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5 razões para assistir A Outra Garota Negra, nova série de terror cômico da Star+

Sucesso instantâneo na lista de bestsellers do New York Times, A Outra Garota Negra é uma metalinguística jornada literária onde uma jovem aspirante a editora tenta conquistar o seu lugar em um competitivo ambiente profissional.

Disputando a atenção de seus chefes com uma nova e misteriosa colega de trabalho, ela logo verá sua vida envolta em uma bizarra e perversa conspiração, conforme vai estreitando sua relação com essa carismática e peculiar figura recém-chegada na empresa.

Lançada em 2021, a obra marca a estreia de Zakiya Dalila Harris como escritora. Uma mistura de Corra! com O Diabo Veste Prada, A Outra Garota Negra é uma ótima fusão entre o suspense e um terror psicológico, salpicado por uma comédia sarcástica e ácida. Abordando questões como privilégios, raça e gênero, a história faz um relato instigante sobre as dinâmicas de poder em uma estrutura social corrompida por um histórico de segregação racial.

E em uma entrevista ao CinePOP, Harris falou sobre a oportunidade de adaptar seu primeiro livro para as telinhas, assumindo também a função de co-produtora, ao lado de Rashida Jones. Ao longo do bate-papo, a artista refletiu sobre a riqueza e originalidade do projeto e como o público pode se identificar com a história de Nella.

E se você ainda não conhece A Outra Garota Negra, Zakiya Dalila Harris revela cinco razões para te convencer a assistir a produção agora mesmo na Star+. Confira!

Entretenimento POP, com um toque de comentário social

E ainda que parte do alicerce da trama esteja calcado em uma análise sociorracial, a série consegue fugir dos estereótipos batidos usados em tantas produções recentes, que têm abusado das diferenças entre raças de forma enfadonha, pedante e piegas. Aqui, mesmo que as raízes da protagonista Nella sejam extremamente importantes para o corpo do mistério, as reflexões conseguem cruzar a obviedade, não se tornando um palanque político, tão pouco uma guerra clássica de “branquitude vs negritude”.

Para a escritora, “A série é extremamente envolvente em todos os aspectos, principalmente pelo fato de não ser uma história linear. Há um quebra-cabeça a ser montado e a audiência é convidada a tentar responder a pergunta: ‘Quem está assombrando Nella?'”

Produção da Rashida Jones

LOS ANGELES, CA – FEBRUARY 10: Rashida Jones attends the 61st Annual GRAMMY Awards at Staples Center on February 10, 2019 in Los Angeles, California. (Photo by Matt Winkelmeyer/Getty Images for The Recording Academy)

Um dos grandes trunfos criativos por trás de A Outra Garota Negra é justamente o envolvimento direto da atriz Rashida Jones, que aqui assume a função de co-produtora da projeto. Ajudando Harris a navegar por um cenário até então desconhecido, a aclamada artista consegue equilibrar os gêneros de terror, suspense e comédia, de forma que os roteiros de cada episódio sejam fluídos e ágeis. Para a escritora, a extensa experiência de Jones em Hollywood foi fundamental para garantir que a série tivesse o ritmo certo, sempre mantendo a atenção da audiência.

“Haviam alguns elementos relacionados às mulheres que trabalhavam na editora nos anos 80, mas não sabíamos como incorporá-los na trama contemporânea. Para conseguirmos acertar esse aspecto, tivemos que reescrever os episódios diversas vezes. Fizemos muitas anotações e tivemos uma equipe de roteiristas maravilhosa. E claro, Rashida foi incrível e conseguiu encontrar maneiras de tornar a história compacta e POP. Ela tem uma visão mais fresca e me ajudou a traduzir esse material para um novo formato mais curto e dinâmico”.

Referência a clássicos do cinema

Para construir a atmosfera corporativa ideal, A Outra Garota Negra bebeu de algumas clássicas fontes do cinema oitentista e noventista, trazendo algumas referências tanto estilísticas, bem como de direção. De acordo com Zakiya, uma das grandes inspirações criativas para contruir um ambiente de escritório mais sombrio e misterioso foi o icônico thriller A Firma, de 1993, estrelado por Tom Cruise.

“Nós vemos muitas comédias que se passam em escritório, mas eu queria que essa série tivesse mais aquele elemento obscuro que vemos em A Firma. A Outra Garota Negra também carrega aquela mesma energia do filme, que nos faz questionar: ‘será que há algo podre aqui?'”, comentou.

Episódios curtos & trama fluída

Para os fãs de suspense com pouco tempo de sobra, A Outra Garota Negra oferece o tipo de entretenimento certeiro. Com episódios de menos de 30 minutos de duração, a original da Star+ consegue explorar seus arcos com facilidade, sem precisar se extender desnecessariamente. E conforme pontuou a própria autora do livro, a ideia de abordar a trama de maneira mais condensada e sucinta permitiu que o suspense aflorasse em tela com uma agilidade muito maior.

“Essa foi a parte verdadeiramente mais difícil, porque quando se escreve um livro, você tem um espaço muito maior para trabalhar seus personagens. Eu não podia dispender tanto tempo assim abordando a infância de Nella na série. Nós tínhamos muitas paginas para trabalhar ao longo desses episódios de 30 minutos e é por isso que até tivemos que adiantar alguns elementos horripilantes que só aparecem no livro mais para frente, a fm de que conseguíssemos mostrar que tipo de produção essa é, logo de cara”.

Narrativa Metalinguística

Abordando o universo de editoras de livros, a adaptação da obra de Zakiya traz um olhar apurado e sarcástico de um contexto profissional bem particular. Convidando a audiência para uma experiência dinâmica – que se comunica diretamente com o fantástico mundo da ficção literária -, a também produtora da série não chega a quebrar a quarta parede, mas flerta com a técnica por diversas vezes, trazendo a audiência para dentro da trama a partir do terror e do suspense psicológico, vinculados a suas próprias vivências, conforme ela mesma comentou durante a entrevista.

“Trabalhei no ramo de publicações por alguns anos, então muito do que temos no livro e na série é baseado em minhas próprias experiências de ser a única mulher negra naquele espaço. Fui acostumada a transitar por lugares com mais pessoas brancas, então aprendi a conviver nesses dois mundos distintos, sabe? Então muito disso fez parte da construção de Nella, assim como seu desejo de ter alguém com quem ela se identificasse, uma colega de trabalho que fosse negra, que pudesse ser uma aliada ecom quem ela tivesse muitas coisas em comum. Mas claro, na minha mente de escritora, eu amo pensar em todos os caminhos errados que essa nova amizade poderia tomar. Então pensei: ‘Ok, podemos complicar mais as coisas?’ E aí fomos para esse caminho mais horripilante e assustador”, concluiu.

A trama gira em torno de Nella Rogers, uma assistente que trabalha em uma companhia editorial majoritariamente branca na cidade de Nova York que está cansada de ser manipulada e marginalizada como a única garota negra da empresa. Porém, ela fica animada quando uma colega também negra, Hazel, chega – mas será que ela é uma amiga ou inimiga?

Relembre o trailer:

Contando com dez episódios, a produção traz Jordan ReddoutGus Hickey como showrunners.

Sinclair DanielAshleigh MurrayBrittany AdebumolaHunter ParrishBellamy YoungEric McCormackGarcelle Beauvais estrelam.

Rashida JonesAdam Fishbach, Tara DuncanMarty BowenWyck Godfrey, Harris, Reddout e Hickey entram como produtores executivos.

Crítica | A Natureza do Amor – Comédia Romântica entrega Corajosa Reflexão sobre Adultério e Desejo aos 40

Apresentado no Festival de Cannes 2023, na mostra Um Certo Olhar, A Natureza do Amor (Simple Comme Sylvain) é uma comédia romântica sobre — ainda pouca abordada no cinema moderno — a experiência da mulher adúltera em busca de prazer e paixão ao invés de segurança e conforto. O terceiro longa da canadense Monia Chokri é um intenso passeio de emoções sobre a vida amorosa da mulher independente do século XXI. 

Já na primeira cena, a diretora quebecoise nos coloca na mesa de jantar com dois casais de amigos, no qual conhecemos alguns aspectos de suas personalidades e, principalmente, classe econômica. Sophie (Magalie Lépine Blondeau), uma professora de filosofia universitária casada com Xavier (Francis-William Rhéaume) e do outro lado os amigos Françoise (vivida pela própria diretora Monia Chokri) e Philippe (Steve Laplante) no patamar de progenitores em torno das necessidades dos filhos. 

Todos parecem cômodos em seus discursos de classe média bem sucedida entre belas taças de vinhos e uma vida confortável. Afinal, o status social será a tônica tanto para o desencadeamento de uma paixão quanto a comédia dos desencontros entre o desejo e a materialidade dessa fantasia no mundo real. Para acompanhar esta jornada, a trilha sonora também tem  sua mágica, com destaque para Still Love You (1984), de Scorpions, que adentra o roteiro e o romance iminente.  

Em sala de aula, Sophie ensina sobre a teoria do amor baseada na obra Retórica de Aristóteles e outros filósofos. Os sentimentos transmitidos a seus alunos, entretanto, estão adormecidos dentro dela, que aos 40 anos tem uma vida estável e sem grandes emoções. Para sair da rotina, o casal Sophie e Xavier estão prestes a comprar uma casa de férias no campo, distante da cidade e perto de um lago. O sonho da classe média moradora de apartamentos na capital, seja em qualquer lugar do mundo. 

A partir desse projeto, Sophie conhece o encarregado de obras Sylvain (Pierre-Yves Cardinal), o qual cuida dos últimos reparos da sua nova moradia sazonal. Como nos melhores clichês românticos, a moça da cidade encanta-se pelo jeito simples e rústico do moço do campo. Independente do esperado acontecimento, a química entre os atores funciona de forma a soltar faíscas em cena e o sorriso meio cínico meio ingênuo de Sylvain é um convite inevitável para o público e Sophia deixar-se levar se pelas expectativas de mais do que uma bela curvatura dos lábios. 

Narrativas de mulheres afortunadas e casadas que se envolvem com os trabalhadores braçais em busca de uma verdadeira paixão baseada na ideia do homem pobre, mas másculo, não é uma novidade. Os romances históricos, por exemplo, Lady Macbeth do Distrito de Mtsensk (1865), de Nikolai Leskov, e O Amante de Lady Chatterley (1928), de D. H. Lawrence, já apresentavam a mulher adúltera em busca de seus próprios interesses, mas o cinema arrisca ainda muito pouco nessa dinâmica sem criar uma vilã.

Se recomeços após traições alheias são enredos cativantes, como Sob o Sol da Toscana (2003), de Audrey Wells, a adúltera, tal como em Infidelidade (2002), de Adrian Lyne, recebe uma carga punitivista. Com bravura, Monia Chokri deixa essas características por terra e navega em uma madura trajetória a fim de permitir-se viver além dos rótulos. Quando Sophie entrega-se a Sylvain, ela adentra ao seu mundo simples e sua família, sem diplomas universitários e muitos erros linguísticos. 

Por diversas vezes, ela corrige o seu modo de falar de maneira a notar-se que este detalhe a incomoda. A direção de arte tem um trabalho notável em criar tudo sem tons beges e vermelhos como uma outono interminável na vida dos seus personagens, até mesmo uma pouco usual luva de plástico bege compõe o cenário perfeitamente modulado. Trabalho semelhante pode ser admirado no surrealista Babysitter (2022), segundo longa-metragem da diretora, disponível na plataforma MUBI

Antes de passar ao próximo capítulo de uma aventura, no entanto, Sophie precisa terminar o seguro, aprazível e duradouro relacionamento com Xavier. Cenas de términos de relacionamento costumam ser muitas boas, se feitas na medida certa, senão torna-se uma quebra de ritmo e de elo com o espectador. Como em filmes premiados pelos seus roteiros, Closer – Perto Demais (2004) e A Pior Pessoa do Mundo (2021) — ótimos exemplos de rompimentos dolorosos —, Chokri (que também assina o roteiro) deixa todos os dilemas da sua protagonistas navegarem de forma realista e pungente. 

Ao atravessar a barreira de convencer-se sobre suas escolhas, Sophie é uma mulher real, sem heroísmo, carregada de alguns preconceitos de sua classe e com dúvidas sobre como lidar com a realidade da carga sentimental adquirida nos livros de filosofia. Para uma comédia romântica, A Natureza do Amor entrega muito mais do que um bom momento de catarse cômica e emotiva, mas uma viagem de introspecção sobre vontade, coragem e aceitação.

 

Ganhador do César de Melhor Filme Estrangeiro 2024, A Natureza do Amor (Simple Comme Sylvain) estreou nos cinemas brasileiros no dia 25 de abril de 2024 com distribuição da Imovision

‘Black Mirror’: 5ª temporada terá episódio gravado no Brasil, afirma site

A Netflix confirmou oficialmente a renovação de ‘Black Mirror’ para a sua quinta temporada, e acaba de divulgar um intrigante cartaz.

Além disso, de acordo com Buzzfeed Brasil, a nova temporada contará com um episódio gravado no Brasil. Uma equipe da Netflix virá ao país em abril para gravar cenas em São Paulo e Rio de Janeiro. Ainda segundo o site, a produtora Conspiração Filmes também está envolvida no projeto.

A informação não foi confirmada até o momento. Novidades devem sair em breve.

Confira, com o teaser de anúncio:

Ranqueamos todos os seis episódios da quarta temporada, como de costume do pior ao melhor. Como sempre comentaremos com alguns detalhes cada item, portanto, se você é o louco que ainda não maratonou Black Mirror, corra para fazê-lo e depois volte aqui. Queremos também saber a sua opinião, que é muito importante para nós, mas sempre com educação e respeito. Lembrando que esta lista reflete nossa opinião, e que a sua tem todo o direito de ser diferente. Vamos lá.

06 | Episódio 2: Arkangel

Uma pequena confusão inicial ocorreu quanto a ordem dos episódios. Inicialmente, Arkangel era tido como o primeiro episódio da nova temporada. Seja erro do Imdb, no qual constava a ordem trocada, ou uma estratégia da própria Netflix devido às críticas, os episódios chegam em nova ordem. De qualquer forma, Arkangel segue como o último em nossa preferência. O episódio dirigido pela prestigiada Jodie Foster fala sobre o relacionamento abusivo de uma mãe ultra zelosa (Rosemarie DeWitt) com sua filha – famílias problemáticas sempre foram alvo de interesse da diretora Foster. A tecnologia apresentada é uma espécie de babá eletrônica do futuro, que funciona através de um chip implantado na cabeça da cria, permitindo à progenitora ver tudo pelos olhos da criança, a rastrear e inclusive bloquear o que julgar impróprio. O esforço poderia render um desfecho mais interessante, resultando apenas numa picuinha novelesca de mães sufocadoras e suas filhas subjugadas.

05 | Episódio 3: Crocodile

Dirigido por outro dos mais talentosos diretores deste lote, o episódio de John Hillcoat (A Estrada) também não possui um desenvolvimento satisfatório, resultando num exagero que espera chocar por certa crueza. Aqui temos a mulher de negócios bem sucedida interpretada por Andrea Riseborough (Oblivion), que esconde um crime acidental em seu passado, quando era jovem. Como forma de encobrir esse rastro ela começa a eliminar toda ponta solta que encontra pelo caminho, descendo em uma espiral de loucura e psicopatia. O episódio não tem tempo de trabalhar bem sua personalidade e ao mesmo tempo apresentar uma investigação de outro acidente, que irá levar uma agente de seguros até os crimes da mulher. A tecnologia apresentada aqui é uma espécie de leitor de mentes, que consegue resgatar suas memórias e salvá-las numa máquina.

04| Episódio 6: Black Museum

O último episódio e mais misterioso é na verdade uma grande homenagem para a mitologia da série. É como se o criador Charlie Brooker decidisse criar seu primeiro crossover dentro do universo de Black Mirror, trazendo num único episódio, em um museu, todos os artefatos tecnológicos apresentados até aqui, em episódios de todas as temporadas. Acredite, aqui irão encontrar muitas referências. Além disso, o episódio funciona como três dentro de um. Aqui, além da trama principal do Museu, temos dentro dela, duas outras que apresentam verdadeiramente os itens encontrados no local. A primeira conta sobre um médico cuja tecnologia o faz sentir os sintomas das vítimas, conseguindo evitar muitas mortes. O sujeito, no entanto, termina viciado em dor, como efeito colateral, e sendo Black Mirror a coisa não acaba nada bem. O segundo mostra uma mulher em coma tendo a consciência transferida para dentro da mente de seu companheiro. Uma ideia nada convidativa também. Mas o desfecho deixa a desejar com uma história de vingança.

03| Episódio 5: Metalhead

Este é o episódio com a trama mais simples e direta. O que tem se mostrado uma tendência nesta temporada – o abandono de ideias complexas e interpretações intrincadas. O que satisfaz em Metalhead é seu teor cult, que soa saído diretamente da década de 1980, misturando cinema de entretenimento com obras de arte. É o filme de terror desta temporada, e soa como a simplicidade e eficiência de O Exterminador do Futuro (1984), por exemplo. Tudo o que se precisa saber aqui é que estamos num futuro pós-apocalíptico, e existem máquinas assassinas dispostas a nos exterminar. Isso é o suficiente para este episódio todo criado em preto e branco, e dirigido por David Slade (30 Dias de Noite) te arrepiar dos cabelos aos pés. É tenso, muito nervoso e promete te deixar na beira da poltrona esperando a próxima cena. Metalhead mostra também que se bem trabalhado, episódios com premissas simples podem funcionar bem dentro de tal universo.

02| Episódio 4: Hang the DJ

O San Junipero desta temporada, Hang the DJ, ao contrário da maioria aqui, fala sobre relacionamentos amorosos no mundo moderno. Uma premissa que sempre precisa fazer parte de Black Mirror porque é muito de seu cerne também. Este é o único com tal temática na nova temporada. Na trama, o mundo é ditado por um aplicativo de relacionamentos que indica seu parceiro e te diz exatamente quanto tempo a relação terá– uma espécie de pastores evangélicos do futuro. Imagine O Lagosta, filme com Colin Farrell, porém, mais tecnológico. Hang the DJ encanta por ser o episódio mais bonitinho e romântico do novo lote. É claro que os protagonistas não irão aceitar as imposições deste novo mundo e se rebelar. O episódio entretém e consegue manter o interesse, revelando exatamente o teor ao qual estamos acostumados em Black Mirror.

01| Episódio 1: USS Callister

Nosso episódio preferido, e o da maioria, é esta homenagem de Black Mirror à cultuadíssima série de ficção científica Star Trek. Nada mais justo do que um grande seriado de ficção homenagear outro que é a base para quase tudo que foi feito no gênero. Mas USS Callister não é, como se imaginava, apenas uma sátira/homenagem da obra criada por Gene Roddenberry, e funciona por si próprio, criando a reviravolta mais dark da temporada. O episódio é o melhor porque funciona com harmonia em relação a tudo criado por Black Mirror ao longo destes anos. É o episódio mais respeitoso da mitologia, e o que segue de perto sua cartilha, criando uma trama interessante, urgente e muito criativa.

Oi? Disney está desenvolvendo robôs que podem substituir os dublês e até ‘voar’

É isso mesmo que você leu! Segundo o site The Telegraph, a Disney desenvolveu uma espécie de “robô dublê” que pode substituir as pessoas no set de filmagem.

Ainda de acordo com o site, a máquina da empresa pode fazer grandes saltos de até 18 metros de altura, usando uma combinação de tecnologias para imitar os movimentos de um dublê humano.

O cientista que trabalhou no robô denominado ‘Stuntronics’, Morgan Pope, contou mais detalhes sobre os objetivos da empresa:

“Desde o início, queríamos fazer algo que não fosse apenas humano, mas além do humano. A esperança é que vamos conseguir entregar algo físico e tangível, em oposição ao digital e virtual”

À partir de 2019, a Disney deve utilizar a tecnologia em seus parques temáticos, para representar personagens famosos do cinema.

Crítica | ‘Ruim Pra Cachorro’ DEFINITIVAMENTE faz jus ao título

Antes de começar a crítica, vale dar um aviso para evitar maiores constrangimentos. Apesar de ser um filme sobre cachorros falantes, Ruim Pra Cachorro NÃO É UM FILME INFANTIL. Sua classificação indicativa oficial no Brasil é para maiores de 16 anos, apesar de alguns cinemas terem erroneamente colocado sua classificação como para maiores de 12. O longa é um grande besteirol, recheado de palavrões e cenas escatológicas.

Digo isso porque assisti o filme em uma sessão com umas quatro famílias com crianças pequenas, que provavelmente foram ao cinema achando que veriam um tipo de Beethoven do século XXI ou coisa do tipo. E sinceramente, ver até que piada politicamente incorreta ou situação completamente constrangedora eles aguentavam antes de deixar a sessão foi mais divertido que o filme em si. Na última década, tivemos alguns longas que vieram nessa leva de subverter temas geralmente associados à infância em comédias escrachadas recheadas de sacanagem, como Ted e Festa da Salsicha. No entanto, ambos os exemplos citados agora tiveram uma estrutura narrativa bem mais sólida e divertida.

O filme acompanha um cachorrinho cujo único contato com a vida se resume ao que ele acredita ser o amor de seu dono. No entanto, o cara é um completo babaca que passou esse tempo inteiro maltratando o coitado. Então, após atribuir ao bichinho os piores nomes possíveis, tentar abandoná-lo trocentas vezes e ficar se masturbando na frente do coitado, o rapaz recebe uma carta de despejo e atravessa a cidade com o mascote para se livrar do bicho antes de se mudar. Só que o doguinho acha que é apenas mais uma das brincadeiras do dono e decide voltar até lá.

No entanto, ele conhece outros cachorros de rua no caminho, que abrem seus olhos para os abusos sofridos e como a vida de vira-lata pode ser boa se ele se basear em algumas regras: mije em tudo que quiser possuir, transe com tudo aquilo que te despertar desejo e aproveite a vida nas ruas. O problema é que o cachorrinho abusado fica revoltado e decide voltar para casa para se vingar do dono destruindo aquilo que ele mais ama: o próprio pênis.

 

Pois é, essa premissa meio absurda vem como uma paródia dos clássicos filmes de cachorro, geralmente dramáticos, que são lançados anualmente nos cinemas. Em meio a isso, eles constroem algumas piadas até boas, mas a grande maioria é bem fraca. Eles miram no humor ácido de South Park, repleto de palavrões e escatologia, só que carece das sacadas inteligentes da animação, que ficou famosa por ironizar sem escrúpulos a sociedade em geral. É um filme que segue o nível de tosqueira do infame A Farsa dos Pinguins (2007) e mais constrange do que faz rir.

Você pode até argumentar que existe o humor por constrangimento, amplamente difundido na atualidade por The Office, mas aqui não acerta o timing cômico, então é só constrangedor mesmo. Claro que há momentos realmente engraçados, como na sequência em que os cachorros se drogam acidentalmente com cogumelos. É algo tão bizarro que beira o grotesco, mas definitivamente funciona. O problema é que o filme não escolhe uma vertente do humor para abraçar e acaba ficando cansativo. Eles tentam vários tipos de piadas no longa, o que não deixa a graça coesa.

Há também uma piada sensacional com os filmes ao estilo Marley & Eu, mas é apenas um gracejo muito criativo em meio a um humor duvidoso baseado exclusivamente em: “Olha só o cachorro fofo falando palavrão”. É pouco, sabe? E ter momentos realmente criativos no longa só aumenta a decepção porque passa a impressão de que poderiam ter feito uma comédia daquelas de marcar geração, tipo American Pie, Se Beber Não Case ou até mesmo o igualmente controverso Ted.

Lá fora, o grande chamariz para o projeto foi o elenco de alto nível cômico, encabeçado por Will Ferrell e Jamie Foxx, contando também com Isla Fisher e Randall Park. No Brasil, o filme chegou aos cinemas praticamente só contando com sessões dubladas, porque o estúdio contratou metade do Comedy Central para dar voz aos cachorros. E aí o trabalho foi trágico, porque o protagonista é vivido pelo dublador Wendel Bezerra, que contracena com um monte de humoristas. É complicado, porque a presença de um profissional da área no meio da galera novata mostra a diferença de nível dos trabalhos. E assim, não é culpa dos comediantes que aceitaram. Eles estão tentando fazer o que foram pagos para fazer, e quem não aceitaria ser pago para dar sua voz a um filme de comédia sendo um profissional do humor? A culpa é do estúdio que escalou um elenco de não-dubladores para dublar.

E o mais curioso disso tudo é que foi justamente a decisão do estúdio de ter pelo menos o protagonista sendo dublado profissionalmente que causou um estranhamento ainda maior. Talvez, se todos fossem Star Talents ou todos fossem dubladores profissionais, a diferença do nível das atuações não seria tão grande.

De qualquer forma, o filme tenta ser subversivo, mas acaba sendo apenas bobo. É tanta bobajada sem coesão em sequência que torna a sessão mais cansativa do que divertida, mesmo tendo uma ou outra ideia boa perdida pelo caminho. E de novo, caso o cinema mais próximo a você também esteja dizendo que a classificação indicativa é para maiores de 12 anos, não caia nessa. Sério, uma criança aprende menos palavrão e sacanagem ouvindo um disco do Costinha do que vendo Ruim Pra Cachorro.

Ruim Pra Cachorro está em cartaz nos cinemas.

Crítica | O Negociador – Malvino Salvador e Barbara Reis BRILHAM em série da Prime Video

A verdade é o único caminho. Abordando diversas questões dentro da linha de ação de uma equipe do Gate, o novo seriado brasileiro da Prime VideoO Negociador, apresenta ao espectador conflitos, traumas, dramas, de um experiente negociador, envolto em uma crise emocional que precisa lidar com um abalo traumático de num passado recente e seu cotidiano repleto de variáveis já que a violência faz arte da sua própria rotina. Ao longo de oito intensos episódios de sua primeira temporada O Negociador busca refletir em cima das ações dos personagens e principalmente na linha que existe entre a justiça e justiceiro.

Na trama, conhecemos Gabriel Menck (Malvino Salvador) um policial que fez parte do processo de reestruturação do GATE, se tornando seu principal negociador. Num presente, retornando de uma licença após a morte da esposa e ainda em evidente estresse pós-traumático, ele precisa lidar com seu dia a dia, uma nova major que assume o comando da sua equipe, os olhares duvidosos de seu ex-mentor e em paralelo o olhar da corregedoria que caminha para acusá-lo pela morte da esposa.

Produzido por Zasha Robles e Gustavo Mello, com direção de Isabel Valiante, esse thriller policial possui uma narrativa consistente que busca um olhar amplo para os dilemas de alguns personagens quando a vida pessoal se choca com o lado profissional. Além do protagonista e seus conflitos, ganham espaço uma major (interpretada pela ótima Barbara Reis) que assume o comando tático depois de passar um tempo de treinamento na SWAT e ainda possui um relacionamento no passado com outra pessoa da equipe além de embates com outros membros do time tático. Também há um olhar para um suspeito chefe do GATE com óbvias questões misteriosas.

A informação como interesse público ou questão de segurança? O papel da mídia em cima das ações ganham espaço na figura de uma repórter em muitos momentos deveras crítica em relação aos desfechos de algumas operações. Em paralelo, enxergamos a parte política que acabam se associando à impudências dentro de todo o teatro de operações. Adotando o lema: ‘Hoje ninguém morre’, vemos uma equipe de homens e mulheres que se desconstroem não limitando questões a certas ou erradas, tudo é muito mais profundo.

A cada episódio um novo caso de sequestro e uma subtrama envolvente sobre a investigação da morte suspeita da esposa do protagonista. Com isso, a série se torna dinâmica, até mesmo com um ritmo eletrizante espalhando surpresas principalmente na última cena do seriado, que fecha a temporada, deixando margens para uma possível próxima jornada.

Crítica | Supermax – Primeiras Impressões

A série de terror da Globo

Vendido como a primeira investida real no gênero terror na TV Globo (ou quem sabe na TV aberta), Supermax teve seu primeiro episódio exibido ontem. Logo de início percebemos certo teor jocoso e tom de sátira aos reality shows, em especial à prata da casa Big Brother. É interessante ver a toda poderosa Globo tirando sarro de si mesma.

A sátira vem acompanhada de certa metalinguagem, ao apresentar o mestre de cerimônia Pedro Bial brincando com sua imagem e interpretando a si mesmo. A estranheza plena reside no fato de vermos estrelas como Mariana Ximenes e Cleo Pires nos papeis de desconhecidas participantes deste tipo de programa, conversando com o anfitrião. Há certa aura de tosqueira espreitando tudo.

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Um reality passado numa prisão inteiramente cercada pela Floresta Amazônica, no qual os participantes possuem crimes em seus currículos, é tão exagerado e caricato que torna a atmosfera incrivelmente trash. Só se torna aceitável a partir do momento em que abraçamos o lado sátira do programa.

Doze concorrentes a muitos milhões de reais estão confinados no local, entre eles o ex-policial Sergio (Erom Cordeiro), o ex-lutador de MMA Luisão (Bruno Belarmino), a ex-prostituta Diana (Fabiana Gugli), o ex-jogador de futebol ‘Rei’ Arthur (Rui Ricardo Diaz), a ex-socialite Cecilia (Vania de Britto), o jovem aficionado por rock e coisas satânicas Dante (Ravel Andrade), a empresária dona de salões de beleza Janette (Maria Clara Spinelli), o economista ligado a políticos José Augusto (Ademir Emboava), o ex-padre Nando (Nicolas Trevijano), o médico aposentado Timóteo (Mario César Camargo), além, é claro, das musas protagonistas Ximenes, que vive a enfermeira mórbida Bruna, e Pires, interpretando Sabrina, uma psicóloga com síndrome de Estocolmo.

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Esses personagens coloridos também funcionam como caricaturas de personalidades que ressoam muito próximo ao imaginário coletivo popular do brasileiro. Figuras nacionais polêmicas como Bruna Surfistinha, os jogadores Ronaldo e Adriano, além de diversos políticos e socialites são clara inspiração para nossos protagonistas aqui.

E no quesito terror…

Se por um lado Supermax conseguiu despertar minimamente nossa curiosidade no quesito sátira / drama, nem que seja por uma questão de prazer culposo, o primeiro episódio deixa a desejar no item terror e suspense. O clima construído é legal, e o visual da prisão é muito bacana. A parte técnica está de parabéns – mas isso não é novidade em se tratando da emissora.

Supermax, no entanto, não entrega o anunciado. Seria o caso do programa chegar já chutando a porta, ao contrário, o primeiro episódio chega manso, preferindo privilegiar a apresentação e desenvolvimento dos personagens. Nada contra isso. Tirando dois momentos – um envolvendo o padre Nando com sangue por debaixo da porta e um no encerramento do episódio – o foco do debute foi por um viés mais dramático e psicológico, fazendo-nos questionar se as assombrações prometidas serão os fantasmas e demônios internos dos participantes se manifestando durante seu confinamento. A pergunta que muitos farão é: cadê o terror? Quanto a isso só posso rebater: esperemos.

Você Viu Todos? Relembre os Vencedores e Indicados do Oscar que completam 10 ANOS em 2023!

E aí, você já viu todos os filmes indicados ao Oscar 2023? Tudo bem, ainda dá tempo de correr atrás e conferir os que faltam nos cinemas ou nas plataformas de streaming. Essa “caça ao tesouro” é sempre muito divertida e prazerosa para os amantes de cinema. E para os que já viram tudo, um exercício sempre muito interessante é voltar e rever algumas produções vencedoras ou indicadas de edições passadas do Oscar – e perceber se ainda continuam como antes, ou se o tempo as deixou datadas. Aqui é onde entramos para ajudar você nosso querido leitor a lembrar quais foram os grandes filmes do Oscar do passado, já que voltas no tempo e nostalgia são conosco mesmo.

Aqui iremos voltar apenas um pouco no passado, para a edição do Oscar de 10 anos atrás. Vem com a gente lembrar quais foram os filmes prestigiados, que estiveram nos holofotes há uma década, e grande parte dos vencedores da noite, assim como as curiosidades. Confira abaixo.

Melhor Filme: Argo

Foi no Oscar 2010 que a Academia implementou o número de até 10 filmes indicados na categoria principal para aumentar a procura do público pelos filmes badalados. E em 2013, chegávamos ao quarto ano em que até uma dezena de produções poderiam ser nomeadas. Nesta edição específica foram apenas nove. O grande vencedor da noite foi Argo, filme produzido, dirigido e protagonizado por Ben Affleck, que o consagrou como grande realizador. Um detalhe curioso é que apesar de Argo ter levado a estatueta de melhor filme, Affleck não foi indicado para melhor diretor – os prêmios quase sempre caminham juntos. Argo relata a incrível história real da estratégia do governo americano para retirar reféns do Teerã no fim da década de 1970, para isso precisando criar uma falsa produção cinematográfica junto a Hollywood: uma ficção científica nos moldes de Star Wars.

Os outros filmes nomeados naquele ano foram Lincoln (de Steven Spielberg), As Aventuras de Pi (de Ang Lee), Django Livre (de Quentin Tarantino), A Hora Mais Escura (de Kathryn Bigelow), O Lado Bom da Vida (de David O. Russell), Os Miseráveis (de Tom Hooper), Amor (de Michael Haneke) e Indomável Sonhadora (de Benh Zeitlin).

Melhor Atriz: Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)

Esse foi o ano da consagração da então menina Jennifer Lawrence em Hollywood. A atriz já havia recebido sua primeira indicação ao Oscar dois anos antes por Inverno da Alma (um de seus desempenhos mais impressionantes), mas quem sairia vitoriosa na ocasião seria o colosso Natalie Portman em Cisne Negro. No mesmo ano em que protagonizaria o blockbuster Jogos Vorazes (o primeiro), que a transformaria numa estrela internacional, J-Law ainda ganharia o prestígio de vencer a estatueta dourada na pele de uma personagem com distúrbios compulsivos em O Lado Bom da Vida, sua única vitória no Oscar até então.

Uma curiosidade é que nesta edição tivemos dois recordes quebrados nas indicações: a atriz mais velha indicada como protagonista para a saudosa francesa Emmanuelle Riva (falecida em 2017), então aos 85 anos, nomeada pelo filme Amor; e a atriz mais jovem na mesma categoria, para Quvenzhané Wallis, então com 9 anos de idade, por Indomável Sonhadora. As outras nomeadas foram Naomi Watts, em sua segunda e última indicação por O Impossível, e Jessica Chastain, também em uma segunda indicação, por A Hora Mais Escura.

Melhor Ator: Daniel Day-Lewis (Lincoln)

Essa foi uma das disputas mais interessantes de melhor ator dos últimos anos. Isso porque foi realizada entre grandes astros que seguem extremamente populares em Hollywood. Todos os nomes seguem com grande peso no cinema, mesmo passados dez anos. Fora isso tivemos novamente um recorde memorável para todos os aficionados pelos fatos em relação ao maior prêmio da sétima arte. O “monstro” Daniel Day-Lewis se tornou o primeiro ator da história a ganhar três Oscar como protagonista. Pense nisso, nenhum outro ator da história possui tamanha honraria. Jack Nicholson também possui três estatuetas, mas sendo uma delas como ator coadjuvante. Já quando falamos das atrizes, Frances McDormand conseguiu se igualar recentemente a Day-Lewis com três Oscar como atriz principal, e a lendária Katharine Hepburn ainda mantém o recorde com quatro Oscar como atriz protagonista. Day-Lewis ainda seria indicado novamente por Trama Fantasma (2018).

Os outros nomeados do ano foram Denzel Washington por O Voo (o ator tem dois Oscar e foi indicado mais três vezes); Joaquin Phoenix por O Mestre (Phoenix foi indicado mais uma vez e levou por Coringa); Bradley Cooper por O Lado Bom da Vida (Cooper foi indicado mais três vezes e ainda não possui um Oscar); e Hugh Jackman por Os Miseráveis (primeira e única indicação do ator).

Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis)

Dizem as más línguas que a Academia está quase pedindo o Oscar de volta para Anne Hathaway devido à série consecutiva e aparentemente incessável de filmes ruins que a atriz vem fazendo. Brincadeiras de mau gosto à parte, esperamos que a estrela saia desta má fase e que sua maldição do Oscar termine, assim como a de várias outras vencedoras, e que ela possa fazer filmes bons novamente. A atriz emagreceu e aprendeu a cantar para viver a sofrida Fantine de Os Miseráveis. E deu certo pois recebeu seu primeiro e único Oscar – e também sua última indicação até o momento.

Outras atrizes indicadas para coadjuvante foram: Amy Adams por O Mestre (Adams é uma das melhores atrizes que ainda não recebeu a honraria de uma vitória da Academia – num total de seis indicações); Helen Hunt por As Sessões (Hunt já tem sua estatueta do Oscar de protagonista por Melhor é Impossível), Sally Field por Lincoln (a veterana Field é outra que já tem dois Oscar de melhor atriz, ambos na década de 1980); e Jacki Weaver por O Lado Bom da Vida (a atriz australiana tem duas nomeações ao Oscar, sendo esta a última).

Melhor Ator Coadjuvante: Christoph Waltz (Django Livre)

Se o austríaco Christoph Waltz quiser fechar a trinca e entrar para a história dos prêmios no Oscar como vencedor de três estatuetas como ator coadjuvante, tudo o que precisa fazer é trabalhar novamente com o diretor Quentin Tarantino. O cineasta é basicamente um pé de coelho para o ator, já que seus dois filmes com Tarantino renderam para Waltz indicações seguidas de vitória nos prêmios da Academia. Primeiro por Bastardos Inglórios e depois para Django Livre.

Outros indicados ao prêmio de ator coadjuvante foram Alan Arkin por Argo (o veterano já tem sua estatueta por Pequena Miss Sunshine); o saudoso Philip Seymour Hoffman por O Mestre (em sua última indicação antes de sua morte no início de 2014), o veterano Robert De Niro por O Lado Bom da Vida (sua última indicação, o astro já tem duas estatuetas); e Tommy Lee Jones por Lincoln (o veterano também já tem sua estatueta na estante).

Melhor Diretor: Ang Lee (As Aventuras de Pi)

É verdade que apenas a categoria de melhor filme aumentou para até dez indicados. Todas as demais permaneceram com até cinco indicados. Sendo assim, entra ano e sai ano, cinco diretores ficam a ver navios sem ser indicados enquanto seus filmes concorrem ao maior prêmio do cinema. O jogo é esse. Mas o que fazer quando o filme tem grandes chances de vencer e de fato vence, mas seu diretor sequer foi indicado? É raro, mas já tivemos casos assim. E casos até piores de quando ainda tínhamos cinco para cinco e mesmo assim algum diretor de um filme indicado ficava de fora, dando lugar para outro que não teve seu filme nomeado.

Foi isto o que ocorreu com o esnobado Ben Affleck num dos casos mais notórios de anos recentes. Argo foi a grande surpresa do Oscar de 10 anos atrás, mas o nome de Affleck não pôde ser encontrado em nenhum lugar entre os indicados. Outra esnobada foi Kathryn Bigelow, a única mulher a ter um filme nomeado naquele ano, que poderia ter figurado entre as indicadas de direção, ainda mais sendo uma vencedora recente do prêmio (a primeira mulher da história a realizar tal feito). O vencedor, no entanto, foi o taiwanês Ang Lee por As Aventuras de Pi. Os outros indicados foram as “pratas do OscarSteven Spielberg por Lincoln, David O. Russell por O Lado Bom da Vida, e as surpresas do cult Michael Haneke por Amor, e o novato Benh Zeitlin por Indomável Sonhadora.

Melhor Animação: Valente

Talvez um dos longas mais esquecidos da Disney/ Pixar em anos recentes, Valente foi o grande vencedor de 10 anos atrás na categoria animação. Você lembrava? Ou melhor, você lembra do filme? O ano marcou uma batalha da Disney contra ela mesma. Ou seja, um filme da Pixar contra um da Disney sem a Pixar. Detona Ralph enfrentou Valente no Oscar e levou a pior. No entanto, se você perguntar para os fãs, todos irão lembrar com mais carinho do criativo conto do personagem de games que não queria ser o vilão, do que o conto da princesa que não queria ser princesa. Fora isso tivemos o domínio dos filmes em stop-motion, com Frankenweenie (de Tim Burton), também da Disney; ParaNorman dos estúdios Laika; e Piratas Pirados! dos estúdios Aardman.

Outros Filmes Indicados

Em termos de filmes famosos indicados, talvez um dos mais badalados tenha sido a superprodução 007 Operação Skyfall, que foi nomeado para cinco Oscar, incluindo fotografia, e venceu edição de som e melhor canção original para Adele.

O Hobbit – Uma Jornada Inesperada, primeiro filme da nova trilogia derivada de Senhor dos Anéis, recebeu três indicações, incluindo maquiagem e direção de arte, mas não repetiria o êxito do “primo rico”.

Na categoria de efeitos visuais o sucesso esmagador do ano Os Vingadores, da Marvel, Prometheus (de Ridley Scott) e até mesmo Branca de Neve e o Caçador concorriam pelo prêmio, mas quem levou foi mesmo As Aventuras de Pi. A Branca de Neve com Kristen Stewart e Charlize Theron, aliás, ainda foi indicado para melhor figurino. No terreno dos blockbusters, a ausência mais sentida foi o encerramento da trilogia de Christopher Nolan, O Cavaleiro das Trevas Ressurge – totalmente esnobado.

No ano das duas Brancas de Neve, sobrou indicação até mesmo para a versão “mais pobrinha”, a comédia com Julia Roberts e Lily Collins, Espelho Espelho Meu, indicado para melhor figurino. A biografia do mestre do suspense Hitchcock, com Anthony Hopkins, foi indicada para melhor maquiagem. Moonrise Kingdom, de Wes Anderson, recebeu nomeação de melhor roteiro original, e o épico dramático baseado na obra clássica Anna Karenina, com Keira Knightley, recebeu indicações de melhor fotografia, direção de arte e trilha sonora, e saiu vitorioso na categoria de figurino.

Johnny Depp é acusado de agredir membro da equipe do filme ‘City of Lies’

De acordo com a Variety, o ator Johnny Depp foi processado por alegadamente agredir um membro da equipe de seu próximo filme, ‘City of Lies‘, que será lançado no dia 07 de setembro.

Gregg “Rocky” Brooks alega que o incidente ocorreu no dia 13 de abril. No dia, a equipe tinha permissão para filmar até as 19h fora do hotel Barclay, e até 22h dentro.

Brooks disse que foi pedido uma permissão de extensão para acomodar Depp, que queria dirigir uma versão mais longa da cena. Brooks conseguiu, mas às 23h a permissão expirou e eles tinham que parar.

Brooks disse ter contado para o diretor, Brad Furman, que as filmagens tinham que terminar. E Furman alegadamente respondeu: “Por que você não fala isso para o Johnny Depp?”. Segundo ele, Depp o encurralou, gritando, “Quem diabos você pensa que é? Você não tem direito de me dizer o que fazer!”

Durante a gritaria, Depp alegadamente socou Brooks duas vezes. O atacado disse que podia sentir o cheiro de álcool no hálito de Depp.

Brooks foi demitido da produção três dias depois, quando ele se recusou a assinar um contrato para não abrir um processo.

‘Zanbato’: Guillermo del Toro vai escrever e dirigir novo filme para a Paramount; Saiba mais!

De acordo com o Collider, Guillermo del Toro vai escrever e dirigir um novo filme filme para a Paramount e a Bad Robot, produtora de J.J. Abrams, intitulado ‘Zanbato‘.

O site afirma que “a trama irá girar em torno de uma jovem ninja – uma personagem que pode ter entre 10 e 15 anos”. No entanto, del Toro foi ao seu Twitter esclarecer que o projeto não tem a ver com ninjas.

“Esse projeto tem estado em desenvolvimento há 6 anos! E graças ao sistema de segurança máxima do JJ [Abrams], não vazou. Nós ainda o estamos desenvolvendo.”

O próximo projeto de del Toro, no entanto, será ‘Pinóquio‘, para a Netflix.

‘Coringa’ ultrapassa a marca dos US$ 900 milhões nas bilheterias mundiais

Coringa‘ continua uma passagem sólida pelos cinemas. Dessa vez, o longa conseguiu ultrapassar a impressionante marca dos US$ 900 milhões nas bilheterias mundiais.

Nos EUA, o longa acumula US$ 299.6 milhões. No mercado internacional, são US$ 634.4 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou US$ 934 milhões mundialmente.

No momento, o longa sobre o vilão já é a quarta maior bilheteria de DC Comics, atrás de ‘O Cavalheiro das Trevas‘ (US$ 1,004 bilhão em 2008), ‘O Cavalheiro das Trevas Ressurge’ (US$ 1,081 bilhão em 2012) e ‘Aquaman‘ (US $ 1,155 bilhão em 2018).

Depois de passar ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar‘ ( US$ 880 milhões), ‘Homem-Aranha 3‘ (US$ 890 milhões), ‘Thor: Ragnarok‘ (US$ 846 milhões) e ‘Homem-Aranha‘ (US$ 821 milhões), o filme já é a oitava maior bilheteria de um filme solo de quadrinhos de todos os tempos.

A expectativa é que o longa consiga ultrapassar US$ 1 bilhão nas próximas semanas.

OPINIÃO: Reações a ‘Coringa’ provam que estamos vivendo na caótica sociedade do filme

Confira a nossa crítica:

Coringa‘, do diretor Todd Phillips, centra-se no icônico arqui-inimigo e é uma história fictícia original e inédita, nunca vista na tela grande. A história de Arthur Fleck, interpretado majestosamente por Joaquin Phoenix, é de um homem que luta para encontrar seu caminho na sociedade fragmentada de Gotham. Ele é um palhaço de festas durante o dia, ele aspira a ser um comediante stand-up a noite… mas ele acha que a piada sempre parece estar sobre ele. Preso em uma existência cíclica entre a apatia e a crueldade, Arthur toma uma decisão ruim que provoca uma reação em cadeia de eventos crescentes neste estudo de caráter arenoso.

‘Coringa’: Joaquin Phoenix diz que não se importa com opinião dos fãs sobre sua interpretação

Filme de origem do Coringa será ‘assustador’, afirma Joaquin Phoenix

Além de Phoenix, Robert DeNiroZazie BeetzMarc MaronFrances ConroyShea WhighamBill Camp e outros completam o elenco.

‘The Old Guard’: Vídeo revela os bastidores da INTENSA cena de luta no avião

A Netflix divulgou um novo vídeo dos bastidores de ‘The Old Guard‘, com as atrizes Charlize Theron e Kiki Layne revelando detalhes sobre como a intensa cena de luta no avião foi feita.

Confira:

Segundo a Netflix, ‘The Old Guard’ está quebrando recordes e deve se tornar o filme original mais assistido da plataforma.

O serviço de streaming projetou que o filme deve ser assistido por 72 milhões de famílias nas primeiras 4 semanas. Não foi revelado o método de medição.

“The Old Guard está quebrando recordes! O sucesso de bilheteria de Charlize Theron já está entre os 10 filmes mais populares da Netflix de todos os tempos – e Gina Prince-Bythewood é a primeira diretora negra negra da lista. Atualmente, o filme está a caminho de atingir 72 milhões de famílias nas primeiras 4 semanas!”

Confira o TOP 10 de filmes mais vistos da Netflix:

Resgate – 99 milhões
Bird Box – 89 milhões
Troco em Dobro – 85 milhões
Esquadrão 6 – 83 milhões
Mistério no Mediterrâneo – 73 milhões
O Irlandês – 64 milhões
Triple Frontier – 63 milhões
A Missy Errada – 59 milhões
O Poço – 56 milhões
O Date Perfeito – 48 milhões

Em entrevista ao Games Radar, a diretora Gina Prince-Bythewood falou sobre a sensação do momento, ‘The Old Guard’, e revelou planos para a possível sequência do longa-metragem.

“Será baseada na graphic novel. Em termos do que [o criador e roteirista] Greg Rucka escreveu, Quyhn se reergueu e isso causou alguns problemas, absolutamente. Mas também, há uma história bem sólida que gira em torno dos problemas do mundo, que traz novos vilões que não têm imortalidade, então é um balanço bem legal entre os dois extremos, na graphic novel”.

Já o roteirista Greg Rucka explicou a cena pós-créditos, indicando o que podemos esperar de uma possível sequência.

“A cena pós-créditos é bem direta. Você quer outro filme? Aqui está o gancho para uma sequência. Nós queríamos que a cena mostrasse que a mitologia é maior do que o público imaginava. Há muitas outras coisas acontecendo. Isso foi algo que eu não tive interesse em explorar nos quadrinhos, mas acredito que, ao fazer um filme, é necessário responder algumas perguntas.”

Ele completa, “No primeiro filme, eu não queria perder tempo com explicações porque nós queríamos contar a história que foi apresentada nos quadrinhos.”

A direção fica a cargo de Gina Prince-Bythewod (‘Manto e Adaga‘).

O elenco conta com Charlize Theron (‘Mad Max: Estrada da Fúria‘), Chiwetel Ejiofor (‘Doutor Estranho‘), KiKi Layne (‘Se a Rua Beale Falasse‘), Harry Melling (A Balada de Buster Scruggs), Veronica Ngo (‘Star Wars: Os Últimos Jedi’), e Marwan Kenzari (Aladdin)

‘Selena’: Christian Serratos solta a voz no teaser da 2ª temporada; Assista!

A Netflix divulgou o primeiro teaser da 2ª temporada da série ‘Selena‘.

Além disso, o serviço de streaming confirmou que o novo ciclo será lançado no dia 4 de maio.

Confira, com as imagens promocionais:

Os vindouros capítulos concluirão a história da rainha da música texana, explorando a sua vida a partir da ascensão estelar da sua carreira, culminando em sua trágica e precoce morte, aos 23 anos de idade, em 1995. A artista foi brutalmente assassinada pela presidente do seu próprio fã clube.

Na série, Christian Serratos vive a emblemática cantora latina Selena Quintanilla-Pérez, que atingiu o estrelato nos Estados Unidos entre os anos 80 e 90 e que foi assassinada aos 23 anos.

Gabriel ChavarriaRicardo ChaviraNoemí GonzalezSeidy López completam o elenco.

Selena nasceu na pequena cidade de Corpus Christi, onde começou a cantar desde muito jovem. Lançou seu primeiro em 1984, mas não seria até oito anos mais tarde que alcançaria o topo da parada mexicana da Billboard por oito meses consecutivos com Entre a Mi Mundo. Em 1994, levou para casa o Grammy de Melhor Álbum de Música Latina e é considerada até hoje uma das artistas mais importantes da indústria musical, sendo apelidade de rainha da música latina e tendo vendido mais de 80 milhões de discos.

Em 1995, foi assassinada por Yolanda Saldívar, sua sócia e presidente do fã-clube – que também estava desviando dinheiro da família e roubando as lojas. Dois anos depois, Selena ganhou uma cinebiografia estrelada por Jennifer Lopez, que se tornou um sucesso de público e rendeu à atriz uma indicação ao Globo de Ouro.

Oi? Gwyneth Paltrow NÃO sabe quem é o Gavião Arqueiro

Gwyneth Paltrow ataca novamente! Dessa vez, um fã perguntou à atriz se ela havia assistido a série do ‘Gavião Arqueiro‘, mas sua resposta foi surpreendente – e um tanto hilária.

“Não, o que é isso?,” respondeu Paltrow, deixando claro que não faz a menor ideia de quem é o personagem com quem já atuou na franquia ‘Vingadores‘.

Essa não é a primeira vez que a atriz esquece algo relacionado ao MCU. Em 2019, ao conversar com seu amigo Jon Favreau no programa ‘The Chef Show‘, Paltrow não se lembrava de participar do filme ‘Homem-Aranha: De Volta para Casa‘. Posteriormente, ela explicou que havia se confundido, pensando que a cena fazia parte de um filme dos ‘Vingadores‘.

Vale lembrar que Sebastian Stan, que interpreta Bucky/Soldado Invernal no Universo Cinematográfico da Marvel, já revelou ter passado um constrangimento com Gwyneth Paltrow, co-estrela de ‘Vingadores: Ultimato‘.

Segundo o ator, ele teve que se apresentar três vezes para a atriz até ela se lembrar de quem ele era.

Em uma entrevista no The Jess Cagle Show, ele esclareceu o perrengue.

“Estivemos em um evento de moda juntos. Ela ficou parada do meu lado, e tentei me manter firme. Não sou como aquele cara que gosta de pessoas e é como, ‘Ei! Como você está? Lembra de mim?.’ Simplesmente não parece certo. “

Mas então um amigo que o acompanhava notou Paltrow e apontou que eles deveriam se conhecer, visto que ambos apareceram em ‘Vingadores: Guerra Infinita‘ e ‘Ultimato‘.

“Tive que apresentar para ela pela terceira vez. Fiquei com vergonha,” concluiu.

Embora essa história seja hilária, é bastante compreensível que, com o grande número de pessoas no set dos últimos dois filmes de ‘Vingadores‘, Paltrow possa ter tido problemas para acompanhar todos os envolvidos.

A reunião total dos personagens do MCU aconteceu, genuinamente, no funeral de Tony Stark. E de acordo com o presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, a cena em questão exigiu um logística enorme, proporcionando ainda algumas situações inesperadas.

Em uma entrevista à revista britânica Empire, Feige comentou que a cena chamada de ‘O Casamento’ (a fim de despistar a imprensa e os fãs) foi gravada antes de alguns filmes solos do MCU, gerando uma certa confusão entre o elenco.

Enquanto Tom Holland se surpreendeu ao se deparar com Michelle Pfeiffer no set de filmagens, a atriz Gwyneth Paltrow foi mais longe e novamente ficou confusa com o MCU, se esquecendo que Samuel L. Jackson fazia parte do universo compartilhado.

Segundo Feige:

Gwyneth Paltrow ficava perguntando porque Sam Jackson estava lá no set. E os demais atores ficavam  afoitos dizendo: ‘O que você está falando? Ele é o Nick Fury! Você já fez filmes com ele!’”.

‘Minions 2: A Origem de Gru’ ultrapassa a bilheteria TOTAL de ‘Batman’

Sucesso! A sequência ‘Minions 2: A Origem de Gru‘ conseguiu ultrapassar a bilheteria total de ‘Batman‘ (US$770.8M), entrando para o TOP 4 das maiores bilheterias do ano.

Atualmente, a animação se encontra atrás apenas de ‘Top Gun: Maverick‘ (US$1.37B), ‘Jurassic World: Domínio‘ (US$974.5M) e ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura‘ (US$954.8M).

Nos EUA, o longa arrecadou US$ 343.7 milhões – tornando-se a primeira animação a ultrapassar US$ 300 milhões domesticamente após a pandemia de COVID. No mercado internacional, foram US$ 446.7 milhões.

Ao total, a produção já soma US$ 790.4 milhões mundialmente.

Vale lembrar que ‘Minions 2‘ estreou com US$ 127.4 milhões nos cinemas norte-americanos – a maior estreia para uma animação após o período de quarentena –, quebrando o recorde de ‘Transformers: O Lado Oculto da Lua‘ (US$115.8M) para o feriado do Dia da Independência.

Dirigida por Kyle BaldaBrad Ableson Jonathan del Val, a animação também conta com as vozes de Kevin HartMargot RobbieDave BautistaPierre Coffin completam o elenco.

Vin Diesel quebra o silêncio sobre os RETORNOS chocantes em ‘Velozes e Furiosos 10’

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o astro Vin Diesel comentou sobre os chocantes retornos na sequência ‘Velozes e Furiosos 10‘.

*SPOILERS ABAIXO*

O novo capítulo da franquia trouxe de volta a Gisele (Gal Gadot), que havia aparentemente morrido no sexto filme após um sacrifício para salvar o Han (Sung Kang). Além dela, a produção também contou com o retorno do Dwayne Johnson – que, após uma briga intensa e pública com Diesel, havia alegado que nunca mais retornaria à saga.

“As discussões sempre são sobre como podemos tornar o filme ainda melhor. O que parece certo para a franquia? Como podemos fazer os espectadores felizes? E ambos os retornos claramente deixaram as pessoas felizes. Quando juntamos isso com a temática recorrente de união na franquia, gera uma combinação perfeita.”

A atriz Jordana Brewster também comentou o que achou dos retornos dos astros: “Primeiro, eu ouvi sobre a Gal, então ouvi sobre o retorno do Dwayne. Fiquei chocada que eles iriam retornar.”

Por fim, o novato Alan Ritchson acrescentou: “Como um fã da franquia, eu fiquei chocado. Não estava esperando por isso. Não me deram nenhum tipo de aviso antes de descobrir. Então, a minha experiência foi como a dos espectadores.”

Vale lembrar que ‘Velozes e Furiosos 10‘ arrecadou impressionantes US$ 319 milhões durante o primeiro final de semana nas bilheterias mundiais – tornando-se a segunda maior estreia global do ano, atrás apenas de ‘Super Mario Bros‘.

Internacionalmente, o longa arrecadou US$ 251.4 milhões através de 84 mercados. Os números representam a maior estreia internacional do ano, além de ser a segunda melhor da franquia – ficando atrás apenas de ‘Velozes e Furiosos 8‘.

Em geral, ‘Velozes e Furiosos 10‘ alcançou o terceiro maior lançamento da franquia. Para termos de comparação, a nova sequência registrou um desempenho 77% acima de ‘Velozes e Furiosos 9‘, 36% acima do spin-off ‘Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw‘, e 13% e 17% abaixo de ‘Velozes e Furiosos 8‘ e ‘Velozes e Furiosos 7‘, respectivamente.

Velozes & Furiosos 10, o mais novo filme da Saga Velozes & Furiosos, é o marco dos capítulos finais de uma das franquias globais mais célebres e populares do cinema, que em sua terceira década de ação e aventura continua firme e forte, com o mesmo elenco e os mesmos personagens principais desde o filme inaugural.

Ao longo de muitas missões e contra todas as possibilidades, Dom Toretto (Vin Diesel) e sua família resistiram, contornaram e superaram todos os adversários que cruzaram o seu caminho. Agora, eles enfrentam o mais letal de todos os seus oponentes – um inimigo aterrorizante que emerge das sombras do passado, alimentado por um desejo sanguinário de vingança, e determinado a destruir, para sempre, a família Toretto – tudo e todos a quem Dom ama.

Em Velozes & Furiosos 5: Operação Rio, de 2011, Dom e sua equipe eliminaram o nefasto chefão brasileiro das drogas, Hernan Reyes, e decapitaram seu império em uma ponte no Rio de Janeiro. O que eles não sabiam é que o filho de Reyes, Dante (Jason Momoa, Aquaman), testemunhou tudo, e passou os últimos doze anos elaborando um plano para que Dom, afinal, pague pelo que fez.

A estratégia de Dante é separar a família de Dom – de Los Angeles às catacumbas de Roma, do Brasil a Londres e de Portugal à Antártida. Novos aliados serão cooptados, e antigos inimigos vão voltar à ativa. Mas tudo muda quando Dom descobre que seu próprio filho de oito anos (Leo Abelo Perry, série Black-ish) é o alvo final da vingança de Dante.

Crítica | ‘Velozes e Furiosos 10’ é tão ABSURDO, surreal e nonsense que diverte e faz rir (Nota: 8.0)

No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, o longa abriu com 57% de aprovação, com 47 reviews publicadas até o momento.

O consenso de quem já conferiu o longa é que há grandes cenas ações, algumas até mesmo absurdas, e que o vilão interpretado por Jason Momoa é um grande destaque.

Lembrando que o filme estreia hoje, 18 de maio, nos cinemas.

O longa marca a estreia de Jason Momoa (‘Aquaman’), Alan Ritchson (‘Reacher’), Brie Larson (‘Capitã Marvel’), Daniela Melchior (‘O Esquadrão Suicida’) e Rita Moreno (‘Amor, Sublime Amor’) na franquia.

Retornam ao elenco nomes como Charlize Theron, Michelle Rodriguez, Scott Eastwood, Jordana Brewster e Sung Kang.

‘Armadilha para Turistas’: Terror clássico de 1979 vai ganhar remake

De acordo com o Bloody Disgusting, um remake de ‘Armadilha para Turistas‘ (Tourist Trap), terror clássico de 1979, está oficialmente em desenvolvimento.

A produtora Alliance Media Partners adquiriu os direitos do projeto.

Barbara Crampton (‘Você é o Próximo’) servirá como produtora.

Na trama original…

“Quatro jovens têm problemas no carro e vão parar em um velho posto de gasolina numa estrada secundária, onde também funcionam um motel e um museu de cera. Ali, encontram um misterioso homem, o Sr. Slausen que pode ou não ter alguma relação com uma misteriosa figura mascarada que circula pelo local, matando turistas desavisados e transformando-os em manequins/zumbis.”

O longa original foi escrito e dirigido por David Schmoeller (‘O Mestre dos Brinquedos’).

O elenco da produção original inclui Chuck Connors, Shailar Coby, Jocelyn Jones, Jon Van Ness e Robin Sherwood.

‘Moana 2’ ultrapassa US$ 600 milhões nas bilheterias mundiais

Sucesso! Em menos de duas semanas, a sequência ‘Moana 2‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 600 milhões nas bilheterias mundiais.

Atualmente, a animação se encontra no TOP 5 das maiores arrecadações do ano, tendo ultrapassado ‘Godzilla x Kong: O Novo Império‘ (US$571.7M), ‘Kung Fu Panda 4‘ (US$547.6M) e ‘Venom: A Última Rodada‘ (US$472.8M).

Nos EUA, o longa já arrecadou US$ 300 milhões – superando arrecadação total do primeiro filme no país (US$248.7M). No mercado internacional, também foram US$ 300 milhões.

O TOP 5 dos maiores mercados internacionais conta com a França (US$32.5M), Reino Unido (US$27.2M), Alemanha (US$19.7M), México (US$19.1M) e Brasil (US$16M).

Ao total, o longa já soma US$ 14 milhões em IMAX mundialmente.

Moana 2′ reúne Moana e Maui três anos depois para uma nova viagem expansiva ao lado de uma tripulação de marinheiros improváveis. Depois de receber uma ligação inesperado de seus ancestrais, Moana deve viajar para os mares distantes da Oceania e em águas perigosas há muito tempo perdidas para uma aventura diferente de tudo que ela já enfrentou.”

Auli’i CravalhoDwayne Johnson retornam como Moana e Maui.

O filme é dirigido por Dave Derrick Jr. com músicas de Abigail Barlow, Emily Bear, Opetaia Foa’i e Mark Mancina.

Sucesso de crítica e público, o primeiro longa-metragem foi lançado em 2016 e arrecadou US$643 milhões pelo mundo.

Fede Alvarez NÃO irá dirigir sequência de ‘Alien: Romulus’

Em entrevista ao TooFab, Fede Alvarez (‘A Morte do Demônio’) revelou que não retornará à direção da aguardada sequência de ‘Alien: Romulus‘.

O cineasta, no entanto, assinará o roteiro próximo filme ao lado do seu antigo colaborador Rodo Sayagues.

“Nós acabamos de finalizar o roteiro da sequência ‘Alien: Romulus’, mas eu passarei a tocha para outro diretor. Acho que é comum isso acontecer na franquia, com exceção do Ridley Scott. Os diretores chegam, comandam um capítulo e passam o bastão para o próximo. Nós escrevemos o roteiro porque amamos o que começamos com ‘Romulus’ e queríamos continuar a história. Nós amamos essa história e queremos encontrar um diretor que realmente faça jus a ela.”

Sobre seus planos para o futuro, o cineasta revela ter interesse em dirigir uma história original: “Quero trabalhar em um projeto pessoal que eu e o meu corroteirista [Rodo Sayagues] temos mantido em segundo plano por algum tempo. Sentimos que o momento certo para trabalhar em algo original, mas não posso revelar nada sobre isso.”

Sucesso nos cinemas, ‘Alien: Romulus‘ arrecadou mais de US$ 350 milhões nas bilheterias mundiais, além de alcançar 80% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.

Crítica | ‘Alien: Romulus’ é um dos MELHORES capítulos da icônica saga sci-fi

Confira nossa crítica em vídeo e siga o CinePOP no Youtube:

Ambientada entre os eventos de ‘Alien, o Oitavo Passageiro‘ (1979) e ‘Aliens, O Resgate‘ (1986), a trama gira em torno de um grupo de jovens colonizadores espaciais se depara com a forma de vida mais aterrorizante do universo enquanto exploram as profundezas de uma estação espacial abandonada.

alienromulus

‘Backrooms’ ultrapassa US$ 100 milhões nos EUA e quebra RECORDE da A24

Sucesso! O terror ‘Backrooms: Um Não-Lugar‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 100 milhões nos EUA, tornando-se a maior arrecadação doméstica da história da A24.

De acordo com o Deadline, o longa levou apenas seis dias para superar a marca histórica.

O recorde anterior pertencia à cinebiografia ‘Marty Supreme‘, que arrecadou um total de US$ 96 milhões no país. O filme estrelado por Timothée Chalamet segue como a maior arrecadação global do estúdio (US$191M), mas a expectativa é que o terror de Kane Parsons supere o título em breve, ultrapassando a marca dos US$ 200 milhões nas bilheterias mundiais.

Vale lembrar que o terror abriu com impressionantes US$ 118 milhões em seu primeiro final de semana nas bilheterias mundiais. Além de ter se tornado a maior abertura global da história da A24, o longa também superou o lançamento de ‘Pânico 7‘ (US$97.1M), tornando-se a maior estreia global do ano para um filme do gênero.

Para termos de comparação, o terror registrou um desempenho acima de outros sucessos recentes, como ‘A Hora do Mal‘ (+62%), ‘Pânico 7‘ (+22%), ‘Five Nights at Freddy’s 2‘ (+5%) e ‘Premonição 6: Laços de Sangue‘ (+4%).

Nos EUA, o filme abriu com sólidos US$ 81.4 milhões, tornando-se a maior estreia doméstica do estúdio – superando ‘Guerra Civil‘ (US$25.5M).

Kane Parsons ainda se consagrou como o diretor mais jovem da história a conquistar o topo das bilheterias norte-americanas. O recorde anterior pertencia ao cineasta Josh Trank, que havia conquistado o topo das bilheterias do país com ‘Poder Sem Limites‘ (US$22M), ao 27 anos.

Crítica | ‘Backrooms: Um Não-Lugar’ une terror, suspense e sci-fi em uma INQUIETANTE jornada interdimensional

Com 89% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o terror recebeu uma nota B- do público no CinemaScore – uma média considerada boa para o gênero.

Backrooms: Um Não-Lugar‘ segue em exibição nos cinemas nacionais!

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

A produção é baseada no curta original de Kane Parsons, que gira em torno de um jovem cineasta que vai parar em outra dimensão. Ele vaga por um escritório inquietantemente amarelo, vazio e labiríntico, que pode ou não abrigar seres sobrenaturais. O título e o cenário do filme são inspirados nas imagens de uma creepypasta (ou lenda urbana da internet) publicadas no site 4chan em 2019.

O elenco conta com Chiwetel Ejiofor (‘The Old Guard’), Renate Reinsve (‘A Pior Pessoa do Mundo’) Mark Duplass (‘The Morning Show’), Finn Bennett (‘True Detective’), Lukita Maxwell (‘Shrinking’) e Avan Jogia (‘Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City’).

Com apenas 20 anos, Kane Parsons faz sua estreia como diretor de longa-metragem, tornando-se o cineasta mais jovem a colaborar com a A24. Os detalhes do enredo estão sendo mantidos em sigilo absoluto, o que reforça o mistério que cerca o projeto desde o anúncio de sua adaptação para os cinemas.

A adaptação será coproduzida por James Wan, através da Atomic Monster.

Parsons assume a direção do longa, a partir de um roteiro assinado por Roberto Patino (‘Westworld’).

Shawn Levy, Dan Cohen e Dan Levine também servirão como produtores executivos ao lado da 21 Laps Entertainment.

Colin Firth derruba teoria sobre seu retorno em ‘Kingsman – O Círculo Dourado’

Uma das expectativas para ‘Kingsman – O Círculo Dourado’ é o retorno do ator Colin Firth para o seu papel.

A confirmação todos já tem, mas desta vez o ator falou abertamente sobre seu regresso, aproveitando para também derrubar uma teoria que tem circulado entre os fãs:

“Todo mundo já sabe que eu estou de volta, mas é engraçado as especulações que surgem quando não revelamos nada. Não queremos ser sádicos ou algo do tipo, mas eu sempre penso, será que vale a pena revelar antes da hora. É como aquele presente de Natal que você ainda não viu. Vale a pena saber o que é antes da grande festa? Mas sim, você ouviu aqui primeiro, ele não é um irmão gêmeo do mal, ok?”

Lembrando que a estreia está agendada para 29 de setembro.

‘Kingsman 3’? Taron Egerton comenta a possibilidade

Kingsman: O Circulo Dourado’ é dirigido por Matthew Vaughn, com roteiro assinado por Dave Gibbons, Jane Goldman e Mark Millar. O elenco conta com Taron Egerton (Gary ‘Eggsy’ Unwin), Julianne Moore (Poppy), Colin Firth (Harry Hart), Jeff Bridges, Channing Tatum, Pedro Pascal (Jack Daniels), Mark Strong (Merlin), Halle Berry (Ginger), Vinnie Jones, and Sophie Cookson (Roxy).

A trama do primeiro filme acompanha uma organização supersecreta que recruta um deselegante mas promissor garoto para o programa de treinamento supercompetitivo da agência justo quando um perverso gênio tecnológico ameaça o planeta.

’13 Reasons Why’: Netflix cancela festa de estreia de 2ª temporada após tiroteio em uma escola no Texas

A Netflix decidiu cancelar a festa de estreia da 2ª temporada de ‘13 Reasons Why‘, após um tiroteio que aconteceu em uma escola na cidade de Santa Fe, no estado do Texas. O evento que marcaria o lançamento aconteceria na última sexta-feira (18), em Los Angeles.

Em solidariedade às vítimas, a plataforma de streaming emitiu um comunicado, em que refletiu rapidamente sobre a importância de oferecer apoio mediante as circunstâncias:

“Nossos corações estão com as vítimas do tiroteio ocorrido na escola Santa Fe High School e com todas as vítimas de violência por armas de fogo. Em virtude desta tragédia, nós estamos cancelando o evento de estreia de ‘13 Reasons Why‘”.

 

’13 Reasons Why’: Psiquiatra faz ALERTA e diz que série pode encorajar o suicídio! 

Baseada no best-seller de Jay Asher, a série acompanha Clay Jensen (Dylan Minnette) que, ao voltar da escola, encontra uma caixa misteriosa com seu nome na porta de casa. Dentro dela, ele encontra fitas-cassetes gravadas por Hanna Baker – sua colega de classe e paixão secreta – que cometera suicídio duas semanas antes. Nas fitas, Hanna explica as treze razões que a levaram à decisão de acabar com a própria vida. Será que Clay foi uma delas?

Precisamos conversar sobre ’13 Reasons Why’, a série sobre SUÍCIDIO da Netflix 

A série tem produção executiva de Selena Gomez e episódios dirigidos pelo vencedor do Oscar Tom McCarthy (‘Spotlight – Segredos Revelados’).

‘Nós’: Duas atrizes de ‘Friends’ participaram do terror; Descubra!

Os fãs de ‘Friends‘ provavelmente nem se tocaram, mas duas atrizes do sitcom participaram do novo terror de Jordan Peele, intitulado ‘Nós‘.

As gêmeas Becca e Lindsey, que vivem as filhas do casal Kitty (Elizabeth Moss) e Josh (Tim Heidecker), são interpretadas por Cali e Noelle Sheldon. Ambas dividiram o papel da pequena Emma, filha de Rachel e Ross na produção.

Na ocasião em que estrelaram a comédia, elas revezavam o papel e por serem tão pequenas, é natural que ninguém as reconheça da época.

 

Superando todas as expectativas, o terror ‘Nós‘ arrecadou surpreendentes US$ 70.2 milhões em sua estreia nos EUA. O resultado representa a MAIOR abertura de um filme original live-action desde ‘Avatar‘ (que estreou com US$ 77 milhões há 10 anos).

A produção também conquistou a maior estreia da história de um filme para maiores de 18 anos, superando ‘Um Lugar Silencioso‘ (US$50.2 milhões).

Internacionalmente, o longa arrecadou US$16.7 milhões, totalizando uma estreia global sólida de US$86.9 milhões.

O longa foi escrito e dirigido por Jordan Peele, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original com ‘Corra!‘.

Na trama, “Uma mãe e um pai levam seus filhos para a casa na praia esperando relaxar e se divertir com seus amigos. Mas quando a noite cai, a serenidade se transforma em tensão e caos após visitas chocantes aparecerem sem convite.”

O elenco conta com Lupita Nyong’oDuke Nicholson, Evan Alex, Madison Curry, Cali Sheldon, Noelle Sheldon, Tim Heidecker,Yahya Abdul-Mateen II, Anna Diop Shahadi Wright Joseph.

O terror já está em exibição nos cinemas!

‘Resgate’ e mais estreiam na Netflix nesta semana; Confira a lista!

Já estamos na segunda quinzena do mês de abril e a grade de programação da Netflix continua ganhando corpo, com a chegada de novos títulos para animar o período de quarentena dos assinantes brasileiros.

E nesta semana, inúmeros conteúdos originais estão chegando à plataforma, como o filme de ação ‘Resgate‘, estrelado pro Chris Hemsworth, bem como o suspense ‘O Silêncio do Pântano‘, produção estrelada por Pedro Alonso (Berlim, de ‘La Casa de Papel‘).

Além disso, a popular cinebiografia ‘Feito na América‘, protagonizada por Tom Cruise, chega à grade de programação, no dia 26 de abril.

E para você não perder nada de bom que chega à Netflix, separamos a agenda completa de estreias dessa semana. Programe-se, renove o estoque de milho de pipoca e que venham as maratonas!

20/04

The Midnight Gospel
Baseada em entrevistas do podcast Duncan Trussell Family Hour, esta série animada segue um apresentador espacial em uma jornada pela galáxia à procura do sentido da vida.

Receita da Boa
Chefs competem para deixar apresentadores e convidados doidões com sua culinária à base de cannabis, regada a infusões de tetrahidrocanabinol e molhos de canabidiol.

22/04

Planeta Bizarro
Um elenco de bichos esquisitos e a própria Mãe Natureza narram essa divertida série científica, que explora a vida dos animais mais incríveis da Terra.

O Silêncio do Pântano
Um autor de romances policiais descobre ligações entre políticos e a máfia local em Valência, na Espanha, e se envolve em um sequestro real. Com Pedro Alonso (La Casa de Papel).

Atrás da Estante
Durante quase quatro décadas, o discreto casal Karen e Barry Mason comandou o Circus of Books, sex shop em Los Angeles que virou referência para a comunidade gay local.

Os Irmãos Willoughby
Nesta animação, quatro crianças abandonadas pelos pais egoístas aprendem a adaptar seus valores antiquados ao mundo contemporâneo.

24/04

After Life – Vocês vão ter de me engolir
A série de dramédia acompanha o viúvo Tony (Ricky Gervais). Na temporada 2, ele ainda luta com o sofrimento pela perda da esposa, mas já tenta tratar melhor os amigos.

Resgate
Tyler Rake (Chris Hemsworth) é um mercenário sem nada a perder, recrutado para resgatar o filho de um chefão da máfia que está na cadeia.

Oi Ninja: Temporada 2
Baseado no livro de N.D. Wilson e Forrest Dickison, Oi Ninja traz os melhores amigos Wesley e Georgie resolvendo problemas e salvando o dia como pequenos ninjas.

26/04

The Last Kingdom: Temporada 4
Eduardo e Aethelflaed debatem o futuro da Mércia e o sonho de uma Inglaterra unida. Uhtred tenta recobrar seu direito de nascimento.

Feito na América
Um piloto vira informante da CIA e usa seus contatos no governo para contrabandear cocaína para Pablo Escobar. Com Tom Cruise.

 

Primeiras Impressões | Supergirl: 6ª temporada retorna energizada e pronta para o seu desfecho

Com um doce toque de despedida já pairando no ar, Supergirl retorna com sua 6ª e última temporada sem tempo a perder. Recuperando o seu fôlego rapidamente, o episódio inaugural retoma os fatos do ciclo anterior com dinamismo e ritmo, trazendo uma eletrizante sequência de abertura que rapidamente arrebata o público. E caminhando com intensidade para mais um novo capítulo do entrave entre Lex Luthor e Kara Danvers, a produção original do Warner Channel acelera o seu passo e entrega a sua última e já saudosa abertura de temporada para os fãs que viveram esse pequeno grande universo desde 2015.

Supergirl — “Rebirth” — Image Number: SPG520A_0439r — Pictured: Melissa Benoist as Supergirl — Photo: Dean Buscher/The CW — © 2021 The CW Network, LLC. All Rights Reserved.

E os ânimos estão aflorados, logo na estreia. Com o mundo correndo risco nas mãos de um dos vilões mais amados/odiados do universo dos quadrinhos, Supergirl e seu time de aliados ficam diante de uma forte ameaça digna de final de série. E com a trama se elevando rapidamente em poucos minutos, o episódio Rebirth entrega uma sequência de cenas de ação energizadas, que nos surpreendem em meio à reviravoltas que seguem até o instante final do capítulo.

E em Rebirth, Jon Cryer mais uma vez se diverte em cena. Se apropriando da figura vilanesca de Luthor, ele ainda chega no auge do seu personagem, em um momento performático em que dança e se vangloria de sua própria soberba e poder – da forma mais egocêntrica possível. E em meio a intensos confrontos diretos com a heroína, já percebemos a série se desdobrar de forma ainda mais vasta em seus vindouros capítulos finais, prometendo uma temporada cheia de tretas ainda maiores, pautadas também por conflitos emocionais que devem se prolongar até os últimos episódios.

Supergirl — “Rebirth” — Image Number: SPG520A_0286r — Pictured: Jon Cryer as Lex Luthor — Photo: Dean Buscher/The CW — © 2021 The CW Network, LLC. All Rights Reserved.

Com as cenas de ação se intercalando com momentos mais sóbrios e regados por aquela mesma dramaticidade que já vimos no passado entre os personagens, a série honra as nossas expectativas logo de cara e anuncia um reinício enérgico e cativante. Com Kara travando uma batalha ainda mais pessoal nessa reta final, Supergirl está de volta com o que promete ser uma jornada memorável e ainda mais regada por emblemáticas lutas girl power.

Assista ao trailer:

Criada por Ali Adler, Greg Berlanti e Andrew Kreisberg, a série originalmente era exibida pela CBS, mas trocou de canal após o segundo ciclo, fazendo parte do catálogo da CW e entrando oficialmente para o Arrowverse.

Durante a destruição de Krypton, a pequena Kara Zor-El é enviada à Terra com o objetivo de proteger o primo Kal-El (Superman), que ainda bebê também é um dos sobreviventes da destruição de seu planeta natal. Durante o percurso, a nave de Kara se desvia da rota original e acaba em um planeta onde o tempo não passa. Aos 12 anos seu primo, que já havia se tornado o Superman, a resgata e entrega-lhe aos cuidados de uma família de amigos cientistas, os Danvers. Kara Danvers cresce como uma criança normal (ou quase isso) e, aos 24 anos, trabalha como assistente de Cat Grant na CatCo Worldwide Midia, sem que ninguém suspeite de seus superpoderes. Um dia, sua irmã adotiva, Alex, está em um avião que sofre uma pane e começa a cair. Kara, que sempre se deu muito bem com a irmã, decide salvá-la com a ajuda de seus superpoderes, Depois disso ela descobre que a irmã na verdade trabalha para o D.E.O. e junta-se à organização, dividindo-se entre a vida de assistente e de Supergirl.

O elenco conta com Melissa Benoist, Chyler Leigh, Mehcad Brooks, Katie McGrath, Jesse Rath, Nicole Maines, David Harewood e Azie Tesfai.

Crítica | Wish: O Poder dos Desejos é a belíssima redenção da Disney após um difícil ano nas bilheterias mundiais

Se na vida real as estrelas tiverem o mesmo poder que no colorido universo da fantasia, talvez Wish: O Poder dos Desejos possa genuinamente se tornar a grande redenção que a Disney tanto precisa em 2023, após um difícil ano nas bilheterias. Vivendo um momento de fadiga e estafo diante da opinião pública, a centenária Casa do Mickey encerra um ano tão emblemático e catártico com sua linda trajetória ofuscada por um presente e futuro incertos. Em meio à sombra do visionário Walt Disney, paira o fantasma de longas como Lightyear, Elementos e Mundo Estranho. E o que prometia ser um tempo promissor para a Pixar e Disney Animation foi reduzido à cinzas de um sucesso que jamais chegou.

Mas como a fada madrinha de Pinóquio bem nos ensinou lá nos idos dos anos 40, quando você faz um pedido a uma estrela, não importa quem você é e há sempre uma chance para que seu sonho se realize. E é nessa apaixonante poesia musicada que Wish alicerça a história de Asha e do reino de Rosas. Em uma terra de sonhos jamais realizados, a desajeitada jovem é a simples resposta para problemas tão mais complexos. Como um reflexo da simplicidade artística da era de ouro da Disney Animation, ela é uma memória do que torna as clássicas animações do estúdio tão preciosas e apaixonantes até hoje.

Longe de agendas político-sociais programáticas e concentrada apenas em contar uma boa história, honrando um extenso e intimidador legado, a protagonista originalmente dublada por Ariana DeBose é um frescor para um público cansado. Ainda que emane dezenas de icônicos protagonistas da Disney, ela é também a lembrança de um clássico que jamais envelhece e que segue sendo a grande procura pelas audiências contemporâneas. Delicada, destemida, corajosa, mas também fortemente vinculada a valores familiares, a mais nova personagem da Casa do Mickey caminha dentro do ideal tradicional que pavimentou a longeva trajetória de sucesso da gigante do entretenimento.

E com uma proposta mais singela, arraigada em décadas de longas de sucesso, os diretores Fawn Veerasunthorn e Chris Buck – que também co-assina o roteiro ao lado de Jennifer Lee e Allison Moore – decidem fazer o caminho inverso dos mais recentes lançamentos da Disney Animation e da Pixar. Na busca pelo resgate da encantadora magia que formou gerações de fãs, eles abrem mão da originalidade narrativa para fazer de Wish um manifesto perante o público, indicando o retorno dos mesmos elementos que outrora pautaram sucessos como Peter Pan, A Pequena Sereia, Branca de Neve, dentre tantos outros.

E embora o roteiro de Wish deixe a desejar no quesito autenticidade, ele não perde seu brilho, muito menos seu encantamento. Nos convidando para uma viagem nostálgica repleta de memórias afetivas – resgatadas por pequenos easter-eggs espalhados pela trama -, a animação musical é um vibrante e vívido sonho que instiga a audiência ao impossível, proporcionando uma jornada de cores e canções inspiradoras capazes de ativar em nós os sentidos mais enrijecidos. Com uma coletânea de hits que flertam com a música espanhola e instrumentos medievais, o filme é um deleite visual, que reluz aquarela em seus traços, lapidando a clássica animação 2D mais rudimentar dos anos 40 e 50 da Disney, para fazer uma homenagem a anos de histórias contadas em desenhos.

Com personagens mais caricatos, de fácil absorção pelo público infantil, a animação possui algo para cada um de seus públicos. Acalentando os corações de pais e tutores exaustos de filmes infantis que flertam com algum tipo de doutrinação sociocultural, Wish é uma resposta da Disney a anseios antigos. Buscando o mesmo fôlego e fascínio que tornou a Walt Disney Company a fortaleza cultural global que um dia ela foi, a produção é um aceno mercadológico e artístico que, à medida em que conversa com seus acionistas e executivos, gradativamente tenta atrair de volta os corações sedentos pelo puro entretenimento.

Celebrando o visionário Walt Disney em toda sua criatividade pueril, enquanto reverencia todos os caminhos trilhados por ele na construção de seu próprio sonho, Wish: O Poder dos Desejos pode não ser a animação que alguns esperavam, mas é – sem sombra de dúvidas- aquela que mais desejávamos em 2023. Como um prenúncio do retorno de velhos novos ventos na direção artística da empresa, a aguardada animação – que só chega ao Brasil em janeiro de 2024 -, é o aroma de uma simplicidade eficaz, que capta nossa atenção, captura nossas almas e nos instiga para um tempo onde o entretenimento infantil volte a ser tão valioso quanto um dia foi nas mãos de Walt. Tomara que esse desejo realmente se realize.

Crítica | Segundo Ato – Filme de Quentin Dupieux Aborrece Plateia na Abertura do Festival de Cannes 2024

Conhecido pelo seu formato divertido e inventivo de fazer filmes descompromissados e com um orçamento baixo, Quentin Dupieux apresentou seu 14° longa na abertura da 77ª edição do Festival de Cannes. Com uma linguagem metalinguística, Segundo Ato (Le Deuxième Acte, no original) não consegue manter o enredo de pé ao longo de 72 minutos. A grande anedota, afinal, é parecer um filme escrito e dirigido por inteligência artificial (IA). 

Com piadas em ritmo de metralhadora sobre os discursos politicamente incorretos, Segundo Ato é o nome de um restaurante de beira de estrada, onde desenrola-se boa parte dos verborrágicos diálogos e algumas das poucas cenas engraçadas. Conduzido por quatro estrelas do cinema francês Louis Garrel, Vincent Lindon, Léa Seydoux e Raphaël Quenard — protagonista do ótimo Yannick (2022) do mesmo diretor —, quem rouba a cena é o pouco conhecido Manuel Guillot, que dá vida ao figurante estressado emocionalmente Stephane. 

Em uma piscada de olho para a proibição de filmes da plataforma Netflix no Festival de Cannes, a projeção começa com a logo do N vermelho e, em seguida, somos martelados com diálogo de “diga a coisa certa”. Em outras palavras, os amigos David (Louis Garrel) e Will (Raphaël Quenard) disparam falas veladas de transfobia e capacitismo, mas lembram-se que estão diante de uma câmera e podem ser cancelados. 

Na primeira vez, a piada funciona como uma autocrítica à indústria de comunicação e as redes sociais, mas logo o timing cômico é substituído pela gastura da repetição das ideias, adicionando mais temas sensíveis. De um outro lado, Guillaume (Vincent Lindon) e Florence (Léa Seydoux) lidam com a crise existencial do primeiro. Cansado de fazer filmes de autor — como a obra em questão —, Guillaume destila farpas ao roteiro caricato e longe do “verdadeiro cinema”, para ele, o dos Estados Unidos, representado pela figura de Paul Thomas Anderson.  

Como em vicioso ciclo, tal como seu último longa Daaaaaalí! (2023) — ainda inédito no Brasil —, Quentin Dupieux nunca deixa claro onde começa e acaba a ficção dentro da ficção. Esta exploração do ilógico e surreal é o ponto forte da sua filmografia, vide O Interrogatório (2018) e Deerskin: A Jaqueta de Couro de Cervo (2019), porém esquecida nesta obra. Sempre curto e certeiro na paródia do próprio ato de fazer cinema, Dupieux até arranca algumas risadas em Segundo Ato, mas acompanhadas de bocejos por falta de um ponto de ancoragem para toda a repetição de discursos das redes sociais.

 

Em determinado momento, um dos personagens recita: “tem que saber separar o homem do artista”; em outro, a Florence anuncia os avanços de um colega de trabalho como abuso e todas as sequências seguem o mesmo modelo sobre polêmicas da indústria. Desse modo, o longa torna-se uma discussão modorrenta sobre a inutilidade da sétima arte, porém um borrão de sangue aparece na tela para acordar o público. Isto é, uma morte aleatória.

Discute-se tanto na indústria o perigo dos roteiristas — entre outros artistas — serem substituídos por inteligência artificial (IA) que é louvável ter uma obra que imagina as possibilidades de como seria a sua real existência. Se o objetivo de Quentin Dupieux era provar que um filme escrito e dirigido por IA é ruim, ele conseguiu colocar em tela o quanto é entediante ser entretido através de métricas, estatísticas e bytes. Seria uma provocação aos filmes formulaicos da Netflix de qualidade cada vez mais questionáveis? 

‘Sherlock Holmes 3’ ainda pode acontecer, afirma Robert Downey Jr.

Após anos engavetado, ‘Sherlock Holmes 3‘ pode finalmente acontecer. Pelo menos é o que garante Robert Downey Jr. em uma entrevista à Entertainment Weekly. Ao ser questionado sobre o futuro da franquia e os próximos projetos da produtora que compartilha com sua esposa, Susan Downey, a Team Downey, o ator disse:

“Primeiro, minha esposa está liderando a produção de ‘The Voyage of Doctor Dolittle’ com Joe Roth. Eu estou me divertindo, mas decidi me dar uns 40 desafios, como um sotaque de galês. E aí temos todas as coisas depois disso, estamos tentando também outro ‘Sherlock Holmes’ e estamos desenvolvendo ‘Pery Mason’ para HBO, sem contar que ainda quero fazer ‘Pinóquio'”

Recentemente, com uma franquia potencial em mãos, a Warner Bros. havia contratado um grupo de roteiristas conceituados para trabalhar no roteiro do terceiro filme.

São eles: Nicole Perlman (‘Guardiões da Galáxia’), Justin Malen (‘Baywatch’), Gary Whitta (‘Uma História Star Wars – Rogue One), Geneva Dworet-Robertson (do novo ‘Tomb Raider’) e Kieran Fitzgerald (‘Snowden – Herói ou Traidor’).

“Estamos fazendo algumas coisas preliminares. Se pudéssemos filmá-lo pelo Skype, poderíamos ter o filme pronto em uma semana. É realmente um grande negócio poder fazer esses filmes. Estou cansado o tempo todo, mas eu estou muito empolgado em retornar”, afirmou o astro Downey Jr

É provável que o filme também trará o retorno de Jude Law.

Sherlock Holmes‘ arrecadou US$ 515 milhões mundialmente, e a sequência fez US$ 543,8 milhões.

Matthew Perry, de ‘Friends’, é hospitalizado com grave perfuração no intestino

O ator Matthew Perry, conhecido pelo icônico papel de Chandler Bing na série Friends’ (1994-2004), foi levado às pressas a um hospital de Los Angeles, na terça-feira (7), para ser submetido a uma cirurgia de emergência.

Segundo o site Daily News, Perry foi internado por causa de uma grave perfuração no intestino. A informação foi confirmada pela própria assessoria do ator.

“Matthew está agradecido com o carinho do público e pede privacidade enquanto se recupera”, disse um anúncio divulgado pela equipe do ator.

Vale lembrar que as possíveis causas da perfuração do intestino incluem possíveis acidentes, além de consequências de colonoscopia, câncer, úlceras e outras infecções na região.

 

Crítica | ‘A Incrível História de Henry Sugar’ é maravilhoso para fãs do Wes Anderson

Dando prosseguimento a sua parceria com a Netflix e a família Dahl, Wes Anderson faz uma adaptação praticamente literal do conto A Incrível História de Henry Sugar, do britânico Roald Dahl, em um curta de aproximadamente 40 minutos. Para quem acha que já ouviu esse nome antes, mas não se lembra do contexto, ele é o autor de outra história adaptada anteriormente pelo diretor, O Fantástico Sr. Raposo, e por clássicos da literatura infantil que também foram adaptados para os cinemas, como A Fantástica Fábrica de Chocolate e Matilda.

Essa história, porém, é completamente voltada para o público adulto, porque aborda o propósito e como as pessoas perdem tempo com coisas mundanas, enquanto a vida passa. Ao longo desses quase 40 minutos, acompanhamos Roald Dahl, interpretado por Ralph Fiennes, contar a história de Henry Sugar (Benedict Cumberbatch), um herdeiro milionário egoísta cuja única preocupação na vida é ganhar mais dinheiro. No entanto, sua vida muda de uma hora para outra quando ele descobre um livro fininho que contém o relato de um médico sobre um misterioso artista de circo que, por meio de treinamento, aprendeu a enxergar sem abrir os olhos. Ele fica fascinado pelo relato porque acredita ser capaz de dominar a técnica para ler cartas e ganhar mais dinheiro trapaceando em cassinos.

A escolha da direção por adaptar o conto palavra por palavra altera bastante a linguagem cinematográfica padrão que o público se acostumou. Wes Anderson busca elementos do teatro, como os cenários móveis e os atores se revezando nos papéis menores, para deixar a história um pouco mais palatável, já que o curta é narrado por seus personagens, que estão o tempo inteiro encarando o público, literalmente contando a história para eles. Isso, junto a tão famosa estética do diretor, pode exercer duas reações, que dependem diretamente do espectador ser fã ou não do trabalho de Wes Anderson. Se você não gosta dos filmes dele, sequer cogite perder seu tempo com essa obra. O ritmo é sonolento, o humor é extremamente de nicho e a incursão das histórias certamente será cansativa. Ao fim do curta, você saíra com a sensação de que os 40 minutos foram estendidos para três horas e você gastou seu tempo vendo a versão emperiquitada da Bíblia narrada pelo Cid Moreira.

Agora, se você for fã do trabalho de Anderson, pode ir sem medo, porque o diretor trabalha sua estética ao máximo, com uma atenção irretocável para cenários e figurinos, trazendo planos visualmente instigantes e todos aqueles elogios verborrágicos que a crítica repete a cada nova obra do diretor. Nesta obra, ele atinge seu máximo, fazendo um dos mais singelos e representativos trabalhos de sua carreira. Ok, fazendo uma ponderação, esse estilo de interação direta pode ser cansativo até mesmo para quem já está acostumado com as obras dele por soar didático demais em certos momentos.

Entretanto, gostando ou não do curta, um aspecto que merece atenção e reconhecimento é a dificuldade das atuações realizadas no filme. Benedict Cumberbatch em especial dialoga com o público o tempo inteiro, sem perder a pose ou deixando seu personagem parecer bobo. É um protagonista complexo de ser feito, porque ele é um babaca que se envolve em situações ridículas, mas em momento algum se deixa parecer bobo. Ele transborda uma fragilidade mascarada pelo alto poder aquisitivo que tem e Cumberbatch retrata isso de forma espetacular. E o êxito de seu trabalho é justamente servir como uma metáfora para qualquer um que assista o filme. Por menos humano que ele se mostre, consegue “se resolver” de uma forma identificável, passando bem a mensagem não só de seu protagonista, mas do conto em si.

Outro a roubar a cena é o monstruoso Ben Kingsley. Seu papel coadjuvante desvia dessa rota e termina sendo o grande causador da trama. Ao interpretar um artista circense de Caxemira, ele mantém uma aura de inocência quase infantil que cativa e surpreende, já que é uma história bastante trágica que é abordada de forma leve.

No fim das contas, A Incrível História de Henry Sugar praticamente impõe uma breve reflexão a quem assiste e condensa um dos contos mais maduros de Dahl em um curta-metragem que explora ao máximo os trejeitos de Wes Anderson, acompanhado de atuações impressionantes. Entretanto, não é uma obra para quem não gosta do trabalho do diretor e sofre bastante com um ritmo inicial que beira o insuportável até mesmo para seus fãs. É um jeito bem diferente de fazer cinema, que certamente vai inspirar alguns poucos projetos futuros, mas que dificilmente criará uma tendência ou algo do tipo.

A Incrível História de Henry Sugar está disponível na Netflix.

10 Filmes com contextos AMOROSOS conflitantes

Os caminhos para o amor nem sempre são estradas em linha reta, há conflitos, escolhas e situações que trazer um ar de maturidade para aqueles que conseguem entender que a vida é um grande aprendizado. Pensando nesse recorte, segue abaixo uma lista de filmes intensos: 10 filmes com contextos amorosos conflitantes.

 

Wet Season

Na trama, acompanhamos Ling (Yeo Yann Yann) uma professora que ensina mandarim em uma escola na Singapura, onde sua matéria é considerada a menor das prioridades. Seu casamento está em dias muito ruins, com a provável infidelidade do marido nada presente. Seu cotidiano é muito afetado, pois, precisa cuidar do debilitado sogro que mora na sua casa marido sempre que chega em casa. Certo dia, começa a se aproximar de um aluno que tem os pais ausentes. Há de cara uma observação de uma interseção dentro da solidão que caminham suas vidas, mesmo com a faixa de idade sendo bastante acentuada entre os dois. Uma relação acontece de algumas formas e maneiras, e ambos precisam lidar com tudo que acontece em suas voltas.

 

A Garota Ocidental

Na trama, conhecemos a jovem Zahira (Lina El Arabi) uma imigrante paquistanesa que mora na França e está totalmente adaptada ao seu estilo de vida nessa cidade. Quando chega aos 18 anos e seu pai e mãe impõem um casamento arranjado, onde ela deve escolher entre três pretendentes, a jovem com bastante coragem se diz contrária a decisão e acaba provocando um grande abalo na família. O subtítulo do filme no Brasil, entre o coração e a tradição é exatamente o conflito que a protagonista percorre durante intensos 98 minutos de projeção.

 

Loving

Na trama, baseada em fatos reais e ambientado no final da década de 50 no Estado da Virgínia nos Estados Unidos, conhecemos o casal Mildred (Ruth Negga) e Richard (Joel Edgerton), dois seres humanos apaixonados que resolvem oficializar seu amor se casando quase que secretamente em uma cerimônia bem simples. Mas as autoridades do local onde vivem começam a persegui-los, pois, por serem um homem branco e uma mulher negra, naquela época o casamento entre eles, naquela cidade, era proibido. Assim, enfrentando todo um preconceito de uma região, eles irão enfrentar a todos sempre fortalecidos pelo maior de todos os sentimentos do mundo, o amor.

 

Suk Suk – Um Amor em Segredo

Na trama, conhecemos Pak (Tai-Bo), um taxista que passou as últimas duas décadas dirigindo 18 horas por dia para dar uma estrutura de vida aceitável para sua esposa e seus filhos. Certo dia encontra um homem por quem logo se apaixona, o aposentado Hoi (Ben Yuen), pai de família que criou o filho sozinho e hoje vive seus dias lutando pelos direitos aos homossexuais, ajudando os amigos e buscando uma relação melhor com o filho agora adulto e cada vez mais distante. Essas duas almas precisarão descobrir qual o tamanho e força dessa relação que se estabelece e principalmente que rumos gostariam de trilhar no futuro.

 

Sem Filhos

Na trama, conhecemos Fidel (Alfonso Dosal), um homem na casa dos trinta e poucos anos, divorciado que tem uma chamativa loja de instrumentos musicais no centro de uma cidade mexicana. Ele tem uma filha, Ari (Francesca Mercadante), por quem tem um imenso carinho. Certo dia, reaparece na sua vida uma conhecida de outros tempos, a fotógrafa Marina (Regina Blandón) por quem logo se apaixona. A questão é que Marina não gosta de crianças, assim Fidel precisará inventar uma história mirabolante para não perdê-la.

 

Ammonite

Na trama, ambientada em meados de 1800, conhecemos Mary Anning (Kate Winslet), uma cientista famosa mas pouco conhecida pessoalmente, uma caçadora de fósseis Descobridora de ossadas, ou melhor vestígios, como por exemplo de um Ictossauro que está em um museu famoso. Certo dia, um homem que nutre a mesma paixão pelos fósseis bate em sua porta e assim ela conhece a esposa do mesmo, Charlotte Murchison (Saoirse Ronan). Após uma situação complicada de resolver entre marido e mulher, Mary e Charlotte acabam passando um bom tempo juntas na mesma casa e assim nasce uma paixão.

 

Retrato de uma Jovem em Chamas

Na trama, conhecemos a jovem pintora Marianne (Noémie Merlant) que é contratada por uma mulher (Valeria Golino) para pintar o retrato de sua filha Héloise (Adèle Haenel). Só que essa última não aceita o futuro casamento que já está entrelaçada com um homem em milão e assim, Marianne precisa disfarçar a princípio seus reais motivos do convívio diário durante algumas semanas com Héloise. Só que após muitas conversas, um interesse mútuo vira algo que transborda, transformando dramas em uma paixão arrebatadora.

 

Notre Dame

Na trama, conhecemos a arquiteta Maud (Valérie Donzelli), mãe de dois filhos no início da adolescência que é separada (ou não) do ex-marido, o faz nada Martial (Thomas Scimeca). Quando, de maneira bastante inusitada, acaba ganhando um concurso para renovação estética do pátio diante da catedral de Notre-Dame sua vida vira uma loucura maior ainda e precisará lidar com um gigante orçamento, as intervenções de seu chefe, o reaparecimento de um antigo amor do passado, uma gravidez inesperada e escolhas que precisarão serem tomadas.

 

Entre o Amor e a Paixão

Na trama somos apresentados a Margot e Lou, um casal muito simpático que enfrenta uma crise definida pela mesmice. O público é guiado para dentro desse relacionamento que logo fica exposto que há um tipo de solidão, tristeza que insiste em tomar conta do ambiente. Com a entrada de um novo vizinho na história, Margot não sabe o que fazer, se fica fiel ao marido que escreve livros sobre cozinhar frangos ou se entrega a uma paixão avassaladora.

 

A Walk on the Moon

Na trama, ambientada no verão do recheado ano de 1969 nos Estados Unidos, conhecemos Pearl (Diane Lane) e Marty (Liev Schreiber) um casal que vive seu cotidiano dentro da mesmice e que passa parte da estação mais quente do ano em uma espécie de retiro com outras famílias conhecidas. Ela é dona de casa enquanto ele conserta televisores para viver. Eles formam um belo casal, cheio de harmonia mas algo não está muito certo aos olhos de Pearl. Quando a protagonista conhece o caixeiro viajante, vendedor de blusas, Walker Jerome (Viggo Mortensen), desejos escondidos e uma vontade de imaginar e viver coisas diferentes da mesmice que vive ganham contornos dramáticos quando ela passa a ter um caso com Walker.

Crítica | 12 Horas para Sobreviver: O Ano da Eleição

Estado de Anarquia

Um pouco de contextualização. O cineasta James DeMonaco, mais conhecido como roteirista de thrillers emocionantes como A Negociação (1998) e Assalto à 13ª DP (2005), levou às telas em 2013 – como roteirista e diretor – sua visão de uma América anárquica, na qual durante uma única noite no ano todo e qualquer tipo de crime é permitido. A proposta incentivada pelos novos fundadores do país (leia-se o novo senado) se mostrou eficiente e diminuiu a criminalidade nos demais dias do ano. Dessa forma, se você vai mal financeiramente, pode se preparar para roubar um banco ou pessoas ricas, tudo dentro da lei, ou se aquele desafeto te importuna o ano inteiro, é a hora da vingança, por exemplo.

A proposta do roteiro de DeMonaco é criativa, soando no papel forte o suficiente para anunciar-se como única, e render um longa metragem chamado Uma Noite de Crime, bancado pela Universal e protagonizado por Ethan Hawke (Sete Homens e um Destino) e Lena Headey (Game of Thrones). Meu pensamento sobre o filme original foi que embora a ideia seja interessante, pouco é feito ou discutido com ela. Ao contrário, temos o típico filme de terror e suspense, que em sua estrutura central se assemelha mais com Os Estranhos (2008), no qual sádicos mascarados invadem (ou tentam) uma casa, prontos para massacrar uma família.

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A sequência ampliou a ideia, tirou os personagens de dentro de um único ambiente e os levou para usar a cidade inteira como cenário. Foi o passo além necessário para nos centralizar mais eficientemente na loucura que consiste o infame dia do Expurgo. Diversas vertentes e possibilidades são apresentadas em Uma Noite de Crime: Anarquia (2014), que explora bem situações como “o que acontece quando não chegamos em casa antes do início do evento maligno”, ou a visão de um protagonista em busca de vingança por um mal que lhe foi causado. A continuação assume formas de Fuga de Nova York (1981), onde personagens se veem soltos no ambiente mais hostil imaginável, no qual tudo e todos são perigos iminentes.

Agora chegamos a esta terceira parte na franquia imaginada por DeMonaco, que demorou um pouco mais para sair do papel e tenta, ao menos no Brasil, de certa forma se desassociar dos filmes anteriores. O esperado seria o título Uma Noite de Crime: Ano da Eleição, mas o que ganhamos foi este 12 Horas para Sobreviver. A estratégia da Universal Brasil visa gerar mais público ao não anunciar o filme como uma continuação, fato ao qual grande parte dos desavisados estará alheio. Na trama, a noite do Expurgo pode finalmente estar com os dias contados, quando uma vítima do cruel dia sobrevive após ter sua família massacrada e se torna uma senadora dos EUA. Interpretada por Elizabeth Mitchell (Lost), a tal senadora lança sua campanha à presidência, que tem como principal proposta o fim da desumana noite sancionada por lei.

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O elo de ligação é o ex-policial interpretado por Frank Grillo (Capitão América: Guerra Civil), que volta a protagonizar a série, desta vez trabalhando como chefe da segurança pessoal da senadora. Obviamente, um plano de governo que visa abolir uma decisão imposta pelo senado, será combatida severamente pelos próprios, e a candidata se torna o alvo principal desta nova noite de Expurgação. Mais uma vez na franquia, o novo filme consegue explorar ângulos não abordados anteriormente, dando um detalhamento maior desta realidade.

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O interessante de ficções científicas que criam um novo mundo é nos mostrar como funciona este mundo, nos inserindo em seu dia a dia. Boas ficções são as que nos transportam, vide Blade Runner (1982), Aliens – O Resgate (1986), Brazil – O Filme (1985) e Minority Report (2002), só para citar alguns. Já as ruins, correm conosco pelo local sem que possamos contemplá-lo, vide o remake de O Vingador do Futuro (2012). 12 Horas para Sobreviver fica no meio termo. Aborda ângulos diferentes, somando subtramas que envolvem um dono de mercearia precisando proteger seu negócio de clientes indesejados, após a seguradora remover sua apólice, e uma jovem (papel de Betty Gabriel) que faz o trabalho que ninguém quer nesta noite, arrisca-se para salvar vidas em uma ambulância improvisada.

Além disso, existe um grupo clandestino que planeja o assassinato de um ministro, visando pôr fim no Expurgo através de seus próprios métodos ilegais. Tudo isso é muito curioso e funciona bem, o problema é a estrutura que precisa existir para levar a grande massa aos cinemas de shopping, que transforma a produção em um filme de sobrevivência, no qual um grupo de pessoas precisa lutar por sua vida. Essa estrutura poderia vir servida na forma de combate a qualquer tipo de ameaça, sejam zumbis, criminosos ou criaturas. O que vemos é apenas a ação. Em resumo, DeMonaco tem ótimas ideias, que seus filmes infelizmente não acompanham.

Opinião | As Grandes Surpresas e os ESNOBADOS do Oscar 2023

2023 marca a 95ª edição dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, conhecido como o Oscar. Como de costume algumas produções eram certas de figurarem entre os nomeados, como Os Fabelmans (novo trabalho do genial Steven Spielberg) e Os Banshees de Inisherin (do diretor Martin McDonagh, que vem sendo enaltecido como um dos melhores filmes da temporada). Outros, embora muito badalados e donos de grande torcida por parte de seus fãs, se tornam uma bem-vinda surpresa quando suas indicações são de fato confirmadas. Nesta edição, produções como Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo, Avatar: O Caminho da Água e até mesmo Top Gun: Maverick se tornam os azarões.

AS GRANDES SURPRESAS DO OSCAR 2023

É justamente este tópico dos azarões, filmes e artistas indicados ao Oscar, mas que ninguém esperava – nem mesmo os maiores especuladores do meio. E este ano definitivamente temos algumas surpresas dignas das maiores reviravoltas dos filmes. Nessa nova matéria iremos justamente olhar para as maiores surpresas desta edição do Oscar. Confira abaixo.

Avatar: O Caminho da Água

Existia certa dúvida e receio quanto ao sucesso do segundo Avatar. Tudo isso sumiu após a estreia do novo filme do prestigiado diretor James Cameron. Além de ter se tornado a maior bilheteria do ano, Avatar 2 seguiu os passos de seu predecessor e descolou ainda a indicação para melhor filme do ano – algo que alguns até poderiam ter imaginado, mas a maioria certamente foi pega de surpresa com o fato concretizado. Avatar 2 foi indicado ainda para mais 3 prêmios além de melhor filme: melhor som, efeitos visuais e direção de arte.

Angela BassettPantera Negra 2

Pantera Negra: Wakanda para Sempre não foi recebido da mesma forma que o filme original, nem pelos críticos, nem pelos fãs. No entanto, isso não diminuiu o prestígio da franquia mais adorada dentro da Marvel. A prova disso é que o segundo Pantera Negra recebeu nada menos que 5 indicações ao Oscar, incluindo novamente por figurino, e a segunda maior depois que o primeiro Pantera Negra foi indicado a melhor filme: a nomeação de Angela Bassett como coadjuvante, se tornando assim a primeira atriz a receber uma indicação por um filme da Marvel.

Brian Tyree HenryPassagem

Brian Tyree Henry vem conquistando cada vez mais destaque em filmes de sucesso, vide Eternos (da Marvel) e Trem-Bala. O ator recebeu este ano sua primeira indicação ao Oscar pelo drama Passagem, estrelado por Jennifer Lawrence. Ele interpreta um mecânico que faz amizade com uma militar que tenta se recuperar de um trauma, vivida por J-Law. Era esperado que a jovem estrela saísse da experiência com uma indicação ao Oscar, mas quem terminou levando foi seu colega de cena, merecidamente.

Ana de ArmasBlonde

Não deixa de ser surpresa ver o nome de Ana de Armas entre as indicadas para melhor atriz. Isso porque o filme pelo qual concorre foi execrado pela crítica e pelo grande público. Aliás, ontem nas indicações ao Framboesa de Ouro, o pior do cinema, Blonde foi o filme mais indicado com 8 nomeações. A ausência do nome de Ana de Armas entre os indicados ao pior do cinema, porém, dava a dica de que talvez a atriz fosse ser a redenção de Blonde no Oscar. E não deu outra.

Andrea RiseboroughTo Leslie

Essa foi definitivamente a maior surpresa dessa edição do Oscar. Isso porque de uma maneira ou outra, todos os indicados, mesmo os considerados azarões, eram minimamente cogitados. Mas no caso do drama To Leslie, poucos tinham sequer ouvido falar. E não é que surgida do nada, Andrea Riseborough descolou sua primeira indicação ao Oscar, no papel de uma mãe solteira do Texas que ganha na loteria, mas gasta o dinheiro num piscar de olhos. Baseado numa história real.

Bill NighyLiving

Refilmagem do clássico japonês Viver (1952), de Akira Kurosawa, agora numa produção britânica, esse filme vinha dando o que falar nas prévias de premiações e arrancando elogios. Mesmo assim, ainda se tratava de um azarão – então a surpresa chegou quando vimos o grande Bill Nighy receber sua primeira indicação ao Oscar como ator protagonista, e o filme ser lembrado também na categoria de roteiro adaptado.

Paul MescalAftersun

Queridinho da crítica e de festivais, o indie Aftersun fala sobre o relacionamento de um jovem pai com sua filha pequena, de uma forma introspectiva e melancólica. Era para ter ocupado a vaga de produção independente nesta edição do Oscar, mas terminou recebendo apenas a indicação de melhor ator para Paul Mescal, que mesmo mencionado em alguns círculos surpreendeu ao se concretizar. O jovem namorado de Angelina Jolie aumenta assim alguns pontos em seu passe na indústria, se tornando um artista quente em Hollywood – a seguir irá estrelar Gladiador 2, de Ridley Scott.

Hong ChauA Baleia

O que todo mundo esperava em relação ao filme A Baleia é que Brendan Fraser fosse indicado ao Oscar de melhor ator. Felizmente, o fato se concretizou. Mas além disso, quem terminou presenteada também com tamanha honraria foi a sempre ótima tailandesa Hong Chau, que foi lembrada na categoria de atriz coadjuvante pelo mesmo filme.

Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo

Um dos grandes sucessos independentes do ano, mesmo que tenha ares de superprodução, esse filme altamente conceitual da A24 veio galgando seu status de cult desde sua estreia até se tornar um dos mais queridos de 2022. Tamanho prestígio o favoreceu, o fazendo chegar em várias premiações. Mas o Oscar ainda era uma dúvida. Mesmo os que tinham certeza que o longa levaria a indicação de melhor filme não poderiam imaginar que ela viria junto a mais outras 10 indicações, se tornando simplesmente o mais indicado nesta edição: que ainda incluem as surpresas de Michelle Yeoh para atriz principal, Jamie Lee Curtis e Stephanie Hsu como coadjuvantes, e Ke Huy Quan como coadjuvante masculino.

Kerry CondonOs Banshees de Inisherin

Podemos dizer que o drama cômico Os Banshees de Inisherin não foi uma surpresa no que diz respeito às indicações que recebeu. Sim, era esperado que fosse nomeado para melhor filme. E sim, todos esperavam que o diretor Martin McDonagh fosse indicado. Assim como Colin Farrell como protagonista, e Brendan Gleeson como coadjuvante. Até mesmo Barry Keoghan vinha sendo mencionado para uma possível indicação, também como coadjuvante. O que ninguém falava, ou sequer pensava, era em uma indicação para Kerry Condon – mas ela chegou de surpresa indicando a atriz como melhor coadjuvante.

OS ESNOBADOS DO OSCAR 2023

 

A Baleia

A Baleia é o novo projeto badalado do cineasta Darren Aronofsky e que muito bem poderia figurar entre os 10 indicados a melhor filme. Na verdade, desde que os cinéfilos ficaram sabendo de sua produção, esperavam que o longa chegasse forte neste Oscar, e que rendesse ainda indicação de melhor diretor para Aronofsky. A Baleia nem foi tão esnobado assim, e além da já esperada indicação de melhor ator para Brenda Fraser, rendeu ainda ao filme as nomeações de melhor coadjuvante para Hong Chau e maquiagem.

A Mulher Rei

A Mulher Rei era para ter sido o Pantera Negra (2018) desta edição do Oscar. É estranho pensar isso, ainda mais quando temos um exemplar de Pantera Negra, com Wakanda Para Sempre, também concorrendo. A categoria de melhor filme até era um tiro no escuro, mas o esperado mesmo era a indicação de melhor atriz para a protagonista Viola Davis. O filme, no entanto, apesar do carinho que recebeu dos críticos e do público, terminou completamente esnobado no Oscar.

Babilônia

Não dá para começar a lista de outra forma. Babilônia era considerado “o filme do Oscar” desta edição, desde que começamos a ouvir sobre o novo trabalho do menino prodígio Damien Chazelle (La La Land e Whiplash), uma incursão alucinada pela era de ouro de Hollywood, que tinha como principal proposta descortinar os excessos e o quão incorreta a maior indústria de cinema do mundo sempre foi. Com nomes como Brad Pitt e Margot Robbie protagonizando, o filme tinha respaldo suficiente para se legitimar junto aos votantes. Mas aí vieram as críticas não muito elogiosas da imprensa mundial, e o público igualmente deu de ombros, deixando Babilônia passar quase em branco. No entanto, o filme ainda assim recebeu 3 indicações ao Oscar: direção de arte, figurino e trilha sonora. Mas, é claro, esperava-se muito mais.

Ela Disse

O filme do movimento #metoo era tido como o Spotlight – Segredos Revelados (2015) desta edição do Oscar. Uma investigação jornalística de duas repórteres, que usava o muito real, devastador e conhecido caso de abuso dentro da indústria de Hollywood. Ela Disse acompanha as jornalistas do New York Times interpretadas por Carey Mulligan e Zoe Kazan enquanto investigam os crimes que mudariam para sempre a conduta no trabalho na indústria do entretenimento norte-americano e mundial. Um tema digno e importante, que seria bem-vindo para reforçar este discurso de eterna vigilância. Neste caso, Ela Disse ainda caiu nas graças da crítica, mas por alguma razão (talvez falta de popularidade com o público) terminou completamente esnobado, sem uma indicaçãozinha sequer para chamar de sua.

Decisão de Partir

Dirigido pelo cultuado cineasta sul-coreano Park Chan-Wook (Oldboy e A Criada), Decisão de Partir era para ter sido o grande representante asiático desta edição do Oscar, seguindo os passos de Parasita e Drive My Car em anos recentes. A história sobre um policial investigando a morte de um homem, descobrindo todas as pistas apontando para a viúva do sujeito, se apaixonando por ela e iniciando um tórrido caso de amor teve o aval máximo dos críticos, com uma das maiores avaliações da temporada. Ou seja, com um diretor prestigiado no comando, e elogios rasgados da imprensa especializada, era certo que Decisão de Partir figuraria na 95ª edição do Oscar – no mínimo na categoria de filme estrangeiro. Mas não foi isso o que aconteceu, com a obra sendo solenemente ignorada pelos votantes.

RRR – RevoltaRebeliãoRevolução

RRR é provavelmente o blockbuster mais enérgico, empolgante e original dos últimos anos. Ainda mais se formos pensar que foi feito bem longe de Hollywood, já que se trata de uma superprodução indiana, mas que não fica devendo em nada aos filmes mais caros que são feitos na terra do tio Sam. RRR redefine a palavra “épico” e desafia qualquer espectador a não se empolgar assistindo a esta história baseada em fatos, com muitas liberdades poéticas e cenas de ação de tirar o fôlego. É verdadeiramente impressionante. O filme ganhou muita fama ao cair na programação da Netflix e sua popularidade merecia ter o levado até o OscarRRR até foi indicado na categoria de melhor canção, mas queríamos mais, como fotografia, efeitos visuais e quem sabe filme estrangeiro.

Armageddon Time

Esse é outro que era alardeado como certo para indicações nesta edição do Oscar. Quando os cinéfilos souberam deste novo projeto do diretor James Gray, os radares ficaram imediatamente ligados. Para colaborar com este desejo, o filme saiu de Cannes com elogios de sobra. Com Anne Hathaway, Anthony Hopkins e Jessica Chastain no elenco, a história fala sobre um menino crescendo nos anos 80 e precisando lidar com assuntos sensíveis como o racismo (mesmo vindo de uma família branca), e representa uma autobiografia do próprio diretor e seu crescimento em família na infância – o que colocava Armageddon Time na mesma categoria de Os Fabelmans (com estruturas de trama similares). Enquanto o filme de Spielberg recebeu 7 indicações, Armageddon Time saiu de mãos abanando.

Um Filho

Outra produção muito alardeada e vendida para a época de prêmios, em especial o Oscar. Fora isso, os especuladores davam como certa a indicação do astro Hugh Jackman na categoria de melhor ator. O filme foi exibido nos badalados festivais de Veneza e Toronto, mas quando as críticas começaram a sair, elas não foram nada favoráveis, o comparando a um melodrama barato. Uma pena, ainda mais se formos pensar que o filme era tido como a “sequência espiritual” do excelente Meu Pai (2020), que deu a vitória de melhor ator para Anthony Hopkins e foi indicado a melhor filme. Um Filho é do mesmo diretor de Meu Pai e mostra o casal divorciado vivido por Jackman e a vencedora do Oscar Laura Dern precisando lidar com o filho adolescente problemático. Um Filho foi totalmente ignorado pelos votantes.

Império da Luz

Império da Luz tem toda a cara de Oscar. Fala sobre a paixão pelo cinema e o racismo, dois temas sempre relevantes na hora de homenagear e prestigiar determinadas obras. Fora isso, tem assinatura de Sam Mendes, diretor de grife que vira e mexe figura em produções indicadas. Ter uma atriz vencedora recente do Oscar como Olivia Colman sem dúvida ajuda a impulsionar o projeto. Mas Império da Luz não agradou muito nem os críticos, nem o público, e terminou levemente ignorado. O filme, no entanto, não saiu totalmente de mãos abanando e recebeu a indicação de consolação para melhor fotografia.

Emancipation – Uma História de Liberdade

Parece que a Academia ainda não está disposta a perdoar o astro Will Smith por sua perda de controle e agressão física, realizando uma das cenas mais vergonhosas (ou melhor, a cena mais vergonhosa) de todos os 95 anos da história do Oscar. Não bastasse ter banido o astro por 10 anos do evento, os votantes deram de ombros também para o esforço mais recente do astro em busca de prêmios. Talvez fosse cedo demais, mas a Apple TV+ resolveu empurrar Emancipation, que fala sobre um escravo que foge de sua plantação para voltar para sua família, ao Oscar desse ano, passado apenas um ano do ocorrido. O resultado foi uma senhora esnobada, sem qualquer indicação ao filme.

Bardo

Tendo na direção o nome do mexicano Alejandro Iñárritu, que tem no currículo produções Oscarizadas como Babel, Birdman e O Regresso, era de se esperar que Bardo – sua mais nova obra que fala sobre um documentarista retornando ao seu país de origem (e serve como autoretrato do próprio cineasta) – recebesse algumas indicações da Academia. No mínimo melhor filme estrangeiro e mirando alto, quem sabe para melhor filme principal. Mas não foi isso que ocorreu, e Bardo terminou sem as duas indicações – recebendo apenas a de “consolação” por melhor fotografia.

Aftersun

O queridinho indie do ano, Aftersun mostra o relacionamento entre um jovem pai e sua filha pequena, de uma forma reflexiva e introspectiva. Ou seja, é tipo de filme que os críticos adoram, mas o público geral não tem muita paciência. Contava-se que Aftersun fosse ocupar a cota de produção independente esse ano no Oscar, mas o filme terminou recebendo “apenas” a nomeação de melhor ator para Paul Mescal, o novo namorado de Angelina Jolie e que estrelará Gladiador 2.

Amsterdam

Sabe aquela história da expectativa versus realidade? Quando ficamos sabendo de algumas produções chamativas, automaticamente já imaginamos que irão dar em Oscar. Ainda mais se os nomes envolvidos forem de artistas com histórico de passagem pelo maior prêmio do cinema. Ou seja, poucos não pensariam em Oscar ao ouvir que David O. Russell (O Lado Bom da Vida e Trapaça) estava fazendo um novo filme com Christian Bale e Margot Robbie, de quebra tendo Robert De Niro, Rami Malek e grande elenco. Mas Amsterdam foi uma bagunça tão grande que terminou de mãos vazias. Muitos diriam merecidamente.

Ruído Branco

Caso similar ocorreu com esse novo trabalho do prestigiado Noah Baumbach, o marido de Greta Gerwig. Seu último filme havia sido o badalado História de um Casamento (2019), que foi sinônimo de Oscar para todos os lados. Assim, os radares estavam ligados para esta sua produção seguinte, que ainda contou com Adam Driver novamente protagonizando. Mas diferente do filme anterior, Ruído Branco não teve sequer uma indicaçãozinha para chamar de sua.

Batman

Terminando a lista dos filmes esnobados pelo Oscar 2023, temos o longa mais popular do ano passado. Pelo menos no que diz respeito ao grande público usuário do IMDB. Por lá, The Batman, de Matt Reeves, ainda é a produção com mais avaliações de 2022. Mas não apenas isso, ninguém nega as inúmeras qualidades desta nova versão barra-pesada do personagem sombrio da DC. O filme não foi completamente ignorado, recebendo 3 indicações a prêmios técnicos: maquiagem, som e efeitos especiais. O que os fãs queriam mesmo era justiça para o Morcego. Esperamos o dia em que um filme do personagem receba indicação na categoria principal de melhor produção do ano. E o ano poderia ter sido esse.