Crítica | Star Trek: Sem Fronteiras

Crítica | Star Trek: Sem Fronteiras

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J.J. Abrams se consolidou em Hollywood após dirigir o bem sucedido reboot de ‘Star Trek’ (2009), que acertou em cheio ao trazer Chris Pine e Zachary Quinto como os jovens Capitão Kirk e Spock. Após dirigir o segundo filme, Abrams partiu para outra missão interestelar: foi comandar o ótimo ‘Star Wars – O Despertar da Força’.

Com uma franquia bem sucedida em mãos, a Paramount Pictures e Abrams – que retorna como produtor – decidiram chamar Justin Lin para a difícil tarefa de substituí-lo na cadeira de diretor.

Lin, que se consagrou após dirigir ‘Velozes e Furiosos 4, 5 e 6‘, não decepciona e entrega a melhor aventura da franquia até o momento. Sim, pasmem, ‘Star Trek: Sem Fronteiras’ é o melhor filme da franquia!




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Recuperando elementos da icônica série e se consolidando como uma aventura independente dos filmes anteriores, ‘Sem Fronteiras’ dá um passo gigante na franquia rumo ao futuro.

O roteiro de Simon Pegg e Doug Jung não perde tempo reapresentando os personagens, e já inicia o filme com uma grande sequência de ação interrupta, que culmina em um clímax cheio de reviravoltas e cenas grandiosas.

Kirk (Pine, sempre ótimo) está em um dilema interno se ele realmente é a melhor opção para comandar a USS Enterprise, após chegar no fim de sua missão de cinco anos pelo espaço.




Suas dúvidas são colocadas de lado quando uma poderosa espécie alienígena desconhecida ataca a Enterprise, e seus amigos ficam presos em um planeta desconhecido sem nenhum meio aparente de resgate, entrando em conflito com um inimigo que nutre um imenso ódio contra tudo o que a Federação defende e representa.

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O roteiro encontra tempo para trabalhar separadamente cada um dos personagens, que desta vez têm jornadas distintas enquanto tentam salvar uns aos outros.

Nesse terceiro filme, são os coadjuvantes que se destacam. Karl Urban entrega seu melhor desempenho como ‘Bones’ McCoy, assim como Simon Pegg, que além de retornar como um Scotty mais bad ass, também roteirizou a produção.

Sulu (John Cho) também ganha uma subtrama interessantíssima ao sermos apresentados ao seu marido e filha, entregando mais profundidade ao personagem e mostrando que ele tem uma família para retornar entre uma e outra missão.

E o que dizer de Anton Yelchin, que nos deixou tão cedo? Em uma das melhores performances de sua carreira, desta vez ele parte para ação ao lado do Capitão Kirk. Todas as cenas em que o astro aparecem são cercadas por uma agridoce sensação de tristeza e alegria, já que seu personagem sempre foi o alívio cômico da franquia.

Sofia Boutella também merece destaque como a interessante alienígena Jaylah, personagem inspirada em Jennifer Lawrence no filme ‘Inverno da Alma‘ (2010).

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Star Trek: Sem Fronteiras’ parece um ‘Mad Max: Estrada da Fúria’ espacial, aprofundando seus personagens enquanto entrega uma grande sequência de ação desenfreada. Cada centavo dos US$ 185 milhões gastos no orçamento são justificados pelas cenas megalomaníacas, extremamente bem arquitetadas e dirigidas por Lin.

É uma viagem interestelar inesquecível, atingindo o ápice da franquia em termos de roteiro e efeitos especiais. O filme abraça o passado e dá um grande passo para o futuro, deixando um delicioso gostinho de quero mais.

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