Após viajar no tempo para escapar da fogueira, ela descobre que tem outro desafio pela frente: se adaptar à vida moderna em Cartagena. Mas uma vez bruxa… sempre bruxa!
Coringa (Joker, no original) chegou aos cinemas brasileiros e está causando. O filme correspondeu às expectativas e apresentou um grande trabalho principalmente do ator Joaquin Phoenix e do diretor Todd Phillips. A obra cinematográfica tem um tom pesado, melancólico, violento e conta com diversos momentos marcantes dentro de suas cerca de duas horas de exibição.
Citamos alguns abaixo. O texto obviamente contém SPOILERS. Veja por sua conta em risco se ainda não assistiu ao filme:
Desespero por não conseguir controlar o riso
ogo no começo do filme a condição neurológica de Arthur é evidenciada. Em meio às risadas, uma expressão de tristeza e desespero por não conseguir ter o mínimo de controle sobre a situação. O trabalho de atuação de Phoenix impressiona e transmite toda a dor e sofrimento do personagem, que não conta com a benevolência das pessoas ao redor. Isso pesa no desenvolvimento do personagem até ele passar por todo o seu arco no roteiro e se transformar no icônico vilão.
Twist do suposto par romântico
Em dado momento, Arthur aguarda por Sophie (Zazie Beetz) no apartamento da própria. Até então, havia sido estabelecido em cena que os dois construíram uma relação, saindo e vivenciando juntos momentos chave do personagem. Porém, os espectadores de Coringa são surpreendidos e ficam confusos com o desconhecimento dela em relação ao protagonista. Descobrimos que na verdade era tudo uma fantasia do personagem principal. Os dois nunca tiveram de fato uma parceria e tudo visto em tela até aquela ocasião foi um trabalho da mente de Arthur.
O anão e a porta
Coringa passa longe de ser um filme engraçado. Há apenas um momento de um teórico alívio cômico, o qual Arthur recebe em seu apartamento dois ex-companheiros de trabalho e acaba matando um deles, sobrando assim apenas o amigo anão, interpretado por Leigh Gill, que devido a sua estatura não conseguia abrir a porta para poder fugir. A cena gera risadas por parte do público do cinema, porém não muda o fato de que é um momento desesperador e tenso.
Fique calmo
Durante um momento de discussão com a figura materna em busca de respostas sobre seu passado,Joaquin Phoenix mais uma vez demonstra sua grande qualidade de atuação. Penny estava no banheiro evitando o confronto direto com o protagonista – que estava transtornado – e pediu calma a ele para assim poderem conversar de modo sereno. Rapidamente, em seguida, Arthur mudou todo o seu status mensal nervoso e se demonstrou extremamente tranquilo. “Estou calmo”, ele diz. Brilhante e uma ótima cena.
Entrevista com Murray
O personagem de Robert De Niro é uma figura importante de referência para Arthur. Murray é a ponte para que o protagonista guie parte de suas atitudes. Nos momentos finais de Coringa, o personagem já caracterizado como tal, consegue enfim realizar a tão desejada entrevista no programa de TV. A sua entrada através de uma dança é assustadora e causa medo devido à insanidade e imprevisibilidade de Arthur.
O clímax da conversa é concretizado quando Coringa atira em Murray, matando-o brutalmente para um grande público que assistia pela televisão. Não só esse como todos os assassinatos da referida obra cinematográfica são secas, geram uma grande sensação de realidade. Um grande impacto.
A dança
Arthur ensaiou sua dança por diversos momentos durante sua história apresentada, mas era contrastado com todas as adversidades de sua vida, o que o tornava uma pessoa depressiva, sem postura e sem confiança. Após finalmente se libertar e se encontrar de si como o Coringa, conseguiu adquirir uma maior leveza em meio a sua psicopatia e a confiança suficiente para colocar em prática seus passos. O paralelo da cena das escadas no início do filme, com o personagem a subindo lentamente e desanimado, quando comparado com o trecho final dele já como Coringa dançando e cheio de si é marcante.
Criação do Batman e o caos final
O filme dentro do contexto que foi apresentado funcionaria mesmo que não introduzisse diretamente elementos relacionados à família Wayne. Ainda assim, houve a decisão de colocar os famosos pais de Bruce na trama, além do próprio. A obra faz um link entre toda a representatividade e influência da figura do Coringa e a origem do Batman, com o famoso assassinato de seus pais. A cena foi muito bem representada com os elementos clássicos do ocorrido.
O Coringa já foi estabelecido e conseguiu influenciar uma grande quantidade de pessoas por Gotham. A catarse de seus atos é apresentada em uma das cenas finais do filme, com o caos e os palhaços por toda a cidade. Comum a eles, uma reverência pelo seu principal representante: Arthur, o Coringa.
Para dar o toque final, a cereja do bolo nesta excelente cena, Coringa borra a sua caracterização ao lado da boca e deixa exatamente do jeito que os fãs queriam ver. Ali, o personagem foi completamente estabelecido. O Coringa em sua forma plena chegou.
Há muitas cenas marcantes e estas são apenas algumas das muitas que também poderiam ter sido citadas! Qual foi a sua preferida?
Em entrevista ao SFX Magazine, o diretor Josh Boone explicou sobre como ‘Os Novos Mutantes‘ se encaixaria no universo dos X-Men, revelando que a adaptação originalmente teria a participação especial do James McAvoy e da Alexandra Shipp como o Professor Xavier e a Tempestade, respectivamente.
“Josh Boone confirmou que as primeiras versões do roteiro de ‘Os Novos Mutantes’ teria a participação do do James McAvoy (Xavier) e da Alexandra Shipp (Tempestade). O longa estaria na mesma timeline que ‘X-Men: Apocalipse’, mas a conexão foi abandonada para a produção ser independente.”
Josh Boone has confirmed that #NewMutants early draft would have featured the mutants in X-Mansion with Xavier (McAvoy) and Storm (Shipp) reprising their roles. The movie was also supposed to be in X-Men: Apocalypse timeline but that was later dropped to make it an standalone. pic.twitter.com/SZ39G32OJ7
— New Mutants Updates (@NewMutantsUp) May 27, 2020
‘Os Novos Mutantes’ tornou-se um dos filmes mais problemáticos da última década, passando por obstáculos que estendem-se desde a produção até o lançamento.
Agora, para acalmar os fãs, a Disney divulgou a nova data de estreia do filme NOS CINEMAS: dia 28 de Agosto de 2020.
Esperamos que mais nenhuma catástrofe aconteça até lá…
Dirigido por Josh Boone, o longa é baseado nos quadrinho homônimo criado por Bill Sienkiewicz.
A trama acompanha um grupo de personagens desajustados que tentam compreender suas vidas, enquanto são atormentados pelos próprios poderes, o que dará ao filme uma sensação desconfortável e assustadora.
O elenco conta com Anya Taylor-Joy, Maisie Williams, Alice Braga, Charlie Heaton, Blu Hunt, Henry Zaga e Colbi Gannett.
O querido e poderoso diretor Steven Spielberg comemora 74 anos de idade nesta sexta-feira (18), e é considerado um dos diretores mais populares e versáteis do cinema.
Em comemoração ao seu aniversário, o Vocativ divulgou uma interessante curiosidade sobre o diretor.
O medidor analisou todos os 1.396 discursos de agradecimento arquivados pela Academia para descobrir quais os figurões de Hollywood que foram os mais citados. Surpreendentemente, Spielberg foi agradecido mais que o dobro de vezes que Deus.
Confira:
» 1. Steven Spielberg: Ele foi agradecido 42 vezes nos discursos – contando com pessoas que simplesmente disseram que se inspiraram nele para seguir carreira no cinema (como Sam Mendes, diretor de Beleza Americana).
A ANCINE (Agência Nacional do Cinema) e o Ministério da Economia estudam extinguir a política de ingresso de meia-entrada em cinemas, museus e teatros no Brasil.
A agência em questão abriu recentemente um pleito público sobre a viabilidade e os efeitos da obrigatoriedade da política. O ME se posicionou a favor da anulação desses direitos culturais.
De acordo com a própria ANCINE, essa articulação veio como resposta à queda das vendas de ingressos de valor inteiro – cujo percentual se isolou em apenas 21,6% no ano passado.
Entretanto, a ideia enfrenta um problema gigantesco: o valor dos ingressos. Segundo o diretor do PROCON-SP e o secretário da Defesa do Consumir, Fernando Capez, retirar esse direito do consumidor não apresenta quaisquer garantias de que o preço das entradas seja reduzida.
“Isso é retirar um direito consolidado do consumidor. Não há garantia qualquer de que [a decisão] resulte em ingressos mais baratos”, ele comentou.
A política de meia-entrada para estudantes, pessoas com deficiência e jovens, de baixa renda, com idade entre 15 e 29 anos, foi instaurada em 2013 e serve como ativo para o fomento do consumo de cultura no Brasil. Para os idosos, esse direito existe de 2003 e se insere no Estatuto do Idoso. As informações são da Fórum.
Apesar de Matt Reeves afirmar que não há um ‘corte do diretor’ de ‘Batman‘, parece que diversas cenas do longa foram deletadas.
E a Warner Bros decidiu divulgar uma dessas cenas, que traz o encontro do herói vivido por Robert Pattinson com o misterioso ‘Prisioneiro Oculto do Arkham‘, o novo Coringa, vivido por Barry Keoghan.
Confira:
Em entrevista para o IGN, Reeves já havia explicado que o personagem de Keoghan é o Coringa.
“Houve cenas que eu realmente gostei, mas precisaram ser deletadas. Uma dessas cenas é com o ‘Prisioneiro Oculto do Arkham’, que aparece no final do filme no Asilo Arkham com o Charada. Barry [Keoghan] está nessa cena. É uma cena muito legal, e tenho certeza que lançaremos depois que o filme sair, porque é uma cena muito, muito legal.”
Ele continuou:
“É uma cena em que o Batman está tão nervoso com as cartas do Charada, que decide traçar um perfil para descobrir sua identidade. E ele fica tipo: ‘Por que esse cara está escrevendo para mim?’ E ele acha que outro assassino, com o qual ele teve uma experiência nesses dois primeiros anos, pode ‘ajudá-lo’. Esse assassino ainda não é ‘aquele’ personagem que conhecemos, certo? Ele é o cara que ainda vai se transformar em Coringa.”
Lembrando que ‘Batman‘ continua em exibição nos cinemas.
Até o momento, o longa já faturou US$ 606,5 milhões pelo mundo.
Matt Reeves (‘Deixe-me Entrar’) é responsável pela direção.
“Dois anos patrulhando as ruas como o Batman (Pattinson), causando medo nos corações dos criminosos, levou Bruce Wayne para as sombras de Gotham City. Com apenas alguns aliados de confiança – Alfred Pennyworth (Serkis) e o tenente James Gordon (Wright) – entre a rede corrupta de oficiais e figuras importantes da cidade, o solitário vigilante se estabeleceu como a única personificação da vingança entre seus caros cidadãos.”
“Quando um assassino ataca a elite de Gotham com uma série de maquinações sádicas, uma trilha de pistas enigmáticas envia o Maior Detetive do Mundo em uma investigação no submundo do crime, onde ele encontra personagens como Selina Kyle/Mulher-Gato (Kravitz), Oswald Cobblepot/Pinguim (Farrell), Carmine Falcone (JTurturro) e Edward Nashton/Charada (Dano). Conforme as evidências começam a se tornarem pessoais e a escala dos planos do perpetrador se torna clara, Batman deve forjar novos relacionamentos, desmascarar o culpado e fazer justiça ao abuso de poder e à corrupção que há muito tempo assola a cidade de Gotham.”
Robert Pattinson estrela no papel principal. O elenco ainda conta com Zoë Kravitz (Mulher-Gato), Paul Dano (Charada), Jeffrey Wright (Comissário Gordon), John Turturro (Carmine Falcone), Andy Serkis (Alfred Pennyworth) e Colin Farrell (Pinguim).
‘Pânico 6‘ estreou quebrando recordes. O filme de terror da Paramount e da Spyglass Media arrecadou US$ 5,7 milhões nas bilheterias dos EUA nas pré-estreias de quinta-feira em 3.675 salas de cinema.
Para comparação, o ‘Pânico‘ de 2022 arrecadou US$ 3,5 milhões nas prévias de quinta-feira, encerrando o fim de semana com US$ 30 milhões. ‘Pânico 3‘, lançado em 2000, anos antes do nascimento de algumas das estrelas mais jovens do mais novo filme, detém o recorde de maior bilheteria de estreia da franquia, com US$ 34 milhões.
O sexto filme deve quebrar esse recorde, já que analistas indicam que ele vai arrecadar entre US$ 35 milhões e US$ 40 milhões neste fim de semana nos EUA.
No Brasil, o filme foi visto por 61 mil pessoas nas pré-estreias de quarta-feira, segundo o FilmeB.
O terror acompanhará os quatro sobreviventes do recente massacre de Ghostface: Sam, Tara, Chad e Mindy. O grupo decide se mudar de Woodsboro para recomeçar em uma nova cidade. No entanto, em pouco tempo, os quatro se tornam alvo de um novo serial killer mascarado.
Os novatos Samara Weaving (‘A Babá’), Tony Revolori (‘Homem-Aranha: Sem Volta para Casa’), Dermot Mulroney, Jack Champion, Liana Liberato, Devyn Nekoda, Josh Segarra e Henry Czerny completam o elenco.
Os diretores do filme anterior, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, também voltam para a próxima aventura.
Aang é o último dobrador de ar após os outros nômades serem exterminados pela Nação do Fogo, que promove uma guerra há décadas em busca de dominar o restante do mundo. Além de concluir sua jornada como Avatar, dominando todos os elementos, Aang tem a tarefa de lidar com esse enorme desafio, uma vez que seu dever como Avatar é trazer harmonia ao mundo.
Dirigido por Walter Salles a partir de um roteiro de Murilo Hauser e Heitor Lorega, o premiado filme brasileiro ‘Ainda Estou Aqui‘ ganhou data de estreia nos EUA.
O filme estreia em Nova York e Los Angeles em 17 de janeiro, com uma semana de duração, válida para premiações, antes de estrear nos cinemas de todo o país em 14 de fevereiro.
O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 7 de novembro.
O aclamado longa é estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, e foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para concorrer na categoria de Melhor Filme Internacional na 97ª Premiação do Oscar.
A produção é inspirada no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua família. O relato começa no início dos anos 70, quando um ato de violência muda a história da família Paiva para sempre. O livro e o filme abraçam o ponto de vista daqueles que sofrem uma perda em um regime de exceção, mas não se dobram.
Exibido nos festivais de Toronto e San Sebastián, o filme foi selecionado para o Festival de Nova York, e venceu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza.
Aclamada pelos críticos, a produção recebeu 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, com base em 16 avaliações.
Os críticos elogiaram amplamente o filme, destacando a forma humanizada com que retrata os eventos reais, bem como o desempenho notável de Salles e de Torres.
Confira os comentários:
“Fazer com que o destino desta casa bem equipada, de classe média alta, remeta ao de um Brasil cada vez mais oprimido pode parecer uma metáfora forçada, mas o empenho de Salles na direção é notável por sua elegância e realismo”, disse Stephanie Bunbury do Deadline.
“Clássico na forma, mas radical na empatia, I’m Still Here (Ainda Estou Aqui) talvez não precise das seções adicionais que alteram um pouco o ritmo emocional. Mas, por outro lado, esses personagens são tão vívidos que não queremos deixá-los também”, disse Jessica Kiang da Variety.
“Ainda Estou Aqui é um filme envolvente e profundamente tocante, que revela uma rica camada de emoção. Sem dúvida, é uma das melhores obras de Salles”, disse David Rooney do The Hollywood Reporter.
“O excelente filme de Walter Salles, baseado em fatos reais — uma vez que ele foi amigo da família Paiva na adolescência — é um tributo profundo e comovente a uma mulher e sua família notáveis”, disse Wendy Ide do Screen International.
“O relato baseado em fatos de [Walter Salles] sobre a situação dos desaparecidos é compreensivelmente afetado e pode carregar uma certa dose de sentimentalismo. No entanto, I’m Still Here (Ainda Estou Aqui) continua sendo um drama profundo e comovente sobre os desaparecidos da nação”, disse Xan Brooks do The Guardian.
“Vibrante e comovente, com uma performance excepcional de Fernanda Torres no papel de Eunice Paiva, o filme se destaca por nos fazer experimentar a essência da absoluta arbitrariedade”, disse Fernando E. Juan Lima do Otroscines.
“Fernanda Torres oferece uma atuação que, sem dúvida, será aclamada como um dos maiores marcos de sua carreira e, provavelmente, a tornará mais reconhecida internacionalmente”, disse Nicholas Bell da IonCinema.
“O respeito que ele demonstra pela família Paiva, com a qual mantém uma relação próxima, comprova que ele foi a escolha certa para este filme”, disse Robert Ruggio do AwardsWatch.
“Talvez, se Ainda Estou Aqui fosse apresentado como a vida de Eunice através dos olhos de Marcelo, a maior parte dos amplos e idealizadores traços desse retrato santificado seriam muito mais aceitáveis”, disse Savina Petkova do The Film Stage.
“Independentemente de qualquer vínculo pessoal com esse período sombrio, os espectadores serão cativados pela história desta família corajosa e, especialmente, pela força de Eunice, tudo graças à atuação de Torres”, disse Ema Sasic do Next Best Picture.
No elenco principal, estão nomes como Valentina Herszage, Luiza Kosovski, Bárbara Luz, Guilherme Silveira e Cora Ramalho, que interpretam os filhos na primeira fase do filme, e Olivia Torres, Antonio Saboia, Marjorie Estiano, Maria Manoella e Gabriela Carneiro da Cunha, integrando a família no segundo momento.
Recentemente, o cineasta Kleber Mendonça Filho usou as redes sociais para celebrar a honra do filme ter sido escolhido para representar o Brasil no Oscar.
E eu vi essa foto hoje depois de acordar, foi meu bom dia. Amigo baiano me enviou desejando boa sorte. Como falei semana passada, a campanha de O AGENTE SECRETO começou em Maio, no @Festival_Cannes. Agora, continua mais forte do q nunca. Obrigado comissão pela confiança. ⚡️✌ pic.twitter.com/HcgPFjwoq1
O longa, que estreou com grande destaque em festivais internacionais, já acumula importantes prêmios, incluindo o FIPRESCI (Prêmio da Crítica Internacional) de Melhor Filme, o Prix des Cinémas Art et Essai – AFCAE (Prêmio de Cinema de Arte), além de troféus de Melhor Direção para Kleber Mendonça Filho e Melhor Ator paraWagner Moura.
Na estreia mundial, o filme foi aplaudido de pé por 13 minutos, consolidando-se como um dos grandes destaques da temporada.
‘O Agente Secreto’ transporta o público para a Recife de 1977, onde Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia, retorna à sua cidade natal em busca de tranquilidade. No entanto, ele logo se depara com perigos e segredos sombrios que a rondam.
Além deWagner Moura, o elenco conta com grandes nomes como Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Carlos Francisco, Alice Carvalho, Roberto Diogenes e Hermila Guedes.
A emoção é um sentimento que quando chega forte quando assistimos a um filme já sabemos que as memórias serão constantes, ficarão por muito tempo dentro de nós. Pensando sobre algumas produções que conseguem caminhar nessa estrada, segue abaixo uma lista bem legal com 10 filmes onde é impossível não se emocionar!
Na trama, conhecemos já na fase do doutorado o brilhante estudante Stephen Hawking (Eddie Redmayne), um homem pacato, com um senso de humor afiado, que adora leitura sobre xadrez e ouvir música clássica. Certo dia, em uma comemoração na faculdade que estudava, conhece a bela Jane (Felicity Jones), uma estudante por quem se apaixona intensamente. Tudo ia bem na vida do jovem casal até que Hawking é diagnosticado com uma rara doença do Neurônio Motor que o faz ao longo de um curto período perder todos os movimentos do corpo, até a fala. Assim, combatendo todo tipo de limitação, a brilhante mente irá provar que o viver é um dos grandes mistérios do universo.
Na trama, conhecemos a história de Mia Hall (Chloë Grace Moretz), uma jovem e talentosa musicista que vive uma vida feliz ao lado da família e do grande amor de sua vida, Adam (Jamie Blackley). Tudo ia bem, até que um dia de muita neve na estrada, um terrível acidente acontece e desleais consequências catastróficas atingem em cheio essa jovem. Com uso de flashbacks, vamos conhecendo todos os grandes momentos da vida de Mia, até a hora da decisão final que ela precisa tomar.
Na trama, acompanhamos o casal Ben (John Lithgow) e George (Alfred Molina) que após décadas juntos, decidem oficializar sua união, fato que gera muitos problemas no trabalho de George e assim ambos acabam entrando em uma crise financeira. Após terem que vender a casa onde sempre moraram, contam com a ajuda de familiares, vizinhos e amigos para voltarem a ficar juntos.
Viva – A Vida é uma Festa
Na trama, conhecemos o menino sonhador Miguel, um jovem que adora música mesmo sua família não gostando da ideia, pois, anos atrás um parente abandonou a família pela carreira musical e nunca mais voltou para casa. Durante uma pequena investigação descobre segredos desconhecidos da família e após tocar uma canção com um violão mágico, acaba indo para em uma terra dos mortos. Lá, descobre, nesse mundo fantástico e cheio de parentes que nunca conhecera, descobre mais sobre sua família e um novo segredo se torna um objetivo em sua busca constante em voltar para o mundo dos vivos.
Na trama, conhecemos uma carismática vovó (interpretada brilhantemente pela atriz Yuh Jung Youn) que vive seus dias de inverno frio ao lado de sua neta pequena em um pequeno vilarejo no interior da Coréia do Sul. Durante um passeio a uma feira, a netinha se perde da vovó, deixando essa última com uma profunda tristeza. Após mais de uma década, uma jovem reaparece dizendo ser a neta perdida da vovó. Assim, como se voltassem no tempo, as duas vão tendo uma relação de afeto e esperança.
Vidas à Deriva
Na trama, conhecemos a nômade, corajosa e adepta da meditação Tami (Shailene Woodley), uma jovem norte americana que viaja sem rumo buscando encontrar sua felicidade pelos lugares que busca explorar. Certo dia, já trabalhando com barcos, conhece o velejador solitário Richard (Sam Claflin) e logo os pombinhos se apaixonam perdidamente. Assim, entre uma viagem e outra no barco de Richard, recebem uma proposta de levar um barco por um percurso grandioso, em alto mar, onde infelizmente uma inesperada tempestade vai de encontro ao casal. Lutando pela sobrevivência, Tami precisará usar toda sua força e coragem para buscar soluções para o casal completamente perdidos no meio do oceano.
Horizonte
Na trama, conhecemos, um senhor já na parte final de sua vida (Raymundo de Souza) que se vê em um presente tumultuado, com a família em conflito após a morte de um membro. Morando numa casa onde não é bem-vindo, onde a solidão bate mais forte a cada segundo que passa, certo dia, após ouvir um anúncio numa rádio local, resolve se mudar para um condomínio de casas que está sendo construído com o apoio da prefeitura. Nesse lugar descobre um novo sentido da vida e até mesmo é surpreendido por um novo amor.
Na trama, conhecemos o jovem Ernesto (Armando Espitia), antropólogo forense do IML da Guatemala, um dos responsáveis de encontrar corpos de pessoas desaparecidas em tempos da ditadura. Certo dia, encontra a indígena e de vida simples Nicolasa (Aurelia Caal) e acaba descobrindo através do relato dela com fotos e fatos a possibilidade de identificar o seu pai que nunca conhecera. Assim, procurando vencer os obstáculos da burocracia e apoiado pela mãe Cristina (Emma Dib) que foi presa durante 6 meses pela polícia militar guatemalteca sofrendo violência todos esses dias, Ernesto luta pelas suas respostas e a de muitos outros.
Na trama, conhecemos Georges (Romain Duris), um contador de histórias, meio malandro, que durante uma festa que chegou de penetra acaba conhecendo a bela Camille (Virginie Efira), por quem logo se apaixona e tem um filho. O cotidiano deles é repleto de festas, contas sem pagar, vivendo em um universo de fantasia que acaba passando para seu filho. O casal tem a rotina de escutar, naquelas vitrolas antigas, em muitos desses momentos a canção Mr. Bojangles. Em certo momento, Camille começa a apresentar sinais de que não quer nem consegue acessar o cotidiano e a realidade que se apresenta.
Na trama, conhecemos Manuela (Monica Iozzi), uma mulher independente, dedicada à carreira como diretora de criação de uma empresa, que se aproxima cada vez mais de Beto (Rafael Losso) um colega de trabalho. Certo dia, descobre que está grávida. Entre dúvidas e medos, dá andamento à gravidez sempre com o apoio do pai da criança e tendo poucos amigos, de mais próxima somente sua irmã Tetê (Gilda Nomacce). Mas uma tragédia coloca todas as questões de seu atual momento em grande conflito.
No terreno da animação é difícil competir com a Disney. Não bastasse o alicerce de anos, que data da década de 1930, o estúdio casa do Mickey ainda tem o colosso Pixar – desde 1995 – ao seu lado. O jogo, no entanto, começou a mudar a partir justamente da década de 1990. Na época, o estilo de animação que dominava o mercado era a tradicional, feita a mão, e a Disney tinha como principal concorrente a Warner e a Fox – falo um pouco mais sobre o assunto no texto de A Bela e a Fera – que tentavam entrar na disputa por público.
Quando a tendência começou a virar para as animações “do futuro”, criadas através de efeitos computadorizados em 3D, abandonando um pouco a parte artesanal da técnica, diversos outros estúdios viram a oportunidade nesta brecha provida por tal reestruturação. Apesar da Disney ter sido a pioneira, com Toy Story (1995), estúdios como a Dreamworks mostraram que agora sim podiam fazer frente. Um dos casos mais claros foi quando Shrek (2001), um conto de fadas subversivo e altamente irônico, surpreendeu e levou o Oscar de melhor animação, além do topo das bilheterias em seu respectivo ano. O reinado da Disney no segmento estava definitivamente ameaçado.
O Poderoso Chefinho é a nova animação da Dreamworks, distribuída pela Fox no Brasil, que possui como companheiro de casa o famoso ogro verde. No panteão do estúdio, sucessos de público, vide Madagascar, Kung Fu Panda e Como Treinar o Seu Dragão; de crítica, como os subestimados Os Sem-Floresta (2006), Bee Movie: A História de uma Abelha (2007), Os Croods(2013) e As Aventuras de Peabody e Sherman (2014); e alguns outros que não cativaram nenhum dos dois (crítica e público) – estes, talvez seja melhor não serem citados. Tom McGrathé quem dirige o novo filme, tendo em seu currículo a citada franquia Madagascar, no comano dos três filmes sobre os animais fugitivos do zoológico.
Por esta introdução, fica claro que a Dreamworks compete, além dos estúdios rivais do segmento, com ela mesma, para conseguir manter o padrão de qualidade atingido em suas citadas obras infantis. A ideia de O Poderoso Chefinho é mais interessante e divertida do que o filme em si. Na trama, conhecemos Tim (voz de Miles Bakshi no original), primeiro e único filho, até o momento, de seus amados e carinhosos pais – aqui referidos apenas como Papai (voz de Jimmy Kimmel, o apresentador do último Oscar) e Mamãe (voz de Lisa Kudrow, a eterna Phoebe de Friends). A família vive em perfeita harmonia, com bastante amor direcionado à pequena cria, entre as rotinas diárias, como leitura na cama antes de dormir. Quando perguntado sobre um possível irmãozinho, Tim não hesita em negar a oferta, já que esta dinâmica atingiu a perfeição para ele.
No entanto, o novo rebento chega de qualquer maneira. E para perturbar ainda a paz do pequeno Tim, ele vem nas formas do Poderoso Chefinho (Boss Baby no original, ou Bebê Chefe), um recém-nascido que usa terno, fala e age como um funcionário do alto escalão de uma grande empresa. Na verdade, é exatamente isso que o protagonista, que tem a voz de Alec Baldwin no original, é. O título em português, remetendo ao clássico imortal de máfia, de Francis Ford Coppola (O Poderoso Chefão), pode pegar algumas pessoas com a errônea concepção de que existe aqui algum elo com filmes criminais, ou qualquer outra ligação com a icônica obra da década de 1970. Não existe!
Fora isso, a animação escrita porMichael McCullers (Austin Powers2 e 3), adaptada do livro de Marla Frazee, é bem inocente e tímida, apresentando muitos indícios de cansaço antes de seu desfecho. A ideia por trás do bebê chefe é uma boa sacada, assim como a explicação do porquê certos recém-nascidos não crescem, permanecendo para sempre no corpo de um infante, mesmo já sendo donos do intelecto de adultos. Aliás, toda a parte do mundo corporativo que move a “fábrica de bebês” é bem bolada e faz uso de muita criatividade. Outro trecho no qual o filme se sai bem, é nas partes emotivas, quando conecta de forma eficaz o sentimental que permeia uma tênue linha, sem recair na pieguice, criando assim bons momentos de aceitação em família. O desfecho é emocionante.
No ponto negativo, a trama central, que faz tudo ao redor se mover, não é particularmente especial, ou sequer boa. Fala sobre a competição de bebês com filhotes de cachorros (??!!) pela atenção dos humanos. A ideia não engata e rende muitos momentos alongados, que poderão causar sono ou torção no punho de tanto olhar o relógio, aos pais que forem levar seus pequeninos ao cinema. O Poderoso Chefinho também não é particularmente engraçado, deixando a maioria das piadas para seu público alvo, as crianças mais novinhas. Em tempos de animações que igualmente favorecem os mais velhos, o novo longa animado da Dreamworks corre risco de perder o emprego (para usar um trocadilho com o tema principal). Entre erros e acertos,O Poderoso Chefinho garante sua bilheteria com a graciosidade de um bebê mandão, mas seu novo cargo junto aos filmes indicados ao Oscar na categoria animação não deverá ser liberado pelo chefe.
São os fãs do entretenimento audiovisual quem ditam o que fará sucesso e o que será ignorado. Sempre foi assim e sempre será. No cinema, as bilheterias são o retorno que determinadas produções precisam ter, para saber se os filmes estão sendo abraçados pelo público. Na TV, são os números da audiência. A medida é sempre um número significativo o bastante para justificar o investimento. Se uma produção é cara, não adianta ter meia dúzia de fãs ardorosos. O espectador é que termina sempre sofrendo ao perceber que aquela série que tanto gostava terminou cancelada. Mas pense sempre que essa atitude é muito estudada pelos responsáveis – e nunca o caso é pura e simplesmente sadismo. Se algum estúdio cancela uma série, pode ter certeza que ela não deu o retorno esperado.
Pensando nisso, trazemos uma nova matéria com as séries mais badaladas do ano passado, que contavam com grandes nomes na frente ou atrás das câmeras, mas que por alguma razão falharam em se comunicar com o público (apesar do potencial) e terminaram canceladas em sua primeira temporada, sem que grande parte da audiência conseguisse assisti-las ou, pior ainda, tomasse conhecimento de sua existência. Confira abaixo.
Começamos com um item que se tornou bem famoso e que muitos não entenderam seu cancelamento. Produção original da Netflix, ‘1899’ é a nova série alemã dos mesmos criadores da elogiadíssima ‘Dark’ (2017-2020). ‘Dark’ durou três temporadas e era considerada pelos críticos e pelos fãs como uma ‘Stranger Things’ menos infantil e mais barra-pesada. Assim, a dupla de criadores Baran bo Odar e Jantje Friese deram asas à sua imaginação para um novo trabalho. A trama gira em torno de uma viagem de navio de diversos imigrantes de diferentes nacionalidades, deixando o velho mundo para começar uma vida nova. No percurso descobrem um navio naufragado e tem início um terrível pesadelo. O programa foi cancelado pela Netflix após 8 episódios da primeira temporada.
Outra série da Netflix que fracassou em criar conexão com o público. A Netflix é uma das plataformas de streamings que lança mais conteúdo original. Assim, é apenas natural que deste número abundante muita coisa não sobreviva e termine eliminada. A primeira série em live-action do famoso videogame não deu muita sorte e terminou cancelada após 8 episódios de sua primeira temporada. O foco aqui era nos primórdios da companhia Umbrella. Aliás, ‘Resident Evil’ não tem tido o melhor desempenho ultimamente, com o reboot da franquia no cinema igualmente fracassando.
Que surpresa, outra série da Netflix! Nem mesmo o diretor Mike Flanagan está a salvo dos cortes da empresa – isto é, não que tenha sido algo gratuito. A parceria entre Flanagan e a Netflix em séries data de 2018, e sempre rendeu produções frutíferas e para lá de elogiadas – vide ‘A Maldição da Residência Hill’ (2018), ‘A Maldição da Mansão Bly’ (2020) e ‘Missa da Meia Noite’ (2021). Aqui, porém, ao contar sobre um grupo de jovens numa clínica, que se reúne à meia-noite para contar histórias de terror, o charme do cineasta falhou e a produção teve apenas 10 episódios.
Agora damos um breve descanso para a Netflix, e nos concentraremos em uma série da HBO Max. Existem certos materiais que parecem ser azarados. Esse é o caso com o livro cult de romance e ficção científica ‘The Time Traveler’s Wife’, de Audrey Niffenegger. A primeira adaptação do livro foi para o cinema em 2009, com o título ‘Te Amarei para Sempre’. Embora não tenha feito feio nas bilheterias, se tornou um fracasso de crítica. A nova versão se tornou uma série de TV – que falhou em cativar o público e foi cancelada com 6 episódios.
Para quem acha que apenas a Netflix faz séries que se tornam fracasso de público, pense de novo. Ninguém está livre disso, nem mesmo a Toda-Poderosa Disney. Foi exatamente essa tempestade enfrentada pela Disney+ ao lançar o programa baseado na série de filmes protagonizados por Nicolas Cage em 2004 e 2007 – que por sua vez são versões modernizadas de Indiana Jones. Boatos sobre um terceiro filme continuam a surgir, mas a empresa achou por bem antes criar um seriado dentro do mesmo universo, que trazia como protagonista a novata Lisette Olivera. E tudo o que a série durou foram 10 episódios antes de ser cancelada.
Agora pulamos para a Amazon Prime Video, a fim de termos uma lista verdadeiramente eclética e democrática. Afinal, por aqui já apareceram programas da Netflix, HBO Max e Disney+. Essa aqui é uma das mais elogiadas do lote, que contou com as presenças dos vencedores do Oscar Sissy Spacek e J.K. Simmons. A trama de ficção científica fala sobre um casal da terceira idade, que descobre um portal para um planeta estranho e deserto, no quintal de sua casa. Apesar do sucesso de crítica, quase ninguém assistiu e o programa foi cancelado após 8 episódios.
Além das refilmagens, continuações tardias e reboots, uma onda que pegou Hollywood foi a de transformar filmes clássicos em séries de TV. Já deu certo no passado, mas aqui, por outro lado, não foi uma aposta que vingou. ‘Gigolô Americano’ foi originalmente um filme escrito e dirigido por Paul Schrader em 1980, com Richard Gere no papel protagonista – de um prostituto que se envolve numa trama de assassinato. Para a reimaginação da ideia entrou em cena Jon Bernthal pegando para si o papel de Julian. A série da Paramount Television durou apenas 8 episódios.
Outra série baseada em uma produção cinematográfica, essa no caso uma obra cult de terror e suspense. O filme sueco ‘Deixa Ela Entrar’ (2008) é, por sua vez, baseado no livro de John Ajvide Lindqvist, sobre um menino solitário, que sofre bullying, fazendo amizade com a misteriosa nova vizinha de sua idade, que guarda um mistério assustador sobre sua origem. A produção sueca ganhou um remake americano em 2010, e ano passado a história foi levada às telinhas em uma série do canal Showtime – que teve vida curta e durou apenas 10 episódios.
Nem mesmo um elenco de peso consegue salvar uma série do cancelamento, caso a narrativa não crie conexão com o público. Foi esse o caso com ‘The First Lady’, seriado do Showtime e da Lionsgate que trouxe no elenco a vencedora do Oscar Viola Davis e a indicada ao Oscar Michelle Pfeiffer nos papeis de duas das primeiras-damas mais queridas dos EUA. Com direção da prestigiada cineasta Susanne Bier, a ideia era justamente mostrar os bastidores de um dos locais mais poderosos do mundo, a Casa Branca, sob a ótica de Michelle Obama, Betty Ford e Eleonor Roosevelt e a forma como influenciaram decisões importantes. Apesar disso, a série foi cancelada logo após os primeiros 10 episódios.
Não teve jeito. Precisamos retornar a ela. A Netflix é realmente a plataforma de streaming que mais cancela séries – isso porque é também a que mais as produz. Protagonizada por Randall Park, essa série cômica tinha como foco a última locadora de vídeo Blockbuster dos EUA, cujo gerente lutava para evitar sua falência, em um mundo que já não precisa mais desse tipo de serviço. Seria mais interessante uma série focada na época de auge das locadoras e como a ideia surgiu. Seja como for, ‘Blockbuster’ só conseguiu se manter no ar por 10 episódios.
Resolvemos colocar ‘Willow’ como bônus porque apesar de muitas fontes afirmarem que a série realmente foi cancelada pela Disney+ após a primeira temporada de 8 episódios, o criador do programa Jonathan Kasdan resolveu vir a público contradizer a afirmação. Segundo Kasdan, o seriado só dará uma pausa (sabe-se lá de quanto tempo), mas voltará. Esperemos para ver. ‘Willow’, é claro, foi uma aposta da Disney para reerguer o clássico filme de 1988, subtitulado por aqui ‘Na Terra da Magia’, e que veio junto na compra da LucasFilm.
Na sequência do sucesso mundial de “Godzilla”, de 2014, e “Kong: A Ilha da Caveira”, lançado este ano, chega o próximo capítulo do MonsterVerse cinematográfico da Warner Bros. Pictures e Legendary: um épico de ação e aventura que coloca o Godzilla contra alguns dos monstros mais conhecidos da história da cultura pop. A nova história acompanha os esforços heroicos da agência criptozoológica Monarch à medida que seus membros combatem uma série de monstros gigantes, incluindo o poderoso Godzilla, que enfrenta Mothra, Rodan e o maior de seus inimigos, o tricéfalo King Ghidorah. Quando estas supercriaturas primitivas – que se acreditava não passarem de mitos – ressurgem, competem pela supremacia, colocando a humanidade em risco.
A Warner Bros. agendou o lançamento para 31 de maio de 2019.
We’ve made the very difficult decision not to renew One Day At A Time for a fourth season. The choice did not come easily — we spent several weeks trying to find a way to make another season work but in the end simply not enough people watched to justify another season.
“Nós tomamos uma decisão muito difícil de não renovar ‘One Day at a Time’ para a quarta temporada. A decisão não foi fácil – nós passamos várias semanas tentando encontrar um jeito, mas, no final das contas, não havia pessoas suficientes assistindo para justificar outra temporada.”
Os produtores já revelaram que tentarão encontrar um novo lar para a produção.
A trama gira em torno de uma família americana com raízes próximas em Cuba, composta por uma mãe recém-divorciada e ex-militar que precisa criar sua filha adolescente e o filho mais jovem, com a ajuda de sua mãe, uma cubana conservadora, e seu amigo Schneider.
O suspense ‘Killer Therapy‘ ganhou o primeiro trailer.
Confira:
O longa é dirigido por Barry Jay.
Brian é uma criança perturbada com tendências sociopatas que lida com um pai que não o ama, uma mãe não convencida de sua natureza violenta e uma irmã recém-adotada que ele acredita que existe para substituí-lo. Depois de uma série de crescentes incidentes violentos, ele passa por vários terapeutas, amadurecendo em um jovem ainda incapaz de escapar de seus problemas de raiva. Quando sua vida desmorona por suas próprias escolhas, Brian culpa sua série de terapeutas fracassados, abraçando sua natureza sombria e se vingando de todos os que o prejudicaram – um por um, finalmente entendendo que aceitar quem você é por dentro pode ser a melhor forma de terapia.
De acordo com o Deadline, os atores Camilla Luddington (Dra. Jo Karev), Kevin McKidd (Dr. Owen Hunt) e Kim Raver (Dra. Teddy Altman) assinaram contrato para participar de mais TRÊS temporadas de ‘Grey’s Anatomy‘.
Vale lembrar que o contrato da Ellen Pompeo, intérprete da Meredith Grey, irá expirar no próximo ciclo, mas a presidente da ABC, Karey Burke, expressou interesse na continuidade da série – e na história da Meredith.
“A série irá continuar enquanto a Ellen estiver interessada em interpretar a Meredith Grey. Os produtores sabem que nós queremos essa série em nossa programação,” garantiu Burke.
Em entrevista ao THR, a showrunner Krista Vernoff garantiu que a trama da 17ª de ‘Grey’s Anatomy‘ envolvendo o coronavírus não será “pesada e triste”.
“Haverá muitas histórias para serem contadas envolvendo o COVID-19, mas nem todas serão sobre morte e desespero. Veremos pessoas se divertindo enquanto estão em quarentena, longe do hospital. Muitos desses médicos não estão indo para casa; eles estão vivendo juntos em hotéis.”
Ela continua, ressaltando que o vírus não será o grande “vilão” da temporada: “Veremos diversos ângulos dessa pandemia, dependendo do episódio.”
Recentemente, Vernoff compartilhou suas históriasideias sobre lidar com a pandemia de Covid-19.
“Todo ano, temos médicos que vêm nos contar suas histórias, e geralmente eles contam suas histórias mais engraçadas ou loucas. Este ano, parece mais uma terapia”, explicou ela. “Os médicos entram e somos as primeiras pessoas com quem estão conversando sobre esses tipos de experiências. Eles estão literalmente tremendo e tentando não chorar, estão pálidos e estão falando sobre isso como guerra – uma guerra para a qual eles não foram treinados. E essa tem sido uma de nossas grandes conversas sobre Owen, é que ele realmente foi treinado para isso de uma maneira que a maioria dos outros médicos não é.”, disse Vernoff.
Embora as filmagens da 17ª temporada ainda não tenham começado devido à pandemia, Vernoff diz que os roteiristas estão trabalhando duro para criar histórias para a gangue Gray Sloan.
“Nossas conversas têm sido constantemente sobre como mantemos vivo o humor e o romance enquanto contamos essas histórias realmente dolorosas”, ela brincou.
O terror sobrenatural ‘Seance‘ ganhou novas imagens oficiais.
Confira:
Simon Barrett, que escreveu ‘Você é o Próximo‘, ‘Bruxa de Blair‘ e ‘O Hóspede‘, será responsável pela direção, sendo este o primeiro longa-metragem sob o seu comando.
A trama acompanha a chegada de uma jovem em uma escola só para meninas, a prestigiada Edelvine Academy. Logo após sua chegada, seis garotas a convidam para se juntar a elas em um ritual noturno, evocando o espírito de um ex-aluno morto que supostamente assombra seus corredores. Mas, antes do amanhecer, uma das meninas acaba morrendo, deixando as outras se perguntando o que elas podem ter despertado.
A HBO Max divulgou um novo trailer legendado de ‘And Just Like That‘, revelando o que podemos esperar dos próximos episódios do revival de ‘Sex and the City‘.
Confira:
Intitulado Some of My Best Friends, o quarto episódio irá ao ar no dia 23 de dezembro.
A série acompanha Carrie, Miranda (Cynthia Nixon) e Charlotte (Kristin Davis) conforme navegam pela complicada jornada da vida e da sua amizade de quando estavam no auge dos seus 30 anos, agora para uma fase ainda mais complicada no auge dos seus 50 anos.
A nova temporada é composta por dez episódios e também marca o retorno de Steve (David Eigenberg), Harry (Evan Handler), Stanford (Willie Garson), Anthony (Mario Cantone), Mr. Big (Chris Noth) e Aidan (John Corbett).
Lembrando que Kim Cattrall, intérprete da icônica Samantha, não retorna.
Sara Ramirez (‘Grey’s Anatomy’) fará sua introdução como Che Diaz, comediante e pessoa não-binária que apresenta um podcast e que traz Carrie como uma das convidadas regulares.
Criada por Darren Star(hoje à frente de ‘Emily em Paris‘), a série original contou com seis temporadas, exibidas entre os anos de 1998 e 2004 na HBO.
Sucesso! Falta menos de US$ 10 milhões para a sequência ‘Jurassic World: Domínio‘ alcançar a marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais.
Nos EUA, o longa arrecadou US$ 374.7 milhões. No mercado internacional, foram US$ 615.6 milhões. Ao total, a produção já soma sólidos US$ 990.4 milhões mundialmente.
Atualmente, o filme é a segunda maior bilheteria do ano, atrás apenas de ‘Top Gun: Maverick‘ (US$1.4B).
Vale lembrar que os dois primeiros filmes da trilogia, ‘Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros‘ e ‘Jurassic World: Reino Ameaçado‘, arrecadaram US$ 1.67 e US$ 1.31 bilhão nas bilheterias mundiais, respectivamente.
A trama é ambientada quatro anos após a destruição da Isla Nublar. Os dinossauros agora vivem – e caçam – ao lado de humanos em todo o mundo. Esse frágil equilíbrio remodelará o futuro e determinará, de uma vez por todas, se os seres humanos continuarão sendo os principais predadores em um planeta que agora compartilham com as criaturas mais temíveis da história.
Colin Trevorrow retorna à cadeira de direção, enquanto Emily Carmichael assina o roteiro.
O confiável Production Weekly pode ter revelado novas informações do próximo filme live-action da franquia ‘Resident Evil‘.
Intitulado ‘Resident Evil – The Umbrella Chronicles‘, a produção deve adaptar a história do jogo ‘Resident Evil Zero‘, e contará com a Rebecca Chambers como protagonista.
Na trama original do jogo, Rebecca Chambers e a divisão de elite S.T.A.R.S são enviados para investigar uma série de terríveis assassinatos nas Montanhas Arklay, região do município de Raccoon.
Ao contrário do que se acreditava, o novo capítulo não deve servir como sequência do criticado ‘Resident Evil: Bem-Vindo à Raccoon City‘, mas sim funcionar como um reboot da franquia nos cinemas.
Apesar de ter aparecido nos filmes animados ‘Resident Evil: A Vingança‘ (2017) e ‘Resident Evil: Death Island‘ (2023), a personagem Rebecca Chambers nunca chegou a aparecer em uma adaptação live-action.
O elenco conta com Kaya Scodelariocomo Claire Redfield, Tom Hoppercomo Albert Wesker, Avan Jogiacomo Leon e Lily Gao como Ada Wong, Neal McDonoughcomo William Birkin), Chad Rock como Richard Aiken e Donal Logue como Brad Vickers.
Além de dirigir, Roberts assina o roteiro ao lado de Greg Russo (‘Mortal Kombat 2021’).
Desde que a Capcom lançou o título que inaugurou o gênero de terror de sobrevivência em 1996, ‘Resident Evil’ se tornou uma das franquias de games de maior sucesso de todos os tempos, com mais de 100 milhões de jogos vendidos em todo o mundo. Com quase 25 anos de história, a série já foi muito além dos videogames e ganhou adaptações para o cinema, além de ter inspirado atrações em parques temáticos. Com seis filmes produzidos pela Constantin Film, ‘Resident Evil’ já arrecadou mais de US$ 1,2 bilhão em todo o mundo, valor que a transformou na saga baseada em videogame mais lucrativa do mercado.
Dirigido por Lawrence Fowler, este é o terceiro filme da franquia, que ainda conta com ‘Jack – A Caixa Maldita‘ (2019) e ‘The Jack in the Box: Awakening‘ (2022).
Quando Raven é enviada para uma escola só para meninas, ela desperta um demônio de uma misteriosa caixa escondida no local. Será que as estudantes irão conseguir sobreviver ou o demônio reivindicará as vítimas que necessita para permanecer vivo?
O elenco conta com Nicholas Anscombe, Isabella Colby Browne,Leona Clarke, Oli Meredith, Anna Blackburn, Jade Groves e Georgia Conlan.
Em entrevista ao Deadline, Martin Henderson (‘Virgin River’) comentou sobre a possibilidade de retornar à série ‘Grey’s Anatomy‘.
O ator interpretou o Dr. Nathan Riggs, e permaneceu no elenco fixo por duas temporadas. Seu personagem foi o primeiro interesse amoroso da Meredith Grey (Ellen Pompeo) após a morte trágica do Derek (Patrick Dempsey).
“Eu não pensei muito sobre isso, pois tenho estado muito ocupado com a série ‘Virgin River’ e outras coisas na vida. Acredito que a Shonda Rhimes sempre me apoiou muito; nós trabalhamos juntos algumas vezes em diferentes projetos.”
Ele completa, “Eu estaria aberto à possibilidade de retornar. Mas só se isso se encaixasse com o que esteja acontecendo na minha vida e carreira no momento.”
A produção atualmente está exibindo sua 21ª temporada.
Estrelado pela Dakota Fanning (‘Os Observadores’), o longa acompanha uma jovem que deve passar a noite lutando por sua existência após perder a noção da realidade ao receber um misterioso presente de uma visitante noturna.
O rei convoca um homem com acesso ao mundo espiritual e uma dama capaz de ouvir os mortos. Será que eles conseguem desvendar os segredos sombrios do palácio?
O canal Spike liberou novos vídeos com os bastidores e mais um resumão do que rolou no quinto episódio da série ‘O Nevoeiro‘.
Assista:
A primeira temporada terá 10 episódios, e estreia dia 22 de junho.
A atração também contará com o envolvimento de Frank Darabont, diretor do longa. Alguns anos depois de dirigir o filme, Darabont se aventurou com o gênero na TV, criando o fenômeno ‘The Walking Dead’.
Segundo o TV Guide, a série terá um final inédito, similar ao criado por Frank Darabont no filme de 2007.
“Eu amo aquele final sombrio do filme dirigido por Frank Darabont. Achei genial. É baseado no livro de Stephen King, mas ele mesmo preferiu o final criado por Darabont. Nós faremos a nossa própria versão de um final bastante original e surpreendente”, revelou.
No livro, o final fica em aberto e os leitores ficaram com esperança em relação ao futuro dos personagens. A versão do filme no entanto, é muito mais escura.
David Boyd, que comandou alguns episódios da segunda e terceira temporada de ‘The Walking Dead‘, funcionará como produtor executivo da série.
‘O Nevoeiro‘ adapta um conto de Stephen King, presente no livro ‘Tripulação de Esqueletos’. Na trama, um grupo de pessoas fica preso dentro de um supermercado quando a cidade é coberta por um nevoeiro denso, no qual habitam várias criaturas monstruosas.
O filme trouxe em seu elenco: Thomas Jane (‘O Justiceiro’), Laurie Holden (‘Terror em Silent Hill’), Andre Braugher (‘Poseidon’) e Marcia Gay Harden (‘Pollock’).
Elogiado pela crítica por sua trama sombria, o longa faturou apenas US$ 57,2 milhões nas bilheterias mundiais, sendo que seu orçamento foi de US$ 18 milhões.
Christian Torpe (‘Rita’) trabalha no roteiro, com o aval de Stephen King.
A nova minissérie estrelada por Cate Blanchett, ‘Mrs. America‘, vai abordar a igualdade de gênero como tema central e ainda vai contar com uma dupla de diretores bem familiar quanto ao assunto.
Segundo a HN Entertainment, Anna Boden e Ryan Fleck, a dupla responsável pela direção de ‘Capitã Marvel‘, vai dirigir alguns episódios da nova produção do canal FX.
A série terá nove episódios que relatarão o movimento para ratificar a emenda de Direitos Iguais.
“‘Mrs. America‘ conta a história verdadeira do movimento para a ratificação da Emenda dos Direitos Iguais e a revolta sofrida por parte de uma mulher conservadora, chamada Phyllis Schlafly (Blanchett). Pelos olhos das mulheres daquela era – tanto Schlafly, bem como as feministas da segunda onda, Gloria Steinem, Betty Friedan, Shirley Chisholm, Bella Abzug e Jill Ruckelshaus -, a série explora um dos mais duros campos de batalha na cultura de guerras dos anos 70, que ajudaram a originar a Majoritária Moral e que mudaram, para sempre, a paisagem da nossa política”.
O clássico “rouba mas faz” tem sido parte da narrativa brasileira muitas vezes de forma até mesmo inerente. Incrustado na nossa realidade, somos um povo que cresceu em meio à desigualdades sociais manipuladas por sucessões de políticos corruptos, que roubaram o direito à educação, nos tiraram o direito de um sustento digno e nos submeteram a uma saúde pública que mais mata do que cura. E esse impregnado modus operandi parece ter sido exportado para a América do Norte, conforme expressa bem a nova cinebiografia original da HBO, Má Educação. Aqui, o maior escândalo envolvendo o ensino básico público dos Estados Unidos é trazido às telas, pelos talentos de Hugh Jackman e Allison Janney.
Dirigido pelo novato Cory Finley, que faz de Má Educação o segundo filme de sua carreira, o longa explora com presteza como muitas vezes uma boa impressão é capaz de calar a necessidade de questionamento de uma comunidade inteira. Apresentando um esquema corrupto que alcançou o desvio de US$ 11 milhões em uma unidade de ensino localizada em Long Island, a cinebiografia vai além de trazer os fatos à tona pura e simplesmente. Absorvendo a psique dos protagonistas dos crimes, o roteiro assinado pelo também pouco experiente Mike Makowsky vai a fundo – com muita naturalidade – no comportamento sociopata dos criminosos do colarinho branco.
Trazendo o carisma cativante e envolvente de Dr. Frank A. Tassone a partir da excepcional atuação do astro Hugh Jackman, a produção dissolve o sorriso congelado de sua persona em uma transformação meteórica de sua personalidade. Apresentando o gestor escolar como uma genuíno ensaio sobre o que é a sociopatia, Má Educação é quase didático graças à caracterização de seus personagens, que se apropriam da nossa famosa definição de “rouba mas faz” e usam esse próprio e ridículo argumento para justificar uma ordem operacional que, diante de seus olhos, “funciona” – uma vez que, mesmo em meio a desvios de verba, a escola ainda consegue se destacar entre as melhores, sendo aquela cujos alunos conseguem vaga nas universidades mais prestigiadas como Harvard e Yale.
Essa bela caracterização faz com que Jackman passe de cordeiro inocente a um lobo voraz manipulador em questão de segundos, e que conduz seus discursos de forma diabólica e se apropria da constante sensação de medo para se perpetuar no poder e, obviamente, no desvio de dinheiro público. E a aqui, Janney é a coadjuvante que completa essa epifania catastrófica, com uma atuação quase caricata e que lembra com facilidade o jeitão um tanto intimidador e desconfiado que já vimos no passado em figuras em cargos de alto escalão. E dentro desse contexto, onde pequenos desvios se transformam em uma enorme bola de neve, pais evitam questionar as decisões tomadas pela escola, enquanto uma jovem estudante decide transformar sua matéria jornalística “puxa saco” sobre uma obra escolar em uma investigação criminal que acabou rendendo em busca e apreensão, fim da carreira dos envolvidos e, claro, prisão.
E Má Educaçãoconsegue ser pontual em tudo aquilo que constrói diante das telas. Com um roteiro bem alinhado e simbólico, a trama caminha com agilidade e prontidão, sabe usar as figuras de linguagem e de estilo para contar essa história verídica de forma que ela seja envolvente e cativante, à medida que o diretor se mantém firme no fator documental, certo de que – ao final do dia – o mais importante é o confronto que a produção precisa gerar sobre a audiência. Salientando a importância da população não perder seu instinto investigador independente da sua comunidade caminhar relativamente “bem” sócio e economicamente, o longa é um gatilho reflexivo sobre como a sociedade precisa estar ativa quando se diz respeito ao trato da coisa pública.
Má Educação acaba também sendo uma aula culta e artística sobre a corrupção, suas entranhas e perigos, nos levando – enquanto audiência brasileira quase acostumada a crimes dessa natureza – a refletir sobre como estamos combatendo essa sucessão de desastres aos quais somos constantemente submetidos. E faz isso tudo sem perder a qualidade fílmica que um bom drama precisa ter para ser tornar memorável.
O aclamado cineasta Florian Zeller, responsável pelo drama indicado ao Oscar, intitulado ‘Meu Pai‘, já possui um novo projeto em desenvolvimento.
O diretor vai adaptar outra elogiada peça de sua própria autoria, intitulada ‘The Son‘. A produção será estrelada pelos astros Hugh Jackman e Laura Dern.
A trama acompanha Peter, que vê sua agitada vida ao lado de sua nova parceira, Emma, e do seu bebê, ser transformada com o retorno de sua ex-esposa, Kate. Ela aparece com o filho adolescente do casal, Nicholas, um jovem problemático, de difícil diálogo, agressivo e distante – que acaba de abandonar os estudos. Peter fará de tudo para ajudar o garoto, mas o peso de sua condição colocará toda a família em um delicado e perigoso caminho.
O segundo film da carreira de Zeller – que é dramaturgo – será produzido pelos vencedores do Oscar, Iain Canning e Emile Sherman, além de Joanna Laurie da See-Saw Films. Film4 está co-produzindo o projeto.
Florian Zeller conquistou o reconhecimento mundial por seu impecável trabalho à frente do roteiro e da direção do seu primeiro filme, ‘Meu Pai‘, que acompanha a complexa e delicada jornada de um idoso na fase madura.
O longa é estrelado por Anthony Hopkins e Olivia Colman, que receberam indicações ao Oscar por suas excepcionais performances.
No total, ‘Meu Pai‘ conquistou seis indicações à cobiçada estatueta, incluindo a de Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado.
A elegância e delicadeza do chá da tarde, sempre acompanhado por deliciosos biscoitos amanteigados servidos em bandejas de prata ornamentadas e visivelmente reluzentes formam um contraste com a sujeira de uma terra pouco produtiva, mas que guarda um segredo subterrâneo. Enquanto a vida segue em sua mais perfeita normalidade aristocrata aonde a luz do sol bate, o que há embaixo da terra é muito mais assustador e significativamente menos aristocrático. Um pequeno império de cultivo e tráfico de maconha opera sob luzes fluorescentes, sustentando quietamente o estilo de vida suntuoso dessa família Real, que passeia por seus amplos cômodos com trajes de alfaiataria, feitos sob medida.
Guy Ritchie uma vez mais resgata todo o vigor de seu popular filme Magnatas do Crime para o formato seriado, tornando a aventura uma vez liderada por Matthew McConaughey em uma nova jornada a longo prazo. Dessa vez, Theo James é o caçula honesto da família Horniman, que decide dedicar seus dias como oficial do exército. Mas a morte de seu pai o leva de volta para casa, onde inesperadamente ele será nomeado como o duque, o grande responsável pela herança deixada pelo patriarca. A responsibilidade, que por si só já traria suas agruras, é encorpada com a descoberta de um império de tráfico de drogas operando subterraneamente nos terrenos de seu pequeno palácio. E obstinado a encerrar a parceria, ele sujará suas mãos para garantir que o seu sobrenome permaneça limpo. Mas obviamente isso não será nada fácil.
Optando por não se levar tão a sério, a fim de tornar sua produção uma espécie de sessão de descarrego de pura adrenalina, Ritchie faz de sua versão televisiva de Magnatas do Crimeum experimento cultural divertido, onde ação, comédia e personagens carismáticos formam uma combinação explosiva e leve para a audiência. Puramente entretenimento – como toda boa série deveria ser -, o cineasta não está interessado em se submeter à cartilhas ideólogicas, não está nada disposto a dar lição de moral a ninguém e se preocupa unicamente em produzir um conteúdo que resulte em boas risadas e um ótimo alívio para um dia estressante.
Com Theo James sendo a combinação ideal para o papel protagonista, transitando entre a postura aristocrática de um duque e a seriedade de um homem com perfil de negócios, Magnatas do Crime se esforça para entregar protagonistas envolventes o suficiente. Brinca com os estereótipos, não se furta do direito de entregar um alívio cômico, mas sabe expandir seus coadjuvantes de maneira que todos engrossem o caldo principal da trama – que gira em torno desse belo homem inglês. Trazendo uma Kaya Scodelario lindamente apresentada em trajes finos e terninhos alinhados e elegantes, a produção sabe trabalhar com os elementos a que se propõe e não se preocupa em inovar em cima de algo previamente lançado nos cinemas, sabendo que sua história é boa o bastante para ser adaptada a um novo formato.
Assumindo a direção do primeiro episódio, bem como a criação e a produção executiva do projeto, Ritchie coloca seu estilo em ação, trabalha bem os ângulos de maneira que eles conduzam o humor das cenas em questão e deixa suas digitais ao longo de todos os episódios. Pouco original em seu roteiro, mas nem por isso menos divertida, a série é marcada por momentos sangretos, uma trilha sonora clássica que contrasta com o negrume e a podridão de seus protagonistas e resulta em oito episódios que fluem naturalmente.
Com um elenco excelente que ainda conta com Giancarlo Esposito, Daniel Ings e Vinnie Jones, a original Netflix pode até ser previsível em suas reviravoltas, mas acerta poderosamente com seus atores, que encaram papéis autênticos, envolventes e interessantes. E com uma estética que emana a elegância britânica, desde seus figurinos belíssimos ao design de produção que remete à arquitetura clássica da Família Real, Magnatas do Crime é um ótimo acerto da gigante do streaming. Nos mantendo instigados e curiosos até o último capítulo, a produção pode não ser o ápice da originalidade de Guy Ritchie, pode até provar que o cineasta continua navegando em águas seguras, mas ainda assim é um entretenimento que vale uma segunda temporada.
Após conquistar o prestigiado prêmio Camera d’Or em Cannes, Armand e os Limites das Famílias, dirigido por Halfdan Ullmann Tøndel e estrelado por Renate Reinsve, vencedora da Palma de Ouro em 2021, se posiciona como um forte candidato ao Oscar 2025 na categoria de Melhor Filme Internacional. Em entrevista exclusiva ao CinePOP, Tøndel e Reinsve discutem os bastidores do filme, suas inspirações e as expectativas em torno da obra.
Anunciado na shortlist do Oscar no último dia 17 de dezembro, Armandtambém carrega a rica herança cinematográfica de Tøndel, neto de dois ícones do cinema,Ingmar Bergmane Liv Ullmann. A atuação de Reinsve, já aclamada em A Pior Pessoa do Mundo, é outro destaque, consolidando-a como uma das grandes estrelas internacionais do momento, com quatro filmes e uma série lançados em 2024.
A parceria criativa entre Tøndel e Reinsve começou em 2016, durante a produção de um curta experimental. Embora o projeto nunca tenha sido lançado, a experiência foi transformadora para ambos. “Depois de filmar, ficamos tão emocionados que começamos a chorar. Decidimos naquele momento que faríamos algo juntos”, relembra Renate. Essa sintonia resultou em Armand e na complexa construção de Elizabeth, personagem interpretada por Renate.
Combinando narrativa provocativa e performances intensas, Armandé uma reflexão sobre moralidade, julgamento e os limites do comportamento humano. Para o roteiro do seu primeiro longa, Tøndel se inspirou em um evento real e suas indagações sobre a responsabilidade parental. De acordo com o diretor: “Uma criança fez um comentário inapropriado, e as reações foram extremamente polarizadas. Isso me fez pensar em como projetamos nossas próprias inseguranças nos outros.”
Elizabeth: Uma Protagonista Fascinante
Elizabeth é o núcleo emocional de Armand. Sob intensa pressão, a personagem projeta suas ansiedades nos outros, levando a comportamentos extremos. Para Reinsve, interpretá-la foi um desafio enriquecedor: “Todos nós temos momentos em que as piores partes de nós emergem. Elizabeth é a personificação disso.”
Renate Reinsve como Elizabeth no filme Armand (Foto: reprodução)
Entre os momentos mais marcantes está uma cena de riso descontrolado, que demandou uma preparação emocional única. “Eu disse ao Halfdan: ‘Não vou conseguir fazer isso.’ Mas ele me apoiou, e precisei me colocar em um estado quase de perda de controle”, contou a atriz.
Outra cena emblemática envolve uma dança visceral, onde Elizabeth tenta escapar das pressões sociais e internas. Renate Reinsvedescreveu a sequência como “uma colisão entre vulnerabilidade e violência emocional”. Para a atriz, esse tipo de exploração artística é o que torna Armand único e desafiador.
Escolhas Narrativas e Referências Cinematográficas
Tøndel desenhou Elizabeth com base na habilidade de Reinsve de transmitir emoções profundas. “Quanto mais escrevia, mais complexa ela se tornava. Sabia que Renate era a única que poderia dar vida a essa personagem”, afirmou o diretor.
Uma das escolhas mais ousadas foi omitir crianças da tela, embora sejam centrais à trama. “Queria que elas existissem na imaginação do público, moldadas pelas ações dos adultos. Isso reforça os temas de projeção e julgamento”, explicou Tøndel, admitindo também que “trabalhar com crianças é bastante chato.”
Cena de ‘Festa de Família’, de Thomas Vinterberg, uma das inspirações de ‘Armand’ (Foto: Reprodução)
O tom sombrio do filme é inspirado por obras como Festa de Família(1998), de Thomas Vinterberg, e O Anjo Exterminador(1963), de Luis Buñuel. “Buñuel é uma referência constante para mim. Ele cria sátiras sérias, onde ninguém está atuando como se fosse uma sátira, e isso é brilhante”, conta Tøndel em entrevista ao CinePOP.
Outras influências incluem A Caça, também de Vinterberg, embora com uma abordagem diferente. “Em A Caça, sabemos que o protagonista é inocente. Em Armand, a culpa nunca é clara. Essa ambiguidade é central para a narrativa.”, diferencia o cineasta de 34 anos.
As Raízes Criativas dos Artistas
As experiências pessoais de Tøndel e Reinsve desempenharam um papel importante na criação de Armand. Crescendo sob a influência do avô materno Ingmar Bergman, Tøndel absorveu lições sobre narrativa e expressividade. “Os filmes mudos, como Tempos Modernos(1936)de Chaplin, tiveram um grande impacto em mim. A cena da chuva em Armand é uma homenagem a essa era do cinema”, revelou.
Por outro lado, Renate Reinsve teve uma infância mais modesta em termos de acesso à arte. Crescendo em Solbergelva, no interior da Noruega, ela assistia repetidamente as mesmas fitas VHS e aos videoclipes da MTV. “Quando descobri o cinema, foi um choque transformador. Era como descobrir um novo mundo”, declarou a atriz.
As indagações de Armand
No núcleo de Armandestá uma reflexão sobre as falhas humanas e os julgamentos precipitados. “É um filme sobre como projetamos nossas próprias inseguranças e ansiedades nos outros”, explicou Tøndel. Reinsve, por sua vez, vê Armandcomo uma oportunidade de explorar os limites da humanidade. “O cinema tem o poder de revelar as partes mais sombrias de nós mesmos, e isso é ao mesmo tempo assustador e libertador.”, afirmou.
Presente em duas obras norte-americanas no Festival de Berlim 2024, Another End e Um Homem Diferente, além do filme norueguês Descanse em Paz, lançado no Festival de Sundance este ano, Renate Reinsve se consolida como uma das grandes atrizes de sua geração. Ela também participou da série da AppleTV+, Acima de Qualquer Suspeita, com Jake Gyllenhaal, e possui outros três títulos em pós-produção previstos para 2025.
Renate Reinsve estrelou 4 filmes e uma série em 2024 (Foto: reprodução)
Depois de vencer a Caméra d’Or em Cannes 2024, Armand enfrenta grandes nomes na disputa por uma vaga no Oscar. Entre os concorrentes estão Emilia Perez, da França, dirigido por Jacque Audiard; Ainda Estou Aqui, do brasileiro Walter Salles; e A Semente do Fruto Sagrado, representante da Alemanha, do diretor iraniano Mohammad Rasoulof.
Embora tenha sido apresentado no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, Armand e os Limites das Famíliasainda não tem previsão de estreia no Brasil. O filme norueguês estreia dia 14 de fevereiro de 2025, nos Estados Unidos, e 5 de março na França.
‘Logan‘ se tornou um fenômeno de críticas e bilheterias, arrecadando mais de US$ 616 milhões mundialmente. E, apesar da saída de Hugh Jackman, a Fox já tem planos de continuar a franquia.
E candidatos para substituir o insubstituívelHugh Jackman não faltam.
Recentemente, o ator Scott Eastwood revelou que gostaria de interpretar o Wolverine nos cinemas.
Agora, em uma nova entrevista ao Screen Rant, o ator mencionou que o personagem é seu favorito nos quadrinhos:
“Cara, eu adoro o Wolverine. Ele é um dos meus personagens favoritos dos quadrinhos. É um renegado muito intimidante. É imprevisível, não segue regras… É o tipo de personagem que gosto”
Então, ao ser perguntada se viveria o personagem nos cinemas ele soltou um: “Com certeza!”
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