Em entrevista ao Comic Book Debate, o diretorZack Snyder revelou que não pretende fazer mais filmes de super-heróis da DC após lançar sua versão da ‘Liga da Justiça‘.
“Eu tenho muitos projetos acontecendo agora. Fico muito feliz que os fãs tenham tanta fé na trajetória. Isso é incrível. Estou animado para eles verem a Liga da Justiça para que possam realmente beber todo o elixir da Liga da Justiça. Mas se eu continuaria na DC após isso? Não faz parte dos meus planos”, afirmou.
Vale lembrar que a versão de Snyder não faz parte do “novo projeto da DC Films” e os executivos do estúdio descrevem a versão HBO Max da ‘Liga da Justiça‘ “como um beco sem saída, uma rua que não leva a lugar nenhum.”
O chefe da DC Films, Walter Hamada, revelou a informação ao The New York Times.
Em outras palavras, as chances de uma sequência, desdobramentos ou esse corte do filme influenciar outras histórias são mínimas. Isso não é muito surpreendente e pode explicar por que tem havido rumores de um seguimento possivelmente assumindo a forma de uma história em quadrinhos (provavelmente escrita por Snyder com arte da Editora DC Jim Lee).
A nova versão será um evento dividido em quatro partes e com duração de quatro horas (o que faz com que cada “capítulo” tenha uma hora de exibição).
Conforme Snyder prometeu, a nova versão trará vários arcos inéditos de personagens, incluindo a história completa do Ciborgue e a introdução de Iris West (Kiersey Clemons) ao DCEU.
Em 2017, a NBC cancelou a série ‘Timeless‘ após uma única temporada, mas acabou voltando atrás depois que os fãs protestaram contra a decisão.
E o mesmo pode acontecer com ‘Manifest‘, cancelada recentemente após sua 3ª temporada.
De acordo com o Deadline, os executivos da Warner Bros TV estão negociando com a Netflix um possível retorno da atração.
O motivo? Os exorbitantes números de audiência que a série vem alcançando desde que suas duas primeiras temporadas foram adicionadas ao catálogo da Netflix nos EUA.
A atração estrelada porJosh DallaseMelissa Roxburgh foi incluída na Netflix na mesma semana do cancelamento, há cerca de um mês, e continua ocupando o TOP 10 da plataforma desde então.
Além disso, a campanha #savemanifest vem ganhando cada vez mais adeptos nas redes sociais.
Inicialmente, a Netflix havia se recusado a resgatar série, mas agora está extremamente interessada na proposta, inclusive os chefões da própria NBC estariam arrependidos do cancelamento.
Por conta disso, a emissora também pretende entrar na briga pela produção de novos episódios.
O criador de ‘Manifest’, Jeff Rake, vem mantendo os fãs atualizados sobre os desdobramentos das negociações situação através de seu perfil do Twitter.
Desde 12 de julho, ele começou a compartilhar mensagens falando sobre o forte desempenho da série na Netflix e sugerindo um ‘caso de renovação’, pedindo repetidamente aos fãs para manterem a fé.
Ontem, Rake escreveu uma misteriosa publicação com as seguintes palavras:
“Muita especulação por aí. Sem comentários. Além disso, se o impossível acontecer e os mortos ressuscitarem, é por causa de VOCÊS. #savemanifest.”
Lots of speculation out there. No comment. Other than, if the impossible happens and the dead rise again, it’s because of YOU.#SaveManifest
So Manifest is number 1 in the US for like a month on Netflix. It’s not even on Netflix UK otherwise it would be number 1 here to, how much more proof do they need to save it. P.S Put it on our netflix and see. @netflix@NetflixUK#SaveManifest
— StephanieDoherty (@stephinedoherty) July 5, 2021
“‘Manifest’ permanece sendo a série mais popular na Netflix por mais de um mês. Essa série não está no catálogo do Reino Unido, ou estaria no topo aqui também. Quanto mais prova você precisa para salvá-la?”
“Por favor, Netflix, não nos decepcione. ‘Manifest’ tem sido a produção mais popular no seu catálogo por quase um mês! Salve a série!”
Vale lembrar que as duas primeiras temporadas estão disponíveis na GloboPlay!
Criada por Jeff Rake (‘Os Mistérios de Laura‘), a série é inspirada no desaparecimento do vôo 370 da Malaysia Airlines, em 2014.
Na trama, o voo 828 desaparece do radar e retorna cinco anos depois, quando o mesmo já tinha sido considerado perdido no fundo do mar. O tempo não passou para os passageiros do avião, enquanto que para seus familiares foram os piores anos de suas vidas. A série irá acompanhar a vida pessoal destes passageiros, assim como o mistério que os envolvem.
O elogiado terror ‘X‘ (que conquistou 96% de aprovação no Rotten Tomatoes) finalmente ganhou data de estreia nos cinemas nacionais.
A Playarte Pictures lançará o novo filme do Ti West estreia nos cinemas nacionais dia 28 de Julho.
A trama se passa em 1979 e acompanha um grupo de cineastas que viajam até a zona rural do Texas para gravar um filme adulto, mas sua anfitriã reclusa os pega no ato e eles logo precisam lutar desesperadamente por suas vidas.
Nosso crítico e editor-chefe, Renato Marafon, já viu o filme e fez sua crítica em vídeo da produção que se tornou um fenômeno em pouco tempo.
Assista a crítica:
Além da direção, Ti Westtambém é responsável pelo roteiro do filme.
‘Coringa: Loucura a Dois’ (‘Joker: Folie à Deux’) está sendo filmado em Nova Jersey e a Getty divulgou as primeiras imagens da vencedora do Oscar Lady Gaga caracterizada como Harley Quinn – a Arlequina.
O enredo da sequência ainda é mantido em segredo, mas a teoria atual é que ele abordará a origem do romance entre o Coringa e a sua clássica parceira no crime.
Confira, com vídeos:
PERFEITA! Foram divulgadas as primeiras imagens da Lady Gaga caracterizada como a Arlequina em #Coringa 2 – Folie à Deux, que ela estrela ao lado de de Joaquin Phoenix.
Um vídeo dos bastidores revelou uma cena em que o Asilo Arkham, que já apareceu no primeiro filme, está em caos completo.
Um hospital abandonado em Nova Jersey foi utilizado para a gravação da cena, em que mostra o famoso hospital psiquiátrico de Gotham City parcialmente em chamas, indicando que o local será uma parte importante da trama do novo filme.
Vale destacar que Folie à Deux é um termo que significa “psicose compartilhada”, o que pode ser referência ao fato de que Gaga irá interpretar Arlequina.
Lançado em 2019, ‘Coringa‘ ultrapassou a impressionante marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais, a partir de um orçamento de apenas US$ 70 milhões.
O renomado diretor Yorgos Lanthimos teceu elogios à atrizEmma Stone por sua atuação e postura destemida nas cenas de sexo em seu novo filme ‘Pobres Criaturas‘, que já está em exibição nos cinemas nacionais.
Ele destacou como Emma Stone abordou esses momentos íntimos “sem nenhuma vergonha”, o que foi essencial para a realização do filme.
“É uma pena que Emma não possa estar aqui para dizer mais sobre isso, porque não sou eu quem deveria falar desse assunto. Acima de tudo, é importante entender que o sexo é uma parte intrínseca do livro original”, comenta o diretor. Vale ressaltar que a atriz não esteve presente no Festival pois está aderindo à greve dos atores de Hollywood.
Além disso, o diretor salientou que a personagem de Bella Baxter é caracterizada por uma liberdade que abrange todos os aspectos de sua vida, incluindo sua sexualidade.
“Era importante para mim fazer um filme que não fugisse do sexo, porque isso seria trair completamente a minha protagonista. Tive que confiar em Emma para não ter vergonha de seu próprio corpo, de sua nudez, de se engajar nesse tipo de cena… e ela entendeu isso imediatamente”, continuou Lanthimos.
Emma Stonedá vida à Bella Baxter, uma jovem trazida de volta à vida por Dr. Godwin Baxter (Willem Dafoe), um cientista excêntrico, mas brilhante. Mark Ruffalo também faz parte do elenco.
Confira a sinopse oficial abaixo:
Uma das criações mais brilhantes de Alasdair Gray, ‘Poor Things’ é uma revisão pós-moderna de ‘Frankenstein’ que traz, no lugar do monstro tradicional, Bella Baxter, uma linda jovem erotomaníaca trazida de volta à vida com o cérebro de um infante. A ambição de Godwin Baxter em criar a companheira perfeita se concretiza quando ele encontra o corpo afogado de Bella – mas seu sonho é ameaçado pelo amor ciumento do Dr. Archibald McCandless pela criação.”
Lembrando que Stone já trabalhou com o cineasta na aclamada e bizarra cinebiografia ‘A Favorita’, que lhe rendeu uma terceira indicação ao Oscar, dessa vez na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.
Em entrevista EXCLUSIVA ao CinePOP para promover ‘Megalópolis‘, o diretor Francis Ford Coppolarevelou que Curitiba inspirou a cidade título do filme.
“Bem, em parte. Fui a muitos lugares no mundo que pensei que tinham ideias avançadas. Portland no Oregon, mas também a cidade de Curitiba, com o jovem prefeito Jamie Lerner, que teve tantas ideias inovadoras para fazer de Curitiba a cidade interessante que era e uma cidade mais feliz, pensei. Então, sim.”, ele disse.
O diretor ainda elogiou o Brasil:
“Eu sempre amei o Brasil. Eu tive muitos momentos felizes que passei aqui. E eu aprendi muito aqui e entendi o que é Alegria.”, ele concluiu.
A trama do filme acompanha a reconstrução de uma metrópole após sua destruição acidental, com duas visões concorrentes – a de um arquiteto idealista (Adam Driver) e a de um prefeito pragmático (Giancarlo Esposito) – entrando em conflito durante o processo. O filme tem uma duração de duas horas e 15 minutos e apresenta abundantes referências à Roma Antiga, incluindo cortes de cabelo estilo César nos personagens masculinos.
O filme traz um elenco repleto de estrelas como Giancarlo Esposito (‘Once Upon a Time’), Forest Whitaker (‘O Último Rei da Escócia’), Nathalie Emmanuel (‘Game of Thrones’), Jon Voight (‘Ray Donovan’), Laurence Fishburne (‘Matrix’), Aubrey Plaza (‘The White Lotus’), Shia LaBeouf (‘Transformers’), Talia Shire (‘O Poderoso Chefão’), Jason Schwartzman (‘A Crônica Francesa’), Grace VanderWaal (‘A Extraordinária Garota Chamada Estrela’), Kathryn Hunter (‘A Tragédia de Macbeth’) e James Remar (‘Era Uma Vez… Em Hollywood’).
‘Truque de Mestre – O 3º Ato’ (Now You See Me: Now You Don’t), novo lançamento da Paris Filmes que chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 13, estreou com desempenho superior ao dos dois filmes anteriores.
Enquanto, no primeiro dia, ‘Truque de Mestre‘ (2013) vendeu 55 mil ingressos e ‘Truque de Mestre – O 2º Ato‘ (2016) alcançou 61 mil, ‘Truque de Mestre – O 3º Ato’ superou essas marcas e reforçou a popularidade da franquia, somando 66 mil ingressos vendidos na estreia.
Nos EUA, o reboot de ‘O Sobrevivente‘ e a sequência ‘Truque de Mestre: O 3° Ato‘ irão brigar pelo topo das bilheterias nos EUA.
Projeções recentes indicam que ambos filmes devem abrir acima de US$ 20 milhões no país.
Na última quinta-feira (13), o terceiro filme da franquia ‘Truque de Mestre‘ levou a melhor, somando US$ 2.1 milhões contra US$ 1.9 milhões arrecadados pelo reboot estrelado por Glen Powell (‘Todos Menos Você’).
‘Truque de Mestre – O 3º Ato’ conquistou uma aprovação positiva no Rotten Tomatoes, com 61% de aprovação baseado em 28 avaliações.
Para efeito de comparação, o filme original, ‘Truque de Mestre’, obteve 51% de aprovação com 171 avaliações, enquanto a sequência ‘Truque de Mestre: O Segundo Ato’ amargou 34%, com base em 197 avaliações.
Os Quatro Cavaleiros retornam com uma nova geração de ilusionistas realizando reviravoltas, surpresas e mágicas alucinantes, diferentes de tudo já capturado em filme.
As ações do tabuleiro estratégico em meio ao caos da segunda guerra mundial. No início da segunda guerra mundial a Noruega adotou uma postura neutra nos conflitos que se seguiam pela Europa mas isso não quer dizer que o país nórdico não fosse uma peça chave num capítulo da pior das guerras. Dirigido pelo cineasta Erik Skjoldbjærg, o longa-metragem Narviknos apresentafatos históricosdentro do contexto dos horrores de uma sangrenta batalha pelos olhos noruegueses de uma cidadezinha gelada de pouco menos de 20.000 habitantes. O conceito de sacrifício aqui ganha contornos quando pensamos ao mesmo instante sobre a moral. Os conflitos nessa linha se jogam nas condutas militares de todas as partes e nas escolhas sobre família em meio ao desespero do não saber como vai ser o amanhã.
Na trama, conhecemos o soldado do exército norueguês Gunnar (Carl Martin Eggesbø) que está muito feliz por estar retornando para sua cidade natal, Narvik, e reencontrar sua esposa Ingrid (Kristine Hartgen), seu filho e seu pai. Só que os alemães resolvem ocupar a cidade por conta da importância estratégica pelo minério de ferro, deixando as autoridades norueguesas em uma gangorra política pois isso fere o conceito de neutralidade que eles tem no conflito. Assim, Gunnar, segue as ordens do seu major e vão para resistência enquanto Ingrid, que trabalha em um hotel e fala alemão, acaba virando intérprete de um cônsul alemão. Ao longo desse retrato cheio de dilemas, marido e esposa precisarão enfrentar conflitos em busca de algum dia voltarem a viver juntos como família.
Nessa história, que marca mais um recorte angustiante na mais letal das guerras, há um contexto importante sobre a posição geográfica da Noruega e o minério de ferro produzido lá que abastecia grande parte das indústrias de armas alemães. Essa questão política é muito bem detalhada nos primeiros minutos de projeção, além de ser algo que aparece como pano de fundo para todos os conflitos que se seguem. Os personagens são fictícios mas esse conflito realmente existiu e é considerado até hoje a maior batalha em solo norueguês.
O lado da população norueguesa e as iminentes cicatrizes da guerra giram em torno do desespero de estarem literalmente no meio de um conflito. Vemos famílias, pais e filhos traumatizados, no meio do fogo cruzado entre britânicos (depois franceses e poloneses) e alemães. As escolhas, e perguntas sobre de qual lado você está na guerra (um dos fortes conflitos de um dos personagens), giram em torno da necessidade, com lampejos na moral, enquanto a destruição toma conta da pequena cidade no norte da Noruega.
Considerada a primeira derrota de Hitler na segunda guerra mundial, a retomada de Narvik é um fato histórico e que nessa produção disponível na Netflix ganha contornos angustiantes nos dilemas que passam seus impactantes personagens.
Baseado num light novel (ou romance rápido) chamado All You Need is Kill (nome inicial da produção cinematográfica igualmente), de Hiroshi Sakurazaka, No Limite de Amanhã se tornou uma das grandes apostas da Warner para o verão americano de 2014, e o novo filme do astro Tom Cruise (Oblivon). A trama é adaptada pelo vencedor do Oscar Christopher McQuarrie, que tem no currículo os roteiros dos irregulares O Turista (2010), Jack Reacher: O Último Tiro (2012) e Jack – O Caçador de Gigantes (2013).
No filmeCruise é Cage (nome sugestivo e antônimo de qualidade), um militar covarde. A escolha pela característica é interessante e serve para desmistificar a figura do ator, sempre atrelada a do herói de ação. Esse momento inicial, com o protagonista tentando escorregar de todas as formas de suas obrigações no campo de batalha, rende o melhor esforço da obra e ficamos desejando mais. O filme nos apresenta um futuro caótico em guerra, no qual os humanos são forçados a enfrentarem uma raça alienígena testando sua capacidade ao limite.
A decisão pelo título genérico é outro erro. Tanto no original quanto em sua tradução em nosso idioma, será um desafio para qualquer um lembrar o nome deste filme. Entra em cena a melhor coisa da produção, o Primeiro Sargento Farell, interpretado pelo veterano Bill Paxton. Ele é durão e tem como tarefa colocar na linha o medroso protagonista. Não por acaso, este momento pré-guerra tem como forte referência Aliens – O Resgate (1986), filme marco sobre combate militar contra raça alienígena. E que contém Paxton como o medroso soldado Hudson. Pode-se argumentar inclusive que Aliens serviu como base para os exoesqueletos deste filme (alguém lembra da grande empilhadeira amarela?).
Outro argumento é que esta nova produção contém a mensagem subliminar da Cientologia sobre vencer o medo, um dos mantras da religião, utilizado fortemente em Depois da Terra (2013). Os astros Tom Cruise e Will Smith são adeptos da fé. Daí No Limite do Amanhã se desenvolve e torna-se dois filmes (ou quem sabe alguém consiga achar mais). O primeiro é um básico e direto filme sobre combate alienígena, com muitas cenas geradas em computador onde a carnificina corre solta. São jatos caindo em soldados, explosões e todo tipo de caos no campo de batalha (que começa no ar).
O segundo é um filme sobre “repetição do dia”. Quando Cruise é morto, ele volta exatamente para o ponto de seu recrutamento. Quem já viu produções como Feitiço do Tempo (1993) ou Contra o Tempo (2011) sabe exatamente. Filmes assim podem ser divertidos, não é o caso aqui. Temos também Rita Vrataski, personagem da bela (e agora sarada) Emily Blunt (Meus Dias Incríveis). Conhecida como “Anjo de Verdun”, por seus atos heroicos no campo de batalha e como “Full Metal Bitch” (“Megera de Ferro” no Brasil) pelos companheiros soldados – referência ao filme de guerra de Stanley Kubrick, Nascido para Matar (Full Metal Jacket, 1987).
A personagem de Blunt carrega um grande pedaço de metal usado como espada, que seria mais adequado para um dos robôs de Círculo de Fogo, jamais por uma mulher em seus 50 kg. Mas sem dúvidas fica legal visualmente. O que promete agradar o público alvo, jovens aficionados por videogames. Tudo em No Limite do Amanhã é simplesmente confuso demais. É um desafio para qualquer um tentar entender a trama, ou pior, se importar. O núcleo do filme é raso, guerra contra aliens, sem que exista algo para compensar (diálogos interessantes, personagens bem explorados ou momentos de ação memoráveis). Não existe subtexto aqui.
A fotografia do vencedor do Oscar Dion Beebe (Lanterna Verde e O Elo Perdido) é demasiadamente escura (uma tendência nos blockbusters deste ano), fato que prejudica bastante o resultado. As cenas de ação, que deveriam vender a obra, são aceleradas demais e incompreensíveis para os que já passaram dos trinta. Este é o tipo de filme que faz jus ao cinema de Michael Bay e seus Transformers. O combate aos aliens é neste nível, sem que consigamos sequer dar uma boa olhada no que os heróis enfrentam. O americano Doug Liman (diretor do filme) começou a carreira de forma promissora em obras como Swingers (1997) e Vamos Nessa! (1999), e inclusive no gênero já viu dias melhores, vide A Identidade Bourne (2002), Sr. & Sra. Smith (2005) e Jumper (2008).
O mais recente super lançamento dos estúdios Disney já se encontra disponível para o acesso de todos os assinantes da plataforma Disney+. Pinóquio é o mais novo produto da casa do Mickey, com o valor de US$150 milhões em seu orçamento, lançado direto no streaming, sem antes passar pelos cinemas do mundo. Com direção deRobert Zemeckis (da trilogia De Volta para o Futuro e Forrest Gump), o filme conta com Tom Hanks no papel do inventor Geppetto e, é claro, é a versão em live-action (com atores reais) do clássico longa-metragem em animação do mesmo estúdio, de 1940 – a segunda animação do estúdio, depois de Branca de Neve(1937).
No entanto, como muitos devem saber, a história dePinóquio já existia antes de cair nos domínios da Disney em 1940, tendo sido escrita pelo italiano Carlo Collodi. A ideia nasceu ainda em 1880, com o autor se tornando fascinado pelo conceito de usar personagens fantasiosos como meio de expressar suas próprias convicções através de alegorias. Assim surgia Storia di un burattino (história de uma marionete), depois também chamado Le Avventure di Pinocchio, historinhas publicadas semanalmente no jornal para crianças. O conto fala sobre um artesão chamado Geppetto, que sonhava em ter um filho, e esculpe um boneco de madeira. A tal marionete ganha vida e o velho solitário começa a trata-lo como filho. Mas o sonho do ser de madeira é se tornar um menino de verdade.
Uma história tão potente como esta, que ainda carrega dezenas de outras alegorias em suas linhas, é claro que receberia as mais variadas adaptações para as telas. Muitas utilizando o núcleo da narrativa em outras histórias. Aqui, nesta nova matéria, no entanto, apresentaremos todas as versões que a história original Pinóquio já recebeu nas telonas e telinhas desde sua criação. Confira abaixo.
Depois da criação nas páginas do autorCarlo Collodi, é seguro dizer que a primeira adaptação mais famosa que a história recebeu foi na forma de um longa-metragem em animação da Disney. O clássico de 1940 foi o segundo longa do estúdio e encantou plateias pelo mundo, tanto os que conheciam quanto os não familiarizados com a sua narrativa. E o filme segue emocionando novas gerações, tido como um ícone imortal que ajudou a cimentar a Disney nos corações dos fãs.
Ao longo dos anos desde o fenômeno que foi a animação Pinóquio da Disney em 1940, diversas roupagens da história foram produzidas, mas nenhuma muito significativa. A próxima que causaria algum impacto seria lançada apenas em 1996, na forma de um filme em live-action produzido pela New Line e com o vencedor do Oscar Martin Landau como Geppetto e Jonathan Taylor Thomas como Pinóquio.
Apesar de nem de perto ter sido o sucesso esperado, muito pelo contrário, As Aventuras de Pinóquio (1996) conseguiu gerar uma sequência – mesmo que com um lançamento direto em vídeo. A New Line não quis mais saber do projeto, e nem Jonathan Taylor Thomas, substituído por Gabriel Thomson. Mas Martin Landau pagava seus pecados (e os boletos) retornando como Geppetto.
Se a versão em live-action de 1996 para Pinóquio pode ter parecido um tanto creepy e bizarra, os fãs não perdiam por esperar o que viria a seguir. Considerado não apenas um dos mais estranhos filmes baseados no famoso conto, como também um dos piores longas de todos os tempos,Pinóquio (2002) escrito, dirigido e estrelado por Roberto Benigni recebeu indicações de pior filme, diretor, roteiro, pior dupla e remake, e levou o “prêmio” de pior ator no Framboesa de Ouro de 20 anos atrás. Dentre as coisas mais esdrúxulas do filme está o elemento “Chaves”, onde o próprio Benigni, então no auge de seus 50 anos, resolveu viver o “menino” de madeira Pinóquio e para isso usou um efeito para diminuir sua estatura. Horrível. E pensar que seu trabalho anterior havia sido o vencedor do Oscar A Vida é Bela (1997).
Se você acha que já havia visto de tudo em relação ao personagem Pinóquio nas telas – até mesmo um homem de 50 anos interpretando o personagem -, se engana. Essa animação da Espanha imaginou o conto de Pinóquio passado no futuro, no ano 3000. Aqui, Geppetto é um inventor cibernético, a fada azul é um holograma e o protagonista de madeira se torna um robô super avançado tecnologicamente e equipado de emoções.
Pinóquio também migrou para as telinhas no fim dos anos 2000, nesta produção italiana filmada na Toscana, mas falada em inglês, na forma de uma minissérie em dois episódios. Nesta adaptação, chama atenção a presença do saudoso ator indicado ao Oscar Bob Hoskins no papel de Geppetto. A bela atriz italiana Violante Placido dá vida à Fada Azul.
Já na década de 2010, a primeira adaptação de Pinóquio que se destacou foi esta animação italiana de 2012, que conta com um visual inusitado de cores berrantes e uma arte puxada ao teor do surrealismo, quase como se o artista Romero Britto tivesse assumido a parte estética do longa.
Curiosamente, após a grande “flopada” que foi o resultado de seu Pinóquio, Roberto Benigni recebia de um conterrâneo a chance de se redimir. A versão de Benigni era planejada para se tornar um grande sucesso, mas infelizmente se tornou um grande fiasco. Quase 20 anos depois, Matteo Garrone resolveu fazer da maneira certa e escalou Benigni para o papel mais apropriado de Geppetto, numa versão mais séria e dramática do conto de fantasia.
Lançada ano passado, essa versão russa para o conto clássico de Pinóquio é uma animação moderna gerada através de gráficos de computadores, assim como Pinóquio 3000 em 2003. O que chama atenção aqui em primeiro lugar é o fato de o protagonista não ser mais um menino e sim um jovem rapaz. Segundo, a dublagem americana, que conta com a voz do sumido “figuraça” Pauly Shore como Pinóquio. Inusitado é pouco.
Chegamos finalmente aos dois últimos itens da lista, os filmes “gêmeos” de Pinóquio em 2022. O primeiro é este, que já estreou diretamente na plataforma da Disney+ e se segue de forma fiel a animação do estúdio, afinal trata-se de sua versão em live-action. O grande chamariz é a presença do astro Tom Hanks no papel do inventor Geppetto, e a direção de Robert Zemeckis, da trilogia De Volta para o Futuroe Forrest Gump. Apesar de tamanho cacife, infelizmente a animação não fez sucesso com os críticos, que consideraram, entre outras coisas, os efeitos ruins.
O segundo filme dePinóquio deste ano chega mais para o fim de 2022, igualmente sem passar pelas telas de cinema mundiais. Trata-se de uma produção da Netflix. O primeiro item a ser adereçado aqui é que diferentemente da versão da Disney, a produção da Netflix é uma animação completa, realizada no estilo stop-motion. Segundo é o nome por trás do projeto, o do cineasta mexicanoGuillermo del Toro no comando da obra – que já havia produzido algumas animações, mas nunca dirigido um longa-metragem inteiramente nestes moldes. Portanto, esperem um filme um pouco mais sombrio do que de costume em sua visão do conto. O que achamos ótimo.
De acordo com o TVLine, Jeremy Jordan não fará mais parte do elenco fixo da série ‘Supergirl‘ na 4ª temporada. No entanto, o ator continuará aparecendo em caráter recorrente.
“Nós amamos o Jeremy, e, apesar dele não estar em todos os episódios, nós não estaremos dando adeus ao seu personagem,” revelaram os produtores executivos Robert Rovner e Jessica Queller. “Nós já estamos criando ótimas histórias para ele no momento, e acreditamos que os fãs ficarão animados com o que os esperam.”
Confira o trailer e fotos promocionais do último episódio da terceira temporada:
A CW divulgou o trailer de sua nova série, ‘In the Dark‘.
Confira:
A série irá estrear no dia 4 de abril.
A trama segue uma deficiente visual que é a única “testemunha” do assassinato de sua amiga traficante. Depois que a polícia descarta sua história, ela sai com seu cachorro, Pretzel, para encontrar o assassino, enquanto também gerencia sua vida amorosa e o trabalho que ela odeia na escola de cães-guia de propriedade de seus pais superprotetores.
No complexo do Alemão, o policial civil Machado e seus comandados, Ciro e Freitas, executam uma missão secreta: a prisão de um grande líder do tráfico de drogas. Supervisionados pela delegada Amanda e seguindo as pistas de um informante, a ação sofre uma emboscada. Foragidos, os policiais são caçados por traficantes. Enquanto isso, no centro de operações, Amanda conduz uma investigação sobre o ocorrido e orienta o grupo a sair do Alemão com vida.
Avançando para a década de 1980, a próxima aventura nos cinemas da Mulher-Maravilha a coloca frente a novos inimigos. Mulher-Maravilha 1984, da diretora Patty Jenkins, é estrelado por Gal Gadot no papel-título ao lado de Chris Pine como Steve Trevor, Kristen Wiig como A Mulher-Leopardo, Pedro Pascal como Max Lord, Robin Wright como Antíope e Connie Nielsen como Hipólita.
A adaptação de ‘Bird Box‘, estrelada por Sandra Bullock, foi um enorme sucesso na Netflix, então o desenvolvimento de uma sequência não é uma surpresa.
Porém, foi anunciado que, ao invés de uma continuação direta do primeiro filme, o universo da franquia ganhará diversos spin-offs ao redor do mundo, contando o impacto da chegada da desconhecida entidade através de diferentes perspectivas.
De acordo com o Deadline, um derivado espanhol já está em desenvolvimento.
O novo filme contará com o retorno dos produtores Dylan Clark (‘Batman’) e Chris Morgan (‘Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw’).
A dupla David Pastor e Àlex Pastor, conhecida por comandar o suspense pandêmico ‘Vírus‘, será responsável pelo roteiro e direção do spin-off.
As filmagens estão programadas para começarem no final do ano, na Espanha.
O terror ‘Glorious‘, estrelado por Ryan Kwanten (‘True Blood’), ganhou o primeiro teaser.
Confira:
Rebekah McKendry (‘Contos de Halloween’) é responsável pela direção.
Um jovem começa a perder o controle após o término de um relacionamento. Sua situação piora após ele ficar preso dentro de um banheiro com uma figura misteriosa (J.K. Simmons), que fala com ele da cabine ao lado. Enquanto ele tenta escapar, ele percebe que está participando de algo muito mais sinistro do que poderia imaginar.
A Diamond Films divulgou o trailer nacional de ‘Missão de Sobrevivência‘, filme de ação estrelado por Gerard Butler (‘Alerta Máximo’).
Confira, dublado e legendado:
O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 22 de junho.
Ric Roman Waugh é responsável pela direção. O longa marca a reunião do cineasta com o astro Gerard Butler, que já haviam trabalhado juntos em ‘Invasão ao Serviço Secreto‘ (2019) e ‘Destruição Final: O Último Refúgio‘ (2020).
Tom Harris (Butler) é um agente secreto da CIA que está em uma ação no Oriente Médio. Depois de ter sua explosiva missão e identidade reveladas, Harris se vê encurralado no coração de um território hostil. Para escapar, ele e seu tradutor precisam sair do deserto e chegar o mais rápido possível em uma base em Kandahar, fugindo de forças de elite inimigas e de espiões internacionais que querem matá-los.
Skarsgård (‘Noites Brutais’) interpreta um personagem mudo e surdo, com uma imaginação vibrante. Quando sua família é assassinada, ele foge para a floresta e é treinado por um xamã misterioso (Yayan Ruhian) para suprimir sua imaginação infantil e se tornar um instrumento da morte.
Através do seu Instagram, o showrunner Brad Caleb Kane divulgou uma nova imagem dos bastidores da série ‘Crystal Lake‘, que servirá de pré-sequência ao clássico ‘Sexta-Feira 13‘.
Callum Vinson (‘Chucky’) dará vida ao Jason Voorhees, enquanto Linda Cardellini (‘Scooby-Doo’) viverá sua mãe, Pamela Voorhees.
A narrativa de ‘Crystal Lake‘ acompanhará a juventude de Jason e, principalmente, a trajetória emocional de sua mãe. Na nova versão, Pamela é retratada como uma ex-cantora que abandonou a carreira para cuidar de seu filho com necessidades especiais. Sua vida toma um rumo sombrio após a aparente morte do garoto no lago.
O elenco ainda contará com Nick Cordileone como Ralph — possivelmente uma nova versão do “Louco Ralph”, conhecido por alertar sobre a maldição do acampamento nos dois primeiros filmes; Joy Suprano como Rita, Danielle Kotch como Claudette; e Phoenix Parnevik como Barry. Os dois últimos remetem diretamente aos primeiros conselheiros assassinados por Pamela na trama original.
William Catlett (‘A Thousand and One’), Cameron Scoggins (‘Nashville’), Devin Kessler (‘Godfather of Harlem’) e a novata Gwendolyn Sundstrom completam o elenco.
Brad Caleb Kane (‘Bem-Vindos a Derry’) será o showrunner da atração.
Michael Lennox (‘Derry Girls’), Celine Held & Logan George (‘O Segredo do Caddo Lake’) e Quyen Tran (‘The Pitt’) serão responsáveis pela direção.
O último filme da franquia foi lançado em 2009 e estrelado por Jared Padalecki. Apesar dos esforços em reviver a franquia, o longa foi um fracasso de crítica, registrando 26% de aprovação no Rotten Tomatoes e arrecadando apenas US$ 90 milhões nas bilheterias mundiais.
James Gunn já tem seu vingador escolhido para uma possível futura aparição no universo de ‘Guardiões da Galáxia’.
Durante uma rodada de perguntas e respostas feita por ele em sua conta do Facebook, um usuário o questionou sobre quem ele escolheria para aparecer na narrativa.
“Se você pudesse escolher um Vingador para trazê-lo a um filme ao lado dos Guardiões, que você pegaria? Quem você que se adequaria melhor ao perfil deles?”
O CinePOP publicou um vídeo revelando quais são as CINCO CENAS PÓS-CRÉDITOS de ‘Guardiões da Galáxia Vol. 2’, para aqueles fãs mais afoitos que não se aguentam e querem tudo antes de todo mundo.
Não prossiga se não quiser saber o que acontece nas cenas pós-créditos.
‘Vingadores: Guerra Infinita’ já está entre nós e o elenco da aguardada produção está percorrendo uma série de programas de TV para divulgar a sequência.
E na aparição mais recente, alguns dos atores recriaram a clássica abertura da sitcom familiar ‘A Família Sol-Lá-Si-Dó‘, apresentando seus respectivos personagens ao som da melodia original.
O longa ‘Clube Terror‘ (Are You Afraid of the Dark?), baseado na popular série teen dos anos 90/2000, perdeu sua data de estreia.
Após o anúncio de que a Paramount adiantaria o lançamento do terror, até então agendando sua chegada para o dia 04 de outubro, o portal Box Office anunciou que os planos mudaram e o filme não mais estreia no período pré-estabelecido.
Ainda sem data de lançamento, a expectativa é que ‘Clube do Terror‘ encontre o público nos cinemas apenas em 2020. Não se sabe também se isso surtirá algum impacto na minissérie da Nickelodeon, também baseada no programa noventista. Anteriormente, o planejado era que ambas fossem lançadas na mesma época.
‘Clube do Terror’ foi desenvolvido e exibido pela Nickelodeon e trazia um grupo de adolescentes em volta de uma fogueira. Em cada episódio um deles era responsável por contar uma história de terror real.
Um dos episódios mais aguardados da 7ª temporada da comédia ‘Brooklyn Nine-Nine‘ foi justamente aquele que trouxe o vencedor do J. K. Simmonscomo o convidado especial.
E uma nova imagem dos bastidores do capítulo em questão foi divulgada, trazendo o veterano cercado pelo elenco principal, no set de gravações.
Confira:
Criada por Daniel J. Goor e Michael Schur, a série havia sido cancelada pela FOX, mas foi resgatada pela NBC.
Jake Peralta é o talentoso e despreocupado detetive do 99º distrito do Brooklyn que, junto ao seu grupo eclético de colegas, lidava com um capitão relaxado no escritório. Tudo muda quando o novo e cronicamente tenso capitão Ray Holt chega à delegacia disposto a fazer com que esse grupo disfuncional de detetives se torne o que há de melhor no Brooklyn.
O drama espanhol ‘Silenciadas‘ (Akelarre) já está disponível na Netflix. A produção teve sua estreia na grade de programação nesta quinta-feira (11).
Baseado em uma história real apresentada no livro “A Feiticeira“, de Jules Michelet, o longa acompanha a luta de um grupo de mulheres contra o sistema da época.
A trama se passa no País Basco, 1609. Para adiar sua execução, um grupo de mulheres acusadas de bruxaria se oferece para realizar um Sabbath para o inquisidor.
Confira o trailer:
‘Silenciadas‘ é protagonizado por Amaia Aberasturi, Àlex brendemühl, Daniel Fanego e Daniel Chamorro.
O longa fora lançado nos cinemas da Espanha em outubro e recentemente adquirido pela Netflix.
A era digital ajudou a tornar tênue aquela linha que separa os famosos e poderosos do restante da população. Em um tempo onde todos parecem mais descuidados – frequentemente expondo seus estilos de vida, seus hábitos e gostos na internet -, desmascarar pessoas públicas se tornou uma espécie de fascínio social.
Entre exposés de youtubers e influencers que pregavam o #FicaemCasa e furavam a pandemia e outras polêmicas e bombásticas revelações envolvendo grandes artistas, o que antes era tão especulado a respeito das vidas secretas das celebridades no auge da Era de Ouro de Hollywood, hoje se tornou uma curiosidade facilmente descoberta em uma rápida busca no Google. Com mais acesso à informação e a possibilidade de todos terem uma voz, histórias pavorosas como a de Armie Hammer passaram de insanas fake news para “isso pode realmente ter acontecido”.
E House of Hammer: Segredos de Famíliachega ao streaming Discovery+ como fruto de uma fagulha que se acendeu em uma misteriosa conta do Instagram chamada House of Effie. Inicialmente anônimo, o perfil reunia acusações impressionantes de estupro, canibalismo e abuso emocional envolvendo um dos homens mais belos, desejados e talentosos de Hollywood.
Surgindo pouco depois da confirmação de que as alegações de abuso sexual contra Justin Bieber eram falsas, o cenário cultural não estava tão convencido de que Hammer seria capaz de tais atrocidades. Mas o surgimento de novos depoimentos tornou inevitável o levantar de sobrancelhas da opinião pública. E diante de tanto escrutínio, uma pergunta ecoava dentro e fora do universo virtual: Seria Armie Hammer um abusador canibal?
Embora existam muitas acusações e diversas mensagens de texto bem gráficas envolvendo seu nome, é necessário afirmar que tudo ainda segue sendo visto como especulações e alegações. Com investigações ainda em andamento e sem qualquer indiciamento de Armie Hammer, não é possível atestar sua real criminalidade. Ainda assim, é impossível dar às costas às dolorosas inúmeras revelações feitas por Courtney Vucekovich, Paige Lorenze e Effie.
E House of Hammer tenta compreender quem o artista se tornou, olhando para sua ancestralidade e o ostensivo histórico dos patriarcas de sua casa. Elli Hakami e Julian P. Hobbs fazem de sua minissérie documental uma análise clínica sobre a raiz do mal, buscando informações e pequenos grandes segredos que envolvem o magnata do petróleo Armand Hammer e toda a sua prole.
E mesmo sem qualquer condenação – exceto a garantia comprovada de que Armand se envolveu no escândalo do Watergate e que manipulava todos à sua volta com ostensiva vigilância e subornos -, o documentário é uma experiência importante, pois nos leva aos átrios de uma excêntrica família aparentemente forjada na agressão doméstica, corrupção, abuso de drogas e violência sexual, física e emocional. Mostrando que ninguém nasce mau, mas torna-se perverso a partir de sua criação, gradativamente conseguimos entender as origens de tanta misoginia estampada em mensagens explícitas enviadas por Hammer. Com informações valiosas que sinalizam um alerta vermelho em qualquer um, a produção tenta montar um quebra-cabeça de todas as pequenas peças rastreáveis deixadas por Armie Hammer ao longo dos anos.
Além de trazer à tona sua conta privada do Instagram, onde ele compartilhava sem qualquer pudor o seu abuso de drogas, práticas sexuais perigosas e comportamento perturbador, a minissérie busca dar voz às supostas sobreviventes, que entre lágrimas e insegurança expõe algumas de suas experiências vividas ao lado do belo ator.
Seus depoimentos são validados por Casey Hammer, neta de Armand Hammer, sobrevivente de estupro por parte de seu pai Julian Hammer e tia de Armie Hammer. Relatando sua própria experiência como a ovelha negra da família – que decidiu expor os homens de sua casa em uma antiga biografia até então desconhecida -, ela não se surpreende com as acusações e entende de qual fonte Armie bebeu.
Testemunha ocular de uma sucessão de comportamentos perniciosos, ela é a única consciente dentro de um lar que parece uma caricatura da família Roy da série Succession. E ao longo de três episódios de uma hora de duração, a minissérie da Discovery+ mais sacia nossa curiosidade do que realmente responde nossas perguntas. Incompleto por ser unicamente calcado em alegações, este não é o documentário definitivo sobre o ator mais controverso da atualidade.
Surgindo dentro do hype de toda a confusão envolvendo o seu nome, ele é uma oportunidade genuína das supostas vítimas terem o respaldo e a segurança que precisam para compartilhar seus traumas. Angustiante e com sérios indicativos de que as acusações são verdadeiras, House of Hammer: Segredos de Família é ainda um alerta de que hoje nenhum segredo hollywoodiano nojento permanecerá escondido por muito tempo. Que isso sirva de lição para aqueles que ainda praticam suas maldades nas sombras da impunidade.
Em 13 anos de carreira no cinema, o belo astro Chris Hemsworthcoleciona alguns trabalhos memoráveis e outros nem tanto. É o momento, portanto, de dar uma pausa na imagem da divindade de longas madeixas e um enorme martelo, para lembramos de seus outros papéis.
Com a estreia de ‘Thor: Amor e Trovão‘, o CinePOP elaborou um ranking do pior ao melhor filme, de acordo com a métrica do Rotten Tomatoes (RT).
Como dito, todos os filmes do universo Marvel estão de fora, também estão exclusos participações especiais, isto é, poucos minutos em tela como nos filmes da franquia Star Trek (2009 e 2013). Vamos a lista:
Nesta refilmagem deAmanhecer Violento (1984), originalmente protagonizada por Patrick Swayze e Charlie Sheen, Hemsworth é Jed Eckert. Ele lidera um grupo de jovens a lutar contra os inimigos invasores que tomaram o governo dos Estados Unidos. Obviamente, não possui a atualidade do original, no período da Guerra Fria, mas presta uma homenagem. O filme lidera o ranking na pior posição, porque os personagens são muito mal desenvolvidos e a lógica da invasão norte-coreana é completamente fora do tom.
Motivados pela sucesso do primeiro filme A Branca de Neve e o Caçador (2012), com arrecadação de mais de $155 milhões apenas nos EUA, a Universal Pictures decidiu dar continuidade a saga. Apesar do elenco contar com Chris Hemsworth, Charlize Theron, Jessica Chastain e Emily Blunt, o filme foi um fracasso comparado ao antecessor. Para ter uma idea, a bilheteria chegou a $48,3 milhões nos EUA. O visual continuou fabuloso, mas o enredo não comprovou a necessidade de uma sequência.
10 – MIB: Homens de Preto – Internacional (Men in Black: International, 2019) – RT 23%
Repetindo a dupla de Thor: Ragnarok (2017), Hemsworth e Tessa Thompson, a continuação da franquia MIB foi um dos maiores fiascos do ano passado. Depois do legado de Will Smith, a Columbia aproveitou o universo extraterrestre para explorar a simpatia do público pelos atores, mas a sugestão dos novos agentes não agradou o público e, muito menos, a crítica. Por outro lado, há rumores de um quinto filme com o elenco original.
Como os dois primeiros trabalhos de Chris Hemsworthnão estão nesta lista, Star Trek (2009) e A Trilha (2009), Reféns do Crime representa seu primeiro papel relevante em longas. A produção, no entanto, foi lançada diretamente em DVD não apenas no Brasil como também nos EUA. Dez anos atrás, o ator deu vida a Sam Phelan, um homem que encontra uma mala de dinheiro e começa a ser perseguido. O enredo, as atuações e a estrutura da obra são de filme B, contudo esta foi a sua primeira chance de mostrar que tinha jeito para a ação.
Considerado uma das piores realizações do renomado Michael Mann, diretor de O Informante (1999) e O Último dos Moicanos (1992), Hacker é uma obra de temática oportuna – terrorismo cibernético -, mas com um enredo inerte e confuso. Sendo já uma super estrela como Thor (2011 e 2013), o ator não consegue salvar a trama intrincada e a produção naufraga em bilheteria, apenas $19,6 milhões no mundo inteiro.
No mesmo ano de Hacker e Vingadores: A Era de Ultron, Hemsworth fecha o calendário com a super produção de Ron Howard (Apollo 13,1995). Durante as filmagens, o ator chocou os fãs com as imagens de perda de massa muscular para viver o segundo capitão Owen Chase. Inspirado na história de origem do clássico Moby Dick, o filme possui ares de épico e uma belíssima composição fotográfica junto aos efeitos especiais. Contudo, a crítica não perdoou a junção de vários elementos de aventura, fantasia e o raso embasamento histórico. A produção custou por volta de $100 milhões e arrecadou $93,9 milhões no mundo inteiro, ou seja, foi um prejuízo, apesar de um grandioso espetáculo.
Branca de Neve e o Caçador é melhor que No Coração do Mar? Poucas pessoas vão pensar duas vezes antes de responder, entretanto, como uma reinvenção dos contos de fábulas, o primeiro agradou mais que o segundo. Na onda deste modelo de filme, vide A Garota da Capa Vermelha (2011) e Espelho, Espelho Meu (2012), o sucesso de bilheteria foi estrondoso, o que deu origem a trágica continuação mencionada acima, quatro anos mais tarde.
Chegamos ao Top 5 com um drama de guerra, liderado por Hemsworth e Michael Shane (Entre Facas e Segredos), sobre heróis da vida real diante dos desdobramentos após o 11 de setembro no Afeganistão. Sempre presente em tramas de ação, o ator consegue mostrar sua energia e aptidão para o tal, em contrapartida, as críticas aos seus projetos recaem sobre o raso conteúdo. Neste caso, o roteiro é tido como uma publicidade de enaltecimento norte-americano.
A produção da Netflix destaca a grande capacidade de Hemsworth em conduzir sozinho um filme de ação. Além do protagonista Tyler hake, o ator também lança-se como produtor do filme, investindo o retorno do seu sucesso em Hollywood. Com uma empolgante trama de resgate, o filme tem como cenário um acerto de contas entre líderes do tráfico de Índia e Bangladesh, o que dá um toque de originalidade ao projeto. Afinal não é todo dia que vemos perseguição de carros nas ruelas de Dhaka [na realidade, as filmagens foram feitas em Ahmedabad, na Índia].
Lançado no mesmo ano que Vingadores: Guerra Infinita e 12 Heróis, a produção orquestrada por Drew Goddard (roteirista de Perdido em Marte, 2015) ficou às sombras e ganhou ares de cult, apesar do grande elenco composto por Jeff Bridge e Jon Hamm, para citar alguns. Na trama, sete estranhos, com sete segredos, se encontram no hotel do título e a trama brinca com o mistério de forma inteligente e contexto social, apoiada nas excelentes performances.
Após ser escolhido para viver o personagem Thor do universo Marvel, este foi o principal trabalho de sua carreira de 10 anos. Elogiado até então pelo seu sexy appeal, a incorporação do piloto James Hunt o levou ao status de grande intérprete. Esta primeira parceria com o diretor Ron Howard, o levaria também ao epopeico No Coração do Mar (2015). Ademais, o filme recebeu duas nomeações ao Globo de Ouro – Melhor Filme de Drama e Melhor Ator Coadjuvante para Daniel Brühl (Adeus, Lênin, 2003)
Lançado diretamente em DVD no Brasil, o filme roteirizado e dirigido por Drew Goddard [sim, o mesmo de Maus Momentos no Hotel Royale] tornou-se cult do gênero terror e considerado pela crítica um dos melhores filmes de 2012. Apesar da divulgação após Thor (2011), o filme é um dos primeiro do ator. Aqui, ele vive o jovem Curt, o estereótipo do esportista bonitão, mas com poucos neurônios. O sucesso da obra é devida a sua metalinguagem de discutir de forma divertida os clichês dos filmes de terror adolescentes e ainda conta com a participação especial de Sigourney Weaver (Alien, o Oitava Passageiro, 1979).
A protagonista de ‘Operação Red Sparrow’,Jennifer Lawrence, contou, em uma nova entrevista ao The Today Show, que demorou para assinar seu contrato para fazer o filme, tudo por conta das cenas de nudez frontal:
“Foi muito aterrorizante, mas sabia que era a única maneira de contar essa história, usando a nudez. Na noite anterior às filmagens nem mesmo dormi, estava muito nervosa”
A atriz, que já teve fotos íntimas vazadas na internet, continuou:
“É como o pesadelo em que você vai nua para a escola e fica na frente de seus amigos. É como esse pesadelo transformado em realidade. Foi um momento muito tenso para mim, mas depois, sabendo que consenti a tudo o que aconteceu no filme, me senti empoderada”
Na trama, Dominika Egorova (Jennifer Lawrence) é selecionada contra sua vontade para se tornar uma “pardal”- uma mulher sedutora treinada no serviço de segurança russo. Dominika aprende a usar seu corpo como uma arma, mas luta para manter o senso de si mesma durante o processo de treinamento desumanizante. Descobrindo suas habilidades em um sistema injusto, ela surge como um dos elementos mais fortes do programa. Seu primeiro alvo é Nate Nash (Joel Edgerton), um oficial da CIA que administra a infiltração mais delicada da agência de inteligência russa. Os dois jovens entram em uma espiral de atração e decepção, que ameaça suas carreiras, lealdades e a segurança de ambos os países.
Após uma votação realizada nesta sexta-feira (27), os acionistas da Fox e daDisney aprovaram a fusão entre as duas empresas. A compra ficou estimada em US$ 71,3 bilhões, além do pagamento de antigas dívidas da Fox.
O acordo é oficialmente firmado e não há mais passos a serem dados além de pequenas pendências, mas a iminente fusão só deve estar completa até a primeira metade de 2019.
A aprovação da bilionária oferta de cerca de US$ 71,3 bilhões traz um dos tesouros mais desejados pela Disney, que é o resgate de parte dos heróis da Marvel que não estão debaixo do seu domínio. Com a fusão, franquias como a de ‘Deadpool‘, ‘X-Men‘ e ‘Quarteto Fantástico‘ passam a ser comandadas pela casa de origem, permitindo que o MCU ganhe novas dimensões em sua quarta fase, com a chegada de personagens que – até então – jamais teriam ingressado o universo compartilhado.
Os X-Men vão integrar o Universo Cinematográfico da Marvel ainda na Fase 4 do estúdio, que se inicia após ‘Vingadores 4’. Quem admitiu foi o próprio Kevin Feige, durante sua participação no Produced By 2018 Conference.
Feige disse que estava apenas esperando uma sinalização positiva da Disney para planejar a chegada dos heróis.
“Eu estou apenas esperando a ligação dizendo o ‘sim’ das pessoas que estão acima de mim.”
Vale lembrar que Feige e os demais produtores do estúdio continuam afirmando que a prioridade agora é finalizar os projetos que já estão em andamento, como ‘Capitã Marvel’ e ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar 2’.
Iniciada em 2015, fechando a chamada Fase Dois do Universo Cinematográfico Marvel, a franquia Homem-Formiga nasceu com um filme família que conquistou boa parte do público, mas não a ponto de se tornar um dos longas favoritos desse universo. Para complicar mais a situação, seus filmes sempre foram lançados na ressaca de outros grandes sucessos, o que deu à saga a impressão de serem apenas filmes para “encher linguiça”, sem grandes ambições dentro de sua própria franquia. E isso ganhou força com a sequência, Homem-Formiga e a Vespa (2018), que foi lançado entre Vingadores: Guerra Infinita (2018) e Vingadores: Ultimato (2019). A ideia era que isso refletisse na bilheteria, mas acabou que o efeito foi o contrário, tornando esse filme “descartável” para muitos. Pois bem, o longa claramente tem seus méritos e provavelmente ostenta alguns fãs por aí. Por conta disso, separamos dez curiosidades sobre Homem-Formiga e a Vespapara mostrar que mesmo sendo ‘esquecido no rolé’, ele tem muitas histórias interessantes nos bastidores.
Ligação
A trama do segundo filme gira em torno da busca pela Vespa original, Janet Van Dyne, que supostamente estava presa no Reino Quântico. E o filme aborda essa esperança em encontrá-la por meio de uma ligação psíquica entre Jan e Scott Lang (Paul Rudd), que passa a ter visões e lembranças da Vespa por meio de pesadelos. Essa conexão mental é consequência da luta final do primeiro filme, quando Scott se encolhe a nível subatômico e começa a viajar pelo Reino Quântico. Em uma cena de frações de segundos, essa conexão é estabelecida quando as luzes de seu encolhimento formam muito rapidamente a imagem da Vespa. É uma daquelas cenas “piscou, perdeu”.
Antes da hora
A atriz Michelle Pfeiffer foi oficialmente confirmada como Janet Van Dyne em julho de 2017. No entanto, quem compareceu ao painel da atriz Evangeline Lilly, que veio para a CCXP 2015 divulgar seu livro, Os Molambolengos, já imaginou que não demoraria muito para que a Marvel confirmasse oficialmente a escalação. Isso porque o público, que não compareceu em peso para o painel do livro, aproveitou a chance para falar também da carreira da atriz, que foi questionada sobre a continuação de Homem-Formiga. Na época, a atriz disse que não sabia muito o que poderia falar, mas deixou escapar que adoraria voltar para o novo filme, e que acharia perfeito se a Michelle Pfeiffer interpretasse sua mãe. Logo depois, ela fez aquela cara de Tom Holland, de quem acabou deixando escapar um spoiler. E depois da confirmação da atriz no papel, o diretor do filme, Peyton Reed, revelou que sempre sonhou em ter Pfeiffer neste papel, tanto que pediu para a equipe de efeitos visuais se basear nos olhos da atriz para criar a cena do míssil no primeiro filme.
Pensou duas vezes
Apesar de ser desejada para viver a Jan por praticamente todo o elenco (Michael Douglas queria que sua esposa no filme fosse a Catherine Zeta-Jones), Michelle Pfeiffer quase recusou o papel. Isso porque a Marvel tem o costume de não revelar o roteiro para os atores antes das filmagens, ainda mais quando envolvem detalhes importantes para seus filmes eventos, como Vingadores. E como Pfeiffer assumidamente não é boa em improvisar cenas ou mudar sua interpretação em cima da hora, sem um estudo maior da cena antes, ela não gostou da ideia de trabalhar com uma história teoricamente não finalizada e que poderia ser alterada a qualquer momento. Só que ela acabou sendo convencida a embarcar na franquia, principalmente por ter gostado muito do longa original, e segue como a Jan até hoje.
Vilão emprestado
A grande ameaça do filme é a vilã Fantasma (Hannah John-Kamen). Pouco conhecida, a antagonista da vez foi emprestada dos quadrinhos de outro herói Marvel: o Homem de Ferro. Nas HQs, o Fantasma é um homem, cujo nome é desconhecido, mas sabe-se que é um cientista vítima de sua própria ciência e da ganância dos empresários para os quais trabalhava. Nos cinemas, a personagem teve seu gênero mudado e ganhou um pouco mais de desenvolvimento, tanto que ela foi recentemente confirmada para voltar ao MCU, mas agora junto ao time de anti-heróis que vai ganhar as telas em breve: os Thunderbolts.
Convocada
Um dos maiores desejos que os fãs expressavam nas redes sociais era que a Marvel fizesse uma recapitulação do MCU antes de Guerra Infinita que fosse narrada pelo jeitão descontraído do Luis (Michael Peña). Até pelo tom do filme, isso não foi possível, mas o anúncio para os fãs da escalação de Michelle Pfeiffer para o papel proporcionou à produção a chance de realizar esse conteúdo. Sim, existe um vídeo promocional – que foi exibido apenas nos painéis das Comic Con’s pelo mundo – com Scott Lang e Luis narrando toda a história do Universo Cinematográfico Marvel daquele jeito ridiculamente engraçado do Luis no primeiro filme. Tudo isso para contextualizar a Jan (Pfeiffer) onde ela estava se metendo. Eu fui um dos privilegiados que teve acesso ao clipe na época, então atesto que não é um delírio coletivo. O mais surpreendente, porém, é que esse vídeo não tenha saído como bônus de nenhuma das edições especiais que a Marvel lançou nos últimos anos e nem tenha sido lançado oficialmente em nenhum canal da empresa nas redes sociais. É um material muito divertido e que certamente seria louvado pelos fãs no mundo todo.
Magia do cinema
Uma das sequências mais divertidas do MCU é justamente o período em que Scott Lang precisa encontrar meios de fazer seus dias de prisão domiciliar passarem sem que ele fique entediado, já que não pode passar para fora do portão do jardim. Após um acidente, o simpático Agente Jimmy Woo (Randall Park) aparece para verificar se está tudo bem e acaba sendo enganado por Scott, que o impressiona com seus truques de mágica. O efeito desses truques é tão grande que Woo começa a treinar e mostra suas habilidades em outras produções do MCU, como WandaVision (2021). Pois bem, quem também teve que treinar esses truques foi o próprio Paul Rudd, que aprendeu a realizar esses truques de mágica para fazer o filme. Ele chegou a afirmar que foi divertido embarcar em um novo aprendizado, mas que já esqueceu como fazer a maioria deles.
Vai encarar?
A sequência explora bem mais as escalas mínimas e máximas alcançadas pelo uso das Partículas Pym. E uma das cenas mais criativas é justamente uma em que Hank Pym abre uma maleta de carrinhos Hot Wheels, que armazena dezenas de carros de verdade encolhidos, e escolhe modelos para usá-los em fugas. O mais curioso dessa cena é que mesmo com a Hot Wheels tendo licenciado os direitos para lançar carrinhos baseados na franquia, nenhuma das principais miniaturas mostradas do filme são modelos vendidos pela empresa mais famosa do mundo dos carrinhos de ferro.
Decepcionado
O diretor Peyton Reed compartilhou com os fãs todo processo criativo do filme, conforme iam avançando na história. E em uma dessas vezes, ele se disse decepcionado de ter que dividir o uso dos personagens de seus filmes com outras franquias do Universo Cinematográfico Marvel, principalmente por terem usado o poder do Homem-Formiga de ficar gigante pela primeira vez em Capitão América: Guerra Civil (2016). Por considerar uma poder muito impactante do herói, Reed queria introduzi-lo na sequência da franquia própria do personagem. Assim, ele perdeu um grande chamariz para seu trabalho ao perder o ineditismo dessa habilidade.
Roteirista
Apesar de ser bastante comum no cinema, não é exatamente muito popular nos filmes com super-heróis que os atores que interpretam o protagonista participem do roteiro desses projetos. No entanto, o ator e humorista Paul Rudd é creditado oficialmente como um dos roteiristas tanto de Homem-Formiga (2015) quanto de Homem-Formiga e a Vespa (2018). Por isso que há cenas que são tão perfeitas para seu personagem que parecem ter sido escritas pelo próprio Scott. Infelizmente, Rudd não reprisou a função em Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (2023) – e aparentemente fez bastante diferença no resultado final. Além de Rudd, outro ator que foi creditado como roteirista de sua própria aventura com heróis foi o também humorista Ryan Reynolds, que ajudou a escrever Deadpool 2 (2018).
Pai e filho
Uma das adições mais esperadas (e frustrantes) desse filme foi a chegada do icônico Laurence Fishburne como Bill Foster, o Golias. Nos quadrinhos, Bill é um dos heróis mais queridos pelos próprios super-heróis, marcado eternamente por sua chocante morte na saga Guerra Civil, em que ele é assassinado pela versão robótica do Thor. Além de ser impactante por efetivamente transformar o confronto em uma guerra, ele morre em seu tamanho expandido, precisando ser enterrado em várias jardas no cemitério. Nos cinemas, porém, sua passagem é bem blasé, tanto que muitos sequer lembram que ele já existe no MCU. No filme, Bill é mostrado como um antigo rival de ciência de Hank, que também desvendou a fórmula para alterar seu tamanho. Em um flashback da juventude dos dois, vemos uma versão rejuvenescida por CGI de Laurence. No entanto, o ator que o interpretou em tela e teve seu rosto alterado digitalmente foi Langston Fishburne, o próprio filho de Laurence.
Zibia Gasparetto foi, sem dúvidas, um fenômeno literário, uma das principais escritoras do país, independente do gênero de que estejamos falando. Vendeu milhões de livros, com equivalente número de leitores fiéis, que buscavam em suas palavras histórias inspiradoras de espíritos que tentavam se comunicar com os viventes. Depois de muito tempo aguardando por uma adaptação aos cinemas (uma vez que Zibia foi e ainda é uma grande best-seller) finalmente umde seus livros, o mais vendido deles, ganha uma adaptação cinematográfica no Brasil: trata-se de ‘Nada É Por Acaso’, drama que chegou às salas brasileiras de cinema a partir dessa semana.
Marina (Giovanna Lancellotti) volta de uma viagem com cinco milhões de reais em sua conta. Agora, ela só quer seguir em frente e cuidar da sua família, sem querer encarar o fez. Contudo, os encontros constantes com Maria Eugênia (Mika Guluzian), Henrique (Tiago Luz) e o filho do casal não podem ser apenas uma coincidência. E quando seu próprio irmão mais novo começa a ter crises inexplicáveis na escola, Marina pede ajuda ao charmoso psicólogo (Rafael Cardoso) que acabara de conhecer, e que lhe recomenda levá-lo a um centro espírita. Lá, Marina irá descobrir uma profunda ligação com Maria Eugênia, e que os laços de amor e de amizade remontam a tempos muito anteriores, para além dessa vida.
O roteiro de Audemir Leuzinger e Claudio Torres Gonzaga se baseia no livro de Zibia mas não consegue realizar a conexão necessária com a emoção desse romanceespírita. A trama é construída de modo que a história é apresentada como um quebra-cabeças ao espectador, em um leve tom de suspense para estimular a quem está assistindo a tentar adivinhar como que todos os personagens irão se conectar. Entretanto, o ir e vir temporal causa ligeira confusão, dando uma sensação de estarmos vendo a algum tipo de continuação de algo não visto anteriormente, em um drama que parece fazer sentido apenas para os personagens, não para quem está de fora.
O filme de Márcio Trigo se mostra uma produção luxuosa, com locações de apartamentos de alto padrão aquisitivo e carrões em cena, sem mencionar a elencagem de dois atores com rostos conhecidos pelo público – que, por suas vezes, cumprem o que se esperava deles para estes papéis. Numa tentativa de conquistar o grande público para além de seu público-alvo, ‘Nada É Por Acaso‘ faz prevalecer a dramaturgia do enredo, dando menos foco às sessões de passe e às experiências a partir delas. É uma escolha da produção, mas faz com que a história precise ser aceita pelo espectador, para além do ceticismo de cada um e da suspensão da descrença.
‘Nada É Por Acaso‘ é um filme regular, sem se aprofundar demais no drama nem descarrilhar para outros vieses para além do livro. Abre bem o caminho para as produções que virão sobre os livros da Zibia e foca diretamente naqueles que acreditam e seguem os ensinamentos espíritas. Contando com a emoção do espectador, é um filme que vai mexer com aqueles que entendem as conexões anteriores a esta nossa vida.
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