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‘The Batman 2’: Revelada principal fonte de inspiração da aguardada sequência

Mesmo que o lançamento de ‘The Batman 2’ ainda esteja longe, novos detalhes sobre a história da esperada sequência já foram revelados. Antes mesmo de sair do papel, foi planeado para ser o primeiro longa de uma nova trilogia do Batman nos cinemas, via Legado da DC.

Apesar de não sabermos em detalhes o que acontecerá na sequência, já começaram a surgir rumores sobre a história.

Há algumas semanas atrás, o jornalista Daniel Richtman soltou um rumor interessante sobre a história de ‘The Batman 2‘. Segundo Ritchman, o enredo deverá ser baseado no arco ‘Terra de Ninguém‘, um evento crossover da Bat-Familia publicado em 1999. O insider MyTimeToShineHello também confirmou a informação.

Na trama de ‘Terra de Ninguém‘, Gotham City não é mais parte dos Estados Unidos. Isso ocorre após vários desastres que aconteceram com a cidade em Cataclismo e Contágio. Gotham se torna um deserto sem lei que é dividido em territórios mantidos pelas figuras mais poderosas.

Gotham ficou literalmente isolada e de alguma forma conseguiu se afundar ainda mais, e parte disso acontece no clímax de ‘The Batman‘. Vale ressaltar que Christopher Nolan pegou emprestado elementos desta história para finalizar sua trilogia com ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge‘.

Lembrando que ‘Batman 2‘ já foi confirmado, mas está nos estágios iniciais de produção. Sabemos que o roteiro está sendo desenvolvido por Matt Reeves e Mattson Tomlin.

Enquanto isso, vale lembrar que ‘Batman‘ já está disponível na HBO Max.

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Tom King fala finalmente sobre o cancelamento de ‘Novos Deuses’: “Estava amando tudo”

Tom King, aclamado roteirista da DC e também do filme cancelado ‘Novos Deuses‘, finalmente teve a oportunidade de comentar sobre seu trabalho, respondendo inclusive se acredita na realização da obra no futuro.

“Ah, quero dizer, tudo é possível. Eu estava amando aquele roteiro. Adorei trabalhar com a Ava (DuVernay). Foi realmente incrível. Ela é uma contadora de histórias genial. Então, nunca se sabe. Não quero fechar nenhuma porta. Neste momento, sinto que estou incrivelmente ocupado”, falou King ao site ComicBook.

“Seria difícil escrever um filme inteiro agora. Mas, aquele roteiro nunca foi lido. O filme foi descartado porque entrou em conflito com os planos do estúdio na época. Quem sabe? Quando novos planos surgirem, talvez a oportunidade (de retomar) apareça. Isso é especulação completa. Não tenho nenhum conhecimento. Eu adoraria trabalhar com Ava novamente”, conclui.

A diretora Ava DuVernay também se pronunciou sobre o engavetamento do projeto, agradecendo ao roteirista Tom King e agradecendo pelo tempo em que trabalharam juntos.

Confira:

“Tom, eu amei escrever ‘Novos Deuses’ com você. Estou chateada que a saga de Barda, Scott, Granny, Pai Celestial e as Fúrias tenha acabado desse jeito. Mergulha no quarto mundo de [Jack] Kirby foi a aventura de uma vida. Isso não pode ser tirado [de nós]. Obrigada pela amizade”, ela escreveu.

A história, funcionando como épico espacial, traria personagens bastante conhecidos do panteão super-heroico, incluindo Darkseid, Grande Barda e Senhor Milagre.

Os quadrinhos originais foram criados por Kirby e são ambientados no planetas fictícios Nova Gênese e Apokolips.

‘Trigun: Stampede’ ganha novo teaser trailer ÉPICO

Foi divulgado na Anime NYC um novo trailer de ‘Trigun: Stampede‘, animação que estreia em janeiro de 2023. O novo anime de Trigun é produzido pelo estúdio Orange e já confirmado pela Crunchyroll.

Trigun‘ foi publicado inicialmente na Shonen Captain, da editora Tokuma Shoten, de 1995 a 1997, com 3 volumes compilados. Uma continuação, Trigun Maximum, saiu de 1997 a 2007 na Young King OURs, da editora Shonen Gahosa, ficando com 14 volumes.

Confira o novo trailer:

A história traz Vash, o Estouro da Boiada, o pistoleiro mais temido da Terra de Ninguém. Sua cabeça está valendo 60 bilhões de dólares duplos, mas, apesar disso, Vash evita a violência ao máximo.

Em 1998, a série foi adaptada em animê de 26 episódios pelo estúdio Madhouse — essa animação chegou ser exibida pelo Cartoon Network, I-Sat (ambos pela madrugada afora) e na tv “semi-aberta” via PlayTV.

Chamada de “bebê nepotista”, filha de Johnny Depp denuncia sexismo na indústria do cinema

A atriz Lily-Rose Depp denunciou o sexismo por trás do rótulo que ganhou de “bebê nepotista”, no início da carreira. O termo refere-se ao favorecimento de Lily-Rose na indústria cinematográfica por ser a filha de Johnny Depp e da cantora francesa Vanessa Paradis, artistas renomados.

Falando à revista Elle, Lily-Rose Depp apontou que mulheres famosas são mais acusadas de se beneficiar do nepotismo do que homens famosos.

“A internet parece se importar muito com esse tipo de coisa, e posso dizer com certeza que ninguém vai te dar um papel, exceto quando você é escolhida”, falou.

“A internet se preocupa muito mais com quem é a sua família do que com as pessoas que estão colocando você nas coisas. Talvez você comece com o pé na porta, mas ainda tem o pé na porta. Há muito trabalho que vem depois disso. Ouço falar muito mais sobre mulheres e não acho que seja uma coincidência”, comentou Lily-Rose.

Johnny Depp foi destaque nas manchetes nos últimos meses após ganhar o caso de difamação e violência doméstica contra a ex-esposa Amber Heard. Lily-Rose explicou os motivos de não ter se pronunciado sobre o caso: “Quando é algo tão privado e tão pessoal que de repente se torna não tão pessoal… eu me sinto realmente com direito ao meu jardim secreto de pensamentos”, disse Depp. “Também acho que não estou aqui para responder por ninguém e sinto que, durante grande parte da minha carreira, as pessoas realmente quiseram me definir pelos homens da minha vida, sejam meus familiares ou meus namorados, seja o que for.. E estou realmente pronto para ser definido pelas coisas que coloco por aí”.

‘Willow’: Produtor fala sobre possível retorno de Val Kilmer à nova série

Jon Kasdan, showrunner da série ‘Willow‘, comentou em entrevista recente sobre um possível retorno de Val Kilmer ao papel de Madmartigan.

Essa nova ‘Willow‘ é continuação direta do filme de fantasia de mesmo nome, lançado originalmente em 1988, e dois dos três protagonistas já foram confirmados na produção da série do Disney+. Warwick Davis retornará ao papel de Willow, enquanto Joanne Whalley interpretará Sorsha novamente. Val Kilmer, entretanto, ainda não teve seu nome ligado a série para voltar ao papel de Madmartigan.

Kasdan falou sobre a primeira temporada da série de fantasia, e deu esperanças ao público sobre a chance de um possível retorno de Madmartigan, em uma conferência para imprensa.

“Madmartigan ainda está por aí. Eu tive muitas conversas com todos os envolvidos e nosso sentimento é que ele está lá para ser encontrado, se o dia chegar. Acho que Warwick e eu adoraríamos vê-lo pegar aquela espada novamente”, disse Kasdan.

Que completou: “Como estávamos contando uma história que tinha tantos personagens jovens, e que todos estavam procurando por suas identidades, a busca por Madmartigan e a questão do que havia acontecido com ele estava bem no centro da história que estávamos contando. Nós sabíamos que isso estaria entranhado nessa [nova] busca de uma maneira fundamental, para ver onde ele estava e o que havia se tornado ele e o que ele havia desistido, particularmente para o personagem de Ruby, Kit, e para o personagem de Dempsey, Airk, para que pudessem fazer o bem. Essa pergunta segue toda a temporada”.

“Tínhamos muitas ideias sobre maneiras de encerrar sua narrativa e maneiras de deixá-lo em aberto. Uma coisa que aconteceu, porque o próprio Val não pôde vir para o País de Gales e trabalhar conosco, foi que adicionamos essa textura de um amigo de Madmartigan que poderia nos dar algumas pistas sobre seu paradeiro e aprofundar o mistério sobre o que aconteceu com ele de uma forma que realmente ampliou a história que já estávamos contando. Foi muito gratificante e nos deu a oportunidade de adicionar toda uma novo elemento que não esperávamos para o show”, conclui.

Confira, com o novo cartaz:

A produção irá estrear oficialmente no dia 30 de novembro.

Jonathan Kasdan e Wendy Mericle entram como showrunners.

A trama irá introduzir novos personagens ao encantado reino de fadas rainhas e monstros de duas cabeças, além de trazer de volta o seu herói, Willow Ufgood.

Warwick Davis retorna como o personagem titular. O elenco ainda conta com Erin Kellyman, Ellie Bamber, Tony Revolori, Ruby Cruz, Amer Chadha-Patel, Dempsey Bryk, Talisa Garcia, Rosabell Laurenti SellersRalph Ineson.

Stephen Woolfenden fica responsável pela direção do episódio piloto.

Ron Howard, diretor do filme original, entra como produtor da série.

George R. R. Martin e Warner anunciam oficialmente animação ‘O Dragão de Gelo’

George R.R. Martin, autor de ‘Game of Thrones‘, anunciou em entrevista à Penguin Random House que está colaborando com a Warner Bros. em um novo filme animado baseado no conto ‘O Dragão de Gelo‘.

Martin contou que a Warner Bros. Animation adquiriu os direitos de adaptação de um dos seus primeiros contos, ‘O Dragão de Gelo‘, publicado em 1978. O conto infantil será adaptado em um filme animado, e não tem relação com o mundo de Westeros, onde se passam as obras mais conhecidas do escritor.

“Alguns de vocês devem saber que ocasionalmente escrevi outros livros que não faziam parte de Westeros ou daquela história. E um deles que escrevi em 1978 era um conto sobre um dragão, um dragão de gelo, e se chama O Dragão de Gelo. Apenas um conto, como eu disse. É principalmente uma história infantil, mas vamos fazer isso [em um filme]”, disse Martin.

“A Warner Bros. Animation comprou os direitos dele, e vamos expandi-lo para um filme totalmente animado… um filme cinematográfico, esperamos, para ser lançado em um cinema perto de você, e David Anthony Durham estará escrevendo o roteiro. E é melhor ele fazer um bom trabalho! [risos]”, conclui.

Na trama do livro, uma jovem chamada Adara secretamente faz amizade com um raro dragão de gelo. Quando o exército de dragões invade sua cidade, somente seu amigo pode ajudá-la a salvar o mundo da destruição total.

O livro foi escrito em 1980, antes da saga que daria origem à sérieGame of Thrones, da HBO. O filme animado ainda não possui data de lançamento.

James Gunn revela detalhes sobre arco de Rocket Racoon em ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3’

James Gunn, diretor de ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3‘, falou sobre alguns detalhes sobre o arco de Rocket Racoon no terceiro filme da franquia.

Gunn, em entrevista recente ao Deadline, comentou sobre como se sente abandonando a franquia ‘Guardiões da Galáxia’ para assumir seu novo cargo na DC Studios.

“A razão pela qual eu precisava terminar isso é porque eu amo o personagem Rocket mais do que qualquer personagem com quem já lidei antes, e eu precisava terminar sua história e é disso que trata o Volume 3”, explicou ele. “Eu absolutamente precisava fazer isso, e acho que fizemos de uma maneira espetacular que mal posso esperar para que as pessoas vejam”, disse Gunn.

Que completou: “Nunca será o mesmo grupo de personagens por vários motivos diferentes”, disse Gunn. “Quem sabe o que acontecerá com a franquia Guardiões em relação aos personagens futuros, mas em relação a esse grupo de personagens, este é o fim de sua história”.

O novo filme contará com o retorno de Peter Quill (Chris Pratt), Drax (Dave Bautista), Mantis (Pom Klementieff), Groot (Vin Diesel), Rocket Racoon (Bradley Cooper), Gamora (Zoë Saldaña) e Nebulosa (Karen Gillan).

O elenco ainda conta com Sylvester Stallone, Elizabeth Debicki, Daniela Melchior e Will Poulter.

As filmagens do longa já foram finalizadas e a estreia está marcada para 23 de maio de 2023.

‘Indiana Jones 5’: Roteirista dá mais detalhes sobre a trama

Jez Butterworth, co-roteirista de ‘Indiana Jones 5‘, revelou mais alguns detalhes sobre o enredo do novo filme do arqueólogo aventureiro mais conhecido do mundo.

Butterworth, em entrevista recente à Empire Magazine, falou um pouco sobre a trama do filme e contou que o longa se passará no auge da corrida espacial, e verá Jones determinado a encontrar os cientistas nazistas que estão escondidos na NASA.

“O simples fato é que o programa de pouso na lua foi executado por um bando de ex-nazistas. Quão ‘ex’ eles são é a questão. E bem embaixo do nariz de Indy…”, disse o roteirista.

Que completou: “Não é só que o modelo do que é um herói mudou completamente. Não é só que eles estão procurando por algo onde não há nada lá – é como Reno sem as apostas, ou qualquer que seja sua fala. Mas as pessoas que estão por trás disso são, você sabe, seus inimigos mortais”.

Veja as imagens reveladas:

Mangold negou totalmente as especulações envolvendo exibições teste supostamente “ruins” ou mesmo “desastrosas”, como disseram.

Na verdade, segundo cineasta, nenhuma foi realizada até agora, vale dizer.

“Não. Não houve nenhuma exibição teste até agora”, falou Mangold no Twitter.

Ele rebateu um fã que disse: “Mas não é verdade! Então não é horrível!”.

Lembrando que a nova aventura chega aos cinemas em 30 de junho de 2023.

O elenco traz também Phoebe Waller-Bridge (‘Fleabag’), Boyd Holbrook (‘Logan’), Thomas Kretschmann (‘Vingadores: Era de Ultron’), Mads Mikkelsen (‘Hannibal’), Shaunette Renée Wilson (‘Pantera Negra’) e Antonio Banderas (‘Dor e Glória’).

Lembrando que Steven Spielberg decidiu passar o manto para um cineasta mais jovem, a fim de trazer uma perspectiva renovada ao personagem. Dessa forma, James Mangold comanda o novo capítulo da franquia.

John Williams retorna para a trilha sonora, tendo atuado como compositor em todos os filmes anteriores.

Especial de Natal dos ‘Guardiões da Galáxia’ foi o 1º projeto da Marvel desenvolvido para a Disney+

Apesar de ‘WandaVision‘ ter sido a primeira série de TV da Marvel, Kevin Feige revelou que o Especial de Natal dos ‘Guardiões da Galáxia foi o primeiro projeto idealizado pelo estúdio para a plataforma de streaming.

A informação foi revelada em um vídeo especial para promover a atração.

“Esse especial foi a primeira coisa já concebida pela Marvel Studios para a Disney+, diz o diretor criativo do estúdio.

O cineasta complementa, dizendo que o roteirista e diretor James Gunn lançou a ideia sobre o Especial enquanto estava no set de ‘Guardiões da Galáxia Vol. 2‘ (2017), dois anos antes do lançamento da Disney+.

“No set do ‘Vol. 2′, James Gunn disse: ‘Devemos fazer um especial de fim de ano’. Todos nós rimos. Achamos que seria ótimo… E então ele escreveu, em três dias.”

Posteriormente, Chris Pratt, intérprete de Peter Quill, descreve o especial como uma “história fantástica ‘vomitada’ do cérebro de um gênio louco”, referindo-se a Gunn.

Por enquanto, os detalhes da trama do especial são desconhecidos, mas Gunn já confirmou que o evento será uma espécie de ponte para o 3º filme dos Guardiões.

Lembrando que a estreia está marcada para 25 de novembro.

Confira o vídeo mencionado e o trailer do especial:

30 | Ranqueamos todas as músicas do aclamado 4º álbum de Adele

Há um ano, a icônica cantora e compositora Adele fazia seu tão aguardado comeback com o álbum 30. Considerado por muitos como o ápice artístico da carreira da performer, a produção nos apresentou a um lado mais amadurecido, marcado por decepções amorosas e por uma perspectiva mais simbólica e melancólica do mundo – talvez ainda mais que seus discos anteriores.

Além dos sucesso crítico, 30 fez um estrondo comercial ao redor do mundo, alcançando o topo da Billboard 200 e da Hot 100 (este último com o lead single “Easy On Me”). Ademais, a produção concorre a diversas categorias do Grammy Awards 2023, incluindo Álbum do AnoMúsica do AnoGravação do Ano, tendo grandes chances de levar várias estatuetas para casa.

No dia de hoje, 19 de novembro, a obra faz seu primeiro aniversário e, para celebrá-la, montamos uma lista ranqueando todas as músicas da versão padrão do disco.

Veja abaixo e conte para nós qual a sua música favorita:

12. “WOMAN LIKE ME”

Não se enganem: 30, assim como boa parte da discografia de Adele, não tem quaisquer músicas ruins. Entretanto, é preciso dizer que algumas das faixas ficam um tanto quanto apagadas frente a poderosas canções que chamam muito mais a nossa atenção – que é o caso de “Woman Like Me”. Com mensagens poderosas, os deslizes ficam presos a uma estrutura que não é muito ousada e que parece pensada de última hora.

11. “I DRINK WINE”

“I Drink Wine” é uma favorita de muitos fãs ao redor do mundo, pelo fato da faixa falar sobre autoaceitação, perdão e amor próprio – algo que Adele lutou muito para compreender, tendo passado por diversos problemas ao longo da vida. A canção é muito bem produzida, mas esbarra em alguns problemas de fraseamento que mancham sua estrutura impecável; de qualquer forma, quaisquer obstáculos são ofuscados pela belíssima rendição da cantora, que nos arrebata para outro mundo.

10. “MY LITTLE LOVE”

A temática do amor, seja ele como for, aparece em peso na estrutura de 30, incluindo em “My Little Love”, uma cândida inflexão neo-soul e chamber folk que dialoga com a ótima “Remember Where You Are”, de Jessie Ware. Aqui, os vocais de Adele, que exaltam o poder de um coro gospel, servem como uma acalentadora história de ninar em que ela percebe que ainda tem “muito a aprender”, conforme dialoga com o filho, Angelo.

9. “CRY YOUR HEART OUT”

Não são apenas as baladas taciturnas que permeiam o álbum – muito pelo contrário: como bem fez em discos anteriores, a artista se sente confortável o bastante para o evocativo blues de “Cry Your Heart Out”, um hino de empoderamento produzido por Greg Kurstin, colaborador de longa de data de Adele que também participa de diversas outras tracks.

8. “EASY ON ME”

Enquanto a cantora posa como uma adorável e engraçada mulher, as faixas que compõe tiram nosso fôlego e pintam um retrato melancólico, por mais otimista que as mensagens criadas sejam. Com “Easy On Me”, ela faz a mesma coisa, mas com um teor um tanto quanto diferente e que representa um belíssimo amadurecimento que levou mais de meia década para acontecer: logo de cara, as pesadas notas do piano contrastam com a leveza e a suavidade de seus poderosos vocais; e, como se não bastasse, Adele reconhece o processo de renascimento pelo que precisava passar, endereçando a turbulência que passou com seu último relacionamento com os emocionantes versos “não tive a chance de sentir o mundo ao meu redor”.

7. “ALL NIGHT PARKING”

O interlúdio “All Night Parking” funciona como uma investida propositalmente anacrônica entre passado e presente, reunindo Adele com o lendário e saudoso Erroll Garner, ícone do jazz falecido em 1977. Aqui, ela fala sobre uma paixão que se constrói em um relacionamento à distância – e todas as borboletas no estômago que sentimos com essa empreitada inesperada, ainda que ela tenha um prazo de validade mais curto que o esperado.

6. “HOLD ON”

Se há algo que Adele sabe como fazer como ninguém, é construir músicas e versos que se relacionem com qualquer um que já tenha passado por algum trauma ou alguma tristeza gigantesca pela vida. “Hold On” é uma das canções que mais reafirma sua capacidade de compreender o mundo e os outros, erguendo-se como uma empática e quase minimalista track, movida pelo piano, pelo violão e por uma arrepiante performance de uma das maiores vocalistas da atualidade.

5. “CAN I GET IT”

Em “Can I Get It”, as escolhas instrumentais podem destoar um pouco das canções, mas serve como uma divisão entre dois atos muito bem definidos. Talvez o aspecto que nos mais chame a atenção seja o fato de ela insurgir como uma memorabilia que se alicerça em clássicos de Red Hot Chili Peppers e Oasis, apresentando um novo e interessante lado de sua personalidade.

4. “OH MY GOD”

Lançado como segundo single da obra, “Oh My God” é impecável do começo ao fim, não apenas por entrar em contraste com as conhecidas e pungentes baladas da artistas, mas por uma produção irretocável assinada por Kurstin. Aqui, temos a exaltação do gospel pop, com tudo a que temos direito: camadas superpostas de vocais impecáveis, palmas, órgão e um baixo estrondoso que fala por si só. Não é surpresa que Adele tenha decidido lançá-la como uma das músicas promocionais do álbum.

3. “TO BE LOVED”

Em 30, Adele parece deixar de lado as épicas produções de suas obras anteriores, apostando fichas em uma pessoalidade e uma intimidade nunca antes vista em sua carreira. Dentro desse escopo, “To Be Loved” insurge como uma das mais tocantes faixas do álbum, falando sobre o divórcio que a artista enfrentou, dando enfoque essencialmente ao seu poder vocal e guiando-se pelas notas ecoantes do piano – reafirmando-se não apenas como uma liricista, mas uma poeta.

2. “LOVE IS A GAME”

Assim como várias outras incursões do álbum, “Love Is a Game” é uma belíssima reflexão cinemática, movida pelo classicismo atemporal de uma ode à Era de Ouro de Hollywood – principalmente pela presença exuberante e emocionante de um arranjo de corda e de um baixo apaixonante. Facilmente uma das melhores entradas da carreira de Adele, a ideia por trás da faixa é analisar o amor como um “jogo para tolos jogarem” (incluindo-se nesse grupo), visto que se apaixonar é se machucar – e tudo isso vale a pena.

1. “STRANGERS BY NATURE”

Na abertura de 30, Adele apresenta “Strangers By Nature”, que marca uma inesperada colaboração com o vencedor do Oscar Ludwig Göransson (‘Rocky’, ‘Pantera Negra’) que demonstra uma paixão pela teatralidade. O verso “eu nunca vi o céu com esta cor antes” e a impactante presença de múltiplas camadas e de sintetizadores prestam a melhor das homenagens a Judy Garland e a Barbra Streisand, em uma ode musical que grita no próprio silêncio.

‘Mulher-Hulk’: Novas artes conceituais mostram detalhes de Demolidor e Jen Walters

Ryan Meinerding, designer de personagens de ‘Mulher-Hulk: Defensora de Heróis‘, divulgou algumas artes conceituais que mostram e detalham o design da protagonista interpretada por Tatiana Maslany e do Demolidor vivido por Charlie Cox.

Meinerding, que também é diretor criativo e chefe de desenvolvimento visual da Marvel Studios, liberou as fotos que fizeram antes da produção da série.

Confira:

Lembrando que todos os episódios de ‘Mulher-Hulk: Defensora de Heróis‘ continuam disponíveis na Disney+.

A trama acompanha Jennifer Walters (Maslany), advogada especializada em casos jurídicos sobre-humanos, começa a ganhar poderes idênticos ao de Hulk após receber uma transfusão de sangue de emergência de Bruce Banner (Mark Ruffalo), seu primo.

“Esta nova série de comédia mostra Bruce Banner ajudando sua prima, Jennifer Walters, quando ela precisa de uma transfusão de sangue de emergência e adivinhem? Ela também recebe seus poderes. Tatiana Maslany interpretará Jennifer, que é uma advogada especializada em casos jurídicos sobre-humanos, enquanto Mark Ruffalo retorna como o Hulk ao lado de Tim Roth, o Abominável.”

O elenco também conta com Jameela Jamil, Ginger Gonzaga, Griffin Mathews, Renée Elise Goldsberry e Josh Segarra. A rapper Megan Thee Stallion fará aparições na produção.

‘Indiana Jones 5’: Mads Mikkelsen surge com visual de Voller em nova imagem revelada

Foram reveladas algumas imagens de Harrison Ford em ‘Indiana Jones 5‘, dessa vez o ator Mads Mikkelsen (‘007: Cassino Royale’) foi quem ganhou destaque em uma nova foto divulgado pela revista Empire neste sábado (19), como o vilão da trama.

O astro dinamarquês apareceu pela primeira vez como Voller, que antagonizará o quinto filme da franquia.

Abaixo você confere:

Veja as imagens anteriores reveladas:

Mangold negou totalmente as especulações envolvendo exibições teste supostamente “ruins” ou mesmo “desastrosas”, como disseram.

Na verdade, segundo cineasta, nenhuma foi realizada até agora, vale dizer.

“Não. Não houve nenhuma exibição teste até agora”, falou Mangold no Twitter.

Ele rebateu um fã que disse: “Mas não é verdade! Então não é horrível!”.

Lembrando que a nova aventura chega aos cinemas em 30 de junho de 2023.

O elenco traz também Phoebe Waller-Bridge (‘Fleabag’), Boyd Holbrook (‘Logan’), Thomas Kretschmann (‘Vingadores: Era de Ultron’), Mads Mikkelsen (‘Hannibal’), Shaunette Renée Wilson (‘Pantera Negra’) e Antonio Banderas (‘Dor e Glória’).

Lembrando que Steven Spielberg decidiu passar o manto para um cineasta mais jovem, a fim de trazer uma perspectiva renovada ao personagem. Dessa forma, James Mangold comanda o novo capítulo da franquia.

John Williams retorna para a trilha sonora, tendo atuado como compositor em todos os filmes anteriores.

Após quase dois anos juntos, Harry Styles e Olivia Wilde estão “dando um tempo”

De acordo com a People, Harry Styles e Olivia Wilde estão supostamente “dando um tempo” em seu relacionamento, depois de quase dois anos juntos.

A notícia foi confirmada por várias fontes, dizendo que a decisão foi tomada amigavelmente por ambos, principalmente por conta da agenda lotada de Styles, que está viajando pelo mundo com a sua turnê musical, ‘Love on Tour‘.

A decisão ocorre apenas alguns dias depois que Wilde e seus filhos foram vistos no show de Styles em Los Angeles, realizado no último dia 15.

Como afirma um amigo citado na matéria:

“No momento, eles têm prioridades diferentes que os mantêm separados. Ele ainda está em turnê e agora está indo para o exterior. Ela está se concentrando nos filhos e no trabalho em Los Angeles. É uma decisão muito amigável.”

Outra fonte garante que:

“Eles ainda são amigos muito próximos.”

O casal começou a se relacionar publicamente em janeiro de 2021, em meio à produção do filme ‘Não se preocupe, querida‘, estrelado por Styles e dirigido por Wilde.

Lembrando que o suspense também conta com Florence Pugh (‘Viúva Negra’) e já está disponível na HBO Max.

Na trama, Alice é a dona de casa perfeita, vivendo numa comunidade utópica no deserto da Califórnia, junto com o seu marido Jack. Escondendo suas frustrações, ela acaba fazendo uma descoberta perturbadora que a faz questionar sua realidade “impecável”.

Relembre o trailer:

Olivia Wilde (‘Fora de Série’) é responsável pela direção.

O elenco ainda conta com Chris Pine, Gemma Chan, KiKi Layne, Nick Kroll, Sydney Chandler e Kate Berlant.

Crítica | Baran bo Odar e Jantje Friese estão de volta com o insano suspense sci-fi de ‘1899’

Em 2017, Baran bo Odar e Jantje Friese apresentavam ao mundo a uma das séries mais complexas e elogiadas da Netflix – o drama de ficção científica Dark, uma celebração de todas as histórias clássicas do gênero que fala, essencialmente, sobre teorias de conspiração do tempo e da existência de caminhos que conectam o passado, o presente e o futuro. Cinco anos mais tarde, a dupla retorna para o cenário mainstream com o aguardado lançamento de 1899, uma produção que parte de princípio similar e que, apesar dos erros aparentes, é uma instigante construção liderada por um elenco de peso e por uma reviravolta chocante que rema contra tudo o que esperávamos.

Com poucos materiais promocionais, a temporada de estreia é ambientada no final do século XIX e gira em torno de um grupo de passageiros a bordo do Kerberos, todos indo em direção à Nova York para começarem uma vida nova. Dentre as várias pessoas almejando conquistar o que sempre quiseram, temos Maura Henriette (Emily Beecham), uma das primeiras médicas do Reino Unido cuja especialização em neurologia a leva a cruzar o oceano e a tentar descobrir o que aconteceu com o irmão, que sumiu misteriosamente em um outro navio chamado Prometheus; o capitão Eyk Larsen (Andreas Piestchmann), cujos traumas o levam a tomar decisões impróprias em prol da tripulação dos passageiros; Ángel (Miguel Bernardeau), um jovem espanhol rico que viaja com Ramiro (José Pimentão), ambos escondendo um segredo que pode destruir sua reputação; Ling Yi (Isabella Wei), uma misteriosa mulher da China que posa como membro da burguesia japonesa para chegar às Américas; e vários outros.

Apesar dos problemas pessoais que enfrentam logo no episódio de abertura, as coisas ficam ainda mais complicadas quando eles cruzam caminho com o Prometheus e Eyk, acompanhado de uma força-tarefa formada por Maura, Franz (Isaak Dentler), Jérôme (Yann Gael) e mais, resolve investigar o que aconteceu – apenas para descobrir que cada membro da tripulação simplesmente desapareceu e não deixou nada para trás. Isto é, com exceção de um menino (Fflyn Edwards) que é resgatado e levado de volta para o Kerberos. É a partir daí que eventos bizarros começam a acontecer, desde uma neblina indesvendável que os impede de prosseguir viagem a uma quieta doença que dizima um a um até que que ninguém fique vivo.

Considerando que essa é uma incursão de Odar e Friese, as explicações não apareceriam como um passe de mágica, mas fariam parte de uma profunda análise antropológica subsidiada em temas como luta de classes, traumas psicológicos e uma necessidade de independência autodestrutiva. A principal chave do enredo é Maura, que sente uma conexão anfigúrica com o menino e com um homem chamado Daniel (Aneurin Barnard), que subiu ao navio e se metamorfoseou como um dos passageiros acreditando que ninguém perceberia sua presença agourenta atravessando os corredores. Mas Maura rouba os holofotes ao se envolver cada vez mais uma espécie de conspiração que a leva a perceber que o pai, Henry (Anton Lesser), é o responsável por aquela inescapável prisão em alto-mar.

Os oito capítulos são delineados como forma de dar destaque aos protagonistas em uma solenidade multilinguística que perpassa as várias culturas espalhadas pelo planeta; todavia, o aparente obstáculo que posa entre os personagens é logo varrido para debaixo do tapete: todos estão no mesmo barco (sem querer fazer um trocadilho) e comungam de uma experiência tirada de um pesadelo, de onde não conseguem fugir, não importa o quanto tentem. A majestosa configuração do transatlântico é diminuída a um claustrofóbico labirinto que os leva de lugar nenhum a nenhum lugar, como se estivessem encarcerados em um sádico estudo de um criador vingativo e sem amor. Não é surpresa que essa compreensão seja a centelha que explode um barril de pólvora de ressentimentos e que coloca todos em risco iminente.

Friese e Odar não apenas se jogam de cabeça em uma aterrorizante aventura sci-fi, como também tentam equilibrar drama, ação e romance em uma epopeia que celebra a liberdade e a vida. Entretanto, é necessário comentar acerca dos deslizes técnicos e artísticos que se espalham pelos episódios – como a duvidosa escolha da trilha sonora e algumas sequências descartáveis que só existem para preencher eventuais buracos do roteiro e dar uma falsa sensação de ritmo contínuo. Não obstante os equívocos, o resultado é bastante positivo e nos prepara para uma segunda temporada que deve trazer algumas respostas (ainda mais com um finale que mais nos confunde do que fornece explanações).

1899 pode não ser uma série perfeita, mas cumpre com o prometido e tem plena ciência de como conduzir os espectadores em uma das incursões mais insanas do ano. O principal elemento de que ela se usufrui é o elenco, que entrega performances impecáveis, e de uma cultivação da angústia que nos deixa à beira de um ataque de pânico – e que nos faz criar diversas teorias sobre o que o futuro aguarda.

DELICIOSA! Primeira novela de comédia romântica da Netflix surpreende e se torna a MAIS VISTA do streaming

Nós, brasileiros, a-do-ra-mos uma novela. São gerações e gerações que cresceram vendo e ouvindo novelas, fosse nas rádios, fosse na TV aberta. Gostamos daquelas mais dramatizadas, com personagens sofrendo ao ponto de fazer a cidade (ou o país) inteiro parar pra ver o que está acontecendo, mas também gostamos – e muito! – daquelas mais pastelão, com atuações teatrais e histórias tão clichês, mas tão clichês, que parecem ser as mesmas sempre. Nesse último quesito, os maiores destaques foram as clássicas novelas mexicanas, que, entre os anos 1980 e 2000, encantaram os espectadores brasileiros com protagonistas mulheres fortes e vingativas. E como ainda somos bastante fãs desse tipo de entretenimento, não é à toa que produções similares façam sucesso hoje em dia, como tem ocorrido com ‘Até Que o Dinheiro nos Separe, novela colombiana que desde sua estreia figura no Top 10 de séries da Netflix.

Alejandra Maldonado (Carmen Villalobos) é uma mulher de negócios extremamente bem-sucedida. Gerente de vendas de uma empresa de automóveis, sua vida é trabalhar, trabalhar e trabalhar, pois quanto mais vende, mais comissão ganha, e, consequentemente, consegue manter seu padrão de vida luxuoso. Razão pela qual ela encoraja sua equipe a vender cada vez mais. Como está prestes a se casar com Luciano Velenzuela (Gregorio Pernía), Alejandra, que nunca teve um negócio mal feito, aposta todas as suas fichas na venda de 20 caminhões para uma companhia, fechando um grande negócio para sua firma. Porém, a caminho da assinatura do termo de compromisso, ela sofre um acidente ao bater seu carro com o de Rafael (Sebastian Martínez), um endividado vendedor de artigos falsos e de procedência duvidosa, que, mesmo precisando fazer uma entrega de bebidas a um amigo para receber uma grana para pagar a mensalidade da faculdade da irmã, Mileninha (Stephania Duque), deixa tudo de lado para salvar a vida de Alejandra e levá-la ao hospital. Porém, para não admitir a culpa do acidente, Rafael finge ser marido da vítima, e a confusão está armada quando Luciano, o verdadeiro noivo da moça, aparece no hospital.

Dividido em 85 episódios com cerca de uma hora de duração (o que daria, na prática, uma novela de quatro meses e meio de duração mais ou menos), ‘Até Que o Dinheiro nos Separe’ mistura personagens e núcleos bem caricatos para construir o embate entre universo rico versus universo pobre, e mostrar o que há de bom em cada um deles de modo a levar os protagonistas para fora de suas bolhas. Se por um lado Rafael tem um quê de Lin-Manuel Miranda em ‘Em Um Bairro em Nova York’ (o simpático vendedor amigo de todos), bastante comum nos núcleos populares das novelas globais, por outro temos a Alejandra meio Elon Musk, com olhos focados no dinheiro mas, no fundo, uma boba inocente crente no amor. Da química entre os dois é que sai as melhores sacadas do roteiro de Andrés Burgo.

Ainda que demore a engrenar, a novelinha de comédia romântica tem seus pontos altos e garante boas gargalhadas para quem apenas quer ver algo leve e se entreter depois de um dia pesado de trabalho ou de estudos. Tipo de programa pra ir vendo aos poucos, sem necessidade de maratonar, que propõe diversão com chuva de clichês, às quais crescemos acostumados a consumir nos horários nobre da TV.

Com Música de Taylor Swift, Drama da ‘Juma Marruá’ dos EUA faz SUCESSO na HBO Max

É unânime: a novela ‘Pantanal’ se tornou um dos maiores sucessos da Rede Globo, mesmo sendo uma adaptação de uma versão anterior. São muitos os personagens que fazem a cabeça do povo: o peão Trindade e seu pacto com o cramulhão, a Maria Bruaca e força feminina para dar um basta à violência doméstica, e, claro, Juma Marruá, a mulher que vira onça e não leva desaforo pra casa. A bem da verdade é que se sairmos dos centros urbanos e adentrarmos no interior dos países, encontramos muitas Jumas espalhadas por aí, vivendo e sobrevivendo, apesar do mundo. E a história de uma dessas ‘Jumas’ é o filme ‘Um Lugar Bem Longe Daqui’, que estreou fazendo sucesso na HBO Max.

Assista ao trailer:

Na década de 1950, na pacata Barkley Cove, rodeada por pântanos por todos os lados, vive a família Clark. Eles moram numa casa isolada às margens do brejo e longe da cidade. O pai, (Garret Dillahunt) é um cara violento e começa a agredir a família. Então, a mãe (Ahna O’Reilly) decide ir embora, e, aos poucos, todos os outros três filhos também vão embora, exceto Kya Clark (Jojo Regina). Com o passar do tempo, também o pai parte, e a pequena fica completamente só, vendo-se obrigada a ter que aprender a se virar. É nessa época que conhece o pequeno Tate (Luke David Blumm) e o casal Mabel (Michael Hyatt) e Pulinho (Sterling Macer Jr.), donos da mercearia. Assim se passam mais de dez anos na vida de Kya (Daisy Edgar-Jones), isolada do convívio social, tornando-se uma espécie de lenda local na cidade, chamada de “A Garota do Brejo”. Tudo ia bem na vida da jovem, até um homicídio ocorrer na cidade e a polícia local culpá-la do ocorrido.

Um Lugar Bem Longe Daqui’ é desses filmes deliciosos que você nem vê o tempo passar, tamanha a desenvoltura do roteiro de Lucy Alibar, construindo cenas envolventes que costuram o enredo de maneira muito competente, desenvolvendo os personagens e a história no tempo certo. Ajuda muito, claro, o fato de a história ser baseada no livro de Delia Owens (lançado no Brasil pela editora Intrínseca), e do livro ter participado do clube do livro da Reese Witherspoon, que é a produtora executiva do longa. Ainda bem, pois o empenho da atriz em tornar esse projeto realidade fez toda a diferença para que a história ganhasse o apoio necessário.

E é mesmo uma história muito emocionante, que merecia ganhar as telonas. A direção de Olivia Newman emprega sentimento em cada sequência, tirando o melhor do seu elenco que imprime os sentimentos certos para que o espectador tenha muito claro de quem deve gostar. As tomadas aéreas na natureza, explorando as sombras e as luzes, o movimento dos animais, tudo isso é transposto no longa de maneira imersiva e envolvente, transportando-nos para aquele mundo de Jumas Marruás vivendo sozinhas no meio do mato lutando pelo simples direito de serem deixadas em paz por Joves, Leôncios e companhia.

Com música inédita de Taylor Swift, ‘Um Lugar Bem Longe Daqui’ tem cheirinho de Oscar, misturando drama e suspense em uma história bem construída e humana. Leve seu lencinho para o cinema.

Artigo | Três décadas de ‘Golden Axe’! A franquia ÉPICA medieval da Sega

A era medieval dos “briga de rua”

Desde que foi lançado nos Arcades, em 1989, ‘Golden Axe‘ se tornou, rapidamente, um dos jogos mais populares da Sega, empresa já experiente no mercado, mas que ainda não tinha emplacado um grande título dos beat em’ up, estilo que dominava as casas de fliperama.

Aliás, foi também nesse ano que o maior fenômeno do gênero ganhou o mundo, o hit da Capcom, ‘Final Fight‘. Porém, é sempre bom lembrar que ‘Golden Axe‘ foi lançado alguns meses antes e já tinha encontrado ali o seu espaço.

Tomando como referência clássicos do estilo, a exemplo de ‘Double Dragon‘, adicionando fantasia medieval e trazendo figuras emblemáticas como dragões, cavaleiros, duendes e feiticeiros, o jogo da Sega tentava alçar grandes voos, sendo ambicioso, imaginativo e, acima de tudo, proporcionando diversão em estado bruto.

Se o título da Capcom era mais refinado e trazia uma jogabilidade mais fluida, sendo assim mais influente na indústria dos jogos eletrônicos, ‘Golden Axe‘ possuía um visual único e abordava temas que jamais outra produção da vertente havia feito.

Tínhamos guerreiros empunhando machados e espadas, lutávamos com amazonas seminuas e inimigos montados em dragões e confrontávamos hordas de inimigos. Isso fez com que ‘Golden Axe‘ tomasse emprestada a pegada dos clássicos cult medievais dos anos 70 e 80, porém com a estética dos filmes B americanos, como ‘O Príncipe Guerreiro‘ e ‘Conan – O Bárbaro‘.

Víamos ataques mágicos poderosos que cortavam bandidos em pedacinhos, algo também nunca tinha sido feito, além de cenários belíssimos, com castelos, ravinas e arenas enormes; aldeias de tartarugas que nos leva para lugares inexploráveis, ou mesmo a possibilidade de voar nas costas de águias gigantes, tal como acontece em ‘O Hobbit‘, com tudo soando novo e funcionando super bem. Façanhas que os conhecidos personagens de Final Fight não podiam fazer, e somente o clássico da Sega era capaz.

No entanto, para chegar nesse resultado, houve muito estudo e preparação, trouxeram ideias tiradas das mais variadas mídias e empreenderam uma jogabilidade mais direta, ainda que os desenvolvedores fizessem questão de que o jogo fosse único e trouxesse uma experiência diferenciada, tanto pelo seu flow da campanha quanto pela estética rustica.

De onde tiraram isso?

Golden Axe‘ é um jogo criado pelo hoje conceituado designer japonês Makoto Uchida, que já havia entregado outro clássico da Sega, ‘Altered Beast‘, de 1988, com este sendo inspirado na mitologia grega. Por sinal, o pedido para Uchida fazer Golden Axe aconteceu justamente na fase final do desenvolvimento de ‘Altered Beast‘.

O chefe de produção do estúdio pediu que a equipe preparasse um jogo de ação que rodasse na placa System 16, do próprio Altered Beast, mas que trouxesse, dessa vez, uma jogabilidade parecida com o jogo da Technos que basicamente fundou o estilo dos briga de rua, Double Dragon. No entanto, o próprio Uchida fala que, sim, seguiu o que foi determinado pelo seu chefe, mas que iria criar um Double Dragon que não fosse Double Dragon.

Para o designer, a Technos já era uma empresa experiente nesse mercado, que estavam naquele momento trabalhando nos jogos da série Kunio-Kun, como os clássicos ‘Renegade‘ e River City Ransom, e sabiam o que fazer. Ou seja, para ele não tinha como a Sega fazer naquele momento um jogo trazendo novamente o tema de gangues, muito também porque a própria Capcom já estava apostando exatamente nesse nicho com o vindouro ‘Final Fight‘.

Makoto Uchida percebeu então que, de todos os beat em’ up que haviam sido lançados até ali, nenhum havia abordado ainda um tema que estava fazendo muito sucesso em jogos de RPG, como ‘Final Fantasy e ‘Dragon Quest’, o estilo medieval. Ele então foi fundo no mundo das histórias de capa e espada, dos contos de magia e das lendas arturianas, além de também beber na saga épica do Anel escrita por J. R. R. Tolkien.

Após um mergulho profundo nesse mar de influências, Uchida emergiu com um produto que mesclava a mitologia do ocidente e do oriente, com uma pegada que lembrava um pouco dos RPG’s produzidos pela Enix, unidas a clássicas histórias medievais europeias. Um resultado que afastou Golden Axe de jogos como os já citados Double Dragon e Renegade, com o público tendo assim outra opção no mercado.

Mas ainda estava faltando um toque especial para Golden Axe se tornar um título que possuísse uma cara própria e trazer um protagonista original para representar a produção, foi aí que ele lembrou dos filmes que assistia com o seu velho pai, sempre focados em ação e aventura. Quer dizer, ele lembrou de um filme em especial que via a exaustão, Conan – O Bárbaro.

A adaptação cinematográfica dos quadrinhos, estrela por Arnold Arnold Schwarzenegger, serviu como um norte para Uchida, que usou o visual e vários elementos presentes no longa, bem como a brutalidade do personagem central. O designer diz que viu tantas vezes uma fita VHS que pegou de Conan, que em determinado momento o material já estava desgastado.

Ah, como já falamos, é claro que ele bebeu bastante da fonte do Tolkien e livros como ‘O Senhor dos Anéis‘ e ‘O Hobbit‘. Uchida comprou muitos trabalhos de artistas e ilustrações que eram baseadas na representação da Terra Média, onde usou boa parte desse material para criar os conceber cenários e construções. O sujeito fala que é tão fã de Tolkien que se pudesse votaria no Gandalf como presidente. Olha que doido!

É sobre o que?

Mas se ele tomou como referência tanta coisa tradicional dessa área mais medieval, digamos assim, será que a história também é uma espécie de cópia ou versão dessas obras? Bom, ela está um pouco longe tanto de ‘Conan‘ quanto de ‘O Senhor dos Anéis‘, pelo menos no que se refere a trama central. Sendo mais semelhante as histórias do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda, ou mesmo do resgate de donzelas e reinos em perigo.

Tudo se passa em lugar fictício chamado Yuria, uma terra de fantasia medieval semelhante ao mundo de Conan, com reinos enormes e bravos guerreiros – mas as semelhanças vão até aí. Pois a trama abordada no primeiro jogo, traz a entidade maléfica Death Adder que capturou o rei e sua filha, mantendo os dois aprisionados em um cativeiro dentro do seu próprio castelo.

Adder encontra por lá o Golden Axe (o Machado de Ouro), que é o símbolo de Yuria, sabendo disso, o vilão ameaça destruir tanto o machado quanto a família real, a menos que o povo do lugar o aceite como governante supremo.

Após essa situação extrema, três bravos guerreiros partem em uma missão para salvar Yuria, o rei e também vingar perdas pessoais causadas pelas forças de Death Adder. E aqui já podemos conhecer um pouco dos personagens de Golden Axe, que sem dúvidas acabaram sendo a coisa que mais chamou atenção no título, já que cada jogador tinha um deles como favorito, pois cada um possuía características únicas.

O primeiro deles é Gilius Thunderhead, que, sim, é o protagonista do jogo, um anão, velho, feio e barbudo que vai completamente de encontro aos clichês do estilo. No entanto, é um personagem muito forte e que possui golpes de longo alcance, combinando resistência e velocidade, mas usando magias de trovão que são um tanto fracas, sendo melhor no combate corpo a corpo. Gilius está em busca de vingança pela partida do seu irmão, que morreu lutando contra o exército de Death Adder.

O personagem que todos achavam que era o protagonista é o bárbaro Ax Battler, que não conhece o significado da palavra calças e mais parece uma mescla de Conan com He-Man, mas na verdade tomou como base o visual de Dar, protagonista de O Príncipe Guerreiro.

Ele decide enfrentar o mal usando uma espada que empunha com duas mãos, possuindo uma grande força de ataque e muita resistência, onde suas magias são medianas, mas por ser o mais pesado do trio, quase não tem velocidade. Ax usa magias de explosões, uma mistura de fogo e terra para causar terremotos devastadores. Ele procura vingança pela morte de sua mãe, que teve sua vida ceifada pelas tropas do vilão.

Por fim, mas não menos importante, temos a musa de Golden Axe, Tyris Flame, uma amazona belíssima que assim como Ax não curte muita roupa. A amazona usa uma espada leve e seu alcance é bem limitado, além de apresentar uma resistência baixa, trazendo como qualidade a sua agilidade e poderosas magias, sendo capaz invocar um fantasma e até mesmo um dragão. Ela entra na batalha porque os seus pais foram mortos pelas tropas de Death Adder, que parece ter extinguido parte de quase todas as famílias de Yuria.

Esses três guerreiros conseguem resgatar então os habitantes do Vilarejo Tartaruga, que tem esse nome por estar localizado no casco de uma tartaruga gigante. Essa mesma tartaruga, aliás, leva os guerreiros através do mar para um lugar alto de planícies, onde o grupo em seguida voa para o castelo de Death Adder, nas costas de uma águia gigante. Finalmente no castelo, o trio consegue derrotar Death Adder, que estava dominando o Golden Axe e enfim salvar Yuria do sofrimento eterno.

E falando de final, uma das coisas mais legais do primeiro Golden Axe, em sua versão de arcade, é que após os créditos finais do jogo, temos uma brincadeira com a quebra da quarta parede. Isso porque vemos dois garotos jogando Golden Axe em uma máquina de fliperama, que de repente explode e de dentro sai diversos inimigos do jogo para o mundo real, indo assim atrás dos moleques. Da máquina, logo depois, os três heróis também surgem e vão atrás dos vilões para salva-los.

Ports e continuações

Como era previsto, já que o Mega Drive tinha como sua principal proposta a ideia de trazer os games de Arcade para a casa dos jogadores, Golden Axe foi portado para o console da Sega de maneira muito fiel e bem feita.

Por sinal, essa versão do Mega traz uma fase a mais, um chefe final surpresa, que é a força por trás de Death Adder, além de incluir o modo duelo, onde Golden Axe se transforma em um jogo de luta. O final também foi modificado, fazendo mais referência a história do que propriamente a brincadeira de metalinguagem com os arcades.

Também foi lançada uma versão para PC, muito parecida com a de Mega Drive, porém a de PC possuía chip de vídeo, ostentando assim um modo VGA de 256 cores, funcionando em computadores como EGA, CGA e Hercules.

Também foi feito uma versão para Amiga, que era mais semelhante ao jogo de arcade. A desenvolvedora Telenet também chegou a fazer um port para PC Engine, para a verão de CD, que trazia música com alta qualidade e também cenas que foram cortadas.

Todos os títulos foram bem-recebidos pela imprensa especializada e ganharam notas dignas, sobretudo a versão lançada para o Mega Drive, que foi a mais jogada no mundo todo e virou um título indispensável do videogame mais querido da Sega.

Por sinal, o próprio Mega Drive recebeu exclusivamente as continuações de Golden Axe, Golden Axe II, de 1992, que trouxe de volta os três personagens do primeiro jogo, e apresentava gráficos melhorados, além de exibir uma campanha maior, e ao mesmo tempo não trazer muitas novidades em relação ao original.

No entanto, vale também salientar que saiu para os arcades exclusivamente a sequência Golden Axe: The Revenge of Death Adder, que trazia não só personagens diferentes – como Goah, o gigante, Stern Blade, o bárbaro, Dora, a Kentauride, e Little Trix, um jovem elfo – como também foi programado na placa System 32, que suportava até os quatro personagens ao mesmo tempo em tela e trazia gráficos muito mais bonitos, sendo um jogo completamente diferente do segundo que saiu para o Mega Drive.

No entanto, o Mega Drive ganhou um terceiro capítulo da franquia, também de maneira exclusiva, chamado apenas de Golden Axe III, que chegou em 1993 aqui no Japão. Jogo que de tão problemático só foi ser lançado na América do Norte dois anos depois, já que, segundo a crítica, os gráficos eram muito inferiores até aos jogos anteriores, com os efeitos das magias claramente sendo simplificados, soando apenas como a continuação pobre da franquia.

Mais de uma década depois, em 2008 para ser mais exato, a Sega lançou para Playstation 3 o no mínimo peculiar Golden Axe: Beast Rider, que tentou modernizar a franquia por trazer não só gráficos modernos, mas jogabilidade reformulada. Acontece que nada funcionava muito bem e, sem querer, fizeram o que muitos consideram um dos reboots mais bizarros da sétima geração, mais até que o próprio Bionnic Commando da Capcom.

Até o momento a franquia se encontra adormecida, sem que a Sega esboce qualquer interesse de mexer na série. Talvez até mesmo o número de fãs tenha sido reduzido, o que faz com que o estúdio não se preocupe em fazer demais títulos da IP. No entanto, Golden Axe é um daqueles jogos que continua vivo no coração de quem viveu a era de ouro dos briga de rua, e da famosa disputa de Mega Drive e Super Nintendo. Por isso, sempre será lembrado por nós!

Quentin Tarantino surpreende ao revelar qual é o seu MELHOR FILME

Raramente um cineasta tem uma reposta na ponta da língua quando lhe perguntam qual é o seu melhor filme, já que eles veem a obra de uma maneira diferente de como o público vê.

No entanto, Quentin Tarantino (‘Kill Bill’) é diferente.

Ao participar do podcast do The Howard Stern Show (via SlashFilm), ele disse que conhece muito bem o impacto de cada um de seus filmes na mente do público e na história do cinema.

Questionado sobre qual dos seus filmes ele considera o melhor, o diretor argumentou:

“Durante anos, as pessoas costumavam me perguntar coisas assim. E eu sempre dizia algo como: ‘Ah, eles são todos meus filhos'”, mas então ele deu uma resposta definitiva. “Eu realmente acho que ‘Era uma Vez em Hollywood’ é o meu melhor filme.”

Alguns fãs acreditam que ‘Pulp Fiction‘ seria sua obra-prima por conta de tantas cenas e diálogos que marcaram história, como a dança entre os personagens de John Travolta e Uma Thurman.

Já ‘Cães de Aluguel‘ foi o filme que catapultou sua carreira ao trazer uma trama simples, mas bem construída em torno de um um grupo de assaltantes que lida com a suspeita de que há um traidor entre eles.

Outros afirmam que ‘Kill Bill‘ mesclou perfeitamente os clássicos filmes de faroeste com o estilo dos dramas japoneses e filmes de ação orientais, criando assim o título que se tornou sinônimo de sua filmografia.

Bastardos Inglórios‘ também tem seu mérito por retratar o período da Segunda Guerra Mundial como nenhum outro filme conseguiu, abrindo espaço para reescrever a história e dar um desfecho menos doloroso aos fatos.

No entanto, Tarantino tem motivos pessoais para classificar ‘Era uma Vez em Hollywood‘ como seu melhor trabalho.

Infelizmente, o cineasta não entrou em detalhes sobre quais seriam estes motivos.

Mas provavelmente é devido à narrativa, que dialoga diretamente com a indústria cinematográfica, apresentando ao público como funciona os bastidores, como é o ego de atores e dublês e todo o glamour que cerca as vidas de algumas celebridades.

E aí, você concorda com ele?

Confira o trailer:

O longa foi escrito e dirigido por Tarantino, sendo esta a 9ª produção sob o seu comando.

Na trama, um ator de televisão e seu dublê embarcam em uma odisseia para se fazer um nome para si na indústria cinematográfica durante os assassinatos de Charles Manson em 1969, na cidade de Los Angeles.

O elenco grandioso conta com Brad Pitt, Leonardo DiCaprio, Al Pacino, Margot RobbieKurt Russell, Dakota Fanning, James Mardsen, Bruce Dern, Michael Madsen, Tim Roth, Timothy Olyphant, Damian Lewis, Lena Dunham, Emile Hirsch, Luke Perry, Scoot McNairy e James Remar.

Crítica | Belchior – Apenas um Coração Selvagem – O grito de um poeta quase indecifrável da música popular brasileira!

Exibido no Festival é Tudo Verdade 2022, Belchior – Apenas um Coração Selvagem nos mostra por meio de depoimentos do próprio ao longo de muitas entrevistas que concedeu ao longo de sua carreira parte da trajetória desse compositor, cantor, letrista que usava sua música para falar sobre a vida, a juventude, sobre o cidadão comum sujeito a vida, não interessado em nenhuma teoria, com foco em ajudar a refletir. A fama, o sucesso, o sumiço, também geram pensares, reflexões. O posicionamento dos artistas sobre questões sociais também. Em um momento onde a cultura é diariamente ferida por um governo que não enxerga o poder de transformação da arte na vida das pessoas, sempre bom lembrarmos ou até mesmo conhecermos pessoas que dentro do seu refletir reproduziram a essência existencial de um Brasil atemporal. O filme também será exibido no Festival do Rio 2022.

Nascido no norte do Ceará, um dos filhos de 23 irmãos, o mais bem sucedido deles, foi para São Paulo, viver de sua arte. Vivia o dia, vivia a noite sem precisão na sua definição artística, que era uma soma de muitas influências. Em cerca de uma hora e meia de projeção, acompanhamos sua impactante chegada na música popular brasileira, seu modo de pensar caminhando para a morte pensando em vencer na vida.

Pela dor e a incerteza há como descobrir o poder da alegria? Dono de um pensar carismático sobre o que enxergava sobre a vida, refletia sobre a vida do nordestino na cidade grande, principalmente quando chegou em São Paulo para ganhar a vida no mundo das artes. Há um recorte do nordestino na visão de um homem que refletia a todo instante sobre sua origem. A religião como influência, o canto popular nas festas das cidades, o seu olhar sobre uma região, um povo, tudo que viveu, viu, leu, da poesia para a música. Afirmação de ideias e sentimentos dentro de um trabalho contemporâneo, atemporal e nordestino ao mesmo tempo que era devoto de que os homens não tinham raízes permanentes. Em alguns momentos do documentário, poemas e letras do artista são declamadas pelo ator cearense Silvero Pereira.

Uma aventura cheia de romantismo? Uma encarada como ofício? Emergindo do underground, sua chegada na música como ofício é guiada por um forte sentimento poético, além de referências como: Luiz Gonzaga, Joao do Valle, Jackson do Pandeiro, o movimento da Tropicália, Os Beatles, e mais da música popular de sua época. Seus encontros com grandes nomes da música, como com a cantora Elis Regina, que gravou uma de suas composições mais conhecidas, Como Nossos Pais, são mostrados rapidamente.

O filme atravessa alguns detalhes de seu álbum mais consagrado, Alucinação, lançado em em meados da década de 70 e que de alguma forma inaugura a distância da maçante metáfora da época dentro de um discurso interpretativo, um trabalho de confronto com a realidade onde não apenas os rapazes latino americanos sem dinheiro banco se sentiam representados mas todos que de alguma forma enxergavam que para viver é necessário a resistência de seus sonhos e no acredita.

Bocejos ou sonhos matinais? Delírio dentro de suas experiências com coisas reais? Participante de movimentos democráticos, Belchior, adepto do amar e o mudar, dava luz aos problemas da até então nova geração, dentro de um quase paradigma do que seria a básica ação de suportar o cotidiano sem comprometimento com o passado.

A fórmula de buscar decifrar o artista numa espécie de ‘Belchior por Belchior’ é mais que certeira. Você pode terminar esse documentário e querer sair correndo para conhecer as canções de Belchior, eternizadas no universo constante e radiante da Música Popular Brasileira. Um belíssimo trabalho dos diretores Natália Dias e Camilo Cavalcanti.

Sequência descartada de ‘Todo Poderoso’ traria Jim Carrey com os poderes de Satanás

Já se passaram quase duas décadas desde a estreia de ‘Todo Poderoso‘ (2003), comédia que mostra Jim Carrey como um repórter que ganha os poderes de Deus (Morgan Freeman) e assume seu lugar momentaneamente.

Em 2007, foi lançada uma sequência chamada ‘A Volta do Todo Poderoso‘, estrelada por Steve Carell (‘The Office’) e com uma trama sem ligação com Bruce Nolan, personagem de Carrey.

No entanto, os roteiristas do original, Steve Koren e Mark O’Keefe, disseram à SYFY Wire que planejaram uma continuação com o retorno de Carrey.

Intitulada ‘Brucifer‘, a sequência daria a Bruce os poderes de Satanás, e a ideia ganhou o apoio de Carrey, sendo apresentada à Universal Pictures no final de 2010, mas acabou não se concretizando.

“Jim e seu empresário estavam animados com a ideia de ‘Brucifer‘. Entramos em contato com a Universal e apresentamos uma proposta, mas não deu certo porque nos disseram que era muito tarde… Teria sido outro filme gigante e acho que eles não queriam fazer isso. Simplesmente não deu certo por algum motivo, mas muitas pessoas adoraram, incluindo Jim”, disse O’Keefe

Koren também revelou que Bruce iria ao inferno após a morte de sua esposa, Grace (Jennifer Aniston), então ele faria um pacto para trazê-la de volta, mas tudo iria sair do controle.

“Sinceramente, acho que os executivos do estúdio ficaram um pouco assustados, eles acharam que uma comédia não deveria deixar as pessoas deprimidas, mas nossa ideia era fazer algo divertido. Acho que Jim foi um dos poucos que entendeu o conceito. Eu tenho certeza que seria uma grande comédia e as pessoas iriam se conectar com a história.”

E aí, você acha que essa ideia faria sucesso?

Orçado em US$ 80 milhões, ‘Todo Poderoso‘ fez um tremendo sucesso comercial, arrecadando US$ 484,6 milhões pelo mundo.

Por outro lado, conquistou apenas 48% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.