Na última terça-feira (19 de maio), a equipe deFjord transformou a coletiva de imprensa em um dos debates mais políticos e filosóficos desta edição do Festival de Cannes. O diretor Cristian Mungiu e o elenco, liderado por Sebastian Stan e Renate Reinsve, discutiram temas como intolerância, imigração, religião e os limites entre liberdade individual e intervenção do Estado.
Inspirado em casos reais envolvendo famílias estrangeiras na Noruega, Fjord acompanha o choque entre valores tradicionais e políticas sociais progressistas. Na narrativa, autoridades passam a interferir na dinâmica familiar e na criação de crianças, abrindo espaço para um debate sobre até que ponto o Estado pode agir em nome da proteção social.
Filme construído a partir de pesquisa extensa
Mungiu explicou que levou quase uma década pesquisando histórias semelhantes antes de transformar o tema em ficção: “Eu nunca reenceno fatos reais”, afirmou o diretor. “Gosto de partir de acontecimentos verdadeiros para falar sobre algo que considero importante na sociedade contemporânea.”
Sebastian Stan, Cristian Mugiu e Renata Reinsve na coletiva de imprensa de ‘Fjord’ em Cannes 2026 (Foto: Letícia Alassë)
A pesquisa incluiu entrevistas com parlamentares, policiais, juízes, ONGs, jornalistas e famílias envolvidas em disputas judiciais. O cineasta também acompanhou audiências na Noruega para compreender os mecanismos institucionais por trás desses conflitos.
Ambiguidade e polarização como eixo central
Durante a coletiva, Mungiu defendeu que Fjord não deve ser interpretado como uma crítica simplista à Noruega, mas como uma reflexão sobre sociedades contemporâneas cada vez mais polarizadas.
Para ele, o filme trata do embate entre valores tradicionais e progressistas em um mundo globalizado que, paradoxalmente, estaria cada vez mais dividido. “O primeiro passo para entender o outro é escutar”, afirmou. “Talvez também duvidar de que você esteja completamente certo.”
O diretor também destacou a importância da ambiguidade no cinema. “A vida é ambígua. Se você faz cinema inspirado na realidade, o filme também deve ter essa ambiguidade.”
Sebastian Stan, Cristian Mugiu e Renata Reinsve na coletiva de imprensa de ‘Fjord’ em Cannes 2026 (Foto: Letícia Alassë)
Em outro momento, criticou a tendência de dividir grupos sociais entre aqueles considerados legítimos e aqueles vistos como ameaça. Para Mungiu, essa lógica pode levar a formas de autoritarismo simbólico. “Ou existem minorias e você defende seus direitos, ou não”, apoia o cineasta. “Não acredito que alguém tenha autoridade para decidir quais minorias merecem ser defendidas.”
Ele ainda relacionou o avanço de discursos de extrema direita em diferentes países ao aumento da polarização política global, incluindo reações a posições progressistas: “O que acontece hoje com a extrema direita é também uma reação ao que acontecia antes. Quando qualquer lado tenta impor seus valores, acaba provocando o efeito contrário.”
Um dos momentos mais comentados da coletiva veio com Sebastian Stan, ao refletir sobre o papel da arte em um contexto de radicalização política. Questionado sobre experiências pessoais com discriminação e olhares paternalistas dirigidos a estrangeiros, o ator afirmou que o cinema deve abrir espaço para conversas difíceis, mesmo sem oferecer respostas definitivas.
“Não estamos em um bom momento”, disse. “Tudo o que posso fazer é participar de filmes que tragam diferentes pontos de vista.” Stan citou o escritor George Saunders ao retomar uma ideia associada a Anton Tchekhov: “A arte não precisa resolver um problema. Ela apenas precisa incorporá-lo corretamente.”
O ator também comentou a repercussão política de O Aprendiz (2024), no qual interpretou Donald Trump, afirmando que o ambiente nos Estados Unidos se tornou “muito perigoso”, com relatos de ameaças, censura e pressão sobre artistas e veículos de imprensa.
Renate Reinsve destacou que aceitou o projeto por confiança na visão de Mungiu e pelo desafio de interpretar uma personagem distante de sua própria realidade: uma mãe cristã conservadora de cinco filhos. “Eu adoro mergulhar em novos universos através do olhar do diretor”, afirmou. “Era uma personagem completamente distante de mim”, compartilhou.
Segundo a atriz, o método de Mungiu busca eliminar julgamentos morais e construir as cenas de forma mais objetiva, o que exige dos atores um trabalho baseado em observação e empatia. “Uma das coisas mais difíceis foi tentar compreender alguém cuja vida é completamente diferente da minha sem necessariamente julgá-la”, disse.
Elenco de ‘Fjord’ na coletiva de imprensa em Cannes 2026 (Foto: Letícia Alassë)
Stan também destacou o processo rigoroso de preparação do elenco. Parte dos ensaios aconteceu na Romênia, incluindo visitas a igrejas pentecostais e encontros com famílias religiosas para aproximar os atores do universo retratado no filme.
Com discussões sobre religião, imigração, identidade cultural, direitos das famílias e polarização política, Fjord acabou se transformando em um dos títulos mais debatidos de Cannes até agora. A recepção na coletiva reforçou o caráter do projeto como uma obra que evita respostas fáceis e tensiona leituras ideológicas de diferentes espectros políticos tanto da direita quanto da esquerda.
Paulo era conhecido como um dos perseguidores de cristãos mais cruel de seu tempo, no entanto tudo muda quando ele tem um encontro com Jesus. A partir desse momento, esse jovem se torna um dos apóstolos mais influentes do cristianismo.
Os anos 80 nos apresentaram uma galeria de personagens maravilhosos que estão nas lembranças até hoje de muitas pessoas. Para relembrar alguns desses, segue uma lista bem legal abaixo:
Na trama, conhecemos um anjo chamado Damiel (Bruno Ganz) e outro chamado Cassiel (Otto Sander) que passeiam por uma Berlim do lado ocidental, friorenta, ao lado de outros iguais, observando o cotidiano dos mortais que não podem lhe enxergar. Damiel está no limite, de saco cheio da vida eterna. Seu maior desejo é se tornar um humano mortal algo que só cresce quando se apaixona por uma trapezista de circo chamada Marion (Solveig Dommartin).
Beetlejuice – Os Fantasmas se Divertem
Um clássico da famosa sessão da tarde! Hoje, disponível no catálogo da Hbo Max, Os Fantasmas se Divertem ou mesmo Beetlejuice, o filme conta a história carismática de um casal que após morrerem viram fantasmas dentro de sua própria casa. Quando uma nova família chega no lugar o conflito acontece. O filme custou 15 milhões de dólares e faturou 5 vezes esse valor.
Na trama, acompanhamos os dias de glória e os dias de fúria de Jake LaMotta (Robert de Niro), nascido no bairro do Bronx, em Nova Iorque, filho de imigrante italianos que desde cedo iniciou uma carreira no boxe profissional conhecido por uma fúria implacável em lutas memoráveis. A questão é que fora dos ringues ele agia da mesma forma. Machista, ciumento, paranoico, até mesmo inescrupuloso, conseguiu destruir os laços familiares que o cercava sempre demonstrando uma violência desmedida. Quem mais sofreu com isso foi sua esposa Vickie (Cathy Moriarty) e seu irmão Joey (Joe Pesci).
Na trama, conhecemos um grupo de amigos adolescentes que começam a serem perturbados quando estão dormindo, durante seus sonhos (que virão logo pesadelos), por uma figura monstruosa que usa chapéu, tem o corpo dominado por queimaduras e está sempre com um suéter vermelho e verde, conhecido por Freddy Krueger (Robert Englund). Após algumas mortes, a jovem Nancy (Heather Langenkamp), completamente abalada emocionalmente, se torna a única capaz de encontrar coragem para enfrentar a terrível situação que seu destino encontra.
O primeiro Oscar da Carreira de Foster é por seu papel nesse forte filme que mostra a saga de uma mulher na sua luta por justiça após ser violentada em um bar. Dirigido por Jonathan Kaplan com roteiro de Tom Topor, o filme é baseado num caso real.
Dirigido pelo cineasta australiano Peter Weir e com roteiro assinado por Tom Schulman, Sociedade dos Poetas Mortos possui cenas inesquecíveis. O longa-metragem, lançado no primeiro semestre do ano de 1990 aqui no Brasil, conta a história de um criativo e inspirador professor, interpretado por Robin Williams, que é contratado para dar aulas em uma escola cheia de regras e tradições no final da década de 50. Aos poucos, com seus métodos diferente do que todos encontravam na escola, consegue inspirar seus alunos a combaterem suas ansiedades e os conflitos provocados por uma sociedade conservadora.
Um dos maiores sucesso da carreira do inesquecível Bruce Willis, em Duro de Matar acompanhamos um policial que após ir parar na festa de confraternização de natal da empresa japonesa onde a esposa trabalha precisa salvar o dia quando terroristas invadem o lugar. Esse filme tem um vilão espetacular interpretado pelo fantástico Alan Rickman. Muitos não sabem mas o filme é baseado em um romance de 1970 do escritor Roderick Thorp chamado Nothing Lasts Forever.
Como ser fiel à própria natureza? Quando a distância da realidade encontra a genialidade para criticar pelas entrelinhas. Lançado no ano de 1987, dirigido por Joel Coen com roteiro do mesmo juntamente com seu irmão Ethan (dupla fantástica que sempre nos brindou com ótimos filmes), Arizona Nunca Maisfaz parte daquele bolo de filmes inesquecíveis de quando Nicolas Cage escolhia bons papéis. Com um narrador presente, excêntricos personagens, um arco inicial corrido com deixas em forma de críticas a todo instante, o projeto apresenta a saga de um homem em busca de uma longe redenção quando busca ser fiel à própria natureza. No elenco, além de Cage, nomes marcantes como John Goodman, Holly Hunter eFrances McDormand.
Será que é uma questão de tempo alguém abrir os olhos e desistir do sonho da felicidade? Escrito por John Patrick Shanley e dirigido pelo cineasta canadense Norman Jewison (No Calor da Noite) Feitiço da Lua, Moonstruck no original, nos mostra descontrolados impulsos de corações carentes por uma grande paixão. Os ‘poderes da lua’, uma conexão quase cósmica, faz os personagens refletirem e associarem momentos impactantes de suas vidas à presença dessa quase entidade que ilumina nossos céus todas as noites. Cherestá maravilhosa no papel principal, de uma sonhadora descendente de italianos que acredita ser uma grande azarada no amor até encontrar a felicidade de uma maneira bem peculiar. Há simbolismos sobre emoções e um combate louvável ao machismo descarado.
Um dos filmes mais emocionantes da história do cinema, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, teve sua primeira exibição no ano de 1988 e desde aquele tempo mora pra sempre nos corações de todos que o assistem. Com cenas marcantes, uma trilha sonora fabulosa (assinada pelo gênio Ennio Morricone), Cinema Paradiso é a paixão do cinema que mora em todos nós.
Aos poucos o Brasil vai conquistando cada vez mais espaço dentro do cinema de gênero. Estamos vivendo uma nova era onde cineastas jovens e ousados resolvem investir num tipo de cinema não tentado antes, mas que acompanha tendências mundiais. O Brasil agora faz filmes para o mundo e exporta talentos como nunca anteriormente. No entanto, um dos gêneros no qual nosso país ainda é muito deficiente é a animação, gênero bem específico, dominado por grandes estúdios de Hollywood, cuja concorrência se torna quase impossível.
Talvez um dos poucos países que faça frente aos colossos do segmento é o Japão, que vê no estilo de animação tradicional, potencializado pelos estúdios Ghibli, concorrente aos implacáveis blockbusters em seu próprio pais e no mundo. Fora isso, são os EUA que ditam regras e tendências, em especial a Disney /Pixar, líder do mercado. Mesmo dentro deste competitivo espaço, outros estúdios começam a levantar-se somente agora para entrar na disputa. Fox, Paramount, Universal, Warner e Sony, todos querem uma fatia e desenvolveram seus braços de animação. No Brasil, Lino beneficia-se justamente da parceria com a Fox para a distribuição nacional.
De fato, desde 2013 nosso país não criava nada do tipo, quando lançou o irregular Minhocas, dirigido por Paolo Conti e Arthur Nunes, realizado com uma mescla de stop-motion e efeitos 3D de computação. Depois disso, vieram Uma História de Amor e Fúria (2013), Até que a Sbórnia nos Separe (2013) e o prestigiado O Menino e o Mundo(2014), todas, no entanto, usando o método tradicional de animação, não menos trabalhoso.
A volta deste tipo de animação é importantíssima para o nosso mercado cinematográfico. Na trama, Lino (voz de Selton Mello) é o maior perdedor que já protagonizou uma animação. O sujeito desmotivado e acomodado chega a ter uma vida tão melancólica que quase vislumbramos um drama em live action. O trabalho que deveria ser um bico passageiro se torna o ganha-pão do sujeito há anos. Lino é animador de festas infantis, cuja fantasia (velha) é um gato roxo. O apartamento imundo e a vida social nula apenas refletem uma existência em branco.
É então que o protagonista decide fazer alguma coisa para mudar de vida, e procura um guru espiritual para acabar com sua má sorte – ele culpa o azar por todos os seus problemas. O tal guia revela-se um aprendiz de mago e através de uma fórmula e um feitiço errado, ao invés de melhorar a sorte do protagonista, o transforma em sua fantasia, um gato gigante. Não bastasse essa experiência surreal, Lino ainda é perseguido pela polícia, já que um colega de infância, agora criminoso, assalta um banco usando sua fantasia. Junte uma antiga colega de infância e paixão platônica, agora policial investigando o caso, um bebê que cai literalmente no colo de Lino e dois outros policiais com neurônios a menos, e está feita uma verdadeira salada de frutas que compõe esta inusitada narrativa.
Lino tem boa intenção, e o coração no lugar. Seu resultado, porém, soa muito ingênuo ainda e longe do teor recomendado para crianças mais velhas, pré-adolescentes, adolescentes e os papais. Não possui em seu roteiro a esperteza a qual esta geração está acostumada, ou diálogos que atinjam outro público senão os bem pequeninos, na faixa de, como citou um amigo, até sete anos de idade. No elenco de dubladores, além de Mello como o protagonista (esse é o ano do ator, em cartaz com Soundtracke O Filme da Minha Vida), temos Dira Paes no papel de Janine, a policial, ePaolla Oliveira como Patty, a namorada do bandido.
A direção é de Rafael Ribas, que antes havia comandado O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes (2009), versão longa-metragem em animação 3D do clássico desenho nacional criado na década de 1980 – justamente por isso, o diretor trata de fazer diversas inserções do personagem em Lino. A direção de Ribas é dinâmica e o filme mantém o ritmo acelerado, prometendo capturar a atenção de seu público-alvo. O conteúdo, como dito, é leve como uma pluma. No entanto, os envolvidos demonstram tanta vontade que é impossível não se sentir cativado. Assim como Emoji: O Filme, Lino é direcionado apenas para uma fatia do público, mas ao contrário do primeiro, esperamos que tenha uma aceitação maior para que Lino 2 recebe sinal verde.
Estagnada mas nunca esquecida, essa é a volta da coluna “por onde andam?”, tão amada por você nosso querido leitor. Recebemos muitos e-mails, mensagens no Facebook, Instagram e WhatsApp pedindo por uma nova matéria desta coluna. E que filme melhor para dar continuidade a ela, depois de um breve hiato, do que Homem-Aranha, de Sam Raimi, o longa que mais forte deu o chute inicial para esta nova era que temos hoje do subgênero de super-heróis e que completou 18 anos de lançamento – pois é.
Além disso, a nova “por onde andam” veio bem a calhar, coincidindo com o lançamento de Homem-Aranha: Longe de Casa, que traz o nosso cabeça de teia Peter Parker nas formas de Tom Holland. Aqui, no entanto, voltaremos à sua personificação original, como Tobey Maguire. Vamos lá.
Muitos podem não saber, mas a Marvel passou por uma epopeia até se tornar a maior potência, não só do subgênero, mas como do cinema pipoca da atualidade. Uma boa leitura para ficar por dentro do assunto é Marvel Comics – A História Secreta, de Sean Howe. No livro, temas como a quase falência da empresa são abordados. O que levou à venda de seus principais personagens para grandes estúdios produzirem superproduções. Funcionou momentaneamente, e ocasionou uma reviravolta positiva para a empresa. Nesse processo, o Homem-Aranha ficou com a Sony, então Columbia Pictures, e quase foi produzido com James Cameron na direção e Leonardo DiCaprio como o herói. Imaginem Schwarzenegger como o Doutor Octopus.
Para o bem ou para o mal, Tobey Maguire, então com 27 anos, interpretou o colegial Peter Parker. O filme perpassa rapidamente pelos anos escolares, incluindo uma viagem de turma ao laboratório que o transforma no superpoderoso herói, e depois já o tem tirando fotos num jornal. Maguire parece ter sido a escolha perfeita e até hoje possui seus admiradores, que o enaltecem como melhor Parker possível mesmo com a dancinha ridícula no terceiro. Antes do blockbuster, Maguire já havia chamado atenção no circuito independente com filmes como Tempestade de Gelo (1997), A Vida em Preto e Branco (1998) e Regras da Vida (1999).
Desde o término de suas obrigações como o Homem-Aranha, em 2007, Maguire apareceu em pouquíssimos filmes, cinco para ser preciso, e uma minissérie cômica – dentre os quais o mais conhecido é a reimaginação de O Grande Gatsby (2013). O ator emprestou sua voz para a animação O Poderoso Chefinho, na qual dublou Tim adulto, o narrador da história.
A escolha para a personagem no primeiro filme foi inusitada, já que os fãs do herói não abrem mão do cânone de seu primeiro grande amor perdido, Gwen Stacy. A personagem viria a aparecer no terceiro longa da franquia, e no reinício O Espetacular Homem-Aranha (2012). Embora tenham acertado na escolha (com Emma Stone protagonizando), ninguém deu muita bola. Aqui, é Mary Jane a opção, a vizinha de Peter e primeiro amor – assim diz Raimi. Para o papel, surge a ex-atriz mirim Kirsten Dunst, cuja primeira aparição nas telonas em Entrevista com o Vampiro (1994) foi nada menos que marcante. Ao menos ela teve mais sorte do que Shailene Woodley, que, deletada de sua participação como Mary Jane nos filmes de Marc Webb, jamais poderá ser vista. Atualmente, uma versão mais antenada etnicamente foi abordada, com a carismática Zendaya no papel emHomem-Aranha: De Volta ao Lar e Longe de Casa.
Aqui, Dunst adentrava nova fase da carreira e era vista pela primeira vez de forma unânime como uma bela jovem mulher. A naturalidade e química com Maguire foram o que a conseguiram o emprego. Porém, assim como Maguire, a carreira de Dunst parece ter sido afetada pela fama colossal proporcionada pelo longa, e isto talvez a tenha traumatizado. Desde então, ela vem se mantendo fora dos holofotes e tem optado trabalhar com cineastas renomados em filmes menores. Melancolia (2011), Destino Especial (2015) e O Estranho que Nós Amamos (2017) são exemplos disso. A atriz também participou da segunda temporada da série de sucesso Fargo (2015) e seu último trabalho lançado foi o terror de arte Woodshock (2017).
Mais de dez anos antes da participação relâmpago de um Chris Cooper acamado e moribundo na pele do arqui-inimigo Norman Osborn, identidade secreta do Duende Verde (que é para o Homem-Aranha, o que o Coringa é para o Batman), Willem Dafoe casava como uma luva no personagem. Além de ter sido um dos melhores antagonistas de um filme na história do subgênero, destruindo com sua atuação nas cenas dramáticas de esquizofrenia, quando o personagem trava embates consigo mesmo, Dafoe estava numa forma física tão ridiculamente confortável, que dispensou dublês para suas performances com o vilão já mascarado.
Dafoe, é claro, já era um ator renomado a esta altura, e serviu como peso ao elenco jovem. Algo como Jack Nicholson no Batmande Tim Burton, filme que iniciou a tendência de se ter o maior nome do elenco interpretando o antagonista. O ator já tinha duas indicações nas costas antes do filme, e recentemente engavetou mais uma este ano, por Projeto Flórida. Fora isso, Dafoe esteve em Onde Está Segunda?, da Netflix, e no novo Assassinato no Expresso do Oriente, ambos de 2017. O veterano talentoso está em uma superprodução da rival DC, como Nuidis Vulko em Aquaman, de James Wan.
Na versão do Homem-Aranha na Marvel, nem Harry Osborn, nem Gwen Stacy deram as caras ainda. Mas no equívoco duplo do diretor Marc Webb, Harry ganhou vida nas formas de Dane DeHaan. Mais fiel aos quadrinhos, um então desconhecido James Franco era a imagem escarrada do filho de Willem Dafoe. O triângulo amoroso construído entre ele, Peter e MJ resvala ao longo da trilogia, assim como a subtrama envolvendo a morte de seu pai pelas mãos do Homem-Aranha, a quem Harry vê como o vilão da história, sem saber na verdade se tratar do alter ego de seu melhor amigo. Se isso não é drama Shakespeariano, eu não sei o que é.
Franco ficou conhecido com o filme, e desde então se tornou figura fácil no segmento independente, estrelando diversas produções e inclusive estreando como diretor. Dono de projetos conceituais e até difíceis de consumo pelo grande público, o ator já soma 38 créditos como diretor, entre longas, curtas, documentários, episódios de séries de TV e filmes feitos para a TV. Fora isso, tem obras cultuadas no currículo pós-Homem-Aranha, vide 127 Horas (pelo qual foi indicado ao Oscar) e Spring Breakers – Garotas Perigosas, de Harmony Korine. Franco também é dono de constante parceria com Seth Rogen, amigo pessoal, com quem trabalhou em comédias escrachadas como Segurando as Pontas (2008) e É o Fim (2013). Recentemente, recebeu inúmeros elogios da imprensa especializada por seu último trabalho, a homenagem O Artista do Desastre – indicado para melhor roteiro original no Oscar.
J.K. Simmons (Comissário Gordon JJ Jameson)
Simmons sempre foi aquele ator coadjuvante de luxo, que jurávamos já ter visto, mas não sabíamos muito bem onde. Sua caracterização como o editor linha dura do Clarim Diário foi tão certeira, que nenhuma outra produção do Aranha, até o momento, se atreveu a substituí-lo. Bem, o próprio ainda deseja voltar ao papel. Ainda mais depois de ver o resultado de sua participação como o Comissário Gordon dos novos filmes da DC, tendo estreado em Liga da Justiça(2017). Se arrependimento matasse…
O ator também, é claro, venceu o Oscar de coadjuvante na pele de outro tutor linha dura, o professor de música Fletcher, na obra-prima de Damien Chazelle, Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014). Ele faz uma participação especial em Homem-Aranha: Longe de Casa.
A escolha de elenco para Homem-Aranha foi perfeita. Poucos filmes do gênero souberam representar de forma tão impressionante os personagens dos quadrinhos em live action. Já citamos Willem Dafoe como Osborne e Simmons como Jameson, mas não bastasse isso, Sam Raimi fechou o caixão com este último prego, Rosemary Harris como a adorável tia May. Não tem para ninguém. Não tem para Sally Field como uma May mais avoada, nem para Marisa Tomei como a hot May. Harris é a encarnação definitiva da personagem. Se ao menos ela pudesse ganhar aquela torradeira. A atriz é uma veterana, tendo iniciado a carreira ainda na década de 1950, e possui 60 créditos em sua filmografia. Um de seus últimos trabalhos conhecidos foi a comédia de espionagem Guerra é Guerra (2012). Ela ainda está em atividade.
Cliff Robertson personificou a imagem do doce e conselheiro tio Ben. Ele foi o responsável por imortalizar a frase: “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”. Como todos sabem, o mentor e figura paterna de Peter Parker precisa ser assassinado para que o herói aprenda uma grande lição. Na nova encarnação do Aranha, já na Marvel, não fica 100% clara a existência ou perda do personagem, tudo é muito sutilmente pincelado. Robertson, falecido em 2011 aos 88 anos, não era muito parecido com sua contraparte nas telas, na vida real. Quem já assistiu ao documentário De Palma (2015), sobre o lendário cineasta Brian De Palma, sabe das “travessuras” que o veterano ator aprontou durante as filmagens de Trágica Obsessão (1976), tornando a vida do diretor e de seus companheiros de cena bem difícil. Homem-Aranha 3 (2007) foi seu último trabalho no cinema – o personagem volta em forma de flashback.
Bem, se a DC ainda não é conhecida por roubar os atores da Marvel, ela ao menos pode ser conhecida por recolher os atores desta que é uma das primeiras grandes produções da fase de prata dos quadrinhos no cinema. Willem Dafoe em Aquaman, Simmons como Gordon e agora temos o fortão Joe Manganiello, que viveu o bully Flash, trocando de lado e se tornando o vilão Exterminador, o mercenário mais cultuado da casa. Um vídeo seu caracterizado como o inimigo havia vazado na internet – se tratava de um teste.
Mas como pudemos ver na cena pós-créditos de Liga da Justiça(2017), Manganiello aparece com as vestimentas, tapa olho e barba branca do criminoso em uma reunião no iate de Lex Luthor (Jesse Eisenberg). Especula-se que ele será a grande ameaça, ou uma das, em The Batman, filme nebuloso sobre o herói da empresa, que tem Matt Reeves na direção e se encontra em fase de pré-produção. São prometidas também duas outras aparições do personagem, em Liga da Justiça- Parte 2 e num filme solo. O ator, marido de Sofía Vergara na vida real, e esteve no elenco do blockbuster Rampage: Destruição Total.
Bill Nunn (Joseph ‘Robbie’ Robertson)
Outro ator que infelizmente não está mais entre nós, Bill Nunn faleceu jovem aos 62 anos em 2016. Com uma carreira datando do início da década de 1980, Nunn ficaria marcado como o personagem Radio Raheem no hino essencial de Spike Lee, Faça a Coisa Certa (1989). Na pele de Robbie, jornalista veterano do Clarim Diário, presente em várias encarnações do herói, seja nos quadrinhos ou nos desenhos animados, Nunn refletiu a amizade e cumplicidade do personagem em relação ao jovem Parker. Em alguns momentos durante a trilogia, detalhes deram a entender inclusive que Robbie sabia da dupla jornada do protagonista. Os últimos trabalhos do ator foram as participações no filme A Luta por um Ideal (2012), com Viola Davis e Maggie Gyllenhaal; e na série Sirens.
Atriz e diretora estabelecida, Elizabeth Banks é ativista de causas das mulheres. Muito ligada ao feminismo e à representatividade por direitos igualitários, Banks começou a carreira na pele da secretária Betty Brant, que nos quadrinhos tinha uma quedinha por Peter. Nos filmes, o afeto pelo protagonista também se faz presente. Mas não pense que a personagem é subestimada – ela chega dando conselhos ao herói e mantendo a disciplina do chefe autoritário, inclusive rendendo momentos hilários no terceiro filme, na cena com os remédios do patrão.
Como atriz, Banks é mais adepta do cinema independente, apesar de já ter se aventurado outras vezes pelo mainstream. A mais famosa delas foi como Bozolina Effie, da franquia Jogos Vorazes(2012-2015). Ano passado foi a vez dela se tornar a vilã, na pele de uma mais jovem e recauchutada Rita Repulsa, em Power Rangers. Como diretora, ela está vinculada ao novo As Panteras, que terá Kristen Stewart como uma das três protagonistas.
Como a trilogia foi dirigida por Sam Raimi, amigo de longa data do ator Bruce Campbell, sua participação nos três filmes estava mais que garantida. A parceria da dupla começou lá atrás, com o primeiro filme de ambos, o terror Evil Dead – A Morte do Demônio (1981), filme de conclusão de curso, realizado entre amigos. Este filme também se tornou uma trilogia, e Campbell ficaria imortalizado numa simbiose como o herói canastrão Ash. Nos filmes do Homem-Aranha, o ator faz participações, sempre hilárias, a cada filme interpretando novo papel.
No primeiro, ele é o anunciante da luta que Parker faz para ganhar dinheiro, e é através de um equívoco seu que nasce o nome Homem-Aranha. Na continuação, de 2004, ele vive o porteiro da peça de Mary Jane, que não deixa o herói adentrar, e no terceiro, o maître trapalhão de um restaurante chique. Campbell reviveu Ash na série Ash VS Evil Dead, produzida por Raimi, que durou três temporadas, e infelizmente chegou ao fim.
Como dito no item acima, o diretor Sam Raimi começou a carreira em filmes de terror. Seu desejo por comandar um filme de super-herói ficou claro logo de início também. Sem os direitos para tal, resolveu criar seu próprio em parceria com a Universal. Desta forma, nascia Darkman – A Vingança Sem Rosto (1990), com Liam Neeson e Frances McDormand, um longa que tem filme de origem de super-herói escrito nele todo. Depois do terceiro filme do Homem-Aranha, de 2007, voltaria às raízes com o hilário e assustador Arraste-me para o Inferno (2009). Seu último filme na direção foi o blockbuster que veste com nova roupagem um dos maiores clássicos da sétima arte, Oz: Mágico e Poderoso (2013), pré-sequência de O Mágico de Oz (1939).
Que a Netflix é uma das grandes potências atuais do audiovisual ninguém tem a menor dúvida a esta altura. O que começou como uma via alternativa para as locadoras e as mídias físicas digitais (DVDs e Blurays) seguiu para se tornar um colosso, fazendo frente aos grandes estúdios. Pouco tempo depois de seu lançamento exibindo filmes online de grandes estúdios, a Netflix já estava produzindo seu próprio conteúdo. Em 2013, estreava programas como ‘House of Cards’, com produção de David Fincher, ainda uma das séries mais queridas da plataforma. Dois anos depois, entrava no ramo dos filmes também, com ‘Beasts of no Nation’ – seu primeiro longa-metragem original.
Nessa trajetória de 10 anos produzindo material original e exclusivo, a Netflix cresceu muito e apareceu. Hoje, não existe um artista, um ator, uma atriz ou um realizador que não queira trabalhar com a empresa/estúdio se tiver a oportunidade. Pela casa já passaram verdadeiras lendas da sétima arte, como Martin Scorsese, por exemplo. Ou o próprio David Fincher. Astros e estrelas do porte de Meryl Streep, Robert De Niro, Al Pacino, Brad Pitt, Leonardo DiCaprio, Sandra Bullock, Will Smith, Jennifer Lawrence… a lista é longa. E esse ano, alguns outros nomes bastante badalados se juntam a eles.
Esse é o tema desta nova matéria sobre a próspera Netflix – os grandes nomes que marcaram 2023 na plataforma. Que o canal tenha vida longa e possa empregar muitos profissionais do ramo – ao mesmo tempo em que entrega arte de primeira para o público. Confira abaixo.
Astro vencedor do Oscar (e dono de outras três indicações), Christian Bale será para sempre conhecido como o único intérprete do Batman a ter estrelado três filmes como o personagem (até o momento). Bale só fez um filme em 2023, e escolheu essa parceria com a Netflix para isso. Thriller noir com pegada gótica, ‘O Pálido Olho Azul’ é baseado no livro de Louis Bayard e é quase como uma trama de Sherlock Holmes mais sombria. Bale vive um detetive investigando assassinatos dentro de uma escola militar nos anos 1830 e contando com a ajuda de um jovem Edgar Allan Poe, que viria a se tornar um dos grandes escritores americanos de terror, servindo no local.
Um dos maiores nomes de Hollywood nos anos 80 e 90, Eddie Murphy estará para sempre guardado nos corações cinéfilos, em especial dos que viveram naquela época, mesmo que hoje em dia seus filmes fiquem entre erros e acertos. O humorista viu oportunidade nessa nova fase de sua carreira para parcerias com os mais famosos streamings. Com a rival Amazon, firmou acordo para ‘Um Príncipe em Nova York 2’ e em breve lança o natalino ‘Candy Cane Lane’. Com a Netflix estrelou o sucesso de crítica (que deveria tê-lo ao menos indicado ao Oscar) ‘Meu Nome é Dolemite‘ (2019). Este ano fez com a casa ‘Certas Pessoas’, uma comédia romântica inter-racial na qual vive o pai da noiva. E em breve o ator estrelará ‘Um Tira da Pesada 4’ para a plataforma.
Um dos grandes nomes femininos representativos da atualidade, Reese Witherspoon pegou as rédeas de sua carreira, formando sua própria produtora, a Hello Sunshine, que produziu séries como ‘Big Little Lies’, ‘Pequenos Incêndios por Toda Parte’ e este filme para a Netflix. Aqui, ela estrela em um romance ao lado de Ashton Kutcher, como um ex-casal, agora amigos, que decidem trocar momentaneamente de casa. Ela sai de Los Angeles para Nova York devido ao trabalho, e ele, desempregado, resolve cuidar do filho dela, saindo de NY para LA.
Adam Sandler foi o primeiro astro a perceber o potencial da Netflix e a fechar um acordo de exclusividade com a plataforma. Tanto que todos os seus últimos filmes são produções exclusivas da casa, desde 2015. Este ano, o ator estrelou três filmes para o streaming, incluindo a continuação do sucesso ‘Mistério no Mediterrâneo’, ‘Mistério em Paris’. É nesta franquia da casa que ele recobra a parceria com Jennifer Aniston. Esse ano, Sandler ainda trouxe toda a família para a comédia adolescente ‘Você Não Tá Convidada por Meu Bat Mitzvá!’ e deu a voz para um velho lagarto na animação ‘Leo’, que será lançada em breve.
Musa dos anos 90, a latina Jennifer Lopez foi injustiçada pelo Oscar em 2020, quando estrelou o ótimo ‘As Golpistas’ e não recebeu sequer uma indicação. A atriz aproveitou essa sua nova onda de popularidade e fechou sua primeira parceria com a Netflix. A opção foi um thriller de ação na qual interpreta uma assassina super treinada que precisa voltar à ativa para proteger a filha que foi tirada dela há muitos anos. É um filme de ação com uma mulher bad-ass, tipo de filme que vem se tornando um subgênero próprio e que a Netflix adora impulsionar.
Chris Hemsworth está quase se tornando um garoto propaganda para a Netflix. A prova disso foi que o ator até mesmo estrelou um comercial da plataforma ao lado do lendário Arnold Schwarzenegger. Mais conhecido como o Deus do Trovão Thor, da Marvel, Hemsworth começou a parceria com a Netflix no filme de ação e espionagem ‘Resgate’, de 2020. Em 2022, trabalhou com o diretor de ‘Top Gun Maverick’ em ‘Spiderhead’, mais um filme da plataforma, desta vez um suspense enigmático. Este ano, ele lançou a sequência ‘Resgate 2’, e algo me diz que em breve veremos o mercenário Tyler Rake novamente.
Jamie Foxx faz parte de um seleto grupo de atores que foram indicados duas vezes em categorias diferentes no mesmo ano no Oscar. Foi no ano de 2005, no qual foi nomeado para melhor coadjuvante pelo thriller ‘Colateral’ e venceu na categoria de ator principal pelo drama ‘Ray’, biografia do músico cego Ray Charles. A primeira parceria com a Netflix aconteceu em ‘Power’ (2020), uma brincadeira com o gênero dos super-heróis. Ano passado, ele estrelou ‘Dupla Jornada’, filme de ação cômico que ainda mistura terror e o traz combatendo vampiros. Este ano, Foxx voltou na Netflix com a homenagem ao blaxploitation ‘Clonaram Tyrone!’ – ao lado de John Boyega e Teyonah Parris.
A eterna Mulher-Maravilha, a israelense Gal Gadot se tornou uma estrela graças à citada super-heroína da DC, que é a maior e mais antiga do gênero. Embora tenha feito apenas dois filmes protagonizados pela personagem, Gadot ainda usou a tiara e os braceletes em pelo menos outros três filmes do estúdio, contando duas participações este ano (em ‘Shazam 2’ e ‘Flash’). Com a Netflix fez parte da trinca formada por Dwayne Johnson e Ryan Reynolds em ‘Alerta Vermelho’, um thriller de ação e espionagem; e seguiu pela mesma linha esse ano, desta vez protagonizando sozinha em ‘Agente Stone’.
Outra das maiores estrelas de sua geração, a inglesa Emily Blunt já demonstrou talento de sobra, e temos certeza que não irá demorar até receber sua primeira indicação ao Oscar. Recentemente, a atriz adentrou o mundo dos streamings – primeiro com a rival Amazon na minissérie ‘A Inglesa’, e agora com a Netflix no suspense dramático ‘Máfia da Dor’, que acabou de chegar na plataforma. No filme, ela faz parceria com Chris Evans, o Capitão América, e interpreta uma mulher tentando dar uma vida melhor para sua filha. Ao conseguir trabalho em uma nova empresa farmacêutica acreditando ser uma grande oportunidade, terá uma surpresa ao descobrir as falcatruas em que a companhia está envolvida.
Dá alegria ver uniões como essas. Uma das maiores felicidades dos cinéfilos e amantes de arte em geral, é ver dois grandes nomes colaborando. Aqui, as lendárias Jodie Foster e Annette Bening trabalham juntas pela primeira vez, e é um deleite vê-las em cena. Foster tem duas estatuetas do Oscar decorando sua casa, e Bening tem quatro indicações para chamar de suas. Quem estrela é a segunda, no papel de Diane Nyad, nadadora profissional tentando um recorde que não conseguiu na juventude, agora com 60 anos, atravessar a nado de Cuba até Miami. Foster vive sua treinadora e melhor amiga.
Uma das maiores estreias deste fim de ano é a nova obra do diretor David Fincher, de ‘Seven’, ‘Clube da Luta’ e ‘Garota Exemplar’. Esse é o segundo filme do diretor na Netflix, depois de ‘Mank’. E desta vez ele escala o sumido Michael Fassbender, que tem uma indicação no Oscar, para viver o personagem principal em ‘O Assassino’, um matador profissional extremamente metódico, que começa a desenvolver crise de consciência, mas ainda precisa concluir suas últimas missões.
Poucas estrelas de Hollywood possuem a grandeza do nível da deJulia Roberts. Isso porque desde a década de 90 ela mantém seu estrelato lá em cima, com uma classe única – sendo exemplo de uma carreira bem administrada. Roberts já havia estrelado a primeira temporada da série ‘Homecoming’ para a Amazon, e este ano irá participar pela primeira vez de uma produção da Netflix. Em breve estreia ‘O Mundo Depois de Nós’, que promete ser um dos grandes filmes do fim do ano no streaming – do nível de ‘Não Olhe para Cima’. Aqui temos um thriller com pegada apocalíptica. Ao lado da estrela, nomes como Mahershala Ali, Ethan Hawke e Kevin Bacon.
Quem também irá chamar atenção na Netflix nesse fim de ano, com fortes chances no Oscar, é Bradley Cooper. O ator que estreou na direção com ‘Nasce uma Estrela’ (2018), comanda seu segundo longa e continua pelo terreno da música, desta vez na música clássica. Cooper escolhe para o seu segundo trabalho como diretor a biografia do maestro Leonard Bernstein. O ator também protagoniza a obra, em uma parceria com a Netflix.
Um dos maiores ícones da ação nos anos 80 e 90, Sylvester Stallone está com tudo nessa nova fase de sua carreira, segue aparecendo como Rocky e Rambo esporadicamente, e criou uma nova franquia para chamar de sua com ‘Os Mercenários’. Além disso, adentrou o mundo Marvel com suas participações nos filmes dos Guardiões da Galáxia, e na DC/Warner ao dar a voz ao Tubarão em ‘O Esquadrão Suicida’. Fora isso, estrelou seu próprio filme de super-herói para a Amazon com ‘Samaritan’. Agora é a vez de bater uma bola com a Netflix, e receber uma baita homenagem com ‘Sly’, documentário que examina sua carreira.
Antes de Stallone ser reverenciado com ‘Sly’, outro grande nome das décadas de 80 e 90 também havia sido homenageado pela Netflix. Nas décadas citadas, quando falávamos de ação, pensávamos apenas em Stallone e Arnold Schwarzenegger. Não tinha para mais ninguém. Eles eram rivais nas telonas, mas nos bastidores se tornaram amigos. Em 2023, Arnold também ganharia dois presentões da Netflix. Primeiro, o documentário chamado ‘Arnold’, que assim como o de Stallone, se propões a descortinar o mito por trás do ator. A diferença é que o de Schwarzenegger é uma minissérie documental em três episódios de uma hora. Depois, o lendário astro da ação estrelou ‘Fubar’, uma série cômica em que vive um superespião, precisando trabalhar com sua filha, uma espiã muito talentosa também – papel da bela Monica Barbaro, de ‘Top Gun Maverick’.
Parece que a representatividade será maior que o ‘MegaTubarão‘ esta semana. Superando as expectativas, ‘Podres de Ricos‘ devem garantir a primeira posição nas bilheterias dos EUA neste final de semana, com uma estimativa de US$ 31 milhões (em seus cinco primeiros dias).
‘MegaTubarão‘, no entanto, não fez decepcionou, e deve abocanhar mais US$ 20 milhões, elevando sua bilheteria doméstica para aproximadamente US$ 85 milhões. Mundialmente, o filme já soma mais de US$ 220 milhões.
Dois outros filmes tiveram estreias fracas; ‘22 Milhas‘ decepcionou com uma estreia estimada em Us$ 14-15 milhões, e ‘Alfa‘ se saiu pior ainda, e deve arrecadar apenas US$ 9-10 milhões, o que é um começo sofrível se considerarmos seu orçamento de US$ 50 milhões.
A trama acompanha uma mulher que sobreviveu a um infarto e fica extremamente interessada na vida do doador do coração que salvou sua vida. Conforme vai descobrindo detalhes da morte dele, mais ela incorpora a personalidade dele.
Em algum momento de suas vidas, todas as crianças acham que têm os pais mais vilanescos do mundo. Mas o desses adolescentes realmente eram. Ao descobrir que são filhos de um grupo de supervilões conhecidos como Pride (Orgulho), Alex, Nico, Gert, Karolina, Chase e Molly fogem de seus lares e passam a viver como fugitivos, decidindo reparar os erros de seus pais com as habilidades (ou equipamentos) herdados, enquanto não resolvem como lidar com suas famílias.
A nova temporada estreará em novembro, e acompanhará os planos de Lord Asriel (James McAvoy) depois que ele abriu uma ponte para um novo mundo, enquanto Lyra (Dafne Keen) segue seus passos rumo ao desconhecido e tenta lidar com a morte do melhor amigo.
Criada por Jack Thorne, a série foi desenvolvida em parceria entre a HBO e a BBC One, e é baseada na saga literária escrita por Philip Pullman.
Lyra Belacqua é uma órfã, ela vive em um mundo na qual as pessoas estão ligadas diretamente com um daemon, que pode ser qualquer tipo de animal. Criada pelos catedráticos na Universidade Jordan, ela presencia uma revelação que pode mudar tudo. Contudo a sua vida é catapultada quando conhece a bela e misteriosa Sra Coulter.
O primeiro livro foi adaptado aos cinemas em 2006, com o filme ‘A Bússola de Ouro‘. Com orçamento de US$ 180 milhões, o filme arrecadou apenas US$ 372 milhões mundialmente, o que encerrou a continuidade da franquia.
Em entrevista ao Bloody Disgusting, o diretor Darren Bousman revelou que uma cena extremamente violenta envolvendo uma armadilha mortal foi cortada da edição final de ‘Espiral – O Legado de Jogos Mortais‘.
“Nós cortamos uma sequência inteira; uma cena de armadilha. Nós estávamos tendo grandes problemas com classificação etária. Essa cena estava no terceiro ato… Não vou dizer quem, mas um certo personagem iria morrer. Era uma das cenas mais violentas da franquia. E também era muito maldosa. Nós ficamos tipo: ‘Esse filme pode existir sem essa cena’. Nós a removemos do corte final uma semana antes de finalizarmos a edição. Estou feliz pelo ator, porque agora ele sobrevive. Agora ele pode retornar para uma sequência.”
Ele completa, “Há muitas armadilhas que nós cortamos, mas há apenas uma armadilha que foi filmada e acabou sendo cortada. O rosto de um personagem é completamente removido. Definitivamente era uma cena muito violenta.”
A mais nova entrada da franquia ‘Jogos Mortais‘ parece ter dividido a crítica internacional.
No Rotten Tomatoes, a produção abriu com 53% de aprovação com base em 32 reviews e, curiosamente, se tornou a iteração mais bem recebida da saga – à frente do primeiro capítulo, que tem 50% de aprovação.
Confira as principais críticas abaixo:
“‘Espiral’ sacrifica o valor do entretenimento por respeitabilidade – e, no processo, não consegue nenhum dos dois” – The Wrap.
“Não é uma perda de conceito, exatamente, mas também não a reinvenção da qual a franquia precisava” – AV Club.
O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 17 de junho.
Criada em 2004, a franquia ganha reboot e volta às telonas após hiato de 2 anos, quando aconteceu o último lançamento: ‘Jogos Mortais: Jigsaw‘.
Darren Lynn Bousman fica encarregado da direção, enquanto Josh Stolberg e Pete Goldfinger assinam o roteiro.
Uma sádica e genial mente dá início a uma distorcida forma de justiça em ‘Espiral’, o novo capítulo assustador de ‘Jogos Mortais’. Trabalhando na sombra de um estimado e veterano policial, o Detetive Ezekiel “Zeke” Banks e seu novo parceiro se encarregam de investigar uma série de assassinatos bizarros, reminiscentes do passado sombrio da cidade. Mergulhando num mistério mais profundo do que parece, Zeke se vê no centro de um jogo mórbido.
O Peacock divulgou o primeiro trailer da série animada ‘Supernatural Academy‘.
Confira:
Criada por Gillian Horvath, a série é baseada nos livros de Jaymin Eve.
“A trama segue as aventuras de duas irmãos marcadas desde nascença. Uma gêmea foi criada no mundo sobrenatural, confiante e popular. A outra foi criada no mundo humano, sentindo-se isolada. Agora, elas irão se reencontrar na Academia Sobrenatural, e nenhuma delas está animada com isso. Logo, elas terão que descobrir como superar suas diferenças e confiar uma na outra para salvar o mundo.”
A produção conta com as vozes de Larissa Dias,Gigi Saul Guerrero, Vincent Tong, Cardi Wong, Shannon Chan-Kent, Bethany Brown, Brian Drummond, Barbara Kottmeier e Alessandro Juliani.
A série será lançada na plataforma no dia 20 de janeiro.
Em entrevista ao Daily Distraction, o ator Alex Pettyfer foi perguntado sobre um possível retorno no terceiro filme da franquia ‘Magic Mike‘, intitulado ‘Magic Mike’s Last Dance‘.
“Meu personagem não irá aparecer [no novo filme]. Eu só fiz um filme de sunguinha e espero que permaneça assim.”
Ele completa, “Eu ainda sou um grande fã da franquia. Acho que o diretor [Steven] Soderbergh – que é responsável por toda a saga – fez um ótimo trabalho.”
Inicialmente previsto para estrear diretamente no serviço de streaming HBO Max, o filme agora será lançado nos cinemas em 10 de fevereiro de 2023.
Steven Soderbergh retorna à cadeira de direção eChanning Tatum (‘Anjos da Lei’) volta a estrelar, se despedindo do personagem.
‘Magic Mike‘ foi o filme mais lucrativo da carreira de Soderbergh: custou apenas US$ 7 milhões e arrecadou US$ 167 milhões mundialmente. Já a sequência, ‘Magic Mike XXL‘, fez US$ 122 milhões no mundo todo.
Em entrevista ao Entertainment Weekly, o produtor Peter Safran comentou sobre o futuro do universo ‘Invocação do Mal‘, indicando que está desenvolvendo alguns projetos muito especiais para os fãs da saga.
“O futuro da franquia ‘Invocação do Mal’ está nas mãos da produtora Safran Company, mas eu já tenho muitas coisas em desenvolvimento neste momento. Há alguns projetos incríveis que estão para ser lançados.”
Ele completa, “Sobre o que podemos esperar em termos de filmes, acredito que há alguns títulos incríveis a caminho. Sinto que os fãs irão ficar muito satisfeitos com o que estamos fazendo.”
Vale lembrar que a franquia ‘Invocação do Mal‘ ganhará continuidade em formato de série, que será intitulada ‘The Conjuring: Last Rites‘. O popular universo ainda retornará aos cinemas com ‘A Freira 2‘, que estreará nos cinemas nacionais no dia 7 de setembro.
Bonnie Aarons reprisa seu papel como a criatura demoníaca.
1956 – França. Um padre é assassinado. Um mal está se espalhando. A sequência do sucesso ‘A Freira’ seguirá a Irmã Irene enquanto ela volta a enfrentar, cara a cara, o demônio VALAK – a freira demônio.
Michael Chaves, responsável pelo terror ‘A Maldição da Chorona‘ e por ‘Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio‘, entra como diretor. Akela Cooper, Ian Goldberg e Richard Naing assinam o roteiro.
No original, Williams interpreta a roboticista que cria M3GAN (Amie Donald) para sua sobrinha órfã, Cady (McGraw), na tentativa de ajudá-la a superar a morte dos pais – e conquistou 93% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Williams também será uma das produtoras da sequência, junto com Jason Blum (Blumhouse) e James Wan (Atomic Monster).
Inicialmente desenvolvida como uma minissérie para o Hulu, a produção passará a ser um longa-metragem para os cinemas.
Leonardo DiCaprio (‘Assassinos da Lua das Flores’) está em negociações para estrelar.
Martin Scorsese, de ‘O Irlandês‘, será responsável pela direção.
Anteriormente, a dupla serviria apenas como produtores executivos do seriado.
Baseada no livro homônimo de Erik Larson, a produção irá contar a história do primeiro serial killer da América, H. H. Holmes.
A trama segue a história de dois homens, um arquiteto e um serial killer, cujos destinos são ligados para sempre. Daniel H. Burnham é um brilhante arquiteto correndo contra o tempo para deixar sua marca no mundo. Já Henry H. Holmes é um lindo médico, que mandou construir um palácio para seduzir, torturar e mutilar jovens mulheres – que ficou conhecido como “Castelo do Assassinato”.
20th Century Studios é o estúdio por trás da adaptação.
Na trama, Maika Monroe interpreta a aparentemente doce Polly, contratada pelo casal suburbano Claire e Michael Bartel (Mary Elizabeth Winstead e Raúl Castillo) para cuidar de seu bebê. Mas as verdadeiras motivações de Polly têm pouco a ver com cantar canções de ninar — para horror da família.
“Começamos a rodar, e é por isso que estou tão nervoso e estressado”, ele conta, agradecendo o fato de estar podendo divulgar seu próximo filme, ‘Jack Ryan: Guerra Fantasma’, para poder aliviar a tensão e focar em outras coisas. “Estou feliz em me distrair, porque é muita coisa. Estamos bem animados”.
Durante a conversa, Krasinski também confirmou que este será o fim da trilogia planejada e que parte da dificuldade do longo desenvolvimento foi encontrar uma maneira de concluir a história da família Abbott de forma natural. “Olha, estou muito animado por ter a oportunidade de encerrar meu capítulo. Sempre imaginei isso como uma trilogia. Eu só queria descobrir como fazer isso de uma forma orgânica, e acho que conseguimos”, ele afirma.
Emily Blunt,Millicent Simmons,Noah JupeeCillian Murphy irão retornar, reprisando seus papéis dos filmes anteriores. O elenco ainda irá introduzir Jack O’Connell (‘Pecadores’), Jason Clarke (‘O Exterminador do Futuro: Gênesis’) e Katy O’Brian (‘Love Lies Bleeding: O Amor Sangra’).
A clássica série cômica familiar, ‘Os Monstros’, ganhará um reboot. Segundo o site Deadline, a produção estreada em 1964 e desenvolvida pela CBS, ganhará uma versão contemporânea da peculiar família, desenvolvida pela emissora NBC.
A publicação ainda pontuou que o comediante e apresentador de talk show, Seth Meyers, está envolvido com o reboot, possivelmente como o produtor.
Para os que não se recordam, ‘Os Monstros’ contou com duas temporadas que mostravam o cotidiano da estranha família. Concebida aos mesmos moldes da clássica ‘Família Adams’, ela foi exibida entre os anos de 1964 e 1966 e chegou a ser retransmitida no Brasil pelo canal de televisão pago Nichelodeon, no quadro Nick At Nite. Na TV aberta, a transmissão ficou a cargo da SBT.
O astro Sly Stallone continua compartilhando o andamento da produção de ‘Creed II‘ e em sua conta oficial do Instagram, ele publicou uma nova imagem direto do set de filmagens.
Uma publicação compartilhada por Sly Stallone (@officialslystallone) em
Stallone assina o roteiro da sequência. Michael B. Jordan reprisa o papel de Adonis Creed, Tessa Thompson volta como Bianca e Dolph Lundgren será Ivan Drago. Ryan Coogler, que dirigiu o primeiro filme, volta apenas como produtor. Steven Caple Jr. (‘Class’) assume a direção.
‘Creed 2’ tem estreia marcada para 21 de novembro de 2018.
Na trama, McBride vive Jesse Gemstone, o filho mais velho e “herdeiro do trono” de uma família mundialmente conhecida pelo seu trabalho televangelístico, “com uma longa tradição de desvios, ganância e trabalhos sociais, tudo feito no nome em prol do nome de Cristo” – conforme aponta a descrição oficial.
Goodman viverá Eli, pai de Jesse, conhecido “mundialmente por suas técnicas agressivas de evangelização, seus ministérios espalhados pelo mundo e por seu premiado programa de TV semanal”. Na trama, “Jesse acaba se tornando independente no ramo na ministração, absorvendo tudo o que seu pai construiu e expandindo-o para uma audiência muito mais moderna”.
O episódio piloto é escrito e dirigido por McBride, que também assume a função de produtor executivo, ao lado de Jody Hill e David Gordon Green – parceiros da série ‘Vice Principals‘, também da HBO.
A 7ª temporada e a última temporada de ‘Agents of S.H.I.E.L.D‘ ganhou uma série de cartazes individuais, que trazem cada um dos personagens em destaque.
Confira:
O último ano da série irá estrear no dia 27 de maio.
Na trama, a S.H.I.E.L.D. reúne uma equipe secreta de elite para encontrar e lidar com ameaças em qualquer parte do mundo. O time é formado pelo focado agente Grant Ward, um especialista em combate e espionagem; a agente Melinda May, uma piloto e perita em artes marciais; o agente Leo Fitz, um cientista brilhante, porém um pouco deslocado socialmente; e a agente Jemma Simmons, uma excepcional bioquímica. Eles serão auxiliados pela nova recruta civil Skye, conhecida por sua especialidade como hacker de computadores.
A nova série coreana dramática, intitulada ‘A Caminho do Céu‘, já está disponível na Netflix. A produção teve a sua estreia nesta sexta-feira (14) na grade de programação.
Existe vida nos lugares e nas coisas das pessoas que morreram. Um homem com síndrome de Asperger e seu tio ex-presidiário descobrem e relatam essas histórias para quem ficou.
A série sobre viagens inusitadas estrelada por Conan O’Brien, intitulada ‘Conan O’Brien Vai Nessa’, foi renovada para sua 3ª temporada. O anúncio fora feito antes mesmo da estreia do 2º ciclo no streaming MAX.
Por meio de um comunicado oficial, Nina Rosenstein, Vice-presidente Executiva de Programing, Late Night & Specials da HBO, comemorou a renovação do contrato. Na ocasião, ela ponderou sobre o talento do comediante e de sua equipe.
“Trabalhar com Conan e sua equipe em Conan O’Brien Vai Nessa é a viagem de uma vida. Eles são irritantemente brilhantes e ninguém consegue fazer os moradores locais tão desconfortáveis em seu próprio país como o Conan — e usando suspensórios!”
A 1ª temporada está disponível na MAX, com a 2ª chegando no mês de maio, em data a ser anunciada.
Nos novos episódios, O’Brien visita a Nova Zelândia, Áustria e Espanha. Já no primeiro ciclo, o comediante visitou lugares como Noruega, Argentina e Tailândia.
Além de estrelar a série de variedades, o também apresentador assume a função de produtor executivo.
Vale lembrar que recentemente o comediante dominou as manchetes por sua elogiada apresentação do Oscar 2025.
A 79ª edição do Festival de Cannes coroou Fjord, de Cristian Mungiu, com a Palma de Ouro, confirmando o longa como um dos títulos mais fortes da corrida internacional ao Oscar. O histórico recente reforça essa percepção: nas seis últimas edições do festival, cinco vencedores da Palma acabaram indicados ao Oscar — a única exceção foi Titane — e dois deles, Parasita e Anora, converteram a consagração na Croisette em vitória máxima na Academia.
Mas este ranking não é uma reprodução do palmarés oficial. Ao longo de 30 títulos assistidos durante o festival, alguns filmes deixaram impressões mais duradouras do que o vencedor da Palma, seja pela ousadia formal, pela força emocional, pela originalidade narrativa ou pela maneira como expandem as possibilidades do cinema contemporâneo.
Assim, embora Fjord tenha saído de Cannes com o principal prêmio do júri e credenciais sólidas para a temporada de premiações, o primeiro lugar aqui pertence a outro título. Uma escolha moldada pela experiência de quem passou onze dias imerso em sessões, descobertas e decepções no maior festival de cinema do mundo.
Vencedor do Prêmio do Júri, The Dreamed Adventure (na tradução livre A Aventura Sonhada) foi uma das experiências mais cansativas do festival. Ambientado entre a fronteira da Turquia e da Bulgária, o longa acompanha uma mulher envolvida em esquemas de contrabando de gasolina e petróleo.
Apesar do contexto histórico interessante — especialmente as referências ao período pós-União Soviética e às transformações culturais da Bulgária —, o filme nunca consegue transformar esse material em algo dramaticamente envolvente. São quase três horas acompanhando uma protagonista que vaga de um lugar a outro sem que a narrativa realmente avance. Existe um comentário social ali, mas ele se perde numa encenação extremamente letárgica. Em vez de imersão, o filme provoca exaustão.
Uma tentativa frustrada de suspense psicológico à la Funny Games (1997), de Michael Haneke. Após estreias em seções paralelas de Cannes, com Ava (2017) e Os Cinco Diabos (2022), Léa Mysius pode chegar à seção principal com a adaptação literáriaHistoires de la Nuit, de Laurent Mauvignier, centrada na vida de uma mulher (Hafsia Herzi) cujo passado retorna violentamente durante sua festa de aniversário.
O problema é que o filme nunca constrói suspense de verdade. Desde o início sabemos exatamente qual é o conflito e para onde tudo está caminhando. Não há revelações impactantes, nem tensão psicológica consistente. A violência existe, mas sem peso dramático. O roteiro parece acreditar que manter personagens presos numa casa já basta para gerar tensão. Não basta.
Premiado por roteiro em Cannes — o autor é bisneto dos personagens da vida real —, esse drama francês patriótico acompanha a chegada de Henri Marre (Swann Arlaud) sozinho a Vichy, enquanto o regime autoritário alemão se consolida em 1940. Sem dinheiro, afastado da família e carregando exemplares de seu manifesto auto editado Notre Salut (Nossa Salvação), ele está determinado a garantir o que acredita ser seu lugar de direito na nova administração.
É um filme inteiramente centrado em burocracias administrativas, reuniões políticas e conflitos internos de gabinete. O drama pessoal do protagonista — dividir-se entre trabalho e família — nunca ganha força. Os críticos franceses adoraram, mas é um roteiro extremamente morno e burocrático, preso às próprias formalidades.
Diego Luna leva ao cinema o romance homônimo de Brenda Navarro sobre uma jovem mexicana tentando sobreviver na Espanha. De forma pouco imersiva, a narrativa acompanha uma vida marcada por subempregos, dificuldades financeiras e deslocamento cultural, mas nunca consegue criar uma protagonista verdadeiramente interessante.
Tudo parece banal demais e o grande conflito dramático é deixado em segundo plano no roteiro. A montagem é desconexa e, portanto, o enredo não constrói progressão emocional. O resultado é um filme apático, distante e sem impacto, incapaz de extrair a força do material original.
Um dos filmes em competição pela Palma de Ouro, Gentle Monster (Monstro Gentil) acompanha uma mulher cujo marido é acusado de crimes envolvendo pornografia infantil. A proposta tinha potencial; entretanto, o longa escolhe acompanhar apenas o esgotamento emocional da protagonista sem nunca aprofundar os dilemas morais ou psicológicos da situação.
Não há confronto verdadeiro, investigação dramática ou tensão crescente. A produção se resume a uma personagem emocionalmente anestesiada atravessando cenas igualmente anestesiadas e uma acusação superficial dos coadjuvantes masculinos como predadores sexuais, a crítica é tão indiscriminada que alcança até o pai da detetive, já acometido por Alzheimer.
Drama francês sobre Jean Moulin, figura histórica da resistência francesa durante a ocupação nazista. O problema é que o longa se limita quase exclusivamente ao processo de tortura sofrido pelo personagem. A encenação é repetitiva e claustrofóbica, sem explorar verdadeiramente os efeitos psicológicos da violência.
Em vez de mergulhar na mente do torturado ou do torturador, o filme apenas repete cenas de brutalidade sem evolução dramática. Os atores Gilles Lellouche e Lars Eidinger, como Jean Moulin e Klaus Barbie, respectivamente, estão ótimos, mas essa guerra de manipulação entre os dois não segura o interesse do público durante duas horas
Adaptação do livro A Cachorra, de Pilar Quintana, pelas mãos da chilena Dominga Sotomayor. O romance original funciona justamente pela brutalidade emocional e pela agressividade psicológica da protagonista.
A versão cinematográfica, porém, suaviza tudo em busca de uma poesia visual que esvazia completamente o impacto da história. Com Selton Mello cantando José Augusto no enredo, ele consegue momentos simpáticos, contudo perde a essência por se acovardar da crueza do material original.
Drama ambientado durante a crise da AIDS nos anos 1980. Apesar de um elenco forte, incluindo Rami Malek e Tom Sturridge, o triângulo amoroso central nunca se torna interessante.
O filme já começa anunciando sua tragédia inevitável, mas não encontra intensidade emocional suficiente para transformar isso em algo realmente devastador. Tudo soa excessivamente melancólico, mas sem profundidade.
22. Titanic Ocean, de Konstantina Kotzamani ★★½
Uma das premissas mais curiosas do festival: uma escola japonesa que treina meninas para se tornarem “sereias profissionais” em aquários. Como a diretora e roteirista é grega, o filme parece dialogar com o universo criativo de Yórgos Lánthimos (Pobres Criaturas) e Efthýmis Filíppou (Rosebush Pruning), mestres em temáticas originais e bizarras.
A metáfora sobre amadurecimento, identidade e liberdade é interessante, mas o filme se perde na execução e se repete entre a paixonite platônica de Deep Sea (Arisa Sasaki) sobre o seu instrutor de mergulho, sendo o ponto de virada para transformação da protagonista. A narrativa se dedica à estética surreal; entretanto, não desenvolve emocionalmente suas personagens.
Filme de abertura do festival. Bonito visualmente, uma comédia romântica sobre a farsa do amor ambientada na Paris boêmia dos pintores e artistas circenses dos anos 1920. Com elenco de estrelas francesas — Pio Marmaï, Anaïs Demoustier e Gilles Lellouche —, este é um filme aprazível, que não promete grandes rompantes, mas entrega momentos de descontração.
Drama japonês centrado na escultura e no processo artístico como sublimação de perdas, frustrações e desilusões. Interessante em alguns momentos, principalmente pelas falas da protagonista e a dinâmica da descoberta da sexualidade tanto pelos personagens adolescentes, quanto pelas duas ex-cunhadas. A trama, no entanto, não possui força suficiente para permanecer na memória.
Estruturado em episódios, La vie d’une Femme, no original, acompanha diferentes momentos da vida de uma cirurgiã plástica de alta performance, entre a vida em casa com o marido e o enteado, sua equipe de trabalho, as amizades e uma amante escritora. Como sempre, a atriz Léa Drucker está excelente em cena, como suas duas últimas vezes no Festival de Cannes, com Caso 137 (2025) e Culpa e Desejo (2023). É um filme correto, mas com cenas maçantes e resoluções pouco criativas.
Com o título em alusão a uma passagem do livro do Pequeno Príncipe, o longa é uma das maiores decepções pessoais do festival. Ambientado em um futuro próximo, Otone e Kensuke Komoto decidem acolher uma réplica do seu filho morto em formato robô humanóide em sua casa e passam a tratá-lo como se fosse seu verdadeiro filho.
Depois da beleza de Monster, era esperado muito mais do novo filme de Hirokazu Kore-eda. Ainda existe sensibilidade, mas o longa parece excessivamente contido e menos emocionalmente devastador do que seus melhores trabalhos.
Pedro Almodóvar retorna à autoficção para refletir sobre envelhecimento, bloqueio criativo e a relação cada vez mais desgastada entre artista e obra. Embora existam momentos de sinceridade emocional e observações interessantes sobre o peso da carreira, o longa raramente encontra a intensidade dramática de Dor e Glória (2019). O grande destaque está na discussão final entre o cineasta protagonista e sua agente, sequência em que Almodóvar canaliza para a tela toda a frustração, a insegurança e o desgaste acumulados por décadas de criação artística.
Emmanuel Macchia e Valentin Campagne ganham Palma de Ouro por ‘Covarde’ (Foto: reprodução Cannes 2026)
Drama ambientado na Segunda Guerra Mundial que acompanha o romance entre dois jovens soldados. Visualmente belíssimo e interpretado com enorme delicadeza, o filme opta por retratar o amor queer sem violência explícita ou perseguição constante. Paradoxalmente, essa escolha faz o filme parecer excessivamente inocente dentro de um contexto histórico tão brutal. Os atores protagonistas Valentin Campagne e Emmanuel Macchia compartilharam a Palma de Ouro de interpretação masculina. Os sorrisos e os olhares entre os dois em cena são realmente apaixonantes e contagiantes. Terceira vez de Lukas Dhontno Festival de Cannes e terceira vez premiado, as outras duas foram: Câmera de Ouro, FIPRESCI e Queer Palm para Girl (2018), e Grande Prêmio do Júri para Close (2022).
Premiado pela direção de Paweł Pawlikowski, Fatherland, no original, acompanha o escritor alemão Thomas Mann retornando à sua terra natal após anos de exílio nos Estados Unidos, ao lado da filha vivida por Sandra Hüller. Um filme visualmente sofisticado, elegante e intelectualmente interessante, porém sem impacto emocional.
O aclamado diretor de cinema Esteban Martínez (Javier Bardem) é uma lenda tanto por seus filmes quanto por um passado marcado pela violência e pelos excessos. Para seu novo projeto, ele oferece à filha Emília (Victoria Luengo) um papel, sob o pretexto de ajudá-la com sua carreira de atriz, que está estagnada.
A convivência no set, no entanto, ao invés de unir ambos, promove uma cratera na relação entre eles e toda equipe do filme. Um retrato de assédio moral na indústria executado de forma contundente pelo diretor espanhol e ator Javier Bardem. Um drama sensível e intimista, ainda que irregular em alguns momentos.
Um dos filmes mais honestos sobre alcoolismo vistos recentemente. Acompanhamos uma atriz que lentamente percebe a gravidade da própria dependência alcoólica. O filme é doloroso justamente porque mostra como o alcoolismo costuma ser socialmente normalizado. Adèle Exarchopoulos entrega uma atuação cativante em um filme surpreendentemente otimista.
12. Low Expectations, de Eivind Landsvik ★★★½
Drama norueguês sobre uma ex-promessa musical que trabalha supervisionando exames escolares. A premissa nasceu da pergunta do diretor Eivind Landsvik: como alguém que sonhava viver de algo especial pode terminar num trabalho tão distante dos próprios desejos? O filme trata de depressão e frustração criativa com enorme sensibilidade, com a provocação sobre a inércia da geração Z diante dos obstáculos da vida.
Drama criminal sobre um pai de família que por inocência acaba se envolvendo com a máfia russa e coloca em risco a esposa e os filhos. James Gray entrega um suspense moral elegante, centrado em culpa, sobrevivência e responsabilidade familiar. Talvez não seja um filme “de Oscar”, mas é extremamente sólido, além de um elenco de peso com Miles Teller, Adam Driver e Scarlett Johansson.
10. Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte, de Jane Schoenbrun ★★★★
Terceiro longa de Jane Schoenbrun, conhecida por Eu Vi o Brilho da TV (2024), é uma sátira metalinguística sobre franquias de terror slasher. O filme brinca constantemente com referências a Sexta-Feira 13, Halloween e Jogos Mortais, questionando por que os estúdios continuam reciclando fórmulas infinitamente. Com Hannah Einbinder e Gillian Anderson, o filme é divertido, inteligente e assumidamente caótico
Farhadi continua sendo um mestre dos dilemas morais. O filme trabalha a ideia de como discursos, narrativas e observações externas moldam nossas relações e nossas percepções da verdade. É um longa profundamente interessado na manipulação das palavras e na forma como histórias alteram vidas, com um ótimo elenco composto por Isabelle Huppert, Virginie Efira, Vincent Cassel, Pierre Niney e participação especial de Catherine Deneuve.
Uma mistura delirante de ficção científica, horror, filme de monstro, ação e crítica social. Dirigido por Na Hong-jin, a obra representa como o cinema sul-coreano continua impressionando pela capacidade de combinar gêneros sem perder ritmo.Hope é divertido, caótico e extremamente energético.
Em empate com Fatherland, os diretores “Javis” ganharam o prêmio de direção por essa produção espanhola inspirada numa peça perdida de García Lorca. O filme atravessa diferentes períodos históricos para discutir repressão sexual, memória familiar e herança cultural.
Ao final, a narrativa consegue converter todos os sentimentos acumulados em um ápice poético de luta pela sobrevivência, durante a guerra e também no processo de assumir uma orientação sexual ainda demonizada por discursos religiosos e conservadores. As participações especiais de Penélope Cruz e Glenn Close são excelentes.
Vencedor da mostra Um Certo Olhar, o filme sobre luto utiliza a linguagem de videogame e fantasia surreal para representar a morte de uma jovem. Um ano após a morte de Jessie, sua mãe e sua irmã mais nova acolhem seu ex-namorado — o rapaz a quem todo mundo culpa secretamente pela morte dela.
Quando o trio improvável parte para Tenerife, para umas férias em família que nunca aconteceram, o passado e o presente começam silenciosamente a se entrelaçar. A maneira como o longa transforma o processo de negação até a aceitação da partida em estrutura narrativa é brilhante.
Um dos filmes mais perturbadores do festival. Partindo da estrutura clássica da adaptação do suspense erótico Infidelidade (2002), de Adrian Lyne, o longa desmonta completamente qualquer noção de culpa moral ao ambientar a narrativa na Rússia contemporânea.
O protagonista é um empresário que envia trabalhadores desempregados para a guerra sem qualquer remorso. A corrupção moral daquela sociedade torna o filme profundamente desconfortável.
Uma das maiores surpresas do festival, ambientado num vilarejo do Nepal, o filme acompanha uma comunidade de mulheres trans que vivem dedicadas a funções espirituais e religiosas. Quando uma delas quebra as regras e inicia um relacionamento amoroso com um homem do vilarejo, toda a estrutura social daquele espaço entra em colapso.
O longa é fascinante na forma como revela, camada por camada, a complexidade daquela cultura, dos personagens envolvidos e como as falsas aparências de aceitação rompem-se ao menor desconforto. Visualmente hipnótico e emocionalmente devastador, o longa é uma coprodução brasileira e ganhou o prêmio do Júri, o segundo lugar, da mostra Um Certo Olhar.
Uma pequena joia melancólica vinda da paixão do ator John Travolta pela aviação. Adaptação de seu próprio livro infantil, aos 72 anos, Travolta narra sua emoção de viajar em uma aeronave durante os anos 1960 acompanhando sua mãe a caminho de Los Angeles para gravar um filme.
Com pouco mais de uma hora de duração, o filme mistura delicadeza emocional e narração extremamente envolvente. Uma das experiências mais apaixonantes do festival e já disponível na Apple TV+.
2. Fjord, de Cristian Mungiu ★★★★½
O ganhador da Palma de Ouro 2026 é uma das obras mais complexas politicamente da competição. Protagonizada por Sebastian Stan e Renate Reinsve, a narrativa acompanha uma família imigrante romena vivendo na Noruega e discute o choque entre progressismo estatal e conservadorismo religioso.
O filme questiona até que ponto a sociedade consegue tolerar tradições culturais que entram em conflito com valores modernos. É desconfortável justamente porque recusa respostas simples e inverte nosso olhar sobre a questão de proteger minorias e estabelecer diálogo entre visões opostas da sociedade.
O favorito de toda a edição. Com mais de três horas de duração, o longa acompanha a amizade construída entre duas mulheres: uma diretora de um instituto humanista para idosos com demência e uma diretora de teatro.
De repente (All of a Sudden/Soudain) discute cuidado, envelhecimento, comunidade, afeto e transformação social através das relações humanas. É raro encontrar filmes sobre amizade feminina construídos com tanta delicadeza, inteligência e humanidade. As conversas entre as protagonistas sobre política, sociedade, trabalho e emoções são extraordinárias. Virginie Efira e Tao Okamoto receberam o prêmio de interpretação feminina por sua simbiose em cena. Foi o único filme do festival capaz de nos hipnotizar durante mais de três horas.
A 79ª edição do Festival de Cannes foi marcada pelo cinema francês em ano bastante irregular e obras extraordinárias vindas da Coreia do Sul, Nepal, Noruega, Espanha e Japão — filmes interessados em desafiar estruturas narrativas tradicionais e discutir questões contemporâneas complexas. Entre decepções, experimentações e grandes revelações, o evento continua a ser a bússola a nos indicar para onde o cinema está caminhando.
Um acidente curioso aconteceu numa sala de cinema em Birmingham, na Inglaterra, onde um homem faleceu dentro de uma sala de cinema após sua cabeça ficar presa num apoio eletrônico para os pés de um assento.
De acordo com informações do The Guardian, ele teve uma parada cardíaca ao ficar preso, enquanto se curvou para tentar pegar seu celular que havia caído no chão durante a sessão do filme.
O incidente aconteceu em 9 de março e o falecimento do cliente da rede de cinemas Vue veio a acontecer uma semana após ter o ataque cardíaco.
Pessoas que estavam na sessão ajudaram a quebrar o apoio para os pés do assento da classe Gold e uma investigação está sendo feita no local, de acordo com a rede de cinemas.
O que pode estar lá fora? Desde os tempos inesquecíveis de episódios semanais de Arquivo X, nos primórdios das produções seriadas, nos deparamos dentro do audiovisual com situações ligadas as incertezas do universo. A nova minissérie da Netflix, O Sinal, percorre o mesmo caminho, nos levando a questões sobre as verdades que estão lá fora de uma forma inteligente, costurando o que é real e o que a mente projeta.
Tendo como alicerce misteriosas situações que acontecem em uma estação espacial, ao longo de quatro episódios com cerca de uma hora de duração, essa produção alemã parte para suas reflexões existenciais a partir da certeza que a história da humanidade nada mais é que um ciclo vicioso, explorando as ações do ser humano quando existe a possibilidade de se achar a ruptura disso.
Na trama, conhecemos Paula (Peri Baumeister), uma brilhante cientista alemã enviada por uma empresa privada para o espaço com um único objetivo de realizar pesquisas sobre possíveis sinais vindos de fora da Terra. Ao mesmo tempo, seu marido, o professor de história Sven (Florian David Fitz) e sua jovem filha com deficiência auditiva esperam o retorno dela. Perto de completar sua missão, Paula se depara com uma descoberta e conflitos se desenrolam. Ao voltar para o nosso planeta acaba sendo responsabilizada por uma tragédia, modificando completamente a vida de sua família.
Questões geopolíticas, ambições, circo midiático, dramas familiares se entrelaçam nesse projeto que busca perguntas sobre a relação do ser humano com o próprio sentido de existência. É um caminhar bem filosófico que gera interpretações diversas. Há um curioso mistério que percorre os episódios, a princípio mal definido nos dois primeiros capítulos mas conforme vamos juntando as peças tudo começa a fazer um certo sentido. O choque entre o dilema de Paula na espaço e os dramas que sofre sua família na Terra é o combustível desse roteiro que objetiva encontrar um norte entre esses paralelos.
O ponto mais interessante é quando entendemos sobre o que de fato é essa história. Aqui a humanidade é colocada em evidência, dentro do ciclo vicioso já mencionado, a partir das possibilidades de descobertas sobre o que há pelo universo. A ganância, a imposição militar, o reconhecimento, as loucuras que a mente é capaz de projetar, são alguns dos elementos que estão associados as ações vistas que traçam paralelos com as realidades de conflitos de diversos cotidianos. O eterno embate entre as ações individuais e coletivas, dentro de um sentido da essência do ser humano pondera o certo e o errado.
Na sua incessante busca pelos conflitos emocionais de uma protagonista em crise nos dilemas que percebe na sua trajetória, algo necessário para entendermos a construção e desconstrução da personagem, a narrativa pode se tornar confusa em alguns momentos com um uso excessivo de flashbacks onde a variável tempo e seu vai e vem se tornam constantes. Mas o contexto acaba sendo uma peça chave, e mesmo caminhando pela previsibilidade, encontra um desfecho que não deixa de ser surpreendente, com um simbolismo importante para os nossos tempos.
O Festival de Toronto é um dos mais importantes eventos de cinema do mundo. Mas isso não significa que astros da música não possam ser hospedados por aqui também. Uma das maiores da atualidade é Lady Gaga, a exótica cantora que veio até comportada e simples, para divulgar o documentário Five Foot Two, da Netflix. A exibição do documentário da cantora parou a maior rua da cidade, que já estava em festa devido ao evento de cinema. O documentário estreia no dia 22 de setembro na plataforma de streaming.
Na conversa com os jornalistas, no salão de conferências do TIFF Bell Lightbox, a central do Festival de Toronto, a cantora abordou diversos temas levantados pelo mediador e depois pelos membros da imprensa. A sala aconchegante e íntima, que deve fazer uso de seus 50 lugares, se isso, aproxima os repórteres dos entrevistados, criando uma atmosfera bem agradável. Neste contexto, um dos temas foi sobre as críticas abordadas pela cantora aos detratores do seu último álbum, já que considera tudo o que faz pessoal.
“É claro que é pessoal. Você está colocando algo no mundo. E faço para vocês, porque quero agradar vocês. Amo vocês. Quero entreter vocês, este é sempre meu objetivo quando estou criando algo. Então sim, você espera sempre que mais pessoas amem o que você faz também. Mas não diria que isso ocorre só pelo que significa pra mim. Minha verdadeira paixão é entreter. É isso que eu amo.”, disse Gaga.
A cantora e atriz (que estará na nova versão de Nasce uma Estrela) ainda falou que sempre se dedica a mensagens positivas, seja em seus discos ou no caso deste documentário. Quando um jornalista perguntou sobre mensagens políticas no filme, a cantora prontamente se esquivou de todas as formas possíveis. Em muitos momentos, ou na maioria, a cantora deu a vez para que seu colega de palco, o diretor da produção, Chris Moukarbel, respondesse algumas das perguntas direcionadas a ela sobre o filme. “Foi ele que fez o filme, eu apenas apareço, você precisa perguntar a ele”, proferiu a cantora diversas vezes na coletiva, inclusive sobre perguntas mais polêmicas, como as que envolviam possíveis questões políticas.
O diretor falou um pouco da noção que Gaga tem sobre sua influência nos jovens, especificamente em garotas adolescentes, e a forma com que trabalha isso. Seguindo, a cantora comentou sobre personalidades como Madonna, assunto de um trecho em seu documentário, e sobre a musa Grace Jones, tema de outro documentário presente este ano no TIFF, se declarando fã e amiga da veterana. Gaga também falou sobre suas responsabilidades além da música e do status de celebridade.
“A música pode te curar. Faz mais por você do que qualquer mensagem de redes sociais”, disse a cantora, que é figura ativa em tal universo também.
Logo em seguida, de forma propícia, a cantora foi perguntada sobre a carta de uma fã chamada Dani, que leu durante seu show aqui na cidade, na véspera da coletiva. A cantora se disse sempre disposta a ajudar todos os fãs necessitados, fazendo gestos como esse, respondendo mensagens e lendo suas cartas durante shows. Gaga terminou dizendo que cartas como esta da fã são exatamente o motivo de fazer o que faz.
Em um momento mais descontraído, a cantora se mostrou antenada com a plataforma que a acolheu e brincou dizendo que por não ser uma série as pessoas não irão poder maratonar o documentário. Será que Gaga faz maratona de alguma série? Uma boa pergunta para a próxima vez que nossos caminhos se cruzarem.
Sim, meus queridos leitores, existe vida fora da Marvel – e fora dos filmes de super-heróis. E também existe cinema fora do subgênero. Alguns inclusive beirando a excelência. Como prova disso e aproveitando o gancho de Guerra Infinita, adentrando sua terceira semana em cartaz (e se aproximando dos 2 bilhões de dólares em arrecadação), resolvemos listar para você alguns dos encontros nas telonas desse verdadeiro elenco estelar fora das produções da Marvel Studios. Então, se você é fã do Homem de Ferro, Viúva Negra, Thor e todos os outros super-heróis da casa, que tal conhecer outros filmes de seus intérpretes e aumentar seu repertório cinéfilo?
Digam nos comentários também se já assistiram a algum dos filmes na lista e quais são seus preferidos. Vamos lá.
Diário de uma Babá
(Viúva Negra + Capitão América)
A Viúva Negra e o Capitão América, apesar de possuírem personalidades bem distintas (assim como históricos de vida), se tornaram amigos e confidentes. Nas telas, seu primeiro encontro foi em Os Vingadores (2012), seguindo para Soldando Invernal (2014), Era de Ultron (2015), Guerra Civil(2016) e culminando em Guerra Infinita(2018). Ano que vem a dupla voltará a contracenar em Vingadores 4.
Fora de seus personagens, Scarlett Johnasson e Chris Evans igualmente demonstram companheirismo e amizade nos bastidores. Existe uma razão para a química dos jovens atores ser tão boa, e ela foi adquirida bem antes dos estúdios Marvel se erguer. A primeira colaboração da dupla foi em 2004, na comédia criminal Nota Máxima. No filme, Johansson e Evans são parte de um grupo de estudantes que decide invadir o escritório de um universidade a fim de trapacear na prova de admissão. O longa passou em branco.
Melhor sorte para eles ocorreu em Diário de uma Babá (2007), comédia baseada num livro de sucesso, escrito por Emma McLaughlin e Nicola Kraus, na qual Johansson protagoniza. Este foi um dos projetos que ajudou a estabelecer a atriz como um dos maiores nomes de sua geração, já que aqui segurava um filme inteiro com seu carisma. Na trama, ela vive uma jovem meio perdida, que enquanto reflete sobre seu futuro, aceita emprego como babá de uma família da classe alta de Nova York. Evans vive o vizinho por quem a protagonista se apaixona.
A Outra
(Viúva Negra + Doutor Estranho + Jane Foster)
Olha ela aqui outra vez. A Viúva Negra é uma das personagens mais interessantes do acervo da Marvel no cinema, e para quem o estúdio está devendo um filme solo, ou ao menos o protagonismo, há algum tempo. Ajuda muito ter uma intérprete do calibre de Scarlett Johansson dando vida à personagem.
Apesar do resultado do drama de época A Outra (2008), dirigido por Justin Chadwick, baseado no livro de Philippa Gregory, não ter sido dos mais calorosos, o filme marcou o encontro de duas das mais talentosas atrizes da nova geração, Johansson e Natalie Portman. O filme narra a desavença histórica entre as irmãs Ana (Portman) e Maria Bolena (Johansson). E além de ficarmos desejando para ontem um novo filme no qual as estrelas possam contracenar, a curiosidade é o encontro entre a Viúva Negra e Jane Foster, a cientista presente nos dois primeiros filmes do Deus do Trovão, Thor.
Mas espera aí, você diz. Portman e sua Jane Foster não estão presentes em Guerra Infinita. E você está certo. Para remediar isso, a substituiremos pelo Doutor Estranho, de Benedict Cumberbatch, parte do elenco de A Outra, na pele de William Carey. Nos filmes da Marvel, a Viúva Negra e o mago supremo da Terra ainda não contracenaram. Fica aí um desejo para o futuro. De quebra, ainda existe mais um bônus aqui, Eric Bana, o primeiro Hulk do cinema, vive o protagonista masculino do longa.
Os Perdedores, filme de ação estilizado de 2010, lançado direto em vídeo no Brasil, por coincidência também é baseado numa história em quadrinhos, criada por Andy Diggle e Jock. Na trama, um grupo de militares trabalhando de forma secreta para o governo americano é dado como morto após um atentado. Aproveitando a situação, esta equipe começa a agir de forma ainda mais anônima e agora por conta própria.
Antes da Marvel surgir para reinar no mercado, muitas produções baseadas em quadrinhos morriam na praia, e esta foi mais uma delas. O longa, no entanto, marca o encontro de Chris Evans – o Capitão América – e Zoe Saldana – a Gamora. No MCU tal encontro ainda não ocorreu, nem mesmo em Guerra Infinita, já que as subtramas são divididas em núcleos. Bem, após o resultado de tal filme, talvez nem venha a acontecer. Esperamos estar bem equivocados, porque o coração dói muito.
De bônus, no elenco ainda temos o talentosoIdris Elba, o Heimdall da franquia Thor, que igualmente nunca deu de cara com o Capitão ou Gamora (sendo a segunda até mais propícia). Heimdall aparece rapidamente em Guerra Infinita, e bem…, digamos que marca a despedida do ator da franquia.
Digam o que quiserem, mas a Marvel sabe criar personagens femininas fortes, e lhes dar bastante espaço em suas obras. Apesar do filme solo de uma heroína da casa ainda não ter saído, é seguro dizer que uma das presenças mais imponentes de Guerra Infinita é Gamora. Não à toa que a personagem é a segunda com mais tempo em cena no épico. O que o futuro reserva de sua participação em Guardiões da Galáxia 3ninguém sabe ainda.
Uma coisa é certa, jamais veremos um romance entre a guerreira esverdeada e o guaxinim falastrão Rocket. Bem, e se eu disser que este romance já ocorreu. Calma, foi fora do MCU. As Palavras é um drama de 2012, escrito e dirigido por Brian Klugman e Lee Sternthal, que trouxe o primeiro encontro nas telas de Zoe Saldana, a Gamora, e Bradley Cooper, a voz de Rocket. Na trama, Cooper interpreta um aspirante a escritor desesperado para conseguir emplacar na carreira, e Saldana vive sua companheira.
O elenco de As Palavras conta ainda com Olivia Wilde. A atriz recusou o papel de Gamora em Guardiões da Galáxia(2014), que terminou ficando com sua companheira de filme, Zoe Saldana. Em As Palavras, no entanto, as jovens talentosas não contracenam.
Star Trek – Além da Escuridão
(Gamora + Doutor Estranho + Thor)
A franquia Star Trek é por si só uma das maiores potências não apenas do cenário audiovisual dos últimos cinquenta anos, como também da cultura pop em geral. Seja na TV ou no cinema, fora as outras mídias, Star Trek(ou Jornada nas Estrelas) segue encantando gerações e se remodelando para os novos e antigos seguidores.
E mais uma vez voltamos a ela. Zoe Saldana é uma das atrizes mais empoderadas de Hollywood na atualidade. Sua presença de destaque nas maiores franquias do momento (Avatar, Star Trek e Marvel), mesmo fazendo parte de duas minorias (negra e latina), deve ser muito celebrada e exaltada. Antes de ser a Gamora de Guardiões, Saldana pegava para si o clássico papel da Tenente Uhura, oficial de comunicações da nave Enterprise, imortalizado por Nichelle Nichols.
Além da Escuridão (2013), segundo episódio dos novos filmes, promove o encontro de Gamora com o Doutor Estranho, marcando presença novamente na lista. De fato, este encontro nos filmes da Marvel nunca saiu, até o momento, nem mesmo em Guerra Infinita. Mas em Star Trek, a Uhura de Saldana ajudou a combater uma das grandes ameaças, vinda na forma de Benedict Cumberbatch e seu John Harrison, vulgo Khan. Por outro lado, em Guerra Infinita Gamora ajuda a resgatar Thor e acaricia seus músculos. Chris Hemsworth, o intérprete do Deus do Trovão, também está na nova franquia Star Trek, na pele de George Kirk, o pai do Capitão Kirk (Chris Pine).
(Thanos + Feiticeira Escarlate + Nick Fury + Mantis)
Seja você quem for, uma coisa que todos concordam é que Vingadores: Guerra Infinita é um filme do Thanos. O antagonista mais humano da Marvel no cinema até o momento, apesar de ser um grande boneco de computação gráfica roxo, conta sua história trágica na superprodução e nos faz simpatizar com sua causa, ou ao menos entendê-la. Para isso, era necessário um grande ator por trás do personagem, e ele veio nas formas do indicado ao Oscar Josh Brolin.
No blockbuster, entre os diversos heróis que combatem o titã ditador está a perturbada Feiticeira Escarlate, papel de Elizabeth Olsen. A personagem é uma das mais poderosas da casa e segura o antagonista de forma impressionante, se tornando uma das suas últimas oposições. Mas você nunca imaginou que estes inimigos poderiam ter uma cena de amor, não é mesmo? No entanto, ela ocorreu em Oldboy: Dias de Vingança (2013), refilmagem de uma produção sul coreana cult, comandada por Spike Lee.
Na trama, Brolin, assim como seu personagem em Vingadores, está disposto a ir até as últimas consequências para ver valer seu objetivo. No caminho, ele conhece uma jovem (papel de Olsen), que começa a ajuda-lo e os dois desenvolvem laços de afeto, indo parar na cama – em uma cena bem caliente. O resultado desta história, porém, é bem mais desconcertante do que qualquer adaptação de quadrinhos jamais se atreverá a nos mostrar. Fora isso, no novo Oldboy temos as presenças de dois outros heróis de Guerra Infinita: Pom Klementieff (a Mantis) e Samuel L. Jackson (o Nick Fury).
Apesar da cor da pele esverdeada, Gamora e o Hulk não guardam qualquer outra semelhança, parentesco ou sequer contracenaram no MCU (nem mesmo em Guerra Infinita). Mesmo assim, isso não os impediu de casar e ter filhos. Isso é, fora do universo Marvel.
O filme em questão é o drama subestimado Sentimentos que Curam (2014), escrito e dirigido por Maya Forbes, que aborda o comportamento obsessivo-depressivo de forma única e que merece ser encontrado, assistido e discutido por mais gente. Na trama, Mark Ruffalo vive um sujeito precisando encontrar equilíbrio em sua doença a fim de criar as duas filhas pequenas, enquanto sua esposa – papel de Zoe Saldana (ela merece todas as menções possíveis) – tenta ganhar a vida profissionalmente para sustentar a casa. A inversão de valores, muito discutida atualmente, é um dos focos do longa.
A cena pós-créditos do primeiro Os Vingadores (2012) mostra a equipe se deliciando com alguns schwarmas depois de derrotar uma invasão alienígena em Nova York. Isso aponta o apetite de personagens como o Homem de Ferro e a Viúva Negra.
O primeiro encontro do trio Robert Downey Jr., Scarlett Johansson e Jon Favreau ocorreu em Homem de Ferro 2(2010), filme que começou a entrelaçar verdadeiramente o MCU. O Homem de Ferro e a Viúva Negra voltariam a se esbarrar em inúmeras produções da casa, assim como Happy Hogan, o personagem de Favreau, continua dando as caras como o fiel escudeiro de Tony Stark por algumas produções, vide o recente Homem-Aranha: De Volta ao Lar(2017).
Por esta amizade, quando foi a hora de Favreau optar por um longa independente, com um sabor bem especial, seus companheiros de equipe não lhe viraram as costas. Chef(2014) é um pequeno e delicioso filme sobre empreendedorismo, escrito, dirigido e protagonizado por Favreau – ou seja, podemos ver sua paixão pelo projeto. As participações dos astros Vingadores aqui são pequenas, mas marcantes. Downey vive um amigo do protagonista e aparece numa cena, e Johansson é a secretária do personagem principal.
Em Guerra Civil(2016), primeira aparição do Homem-Aranha, já nas formas deTom Holland, no MCU, o Deus do Trovão Thor estava bem longe. A mesma coisa ocorreu no filme solo do herói cabeça de teia. E quando finalmente tiveram a chance de estrelar o mesmo filme, o amigo da vizinhança e o príncipe de Asgard viveram núcleos diferentes dentro da trama. Será que em Vingadores 4 este grande encontro finalmente será promovido?
Não importa, porque em outra vida, ou em outro filme, Chris Hemsworth eTom Holland estiveram juntos dentro da mesma embarcação para combater um grande monstro marinho, a baleia Moby Dick. Estamos falando de No Coração do Mar(2015), filme de Ron Howard, baseado no livro de Nathaniel Philbrick. No longa, Hemsworth vive o capitão do navio, Owen Chase. Enquanto o menino Holland é Thomas Nickerson, um dos tripulantes.
Pulando de um monstro gigante para outro, a vida de King Kong, o gorila mais famoso da sétima arte, seria muito mais difícil se ele encontrasse pela frente a super-heroína Capitã Marvel, o Deus da Trapaça Loki, ou até mesmo o líder da SHIELD Nick Fury. Por sorte, o gorilão encontrou apenas seus intérpretes em seu último filme.
Passado na década de 1970, Kong: A Ilha da Caveira (2017) levou um grupo de militares até a ilha do título para um banquete, e uma desculpa para a Warner preparar seu próprio “monsterverse” – em breve teremos o encontro do primata com o lagartão Godzilla.
Embora talvez nunca tenhamos o encontro da Capitã (agora que parei para pensar, em breve na Marvel teremos a Capitã e o Capitão) com Loki, A Ilha da Caveira colocou Brie Larson e Tom Hiddleston lado a lado, nesta típica aventura de matinê. Além disso, Samuel L. Jackson também faz parte do elenco, enriquecendo a narrativa com seu peso dramático. Na Marvel, seu Nick Fury é o único que conhece e tem o telefone da super-heroína poderosa de Larson. Como bônus, A Ilha da Caveiratraz ainda o oficial Dey da Tropa Nova, de Guardiões da Galáxia – papel de John C. Reilly, presente aqui também.
Estreou neste fim de semana no Brasil e no mundo ‘Napoleão’, a nova superprodução de Ridley Scott. Produzido pelo estúdio Sony, o longa promete ser um dos chamarizes deste fim de 2023, postulando indicações ao maior prêmio do cinema, o Oscar. Como diz o título, o filme é um retrato de um dos maiores conquistadores a terem passado por nosso planeta, o francês baixinho Napoleão Bonaparte – aqui com mais uma caracterização perfeita de Joaquin Phoenix, um queridinho do público na atualidade.
O diretor britânico octogenário Ridley Scott é um dos maiores veteranos da indústria ainda em atividade. O cineasta não é estranho a superproduções, tendo começado a carreira logo de cara emplacando “golaços” do nível de ‘Alien – O 8º Passageiro’ e ‘Blade Runner – O Caçador de Androides’. E caso tivesse apenas essas duas produções no currículo, já entraria para a história como um dos mais cultuados.
Mas Scott seguiu em frente, criando outras obras igualmente adoradas. E são justamente elas que olharemos aqui nesta nova matéria. Aproveitando a estreia de seu novo e badalado filme, resolvemos listar os 10 Melhores filmes na opinião dos críticos e do grande público. Para a média, analisamos as avaliações do público no IMDB, e dos críticos e do público no Rotten Tomatoes. Confira abaixo.
10) Os Duelistas (1977)
Abrimos a lista com o primeiro longa-metragem da carreira de Ridley Scott; e talvez o seu filme mais obscuro, que poucos conhecem. Antes de ‘Alien’ ou ‘Blade Runner’, Scott resolveu apostar em um drama histórico como seu debute, que de certa forma se passa no mesmo cenário de seu mais recente trabalho nos cinemas. Acontece que ‘Os Duelistas’ fala sobre dois militares do exército de Napoleão, cujas divergências acarretam uma série de duelos até a morte. Harvey Keitel e Keith Carradine vivem os protagonistas, e o elenco traz ainda Albert Finney.
A nona posição temos outro dos filmes menos lembrados quando falamos em Ridley Scott, mesmo assim o longa obteve avaliações boas o suficiente para coloca-lo no top 10 do diretor (segundo os críticos e o grande público de dois dos maiores sites de cinema no mundo). Esse é um filme da boa safra de Nicolas Cage, quando o ator ainda estava no auge de sua carreira. Ele vive o golpista Roy Waller, um trambiqueiro profissional que tem uma peculiaridade, é cheio de “tiques nervosos” e possui TOC. Ele vive de dar golpes com seu parceiro (papel de Sam Rockwell), até que em sua porta aparece uma filha da qual nunca havia ouvido falar (papel da sumida Alison Lohman). Agora o sujeito precisa lidar com essa situação.
Um dos trabalhos mais recentes de Ridley Scott, lançado no mesmo ano do badalado ‘Casa Gucci’. A expectativa e realidade podem ser coisas realmente muito distintas. Quando estava sendo produzido, as fotos de bastidores de ‘Casa Gucci’, com a caracterização de Lady Gaga e o elenco renomadíssimo anunciavam um novo sucesso arrebatador no Oscar. Quando o filme foi lançado, dividiu bastante as opiniões, para dizer no mínimo. Por outro lado, poucos sabiam da existência desse ‘O Último Duelo’, filme que Scott lançou no mesmo ano, com Ben Affleck, Matt Damon e Adam Driver. O resultado é a oitava posição do ranking.
No início dos anos 2000, Ridley Scott deixava para trás a zica de filmes ruins que entregou nos anos 1990. O diretor resolveu se afundar no trabalho, batendo ponto quase todos os anos da citada década. Foram nada menos que oito filmes na década, quase um por ano. Dessa leva estão alguns dos filmes mais prestigiados do diretor, como ‘Falcão Negro em Perigo’, produção de guerra baseado em uma história real sobre um helicóptero do exército americano que é derrubado em um confronto na Somália, deixando os soldados atrás das linhas inimigas, precisando lutar por sobrevivência.
Dos filmes que lançou na década de 1990, o único que se “salva” é verdadeiramente ‘Thelma & Louise’. E está de bom tamanho, já que o longa se tornou um dos maiores clássicos da década e da história do cinema. Um filme feminista bem à frente de seu tempo, que consagrou Susan Sarandon e Geena Davis como ícones de uma geração. É curioso notar como o filme funciona bem até hoje, talvez até melhor atualmente do que foi na época.
Agora adentramos o top 5 dos filmes do diretor. Quem abre em quinto lugar dos preferidos de críticos e público é a obra-prima ‘O Gângster’, com os lendários Denzel Washington e Russell Crowe. No filme, Washington vive Frank Lucas, considerado o “Poderoso Chefão” do Harlem durante a década de 1970. Uma boa companhia para o filme é a série ‘Godfather of Harlem’, com Forest Whitaker, que conta os eventos anteriores à ascensão de Lucas no poder, com o domínio de seu “padrinho” Bumpy Johnson.
Durante muito tempo ‘Gladiador’ esteve no top 3 dos filmes preferidos de Ridley Scott. Bem, para grande parte dos fãs ainda está. Esta é a trinca que todos mencionam ao falar de Ridley Scott. Porém, como veremos mais abaixo, um filme mais recente do diretor roubou o coração de todos pelo mundo, jogando ‘Gladiador’ para o número quatro. Aqui não falamos de nossa preferência pessoal. A lista foi formulada, como dito, através da média de avaliações e sendo assim, o épico eletrizante com Russell Crowe e Joaquin Phoenix, que promete continuação para 2024, terminou em número quatro. Não que seja demérito, afinal ainda se mantém como um dos mais queridos e inesquecíveis da carreira do diretor.
E se o fato de ‘Gladiador’ ter caído para quarta posição já irá incomodar muitos, o que dirá ver o irretocável ‘Blade Runner’, objeto de culto de 10 entre 10 cinéfilos raiz, “rebaixado” para terceira posição. Provocações à parte, a ficção científica noir sobe ao pódio com a medalha de bronze. É preciso levar em conta, no entanto, que em sua época de lançamento nos cinemas, o longa protagonizado por Harrison Ford não foi, por assim dizer, um sucesso de crítica ou bilheteira. As pessoas da época simplesmente não entenderam o filme, e ele seria redescoberto um tempo depois quando saiu nas vídeo locadoras. Foi aí que ‘Blade Runner’ começou uma nova trajetória como cult.
Agora sim. É revelado o filme recente de Ridley Scott que há oito anos arrebata corações. O longa é o mais recente da carreira do diretor a atingir um grande status de popularidade. ‘Perdido em Marte’ fica lado a lado com ‘Interestelar’ como uma superprodução espacial de ficção científica muito adorado pelos fãs. Os mais puristas podem até achar sacrilégio ‘Perdido em Marte’ estar acima de filmes como ‘Gladiador’ e ‘Blade Runner’, mas enquanto a arte é subjetiva, os números não mentem. E por mais que os dois citados marquem avaliações bastante favoráveis, a produção que traz Matt Damon esquecido no planeta vermelho apresenta números quase perfeitos. Isso que é amor! E você, acha que ‘Perdido em Marte’ merece toda esta badalação? Se tornou um filme querido mesmo ou não é para tanto?
Não tem jeito. Por mais que ‘Perdido em Marte’ tenha ultrapassado ‘Gladiador’ e ‘Blade Runner’ no gosto dos críticos e do grande público (ambos do Rotten Tomatoes e do IMDB), o “novato” não conseguiu mover o primeirão. ‘Alien – O 8º Passageiro’ foi o primeiro grande sucesso da carreira de Ridley Scott, e é até hoje uma das ficções científicas mais enaltecidas da história da sétima arte, assim como também um filme de terror. Até hoje um filme estudado e reverenciado, ‘Alien’ é mesmo uma aula de cinema em tensão e construção de clima. Fora isso, Scott dá protagonismo para Sigourney Weaver em começo de carreira, eternizando uma das personagens femininas mais fortes de todos os tempos, com Ripley, a única capaz de derrotar uma criatura espacial quase indestrutível. Inesquecível.
A Netflix divulgou divulgou um vídeo hilário de ‘(Des)Encanto’, nova série dos meus criadores que ‘Os Simpsons‘ e ‘Futurama’, ao som do clássico da música brasileira, Eu Bebo Sim.
Assista:
Ano passado, a Netflix encomendou 20 episódios da série ‘(Des)Encanto’, uma animação adulta de comédia e fantasia criada por Matt Groening.
Na série, os telespectadores serão levados para o reino medieval de Dreamland, onde eles seguirão as desventuras da jovem princesa Bean, seu companheiro Elfo e seu demônio Luci. Ao longo do caminho, o trio excêntrico encontrará ogros, sprites, harpias, imps, trolls, morsas e muitos tolos humanos.
A primeira temporada já está disponível no catálogo da Netflix.
A trama segue três belas, corajosas e inteligentes mulheres que trabalham na Agência de Detetives Charles Townsend comandada pelo misterioso chefe que jamais aparece, apenas passa as orientações por meio de um viva-voz.
A DC divulgou o trailer do quarto episódio da série animada ‘Harley Quinn‘, destacando o herói Robin.
Confira:
‘Harley Quinn’, baseado nos personagens da DC, foca em Arlequina, que finalmente terminou de uma vez por todas qualquer que fosse seu relacionamento com o Coringa, tentando criar uma reputação para si mesma como a Rainha do Crime de Gotham City. A série traz Arlequina, Hera Venenosa e um elenco gigante de heróis e vilões, novos e antigos, do Universo DC.
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