A CWdivulgou a promo oficial de “Unveiled”, 8º episódio da 4ª temporada de ‘Charmed’.
Na trama, “quando fica óbvio que o grupo conspiracionista Os Não-Vistos conseguiu uma lista de todos que ajudaram as Encantadas… As garotas e Harry devem dar um jeito de avisar e salvar aqueles que amam e todos que sabem que são alvos instantâneos”.
O capítulo vai ao ar no dia 06de maio.
Confira:
Criada por Constance M. Burge, a série é um reboot do seriado clássico ‘Jovens Bruxas‘, que rendeu oito temporadas, transmitidas entre 1998 e 2006.
A Paramount+ divulgou o trailer oficial do 7º episódio da adaptação seriada de ‘Halo’, estrelada por Pablo Schreiber.
No vídeo, Kwan Ha (Yerin Ha) volta para o posto que outrora chamou de lar e é caçada pela UNSC.
O episódio, intitulado “Inheritance”, vai ao ar no dia 05 de maio.
Confira:
Lembrando que a série já foi renovada para a 2ª temporada.
‘Halo‘ se passa no mesmo universo em que surgiu em 2001, com o lançamento deste primeiro jogo homônimo para Xbox. Dramatizando um conflito épico do século XXVI, entre a humanidade e uma ameaça alienígena conhecido como Pacto, a série HALO vai tecer histórias pessoais profundamente desenhadas com ação, aventura e uma visão do futuro ricamente apresentada.
A série é estrelada por Schreiber (American Gods) como o Master Chief John-117, Natascha McElhone (Californication) como Dra. Halsey, a criadora brilhante, confrontadora e incompreensível dos super soldados espartanos eJen Taylor (Halo Game Series, RWBY) como Cortana, a IA mais avançada da história da humanidade e potencialmente a chave para a sobrevivência da raça humana.
‘Halo’ reinventou a maneira como as pessoas pensam sobre videogames e se tornou um fenômeno do entretenimento global, tendo vendido mais de 82 milhões de cópias em todo o mundo e arrecadando mais de 6 bilhões em receita total de vendas.
O Disney+ divulgou um novo vídeo promocional de ‘Os Tênis Encantados‘ (Sneakerella), filme original inspirado no clássico ‘Cinderela‘.
O featurette nos leva aos bastidores do longa-metragem e revela detalhes sobre o processo de construção da narrativa.
Confira, junto ao trailer dublado:
O longa será lançado no serviço de streaming no dia 13 de maio.
A narrativa gira em torno de El (Chosen Jacobs), um aspirante à designer de tênis do Queens que trabalha como estoquista em uma loja anteriormente pertencente à falecida mãe. El esconde seus talentos artísticos de seu conturbado padrasto e dos dois meios-irmãs que constantemente destroem seus sonhos. Quando El conhece Kira King (Lexi Underwood), a filha independente e feroz de uma lendária estrela do basquete (interpretada por John Salley), os dois criam laços fortes por sua afinidade com tênis. Com a ajuda de seu melhor amigo e um pouco de magia de seu “fado-padrinho”, El encontra a coragem necessária para conquistar a indústria do design.
Como o nome e a história sugerem, a obra será uma adaptação contemporânea do clássico ‘Cinderela’, criada por Charles Perrault em 1657 e adaptada pela própria Casa Mouse em 1950 e em 2015.
Em uma recente postagem em seu blog oficial, Not a Blog, o romancista George R.R. Martin compartilhou algumas atualizações bastante interessantes sobre ‘House of the Dragon’, série derivada da aclamada ‘Game of Thrones’.
No texto, os fãs da mitologia criada por Martin poderão esperar nada menos que épicas batalhas e muitos dragões.
“Eu vi alguns primeiros cortes de mais episódios de ‘House of the Dragon’ e fiquei tão feliz quanto os outros”, ele escreveu. “Ryan e Miguel e o elenco e a equipe estão fazendo um trabalho ótimo. Vocês que gostam de personagens complexos, conflituosos e densos (como eu) irão gostar da série, creio eu. Teremos vários dragões e batalhas, com certeza, mas a espinha da história são os conflitos humanos, o amor e o ódio, o drama de personagem em vez de ação/aventura”.
Lembrando que a série da HBO terá dez episódios e estreia no domingo, dia 21 de agosto.
O elenco também conta com Olivia Cooke, que interpretará Alicent Hightower, a bela filha da Mão do Rei; Emma D’Arcy será Princesa Rhaenyra Targaryen, a filha mais velha de Viserys; Matt Smith será o Príncipe Daemon Targaryen, irmão mais novo do Rei; Paddy Considine será o Rei Viserys; Fabien Frankel será Ser Criston Cole, membro da guarda do Rei Viserys I Targaryen; Rhys Ifans será Otto Hightower, a Mão do Rei; Steve Toussaint será Lorde Corlys Velaryon, a Serpente do Mar; Eve Best será a princesa Rhaenys Velaryon; Sonoya Mizuno será Mysaria, uma das aliadas mais confiáveis (e mais improváveis) do Príncipe Daemon Targaryen, herdeiro ao trono; e Graham McTavish num papel não revelado; e Milly Alcock e Emily Carey serão as jovens Rhaenyra Targaryen e Alicent Hightower, respectivamente.
A história é ambientada 200 anos antes dos eventos de ‘Game of Thrones‘, e seguirá os ancestrais da Daenerys enquanto a Casa Targaryen entra em colapso. O enredo é baseado no romance ‘Fogo & Sangue’, de George R.R. Martin, que também entra como criador ao lado de Ryan J. Condal.
Dez episódios foram encomendados para a primeira temporada.
Confira a sinopse oficial do livro:
Séculos antes dos eventos de A Guerra dos Tronos, a Casa Targaryen – única família de senhores dos dragões a sobreviver à Destruição de Valíria – tomou residência em Pedra do Dragão. A história de Fogo & Sangue começa com o lendário Aegon, o Conquistador, criador do Trono de Ferro, e segue narrando as gerações de Targaryen que lutaram para manter o assento, até a guerra civil que quase destruiu sua dinastia.
O que realmente aconteceu durante a Dança dos Dragões? Por que era tão perigoso visitar Valíria depois da Destruição? Quais foram os piores crimes de Maegor, o Cruel? Essas são algumas das questões respondidas neste livro essencial, relatadas por um sábio meistre da Cidadela.
A 2ª temporada da adorada e aclamada série ‘Boneca Russa’ finalmente chegou à Netflix e, para promovê-la, a plataforma de streaming se reuniu com as icônicas drag queensKatya e Trixie Mattel para reagirem aos novos episódios.
Confira:
No Rotten Tomatoes, a iteração conquistou nada menos que 100% de aprovação, com nota 8/10 baseada em 27 reviews até o momento. Os especialistas internacionais elogiaram a expansão da mitologia da série, bem como a condução dos episódios e a atuação do elenco protagonista, em especial de Natasha Lyonne (que é também a criadora).
O número de críticas ainda é baixo, então é provável que a aprovação sofra alteração nos próximos dias.
Confira os principais comentários abaixo:
“Depois de esperar muito, os assinantes da Netflix ganham um presente conforme visitam ‘Boneca Russa’ novamente” – Daily Telegraph.
“Nadia e o show permitem se tornar mais bagunçados que qualquer um poderia imaginar depois da conclusão da 1ª temporada” – Variety.
“[A série] reinventa seus protagonistas e sua mitologia, utilizando a complexa ancestralidade da dupla como mote para desenvolvê-los” – AV Club.
“Lyonne entrega sete episódios que são mais pessoais e adotam riscos intelectuais maiores que qualquer coisa no ciclo inicial” – THR.
“Viagem no tempo foi uma maneira inteligente de manter a 2ª temporada de ‘Boneca Russa’ no mesmo nível, enquanto tentou algo diferente” – United Press International.
Além de estrelar, Lyonne é cocriadora da série ao lado de Leslye Headland e Amy Poehler.
Em seu aniversário de 36 anos, Nadia morre. Mas retorna para morrer de novo. E de novo. Presa nesse ciclo surreal, só lhe resta encarar a própria mortalidade.
A Netflix divulgou recentemente o trailer oficial da 2ª temporada ‘Império da Ostentação’, reality showgira em torno de asiáticos multi-milionários e suas vidas californianas cheias de festas, glamour e muito drama.
Além disso, foi revelado que a produção tem estreia agendada para o dia 13 de maio.
Confira:
Ambientada em Los Angeles, a produção traz no elenco nomes como Cherie Chan, Andrew Gray, Kevin Kreider, Jessey Lee, Kelly Mi Li e Christine Chiu.
Em entrevista ao IGN, o ator Denis Leary, que interpretava o pai da Gwen Stacy, revelou que a cancelada sequência ‘O Espetacular Homem-Aranha 3‘ iria ressuscitar personagens que haviam morrido.
“Parte das conversas sobre ‘O Espetacular Homem-Aranha 3’ envolvia a ideia do Homem-Aranha usar uma fórmula para regenerar as pessoas de sua vida que haviam morrido. Havia a ideia do Capitão [George] Stacy retornar em um papel ainda mais importante no terceiro filme.”
Em 2017, o próprio diretor Marc Webb havia confirmado que o terceiro filme iria trazer alguns personagens dos mortos, com planos para o falecido Norman Osborn retornar como o vilão principal da produção.
“O Osborn mais velho seria o vilão principal. Nós iríamos congelar a cabeça dele e trazê-lo de volta à vida. Ele iria aparecer e liderar o Sexteto Sinistro. Além disso, haveria um personagem chamado O Cavalheiro. Nós tínhamos algumas ideias sobre ele, mas acho que estávamos pensando muito na frente do processo.”
Vale lembrar que ‘Homem-Aranha 4‘, da franquia estrelada pelo Tom Holland, já está em desenvolvimento!
A informação foi revelada pelo próprio Kevin Feige, diretor criativo daMarvel Studios.
Em entrevista para o The New York Times, Feige se juntou à produtora daSony, Amy Pascal, para dar a boa notícias aos fãs.
“Amy e eu já estamos conversando sobre como a Disney e a Sony vão explorar a história. E, sim, já estamos ativamente começando a desenvolver a direção em que Peter Parker vai caminhar a partir de agora. Digo isso porque não quero que os fãs passem por mais um trauma de separação, como aconteceu depois de ‘Longe de Casa‘. Isso não vai acontecer desta vez”, afirmou Feige.
Pascal ainda completou que o final de ‘Homem-Aranha: Sem Volta para Casa‘ abre bastante espaço para a dupla trabalhar com a continuação da história.
“No final de ‘Homem-Aranha 3′ você o vê tomando uma importante decisão, algo que o público nunca o viu fazendo antes. É um sacrifício. E abre grandes possibilidades para trabalharmos no próximo filme.”
Lembrando que Pascal já revelou que a Sonye aMarvelestão desenvolvendo uma nova trilogia do herói com o retorno de TomHolland no papel principal.
Enquanto promovia o novo filme do Cabeça de Teia, o ator participou de um talk show francês e evitou revelar detalhes sobre o futuro do personagem.
Mesmo assim, ele disse que está animado para acompanhar o que o aguarda no futuro do herói.
“Tudo o que posso dizer é que temos coisas muito, muito emocionantes para conversar. Ainda não sei o que são essas coisas ou o que podem significar. Mas parece que temos um futuro incrivelmente brilhante e, como eu já disse, o Homem-Aranha viverá para sempre em mim.”
A aclamada sequência do clássico ‘Blade Runner‘, intitulada ‘Blade Runner 2049‘, reestreou na Netflix.
O longa foi relançado hoje, 01 de maio, na plataforma de streaming.
Na trama, após descobrir um segredo enterrado há muito tempo, que ameaça o que resta da sociedade, um novo policial embarca na busca de Rick Deckard, que está desaparecido há 30 anos.
Relembre o trailer:
Apesar das excelentes críticas, a produção decepcionou nas bilheterias, arrecadando apenas US$ 259.2 milhões mundialmente.
Em entrevista ao Fandome, o astro Keanu Reeves confirmou que ficaria “grato e honrado” em voltar para uma sequência de ‘Matrix Resurrections‘.
Questionado se faria ‘Matrix 5‘, o ator respondeu:
“Se a Lana Wachowski quiser fazer outra história… Eu gostaria de ver o que aconteceu com Trinity, Neo e o mundo…”, afirmou.
O ator recentemente revelou ao EW que o quarto filme é focado no romance de Neo e Trinity.
“Quando [a diretora Lana Wachowski] veio conversar comigo, ela falou sobre ter uma história para contar que girava em torno de Neo e Trinity, e isso parecia muito emocionante para mim. Neo está tendo uma segunda chance em sua vida, e ele está tendo uma segunda chance com a pessoa que ele diz ser ‘a única pessoa que eu amei’. A profundidade do motivo desse filme ser feito é o sentido de ser uma história de amor entre Trinity e Neo.”, afirmou.
‘Matrix Resurrections‘ foi considerado um fracasso de bilheterias e arrecadou apenas US$ 156, 6 milhões mundialmente.
‘Matrix’ foi lançado em 1999 e aclamado pelo mundo por conta dos efeitos visuais pioneiros. O original ganhou quatro Oscars e arrecadou 463 milhões de dólares em todo o mundo.
Seguiram-se duas continuações, ‘Matrix: Reloaded’ e ‘Matrix: Revolutions’, ambas lançadas nos cinemas em 2003.
Ao todo, a trilogia arrecadou US$ 1.6 bilhão de dólares para a Warner Bros Pictures.
Um clássico filme de ação precisa necessariamente ter um protagonista carrancudo, frio, sem sentimentos, cujo objetivo supera sua própria vontade. Assim é a maioria dos filmes do gênero desde os anos 1980, quando tiveram seu ápice em Hollywood, acompanhados por cenas mirabolantes, muita pancadaria e, às vezes, sobrando até espaço para uma boa história. Com tudo isso na medida certa, chegou no catálogo do Amazon Prime Video o longa ‘Infiltrado’.
H (Jason Statham) acaba de ser contratado para trabalhar como segurança de transporte de valores da empresa Fortico, onde é bem recebido por Bullet (Holt McCallany), que mostra como tudo funciona na rotina de transportar e guardar os bens de outras empresas. H tem um objetivo secreto maior nisso tudo, e seu ar carrancudo imediatamente desperta a inimizade de Dave (Josh Hartnett) e de outros colegas. Porém, quando os assaltos aos carros-fortes passam a se tornar mais frequentes e H começa a ter uma reação excepcional contra os bandidos, sua presença na empresa começa a se destacar, mas também levanta algumas suspeitas.
O principal elemento que se destaca em ‘Infiltrado’ – e, aliás, é o elemento condutor da trama toda – é a montagem do filme, forma esta que já se tornou a assinatura do diretor Guy Ritchie. Essa montagem é toda calcada no ritmo do filme, e, consequentemente, é ela que dá a super agilidade em todos os momentos do longa, até mesmo nas cenas mais parados. Guy Ritchie se inspira nas técnicas de videoclipe e mescla sons banais do cotidiano, como o fechar de uma gaveta ou o engatilhamento de uma arma de fogo, com socos, explosões e pontapés, tornando toda cena de luta um momento frenético e hipnotizante.
Outra sacada genial do diretor é relocar a câmera em locais neutros, como ocorre na primeira sequência de ‘Infiltrado’. Nela, a câmera está na parte de trás do carro-forte, como se fosse uma sacola de dinheiro, e vemos parcialmente o motorista do carro e a lateral do acompanhante, para, em seguida, vermos os bandidos abrirem a porta e realizarem todo o assalto. Assim, o espectador é colocado na posição do surpreendido naquilo tudo, como se fosse o objeto mais valioso da produção. Isso é uma homenagem muito legal do roteiro do diretor com colaboração de Ivan Atkinson e Marn Davies, inspirado no longa ‘Le Convoyeur’, de Nicolas Boukhrief e Éric Besnard.
Jason Statham dá um show com seu semblante de psicopata sem emoções, fazendo parecer que soltar o dedo no gatilho é a coisa mais fácil do mundo. O filme conta ainda com uma participação especial de Andy Garcia como chefão do crime paralelo e o resgate de Josh Hartnett, queridinho das comédias românticas dos anos 1990 mas que andava sumido das telonas.
‘Infiltrado’ é um ótimo filme de ação, com muita potência e agilidade em cenas de assalto grandiosas a ‘La Casa de Papel’ (inclusive, com aquele estilo de narrar o plano enquanto o atraco se desenrola). Para quem curte filmes do gênero, é uma excelente pedida que vale o ingresso do cinema, pois ‘Infiltrado’ traz adrenalina do começo ao fim.
Nos últimos meses, nomes como Martin Scorsese e Ridley Scott, dois dos realizadores mais importantes da indústria cinematográfica, não pensaram duas vezes antes de mencionar seu descontentamento com o gênero de super-heróis e como esses filmes não trazem qualquer contribuição para a arte em questão (Scorsese comparou os títulos da Marvel a parques temáticos, enquanto Scott os caracterizou como “chatos para c*****o”).
Entretanto, um outro prolífico e aclamado realizador parece não se importar com produções desse tipo: Paul Thomas Anderson.
Conhecido por obras como ‘Trama Fantasma’, ‘Sangue Negro’ e o recente ‘Licorice Pizza’, Anderson conversou recentemente com o The New Yorkere revelou que nunca esteve tão feliz trabalhando nessa complicada área artística, além de comentar que os filmes de super-heróis são os responsáveis por levar o público de volta aos cinemas.
“Cara, aquece meu coração poder dizer que nunca me senti tão bem trabalhando nessa área. Tenho minha própria ‘caixinha de areia’ e estou trabalhando com pessoas que eu realmente admiro, como as da MGM. Estou incrivelente feliz agora. Mas isso sou eu”, ele comentou.
Anderson continua: “obviamente ficou mais complicado com o streaming e a superabundância de filmes de herói. Boa parte das coisas eu não levo a sério. Digo, parece que há um pouco de preocupação com os filmes de super-heróis. Eu gosto deles. Parece ser algo popular atualmente pensar que eles arruinaram os filmes e essas coisas. Eu não acredito nisso”.
Lembrando que o filme mais recente do realizador é ‘Licorice Pizza’, ainda em exibição nos cinemas nacionais.
No Rotten Tomatoes, o longa conquistou 92% de aprovação, com altíssima nota 8.400/10 baseada em 118 reviews. No agregador Metacritic, a obra alcançou uma pontuação de 90/100com base em 40 reviews, colocando-a como uma das favoritas à temporada de premiações.
Confira os principais comentários abaixo:
“É um filme deleitável: comerei mais uma fatia muito em breve” – The Guardian.
“Divertido e, eventualmente, muito agradável – mas apenas o tempo dirá se será memorável” – Below the Line.
“Anderson nos leva em novas direções com ‘Licorice Pizza’, talvez seu filme mais leve, envolvente e – ouso dizer? – acessível” – Deadline.
O thriller de ação ‘Predadores Assassinos‘, estrelado por Kaya Scodelario, já está disponível na Netflix. O filme conquistou os críticos, com 84% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Na trama, quando um enorme furacão atinge sua cidade natal na Flórida, Haley (Scodelario) ignora as ordens das autoridades para deixar a cidade e vai em busca de seu pai desaparecido (Pepper). Ao encontrá-lo gravemente ferido, os dois ficam presos na inundação. Enquanto o tempo passa, Haley e seu pai descobrem que o aumento do nível da água é o menor dos seus problemas.
O cineasta Sam Raimi deu uma recente entrevista ao Moviepilot e revelou que, sim, aceitaria retornar e dirigir ‘Homem-Aranha 4‘ com o astro Tobey Maguire. Porém o cineasta falou que para isso acontecer algumas coisas teriam que ser feitas.
“Se ainda houvesse uma grande história na franquia, acho que faria sem problemas. Meu amor pelos personagens não diminuiu nem um pouco de lá para cá. Para eu fazer, perguntaria as mesmas coisas da época: ‘Tobey quer fazer o filme? Existe um arco emocional para ele? Existe um grande conflito para o personagem e uma trama diferente? Há muitas perguntas que precisariam ser respondidas. Se isso se resolvesse, eu adoraria voltar”, confessou Raimi.
Que completou com: “Eu não achava que fosse possível isso acontecer, mas depois de voltar ao multiverso da Marvel, percebi que tudo é possível agora, então estou completamente aberto para isso”.
Lembrando que o quarto filme do ‘Homem-Aranha‘ começou a ser desenvolvido pouco depois do lançamento do terceiro, em 2007, ganhando inclusive uma data de estreia oficial em 2011. Porém, após vários conflitos criativos e uma relação desgastada com a Sony Pictures, Sam Raimi preferiu abandonar o projeto.
O diretor, na época, disse que queria concluir a franquia “com o melhor filme do Homem-Aranha”. Os vilões escolhidos haviam sido Abutre (John Malkovich) e Mysterio (Bruce Campbell).
Doutor Estranho e o Multiverso da Loucuraé um dos títulos com mais potencial anunciado pela Marvel Studios. Não só pela moda vigente de se aproveitar ao máximo a ferramenta do multiverso (que permite encontros inusitados entre personagens sem maiores elaborações ou explicações) mas pelo que a produção pode proporcionar.
A primeira aventura de Stephen Strange, dirigida por Scott Derrickson, soube utilizar bem as características psicodélicas das suas histórias aliadas a efeitos visuais que herdaram muito da estética de sonhos apresentada por A Origem. Mais importante de tudo, foi uma forma de introdução muito positiva que apresentou o personagem para uma larga margem de público.
Entretanto, para onde seguir na sequência? A aposta mais comum, até por estar indicada no subtítulo, é de enveredar pelo conceito do multiverso; essa que é a estratégia declarada da Marvel Studios para a nova fase e já começou a ser trabalhada na série Loki e que promete atingir uma nova dimensão com Homem Aranha: Sem Volta para Casa.
Dentro do possível o filme de Scott Derickson apresentou conceitos interessantes
Em si o conceito do multiverso é uma enorme licença poética que permite a integração de diversos personagens que, em outra situação, não teriam como interagir sem a necessidade de uma preparação de médio ou longo prazo como o próprio estúdio tem feito desde a sua criação.
Dessa maneira, sob uma perspectiva criativa, os realizadores têm a possibilidade de brincar com cenários variados e o público pode experienciar uma situação em que seus personagens favoritos podem interagir diretamente, gerando assim um cenário de oferta por parte do estúdio que tem total ciência de que haverá procura por tal coisa.
Outro elemento que contribui para o potencial de Multiverso da Loucura é a presença de Sam Raimina direção. Este que é um diretor bastante conhecido por sua trilogia do Homem Aranha nos anos 2000 porém tem sua filmografia fincada profundamente no terror; mais do que isso, no terror B, aquele segmento famoso por ter orçamento bastante reduzido (então o uso de locações costuma ser muito pouco variado e quase sempre se passar em florestas).
Sam Raimi pode entregar uma excentricidade necessária para o herói
Outra característica é que não raramente esses filmes investem seus escassos recursos em efeitos visuais, ao invés de no elenco. Logo, muitos deles são estrelados por rostos desconhecidos (com qualidade duvidosa) e quase sempre tem cenas explícitas de gore, que utilizam trabalhos convincentes de maquiagem como efeito prático (Tom Savini se tornou referência no meio pelo trabalho de efeitos práticos em séries como Sexta Feira 13).
É desse meio que Raimi surgiu, principalmente pelo seu primeiro longa, A Morte do Demônio de 1981, mas também por experiências prévias que ele foi adquirindo na década de 70 com curta metragens. Um exemplo é a obra Within the Woods, de 1978, que não só conta com o eterno parceiro do diretor, Bruce Campbell, como soa bastante com um protótipo do que viria a ser A Morte do Demônio poucos anos depois.
Em ambos os casos, bem como em muitos outros, Raimi apostou no uso de cenas de gore intenso e trabalhos de maquiagem que traduzissem o quão malignas eram as forças com que os personagens estavam lidando e quão dolorosa poderiam ser as suas mortes. É através de uma estética um pouco mais “desleixada”, própria das obras trash, que o filme pode se consolidar na memória do público, além de fugir da eterna sombra da Marvel do abuso de CGI.
“Multiverso da Loucura” pode, finalmente, fugir da regra de grande batalha de CGI do terceiro ato na Marvel
A primeira aventura do Dr. Estranho já apresentou a existência de ameaças de outras dimensões, agora com a possibilidade do multiverso o diretor pode ter a sua mão o uso de criaturas mais próximas da realidade padrão mas que se utilizem de possessões de corpos para ferir suas vítimas; não muito diferente das criaturas liberadas pelo Necronomicon em A Morte do Demônio.
Com a variedade ofertada por algo como o multiverso, o cineasta tem todo um leque de possíveis criaturas para utilizar na obra também para propósitos de continuidade ao surrealismo que pautou o capítulo anterior. Dessa maneira, Arraste-me para o Inferno é um exemplo de como o exagero do gore poderá ser usado para criar situações que podem quebrar as noções de realidade dos personagens, não fugindo muito do espectro proposto no filme anterior.
Há um potencial nato no projeto, ainda que evidentemente não será uma volta de Sam Raimiao terror trash. A despeito dos já conhecidos acompanhamentos, bem próximos, do estúdio ao longo da produção é bem provável que o diretor reutilize ferramentas do passado, principalmente os jump scares, para enriquecer seu projeto. Afinal de contas, se ele encontrou espaço para tanto em Homem-Aranha (2002) será ainda mais fácil com Dr. Estranho. Desde que o estúdio permita.
Parag Agrawal, atual presidente-executivo do Twitter, está tentando controlar as emoções dos funcionários da empresa e evitar atritos durante a transição para as mãos de Elon Musk. No entanto, o que se fala, é que o clima na companhia está bem turbulento após a aquisição do dono da Tesla.
Os executivos disseram que a empresa monitora o desgaste dos funcionários diariamente e em uma reunião interna com toda a empresa, ficou claro os sentimentos de raiva e decepção pela grande maioria.
“Estou cansado de ouvir sobre o valor do acionista e o dever fiduciário. Quais são seus pensamentos honestos sobre a grande probabilidade de muitos funcionários não terem empregos após o fechamento desse negócio?”, questionou um funcionário ao presidente.
Agrawal respondeu que o Twitter sempre se preocupou com seus funcionários e continuaria a fazê-lo: “Acredito que a futura organização do Twitter continuará se preocupando com seu impacto no mundo e em seus clientes”, falou.
Eles disseram durante a reunião que a taxa de atrito de funcionários não mudou em comparação com os níveis anteriores à notícia do interesse de Musk em comprar a empresa. Porém, um funcionário ouvido pela Reuters após a reunião disse que confiava pouco no que os executivos tinham a falar.
“O discurso de Relações Públicas não está sendo entregue. Eles nos disseram para não vazare fazer um trabalho do qual se orgulhe, mas não há incentivo claro para os funcionários fazerem isso”, confessou.
Elon Musk tem causado uma série de apreensões nos funcionários por causa do seu comportamento. Os trabalhadores buscam respostas sobre como os gerentes planejavam lidar com um êxodo em massa previsto por Musk.
O novo dono do Twitter sugeriu aos credores cortes nos salários do conselho e dos executivos, mas os cortes de custos exatos ainda não estão claros, segundo fontes familiarizadas com o assunto. Uma fonte disse que Elon Musk não tomará decisões sobre cortes de empregos até que ele assuma a propriedade do Twitter.
‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa’ se tornou um dos filmes mais ambiciosos do Cabeça de Teia e, além de servir como conclusão da trilogia estrelada por Tom Holland, faz referências aos outros filmes também – visto que personagens da saga de Sam Raimi e de Marc Webb também dão as caras na produção.
Entretanto, ao fundir esses múltiplos universos em um só, ‘Sem Volta Para Casa’ abriu espaço para vários erros de continuidade – e um deles se relaciona a ‘O Espetacular Homem-Aranha’, estrelado por Andrew Garfield.
O erro em questão tem a ver com uma citação-chave do universo aracnídeo que foi atribuída equivocadamente ao reboot de 2012. Em ‘Sem Volta Para Casa’, a frase “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”finalmente fez sua estreia no Universo Cinemático Marvel e, aqui, ela é dita pela Tia May a Peter Parker antes de sua morte pelas mãos do Duende Verde. E, quando as versões do herói vividas por Tobey Maguire e Andrew Garfield aparecem, Holland repete a citação – e é aí que entra o problema.
Maguire e Garfield trocam olhares e mostram que reconheceram a frase, dizendo a Holland que seus respectivos Tios Bens falaram a mesma coisa a eles. Porém, enquanto Maguire definitivamente ouviu essas palavras de seu tio nos filmes, a versão de Ben para o Homem-Aranha de Garfield nunca sequer as disse. Pelo contrário, ele diz a Peter que, “se você puder fazer coisas boas para as outras pessoas, você tem uma obrigação moral de fazê-las. É isso o que está em jogo aqui… Não escolha, e sim responsabilidade”, fazendo menção ao que o pai dele havia falado.
Você percebeu o erro?
Lembrando que o filme continua em exibição nos cinemas nacionais:
Falar hoje em dia sobre distopia nada mais é do que abrir os olhos da sociedade para os problemas de hoje. Dezenas de projetos cinematográficos, de diversos lugares do mundo, abordam suas conflituosas tramas dentro de uma vivência opressiva, assustadora e até mesmo totalitária em uma sociedade geralmente no futuro, onde conseguimos enxergar muitos paralelos com o presente. É um tema muito interessante, estudado por muitos inclusive. Pensando em indicar alguns bons títulos envolvidos por distopias, segue abaixo uma lista com 5 Filmaços sobre Distopias e suas consequências:
Uma distopia que diz muito sobre nossa sociedade. Baseado na peça Namíbia, Não!, de Aldri Anunciação, o longa-metragem que marca a estreia de Lázaro Ramosna direção, Medida Provisória, é um dos mais impactantes projetos cinematográficos dos últimos anos. Metendo o dedo em feridas de uma sociedade que enxerga o preconceito mas faz pouco para que ocorra mudanças, o projeto debate sobre as questões sociais, econômicas, políticas de um país que vive em constante condições de extrema opressão e desespero. De maneira muito inteligente, vemos dentro de uma distopia muito do que enxergamos pela janela todos os dias.
Caranguejo Negro
Os paralelos com a realidade e as entrelinhas de uma distopia. Em um clima bastante misterioso que deixa poucas informações ao público, Caranguejo Negro, produção sueca disponível na Netflix, acaba sendo muito objetivo, navega pelas turbulentas estradas geladas de uma distopia sem definições de heróis ou vilões mas batendo a todo instante na tecla do egoísmo humano. Dirigido pelo cineasta Adam Berg, em seu primeiro longa-metragem como diretor, conseguimos enxergar um profundo exercício de reflexão sobre os momentos onde a humanidade de alguma forma percebe que está em seu limite.
As mais loucas distopias futurísticas podem estar mais perto do que pensamos. Baseado no livro homônimo, publicado na década de 70 pelo escritor J.G. Ballard, High-Rise é quase um sci-fi social que se baseia única e exclusivamente em como um desproporcional crescimento tecnológico da classe mais rica pode ser um caos no convívio e no relacionamento de toda um planeta que praticamente é banido de não ter o que uma minoria tem. Com locações quase que totais na Irlanda, o filme possui uma pegada bem forte (com cenas bem impactantes) e consegue ao longo dos seus intensos 120 minutos passar toda uma ideia que muito se parece, se traçarmos um paralelo, com várias etapas de ascensão e declínio de classes sociais que o mundo já passou.
A persistência é o caminho do êxito. Vencedor do prêmio do Júri no badalado Festival de Cannes, The Lobster, dirigido pelo cineasta grego Yorgos Lanthimos (o mesmo do aterrorizante Dente Canino) é uma crítica social aos ‘mandamentos de comportamento de relacionamento’ em forma de distopia. Colin Farrell,Léa Seydoux eRachel Weisz estrelam esse longa-metragem. Na trama, acompanhamos, num futuro estranho, a saga de um arquiteto chamado David (Colin Farrell) que vive em uma sociedade cheia de regras, onde pessoas que estão solteiras são obrigadas a passarem 45 dias em uma espécie de hotel, cheio de regras, para encontrarem seus novos amores. A questão é que se o indivíduo não conseguir encontrar um novo amor, o mesmo é transformado em um animal de sua preferência. Assim, o protagonista embarca em uma jornada de descobertas e atitudes corajosas que vão definindo sua história.
Onde está Segunda?
Uns são meus irmãos, uns dizem que são, outros sei nunca vão ser. Dirigido pelo cineasta norueguês Tommy Wirkola (do terrível João e Maria: Caçadores de Bruxas) que dessa vez acerta a mão na direção, no futurístico, disponível apenas para a Netflix e repleto de cenas bem feitas, Onde Está Segunda? Protagonizado, em vários papéis, pela ótima atriz sueca Noomi Rapace, o projeto demorou alguns anos para sair do papel, alguns ajustes no roteiro devem ter sido feitos, mesmo assim há algumas falhas mas nada que atrapalhe o bom desenvolvimento da trama. O ritmo frenético no último ato é peça fundamental de equilíbrio desse roteiro que é recheado de surpresas já que possui sete protagonistas que pensam e vivem o mundo que habitam de maneira completamente diferente.
Filha de uma professora de inglês e um engenheiro químico, Jennifer nasceu em Houston, Texas, mas mudou-se para Charleston, West Virginia, aos três anos de idade. Em 1990, Garner se matriculou na Denison University em Granville, Ohio, onde mudou sua especialização de química para teatro, lá ela se formou como Bacharel em Belas Artes em performance teatral.
Sua primeira aparição em um longa-metragem exibido no cinema foi uma pequena participação em Desconstruindo Harry, de Woody Allen. O tempo passou e sem conseguir grandes papéis, Garner também complementava sua renda trabalhando como recepcionista em um restaurante. Sua carreira decolou quando em 2001, Garner foi escalada como a estrela do thriller de espionagem, Alias, seriado criado por J. J. Abrams. A partir daí outros grandes sucessos, principalmente nos cinemas, vieram pela frente.
Em abril de 2022, Jennifer completa 50 anos e resolvemos criar uma lista com alguns de seus ótimos trabalhos nas telas.
Dia do Sim
A velha questão das novas ideias quanto a educação. Um dos assuntos que mais rende reflexões quando pensamos em cinema, sem dúvidas, é a questão da educação que pais cheios de compromissos, atarefados, precisam ensinar muito sobre a vida a seus filhos no cotidiano. O Dia do Sim, chega para nos mostrar vertentes dessa situação, com uma proposta inusitada guiada por alguma linha de pensamento de estudiosos da questão, acaba não tendo muita margem para originalidade e os mesmos tropeços nos clichês de filmes semelhantes vemos a todo instante. Busca ser divertido mas os exageros começam a tomar conta da tela distanciando reflexões mais amplas sobre a interessante questão abordada. Disponível na líder mundial dos streamings, o projeto tem como protagonistas Jennifer Garnere Edgar Ramírez.
Clube de Compras Dallas
Na história, baseada em fatos reais, ambientada na década de 80 no complicado Estado do Texas, conhecemos Ron Woodroof (Matthew McConaughey), um carismático eletricista, machista ao extremo, que após muitas relações sexuais com desconhecidos, uso de drogas injetáveis constantes descobre que está com AIDS. Após os médicos terem lidado apenas mais 30 dias de vida, Ron entra em uma busca desesperada para encontrar a cura e assim funda um clube de tratamento contra a doença que utiliza remédios em fase experimental em outros países. Para o empreendimento, e salvação, dar certo, vira parceiro de Rayon (Jared Leto), um homossexual que também possui AIDS. Dessa sociedade nasce uma amizade surpreendente.
Homens, Mulheres e Filhos
Somos feitos de milhões de moléculas que nos guiam em nossa formação física mas também racional, essa última, em relação a toda uma sociedade deveras enlatada numa caixinha de atum. O projeto do ótimo diretor Jason Reitman (Amor sem Escalas), mostra diversos conflitos familiares provocados pela era da comunicação virtual, além de vestir a camisa como crítica escancarada aos valores conservadores de uma América doente, perdida em um medieval comodismo exagerado.
Não somos responsáveis pelas emoções, mas sim do que fazemos com elas. Em seu primeiro longa-metragem como diretor, o roteirista e produtor norte americano Dan Fogelman logo de cara tem a difícil missão de dirigir, talvez, o maior ator de cinema em atividade, Al Pacino. Contando a história, baseada em alguns trechos numa história real, de um decadente músico que vê sua vida mudar de rotina quando resolve acertar suas contas com o passado, Não Olhe para Trás mais uma vez mostra todo o talento e carisma de Pacino embasado em um roteiro bem sincero e que transpira verdade.
Um dos maiores sucessos de sua carreira, De Repente 30, longa-metragem dirigido pelo cineasta Gary Winick, conta a história de uma jovem de 13 anos que está numa fase muito difícil de sua vida e que de forma inesperada acorda certo dia com 30 anos. Assim, vamos enxergando os conflitos desse pulo de geração além de aprender mais sobre a vida.
Com amor, Simon
Em busca de uma grande história de amor. Baseado no livro Simon vs. The Homo Sapiens Agenda, de Becky Albertalli, Com amor, Simon chegou aos cinemas brasileiros anos atrás sem muito burburinho. Com um elenco com nomes conhecidos do público jovem, a trama fala sobre preconceitos, o alucinante mundo das redes sociais e sua influência no dia a dia dos jovens de todo mundo, além de falar sobre o primeiro amor de maneira emblemática com o protagonista na luta sobre suas escolhas. O filme, antes de mais nada, é uma grande crítica social ao universo digital dos jovens de hoje em dia, ensina lições profundas sobre a amizade e as liberdades de escolhas.
Quando o primeiro ‘365 Dias’ estreou na Netflix, em 2020, causou um grande furor internacional por conta da trama – que gerou revolta nas espectadoras por se tratar de uma personagem mulher que é sequestrada pelo protagonista e que, eventualmente, se apaixona por ele, o que panfleta a mensagem errada; e pelas intensas, gráficas e múltiplas cenas de sexo, algo até então inédito na plataforma de streaming. Entre polêmicas e pimentas, ‘365 DNI’ figurou entre os mais vistos da Netflix por meses, e, mesmo depois de ter saído, vira e mexe voltou a figurar no Top 10. Agora, quase dois anos após sua estreia, a sequência ‘365 Dias: Hoje’ chegou para os assinantes.
Após sobreviver a um trágico acidente de carro, Laura (Anna Maria Sieklucka) e Massimo (Michele Morrone) finalmente se casam. Porém, o período de lua de mel acaba rapidamente quando Laura começa a perceber o jeitão controlador de Massimo, que não a permite desfrutar de nada sem a presença ou autorização dele. Mesmo com sua melhor amiga, Olga (Magdalena Lamparska), por perto, Laura sente-se entediada, até porque a amiga está envolvida com Domenico (Otar Saralidze), capanga de Massimo. Sem nada para fazer, o novo jardineiro da mansão, Nacho (Simone Susinna), acaba despertando a atenção da jovem mulher. Quando um flagrante faz Laura repensar suas escolhas de vida, novas possibilidades acabam colocando seu amor por Massimo em dúvida.
Basicamente, ‘365 Dias: Hoje’ é um compilado de uma hora e quarenta e cinco minutos de esquetes de filme pornô. Sério. Não tem enredo, não tem história, e, a bem da verdade, mal tem diálogos. As falas desse longa-metragem podem ser contadas com os dedos da mão – o que torna complicado o meu trabalho para escrever esta crítica.
São tantos os problemas artísticos, dramatúrgicos, técnicos, que fica até complicado começar a elencá-los. Além da falta de diálogos, de plot, de uma continuidade orgânica, as falas servem no filme tão somente para iniciar uma cena de sexo. Daí parecer mesmo com as técnicas de filmagem das produções p*rnôs – o personagem entra, pronuncia uma fala com entonação sexual, o outro personagem faz ou fala algo convidativo e os dois partem pro rala e rola. Isso acontece, por exemplo, na cena do Natal, em que Massimo (do nada!) faz cara de enfezado, Laura vira pra ele e pergunta porque está inquieto, ele vira pra ela (do nadão!) e fala que está ficando impaciente porque parece que o Papai Noel esqueceu dele; Laura vira e fala “seja paciente, ele vai vir na hora certa”. Corta para ele saindo do banho de toalha, perambulando pela mansão (de toalha) até um quarto secreto onde os dois se relacionam em um verdadeiro kama sutra.
Dramaturgicamente, ‘365 Dias: Hoje’ é cansativo. Absolutamente todas as cenas de sexo têm música, o que acaba broxando um bocado o prazer do espectador, afinal, todo clímax é cortado por gente cantando. E são muitas, muitas mesmo, em entram em TODAS as cenas de sexo, de transição e mesmo nas (poucas) cenas de diálogo. O filme só não é absolutamente ruim por conta da produção artística, que realmente torrou uma fortuna de orçamento com carrões caríssimos (de Ferrari pra cima), mansões, casas de praia, locações de tirar o fôlego, figurinos de alta costura, enfim, tudo do bom e do melhor. Ao menos alguém parece ter trabalhado nesses dois anos de produção.
A única razão de ‘365 Dias: Hoje’ existir parece ser funcionar como uma pimenta caliente nas noites dos assinantes da Netflix. Dê o play quando o ou a crush chegar na sua casa e aproveite o entretenimento.
Sam Raimi demonstrou interesse em trabalhar o vigilante
A essa altura o nome de Sam Raimié do tipo que dispensa comentários, principalmente para aqueles que acompanham adaptações de quadrinhos desde o início dos anos 2000. O diretor do vindouro Multiverso da Loucura se consolidou com sua trilogia do Homem-Aranha e tem tudo para impor seu estilo de terror mais a fundo com a nova aventura do Dr. Estranho.
Enquanto sendo entrevistado, foi inevitável lembrar de sua contribuição prévia para o gênero e, tão logo, perguntar quais personagens ele gostaria de dirigir uma adaptação algum dia. Segundo o diretor, o primeiro da lista é o Batman, que atualmente está sendo reintroduzido nos cinemas com uma nova interpretação, porém em segundo lugar ele mencionou o Shadow.
Para se ter uma noção melhor de quem é o personagem é importante voltar bastante no tempo. Antes do boom dos super-heróis, no final dos anos 30, a literatura dita “popular” era povoada por outros tipos de personagem e focando em outro estilo de produto. Essa foi a era das revistas pulp, conjuntos de histórias em uma única edição, com acabamento barato e preço acessível.
O estilo de história contada em suas páginas, todavia, era o fator que mais contribuía para sua desvalorização social. Suas tramas eram majoritariamente de mistério, com detetives particulares enfrentando vilões totalmente malignos (geralmente representações ofensivas de etnias orientais, como é o caso do infame Fu Manchu criado por Sax Rohmer) ao passo que precisando resistir aos charmes das femme fatales.
Tal como as antigas penny dreadful britânicas do século XIX, essas histórias não miravam o público infantil especificamente, mas sim todo indivíduo que quisesse ter acesso a uma história curta e por um preço acessível. Outro fator que contribuía bastante para sua má fama era a forte ligação dessas tramas com crimes de rua, estes que eram noticiados em jornais e serviam de inspiração para os autores.
O personagem fez sua estreia em julho de 1930, não como protagonista mas como narrador de uma das edições do programa Detective Story Hour, uma das muitas variações de drama radiofônico. A intenção era que sua presença concedesse um ar dramático a mais para a trama que vinha a seguir, bem como formar um laço com o ouvinte.
Até então o narrador misterioso não possuía um nome, até que por sugestão do roteirista Harry Charlot ele ganhou a alcunha de “The Shadow”, mantendo intacta sua aura original. Dublado por Frank Readick Jr as aventuras do vigilante sofreram de altos e baixos, começando com transmissões pela CBS, depois sendo transferido para a NBC e então retornando para a emissora original para uma última transmissão em 1935.
Dois anos depois, em 26 de setembro, o programa ganhou uma nova oportunidade de transmissão com a MBS. Agora, ele retornou com maior foco em detalhar quem é esse personagem, no que lhe rendeu um nome civil, Lamont Cranston, e um novo dublador: um jovem de 22 anos, bem como prodígio do rádio, chamado Orson Welles (um ano antes de sua famosa transmissão de Guerra dos Mundos).
Com maiores detalhes do personagem sendo traçados, Cranston passou a ser definido como um homem de grande fortuna da cidade grande que passou anos peregrinando por países como Inglaterra, França, Egito, China e índia para se aperfeiçoar nos campos da ciência e até mesmo do ocultismo. Para Shadow, sua missão de combater as forças do mal seria melhor executada se ele trabalhasse por conta própria, sem apoio da polícia principalmente.
A descrição mencionada evoca relação imediata com outro personagem, ninguém menos que o próprio Batman; não só porque sua estreia veio dois anos depois de um protótipo de origem ser sugerido a Shadow trazendo semelhanças em suas primeiras páginas ao tratar que Bruce Wayne treinou por anos para atingir o auge do físico e mental do ser humano, como também porque a essência do Homem Morcego repousa em toda a cultura pulp lançada previamente; com o Shadow sendo parte essencial dela.
Em 1938 Welles deixa o programa, porém no mesmo ano o herói ganha uma versão no cinema com o filme International Crime, trazendo uma história similar ao que já figurava no rádio. Já em 1940 ele protagonizou o seriado homônimo composto de nove episódios, com estrutura similar ao que outros personagens como Batman e Capitão América receberam poucos anos depois.
Shadow contou com seu próprio seriado nos anos 40
No entanto, a grande produção que povoa o imaginário moderno envolvendo Shadow é o filme de 1994 estrelando Alec Baldwin. Durante a produção, o já mencionado Sam Raimi postulou a cadeira de diretor porém sem sucesso; o cineasta já havia realizado um trabalho inspirado na clássica propriedade durante os anos 80 em Darkman.
Baseado livremente em Shadow e Batman, essa foi a primeira tentativa do cineasta em realizar um filme de estúdio junto a Universal; até mesmo porque parte da inspiração do diretor veio do universo compartilhado de monstros que o estúdio produziu na primeira metade do século XX. Ao final, Darkman teve uma aceitação positiva enquanto que o filme oficial do Shadow não.
A obra não só foi um fiasco para a crítica, como financeiramente não conseguiu competir com outros lançamentos do mesmo ano tais como Rei Leão e Máscara (este último sendo outra adaptação de quadrinhos). O fato de Raimi ressaltar que ainda tem o desejo de dirigir uma adaptação do personagem, portanto, não é acidental e ao mencionar o Homem Morcego como sonho principal, denota uma disposição da carreira em trabalhar personagens urbanos consagrados.