‘Homem Aranha: Sem Volta para Casa’, terceiro capítulo da trilogia de sucesso da Sony Pictures e da Marvel, chega em breve aos cinemas de todo o mundo – mas poucas informações sobre o filme foram reveladas.
Apesar de anunciado há algum tempo, o longa-metragem só ganhou título oficial em junho deste ano – menos de dois meses atrás. Desde então, os fãs tiveram alguns relances de fotos de bastidores e de vídeo amadores, tentando decifrar a narrativa da produção, mas nenhuma informação foi divulgada oficialmente.
Não é surpresa que vários internautas tenham começado a se perguntar se ‘Homem-Aranha 3’ pode ser adiado mais uma vez, considerando uma série de fatores. O primeiro deles foi o surgimento e a expansão preocupante da nova variante do COVID-19, a Delta, que obrigou filmes como ‘Clifford – O Gigante Cão Vermelho’ e ‘A Lenda do Cavaleiro Verde’ a serem postergados novamente.
Como se não bastasse, há também a ausência do trailer oficial. Segundo o site The Direct, a Sony divulgou o primeiro trailer de ‘Venom: Tempo de Carnificina’, outro grande título a chegar aos cinemas em 2021, no dia 10 de maio, exatos 137 dias antes do lançamento em 24 de setembro nos Estados Unidos. ‘Hotel Transilvânia: Transformonstrão’ também seguiu o mesmo padrão, com trailer sendo divulgado em 17 de maio e lançamento oficial marcado para 01 de outubro.
O trailer de ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’, da Marvel, se baseou na mesma janela, sendo exibido em 19 de abril. O lançamento está marcado para 03 de setembro.
Levando em consideração tais informações, a Marvel e a Sony deveriam ter lançado o trailer de ‘Homem-Aranha 3’ em 02 de agosto – isso é, há uma semana. De acordo com o consórcio de imprensa, é possível que as companhias tenham deixado de lado essa janela de 137 dias já imaginando que terão de adiar o filme para um período mais tranquilo – e que não tenha um potencial prejuízo muito grande.
Lembrando que ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa‘ ainda tem estreia marcada para 16 de dezembro de 2021.
Todo mundo já imaginava que Jonathan Majors aparecesse na segunda temporada de ‘Loki‘, dada uma cena pós-créditos de ‘Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania‘, um novo relatório diz que o ator está definitivamente na segunda temporada. A informação foi revelada pela Variety.
Considerando os desenvolvimentos recentes, no entanto, o status de Majors na série – e com a Marvel como um todo – agora foi colocado em incerteza depois que o ator foi preso por acusações de agressão no fim de semana. Apesar de uma série de acusações que vão desde agressão em terceiro grau até assédio agravado, o advogado de Majors diz que há evidências que o exonerarão.
“Jonathan Majors é completamente inocente e provavelmente foi vítima de uma briga com uma mulher que ele conhece”, disse a advogada de defesa criminal Priya Chaudhry. “Estamos reunindo e apresentando provas rapidamente ao promotor distrital com a expectativa de que todas as acusações sejam retiradas em breve.”
Recentemente, o produtor Stephen Broussard revelou ao podcast Inside Disney (via The Direct) que o segundo ano da série trará “jornadas inesperadas” para seus personagens.
“A segunda temporada continua suas jornadas de maneiras inesperadas. Mal posso esperar para que o público embarque com Tom [Hiddleston], que é um dos atores mais incríveis com quem já trabalhei. É incrível vê-lo trabalhando. Acho que o público ficará animado em assistir o que ele consegue fazer com esse personagem”, disse Broussard.
Recentemente, imagens dos bastidores revelaram o novo visual da personagem Sylvie, uma das variantes de Loki, interpretada por Sophia Di Martino.
Outras imagens destacamTom Hiddlestonjunto a Owen Wilson, intérprete de Mobius, o ex-funcionário da Agência de Variância Temporal.
Na temporada de estreia, Mobius é quem explica a Loki todo o funcionamento da agência de acordo com os padrões da Linha do Tempo Sagrada. É ele quem também ajuda o Deus da Trapaça a entender a razão pela qual foi preso.
No lugar do roteirista-chefe, Michael Waldron, quem assume a função na 2ª temporada é Eric Martin.
Para quem não sabe, Martin já havia escrito dois importantes episódios da 1ª temporada: ‘For All Time. Always’ e ‘The Nexus Event‘, além de ser o co-produtor da atração.
Criada por Michael Waldron, a série se passa após os eventos do filme ‘Vingadores: Ultimato‘, no qual uma versão alternativa de Loki cria uma nova linha do tempo.
Depois de roubar o Tesseract, uma versão alternativa de Loki é trazida para a misteriosa Autoridade de Variação Temporal (AVT), uma organização burocrática que existe fora do tempo e do espaço, e monitora a linha do tempo. Eles dão a Loki uma escolha: ser apagado da existência por ser uma “variante do tempo” ou ajudar a consertar a linha do tempo e impedir uma ameaça maior. Loki acaba preso em seu próprio thriller policial, viajando no tempo e alterando a história da humanidade.
A Disney realizou hoje sua teleconferência sobre os lucros do primeiro trimestre de 2024 e anunciou uma série de projetos. Os fãs de ‘Frozen‘ e ‘Toy Story‘ podem esperar expansões dessas franquias em 2026.
O CEO Bob Iger disse:
“E já estamos ansiosos para 2026 em que teremos o lançamento de Frozen 3, o primeiro filme de Toy Story desde 2019, e uma nova estrela que ainda não vamos contar. E também teremos o novo Filme de Star Wars que traz o Mandaloriano e Grogu para a tela grande pela primeira vez.”
“Olha, nós só criamos sequência se acreditamos que há uma boa história para ser contada. Eles estão trabalhando nos próximos capítulos [da franquia ‘Frozen’] enquanto eu estou focado em ‘Wish: O Poder dos Desejos’. Estou muito animado com o que eles estão fazendo. Sinto que [‘Frozen 3 e 4’] serão incríveis.”
Já ‘Toy Story 5‘ terá o retorno de Tim Allen (Buzz Lightyear) e Tom Hanks (Woody) está garantido. A informação foi revelada pelo próprio Allen durante o programa The Tonight Show with Jimmy Fallon.
Em sua declaração, o astro disse que:
“Bob Iger nos disse o que estava acontecendo. Na verdade, ele disse que isso [o novo filme] iria acontecer. Eles entraram em contato com Tom Hanks e eu para voltarmos a dublar. Mas eles nem estão falando muito sobre isso.”
Ele continuou:
“Sabe? Você se pergunta se quatro [filmes] eram demais. Então, cinco vai ser demais? Boatos dizem que o roteirista que está nesta missão escreveu um dos melhores roteiros do estúdio, ele disse: ‘Se eu não acertasse, eu não o faria’.”
Confira:
‘Frozen 2‘ quebrou o recorde do original e se tornou a animação com a maior bilheteria de todos os tempos, acumulando US$ 1,446 bilhão pelo mundo.
Quando uma ameaça sinistra de sua infância retorna para assombrá-lo, um pai luta desesperadamente contra seu medo interior mais profundo. Só que dessa vez, a luta não é por ele mesmo; é por sua família.
Foram divulgadas novas imagens de ‘A Odisseia‘, novo filme de Christopher Nolan.
Elas mostram Zendaya como a deusa Athena e Robert Pattinson como Antinous, um dos pretendentes de Penélope (Anne Hathaway), a mulher de Odisseu (Matt Damon).
Confira:
O astro Matt Damon, protagonista de ‘A Odisseia’, falou recentemente sobre o épico de Christopher Nolan, destacando que o longa é um verdadeiro blockbuster cinematográfico.
Durante uma entrevista à Empire, Damon afirmou que o filme entrega “exatamente o que você quer de um filme de verão”. Questionado sobre o que se pode esperar de um diretor lendário como Nolan, o ator acrescentou: “Deve ser o filme mais massivamente divertido. Deve ter sensação de mito”.
No épico, Damon interpreta Ulisses, e não poupou elogios à experiência: “Posso dizer, sem exagero, que foi a melhor experiência da minha carreira”.
A produção foi monumental, percorrendo vastas regiões do globo, oceanos abertos, milhares de figurantes e cenários gigantescos, incluindo um verdadeiro cavalo de Troia.
“Eu vi o cavalo na praia e fiquei tipo: ‘Caramba’. Era simplesmente incrível”, recorda Damon.
Em seu terceiro filme com Nolan, Damon participou ativamente do processo criativo, que combinava planejamento minucioso e improviso, seguindo o rumo que o filme demandava.
“Estávamos filmando aquelas cenas do cavalo de Troia na semana seguinte, e eu perguntei: ‘Como vocês vão fazer isso?’ E [Nolan] respondeu: ‘Não sei. Vamos entrar lá e descobrir'”, destacou.
O ator também comentou sobre os momentos épicos do roteiro: “Se você vai ter uma crise existencial enquanto passa pelas Sereias e está amarrado ao mastro, isso vai acontecer. Se diz que você está correndo pela vida fugindo de um Ciclope, você vai correr pela vida. Chris não esconde nada”.
Para Nolan, sua adaptação de ‘A Odisseia’ estava em desenvolvimento há muito tempo, motivada por uma lacuna que ele via na cultura cinematográfica:
“Como cineasta, você procura lacunas na cultura cinematográfica, coisas que ainda não foram feitas. E o que eu percebi é que todo aquele grande trabalho cinematográfico mitológico com o qual cresci, os filmes de Ray Harryhausen e outros, eu nunca tinha visto isso feito com o tipo de peso e credibilidade que um orçamento A e uma grande produção de Hollywood em IMAX poderiam proporcionar”, concluiu Nolan.
A estreia no Brasil está marcada para o dia 16 de julho de 2026, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Confira a sinopse oficial:
Após a Guerra de Tróia, o guerreiro grego Odisseu (Matt Damon) enfrenta criaturas míticas e deuses em sua épica jornada de volta para casa, onde sua esposa Penélope o aguarda. Para contar essa história grandiosa, a produção reúne um elenco estelar ao lado de Damon, entre os nomes confirmados estãoAnne Hathaway, Tom Holland, Zendaya e Lupita Nyong’o.
O filme é um épico de ação mítico filmado em todo o mundo usando a novíssima tecnologia de filme IMAX e traz a saga fundamental de Odisseu para as telas de filme IMAX pela primeira vez.
O elenco conta com nomes como Matt Damon, Tom Holland, Charlize Theron, Robert Pattinson, Jon Bernthal, John Leguizamo, Elliot Page, Himesh Patel, Bill Irwin, Samantha Morton, Zendaya e outros.
A aposta é alta: com um orçamento de US$ 250 milhões, ‘AOdisseia‘ será o filme mais caro da carreira de Nolan.
Quem não gostaria de controlar o tempo? Chegou aos cinemas no ano de 2006 um longa-metragem onde a crise existencial corre em paralelo com a comédia tendo o tempo como elemento vital na narrativa.Click, dirigido pelo cineasta nova iorquino Frank Coraci e protagonizado por Adam Sandler, bate na tecla do desperdício da vida aos olhos de um workholic que navega nas desilusões de seus próprios atos. O projeto é muito mais profundo do que aparenta, principalmente se alcançarmos reflexões jogadas nas entrelinhas.
Na trama, conhecemos Michael (Adam Sandler) um arquiteto preocupado em crescer na empresa em que trabalha, por vezes estressado que joga todo o foco de seu presente na dedicação incansável a seu trabalho por vezes tentando agradar o seu chefe Ammer (David Hasselhoff). Sem tempo para a família, perdendo momentos importantes na criação dos dois filhos pequenos, e se distanciando cada vez mais da esposa Donna (Kate Beckinsale), certo dia após mais uma crise de irritação por coisas banais, vai até uma enorme loja e lá, num escritório escondido que fica no estoque, acaba encontrando um homem misterioso chamado Morty (Christopher Walken) que lhe oferece um controle remoto mágico com o poder de avançar ou voltar no tempo. O uso descontrolado do objeto vai levar Michael a diversos conflitos e ele começa a rever algumas escolhas.
Indicado para o Oscar de Melhor Maquiagem, Click tem um ar filosófico que avança nas reflexões sobre o desperdício da vida, questão que muitos enfrentam num cotidiano profissional cada vez mais acirrado, competitivo, deixando muitas vezes confuso o lado pessoal. Aqui o roteiro encontra a atemporalidade. A narrativa consegue chegar em um ótimo ritmo na mistura da melancolia com a diversão, com a crise existencial correndo em paralelo com a comédia. Isso é um grande feito já que para onde o olhar do espectador passa há caminhos para reflexões.
Outro ponto importante é sobre a seguinte questão: Qual o sentido da vida? Revisitando partes dela, para frente ou para trás, já que avança o que não quer, muta o que não quer ouvir, vemos Michael e seus conflitos bem definidos, seja no seu trabalho ou em casa com sua família. Nesse último ponto, mesmo que não aparecendo muito, vemos uma confusa e insatisfeita esposa que começa a se distanciar, algo que fica nítido nas entrelinhas e conforme o tempo avança fica óbvio que as escolhas do presente que se encontra acaba levando o protagonista a um futuro triste, solitário. Será que era assim que ele queria que terminasse sua história?
Click se disfarça nas cenas que fazem rir sempre com um elementos que podemos pensar sobre nossas próprias vidas. De bobo não tem nada essa obra!
Escrito e dirigido pela cineasta estreante Kelly Fremon Craig, e com produção do veterano James L. Brooks (Melhor é Impossível), Quase 18 deixaria orgulhoso o diretor John Hughes, um ícone quando o assunto é filme adolescente de qualidade. Com certeza Craig tira muitas de suas referências do que viu nos filmes de Hughes para construir seu primeiro longa, conseguindo assim escrever seu próprio nome da história também.
Este é um daqueles filmes cuja estrutura é toda montada em volta da protagonista. Para o filme funcionar, a protagonista precisa funcionar. Nada melhor então do que ter estrelando uma jovem do porte deHailee Steinfeld, que já pisou no mundo da sétima arte com uma indicação ao Oscar (por Bravura Indômita, dos irmãos Coen), aos 14 anos de idade. Hoje, aos 20, mas ainda apresentando rostinho de menina, a atriz desabrocha, além da forma física, o talento natural de atuação. Ela é a vida e o pilar de Quase 18.
Na trama, Steinfeld vive Nadine, a típica colegial norte-americana, dos subúrbios de classe média alta. Mas antes de entrar no mérito cínico e apontar a falta de problemas reais de pessoas privilegiadas, vale lembrar que cinema não é, e não deve ser, apenas um retrato de dificuldades sociais. E sim existenciais. Nadine passa por todas as questões experimentadas por qualquer um que já teve esta idade – uma época de extrema insegurança e grande revolta.
De fato, a protagonista de Steinfeld reflete bem o modelo Molly Ringwald, a ruivinha musa dos filmes de Hughes, vide Gatinhas e Gatões (1984) e A Garota de Rosa-Shocking (1986). Ela está naquela fase onde deixou a infância para trás e caminha para a vida adulta, sem saber bem a qual ponta se agarrar mais. Essa zona cinza pode ser uma época de muita alegria, tristeza ou ambos. Tímida e introvertida, o que não ajuda em nada a causa, Nadine não tem amigos e pertence à turma dos excluídos, isto é, tirando Krista – daquelas amizades que nascem ainda na infância.
Sua força está na família, em especial no pai – um companheiro bem compreensivo. Quando ele morre de um ataque do coração, a vida da jovem se desestrutura completamente. O que Craig retrata aqui com seu filme é mais do que uma parcela da vida de uma adolescente, é uma conversa quase tão sincera quanto à proposta por Aos Treze (2003), de Catherine Hardwicke, ainda abordando temas como o início da depressão. Nada tão intenso, porém, já que se trata de uma comédia juvenil, leve e um tanto quanto despretensiosa. Mas a mensagem consegue ser transposta perfeitamente.
Embora seja um one woman show, o filme tem apoio de atores talentosos em papeis coadjuvantes, quase todos brilhando tanto que poderiam roubar os holofotes para si – se Steinfeld não os segurasse tão bem. Woody Harrelson garante a maioria das risadas como o professor desmotivado e Kyra Sedgwick vive a mãe de Nadine. As performances que mais chamam atenção, no entanto, são as dos jovens Blake Jenner (Jovens, Loucos e Mais Rebeldes), que vive o irmão da protagonista, e a revelação Haley Lu Richardson, no papel de Krista, a melhor amiga.
Quase 18 pode ser considerado um filme colegial formulaico, já que apenas baseia-se na estrutura pré-concebida do subgênero. No entanto, o faz com tamanho vigor e vontade, que consegue encontrar originalidade nas entrelinhas. É na interação dos personagens, o que diz respeito também às atuações, que o filme transcende. Além disso, o longa de Craig oferece uma olhada de bastidores, em como funciona o universo colegial hoje, além do comportamento realístico entre jovens de tal geração – o que para quem está afastado desta realidade há tanto tempo, é sempre interessante.
Por seu trabalho em Quase 18, Hailee Steinfeld foi indicada ao Globo de Ouro 2017. Merecido. Se todas produções do gênero pudessem contar com o talento de atrizes com Steinfeld, e a criatividade do texto de Craig, os adolescentes de hoje estariam bem representados.
‘Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes’ já está em exibição nos cinemas nacionais.
Os fãs conhecem bem o universo de D&D, como é conhecido por eles. Trata-se de um jogo de tabuleiro no estilo de RPG, ou seja, um jogo interativo onde os participantes criam suas próprias narrativas usando apenas a imaginação. Dungeons & Dragons foi criado ainda na década de 1970, se popularizou e se tornou o “pai” dos jogos de RPG. A série ‘Stranger Things’, por exemplo, mostrou os meninos protagonistas jogando e tirou muito de seus conceitos e criaturas do famoso jogo.
Tamanho sucesso atraiu atenção de produtores de Hollywood, que assim como os criadores de ‘Stranger Things’ resolveram inserir diversos conceitos saídos dele em suas próprias narrativas. É bem verdade que para o cinema, a trajetória de ‘D&D’ não foi das mais felizes, com esta sendo apenas a sua segunda adaptação oficial para as telonas. Mesmo assim, ‘Dungeons & Dragons’ já esteve presente na cultura pop das formas mais variadas. Sim, sua influência se estende a variados projetos, incluindo o citado ‘Stranger Things’, mas aqui nesta matéria iremos dar uma olhada em 6 produções que foram inspiradas diretamente em ‘D&D’. Confira abaixo.
Labirinto de Emoções (1982)
Primeiro papel protagonista da carreira de um certo Tom Hanks, ‘Labirinto de Emoções’ foi a primeira tentativa, de forma bem tímida, de levar ‘D&D’ às telas – bem, ou quase. Trata-se de um filme feito para a Televisão, que foi ao ar pelo canal norte-americano CBS. Com o título original de ‘Mazes and Monsters’ (‘Labirintos e Monstros’), referência clara a ‘Dungeons and Dragons’ (‘Masmorras e Dragões’), o filme é baseado no livro de Rona Jaffe. Por sua vez, o livro pegava carona na polêmica cercando o jogo de RPG na época, quando o estudante James Dallas Egbert III desapareceu de seu dormitório na Universidade Michigan State em agosto de 1979. Supostamente o rapaz teria ido até os túneis subterrâneos da instituição para jogar ‘D&D’ e nunca mais foi visto. Assim, a escritora bolou uma narrativa onde um grupo de estudantes universitários decide jogar uma partida de ‘M&M’ nas cavernas secretas de sua faculdade.
Essa é clássica e inesquecível. Ainda hoje, muitos fãs do desenho dos anos 80 associam o título ‘Dungeons & Dragons’ a esta versão animada. Acontece que ‘Caverna do Dragão’ foi apenas uma adaptação do jogo para a TV, criando seus personagens originais, que por sua vez caíram no gosto do público. Porém, esse é o caso de produção, assim como ‘Chaves’, que fez muito mais sucesso no Brasil do que em seu próprio país de origem. Por aqui, não cansávamos de ver as reprises da história do grupo de adolescentes formado por Hank, Sheila, Diana, Bobby, Presto e Eric, que ao entrarem num trem fantasma de parque de diversões, vão parar em um mundo medieval mágico. Nos EUA, o programa durou apenas 3 temporadas, com um total de 27 episódios.
No mesmo ano da estreia de ‘Caverna do Dragão’ nas TVs americanas, a aventura de fantasia ‘Krull’ chegava aos cinemas com produção da Columbia Pictures (hoje Sony). O filme marca um dos primeiros papeis de Liam Neeson no cinema, no papel de um personagem coadjuvante. Na trama, um príncipe precisa resgatar sua noiva de uma fortaleza, onde é mantida prisioneira por invasores alienígenas. No percurso de sua aventura, irá se deparar com aliados, inimigos e todo tipo de criatura mística. Embora não seja cem por cento divulgado, além das inspirações nas missões do jogo, ‘Krull’ foi lançado com diversos produtos de merchandising, incluindo jogos – de videogame, fliperama e de tabuleiro. Um deles seria ‘D&D’, o que terminou não acontecendo. O criador do RPG, Gary Gygax nega.
Sabe aqueles filmes que desejamos esquecer e que nunca tivessem sido feitos? Pois então, essa versão mequetrefe do famoso jogo é uma delas. Produção da New Line Pictures (hoje subsidiária da Warner) de US$45 milhões, a primeira adaptação oficial de ‘D&D’ aos cinemas prometia ser um verdadeiro blockbuster. No entanto, com um roteiro preguiçoso, a falta de atores carismáticos no elenco, e um Jeremy Irons mais caricato do que jamais esteve em toda a sua carreira, o filme terminou caindo rapidamente no esquecimento, ressurgindo um tempo depois apenas para se tornar uma chacota cult. Considerado um dos piores filmes dos anos 2000, a obra parecia ter colocado um ponto final em qualquer possibilidade de se revisitar essa marca muito valiosa nas telonas.
Animação elogiadíssima da Amazon Prime Video, a série lançou sua segunda temporada esse ano e já foi confirmada para uma terceira temporada. Politicamente incorreto, violento e muito desbocado, esse desenho animado é o que ‘D&D’ seria se fosse mirado a um público mais adulto. O programa não se acanha em deixar o sangue correr solto, e apresentar algumas das mortes mais grotescas da TV, bem no estilo sujo de ‘The Boys’. Pense no que esta série citada fez com o material dos super-heróis e imagine uma aventura medieval de fantasia, capa e espada na mesma linha. Tudo começou no programa ‘Critical Role’, criado por Matthew Mercer, que traz semanalmente um grupo de atores jogando RPG e exibindo seu jogo. Num dos programas surgiu a ideia para ‘Vox Machina’, que reprisou muitos de seus atores como dubladores da animação.
Agora sim. Nunca diga nunca. Passados 23 anos desde a desastrosa primeira investida de um live-action no cinema baseado em ‘D&D’, a Paramount Pictures adquiriu os direitos da franquia e fez da maneira certa. Aliás, o estúdio está se tornando craque em injetar novo gás em franquias abandonadas e fazer elas virarem ouro em Hollywood. Foi o que a Paramount conseguiu com as franquias ‘Pânico’, ‘Sonic’ e agora com ‘Dungeons & Dragons’. Dessa vez, contando com nomes como Chris Pine, Michelle Rodriguez e Hugh Grant no elenco, a nova investida é puro charme, carisma e diversão garantidos. É tudo o que os fãs esperavam, sendo um grande atrativo também para os não familiarizados, graças a personagens bem desenvolvidos e atores que entregam tudo de si entrando de verdade na brincadeira. Com tamanha simpatia do público e dos críticos, uma continuação é praticamente certa de sair do papel.
Dirigido por John McPhail, o filme será lançado nos EUA no dia 7 de dezembro.
No filme, “Quando um apocalipse zumbi ameaça a pequena cidade de Little Haven, Anna e os seus amigos têm que lutar, cantar e massacrar seus caminhos até a sobrevivência. Juntando-se ao seu melhor amigo John, Anna e sua equipe tentam salvar os familiares enquanto eles encontram um boneco de neve zumbificado, um solteiro maníaco e adolescentes cheios de hormônios. Mas, logo eles irão descobrir que ninguém está a salvo neste mundo, e as únicas pessoas que eles realmente podem contar é com eles mesmos.”
A NBC renovou oficialmente a série ‘The Blacklist‘ para a 7ª temporada.
A sexta temporada tem registrado uma média de 0.6 na demo, e um total de 3.9 milhões de espectadores. Em comparação à temporada anterior, há uma queda de 35% na audiência.
Apesar de não ter grande audiência ao vivo, a produção tem uma grande demanda online e através de acordos internacionais. Além de sua popularidade em serviços de streaming.
Seguindo a revelação que Raymond “Red” Reddington não é quem ele diz ser, Elizabeth Keen está dividida entre o relacionamento que ela construiu com o homem que pensava ser seu pai e seu desejo para descobrir anos de segredos e mentiras. Enquanto isso, Red entrega à Liz e ao FBI alguns dos indivíduos mais estranhos e perigosos já enfrentados por eles, fazendo seu império crescer e eliminando os seus rivais no processo. Apesar de tudo, o jogo de gato e rato entre Liz e Red fará com que limites sejam cruzados e a verdade seja exposta.
A Netflix divulgou um novo vídeo dos bastidores da 3ª temporada de ‘The Crown‘, com o criador da série, Peter Morgan, falando sobre o novo elenco da produção, que sofreu uma mudança devido a significante passagem de tempo na narrativa.
Confira:
Vale lembrar que a terceira temporada será lançada na plataforma no dia 17 de novembro.
O novo ano será ambientado em 1976, o que inclui a introdução de um novo elenco: Olivia Colman (Rainha Elizabeth II), Tobias Menzies (Príncipe Philip) e Helena Bonham Carter (Princesa Margaret).
A terceira temporada vai contar a ascensão do Primeiro Ministro Harold Wilson (Jason Watkins) e o desgaste do casamento entre Margaret e Antony Armstrong-Jones (Ben Daniels), além de outras tramas históricas. Também veremos a versão adulta dos Príncipe Charles e a Princesa Anne, que serão interpretados pelos desconhecidos Josh O’Connor e Erin Doherty.
Baseado na premiada peça de teatro ‘The Audience‘, a produção conta a história dos bastidores do início do reinado da Rainha Elizabeth II, revelando as intrigas pessoais, romances e rivalidades políticas por trás dos grandes eventos que moldaram a segunda metade do século 20.
Depois meses após o lançamento do serviço de streaming, a HBO Max divulgou as produções mais populares de sua plataforma.
O primeiro lugar é da comédia ‘Friends‘, mas a grande surpresa fica por conta da segunda colocação: a comédia original ‘Love Life‘, estrelada pela Anna Kendrick.
A série desbancou ‘The Big Bang Theory‘, uma das produções mais populares do gênero, que ficou em terceiro lugar das mais assistidas.
Vale lembrar que ‘Love Life‘ já foi renovada para a 2ª temporada.
O segundo ano irá focar em uma “nova história de amor em Nova York”, destacando a jornada amorosa de um novo personagem. Apesar disso, alguns personagens da primeira temporada irão aparecer, incluindo a Anna Kendrick, que deve fazer participações especiais.
A trama gira em torno da busca da jovem Darby (Kendrick) pelo amor verdadeiro ao longo das quatro estações do ano, com cada episódio explorando um de seus relacionamentos.
Qual dos dois temas vocês gostariam de ver na série?
Vale lembrar que a narrativa da 10ª temporada, intitulada ‘American Horror Story: Double Feature‘, irá se dividir em duas principais: uma ambientada no mar e outra em terra firme.
O Disney+ cancelou oficialmente a série ‘Diário de Uma Futura Presidente‘ (Diary of a Future President) depois de apenas duas temporadas.
“Descobrimos que ‘Diário de Uma Futura Presidente’ não ganhará uma terceira temporada no Disney+. Obviamente, nós gostaríamos de seguir contando essa história, mas tenho muita gratidão por essas duas temporadas que nós fizemos,” declarou a criadora Ilana Peña.
A série conta a história de Elena, uma menina cubana-americana de 12 anos de idade que navega pelas dificuldades do colégio e começa uma jornada que, um dia, a tornará presidente dos Estados Unidos. A trama é narrada através de seu diário.
De acordo com o Deadline, o Disney+ está desenvolvendo uma série live-action do ‘King Kong‘, que será produzida pelo James Wan (‘Invocação do Mal’) através da Atomic Monster.
O projeto trará a clássica história para os tempos modernos, com o retorno da Ilha da Caveira e o despertar de um novo Kong.
Stephany Folsom (‘Paper Girls’) será responsável pelo roteiro, que irá explorar a mitologia da história original do King Kong.
A série será baseada nos livros originais de Merian C. Cooper, e nos novos títulos escritos por Joe DeVito.
Folsom também servirá como produtora executiva ao lado de Wan, Michael Clear, Rob Hackett e Dannie Festa.
O projeto não deve ter conexão com o MonsterVerse, da Legendary Entertainment.
A atriz fará apenas uma participação especial no segundo ciclo, em uma conversa no telefone com a Carrie. Vale lembrar que as duas personagens haviam se reaproximado off-screen no final da primeira temporada.
O site ainda afirma que Cattrall não teve nenhum interação real com a Sarah Jessica Parker enquanto filmava sua participação. As atrizes têm um longo histórico de desentendimentos – cujas brigas lendárias se tornaram alvo de polêmicas nos bastidores da série original e dos filmes.
Para o seu aguardado retorno, Cattrall contou com o trabalho da Patricia Field, figurinista veterana de ‘Sex and the City‘.
O próximo ciclo estreará oficialmente no dia 22 de junho, na HBO Max.
A trama acompanha Carrie, Miranda e Charlotte conforme navegam pela complicada jornada da vida e da sua amizade de quando estavam no auge dos seus 30 anos, agora para uma fase ainda mais complicada no auge dos seus 50 anos.
Em entrevista ao lado de Denis Villeneuve (‘A Chegada’), no podcast Director’s Cut, Steven Spielberg aclamou o trabalho do diretor na aclamada sequência ‘Duna: Parte 2‘.
“Você dirigiu um dos filmes de ficção científica mais brilhantes que eu já assisti. […] Há diretores que têm a habilidade de construir universos. Não é uma lista muito longa, é nós sabemos quem eles são: George Lucas, Ray Harryhausen, Tim Burton, Wes Anderson, Peter Jackson, James Cameron, Christopher Nolan, Ridley Scott, Guillermo del Toro. A lista continua. E eu acredito que [Denis Villeneuve] faz parte dela.”
Ele completa, “Apesar de toda a areia que eu vi neste filme, ‘Duna’ é uma história sobre água. As águas sagradas que anseiam por prados verdes e a água azul da vida. [Villeneuve] filmou o deserto como se fosse um oceano. Os vermes de areis são como serpentes. E aquela cena em que os vermes de areia são montados é uma das melhores que eu já vi. [O diretor] fez o deserto parecer líquido.”
Sucesso nos cinemas, ‘Duna: Parte 2‘ já arrecadou impressionantes US$ 574.3 milhões mundialmente.
Para termos de comparação, a continuação levou menos de três semanas para ultrapassar a arrecadação total do primeiro filme – que somou US$ 433.9 milhões mundialmente, em 2021.
Apesar de ter sido anunciada há dois anos, a sequência ‘Noite Infeliz 2‘ teve o seu desenvolvimento interrompido por causa da greve de atores e roteiristas em Hollywood – e poucas novidades foram reveladas desde então.
Através do seu Instagram, no entanto, o astro David Harbour (‘Stranger Things’) confirmou que a sequência ainda irá acontecer, compartilhando uma imagem especial segurando o roteiro da continuação.
“Feliz natal, seus animais imundos,” declarou o ator.
Pat Casey e Josh Miller também irão retornar para escrever o roteiro do novo filme.
Além de ter conquistado 73% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, ‘Noite Infeliz‘ conseguiu arrecadar US$ 75.6 milhões mundialmente – a partir de um orçamento de US$ 20 milhões.
Renny Harlin (‘Do Fundo do Mar’) retorna à direção.
Sucesso nos cinemas, o primeiro capítulo arrecadou US$ 48.1 milhões mundialmente, o que representa quase seis vezes o valor do seu orçamento – que ficou em torno de US$ 8.5 milhões.
Sofrendo com a forte competição do blockbuster ‘DIA D‘ e dos fenômenos de ‘Obsessão‘ e ‘Backrooms‘, o live-action de ‘Mestres do Universo‘ não conseguiu manter a atenção dos espectadores nas telonas.
De acordo com o Variety, o longa estrelado por Nicholas Galitzine (‘Vermelho, Branco e Sangue Azul’) sofreu uma queda de -71% em seu segundo final de semana nos EUA, acrescentando apenas US$ 8.6 milhões.
Ao total, o live-action arrecadou US$ 45.7 milhões no país.
Internacionalmente, a produção soma US$ 38.3 milhões através de 86 territórios – totalizando uma arrecadação global de US$ 84 milhões.
Vale lembrar que o filme contou com um orçamento em torno de US$ 200 milhões (sem incluir os gastos com materiais promocionais).
Com 66% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o filme recebeu uma nota B do público no CinemaScore. Para termos de comparação, a recepção do novo filme tem sido melhor do que o live-action de 1987, estrelado pelo astro Dolph Lundgren.
Na trama, após 15 anos separados, o herói é guiado pela Espada do Poder até o seu lar em Eternia, que está sob o domínio do cruel Esqueleto (Leto). Para salvar a todos, ele vai ter que aceitar o seu destino como He-Man, o homem mais poderoso do mundo, e contar com a ajuda de seus aliados, Teela (Mendes) e Duncan / Mentor (Idris Elba).
A revelação partiu do próprio cineasta, durante uma entrevista com o site da Entertainment Weekly. A confirmação veio após várias especulações feitas pelos fãs, que julgavam ter ouvido a marcante voz do ator repassando informações ao personagem de Tom Hardy.
Segundo Nolan:
“Eu confesso que acho impressionante muitas pessoas não terem percebido, considerando que ele possui uma das vozes mais emblemáticas do cinema. E eu quis usá-lo de todas as formas possíveis aqui. É uma pequena conexão com seu filme ‘A Batalha da Grã-Bretanha’, de 1969. E afinal de contas, é o Michael. Ele precisa estar em todos os meus filmes”.
Dunkirk is thrilling, beautiful & a must in 70mm IMAX – but it’s also hard to ignore that it has zero distinctive personalities/characters.
“‘Dunkirk’ é empolgante, lindo e uma necessidade em IMAX 70 mm – mas também é difícil ignorar que não tem nenhum personagem ou personalidade notável”.
#Dunkirk is chaotic, relentless, thrilling & one of the most captivating movies you will see this year. A master class in craft. What a ride pic.twitter.com/7PUxG71KKZ
“#Dunkirk é caótico, implacável, empolgante e um dos filmes mais cativantes que você verá neste ano. Uma obra-prima. Que viagem”.
DUNKIRK: intense! 3 intercutting stories on 3 time frames. Almost a silent film, w/ incredible score. May be divisive. I LOVED. See 70mm! pic.twitter.com/E6Xga21Skm
“Dunkirk: Intenso! três histórias com flashbacks e outras tomadas em três quadros. Quase um filme mudo, com uma trilha sonora incrível. Pode ser divisor. Eu amei. Veja em 70 mm!”
DUNKIRK is fantastic. Truly thrilling from first to last second. A heartbreaking, heart-pounding, nail-biting offering. Nolan fans, rejoice.
“Dunkirk é fantástico. Realmente emocionante do primeiro ao último segundo. Uma entrega de acelerar e partir o coração e de roer as unhas. Fãs do Nolan, se regozijem”.
“#Dunkirk traz uma bofetada, mas é um filme bem diferente do Nolan. Definitivamente veja em IMAX. Tom Hardy tem 10 falas e é incrível. Harry Styles sabe atuar pessoal!”
O lançamento do novo longa de Nolan acontecerá uma semana após a estreia da terceira película da franquia ‘Planeta dos Macacos (A Origem e O Confronto)‘ e uma semana antes do reboot da Marvel Studios ‘Homem-Aranha‘. A estreis de Dukirk foi agendada para 21 de Julho de 2017.
Segundo o Box Office Mojo, o spin-off dirigido por Ron Howard faturou apenas US$ 83,3 milhões nos Estados Unidos, em seus três primeiros dias nas telonas.
Esta arrecadação é a mais baixa de toda a franquia ‘Star Wars‘. ‘Rogue One‘ arrecadou US$ 155 milhões em seu fim de semana de estreia.
Para comparação, é menor que a de ‘Liga da Justiça‘, que em seu primeiro fim de semana nos Estados Unidos conquistou US$ 93,8 milhões.
Para anunciar o início da pré-venda nacional dos ingressos de ‘Vingadores:Ultimato’, a Marvel divulgou um novo teaser sensacional da produção, trazendo várias cenas inéditas.
No vídeo, testemunhamos o reencontro de Pepper Potts e Tony Stark, a união de Steve Rogers e o intérprete do Homem de Ferro, além de vermos o time de heróis frente a frente com Thanos.
Em uma das cenas, ainda é possível ver Stark segurando uma foto em que aparece ao lado de Peter Parker, em uma clara alusão à morte do personagem.
O diretor de ‘Godzilla 2: Rei dos Monstros‘, MikeDougherty, revelou qual foi sua inspiração para a criação do design de Rodan para o longa.
Por meio da conta oficial do Twitter da produção, Dougherty revelou que após avaliar tantos estilos de aves de rapina, uma escultura mais clássica, em especial, foi fundamental para a construção do visual do monstro.
Confira:
“Desenhar o Rodan foi uma das minhas partes favoritas do processo. Nós buscamos vários tipos diferentes de aves de rapina como referência, falcões, águias e até mesmo abutres. No final, foi uma escultura de barro old school feita por Tim Martin, um escultor do The Studio Adi, que arrasou”.
Designing Rodan was one of my favorite parts of the process. We looked at dozens of different kinds of birds of prey for reference, hawks, eagles, even vultures. In the end it was an old school clay sculpture by Tim Martin, a sculptor @theStudioADI that nailed it. pic.twitter.com/7KzUjmmbck
Na sequência do sucesso mundial de ‘Godzilla‘, de 2014, e ‘Kong: A Ilha da Caveira‘, lançado este ano, chega o próximo capítulo do MonsterVerse cinematográfico da Warner Bros. Pictures e Legendary: um épico de ação e aventura que coloca o Godzilla contra alguns dos monstros mais conhecidos da história da cultura pop. A nova história acompanha os esforços heroicos da agência criptozoológica Monarch à medida que seus membros combatem uma série de monstros gigantes, incluindo o poderoso Godzilla, que enfrenta Mothra, Rodan e o maior de seus inimigos, o tricéfalo King Ghidorah. Quando estas supercriaturas primitivas – que se acreditava não passarem de mitos – ressurgem, competem pela supremacia, colocando a humanidade em risco.
A produção da cinebiografia ‘House of Gucci‘ segue a todo vapor, mas a família Gucci não parece estar de acordo com alguns aspectos da produção e chegou a pontuar que o filme estaria “roubando a identidade família”.
Em uma entrevista à Associated Press, os bisnetos de Guccio Gucci – fundador da marca de luxo e avo de Maurizio Gucci (interpretado no filme por Adam Driver) – demonstraram o seu descontentamento quanto à escolha do figurino dos personagens.
Segundo a publicação, eles alegam tamanho mau gosto, que poderia até mesmo comprometer a reputação do nome Gucci como um ícone da indústria da moda. Os parentes ainda relataram que não foram consultados pelo cineasta Ridley Scott ou qualquer membro de sua equipe, quanto à adaptação da história da família.
Segundo Patrizia Gucci, uma das primas de segundo grau de Maurizio:
“Estamos muito desapontados e falo isso em nome da família. Eles estão roubando a identidade da nossa família para lucrar e aumentar a renda do sistema de Hollywood…Nossa família possui uma identidade, privacidade. Nós podemos falar sobre tudo, mas há um limite que não pode ser cruzado”.
Em um determinado momento da matéria, Patrizia pontua que o problema seria o figurino do longa, que “não se parece” com a estética da família. Ela salientou, particularmente, o visual de Aldo Gucci – interpretado no filme por Al Pacino.
‘Meu avo era um belíssimo homem, como todos os Guccis. Muito alto, olhos azuis e muito elegante. Ele está sendo interpretado por Al Pacino, que já não é muito alto. E essa foto o mostra como um homem gordo, baixo com costeletas, muito feio”.
Em se tratando da caracterização do seu pai, Paolo Gucci – vivido por Jared Leto -, Patrizia disse estar ofendida pela construção visual do personagem. “Horrível, horrível. Ainda me sinto ofendida”.
Jared Leto surpreendeu os cinéfilos, ao aparecer de forma irreconhecível no papel de Paolo Gucci.
Vale lembrar que apenas uma imagem oficial da produção fora divulgada até o momento e todas as demais fotos correspondem a registros dos bastidores, feitos por paparazzis.
Confira algumas delas:
A MGMcomprou o longa-metragem por três milhões de dólares e, segundo os estúdios, tem estreia prevista para 24 de novembro de 2021.
A trama será adaptada do romance de não-ficção ‘The House of Gucci: A Sensational Story of Murder Madness, Glamour, and Greed’.
“Eu e Ridley estamos apaixonados por esse filme”, disse Giannina Scott, esposa de Ridley e produtora do filme. “A trama é épica, as expectativas estão altas e os personagens serão construídos de forma rica”.
Scott recentemente dirigiu a sequência ‘Alien: Covenant’ e a ficção científica ‘Perdido em Marte’. Gaga, por sua vez, estrelou o aclamado ‘Nasce Uma Estrela’, trabalho pelo qual levou para casa 1 Oscar, 4 Grammys, 1 Globo de Ouro, 1 Critics’ Choice, 1 BAFTA e dezenas de outros prêmios.
Sob uma luz amarelada de uma antiga academia, Lou (Kristen Stewart) e Jackie (Katy M. O’Brian) trocam olhares e se encontram mental e emocionalmente. Completamente diferentes – uma franzina, a outra musculosa -, elas se encaixam em um tórrido e peculiar romance que poderia muito bem ser apenas uma tempestuosa e tumultuada história a dois. Mas o que Love Lies Bleeding – O Amor Sangranão nos revela logo de início é exatamente o que a torna uma das experiências mais originais e inusitadas do cinema recente. O que poderia se tratar apenas de um amor bandido, se transforma em uma caçada vingativa e sangrenta com ares de contos pulp, marcada por um plot twist absolutamente inesperado. E nem nas nossas maiores expectativas em relação à versatilidade da produtora A24 esperaríamos algo tão…divertidamente exagerado.
Se revelando como um thriller romântico surrealista, o longa de Rose Glass reitera o enorme talento e criatividade da cineasta, que sabe nos conduzir a uma espiral alucinante de efeitos dominó onde nada do que se espera genuinamente é o como parece. E nos convencendo facilmente de que estamos diante de um mero romance com um pequeno “twist”, ela se aproveita de nossa inocência perante a trama para nos tragar para dentro de um impensável e inusitado mistério, onde aquela mesma história de amor se torna apenas o elo de uma catarse familiar regada por traumas, relacionamentos quebrados e consequências caóticas.
E em apenas 1h44 de filme, Stewart lidera seu elenco com astúcia e brilhantismo, revelando uma face mais masculinizada e antissocial. Provando sua capacidade camaleônica enquanto artista, ela brinca em tela com sua personagem, se apropria de uma linguagem corporal mais rude e esconde sua beleza em um corte de cabelo mal feito e roupas surradas e desgastadas. Já O’Brian é a personificação da ostentação física e do culto ao corpo. Seus músculos sobressalentes causam inveja em qualquer maromba e rato de academia e seu sonho no fisiculturismo é o pilar de sustentação dessa rede anárquica de eventos que se desmorona como um castelo de cartas.
Juntas em uma excelente dinâmica relacional, elas fazem de Love Lies Bleeding – O Amor Sangraum suspense criminal/romântico com um toque deThelma & Louise, onde o crime rege a jornada desse casal rejeitado pela sociedade, mas disposto a transcender a frivolidade daqueles que querem separá-las e destruí-las. E nesse rolo de lã infindável, outros arcos paralelos ajudam a encorpar a trama principal, como a disfuncional e abusiva dinâmica do casal J.J. e Beth, muito bem encarnado porDave Franco e Jena Malone, e a vida de mafioso de Lou Sr., pai de Beth e Lou, vivido de maneira poderosa por um Ed Harris pavoroso e breguíssimo (e com um mullet invejável!).
E assim, o novo thriller da A24 vai se desenvolvendo como uma poderosa pulp fiction, transformando um conto inicialmente simples em uma gigantesca história onde o elemento fantástico se une à ação e ao mistério. Adentrando ainda no folclore urbano e POP, Love Lies Bleeding consegue romper todas as nossas expectativas, superando uma a uma conforme avançamos para o seu 3º e surreal (literalmente) ato. Flertando com o caricato e até mesmo com o universo dos quadrinhos da Mulher Hulk, a produção nos faz arregalar os olhos com seu plot twist e nos leva ao riso inesperado com as ousadas escolhas narrativas de Glass e sua co-roteiristaWeronika Tofilska.
Desafiando nossa percepção enquanto audiência e nos convidando a experimentar algo genuinamente autêntico, Glass e Tofilska aproveitam as telas do Festival de Sundance para nos inundar com sua sanguinolência, juras de amor exageradas e mortes aleatórias, na certeza de que o primeiro público de seu filme está à espera desse tipo de cinema. Não se levando a sério demais e cumprindo a promessa de entregar um entretenimento da mais alta qualidade e insanidade, elas fazem de Love Lies Bleeding – O Amor Sangra uma aventura contagiante, chocante, divertida e cheia de surpresas. Feito para os exaustos de remakes, releituras e repetições de estereótipos, esse é aquele original A24 que comprova mais uma vez o quanto essa produtora veio para revolucionar a indústria cinematográfica.
Qual o seu maior medo? Esta é a pergunta-chave para mergulhar na extraordinária e perturbadora trajetória de Karoline (Vic Carmen Sonne) em A Garota da Agulha (The Girl with the Needle), do sueco Magnus von Horn (Suor). Lançado na competição pela Palma de Ouro em Cannes 2024, o longa dinamarquês recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional e chega nesta sexta, dia 24 de janeiro, no MUBI Brasil.
Inspirado pelo expressionismo alemão, com sua estética lúgubre, expressões marcantes e o uso do preto e branco, Magnus von Horncria um conto de fadas para adultos invertido. Em um universo povoado por maltrapilhos e desfigurados, o filme revela a sociedade como o verdadeiro monstro. Assim como o porteiro de hotel de luxo (Emil Jannings) em A Última Gargalhada(1924), de F. W. Murnau — cuja expressão reforça o horror ao ser forçado a abandonar seu posto por conta da idade e passar a limpar banheiros —, Karoline é uma mulher arrancada do tecido social. Sozinha, desempregada, grávida e rejeitada pelo “doador” de sêmen, ela é lançada em uma luta desesperada por sobrevivência.
Vic Carmen Sonne atua com forte semelhança do expressionismo alemão
Em um cenário caótico de Copenhague pós-Primeira Guerra Mundial, Karoline é obrigada a deixar o seu apartamento por falta de pagamento e acaba vivendo em condições sub-humanas de moradia: um galpão com vidraças quebradas, goteiras, mofos e ratos. A ambientação inicial já nos provoca desgosto e repulsa, algo cuidadosamente construído ao longo da narrativa para afastar cada vez mais os espectadores dos personagens. Vista como viúva — já que o marido não voltou da guerra —, a moça trabalha como costureira numa enorme fábrica têxtil.
O títuloA Garota da Agulhaé, portanto, uma escolha literal em relação à sua profissão, mas também uma metáfora escondida sobre sacrilégio e desonra. Envolta em uma atmosfera sombria, Karoline consegue encontrar alguma luz ao despertar o interesse do dono da empresa, Jørgen (Joachim Fjelstrup). Em uma cena graciosa que homenageia Paris, Texas (1984), de Wim Wenders, o empresário a segue pelas ruas e conquista sua afeição. Promessas de casamento são trocadas, assim como de uma casa para substituir o ninho de ratos em que ela vive, e Karoline se rende aos braços do patrão, até que o fruto dessa união aparece em seu ventre.
Quando a fábula da Cinderela, escolhida pelo príncipe entre milhares de costureiras, parecia prestes a se realizar, o choque de realidade entra em cena. A mãe de Jørgen exige que ele escolha entre assumir o filho de uma operária ou manter sua posição como herdeiro em um bom casamento com uma jovem de alta classe. Entre a covardia, o capitalismo e o patriarcado, Karoline não tem nenhuma chance. Se antes a situação já era ruim, agora, sem emprego e com a barriga crescendo, ela se vê à beira do desespero.
É com esses contrastes entre o alívio momentâneo e a queda iminente no abismo que Magnus von Hornconstrói, emA Garota da Agulha, uma narrativa envolvente e audaciosa sobre os limites do ser humano ao enfrentar os monstros sociais. Essa abordagem já tinha aparecido no seu filme anterior, Suor (Sweat, 2021) — também disponível na MUBI Brasil —, no qual um influencer fitness é perseguida por um dos seus admiradores e atormentada pela exposição online, enquanto o ódio virtual se manifesta na vida real através dela mesma.
Saindo da contemporaneidade para o início do século XX, Magnus von Hornconcede muito mais camadas à sua protagonista, em um roteiro elaborado ao lado de Line Langebek Knudsen. A gravidez, no entanto, é apenas o início da odisseia emocional de Karoline — e do público. Nesse universo sombrio, o marido desaparecido retorna ao lar com uma máscara cobrindo o pedaço ausente de seu rosto, mutilado pela guerra. Embora aceite o filho que não é seu, Peter (Besir Zeciri) luta contra a ojeriza da esposa e seus próprios episódios psicóticos pós-traumáticos.
Sem conseguir emprego, a agulha do título volta para desempenhar um papel diferente, como no filme O Acontecimento (2021), de Audrey Diwan. Neste segundo momento de desespero, em um banho público, Karoline encontra acolhimento em outra mulher mais velha, Dagmar (Trine Dyrholm), que vive com sua filha Erena (Ava Knox Martin). Em tempos de vacas magras, Dagmar parece bem-sucedida no seu negócio clandestino de adoção.
Dividida entre formar uma família com o marido desfigurado e atormentado ou dar um futuro melhor para sua filha, Karoline recorre a Dagmar. Após entregar o bebê para outra família, ela se estabelece como cuidadora de outras crianças e ajudante na loja de doces de Dagmar. Quando parecia, entretanto, que Karoline finalmente encontraria redenção nas mãos de sua “fada madrinha”, o enredo expõe a realidade ainda mais cruel da sociedade em relação às mulheres.
A Garota da Agulharevela um mundo cruel e implacável, como a personagem da “fada madrinha” descreve. Ao retratar esse universo sem espaço para esperança ou cura, onde só restam destruidores e destroços, o filme afunda o espectador em uma lama sufocante, sem respiro. Magnus von Horn constrói uma fábula aterradora que, se você tem receio de confrontar o lado mais sombrio da natureza humana, pode ser melhor evitar essa experiência catártica.
Na trama, quando o marido a abandona, Deanna decide recomeçar a vida e voltar aos estudos, entrando na mesma faculdade e curso de sua filha, que não gosta da ideia. Deanna muda o nome para Dee Rock, diverte-se como nunca e sente-se livre.
‘O Predador‘ ganhou uma nova imagem divulgada pela EW, mostrando um ótimo close do rosto do monstrengo. Confira:
O filme será, ao mesmo tempo, uma sequência e um reboot da franquia original. O ator Jake Busey, viverá o personagem que será filho de Peter Keyes, personagem central do segundo filme interpretado por seu pai na vida real, Gary Busey. Essa relação de pai e filho será o elo de ligação entre os filmes.
Desenhos animados fascinam as pessoas desde que foram lançados nos anos 30. Na época, quem quisesse assistir às Silly Symphonies, da Disney, ou às Merrie Melodies, da Warner, teria que ir para um cinema, comprar ingressos e curti-los em uma clássica matinê. No Brasil, por exemplo, era bastante comum que os cinemas de rua exibissem uma sessão só com desenhos do Tom & Jerry nas manhãs dos finais de semana. Era sucesso entre a criançada e, convenhamos, os conteúdos eram tão criativos e bem feitos, que os pais também davam bastante risada. Quando a televisão se popularizou, alguns cinemas conseguiram manter as sessões até os anos 1980, mas a concorrência ficou desleal, já que as animações agora eram transmitidas gratuitamente pelas emissoras.
Com o passar do tempo, as tecnologias de animação foram crescendo e os filmes da Disney já mostravam que o cinema era uma forma de lucrar ainda mais com personagens animados. Sem ter que gastar horrores com atores, os estúdios passaram a investir no gênero e foram achando seu caminho. Em 1988,Uma Cilada Para Roger Rabbit resgatou um conceito interessante, que fora usado nas animações soviéticas dos anos 40, e tinha ficado famoso em filmes da Disney, como Você Já Foi à Bahia? e Mary Poppins, que era mesclar a animação com o live-action. Produzido por Steven Spielberg e dirigido por Robert Zemeckis, o filme trazia um clima noir para a Hollywood dos anos 40, aonde um detetive humano deveria encontrar Roger Rabbit, um coelho em desenho animado que vinha sendo acusado de homicídio. À procura de Roger Rabbit, o detetive passa por diversos astros de animações famosos, como a Betty Boop, o Patolino, o Mickey, o Pernalonga e por aí vai. Cheio de piadas adultas, o longa conseguiu contar uma boa história sem perder a inocência das animações. O resultado foi um sucesso de crítica e bilheteria.
A única vez que os dois maiores ícones das animações interagiram foi nesta cena histórica de ‘Uma Cilada Para Roger Rabbit’.
Esse sucesso permearia a mente de Spielberg, que, anos mais tarde, voltaria a se envolver em um projeto baseado em desenhos animados clássicos. Após trabalhar com John Goodman, o diretor maturou a ideia de um filme dos Flintstonesque deveria ser estrelado pelo ator. Assim, aAmblin (produtora de Steven Spielberg) investiu na ideia. O problema é que os envolvidos no filme não entenderam muito bem o que tinham em mãos. Dessa forma foi difícil encontrar uma história para contar em tela. Por conta disso, o roteiro passou por muita gente e acabou trabalhando uma trama bastante adulta, cheia de piadas sacanas e envolvendo temas como traição e corrupção. O retorno financeiro foi excelente, já que o filme custou menos de 50 milhões e arrecadou cerca de US$ 346 milhões. Já as críticas… A verdade é que o filme consegue adaptar elementos bem divertidos da animação. Mas justamente por adaptar um desenho tão querido e inocente como osFlintstones, o projeto acaba constrangendo ao te mostrar personagens até então bobinhos lidando com problemas adultos. Então, dá para dizer que ele sofreu bastante com um certo conservadorismo da crítica, mas também não é absurdo falar que o diretor, Brian Levant, perdeu completamente a linha na abordagem. A prova de que o público não comprou tanto a ideia veio no desempenho da sequência, lançada em 2000, que acabou sendo um fracasso homérico.
Muito dinheiro e problemas com a crítica. ‘Os Flintstones: O Filme” é quase uma paródia adulta da animação dos anos 60.
Essa virada do final dos anos 90 para o começo dos anos 2000 deveria marcar a consolidação dos live-actions das animações nos cinemas. Depois dos Flintstones, foram lançados alguns outros longas animados que foram verdadeiros sucessos de bilheteria e se tornaram fenômenos, marcando uma geração de crianças e adolescentes, mas que realmente sofreram nas mãos do conservadorismo da crítica da época. Todos eles abraçavam a essência dos personagens, mas ousavam ao não adaptar piamente os cartoons. O resultado foram projetos incríveis sendo abandonados. Vamos falar mais deles lá pra baixo. Aguarde. O ponto é que as críticas incomodaram e os estúdios adotaram o conservadorismo, a ideia de que live-actions que adaptavam animações precisava ser bobos e infantis, se distanciando completamente do ultraje dos Flintstones e da ‘maldade’ adolescente de Scooby-Doo: O Filme. O filho desse pensamento conservador foram os dois filmes do Garfield.
A franquia foi satirizada duas vezes pelo protagonista, Bill Murray, durante a franquia Zumbilândia.
Com dois longas indefensáveis, a franquiaGarfield trouxe um elenco humano completamente insosso, com uma trama sem brilho e um protagonista que deveria ser sarcástico, mas acabou ficando insuportável, chega a ser uma surpresa que tenham insistido nesses filmes. Os pais levavam as crianças para verem um personagem marcante de suas infâncias e terminavam com uma competição para ver quem ficou mais de saco cheio. Depois de Garfield, os estúdios ficaram com um pé atrás na hora de dar sinais verdes para projetos envolvendo animações em carne e osso. O último suspiro do subgênero veio entre 2008 e 2009, com as duas últimas adaptações de grande investimento.
Prejudicado pela própria ambição, o filme do Speed Racer lucrou muito com merchandising, mas sofreu nas bilheterias.
A primeira foi Speed Racer, dirigido pelas Irmãs Wachowski, o longa é realmente interessante e destoante da animação original. E isso incomodou os fãs, que queriam algo mais próximo do desenho. Trazendo um visual recheado de neons e cores saturadas, o filme adota uma ótima infantil sobre o mundo das corridas, abordando a paixão pelo esporte, a noção simplista da corrupção e as relações familiares sob uma perspectiva bastante inocente. E isso é fantástico, porque, ao mesmo tempo em que vemos elementos clássicos ganhando vida – como os exóticos carros de corrida -, contemplamos uma abordagem diferenciada, quase nostálgica de quando os dias eram mais simples. O problema é que o investimento foi muito alto e a bilheteria sequer conseguiu que a produção se pagasse. Fora isso, o CGI da época não ajudou e algumas cenas ficaram absurdamente artificiais, dando aquela sensação de trabalho inacabado. Considero esse filme injustiçado, porque a crítica detonou principalmente os efeitos especiais cansativos. Outro ponto mal visto pela crítica internacional foi que o filme – sobre um piloto de corridas – tinha muita cena de corrida. E o elenco era fantástico, trazendo nomes como John Goodman, Susan Sarandon e Roger Allam.
Apesar de muito fofa, a dupla de ursos não conseguiu conquistar público e crítica.
O lançamento do ano seguinte foi a gota d’água. Apostando no sucesso de um dos personagens mais carismáticos dos EUA, a Warner investiu pesado no live-action de Zé Colmeia. Tudo nesse filme é errado. Seguindo a mesma linha de Garfield, que era inocente e trazia Bill Murray para fazer a voz do gatinho, Zé Colmeia trouxe Dan Aykroyd para dar voz ao personagem título e Justin Timberlake para o papel do Catatau. São nomes que levam público aos cinemas, principalmente se o estúdio apostasse na identificação do desenho e de Dan com as crianças dos anos 80. O ponto dessa estratégia é que filmes infantis costumam chegar aos cinemas do mundo com mais cópias dubladas do que legendadas, já que o público alvo muitas vezes sequer sabe ler. Então, o peso desses atores é completamente descartado, considerando que eles não aparecem fisicamente. Assim, o nome mais famoso a ser visto em tela foi Anna Faris, que fazia sucesso na franquia adolescente Todo Mundo Em Pânico, mas que não tinha nada a ver com esse longa. Sem ter o chamariz principal a nível mundial e indo pelo conservadorismo da trama estritamente infantil, o filme foi um verdadeiro sonífero. Diferentemente de Speed Racer, esse aqui conseguiu se pagar e ter um lucro considerável. Nada que justificasse uma sequência ou um derivado.
‘Pica-Pau’ é um clássico exemplo de como não se fazer um filme.
Depois de Zé Colmeia, o maior destaque foi o filme do Pica-Pau. Produzido pela Universal, o live-action do passarinho endiabrado foi completamente pensado para agradar o público brasileiro. Lançado sob forte campanha publicitária no Brasil e trazendo a brasileira Thaila Ayalano elenco, a aventura sequer foi lançada nos cinemas americanos. A ideia era surfar no enorme número de fãs que o passarinho tem aqui. Para evitar riscos de prejuízo, o filme contou com uma verba de apenas US$ 10 milhões, lucrando o dobro com bilheteria. Mas não se engane, nada se salva aqui. O filme é uma completa ofensa ao personagem, que é famoso por ser carismaticamente maldoso. Eles pegam o Pica-Pau e o transformam em um coadjuvante de luxo. O problema é que o elenco principal não tem o mínimo de carisma e a história realmente não é interessante, além de não ter a mínima graça. O visual ficou até legal, mas não compensa o fracasso retumbante que é esse longa.
Então é isso, não tem como adaptar um desenho para os cinemas?
Muito pelo contrário!
A primeira aventura dos Looney Tunes nos cinemas se tornou a maior bilheteria que um filme sobre basquetebol já conseguiu na história.
No final dos anos 1990 e comecinho dos anos 2000, tivemos quatros exemplares de como realizar essas adaptações. O primeiro é provavelmente o filme que mais é lembrado pela mistura de animação com live-action depois de Uma Cilada Para Roger Rabbit. Space Jam: O Jogo do Século chega aos cinemas trazendo o melhor que os Looney Tunes tinham a oferecer: muita criatividade e humor non-sense. A turma do Pernalonga é fantástica porque permite que a equipe criativa trate as situações mais absurdas de forma natural, já que 70% do filme é ambientado em um cenário animado em 2D e 3D. Dessa forma, o astro humano, o lendário Michael Jordan, que estava no auge de sua popularidade, pode ser tratado como um humano no mundo animado. Completamente diferente das outras tentativas, que traziam os desenhos para o mundo real. Dessa forma, o absurdo dos Looney Tunes pôde ser utilizado de forma divertida e em sua totalidade. Quando se abraça as regras dos desenhos animados, um mundo de possibilidades se abre.
Uma verdadeira viagem pela loucura dos Looney Tunes e pelos estúdios Warner.
Vários anos depois de Space Jam: O Jogo do Século, os Looney Tunes voltaram para as telonas. Dirigido por Joe Dante, Looney Tunes: De Volta à Ação é uma sátira dos filmes de espionagem que, divergindo de Space Jam, traz os desenhos para o mundo real. O interessante é que eles se inspiram bastante em Roger Rabbit. Ou seja, toda a insanidade do mundo animado passa a valer no mundo real, o que rende situações divertidíssimas. Os Looney Tunes são muito versáteis e permitem que a equipe criativa seja… Bem, criativa.
Com um humor adolescente e mantendo a essência dos personagens, ‘Scooby-Doo: O Filme” foi sucesso de bilheteria.
Outro longa que soube mesclar o original com a inovação foram os dois filmes do Scooby-Doo. Roteirizados por James Gunn e dirigidos por Raja Gosnell, os longas mantém a essência da trupe jovem, mas os coloca no século XXI, como jovens modernos e com comportamentos mais condizentes com adolescentes. O resultado é um primeiro filme que flerta com o terror, trazendo vários elementos macabros dentro de um parque de diversões, insere muitas piadas adultas na dose certa para entreter os pais, mas sem deixar na cara dos pequenos certos temas que eles só viriam a entender anos mais tarde. O primeiro filme tem um roteiro muito sagaz e conquistou o público, rendendo uma sequência.
A sequência volta com o humor ousado, mas presta uma grande homenagem aos desenhos clássicos.
A dupla criativa voltou para realizar a sequência, que foi um pouquinho mais conservadora que a anterior, mas sem perder o charme do humor adolescente. A diferença é que dessa vez o longa trouxe ainda mais elementos da animação clássica, resultando numa grande homenagem ao desenho dos anos 60. Um ponto muito importante para o sucesso dessa franquia, que também sofreu com algumas críticas conservadoras, foi realmente dar relevância e carisma para o elenco humano. Diferentemente de Garfield, Zé Colmeia, Pica-Pau e vários outros, os filmes do Scooby-Doo valorizam a parte de carne e osso, deixando muito mais interessante e divertido. Não depender exclusivamente do personagem título é um mérito enorme dessa franquia.
O anacronismo de ter personagens dos anos 60 jogando Guitar Hero é divertido demais.
Outro exemplo mais recente é o primeiro filme dos Smurfs, também dirigido por Raja Gasnell. Ele soube como trazer os pequetuchos azuis para o mundo real. A sensibilidade do diretor em utilizar uma visão anacrônica cai muito bem aqui, fazendo com que o filme se desenrole de uma maneira fofa, divertida e com piadas que não são nem adultas nem bobinhas. Ou seja, uma trabalho incrível de adaptação. O elenco humano, encabeçado por Neil Patrick Harris, também é divertido e carismático, proporcionando o casamento perfeito.
Enquanto os estúdios não entenderem muito bem as franquias que têm nas mãos e não permitirem que seus roteiristas e diretores possam se desprender do conservadorismo, as chances de um retorno tanto de crítica quanto de bilheteria são bem maiores. Vamos aguardar para ver como será.
Não é exagero reconhecer que é a franquia ‘After’ é um tremendo sucesso. Com milhões de páginas lidas na plataforma do Wattpad e com livros em formato físico lançados em seguida, não foi difícil adivinhar que o caminho para a adaptação cinematográfica era inevitável. Assim, os fãs do casal Hardin e Tessa puderam sonhar de olhos abertos com os quatro filmes produzidos sobre o universo do vaivém do casal. E, a partir desta semana, os fãs poderão assistir ao último filme, o último episódio dessa história, pois chega aos cinemas brasileiros o longa ‘After – Para Sempre’.
Hardin (Hero Fiennes Tiffin) fez uma escolha: escreveu sua história de amor com Tessa (Josephine Langford) e a enviou para editores sem pedir o consentimento de Tessa antes. Acontece que o livro foi publicado e se tornou um tremendo sucesso, mas Tessa se sentiu exposta e vulnerável ao ter sua vida íntima publicada para todos lerem antes mesmo dela. Por conta disso o relacionamento dos dois termina e Tessa volta para casa, decidida a seguir adiante com sua vida. Dois anos se passam e Hardin está empacado no mesmo lugar: sem conseguir o perdão do grande amor da sua vida e sem conseguir escrever seu próximo romance. No intuito de tentar desbloquear sua criatividade Hardin viaja para Lisboa e para reencontrar Nathalie (Mimi Keene), com quem vacilara no passado e com quem precisa se redimir por conta dos seus erros, para somente assim se tornar um homem melhor para Tessa.
Em aproximadamente uma hora e meia ‘After – Para Sempre’ é definitivamente um desvio no percurso da história original. Se até agora os fãs acompanharam o vaivém do casal, com entrada de concorrentes aos corações dos dois e muitas decisões erradas tomadas que os afastava do almejado final feliz, neste último capítulo a história se passa exclusivamente com o protagonista masculino, de modo que Tessa aparece majoritariamente em cenas de flashback, que se repetem com muita frequência. Além de cansar – uma vez que a protagonista da série é menina – essa técnica acaba quebrando o ritmo do filme, pois o tempo todo Hardin para o que está fazendo para olhar uma foto da ex-namorada, lembrar de seu rosto, rememorar momentos junto a ela, etc.
Baseado nos livros de sucesso de Anna Todd o roteiro dela com Castille Landon busca redimir o bad boy para torná-lo um homem direito, digno de um final feliz. Para tal, cria uma personagem do passado a quem ele aleatoriamente decide pedir desculpas mas que, no final das contas, não se desculpa, porque ambas as personagens mulheres o perdoam antes mesmo de ele abrir a boca. Uma mensagem bastante errada, que apenas passa pano para os erros do personagem masculino.
Apesar do exagerado desvio na trama, Mimi Keene traz cor e frescor à franquia cinzenta de ‘After’: por se passar na ensolarada Lisboa o longa acaba oferecendo alguma novidade para o enredo geral – dessa vez com menos cenas de pegação, porém mais bem-feitas. Para quem leu todos os livros e viu todos os filmes pode sobrar um quê de frustração pois a resolução de Hardin e Tessa ocorre muito rapidamente, quase como um epílogo no filme de Castille Landon.
‘After – Para Sempre’ encerra a franquia de sucesso e cumpre a promessa aos fãs de entregar filmes de entretenimento bastante semelhante aos livros que conquistaram tantos leitores.
A estreia de Wagner Moura na direção não poderia ganhar uma aceitação mais contraditória: apesar de ter estreado com críticas positivas no Festival de Berlim deste ano, sofreu uma rejeição generalizada por parte do “público” brasileiro que sequer assistiu ao filme.
O longa-metragem intitulado ‘Marighella’, baseado no romance biográfico do poeta e guerrilheiro homônimo que se levantou contra o governo em 1969 (durante o regime ditatorial militar no Brasil), também trouxe consigo um viés político, inclusive durante as coletivas de imprensa, nas quais Moura fez homenagem à Marielle Franco, ex-vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018, e também declarou que sua obra não faz afronta direta ao governo de Jair Bolsonaro.
Mesmo assim, o anúncio do filme desagradou os eleitores do atual presidente, que então se organizaram para uma manifestação contrária até mesmo a seu lançamento nos cinemas brasileiros. Dessa forma, a ação conjunta atacou o site IMDb com notas baixíssimas para ‘Marighella’, deixando-o com a pífia avaliação de 2/10.
Entretanto, a plataforma responsável por agregar avaliações de usuários do mundo inteiro percebeu que uma porcentagem considerável dos 29 mil votos vinham de brasileiros – e que o filme nem ao menos havia chegado aqui. Portanto, a equipe suspeitou da insurgência de bots na página da obra e suspendeu notas e comentários recentes devido à discrepância já citada.
Baseado em ‘Marighella – O Guerrilheiro Que Incendiou o Mundo’, de Mário Magalhães, ‘Marighella’ conta a história verídica de Carlos Marighella, assassinado pela ditadura militar e cujo legado se estendeu por diversas gerações.
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