viveram Lois Lane no cinema!

O universo compartilhado da DC Studios na Warner chega ao fim oficialmente este ano com o lançamento de ‘Aquaman 2’ em dezembro. Embora o primeiro ‘Aquaman’ tenha feito mais de US$1 bilhão em bilheterias pelo mundo, a maioria dos analistas prevê que o novo filme não chegará perto disso. Em partes graças a uma máxima que vem sendo muito proferida: “os fãs abandonaram tais filmes”. Isso explica o fracasso de seus últimos quatro blockbusters consecutivos – ‘Adão Negro’, ‘Shazam! Fúria dos Deuses’, ‘The Flash’ e ‘Besouro Azul’.

Primeiro, é preciso destruir para depois reconstruir. Isso significa que esta iteração de alguns dos maiores personagens da cultura pop, orquestrada pelo cineasta Zack Snyder, precisou ter um fim (alguns diriam uma morte horrível) para que uma luz no fim do túnel pudesse surgir. E essa luz se chama James Gunn. O “pai” dos ‘Guardiões da Galáxia’ foi captado pelo estúdio rival para organizar sua casa, com poder de decisão único – em parceria com o produtor Peter Safran. Gunn inclusive já anunciou a primeira fase desta nova DC, a começar em 2025 com ‘Superman Legacy’, um filme que, assim como ‘O Homem de Aço’ há 10 anos, tem objetivo de servir como alicerce para todo um universo.

James Gunn já anunciou inclusive os protagonistas para seu novo filme de Superman, com David Corenswet (da série ‘Hollywood’ e do terror ‘Pearl’) no papel principal, e Rachel Brosnahan, da série sensação ‘Maravilhosa Sra. Maisel’, como Lois Lane. Voltando 10 anos no passado para ‘O Homem de Aço’, Zack Snyder causava alvoroço ao anunciar Henry Cavill como Superman e Amy Adams (então indicada para nada menos que quatro Oscar – hoje a atriz tem mais duas indicações no currículo) como Lois Lane. A atriz foi uma excelente adição ao elenco, mas outras estavam na disputa pelo papel. Confira agora quais atrizes quase ficaram com a personagem da intrépida jornalista em ‘O Homem de Aço’.

Leia também: 10 Anos de ‘O Homem de Aço’ – antes de Henry Cavill, saiba quais atores quase viveram o Superman no cinema!

Margot Robbie

Hoje, duas vezes indicada ao Oscar, quando ‘O Homem de Aço’ estreou nos cinemas, a australiana Margot Robbie ainda era uma ilustre desconhecida. Mesmo assim, ela chegou a fazer teste para o papel e ficou entre as finalistas. Muito provavelmente, a loiríssima atriz precisaria pintar suas madeixas de preto ou ao menos usar uma peruca. Mas não demoraria muito para o nome de Robbie ser escrito nas estrelas, pois no fim do mesmo ano ela lançaria ‘O Lobo de Wall Street’ e o resto é história. Ah sim, três anos depois a atriz descolaria o papel de uma certa Arlequina em ‘Esquadrão Suicida’ e nunca mais seria esquecida.

Saoirse Ronan

Apenas quatro anos separam Saoirse Ronan e Margot Robbie, mesmo assim, a jovem atriz irlandesa é uma destas que parecem sempre possuir uma aparência bastante juvenil. Levando em conta que há dez anos, Ronan tinha apenas 19 anos, talvez sua escolha fosse controversa e desse o que falar. Mesmo assim é reportado que a jovem estrela que possui quatro indicações ao Oscar esteve entre as finalistas para ser Lois Lane. Para termos uma ideia, no mesmo ano Ronan ainda fazia papeis adolescentes, vide ‘A Hospedeira’.

Mila Kunis

Recentemente, a atriz Mila Kunis e seu marido Ashton Kutcher se viram em maus lençóis ao tentarem defender o amigo Danny Masterson (do seriado ‘That 70’s Show’) – um estuprador condenado a 30 anos de prisão. Ainda não se tem ideia do tamanho do dano que isso poderá causar à carreira da atriz. Mas voltando 10 anos no passado, a ucraniana Kunis esteve entre os nomes mencionados para o papel de Lois Lane. A atriz é outra que parece manter sempre uma aparência de adolescente, mesmo já tendo completado 40 anos.

Kristen Bell

Por falar em Mila Kunis, a loirinha Kristen Bell já trabalhou com ela três vezes. A primeira foi em ‘Ressaca de Amor’ (2008), seguido pelos dois filmes de comédia ‘Perfeita é a Mãe’ e ‘Perfeita é a Mãe 2’. Bell também possui aparência juvenil, mas já tem 43 anos. Ela também esteve entre as finalistas para viver Lois Lane em ‘O Homem de Aço’, embora seja mais associada a filmes e séries de comédia. Não podemos esquecer que Bell foi a investigadora mirim ‘Veronica Mars’, na TV e no cinema. Seus outros trabalhos marcantes foram como a voz de Anna nas duas animações ‘Frozen’, da Disney, e na série ‘The Good Place’, da Universal Television.

Jessica Biel

A bela Jessica Biel, mais conhecida como a Sra. Justin Timberlake, certamente possui o porte físico para interpretar a maior heroína da DC, a Mulher-Maravilha. No entanto, a atriz americana de 41 anos fez teste e foi uma das finalistas consideradas para o papel da repórter Lois Lane. Biel já se aventurou no gênero dos super-heróis em 2004, antes do MCU e do DCEU – com ‘Blade: Trinity’. Na mesma época de ‘O Homem de Aço’ estrelou o remake de ‘O Vingador do Futuro’ e como Vera Miles na biografia ‘Hitchcock’.

Olivia Wilde

Olivia Wilde nunca foi considerada uma grande atriz, apesar de ter participado de filmes chamativos, vide ‘Tron – O Legado’ e ‘Cowboys & Aliens’. O ponto de virada para Wilde foi se descobrir como uma diretora talentosa, estreando com o elogiado ‘Fora de Série’ (2019). Porém, talvez por ter deixado o sucesso subir à cabeça, Wilde se mostrou uma diretora problemática nos bastidores de ‘Não se Preocupe, Querida’ (2022) para a Warner, o que pode ter colocado um fim às negociações com a Sony para dirigir um filme no universo do ‘Homem-Aranha’. Wilde fez teste para ser a Lois Lane de ‘O Homem de Aço’, mas quase dez anos depois finalmente viveria a personagem, ou ao menos sua voz na animação ‘DC Liga dos Superpets’.

Mary Elizabeth Winstead

A talentosa e ainda subestimada Mary Elizabeth Winstead já fez de tudo um pouco. Fez terror com ‘Premonição 3’ e ‘Natal Negro’, foi a filha de Bruce Willis em ‘Duro de Matar 4’, foi dirigida por Tarantino em ‘À Prova de Morte’ e foi objeto de desejo na adaptação dos quadrinhos cômicos ‘Scott Pilgrim Contra o Mundo’. Mas uma coisa que ela não foi é Lois Lane no cinema, apesar de ter feito teste e ser cogitada para ‘O Homem de Aço’. Ao invés disso, sete anos depois, descolou o papel da Caçadora em ‘Aves de Rapina’, ao lado de Margot Robbie. Seu último trabalho foi como Hera Syndulla, a personagem de pele verde de ‘Ahsoka’ (2023).

‘Castle Rock’ é renovada para a 2ª temporada e terá nova história

O Hulu renovou oficialmente a série ‘Castle Rock‘ para a 2ª temporada. A previsão que é o próximo ano estreie em 2019.

Recentemente, o cocriador Sam Shaw revelou que cada temporada narrará uma trama diferente.

“Nosso plano é sempre abordar cada temporada como se fosse um livro original de Stephen King. Ele é o seu próprio gênero, e há sete ou oito subgêneros bem definidos. Nós sempre amamos as histórias que lidam com crime e punição, e prisões, e Stephen King conseguiu desenvolver tudo isso com monstros do mundo real – e o que fazemos com eles, onde os colocamos, como os tratamos, e se isso nos faz monstros. Essa temporada teve muita inspiração em ‘Um Sonho de Liberdade’ e ‘À Espera de um Milagre’, e histórias que lidam com prisões. Mas há vários outras histórias com monstros e histórias cósmicas sobre o bem e o mal.”

Ele continua, “Nós esperamos ter a oportunidade de retornar para futuras temporadas e contar uma ótima história de monstros ambientada em 1974, ou algum outro tipo de história sob a influência de uma trama de King.”

Confira nossas primeiras impressões: Castle Rock | Primeiras impressões – Mistérios, terror e muito fan service

A primeira temporada tem 10 episódios, e trar vários personagens inspirados nas clássicas obras de King.

Para aqueles que desconhecem o universo literário de King, Castle Rock é uma cidade fictícia no estado americano de Maine onde muitos de seus thrillers e contos se passam. A primeira vez que ela apareceu foi no livro de 1979, ‘A Zona Morta‘. Além disso, ela surge novamente em ‘Cão Raivoso‘ (1981), ‘O Corpo‘(1982), ‘O Caminhão do Tio Otto‘ (1983), ‘O Atalho da Sra. Todd‘ (1984), ‘A Metade Negra‘ (1989), ‘O Cão da Polaroid‘ (1990), ‘Trocas Macabras‘ (1993), entre outros.