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Crítica | Borat 2 – Sacha Baron Cohen ESCANCARA o que Há de Pior na Sociedade Estadunidense

Borat está de volta. Isso por si só já seria suficiente para deixar qualquer um de nós num misto de animação e desconfiança – até porque ele chega com um filme cujo título é intraduzível. Mas, em um ano tão surreal como o de 2020, como não teríamos o retorno repentino deste personagem tão icônico da cinematografia?

Quatorze anos se passaram desde que o jornalista Borat (Sacha Baron Cohen) chacoalhou o cinema pela primeira vez. Porém, ao contrário do que ele mesmo esperava, Borat se tornou o pária do Cazaquistão por ter levado seu país ao ridículo no primeiro filme. Mas o governo cazaque lhe dá uma opção: para ser perdoado pelo seu país, Borat deve levar um presente ao líder Mike Pence, nos Estados Unidos: um macaco, estrela de filmes pornôs no Cazaquistão. Borat topa a parada e viaja de navio ao redor do mundo até chegar no Texas, mas, escondido na gaiola do macaco, sua filha Tutar (Maria Bakalova, que, em determinado ponto do filme fica parecendo uma das irmãs de ‘As Branquelas’) migrou para os EUA. Juntos, pai e filha viverão uma jornada de descobertas sociais que envolvem políticos como Donald Trump e Rudy Giuliani e homens influentes como Jeffrey Epstein.

O grande lance dos filmes do Borat é que o espectador nunca tem cem por cento de certeza se as pessoas que aparecem são atores de verdade ou cidadãos comuns. Algumas reações são tão genuínas e/ou absurdas, que a história elaborada por Anthony Hines, Dan Swimer e Nina Pedrad – junto com o próprio Sacha Baron Cohen – merece receber aplausos, por mais surreal que isso pareça. E todo esse cenário se torna ainda mais incrível (no real sentido de não ser possível acreditar no que vemos) quando nos damos conta de que tudo foi gravado durante a pandemia do corona vírus nos Estados Unidos, pegando desde o princípio do ano, quando Mike Pence declarava abertamente que os estadunidenses não seriam afetados pelo covid, quanto já nos meses recentes, com a reabertura de alguns locais. Inclusive, o final desse argumento é formidável.

Tal como no primeiro documentário, o que chama atenção no filme é o seu roteiro inteligentíssimo – dessa vez construído com muito mais sarcasmo, fúria e veneno por Sacha Baron Cohen, Peter Baynham, Erica Rivinoja, Dan Mazer, Jena Friedman, Lee Kern, Dan Swimer e Anthony Hines. Partindo da filha que aparece inesperadamente e passa a acompanhar Borat em sua missão, o roteiro aborda temas delicadíssimos e polêmicos, como o abuso sexual, o aborto, a submissão feminina, o porte de armas, o negacionismo, a supremacia branca, as fake news e a polarização política que divide aquele país, dentre outros. Com esse intuito, o roteiro enfia o dedo nessa ferida tão cheia de pus e escancara o quanto, a sociedade estadunidense é conivente com as atrocidades cometidas pelos seus líderes políticos.

E esse é o grande mérito da segunda incursão desse arteiro personagem nos cinemas – até porque ele constrói suas armadilhas usando cidadãos comuns do povo, filmando suas reações genuínas às inocentes barbaridades proferidas pelas competentes atuações de Sacha Baron Cohen e Maria Bakalova. Mas, em vez de ser direto e agressivo, Borat elabora suas esquetes para provocar o riso no espectador – e nós só rimos porque conseguimos reconhecer o ridículo absurdo das situações; rimos porque Borat reforça comportamentos abomináveis – como o racismo, o machismo, a xenofobia, o nazismo e a supremacia racial branca – para escancarar o quanto esses mesmos comportamentos condenáveis estão enraizados nas sociedades, servindo de alicerce para sua estruturação e, consequentemente, normalizadas no cotidiano do povo, que as reproduz.

Surpreendentemente, ‘Fita de Cinema Seguinte de Borat’ é um filme necessário nesse ano inacreditável de 2020. Não à toa, estreia às vésperas das eleições para presidente nos Estados Unidos. Mais que um filme, é uma importante e elaboradíssima crítica ao método ocidental liberal-capitalista de civilização.

Os 10 Piores Filmes Originais da Netflix

O CinePOP resolveu listar para você os piores filmes originais produzidos pela Netflix. E para tudo ficar mais democrático, como sempre, a pesquisa foi feita em cima da opinião do grande público – o que pode incluir críticos, cinéfilos, profissionais da indústria, especialistas, entusiastas e o espectador comum.

Antes de começarmos a lista, vale dizer que nem todos os filmes rechaçados por gregos e troianos encontraram lugar na lista, então aqui vão algumas menções honrosas (ou desonrosas) de filmes que são difíceis de defender: O Paradoxo Cloverfield (2018), Zerando a Vida (2016), História Real de um Assassino Falso (2016), Campo do Medo (2019), Perda Total (2018), O Silêncio (2019) e Pai do Ano (2018).

Sem mais delongas, vem conhecer.

10 | Sandy Wexler (2017)

Para não dizer que somos injustos e perseguimos Adam Sandler (que este ano pode ser indicado ao Oscar por Uncut Gems), vale ressaltar mais uma vez que esta lista se baseou na opinião geral do grande público. Curiosamente, o filme mais criticado da parceria entre Sandler e a Netflix foi Zerando a Vida, produção que não entrou na lista. Neste longa, o ator interpreta um agente de talentos, sempre visando o melhor para seus clientes, e em busca de novos astros. O filme é criado na forma de mockumentary, com depoimentos de personalidades reais sobre o personagem fictício – e para isso, Sandler usa sua influência conseguindo diversas participações de peso.

09 | Lá Vem os Pais (2018)

Ao contrário de Sandy Wexler, que possui uma pegada de drama, este longa recai mais para o humor escrachado, daí o possível motivo da rejeição dos fãs. Na trama, Sandler e o colega comediante Chris Rock são os pais de jovens noivos que estão para se casar (o primeiro, o pai da noiva, e o segundo, do noivo). De personalidades diferentes e classes sociais também, os dois precisarão conviver e fazer o dia especial de suas crias dar certo.

08 | The Titan (2018)

Depois de dois filmes da franquia Fúria de Titãs (2010 e 2012), o ator Sam Worthington retornou para protagoniza outro longa com a palavra no título. Este, porém, de um gênero e roteiro bem diferentes. Produção subestimada, é até injustiça colocar o longa na lista – bem, ao menos a meu ver, já que o filme foi realmente bem destratado pelo grande público. Uma ficção científica, The Titan mistura elementos de clássicos do gênero (como A Mosca, de Cronenberg) para contar a história de astronautas se preparando para explorar o espaço, e para isso precisando alterar seu DNA. O elenco traz ainda duas atrizes belas e talentosas, a prata da casa Taylor Schilling e Nathalie Emmanuel.

Crítica Netflix | The Titan – Ficção Científica com Taylor Schilling, musa da casa

07 | Os 6 Ridículos (2015)

Primeiro filme da parceria Sandler/Netflix, Os 6 Ridículos foi lançado no mesmo ano em que Quentin Tarantino estreava seu Os 8 Odiados. Se foi coincidência ou uma brincadeira saudável com o cineasta não me pergunte. Aqui, Sandler também protagoniza um faroeste, mas na trama apresenta personagens muito improváveis se descobrindo irmãos e precisando se unir para um bem maior. A comédia tem seus momentos.

06 | IO – O Último na Terra (2019)

Lançada este ano, esta ficção científica traz como protagonista a jovem Margaret Qualley, vista recentemente na obra de Quentin Tarantino, Era uma Vez em Hollywood. A ficção é um gênero no qual a Netflix gosta de apostar, mas nem sempre acerta. Aqui, Qualley vive uma cientista lutando para salvar a Terra da extinção, numa realidade de um futuro apocalíptico. Neste novo mundo devastado, ela acaba encontrando outro sobrevivente, interpretado por Anthony Mackie (o Falcão da Marvel), que, ao contrário dela, deseja deixar o planeta na próxima aeronave.

05 | Cascavel (2019)

Uma das produções mais recentes da lista, este filme mistura elementos de terror, com drama e mistério. O mal de muitas produções da Netflix é querer entupir seus roteiros com reviravoltas mil – como The Perfection, por exemplo. Muitos filmes começam de uma forma, abordando um tema, somente para depois abandoná-lo, se tornando algo totalmente diferente, muitas vezes jogando um balde de água fria no espectador. É o caso com este filme protagonizado pela talentosa Carmen Ejogo, que começa como um thriller desesperador de sobrevivência, quando a atriz tem que salvar sua filha de uma picada de cobra, e evolui para algo do tipo Arraste-me para o Inferno.

Crítica | Cascavel – Suspense da Netflix simplesmente não tem história

04 | O Último Capítulo (2016)

Filmes de casas assombradas podem render obras arrepiantes ou enfadonhas, dependendo de sua confecção. E aqui, segundo o grande público, este thriller sobrenatural recai no segundo item. Na trama, Ruth Wilson interpreta uma enfermeira contratada para tomar conta de uma famosa autora de livros de terror reclusa. No local, a protagonista começa a perceber que a lenda da velha mansão amaldiçoada pode ser mais real do que imagina.

03 | Death Note (2017)

Outro filme pelo qual o grande público pegou implicância. Uma das maiores reclamações aqui é que esta obra desvirtuou a ideia de seu material original. Bem, interpretações de uma história sempre são mais interessantes do que apenas se copiar o que já foi feito. Aqui temos boas atuações de LaKeith Stanfield como L, e principalmente o grande Willem Dafoe como o demônio Ryuk. E novamente no elenco, a jovem Margaret Qualley, no papel do objeto de afeto do jovem Light (Nat Wolff), um rapaz que assim como Aladdin, descobre um “gênio” que lhe concede desejos – mas ao invés de uma lâmpada, temos um livro.

Crítica | Death Note – adaptação de desenho japonês acerta no tom

02 | Seis Vezes Confusão (2019)

O humorista Marlon Wayans resolve dar uma de Eddie Murphy em sua segunda colaboração com a Netflix. Nesta comédia, ele vive um sujeito que descobre ter cinco irmãos gêmeos. E parte numa jornada para encontrá-los e conhecê-los. É claro que tudo não passa de uma desculpa para Wayans interpretar todos eles e tentar tirar graça das situações. Assim, ele pode viver um irmão com sobrepeso, uma presidiária, um malandro, um esnobe e um doente terminal, todos estereotipados e exagerados como Wayans gosta.

01 | Vende-se Esta Casa (2018)

E o grande vencedor (ou “perdedor”) não poderia ser outro. Pobre Dylan Minnette, que precisou protagonizar o filme que é tido como a pior produção original da Netflix até o momento. Desde que foi lançado, este suspense sobre um rapaz e sua mãe se mudando para uma misteriosa casa, vem sendo detonado pelos críticos e o público sem dó nem piedade. Um thriller/terror onde nada acontece, e dono de uma reviravolta pra lá de insatisfatória, não existe muito argumento que possa defender este longa de ocupar a primeira posição dos piores filmes originais da Netflix.

Crítica | Vende-se Esta Casa – Suspense da Netflix é ASSUSTADORAMENTE ruim

Crítica | Kadaver – Uma ‘Alice no País das Maravilhas’ Versão TERROR na Netflix

Os contos de fadas nem sempre buscavam alcançar (apenas) o público infantil. Quando escritos, por vezes eles visavam também o público adulto e possuíam mensagens subliminares oriundas de períodos sombrios da humanidade. Hoje, muitos estudos ajudam a esclarecer essas histórias, o que as abre para novas possibilidades de olhares. Através dessa nova perspectiva, chega à Netflix o terrorKadaver’.

Numa cidade arrasada pela guerra, onde as pessoas sequer têm o que comer e literalmente estão morrendo de fome e de frio pelas ruas, uma família tenta sobreviver escondida em casa. A pequena Alice (Tuva Olivia Remman) tem medo do bicho-papão, mas sua mãe, a ex-atriz Leo (Gitte Witt), os espanta para longe. Mas a verdade é que a família está na miséria, e Leo tenta usar o lúdico para que a realidade não afete sua filha. Tudo muda certa noite com a chegada de um misterioso teatro à cidade, que oferece aos moradores não só entretenimento, mas também um prato de comida. Com essa proposta tão atraente, Leo, Alice e Jacob (Thomas Gullestad) vão ao teatro de Mathias (Thorbjørn Harr), onde realidade e ficção se misturam de maneira bizarra e nada é o que parece.

Embora muitas pessoas possam achar ‘Kadaver’ previsível, ele só o é por uma única razão: o espectador já conhece o caminho dessa história por conta de seu grande referencial, ‘Alice no País das Maravilhas’. Os principais elementos da história de Lewis Carroll estão lá: a menina loira Alice, o coelho, o chá (que no filme vira um banquete), o anfitrião maluco (Mathias), o “corte a cabeça deles”, o espelho, os buracos, a questão do tempo e os inúmeros caminhos pelos quais se deve percorrer para voltar para casa. Não à toa, quando a família chega ao teatro, o mote do longa é apresentado pelo personagem Mathias, que vira para a pequena Alice e convida: “Alice? Você me deixa mostrar o meu País das Maravilhas para você?”

Com um argumento tão maneiro como esse e uma boa execução, Jarand Herdal acerta o tom na direção e no roteiro de ‘Kadaver’, desenrolando-o no tempo certo e uma boa produção de arte, ainda que perca um pouco de fôlego no terço final. Mesmo que o conceito do longa seja entregue de bandeja (com o perdão do trocadilho), muitos espectadores podem não pescar essa ideia, e tá tudo bem porque o filme se resolve mesmo sem essa perspectiva aliciana.

Outro aspecto muito interessante de ‘Kadaver’ (cujo título não faz jus à profundidade da produção, embora sirva para atrair o cinéfilo) é que ele manipula a curiosidade do espectador fazendo seus protagonistas irem atrás das informações junto com a gente. Aliás, essa é a proposta do tal teatro fictício: através do viés da peça itinerante, o público deve seguir os atores dentro da mansão de acordo com sua vontade, indo atrás do personagem cujo conflito lhe pareça mais interessante; em contrapartida, esses atores devem compor cenários super atraentes, de modo a fisgar o público.

Pelo viés do terror slasher e clássico, o longa norueguês ‘Kadaver’ é uma das produções mais originais da Netflix e, em duas horas de duração, entretém e gera repulsa – como um bom filme de terror deve fazer.

Crítica | Agente Infiltrada – Diane Kruger e Martin Freeman Estrelam Sonolento Filme de Espionagem

As políticas entre os países é uma coisa muito louca. Os cientistas políticos tentam estudar e esclarecer, mas a verdade é que cada país tem seus segredos e sua forma de governar, que nem sempre é a maneira como o país vizinho gerencia sua sociedade. Das diferenças, surgem os conflitos, os estranhamentos e as tentativas de sabotagem. Eventualmente, algumas dessas histórias vem à público, como em ‘Agente Infiltrada’, novo longa de espionagem baseado em fato real que chega essa semana às plataformas de aluguel de filme.

Thomas (Martin Freeman) é um dos gerentes da Mossad, o serviço secreto de Israel. Diante de uma missão especial, Thomas recruta Rachel (Diane Kruger), uma mulher que deverá trabalhar disfarçada como professora de inglês em Teerã, no Irã, mas cuja missão real é roubar dados de uma sofisticada empresa de tecnologia iraniana, encabeçada por Farhad (Cas Anvar). Só que em vez de tão somente roubar os dados do inimigo, Rachel acaba se envolvendo com ele, o que bagunça todo o andamento da operação.

Pelo enredo, o espectador consegue entender que esse é mais um filme de história de espionagem que envolve dois países com conflitos históricos. E sim, é isso mesmo. Em ‘Agente Infiltrada’ fica evidente como as relações nem um pouco diplomática entre esses países é tecida, com um tentando passar a perna no outro a qualquer custo, e como aquela região do Oriente Médio é conflituosa, ao ponto de, por exemplo, Israel (com a ajuda dos Estados Unidos e aliados) impor sanções que impedem forçosamente o desenvolvimento dos países árabes inimigos – que, por suas vezes, buscam no subterfúgio sua expansão econômica e tecnológica. É assim sobre o controle do petróleo, das armas nucleares, das matérias-primas para a base de eletrônicos, etc.

Tudo isso é importante ser explicado porque o roteiro de Yuval Adler – baseado no livro de Yiftach R. Atir – não deixa as coisas muito claras; centrado na protagonista Rachel, o enredo a acompanha em sua transformação dentro da missão secreta e seu envolvimento amoroso com Farhad, relegando ao espectador a função de ligar os pontos sobre o porquê das coisas, sobre quem é mocinho e quem é bandido, o objetivo da missão e quais os países envolvidos no drama. A bem da verdade nem mesmo a organização da Mossad fica clara no longa, uma vez que os encontros do grupo ocorrem na Alemanha.

Também as atuações não são exatamente memoráveis. O papel de Martin Freeman inclina-se mais para um paizão do que para um supervisor de um serviço secreto, ao qual o ator conferiu expressões de preocupação afetiva, não de comprometimento com a causa. E Diane Kruger, outrora vencedora da Palma de Ouro de Melhor Atriz em Cannes, reprimiu as emoções para pouco evoluir numa personagem que poderia ter recebido bem mais emoção.

Em suma, ‘Agente Infiltrada’ é um confuso e sonolento filme de espionagem, cujo único atrativo é a história de bastidor, de que o diretor Yuval Adler gravou cenas escondidas em Teerã, sem que o governo iraniano soubesse, sem dizer-se israelense, através de uma produtora alemã (que por sua vez contratou uma produtora francesa), que filmou as cenas.

Amaldiçoados | Os 15 Anos do FLOP de Wes Craven e Kevin Williamson

Quando pensamos na união da dupla Wes Craven e Kevin Williamson, a primeira coisa que nos vem à mente é a franquia Pânico. No entanto, nove anos depois do filme original, os cineastas voltaram a se reunir para dar sua visão a um universo jovem, desta vez em torno da mitologia do lobisomem. Com a confirmação de um novo filme do monstro peludo (já em fase de pré-produção) pelas mãos da Universal Pictures, dando continuidade ao sucesso de O Homem Invisível (2020), criado pelo mesmo Leigh Whannell e com o astro Ryan Gosling no papel principal, esta é uma boa oportunidade para revisitarmos um filme de mesmo tema – criado por dois mestres do terror – que está completando 15 anos em 2020.

Amaldiçoados (Cursed) foi lançado no dia 25 de fevereiro de 2005 nos EUA (sem uma exibição para a imprensa – o que nunca é um bom sinal), chegando em nosso país cinco meses depois, no dia 15 de julho de 2005. O diretor Wes Craven, é claro, se tornou uma lenda no gênero ao entregar em 1984, A Hora do Pesadelo – um dos filmes de terror mais famosos de todos os tempos, e que gerou uma franquia de nada menos que nove filmes. Andando meio mal das pernas em meados da década de 1990, ele daria a volta por cima, reinventando o cinema slasher para toda uma geração ao dirigir o roteiro de um novato no ramo em seu primeiro texto para o cinema – o escritor Kevin Williamson. É claro que falamos do sucesso Pânico (1996).

A dupla se reencontrou para a sequência Pânico 2 (1997) um ano depois, e a esta altura Williamson já era tido como o novo Midas do terror adolescente, entregando roteiros para Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, Prova Final (numa parceria com Robert Rodriguez) e até se arriscando na direção com Tentação Fatal. Além, é claro, de criar seu próprio programa na TV: Dawson’s Creek (1998-2003), fenômeno juvenil que exportou talentos como Katie Holmes e principalmente Michelle Williams. Muitos podem não saber, mas o roteirista também foi responsável pela criação de seriados de sucesso depois do drama coming of age citado, como Diários de um Vampiro (The Vampire Diaries), que durou oito temporadas; e The Following, protagonizada por Kevin Bacon.

Devido a uma agenda cheia (segundo afirma o roteirista), Williamson ficou de fora de Pânico 3 (2000) – o elo mais fraco da “quadrilogia” – com texto assinado por Ehren Kruger. Assim, por quase dez anos sem trabalhar juntos, os colegas estavam sentindo saudade da parceria e resolveram arquitetar um projeto para reatar os laços. Tudo, é claro, capitaneado pela mesma Dimension Films (braço da Miramax, estúdio dos irmãos Weinstein, para lançar obras de terror e ficção). Os planos originais eram para uma franquia, nos moldes de Scream. Assim nascia o problemático Amaldiçoados (cujo título faz alusão à maldição da besta, tirado do clássico O Lobisomem, 1941), obra que pretendia ser tão esperta quanto à parceria anterior da dupla, trazendo o tema para a Los Angeles moderna, e fazendo para os filmes de lobisomem o que seu primeiro trabalho fez para os slasher de assassinos mascarados.

Existe muito para saber antes de crucificarmos o resultado final, que, diga-se de passagem, é uma bagunça completa. O filme viveu para se tornar um fracasso, um dos maiores nas carreiras de ambos Wes Craven e Kevin Williamson, além de todos os outros envolvidos. Dono de 17% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, o longa contou com um orçamento de US$38 milhões (o qual segundo as más línguas ultrapassou os US$40 milhões) e viu de volta apenas US$19 milhões nos EUA – e mais US$10 milhões ao redor do mundo.

O que vemos em tela no produto final é um whodunit (no estilo Pânico) com lobisomens, onde a pergunta é quem dentre os jovens personagens é a verdadeira identidade da besta espreitando e dilacerando suas vítimas. A trama gira em torno de um acidente de carros na famosa estrada Mulholland Drive, onde uma criatura mitológica fere dois irmãos, aos poucos transformando-os em seres semelhantes. A “Sidney” da vez é Ellie, personagem de uma Christina Ricci (Família Addams) sem qualquer energia. Seu irmão caçula Jimmy é vivido por Jesse Eisenberg – já exibindo muitos de seus maneirismos e carisma nerd em um de seus primeiros papeis de destaque no cinema. Sua subtrama, aliás, tem muito de O Garoto do Futuro (1985), clássico 80’s com Michael J. Fox, já que de nerd retraído e impopular ele se torna a sensação do colégio, até mesmo conquistando a garota de seus sonhos, após ir se transformando num lobisomem.

A trama se divide em duas, com dois núcleos que se cruzam ao final. Temos o núcleo do high school de Jimmy, com a paquera Kristina Anapau (True Blood) e o valentão Milo Ventimiglia (o filho de Rocky Balboa nos últimos filmes); e o núcleo adulto, com Ricci nos bastidores de um talk show, onde se encontram a irritante colega de trabalho (Judy Greer, a filha de Jamie Lee Curtis no reboot de Halloween) e o namorado (Joshua Jackson, da citada Dawson’s Creek). Temos ainda as participações da cantora Mya (sensação no início dos anos 2000, sendo parte do quarteto da chiclete Lady Marmalade – que embalou a superprodução Moulin Rouge) e de Portia de Rossi (esposa da apresentadora Ellen DeGeneres) como uma vidente que prevê a tragédia toda. As semelhanças com a fórmula de Pânico continuam com uma primeira vítima famosa (Shannon Elizabeth, de American Pie e 13 Fantasmas), a suspeita do envolvimento do namorado, cameos com tiração de sarro (aqui com o ator Scott Baio e o apresentador Craig Killborn interpretando eles mesmos) e o uso de humor – que nunca acerta a nota, se tornando não intencional.

Alguns envolvidos, como a atriz Judy Greer e o próprio diretor Wes Craven, por exemplo, se pronunciaram sobre a produção ao longo destes 15 anos. Greer diz ter se divertido muito durante as filmagens e afirmou, durante uma entrevista em 2014, não entender como o longa pôde ter saído tanto dos trilhos. Segundo ela, o roteiro era engraçado e eles filmaram material suficiente para uns três filmes. Já o saudoso mestre Craven, falecido em 2015, relembrava de sua experiência no filme com pesar. O diretor revelou ter perdido dois anos e meio de sua vida com um filme que não saiu como foi pensado, devido à interferência do estúdio – nesse período deixando outros projetos de lado em nome do dinheiro (segundo Craven, os Weinstein pagaram o dobro do salário do diretor para que ele permanecesse no projeto, e isso custou um preço alto à sua carreira – depois de Amaldiçoados, o cineasta lançou apenas mais três filmes).

Amaldiçoados sofreu um embargo de mais de um ano para ser lançado (o projeto teve início em 2000 e a produção começou em 2003), e quando finalmente chegou às salas nos EUA, o apresentador Craig Killborn (parte da trama, já que a protagonista trabalha em seu programa) já havia sido substituído por Craig Ferguson no Talk Show The Late Late Show. Ou seja, mais um tiro no pé da produção. O motivo do atraso foi a exigência do poderoso chefão Harvey Weinstein para que o roteiro fosse reescrito e mais da metade do filme fosse regravado – uma prática comum dos Weinstein, segundo relatos. Os produtores queriam um filme nos moldes do sucesso Pânico, daí o resultado final com inúmeras semelhanças, como o desfecho com o namorado da protagonista.

Craven e o editor Patrick Lussier (Drácula 2000, Dia dos Namorados Macabro 3D e Fúria Sobre Rodas) tiveram que se virar nos trinta, e entregar praticamente um filme novo. O fato causou a debandada de parte do elenco, e outros tantos foram sumariamente limados do corte final, uma manobra bem no estilo de Terrence Malick. Gente como Heather Langenkamp (a Nancy de A Hora do Pesadelo), Scott Foley (Pânico 3), Omar Epps (Pânico 2), Robert Forster (Jackie Brown) e Corey Feldman (Os Garotos Perdidos) terminaram junto de suas cenas no chão da sala de edição. Já outros como Skeet Ulrich (o Billy Loomis de Pânico), que seria um dos protagonistas e o namorado original, e Mandy Moore, pediram para sair, sendo substituídos por Joshua Jackson e Mya respectivamente.

Ao menos, em todas as versões e alterações, o crédito do roteiro sempre foi de Kevin Williamson. Mas será que isso é uma coisa boa? Afinal, a edição pode picotar o seu texto e aqui foi exatamente isso que aconteceu através dos mandos e desmandos dos Weinstein. Cenas desconexas, como a abertura na qual a personagem de Mya simplesmente desaparece deixando a amiga Shannon Elizabeth sozinha à noite na praia, já haviam sido filmadas com outro contexto e inseridas em outra parte da estrutura narrativa. Essa, por exemplo, era uma cena que ocorreria mais para frente no filme, e era um momento protagonizado entre Elizabeth e Skeet Ulrich (cena filmada inclusive), onde a personagem chama por Vince, depois dublada como “Jenny”. Tudo isso faz de Amaldiçoados, embora sendo um filme sobre lobisomens, uma produção verdadeiramente Frankenstein, na qual muito não se encaixa em sua curta projeção de 90 minutos.

Até mesmo os efeitos práticos da criatura peluda originalmente tinham a mão de Rick Baker, uma sumidade no tópico tendo levado os Oscar de maquiagem pelo clássico Um Lobisomem Americano em Londres e pelo remake O Lobisomem (2010) – além de uma carreira com mais 5 estatuetas da Academia. Com as refilmagens, Baker saiu, sendo substituído pela empresa KNB. Os Weinstein não gostaram nada dos efeitos práticos criados pela companhia (que convenhamos, são bem capengas), ordenando que fossem quase todos substituídos por CGI (os efeitos de computadores) – que melhoram a coisa um pouquinho. O editor Patrick Lussier inclusive afirmou que ainda possui as três edições filmadas, a versão bruta ainda sem cortes com o elenco original completamente diferente, o desfecho original, cenas mais violentas e com muito mais gore em sua totalidade, e inclusive os efeitos práticos de lobisomem criados por Rick Baker. Apesar dos fãs de Craven exigirem tal versão, os proprietários dos direitos pouco se mexem para realizar essa vontade. Onde está um #releasethecravencut de Amaldiçoados quando precisamos dele?

‘Jovens Bruxas – Nova Irmandade’: Sequência ganha data de estreia nos cinemas brasileiros

Jovens Bruxas – Nova Irmandade‘, sequência do clássico filme de 1996, ganhou data de estreia nos cinemas brasileiros.

O susense será lançado nos cinemas daqui no dia 5 de novembro.

Vale lembrar que nos EUA a produção será lançada direto em VOD Premium.

Jovens Bruxas – Nova Irmandade‘ foi escrito e dirigido por Zoe Lister-Jones.

Um eclético quarteto de adolescentes aspirantes à bruxas recebem mais do que jamais esperavam ao se aprofundar no uso de seus recém descobertos poderes.

Cailee Spaeny, Gideon Adlon, Lovie Simone e Zoey Luna estrelam a nova versão.

Confira:

‘Convenção das Bruxas’: Remake ganha data de estreia nos cinemas brasileiros; Confira as críticas!

O aguardado remake de ‘Convenção das Bruxas‘ já tem data de estreia nos cinemas brasileiros.

A assessoria da Warner Bros. revelou ao CinePOP que o filme estreia por aqui no dia 19 de Novembro.

Ao contrário do Brasil, o filme foi lançado nos EUA direto no streaming da HBOMax.

Compare as cenas do original de 1990 com a nova versão:

Convenção das Bruxas‘ conquistou 51% de aprovação no Rotten Tomatoes e dividiu opiniões, mas recebeu elogios pela eletrizante e enérgica atuação da atriz Anne Hathaway, que carrega a produção com uma abordagem mais performática da Bruxa Mãe.

Confira as principais avaliações já publicadas:

“O feitiço não foi lançado” – Peter Bradshaw, Guardian

“Precisamos mesmo de outra versão? Não, mas Anne Hathaway claramente apreciou a oportunidade”. – Clarisse Loughrey, Independent (UK)

“Ainda assim, a imagem permanente é a de Hathaway como Lilith … E é uma performance e tanto”. – Kevin Maher, Times (UK)

“Talvez este filme seja voltado para crianças mais jovens do que o original (e certamente o livro), mas Zemeckis, como co-roterista, suaviza demais a história”. – Bill Goodykoontz, Arizona Republic

“O filme, em sua melhor forma, é grosseiro, bobo, amigável e perturbador, o que pode ser tudo o que importa”. – Richard Lawson, Vanity Fair

“Os efeitos especiais são de primeira classe e as performances são muito exageradas, mas divertidas. Porém, Convenção das Bruxas é muito perturbador para crianças pequenas e não ousado o bastante para cativar os adultos”. – Richard Roeper, Chicago Sun-Times

 

Dirigido por Robert Zemeckis, o longa é baseado no livro homônimo lançado em 1983, escrito por Roald Dahl. O material já havia sido adaptado para as telonas em 1990, estrelado por Anjelica Huston.

A trama segue um menino órfão (Bruno) que, no final de 1967, vai morar com sua amada avó (Spencer) na cidade rural de Demopolis, no Alabama. O menino e sua avó se deparam com algumas bruxas enganosamente fascinantes, mas completamente diabólicas, de modo que a avó sabiamente leva nosso jovem herói para um resort à beira-mar opulento. Lamentavelmente, eles chegam exatamente no mesmo momento em que a Grã-bruxa do mundo (Hathaway) reuniu seus companheiros de todo o mundo – disfarçados – para realizar seus planos nefastos.

O elenco conta com Anne HathawayOctavia Spencer, Stanley Tucci, Jahzir Kadeem Bruno.

‘Heels’: Stephen Amell retorna às gravações da série sobre luta livre; Confira a imagem!

As filmagens da nova série de luta livre da emissora Starz, intitulada ‘Heels‘, foram retomadas e o astro Stephen Amell está de volta aos trabalhos.

A informação foi confirmada pelo próprio protagonista, por meio de uma publicação feita em sua conta oficial do Twitter.

Na ocasião, ele ainda compartilhou uma nova imagem dos bastidores.

Confira:

“Tão bom estar de volta trabalhando em Heels. Nós temos uma grande liderança e uma equipe de apoio sólida pra caramba. E mais, shorts curtos”. 

As filmagens da série haviam sido interrompidas em virtude da pandemia do coronavírus.

Alexander Ludwig (‘Vikings’) também estrela e vai interpretar um lutador chamado Ace Spades.

A trama vai explorar o mundo do wrestling independente, em uma temporada composta por oito episódios.

No entanto, ainda não há previsão de estreia.

Produzida pela Lionsgate e pela Paramount TV, ‘Heels‘ também conta com Alison Luff, Chris Bauer, Kelli Berglund, Allen Maldonado, e James Harrison.

Confira a sinopse:

“Escrita por Michael Waldron (‘Loki’), a série terá Mike O’Malley como showrunner e vai acompanhar um grupo de homens e mulheres que perseguem seus sonhos no mundo do wrestling. Em uma pequena comunidade da Geórgia, dois irmãos disputam uma chance para continuar com o legado de seu falecido pai. No ringue, há um mocinho e um vilão, personagens difíceis de interpretar e também de serem deixados para trás.”

Amell é um fã de wrestling declarado e já participou de vários eventos da modalidade, o que o levou a conhecer o wrestler Cody Rhodes, que interpretou o vilão Derek Sampson, em ‘Arrow‘.

Lembrando que o astro se despediu do ‘Arrowverse‘ na 8ª e última temporada do programa.

Assista ao trailer:

 

 

Psicopatas atacam no teaser SANGRENTO de ‘High-Rise Invasion’, novo anime da Netflix

A Netflix divulgou o primeiro teaser do anime violento ‘High-Rise Invasion‘.

Confira:

A produção será lançada na plataforma em fevereiro de 2021.

Baseada no homônimo manga de sucesso, a série foi criada por Tsuina MiuraTakahiro Oba.

A estudante Yuri Honjo se encontra perdida no “espaço anormal”, onde incontáveis prédios são conectados por pontes suspensas e “psicopatas mascarados” massacram impiedosamente suas vítimas confusas. Para sobreviver a esse mundo infernal, ela tem duas escolhas: matar os mascarados ou ser morta. Yuri está determinada a sobreviver para destruir esse mundo irracional, mas qual será o seu destino final?”

‘Supernatural’: Episódio 15×17 ganha sinopse e imagens oficiais; Confira!

Após divulgar o teaser do 17º episódio da última temporada de ‘Supernatural‘, a CW compartilhou a sinopse e as imagens oficiais do capítulo, que vai ao ar em 29 de outubro.

Intitulado ‘Unity‘, o próximo capítulo acompanha Dean (Jensen Ackles) e Jack (Alexander Calvert) enquanto procuram Adão (Alessandro Juliani) para reunir forças na luta contra Deus (Rob Benedict).

Confira o teaser, junto com a sinopse e as imagens:

Dean (Jensen Ackles) pega a estrada com Jack (Alexander Calvert), que precisa completar um ritual final na busca para derrotar Chuck (Benedict). Uma diferença de opinião deixa Sam (Jared Padalecki) e Castiel (Misha Collins) para trás em busca de respostas para suas próprias perguntas.

Criada por Eric Kripke, a série inicialmente foi planejada para durar 5 temporadas, mas continuou após se tornar um dos maiores sucessos do canal.

Sam (Padalecki) e Dean (Jensen Ackles) lutaram contra demônios e anjos, criaturas míticas e monstros, em uma busca aparentemente interminável para salvar o mundo. Mas na batalha final, eles enfrentam o próprio Deus (Rob Benedict), recusando-se a matar seu filho Nephilim Jack (Alexander Calvert), trazendo assim a decisão de Deus de acabar com essa realidade de uma vez por todas…

O elenco conta com Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, Samantha Smith, Mark Pellegrino, Ruth Connell e Alexander Calvert.

‘Godzilla’: Criaturas atacam no teaser do novo anime da Netflix; Confira!

A Netflix divulgou o primeiro teaser do anime ‘Godzilla: Singular Point‘.

Confira:

A produção será lançada apenas em 2021.

Atsushi Takahashi será responsável pela direção.

A série irá introduzir novos personagens e uma história original que não têm relação com a animação já lançada pelo serviço de streaming.

Kazue Kato foi responsável pelo design dos novos personagens, e Eiji Yamamori foi responsável pelo design do novo Godzilla.

Jovens ficarão presos em alto mar cercados por tubarões no terror ‘Jetski’

O Variety divulgou a primeira imagem do terror ‘Jetski‘, que trará um grupo de jovens preso em um jetski quebrado em alto mar e cercados por tubarões.

Confira:

O longa é dirigido por James Nunn.

A trama segue um grupo de jovens que está passando as férias no México. Depois de uma noite de muita curtição, os amigos furtam dois jetskis e os levam para o alto-mar, mas eles acabam batendo em um acidente terrível. Depois que um dos jetskis afunda, o grupo se encontra a mais de três quilômetros da costa, com um jetski quebrado e um amigo gravemente ferido. Sem poder nada de volta para terra firme e com predadores circulando nas agitadas águas abaixo, o verdadeiro terror começa.

O elenco conta com Holly Earl, Jack Trueman, Catherine Amy Hannay, Malachi Pullar-Latchman e Thomas Michael Flynn.

O terror ainda não possui previsão de estreia.

Como ‘WandaVision’ pode dar início ao Multiverso da Marvel nos cinemas?

Nos últimos tempos, muito se fala no Multiverso. Desde que ele foi introduzido de forma superficial em Doutor Estranho (2016) e foi usado como forma de justificar o plano do Mysterio (Jake Gyllenhaal), em Homem-Aranha: Longe de Casa (2019), o tema sempre ficou habitando o background do Universo Cinematográfico Marvel. Porém, com a chegada da mais ousada produção da Marvel até agora, a série WandaVision, o Multiverso pode enfim começar a ser desenvolvido em tela.

Lembram do Multiverso fake de Homem-Aranha: Longe de Casa? Pois é, ele existe.

Quando foi apresentada, lá em Vingadores: A Era de Ultron (2015), a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) foi definida como uma jovem aprimorada pela energia de uma Joia do Infinito, cujos poderes envolviam a manipulação da realidade. Em suas primeiras participações, não pudemos ver muito disso, já que ela parecia ainda estar aprendendo a utilizar seus poderes, que foram crescendo a cada novo filme em que ela participava. Nessa crescente dos poderes, ela chegou a Vingadores: Ultimato (2019) e desceu a porrada no Thanos (Josh Brolin), quase resolvendo o conflito todo sozinha. Ou seja, a cada nova aparição, a Feiticeira foi mostrando poderes mais parecidos com o que a Joia da Realidade fazia.

Uma deusa, uma louca , uma feiticeira… Ela é demais!

Em WandaVision, como diz o nome, o Visão (Paul Bettany) retornará e formará um casal com a jovem. A parte estranha é que, como vocês devem lembrar, ele morreu em Vingadores: Guerra Infinita (2018) e não foi mais citado em Vingadores: Ultimato. Conforme mostrado no trailer da série, a ressurreição inesperada do Visão será parte aparentemente importante da trama, que deve mostrar a Feiticeira Escarlate abalada emocionalmente pelas mortes das pessoas que ela amava e de todo o estresse pós-Ultimato. Assim, ela perde o controle sobre os poderes e acaba alterando toda a realidade, mexendo diretamente com as realidades diferentes do Multiverso.

O Visão anda levando uma vida bem agitada para um morto, não é mesmo?

Isso explicaria o retorno misterioso do Visão, as diferentes abordagens do casal que vão aparecer na série, como as cenas ambientadas numa casa ao estilo dos anos 1950, as risadas da plateia entrando em cena, o Visão voltar em forma humana, o episódio de Halloween, e todo tipo de esquisitice que eles quiserem inserir. Fato é que a Wanda perder o controle sobre os poderes e bagunçar com a realidade não é novidade nos quadrinhos. Nas HQs, os dois casos mais famosos são Vingadores: A Queda e Dinastia M, nas quais a Wanda, geralmente enfrentando problemas familiares, acaba criando filhos que só existem na cabeça dela. Tudo muda quando ela descobre isso e entende que vai perder as crianças. O resultado disso aí é um monte de morte, a derrota dos Vingadores – que perdem alguns membros IMPORTANTES – e tudo leva para a extinção de praticamente todos os mutantes da Terra. Ou seja, toda vez que ela surta, mudanças significativas acontecem no Universo Marvel.

Lembram dos filhos da Wanda nos quadrinhos? Essa imagem do trailer mostra que talvez eles não fiquem só nos quadrinhos.

Outro ponto importante a ser lembrado é que o CEO do Marvel Studios, Kevin Feige, afirmou que os eventos de WandaVision vão influenciar diretamente em Doutor Estranho No Multiverso da Loucura, filme que deve ser o pilar central da estrutura da nova fase do Universo Cinematográfico Marvel. Além disso, com a confirmação da própria Wanda no filme do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) e a presença do Mago Supremo no terceiro filme do Homem-Aranha (Tom Holland), é realmente muito difícil de não pensar que o Multiverso será figura central dessa Nova Marvel. Ele abre portas para a chegada de absolutamente qualquer personagem dos quadrinhos ou de filmes antigos cujos direitos pertençam à Disney. É a chance para ressuscitar personagens mortos, para trazer criaturas espaciais, heróis de outras dimensões, como Miles Morales… Enfim, o céu não é mais o limite para o Marvel Studios, que pode se utilizar disso para trazer duas das maiores franquias que vieram junto com a aquisição da FOX: os X-Men e o Quarteto Fantástico. E talvez até ajude a unir com o universo da Sony.

O Doutor Estranho será peça fundamental na nova fase da Marvel.

Isso tudo sem contar que ter um novo desenvolvimento para a Wanda, se recuperando de um surto ou aprendendo a controlar seus poderes, é algo extremamente fascinante. WandaVision ainda nem saiu, mas já se mostra uma das produções mais importantes do Marvel Studios até hoje.

WandaVision estreia no Disney+ em Dezembro de 2020.

‘Come Play’: Gillian Jacobs está assustada no novo clipe do terror; Confira!

O terror ‘Come Play‘ ganhou um novo clipe.

Confira:

Nos EUA, o terror será lançado nos cinemas no dia 30 de outubro.

Dirigido por Jacob Chase, o longa é baseado no assustador curta-metragem Larry.

Um menino solitário, desesperado por um amigo, busca companhia e refúgio em seu tablet. Quando uma criatura misteriosa usa o aparelho da criança para entrar em nosso mundo, os pais devem lutar para salvar seu filho de uma ameaça real.

Gillian Jacobs, Azhy Robertson e John Gallagher Jr. estrelam a produção.

‘Sequel’: Danielle Harris irá dirigir slasher produzido por Joe Dante

De acordo com o Bloody Disgusting, a scream queen Danielle Harris (‘Halloween‘) irá dirigir o terror cômico ‘Sequel‘, que será produzido pelo Joe Dante (‘Grito de Horror‘ e ‘Gremlins‘).

Detalhes sobre a trama não foram divulgados, mas o projeto está sendo descrito como um slasher com um elenco completamente feminino que “será uma sátira ao estereótipo da ‘Final Girl’ do gênero”.

O longa foi escrito por James Moran (‘Doctor Who’).

A expectativa é que as filmagens comecem em meados de 2021.

“Eu sabia desde que eu havia terminado de ler a primeira parte do roteiro que esse era um projeto perfeito para mim,” afirmou Danielle Harris em uma declaração. “Eu finalmente vou poder trazer toda minha experiência no gênero atrás das câmeras e me aprofundar nessas final girls incríveis. Eu estava procurando uma história com personagens femininas fortes e inteligentes. Se eu vou passar dois meses da minha vida fazendo algo, é preciso que seja divertido – e essa história definitivamente é.”

20 Grandes Filmes que Foram Adiados de 2020 para 2021

Recentemente, publiquei aqui no CinePOP uma matéria com as superproduções que optaram por enfrentar a pandemia e bancar uma estreia nas telonas. A ideia é incentivar o retorno do público, mesmo que aos poucos, de forma mais restrita e muito precavida, a fim de uma aceitação maior ao chamado “novo normal”. A indústria do cinema, leia-se exibidores e grandes estúdios, foi uma das que mais sofreu durante o isolamento social – antes disso, estas mesmas grandes empresas sofriam um baque com a ascensão meteórica das plataformas de streaming, e a nova relação das gerações mais jovens com a forma de assistir a um filme – que pode ser feita de uma tela de telefone, tablet ou na TV gigante de casa.

Todos os grandes estúdios, até o momento, deram a cara a tapa e estão bancando ao menos um blockbuster no cinema durante estes quatro últimos meses do ano. A Warner vem com Tenet e Mulher-Maravilha 1984.

No entanto, apesar deste combinado entre as maiores marcas de Hollywood, perder dinheiro não é o negócio deles. Sendo assim, os estúdios trataram rapidamente de embalar muitos de seus preciosos produtos e os despachar para o futuro, com vários lançamentos adiados para 2021. É claro que você já ouviu essa história. Mas aqui, para que não haja confusão, catalogamos para você todos os principais filmes que saíram do cronograma do falido 2020 direto para o ano seguinte. Portanto, não se desespere e vem com a gente saber mais sobre estes filmes e suas novas datas.

Leia também: Tenet e as Superproduções AINDA prometidas para 2020

Velozes & Furiosos 9

Vin Diesel e Dwayne Johnson separaram seus caminhos na franquia Velozes e Furiosos. Mas enquanto The Rock ganhou seu primeiro derivado (em parceria com Jason Statham), lançado em 2019, Diesel e o resto da turma terão que aguardar um pouco mais para demonstram que podem ser ainda mais insanos em suas façanhas de ação. O nono filme da franquia (isso mesmo, você leu certo) foi adiado para 2021 e agora é esperado no dia 1º de abril (sim, o dia da mentira) – com direito a Charlize Theron de novo penteado e o irmão vilanesco do protagonista, vivido pelo grandalhão John Cena.

Viúva Negra

O filme solo da primeira heroína da Marvel a dar as caras no cinema vai demorar um pouco mais para ser lançado nos cinemas, após a Disney adiar o filme para o dia 29 de Abril de 2021. A Viúva Negra faz parte dos Vingadores desde seu primeiro filme em 2012, mas precisou ver a colega Capitã Marvel explodir nas bilheterias antes. Agora, seguindo uma linha mais “realista” e de espionagem a la Capitão América: O Soldado Invernal, Scarlett Johansson tem a missão de dar o pontapé inicial numa possível franquia solo de sua personagem.

 

Um Lugar Silencioso 2

Este é um caso curioso. Sucesso surpresa de 2018, Um Lugar Silencioso encheu tanto os olhos da Paramount, que o estúdio não perdeu tempo em dar sinal verde para uma continuação. No entanto, o segundo filme era o próximo na lista de grandes lançamentos de 2020, perto de estrear em março quando a pandemia estourou. De fato, o longa, novamente estrelado por Emily Blunt e dirigido pelo marido John Krasinski, chegou a realizar sua campanha, com entrevistas e exibições para a imprensa nos EUA – e até mesmo uma premiere em Nova York no dia 8 de março. Visando o prejuízo da covid, o longa foi adiado até finalmente se mudar com mala e cuia para o ano de 2021, no qual é prometido mundialmente para o dia 21 de abril.

Os Eternos

A Marvel tinha dois grandes lançamentos para 2020. Com o adiamento de Viúva Negra para abril de 2021, Os Eternos – nova superprodução cósmica da casa e primeira incursão da musa Angelina Jolie num filme do estúdio – prontamente recebeu nova data de estreia. Justamente o adiamento de Os Eternos foi responsável por empurrar o cronograma da Marvel – que precisou ser reprogramado com novas datas devido ao covid e a novos projetos. Assim, o longa ambicioso chegará agora no dia 5 de Novembro de 2021.

Ghostbusters: Mais Além

Os Caça-Fantasmas é um clássico oitentista e um dos filmes que serviram para cimentar o conceito de superprodução de Hollywood, ainda em 1984. Sua continuação, embora querida pelos fãs, não teve o mesmo efeito de forma geral. Assim, os planos de uma franquia terminaram sofrendo e durante décadas uma terceira parte esteve em planejamento. Em 2016, uma versão só com humoristas mulheres viu a luz do dia, mas igualmente terminou por não agradar. O fato fez com que a Sony resolvesse tirar do baú, por bem ou por mal, aquela ideia de um terceiro filme com o elenco original – que agora faz coadjuvação para um novo elenco jovem. O terceiro (ou quarto, dependendo do seu ponto de vista) Caça-Fantasmas, agora com seu título em inglês também por aqui, aporta nos cinemas no dia 4 de março de 2021.

Top Gun: Maverick

Além de Um Lugar Silencioso 2, a Paramount precisou adiar outro grande lançamento de 2020 em seu cronograma. Esse, aliás, um dos filmes mais esperados do ano de forma geral. Estamos falando da sequência tardia de um dos blockbusters mais queridos pelos saudosistas e, assim como Caça-Fantasmas, um dos longas que ajudou a impulsionar o que conhecemos do conceito de superprodução arrasa-quarteirão. É claro que estamos falando de Top Gun (1986) que, além de todos os méritos citados e tantos outros, ainda foi o responsável por tornar Tom Cruise um astro de renome mundial. Mesmo sem a direção do saudoso Tony Scott e a presença de Kelly McGillis (musa do original), Top Gun: Maverick, a continuação de mais de 30 anos depois, promete ser tão repleta de adrenalina, ou quem sabe mais, que o original. A nova data desta produção à moda antiga é no dia 2 de julho de 2021 – pronta para passar voando pelo competitivo verão norte-americano.

Godzilla vs. Kong

O reboot da franquia Godzilla americana pode não ser unânime – com dois filmes lançados em 2014 e 2019, mas a verdade é que juntos somaram quase US$1 bilhão ao redor do mundo. Junte a isso o fato de que este não é apenas o terceiro filme do lagartão radioativo, mas sim seu primeiro grande embate em um filme hollywoodiano com um monstro igualmente icônico: o gorila gigante King Kong. Godzilla vs. Kong é também a união de duas franquias da Warner, tendo em conta que o colossal macaco já ganhou seu reboot em 2017, com Ilha da Caveira. A nova data deste “choque de monstros” é no dia 21 de maio de 2021.

Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio

Rapidamente, Invocação do Mal se tornou uma das franquias de terror preferidas dos fãs, sempre citada quando o assunto é bom exemplar do gênero. A continuação surgia três anos depois para fazer jus ao original, e o longa gerou inclusive filmes derivados, como a franquia Annabelle – da qual a terceira parte contou inclusive com a participação do casal protagonista (Vera Farmiga e Patrick Wilson). Mas o que todos querem de fato ver é a dupla em seus filmes solo. No lado negativo, este será o primeiro capítulo sem a direção de James Wan. Seja como for, a nova Invocação chega agora no dia 4 de junho.

Jungle Cruise

Por falar em Emily Blunt, a estrela de Um Lugar Silencioso teve outro grande lançamento de 2020 adiado para o ano que vem. Estamos falando de sua parceria com Dwayne Johnson numa superprodução da Disney. Falando na casa do Mickey, o estúdio pode até ter concordado em lançar Mulan no streaming, mas em se tratando de Jungle Cruise, uma de suas grandes apostas, a solução foi mesmo jogar para o dia 30 de julho de 2021 – movimentando ainda mais a concorrida época do verão norte-americano. Jungle Cruise é a nova investida da Disney em transformar um brinquedo de seus parques temáticos em uma franquia multimilionária no cinema: após Piratas do Caribe, Mansão Mal-Assombrada e Tomorrowland.

Morbius

Depois de não ter impressionado a maioria dos fãs com seu retrato do Coringa, o ator Jared Leto tenta de novo com outro vilão baseado em quadrinhos, desta vez da galeria do Homem-Aranha, e em filme solo. O projeto é, na verdade, parte dos planos da Sony em construir um universo compartilhado no cinema – como a Marvel tem feito. Morbius é um cientista à procura de uma vacina para uma doença – porém, usando a si mesmo como cobaia, ele termina por se transformar num “vampiro genético”. Provando a afirmação acima, Morbius contará com participação de Michael Keaton, reprisando seu papel de Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017). Grande aposta da Sony, Morbius agora será lançado no dia 18 de março de 2021.

Venom: Tempo de Carnificina

Falando em universo compartilhado dos personagens Marvel/Sony, Venom é outra peça fundamental nesta estrutura. Talvez nem todos saibam, mas a Sony não abriu mão dos direitos do acervo do Homem-Aranha e os personagens que permeiam sua biblioteca de vilões e aliados. O acordo com a Marvel/Disney é divisório e agora personagens como o de Michael Keaton começam a transitar entre estúdios. Dois filmes, tirados de 2020 e levados para 2021, prometem sacudir ainda mais este conceito de simbiose entre estes colossos do audiovisual. O citado Morbius e este Venom: Tempo de Carnificina – que dá sequência ao impressionante sucesso surpresa de 2018, Venom. Tempo de Carnificina decidiu encarar a época mais competitiva do ano, o verão americano – demonstrando plena confiança dos realizadores. A nova data é no dia 25 de junho de 2021.

Halloween Kills – O Terror Continua

Michael Myers pode ser um dos serial killer mais cruéis que o cinema já viu, mas de burro ele não tem nada. Sendo assim, o clássico assassino da franquia Halloween foi outro que achou melhor esperar para fazer mais barulho nas bilheterias, mudando sua data de estreia para o dia 15 de outubro de 2021 – ou seja, sem alterar sua preciosa vaga no dia das bruxas. De fato, o reboot de Halloween tem muito a ver com Venom, além de ambos terem estreado em 2018. Apesar de terem dividido parte do público e os críticos, Halloween e Venom foram boas surpresas nas bilheterias mundiais. Com um orçamento modesto de US$10 milhões, o reboot arrecadou impressionantes US$255 milhões mundiais. E não para por aí, já que o plano é por uma trilogia, onde este se encaixa como segundo capítulo.

Em um Bairro em Nova York

Um dos primeiros filmes a pularem fora do cronograma de 2020, Em um Bairro em Nova York é um sopro de ar fresco num mar de “reciclagens”, justamente por se tratar de uma produção grande, mirada a um público amplo, se tratando de uma ideia original. Nada de continuações ou super-heróis por aqui. O longa é a versão para o cinema de uma peça da Broadway focada num dono de lojinha de um bairro latino em Nova York, e os personagens que por lá transitam. Sem grandes nomes na frente das câmeras, esse é um projeto capitaneado por Lin-Manuel Miranda – sumidade atual quando o assunto é musical, principalmente nos palcos. O elogiadíssimo Hamilton, por exemplo, é o carro chefe de seu repertório. Em um Bairro em Nova York também topa o desafio e encara a estreia no dia 18 de junho de 2021 – a pleno vapor do verão por lá.

Last Night in Soho

Por falar em obras de alto conceito, isso é exatamente o que esperamos quando o tópico é o nome do diretor britânico Edgar Wright. Uma mistura do que há de melhor no cinema atual, Wright e seus filmes são harmonias perfeitas entre o entretenimento, conteúdo e teor cult – ou seja, sabor para paladares, digamos, mais elaborados. Para termos uma ideia, o cara peitou a Marvel e pulou fora de Homem-Formiga (2015) por sentir que sua voz estava sendo abafada pelo mega estúdio. Quantos outros podem dizer isso? Assim, é claro que os cinéfilos ficam de antena ligada quando temos anunciada a primeira incursão do cineasta autoral por um filme de terror – que ainda inclui viagem no tempo. Last Night in Soho foi realocado para o dia 23 de abril de 2021.

Espíritos Obscuros

Já que o assunto é filme de terror, continuamos no tópico dos diretores autorais se aventurando pelo gênero. E diretores bem talentosos, devemos dizer. Depois de Edgar Wright, agora é a vez de Scott Cooper, cineasta que tem em sua filmografia obras de bastante prestígio, vide Coração Louco (2009), Tudo por Justiça (2013) e Aliança do Crime (2015). A história fala sobre um menino enigmático, vivendo em uma pequena cidade fria e rural, despertando a atenção de sua professora (Keri Russell) e o irmão dela, o xerife local (Jesse Plemons). Não bastasse estes atrativos, aqui ainda temos a produção de Guillermo del Toro e David S. Goyer. A estreia agora ocorre no dia 19 de fevereiro de 2021.

Espiral – O Legado de Jogos Mortais

E não para por aí. Os filmes de terror famosos que mudaram suas datas continuam com esta espécie de reboot da franquia carniceira Jogos Mortais – o “Sexta-Feira 13 dos anos 2000”. Existem muitos fãs destes filmes, mas mesmo eles não podem negar certa repetição no enredo das produções, sempre se concentrando em torturas explícitas e planos mirabolantes demais para serem levados a sério. Bem, existe esperança de um sabor especial e algo a mais com a entrada de Chris Rock no projeto – muito inusitada, já que o ator está mais ligado ao humor em sua carreira. É verdade também que isso foi dito de Danny McBride, responsável pelo roteiro de Halloween (2018), um texto desprovido de qualquer comicidade.  Rock é o protagonista aqui e assume o cargo de produtor, o que aumenta sua influência no projeto. A nova data de Espiral é no início do competitivo verão norte-americano, no dia 21 de maio de 2021.

Minions 2 – A Ascensão de Gru

O primeiro filme solo das criaturinhas amarelas Minions (2015) se tornou ainda mais bem sucedido financeiramente do que os filmes Meu Malvado Favorito, de onde vieram. Então, não é de se espantar que a Illumination Entertainment, braço de animação da Universal, confeccionasse uma sequência para o longa destes personagens que são grandes favoritos da molecada. E se no primeiro contamos com uma vilã dublada por Sandra Bullock numa pré-sequência, desta vez o próprio Gru, mestre dos Minions, dá as caras para ter sua infância relatada nas telonas. Steve Carell, é claro, volta a dar voz para Gru, e o elenco de dubladores desta vez recebe um upgrade com as vozes de Julie Andrews como a mãe de Gru, e ainda Lucy Lawless e a dupla Dolph Lundgren e Jean-Claude Van Damme (como um personagem chamado Jean Clawed, e o que mais?). A nova data da animação é no dia 2 de julho de 2021.

Monster Hunter

Outro que correu para a segurança de 2021 foi esta nova parceria entre a atriz Milla Jovovich e o maridão, o diretor Paul W. S. Anderson. E qual é este novo projeto da dupla, você pergunta. Acertou quem disse uma adaptação de um game famoso. Depois de Resident Evil, o casal se envereda numa trama sobre monstros, outros mundos e uma equipe de militares comandados pela durona Artemis (Jovovich). Ou seja, pouca coisa mudou desde sua última colaboração. Para os fãs, é um prato cheio. Esperem muita ação, efeitos especiais, criaturas fantásticas e Jovovich chutando traseiros em câmera lenta a torto e a direito. A nova data de Monster Hunter é no dia 23 de abril de 2021.

A Lenda de Candyman

Previsto para Outubro desse ano, o filme foi adiado para 2021 – sem data a ser definida. Mas a espera vai valer a pena. Agora sim temos o dedo, ou a mão toda, de Jordan Peele num projeto. Isso nos deixa muito esperançosos com esta reimaginação/continuação do cult criado pelo autor Clive Barker. Peele produz e escreve o roteiro, deixando a talentosa Nia DaCosta assumir a direção. Ah, e como última surpresa, depois de tudo aparentemente encaminhado, Tony Todd, o Candyman original, foi anunciado no elenco. Tudo por enquanto ainda é muito nebuloso sobre quem de fato viverá o antagonista (se teremos dois ou nenhum, vai saber).

O que a onda de cancelamentos na pandemia diz sobre o futuro da TV

Desde que o mundo é mundo, fãs de séries de TV se acostumaram a respirar aliviados quando viam o anúncio de suas produções favoritas renovadas para a temporada seguinte. O verbo ‘renovar’ se tornou sinônimo de paz na mente daqueles que estavam preocupados com a possibilidade de nunca saberem se aquele casal ficaria junto, de nunca descobrirem a resolução daquela trama, de serem obrigados a dizer adeus para sempre para aqueles personagens que se tornaram amigos, amores, irmãos. Renovação virou sinal de vitória, objetivo de campanhas e mais campanhas, uma conquista. E, em 2020, virou apenas mais uma coisa que perdeu o significado por causa da pandemia.

Isso porque foram, até agora, sete séries “desrenovadas” em virtude do COVID-19: ‘Stumptown’ (ABC), ‘Evel’ (USA Network), GLOW, The Society, I Am Not Okay With This (Netflix), ‘I’m Sorry’ (TruTV) e On Becoming a God in Central Florida (Showtime). O que era raro na indústria aos poucos vira rotina e levanta uma questão: quantas outras séries a pandemia ainda vai levar embora?

O motivo dos cancelamentos sempre tem a ver com custos. Segundo o produtor Alex Kurtzman, arcar com os procedimentos de segurança para elenco e equipe durante e após a pandemia aumenta os gastos em uma média que varia de 300 a 500 mil dólares por episódio. Isso pensando apenas em testes de temperatura, reforço da higiene e distanciamento, sem levar em conta a dificuldade que é conciliar as agendas de atores e atrizes depois de tudo ter sido adiado desde março deste ano. A minissérie Evel, por exemplo, foi cancelada porque a agenda de Milo Ventimiglia, que seria o protagonista, simplesmente não encaixava mais depois do retorno das gravações de This Is Us.

Caçadoras de Recompensas (Netflix)

Para séries como The Society e GLOW, outros fatores também entram na equação. Na primeira, um drama adolescente da Netflix que trouxe na primeira temporada uma “guinada moderna” para o clássico literário O Senhor das Moscas, um dos desafios estava ligado ao fato de a série reunir um elenco bastante numeroso, e isso contribuir para aumentar ainda mais os custos. Com a segunda, uma série sobre luta livre, há obviamente muito contato físico, o que também complica a continuidade. Quando a série poderia ser gravada de forma segura? O quanto isso atrasaria o seu retorno? Falamos, então, de uma série que está fora do ar desde 2019 e cujo retorno seria, no mínimo, em 2022. Tudo isso levanta ainda mais gastos.

Neste bolo de novos cancelamentos, a Netflix acaba levando uma carga maior. Foram três séries “desrenovadas” por causa do COVID-19, além de Caçadoras de Recompensas, cancelada após uma temporada. Embora essa onda de séries canceladas pela gigante do streaming assuste, muito por se tratar de uma plataforma que ficou conhecida inicialmente por não cancelar nada, o volume acaba sendo consequência justamente da grande quantidade de séries que o streaming põe no ar semanalmente. O que move as renovações e os cancelamentos não é audiência, mas a pergunta: quantos novos potenciais assinantes essas novas temporadas poderiam render? Se a resposta não compensar os gastos durante a pandemia, então o cancelamento é o caminho, mesmo que um dinheiro já tenha sido investido com o que seriam as futuras temporadas.

O paradoxo é frustrante, porque estamos diante de um volume de séries chegando ao cancelamento não porque foram mal recebidas por público e/ou crítica, mas porque ficaram caras demais. Isso é assustador por dois motivos. O primeiro é porque denuncia o quanto o método de produção de séries atual beira o insustentável, com gastos exorbitantes que não deixam espaço para qualquer imprevisto. Se, há cinco ou seis anos, séries que custassem US$ 5 milhões por episódio eram um luxo dedicado à TV a cabo, hoje é comum que até algumas produções da TV aberta cheguem a esse valor.

GLOW

O segundo diz respeito ao volume de produções seriadas com que lidamos anualmente — um volume que há alguns anos analistas consideram excessivo e que, mesmo durante a pandemia, não diminuiu. Estamos em outubro, as filmagens estão interrompidas desde março e, mesmo assim, a Netflix segue despejando semanalmente muito mais conteúdo do que um assinante seria capaz de consumir em tempo hábil. A gigante do streaming também já prometeu que não vai ficar sem conteúdo mesmo se não voltar a filmar integralmente em 2020, o que escancara o volume de séries programadas. Será tudo isso realmente necessário se o resultado depois for uma onda de cancelamentos porque os gastos não estão exatamente equilibrados?

O resultado dessa equação é menos catastrófico do que se imagina, já que foi essa obsessão com volume que fez a Netflix não ficar sem conteúdo. Concorrentes fortes como HBO, FX e Prime Video, por exemplo, também não ficaram sem programação, mas a ausência de carros-chefe como Euphoria, Succession (HBO), American Crime Story e Atlanta (FX) acabam sendo muito mais sentidos do que a falta de Stranger Things, por exemplo, em meio a The Crown, A Maldição da Mansão Bly e Umbrella Academy. O jogo do volume, neste caso, acaba virando rei.

Diretor do remake de ‘Brinquedo Assassino’ comandará terror produzido por Sam Raimi

De acordo com o Deadline, Lars Klevberg (do remake de ‘Brinquedo Assassino‘) irá dirigir o terror ‘Be My Eyes‘, que será produzido por Sam Raimi.

A trama seguirá uma estudante de direito que se voluntaria a receber chamadas de vídeo anônimas de pessoas cegas através de um aplicativo para ajudá-los a “ver” e fazer tarefas simples. Uma noite, ela precisa correr contra o tempo após receber uma chamada assustadora de um mulher chega prestes a ser sequestrada.

O roteiro, escrito por Jud Cremata, será revisado por Jeff Buhler (do remake de ‘Cemitério Maldito‘).

A Paramount Pictures será responsável pela distribuição do longa.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

‘Arrow’: Última temporada já está disponível na Netflix!

A 8ª (e última) temporada da série ‘Arrow‘ já estreou na Netflix! Todos os 10 episódios do ciclo final já estão disponíveis no serviço de streaming.

Confira o trailer:

Baseada nos quadrinhos da DC Comics, a série deu origem ao Arrowverse da CW.

A trama segue Oliver Queen, um playboy bilionário de Starling City, que passa cinco anos naufragado em uma ilha misteriosa. Após seu retorno à Starling City, ele se reencontra com sua mãe, Moira Queen, sua irmã, Thea Queen, e seu melhor amigo, Tommy Merlyn. A série centra-se em Oliver reacendendo seus relacionamentos, passando as noites caçando, e, às vezes, matando criminosos como um vigilante encapuzado. Ele descobre uma conspiração para destruir os Glades, um bairro mais pobre da cidade que se tornou sobreposta com a criminalidade. John Diggle e Felicity Smoak ajudam Oliver em sua jornada. Oliver também se reconecta com a ex-namorada, Laurel Lance, que ainda está irritada com seu envolvimento na morte presumida de sua irmã. A série também apresenta flashbacks de Oliver no período em que esteve na ilha, e mostra como ela o mudou.

O elenco conta com Stephen Amell, David Ramsey, Emily Bett Richards, Katie Cassidy, Paul Blackthorne, Willa Holland e Echo Kellym.

‘O Mandaloriano’ ganha HILÁRIO trailer honesto; Assista!

A primeira temporada de ‘O Mandaloriano‘ ganhou um trailer honesto hilário.

Confira:

Vale lembrar que, no Brasil, a segunda temporada irá estrear no dia 17 de novembro.

Criada por Jon Favreau (do live-action ‘O Rei Leão‘), a série se passa no mesmo universo da franquia ‘Star Wars‘.

A trama se passa depois da queda do Império e antes da insurgência da Primeira Ordem. A narrativa segue a jornada de um artilheiro solitário nos confins da galáxia, longe da autoridade da Nova República.

O elenco conta com Pedro PascalGina CaranoGiancarlo EspositoEmily SwallowCarl WeathersOmid Abtahi, Nick Nolte e Werner Herzog.