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Convenção das Bruxas | Relembre o clássico que completa 30 anos em 2020

Esse ano, inegavelmente a bruxa esteve solta. Mas na ficção, os fãs das verdadeiras mestras das artes negras não terão do que reclamar, afinal dois novos clássicos saídos diretamente da década de 1990, e que abordam estas mulheres assustadoramente encantadoras, ganharam roupagens modernas. Já falei aqui sobre o adolescente Jovens Bruxas (1996) em duas matérias – uma sobre o paradeiro do elenco e outra sobre as curiosidades da produção. O reboot Jovens Bruxas: Nova Irmandade é um produto da Blumhouse e estreia no dia 28 de outubro em diversos países (nos EUA de forma online) e chega ao Brasil no dia 3 de novembro nos cinemas.

Antes disso, tendo estreado na última quinta-feira, dia 22 de outubro, nos EUA e Canadá em serviços de streaming, a nova versão de Convenção das Bruxas estrelada por Anne Hathaway e dirigida por Robert Zemeckis chegou às telinhas. No Brasil novamente a bruxa vai ganhar as telonas, já que a Warner planeja o longa nos cinemas por aqui, no dia 19 de novembro.

Justamente por isso, chega a hora de revisitarmos o Convenção das Bruxas original, filme que fez parte da infância de toda uma geração, encantando e assustando crianças do mundo inteiro, e que em 2020 completa 30 anos de seu lançamento.

Convenção das Bruxas, ou simplesmente The Witches (As Bruxas) no original, é um tipo peculiar de filme infantil. Isso porque até então a barreira na qual a censura branda podia ser esticada era bem mais ampla. Assim temos aqui elementos e cenas de dar pesadelos até em adultos, embrulhados num pacote para a criançada. A história, é claro, surgiu num livro do renomado autor infantil Roald Dahl, que já tinha por si só o hábito de acrescentar temas ambíguos e momentos questionadores sobre a tênue linha entre o sadio e o insano, e o estreito canal entre a alegria, a magia e o horror.  É só olhar para suas outras obras, vide A Fantástica Fábrica de Chocolate e O Fantástico Sr. Raposo – tramas infantis com forte conotação adulta. Tendo isso em mente, Convenção das Bruxas se encaixa como uma luva no currículo do escritor.

Para a empreitada de levar o livro ao cinema, um acordo entre titãs. Produzindo a obra numa colaboração entre EUA e Reino Unido, a companhia de Jim Henson adquiriu os direitos do livro ao lado da Lorimar Film Entertainment, e a Warner ficou encarregada da distribuição do longa nas salas de cinema e mercado de vídeo. Jim Henson, mestre por trás de efeitos práticos e bonecos animatrônicos no cinema e TV, responsável pela criação dos Muppets e do cult O Cristal Encantado (1982), não perdeu a suculenta oportunidade de criar os visuais e maquiagem para uma história repleta de espaços assim para serem preenchidos: um dos principais motivos do envolvimento do artista com o material.

E suas criações para o filme são, ainda hoje passadas três décadas, simplesmente de cair o queixo. Desde a Rainha Bruxa tirando sua “pele” humana até sua forma real (uma maquiagem que demorava 8 horas para ser aplicada), passando pela metamorfose das crianças em ratos (transição para lá de perturbadora) e os animaizinhos falantes em si – tudo grita os estúdios de Henson e impressionam até hoje, sendo o carro-chefe da produção (e os elementos que fizeram o filme permanecer marcado no subconsciente coletivo).

Para o comando da obra e a adaptação do livro foi contratada uma dupla talvez inusitada para a tarefa, mas que por outro lado têm tudo a ver com o material, e que igualmente imprime a marca pela qual a produção ficou lembrada. O diretor britânico Nicolas Roeg (falecido em 2018 aos 90 anos) e o roteirista Allan Scott haviam colaborado anteriormente em Inverno de Sangue em Veneza (Don’t Look Now, 1973), terror dramático intenso que fala sobre um casal precisando lidar com a perda de sua pequena filha, se deparando com elementos sobrenaturais pelas vielas da cidade italiana flutuante. O longa é constantemente lembrando pelos fãs do gênero como contendo algumas das cenas mais gélidas da história do cinema. De alguma forma, tendo em vista sua primeira colaboração ou por pura coincidência, Roeg e Scott terminaram juntos de novo para um projeto mirado a um público bem diferente, mas dono de semelhanças inegáveis.

A trama, é claro, fala sobre bruxas. Tratadas como seres malignos e bem reais, cujo único propósito é tramar e erradicar da existência as crianças. Para tal, o plano é uma poção que os transforma em ratos, se tornando assim mais fáceis de serem mortos. Tudo começa com o menino Luke (Jasen Fisher), que fica órfão após a morte dos pais num acidente de automóvel. Ele começa a ser criado pela avó, Helga (Mai Zetterling), que o conta sobre a existência de bruxas, seu encontro prévio com elas, e sobre uma menina de sua infância, que foi abduzida por estas criaturas monstruosas, e enfeitiçada para viver para sempre dentro de uma pintura, na qual envelheceu até morrer e sumir do quadro. Assim, o menino logo se vê esperto e escolado para evitar qualquer contato de estranhos, e principalmente “estranhas”.

Avó e neto partem para férias num resort inglês, num luxuoso hotel administrado pelo Sr. Stringer, personagem do humorista Rowan Atkinson em um de seus primeiros papéis de destaque no cinema. Atkinson, obviamente, ficaria imortalizado por sua criação Mr. Bean, série que debutava no mesmo ano na TV britânica alguns meses antes da estreia deste longa. Para azar dos protagonistas, o local está sediando secretamente a reunião anual das bruxas, inclusive contando com a presença da Grand High Witch, a líder da “organização”, conhecida como Srt.a Ernst.

Convenção das Bruxas é repleto de humor e mensagens edificantes como superação de traumas e perdas, enfrentar o medo e se mostrar à altura de desafios por maiores que sejam. Mas o tema central desta história é o conto cautelar sobre abdução de crianças realizadas por desconhecidos, crueldade e assassinato de menores – tópicos bem reais e sempre urgentes. Um dos métodos usados para o sequestro de crianças neste conto por tais mulheres é oferecer doces e chocolates, ato que entrou para os anais como uma lenda urbana (mas vinda de fontes bem verídicas e muito antigas) passada de pais para filhos através dos séculos sobre não aceitar nada de estranhos e também não falar com eles.

O grande nome do filme é o da atriz Anjelica Huston, filha do lendário cineasta John Huston, no papel da Srta. Ernst, a diabólica bruxa Rainha. A esta altura Anjelica era uma atriz estabelecida, tendo começado sua carreira no cinema ainda no fim da década de 1960, e com duas indicações no Oscar – tendo uma delas rendido a vitória como melhor coadjuvante pela comédia criminal A Honra do Poderoso Prizzi (1985), longa no qual contracenou com seu então companheiro Jack Nicholson (com quem teve um relacionamento duas décadas, terminando justamente no ano em que lançava Convenção das Bruxas). Além disso, Huston ainda seria indicada ao Oscar uma terceira e última vez (até o momento) pelo suspense Os Imorais – seu segundo lançamento de prestígio em 1990. Huston se entrega com muita vontade a esta brincadeira e conseguimos sentir a alegria em sua atuação e empenho. No ano seguinte, a atriz marcaria novamente num papel semelhante: Morticia Addams, na primeira adaptação para o cinema do famoso seriado A Família Addams (que por sua vez saíra das tirinhas de jornais) – personagem que se tornaria a mais famosa em sua filmografia.

Convenção das Bruxas fez sua estreia em Orlando, na Flórida, no dia 16 de fevereiro de 1990, chegando em seguida ao Reino Unido em 25 de maio do mesmo ano. Nos EUA, começava sua carreira no grande circuito no dia 24 de agosto. Já no Brasil o filme chegou, bem a tempo para as férias de fim de ano, no dia 7 de dezembro. Em seu lançamento, porém, o filme não fez uma boa trajetória nas bilheterias norte-americanas. Embora não se saiba exatamente o valor de seu orçamento, o longa abriu em décima posição no ranking dos mais vistos, com US$2.2 milhões em caixa em seu fim de semana de estreia. Em seu caminho, sucessos com Acima de Qualquer Suspeita (com Harrison Ford), Linha Mortal (com Julia Roberts) e o fenômeno Ghost: Do Outro Lado da Vida. Fora isso, estreava na mesma semana um filme de teor semelhante, pronto para ser consumido pelas massas e ganhar o gosto popular: Darkman – Vingança Sem Rosto, de Sam Raimi. Assim, Convenção das Bruxas terminaria seu caminho nas salas americanas com algo em torno de US$15 milhões em caixa, valor relativamente baixo, mesmo para a época.

Por outro lado, Convenção das Bruxas se enquadra numa longa tradição de filmes redescobertos algum tempo depois no mercado de vídeo e nas TVs (onde grande parte dos fãs brasileiros o conheceu) após falhar em seu engajamento nas telonas. As avaliações favoráveis com os especialistas só cresce, marcando impressionantes 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. Fora isso, um editorial do mesmo agregador escrito por Rafael Motamayor aponta o filme como a produção infantil mais assustadora de todos os tempos. E você, conhece a obra? Essa é uma excelente oportunidade para assistir pela primeira vez ou ver de novo, já que o fim do mês marca as festividades do halloween – o dia das bruxas.

10 frases clássicas do cinema que são citadas erradamente

Quem não tem aquela música que você cantou errado a vida inteira até um dia descobrir a verdade? Todo mundo tem o seu “trocando de biquini sem parar” e isso não acontece apenas no mundo da música. O cinema também possui vários exemplos de frases que ficaram muito famosas mesmo nunca tendo aparecido em um filme. 

Pensando nisso, o CinePOP decidiu separar para vocês dez exemplos de frases clássicas do cinema, mas que nunca estiveram de fato na tela grande. E você vai se surpreender!

 

Star Wars: Episódio V – O Império Contra-ataca (1980)

Todo nerd que se preze, um dia, já imitou a rouca voz do vilão Darth Vader e soltou a clássica frase: “Luke, I am your father” (“Luke, eu sou seu pai“). Pois bem, se você fez isso, você fez errado. Tal frase nunca foi vista no filme dirigido por Irvin Kershner e idealizado por George Lucas. A frase correta, na verdade, é: “No, I am your father” (“Não, eu sou seu pai“). Na cena, Vader (voz de James Earl Jones) está respondendo a acusação de Luke (Mark Hamill) de que teria matado seu pai.

 

Casablanca (1942)

Um dos maiores clássicos da história do cinema, Casablanca também possui uma citação errada para chamar de sua. E, mais uma vez, em uma cena chave da produção. Desolado após o breve reencontro com Ilsa (Ingrid Bergman), Rick (Humphrey Bogart) pede para o pianista de seu bar, Sam (Dooley Wilson), tocar a música dos dois. O mundo relembra a cena como se Rick dissesse: “Play it again, Sam” (“Toque novamente, Sam“). Mas… o que ouvimos o personagem falar é “Play it, Sam. Play ‘As Time Goes By’” (“Toque, Sam. Toque ‘As Time Goes By’“). O erro ficou tão conhecido que “Play it again, Sam” virou até título original de peça/livro de Woody Allen.

 

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001)

Essa aqui até me fez colocar o DVD para assistir antes de publicar a matéria. Pouco antes de cair no precipício após o confronto com Balrog, Gandalf grita para a “sociedade do anel” fugir no primeiro capítulo de O Senhor dos Anéis. A maioria das pessoas cita que o mago grita “Run, you fools” (“Corram,seus tolos”). Mas não foi o caso. Na verdade, o personagem vivido por Ian McKellen fala “Fly, you fools” (“Voem, seus tolos”). Obviamente, o sentido é o mesmo. O voem era para saírem correndo dali, mas a escolha original mostra um pouco do vocabulário do mago então cinzento. 

 

Branca de Neve e os Sete Anões (1937)

Todo mundo sabe que a frase de Branca de Neve e os Sete Anões começa com “espelho, espelho meu”, não é mesmo? Pois bem… a verdade é que a versão original da frase é um pouquinho diferente. Popularmente conhecida como “Mirror, mirror, on the wall, who is the fairest of them all?” (“Espelho, espelho, na parede, quem é mais bela do que eu?“), a frase verdadeira é “Magic mirror on the wall, who is the fairest one of all?” (“Espelho mágico na parede, quem é a mais bela de todas?“).

 

Tubarão (1975)

Clássico dirigido por Steven Spielberg, considerado por muitos como o primeiro blockbuster da história da sétima arte, Tubarão também tem uma citação pra lá de equivocada correndo pelas bocas das pessoas. “We’re gonna need a bigger boat!” (“Vamos precisar de um barco maior!“) virou sensação da cultura pop e pode ser encontrada até mesmo em camisetas sendo vendidas por aí. Mas esta não é a frase usada por Roy Scheider no filme. Ele diz: “You’re gonna need a bigger boat!” (“Você vai precisar de um barco maior!“).

 

Wall Street – Poder e Cobiça (1987)

Clássico de Oliver Stone estrelado por Michael Douglas e Charlie Sheen, o primeiro Wall Street ficou conhecido pela frase “Greed is good” (“Cobiça é bom“). Mas a forma como foi dita no filme foi um pouco diferente. Na verdade, o Gordon Gekko vivido por Douglas fala “The point is, ladies and gentleman, that greed, for lack of a better word, is good.” (“O ponto, senhores e senhoras, é que cobiça, na falta de melhor palavra, é bom.“).

 

O Mágico de Oz (1939)

Um dos maiores clássicos da história do cinema. E a jornada de Dorothy pelo reino de Oz começa já com uma frase que ficou conhecida em sua forma errada. A maioria das pessoas acredita que a jovem interpretada por Judy Garland fala: “I don’t think we’re in Kansas anymore, Toto” (“Acho que não estamos mais no Kansas, Toto”). Mas, na verdade, é um pouquinho diferente. A citação exata é: “Toto, I’ve a feeling we’re not in Kansas anymore” (“Toto, tenho a impressão de que não estamos mais no Kansas”).

 

Campo dos Sonhos (1989)

Estrelado por Kevin Costner, Campo dos Sonhos é conhecido por fazer as pessoas chorarem e por imortalizar a frase “If you build it, they will come” (“Se você construir, eles virão“). Acontece… que não é essa a frase correta ouvida no longa. Parece um detalhe pequeno e desimportante, mas a citação exata é “If you build it, he will come.” (“Se você construir, ele virá”).

 

O Silêncio dos Inocentes (1991)

Hello, Clarice…” (“Olá, Clarice…“) na voz do Hannibal Lecter criado por Anthony Hopkins em O Silêncios dos Inocentes causa arrepios só de lembrar. Só que você, e muita gente, está simplesmente “lembrando” de forma equivocada. A frase correta dita por um dos maiores vilões da história da sétima arte é, na verdade, “Good evening, Clarice…” (“Boa noite, Clarice…“).

 

A Primeira Noite de um Homem (1967)

Obra-prima dirigida por Mike Nichols e protagonizada por Dustin Hoffman e Anne Bancroft, A Primeira Noite de um Homem (1967) também é regularmente citado de forma equivocada. E a cena em questão é uma das mais importantes do filme, o primeiro encontro entre Benjamin (Hoffman) e a Sra. Robinson (Bancroft). As pessoas costumam citar a frase “Mrs Robinson, are you trying to seduce me?” (“Sra. Robinson, você está tentando me seduzir?“), quando, na verdade, o correto é “Mrs Robinson, you’re trying to seduce me. Aren’t you?” (“Sra. Robinson, você está tentando me seduzir. Não está?“).

 

 

‘Resident Evil’: Claire e Leon são destaque em novas imagens da série da Netflix

Netflix divulgou duas novas imagens da série animada ‘Resident Evil: No Escuro Absoluto‘, produção original baseada na franquia de games da Capcom.

Confira:

A série mistura ficção científica e terror e traz de volta os clássicos personagens Claire Redfield, que investiga um casarão abandonado que se assemelha bastante com o da propriedade Baker em Resident Evil 7’, e Leon S. Kennedy, enfrentando um conhecido zumbi da saga.

Vale lembrar que a gigante do streaming também está desenvolvendo uma série live-action dos games, que terá 8 episódios.

Confira a sinopse:

A CIDADE DE CLEARFIELD, MARYLAND, ESTÁ HÁ MUITO TEMPO SOB A SOMBRA DE TRÊS GIGANTES NOMES APARENTEMENTE SEM RELAÇÃO — A UMBRELA CORPORATION, O DESATIVADO GREENWOOD ASYLUM E A CAPITAL WASHINGTON, D.C. HOJE, 26 ANOS APÓS A DESCOBERTA DO T-VIRUS, OS SEGREDOS GUARDADOS POR ESTES GRUPO COMEÇARÃO A SER REVELADOS COM OS PRIMEIROS SINAIS DE CONTAMINAÇÃO.

Ainda sem muitas informações reveladas, sabe-se que a produção estreia em 2021.

‘Invocação do Mal 3’: Patrick Wilson garante que a sequência será lançada em 2021

Invocação do Mal 3‘ estava programado para chegar às telonas em setembro deste ano, mas a Warner Bros. adiou a estreia para junho de 2021 por conta das paralisações causadas pela pandemia do Coronavírus.

Ainda assim, muitos fãs estão temendo um novo adiamento, como aconteceu com diversos outros filmes.

Pensando nisso, Patrick Wilson, intérprete de Ed Warren, acalmou o público e garantiu em seu perfil do Twitter que o longa será lançado no ano que vem.

Confira:

“O Coronavírus que se dane, vamos trazer Invocação do Mal 3‘ para vocês em 2021!”

Lembrando que a Warner Bros. divulgou um vídeo com o primeiro vislumbre do terror ‘Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio‘. Uma das cenas mostra que teremos um exorcismo bem diferente: em cima de uma mesa.

Confira:

Segundo a Warner Bros, a estreia por aqui acontece no dia 3 de junho de 2021, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio‘ será baseado mais uma vez em um dos casos reais solucionados por Ed e Lorraine Warren.

Dessa vez, não veremos uma casa mal-assombrada como nos dois primeiros filmes, e sim um dos casos mais assustadores e POLÊMICOS da história: a possessão demoníaca do jovem Arne Cheyenne Johnson, no caso conhecido como O Julgamento do Demônio Assassino/O Diabo Me Fez Fazer. 

Confira a descrição do trailer:

O vídeo começa falando sobre o caso de um homem que esfaqueou vinte e uma vezes um colega em um canil e foi inocentado alegando uma possessão demoníaca. Os juízes chamaram dois peritos para estudarem o caso: Ed e Lorraine Warren. Vemos os dois recebendo uma ligação e viajando para uma cidade, aonde entram em um necrotério com um corpo carbonizado. A cena é aterrorizante. Quando Lorraine toca no defunto, as luzes se apagam e uma entidade assustadora surge em uma cena extremamente aterrorizante! O clima parece ser tão assustador quanto os primeiros filmes.

James Wan não retornará para a direção; Michael Chaves (‘A Maldição da Chorona‘) assume em seu lugar.

‘The Undoing’: Nicole Kidman comemora estreia da minissérie com novas imagens dos bastidores

A nova minissérie da HBO, intitulada ‘The Undoing‘, já está em exibição e para comemorar a estreia da produção, a atriz Nicole Kidman compartilhou diversas novas imagens dos bastidores, por meio da sua conta oficial do Instagram.

Na ocasião, ela ainda agradeceu aos fãs que assistiram a estreia da minissérie, que aconteceu no último domingo (25).

Confira:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Thank you to everyone who joined us for the premiere of #TheUndoing last night ✨

Uma publicação compartilhada por Nicole Kidman (@nicolekidman) em


Para promover sua recém-estreada série de suspense The Undoing, os astros Nicole KidmanHugh Grant se reuniram em um bate-papo promovido pela HBO e revelaram alguns detalhes sobre a trama da produção.

Confira:

Assista ao trailer da minissérie:

Criada por David E. Kelley, a produção é uma adaptação do livro ‘You Should Have Known‘, de Jean Hanff Korelitz.

A trama conta a história de uma conselheira de casamentos, Grace Sachs (Nicole Kidman), cuja vida vira de ponta cabeça nas vésperas do lançamento de seu primeiro livro. A trama ainda envolve o desaparecimento do marido de Grace, o que leva a uma série de descobertas que mudarão sua vida para sempre.

O elenco ainda conta com Hugh Grant, Noah Jupe, Donald Sutherland e Edgar Ramirez.

‘Rick e Morty’: 5ª temporada já está no cronograma e vai abordar o mistério da Clone Beth

Os fãs de ‘Rick e Morty‘ podem comemorar, pois a 5ª temporada da popular série em animação já está nos planos da emissora Adult Swim. A informação foi confirmada pelo co-criador Dan Harmon, durante sua participação em um painel da convenção PaleyFest.

Na ocasião, ele ainda comentou sobre um dos maiores mistério da série: A Clone Beth. Segundo o criativo, a personagem também será abordada na nova temporada:

“Nós nunca estivemos tão em dia com o nosso cronograma como hoje. Isso meio que te faz focar em todo o processo, quando você já não tem essa atmosfera do escritório. Todos temos que conduzir essa colônia de abelhas de forma remota, para que o mel seja feito de forma consistente. Está funcionando para nós”.

A segunda metade da 4ª temporada da animação ‘Rick e Morty‘, composta por cinco novos episódios, já está disponível no catálogo brasileiro da Netflix.

Vale lembrar que a animação já está renovada para outros ciclos, em um acordo que garante mais 70 episódios inéditos à produção.

A série foi criada por Dan HarmonJustin Roiland.

A trama gira em torno das aventuras perigosas de Rick, um cientista gênio alcoólatra, e Morty, seu neto aparentemente ingênuo, que graças as viagens interdimensionais com seu avô começa a perceber o quão complexo o mundo a sua volta pode ser e o quão desastrosas as relações de causa e efeito podem ficar.

O elenco conta com as vozes de Justin Roiland, Chris Parnell, Spencer Grammer e Sarah Chalke.

‘Possuída’: Terror clássico de lobisomens virará série de televisão!

De acordo com o Deadline, a clássica franquia ‘Possuída‘ (Ginger Snaps) será adaptada para a televisão.

John Fawcett, cocriador e diretor do filme original, será o produtor executivo da série.

As produtoras Sid Gentle Films (‘Killing Eve‘) e Copperheart Entertainment (da franquia original) se uniram para tirar o projeto do papel.

Anna Ssemuyaba será responsável pelo roteiro da adaptação.

A trama segue duas irmãs, Ginger e Brigette, que são conscientemente afastadas das pessoas de sua cidade natal. Inseparáveis e fascinadas pelo macabro, elas fazem um pacto para fugir de casa aos 16 anos e viver em outro lugar. Mas, na noite de sua primeira menstruação, Ginger é ataca e infectada por um lobisomem, o que acaba iniciando um tipo monstruoso de puberdade. Brigette não consegue entender essa nova versão de sua irmã, que é violenta e sexual. Enquanto Ginger começa a deixar uma trilha de sangue em seu caminho, Brigette precisa descobre um jeito de aplacar as necessidades de sua irmã ou acabará perdendo-a para sempre.

O longa original foi lançado em 2000, e foi estrelado por Emily PerkinsKatharine Isabelle. A produção ainda rendeu duas sequências, que foram filmadas simultaneamente, ‘Possuída 2: Força Incontrolável‘ e ‘Possuída – O Início‘.

Crítica em Vídeo | Tenet é o filme mais mediano da carreira do Chris Nolan

O editor-chefe Renato Marafon traz a crítica em vídeo de ‘Tenet‘, nova superprodução do diretor Chris Nolan.

Assista a crítica:

Apesar da pandemia de coronavírus, ‘Tenet‘ segue elevando lentamente sua bilheteria dos cinemas mundiais. Neste final de semana, o longa ultrapassou a impressionante (considerando o período que vivemos) marca dos US$ 341 milhões mundialmente.

Apesar de reinar absoluto nos EUA, a produção arrecadou, até o momento, apenas US$ 52,5 milhões. O resultado se deve ao grande impacto da pandemia no país, que ainda mantém alguns dos seus principais mercados de portas fechadas.

O filme tem estreia prevista para 29 de Outubro no Brasil.

Crítica | Tenet é TUDO que se espera de um filme do Christopher Nolan

Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo inteiro, o Protagonista viaja através de um mundo crepuscular de espionagem internacional em uma missão que irá desenrolar em algo para além do tempo real. Não viagens no tempo. Inversões.

John David Washington, Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Michael CaineKenneth Branagh estrelam.

‘Colheita Maldita’: Novo filme da franquia ganha cartaz, sinopse e data de estreia

O novo filme da franquia Colheita Maldita, baseado no conto homônimo do mestre do terror Stephen King, ganhou cartaz, sinopse e data de estreia nos EUA.

Confira:

Na trama, uma menina psicopata de 12 anos em uma pequena cidade recruta todas as outras crianças e parte em uma confusão sangrenta, matando os adultos corruptos e qualquer outra pessoa que se oponha a ela. Um aluno brilhante do ensino médio que não vai seguir com o plano é a única esperança de sobrevivência da cidade. 

O filme estreia nos cinemas dos EUA dia 23 de Outubro.

A classificação indicativa oficial será maiores de idade (R-rated) em virtude de “violência e imagens sangrentas”.

A produção foi gravada durante o período de quarentena e funcionará como uma pré-sequência, narrando eventos que se passaram antes do primeiro filme – apesar de assumidamente não ter nenhuma conexão com a franquia original.

O longa é dirigido por Kurt Wimmer (‘Ultravioleta‘).

O elenco conta com Elena KampourisKate MoyerCallan Mulvey e Bruce Spence.

Produtor de ‘The Walking Dead’ apresenta casa do Halloween Horror Nights no Universal Studios; Assista!

O Halloween Horror Nights do Universal Studios traz cenas de bastidores em um novíssimo vídeo, que mostra uma casa assombrada planejada para o evento do próximo ano, a Puppet Theater: Captive Audience – o famoso produtor executivo Greg Nicotero foi o primeiro a dar uma espiada.

Fã de longa data do Halloween Horror Nights, Nicotero se junta a Mike Aiello, Diretor Sênior de Desenvolvimento Criativo do Universal Orlando, e Charles Gray, Diretor Sênior de Show – uma equipe com a qual ele já trabalhou na criação de experiências anteriores de Halloween Horror Nights –, para um tour pelos bastidores.

No vídeo, o trio discute o que é necessário para dar vida ao aterrorizante e principal evento de Halloween do mundo, desde os efeitos especiais até a arte de assustar, e muito mais.

Assista:

Em 2018, o editor-chefe Renato Marafon foi até o Universal Orlando para fazer uma matéria no assustador Halloween Horror Nights, que pela primeira vez na história contou com DEZ casas de Terror.

Assista a matéria:

‘A Hora do Pesadelo’: Freddy Krueger deve retornar em série de TV

Segundo o site Dark Horizons, a icônica saga de Freddy Krueger pode não ter acabado.

Novas informações indicam que a propriedade intelectual de Wes Craven, que faleceu em 2015, pode ganhar mais um capítulo oficial – e ideias já estão começando a surgir.

A companhia de Elijah WoodSpectreVision, está envolvida no processo de criar uma série televisiva baseada nos longas-metragens originais e, além disso, é possível que a narrativa retorne novamente para as telonas.

A franquia original teve início em 1984 e, desde então, arquitetou um inegável legado para o subgênero slasher, se estendendo ao longo de sete filmes e um remake.

A primeira investida foi dirigida e roteirizada por Craven, trazendo em seu elenco nomes como Robert EnglundJohnny DeppRonee BlakleyHeather LangenkampAmanda WyssNick Corri e outros.

Craven também voltaria a comandar A Hora do Pesadelo 7: O Novo Pesadelo’, em 1994. Em 2003, Freddy enfrentaria Jason Vorhees, o antagonista de Sexta-Feira 13, no cross-over Freddy vs. Jason. Em 2010, Jackie Earle Haley substituiria Englund no papel principal no remake A Hora do Pesadelo, que acabou se tornando um sucesso comercial apesar das críticas negativas.

No geral, a saga arrecadou mais de 583 milhões de dólares e tornou-se a terceira saga do terror mais lucrativa da história – perdendo para Sexta-Feira 13 (US$671,5 milhões) e Halloween (US$620,4 milhões).

Nenhuma outra informação foi divulgada.

Reboot de ‘Power Rangers’ contrata roteirista

De acordo com o The Hollywood Reporter, a Hasbro e o Entertainment One contrataram um roteirista para desenvolver os filmes e séries dos ‘Power Rangers‘.

O escolhido foi Bryan Edward Hill, roteirista de revistas em quadrinhos que já trabalhou nas editoras DC e Marvel, e ficou conhecido por escrever as HQs de ‘Batman and the Outsiders‘.

Jonathan Entwistle (‘I Am Not Okay with This‘) será o diretor.

Vale lembrar que os projetos serão interligados num universo compartilhado entre cinema e TV.

Entwistle está vinculado à reinicialização dos ‘Power Rangers‘ desde dezembro do ano passado, quando parte dos direitos da franquia ainda pertenciam à Paramount.

No entanto, como a Hasbro adquiriu 100% da marca, a produção ficará por conta do eOne, estúdio supervisionado pela companhia de brinquedos.

Por enquanto, ainda não há detalhes sobre a trama das atrações, mas rumores indicam que este novo universo pode ser baseado no arco ‘Shattered Grid‘, HQ que explora a união de diversos Rangers através de épocas diferentes.

Shattered Grid, Editora Boom! 2018

Através de um comunicado, Nick Meyer, o presidente do eOne comemorou a notícia:

“Jonathan tem uma visão criativa incrível para esta franquia icônica e de enorme sucesso, ele é o arquiteto perfeito para moldar o que está por vir. Estamos ansiosos para trabalhar com os contadores de histórias mais talentosos do ramo enquanto reinventamos os Rangers na TV e no cinema.”

Entwistle também expressou seu entusiasmo em uma breve declaração para divulgar os próximos projetos:

“Esta é uma oportunidade inacreditável de introduzir novos ‘Power Rangers‘ para as novas e antigas gerações de fãs. Vamos trazer o espírito analógico para o futuro, aproveitando a ação e a narrativa que fizeram desta marca um sucesso. Estou ansioso para trabalhar com as equipes da eOne e da Hasbro. Juntos, mal podemos esperar para compartilhar mais ‘Power Rangers com o mundo em breve.”

Confira o anúncio de Entwistle no Twitter:

“Vai ser divertido. Contar uma grande história dos Rangers no cinema e na TV.”

Ator toparia retornar para ‘TENET 2’

Em entrevista ao Nerd Reactor, o ator John David Washington afirmou ter interesse em retornar para uma sequência de ‘Tenet‘, afirmando que a franquia tem muito potencial para ser explorado.

“Eu espero [que tenha uma sequência]. Depende do Christopher Nolan, mas eu adoraria retornar porque há muitos caminhos que podemos seguir. Esse é um filme que você precisa assistir várias vezes. Acredito que há muitas teorias dos fãs por aí e eu acho que vale muito a pena. Acho que devemos fazer uma sequência; eu espero que sim.”

Sobre a veracidade de algumas populares teorias, o ator comenta: “Eu não sei, só o Chris pode responder isso, mas se pudermos fazer outro filme e introduzirmos esses elementos, seria muito divertido. Vamos ver o que irá acontecer.”

Vale lembrar que o longa está enfrentando dificuldades nas bilheterias por causa da pandemia de coronavírus. Mundialmente, o filme soma US$ 341 milhões, o que é um resultado fraco considerando o seu orçamento gigantesco de US$ 205 milhões.

Vale destacar ainda que o longa não enfrentará nenhum tipo de concorrência, pois os estúdios, temendo fracassos de bilheterias, adiaram seus grandes lançamentos pelos próximos meses, o que deve fazer ‘Tenet‘ manter um reinado absoluto e gradual nas bilheterias norte-americanas.

O filme tem estreia prevista para 29 de Outubro no Brasil.

Crítica | Tenet é TUDO que se espera de um filme do Christopher Nolan

Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo inteiro, o Protagonista viaja através de um mundo crepuscular de espionagem internacional em uma missão que irá desenrolar em algo para além do tempo real. Não viagens no tempo. Inversões.

John David Washington, Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Michael CaineKenneth Branagh estrelam.

Crítica | Borat 2 – Sacha Baron Cohen ESCANCARA o que Há de Pior na Sociedade Estadunidense

Borat está de volta. Isso por si só já seria suficiente para deixar qualquer um de nós num misto de animação e desconfiança – até porque ele chega com um filme cujo título é intraduzível. Mas, em um ano tão surreal como o de 2020, como não teríamos o retorno repentino deste personagem tão icônico da cinematografia?

Quatorze anos se passaram desde que o jornalista Borat (Sacha Baron Cohen) chacoalhou o cinema pela primeira vez. Porém, ao contrário do que ele mesmo esperava, Borat se tornou o pária do Cazaquistão por ter levado seu país ao ridículo no primeiro filme. Mas o governo cazaque lhe dá uma opção: para ser perdoado pelo seu país, Borat deve levar um presente ao líder Mike Pence, nos Estados Unidos: um macaco, estrela de filmes pornôs no Cazaquistão. Borat topa a parada e viaja de navio ao redor do mundo até chegar no Texas, mas, escondido na gaiola do macaco, sua filha Tutar (Maria Bakalova, que, em determinado ponto do filme fica parecendo uma das irmãs de ‘As Branquelas’) migrou para os EUA. Juntos, pai e filha viverão uma jornada de descobertas sociais que envolvem políticos como Donald Trump e Rudy Giuliani e homens influentes como Jeffrey Epstein.

O grande lance dos filmes do Borat é que o espectador nunca tem cem por cento de certeza se as pessoas que aparecem são atores de verdade ou cidadãos comuns. Algumas reações são tão genuínas e/ou absurdas, que a história elaborada por Anthony Hines, Dan Swimer e Nina Pedrad – junto com o próprio Sacha Baron Cohen – merece receber aplausos, por mais surreal que isso pareça. E todo esse cenário se torna ainda mais incrível (no real sentido de não ser possível acreditar no que vemos) quando nos damos conta de que tudo foi gravado durante a pandemia do corona vírus nos Estados Unidos, pegando desde o princípio do ano, quando Mike Pence declarava abertamente que os estadunidenses não seriam afetados pelo covid, quanto já nos meses recentes, com a reabertura de alguns locais. Inclusive, o final desse argumento é formidável.

Tal como no primeiro documentário, o que chama atenção no filme é o seu roteiro inteligentíssimo – dessa vez construído com muito mais sarcasmo, fúria e veneno por Sacha Baron Cohen, Peter Baynham, Erica Rivinoja, Dan Mazer, Jena Friedman, Lee Kern, Dan Swimer e Anthony Hines. Partindo da filha que aparece inesperadamente e passa a acompanhar Borat em sua missão, o roteiro aborda temas delicadíssimos e polêmicos, como o abuso sexual, o aborto, a submissão feminina, o porte de armas, o negacionismo, a supremacia branca, as fake news e a polarização política que divide aquele país, dentre outros. Com esse intuito, o roteiro enfia o dedo nessa ferida tão cheia de pus e escancara o quanto, a sociedade estadunidense é conivente com as atrocidades cometidas pelos seus líderes políticos.

E esse é o grande mérito da segunda incursão desse arteiro personagem nos cinemas – até porque ele constrói suas armadilhas usando cidadãos comuns do povo, filmando suas reações genuínas às inocentes barbaridades proferidas pelas competentes atuações de Sacha Baron Cohen e Maria Bakalova. Mas, em vez de ser direto e agressivo, Borat elabora suas esquetes para provocar o riso no espectador – e nós só rimos porque conseguimos reconhecer o ridículo absurdo das situações; rimos porque Borat reforça comportamentos abomináveis – como o racismo, o machismo, a xenofobia, o nazismo e a supremacia racial branca – para escancarar o quanto esses mesmos comportamentos condenáveis estão enraizados nas sociedades, servindo de alicerce para sua estruturação e, consequentemente, normalizadas no cotidiano do povo, que as reproduz.

Surpreendentemente, ‘Fita de Cinema Seguinte de Borat’ é um filme necessário nesse ano inacreditável de 2020. Não à toa, estreia às vésperas das eleições para presidente nos Estados Unidos. Mais que um filme, é uma importante e elaboradíssima crítica ao método ocidental liberal-capitalista de civilização.

Os 10 Piores Filmes Originais da Netflix

O CinePOP resolveu listar para você os piores filmes originais produzidos pela Netflix. E para tudo ficar mais democrático, como sempre, a pesquisa foi feita em cima da opinião do grande público – o que pode incluir críticos, cinéfilos, profissionais da indústria, especialistas, entusiastas e o espectador comum.

Antes de começarmos a lista, vale dizer que nem todos os filmes rechaçados por gregos e troianos encontraram lugar na lista, então aqui vão algumas menções honrosas (ou desonrosas) de filmes que são difíceis de defender: O Paradoxo Cloverfield (2018), Zerando a Vida (2016), História Real de um Assassino Falso (2016), Campo do Medo (2019), Perda Total (2018), O Silêncio (2019) e Pai do Ano (2018).

Sem mais delongas, vem conhecer.

10 | Sandy Wexler (2017)

Para não dizer que somos injustos e perseguimos Adam Sandler (que este ano pode ser indicado ao Oscar por Uncut Gems), vale ressaltar mais uma vez que esta lista se baseou na opinião geral do grande público. Curiosamente, o filme mais criticado da parceria entre Sandler e a Netflix foi Zerando a Vida, produção que não entrou na lista. Neste longa, o ator interpreta um agente de talentos, sempre visando o melhor para seus clientes, e em busca de novos astros. O filme é criado na forma de mockumentary, com depoimentos de personalidades reais sobre o personagem fictício – e para isso, Sandler usa sua influência conseguindo diversas participações de peso.

09 | Lá Vem os Pais (2018)

Ao contrário de Sandy Wexler, que possui uma pegada de drama, este longa recai mais para o humor escrachado, daí o possível motivo da rejeição dos fãs. Na trama, Sandler e o colega comediante Chris Rock são os pais de jovens noivos que estão para se casar (o primeiro, o pai da noiva, e o segundo, do noivo). De personalidades diferentes e classes sociais também, os dois precisarão conviver e fazer o dia especial de suas crias dar certo.

08 | The Titan (2018)

Depois de dois filmes da franquia Fúria de Titãs (2010 e 2012), o ator Sam Worthington retornou para protagoniza outro longa com a palavra no título. Este, porém, de um gênero e roteiro bem diferentes. Produção subestimada, é até injustiça colocar o longa na lista – bem, ao menos a meu ver, já que o filme foi realmente bem destratado pelo grande público. Uma ficção científica, The Titan mistura elementos de clássicos do gênero (como A Mosca, de Cronenberg) para contar a história de astronautas se preparando para explorar o espaço, e para isso precisando alterar seu DNA. O elenco traz ainda duas atrizes belas e talentosas, a prata da casa Taylor Schilling e Nathalie Emmanuel.

Crítica Netflix | The Titan – Ficção Científica com Taylor Schilling, musa da casa

07 | Os 6 Ridículos (2015)

Primeiro filme da parceria Sandler/Netflix, Os 6 Ridículos foi lançado no mesmo ano em que Quentin Tarantino estreava seu Os 8 Odiados. Se foi coincidência ou uma brincadeira saudável com o cineasta não me pergunte. Aqui, Sandler também protagoniza um faroeste, mas na trama apresenta personagens muito improváveis se descobrindo irmãos e precisando se unir para um bem maior. A comédia tem seus momentos.

06 | IO – O Último na Terra (2019)

Lançada este ano, esta ficção científica traz como protagonista a jovem Margaret Qualley, vista recentemente na obra de Quentin Tarantino, Era uma Vez em Hollywood. A ficção é um gênero no qual a Netflix gosta de apostar, mas nem sempre acerta. Aqui, Qualley vive uma cientista lutando para salvar a Terra da extinção, numa realidade de um futuro apocalíptico. Neste novo mundo devastado, ela acaba encontrando outro sobrevivente, interpretado por Anthony Mackie (o Falcão da Marvel), que, ao contrário dela, deseja deixar o planeta na próxima aeronave.

05 | Cascavel (2019)

Uma das produções mais recentes da lista, este filme mistura elementos de terror, com drama e mistério. O mal de muitas produções da Netflix é querer entupir seus roteiros com reviravoltas mil – como The Perfection, por exemplo. Muitos filmes começam de uma forma, abordando um tema, somente para depois abandoná-lo, se tornando algo totalmente diferente, muitas vezes jogando um balde de água fria no espectador. É o caso com este filme protagonizado pela talentosa Carmen Ejogo, que começa como um thriller desesperador de sobrevivência, quando a atriz tem que salvar sua filha de uma picada de cobra, e evolui para algo do tipo Arraste-me para o Inferno.

Crítica | Cascavel – Suspense da Netflix simplesmente não tem história

04 | O Último Capítulo (2016)

Filmes de casas assombradas podem render obras arrepiantes ou enfadonhas, dependendo de sua confecção. E aqui, segundo o grande público, este thriller sobrenatural recai no segundo item. Na trama, Ruth Wilson interpreta uma enfermeira contratada para tomar conta de uma famosa autora de livros de terror reclusa. No local, a protagonista começa a perceber que a lenda da velha mansão amaldiçoada pode ser mais real do que imagina.

03 | Death Note (2017)

Outro filme pelo qual o grande público pegou implicância. Uma das maiores reclamações aqui é que esta obra desvirtuou a ideia de seu material original. Bem, interpretações de uma história sempre são mais interessantes do que apenas se copiar o que já foi feito. Aqui temos boas atuações de LaKeith Stanfield como L, e principalmente o grande Willem Dafoe como o demônio Ryuk. E novamente no elenco, a jovem Margaret Qualley, no papel do objeto de afeto do jovem Light (Nat Wolff), um rapaz que assim como Aladdin, descobre um “gênio” que lhe concede desejos – mas ao invés de uma lâmpada, temos um livro.

Crítica | Death Note – adaptação de desenho japonês acerta no tom

02 | Seis Vezes Confusão (2019)

O humorista Marlon Wayans resolve dar uma de Eddie Murphy em sua segunda colaboração com a Netflix. Nesta comédia, ele vive um sujeito que descobre ter cinco irmãos gêmeos. E parte numa jornada para encontrá-los e conhecê-los. É claro que tudo não passa de uma desculpa para Wayans interpretar todos eles e tentar tirar graça das situações. Assim, ele pode viver um irmão com sobrepeso, uma presidiária, um malandro, um esnobe e um doente terminal, todos estereotipados e exagerados como Wayans gosta.

01 | Vende-se Esta Casa (2018)

E o grande vencedor (ou “perdedor”) não poderia ser outro. Pobre Dylan Minnette, que precisou protagonizar o filme que é tido como a pior produção original da Netflix até o momento. Desde que foi lançado, este suspense sobre um rapaz e sua mãe se mudando para uma misteriosa casa, vem sendo detonado pelos críticos e o público sem dó nem piedade. Um thriller/terror onde nada acontece, e dono de uma reviravolta pra lá de insatisfatória, não existe muito argumento que possa defender este longa de ocupar a primeira posição dos piores filmes originais da Netflix.

Crítica | Vende-se Esta Casa – Suspense da Netflix é ASSUSTADORAMENTE ruim

Crítica | Kadaver – Uma ‘Alice no País das Maravilhas’ Versão TERROR na Netflix

Os contos de fadas nem sempre buscavam alcançar (apenas) o público infantil. Quando escritos, por vezes eles visavam também o público adulto e possuíam mensagens subliminares oriundas de períodos sombrios da humanidade. Hoje, muitos estudos ajudam a esclarecer essas histórias, o que as abre para novas possibilidades de olhares. Através dessa nova perspectiva, chega à Netflix o terrorKadaver’.

Numa cidade arrasada pela guerra, onde as pessoas sequer têm o que comer e literalmente estão morrendo de fome e de frio pelas ruas, uma família tenta sobreviver escondida em casa. A pequena Alice (Tuva Olivia Remman) tem medo do bicho-papão, mas sua mãe, a ex-atriz Leo (Gitte Witt), os espanta para longe. Mas a verdade é que a família está na miséria, e Leo tenta usar o lúdico para que a realidade não afete sua filha. Tudo muda certa noite com a chegada de um misterioso teatro à cidade, que oferece aos moradores não só entretenimento, mas também um prato de comida. Com essa proposta tão atraente, Leo, Alice e Jacob (Thomas Gullestad) vão ao teatro de Mathias (Thorbjørn Harr), onde realidade e ficção se misturam de maneira bizarra e nada é o que parece.

Embora muitas pessoas possam achar ‘Kadaver’ previsível, ele só o é por uma única razão: o espectador já conhece o caminho dessa história por conta de seu grande referencial, ‘Alice no País das Maravilhas’. Os principais elementos da história de Lewis Carroll estão lá: a menina loira Alice, o coelho, o chá (que no filme vira um banquete), o anfitrião maluco (Mathias), o “corte a cabeça deles”, o espelho, os buracos, a questão do tempo e os inúmeros caminhos pelos quais se deve percorrer para voltar para casa. Não à toa, quando a família chega ao teatro, o mote do longa é apresentado pelo personagem Mathias, que vira para a pequena Alice e convida: “Alice? Você me deixa mostrar o meu País das Maravilhas para você?”

Com um argumento tão maneiro como esse e uma boa execução, Jarand Herdal acerta o tom na direção e no roteiro de ‘Kadaver’, desenrolando-o no tempo certo e uma boa produção de arte, ainda que perca um pouco de fôlego no terço final. Mesmo que o conceito do longa seja entregue de bandeja (com o perdão do trocadilho), muitos espectadores podem não pescar essa ideia, e tá tudo bem porque o filme se resolve mesmo sem essa perspectiva aliciana.

Outro aspecto muito interessante de ‘Kadaver’ (cujo título não faz jus à profundidade da produção, embora sirva para atrair o cinéfilo) é que ele manipula a curiosidade do espectador fazendo seus protagonistas irem atrás das informações junto com a gente. Aliás, essa é a proposta do tal teatro fictício: através do viés da peça itinerante, o público deve seguir os atores dentro da mansão de acordo com sua vontade, indo atrás do personagem cujo conflito lhe pareça mais interessante; em contrapartida, esses atores devem compor cenários super atraentes, de modo a fisgar o público.

Pelo viés do terror slasher e clássico, o longa norueguês ‘Kadaver’ é uma das produções mais originais da Netflix e, em duas horas de duração, entretém e gera repulsa – como um bom filme de terror deve fazer.

Crítica | Agente Infiltrada – Diane Kruger e Martin Freeman Estrelam Sonolento Filme de Espionagem

As políticas entre os países é uma coisa muito louca. Os cientistas políticos tentam estudar e esclarecer, mas a verdade é que cada país tem seus segredos e sua forma de governar, que nem sempre é a maneira como o país vizinho gerencia sua sociedade. Das diferenças, surgem os conflitos, os estranhamentos e as tentativas de sabotagem. Eventualmente, algumas dessas histórias vem à público, como em ‘Agente Infiltrada’, novo longa de espionagem baseado em fato real que chega essa semana às plataformas de aluguel de filme.

Thomas (Martin Freeman) é um dos gerentes da Mossad, o serviço secreto de Israel. Diante de uma missão especial, Thomas recruta Rachel (Diane Kruger), uma mulher que deverá trabalhar disfarçada como professora de inglês em Teerã, no Irã, mas cuja missão real é roubar dados de uma sofisticada empresa de tecnologia iraniana, encabeçada por Farhad (Cas Anvar). Só que em vez de tão somente roubar os dados do inimigo, Rachel acaba se envolvendo com ele, o que bagunça todo o andamento da operação.

Pelo enredo, o espectador consegue entender que esse é mais um filme de história de espionagem que envolve dois países com conflitos históricos. E sim, é isso mesmo. Em ‘Agente Infiltrada’ fica evidente como as relações nem um pouco diplomática entre esses países é tecida, com um tentando passar a perna no outro a qualquer custo, e como aquela região do Oriente Médio é conflituosa, ao ponto de, por exemplo, Israel (com a ajuda dos Estados Unidos e aliados) impor sanções que impedem forçosamente o desenvolvimento dos países árabes inimigos – que, por suas vezes, buscam no subterfúgio sua expansão econômica e tecnológica. É assim sobre o controle do petróleo, das armas nucleares, das matérias-primas para a base de eletrônicos, etc.

Tudo isso é importante ser explicado porque o roteiro de Yuval Adler – baseado no livro de Yiftach R. Atir – não deixa as coisas muito claras; centrado na protagonista Rachel, o enredo a acompanha em sua transformação dentro da missão secreta e seu envolvimento amoroso com Farhad, relegando ao espectador a função de ligar os pontos sobre o porquê das coisas, sobre quem é mocinho e quem é bandido, o objetivo da missão e quais os países envolvidos no drama. A bem da verdade nem mesmo a organização da Mossad fica clara no longa, uma vez que os encontros do grupo ocorrem na Alemanha.

Também as atuações não são exatamente memoráveis. O papel de Martin Freeman inclina-se mais para um paizão do que para um supervisor de um serviço secreto, ao qual o ator conferiu expressões de preocupação afetiva, não de comprometimento com a causa. E Diane Kruger, outrora vencedora da Palma de Ouro de Melhor Atriz em Cannes, reprimiu as emoções para pouco evoluir numa personagem que poderia ter recebido bem mais emoção.

Em suma, ‘Agente Infiltrada’ é um confuso e sonolento filme de espionagem, cujo único atrativo é a história de bastidor, de que o diretor Yuval Adler gravou cenas escondidas em Teerã, sem que o governo iraniano soubesse, sem dizer-se israelense, através de uma produtora alemã (que por sua vez contratou uma produtora francesa), que filmou as cenas.

Amaldiçoados | Os 15 Anos do FLOP de Wes Craven e Kevin Williamson

Quando pensamos na união da dupla Wes Craven e Kevin Williamson, a primeira coisa que nos vem à mente é a franquia Pânico. No entanto, nove anos depois do filme original, os cineastas voltaram a se reunir para dar sua visão a um universo jovem, desta vez em torno da mitologia do lobisomem. Com a confirmação de um novo filme do monstro peludo (já em fase de pré-produção) pelas mãos da Universal Pictures, dando continuidade ao sucesso de O Homem Invisível (2020), criado pelo mesmo Leigh Whannell e com o astro Ryan Gosling no papel principal, esta é uma boa oportunidade para revisitarmos um filme de mesmo tema – criado por dois mestres do terror – que está completando 15 anos em 2020.

Amaldiçoados (Cursed) foi lançado no dia 25 de fevereiro de 2005 nos EUA (sem uma exibição para a imprensa – o que nunca é um bom sinal), chegando em nosso país cinco meses depois, no dia 15 de julho de 2005. O diretor Wes Craven, é claro, se tornou uma lenda no gênero ao entregar em 1984, A Hora do Pesadelo – um dos filmes de terror mais famosos de todos os tempos, e que gerou uma franquia de nada menos que nove filmes. Andando meio mal das pernas em meados da década de 1990, ele daria a volta por cima, reinventando o cinema slasher para toda uma geração ao dirigir o roteiro de um novato no ramo em seu primeiro texto para o cinema – o escritor Kevin Williamson. É claro que falamos do sucesso Pânico (1996).

A dupla se reencontrou para a sequência Pânico 2 (1997) um ano depois, e a esta altura Williamson já era tido como o novo Midas do terror adolescente, entregando roteiros para Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, Prova Final (numa parceria com Robert Rodriguez) e até se arriscando na direção com Tentação Fatal. Além, é claro, de criar seu próprio programa na TV: Dawson’s Creek (1998-2003), fenômeno juvenil que exportou talentos como Katie Holmes e principalmente Michelle Williams. Muitos podem não saber, mas o roteirista também foi responsável pela criação de seriados de sucesso depois do drama coming of age citado, como Diários de um Vampiro (The Vampire Diaries), que durou oito temporadas; e The Following, protagonizada por Kevin Bacon.

Devido a uma agenda cheia (segundo afirma o roteirista), Williamson ficou de fora de Pânico 3 (2000) – o elo mais fraco da “quadrilogia” – com texto assinado por Ehren Kruger. Assim, por quase dez anos sem trabalhar juntos, os colegas estavam sentindo saudade da parceria e resolveram arquitetar um projeto para reatar os laços. Tudo, é claro, capitaneado pela mesma Dimension Films (braço da Miramax, estúdio dos irmãos Weinstein, para lançar obras de terror e ficção). Os planos originais eram para uma franquia, nos moldes de Scream. Assim nascia o problemático Amaldiçoados (cujo título faz alusão à maldição da besta, tirado do clássico O Lobisomem, 1941), obra que pretendia ser tão esperta quanto à parceria anterior da dupla, trazendo o tema para a Los Angeles moderna, e fazendo para os filmes de lobisomem o que seu primeiro trabalho fez para os slasher de assassinos mascarados.

Existe muito para saber antes de crucificarmos o resultado final, que, diga-se de passagem, é uma bagunça completa. O filme viveu para se tornar um fracasso, um dos maiores nas carreiras de ambos Wes Craven e Kevin Williamson, além de todos os outros envolvidos. Dono de 17% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, o longa contou com um orçamento de US$38 milhões (o qual segundo as más línguas ultrapassou os US$40 milhões) e viu de volta apenas US$19 milhões nos EUA – e mais US$10 milhões ao redor do mundo.

O que vemos em tela no produto final é um whodunit (no estilo Pânico) com lobisomens, onde a pergunta é quem dentre os jovens personagens é a verdadeira identidade da besta espreitando e dilacerando suas vítimas. A trama gira em torno de um acidente de carros na famosa estrada Mulholland Drive, onde uma criatura mitológica fere dois irmãos, aos poucos transformando-os em seres semelhantes. A “Sidney” da vez é Ellie, personagem de uma Christina Ricci (Família Addams) sem qualquer energia. Seu irmão caçula Jimmy é vivido por Jesse Eisenberg – já exibindo muitos de seus maneirismos e carisma nerd em um de seus primeiros papeis de destaque no cinema. Sua subtrama, aliás, tem muito de O Garoto do Futuro (1985), clássico 80’s com Michael J. Fox, já que de nerd retraído e impopular ele se torna a sensação do colégio, até mesmo conquistando a garota de seus sonhos, após ir se transformando num lobisomem.

A trama se divide em duas, com dois núcleos que se cruzam ao final. Temos o núcleo do high school de Jimmy, com a paquera Kristina Anapau (True Blood) e o valentão Milo Ventimiglia (o filho de Rocky Balboa nos últimos filmes); e o núcleo adulto, com Ricci nos bastidores de um talk show, onde se encontram a irritante colega de trabalho (Judy Greer, a filha de Jamie Lee Curtis no reboot de Halloween) e o namorado (Joshua Jackson, da citada Dawson’s Creek). Temos ainda as participações da cantora Mya (sensação no início dos anos 2000, sendo parte do quarteto da chiclete Lady Marmalade – que embalou a superprodução Moulin Rouge) e de Portia de Rossi (esposa da apresentadora Ellen DeGeneres) como uma vidente que prevê a tragédia toda. As semelhanças com a fórmula de Pânico continuam com uma primeira vítima famosa (Shannon Elizabeth, de American Pie e 13 Fantasmas), a suspeita do envolvimento do namorado, cameos com tiração de sarro (aqui com o ator Scott Baio e o apresentador Craig Killborn interpretando eles mesmos) e o uso de humor – que nunca acerta a nota, se tornando não intencional.

Alguns envolvidos, como a atriz Judy Greer e o próprio diretor Wes Craven, por exemplo, se pronunciaram sobre a produção ao longo destes 15 anos. Greer diz ter se divertido muito durante as filmagens e afirmou, durante uma entrevista em 2014, não entender como o longa pôde ter saído tanto dos trilhos. Segundo ela, o roteiro era engraçado e eles filmaram material suficiente para uns três filmes. Já o saudoso mestre Craven, falecido em 2015, relembrava de sua experiência no filme com pesar. O diretor revelou ter perdido dois anos e meio de sua vida com um filme que não saiu como foi pensado, devido à interferência do estúdio – nesse período deixando outros projetos de lado em nome do dinheiro (segundo Craven, os Weinstein pagaram o dobro do salário do diretor para que ele permanecesse no projeto, e isso custou um preço alto à sua carreira – depois de Amaldiçoados, o cineasta lançou apenas mais três filmes).

Amaldiçoados sofreu um embargo de mais de um ano para ser lançado (o projeto teve início em 2000 e a produção começou em 2003), e quando finalmente chegou às salas nos EUA, o apresentador Craig Killborn (parte da trama, já que a protagonista trabalha em seu programa) já havia sido substituído por Craig Ferguson no Talk Show The Late Late Show. Ou seja, mais um tiro no pé da produção. O motivo do atraso foi a exigência do poderoso chefão Harvey Weinstein para que o roteiro fosse reescrito e mais da metade do filme fosse regravado – uma prática comum dos Weinstein, segundo relatos. Os produtores queriam um filme nos moldes do sucesso Pânico, daí o resultado final com inúmeras semelhanças, como o desfecho com o namorado da protagonista.

Craven e o editor Patrick Lussier (Drácula 2000, Dia dos Namorados Macabro 3D e Fúria Sobre Rodas) tiveram que se virar nos trinta, e entregar praticamente um filme novo. O fato causou a debandada de parte do elenco, e outros tantos foram sumariamente limados do corte final, uma manobra bem no estilo de Terrence Malick. Gente como Heather Langenkamp (a Nancy de A Hora do Pesadelo), Scott Foley (Pânico 3), Omar Epps (Pânico 2), Robert Forster (Jackie Brown) e Corey Feldman (Os Garotos Perdidos) terminaram junto de suas cenas no chão da sala de edição. Já outros como Skeet Ulrich (o Billy Loomis de Pânico), que seria um dos protagonistas e o namorado original, e Mandy Moore, pediram para sair, sendo substituídos por Joshua Jackson e Mya respectivamente.

Ao menos, em todas as versões e alterações, o crédito do roteiro sempre foi de Kevin Williamson. Mas será que isso é uma coisa boa? Afinal, a edição pode picotar o seu texto e aqui foi exatamente isso que aconteceu através dos mandos e desmandos dos Weinstein. Cenas desconexas, como a abertura na qual a personagem de Mya simplesmente desaparece deixando a amiga Shannon Elizabeth sozinha à noite na praia, já haviam sido filmadas com outro contexto e inseridas em outra parte da estrutura narrativa. Essa, por exemplo, era uma cena que ocorreria mais para frente no filme, e era um momento protagonizado entre Elizabeth e Skeet Ulrich (cena filmada inclusive), onde a personagem chama por Vince, depois dublada como “Jenny”. Tudo isso faz de Amaldiçoados, embora sendo um filme sobre lobisomens, uma produção verdadeiramente Frankenstein, na qual muito não se encaixa em sua curta projeção de 90 minutos.

Até mesmo os efeitos práticos da criatura peluda originalmente tinham a mão de Rick Baker, uma sumidade no tópico tendo levado os Oscar de maquiagem pelo clássico Um Lobisomem Americano em Londres e pelo remake O Lobisomem (2010) – além de uma carreira com mais 5 estatuetas da Academia. Com as refilmagens, Baker saiu, sendo substituído pela empresa KNB. Os Weinstein não gostaram nada dos efeitos práticos criados pela companhia (que convenhamos, são bem capengas), ordenando que fossem quase todos substituídos por CGI (os efeitos de computadores) – que melhoram a coisa um pouquinho. O editor Patrick Lussier inclusive afirmou que ainda possui as três edições filmadas, a versão bruta ainda sem cortes com o elenco original completamente diferente, o desfecho original, cenas mais violentas e com muito mais gore em sua totalidade, e inclusive os efeitos práticos de lobisomem criados por Rick Baker. Apesar dos fãs de Craven exigirem tal versão, os proprietários dos direitos pouco se mexem para realizar essa vontade. Onde está um #releasethecravencut de Amaldiçoados quando precisamos dele?

‘Jovens Bruxas – Nova Irmandade’: Sequência ganha data de estreia nos cinemas brasileiros

Jovens Bruxas – Nova Irmandade‘, sequência do clássico filme de 1996, ganhou data de estreia nos cinemas brasileiros.

O susense será lançado nos cinemas daqui no dia 5 de novembro.

Vale lembrar que nos EUA a produção será lançada direto em VOD Premium.

Jovens Bruxas – Nova Irmandade‘ foi escrito e dirigido por Zoe Lister-Jones.

Um eclético quarteto de adolescentes aspirantes à bruxas recebem mais do que jamais esperavam ao se aprofundar no uso de seus recém descobertos poderes.

Cailee Spaeny, Gideon Adlon, Lovie Simone e Zoey Luna estrelam a nova versão.

Confira:

‘Convenção das Bruxas’: Remake ganha data de estreia nos cinemas brasileiros; Confira as críticas!

O aguardado remake de ‘Convenção das Bruxas‘ já tem data de estreia nos cinemas brasileiros.

A assessoria da Warner Bros. revelou ao CinePOP que o filme estreia por aqui no dia 19 de Novembro.

Ao contrário do Brasil, o filme foi lançado nos EUA direto no streaming da HBOMax.

Compare as cenas do original de 1990 com a nova versão:

Convenção das Bruxas‘ conquistou 51% de aprovação no Rotten Tomatoes e dividiu opiniões, mas recebeu elogios pela eletrizante e enérgica atuação da atriz Anne Hathaway, que carrega a produção com uma abordagem mais performática da Bruxa Mãe.

Confira as principais avaliações já publicadas:

“O feitiço não foi lançado” – Peter Bradshaw, Guardian

“Precisamos mesmo de outra versão? Não, mas Anne Hathaway claramente apreciou a oportunidade”. – Clarisse Loughrey, Independent (UK)

“Ainda assim, a imagem permanente é a de Hathaway como Lilith … E é uma performance e tanto”. – Kevin Maher, Times (UK)

“Talvez este filme seja voltado para crianças mais jovens do que o original (e certamente o livro), mas Zemeckis, como co-roterista, suaviza demais a história”. – Bill Goodykoontz, Arizona Republic

“O filme, em sua melhor forma, é grosseiro, bobo, amigável e perturbador, o que pode ser tudo o que importa”. – Richard Lawson, Vanity Fair

“Os efeitos especiais são de primeira classe e as performances são muito exageradas, mas divertidas. Porém, Convenção das Bruxas é muito perturbador para crianças pequenas e não ousado o bastante para cativar os adultos”. – Richard Roeper, Chicago Sun-Times

 

Dirigido por Robert Zemeckis, o longa é baseado no livro homônimo lançado em 1983, escrito por Roald Dahl. O material já havia sido adaptado para as telonas em 1990, estrelado por Anjelica Huston.

A trama segue um menino órfão (Bruno) que, no final de 1967, vai morar com sua amada avó (Spencer) na cidade rural de Demopolis, no Alabama. O menino e sua avó se deparam com algumas bruxas enganosamente fascinantes, mas completamente diabólicas, de modo que a avó sabiamente leva nosso jovem herói para um resort à beira-mar opulento. Lamentavelmente, eles chegam exatamente no mesmo momento em que a Grã-bruxa do mundo (Hathaway) reuniu seus companheiros de todo o mundo – disfarçados – para realizar seus planos nefastos.

O elenco conta com Anne HathawayOctavia Spencer, Stanley Tucci, Jahzir Kadeem Bruno.