Assistido durante o Festival de Sundance 2022
Talvez essa seja a ferida aberta mais profunda em Hollywood, além de também ser aquela capaz de assombrar uma América inteira. Bill Cosby não fez parte da realidade dos brasileiros, mas é irrefutável dizer que sua trajetória nas telinhas ajudou a moldar o entretenimento televisivo que tanto eu como você amamos. Antes da sitcom familiar The Cosby Show, ele foi uma força indomável no stand-up, em uma época onde poucos comediantes negros possuíam destaque. E desde então, seu astronômico sucesso percorreu uma série animada familiar, um programa infantil educativo e, por fim, aquela que se tornaria uma das séries de comédia mais hilárias, amadas e – posteriormente – controversas dos Estados Unidos.

We Need to Talk About Cosby chega aqui como uma minissérie documental desconfortável e quase indelicada, por fazer aquilo que nenhuma outra produção até então teve a ousadia de fazer: Falar abertamente e sem medo de cancelamentos sobre como Bill Cosby continua sendo aquela figura que os americanos hoje odeiam amar. Conhecido nacionalmente como o Pai da América, ele viu sua condecoração realeza se despedaçar diante de uma avalanche de acusações de abuso sexual, que atravessavam as décadas. Enquanto o ator era a figura inspiradora que ensinava ao público lições maravilhosas – à medida em que também era um ginecologista e pai negro bem-sucedido e presente na vida dos seus filhos fictícios -. sua ideologia ilusória se confrontava com mais de 30 casos horrendos de estupro que envolviam o uso de drogas para dopar suas vitimas.
E W. Kamau Bell entrega uma minissérie documental poderosa, honesta, imersiva e pessoal. Narrando os quatro episódios, o cineasta entrega quatros horas completas sobre a tumultuada e controversa extensão de quem Cosby foi. Quase um assunto proibido em Hollywood e nas ruas norte-americanas, o artista aqui é dissecado em sua totalidade. Imparcial e justo, o diretor – de timbre forte, fala leve e quase despretensiosa – admite a mesma fraqueza que todo americano possui: A dificuldade de se distanciar da imaculada e cuidadosa imagem criada por Bill Cosby ao longo de quase 50 anos.

Mas ciente de seu dever como documentarista e como alguém que está em seu próprio processo terapêutico de conformação e cura, Kamau faz de We Need to Talk About Cosby uma sessão de terapia pública e amplamente franca. Usando seus próprios dilemas de ter sido inspirado pelo artista a vida inteira como combustível para criar uma produção espetacular e profunda, ele entrega uma rica e libertadora experiência, que serve de consolo para os milhões de fãs que ainda digladiam contra o dúbio sentimento de amar e odiar Cosby simultaneamente. Com uma coleta documental riquíssima e entrevistados corajosos – dispostos a falar o que realmente pensam -, a minissérie mostra o artista como um lobo e um cordeiro que dividiam a mesma pele.
Mas então…Seria Cosby um narcisista? Um psicopata que premeditou todo o mal e também o bem que fez aos Estados Unidos e à negritude americana? Ou seria ele um homem comum embriagado pela fama, pelo sucesso e pelo sentimento de impunidade que rege as celebridades? Essas são as perguntas que Kumau não consegue responder ao longo de seus quatro episódios. Mas para todos os fins, seu brilhante documentário é um acalento, que ensina o público a reconhecer e a estar em paz com seus conflitantes sentimentos em relação a essa tão controversa, horripilante e uma vez tão amada figura – que um dia ocupou não apenas o imaginário, como também a memória de uma América inteira.

















Muita gente não sabe, mas Jurassic Park é uma adaptação do livro homônimo de 
Quando soube de uma história misturando ficção científica com aventura e terror sobre dinossauros, o diretor
Um dos itens mais icônicos da saga é o logo do parque – e da franquia. Porém, ele também é muito criticado pelos paleontólogos, já que traz o esqueleto de um T-Rex associado ao nome “Jurassic”. O problema é que o Tiranossauro foi um animal que viveu no período cretáceo, não no jurássico. Quando perguntado sobre o motivo dele ter escolhido essa mistura anacrônica, Crichton disse apenas que escolheu o design mais legal.
Parte importante do realismo desse filme se deve aos dinossauros animatrônicos que foram construídos. O mais imponente deles era o da T-Rex, que foi chamada pela produção de Roberta. No entanto, ela ficou exposta a água para as cenas na chuva e acabou dando defeito. Então, houve momentos em que ela se ligava sozinha e começa a se mexer e fazer barulho, o que traumatizou membros da produção. Para piorar, a cena em que ela ataca as crianças pelo vidro do teto do carro foi real. A “Roberta” desceu mais do que o programado e realmente empurrou a vidraça em cima das crianças. Ou seja, o desespero dos atores ali era de verdade.
Com seu plano de lançar dois filmes por ano, Spielberg precisou participar da pós-produção de Jurassic Park por meio de videoconferências. Na época, ele estava na Polônia gravando
Num filme com dinossauros e o
O Velociraptor da vida real era um animal muito pequeno, daqueles que não dariam medo nas crianças. Para o filme, Spielberg pediu que os raptores tivessem entre 2m e 3m, e assim fez
Apesar de ter uma equipe de paleontólogos por trás, Jurassic Park representou grande parte dos seus dinossauros de forma errada. Isso virou um problema porque o filme fez tanto sucesso que praticamente moldou o conceito que temos hoje de dinossauros. Mas nenhuma espécie foi tão modificada quanto o Dilofossauro. Na vida real, ele era enorme, não cuspia veneno e nem tinha essa membrana no pescoço. O cuspe de veneno foi inventado por Crichton no próprio livro – inclusive, fica a dica para vocês lerem. A morte do Nedry para o Dilofossauro é traumatizante no material original -, enquanto a membrana foi ideia de Spielberg, baseado em um lagarto australiano.











































