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37ª Mostra de Cinema de São Paulo: Os Filhos do Padre

COMÉDIA LEVE CHUTA CACHORRO AGONIZANTE

O interessante de Mostras de Cinema é o contato com filmografias pouco acessíveis, quase exóticas. Não falo de filmes iranianos (vamos combinar, no circuito alternativo, eles são mainstream), mas de coisa exótica, como uma comédia croata. Os Filhos do Padre, de Vinko Bresan, não chega a ser instigante ou mesmo exótica; é curiosa. Seguindo a cartilha da narrativa clássica, o filme conta a história de Fabijan (Kresimir Mikic), jovem padre católico que, assustado com a quantidade de mortes e a falta de nascimentos em sua comunidade, decide furar as camisinhas. Ele se une com os dois vendedores de preservativos da cidade.

O filme tem um ponto de partida interessante, que poderia gerar críticas ácidas. Bom, não conheço detalhes do catolicismo croata – pelo que consta, eles são bem religiosos – mas, considerando a média da população internacional, as piadas, apesar de divertidas, fazem uma crítica que é corrente até entre católicos. Nesse sentido, o filme bate em cachorro agonizante, apontando o quão retrógrado podem ser certos discursos da Igreja – até o Papa Francisco já contemporiza esse discurso.

Nada disso significa que o filme seja um desastre ou chato. Significa que se mantém em uma zona de conforto. Mesmo nela, contudo, consegue produzir situações divertidas, com algumas sacadas realmente muito interessantes. O diálogo entre o padre Fabijan e o Bispo é muito bom, acima da média do restante da história.

No geral, Os Filhos do Padre é uma comédia divertida e relaxante, além de ser sempre algo sempre um bom exercício conhecer filmografias pouco acessíveis.

Próximas exibições:

  • Dia 28/10 – 21:00 – Cinemark Shopping Cidade Jardim 6
  • Dia 30/10 – 22:25 – Espaço Itaú de Cinema – Augusta 1

37ª Mostra de Cinema de São Paulo: Era Uma Vez em Tóquio

A OBRA MÁXIMA DE OZU

Acredito que obras de arte não tem classificação etária. Nada impede alguém de pouca idade conseguir apreciar um Pedro Almodóvar ou alguém mais velho se empolgar com um desenho da Disney. Apesar dessa máxima, certas coisas são mais bem apreciadas com mais idade ou, ao menos, depois de adquirida certa experiência de vida. Era Uma Vez Em Tóquio (1953), de Yasujiro Ozu, é um caso desses.

Exibido na Mostra de São Paulo em regime de minirretrospectiva, o filme segue a simplicidade marcante de Ozu. Um casal de idosos viaja da cidade de Onomichi a Tóquio para visitar os filhos depois de longo período distante. Acontece que os filhos não têm todo tempo do mundo para os pais. Eles tentam dar atenção aos pais ou fazê-los se sentirem bem, mas eles percebem que incomodam.

Não é um filme trágico. Ozu constrói um drama íntimo. Somado à tradição japonesa de profundo respeito e educação, Era Uma Vez… é um drama em voz baixa, que nunca se esquece da beleza da vida. O filme pode ser lido como uma exposição do choque entre tradição e modernidade no Japão do pós-guerra. Mas, sua estética peculiar, de cortes precisos, enquadramentos belíssimos que exploram as possibilidades da arquitetura tradicional japonesa, cenários simples e elegantemente construídos e uma câmera fixa posicionada na altura dos olhos de alguém sentado no tatame, Ozu limpa a imagem nos permitindo a construção de sentidos e sentimentos.

É muito difícil não completarmos a tela com uma narrativa pessoal. Lembrei-me de meus pais, de minha noiva e dos pais dela. Talvez você se lembre dos seus pais, dos seus avós, dos seus netos, de um irmão, de uma nora, de um tio. Memórias e afetos convocados para se infiltrarem na imagem.

Quem não puder vê-lo em tela grande, pode assisti-lo em DVD, em edição lançada este ano pela Versátil.

Próximas exibições:

  • Dia 28/10 – 13:00 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 1
  • Dia 31/10 – 20:00 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 3

37ª Mostra de Cinema de São Paulo: Escudo de Palha

UM MIIKE PARA QUASE TODOS AS IDADES

 

O japonês Takashi Miike é um diretor controvertido, que até críticos não se acertam se gostam ou não. Bom, eu gosto! Seu último trabalho, comparado com obras como Audição e Ichi, The Killer, pode ser considerado livra, ou ao menos, indicado para maiores de 14 anos (a classificação oficial é 18).

Em Escudo de Palha, a cabeça de um serial killer está a prêmio. Depois de ter sua neta assassinada, um magnata oferece 1 bilhão de ienes para quem matá-lo (a quem interessar: na cotação de hoje, vale R$ 22.440.000,00). Para sua segurança, o assassino se entrega à polícia local. A missão: levá-lo em segurança para a polícia federal, em Tóquio.

Cinco policiais são o escudo contra todo um país! Essa é a sensação do filme. Bandidos, anônimos, policiais, enfim, todo tipo de gente tenta matar o assassino Kiyomaru (Tatsuya Fujiwara). Pode soar muito absurdo para nós o esforço que os cinco policiais – especialmente Mekari (Takao Ohsawa) – em proteger um psicopata que nem se esforça para ser simpático. Até a plateia deseja liquidá-lo. É o sentimento de honra e de dever que guiam esses policiais. O pior sujeito deve ser julgado pela justiça. O dever de cumprir uma ordem é mais que uma questão legal, é a honra que está em jogo. E os japoneses levam muito à séria a honra!

Ter isso em mente é necessário para entender o dilema dos protagonistas. Não se trata de proteger um inocente nem um bandido vítima da sociedade injusta (Miike dá uma aula de como humanizar um assassino sem torná-lo coitadinho). Mas, de cumprir um dever que as personagens carregam dentro de si como o correto e o honrado a ser feito. Tudo isso embrulhado com ação de primeiríssima qualidade. Miike em ótima forma!

37ª Mostra de Cinema de São Paulo: Confissão de Assassinato

UMA PERGUNTA SOBRE O CINEMA SUL-COREANO

 

Alguns dos filmes mais instigantes da atualidade vêm da Ásia. Japão, China, Hong Kong, Cingapura, Coréia do Sul. Ah, os sul-coreanos… Eles estão conseguindo conciliar blockbuster com filmes mais artísticos mantendo uma média de alta qualidade. Confissão de Assassinato, de 2012, primeiro longa ficcional de Jung Byung-Gil me provocou uma questão sobre o cinema sul-coreano.

No filme, Lee Du-seok publica um livro no qual descreve uma séria de assassinatos ocorridos tempos atrás e se assume como autor dos crimes. Choi, detetive responsável pelo caso, assiste tudo impotente, pois os crimes já prescreveram. O filme se estrutura em dois eixos: a relação entre Choi e Lee e os familiares das vítimas, que desejam matá-lo. Falar mais sobre o enredo pode estragar algumas surpresas. Melhor falar do estilo!

O filme tem edição ágil (no começa tem até câmera na mão, algo não muito recorrente no cinema sul-coreano). As sequências de ação são delirantes, a direção busca enquadramentos inusitados. Há um misto de drama e humor negro. O roteiro é rocambolesco, delirante, fazendo a gente se perguntar se realmente é um bom roteiro.

De maneira geral, Confissão de Assassinato é um filme bom que sintetiza muitas características do cinema sul-coreano. Para quem duvida, faça a dobradinha e assista OLDBOY, um dos melhores filmes da primeira década do século. Contudo, o filme de Byung-Gil não tem a mesma potência, por vezes parece genérico. E aqui surge a pergunta: as semelhanças com outras obras indicam que o cinema sul-coreano está consolidando suas características fundamentais (e poderemos futuramente falar em uma escola) ou seriam clichês se formando?

O Conselheiro do Crime (2)

A MULHER QUE NÃO AMAVA OS HOMENS

O Conselheiro do Crime é o novo projeto de um dos maiores diretores do cinema de Hollywood atual, Ridley Scott. O pai de Alien – O Oitavo Passageiro (1979) e Blade Runner (1982) entraria para a história só por esses dois projetos, mas Scott viveu para ter uma das carreiras de maior prestígio do cinema americano. O cineasta se consolidou entre os grandes verdadeiramente, da última década em diante. Durante as décadas de 1980 e 1990 seus filmes não chamavam muita atenção, e foi quando o diretor entregou seus trabalhos menos expressivos como Chuva Negra (1989), Perigo na Noite (1987), e o seu filme menos apreciado, Até o Limite da Honra (1997), com Demi Moore como uma militar.

O Conselheiro do Crime marca seu vigésimo segundo filme da carreira, e décimo segundo somente nos últimos doze anos. Os novos projetos de Scott são assim, chamam a atenção por serem grandiosos, e fazerem uso de um elenco renomado. O diretor é, no entanto, considerado um grande operário, por cumprir bem seu papel em todo e qualquer tipo de gênero (seja filmes de guerra, épicos medievais, ficção científica, dramas e inclusive comédias leves), sem possuir um estilo único estético ou narrativo. Scott mais uma vez realiza um bom trabalho atrás das câmeras em seu novo filme, o maior problema aqui é mesmo, inusitadamente, o texto do sempre ótimo Cormac McCarthy (Onde os Fracos Não Têm Vez e A Estrada).

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O escritor octogenário cria uma história difícil de ser acompanhada, e desinteressante. Na qual a simplicidade das situações é totalmente enevoada por diálogos complexos e rebuscados, que parecem não fazer muito sentido dentro de sua própria lógica. Tudo soa como aquele bêbado metido a intelectual no bar, que sabe citar grandes versos, mas num contexto totalmente equivocado. Ver o resultado final da obra faz pensar que talvez esse tenha sido o motivo de tanto mistério em torno da produção, em relação à sinopse e trailers: Aqui realmente não existe muito. A trama, um tanto quanto simplista, traz o ótimo Michael Fassbender (visto pela última vez justamente ao lado de Scott em Prometheus) como um advogado, cujo personagem não possui nome.

Ele está envolvido numa parceria empresarial com o homem de negócios escuso, Reiner, vivido de forma chamativa (mais em sua caracterização do que na atuação em si) por Javier Bardem (Amor Pleno). Por dívidas financeiras, o advogado decide dar o passo além, e aderir ao tempestuoso mundo do tráfico de drogas, ao lado de seu parceiro de negócios. A primeira metade de O Conselheiro do Crime consiste apenas no personagem sondar as possibilidades de sua nova ventura. E essa é justamente a melhor parte do filme. Todas as hipóteses de se mergulhar num mundo sujo, e suas consequências, são levantadas através de muitos diálogos entre os personagens de Fassbender, Bardem, e também de Brad Pitt (Guerra Mundial Z).

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Pitt interpreta o intermediário de um cartel. Ele é o típico texano, e seu personagem faz uso de um chapéu de cowboy. Da metade em diante, quando tudo começa a dar errado dentro da trama para o protagonista, o filme igualmente sai dos trilhos. O motivo é que não sentimos em momento algum aonde e porque as coisas poderiam ter dado tão errado a ponto de acontecerem de forma tão rápida e trágica para todos. O único motivo para isso é simplesmente para servir a trama, porque tinham que acontecer para termos um filme. Mas sem uma explicação convincente nossa credulidade também se esvai, como o sangue de diversos personagens.

As atuações são muito boas, todos estão no auge de sua arte. O problema é que parecem perdidos em seus diálogos, como, por exemplo, numa cena em que Bardem confessa para Fassbender o que sua namorada, interpretada por Cameron Diaz (Um Golpe Perfeito) fez com seu carro. Ou quando a mesma personagem resolve se confessar para um padre na igreja. Bons atores precisam ser convincentes recitando o mais louco e desconexo dos diálogos, e isso é um pouco do que acontece aqui. São cenas soltas do resto do filme, que não funcionam num geral, apenas independentemente. O filme possui momentos e cenas ótimas, mas que simplesmente não funcionam de forma agrupada.

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Por falar em Cameron Diaz, a atriz desempenha provavelmente seu melhor papel de toda a carreira. Como a sexualmente agressiva Malkina, a loira é mais uma das onças pintadas do personagem de Bardem, e possui inclusive as tatuagens nas costas para provar. De unhas prateadas, dente de ouro, e penteado estiloso, Diaz exala mais sensualidade do que qualquer outra personagem desse ano. Sua performance vem igualada, criando uma mulher fria, sedutora, que possui seus próprios segredos, e que quem sabe daria medo até mesmo em Lisbeth Salander (personagem da trilogia Millenium). Já existe inclusive falatório de prêmios para a atriz de 41 anos (se não for agora, quando?). Ah sim, Penélope Cruz (Os Amantes Passageiros) também está nesse filme, como a “noiva” de Fassbender. O talento da espanhola merecia mais.

37ª Mostra de Cinema de São Paulo: Ilo Ilo

CRISE E COTIDIANO

 

Ilo Ilo é o filme indicado por Cingapura para concorrer a uma vaga ao Oscar de 2014. Depois de uma carreira nos curtas, Anthony Chen estreia com sucesso em seu primeiro longa (que também roteiriza). Durante a crise financeira de 1997, a filipina Teresa (Angeli Bayani) vai trabalhar como doméstica na casa da família Lim. Acompanhamos a busca por adaptação de Teresa e as dificuldades dos Lim, Teck (Chen Tian Wen), o pai, Hwee Leng (Yeo Yann Yann), a mãe, e Jiale (Koh Jia Ler), o filho.

A narrativa costura as relações afetivas e conflitos desses sujeitos. Teck enfrenta o desemprego e busca apaziguar os conflitos familiares. Jiale, com sua peraltice busca atenção e carinho, enquanto recorta os números da loteria, em busca de alguma lógica. Os grandes destaques são Teresa e Hwee Leng – todo elenco é ótimo, mas essas duas atriz impressionam.

Hwee está grávida e quer espera que a filipina seja uma ajuda. Ela busca ganhar dinheiro fácil em meio a crise, tenta colocar o filho na linha e dar força ao marido. Teresa busca se adaptar ao trabalho, a um país estranho, controlar a saudade da família, especialmente do filho, tenta encontrar uma forma de ganhar um pouco mais de dinheiro e tenta domar Jiale, que com suas tolices acaba prejudicando-a.

Isso é um esboço da narrativa. Relevante é apontar os méritos estéticos. Anthony Chen começa acertando ao fugir do maniqueísmo. Ninguém assume o papel de vilão – já basta a crise financeira – nem de vítima. Conseguimos encontrar em cada personagem (especialmente em Hwee e Teresa) algum momento de excesso, outro de fraqueza, erros, acertos. Enfim, o diretor consegue humanizar seus personagens. Também consegue mimetizar o cotidiano. Apesar de existir uma linha narrativa, diversos eventos servem para expor esse fluxo do dia a dia. A opção por boa parte dos enquadramentos próximos dos atores e dos objetos e de uma razão de aspectos mais restrito, passam a sensação de espaço reduzido, como se realmente estivéssemos em um pequeno apartamento de Cingapura. Poucos são os planos mais abertos. Contudo, esse enquadramento mais fechado não passa angustia, antes ajuda a nos inserir naquele cotidiano.

O filme enfoca o problema dos imigrantes de forma muito delicada. Pessoas que nem sempre deixam seu país por gosto, mas por necessidade, para buscar condições melhores de trabalho. Novamente não há paternalismo, apenas uma exposição franca da condição quase sempre difícil, na qual a saudade e a solidão são, muitas vezes, os únicos companheiros. E há a crise financeira, esse fato tão inerente ao nosso tempo. São ciclos que, como outros problemas da vida, se repetem, mas que podem ser devastadores, ou silenciosamente destrutivos.

Próximas exibições:

  • Dia 28/10 – 18:00 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 1
  • Dia 30/10 – 17:40 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 4

O Mar ao Amanhecer

(La mer à l’aube)

 

Elenco:

Léo-Paul Salmain, Marc Barbé, Ulrich Matthes, Jean-Marc Roulot, Arielle Dombasle.

Direção: Volker Schlöndorff

Gênero: Drama

Duração: 90 min.

Distribuidora: Esfera/Europa

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 25 de Outubro de 2013

Sinopse:

Através de depoimentos de personalidades como Zico, Assis, Romário e Pedro Bial o filme mostra a grande e charmoda rivalidade existente entre os dois clubes cariocas.

Curiosidades:

» —

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Fla x Flu – 40 Minutos antes do nada

(Fla x Flu – 40 Minutos antes do nada)

 

Elenco:

Zico, Assis, Leandro, Junior, Romário, Pedro Bial, Tony Platão.

Direção: Renato Terra

Gênero: Documentário

Duração: 85 min.

Distribuidora: Elo Company

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 25 de Outubro de 2013

Sinopse:

Através de depoimentos de personalidades como Zico, Assis, Romário e Pedro Bial o filme mostra a grande e charmoda rivalidade existente entre os dois clubes cariocas.

Curiosidades:

» —

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Serra Pelada

OURO DE SANGUE

 Serra Pelada chega com a pompa de ser o projeto nacional do ano. Uma grande produção, que conta com um vasto elenco renomado, e um diretor chamativo, já com uma carreira internacional. O cineasta Heitor Dhalia começou a carreira com longas em 2004, quando entregou Nina. Depois de O Cheiro do Ralo, um dos melhores filmes brasileiros dos últimos anos, comandou os internacionais Vincent Cassel e Camilla Belle em À Deriva (2009). Era o passo final para aderir a Hollywood em 2012. É uma pena somente que projeto tenha sido mal avaliado e passado em branco.

12 Horas é um suspense protagonizado pela atriz em ascensão Amanda Seyfried (Os Miseráveis). Agora, Dhalia volta com moral para comandar provavelmente o maior projeto cinematográfico brasileiro de 2013, com Serra Pelada. Um projeto caro e muito bem elaborado, que tem como proposta retratar a época da caça ao ouro, em território nacional. Foi durante a década de 1980, no Pará, que milhares de garimpeiros conseguiram extrair 30 toneladas de ouro, do maior garimpo a céu aberto do mundo.

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O interessante é que Dhalia e sua equipe usam o fato para impulsionar a trama do filme, que vem sendo definido como um faroeste moderno, de forma correta. Todos os elementos de um bom faroeste estão aqui, principalmente duelos à bala, e disputas de poder e riqueza. No Brasil, é muito difícil emplacar um filme junto ao grande público se esse não pertencer ao gênero da comédia escrachada, vide os recentes sucessos de Até que a Sorte nos SepareDe Pernas Pro ArOs Penetras, e os filmes do humorista Bruno Mazzeo.

No Entanto, nem só fazer um filme no gênero é a receita de sucesso, vide muitas comédias que passam em branco. Fora do gênero tivemos os sucessos de Tropa de Elite, e O Palhaço (moderado). Bebendo na fonte de TropaFederal e Assalto ao Branco Central não emplacaram muito. Gonzaga – De Pai para Filho, do ano passado, precisou buscar força na TV, assim como Xingu. E Paraísos Artificiais, que era impulsionado fortemente junto aos jovens, também não impactou de forma desejada (em partes por estrear junto com Os Vingadores).

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Esse ano tivemos a aprovação dos filmes da banda Legião Urbana, Somos Tão Jovens e Faroeste Caboclo. Voltando para Serra Pelada, a história narra a amizade de Juliano, vivido pelo ótimo Juliano Cazarré (360) e Joaquim, papel (mais ingrato) de Júlio Andrade (Gonzaga). Para um ator é sempre mais interessante interpretar personagens dúbios e cheios de falha, e quem fica com esse presente é Cazarré. Seu Juliano é o Scarface do serrado, um sujeito que chega ao local inocente, e escala até o topo como o rei da mina.

No caminho tirando, de qualquer forma necessária, todos os indesejáveis. Já o personagem de Andrade, se mantém fiel ao seu espírito original e suas convicções. O que, como já perceberam, porá os dois num confronto iminente. Dentre os personagens ao redor da dupla temos Matheus Nachtergaele, como o Poderoso Chefão da Serra, e primeiro e grande desafeto da dupla. Wagner Moura, como sempre camaleônico (aqui de bigodinho, óculos, e uma falsa careca), no papel de Lindo Rico, um sujeito ardiloso do local.

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Moura exagera na dose, em busca de risadas basicamente em seu papel, mas o público parece ter engolido (e muito), ao menos na minha sessão. E por fim, a bela Sophie Charlotte, que entra com o pé direito no mundo do cinema, em seu primeiro filme. A atriz interpreta a prostituta Tereza, mulher do vilão, que se apaixona por Juliano. Seu papel não exige grande profundidade, mas Charlotte extrapola na sensualidade marcando definitivamente seu debute (ao contrário de Isis Valverde em Faroeste).

O grande problema de Serra Pelada, que até mais da metade satisfaz com uma narrativa coesa, bons personagens e um clima bem interessante, é justamente o roteiro que parece perder a força no ato final, se tornando repetitivo e sem ter muito o que dizer. Os melhores personagens saem logo de cena, e seus arcos são facilmente resumidos e apressados. O filme possui uma recriação de época fenomenal. É espantoso ver os muitos figurantes trabalhando na grande cratera que era a montanha.

Dhalia nos leva de volta no tempo, com sua máquina chamada cinema. Serra Pelada é um filme intenso e bem elaborado, que poderia fazer bom uso de um texto mais polido, diálogos mais aguçados, e situações mais bem exploradas. Como está, não desaponta em grande escala (talvez por sua simplicidade), e promete estar pronto pro sucesso.

Kick-Ass 2 (2)

MENINA DE OURO

 No primeiro Kick-Ass, um típico nerd de colegial decidia que era hora de fazer justiça com as próprias mãos, evocando seus ídolos, os super-heróis de quadrinhos. Kick-Ass, o filme, que também é baseado em quadrinhos de heróis, criados por Mark Millar e John Romita Jr., tinha a proposta de satirizar e homenagear o subgênero. O problema é que esses autointitulados “super-heróis” humanos e reais soam muito como sua contraparte de papel. Mesmo sem superpoderes, aqui existem cenas que desafiam as leis da física, e nossa credulidade.

Personagens como Batman e o Justiceiro combatem o crime sem poderes, e o Homem-Aranha é um adolescente despreparado para suas grandes aventuras. Então podemos afirmar que o material de Kick-Ass não é assim tão original. Fora isso, um fator que chamou grande atenção da imprensa no filme original de 2010 foi sua extrema violência. E não apenas isso, mas violência infligida por uma menininha em seus 11 anos de idade. Hit-Girl, a personagem que virou sensação, é uma menina treinada pelo pai para ser a vigilante definitiva. O sangue frio da pequena é tanto que ela não hesita em desmembrar e decapitar criminosos. Tudo com o propósito de uma boa diversão nos cinemas.

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Quando escrevi sobre o filme original dei minha opinião sobre o significado de uma grande violência imposta para os jovens apenas com o propósito de entreter. Já deu para perceber que não fui arrebatado pelo filme de Matthew Vaughn (X-Men: Primeira Classe) como a maioria, por achar que fica na tênue linha onde não é sério e importante o suficiente, e ao mesmo tempo não é caricato, divertido e engraçado como deveria. De qualquer forma, Kick-Ass – Quebrando Tudo foi um os destaques de 2010. Alguns anos depois e ganhamos a inevitável continuação, que chega de maneira tímida nos cinemas brasileiros. Caminho similar que fez nos Estados Unidos, aonde não despertou grandes paixões.

Em muitos aspectos, no entanto, Kick-Ass 2 é superior a seu predecessor. O primeiro deles é a dramaticidade e importância dada às subtramas, e desenvolvimento de personagens. Vemos, por exemplo, as consequências que tem para a sua família, o fato do protagonista (vivido mais uma vez pelo talentoso Aaron Taylor-Johnson – de Selvagens) vestir o uniforme. O relacionamento entre o jovem Dave, a identidade secreta do herói Kick-Ass, e seu pai é abalada de uma forma irremediável. O mesmo pode ser dito da personagem Hit-Girl, mais uma vez vivida por Chlöe Grace Moretz (a nova Carrie).

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Esse realmente é um filme mais dela do que de Kick-Ass. A trama evolui a personagem de Moretz, agora com 16 anos, e com problemas em se ajustar à vida colegial e adolescência. Também temos o universo super heroico em geral expandido, como se o próximo passo fosse dado em relação a termos apenas três personagens mascarados no filme original. Uma espécie de Liga da Justiça “furreca” e violenta é criada, comandada pelo personagem de Jim Carrey (um dos maiores astros da década de 1990 tentando ensaiar um retorno ao palco principal).

O personagem de Carrey é um ex-assassino da máfia, que encontrou Deus e decidiu rachar crânios de criminosos em Seu nome. O ator está irreconhecível no papel, longe de seus exageros de praxe. Aqui Carrey quase não faz rir. O ator inclusive renunciou o filme por sua violência, já que Carrey agora é um forte ativista do desarmamento. Entre os membros dessa formada equipe heroica destacam-se o boa praça Dr. Gravidade (nada a ver com o filme de Cuarón), vivido por Donald Faison (da série Scrubs), e a autointitulada Night Bitch, vivida pela bela ruiva Lindy Booth (Madrugada dos Mortos), que tem um caso com o protagonista.

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Todos possuem suas histórias e seus próprios passados trágicos. A belíssima Lyndsy Fonseca (A Ressaca), namorada do herói no original, possui pouquíssimo espaço em cena (infelizmente) e é jogada para escanteio.  Quem volta sem grande importância é o vilão, agora exagerado, de Christopher Mintz-Plasse, que depois de abandonar o pseudônimo do falso herói Red Mist, resolve se batizar como Motherfucker (nome impróprio por significar um palavrão em inglês, que com certeza fez subir a censura por lá).

O vilão traz consigo uma legião de inimigos a seu comando. Entre eles, a gigantesca Mother Russia (Olga Kurkulina, uma montanha de músculos), a única adversária a altura da feroz Mindy, identidade de Hit-Girl. Entre erros e acertos Kick-Ass 2 talvez não seja tão impactante e original (segundo dizem) quanto o primeiro, mas sem dúvidas merecia mais respeito, e não ser descartado completamente. As portas ficam abertas para um Iron Kick-Ass…

Bates Motel – Temp. 01 – Ep. 10

FINAL DE TEMPORADA DIGNO DA SÉRIE

 

Com certo atraso, falemos sobre o final da primeira temporada de Bates Motel. Ou melhor, vamos falar menos sobre o ep. 10 e mais sobre a série de forma geral e aquilo que está por vir.

Sobre o ep. 10 (contém spoilers, se não viu o ep., siga para o próximo tópico)

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O último ep. cumpriu o seu dever, fechando as pontas soltas e deixou um belo gancho que poderá servir tanto para prosseguir com outras temporada quanto para um final em aberto, sem se tornar um furo. Sem pormenores, resta dizer que minha impressão sobre a coragem de Norma Bates (Vera Farmiga) ser mais fruto da falta de noção e excesso de ego se confirmam. Vamos combinar, existem coragens mais nobres, hehe. Norman (Freddie Highmore) finalmente expõe o lado que conhecemos no filme, maligno, frágil e encantador. Mistério mesmo ficou com o xerife Romero (Nestor Carbonell). Foram muitas ambiguidades. Seu heroísmo final não me convenceu de seu coração puro.

Foi um ep. de narrativa equilibrada e com sequencias bem emocionantes. O entrecho de mais alta tensão foi no encontro entre Jake Abernathy (Jere Burns), Romero e Norma. Uma sequencia que concentrou tensão e reviravoltas muito surpreendentes. Essas reviravoltas se devem, muito, à forma como o ep. foi construído, centrando-se muito nos preparativos de Norma para matar Abernathy e nos movimentos de Remoro para devolver o dinheiro para ele.

Balanço Geral

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Bates Motel atendeu às expectativas. Seu hype foi alto. Muito se falou durante a produção sobre como seria trabalhado a mitologia do filme Psicose. Nesta primeira temporada, a missão dada foi cumprida. Pode-se questionar a opção por trazer o enredo para os dias de hoje, mas não afetou seu desenvolvimento. O universo construído ao redor das personagens originais também foi bem sucedido. A cidade de White Pane Bay preencher as elipses do filme possibilitando a estruturação da série.

A pergunta não deve ser se a série conseguiu passar bem por sua primeira temporada, mas como enfrentará as próximas, mantendo a qualidade?

Toda a série cuja narrativa é romanceada (um ep. continua imediatamente o anterior), de largada, já deve equilibrar seu tamanho com a necessidade de chegar ao fim. Não estamos falando de um Big Bang Theory, cujos eps. podem ser vistos isoladamente. Em séries como Bates Motel, desejamos ver o final e mas que não seja logo. Sempre achei que a melhor saída é que a série já seja planejada para muitas temporadas, mesmo com contrato para apenas uma! Se o sucesso vier, os produtores já tem seu plano de voo.

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Mas, planejamento não é sinônimo de qualidade. E, apesar de ter tido uma impecável primeira temporada, cabe perguntar por quanto tempo a matéria base de Bates Motel tem fôlego?

Não falo das personagens secundárias, mas de Norma e, essencialmente, Norman Bates. A série é sobre como ele se tornará o assassino imortalizado no chuveiro. Esse é o dead line. Não vale gastar eps. e mais eps. com narrativas paralelas. Isto não aconteceu até o momento. Se os produtores conseguirem repetir o feito na segunda temporada, maravilha. Se outras vierem com a mesma qualidade, ótimo. Mas, por favor, não façam disso uma LOST. Adorei esta série, mas foi longa demais.

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Nessas decisões pesa mesmo o faturamento. Raramente um criador termina uma obra no auge – esses sujeitos merecem o nome de artistas. Espero que os produtores já tenham a quantidade limites de temporadas. Especificamente em Bates Motel, há a peculiaridade de não podermos levar indefinidamente a formação de um psicopata. Uma saída seria, depois de formada a personalidade assassina, recriaro enredo do filme, algo que, se bem feito, seria instigante e renderia alguns eps. na temporada final.

Agradeço a companhia de vocês ao longo desta primeira temporada. Até o ano que vem!

O Turista

A fórmula para um filme de sucesso parece simples e perfeita. Você une dois dos maiores astros da atualidade – Angelina Jolie e Johnny Depp – a um diretor que venceu um Oscar em sua estreia – Florian Henckel von Donnersmarck (‘A Vida dos Outros‘) – e refilma um elogiado filme francês – ‘Anthony Zimmer: A Caçada‘.

 

Infelizmente, nem toda fórmula perfeita se transforma em um produto de sucesso. Com as expectativas a mil tendo o benefício do elenco dos sonhos, ‘O Turista’ decepciona a grandes níveis.

Durante uma viagem à Europa, o turista Frank (Depp) desenvolve uma inesperada relação amorosa com Elise (Jolie), uma mulher extraordinária que deliberadamente cruza o seu caminho. Tendo o excitante cenário de Paris e Veneza como pano de fundo, o intenso romance se desenvolve rapidamente na medida em que ambos se envolvem involuntariamente num jogo mortal como gato e rato.

O maior atrativo do filme, seus astros, parecem estar pouco à vontade em seus papéis, e são prejudicados por uma direção aparentemente novata de Von Donnersmarck, que não faz jus a seu último trabalho.

Jolie está belíssima com o figurino dos sonhos, assinado por assinado por Collen Atwood, vencedora do Oscar. A atriz, que teve aulas de comportamento para viver uma européia, dá o seu melhor, mas não é beneficiada em nenhum momento pelo roteiro fraco e confuso, que entrega uma personagem dúbia e rasa.

Enquanto Jolie se esforça, Depp parece estar perdido em uma atuação fraca, não digna do grande ator que ele é. Prejudicados pelo roteiro, o casal de protagonistas acaba demonstrando zero de química.

No elenco de apoio, que merece destaque é Paul Bettany (‘Padre’), que entrega uma ótima atuação.

O maior acerto do filme é sua fotografia, induzida pela bela Veneza. A cidade, unida à beleza de seus astros, torna o longa um espetáculo visual.

No final, ‘O Turista’ é um divertido filme, que entretém o espectador ao longo de sua projeção. Mas unir Jolie e Depp em uma produção mediana é, no mínimo, um crime.

 

 

O Turista

Reunir Johnny Depp e Angelina Jolie é – definitivamente – uma ótima estratégia para levar os fãs dos astros ao cinema. O Turista não é uma das melhores estreias desta temporada, mas seus acontecimentos e burburinhos de backstage levantaram a bola do longa tornando-o uma das mais aguardadas. E de quebra recebeu indicações ao Globo de Ouro.

A história é do turista Frank (Depp), que é envolvido num jogo de perseguições através da enigmática Elise (Jolie). O roteiro tem como finalidade enganar os espectadores com personagens dúbios em situações de filmes de espionagem. Da abertura aos créditos finais, os espectadores são envolvidos em uma trama baseada no ‘pega ladrão’, ou jogo de gato e rato e até mesmo Carmen Sandiego. Agentes federais e gangsters estão na busca de Alexander Pearce, e parece que Elise é o elo que pode trazer Pearce à tona. Tendo ainda a participação de Rufus Sewell em um personagem enigmático.

Mesmo com uma trama de perseguição e espionagem, cheio de reviravoltas, o filme não decola pelo simples fato de seus protagonistas não imprimirem a química necessária para o casal de enamorados. Jolie e Depp decepcionam com atuações preguiçosas e apáticas.

O roteiro busca o êxito exibindo personagens e situações onde “nada é o que parece” se assemelhando com outro filme de Angelina, Salt.

Para os que se lembram deste, O Turista mais parece a continuação dele. E definitivamente não é o longa merecedor de Globo de Ouro.

 

Crítica por: Thais Nepomuceno 

O Turista

(The Tourist)

 

Elenco: Johnny Depp, Angelina Jolie, Paul Bettany, Rufus Sewell, Bruno Wolkowitch, Julien Baumgartner, Clément Sibony.

Direção: Florian Henckel von Donnersmarck

Gênero: Suspense/Ação

Duração: 103 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Estreia: 21 de Janeiro de 2011

Sinopse:

Durante uma viagem improvisada à Europa para curar um coração partido, Frank (Depp) desenvolve uma inesperada relação amorosa com Elise (Angelina Jolie), uma mulher extraordinária que deliberadamente cruza o seu caminho. Tendo o excitante cenário de Paris e Veneza como pano de fundo, o intenso romance se desenvolve rapidamente na medida em que ambos se envolvem involuntariamente num jogo mortal como gato e rato.

Curiosidades:

» Johnny Depp interpreta um professor de matemática em ‘O Turista’. Na vida real, o ator largou a escola aos 15 anos de idade.

» Durante as filmagens, um boato revelava que a esposa de Johnny Depp, Vanessa Paradis, tinha medo de sofrer da mesma dor de Jennifer Aniston, que perdeu Brad Pitt para Jolie enquanto filmavam ‘Sr. e Sra. Smith‘.

» Tom Cruise e Sam Worthington (‘O Exterminador do Futuro – A Salvação’) abandonaram a produção.

» O papel de Angelina Jolie passou pelas mãos de Charlize Theron, que abandonou a produção.

Crítica | Thor: O Mundo Sombrio

  • Relembre nossa crítica de ‘Thor: O Mundo Sombrio‘. A crítica de ‘Thor – Ragnarok‘ será lançada hoje, as 14 horas.

O deus do trovão retorna numa aventura quase épica.

Diferente da grande maioria, gosto do primeiro Thor – não só pela distinta direção de Kenneth Branagh (Frankenstein de Mary Shelley), de forte teor shakespeariano, como pelas boas cenas de batalha e a criação do universo Asgard. Do mesmo modo, também apreciei esse Thor: O Mundo Sombrio, que assim como o anterior, tem lá seus problemas e, de certa maneira, acovarda-se no acabamento. Entretanto, no fim das contas, cumpre bem a sua função.

Este, comandado por Alan Taylor, que dirigiu alguns episódios da série Game of Thrones, quase seria um épico, pelo menos em seu primeiro ato, não fosse ele apostar em subtramas mais “humanas”, digamos assim. O que acabou tornando a fita ainda mais atraente. Sou um voyeur assumido do casal Chris Hemsworth e Natalie Portman, e aqui as coisas parecem funcionar ainda melhor. A apresentação familiar me cativou bastante, e a boa dose de comédia tornou a narrativa orgânica. Ainda que, em nenhum momento, deixe a aventura em segundo plano, pois é recheado de entraves.

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Achei interessante a fotografia de Kramer Morgenthau (Um Crime de Mestre), por saber mesclar bem alguns conceitos entre os dois mundos, dando tons referentes, à atmosfera daqueles universos. Com lentes mais acesas, o dourado é realçado em Asgard, criando o efeito de riqueza. Já em Londres, Morgenthau aposta em tons mais frios, dando um aspecto morno à região, simbolizando o estado emocional da personagem Jane Foster. Assim como a direção de arte foi fundamental para que o troço permanecesse crível aos nossos olhos, apesar dos excessos visuais. Já a trilha sonora, entra e vai embora, sem que ninguém repare.

Não poderia deixar de elogiar, também, a sempre marcante presença de Tom Hiddleston, que prova ser, de longe, o ator mais importante e interessante dessa leva de movie-heroes. Pra variar, ele rouba a cena e diminui qualquer um, quando em tela.

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Contudo, talvez se o grupo de roteiristas, formado por Christopher YostChristopher Markus e Stephen McFeely, fosse um pouquinho mais ousado, e se empenhassem no desenvolvimento do texto, principalmente em sua resolução, Thor: O Mundo Sombrio seria um dos melhores trabalhos da MARVEL Studios. O que acaba sendo uma pena, ver tamanho potencial ser desperdiçado.

Mas, como muitos sabem, ousadia é uma palavra que quase não existe no dicionário dessa produtora, isso em relação à complexidade de roteiros. Pelo contrário, estão ficando cada vez mais didáticos. Nesse título, por exemplo, temos uma introdução enorme – formidável, aliás –, em formato de flashback, sobre o que vai desencadear o conflito da trama. Logo depois, na no início do segundo ato, Odin (Anthony Hopkins) nos conta, novamente, como tudo aconteceu. Provando, assim, que estão formando um público cada vez mais dopado e preguiçoso – vide o relativo sucesso que o terrível seriado Agents of S.H.I.E.L.D., incrivelmente, vem tendo.

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Em todo caso, esse filme revigora o gênero e resgata a esperança do que vem sendo chamado de “fase 2”, já que Homem de Ferro 3, apesar de atingir uma bilheteria colossal, desapontou de americanos e soviéticos a gregos e troianos. Aguardemos, então, os próximos fascículos dessas aventuras MARVEL, que, ao que tudo parece, ainda vai render por anos. Não que tenham feito trabalhos ruins, mas é evidente que precisam, urgentemente, ter um pouco mais de ambição artística, dentre tanta comercial e financeira.

Bastardos

(Les Salauds)

 

Elenco:

Vincent Lindon, Chiara Mastroianni, Julie Bataille, Michel Subor, Lola Créton.

Direção: Claire Denis

Gênero: Drama

Duração: 83 min.

Distribuidora: Imovision

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 18 de Outubro de 2013

Sinopse:

Marco Silvestri (Vincent Lindon) trabalha como capitão de um navio porta-contêineres. O marinheiro está em alto-mar quando é obrigado a voltar urgentemente para Paris. Ele recebe a notícia de que o marido de sua irmã Sandra (Chiara Mastroianni) cometeu suicídio. Suspeitando que o ato de seu cunhado foi motivado por alguma conspiração empresarial, Marco se aproxima da misteriosa Raphaelle, amante do poderoso empresário Edward Laporte. Porém, durante a investigação do caso, Marco descobre que sua irmã também escondeu alguns segredos.

Curiosidades:

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Trailer:

 

Cartazes:

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Fotos:

American Horror Story: Coven S03E01 “Bitchcraft”

O ano passou rápido e, embora eu estivesse animado para uma nova temporada de AHS, honestamente nem percebi quando começou. Mas diferente da antecessora ‘’Asylum’’, a nova temporada ‘’Coven’’ começou com um ritmo vagaroso, porém audacioso.

Logo na primeira cena, vivida na New Orleans de 1834, já dá para sentir o espírito de AHS. Uma mulher horrenda, assustadora e fria, mais conhecida como Madame LaLaurie (vivida pela talentosa Kathy Bates), utiliza o sangue extraído de sua coleção de escravos como uma espécie de tratamento antirrugas. Kathy Bates encarna tão bem o papel de vilã que é impossível não lembrar de sua personagem Annie em Louca Obsessão, papel que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz e um Globo de Ouro em 1990.

Somo levados então a um passeio em um sótão cheio de escravos, cada um com uma mutilação pior que a outra, e quando as coisas já parecem bem ruins, eis que ela cria um Minotauro, colocando a carcaça da cabeça de um touro sobre a cabeça de um de seus escravos. Após esta cena, fica bem claro que esta mulher não tem salvação. E assim como a personagem de Jessica Lange (irmã Jude) em “Asylum”, a personagem de Kathy Bates também existiu na vida real, portanto,em algum ponto desta temporada, podemos esperar uma punição severa para ela.

Já nos dias atuais, conhecemos Zoe Benson (Taissa Farmiga), que descobre possuir a habilidade de matar homens ao fazer sexo com eles. Digamos que ela seja uma versão sangrenta da personagem Vampira dos X-Men. Após acidentalmente matar o namorado, Zoe é levada por Myrtle Snow (vivida pela atriz Frances Conroy, em sua terceira temporada de AHS), para a Academia de Garotas Excepcionais Miss Robichaux. Mais uma vez, referencias de X-Men.

A melhor parte é que, assim como a casa mal-assombrada da primeira temporada e a residência em que Briarcliff era situada na segunda temporada, a Academia da terceira temporada é exatamente a mesma residência que abrigou as temporadas anteriores. Claro que parece bem diferente e até limpa demais para um cenário de AHS, o que aumenta mais os mistérios sob esta nova trama.

Após conhecermos a biscate Madison Montgomery (Emma Roberts), a garota-voodoo Queenie (vivida por Gabourey Sidibe, mais conhecida pelo seu papel principal em Preciosa), a reservada e clarividente Nan (Jamie Brewer) e a mentora Cordelia (Sarah Paulson), Zoe entra para o grupo de bruxas desenquadradas da sociedade. Ainda fiquei curioso em saber quais poderes a Cordelia deve possuir.

E finalmente, conhecemos a Bruxa Suprema, Fiona Goode (vivida pela Jessica Lange, qual eu estava morrendo de saudades). Assim como Madame LaLaurie, Fiona está em busca de uma cura para a velhice e, literalmente, suga a vida de um bioquímico que tentava lhe ajudar ilegalmente. Revigorada, porém ainda velha, Fiona faz uma visita surpresa á Academia e descobrimos que Cordelia é sua filha. Fiona domina a Academy como somente ela pode, expondo as garotas, fumando cigarros e fazendo Madison voar para a parede, após ter sido ofendida pela mesma.

Quando Madison convence Zoe a atenderem uma festa de fraternidade, já sentimos que as coisas não iam correr bem, especialmente quando um dos jogadores dão um ‘’boa noite Cinderela’’ para Madison, após ela chamá-lo de escravo e ordenar que ele a trouxesse uma bebida. Enquanto o jogador Kyle (Evan Peters) e Zoe revivem a cena de Romeu e Julieta dos anos 90, Madison está no andar de cima sendo estuprada pelo resto do time de futebol. Após Kyle entrar no quarto e descobrir o que estava acontecendo, eles fogem do local no ônibus que vieram e, Madison vai para a rua e, com um simples movimento de sua mão, faz o ônibus virar e explodir. Ela consegue matar o time de futebol quase por complete, exceto por dois que ficaram hospitalizados, incluindo o responsável pela droga em sua bebida. Zoe vai ao hospital em busca de notícias sobre o Kyle mas, ao descobrir que o rapaz estava entre uma das vítimas fatais, ela decide usar seu ‘’sexo mortal’’ para vingar-se do responsável. Só espero que não seja a última vez que o Evan Peters apareça nesta temporada.

E voltando rapidamente ao ano de 1834, conhecemos Marie Laveau (Angela Bassett), a amada do recém criado Minotauro. Quando Marie descobre o que Madame LaLaurie fez ao amado, ela dá um jeito de entrar na casa da Madame com a promessa de uma poção do amor. LaLaurie cai na armadilha e bebe a poção que, embora doce, mostra-se rápida e fatal.

E por fim, somos trazidos de volta aos dias atuais, onde encontramos Fiona escavando o túmulo de Madame LaLaurie com a ajuda de alguns homens que nem mesmo ela deva conhecer. Após abrirem o caixão, encontramos Madame LaLaurie intacta, bem viva, mesmo após duzentos anos. E ao vê-la andando com Fiona, tudo o que me veio em mente foi: Estas duas juntas não trarão coisas boas. Mas não estamos falando sobre Once Upon A Time, certo ? Estamos falando sobre American Horror Story. Portanto que haja muita, mas muita maldade nesta temporada.

 

 

 

Séries em Pauta

Once Upon a Time S03E03 “Quite a Common Fairy”

A terceira temporada se passa na Terra do Nunca. Ok! Já conhecemos Peter Pan. Ok! Mas e a nossa querida (ou não) Tinker Bell? Pois bem, criançada… Chegou a hora de falarmos sobre ela!

Quite a Common Fairy foi, até agora, o melhor episódio desta terceira temporada. A história recomeçou a pegar o jeito da coisa… Entende?

Pan continua testando Henry e todos que estão em Neverland. Como é astuto esse velho-jovem garoto, não?! Ele está tentando mostrar para o nosso pequeno Henry que é melhor viver neste mundo do que no mundo do qual ele veio. Que ali, em Neverland, tudo é possível. Que Henry tem a missão de salvar a magia, de fazer as pessoas acreditarem novamente… Pan disse que esperava por Henry antes mesmo dele nascer, e que o seu nascimento foi providencial, já que ele é fruto de um descendente do pior dos males, com a descendente da melhor das bondades.

Neal, que está na Floresta Encantada e descobriu que Emma está em Neverland, agora busca uma solução para ir salvar sua amada e seu filhote. Depois de muito pensar e procurar, ele encontra uma saída: fazer com que o filho de Hobin Hood chame a sombra de Neverland, para que ele voe até o outro mundo. É um plano um tanto quanto difícil (aliás, plano bem similar ao utilizado pelo próprio Peter Pan, em seu filme). Mas, com a ajuda do próprio Hobin e de Mulan, ele consegue chegar onde deseja.

Falando em Robin Hood, está ai um detalhe que não comentei à principio e foi uma falha. Notaram que o ator não é o mesmo da temporada passada? Pois é… Notei isso no primeiro episódio, mas esqueci de comentar… I’m sorry! O gatissimo Tom Ellis (que prometia ser uma de minhas paixões, depois que o meu delicinha Pinocchio foi embora) não pode mais fazer parte da série, devido à contratempos na agenda. Então, ele foi substituído por Sean Maguire, que é o novo Robin Hood que vocês estão vendo ai, e com o qual teremos que nos acostumar… É, uma paixão à menos pra mim!

Como o nome do episódio já deixa bem claro, Tinker Bell (Sininho) é uma fada bem comum. Ou melhor, não é mais uma fada, é apenas uma pessoa comum. E como isso aconteceu? Claro que tem o dedo da nossa amada Evil Queen no meio…

Sininho conheceu Regina em um de seus momentos de desespero e meio que viraram amigas. Bell, então, resolveu ajudar Evil Queen, e lhe disse que o que ela precisava era de amor e que, assim sendo, encontraria um novo amor para a nova amiga. Mas, para ajudar Regina, Sininho acabou quebrando algumas regras das fadas, e roubou pó de fada. Feitiço feito, amor encontrado: o homem com tatuagem de leão no braço (sim, há muito, muito tempo, em uma terrão tão, tão distante… já se havia tatuagem)! Mas, Regina, com medo, não foi atrás do seu amor. Resultado: Tinker Bell, foi banida e virou uma reles mortal. Regina não teve compaixão e ainda esculhambou com a pobre fada.

E porque a história de Tinker Bell com Regina é tão importante? Bem, Emma e sua equipe contavam com a ajuda da fadinha para encontrar Henry, segundo dicas do meu lindo Hook. Mas, Regina sabia que a fada, sabendo que a ex-Evil Queen estava junto com eles, não ajudaria na missão. Não demorou para Emma descobrir o segredinho de Regina…

Assim que Emma, Hook, Snow e Charming continuaram em busca da casa de Tinker Bell e deixaram Regina para trás, a ex-fadinha pegou a nossa rainha de jeito. Depois de muita conversa, feitiço lançado, lança com Sonho Sombrio e coração arrancado, Regina e Tinker Bell se acertaram. Ao se drem conta de que Sininho estava, na verdade, atrás de Regina, Emma e os outros foram atrás delas. Mais conversa e, enfim, Sininho aceitou ajudá-los a encontrar Henry.

Digamos que Hook tem tido papel fundamental nesta temporada. Ele conhece bem Neverland… Conhece bem Peter Pan… E, pelo que vimos, conhece muito (mas muito bemmmm) a danada da Sininho. O que me preocupa, agora, é Tinker Bell morrer de ciúme de Emma com Hook, e armar algo para todos eles.

Como não amar Regina sendo a #supersincera e dizendo que Emma só aceitou a sugestão porque foi seu namorado quem deu? (por namorado, entenda-se Hook)

E Charming, hein?! Ele está escondendo de todo mundo que levou uma flechada com o Sonho Sombrio (só não conseguiu enganar Hook, que agora está mais do que preocupado com o futuro sogrão). Encantado até estava com esperanças, já que poderiam encontrar pó de fada mas, agora que Sininho não pode ajudá-lo, como ele irá sobreviver? Well, well, well… Nós sabemos que o bem sempre vence!!!

Ah, sim… E quem seria o novo “true Love” de Regina? Ninguem mais, ninguém menos do que Robin Hood! (neste momento tenho que dizer que se Ellis tivesse continuado, eles já seriam, desde já, o meu casal predileto)

Falando em amor… O que foi a DANADA da Mulan quase se declarando para Aurora?! Oh My God!!!! E todo mundo achando que o felizardo (ou não) era o Filipi… Bem, mas Mulanzinha chegou tarde demais: Aurora está grávida de Filipi… #tadica O jeito foi ela (Mulan) enfiar o rabinho entre as pernas e se juntar ao grupo de Robin Hood.

Será que Neal também chegará atrasado em Emma? Confesso que, até o atual momento, eu sou #teamhook (já que não temos mais Pinocchio na parada… #mytruelove)

#IBelieve

Que venha o próximo episódio…

 

 

 

Séries em Pauta

Arrow S02E01 “City of Heroes”

Eu não tenho palavras para descrever o que foi esta volta de Arrow… #OMG

Depois da loucura que foi o final da primeira temporada, onde Oliver Queen (meu delicinha suprema das galáxias, do qual eu já estava quase morrendo de saudades) viu o Glades ser destruído, e o seu amigo Tommy morrer na sua frente, o nosso Encapuzado predileto fugiu novamente para a Ilha onde ficou tanto tempo preso. Mas… meu sempre querido Diggle e minha amadinha Felicity rodaram o mundo procurando seu amigo.

Como não morrer de rir com Felicity? Me digam? Como não amar aquela loirinha? Diggle lá, todo “capitão do exército”, dentro de um avião turbulento e ela se agarrando ao cinto de segurança… #euri E o que foi a hora que pularam de paraquedas??? Felicity não poderia ter outro nome, só acho…

Ai, chegamos no primeiro momento #OMG de Felicity. Como sempre, ela tinha que causar algo e, não podia ser pior: pisou em uma mina. Tadica, foi arrastada pra uma ilha, teve que voar em um avião um tanto quanto estranho (digamos assim), foi obrigada a pular de paraquedas e ainda pisa em uma mina? Muito azar para uma mulher só. Mas, ai vem a recompensa que faz a nossa loirinha esquecer de tudo: o salvador Oliver Queen… E o que foi essa cena, me digam? Momento #OMG sem dúvidas… Pra que T-Shirt? Não, não… Na hora de salvar Felicity, sempre tem que ter um abraço apertado e um peito suado… aha (o melhor, além de Oliver, é claro, são os comentários da loirinha… como não rir?)

Depois de muito argumentar, Diggle (grilo falante) e Felicity conseguiram levar Oliver de volta para StarlingCity. (só fiquei intrigada com uma coisa: foi um inferno para chegarem à ilha, e conseguiram voltar super fácil???)

Starling está com sérios problemas… Depois da destruição do Glades, alguns homens se intitularam de “os encapuzados” e começaram a fazer “justiça” pela cidade. A família Queen está quase perdendo a empresa e a cidade está um caos. Oliver voltou apenas com o intuito de salvar a sua empresa e cuidar da sua família, não querendo mais fazer justiça com as próprias mãos, e nem voltar a ser o “Capuz”.

Mas, será que o nosso lindo herói ainda não percebeu que querer, nem sempre, é poder? Oliver, ao voltar, virou centro das atenções e os tais “Encapuzados” da vez foram com tudo para cima do nosso herói. Tentaram matá-lo mas, claro, não conseguiram, pois Diggle e Felicity estavam lá para protegê-lo. E ai tivemos o segundo momento #OMG do episódio, entre Oliver e Felicity… A loirinha já está ficando mal acostumada…

Enquanto Ollie estava fora, quem comandou a Verdante foi Thea. Sim, a garota problema virou mulher e agora toca a boate do irmão muito bem acompanhada, diga-se de passagem, do meu outro delicinha suprema: Roy. Aliás, com a ausência do “Capuz”, quem está cuidando da bandidagem no Glades é justamente ele, Roy (quando ele irá se unir ao “Green Team”?). E, justamente por estar a frente dos negócios do irmão, Thea acabou sendo pega pelos “Encapuzados”. Foi a deixa para Oliver deixar de “frescura” e votar a usar o seu arco e flecha.

Surprise, surprise… Equanto Oliver esteve fora, Felicity deu uma turbinada no seu esconderijo. Sim, ela sabia que, uma hora ou outra, ele ia se render ao “Capuz”. Não foi difícil a equipe encontrar os Encapuzados, é claro… Ollie resgatou Thea e, agora seguindo outras diretrizes, prendeu todos os bandidos em uma grade, para entregá-los à policia.

Oliver viu que é necessário voltar a salvar a cidade, mas não quer mais saber de mortes… E mais, quer mudar o nome do seu herói. Alguém adivinha? rs

Que lindo ver Roy agindo no Glades, todo heroizinho… E a loirinha dando mortal e toda linda no disfarce? #OMG

Laurel continua me dando sono… ZzzzzzZzzzz Mas, tudo indica, que ela será uma das responsáveis por dificultar a vida do nosso querido herói. #bitch

Lance foi rebaixado de Detetive para um simples policial… Parece que agora está disposto a ajudar o “Capuz”. Veremos…

E essa Isabel Rochev, hein?! Vilãzinha muito #bitch pro meu gosto…

Walter voltou, para alegria geral da nação… Oliver pode não ter mais seu pai, mas tem um “paidrastro” muito do especial…

Ah sim, como não falar da cena em que Thea perdoa a mãe… Tão lindo!!!! Premio de melhor namorado do ano vai para Roy, sem dúvidas!

Mais do que ansiosa pelo próximo episódio!

 

 

 

Séries em Pauta

The Vampire Diaries S05E02 “True Lies”

A felicidade das duas it girls de Mystic Falls na faculdade durou muito pouco. Depois da morte de sua colega de quarto, Elena e Caroline descobrem que o professor de Microbiologia Aplicada forjou o atestado de óbito da garota. Sem perder tempo, as duas trocam o curso de comunicação pelo de medicina para descobrir o que o tal professor sabe. O cara acaba se revelando um gatinho mas, pasmem, expulsa as duas da sala de uma forma não muito gentil. Será que ele sabe que elas estavam tentando investiga-lo? E adivinhem quem resolve aparecer no campus e fazer uma surpresa para Elena? Stefan! Ou melhor, Silas.

Mas a Elena não sabe que é o Silas. Damon bem que tenta avisar, mas não dá tempo. A criatura do mal que agora tem a cara, a voz e o corpo do Stephan, entra na cabeça de Elena e faz ela ficar com raiva do namorado… E o Damon, tadinho, que chega todo preocupado para salvá-la, é recebido com drinks de verbena! Explico. É que o Silas mandou que Elena o enfraquecesse e matasse, por isso ela fez com que Damon bebesse verbena, e todos sabemos o que acontecesse quando os vampiros são expostos à essa substância, né?

Mas Damon consegue reverter a situação, e faz a namorada enxergar que estava sendo manipulada por Silas. Quando tudo volta ao normal, no entanto, Elena resolve fazer as malas e voltar para Mystic Falls para salvar Stephan, que continua morrendo e ressuscitando debaixo d’agua. Antes que entrasse no carro, porém, o professor gatinho que a tinha expulsado da sala de aula aparece para pedir desculpas. Ele veio com um papinho todo manjado sobre o pai dela, contando que o conheceu e que o admirava muito. Será mais um admirador e potencial candidato ao coração de Elena? Será mais um malvado para se juntar ao rol dos vilões ao lado de Klaus e Silas?

Elena vai embora deixando uma Caroline tristonha. O chato do Tyler não quer saber de estudos e a está deixando bem largada, deixando o caminho livre para Jesse, que está bem interessado na vampira loirinha.

Saindo do cenário da faculdade, Matt e Jeremy conseguem encontrar e capturar Katherine. E por falar nela, confesso que estou até com pena da nossa vampire diva nessa temporada… Humana e vulnerável, a única coisa que ela mantém de sua antiga vida é a arrogância. E o ciúme que sente de sua cópia, Elena, só faz aumentar, ainda mais agora que Elena é vampira e ela não. Pobre Kath…

Só que enquanto os dois amigos a estão levando de volta para Mystic Falls, Silas resolve aparecer novamente. Ele tenta entrar na cabeça de Matt, da mesma forma que fez com Elena, mas não consegue, porque já tinha gente lá dentro! Lembram da Nadia, aquela garota que, no episódio anterior, junto com um amigo, fez alguma coisa com o Matt e o olho dele virou e até ficou preto? Pois é! Era isso. Então, com raiva, Silas mata o Matt. Eu já perdi as contas de quantas vezes ele já morreu! Imaginem se ele não tivesse aquele anel que traz a vida de volta… Mas dessa vez, antes de voltar da morte, ele tem um encontro com uma amiga que também não está mais entre nós: Bonnie. A bruxinha conta tudo o que aconteceu com o pai dela e também que estava morta. Mas quando ressuscita, Matt não lembra mais de nada.

Mas o que me deixou intrigada foi o final, porque a Nadia procurou o Silas para – pelo que parece – se aliar a ele. Quem é essa garota afinal???

 

 

 

Séries em Pauta