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DC já queria contratar James Gunn apenas dois dias depois de sua demissão da Disney, revela produtor

O cineasta James Gunn fará sua estreia na DC em menos de um mês, com o lançamento da sequência ‘O Esquadrão Suicida‘.

E segundo o produtor do filme, Peter Safran, a Warner Bros. demonstrou o seu interesse em contratá-lo para trabalhar com a DC apenas dois dias depois de sua demissão da Disney.

Durante uma entrevista ao Screen Rant, Safran explicou como funcionou o processo de contratação de Gunn:

“Então, ele foi demitido em uma sexta-feira de julho e, na terça-feira, Toby [Emmerich] veio até mim e disse: ‘Diga a James Gunn que tudo o que ele quiser fazer na Warner Bros. nós topamos. Basta nos dizer o que ele quer fazer’. Então foi dois dias [úteis] depois do ocorrido. Portanto, as discussões internas foram incrivelmente fáceis. Parecia que James não merecia o tratamento que recebeu e, no final das contas, a Disney se sentiu da mesma maneira e reverteu sua decisão. Mas foi imediato…Foi um momento muito difícil, então não era como se ele só quisesse voltar para alguma coisa. Então demorou um pouco para ele descobrir o que queria fazer”. 

Para os que não se recordam, sua repentina saída se deu em virtude do ressurgimento de uma série de antigos e polêmicos tweets feitos pelo diretor. As publicações em questão sugeriam comportamentos morais e eticamente impróprios, com comentários sugestivos que ainda ainda satirizavam a pedofilia.

Lembrando que ‘O Esquadrão Suicida‘ chega aos cinemas nacionais em 05 de agosto. 

O Esquadrão Suicida | Os melhores momentos do trailer do filme

“Bem-vindos ao Inferno – também conhecido como Bell Reve, a prisão com o maior índice de mortalidade dos Estados Unidos. Onde os piores super-vilões são mantidos e onde farão qualquer coisa para escapar – até mesmo se juntar ao super-secreto e super-duvidoso grupo Força-Tarefa X. A missão suicida de hoje? Juntar um grupo de golpistas, incluindo Sanguinário, Pacificador, Capitão Bumerangue, Caça-Ratos 2, Savant, Tubarão Rei, Blackguard, Dardo e a psicopata preferida de todos, Arlequina. Então os arme com força e os jogue (literalmente) na remota ilha recheada de inimigos de Corto Maltese”. 

Alguns nomes reprisam seus papéis do filme anterior, como Viola Davis (Amanda Waller), Margot Robbie (Harley Quinn), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Joel Kinnaman (Rick Flag).

Entre os novatos estão Idris Elba, Taika Waititi, Alice BragaMichael RookerNathan Fillion, Pete Davidson, Flula Borg, Sean GunnMayling NgSylvester StallonePeter CapaldiDavid Dastmalchian e Daniela Melchior.

‘O Esquadrão Suicida’: Retorno de Will Smith também foi cogitado pela produção

O Esquadrão Suicida‘ traz de volta alguns personagens do filme anterior, como Harley Quinn (Margot Robbie), Rick Flag (Joel Kinnaman), Capitão Bumerangue (Jai Courtney) e Amanda Waller (Viola Davis).

Mas estes não seriam os únicos a retornarem…

Durante uma entrevista para o Comic Book, o produtor Peter Safran disse que o retorno de Floyd Lawton/Pistoleiro (Will Smith) também foi cogitado.

“O retorno de Will Smith estava em discussão, mas acho que ele não voltou mais por questão de programação do que qualquer outra coisa. Sabíamos que tínhamos que começar a filmar em setembro de 2019 porque sabíamos que James iria voltar a trabalhar no novo ‘Guardiões da Galáxia’… Na época, Will não estava disponível, o que tornou tudo mais difícil.”

Pelo visto, o Bloodsport (Idris Elba) é quem vai assumir o lugar que teria sido do Pistoleiro.

E aí, você está ansioso para o filme?

Lembrando que ‘O Esquadrão Suicida‘ chega aos cinemas nacionais em 05 de agosto. 

O Esquadrão Suicida | Os melhores momentos do trailer do filme

“Bem-vindos ao Inferno – também conhecido como Bell Reve, a prisão com o maior índice de mortalidade dos Estados Unidos. Onde os piores super-vilões são mantidos e onde farão qualquer coisa para escapar – até mesmo se juntar ao super-secreto e super-duvidoso grupo Força-Tarefa X. A missão suicida de hoje? Juntar um grupo de golpistas, incluindo Sanguinário, Pacificador, Capitão Bumerangue, Caça-Ratos 2, Savant, Tubarão Rei, Blackguard, Dardo e a psicopata preferida de todos, Arlequina. Então os arme com força e os jogue (literalmente) na remota ilha recheada de inimigos de Corto Maltese”. 

Alguns nomes reprisam seus papéis do filme anterior, como Viola Davis (Amanda Waller), Margot Robbie (Harley Quinn), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Joel Kinnaman (Rick Flag).

Entre os novatos estão Idris Elba, Taika Waititi, Alice BragaMichael RookerNathan Fillion, Pete Davidson, Flula Borg, Sean GunnMayling NgSylvester StallonePeter CapaldiDavid Dastmalchian e Daniela Melchior.

‘O Esquadrão Suicida’: Produtor do filme não descarta a possibilidade de um crossover entre a Marvel e a DC

Com o crescente gênero de adaptações de quadrinhos conquistando um público cada vez mais maior, a Marvel e a DC têm investido em produções do cânone, entre sagas cinematográficas e séries de TV feitas para as suas respectivas plataformas de streaming.

E com personagens que muitas vezes se assemelham e universos narrativos tão grandiosos, ainda paira uma antiga dúvida: Será que um dia veremos um crossover entre os personagens da Marvel e da DC nas telonas?

Para o produtor de ‘O Esquadrão Suicida‘, Charles Roven, a possibilidade é plausível. Em uma recente entrevista ao ComicBook.com, ele refletiu sobre a importância de jamais descartar uma ideia de forma completa, afirmando que tudo é possível.

James [Gunn] não me abordou com essa ideia, mas isso voltar em um comentário que fiz no passado recente. Porque deveríamos dizer ‘nunca’? Que valor a palavra ‘nunca’ realmente tem?”

E você, gostaria de ver um crossover entre Marvel e DC? Conte nos comentários!

Lembrando que ‘O Esquadrão Suicida‘ chega aos cinemas nacionais em 05 de agosto. 

O Esquadrão Suicida | Os melhores momentos do trailer do filme

“Bem-vindos ao Inferno – também conhecido como Bell Reve, a prisão com o maior índice de mortalidade dos Estados Unidos. Onde os piores super-vilões são mantidos e onde farão qualquer coisa para escapar – até mesmo se juntar ao super-secreto e super-duvidoso grupo Força-Tarefa X. A missão suicida de hoje? Juntar um grupo de golpistas, incluindo Sanguinário, Pacificador, Capitão Bumerangue, Caça-Ratos 2, Savant, Tubarão Rei, Blackguard, Dardo e a psicopata preferida de todos, Arlequina. Então os arme com força e os jogue (literalmente) na remota ilha recheada de inimigos de Corto Maltese”. 

Alguns nomes reprisam seus papéis do filme anterior, como Viola Davis (Amanda Waller), Margot Robbie (Harley Quinn), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Joel Kinnaman (Rick Flag).

Entre os novatos estão Idris Elba, Taika Waititi, Alice BragaMichael RookerNathan Fillion, Pete Davidson, Flula Borg, Sean GunnMayling NgSylvester StallonePeter CapaldiDavid Dastmalchian e Daniela Melchior.

‘Robocop’ vai ganhar novo game inspirado no filme original; Assista ao teaser!

Através do Twitter, a Nacon Gaming anunciou que está desenvolvendo um game inspirado no filme original do ‘Robocop‘, dirigido por Paul Verhoeven em 1987.

Intitulado ‘Robocop: Rugue City‘, o projeto é fruto de uma parceria com Teyon Developer e a Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), que detém os direitos de imagem da franquia.

De acordo com o anúncio, o título é um jogo de tiro em primeira pessoa e incluirá uma nova história onde os jogadores assumem o papel de Alex Murphy.

Projetado para consoles não especificados e também para PCs, o game tem previsão de estreia somente para 2023.

“Estamos muito ansiosos para colaborar com a NACON e a Teyon para trazer uma das franquias mais atemporais da MGM de volta às plataformas de jogos com uma história totalmente nova”, disse Robert Marick, vice-presidente executivo de produtos e experiências de consumo global da MGM. “O filme é conhecido por sua ação emocionante e pela complexidade narrativa, e estamos ansiosos para que os fãs vivenciem isso em primeira mão durante o jogo.”

Confira o anúncio e o teaser:

“Torne-se o herói icônico policial do futuro, parte homem, parte máquina, enquanto você tenta fazer justiça nas perigosas ruas tomadas pelo crime na Velha Detroit. ‘RoboCop: Rogue City’ está chegando em 2023 para consoles e PC!”

Falando em ‘Robocóp‘, o roteirista do filme original, Ed Neumeier revelou ao Moviehole que está trabalhando como produtor executivo em uma vindoura série de TV inspirada na franquia.

Desenvolvida pela MGM, a série será ambientada antes dos eventos do 1º filme, lançado em 1987, e será focada na ascensão de Dick Jones como executivo da OCP, uma organização de segurança privada que administrava a polícia de Detroit.

Para quem não se lembra, Jones (Ronny Cox) foi o responsável pela criação do androide ED-209, projeto militar que fracassou e foi substituído pelo programa Robocop.

“Estou trabalhando na série com a MGM e posso adiantar que o roteiro tem todas as coisas legais que vimos em ‘RoboCop‘, exceto o RoboCop. Contratamos os roteiristas Dave Parkin e Rob Gibbs, que compraram essa ideia de um produtor de TV que é amigo meu. A primeira vez que ouvi a ideia, soube que era algo legal porque teríamos liberdade para explorar o passado de Jones. Ele é um personagem tão interessante e há tantas coisas que podemos fazer com ele…”, disse Neumeier.

Empolgado, ele continuou:

“A ideia abrange muitas possibilidades ligadas aos negócios de tecnologia mesclados com as leis do governo. Isso envolve referências ao Vale do Silício, empresas de softwares, atualizações nos serviços de polícia, há espaço para muitas coisas.”

Infelizmente, o cineasta disse que ainda não há previsão para a estreia, já que a MGM está procurando parceiros para patrocinar a produção.

E como o projeto está nos estágios iniciais, não foram revelados maiores detalhes sobre o elenco e possíveis diretores.

Até lá, vale lembrar que a franquia vai ganhar um novo filme intitulado ‘Robocop Returns‘, que será uma sequência direta do original.

Abe Forsythe, conhecido por seu trabalho na comédia ‘Pequenos Monstros’ (Little Monsters), foi contratado para o cargo de diretor.

Forsythe assumiu a função após a saída de Neil Blomkamp, que deixou o projeto em agosto de 2019 ano devido a conflitos de agenda.

Antes de deixar o projeto, ele revelou no Twitter que a sequência seria com censura para +18 anos, salientando que a trama traria “muita ironia e explosões”.

O roteiro é assinado por Justin Rhodes, baseado em um rascunho primário feito pelos roteiristas do clássico de 1987, Neumeier e Michael Miner.

O longa não deve contar com o astro do filme original, o ator Peter Weller.

Mesmo com 71 anos, muita gente acreditava que o ator retornaria ao papel por conta dos avanços tecnológicos da computação gráfica, mas o site Super Bro Movies que Weller não tem o menor interesse em reprisar o papel.

Isso não é bem uma surpresa para os fãs do ator, que está cada vez mais reservado participando muito pontualmente de alguns filmes, como ‘Star trek: Além da Escuridão’.

‘Annette’: Musical com Adam Driver e Marion Cotillard conquista 88% de aprovação no RT; Confira as críticas!

O drama musical Annette, estrelado por Adam Driver Marion Cotillard, teve a sua estreia no Festival de Cannes na última terça-feira (06) e as primeiras avaliações já estão entre nós.

Conquistando 88% de aprovação no Rotten Tomatoes, a produção recebeu grandes elogios, sendo considerado uma obra-prima única empolgante e apaixonante. O filme ainda foi considerado uma aventura provocativa original e peculiar, que traz uma visão inventiva do cineasta francês Leos Carax.

Confira as principais avaliações do momento:

“Um anti ‘La La Land’ com traços de Pinóquio, ‘Annette’ é uma abertura adequada para o Festival de Cannes como nenhum outro filme”. – Ed Potton, Times (UK)

“Eu não sei o que Annette é, exceto que é Annette, e que é único”. – Ben Kenigsberg, RogerEbert.com

“Enfim, o cinema ao estilo de Cannes está de volta. Podemos começar agora? Mais oui”. – Robbie Collin, Daily Telegraph (UK)

“O filme é, em alguns momentos, verdadeiramente emocionante”. – Geoffrey Macnab, Independent (UK)

Annette certamente causará divisão, mas é uma curiosidade que exige ser vista. Não é como se você pudesse assistir à óperas de rock de vanguarda surreais com frequência”. – Nicholas Barber, BBC.com

“[O] problema final com este filme extravagante, mas com um sentimento estranhamente opressor, é a visão de mundo desoladamente romântica de Carax – mesmo trabalhando com uma inteligência exuberante como os Maels, ele está inevitavelmente comprometido com o abismo escuro”. – Jonathan Romney, Screen International

Confira o trailer:

O filme é dirigido por Leos Carax, que também assina o roteiro ao lado de Ron MaelRussell Mael.

Los Angeles, dias atuais. Henry (Driver) é um comediante de stand-up com um senso feroz de humor que se apaixona por Ann, uma renomada cantora de ópera. Sob os holofoes, eles formam um casal apaixonado e glamuroso. O nascimento de sua primeira filha, Annette, uma misteriosa garotinha com destino excepcional, logo vira a vida deles de cabeça para baixo.

Simon HelbergDevyn McDowellAngèle completam o elenco.

Annette estreia na plataforma de streaming em 20 de agosto.

‘John Wick 4’: Lance Reddick tem retorno confirmado como Charon na sequência

Segundo o DeadlineLance Reddick foi confirmado no elenco do aguardado e ambicioso John Wick 4’ e retornará como o icônico personagem Charon, concièrge do Hotel Continental, em Nova York, além de ser melhor amigo do cachorro de John.

Reddick é conhecido por diversos papéis na televisão, incluindo The DomesticsSuperman & LoisLostFringe e muitos outros, além de ter uma carreira de vinte anos no cinema.

O elenco ainda conta com o retorno de Keanu ReevesIan McShane e Laurence Fishburne, além da adição de Bill Skarsgård (‘It: A Coisa’), Rina SawayamaDonnie Yen (‘Rogue One: Uma História Star Wars’), Shamier Anderson (‘Passageiro Acidental’), Hiroyuki Sanada (‘Mortal Kombat’) e Scott Adkins (‘Implacável’).

Confira a primeira imagem de bastidores abaixo:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 26 de maio de 2022.

Chad Stahelski volta a dirigir e prometeu um filme à altura da franquia:

“Estamos satisfeitos com as sequências de ação e nós não queremos perder isso. Eu quero ser um diretor melhor, mas isso não quer dizer que a sequência terá menos ação,” afirmou.

O 3ª filme da franquia, ‘John Wick: Parabellum‘, se tornou um sucesso nas bilheterias, arrecadando US$ 326,7 milhões mundialmente – com um orçamento de US$ 75 milhões. 

Vídeo reúne todas as mortes de ‘John Wick: Um Novo Dia Para Matar’

Você tem tripofobia? Então NÃO ASSISTA a este filme da Netflix!

A comédia de terror intitulada ‘Enfermeira Exorcista‘ está causando um ataque de pânico nos assinantes da Netflix .

Na trama, uma enfermeira é contratada por uma escola e está sempre ajudando as pessoas sem ser notada, mas ela esconde um segredo que pode acabar com a sanidade dos alunos.

Apesar de não apresentar episódios tão assustadores, a série coreana está provocando calafrios em quem sente tripofobia, uma a aversão a imagens que contenham buracos, objetos muito agrupados e texturas com relevos.

Por conta disso, diversos internautas estão alertando quem sofre desta fobia, pois a série exagera no uso de elementos que provocam a sensação de agonia.

Confira as reações:

Assista ao trailer:

A produção é inspirada no romance homônimo de 2015 e dirigida por Lee Kyoungmi.

Eun-young é enfermeira em uma escola, sempre ajudando as pessoas sem ser notada. Mas em meio a um novo mundo misterioso e colorido, uma linda e perigosa história vai começar!

Jung Yumi e Nam Joo-hyuk estrelam.

‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’: Simu Liu estampa bela capa da revista EW; Confira!

A aguardada adaptação dos quadrinhos ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis‘ é o grande destaque da mais recente edição da revista EW e o astro Simu Liu, intérprete do personagem homônimo, estampa a bela capa da publicação.

Confira:

Os fãs da Marvel estavam certos em relação às suas suspeitas quanto à presença do personagem Abominável no trailer.

Durante uma entrevista ao Rotten Tomatoes, o presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, admitiu que de fato teremos uma luta entre o Abominável e Wong. Na ocasião, ele comemorou a chegada do novo personagem ao MCU, salientando a importância do apoio dos amantes da franquia.

“Alguns fãs disseram: ‘Este parece um personagem que eles não viam há muitos anos, chamado Abominável, lutando contra um personagem que se parece com Wong.’ E posso dizer que a razão disso é porque este é mesmo o Abominável, lutando contra Wong. É uma coisa divertida ter um personagem que não víamos na telonas há mais de uma década, aparecendo novamente no MCU. E é muito divertido ver os fãs reconhecendo esse momento naquele pequeno instante do trailer e abraçando isso”.

Assista ao trailer

Destin Daniel Cretton é responsável pela direção.

Shang-Chi é o filho de um globalista com base na China que criou e educou o descendente dele em um recluso complexo chinês, treinando artes marciais e adquirindo habilidades insuperáveis. Quando ele tem a chance de entrar em contato com o resto do mundo, logo percebe que seu pai não é o humanitário que dizia ser, vendo-se obrigado a se rebelar.

Simu Liu estrela a produção. O elenco ainda conta com Awkwafina, Tony Chiu-Wai Leung, Michelle Yeoh, Florian Munteanu, Fala Chen e Ronny Chieng.

12 Filmes para Conhecer o Brat Pack: Os Astros Mais Quentes dos anos 80

Nós amamos os anos 1980! A década marcou por inúmeras razões, a principal sendo o estabelecimento do cinema pipoca (os chamados blockbusters). Foi uma época de muita criatividade para o entretenimento, filmes de ação, aventura, comédia e terror ganharam obras verdadeiramente inesquecíveis, com um potencial enorme para adentrar a cultura pop sem nunca mais deixá-la.

Foi também uma era muito promissora para os filmes adolescentes, onde jovens estrelas brilharam e muitas se estabeleceram na indústria na fase adulta. No quesito, um grupo em particular de atores marcava a cena: o chamado Brat Pack.

O apelido, que significa “a turma dos pirralhos”, é uma referência a outro grupo, este da década de 1950 e 1960, que marcava aqueles tempos: o Rat Pack (“a turma dos ratos”), composto pelos “ratões” Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis Jr., Peter Lawford e Joey Bishop, entre outros.

Assim como seus “padrinhos”, o Brat Pack constantemente trabalhava junto, nos mais variados tipos de projetos – sendo o mais usual as comédias adolescentes e os romances (só faltou mesmo um baita terror protagonizado pelo grupo). Ao total são oito os membros mais ilustres deste clã: Molly Ringwald, Emilio Estevez, Anthony Michael Hall, Ally Sheedy, Judd Nelson, Rob Lowe, Demi Moore e Andrew McCarthy – com certeza você conhece todos, mesmo que não esteja ligando o nome à pessoa. Existem também alguns agregados como Charlie Sheen, John Cusack e Mare Winningham, por exemplo, que figuraram em outras produções consideradas “parte do movimento”.

Para melhor objetivar, o CinePOP separou os 12 filmes considerados produções essenciais para conhecer o Brat Pack. Vem com a gente.

Clube dos Cinco (1985)

Ah sim, vale lembrar que havia um nome oculto por trás de tudo, e que ajudou a cimentar o status do grupo: John Hughes. Suas obras adolescentes marcaram época, e são muito influentes ainda hoje. Clube dos Cinco é o epicentro do Brat Pack, o melhor resumo de sua essência e que reúne de uma só vez cinco dos oito componentes principais. Na trama, Hall, Sheedy, Nelson, Estevez e Ringwald são alunos muito diferentes que tem uma coisa em comum: todos irão passar o sábado na detenção, onde serão obrigados a se conhecer melhor e a interagir, criando laços inquebráveis. Aqui o cineasta Hughes brinca bem com os estereótipos do nerd, da antissocial, do rebelde, do esportista e da popular, respectivamente.

Gatinhas e Gatões (1984)

No ano anterior de Clube dos Cinco, John Hughes já havia chamado atenção com este filme, que marcava sua estreia na direção. Novamente protagonizado pela musa dos filmes adolescentes da época, a ruivinha Molly Ringwald vive uma adolescente às voltas com sua família problemática, que só quer saber do casamento da irmã mais velha e termina por esquecer um dos dias mais importantes de sua vida, seu aniversário de dezesseis anos (nos EUA é o equivalente dos quinze anos no Brasil). No meio do tumulto, ela precisa lidar com a paixão de um nerd (Hall, outro membro do Pack, eternizado por este tipo de personagem) e sonhar com o amor do rapaz popular do colégio (Michael Schoeffling).

O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas (1985)

Este é o filme mais importante do Brat Pack. E se Clube dos Cinco é sua essência, este é sua concretização. Clube dos Cinco juntou, bem, cinco dos Brat, este juntou seis. Ah, a magia do cinema. No mesmo ano estes atores viveram adolescentes colegiais embora a maioria já estivesse na faixa dos vinte e poucos, e vinte e muitos anos. Não deixa de ser curioso vê-los como estudantes ginasiais em um filme e no mesmo ano, em suas idades verdadeiras, como um grupo de jovens recém-formados na faculdade, precisando lidar com a vida adulta. Esta obra escrita e dirigida por Joel Schumacher é quase uma continuação em espírito de Clube dos Cinco, e traz os membros do Pack Emilio Estevez, Judd Nelson, Ally Sheedy, Demi Moore, Rob Lowe e Andrew McCarthy, além dos agregados Mare Winninghan e Andie MacDowell.

Vidas Sem Rumo (1983)

Cineastas renomadíssimos e donos de uma filmografia para maiores de idade também foram responsáveis pela concretização do Brat Pack. Na década de 1980, o icônico Francis Ford Coppola resolveu dar uma olhada no universo de jovens membros de gangues (uma temática que era tendência na época), adaptação do livro de S.E. Hinton, e para isso escalava um grupo de nomes pra lá de promissores – provavelmente um dos maiores já reunidos. Tipicamente Coppola, o longa é dono de uma forte carga dramática, longe de qualquer teor cômico ou romântico. Oficialmente do Brat Pack temos Emilio Estevez e Rob Lowe, mas o filme conta ainda com os agregados: Patrick Swayze, C. Thomas Howell, Ralph Macchio, Matt Dillon, Tom Cruise e Diane Lane.

Uma Questão de Classe (1983)

Produzida pela icônica Orion Pictures, que ensaia um retorno com o lançamento de filmes de terror como Maligno e o recente Brinquedo Assassino (ambos de 2019), esta é uma comédia dona de uma premissa tipicamente dos anos 1980. Uma comédia de erros e farsa, o longa traz a presença de dois membros do Brat Pack: Andrew McCarthy e Rob Lowe. Na trama, os dois são melhores amigos, companheiros de quarto da universidade. McCarthy está feliz da vida, apaixonado e de caso com uma mulher mais velha – papel da estonteante Jacqueline Bisset. Quando Lowe o apresenta à sua mãe, obviamente elas são a mesma pessoa.

Uma Aventura em Oxford (1984)

Novamente Rob Lowe protagoniza um filme do Brat Pack, igualmente passado no cenário de uma universidade, esta a muito famosa britânica Oxford. Na trama, Lowe vive um jovem que decide estudar em Oxford somente para perseguir uma bela e rica estudante (papel de Amanda Pays), a quem ele nunca conheceu e somente leu sobre. As definições de stalker foram atualizadas – mas para os anos 1980, isso era encantador. No local, ele tem a chance de deixar a futilidade de lado e crescer como pessoa, ao fazer parte da equipe de remo da escola e ter o apoio de uma colega (Ally Sheedy, outro membro do Pack).

Heróis ou Vilões (1986)

É impossível reunir um grupo grande de jovens atores, homens e mulheres, sem que alguns acabem se apaixonando. E os pombinhos da vez do Brat Pack foram Emilio Estevez e Demi Moore. Quando se conheceram no set de O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas (1985), ambos tinham vinte e três anos, se apaixonaram e inclusive ficaram noivos. Mas o relacionamento durou apenas dois anos, e eles não chegaram a se casar. Antes do término, conseguiram protagonizar este drama criminal, uma espécie de Bonnie e Clyde moderno, que trazia a dupla como um casal apaixonado e sem dinheiro, realizando diversos roubos a bancos. O filme marcou também pela estreia precoce de Estevez como roteirista e diretor.

A Garota de Rosa-Shocking (1986)

Com produção e roteiro de John Hughes, este filme é estrelado novamente pela ruivinha Molly Ringwald. Se O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas pode ser considerado uma continuação em espírito de Clube dos Cinco, o mesmo pode ser dito deste filme em relação a Gatinhas e Gatões. Aqui também temos Ringwald dividida entre um nerd que a persegue (papel de Jon Cryer) e um rico galã (papel de Andrew McCarthy). A diferença é que aqui, Ringwald vive uma garota pobre que precisa cuidar do pai (papel de Harry Dean Stanton), e o filme tem como foco o relacionamento entre pessoas de classes sociais diferentes.

Cidade Corrompida (1986)

Aqui temos o retorno de dois veteranos do Clube dos Cinco, Judd Nelson e Ally Sheedy, protagonizando num filme de teor bem diferente. Este é um thriller criminal dramático, no qual Nelson interpreta um jovem retornando para sua cidadezinha. Ao chegar no local, descobre que seu pai foi assassinado e, sem ajuda da polícia, parte para se vingar por conta própria, desafiando a máfia local.  Sheedy vive seu interesse amoroso no filme.

Sobre Ontem à Noite (1986)

Aqui o show é com Rob Lowe e Demi Moore, que vivem um casal que se conhece, se apaixona e enfrenta altos e baixos em sua relação, contando com a torcida contra de seus melhores amigos (James Belushi e Elizabeth Perkins). O filme é baseado na peça de David Mamet, e dirigido por Edward Zwick em início de carreira. Sobre Ontem à Noite ganhou uma refilmagem em 2014, protagonizada por um elenco de atores negros, encabeçados por Kevin Hart e Regina Hall.

Sem Amanhã (1988)

Molly Ringwald retorna para mais um filme da fase áurea de sua carreira. Ao lado de Andrew McCarthy, vive um romance dramático. Na trama, McCarthy interpreta um estudante colegial que termina o noivado com uma rica herdeira, por causa da paixão por uma jovem interiorana que conhece numa festa (Ringwald). Ele logo após descobre que ela tem 16 anos (e não 20 como afirma) e já é casada. Ringwald na vida real já tinha 20 anos mesmo. O filme conta ainda com participações de Ben Stiller e Viggo Mortensen.

O Casamento de Betsy (1990)

Este longa chegou de forma tardia, já no início da década seguinte ao reinado dos Brat. E pode ser considerado o último filme deste “pacote”.  Molly Ringwald foi a participante que fez mais filmes com os integrantes do grupo. Aqui ela volta a se encontrar com sua colega de Clube dos Cinco, Ally Sheedy. A ruivinha é a protagonista Betsy, que está de casamento marcado com o personagem de Dylan Walsh, vindo de uma família rica – o que cria conflito sobre como deve ser a cerimônia com sua própria família de classe média. Sheedy interpreta sua irmã, e o filme conta ainda com nomes como Burt Young, Catherine O’Hara, Joe Pesci e Alan Alda – que além de viver o pai de Ringwald, escreve e dirige o longa.

Outros Filmes do Brat Pack:

Tex: Um Retrato da Juventude (1982) – Com Emilio Estevez e Matt Dillon.
Jogos de Guerra (1983) – Com Ally Sheedy e Matthew Broderick.
Juventude em Fúrias (1983) – Com Ally Sheedy e Sean Penn.
Repo Man: A Onda Punk (1984) – Com Emilio Estevez e Olivia Barash.
Um Caso Muito Sério (1984) – Com Demi Moore e Jon Cryer.
Heaven Help Us (1985) – Com Andrew McCarthy e Mary Stuart Masterson.
Mulher Nota Mil (1985) – Com Anthony Michael Hall e Robert Downey Jr.
Um Verão Muito Louco (1986) – Com Demi Moore e John Cusack.
Veia de Campeão (1986) – Com Rob Lowe e Patrick Swayze.
O Rei da Paquera (1987) – Com Molly Ringwald e Robert Downey Jr.
Abaixo de Zero (1987) – Com Andrew McCarthy, Jami Gertz, Robert Downey Jr.
Manequim (1987) – Com Andrew McCarthy, Kim Cattrall, James Spader.
Johnny Bom de Transa (1988) – Com Anthony Michael Hall, Robert Downey Jr, Uma Thurman.
Os Jovens Pistoleiros (1988) – Com Emilio Estevez, Kieffer Sutherland, Charlie Sheen.
Uma Dupla Acima da Lei (1988) – Com Andrew McCarthy, Matt Dillon.
Sexo, Mentiras e Videotape (1989) – Com James Spader e Andie MacDowell.}
Não Somos Anjos (1989) – Com Demi Moore, Sean Penn.

Terror Slasher | Os 40 Anos do Auge do Subgênero no Cinema

Você que, como nós, é fã de terror conhece muito bem o subgênero slasher. Para os não familiarizados com esta vertente tipicamente oitentista, ela consiste basicamente em obras onde um assassino usa um objeto cortante para massacrar suas vítimas, em geral jovens e adolescentes. Exemplos são as franquias Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo, por exemplo, as mais bem sucedidas do lote.

Existe certa discussão sobre o ponto de origem e qual filme de fato criou o subgênero. Obras como O Massacre da Serra Elétrica (1974), Halloween (1978) e até mesmo Psicose (1960) e A Tortura do Medo (1960) são citadas como marco zero dos slashers. O fato é que, apesar de não ter sido o primeiro, o citado Halloween, de John Carpenter, popularizou este estilo de filme, o elevando a se tornar uma forte tendência no período. Como resultado, o longa sobre o maníaco Michael Myers se tornou a produção independente (leia-se não lançada por um grande estúdio e feita à toque de caixa) mais rentável do cinema e assim permaneceu até 1990 – com o lançamento de As Tartarugas Ninja (concorrência desleal, já que este produto estava consolidado na cultura pop previamente ao filme).

É claro que o sucesso assombroso de Halloween fez todo e qualquer produtor em Hollywood perceber o quão rentáveis podiam ser as obras do tipo – onde gastava-se pouco para produzir e lucrava-se muito. Assim “gregos e troianos” queriam a sua parcela desta torta e dois anos depois a enxurrada de produções do tipo começava. A própria Jamie Lee Curtis, estrela do filme de Carpenter, seria chamariz para obras do tipo logo em 1980, vide Baile de Formatura e O Trem do Terror – daí o título de Rainha do Grito. Mas nenhum marcaria o subgênero tanto quanto Sexta-Feira 13 – um filme ordinário (no melhor sentido da palavra) cujo sucesso ninguém, nem seus criadores, seria capaz de prever; inclusive, tendo um grande estúdio por trás (a Paramount, com distribuição internacional da Warner), sobressairia à fama de Halloween. O mais curioso: Sexta-Feira 13 foi criado propositalmente como cópia (barata) de Halloween, cujo único propósito era duplicar seu sucesso. E, bem, ele triplicou.

Assim, chegamos à 1981,  época que ficaria muito conhecida pelos fãs como o “ano do slasher”. Tendo Halloween e Sexta-Feira 13 para se espelhar, uma verdadeira febre de filmes do tipo tomava os cinemas há quarenta anos. Todo tipo de abordagem e roteiro dentro deste segmento era tentado. O principal, no entanto, era sempre trazer jovens em perigo, muitas mortes, sangue, uma trama que fizesse sentido minimamente e, claro, um vilão assustador e icônico para chamar de seu. Afinal, era desta forma que tais filmes conseguiriam sua longevidade, devido a aceitação do assassino por parte do público.

Com esta longa introdução, trazemos uma nova matéria nostálgica. Aqui, separamos os slasher mais interessantes que estão completando 40 anos e que tentavam pegar carona descaradamente em fenômenos como Halloween e Sexta-Feira 13 – no percurso criando um subgênero próprio, repleto de clichês e regras únicas. Confira abaixo e não esqueça de procura-los.

O Dia dos Namorados Macabro

Começamos a lista com um filme relativamente famoso, que viveu para se tornar uma produção cult. Um dos motivos de ser um dos mais conhecidos dos fãs no período é devido à sua data comemorativa do título. Um elemento que todo produtor de slasher buscava também na época para o sucesso de seu filme era uma data reconhecível para estampar no título – mais uma vez repetindo a fórmula de Halloween e Sexta-Feira 13. Fora isso, O Dia dos Namorados Macabro, apesar de não ter feito sucesso suficiente na época para gerar uma sequência, permaneceu no imaginário dos fãs e ganhou um remake em 2009 – inventivo ao ponto de não apenas recriar o original, mas igualmente adicionar tempero próprio e guinadas de roteiro inéditas.

O longa é na realidade uma produção canadense e ficaria conhecido como um “slasher operário” ou “slasher da classe trabalhadora” (blue collar). A história se passa numa pequena cidade onde a maioria dos personagens trabalha numa mina de carvão. O vilão, inclusive, usa o uniforme de um mineiro de carvão, com direito a capacete, máscara, lanterna e picareta. Assim como o Sexta-Feira 13 original, este é um whodunit, onde precisamos descobrir a verdadeira identidade do assassino.

Pague para Entrar, Reze para Sair

Tobe Hooper se tornou um dos nomes mais marcantes do terror na década de 1970 ao entregar O Massacre da Serra Elétrica (1974), produção polêmica e pra lá de explícita. Visando repetir o sucesso, o diretor lançava este slasher, seu terceiro longa para o cinema (além da minissérie Os Vampiros de Salem, baseada em Stephen King). Este é outro item da lista bem marcante para toda uma geração, especialmente devido ao seu título em português. E se você está se perguntando por que diabos ‘The Funhouse’ (no original) se tornou ‘Pague para Entrar, Reze para Sair’, é simples. Foi devido a sua “tagline”, ou sua frase de efeito, que estampava o pôster. Definitivamente esta tradução brasuca tem mais impacto que seu original.

The funhouse é como são conhecidas as atrações em parques de diversão similares ao trem fantasma que temos, ou tínhamos, por aqui. E a trama é justamente essa. Dois casais de jovens vão parar num parque de diversão e tem a “brilhante” ideia de se esconder no trem fantasma após o passeio, para passar a noite no local. Lá, eles terminam testemunhando o assassinato de uma prostituta cometido por um funcionário da atração, se tornando alvo dele logo após. A sacada é que o sujeito é um deficiente mental, extremamente deformado e com grandes tendências homicidas. Para esconder sua aparência, ele usa uma fantasia de Frankenstein. E acreditem que o disfarce o torna mais simpático. É reportado que Hooper recusou a proposta de Steven Spielberg para dirigir E.T. – O Extraterrestre (1982) em prol deste longa. No ano seguinte, a dupla colaboraria em Poltergeist (1982).

Chamas da Morte

Também conhecido por seu título original, The Burning é outro que, apesar de não ter feito o sucesso devido em sua época de lançamento, ganhou enorme status de cult ao longo dos anos, vindo inclusive a ser considerado um dos melhores exemplares dos slashers dos anos 1980. E um dos mais subestimados. Assim como Sexta-Feira 13, este é um representante dos slasher de acampamento, e dá para perceber a forte influência que o filme citado teve neste. De fato, o artista Tom Savini, responsável pelos efeitos práticos e o gore em Sexta-Feira 13 (1980), recusou participar de sua sequência para vir trabalhar em Chamas da Morte.

Na trama, aqui também temos o famoso artifício da “tragédia prévia”, onde um evento trágico do passado irá desencadear toda a trama do que vemos no presente. Em Halloween foi Michael matando a irmã na infância; em Sexta-Feira 13 o afogamento de Jason e os assassinatos que interditam o campo Cristal Lake. Aqui, uma brincadeira sai terrivelmente errado quando um bando de adolescentes tenta assustar o zelador de um acampamento, um sujeito chamado Cropsy. O pobre coitado termina queimado vivo e passa cinco anos hospitalizado. Ainda incrivelmente deformado por queimaduras, Cropsy retorna ao local para exercer sua vingança. Sua arma de escolha são enormes tesouras de jardineiro. The Burning foi influência para American Horror Story 1984, por exemplo, e é levemente baseado numa lenda americana. Fora isso, marcou a estreia de gente como Holly Hunter e Jason Alexander no cinema. Ah sim, como se não bastasse, o roteiro e a produção são de Harvey Weinstein em início de carreira – Urrrg.

Quem Matou Rosemary?

O diretor Joseph Zito impressionou tanto os produtores da franquia Sexta-Feira 13 com esta bela imitação do próprio, que viria a ser convidado a comandar a parte quatro, Capítulo Final (1984). Mas este não é o único elo que o filme possui com a famosa franquia de Jason Voorhees. Novamente cuidando dos efeitos práticos de um slasher lançado há quarenta anos, o especialista Tom Savini mostrou que trabalho não era problema para ele, e porque se tornou referência na área no cinema do gênero. De fato, o próprio Savini afirma que este é seu melhor trabalho cuidando do gore e dos efeitos práticos de um terror slasher, o que sem dúvida aumentou e muito a estima de obra cult deste The Prowler (no título original) – cuja tradução seria alguém que espreita, que ronda.

Sua semelhança mais evidente é com o citado O Dia dos Namorados Macabro, lançado no mesmo ano. Na trama, um soldado da Segunda Guerra Mundial é abandonado por sua noiva Rosemary. Então, o sujeito desequilibrado logo de cara a mata junto com seu novo companheiro. E assim, inteiramente paramentado com equipamento de guerra, botas, capacete e faca de baioneta, o psicopata insano persegue novas vítimas trinta e cinco anos depois: jovens realizando um baile. Este também é um whodunit, onde o público precisa descobrir qual dentre os personagens é o assassino.

Noite Infernal

Este slasher, particularmente um dos mais bizarros do pacote, é impulsionado pela presença da atriz Linda Blair, ainda colhendo os louros de sua participação em O Exorcista (1973), pelo qual foi indicada ao Oscar, e sua continuação O Exorcista II: O Herege (1976). Aqui, aos 22 aninhos, a atriz nomeada ao prêmio da Academia deixava o terror demoníaco de lado e adentrada no subgênero slasher. No filme, Blair vive uma caloura universitária que, ao lado de outros três colegas, passa por um trote. Após uma festa, eles precisam passar a noite numa mansão abandonada, um local tido como maldito após o massacre cometido pelo patriarca de uma família. Na verdade, a noite é apenas uma desculpa para que os organizadores do trote os assustem com seus diversos artifícios e truques escondidos no local. Porém, ninguém imagina que a lenda é realmente verdadeira, e nas masmorras e subterrâneos da mansão, os filhos deformados da família – agora adultos e praticamente “homens das cavernas” – espreitam e assombram, matando todos os intrusos.

Pouco Antes do Amanhecer

Aqui, retornamos para os slashers na mata. Muitos críticos citam a influência de longas como O Massacre da Serra Elétrica (1974) e Quadrilha de Sádicos (1977), mas o diretor Jeff Lieberman afirma que a maior inspiração para seu filme foi o drama Amargo Pesadelo (1972) – que gerou seus próprios “filhotes”, como O Confronto Final (igualmente lançado há 40 anos), se tornando um subgênero também. Nos filmes citados, temos protagonistas colocados à prova, lutando por sobrevivência ao serem confrontados pela “pouca hospitalidade” de caipiras psicóticos. Aqui, algo semelhante ocorre. Um grupo de jovens viaja a um local inóspito a fim de que um deles reconheça uma propriedade.

De fato, a mesma premissa do filme sobre a família de canibais citado no início, trocando o ar desértico do Texas pela mata e cachoeiras do Oregon. No elenco, o Oscarizado George Kennedy no papel de um guarda florestal que os avisa do perigo no local – todo slasher da época precisava de um personagem assim. E não dá outra, logo estes jovens se veem na mira de um caipira abobalhado, com neurônios a menos, mas um facão bem afiado. Apesar da premissa simples, o filme guarda algumas reviravoltas, tanto em relação ao assassino, quanto ao arco dramático da protagonista. Ao ponto de muitos especialistas o terem como um dos melhores exemplares do subgênero.

Feliz Aniversário para Mim

Conforme as datas comemorativas principais foram acabando, sobrou até mesmo apelar para o aniversário. Ao mesmo tempo em que este filme é um dos mais comuns e menos memoráveis do subgênero, é também um que tenta sair dos moldes através de suas inúmeras reviravoltas. A estrutura é a mesma básica de sempre. Um evento traumático na infância da jovem protagonista, volta anos mais tarde na forma de um pesadelo sem fim, quando seus amigos começam a ser eliminados um a um. Os fãs e especialistas elogiam Feliz Aniversário para Mim devido às inúmeras possibilidades sobre a verdadeira identidade do assassino, chegando inclusive ao ponto de criar dúvida sobre a inocência da protagonista, vivida pela atriz Melissa Sue Anderson, em meio aos crimes estarrecedores.

Este é um daqueles filmes que quando achamos que sabemos para onde está indo, ele nos dá uma rasteira e segue por um caminho totalmente oposto. Mais uma vez, me refiro unicamente à sua revelação em torno do assassino, já que todo o resto é apenas copia e cola da cartilha do subgênero. A novidade deste slasher vem da revelação sobre quem está por trás das atrocidades, algo não muito visto ou tentado em produções do tipo.

Aniversário Sangrento

Outro que se apropria da data do aniversário é este longa que, inclusive, a certa altura da produção seria intitulado Happy Birthday. O filme precisou alterar seu nome devido à semelhança com o item acima, Happy Birthday to Me, lançado meses antes. Apesar da similaridade dos títulos e do tema da data comemorativa, os longas são bem diferentes em suas histórias. Aniversário Sangrento é na verdade um dos mais distintos, criativos, porém, muito controverso, ao apresentar declaradamente como vilões de seu slasher três crianças. A trama foca no argumento da astrologia, afirmando que devido a um raro alinhamento planetário, três crianças nascidas em tal dia, vieram ao mundo sem qualquer senso moral, sentimentos ou emoção. A frieza dita suas vidas. Então, é claro que esse trio “do capeta” irá se tornar uma turminha de psicopatas tão cruéis quanto Jason ou Michael Myers. Aqui, os pestinhas são Debbie, Curtis e Steven, que matam sem dó nem piedade até mesmo os próprios pais, sem exibir qualquer remorso. O longa deixa uma porta mais que aberta, escancarada, para uma possível continuação – que nunca ocorreria.

Hospital Massacre

Tido como um dos exemplares mais fracos quando o assunto é terror slasher dos anos 1980, muitos especialistas chegaram ao ponto de afirmar que o único motivo deste longa ter sido produzido foi para tentar impulsionar a carreira da coelhinha da Playboy Barbi Benton como atriz de cinema, além, é claro, de exibi-la como veio ao mundo no decorrer da narrativa. Além da tentativa frustrada, os mesmos críticos afirmaram também que apesar de bela, Benton pode ser tudo, menos uma atriz, já que seu talento performático é tão profundo quanto um pires.

E isso se tratando do subgênero slasher, onde atuações não costumam ser o destaque mesmo. Fora isso, é dito também que seu desempenho é o melhor do filme – para entendermos um pouco sobre níveis de ruindade. Na trama, Benton vive uma mulher realizando um check-up de rotina num hospital. No local, um desafeto do passado subitamente aparece em busca de vingança. E como de costume, um novo vilão tenta ser criado aqui, mas até mesmo essa investida foi completamente menosprezada na época. Também pudera, já que o pretenso antagonista se veste… bem, como um médico cirurgião. Simplesmente não vingou.

Sexta-Feira 13 – Parte II

Não poderíamos terminar a lista sem os maiores exemplares do slasher da época. E aqui trazemos a continuação do fenômeno Sexta-Feira 13 (1980). Quando os números de bilheteria chegaram após o lançamento do filme, nenhum dos executivos da Paramount podia acreditar. O terror havia sido um dos longas mais rentáveis do estúdio, com valores acima de diversas produções bem mais caras da casa. Melhor ainda se pensarmos que a ideia surgiu de uma imitação desavergonhada de Halloween (1978).

Apesar do enorme sucesso, esta sequência não contou com quase nenhum dos nomes envolvidos no original, isso porque o diretor Sean S. Cunningham, o roteirista Victor Miller, a atriz Betsy Palmer (que viveu a Sra. Voorhees) e o especialista em efeitos práticos Tom Savini acharam a ideia de Jason estar vivo e ter crescido para se tornar um homem, simplesmente idiota demais, além de trair o filme original. Afinal, todas as atrocidades cometidas por sua mãe foram em nome de sua morte. Seja como for, o vilão agora é Jason, com um visual ainda primitivo, inspirado pelo vilão do clássico Assassino Invisível (1976). Lançado logo no ano seguinte, a Parte II fez ainda mais sucesso, com muitos o creditando como o melhor filme da franquia. E você, o que acha?

Halloween 2 – O Pesadelo Continua

Sabe aquela história do copiado virar a cópia? Pois é, o mundo dá voltas, uma hora estamos por cima e na outra por baixo. Assim é a relação de Halloween com Sexta-Feira 13, dois dos maiores exemplares dos filmes slasher. Sexta-Feira 13 foi criado como cópia de Halloween, mas fez tanto sucesso, que logo os produtores do terror com Michael Myers colocaram o diretor John Carpenter contra a parede, balançaram uma quantia considerável em sua frente, e o criador, mesmo a contragosto, se viu de volta para mais um filme com o psicopata da máscara branca.

Afinal, quem não gosta de dinheiro? Ele faz até mesmo o mais íntegro artista aceitar o desafio de colocar à prova sua criatividade, se desafiando para continuar uma história que julgava finalizada. Agora, eram os produtores de Halloween que desejavam lucrar com o que Sexta-Feira 13 havia realizado: colocar os slasher num patamar de mina de ouro. Assim, Carpenter bebeu muito (uma caixa com seis latinhas de cerveja por dia) para conceber o roteiro de Halloween 2. O cineasta escreveu e produziu, mas não dirigiu. No entanto, interferiu no que o diretor Rick Rosenthal havia planejado originalmente: um thriller mais intimista e psicológico, no ritmo do original.

Carpenter sabia que não era isso que seus investidores queriam, e assim focou pesado no gore, aumentando a ação e matança, se tornando assim apenas uma cópia dos produtos da época, e deixando de lado toda a criatividade que fez do original uma obra-prima. Na trama, passada na mesma noite, Michael Myers vai atrás da única sobrevivente de seu massacre, no hospital para onde foi levada. Aqui é onde foi revelado que Laurie (Jamie Lee Curtis) e o psicopata que a persegue são na verdade irmãos. Decisão amada por muitos, e odiada por tantos outros. Ah sim, e Halloween 2 conseguiu superar em bilheteria seu rival Sexta-Feira 13 – Parte 2.

Student Bodies (Corpo Estudantil)

Finalizando a lista, um dos mais inusitados exemplares do filão, apesar de não ter feito nem de longe o mesmo sucesso de alguns dos itens acima e ter caído rapidamente na obscuridade. Você já tinha ouvido falar deste filme? Aqui, quem produz é a mesma Paramount. E uma maneira rápida de definir este longa slasher é como uma mistura dos dois maiores sucessos do estúdio no ano anterior: o citado Sexta-Feira 13 e a comédia nonsense Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu. Este segundo, uma comédia escrachada que parodiava os filmes catástrofe, como Aeroporto, da década de 1970. O acerto massivo que a Paramount teve com o filme só fez o estúdio querer reprisar a mina de ouro, desta vez parodiando a onda do momento: os filmes slasher. Assim nascia Student Bodies, muito antes de Pânico (1996) ou Todo Mundo em Pânico (2000), como um dos primeiros exemplares do cinema a misturar humor e terror. Na trama, passada num colégio, estudantes são dispensados a torto e a direito por um psicopata autointitulado “O Respirador Profundo”. O filme tira sarro com todos os clichês do subgênero.

Crítica | Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos se torna o filme mais visto na Netflix

Após uma passagem conturbada pelos cinemas em 2016, quando falhou em gerar lucro e apenas se pagou nas bilheterias, Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos finalmente encontrou seu público na Netflix. Mas o filme é bom?

Parece existir uma espécie de maldição quando se trata de adaptar qualquer título dos videogames. E essa lógica se encaixa em todos os estilos: Street Fighter – A Batalha Final (1995), Double Dragon (1994), Super Mario Bros (1993), Mortal Kombat: A Aniquilação (1997), Alone In The Dark: O Despertar do Mal (2005), House of the Dead (2003), King of Fighters: A Batalha Final (2010) e mais uma infinidade destas produções são exemplos diversos que seguiram o caminho do fracasso e da mediocridade.

Nem mesmo Resident Evil, que se tornou a franquia mais rentável nesse meio justamente por se distanciar do material original, conseguiu escapar de críticas duras.

Ou seja, quando se fala que vem por aí mais uma dessas empreitadas, os próprios gamers já não creem na possibilidade de dar certo, imagine então os cinéfilos.

No entanto, nos últimos anos, quando foi anunciado que a maior franquia da Blizzard Entertainment ganharia um filme de grande orçamento, os fãs deram uma atenção especial e viram até potencial para um novo filão. Um dos principais atrativos foi a contratação do diretor Duncan Jonesfã declarado do jogo e um dos cineastas mais elogiados atualmente dentro do gênero da ficção cientifica – por ter feito os ótimos Lunar (2009) e Contra o Tempo (2011).

A desenvolvedora em questão sempre foi conhecida por fazer cinematics impressionantes em seus games, principalmente em Warcraft, onde expandiu o universo com livros e histórias em quadrinhos.

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Por sinal, além dos jogos, este Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos tem como base os livros The Last Guardian (2002) e Rise of the Horde (2006), e se passa exatamente em Azeroth, um lugar pacato governado pelo rei Llane Wrynn (Dominic Cooper), que tem ao seu lado o guerreiro Anduin Lothar (Travis Fimmel) e o poderoso guardião Medivh (Ben Foster). A paz é quebrada com a abertura de um portal, quando Orcs começam a atacar impiedosamente pelas ordens do mago Gul’dan (Daniel Wu) em busca de dominar o lugar e escravizar os humanos para absorver as almas, e assim aumentar seu poder. Dentre esses seres existe uma antiga ordem chefiada por Durotan (Toby Kebbell), que discorda dos métodos de Gul’dan e tenta seguir por outro caminho.

Como se pode notar, a trama por si é bem batida e de certa forma já foi vista em várias outras produções do estilo, principalmente por sua estrutura basicamente seguir o esquema de guerreiros humanos do bem enfrentando guerreiros monstros do mal. Contudo este é o menor dos problemas, para a infelicidade dos que ansiavam por uma luz em meio a tantas coisas obscuras já citadas aqui. O filme carece de um elemento fundamental em obras do estilo: emoção. Com um primeiro ato focado em explorar o mundo que aborda e apresentar os personagens, o ritmo começa desacelerado e deve deixar alguns espectadores impacientes, mais ainda por este artificio não funcionar, pois ao fim da projeção mal sabemos o nome do protagonista. Isso se deve ao fato dos realizadores trabalharem com arquétipos, o que de certa forma anula qualquer destaque no elenco, já que seguem estereótipos funcionais.

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E finalmente quando é chegada a hora dos embates, que são realizados de maneira competente pelo fato do diretor ter uma boa noção geográfica de cena, estes soam quase sem impacto. É inegável que os efeitos visuais utilizados possuam qualidades, mas quando contrapostos a figuras humanas notasse totalmente a artificialidade, não só das figuras, como de alguns adereços do cenário. Já que não é criado o processo de identificação inicialmente e jamais embarquemos na ideia de que os Orcs são seres táteis, a credibilidade e o receio sobre o que pode acontecer aos personagens são praticamente nulos, diminuindo dessa maneira a emoção e envolvimento do público em cenas importantes ou mesmo no clímax. O filme parece uma longa cutscene genérica saída diretamente dos games.

A direção de arte é sem duvidas o aspecto mais admirável do longa, que resgata perfeitamente artes conceituais já vista nos jogos e potencializa a qualidade do produto. O figuro, aliás, é um show à parte e vai fazer alguns fãs vibrarem por ver seus heróis duelando na tela grande – muito mais pelo apelo nostálgico que cinematográfico. E como foi mencionado, os efeitos são de alto nível, o caso é que não funciona bem dentro da proposta empreendida e pode soar estranho em vários andamentos.

Já a trilha sonora de Ramin Djawadi aposta em um tema aparentemente pegajoso e trabalha com este durante toda exibição. E no que se refere à montagem de Paul Hirsch, é curioso notar que mesmo prolixo e inchado, Hirsch consegue ligar os pontos corretamente.

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Não é dessa vez então que uma franquia original dos games agradará gregos e troianos. Mesmo que tenha se mostrado empenhado durante o que foi divulgado nos materiais de bastidores, assim como toda equipe, Duncan Jones entrega um filme sem força e sem alma. É genérico em todos os sentidos e pouco acrescenta para o que seria o começo da futura vertente temática. Obviamente se distancia das patéticas produções do estilo, até mesmo por tudo que envolve o material, mas ainda está muito aquém do que se espera, imagine então ser o percursor de um novo filão.

Confira o TOP 5 e o trailer:

Crítica | Hava, Maryam, Ayesha – Representante do Afeganistão no Oscar de 2020 estreia no Brasil

As possibilidades das próprias escolhas. Escrito e dirigido pela cineasta Sahraa Karimi (primeira e única mulher no Afeganistão que tem um doutorado em cinema), o drama Hava, Maryam, Ayesha nos mostra as dificuldades da liberdade de escolha dentro de uma cultura que ainda é presa a costumes que deixam as mulheres em total segundo plano, principalmente quando pensamos sobre família. Atento aos detalhes ligados a esses costumes, o roteiro navega na história de três mulheres de classes sociais diferentes mas que possuem uma mesma questão: todas estão grávidas e precisam fazer escolhas que podem chegar ao mesmo lugar. Representante do Afeganistão no Oscar de 2020 de Melhor Filme Estrangeiro, o projeto  parece até certo ponto três curtas-metragens mas suaves pontos de interseção acabam dando muito sentido a mensagem que o filme objetiva.

Na trama, conhecemos três mulheres de faixas etárias diferentes e que vivem situações familiares complicadas. Hava (Arezoo Ariapoor) é casada, está grávida do primeiro filho, cuida da sogra e do sogro, vive com o marido machista, acomodado. Infeliz, se abraça na sua fé esperando dias melhores. Algo desperta dentro de sua razão quando o marido, em uma noite de farra com os amigos, não a leva ao hospital. Maryam (Fereshta Afshar) é uma mulher forte e decidida. Jornalista, apresentadora de telejornal, uma das poucas mulheres que falam inglês na emissora que trabalha. Está passando por momentos difíceis no campo emocional após o recente término com o ex, um homem que a traia frequentemente dentro dos sete anos de união deles. Buscando forças dentro dessa parte triste de sua vida, acaba descobrindo que está grávida. Ayesha (Hasiba Ebrahimi), a mais velha de cinco irmãos, está com o casamento arranjado com o primo, sem poder escolher seu pretendente. Ela está grávida de um ex-namorado que a abandonou quando soube da possibilidade da gravidez, busca a ajuda de uma amiga e assim conseguir dinheiro para realizar um aborto antes de se casar.

Há vários pontos de reflexão e todos giram em torno de questões sobre a mulher nos dias atuais no Afeganistão, país conhecido pela rigidez nos seus costumes e que praticamente anula quase todas as possibilidades de um papel preponderante da mulher seja na sociedade, seja na família. Cada uma das protagonistas nos mostram um ponto de vista, quase um recorte contemporâneo sobre muitas situações hoje em dia vividas nesse país tão distante do nosso. A questão do aborto chega para concretizar a liberdade de escolha, seja ela de maneira clandestina, escondida, ou até mesmo de peito aberto como uma certeza, no caso da forte jornalista.

Primeiro filme independente do Afeganistão totalmente filmado em Kabul com diretora, atores e atrizes que vivem no Afeganistão e exibido no Festival de Veneza no ano de 2019, Hava, Maryam , Ayesha tem estreia confirmada nos cinemas brasileiros no dia 08 de julho.

‘Loki’ | Novo episódio traz outra famosa teoria da conspiração | Saiba mais sobre a história do [SPOILER]

[ANTES DE COMEÇAR A MATÉRIA, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE SPOILERS] 

Se você ainda não assistiu ao quinto episódio de Loki, não leia esta matéria para não receber spoilers.

O episódio de Loki desta quarta-feira (7) se aproveitou de mais um caso bizarro da vida real para compor sua história. Desta vez, a teoria da conspiração solucionada foi o Experimento Filadélfia. Na série, o navio USS Eldridge DE-173 foi visto como um navio que surge no Vazio e prontamente é atacado pelo Alioth, sendo derrotado e fundido minutos depois de tentar atacá-lo.

No entanto, na vida real, a história é bem mais confusa e cheia de desencontros do que aquilo que foi mostrado na série, sendo tratada como uma grande farsa pela imprensa e pelas autoridades americanas. Isso porque, segundo os relatos, é uma grande história de conspiração da época da Segunda Guerra Mundial sobre um navio da marinha americana que teria sido utilizado em um experimento para testar a Teoria do Campo Unificado, do físico alemão Albert Einstein, em uma tentativa de deixar o encouraçado invisível aos olhos humanos, não apenas aos radares.

Os boatos dizem que, no verão de 1943, o cientista Franklin Reno teria tentado provar na prática o funcionamento da Teoria do Campo Unificado para deixar invisível e até mesmo teletransportar um navio militar. O primeiro teste do chamado “Projeto Arco-Íris” teria acontecido em 22 de julho de 1943, no Estaleiro Naval da Filadélfia, nos EUA, onde a marinha envolveu o USS Eldridge com vários cabos elétricos acoplados a dois geradores superpotentes. De acordo com supostos relatos, os geradores criaram um campo eletromagnético poderoso que gerou uma névoa de cor verde e deixou o navio invisível por poucos minutos. Quando ele voltou a ser visto, a tripulação relatou enjoo e enxaqueca. Com o aparente sucesso da invisibilidade ao olho humano, os oficiais da marinha teriam pedido um novo teste para focar apenas na invisibilidade diante de radares, o que seria muito útil na guerra, já que os alemães tinham submarinos letais e bombas marítimas impressionantes.

O navio supostamente foi teletransportado.

Dessa forma, em 28 de outubro do mesmo ano, o experimento voltou a acontecer, mas, diferentemente das náuseas do primeiro teste, os efeitos dessa nova empreitada teriam sido assustadores. Além do navio ter desaparecido por completo, ter sido avistado em Virgínia, próximo da base naval de Norfolk, 15 minutos antes de seu “desaparecimento” e retornado para a Filadélfia após um estrondoso raio azul tomar o lugar, a tripulação teria sofrido consequências terríveis. Diz a conspiração que alguns deles tiveram o corpo fundido ao casco do navio, outros sofreram fraturas horrendas e a maioria teria desenvolvido esquizofrenia. Tudo isso porque, acidentalmente, o projeto teria realizado o primeiro caso de teletransporte e viagem no tempo. Isso mesmo, os poucos que retornaram sem sequelas teriam afirmado que o navio teria sido enviado para 1983, onde dois tripulantes teriam ficado e não retornado para os anos 1940. Vendo todos os males causados a tripulação, a marinha teria desistido de vez do projeto.

Carl Allen foi o marinheiro responsável por essa “história”.

Essa história começou com o marinheiro Carl Allen, que estava em um navio em Norfolk, e supostamente viu o USS Eldridge surgir no mar, envolto por uma névoa verde, e desaparecer momentos depois. Ele ficou assustado e começou a escrever cartas sobre o evento do qual ele seria a única testemunha. Anos depois, ele enviou as cartas para o astrônomo e ufólogo Morris K. Jessup, que usou elas como base para o livro The Expanding Case for the UFO, no qual ele relatava encontros interdimensionais, alienígenas e metade da programação noturna do History Channel. O livro repercutiu bastante e inspirou uma parte relevante da ficção da época. Em 1959, após a esposa se separar dele, Morris foi interrogado pela Marinha e, no dia seguinte, foi encontrado morto em seu próprio carro em um caso dado como suicídio por inalação de monóxido de carbono. Enquanto alguns conspirólogos dizem que ele foi “suicidado” pelas autoridades, a família acredita que ele tenha se matado dado a um caso de depressão profunda que o assolava, já que havia sido largado pela esposa, estava recebendo críticas terríveis por seu trabalho e vivia discutindo por qualquer coisa com os amigos.

Morris K. Jessup cometeu suicídio em 1959.

Já Carl, que iniciou essa história, foi interrogado em 1969 e confessou para o Escritório de Pesquisa de Fenômenos Aéreos que inventou a história toda. Entretanto, em 1979, ele deu depoimentos para o livro The Philadelphia Experiment: Project Invisibility, que consolidou o suposto caso no imaginário popular americano e serviu como base para o filme Projeto Filadélfia (1984), dirigido por Stewart Raffill e estrelado por Michael Paré e Nancy Allen. Carl faleceu em 1994, no Colorado.

Trecho do filme “Projeto Filadélfia”, de 1984.

Os novos episódios de Loki estreiam no Disney+ toda quarta-feira.

‘Como Treinar o Seu Dragão 3’: Aclamada animação já está disponível na Netflix!

A animação ‘Como Treinar o Seu Dragão 3‘ concluiu uma das franquias mais incríveis do cenário cinematográfico contemporâneo e, agora, ela pode ser conferida na Netflix!

O longa-metragem foi disponibilizado hoje, 07 de julho, no catálogo da plataforma.

Relembre o trailer:

Dean DeBlois dirige e roteiriza, repetindo as funções que dividiu com Chris Sanders no primeiro filme.

O terceiro filme acompanha o personagem Soluço e a realização de seu grande sonho: encontrar um lar pacífico onde os dragões possam viver em segurança. Lá, Banguela descobre uma companheira, assim como ele, mas um tanto selvagem. Mas é quando o perigo começa a rondar o lar, que a dupla Banguela e Soluço será testada e precisará tomar decisões difíceis para salvar suas espécies.

O elenco traz vozes originais de Cate BlanchettT.J. MillerGerard ButlerKristen WiigJonah HillKit HaringtonJay BaruchelDjimon Hounsou e America Ferrera.

‘Eu Nunca…’: Lee Rodriguez e Ramona Young fazem resumão da 1ª temporada em novo vídeo divertido; Confira!

A 2ª temporada de ‘Eu Nunca…‘ (Never Have I Ever) chega em breve ao catálogo da Netflix e, agora, a plataforma de streaming divulgou um novo vídeo promocional em que as atrizes Lee Rodriguez (Fabiola) e Ramona Young (Eleanor) fazem um resumão do ciclo de estreia.

Confira:

Os próximos episódios têm estreia marcada para o dia 15 de julho.

Vale lembrar que Chrissy Teigen não irá mais fazer uma participação especial na temporada, após ter sido acusada de praticar bullying com a modelo Courtney Stodden.

Recentemente, Stodden revelou ao Daily Beast que Teigen a assediava nas redes sociais pouco após seu casamento com o ator Doug Hutchison. “Ela não apenas tweetava sobre mim, como também ia nas minhas mensagens privadas dizendo para eu me matar,” afirmou a modelo. “Coisas do tipo: ‘Mal posso esperar para você morrer’.”

No dia 12 de maio, Teigen se desculpou publicamente através do Twitter: “Eu estou mortificada e triste com a pessoa que eu costumava ser. Eu era insegura e buscava atenção sendo tóxica. Estou envergonhada pelo meu comportamento… Sinto muito, Courtney. Eu espero agora que você possa se curar ao saber quão profundamente eu estou arrependida.”

A série foi criada por Lang Fisher e Mindy Kaling.

A trama gira em torno de Devi, uma estudante ansiosa que tem um leve surto e se envolve em situações difíceis enquanto lida com o fato de ser a primeira geração moderna de descendentes de indianos nos Estados Unidos.

Maitreyi Ramakrishnan estrela a produção. Poorna Jagannathan, Richa Shukla, Darren Barnet, Aitana Rinab Perez, John McEnroe, Hanna Stein, Sendhil Ramamurthy, Jaren Lewison, Ramona Young e Lee Rodriguez.

‘O Esquadrão Suicida’: Novo teaser anuncia um mês para a estreia do filme; Confira!

Através do Twitter, o diretor e roteirista James Gunn divulgou um novo teaser oficial de ‘O Esquadrão Suicida’, celebrando um mês para a estreia do longa-metragem.

Confira:

Lembrando que o longa chega aos cinemas nacionais em 05 de agosto. 

O Esquadrão Suicida | Os melhores momentos do trailer do filme

“Bem-vindos ao Inferno – também conhecido como Bell Reve, a prisão com o maior índice de mortalidade dos Estados Unidos. Onde os piores super-vilões são mantidos e onde farão qualquer coisa para escapar – até mesmo se juntar ao super-secreto e super-duvidoso grupo Força-Tarefa X. A missão suicida de hoje? Juntar um grupo de golpistas, incluindo Sanguinário, Pacificador, Capitão Bumerangue, Caça-Ratos 2, Savant, Tubarão Rei, Blackguard, Dardo e a psicopata preferida de todos, Arlequina. Então os arme com força e os jogue (literalmente) na remota ilha recheada de inimigos de Corto Maltese”. 

Alguns nomes reprisam seus papéis do filme anterior, como Viola Davis (Amanda Waller), Margot Robbie (Harley Quinn), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Joel Kinnaman (Rick Flag).

Entre os novatos estão Idris Elba, Taika Waititi, Alice BragaMichael RookerNathan Fillion, Pete Davidson, Flula Borg, Sean GunnMayling NgSylvester StallonePeter CapaldiDavid Dastmalchian e Daniela Melchior.

‘Clube do Terror’: 2ª temporada do reboot ganha data de lançamento em DVD

A 2ª temporada do reboot de Clube do Terror chegou à Nickelodeon em fevereiro deste ano e, segundo o próprio canal, a temporada já tem data de lançamento em DVD: 10 de agosto.

Intitulada Are You Afraid of the Dark: Curse of the Shadows’ (‘Clube do Terror: A Maldição das Sombras’, em tradução livre), a trama gira em um novo grupo de crianças contará histórias sinistras sobre uma maldição que foi jogada em uma cidade pequena à beira-mar, assombrada por um novo vilão conhecido como O Homem das Sombras.

O segundo ciclo contou com seis episódios, cada qual focado em contos de terror isolados que se expandem para uma narrativa principal.

O elenco da Sociedade da Meia-Noite conta com: Luke (Bryce Gheisar), Jai (Arjun Athalye), Hanna (Beatrice Kitsos), Gabby (Malia Baker), Seth (Dominic Mariche) e Connor (Parker Queenan).

Dirigida por Dean Israelite, a minissérie é baseada na série de terror antológica lançada em 1992.

‘The Flash’: CW divulga promo oficial do 150º episódio da série; Confira!

A CW divulgou a promo oficial de “Heart of the Matter, Part 1”, 17º episódio da sétima temporada de The Flash e 150º capítulo da série.

Na trama, “Barry e Iris dão as boas-vindas às suas futuras crianças, XS e Bart, apenas para descobrirem que um segredo chocante ameaça a harmonia da família. Enquanto isso, a guerra de Godspeed se intensifica e promete destruir Central City”.

O episódio vai ao ar no dia 13 de julho.

Confira:

Criada por Greg Berlanti, Geoff Johns e Andrew Kreisberg, ‘The Flash‘ faz parte do Arrowverse.

Barry Allen era um funcionário da Polícia Científica que, ao sofrer um acidente, foi banhado por produtos químicos em seu laboratório e, em seguida, atingido por um raio. Foi a partir disso que ele começou a ser capaz de canalizar os poderes vindos do “Campo de Velocidade”, e se locomover em altíssimas velocidades. Usando uma máscara e um uniforme vermelho, ele começa a usar suas habilidades para patrulhar Central City com a ajuda dos cientistas da S.T.A.R. Labs.

O elenco inclui Grant Gustin, Candice Patton, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Tom Cavanagh e Jesse L. Martin.

‘A Barraca do Beijo 3′: Sequência com Joey King ganha trailer oficial; Confira!

Netflix divulgou o trailer oficial de A Barraca do Beijo 3’, sequência estrelada por Joey King que chega à plataforma de streaming em 11 de agosto.

Confira:

O filme é dirigido e escrito por Vince MarcelloJay Arnold também assina o roteiro.

Elle vai para a faculdade e precisa tomar uma decisão muito difícil: se mudar para o outro lado do país com o namorado Noah ou cumprir a promessa que fez ao melhor amigo Lee de estudar com ele. Qual dos dois vai ficar de coração partido?

Joel CourtneyJacob ElordiTaylor Zakhar PerezMaisie Richardson-SellersMeganne YoungMolly Ringwald e outros completam o elenco.

Festival de Cannes 2021 | Tapete Vermelho, Cerimônia de Abertura e Annette

Após a anulação da edição de 2020 por conta da pandemia de Covid-19, o Festival de Cannes, inaugurado na noite de 6 julho, é o primeiro grande evento da indústria cinematográfica a ser realizado de forma completamente presencial e semelhante às suas edições anteriores. Só isso já é uma celebração e tanto para uma “volta ao normal”. 

Leia também: Festival de Cannes 2021 | Quais são os Filmes Imperdíveis deste ano?

Medidas Contra Covid-19

Por outro lado, o uso de máscara é obrigatório em toda área destinada ao festival, exceto para as celebridades no tapete vermelho, no palco e no auditório. Afinal de contas, elas estão lá para mostrar seus sorrisos e simpática. Ao contrário do habitual, não foi um vestido exuberante que chamou a atenção da passarela da Croisette. O presidente do júri Spike Lee roubou a cena ao aparecer com um smoking rosa chock e tênis. 

Já para a imprensa o acesso ao palácio é permitido apenas com a apresentação do passe sanitário: as duas doses da vacina há mais de 15 dias ou um teste de RT-PCR negativo de menos de 48h, em formato QR Code. A exigência é uma das medidas de segurança do evento, o qual conta com posto de vacinação e a realização de testes, contudo o resultado sai em seis horas. A solução é ir na farmácia em frente e pagar por um teste pronto em 15 minutos para passear tranquilamente nas dependências do palácio.

Abertura Oficial

A cerimônia de abertura foi apresentada pela comediante francesa Doria Tillier (La Belle Époque) em francês, sem tradução para o inglês, no Grand Théâtre Lumière. Aliás a barreira linguística foi algo ressaltado durante toda a apresentação. Com a presença de atores estadunidenses com um tradutor em tempo real, como Adam Driver (História de um Casamento) e Jessica Chastain (Ava).

O discurso foi uníssono, a alegria do glamour das festas cinematográficas. Ao subir ao palco, a convidada de honra Jodie Foster fez um discurso em francês e nesta rota, começou com: “É bom sair por aí, não é?” e ninguém falou sobre as mortes da pandemia, afinal era um momento de descontração. 

Foto: Valery Hache/AFP

O júri foi apresentado com as cinco diretoras e atrizes Jessica Hausner, Maggie Gyllenhaal, Mylène Farmer, Mélanie Laurent, Mati Diop, e os dois atores Tahar Rahim e Kang Ho Song e o diretor Kléber Mendonça Filho, anunciado como vindo do Brasil, “vivant et resistant” (vivo e resistente). Quando Spike Lee subiu ao palco, apenas disse que gostaria de falar francês como Jodie Foster. Já Bong Joon Ho, último ganhador da Palme d’Or em 2019, por Parasita, foi convidado por Thierry Frémaux a anunciar a abertura oficial, como uma ponte entre 2019 e 2021. 

Seu discurso, claro, foi em coreano, com tradução em francês. Ao lado dele, estava o diretor espanhol Pedro Almodóvar (responsável por entregar a Palme d’honneur à Foster), a própria Jodie Foster e Spike Lee para dar início em espanhol, francês, coreano e inglês (a meca do audiovisual atual?) a 11 dias de projeções de filmes de mais de 50 países. 

Filme de Abertura

Angèle, Simon Helberg, Marion Cortilard, Leo Carax e Adam Driver (Foto: Valery Hache/AFP)

Já a ópera rock Annette, dirigida por Leos Carax (Holy Motors) e escrita pelos irmãos, Ron e Russell Mael, da banda Sparks (presentes em algumas situações do filme) prometia choques e arrebatamento, mas mostrou-se um musical triste, com bonitas cenas e outras nem tanto inspiradoras.

Protagonizada por Adam Driver e Marion Cotillard, a metáfora da menina ventrículo funciona, mas não empolgou. Apesar de ser aplaudido ao fim da sessão, um dos jornalistas gritou “chato”. Ou seja, a história de amor macabra dividiu as opiniões.