Site Página 6838

‘Tomb Raider: A Origem’ ganha oito clipes inéditos; Assista!

Tomb Raider: A Origem‘ teve oito clipes inéditos divulgados.

Assista:








Foi revelada a duração deTomb Raider: A Origem. Segundo o British Board of Film Classification, órgão que faz a classificação indicativa dos filmes, o longa terá 118 minutos, ou seja, 1 hora e 58 minutos de duração.

Enquanto isso, Tomb Raider: A Origem chega aos cinemas muito em breve e a atriz Alicia Vikander já se adiantou para esclarecer possíveis comparações da crítica especializada de sua personagem com a personagem vivida por Angelina Jolie nos filmes de 2001 e 2003. A atriz disse ao Games Radar:

“Nunca poderia me comparar com ela. Ela tornou a personagem icônica, porque ela mesma é um ícone! Essa é uma versão diferente da personagem. Não estamos tentando copiar nem reinventar o que ela fez. É outra história, outra Lara. Definitivamente outra origem”.

Analistas de bilheterias indicam que ‘Tomb Raider: A Origem’ será um fracasso 

Saiu na internet uma cena completa da sequência de ação da cachoeira, de ‘Tomb Raider: A Origem, confira:

Vale lembrar que Tomb Raider: A Origem‘ estreia em 16 de março de 2018.

No filme, Lara Croft estabelece em sua primeira expedição para terminar a pesquisa arqueológica do seu pai e descobrir segredos antigos, a fim de limpar seu nome desonrado. A tragédia começa quando sua aventura se transforma em uma luta pela sobrevivência.

Alicia Vikander vive a personagem título. Dominic West (The Affair) vive Richard Croft e Walton Goggins (Os Oito Odiados) interpreta o vilão.  Daniel Wu e Hannah John-Kamen também estão no elenco.

Andy Serkis gostaria de voltar a viver Snoke em ‘Star Wars: Episódio 9’

O ator Andy Serkis revelou ao Hollywood Reporter que gostaria de voltar a viver o vilão Snoke em ‘Star Wars: Episódio 9‘… apesar do destino dele em ‘Os Últimos Jedi‘.

“É um personagem grandioso e gostaria de interpretá-lo novamente. Fiquei frustrado que Snoke teve um final tão rápido, mas amei aquela grande cena e relação dele com o personagem da Daisy Ridley. Eu ficaria muito feliz em estender a vida de Snoke.”, afirmou.

Em entrevista à Entertainment Weekly, o diretor Rian Johnson explicou o destino que Snoke tem em Star Wars: Os Últimos Jedi e sua importância para a saga. Confira e claro, cuidado com spoilers pesados! 

“Quando estava trabalhando no personagem do Kylo, pensei que seria mais interessante derrubar a base instável que estava debaixo dele logo no início do filme. E no final, ele deixou de ser um “eu quero ser” Vader e se tornou alguém que está seguindo seu próprio caminho como um vilão complexo, tomando as próprias rédeas.

Mas então a questão é: que lugar Snoke teria no final disso? Isso me fez perceber que o mais interessante seria eliminar essa dinâmica entre o ‘imperador’ e o aprendiz, de modo que todas as apostas estão indo para o próximo. Isso também possibilitou uma virada dramática no meio, que poderia indicar uma conexão muito poderosa entre Kylo e Rey.”

‘Star Wars: Os Últimos Jedi’: Andy Serkis diz que Snoke será mais poderoso que Darth Vader

 

‘Star Wars’: Além de nova trilogia, saga ganhará série de TV; saiba mais!

Lucasfilm anuncia nova trilogia ‘Star Wars’ sem relação à saga Skywalker; SAIBA MAIS!

Rian Johnson fala sobre a nova trilogia da franquia ‘Star Wars’

 

Confira a nossa Crítica em Vídeo | Star Wars: Os Últimos Jedi – Comentamos o filme mais aguardado de 2017

‘As Branquelas 2’ está em desenvolvimento, revela Marlon Wayans

Marlon Wayans confirmou que ele e seus co-criadores estão em negociações para uma sequência de ‘As Branquelas‘ (White Chicks), de 2004, para a alegria dos fãs.

Em entrevista ao TRL, Marlon revelou detalhes.

“Existem muitos rumores de que o filme está acontecendo. Muitas pessoas querem que façamos isso. Então eu e meus irmãos conversamos. Se as coisas correm bem, esperamos fazer As Branquelas 2”, afirmou.

Em 2015, o CinePOP foi o primeiro site no Brasil – e no mundo – a divulgar que a comédia poderia ganhar sequência.

Nossa publicação pedindo que as pessoas ajudassem o filme a sair do papel foi o maior sucesso, e o ator Marlon Wayans conseguiu as 300 mil curtidas em seu post no Twitter para transformar ‘As Branquelas 2‘ em seu próximo projeto.

Mas a alegria não para por aí: das 300 mil curtidas, quase metade veio dos fãs brasileiros, que iniciaram uma campanha: #WhiteChicks2InBrazil!

Com a campanha pedindo que a sequência se passe no Brasil, Marlon Wayans cogita trazer as socialites Brittany e Tiffany Wilson para a Cidade Maravilhosa. Já pensaram que hilário?

‘As Branquelas 2′ conta com a sua ajuda pra acontecer 

Confira o fuá que os brasileiros fizeram no Twitter, e o post do Wayans falando sobre a sequência:

branquelas2_2

branquelas2_3

“Levante a mão quem quer a sequência desse filme! 300.000 curtidas e eu posso fazer desse o nosso próximo filme”, afirmou.

Os irmãos Shawn Wayans e Marlon Wayans começaram a produzir ‘As Branquelas 2‘ em meados de 2010, mas a Sony acabou cancelando a produção.

Com o sucesso do primeiro filme, e o interesse dos fãs no segundo, os irmãos podem ter levado o roteiro a outro estúdio de Hollywood.

O ator Terry Crews (‘Os Mercenários’), que viveu o divertido milionário Latrell, revelou que tem seu retorno confirmado.

O longa custou US$ 37 milhões e arrecadou US$ 113 milhões mundialmente.

Kevin e Marcus Copeland, dois agentes do FBI muito atrapalhados, se dão mal em uma investigação e são ameaçados de perder seus empregos. Quando um plano para seqüestrar as mimadas irmãs socialites Brittany e Tiffany Wilson (paródia, em particular das irmãs Hilton) foi descoberto, Kevin e Marcus ficam com a humilhante missão de escoltar as duas socialites do aeroporto para o hotel. Enquanto são escoltadas, as duas mulheres se ferem e eles se vêem obrigados a se disfarçar das irmãs socialites para não descobrirem o ocorrido e eles perderem seus empregos.

Oscar 2018: Pela primeira vez na história uma atriz trans irá apresentar um prêmio

O longa chileno Uma Mulher Fantástica, do diretor Sebastián Lelio, está entre os cinco concorrentes na categoria Melhor Filme Estrangeiro do Oscar 2018.

Com isso, visando maior inclusão, a protagonista do longa, a atriz Daniela Vega foi incluída na seleta lista de apresentadores que subirão ao palco para apresentar uma categoria na noite de 4 de março, no Teatro Dolby, em Los Angeles.

Vega tem 28 anos e é transexual. No filme, vive Marina, uma jovem trans que é hostilizada pela família de seu companheiro após a morte dele.

Essa será a primeira vez que uma atriz trans subirá ao palco do Oscar para apresentar um prêmio e, apesar das tentativas de inclusão serem um avanço, a festa do Oscar ainda está longe de representar a diversidade racial e de gênero que estamos vivendo.

Leia a nossa crítica: Uma Mulher Fantástica – A inesquecível arte do amar

‘Corra!’ é o grande vencedor do Independent Spirit Awards 2018; Confira a lista!

O Independent Spirit Awards 2018, evento que premia anualmente os melhores filmes independentes, sendo considerado o “Oscar do cinema independente”, anunciou seus vencedores..

A cerimônia de entrega dos prêmios do 33º Independent Spirit Awards aconteceu ontem, em 3 de março de 2018. Conheça todos os vencedores:

Melhor Filme
Me Chame Pelo Seu Nome, de Luca Guadagnino
Projeto Flórida, de Sean Baker
» Corra!, de Jordan Peele
Lady Bird, de Greta Gerwig
The Rider, de Chloé Zhao

Melhor Primeira Obra
Columbus, de Kogonada
» Ingrid Goes West, de Matt Spicer
Menashe, de Joshua Z. Weinstein
Oh Lucy!, de Atsuko Hirayanagi
Patti Cake$, de Geremy Jasper

Prêmio John Cassavettes
Dayveon, de Amman Abbasi
A Ghost Story, de David Lowery
» Vida e Nada Mais, de Antonio Méndez Esparza
Most Beautiful Island, de Ana Asensio
A Transfiguração, de Michael O’Shea

Melhor Documentário
The Departure, de Lana Wilson
Motherland, de Ramona S. Diaz
Quest, de Jonathan Olshefski
De Sidste Mænd i Aleppo, de Firas Fayyad, Steen Johannessen e Hasan Kattan
» Visages, Villages, de JR e Agnès Varda

Melhor Filme Internacional
120 Batimentos Por Minuto, de Robin Campillo (França)
Eu Não Sou uma Feiticeira, de Rungano Nyoni (Reino Unido/França/Alemanha)
Lady Macbeth, de William Oldroyd (Reino Unido)
Nelyubov, de Andrey Zvyagintsev (Rússia)
» Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio (Chile)

Melhor Diretor
Sean Baker, por Projeto Flórida
Jonas Carpignano, por A Ciambra
Luca Guadagnino, por Me Chame Pelo Seu Nome
» Jordan Peele, por Corra!
Benny Safdie e Josh Safdie, por Bom Comportamento
Chloé Zhao, por The Rider

Melhor Ator
» Timothée Chalamet, em Me Chame Pelo Seu Nome
Harris Dickinson, em Beach Rats
James Franco, em Artista do Desastre
Daniel Kaluuya, em Corra!
Robert Pattinson, em Bom Comportamento

Melhor Atriz
Salma Hayek, em Beatriz at Dinner
» Frances McDormand, em Três Anúncios para um Crime
Margot Robbie, em Eu, Tonia
Saoirse Ronan, em Lady Bird
Shinobu Terajima, em Oh Lucy!
Regina Williams, em Vida e Nada Mais

Melhor Ator Coadjuvante
Nnamdi Asomugha, em Crown Heights
Armie Hammer, em Me Chame Pelo Seu Nome
Barry Keoghan, em O Sacrifício do Cervo Sagrado
» Sam Rockwell, em Três Anúncios para um Crime
Benny Safdie, em Bom Comportamento

Melhor Atriz Coadjuvante
Holly Hunter, em Doentes de Amor
» Allison Janney, em Eu, Tonia
Laurie Metcalf, em Lady Bird
Lois Smith, em Marjorie Prime
Taliah Lennice Webster, em Bom Comportamento

Melhor Roteiro
» Greta Gerwig, por Lady Bird
Azazel Jacobs, por The Lovers
Martin McDonagh, por Três Anúncios para um Crime
Jordan Peele, por Corra!
Mike White, por Beatriz at Dinner

 

‘Homem-Aranha 2’ terá cenas em Nova York e Berlim

Homem-Aranha: De Volta ao Lar‘ abriu caminho para o Universo Cinematográfico Marvel em julho, e foi recebido com os braços abertos do público. O filme se consagrou como a maior bilheteria de um filme de super-herói em 2017, com US$ 880 milhões mundialmente.

Segundo o Omega Underground, as filmagens da sequência passarão por Nova York, Berlim e alguma cidade do Reino Unido.

As filmagens estão programadas para começarem em 1º de junho de 2018 e durarão até setembro, sob o subtítulo provisório: ‘Spider-Man: Fall of George’ (em tradução livre fica como Homem-Aranha: Outono de George’). O título é uma homenagem a um episódio de Seinfeld, de 1997.

O site afirma que a produção vai retornar a Atlanta (onde o primeiro filme foi filmado), e o diretor Jon Watts também pode filmar algumas cenas em Berlim. Algumas sequências para o primeiro filme, incluindo uma notável com o Homem-Aranha em cima de um ônibus, foram filmadas em Berlim, mas a maioria foi cortada do filme.

A estreia acontece dia 5 de julho de 2019.

Novos rumores também apontam para a presença da personagem Gwen Stacy na continuação, após um novo vídeo de teste de atriz para o papel cair na internet.

No início desse mês, já havia surgido um vídeo da atriz francesa Louna Fournier fazendo um teste, agora, a atriz Iris Haller também compartilhou um registro da atuação em seu Vimeo.

Pelos diálogos encenados nos testes, provavelmente Gwen Stacy já é conhecida de Peter Parker e pode ser uma aluna que veio por meio de intercâmbio.

Veja:

Crítica | Homem-Aranha: De Volta ao Lar é o filme ESPETACULAR que os fãs queriam (Nota: 9.0)

Crítica 2 | Homem-Aranha: De Volta ao Lar – É o filme do herói que você queria (Nota: 8.0)

Crítica 3 | A Forma da Água – O amor entre os diferentes

Um romance que evoca A Bela e a Fera no contexto de filmes de ficção/terror/filme de monstro como “O Monstro do Lago Negro”. Ou, como definiu minha esposa, “um filme cuti-cuti”. Ou, mais um conto de fadas para adultos de Guilhermo Del Toro.

Del Toro é dono de uma estética de apelo popular, o que lhe permite manter sua integridade estética com filmes que alcançam o grande público. Mas, é quando ele decide contar suas fábulas que ele consegue demonstrar toda a sua grandeza. Em A Forma da Água (The Shape os Water), mesmo não sendo seu maior trabalho – a despeito das muitas indicações – Del Toro irá nos narrar mais um desses seus contos.

Desta vez, Del Toro utiliza seu estilo para nos contar uma história de amor entre dois excluídos, em meio o clima seiscentista da guerra fria. Elisa Esposito (Sally Hawkins) é uma faxineira de uma instalação militar que abriga um monstro marinho (Doug Jones) capturado nos rios da Amazônia. A composição da narração e com as cenas que abrem o filme já deixa claro que o monstro será o sádico Richard Strickland (Michael Shannon). Será ele o principal antagonista do envolvimento amoroso de Elisa e a criatura aquática.

Sim, já vimos esse filme antes. O monstro que no fundo tem bom coração só não é um clichê absoluto porque a ideia do monstro como vilão é um clichê maior. Del Toro repisa o dilema da Bela e a Fera, uni novamente realidade e fantasia e consegue entregar um filme agradável e envolvente. Aqui a mistura de fantasia e realidade é o espaço para Del Toro (também roteirista) expor temas como discriminação, violência, condição da mulher, política e, entre tantos outros, principalmente o amor.

O diretor não alcança aqui a mesma profundidade temática obtida no soberbo O Labirinto do Fauno. A Forma da Água, em sua trama central, chega a ser simplório, o que pode justificar para alguns a acusação de ser um filme bobo disfarçado com adereços exageradamente cults. Embora eu consiga compreender esta acusação, o prazer que a narrativa deu para este crítico foi tão grande que o máximo de depreciativo que posso falar sobre a trama central é que ela é realmente simples – o que não é ruim, afinal, a grande arte não vive só de grandes plots. E nada é mais saboroso do que uma clássica história de amor bem contada.

E é isso que Del Toro faz. Ele envolve uma história clássica com elementos audiovisuais dos mais sofisticados. Com isso, ele consegue dar ao público uma experiência diferença em torno de uma história que já conhecemos. A música de Alexandre Desplat consegue produzir estranheza ao mesmo tempo que envolve o público. A cenografia mais do que fiel ao período histórico é fiel com a imagem que o cinema criou sobre os laboratórios secretos.

A fotografia de Dan Laustsen é um ponto alto do filme: a luminosidade entre o verde e o azul passa uma faz com que a protagonista esteja constantemente envolvida por um certa umidade. Laustsen também certa quando, ao focar na família de Richard Strickland trocar a fotografia para corres mais secas, que remetem à areia de praia. Há um momento especialmente interessante, quando Strickland está em casa, sentado no sofá. Da cintura para baixo, a luz é esse “amarelo areia”; da cintura para cima, a sombra que o certa tem tons azulados, expondo que o personagem tem apenas o mostro marinho dominando seus pensamentos.

Mesmo que tecnicamente beire a perfeição (por isso forte candidato a levar muitos prêmios nesta noite), A forma da Água tem defeitos que realmente tirar sua força. Ao costurar vários temas, a narrativa acaba sendo superficial na abordagem de muitos deles. Tanto que seria mais correto eu falar que o filme toca ao invés de aborda certos temas. O melhor exemplo é os problemas envolvendo os desenhos de Giles (Richard Jenkins) – algo totalmente desarticulado com o resto da trama. E, por mais que Del Toro envolva seu trabalho com tais elementos diferentes, o andamento da história é bastante previsível – o público não se surpreende com o desenrolar dos fatos, nós sabemos exatamente o que esperar do filme.

A forma da Água é um filme envolvente com uma história de amor capaz de aquecer os corações. Tem um espero plástico impressionante e ótimas atuações, sendo a atuação de Sally Hawkins aquela que realmente irá marcar o público – ela matou a pau a missão de interpretar uma muda. Mesmo assim, o filme não é tão grandioso quanto os eu número de indicações ao Oscar pode dar a entender.

E aí, o que achou de A forma da Água? Também achou a atuação de Sally Hawkins excelente? Achou o filme parecido com Splash – Uma Sereia Em Minha Vida? Vamos, comente, compartilhe e não deixe de curtir nossas redes sociais:

Nossa página oficial no Facebook

Página oficial do CinePOP no Facebook

Canal do CinePOP no YouTube

Prelúdio de ‘Vingadores: Guerra Infinita’ indica retorno de um famoso vilão [SPOILER]

Como de costume, a Marvel Studios lança prelúdios de seus filmes em quadrinhos e a HQ que serve de prólogo de ‘Guerra Civil’ e prelúdio de ‘Guerra Infinita’ pode ter revelado que um certo vilão estaria vivo.

[CUIDADO COM SPOILERS]

O personagem em questão seria o vilão Caveira Vermelha, que vemos morrer durante uma luta com o Capitão América em ‘O Primeiro Vingador’, porém essa nova HQ mostra que, na verdade, o vilão pode ter sido teletransportado pelo Tesseract para outra dimensão, expressado pela onomatopeia de “foosh”. Confira:

Será que a Marvel ainda tem planos para o vilão no MCU? Só nos resta esperar. Vingadores: Guerra Infinita chega aos cinemas em 26 de abril.

Marvel Studios confirma SEIS novos filmes entre 2021 e 2022; Vem ver!

Homem-Aranha | Do Pior ao Melhor

Seis filmes, três atores, três diretores, dois estúdios e uma participação especial. Essa é a trajetória do maior herói da editora Marvel no cinema. O Homem-Aranha é a estrela da casa, seu personagem mais popular e símbolo. Mas sua estrada rumo ao estrelato não foi simples. Na verdade, ainda não é, levando em conta que os maiores desafios do herói não são o Duende Verde ou o Abutre, mas sim superar suas produções cinematográficas menos agradáveis.

Pensando nisso e aproveitando o lançamento em Home Video de Homem-Aranha: De Volta ao Lar, novo filme do aracnídeo e o primeiro com o selo Marvel / Disney, resolvemos listar – do pior ao melhor – os seis filmes protagonizados pelo jovem lançador de teias (não levamos em conta a participação do personagem em Capitão América: Guerra Civil). Confira abaixo e como sempre, comente dizendo a sua ordem de preferência.

Confirma nossa crítica de Homem-Aranha: De Volta ao Lar

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (2014)

Quase tudo está errado aqui, inclusive o subtítulo nacional, que cismou em dar cartaz para o vilão mais esquecível da franquia. Nem tudo está perdido, no entanto, e existem sim algumas coisas legais na produção. Porém, ao contrário da primeira investida de Andrew Garfield num filme do herói, cujo maior pecado é não possuir personalidade alguma, este filme opta por algumas escolhas bem equivocadas. A pior delas é a extrema caricatura de todos os seus vilões.

Pobre Jamie Foxx, o vencedor do Oscar precisou ver seu papel reduzido a um cartoon tão bidimensional quanto os antagonistas de Batman Eternamente (1995). O que falar de Paul Giamatti e Dane DeHaan, como Rino e o Duende Verde, então. Fora isso, Felicity Jones e Shaielene Woodley nunca veriam suas Felicia Hardy (a Gata Negra) e Mary Jane Watson de fato concretizadas. Esse é o maior pecado do filme, abarrotar a produção de personagens para eventuais continuações, que nunca viriam.

Homem-Aranha: Andrew Garfield.
Diretor: Marc Webb.
Vilões: Electro, Rino, Duende Verde.
Elenco: Emma Stone, Jamie Foxx, Dane DeHaan, Felicity Jones, Paul Giamatti, Sally Field.

O Espetacular Homem-Aranha (2012)

Quando a Sony optou pelo reboot da franquia ao invés da continuação Homem-Aranha 4, a maioria dos fãs chiaram, reclamando que era cedo demais. Realmente, dez anos depois da comoção que foi a estreia do personagem nas telonas, ganhávamos uma refilmagem. O caso deve servir de estudo para produtores lembrarem sempre o que não fazer em suas franquias cinematográficas. Além disso, Andrew Garfield, o novo ator escolhido para o papel, apesar de bastante empenhado e apaixonado pelo personagem, era envolto num novo arco do herói, mais voltado para os novos fãs e fora do cânone.

Aqui, Peter Parker era um skatista descolado, que cometia bullying e não o sofria, e sua maior motivação era a busca pelos segredos dos pais. O diretor Marc Webb vinha do quintessencial filme sobre relacionamento 500 Dias Com Ela, e era o nome certo para o projeto. O fato, porém, não o ajudou tanto na relação de Peter com Gwen Staci (Emma Stone). Na verdade, essa reimaginação tem como calcanhar de Aquiles a qualidade extremamente esquecível, sem grandes cenas de ação, vilões marcantes ou um romance intenso como nos primeiros filmes. Tudo é muito blasé, e esse poderia ser qualquer filme, de qualquer herói.

Homem-Aranha: Andrew Garfield.
Diretor: Marc Webb.
Vilão: Lagarto.
Elenco: Emma Stone, Rhys Ifans, Denis Leary, Martin Sheen, Sally Field.

Assista nossa crítica em vídeo (Sem Spoilers) de Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Homem-Aranha 3 (2007)

Depois dos muito bem sucedidos primeiros filmes do herói, um impasse entre o diretor Sam Raimi e o produtor Avi Arad – o homem da Marvel no cinema então – ocorreu, sobre que caminho o terceiro longa do personagem deveria seguir. Inicialmente, Raimi desejava ter o Abutre como vilão – antagonista que finalmente dá as caras no novo De Volta ao Lar. Já Arad, com a finalidade de agradar os fãs mais jovens do herói, não via a hora de encaixar Venon, inimigo popstar do Aranha, que de tanto sucesso ganhou seus spin off na forma de histórias em quadrinhos próprias.

Raimi declaradamente não é fã do personagem, e deixou isso bem claro quando precisou concretizá-lo, a contragosto, em seu filme. Sabe a síndrome de O Espetacular Homem-Aranha 2 citada acima, com muitos personagens, muitas subtramas, sem que todos ganhem a atenção devida, pois bem, não era novidade e pode-se dizer que começou aqui para o personagem. Se ao menos tivessem olhado para o companheiro da editora rival, e aprendido com os mesmos erros de Batman & Robin (1997).

Homem-Aranha 3 recai na mesma categoria, sobressaindo apenas no fato de que existem elementos satisfatórios a serem tirados da obra, como a conturbada relação entre Peter e Mary Jane, e todo o arco do vilão principal, o Homem Areia, papel do indicado ao Oscar Thomas Haden Church, assim como todas as possibilidades estéticas criadas com o personagem.  O desfecho deixava a porta aberta para uma conclusão que nunca viria. Ps. Quem pode esquecer o Peter Emo e sua dança da vergonha alheia.

Homem-Aranha: Tobey Maguire.
Diretor: Sam Raimi.
Vilões: Homem Areia, Venom, Duende Verde.
Elenco: Kirsten Dunst, James Franco, Thomas Haden Church, Topher Grace, Bryce Dallas Howard, Rosemary Harris, JK Simmons, James Cromwell.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017)

Agora a lista começa a ficar boa de verdade. Por mais que existam elementos interessantes a serem tirados dos três filmes acima, é indiscutível que eles não podem ser usados como exemplos de boas produções do gênero, ou tampouco de bons exemplares contendo o herói. Já o recente Homem-Aranha: De Volta ao Lar não sofre desse mal e inicia uma nova fase para o personagem nas telonas. O que os fãs queriam e pediam finalmente se realizou, e com uma parceria megalômana entre os estúdios da Sony e Disney/Marvel, o amigo da vizinhança finalmente pôde ser incluído no universo cinematográfico da editora, ao lado de companheiros de como o Homem de Ferro e o Capitão América.

Fora isso, o filme de Jon Watts ganha por mostrar algo diferente do já apresentado nos outros filmes, o que inclui inclusive a mudança de localidade da ação, de Manhattan para o Queens. Tom Holland exala carisma na pele do Peter Parker mais jovem até o momento e Michael Keaton, reinventado, dá peso ao vilão, como poucos no acervo do MCU. Existe também grande homenagem aos filmes adolescentes de colégio, inspirados pelo papa do gênero, John Hughes.

Com diversas atualizações para a geração atual, como um uniforme extremamente tecnológico, alunos de diversas etnias respeitando a tão sonhada representatividade e a inclusão do herói na era das mídias sociais, o novo Homem-Aranha é mais do que nunca sinal dos novos tempos. Apesar de todos esses acertos e elogios, nenhum filme do herói respeitou tanto o cânone do personagem quanto as primeiras posições da lista.

Homem-Aranha: Tom Holland.
Diretor: Jon Watts.
Vilões: Abutre, Shocker.
Elenco: Michael Keaton, Robert Downey Jr., Marisa Tomei, Jon Favreau, Gwyneth Paltrow, Zendaya, Laura Harrier.

Assista nossa crítica em vídeo (Com Spoilers) de Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Homem-Aranha (2002)

Se O Espetacular Homem-Aranha e De Volta ao Lar são reflexos de seu tempo, modernizando o herói para o público de hoje, o primeiro filme do personagem no cinema veio no caminho oposto, quase voltando no tempo para a década de 1960, quando o personagem foi criado. Mesmo passado no tempo presente, no caso em 2002, o primeiro filme do Homem-Aranha, de Sam Raimi, é dono de uma enorme sensação nostálgica, como uma volta ao passado de sentimentos, comportamentos, relações humanas e tudo o que rodeia o protagonista.

É como se os anos 1960 fossem modernizados apenas em sua estética. Até na tecnologia o longa de Raimi não investe tanto. Fora isso, temos caracterizações assombrosas, soando como cópias carbono, de carne e osso, de suas contrapartes de papel, vide JK Simmons como JJ Jameson, e Rosemary Harris como a tia May. Willem Dafoe é outro que rouba a cena na pele de Norman Osborn, deixando orgulhoso outro Norman do cinema, o Bates, com sua caracterização mais intensa do que esperaríamos encontrar em um filme do gênero, ainda mais na época, ao retratar um personagem que sofre de personalidade dividida.

Embora existam algumas reclamações, mesmo que mínimas, como o tom cartunesco das cenas de ação e efeitos, temos que lembrar acima de tudo que Homem-Aranha (2002) foi o alicerce para o que temos hoje no gênero cinema de super-heróis e que sem ele, muitos veículos não existiriam.

Homem-Aranha: Tobey Maguire.
Diretor: Sam Saimi.
Vilão: Duende Verde.
Elenco: Willem Dafoe, Kirsten Dunst, James Franco, Cliff Robertson, Rosemary Harris, JK Simmons.

Homem-Aranha 2 (2004)

Com todas as qualidades e méritos que Homem-Aranha (2002) possui, Raimi foi além e superou sua primeira incursão num filme declaradamente de super-herói, e um muito famoso. A continuação orquestrada pelo cineasta entra para o hall dos filmes do gênero que sobressaíram seus predecessores. O que ocorre na maioria dos casos assim é que na primeira investida o diretor talentoso quer apenas satisfazer os executivos do estúdio, não dar mancada, e entregar um sucesso retumbante.

Feito tudo isso, geralmente os produtores lhe garantem mais autonomia na segunda investida, um orçamento mais largo, onde podem correr com a criatividade mais solta. Foi assim com Tim Burton em Batman – O Retorno (1992) e foi assim com Bryan Singer em X-Men 2 (2003). No roteiro, os conflitos do personagem aumentavam, já estabelecido como o herói justiceiro mascarado, ele precisava equilibrar sua dupla personalidade e sua dupla jornada, apresentando os dilemas que sempre fizeram do personagem, único. Contas atrasadas, trabalhos devidos na faculdade, problemas românticos, tia idosa.

Outro grande embate surgia com o melhor amigo Harry (James Franco), que acusava o herói de ter matado seu pai. Todo o drama envolvendo esta situação é de primeira. O vilão, interpretado de forma entusiasmada por Alfred Molina, igualmente possuía suas questões, se afastando ao máximo de caricaturas bidimensionais, geralmente encontradas em tais produções. Se formos pensar na diferença de tais antagonistas para os filmes com Andrew Garfield, dá vontade de chorar. Não é por menos que Homem-Aranha 2 é tido como uma das melhores adaptações de quadrinhos para o cinema de todos os tempos.

Homem-Aranha: Tobey Maguire.
Diretor: Sam Raimi.
Vilão: Dr. Octopus.
Elenco: Kirsten Dunst, James Franco, Alfred Molina, Rosemary Harris, JK Simmons, Dylan Baker.

Seis atores que são grandes perdedores do Oscar

Conheça os atores que mais ganharam indicação ao Oscar, mas nunca conseguiram vencer o prêmio.

Confira a lista abaixo:

Michelle Williams

Considerada uma das melhores atrizes de sua geração, Michelle Williams já concorreu à maior premiação do cinema quatro vezes. Em duas ocasiões como coadjuvante, pelo seu trabalho em ‘O Segredo de Brokeback Mountain’ (2005) e ‘Manchester à BeiraMar’ (2016). Suas outras duas indicações são como protagonista nos filmes ‘Namorados para Sempre’ (2010) e ‘Sete dias com Marilyn’.

Ed Harris

Com uma filmografia bastante diversificada, Ed Harris se mostra um ator versátil e a prova disso são suas quatro nomeações. Três são como coadjuvante, por seu desempenho em ‘Apollo 13’ (1995), ‘O Show de Truman‘ (1998) e ‘As Horas’ (2002). Com ‘Pollock’ (2000), ele foi nomeado a melhor ator principal.

Annette Bening

Premiadíssima, ela já tem em sua casa estatuetas do SAG Awards, Globo de Ouro e BAFTA Awards, faltando para atriz apenas o prêmio mais desejado de qualquer profissional de Hollywood, o Oscar. Annette Bening já foi nomeada quatro vezes pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Uma vez como Atriz Coadjuvante, por ‘Os Imorais’ (1990) e três vezes como Atriz Principal, por ‘Beleza Americana’ (1999), ‘Adorável Júlia’ (2004) e ‘Minhas Mães e Meu Pai’ (2010).

Amy Adams

Uma atriz que sabe escolher seus trabalhos e é extremamente competente. Em menos de 10 anos (2006 a 2014), Amy disputou o Oscar cinco vezes. Quatro delas como coadjuvante, nos filmes ‘Retratos de Família’ (2005), ‘Dúvida’ (2008), ‘O Vencedor’ (2010) e ‘O Mestre’ (2012). Já sua quinta indicação veio como atriz principal, por seu trabalho em ‘Trapaça’ (2013).

Glenn Close

É difícil acreditar que uma atriz com tanto prestigio, não tenha uma estatueta de um homenzinho dourado em sua estante. Glenn Close já nos presenteou com interpretações marcantes no cinema, mas nunca levou um Oscar para casa. Derrotada seis vezes, três por suas performances como coadjuvante, nos filmes ‘O Mundo Segundo Garp’ (1982), ‘O Reencontro’ (1983) e ‘Um Homem Fora de Série’ (1984). E outras três vezes como atriz principal, por ‘Atração Fatal’ (1987), ‘Ligações Perigosas’ (1988) e ‘Albert Nobbs’ (2011).

Richard Burton

O maior perdedor desta lista, Richard Burton nos deixou um grande legado no cinema. Ganhando sua primeira nomeação por ‘Eu Te Matarei, Querida’ (1952), como coadjuvante. Já as outras seis indicações vieram como ator principal, pelos filmes ‘O Manto Sagrado’ (1953), ‘Becket, o favorito do rei’ (1964), ‘O Espião Que Saiu do Frio’ (1965), ‘Quem Tem Medo de Virginia Woolf?’ (1966), ‘Ana dos mil dias’ (1969) e ‘Equus’ (1977).

Conheça os indicados ao Oscar 2018 

Indicados Oscar 2018 | As Surpresas e os Esnobados 

Peter O’Toole foi indicado aos Prêmios da Academia nove vezes – na categoria melhor ator – e nunca ganhou, mas foi vencedor do Oscar honorário pela sua obra.

Os 12 Atores Mais Indicados ao Oscar

Em 2018, a musa Meryl Streep bateu o próprio recorde com 21 indicações ao Oscar, se tornando um dos assuntos mais comentados desta época de premiações. Porém, existem outros abaixo da Deusa e aqui iremos apresentá-los nesta matéria. Então, comente os seus favoritos e diga se esquecemos algum.

12. Peter O´Toole

Muito se fala nos injustiçados Leonardo DiCaprio (que finalmente levou no ano passado) e Amy Adams (a bola da vez). No entanto, eles não foram os primeiros esquecidos constantemente pela Academia. Peter O´Toole, lendário ator britânico, falecido em 2013 aos 81 anos, e mais conhecido como o protagonista de Lawrence da Arábia (1962), pode ser considerado o maior injustiçado pelo Oscar de todos os tempos. Isso porque o ator teve nada menos do que 8 indicações ao Oscar e nenhuma vitória. Triste.

O´Toole foi indicado por Lawrence da Arábia (1963), Becket, o Favorito do Rei (1965), O Leão no Inverno (1969) – se tornando o segundo ator da história, após Bing Crosby, a ser indicado por interpretar o mesmo papel que já havia feito (o mesmo de Becket) – Adeus, Mr. Chips (1970), A Classe Governante (1973), O Substituto (1981), Um Cara Muito Baratinado (1983) e Venus (2007). Para não dizer que o ator saiu totalmente de mãos abandando, a Academia o presenteou com um Oscar honorário pela carreira em 2003.

11. Geraldine Page

Outra lendária estrela chega na lista, esta da era de ouro de Hollywood. Page faleceu jovem, aos 62 anos, em 1987. Assim como Peter O´Toole, a atriz foi indicada 8 vezes ao prêmio máximo do cinema. A diferença é que Page levou finalmente um Oscar tardio, em sua última indicação na carreira, por Regresso para Bountiful (1986). Para termos uma ideia, a primeira indicação de Page foi em 1954, e o reconhecimento só viria décadas mais tarde.

Page foi indicada por Caminhos Ásperos (1954) – faroeste no qual contracenava com John WayneO Anjo de Pedra (1962), Doce Pássaro da Juventude (1963), Agora Você é um Homem (1967), Reencontro do Amor (1973), Interiores (1979) – primeiro filme dramático do diretor Woody Allen, e um dos melhores, particularmente – Nos Calcanhares da Máfia (1985) e a vitória por O Regresso para Bountiful (1986).

10. Al Pacino

Alfredo James Pacino é considerado por muitos um dos maiores atroes vivos. Pacino é também um dos maiores injustiçados pela Academia e até brincadeira com o fato já fez no horrendo Cada um Tem a Gêmea que Merece (2011), com Adam Sandler, na melhor cena do filme. Pacino também pode ser considerado a versão masculina de Geraldine Page, já que tem exatamente 8 indicações ao Oscar e apenas uma vitória. Então, você pergunta: que machismo é esse? Por que Pacino vem antes? O motivo é simples, caro leitor. Pacino ainda está vivo, suas últimas indicações (sim, foram duas) são mais recentes, e o monstro sagrado ainda possui, mesmo que distantes, chances de novas lembranças ao prêmio máximo.

Pacino foi indicado por O Poderoso Chefão (1973) – o ator não compareceu à cerimônia por acreditar que houve fraude em sua indicação como coadjuvante, já que seu tempo de cena era maior que o do colega Marlon Brando, vitorioso na categoria de ator principal – Serpico (1974), O Poderoso Chefão – Parte 2 (1975) – Pacino se tornou o terceiro ator da história a receber indicação por interpretar o mesmo papel, depois de Bing Crosby e Peter O´TooleUm Dia de Cão (1976), Justiça para Todos (1980), Dick Tracy (1991), O Sucesso a Qualquer Preço (1993) e a vitória por Perfume de Mulher (1993) – Pacino foi indicado para ator principal e coadjuvante no mesmo ano, vencendo na primeira categoria.

9. Jack Lemmon

Além de icônico, o saudoso Jack Lemmon carrega a estigma de ser um dos atores mais amáveis e carismáticos da história do cinema. Lemmon, que tem no currículo a comédia cultuada Quanto Mais Quente Melhor (1959), tida como a melhor de todos os tempos por muitos especialistas, foi indicado 8 vezes ao Oscar e levou em duas ocasiões o careca dourado para casa. O ator faleceu em 2001, aos 76 anos. Uma curiosidade é que logo em sua primeira indicação, em 1956, por Mister Roberts, o ator papou a estatueta na categoria de coadjuvante.

Lemmon foi indicado por Mister Roberts (1956) – o qual logo de cara levou para casa – Quanto Mais Quente Melhor (1960), Se Meu Apartamento Falasse (1961), Vício Maldito (1963), Sonhos do Passado (1974) – sua segunda vitória, agora como ator principal – A Síndrome da China (1980), Tributo (1981) e Desaparecido – Um Grande Mistério (1983).

8. Marlon Brando

A lenda do cinema Marlon Brando foi também um dos astros mais polêmicos e problemáticos da história. O recente documentário A Verdade Sobre Marlon Brando (2015) joga uma luz sobre o que foi a vida e carreira deste marco da sétima arte. No entanto, não aborda o tema controverso envolvendo o ator e as filmagens de Último Tango em Paris (1974). Seja com for, Brando tem o mesmo número de indicações de Jack Lemmon, e aqui entrará em jogo a tal lógica novamente. Brando teve sua última indicação em 1990, ou seja, mais recente que a última de Lemmon em 1983. O ator faleceu em 2004, aos 80 anos.

Brando foi indicado logo em seu início de carreira, por um de seus primeiros trabalhos de destaque, o drama Uma Rua Chamada Pecado (1952). Depois vieram Viva Zapata! (1953), Júlio César (1954), Sindicato de Ladrões (1955) – sua primeira vitória – Sayonara (1958), O Poderoso Chefão (1973) – sua segunda vitória – Último Tango em Paris (1975) e Assassinato Sob Custódia (1990).

7. Paul Newman

Se existiu um ator que pode destronar Marlon Brando como o maior astro do cinema, este ator é Paul Newman. Ao contrário da má reputação de Brando, Newman fez mais o estilo bom moço, e permaneceu casado com a atriz Joanne Woodward desde 1958 até sua morte, por exemplo. Newman foi indicado 9 vezes ao Oscar, porém, só venceu uma vez. O ator faleceu em 2008, aos 83 anos. Seu último trabalho para o cinema, o filme de máfia Estrada para Perdição (2002), de Sam Mendes, foi também sua última indicação ao Oscar. Pode-se dizer que sua despedida foi com chave de ouro.

Newman foi indicado por Gata em Teto de Zinco Quente (1959), Desafio à Corrupção (1962), O Indomado (1964), Rebeldia Indomável (1968), Rachel, Rachel (1969), Ausência de Malícia (1982), O Veredito (1983), A Cor do Dinheiro (1987) – dirigido por Martin Scorsese, Newman finalmente levou o prêmio para casa, se tornando também o quarto ator da história a ser indicado pelo mesmo personagem em um novo filme, após Bing Crosby, Peter O ´Toole e Al Pacino (Newman havia interpretado Fast Eddie Felson em Desafio à Corrupção) – O Indomável: Assim é Minha Vida (1995) e Estrada para Perdição (2003). Além do único Oscar de atuação, o ator levou um Oscar honorário em 1986, no ano anterior à sua vitória, e um Oscar humanitário em 1994.

6. Spencer Tracy

Outra lenda do cinema, Spencer Tracy foi por muito tempo lembrado como o único ator da história a levar o Oscar por dois anos consecutivos. Nesta seletíssima lista está o celebrado Tom Hanks, que venceu por Filadélfia (1994) e Forrest Gump: O Contador de Histórias (1995). Tracy faleceu aos 67 anos, em 1967, quando muitos de nós, ou a maioria, incluindo o que vos fala, nem sonhava em nascer. O ator foi indicado 9 vezes ao Oscar e saiu com a estatueta em duas ocasiões.

Tracy foi indicado por A Cidade do Pecado (1937), Marujo Intrépido (1938) – primeira vitória no Oscar – Com os Braços Abertos (1939) – se tornando o primeiro da história a vencer dois anos consecutivos – O Papai da Noiva (1951) – refilmado em 1995 com Steve MartinConspiração do Silêncio (1956), O Velho e o Mar (1959), O Vento Será Tua Herança (1961), Julgamento em Nuremberg (1962) e Adivinhe Quem Vem Para Jantar (1968) – indicação póstuma.

5. Laurence Olivier

Postulando o título britânico de Sir, Laurence Olivier é considerado o maior ator inglês de todos os tempos. Sua fama e prestígio chegaram até os EUA, obviamente, onde este ator Shakespeariano quase se tornou Don Vito Corleone em O Poderoso Chefão, já que era a primeira opção da Paramount. Olivier obteve 10 indicações ao Oscar durante sua carreira, mas só saiu vitorioso uma única vez. O ator faleceu aos 82 anos, em 1989.

Olivier foi indicado por O Morro dos Ventos Uivantes (1940), Rebecca, a Mulher Inesquecível (1941), de Alfred HitchcockHenrique V (1945), Hamlet (1949) – como diretor e ator (vencendo pelo segundo) – Richard III (1956), Vida de Solteiro (1961), Othello (1966), Jogo Mortal (1973), Maratona da Morte (1977) e pelo terror Meninos do Brasil (1979). Laurence Olivier recebeu dois Oscar honorários em sua carreira. Um em 1947, por seus esforços como ator, diretor e produtor na adaptação de Henrique V, e o segundo em 1979, junto com sua última indicação ao Oscar.

4. Bette Davis

Já dizia a música de Kim Carnes: “she got Bette Davis Eyes”. Bem, só Bette Davis tinha tais olhos e também 10 indicações ao Oscar, com duas vitórias. Lendária e problemática, como uma boa estrela deve ser, antes da era dos reclamões, do mimimi e do politicamente correto, Davis dava uma “bica” como ninguém, que o diga sua maior rival Joan Crawford. A disputa emblemática das duas será tema da série Feud, que estreia este ano, e traz Susan Sarandon como Davis e Jessica Lange como Crawford. Davis faleceu aos 81 anos, em 1989.

Davis foi indicada por Escravos do Desejo (1935), Perigosa (1936) – a primeira vitória – Jezebel (1939) – a segunda vitória – Vitória Amarga (1940), A Carta (1941), Pérfida (1942), A Estranha Passageira (1943), Vaidosa (1945), A Malvada (1951), Lágrimas Amargas (1952) e O Que Aconteceu com Baby Jane? (1963) – que serviu de palco para o embate entre as lendas Davis e Crawford. Uma curiosidade é que o diretor Steven Spielberg por duas vezes comprou de volta os Oscar de Davis, vendidos em leilões e os entregou para a Academia, como forma de preservá-los e evitar este tipo de comércio. O Oscar de Perigosa, o segundo a ser comprado pelo diretor em menos de um ano (Spielberg comprou o de Jezebel em 2001 e este em 2002), havia sido vendido ao público como parte do acervo do restaurante Planet Hollwood, de Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger, para evitar a falência.

3. Jack Nicholson

O monstro vive e está de volta! Depois de boatos sobre sua situação de saúde e de uma possível aposentadoria, chega a excelente notícia que Jack Nicholson vai voltar a atuar após um hiato de quase dez anos – seu último papel foi no filme Como Você Sabe (2010), de James L. Brooks, no qual interpretava o pai de Paul Rudd. Nicholson é um dos veteranos mais elogiados ainda em atividade e tem o mesmo número de prêmios em casa que a insuperável Meryl Streep, para termos uma ideia. O número de indicações, no entanto, é bem abaixo. O ator tem 12 indicações ao Oscar e três vitórias.

Nicholson foi indicado por Sem Destino (1970), Cada um Vive como Quer (1971), A Última Missão (1974), Chinatown (1975), Um Estanho no Ninho (1976) – a primeira vitória – Reds (1982), Laços de Ternura (1984) – a segunda vitória – A Honra do Poderoso Prizzi (1986), Ironweed (1988), Questão de Honra (1993), Melhor é Impossível (1998) – a terceira vitória – e As Confissões de Schmidt (2003) – a última indicação até o momento.

2. Katharine Hepburn

Existe uma grande desigualdade profissional ainda nos dias de hoje, em relação a homens e mulheres. Na Hollywood atual, paradigmas precisam ser quebrados todos os dias. Provando que o talento transcende gêneros, no topo da lista temos duas mulheres. A segunda é a força da natureza conhecida como Katharine Hepburn, que reinou na era de ouro do cinema americano, muito como Meryl Streep faz hoje. Hepburn, falecida em 2003, aos 96 anos, foi indicada para nada menos que 12 Oscar, vencendo quatro. Se formos pensar, seu custo benefício é melhor do que o da própria Meryl.

Hepburn foi indicada por Manhã de Glória (1934) – e logo de cara, em sua primeira indicação, levou o Oscar – A Mulher que Soube Amar (1936), Núpcias de Escândalo (1941), A Mulher do Dia (1943), Uma Aventura a África (1952), Quando o Coração Floresce (1956), Lágrimas do Céu (1957), De Repente, No Último Verão (1960), Longa Jornada Noite Adentro (1963), Adivinhe Quem Vem para Jantar (1968) – sua segunda vitória – O Leão no Inverno (1969) – a terceira vitória – e Num Lago Dourado (1982) – a última vitória. Algumas curiosidades sobre a lendária atriz: ao vencer seu terceiro Oscar como protagonista (todos os quatro prêmios de Hepburn são como atriz principal), se tornou a terceira artista da história a vencer Oscar consecutivos e a primeira a ter 3 prêmios como protagonista (que virariam quatro). Outra curiosidade é que o Oscar de 1969 trouxe duas atrizes vitoriosas na categoria principal, além de Hepburn, Barbra Streisand por Funny Girl: A Garota Genial.

1. Meryl Streep

E você achava que seria outra? Um dos tópicos mais comentados da edição do Oscar 2018 foi a vigésima primeira indicação da entidade conhecida como Meryl Streep, que veio nos brindar, meros mortais, com sua presença direto do olimpo cinematográfico. Pobre daqueles que não viveram nesta geração e não puderam conferir de perto tamanho talento. Streep é a recordista absoluta de indicações na história da Academia. Para termos uma ideia, Katharine Hepburn, a segunda colocada, já falecida, tem 12 indicações. Streep também é a terceira artista ainda viva a figurar nesta lista – ao lado dos monstros Al Pacino e Jack Nicholson. Com esta vigésima primeira atuação, Streep apenas figura entre as indicadas, sem chance real de levar para casa a quarta estatueta por The Post – Guerra Secreta.

Steep foi indicada por O Franco Atirador (1979), Kramer Vs. Kramer (1980) – sua primeira vitória – A Mulher do Tenente Francês (1982), A Escolha de Sofia (1983) – sua segunda vitória – Silkwood: O Retrato de uma Coragem (1984), Entre Dois Amores (1986), Ironweed (1988), Um Grito no Escuro (1989), Lembranças de Hollywood (1991), As Pontes de Madison (1996), Um Amor Verdadeiro (1999), Música do Coração (2000), Adaptação (2003), O Diabo Veste Prada (2007), Dúvida (2009), Julie & Julia (2010), A Dama de Ferro (2012) – terceira e última vitória até o momento – Álbum de Família (2014), Caminhos da Floresta (2015), Florence: Quem é Essa Mulher? (2017) e  The Post – Guerra Secreta (2018).

10 Filmes Recentes e Obscuros do Lendário Nicolas Cage

Cage. Nicolas Cage. Motivo de deboche para a geração atual devido a escolhas excêntricas de atuações e filmes, o veterano Nicolas Cage tem uma longa carreira, datando do início da década de 1980 e, inclusive, uma estatueta do Oscar de melhor ator – sim, acreditem amiguinhos – pelo filme Despedida em Las Vegas (1995).

Nascido Nicolas Coppola, sobrinho do famoso cineasta Francis Ford Coppola, e primo de Sofia, Nic decidiu que sua carreira seria por merecimento, e então se afastou de qualquer vantagem que o sobrenome famoso pudesse lhe oferecer, ao menos na frente das câmeras. Assim optou pelo sobrenome de um herói de quadrinhos (o ator é um aficionado), Luke Cage, e uma lenda surgia. Mas para quem acha que as bizarrices são de agora, precisa estudar melhor a filmografia do astro, e conhecer obras como Arizona Nunca Mais (1987), Feitiço da Lua (1987), Um Estranho Vampiro (1988) e Coração Selvagem (1990).

Vale dizer também que depois do Oscar, Cage se tornou um astro, estrelando algumas das superproduções mais elogiadas e rentáveis da época, vide A Rocha (1996), A Outra Face (1997) e Con Air – A Rota da Fuga (1997). Além disso, o ator viria a ser indicado ao Oscar novamente, por Adaptação (2002) – outro filme que seus fãs deveriam procurar. O icônico ator-personagem completou 54 anos de vida ontem, dia 8 de janeiro, e para homenagear esta grande figura – esperando e torcendo por uma volta por cima em sua carreira (que talvez nunca chegue), resolvemos listar para vocês os 10 filmes recentes de Nicolas Cage, lançados direto em vídeo no Brasil (e alguns que ainda nem chegaram), que talvez você não conheça. Então anote, nos diga quais já viu e o que achou.

Vingança ao Anoitecer
(Dying of the Light, 2014)

Escrito e dirigido por Paul Schrader (roteirista de Taxi Driver e Touro Indomável) – que voltaria a dirigir Cage em Cães Selvagens (2016) – o suspense dramático traz o ator grisalho na pele de agente da CIA torturado por terroristas, o que lhe causa uma doença terrível, decidindo ir atrás de seus captores. No elenco, o saudoso Anton Yelchin, falecido ainda jovem, e a francesa Irène Jacob.

Fator de Risco
(The Runner, 2015)

Depois de um Cage grisalho, ele aparece com os cabelos pintados de preto para viver um senador americano, combatendo um crime ambiental – baseado no acidente real do grande vazamento de petróleo (o mesmo apresentado no filme Horizonte Profundo, com Mark Wahlbeg) no Golfo do México, nos EUA. De idealista, sua imagem termina manchada devido a um escândalo sexual. No elenco do filme escrito e dirigido por Austin Stark (produtor do ótimo Sentimentos que Curam), estreando como diretor, temos Connie Nielsen (a Rainha Hippolyta, de Mulher Maravilha), a maravilhosa Sarah Paulson e o veterano Peter Fonda.

Regresso do Mal
(Pay the Ghost, 2015)

Nesta nova fase de sua carreira, na qual não nega sequer um papel – existem diversas brincadeiras sobre isso na internet – Cage faz de tudo, inclusive filmes de terror. É o caso com este mistério dramático, no qual ele interpreta um devoto pai de família que perde seu pequeno filho ao sair com ele numa noite para gostosuras ou travessuras no Halloween. Baseado no livro de Tim Lebbon, o filme é dirigido pelo prestigiado cineasta alemão Uli Edel, de obras como Eu, Christine F., 13 Anos, Drogada e Prostituída (1981), Noites Violentas no Brooklyn (1989) e O Grupo Baader Meinhof (2008). No elenco, Sarah Wayne Callies (a Lori Grimes de The Walking Dead) interpreta sua esposa.

A Sacada
(The Trust, 2016)

Com certeza você já viu o pôster deste filme no meme que simula a nova versão de Super Mario Bros., alterado em photoshop. Tudo porque aqui Cage porta um bigodon na pele de um policial que decide roubar um misterioso cofre de criminosos, ao lado de seu parceiro, vivido por Elijah Wood (o Frodo de Senhor dos Anéis). O filme é escrito e dirigido pelos irmãos Benjamin e Alex Brewer. Outro chamariz é a presença do lendário humorista Jerry Lewis (falecido ano passado), no papel de pai do personagem de Cage.

Homens de Coragem
(USS Indianapolis: Men of Courage, 2016)

Dá pra ver que Cage tem feito de tudo ultimamente. Bem, e o que ainda não entrou na lista? Que tal um drama de Guerra. Aceito. Dirigido por Mario Van Peebles, ator e cineasta, filho do icônico diretor Melvin Van Peebles, que tem no currículo ao menos uma obra-prima, justamente a homenagem que fez ao pai em O Retorno de Sweetback (2003). Na trama, durante a Segunda Guerra Mundial, um encouraçado da marinha dos EUA é afundado por um submarino japonês, deixando 300 homens no mar, à deriva em águas infestadas de tubarões. No elenco, além de Cage, que vive o Capitão, temos Tom Sizemore e Thomas Janes, atores do time C de Hollywood com muito orgulho.

Army of One (2016)

Algumas das ideias destes filmes parecem saídas diretamente dos mais alucinados sonhos, ou quem sabe pesadelos. Imagine isto: Nicolas Cage barbudo, sentando num jegue, saindo em missão de eliminar Osama Bin Laden. Pois bem, agora acorde, e você tem Army of One. O pior, é baseado numa história real, o que faz do longa uma biografia. Ao menos não se leva a sério e é tanto uma comédia também. Ah, tem mais. Sua missão é dada através de um encontro com Deus, sim, ele mesmo, personificado aqui pelo humorista britânico Russell Brand, cuja estrela também já decaiu. O roteiro é de Rajiv Joseph (da série Nurse Jackie) e Scott Rothman (do ótimo A Grande Escolha, com Kevin Costner), e a direção é de Larry Charles (produtor da comédia Seinfeld).

Arsenal (2017)

Talvez nenhum outro filme da lista traga um Cage tão insano quanto aqui. Você já deve ter visto o ator personificado como o mafioso Eddie King (sim, aqui ele é o vilão), com seu cabelinho que lembra Anton Chigurh (Javier Bardem) de Onde os Fracos Não Tem Vez (2007), e prótese no nariz. A imagem é perturbadora, mas como se não bastasse, ainda temos Cage tomado na doidera extrema que permeou seu início de carreira – pense em Um Estranho Vampiro. Na trama, JP (Adrian Grenier) precisar ajudar o irmão mais velho, agora um traficante de drogas, papel de Johnathon Schaech, a se livrar de uma dívida com um mafioso – papel de Cage. No filme temos ainda a presença de outro ator em baixa, John Cusack, vivendo um policial. O filme é dirigido por Steven C. Miller, do vindouro Rota de Fuga 2, com Sylvester Stallone.

Uma História de Vingança
(Vengeance: A Love Story, 2017)

Em uma época de combate ao abuso contra mulheres, chega o novo filme de Nicolas Cage, cuja temática é exatamente esta. Uma jovem mãe sai para se divertir à noite numa festa na praia com sua filha pequena, e é atacada por homens que a estupram e deixam para morrer. Mistura de Acusados (1988) e Tempo de Matar (1996), os responsáveis são presos pelo detetive vivido por Cage e inocentados pela justiça. Indignado com a situação, e sabendo da culpa dos marginais, o protagonista decide agir por conta própria. O filme traz Don Johnson (veterano da série Miami Vice) na pele do desprezível advogado que solta os criminosos, e Deborah Kara Unger (Crash – Estranhos Prazeres). Uma História de Vingança é baseado no livro da autora Joyce Carol Oates, e dirigido por Johnny Martin, de Hangman, novo e execrado filme de Al Pacino.

Inconceivable (2017)

Bem, Cage já interpretou quase todos os tipos de papeis nesta nova fase da vida, mas aqui neste clone de A Mão que Balança o Berço (1992) é suprida a falta do coroa seduzido pela gatinha. No filme ele vive um feliz pai de família, casado com a personagem de Gina Gershon (Showgirls). Até a chegada da nova babá, com idade para ser sua filha, papel de Nicky Whelan – com quem Cage já havia dividido a tela em O Apocalipse (2014). A jovem psicótica não irá descansar enquanto não pegar para si a família da personagem de Gershon, incluindo o maridão Cage. Aaaah, Cage, seu fanfarrão. O elenco conta ainda com a veteraníssima Faye Dunaway. A direção é do estreante Jonathan Baker.

The Humanity Bureau (2017)

Que tal uma ficção científica agora? Sabemos que Cage é bom com elas, é só olhar para O Vidente (2007). Só que não. Aqui, a história se passa no ano de 2030, onde num futuro distópico o mundo se encontra num estado permanente de resseção econômica. Além disso, os problemas ambientais também chegaram ao seu ápice devido ao aquecimento global. Estão vendo amigos, quem disse que Nicolas Cage não sinônimo de crítica mundial também. Aqui ele contracena com a jovem Sarah Lind. O filme é dirigido por Rob W. King, seja lá quem ele for.

Bônus:

Mom and Dad (2017)

Escrito e dirigido pelo ótimo Brian Taylor (Adrenalina e Adrenalina 2), este filme de terror diferente traz Cage e Selma Blair (Segundas Intenções) como devotos pais de um casal de adolescentes. Durante um surto inexplicável, papais e mamães são tomados por uma histeria em massa que lhes faz agir de forma extremamente violenta em relação aos filhos. Mom and Dad fez parte do acervo do Festival de Toronto deste ano. Nossa colaboradora Letícia Alassë conseguiu assistir ao longa e garante, é divertidíssimo. A crítica sai em breve.

5 Vilões que gostaríamos de ver em ‘Pantera Negra 2’

Pantera Negra está rendendo muito dinheiro e publicidade positiva para a Marvel. Considerado por muitos como um marco na história dos filmes baseados em quadrinhos, uma sequência já está praticamente garantida. E como um dos maiores destaques do primeiro foi o vilão, o CinePop separou 5 malfeitores que podem pintar na continuação. Confiram:

 

Achebe:

Criado em janeiro de 1999, Achebe é um personagem interessantíssimo. Sua história é contada como lenda.

“Bob” era um fazendeiro de Ghudazan, que abrigou rebeldes em sua propriedade. Em sua estadia, eles fizeram sexo com sua mulher, o esfaquearam 32 vezes e destruíram completamente sua fazenda. Ele só não morreu porque vendeu sua alma ao demônio Mephisto em seus últimos momentos. Em troca, ele se recuperou das facadas e ganhou o poder de manipular pessoas. Em sua vingança, ele esfaqueou 32 vezes todo mundo que sequer interagiu com sua esposa e destruiu seus lares.

Após estudar nos Estados Unidos, ele passou a trabalhar em conjunto com governos do mundo para criar guerras étnicas com seus poderes, incluindo a manipulação de refugiados.

Suas habilidades especiais são muito parecidas com as de Killgrave (David Tennant), de Jessica Jones. Porém, colocar um vilão que já manipulou a Rainha Ramonda, mãe de T’Challa, e ainda permite abordar a questão dos refugiados em tela seria incrível.

Com seu sorriso permanente no rosto e visual exótico e engraçado, o humorista Eddie Murphy cairia bem no papel e poderia ensaiar um novo retorno.

Kraven, O Caçador:

Sergei Kravinoff é um vilão do Homem-Aranha, mas tem tudo pra se encaixar de modo perfeito no universo do Pantera. Seu objetivo na vida é caçar as criaturas mais raras e exóticas do mundo, e isso gerou uma obsessão pela Aranha Humana de Nova York.

Essa cisma com o Cabeça de Teia chega ao seu ápice na saga “A Última Caçada de Kraven”, considerada um dos maiores clássicos da história do herói.

Seus poderes são reflexos e força sobre-humanas, manejo primoroso de armas brancas e de fogo, e ele ainda é um grande estrategista. Ele poderia aparecer em Wakanda caçando animais ou até mesmo o próprio Pantera Negra. Se tudo desse certo, ainda poderiam inserir a participação do Homem-Aranha ou dar a deixa para uma futura adaptação de “A Última Caçada de Kraven”.

De fato, o diretor Ryan Coogler disse em entrevista recente, que nos primeiros tratamentos do roteiro de Pantera Negra, Kraven estava na história. Coogler é um apaixonado por quadrinhos e pelo personagem, no entanto, a Marvel vetou seu pedindo, afirmando que o vilão não estava no acervo dos que ele poderia utilizar em seu filme.

Kraven é um personagem intenso, assim como o talentoso ator John Hawkes. Indicado ao Oscar por Inverno da Alma (2010) e ao Globo de Ouro por As Sessões (2012), Hawkes garante a atuação no papel. Seria o caso apenas da Marvel fazer sua mágica acontecer, e trancar o ator – dono de um tipo físico bem magro – numa academia para ganhar peso e músculos para o personagem.

Namor, o Príncipe Submarino:

Namor é, junto ao Tocha Humana, o “herói” mais antigo da Marvel. Porém, seu temperamento já fez dele vilão em diversas oportunidades. Ele é o Rei de Atlântida e sempre foi um personagem muito polêmico. Nutre uma relação de respeito com o Capitão América, mas já seduziu Sue Storm – a Mulher Invisível – quando ela era casada com Reed Richards, e tem uma rixa histórica com Wakanda, chegando até a inundar o país na saga Vingadores Vs X-Men.

As relações políticas entre as duas nações não é nada amistosa e centenas de vidas atlantes e wakandanas já foram perdidas por isso. Com [SPOILER] a abertura de Wakanda para o mundo, Atlântida poderia seguir o mesmo rumo [SPOILER] e trazer esse conflito à tona.

Namor tem super-força, invulnerabilidade, capacidade de voar, telepatia e manipulação marinha, fator de cura e absorve radiação. Até 2016, adicionar o Príncipe Submarino a uma produção da Marvel era impensável, pois os direitos do personagem estavam com a Universal. Hoje em dia, eles já podem usá-lo como bem entenderem.

Matthew McConaughey é um grande ator (tem um Oscar e a série True Detective para provar), adora tirar a camisa em seus filmes e não se deu muito bem ao interpretar um grande vilão de fantasia no cinema – cof cof A Torre Negra cof cof – então, esta seria a chance para o texano se redimir. Fora isso, McConaughey é um dos poucos atores da atualidade que ainda não se enveredaram por um filme de super-herói, embora fosse um alvo para o Capitão América no passado.

Homem Gorila, M’Baku:

M’Baku surpreendeu a muitos com sua adaptação em Pantera Negra. Ele deixou de ser o personagem unidimensional dos quadrinhos pra ganhar várias camadas no filme, funcionando até mesmo como anti-herói.

Porém, uma coisa que foi mantida de sua versão das HQs é seu culto ao tradicionalismo. Ele continua sendo contra o uso do vibranium para desenvolvimento tecnológico e demonstrou ter um exército forte o suficiente para dar conta das tropas Wakandanas. Como vocês sabem, [SPOILER] T’Challa abriu as fronteiras da nação [SPOILER], o que seria considerado desrespeito máximo às tradições antigas.

M’Baku poderia entrar num debate político/ideológico e confrontar as decisões do Pantera Negra, fazendo mais uma vez o desafio pelo Trono, ou até mesmo planejar um Golpe de Estado.

Assim como no filme original, M´Baku novamente seria interpretado pelo ator Winston Duke, que fez um excelente trabalho na pele do personagem.

Os Supremacistas:

Barricada, Capitão Flama, Drenox, Eléctrio, Víndice e Vortreker formam um grupo de supremacistas que pretendem instaurar o Apartheid de forma extrema no continente africano.

Cada membro possui um traje que proporciona poderes especiais, como super-força, soltar fogo, drenar energia vital, soltar raios, voar, faro aguçado e super-agilidade. Nada ameaçador para um protetor com traje de vibranium, mas bastante nocivo ao seu povo.

Seria interessante vê-los tentar implementar seu regime racista em Wakanda e esbarrarem no Pantera.

Esta deixaremos para vocês sugerirem quais atores deveriam interpretar os membros deste grupo de vilões. Então, comentem abaixo.

Qual outro vilão você quer enfrentando o Pantera Negra na continuação? Diga nos comentários!

Os Filmes Mais Esperados de Março 2018

Pois é, amiguinhos. O Oscar, a maior festa do cinema mundial, exibe sua edição 2018, a de número 90, neste domingo, 4 de março. No entanto, ainda estamos ganhando estreias de filmes indicados no início deste mês, bem na porta da cerimônia, como Projeto Flórida, indicado para melhor coadjuvante (Willem Dafoe). Bem, precisamos nos dar por satisfeitos, já que alguns outros, como Roman J. Israel Esq., filme que indicou Denzel Washington como melhor ator, sequer chegará a nossas salas antes da premiação, ou sequer de forma alguma, segundo dizem, já que o lançamento deve ser mesmo em vídeo por aqui.

Mas nem só do prestígio de prêmios vivem os meses no cinema, e as estreias sempre reservam aquelas superproduções voltadas ao entretenimento que tanto amamos. Em março a temporada dos blockbusters já começa – bem, com sucessos de bilheterias como Jumanji: Bem Vindo à Selva e Pantera Negra estreando em janeiro e fevereiro, há quem diga que ela nunca termina. Alguns dos lançamentos mais esperados do ano, como o novo Tomb Raider, Círculo de Fogo: A Revolta e Jogador Nº 1 já aportam nos cinemas. Então, pegue seu caderninho e vamos aos filmes mais aguardados do mês.

01/03

Operação Red Sparrow

Quando as primeiras imagens e sinopse deste thriller de espionagem protagonizado por Jennifer Lawrence começaram a pipocar na rede, os falatórios eram: “o novo Atômica”, “o filme da Viúva Negra nunca feito”, etc.. Bem, após ter assistido ao filme, é seguro dizer que a coisa passa bem longe dos julgamentos iniciais. De fato, Red Sparrow é um filme de espionagem mais tradicional, com muita intriga, trama complexa e pouca ação. Ah sim, temos J-Law ousando mais uma vez em cenas pra lá de quentes. Isso e a violência gráfica aumentam a censura do longa.

A Maldição da Casa Winchester

Essa é para os aficionados por uma história de fantasmas e casas assombradas. A Dama Oscarizada Helen Mirren vive a herdeira das armas Winchester, que realmente existiu e cuja casa era mesmo tida como amaldiçoada, até virando atração turística. A gigantesca e enigmática mansão abriga não apenas inúmeros cômodos construídos diariamente, mas também as almas dos mortos pelas armas de mesmo nome.

Projeto Flórida

Com o Oscar na porta, o longa do diretor Sean Baker é o último concorrente a aportar em nossos cinemas. Portanto, quem quiser conferir o desempenho indicado do coadjuvante Willem Dafoe, é bom correr para os cinemas. No filme, uma menina encantadora vive um mundo de fantasias e brincadeiras, alheia à cruel realidade da dura vida ao lado da mãe transloucada, nos arredores dos parques de diversões famosos da Flórida. A ideia aqui é mostrar o outro lado da “magia” de um mundo surreal, a uma rua de distância. Dafoe vive o gerente de um motel de beira de estrada.

Motorrad

O Brasil precisa de obras de gênero, e é exatamente esta a proposta do diretor Vicente Amorim (Corações Sujos), e de seu novo longa. Este é essencialmente um filme de terror, que bebe nas fontes do cinema norte-americano e australiano. Na trama, um grupo de amigos aventureiros é perseguido por uma gangue de motociclistas, resultando num banho de sangue, com momentos gráficos e cheios de estilo.

09/03

Medo Profundo

Por falar em filme de terror, com quase um ano de atraso, estreia finalmente nos cinemas brasileiros o sucesso surpresa do verão norte-americano passado. A trama simples, mas muito eficiente, apresenta duas irmãs se aventurando num mergulho ao lado de tubarões (numa daquelas gaiolas que mantém as pessoas afastadas das criaturas assassinas). Um acidente ocorre (caso contrário não teríamos um filme) e as duas precisam lutar por suas vidas. O sucesso foi tanto que uma continuação já está sendo rodada.

O Passageiro

Todo início de ano o ator Liam Neeson lança um filme criado nos mesmos moldes, no qual mistura ação e suspense. Bem, e nós continuamos assistindo, sinal de que são bons filmes. É verdade. Aqui, novamente dirigido pelo talentoso espanhol Jaume Collet-Serra (Desconhecido, Sem Escalas e Noite Sem Fim), Neeson vive um ex-policial, chantageado a identificar uma pessoa que ele não sabe quem é, durante uma viagem de trem. Todos são suspeitos, tudo pode acontecer e as reviravoltas imperam. Vera Farmiga e Patrick Wilson, o casal Warren de Invocação do Mal, completam o elenco.

15h17 – Trem para Paris

2018 verá a volta de diversos astros e diretores consagrados. Um dos maiores é o veterano Clint Eastwood, no auge de seus 87 anos, entregando mais um trabalho na direção. Aqui o lendário cineasta reconta uma tragédia real, e usa os verdadeiros envolvidos no evento como atores protagonistas do longa. Assim como O Passageiro, um trem é o cenário para o desenrolar desta trama, quando militares fora de serviço descobrem um plano terrorista a bordo de um trem para Paris e tentam evitá-lo.

Os Farofeiros

À primeira vista esta é apenas mais uma comédia brasileira. Mas se você der uma chance ao filme, poderá sair mais leve do cinema, após ter dado boas risadas. Na trama, um grupo de colegas de trabalho decide alugar uma casa na região dos lagos, no Rio de Janeiro, para o réveillon. Os quatro viajam para o local com suas respectivas família, só para descobrir ao chegar lá que a casa é a visão do inferno, e que este feriado sairá mais caro para todos eles do que imaginavam. O elenco é carismático e tem boa química.

15/03

Tomb Raider: A Origem

Uma nova Lara Croft para os novos tempos. Sai Angelina Jolie (dos dois filmes anteriores), e entra Alicia Vikander. O novo filme é inspirado nos jogos mais recentes, no qual a protagonista luta por sobrevivência. O longa se passa numa ilha e mostrará a milionária aventureira em sua busca pelo pai. Esta é uma das maiores incógnitas do ano – será que Tomb Raider vai funcionar? Será o primeiro filme baseado em games elogiado? Nenhum outro teve muita sorte, incluindo o recente Assassin´s Creed, protagonizado pelo namorado de Vikander, Michael Fassbender. Esperamos que sim.

Maria Madalena

Da última vez que Garth Davis dirigiu um filme o resultado foi seis indicações para o Oscar, com Lion: Uma Jornada para Casa. Agora, Davis retoma a parceria com Rooney Mara e reconta a história bíblica de Jesus Cristo, vista pelo olhar feminino de Maria Madalena, papel de Mara. Como Cristo, o diretor trouxe o namorado da atriz na vida real, o controverso Joaquin Phoenix.  Será que estamos diante de um filme polêmico, ou um apenas morno que passará em branco?

Em Pedaços

Drama alemão estarrecedor que foi exibido no Brasil durante o Festival do Rio 2017. Antes disso, o filme havia feito uma boa carreira no Festival de Cannes, sua estreia, no qual descolou o prêmio de melhor atriz para Diane Kruger. A atuação de Kruger é tão boa que não merecia ter sido esnobada pelo Oscar. E tampouco o filme, que levou no Globo de Ouro, na categoria de produção estrangeira, e sequer foi indicado no Oscar. Seja como for, a trama apresenta uma mulher precisando lidar com o pior dos traumas: a morte do marido e do filho pequeno, causada por um crime de intolerância. Em Pedaços é um drama devastador, é um filme de tribunal e um suspense gelado ao mesmo tempo.

12 Heróis

Nem só de filme de heróis da Marvel se constrói uma carreira. E o australiano Chris Hemsworth, imortalizado pelo papel do Deus do Trovão, Thor, tenta emplacar aqui em outro filme longe da casa de ideias. Baseado numa história real, o filme conta a jornada da primeira equipe de soldados das forças especiais no Afeganistão depois dos atentados do 11 de setembro de 2001. Hemsworth vive o protagonista, um dos militares. Michael Shannon e Michael Peña completam o elenco.

22/03

Círculo de Fogo: A Revolta

Mais acima eu havia dito que uma das maiores incógnitas do ano é o novo Tomb Raider. Bem, podemos adicionar este item da lista nesta definição também. O primeiro Círculo de Fogo se mostrou um sucesso, mas tinha direção de Guillermo del Toro, e Charlie Hunnam e Idris Elba como protagonistas. O segundo não tem nada disso e deixa tudo nas costas do pobre John Boyega. Ah sim, temos Scott Eastwood também, o que não quer dizer muito. O filme precisa caprichar na ação e roteiro. Só vendo para saber.

A Melhor Escolha

Adiado alguns meses de sua estreia original prevista, trata-se do novo trabalho de Richard Linklater, seu segundo depois do sucesso de Boyhood (2014). O diretor tem optado por trabalhos menores, e aqui resolve dar um tapa de luva de pelica, na forma de uma crítica ao militarismo. Na trama, Bryan Cranston e Laurence Fishburne são antigos militares reformados, que precisam ajudar um colega de serviço, papel de Steve Carell, a enterrar seu filho, também um militar.

Com Amor, Simon

O jovem Nick Robinson (Jurassic World e Tudo e Todas as Coisas) pega o primeiro grande papel de sua vida, neste melodrama adolescente que tem tudo para arrebatar audiências do cinema, seguindo os passos de filmes como As Vantagens de Ser Invisível (2012), A Culpa é das Estrelas (2014) e do recente Extraordinário (2017). Na trama, Simon, o protagonista, é um jovem que vive em uma pequena cidade. O rapaz esconde um grande segredo, ele é gay, mas não se sente confortável ainda para revelar o fato para ninguém. Até que um misterioso aluno da classe se assume anonimamente.

29/03

Jogador Nº 1

Segundo filme de Steven Spielberg em pouquíssimo tempo, depois do indicado ao Oscar The Post – A Guerra Secreta. Este, no entanto, um projeto mais voltado ao entretenimento, com uma pegada mais jovem. Baseado num livro de sucesso, conta uma história passada no futuro, onde um jogo virtual revolucionou a vida de diversos jovens, que fogem da cruel realidade em que o mundo se encontra. O criador desta obra faleceu, mas deixou pistas dentro do game, e quem as encontrar irá herdar seu império. O autor do livro claramente se inspirou em outro sucesso infantil para confeccionar sua ficção científica, A Fantástica Fábrica de Chocolate. As tramas são idênticas.

Uma Dobra no Tempo

Ava DuVernay é uma diretora de mão cheia, e já provou isso com filmes como Selma – Uma Luta pela Igualdade (2014). Vinda do cinema independente, a diretora quase comandou Pantera Negra, da Marvel. No entanto, de última hora pulou fora. De qualquer maneira, seu relacionamento com a Disney não foi abalado, e DuVernay optou por uma obra mais feminina para sua estreia em blockbusters. Aqui, uma aventura de fantasia é o foco, com criaturas místicas na forma de Oprah Winfrey, Reese Witherspoon e Mindy Kaling, ajudando um casal de jovens a encontrar seu pai cientista desaparecido.

‘Liga da Justiça’: Arte revela cena cortada de Lex Luthor

Liga da Justiça’ teve várias cenas cortadas. Uma delas mostrava Lex Luthor na prisão, e acaba de ser divulgada pelo desenhista Robert Mckinnon.

Confira, com cenas deletadas:

Como todos já sabemos, a saída de Zack Snyder mudou substancialmente os rumos de ‘Liga da Justiça‘.

Segundo o ComicBook, o filme traria várias cenas com o Darkseid como vilão e focaria no “pesadelo do Batman’, visto brevemente em ‘Batman vs Superman‘.

Essa cena mostraria Darkseid usando as caixas-mães para destruir a Terra, com o Superman do mal ao seu lado após um incidente que matou Lois Lane – e a culpa sobrou para o Batman.

Na sequência, Snyder colocaria Darkseid como o vilão principal.

Confira uma descrição:

“O tio do maior vilão do universo, Darkseid, e um membro de sua força de elite, Lobo da Estepe, sobreviveram a uma batalha com Doomsday. Isso deveria dizer o quão poderoso ele é. Além de sua força e quase imortalidade, ele também é um tático especialista e exerce um eletro-machado vicioso que pode cortar quase qualquer coisa. O papel principal de Lobo da Estepe é como o líder dos parademons, os soldados da tempestade que procuram destruir tudo em nome de Darkseid. Sua principal missão é servir seu sobrinho, e seu status como o principal vilão na Liga da Justiça sugere o alcance da ameaça que enfrenta a Terra, bem como a aparência inevitável do próprio Darkseid. O ator irlandes Ciaran Hinds desempenha o papel no filme, embora ele apareça através do uso da tecnologia de captura de movimentos. De acordo com o ator, no filme, Lobo da Estepe é velho, cansado e tentando desesperadamente sair de sua servidão para seu sobrinho “.

O estúdio preferiu esconder a demissão e alegar que o diretor se afastou por problemas pessoais, e havia contratado Joss Whedon para finalizar o filme muito antes de tornar o afastamento do diretor público.

Segundo o jornalista Josh L. Dickey, o corte do diretor era “inassistível” e não agradou os executivos, forçando a retirada de Snyder do Universo Estendido da DC.

A Warner Bros. proibiu o jornalista de revelar a informação antes, com medo de represálias em torno do lançamento de ‘Liga da Justiça‘.

O The Wrap,já havia adiantado que a Warner Bros. afastou Zack Snyder após a avalanche de críticas negativas recebidas com Batman vs Superman.

A publicação revela que vários executivos do estúdio exigiram que o presidente da Warner, Greg Silverman, retirasse imediatamente Snyder de Liga da Justiça logo no começo da produção, em Abril de 2016, alegando que ele seria a origem dos problemas.

O presidente, obviamente, optou por não demitir Snyder, uma vez que isso poderia dar a entender que Liga da Justiça estaria com sérios problemas. Porém, Silverman culpou Snyder pelo suposto “fracasso” de Batman vs Superman, sendo bastante duro em uma reunião com o diretor na época.

Greg Silverman também enviou o co-presidente da DC Films, Jon Berg, para ficar de olho em toda a produção da Liga e monitorar o uso do orçamento – que já havia estourado.

Zack Snyder curte publicação pedindo para Warner lançar sua versão de ‘Liga da Justiça’

“‘Liga da Justiça’ não é o que poderia ter sido”, revela filho do Zack Snyder

Crítica | Liga da Justiça – Filme de Super-heróis é bem humorado e recheado de ação

 

Framboesa de Ouro: Vídeo declara “morte” aos acusados de assédio sexual em hollywood

Framboesa de Ouro 2018, premiação dedicada aos piores filmes do ano, foi entregue hoje e trouxe um polêmico vídeo.

No “In Memorian”, vários acusados de assédio sexual foram declarados “mortos”.

“Nossos pêsames, mas nós não vamos sentir falta de vocês… ou de pessoas do seu tipo”, afirmou.

Assista:

O grande “vencedor” foi a animação Emoji: O Filme’, que faturou 4 prêmios, incluindo Pior Filme.

Já ‘Transformers: O Último Cavaleiro‘, que estava indicado à 9 prêmios, não ganhou nenhum, o que poderia ser considerado bom. Tom Cruise ganhou de Pior Ator e 50 Tons Mais Escuroslevou três prêmios para casa. Veja a lista completa dos vencedores marcados em negrito:

Pior Filme

50 Tons Mais Escuros
A Múmia
Baywatch
Emoji – O Filme
Transformers: O Último Cavaleiro

 

Pior Diretor

Darren Aronofsky, por mãe!
Michael Bay, por Transformers: O Último Cavaleiro
James Foley, por 50 Tons Mais Escuros
Alex Kurtzman, por A Múmia
Anthony Leondis, por Emoji – O Filme

 

Pior Atriz

Katherine Heigl, por Paixão Obsessiva
Dakota Johnson, por 50 Tons Mais Escuros
Jennifer Lawrence, por mãe!
Tyler Perry, por BOO! 2: A Medea Halloween
Emma Watson, por O Círculo

 

Pior Ator

Tom Cruise, por A Múmia
Johnny Depp, por Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar
Jamie Dornan, por 50 Tons Mais Escuros
Zac Efron, por Baywatch
Mark Wahlberg, por Pai em Dose Dupla 2 e Transformers: O Último Cavaleiro

 

Pior Ator Coadjuvante

Javier Bardem, por Mãe! e Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar
Russell Crowe, por A Múmia
Josh Duhamel, por Transformers: O Último Cavaleiro
Mel Gibson, por Pai em Dose Dupla 2
Anthony Hopkins, por Collide e Transformers: O Último Cavaleiro

 

Pior Atriz Coadjuvante

Kim Basinger, por 50 Tons Mais Escuros
Sofia Boutella, por A Múmia
Laura Haddock, por Transformers: O Último Cavaleiro
Goldie Hawn, por Snatched!
Susan Sarandon, por Perfeita é a Mãe 2

 

Pior Dupla ou Grupo

Qualquer dupla, brinquedos ou posições sexuais em ’50 Tons Mais Escuros
Qualquer dupla, dois robôs ou duas explosões em Transformers: O Último Cavaleiro
Qualquer dupla de emojis irritantes em Emoji – O Filme
Johnny Depp e sua atuação cansativa como bêbado em Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar
Tyler Perry e seu vestido, ou peruca, em BOO! 2: A Madea Halloween

 

Pior Remake, Reboot ou Sequência

Baywatch
BOO 2: A Medea Halloween
50 Tons Mais Escuros
A Múmia
Transformers: O Último Cavaleiro

Pior Roteiro

Baywatch
Emoji – O Filme
50 Tons Mais Escuros
A Múmia
Transformers: O Último Cavaleiro

Novo remake de ‘O Grito’ contrata protagonista

O Grito‘ (2004), refilmagem norte-americana do japonês ‘Ju-On: The Grudge‘ (2002), vai ganhar um novo remake nos EUA.

A atriz Andrea Riseborough (‘Black Mirror’, ‘Oblivion’) foi confirmada como a protagonista, uma detetive e jovem mãe solteira.

Andrea Riseborough

Nicolas Pesce (‘The Eyes of My Mother’) foi contratado para dirigir, e o roteiro está sendo escrito pelo escocês Jeff Buhler (‘O Último Trem’)

Sam Raimi (‘A Morte do Demônio’) vai produzir através da Ghost House.

O Grito‘ traz a arrepiante história de Karen (Sarah Michelle Gellar), uma assistente social que, depois de visitar uma estranha casa amaldiçoada após assassinatos ocorridos em um momento de terror, vê sua viva virar de cabeça para baixo. Ela tenta resolver o mistério por trás da maldição, que cresce e se altera de acordo com suas vítimas. É uma cadeia de horror que não perdoa ninguém.

A versão americana de ‘O Grito‘ rendeu duas continuações. Ainda não há data de estreia para o filme.

‘O Homem de Seis Bilhões de Dólares’, com Mark Wahlberg, ganha data de estreia

O Homem de Seis Bilhões de Dólares‘, filme baseado na série dos anos 1970 ‘The Six Million Dollar Man‘, ganhou data de estreia: 31 de maio de 2019.

Mark Wahlberg vai estrelar o projeto.

A adaptação cinematográfica reunirá o ator com o diretor Peter Berg. Os dois trabalharam juntos no drama de guerra ‘O Grande Herói‘ (2013).

Nos estágios iniciais do projeto, Leonardo DiCaprio chegou a ser cotado para protagonizar e Bryan Singer para dirigí-lo.

Em ‘O Homem de Seis Bilhões de Dólares‘, Wahlberg viverá o astronauta Steve Austin (originalmente feito por Lee Majors), que sofre um terrível acidente de carro e é reconstruído pelo governo com partes mecânicas, adquirindo depois poderes sobrehumanos.

Berg também produzirá o longa junto com Bob Weinstein e Sarah Aubrey.

Exibida entre 1974 e 1978, a série original teve cinco temporadas produzidas, baseadas no livro ‘Cyborg’, de Martin Caidin, e chegou a gerar em 1976 o spin-off ‘A Mulher Biônica‘.

‘Flashpoint’ contrata seus diretores e tem novidades

Flashpoint, o filme solo do Flash, teve seu diretores confirmados: John Francis Daley e Jonathan Goldstein vão comandar o projeto. A dupla é conhecida por assinar roteiro de ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar‘.

Fontes confiáveis e próximas à produção contaram que o longa terá orçamento de US$ 100 milhões e deve começar as filmagens em julho desse ano, em Londres, com o objetivo de ser lançado em 2020.

Além disso, visando evitar críticas pelo CGI, a Warner planeja um extenso período de pós-produção para a criação de todos os efeitos especiais.

E para completar, o filme deve contar com a presença da Mulher-Maravilha (Gal Gadot) malvada, além do Cyborg (Ray Fisher), que deve ter um papel crucial na trama.

Quanto aos vilões, as fontes revelam que o longa terá vários, como o Flash Reverso e Caitlin Snow, que também estará presente, podendo se transformar em Nevasca futuramente. Já o Doutor Luz deve ser o grande vilão da história.

Vale lembrar que todas essas informações ainda são rumores, mas pelo menos nos dá a possível direção que o loga irá seguir.

‘Batgirl’: Joss Whedon deixa a direção

Confira o calendário dos próximos filmes da DC nos cinemas:

 

2018

Aquaman
Diretor – James Wan
Elenco – Jason Momoa, Amber Heard, Nicole Kidman

2019

Shazam!
Diretor – David F. Sandberg
Elenco – Zachary Levi, Mark Strong, Jack Dylan Grazer

Mulher Maravilha II
Diretora – Patty Jenkins
Elenco – Gal Gadot

Esquadrão Suicida 2
Diretor – Gavin O´Connor
Elenco – Margot Robbie, Dwayne Johnson, Joel Kinnaman

2020

Tropa dos Lanternas Verdes
Diretor – ???
Elenco – ???

Flashpoint
Diretores – John Francis Daley e Jonathan Goldstein
Elenco – Ezra Miller, Gal Gadot, Ray Fisher

20??

The Batman
Diretor – Matt Reeves
Elenco – Ben Affleck (?), Jeremy Irons, Joe Manganiello

20??

Liga da Justiça Sombria
Diretor – ???
Elenco – ???

 

 

Oscar 2018: Artista cria estatuetas com os indicados a Melhor Filme; Confira!

O artista Olly Gibbs decidiu brincar com os indicados ao Oscar 2018 e desenvolveu uma arte conceitual que traz a estatueta com os nomeados da categoria de Melhor Filme.

Confira o belo resultado:


Na televisão paga, a TNT transmite o Oscar 2018.

 

Os Indicados e Esnobados ao Oscar 2018

O Oscar segue imprevisível em suas indicações. O grosso é o mesmo na maioria delas, mas o Oscar sempre reserva indicações que não vinham aparecendo muito, ou não haviam aparecido até então. Lembrando que você pode ler nossas previsões de indicações nas categorias principais: Melhor e diretor, melhor atriz, melhor ator e melhores coadjuvantes, clicando nos links. E confira também a lista completa dos indicados ao Oscar 2018.

Vamos analisar os indicados por categorias.

MELHOR FILME:

Na categoria principal de melhor filme, algumas cartas muito marcadas se fizeram presentes, como não poderia deixar de ser. A Forma da Água foi o filme com mais indicações nesta edição – foram 13 no total. Outro grande arrasa-quarteirão, Dunkirk, de Christopher Nolan, descolou 8 indicações. Medalhões como Me Chame Pelo Seu Nome, antes tido como favorito, e The Post – A Guerra Secreta, nova superprodução adulta de Steven Spielberg, surpreenderam, mas pela esnobada que receberam da Academia, quase passando em branco. Me Chame Pelo Seu Nome levou 4 indicações e The Post apenas duas. Levando em conta que o filme anterior e inferior de Spielberg, Ponte dos Espiões (2015), levou 6 indicações, esta esnobada é ainda mais sentida.

Corra!, suspense/terror de Jordan Peele, que vinha aparecendo nas premiações anteriores, mas ainda era grande incógnita no Oscar, mostrou uma grande quebra de paradigma para a Academia, que acolhe de volta o cinema de gênero entre os indicados – mesmo que com muito conteúdo e influência social. O filme de Peele foi indicado para 4 Oscar. Lady Bird – A Hora de Voar, outra certeza entre os indicados, terminou nomeado para 5 Oscar. Já o favorito Três Anúncios para um Crime pode estar com os dias contados de seu favoritismo. Com sete indicações ao Oscar, o filme não teve seu comandante Martin McDonagh nomeado na categoria de diretor. O que isso quer dizer, bem, nada, mas também tudo. Já tem tempo que estas duas categorias não caminham juntas – um bom exemplo disso é Argo (2012). Por outro lado, numericamente na história deste prêmio, o Oscar foi para filmes que tinham seus diretores ao menos indicados.

Mas quando o assunto são as surpresas desta categoria, nenhuma outra foi tão grande quanto as indicações de O Destino de uma Nação e Trama Fantasma. Começando pelo primeiro, filme de Joe Wright só vinha promovendo seu protagonista Gary Oldman, mas não havia sido lembrado em nenhuma premiação nesta categoria. De fato, quase ninguém acreditava na possibilidade de uma indicação para o filme. Bem, quando digo quase ninguém, é porque este que vos fala não eliminou por completo esta possibilidade. E vocês podem conferir no texto sobre os meus palpites neste link. Outra possibilidade que não eliminei foi para o filme de Paul Thomas Anderson, Trama Fantasma, que contra ele tinha o fato de ser um filme que quase ninguém viu, e pouco falado. Mas aqui estão eles, com 6 indicações cada.

Entre os esnobados, uma certa tristeza se abate por ver Eu, Tonya, um favorito pessoal, de fora da disputa pelo prêmio principal. Assim como Doentes de Amor, drama independente elogiado.

MELHOR ATRIZ:

Bem, esta categoria era uma das mais certas. E não deu outra. Nas minhas previsões, garantiam as presenças de Frances McDormand (a futura vencedora), Saoirse Ronan e Sally Hawkins. Todas entraram. Margot Robbie chegaria correndo por fora em quarto. Foi o que ocorreu. E por fim, Meryl Streep era a principal concorrente para a quinta vaga – acompanhada de perto por Judi Dench e Jessica Chastain. Entrou Meryl. Não foi dessa vez de novo Chastain!=/

MELHOR ATOR:

Meu pensamento aqui era: só Gary Oldman e Timothée Chalamet estavam confirmados. Daniel Kaluuya, James Franco, Tom Hanks, Daniel Day-Lewis e Denzel Washington corriam por fora numa dança das cadeiras para três vagas restantes. Muitos tinham certeza da inclusão de Franco na categoria. Eu tinha minhas dúvidas, tanto de Franco quanto de Kaluuya – este último terminou com sua indicação. O mesmo ocorreu com Washington, o último desta lista para a maioria, que acumula mais uma indicação, levantando um pouco a moral do filme Roman J. Israel Esq..

ATRIZ COADJUVANTE:

Mais surpresas aqui. Nada de Holly Hunter, tida como uma das favoritas na categoria bem no início dessa corrida. Hong Chau, de Pequena Grande Vida, que vinham sendo lembrados em prêmios anteriores, tampouco. Estas foram as duas maiores esnobadas. No ano da representatividade, temos duas atrizes negras indicadas nesta categoria: Octavia Spencer e Mary J. Blidge. Mas a maior surpresa foi mesmo a indicação da desconhecida Lesley Manville por Trama Fantasma – que não apareceu em nenhuma premiação anteriormente. As favoritas aqui continuam sendo Laurie Metcalf, e principalmente Allison Janney.

ATOR COADJUVANTE:

Sam Rockwell e Willem Dafoe, os favoritos, eram certos de figurarem. Rockwell deve ser o vencedor, e só não leva se uma zebra muito grande acontecer. Em terceiro lugar, Richard Jenkins (A Forma da Água) vinha aparecendo em diversos prêmios anteriores igualmente. Havia esperança de que Michael Stuhlbarg pudesse aparecer nos 45 do segundo tempo, por seu desempenho em Me Chame pelo Seu Nome, mas como não figurou em nenhuma outra premiação, ficou de fora mesmo. Woody Harrelson apareceu atrasado na festa, mas saiu descolando indicações no segundo tempo, e no Oscar repetiu o feito. Pior para Armie Hammer, o grande esnobado da categoria, que chegou a aparecer em alguns prêmios anteriores, como o Globo de Ouro.

DIRETOR:

Guillermo del Toro e Christopher Nolan eram certeza. Jordan Peele e Greta Gerwig, fortes especulações que se concretizaram. Mas a surpresa mesmo foi ver a quinta vaga ir para Paul Thomas Anderson, diretor de Trama Fantasma. Em prêmios anteriores, o longa de Anderson só figurava na categoria ator para Daniel Day-Lewis. No Oscar surgiu de forma “fantasma” e sorrateira, abocanhando nomeações de filme, atriz coadjuvante e diretor, entre outras. Martin McDonagh, diretor de Três Anúncios para um Crime, favorito para esta quinta vaga, ficou a ver navios. Assim como o segundo preferido para ocupar o espaço, o consagrado Steven Spielberg.

OUTRAS SURPRESAS:

Como não falar da indicação para Logan! Sim, um dos filmes mais elogiados de 2017, e não somente pelos fãs de quadrinhos, conquistou a honraria de uma nomeação para melhor roteiro adaptado.

Blade Runner 2049 – o melhor blockbuster do ano, despertava certo falatório de indicações, inclusive para melhor filme. Depois, seu momento foi caindo aos poucos. Mas o Oscar mostrou mais uma vez que os prêmios anteriores para ele nada significam, e indicou a belíssima ficção de Denis Villeneuve para cinco estatuetas técnicas.

ESNOBADOS:

Mulher Maravilha – uma das ausências mais sentidas, no ano da mulher no cinema, a superprodução de Patty Jenkins, protagonizada por Gal Gadot, a qual se especulava inclusive abocanhar prêmios grandes, não descolou sequer uma indicaçãozinha técnica.

Eu, Tonya – um favorito pessoal, esta biografia protagonizada pela musa Margot Robbie foi ganhando tanto momento em premiações prévias, que muitos acreditavam em sua conquista para nomeações nas categorias de filme e roteiro. Terminou apenas com as de atriz principal e coadjuvante, e montagem.

Artista do Desastre – um dos filmes mais comentados e elogiados da temporada, o longa estrelado e dirigido por James Franco pode ter sofrido backlash dos casos de assédio do ator. Franco vinha figurando em diversos prêmios, e inclusive levou o Globo de Ouro pra casa. No Oscar, porém, entrou apenas na categoria de roteiro adaptado.

Doentes de Amor – aparentemente o filme feel good do ano, esta dramática história sobre relacionamento era um dos favoritos lá atrás no início da corrida. De fato, muitos acreditavam ainda em sua nomeação para melhor filme e atriz coadjuvante. O longa terminou apenas com uma indicação de roteiro original.

A Grande JogadaJessica Chastain aos poucos vem cimentando seu lugar como a nova Amy Adams. Brincadeiras à parte, o primeiro longa dirigido por Aaron Sorkin merecia mais, no entanto, terminou com apenas uma indicação, na categoria de roteiro adaptado – justamente para o diretor.

Em Pedaços – um dos melhores filmes do ano, o drama potente e incômodo de Faith Akin vinha concorrendo cabeça a cabeça com o favorito The Square – A Arte da Discórdia. No Globo de Ouro, o filme alemão inclusive desbancou o sueco. Um favorito pessoal, me dói o coração vê-lo fora da corrida pela estatueta dourada.