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Crítica | Em Pedaços – Diane Kruger no melhor desempenho de sua carreira

Devastadora Realidade

Ainda é cedo para dizer, e segundo apontam as más línguas a Alemanha não se encontra no top 5 dos filmes favoritos para uma indicação ao Oscar de produção estrangeira em 2018. Vale dizer também, que essas más línguas, a essa altura, apenas especulam. Seja como for, os votantes deveriam dar uma chance para Em Pedaços, justamente o representante da Alemanha no Oscar. E por mais que eu tenha gostado de outros selecionados, como o nosso próprio Bingo – O Rei das Manhãs, o drama alemão surge como um de meus preferidos.

Além disso, a protagonista da obra, a alemã mais Hollywoodiana dos últimos tempos, Diane Krurger, foi eleita a melhor atriz no prestigiado festival de Cannes. Kruger, em especial no seu início da carreira, se comportava mais como estrela do que atriz, trabalhando em grandes produções, e sendo reconhecida mais por sua capacidade de encher a tela com seu carisma e beleza, do que por seu alcance performático. Provação que toda beldade precisa passar e isso inclui os homens com estigma de galã, vide Tom Cruise, Brad Pitt e Leonardo DiCaprio. Entre as atrizes podemos citar a australiana Margot Robbie, que recentemente também cruzou a linha com sua atuação em I, Tonya.

Escrito e dirigido por Faith Akin, a trama começa com o traficante Nuri (Numan Acar) se casando, ainda dentro da prisão cumprindo sua pena. Após este curioso momento de abertura, pulamos no tempo para Katja (Diane Kruger), a esposa, já com o pequeno Rocco (Rafael Santana), filho do casal. A família está estabelecida e feliz. Nuri deixou seus dias como vendedor de drogas para trás e agora está à frente de um próspero escritório de administração. E assim, como uma bomba explodindo, literalmente, chega a dilacerante primeira reviravolta deste rico texto, que é o cerne da produção.

Katja perde seu marido e filho com uma explosão, logo descoberta como sendo intencional, que ocorreu em frente ao escritório da família, quando ela havia deixado horas antes o rebento para sair com a irmã. Essa realidade devastadora da perda, quando temos um paraíso em andamento, e o triste e amargo sabor do recomeço, é esmiuçado pelo roteiro, direção e atuações de forma minuciosa. Sentimos a visceral perda da protagonista e sua vida em frangalhos. A obra nos apresenta diversos níveis do fundo do poço pessoal, com alguns momentos terríveis, mas representados através de uma bela estética – como a cena da banheira.

E quando pensamos que Em Pedaços será apenas um dramalhão sobre perda e como se reerguer, surge o elemento suspense de tribunal, quando a morte da família da mulher aparece como crime e o crime se torna um atentado terrorista motivado por intolerância racial. Em uma de tantas guinadas, o longa se volta a discutir questões políticas, morais e sociais, tudo, obviamente, com muita propriedade. Além disso, vislumbramos o sistema jurídico alemão e, como não poderíamos deixar de fazer, traçamos paralelos e comparativos com nosso sistema falido, encontrando até similaridades, porém, muitas diferenças.

Tais guinadas de roteiro são todas divididas por capítulos, e após um exaustivo julgamento, apresenta-se o terceiro ato da obra, que não vale muito ser revelado para não estragar a surpresa. O que pode ser dito apenas é que neste desfecho entram em jogo alguns dos momentos mais tensos, de um filme que não alivia nem um pouco, e momentaneamente o transforma de gênero mais uma vez, criando agora um suspense congelante, que promete deixar o público sentado na beira de suas poltronas. É claro que esse passeio por gêneros e estilos é sempre servido com um respaldo de questões e dilemas dignos, dando a propriedade necessária a todos os tópicos adereçados.

De fato, inicio aqui minha campanha pela indicação de Kruger na época de prêmios, afinal a atriz atinge com o trabalho o ápice de sua carreira. As expressões faciais, em especial nos trechos do julgamento, são soberbas, e o cineasta foca em seu rosto num bate bola gostoso, no qual o talento de Kruger é posto à prova e não decepciona. Em Pedaços recai na categoria de filmes que continuam a nos surpreender, não importando quantos filmes você já assistiu em sua vida. Tenha certeza, este é especial.

‘Star Wars Episódio IX’ anuncia seu elenco

Star Wars divulgou hoje o elenco do tão aguardando encerramento da nova trilogia, com o episódio IX – que terá lançamento em dezembro de 2019. Como esperado, Daisy Ridley (Rey), John Boyega (Finn), Oscar Isaac (Poe), Lupita Nyong´o (Maz), Domhnall Gleeson (Hux), Kelly Marie Tran (Rose), Joonas Suotamo (Chewbacca) e Billie Lourd – filha de Carrie Fisher na vida real – retornam para seus personagens no desfecho.

Já entre os veteranos, Mark Hamill (Luke), Anthony Daniels (C3PO) e Billy Dee Williams (confirmado como Lando o único possível) também marcarão presença. Carrie Fisher estará de volta como Leia. Para isso, serão utilizadas filmagens da atriz que não entraram no episódio VII. O diretor J.J. Abrams, que volta para a direção do último filme da saga Skywalker, disse que Fisher é insubstituível e que não foi cogitado o uso de outra atriz para a personagem, ou tampouco efeitos especiais de computador.

Adam Driver também está creditado para retornar como Kylo Ren. E o filme conta ainda com a adição de Keri Russell em um personagem que não foi divulgado.

O roteiro é assinado por Abrams em parceria com Chris Terio (Argo), Derek Connolly (Jurassic World) e Colin Trevorrow.

Fique ligado no CinePOP para novidades.

 

Saiba Quais São os Únicos 13 Atores Vivos com Mais de um Oscar de Atuação em Casa

O anúncio dos indicados ao Oscar 2024 ocorreu há uma semana exatamente, na terça-feira, dia 23 de janeiro de 2024. Depois disso, é campanha atrás de campanha, numa verdadeira corrida dos estúdios pela vitória, até o dia 10 de março, quando ocorre a cerimônia e serão revelados todos os vencedores da noite. Alguns dos nomeados deste ano já possuem estatuetas do Oscar decorando suas casas, como Emma StoneRobert De Niro e Jodie Foster.

Ou seja, esses atores conhecem muito bem essa tal corrida do ouro mencionada acima. O que nos leva ao tema desta nova matéria. Ser indicado ao Oscar é uma grande honra. Vencer é melhor ainda. Agora imagina vencer mais de uma vez. Pois é, existem atores que caem nas graças dos membros da Academia, donos de grande talento, e terminam premiados mais de uma vez em suas carreiras. Agora, trazemos os únicos 11 atores ainda vivos e trabalhando, prestigiados com mais de uma estatueta do maior prêmio do cinema. Você sabia de todos? Confira abaixo.

01) Anthony Hopkins

Começamos a matéria com uma verdadeira lenda viva da sétima arte. E também um dos mais recentes vencedores a entrar nesse seleto clube de vencedores de dois Oscar de atuação ainda vivos. No auge de seus gloriosos 86 anos, o britânico Anthony Hopkins já anunciou a aposentadoria diversas vezes. Mas segue trabalhando mais do que nunca. Recentemente deu a voz ao robô no “Star Wars de Zack Snyder” chamado ‘Rebel Moon’.

A primeira indicação ao Oscar de Hopkins, que já estava na estrada há décadas, ocorreu em 1992 por ‘O Silêncio dos Inocentes’, e como sabemos o ator saiu vitorioso da noite, neste que é seu papel mais icônico até hoje, o Dr. Hannibal Lecter. Depois disso foram mais três indicações nos anos 90, e uma outra em 2020. Mas a segunda vitória como ator principal seria entregue bem no meio da pandemia, em 2021 pelo drama estarrecedor ‘Meu Pai’.

02) Mahershala Ali

Let's talk about 'Green Book'

De um ator veteraníssimo, agora passamos para um que pode ser considerado da nova geração. Afinal, poucos haviam ouvido falar em Mahershala Ali antes de sua vitória no Oscar como coadjuvante pelo drama LGBTQIA+ tocante ‘Moonlight – Sob a Luz do Luar’, em 2017.

Dois anos depois, e o ator fazia de novo, levando um novo Oscar como ator coadjuvante – apesar de que deveria ser o ator principal. Seja como for, Ali é um dos atores que possuem melhor aproveitamento no Oscar, já que são duas indicações seguidas de vitória por parte do ator. Ali tem 49 anos e entrega um trabalho consistente atrás do outro, como na terceira temporada de ‘True Detective’ e no thriller ‘O Mundo Depois de Nós’, com Julia Roberts. Em breve, ele aparecerá como o novo Blade da Marvel.

03) Denzel Washington

5 times Oscars and SAG Awards clashed on Best Actor - GoldDerby

Mahershala Ali e Denzel Washington são os dois atores negros de maior prestígio nos prêmios da Academia. São os únicos que possuem duas estatuetas do Oscar decorando suas casas. É claro que queremos que este número aumente, afinal a proporção em relação aos atores brancos deste seleto clube ainda é bem pequena. Washington, é claro, está na estrada há bem mais tempo, e é considerado um dos grandes atores vivos. Não seria ótimo um filme unindo os dois em tela?

Washington ganhou seu primeiro Oscar em 1990, com o drama épico sobre a Guerra Civil Americana ‘Tempo de Glória’, no qual teve a oportunidade de contracenar com o lendário Morgan Freeman. Esse prêmio foi como coadjuvante. Assim, todos achavam que estava faltando alguma coisa. Faltava o astro levar como protagonista. E o prêmio finalmente viria em 2002, com ‘Dia de Treinamento’, um suspense policial de tirar o fôlego. Depois vieram mais quatro nomeações como protagonista. Está na hora do ator levar outro.

04) Robert De Niro

Uma geração anterior a Washington, Robert De Niro é outra lenda da sétima arte, considerado o grande ator de sua geração. De Niro tem 80 anos e está indicado novamente em 2024 por seu trabalho como coadjuvante em ‘Assassinos da Lua das Flores’, de Martin Scorsese. Se ganhar, De Niro ficará com 3 estatuetas em casa.

No momento ele já possui duas, uma como coadjuvante por ‘O Poderoso Chefão Parte 2’, de 1975, e outra como protagonista por ‘Touro Indomável’, de 1981. Fora isso, o monstro possui outras cinco indicações.

05) Tom Hanks

Por falar em Denzel Washington, o ator duas vezes vencedor do Oscar foi coadjuvante do drama sobre Aids ‘Filadélfia’, que deu o primeiro Oscar como protagonista para um certo Tom Hanks. Aliás, Hanks além da seleta lista dos atores que possuem mais de uma estatueta em casa, faz parte de um clube ainda mais restrito: o dos atores que venceram dois Oscar em anos consecutivos. Desse fazem parte apenas dois: ele e o icônico Spencer Tracy, falecido em 1967 – 11 anos depois de Hanks ter nascido.

Depois da consagração como protagonista por ‘Filadélfia’ em 1994, Hanks fez de novo no ano seguinte com ‘Forrest Gump’, levando como ator principal em 1995. Difícil conter o rolo compressor que foi o filme do sujeito que achava que a vida era como uma caixa de chocolates.

06) Christoph Waltz

O austríaco de 67 anos, Christoph Waltz tem uma trajetória parecida com a de Mahershala Ali. Ou seja, ninguém sabia muito bem quem ele era até ser indicado ao Oscar pela obra-prima de Quentin Tarantino, ‘Bastardos Inglórios’, em 2010. Mas foi só levar o prêmio de melhor coadjuvante como o visceral Coronel Hans Landa, que Waltz estava em todos os lugares.

Assim como Mahershala Ali também, seus dois Oscar são como ator coadjuvante. Christoph Waltz guarda ainda outro recorde curioso, que o coloca lado a lado com a atriz Dianne Wiest. Acontece que ambos possuem dois Oscar como coadjuvante, graças a filmes do mesmo diretor. No caso de Wiest foram duas obras de Woody Allen que a premiaram. Com Waltz, dois filmes de Tarantino, sendo o segundo, ‘Django Livre’, três anos depois.

07) Daniel Day-Lewis

Agora temos na lista o “Frances McDormand de calças”. O britânico Daniel Day-Lewis é conhecido por ser um perfeccionista, e tem na carreira apenas 30 trabalhos como ator, datando de 1971. Lewis é muito seletivo com suas escolhas, e em anos recentes foi se tornando mais e mais. Por exemplo, foram apenas 5 filmes nos anos 90, e nos anos 2000 foram 4 filmes. Nos anos 2010, apenas 2 filmes. Sua última atuação foi em 2017.

Day-Lewis faz parte de um clube muito restrito: o único ator vivo com três estatuetas de ator protagonista. Ao seu lado apenas a atriz Frances McDormand. O primeiro prêmio veio em 1990 pelo drama ‘Meu Pé Esquerdo’. Depois, em 2008, foi premiado novamente na mesma categoria pelo visceral ‘Sangue Negro’, de Paul Thomas Anderson. Seu último Oscar até o momento foi como o presidente Abraham Lincoln no filme homônimo de Steven Spielberg, em 2013.

08) Sean Penn

Assim como Anthony Hopkins e Tom Hanks, o ex-bad boy Sean Penn é outro que está no trio dos atores vivos com duas estatuetas de melhor ator protagonista. Mas aqui vai uma dica: ele não será o último desta lista na categoria. Agora ativista de causar relacionadas ao meio ambiente e ameaças globais, Penn foi indicado ao Oscar pela primeira vez em 1996, por ‘Os Últimos Passos de um Homem’, mas viria a vencer quase dez anos depois pela obra de Clint Eastwood, ‘Sobre Meninos e Lobos’ – no qual vive o pai de uma jovem assassinada.

Na mesma década, cinco anos depois, Penn sairia novamente premiado da categoria de melhor ator protagonista pelo filme ‘Milk – A Voz da Igualdade’, no qual interpretou o ativista dos direitos LGBTQIA+, Harvey Milk, um político assassinato por sua orientação sexual em um crime que chocou a América.

09) Michael Caine

Nomeado Sir pela coroa britânica, o gigante Michael Caine está na casa de seus 90 verões muito bem vividos. Sir Michael Caine é outro ator que tem duas estatuetas do Oscar, ambas na categoria de coadjuvante. A primeira, no mesmo filme que premiou a atriz Dianne Wiest em seu primeiro Oscar de coadjuvante igualmente, ‘Hannah e Suas Irmãs’, de Woody Allen, em 1987.

Mais de uma década depois, Caine levaria seu segundo prêmio como coadjuvante no Oscar. Desta vez pelo drama ‘Regras da Vida’, no qual interpreta um médico cuidando que crianças carentes, e atua ao lado de Tobey Maguire e Charlize Theron.

10) Dustin Hoffman

O grande Dustin Hoffman também está chegando perto dos 90 anos de idade. O veterano tem 86 anos e é o quarto ator da lista com duas estatuetas de melhor ator protagonista. Hoffman, infelizmente não tem estado tão presente nas telas quanto gostaríamos. A primeira vitória de Hoffman no Oscar foi em 1980 no drama ‘Kramer vs. Kramer’. Pelo mesmo filme, Meryl Streep também ganhou sua primeira estatueta, mas de coadjuvante.

Dustin Hoffman fecharia a década de 80 com sua segunda vitória no Oscar, pelo querido drama ‘Rain Man’, com Tom Cruise. No filme, o veterano interpreta um sujeito com autismo, com uma mente brilhante para números, que descobre que tem um irmão mais jovem malandro. Cruise vive o irmão. E usa o talento de seu parente recém-descoberto para ganhar dinheiro nos cassinos de Las Vegas.

11) Kevin Spacey

O “maldito” Kevin Spacey é mais um que possui duas estatuetas do Osca em seu currículo. Spacey era um ator muito bem respeitado, e considerado um dos melhores de sua geração. Seus prêmios têm apenas 4 anos de diferença entre eles. Mas, como sabemos muito bem, Spacey foi um dos atores cancelados com força pelo movimento #metoo, e excluído de Hollywood por seus assédios sexuais e abuso de poder em sets.

Spacey segue os passos de Denzel Washington e Robert De Niro, sendo o terceiro ator da lista com um Oscar de ator protagonista e outro de ator coadjuvante. A primeira veio como coadjuvante no filme ‘Os Suspeitos’, no qual entrega uma atuação magistral e dono de uma das melhores reviravoltas dos anos 90. A segunda, como protagonista, em ‘Beleza Americana’, no qual vive um homem de meia idade, em crise no casamento, obcecado com a amiga de sua filha. Essa subtrama hoje, é claro, não poderia ser mais creepy.

12) Jack Nicholson

Além de Frances McDormand, Meryl Streep e Daniel Day-Lewis, outro ator possui três estatuetas do Oscar. A diferença é que o monstro Jack Nicholson tem dois Oscar de ator protagonista e uma como ator coadjuvante – ao contrário dos outros dois citados. Outra diferença também é que infelizmente o icônico Nicholson se encontra aposentado, com seu último filme lançado sendo ‘Como você Sabe’, de 2010. E o último como protagonista, ‘Antes de Partir’, de 2007.

O primeiro Oscar do ator foi em ‘Um Estranho no Ninho’, em 1976. Depois veio a de coadjuvante por ‘Laços de Ternura’, em 1984. Por fim, sua última estatueta veio por ‘Melhor é Impossível’, em 1998, no papel de um escritor com TOC, extremamente machista e homofóbico. Esse é outro longa que não desce muito redondo nos dias de hoje.

13) Gene Hackman

Por fim, temos outra lenda do cinema que se encontra atualmente aposentado. Falamos do talentoso Gene Hackman, que hoje está no auge de seus 94 anos. Seu último trabalho como ator foi em ‘Uma Eleição Muito Atrapalhada’, comédia que está completando 20 anos de estreia em 2024. As vitórias de Gene Hackman no Oscar foram como protagonista e coadjuvante também. Como protagonista foi premiado pelo thriller policial ‘Operação França’, em 1972, no papel do policial durão Popeye Doyle. Já como coadjuvante, recebeu um presente do colega Clint Eastwood no faroeste ‘Os Imperdoáveis’, em 1993, no papel do xerife Little Bill.

‘Um Lugar Silencioso’: Sequência ganha data de estreia

Depois do enorme sucesso do primeiro filme, a sequência ‘Um Lugar Silencioso 2‘ já ganhou data de estreia. A Paramount agendou a continuação para o dia 15 de maio de 2020.

Em entrevista ao Collider, o produtor Andrew Form garantiu que John Krasinski estará envolvido na sequência de Um Lugar Silencioso’:

“Definitivamente ele está envolvido. Estive em filmes em que o estúdio diz para você ‘esse é o seu prazo. Vamos lá!’ e, nesse, eles não quiseram apressar nada, o que é incrível. Então vamos fazer com calma, descobrir para onde vamos, mas não há pressa. Estamos discutindo qual será o envolvimento de cada um e o que será o filme, só aguardar”

Recentemente, o diretor John Krasinski revelou que a sequência ‘Um Lugar Silencioso 2‘ vai explorar um novo leque de personagens em sua trama. Ele pontuou que o foco será direcionado para outros sobreviventes e não para os membros da família apresentada no primeiro filme.

“Algo que eu realmente amo no filme e que esteve perambulando pela minha mente durante todo o período que trabalhei na produção é este questionamento: Quem estaria do outro lado daqueles sinalizadores lançados? Pois no instante em que o pai lança aquela chama, outras são acessas a uma longa distância. Me pergunto: Como essas pessoas sobreviveram? Como aquele velho sobreviveu? No contexto extremo em que aquela família se encontra, não há tempo para pensar nisso. Eles estão lá e tem esse homem velho que está prestes a gritar e eles precisam lidar com aquela situação rapidamente. Por isso eu creio que seria bem interessante saber o que está acontecendo do outro lado no mesmo momento”.

‘Escape Room 2’: Diretor revela novos detalhes sobre a sequência; Confira!

Em entrevista ao Bloody Disgusting, o diretor Adam Robitel deu novos detalhes sobre a sequência ‘Escape Room 2‘, revelando que estão enfrentando novos detalhes no roteiro.

“É muito difícil. Nós fizemos fogo, gravidade, gelo, frio, gás… então, precisamos nos superar. Temos algumas coisas muito legais que estamos desenvolvendo, mas é complicado. Nós fizemos coisas grandiosas no primeiro filme, então é mais difícil de superá-las. Como dar ao público o que eles estão esperando de um Escape Room, mas que não seja a mesma coisa que fizemos com o primeiro filme? Estamos tentando lidar com essa questão atualmente.”

Ele completa, “Estamos explorando diversas opções atualmente, brincando com várias ideias.”

O diretor Adam Robitel irá retornar, assim também como o roteirista Bragi F. Schut.

Escape Room 2‘ já foi confirmado e irá estrear no dia 17 de abril de 2020.

Sucesso nos cinemas, o primeiro filme já arrecadou mais de US$ 154.3 milhões mundialmente.

10 Excelentes Filmes disponíveis na Prime Video

Um dos mais acessados streamings no Brasil, a Prime Video, tem em seu catálogo excelentes filmes. Como é muito projeto bom em um só lugar, resolvemos criar essa lista com algumas excelentes indicações:

 

Zona de Interesse

Na trama, ambientada na segunda guerra mundial, conhecemos Rudolf Höss (Christian Friedel), alta patente nazista e comandante do campo de concentração de Auschwitz que vive com sua esposa Hedwig (Sandra Hüller) e seus filhos em uma casa confortável levando a vida que sempre sonharam. O lugar é situado ao lado do campo de concentração mencionado, onde atrocidades foram cometidas.

 

Blackberry

Na trama, conhecemos Mike (Jay Baruchel) e Doug (Matt Johnson), dois amigos, nerds, que ditam o ritmo em uma micro empresa de tecnologia buscando algum dia alçar voos mais altos no setor de comunicação. Em certo momento, o destino da dupla se cruza com Jim (Glenn Howerton), um experiente homem de negócios que enxerga em um projeto dos amigos um grande potencial. Assim, entre decisões movidas pela emoção, amizades estremecidas e lidando de forma atabalhoada com a iminência da concorrência, no fim dos anos 90, nasceu o primeiro famoso smartphone da história, o Blackberry.

 

American Fiction

Na trama, conhecemos Monk (Jeffrey Wright), um escritor e professor num presente repleto de conflitos não deixando barato os absurdos culturais que percebe ao seu redor. Após ser afastado pela universidade que leciona, vai passar um tempo na casa de praia da família se aproximando dos irmãos e da mãe em fase inicial de Alzheimer. Um dia, resolve escrever um livro de forma aleatória, longe das complexidades de suas outras obras e acaba vendo o sucesso chegar de forma curiosa e mostrando muitas verdades da sociedade.

 

A Noite do Traidor

Na trama, conhecemos Marie (Nathalie Baye), uma mulher da alta sociedade francesa no pós guerra que resolve reunir alguns amigos de um grupo que fez parte da resistência francesa durante a ocupação nazista mas que não se viam faz mais de uma década. Após amistosas reapresentações, o clima esquenta, com o grupo descobrindo que seu líder, morto em uma possível emboscada durante os conflitos de outrora, foi traído por um deles. Assim, uma pergunta terá que ter respostas, qual deles foi o traidor?

 

Heroico

Na trama, conhecemos Luis Nunez (Santiago Sandoval), um jovem que acabou de entrar em uma escola militar no México em busca de uma estabilidade e também do seguro médico militar para ajudar a mãe que luta contra uma avançada diabetes. Logo nos primeiros dias, se depara com abusos e situações constrangedoras de seu oficial direto Eugenio Sierra (Fernando Cuautle) e embarca em uma jornada sem volta com conflitos que se seguem.

 

Pandorum

Na trama, ambientada perto do ano 3.000, conhecemos o Cabo Bower (Ben Foster), um homem que acorda numa nave chamada Elysium, com grandes avarias, sem lembrar direito como foi parar ali. Ao seu lado, o sargento Payton (Dennis Quaid) também é acordado. A dupla então começa a busca entender o atual cenário da nave espacial em que estão, e entre alguns lapsos de memórias, precisam descobrir uma nova maneira de reestabelecer o controle da nave que está ocupada por seres nada amistosos. Assim, o cabo Bower parte para as partes mais distantes da nave, já que uma solução pode ser a de chegar ao reator principal da nave, e assim descobre muitas surpresas pelo caminho.

 

Uma História em Montana

Na trama, conhecemos Cal (Owen Teague), um jovem estudando para ser engenheiro civil  volta às pressas para o rancho da família no Estado de Montana para ajudar no momento crítico em que se encontra seu pai, à beira da passagem. Buscando resolver os problemas burocráticos, afetado pelas dívidas de seu progenitor, acaba reencontrando seu irmã Erin (Haley Lu Richardson), após sete anos. Os irmãos, que se mantiveram distantes durante todo esse tempo, precisarão encontrar novas formas de entender um ao outro, além de resolver um impactante trauma do passado.

 

Death Sentence

Na trama, conhecemos Nick (Kevin Bacon) um homem bem sucedido, com uma família feliz. Tudo muda quando, após parar em uma loja de conveniência, seu filho é assassinado de forma brutal. Completamente desnorteado com o ocorrido, logo seu luto vira vingança e assim, sem medir as consequências de seus atos dá início a uma jornada sem volta.

 

O Alfaiate

Na trama, conhecemos o britânico Leonard (Mark Rylance), um experiente alfaiate que após uma tragédia se mudou para Chicago em meados da década de 1950. Nesse novo lugar, acabou se envolvendo, mesmo que de forma indireta, com a máfia, inclusive um dos chefões da região é o seu principal cliente. Quando em uma noite, uma série de acasos acontecem, o alfaiate precisará de muita habilidade para se livrar de uma peculiar situação.

 

Uma Boa Pessoa

Na trama, acompanhamos Allison (Florence Pugh) uma mulher de 26 anos, radiante, que está num momento muito feliz de sua vida, prestes a se casar com o grande amor de sua vida. Só que um dia, uma tragédia acontece fazendo com que sua vida mude completamente. Tentando seguir em frente, meses após o ocorrido, seu destino novamente se cruza com o de seu ex-sogro, Daniel (Morgan Freeman), um ex-policial e também ex-alcoólatra. Ambos vão precisar se entender e buscar entendimento para curar feridas do passado.

 

Funko lança três cameos de Stan Lee nos filmes Marvel

Uma das coisas mais legais no universo cinematográfico Marvel (assim como nos filmes Marvel da Fox e da Sony) são as impagáveis participações do criador Stan Lee. Assim como nós, a Funko Pop adora os cameos e resolveu homenageá-los com o lançamento de três deles.

As primeiras figuras a chegar são as participações de Lee em Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), no qual interpretou um General da Segunda Guerra Mundial, em Guardiões da Galáxia (2014), no qual viveu um sujeito descolado usando óculos steampunk e dando em cima de uma mulher bem mais jovem, e em Capitão América: O Soldado Invernal (2014), cujo papel foi um segurança confuso após o desaparecimento do traje do Capitão de um museu. Veja abaixo.

Esperamos que estes sejam apenas os primeiros e que esta maravilhosa ideia siga em frente.

Crítica | O Nome da Morte – Filme nacional denuncia a impunidade no país

Matador de Aluguel

Logo na primeira cena, O Nome da Morte já mostra a que veio. Num virtuoso plano-sequência, o protagonista Julio foge pela vizinhança após ser descoberto por seu último crime – o que inclui pulos em telhados e subidas em muros enquanto, em sua direção, tiros são disparados. O nível de adrenalina é alto e digno de superprodução, marcando uma das melhores aberturas já criadas na história do cinema nacional.

Tal nível de tensão é mantido ao longo de toda a projeção, mesmo quando os trechos apresentam uma falsa calmaria.

O Nome da Morte é baseado no livro do jornalista Klester Cavalcanti, escrito ao longo de sete anos, nos quais o autor entrevistou e conviveu com Julio Santana, o matador de aluguel retratado no longa.

A surpresa para o escritor foi o fato de uma personalidade tão única e controversa, que lida com a morte de maneira tão resolvida, nunca ter sido capturada, mesmo sendo responsável por quase 500 assassinatos. Julio se encontra livre até hoje.

Dando estofo a esta história mais incrível que qualquer ficção, o cineasta Henrique Goldman – de Jean Charles (2009) – utiliza recursos narrativos de forma criativa, brinca com a cronologia e confecciona cenas verdadeiramente nervosas, nas quais nunca deciframos ao certo seu decorrer. A cada novo plano de morte, a cada detalhe propício a dar errado, a cada nova investida do matador, o público mergulha numa espiral de insanidade e frenesi junto ao personagem.

Na trama, Julio é um menino vivendo no interior, parte de uma família muito humilde, sem grandes perspectivas de vida. Um retrato comum em nosso vasto e rico, mas também muito pobre, país. A alegria é ponderada com as visitas do tio Cícero, policial da cidade grande. Quando leva o menino e o acolhe debaixo de sua asa, o dúbio agente da lei logo o ensina sua arte secreta: matar pessoas por dinheiro.

O Nome da Morte marca a estreia de Marco Pigossi, astro das telenovelas, no cinema. O ator vive o protagonista de forma empenhada e, apesar de certa descrença inicial, recebeu elogios do autor – numa espécie de síndrome de Anne Rice e Tom Cruise em Entrevista com o Vampiro. Pigossi realmente entrega, não é demagogia. Dando respaldo, uma parceira de tela do nível de Fabiula Nascimento (grande nome do cinema nacional na atualidade) e um elenco de apoio dos sonhos, vide André Mattos, Matheus Nachtergale, Augusto Madeira, Martha Nowill e Tony Tornado. Todos ganhando devida atenção em momentos chave.

O Nome da Morte é um caso raro de cinema nacional cuja qualidade técnica e empenho das atuações sobressaem certo didatismo de se contar uma biografia. É cinema autoral palatável ao grande público, pronto para ser vendido e fazer carreira, inclusive, no exterior – onde estampa seu título “492”, referência ao número de mortes creditados ao criminoso protagonista.

‘A Hora do Pesadelo’ e os Clássicos do Terror que Completam 40 anos em 2024!

Os fãs de terror têm mais que motivos para comemorar. Acontece que em 2024, um dos maiores clássicos do gênero de todos os tempos está fazendo aniversário e se tornando quarentão. Em anos recentes, alguns dos mais icônicos filmes de terror entraram para esse seleto clube das quatro décadas de “vida”. Filmes como ‘O Iluminado’, ‘Sexta-Feira 13’, ‘A Morte do Demônio’, ‘Um Lobisomem Americano em Londres’ e ‘Poltergeist’ marcaram os anos 80 e chegaram à meia idade.

Agora é a vez de ‘A Hora do Pesadelo’, obra-prima do medo do saudoso Wes Craven, se enveredar pelo mesmo caminho. Mas não é apenas ele que chega a esta impressionante marca. E são justamente estes filmes cult que iremos visitar nesta nova matéria. Confira abaixo os longas assustadores que completam 40 anos em 2024.

A Hora do Pesadelo

Não é todo dia que surge um verdadeiro ícone das telas em cena. Criado por Wes Craven, com roteiro do próprio, o cineasta diz ter se inspirado em uma reportagem sobre asiáticos que terminaram perdendo suas vidas ao se recusarem a dormir. Para eles, os pesadelos eram simplesmente assustadores demais. Deste conceito mirabolante, o diretor tiraria a ideia para seu maníaco dos sonhos Freddy Krueger, imortalizado pelo ator Robert Englund, e criaria uma verdadeira lenda da sétima arte.

Sexta-Feira 13 – Capítulo Final

E quando falamos em Freddy Krueger e ‘A Hora do Pesadelo’, precisamos falar de Jason e ‘Sexta-Feira 13’, os eternos rivais que dominaram os anos 80. Antes de Freddy surgir em cena, no entanto, a franquia de Jason já estava na estrada há 4 anos, tendo estreado no começo da década ainda em 1980. Durante os anos 80, as franquias se enfrentariam 4 vezes nas telonas e essa foi a primeira vez. Enquanto Freddy estreava, Jason encerrava suas atividades. Bem, ao menos esse era o plano original para o quarto ‘Sexta-Feira 13’, que viu a morte de Jason pelas mãos do menino Tommy Jarvis (Corey Feldman). Mas é claro que o vilão não ficaria enterrado muito tempo, na verdade ressurgiria logo no ano seguinte.

Colheita Maldita

O que seria de um ano sem uma adaptação do mestre Stephen King abrilhantando o gênero? Os anos 80 já haviam visto adaptações como ‘O Iluminado’, ‘Cujo’, ‘Na Hora da Zona Morta’ e ‘Christine – O Carro Assassino’. Agora chegava a vez de ‘Colheita Maldita’, estrelado por Linda Hamilton e Peter Horton, como um casal infeliz viajando em seu carro e se deparando com uma cidadezinha fantasma no interior dos EUA. Logo, eles irão descobrir uma seita de crianças, que simplesmente mataram todos os adultos do local e os colocarão na mira de seu fanatismo religioso.

O Vingador Tóxico

Cult por excelência e misto de comédia, aventura e terror, o longa de baixo orçamento tem aura trash e foi criado realmente na base da zoeira. Produzido pelo estúdio Troma, de onde saiu gente como James Gunn, por exemplo, o filme apresenta o nerd irremediável Melvin (Mark Torgl), que vive sofrendo bullying de valentões por onde passa. No último “trote” da galera sem noção, Melvin termina caindo da janela do clube onde trabalha, direto em um tonel de ácido, e como nas histórias em quadrinhos se transforma numa criatura monstruosa e extremamente forte. A criatura desfigurada, que lembra o Sloth de ‘Os Goonies’, agora faz de sua missão eliminar qualquer atividade criminosa na cidade, além, é claro, de se vingar de seus malfeitores.

Quadrilha de Sádicos 2

No mesmo ano em que lançaria uma de suas maiores criações na forma de Freddy Krueger em ‘A Hora do Pesadelo’, o diretor Wes Craven entrega ainda outra produção. Estamos falando de ‘Quadrilha de Sádicos 2’, continuação do sucesso de baixo orçamento ‘Quadrilha de Sádicos’ (The Hills Have Eyes), de 1977. A sequência, porém, não obteria o mesmo sucesso cult do original, trazendo desta vez na trama um grupo de motoqueiros a caminho de uma corrida, se perdendo no deserto e ficando à mercê da família de canibais mutantes do original. O fiasco fez o filme se tornar esquecido, sem que muitos sequer lembrem que foi lançado. Mas estreou, foi escrito e dirigido por Craven e foi lançado no mesmo ano de um de seus maiores sucessos.

A Noite do Cometa

Outro filme cult dos anos 80 está completando 40 anos em 2024. ‘A Noite do Cometa’ possui uma premissa curiosa, que é uma espécie de ‘Eu Sou a Lenda’, mas com duas patricinhas como protagonistas – afinal era a década de 80. No filme, Catherine Mary Stewart e Kelli Maroney são as irmãs Regina e Samantha, que em uma bela manhã após a passagem de um cometa pela Terra na noite anterior, se descobrem como as últimas “esperanças da Terra”. Ao menos é o que elas pensam, pois o cometa transformou todos em pó, e os que resistiram se tornaram zumbis assassinos. Agora a dupla precisa entender a situação e tentar encontrar novos sobreviventes. A premissa pegava carona na passagem do cometa Halley, que gerou todo tipo de comoção na época.

C.H.U.D. – A Cidade das Sombras

C.H.U.D.’ é um filme de terror que consegue apresentar a cidade de Nova York como algo completamente assustador, e dar aquela sensação que apenas os anos 80 imprimiam, com uma cidade suja e perigosa, onde o medo podia espreitar a cada esquina. A ideia era: “imagine se as Tartarugas Ninja fossem monstros comedores de seres humanos”. Bem, ou quase. Na verdade, parte da premissa de criaturas mutantes vivendo no subterrâneo e nos esgotos de Nova York, que são perturbadas em seu habitat e passam a dar as caras na superfície espalhando o terror. Na rota dos monstrengos, gente como Kim Greist, John Heard e Daniel Stern.

Morte nos Sonhos

Por falar em ‘A Hora do Pesadelo’ e Wes Craven, no mesmo ano recebíamos outro filme com toques de terror (mas esse puxado para a aventura igualmente), que abordava o mundo dos sonhos como premissa. Bancado pela 20th Century Fox, o longa tem clima de superprodução e efeitos especiais de primeira (para a época). A trama mistura ‘Indiana Jones’ e ‘A Hora do Pesadelo’, e também pode ter influenciado ‘A Origem’, de Christopher Nolan, por exemplo. No filme, Dennis Quaid vive um jovem com poderes psíquicos, contratado por uma agência do governo para ajudar com um novo experimento – implantar pensamentos na cabeça das pessoas através dos sonhos. Mas, como sempre, algo dá errado. O elenco conta ainda com Max von Sydow, Kate Capshaw e Christopher Plummer.

O Corte da Navalha

Graças a ‘Tubarão’, de Steven Spielberg, vimos uma verdadeira enxurrada de filmes com animais assassinos nos cinemas, desde um urso pardo em ‘Grizzly’, até a baleia orca, passando por piranhas assassinas, chegando a um crocodilo colossal em ‘Alligator’ e um São Bernardo do “demo” em ‘Cujo’. Mas é claro que a coisa não iria parar por aí até todas os animais da natureza se transformarem em vilões de filmes de terror. Há 40 anos chegava a versão do deserto australiano do subgênero. ‘O Corte da Navalha’, dirigido por Russell Mulcahy (‘Highlander – O Guerreiro Imortal’), trazia um gigantesco javali como antagonista. A esposa de uma das vítimas do animal se junta a um caçador experiente e um fazendeiro na caça do enorme mamífero.

Ninja 3 – A Dominação

Não poderíamos terminar a lista sem mais um terrir, que recai na categoria de um filme tão ruim que se torna bom. Um cult máximo hoje em dia, é claro que falamos de uma produção da icônica Cannon Films, estúdio mais picareta que já existiu em Hollywood. A Cannon, entre outras coisas, introduziu a “Ninjamania” nos EUA e no mundo, graças a seus filmes como ‘Guerreiro Americano’ e ‘Ninja – Máquina Assassina’.

Esse segundo deu origem a uma trilogia, na qual cada filme não tem absolutamente nada a ver com o outro, mudando inclusive de gênero. Por exemplo, depois de ‘A Vingança do Ninja’ (1983), ‘Ninja 3 – A Dominação’ era uma mistura de ‘Flashdance’, ‘O Exorcista’ e filmes de ninja e luta. Lucinda Dickey vive Christie, um clone de Jennifer Beals em ‘Flashdance’, que termina possuída pela alma de um ninja morto, no melhor estilo ‘O Exorcista’. Mas nada de padres para tirar o encosto de seu corpo, e sim muita luta e porrada!

‘Castle Rock’: Novo episódio fez referência à história clássica de Stephen King

Apesar de não ser baseada em um livro de Stephen King, a série ‘Castle Rock‘ se passa na cidade ficcional criada pelo autor, e até mesmo apresenta personagens que apareceram em suas histórias. No oitavo episódio, visitamos brevemente a cidade de Salem’s Lot.

O lugar faz referência ao livro A Hora do Vampiro (ou simplesmente Salem, em outras edições) de King.

Recentemente, o cocriador Sam Shaw revelou que cada temporada narrará uma trama diferente.

“Nosso plano é sempre abordar cada temporada como se fosse um livro original de Stephen King. Ele é o seu próprio gênero, e há sete ou oito subgêneros bem definidos. Nós sempre amamos as histórias que lidam com crime e punição, e prisões, e Stephen King conseguiu desenvolver tudo isso com monstros do mundo real – e o que fazemos com eles, onde os colocamos, como os tratamos, e se isso nos faz monstros. Essa temporada teve muita inspiração em ‘Um Sonho de Liberdade’ e ‘À Espera de um Milagre’, e histórias que lidam com prisões. Mas há vários outras histórias com monstros e histórias cósmicas sobre o bem e o mal.”

Ele continua, “Nós esperamos ter a oportunidade de retornar para futuras temporadas e contar uma ótima história de monstros ambientada em 1974, ou algum outro tipo de história sob a influência de uma trama de King.”

Confira nossas primeiras impressões: Castle Rock | Primeiras impressões – Mistérios, terror e muito fan service

A primeira temporada tem 10 episódios, e trar vários personagens inspirados nas clássicas obras de King.

O Hulu já renovou a série ‘Castle Rock‘ para a 2ª temporada. A previsão que é o próximo ano estreie em 2019.

Para aqueles que desconhecem o universo literário de King, Castle Rock é uma cidade fictícia no estado americano de Maine onde muitos de seus thrillers e contos se passam. A primeira vez que ela apareceu foi no livro de 1979, ‘A Zona Morta‘. Além disso, ela surge novamente em ‘Cão Raivoso‘ (1981), ‘O Corpo‘(1982), ‘O Caminhão do Tio Otto‘ (1983), ‘O Atalho da Sra. Todd‘ (1984), ‘A Metade Negra‘ (1989), ‘O Cão da Polaroid‘ (1990), ‘Trocas Macabras‘ (1993), entre outros.


‘A Maldição da Chorona’ assusta ‘Shazam!’ e estreia em primeiro lugar nas bilheterias dos EUA

James Wan continua se consolidando como um dos maiores fenômenos do gênero nas bilheterias. Seu novo longa, ‘A Maldição da Chorona‘, o qual o cineasta produz, superou as modestas projeções – que apontavam uma estreia em torno de US$ 15-17 milhões – e arrecadou sólidos US$ 26.5 milhões, garantindo a primeira colocação nas bilheterias dos EUA.

Internacionalmente, o terror acrescenta US$ 30 milhões, totalizando uma estreia mundial de US$ 56.5 milhões. Considerando o seu orçamento de apenas US$ 9 milhões, é seguro dizer que essa é mais uma produção do gênero de sucesso esse ano.

A Warner Bros. também garantiu a segunda colocação com ‘Shazam!‘, que caiu apenas 29% em relação à semana passada, somando mais US$ 17.3 milhões ao seu montante. Ao total, o longa já ultrapassou a marca de US$ 300 milhões mundialmente.

O outro grande lançamento da semana, o drama religioso ‘Superação – O Milagre da Fé‘, garantiu o terceiro lugar, com US$ 14.6 milhões (incluindo as exibições antecipadas). É um começo respeitável para uma produção que custou US$ 14 milhões. No mercado internacional, o filme arrecadou US$ 5.9 milhões , sendo o Brasil o grande destaque, pois sozinho arrecadou quase US$ 1.5 milhão.

Dentre outros destaques da semana, ‘Dumbo‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 300 milhões mundialmente. E o remake ‘Cemitério Maldito‘ está a poucos milhões de chegar aos US$ 100 milhões globais.

10 Séries onde as verdades aparecem aos poucos

Quem não curte uma boa série de suspense não é mesmo? Geralmente aliada à narrativas empolgantes, alguns projetos nos levam a ver um episódio atrás do outro até conhecermos as verdades por trás dos fatos apresentados. Pensando nisso, e pra você que adora séries com seus mistérios, segue abaixo uma lista irada:

 

A Maldição da Residência Hill (Netflix)

A simplicidade na hora de contar uma boa história de suspense. O universo do suspense de pregar surpresas, fantasmas, maldições, passou por uma grande transformação ao longo dos anos quando pensamos em filmes e seriados que buscam no susto sua ferramenta de elo da trama com o interesse do espectador. Disponível na Netflix, A Maldição da Residência Hill , considerada essa a primeira temporada, de 10 episódios, é um seriado que utiliza do trivial dentro de uma sólida história sobre uma família amaldiçoada por terem morado em uma residência amaldiçoada durante a infância. Repletos de surpresas, idas e vindas na linha temporal, com um desfecho convincente e interpretativo, além de atuações excelentes, essa é uma das séries imperdíveis disponíveis no mais famoso dos serviços de streamings.

 

Dark (Netflix)

O tempo sendo associado ao ato de amar em tempos em que o esquecimento é o grande vilão da nossa realidade. Criado pelo cineasta suíço Baran bo Odar e pela cineasta alemã Jantje Friese, Dark chegou ao catálogo do poderoso streaming Netflix sem muito ‘oba oba’, bastou os espectadores irem aos poucos terminando a temporada para o burburinho positivo começar. Muito bem amarrada, com começo meio e fim estrategicamente bem desenvolvidos, com uma produção de arte belíssima, fotografia ótima, trilha impecável e uma montagem de elenco espetacular a produção alemã se tornou um fenômeno cult em pouco tempo.

 

The Head: Mistério na Antártida (Globoplay)

Na trama, seguimos para os detalhes complicados de decifrar de um grupo de pessoas que são de uma equipe de pesquisa que precisam ficar seis meses longe de tudo e todos no meio da terra gelada da Antártida. Acontece que quando uma outra equipe chega até onde eles estavam, liderados por Johan (Alexandre Willaume), após três semanas sem comunicação, apenas dois sobreviventes são encontrados, em situação de trauma total. Assim, Johan deve comandar uma investigação e descobrir quem está mentindo em uma investigação que está inclusa até mesmo sua esposa Annika (Laura Bach) uma das integrantes da expedição que deu problema.

 

Mare of Easttown (MAX)

A força dentro das surpresas e desilusões. O que você faria se fosse atormentado por uma tragédia em sua família? Se seu trabalho é questionado por todos ao seu redor? Se sua vida amorosa é um quebra cabeça complicado de se entender? Essas e outras questões estão dentro do contexto de pulsantes emoções da protagonista de Mare of Easttown, minissérie de sete capítulos da HBO que possui um roteiro afiado, repleto de mistérios e dramas profundos gerando inúmeras reflexões pelo caminho. No papel principal, uma das grandes atrizes do planeta cinema, Kate Winslet, em mais uma atuação nota 10. Impecável trabalho que merece ser visto por todos que gostam de boas histórias.

 

O Homem das Castanhas (Netflix)

Na trama, conhecemos a policial Naia (Danica Curcic), uma mulher que sofre por não ter tempo para cuidar de sua filha. Mãe solteira, ela tem como objetivo mudar de trabalho para assim conseguir mais tempo para sua família. Só que uma série de assassinatos cometidos pela mesma pessoa, um serial killer que deixa como rastro bonecos feitos de castanhas, começam a acontecer o que leva Naia a uma angustiante jornada rumo à verdade que envolve um caso antigo tendo uma ministra da Dinamarca, Rosa (Iben Dorner) no epicentro. Naia contará com a ajuda do angustiado investigador Mark (Mikkel Boe Følsgaard), um homem que perdeu anos atrás a esposa e a filha em um incêndio.

 

Um Pesadelo Americano (Netflix)

A força de uma narrativa brilhante. Assaltantes com roupas de mergulho. Um curioso sequestro. Uma pacata cidade na Califórnia. Chegou ao catálogo da Netflix uma minissérie dividida em três partes que nos mostra as verdades de um fato ocorrido em março de 2015 que reuniu uma série de variáveis surpreendentes. Caminhando pelos relatos e sofrimento dos envolvidos, passando pela pressão de um circo midiático e a força policial atrás de um bode expiatório, Um Pesadelo Americano mostra de forma detalhada reviravoltas chaves para o esclarecimento por completo de um curioso ocorrido.

 

O Sinal (Netflix)

Na trama, conhecemos Paula (Peri Baumeister), uma brilhante cientista alemã enviada por uma empresa privada para o espaço com um único objetivo de realizar pesquisas sobre possíveis sinais vindos de fora da Terra. Ao mesmo tempo, seu marido, o professor de história Sven (Florian David Fitz) e sua jovem filha com deficiência auditiva esperam o retorno dela. Perto de completar sua missão, Paula se depara com uma descoberta e conflitos se desenrolam. Ao voltar ao nosso planeta acaba sendo responsabilizada por uma tragédia, modificando completamente a vida de sua família.

 

A Escada (MAX)

Baseada em fatos reais, em A Escada, minissérie disponível na Max, que conta com um elenco maravilhoso, tendo como protagonistas o britânico Colin Firth e a australiana Toni Collette, nos mostra a história do escritor Michael Peterson acusado de matar a esposa. O corpo dela fora encontrado nos primeiros degraus de uma escada da casa em que moravam.

 

Twin Peaks

Lançado no primeiro semestre de 1990, Twin Peaks revolucionou a maneira de criar uma narrativa para a televisão. Com sua densa trama, que focava nas inusitadas descobertas do agente do FBI Dale Cooper (Kyle MacLachlan) que viaja para a pequena cidade de Twin Peaks para investigar o assassinato da jovem Laura Palmer (Sheryl Lee), o seriado criado pelo gênio David Lynch marcou uma geração sendo considerada até hoje um dos mais impactantes programas televisivos das últimas décadas.

 

True Detective – Terra Noturna (MAX)

Na trama, conhecemos a chefe de polícia da gelada cidade de Ennis, no Alaska, Liz Danvers (Jodie Foster), uma mulher com problemas no relacionamento maternal com a filha do ex-companheiro que comanda a investigação de uma misteriosa morte que envolve cientistas de uma estação de pesquisas da região. Ao longo da investigação, esse caso parece estar ligado a outro, o de uma ativista morta no passado, fazendo com que Danvers se junte a ex-parceira Evangeline Navarro (Kali Reis) em busca das respostas de um enorme quebra-cabeça.

 

 

Os 10 Piores Filmes do Verão Americano de 2017

Como afirmar quais são os melhores e piores filmes do ano? Bem, este é um tópico muito relativo, já que cinema e arte não são ciências exatas. Porém, ultimamente, as superproduções hollywoodianas são tratadas exatamente desta forma, como um esporte, competindo pelo pódio. Desde que os blockbusters foram criados ainda na década de 1970, os filmes de entretenimento parecem cada vez mais unicamente preocupados com seu retorno em bilheteria. Embora tal fator, obviamente, precise entrar em jogo, já que além de arte, cinema é um negócio e precisa gerar dinheiro, é necessário nunca esquecer de empregar ideias e inteligência a tais roteiros.

Mas foi quando um dos maiores vilões (ou seria herói?) – ao menos na visão de produtores (a não ser que elogiem seus filmes) – entrou em cena, que os filmes começaram a ser medidos em porcentagem. É claro que estou falando do Rotten Tomatoes, agregador mais famoso (ou infame) do meio, que faz as vias de um Super Crítico de cinema, dando força a um coletivo de avaliadores registrados. Veja por esse lado, se um crítico pode incomodar certos envolvidos com um filme, imagine um agregador, que aponta se a maioria aprovou ou não seu filme. Um pesadelo total, não é mesmo?

Leia nossa matéria que explica como funciona o Rotten Tomatoes, o pesadelo de Hollywood

Imagine os dois itens, críticas (Rotten) e bilheterias (público) entrelaçados, um afetando o desempenho do outro – ou melhor, o primeiro influenciando o segundo. É exatamente o que uma matéria recente do site Quartz, na qual nos baseamos para criar esta, apontou. Será que o público está dando mais ouvidos aos críticos? Aqui temos uma lista com dez filmes que receberam avaliações baixas da imprensa especializada e que por consequência, ou coincidência, afundaram no gosto do público e nas bilheterias. Vamos conhecê-los.

Transformers: O Último Cavaleiro (15%) – US$45 milhões

Tudo bem que tirando o primeiro filme de 2007, que obteve 57% de aprovação dos especialistas, a franquia Transformers nunca foi o forte dos críticos – as sequências receberam 19%, 35% e 18%, respectivamente. Até aí, ok, já que o público sempre comparecia lotando as salas de cinema e garantindo o lugar dos carros-robôs no pódio dos filmes mais vistos de seus respectivos anos. Aqui é que entra o fator Rotten Tomatoes, ou simplesmente um certo desgaste da franquia.

Das duas uma, ou as pessoas estão mais cientes em relação ao agregador, não só nos EUA, mas pelo mundo, ou completamente saturadas dos longos blockbusters explosivos de Michael Bay. Com uma irrisória aprovação de 15% – a parcela de profissionais que deu aval ao longa – a menor de toda a série até o momento – o quinto Transformers abriu sua carreira com 45 milhões de dólares nos EUA, o número mais baixo em bilheteria de toda a franquia, levando em conta que alguns filmes atingiram a marca de US$100 milhões só na estreia e o valor mais baixo havia sido US$70 milhões do filme original.

A Múmia (16%) – US$32 milhões

Enquanto a Paramount vê sua galinha dos ovos de ouro perder finalmente o fôlego junto ao público-alvo, a Universal não fica muito atrás em questão de prejuízo e amarga a “largada queimada” do Dark Universe, ambicioso projeto do mega empresário de cinema Alex Kurtzman, roteirista e produtor de franquias como Star Trek, Homem-Aranha e Transformers. Este ano fizemos uma matéria descortinando o Dark Universe – para saber mais clique no link.

A Múmia foi (ou seria) o primeiro passo deste universo interligando de monstros, com Kurtzman à frente do longa, jogando em todas as posições: roteiro, produção e direção. Bem, podemos dizer que não existem tantas outras pessoas para culpar pelo resultado. Quem sabe Tom Cruise? O astro é conhecido por dar pitaco e colocar seu dedo nos blockbusters que protagoniza. De qualquer forma, dificilmente Kurtzman deixaria Cruise fazer de seu Dark Universe, um Cruise Universe. Aqui, no entanto, creio que seja o caso de uma ideia mal concebida, já que assim que pipocaram as primeiras fotos, sinopse e finalmente o trailer, a maioria de cara torceu o nariz, prevendo o desastre. O filme obteve 16% de aprovação no agregador e rendeu 32 milhões de dólares em sua estreia nos EUA.

All Eyez on Me (16%) – US$26 milhões

Ao contrário dos dois primeiros itens na lista, este não é um blockbuster, mas uma biografia dramática. Pegando carona o sucesso de Straight Outta Compton – A História do NWA (2015), um dos grandes sucessos surpresa do verão norte-americano de dois anos atrás, biografia de um grupo de rap da década de 1980, que teve como integrantes nomes estabelecidos do mercado como Ice Cube e Dr. Dre. Straight Outta Compton fez sua estreia abrindo com mais de US$60 milhões em bilheteria, vivendo para uma carreira de mais de US$160 milhões só nos EUA (o 19º filme mais lucrativo do ano) e mais US$100 milhões ao redor do mundo – fechando com mais de US$200 milhões.

Além disso, o sucesso de 2015 obteve o aval da crítica, com 87% de aprovação no RT, e a indicação ao Oscar de roteiro original. Já All Eyez on Me, que relata outra figura muito amada do mundo do rap, Tupac Shakur, também ator, não caiu da mesma forma no gosto da crítica e público. Shakur foi assassinado em 1996, devido a uma rixa entre gangues rivais do mundo do rap. All Eyez on Me estreou com US$ 26 milhões, e arrecadou US$ 44 milhões durante a trajetória nas telonas, ou seja, menos do que a abertura de Straight Outta Compton. Fora isso, também não emplacou com os críticos, sendo aprovado apenas por 16% dos especialistas, o que deve garantir ao filme um lançamento direto no mercado de vídeo do Brasil.

Emoji: O Filme (8%) – US$25 milhões

Mostrando que a Hollywood atual funciona de reciclagens, todos querem garantir seu sucesso baseado em sucessos alheios. Ser original? Pra quê, se o que o público quer é repetição. Bem, nem sempre, ou ao menos que tenha o mínimo d qualidade. É o que prova esta animação. Uma Aventura LEGO (2014) foi um dos maiores sucessos do gênero em anos recentes, com 96% de aprovação dos críticos, quase US$70 milhões em sua estreia e US$470 milhões em caixa mundialmente. Quem diria que brinquedos de montar poderiam ser tão lucrativos e prestigiados no cinema. O que só mostra que uma boa ideia não tem limitações.

Mas ao contrário de uma boa ideia, uma cópia desta ideia pode ter seus percalços. LEGO mostrou que pecinhas de montar poderiam render uma boa animação. Desta forma, por que não adaptar para o cinema um aplicativo / jogo de celular, os infames Angry Birds. Bem, o resultado não foi o mesmo, já que não adianta ter só o mote sem um bom roteiro. Angry Birds obteve 44% de aprovação e uma bilheteria (boa) de US$350 milhões mundialmente – ficando abaixo de medalhões desgastados vide Kung Fu Panda 3 e A Era do Gelo 5. Mas nada prepararia pro desastre de Emoji: O filme. Sim, a grande ideia de fazer um filme dos rostinhos com emoções amarelos. Bem, ao menos tudo é amarelo, como LEGO, certo? Para a defesa da animação, eu, talvez o único ser humano vivo, não achei a pior coisa do mundo – leia a minha crítica. Emoji tem 8% de aprovação da imprensa e US$25 milhões em caixa na estreia.

A Torre Negra (16%) – US$19 milhões

Não é apenas um estúdio que fracassa, todos conhecem seus esqueletos no armário. Bem, talvez não a Disney. Seja como for, a Sony também possui sua cota de tiros no pé, e a mais nova é esta adaptação de uma cultuada série literária do mestre Stephen King. A trama de A Torre Negra é tão densa e complexa, se estendendo ao longo de diversos livros, que merecia um cuidado maior em sua adaptação. Não sei bem o que os envolvidos tinham na cabeça para confeccionar uma trama tão apressada e um filme que nem de perto faz jus a qualquer item contido no livro, em especial os personagens.

Aqui, no filme, a história é extremamente genérica, que apenas reproduz a batida “bem versus mal”, sem qualquer personalidade, surpresa ou inovação. Junte a isso a jornada do herói, levada à risca, sobre um menino que se descobre o escolhido e precisa combater o fim do mundo, não é brincadeira – mais clichê impossível. Nada se salva, tudo é altamente esquecível, e no meio disso, atores talentosos com Idris Elba e Matthew McConaughey descontam seus altos salários, mas perdem um pouco de suas almas. Para mais detalhes, leiam a minha crítica. A solução agora, se é que terá uma, é levar esta trama para as telinhas na forma de uma série de TV. A Torre Negra estreou nos EUA com US$19 milhões (ao menos em primeiro lugar, surrando O Sequestro, com Halle Berry – um filme pior, porém, mas divertido) e obteve apenas 16% de aprovação da imprensa.

Baywatch (19%) – US$19 milhões

Com o mesmo valor arrecadado na estreia, mas uma aprovação mais significativa da imprensa, com 3% a mais em relação à Torre Negra, Baywatch, adaptação de uma série de TV galhofa, tinha aspirações de ser o novo Anjos da Lei (2012). Infelizmente, os envolvidos esqueceram do principal e terminaram por inaugurar uma nova categoria no cinema: as comédias sem humor. Tudo é extremamente forçado, e o material não é digno dos atores, parecendo ter sido escrito por aquele adolescente espinhudo, que não pega ninguém, mas diz as maiores sacanagens para se auto afirmar.

Fora o humor escatológico sem graça, que insiste repetidas vezes em piadas que funcionaram (até criar uma exaustão) e também nas que não funcionaram, os personagens são mal resolvidos – funcionando em uma única nota – e a química entre eles é nula, em especial a dos protagonistas Dwayne Johnson (geralmente um poço de carisma, mas aqui claramente incomodado) e Zac Efron. Para não sermos totalmente injustos, existe sim uma boa química entre dois personagens pra lá de carismáticos no filme, que justamente roubam os holofotes e protagonizam os momentos que mais dão certo comicamente: Kelly Rohrbach (CJ Parker) e Jon Bass (Ronnie Greenbaum). Até mesmo as pontas de David Hasselhoff e Pamela Anderson o longa tratam de despir de humor. Leia mais na crítica do filme.

The House (17%) – US$9 milhões

Inédito no Brasil e com o destino certo de lançamento em vídeo, esta é a nova comédia dos humoristas Will Ferrell e Amy Poehler. É certo que o poder de Ferrell junto ao público não é mais o mesmo da década passada, na qual o comediante emplacava um sucesso atrás do outro. Mesmo assim, Ferrell ainda consegue tirar da cartola produções que caem no gosto do grande público, ao menos o suficiente para renderem uma sequência, vide Pai em Dose Dupla.

Aqui, a dupla Poehler e Ferrell, veteranos do humorístico Saturday Night Live – o programa de esquetes mais duradouro do mundo – interpretam um casal que está sem opções para conseguir dinheiro para a universidade cara da filha. No meio da crise e desesperados, os dois decidem transformar a casa em um cassino, tirando assim a paz da vizinhança. O filme marca a estreia na direção de Andrew Jay Cohen, roteirista de comédias de sucesso como Vizinhos (2014) e sua continuação (2016). The House guarda simplórios 17% de aprovação da imprensa, e juntou US$9 milhões em bilheteria através dos EUA em sua estreia.

O Que Será de Nozes 2 (11%) – US$8 milhões

Mostrando que não são apenas os filmes mirados aos jovens e adultos que sofrem com o desprezo do público e crítica, já temos duas animações no ranking dos maiores fracassos deste ano. A segunda é justamente esta continuação do longa de 2014, que igualmente não emplacou no gosto dos especialistas marcando exatos 11% de aprovação (reprisados aqui) e com bilheteria total de um pouco mais de US$64 milhões.

A continuação, que traz de volta as vozes originais de Will Arnett e Katherine Heigl, e adiciona Jackie Chan e Bobby Cannavale ao elenco de dubladores, conseguiu agradar mais críticos que Emoji, por exemplo. O motivo, no entanto, pode ter sido por um lançamento mais limitado para O Que Será de Nozes 2 e o fato de que provavelmente um número maior de jornalistas assistiu a Emoji, uma produção da Sony. O que reflete também a bilheteira mais inflada do filme das carinhas amarelas. Seja como for, Nozes 2 juntou US$8 milhões em sua estreia.

Diário de um Banana: Caindo na Estrada (20%) – US$7 milhões

Os filmes infantis não tiveram sorte neste verão norte-americano. Ou melhor, alguns não tiveram, e a maioria foi justificável. Esta é terceira continuação da franquia Diário de um Banana, iniciada em 2010, baseada nos livros de Jeff Kinney, e o primeiro filme a usar o garoto Jason Drucker como o protagonista Greg (substituindo Zachary Gordon dos três anteriores). Alicia Silverstone e Tom Everett Scott também são novidades, entrando no lugar de Rachael Harris e Steve Zahn como a mãe e o pai.

Desta vez, a franquia reformulada com novos rostos decide cair na estrada com a família, cinco anos depois da última aparição dos personagens na telona. Este, porém, foi o esforço menos satisfatório da série na opinião dos críticos, rendendo apenas 20% de aprovação, a média mais baixa de um filme da franquia. Fora isso, o fato de ter aberto sua carreira nos cinemas dos EUA com “apenas” US$7milhões faz do quarto Diário de um Banana o segundo maior fracasso do verão americano de 2017.

7 Desejos (18%) – US$5 milhões

Este era para ser somente mais um filme de terror, cujo objetivo era cair nas graças do grande público que lota as salas de multiplex prontos a consumir produtos do gênero. No entanto, esta mistura de Hellraiser (1987) e O Mestre dos Desejos (1997), que mostra uma jovem descobrindo uma caixa que lhe concede todo tipo de desejo, falhou ao atender os pedidos dos fãs de terror e dos críticos.

Veículo para a jovem Joey King (O Ataque), clone de Chloe Grace Moretz, 7 Desejos obteve uma das avaliações mais baixas do ano, com 18% de aprovação dos especialistas. Seja como for, junte a isso uma abertura de somente US$5 milhões e temos uma das obras de terror (gênero geralmente muito rentável, levando em conta seu baixo orçamento e apelo junto ao fiel público) mais mal sucedidas dos últimos tempos. Além disso, 7 Desejos leva o prêmio como o filme que mais naufragou neste verão norte-americano.

Crítica | Como é Cruel Viver Assim – Diretora de ‘Ponte Aérea’ acerta com comédia criminal

Sem Direito a Resgate

Enquanto muitos cineastas esforçam-se para imprimir uma marca no cinema de autor, buscando reconhecimento e prestígio dentro do mercado – por vezes deixando sua pretensão passar por cima da acessibilidade -, outros desejam apenas contar histórias. Dentro desta simples aspiração, encontra-se Julia Rezende. Mas não me entenda errado, os filmes da diretora possuem tanta graça e qualidade que conseguem sobressair, inclusive, muito do que é produzido em nível afetado pelo primeiro grupo mencionado acima.

A cineasta é um dos nomes mais proeminentes do cenário atual e uma artista estabelecida na indústria. Julia Rezende faz filmes para o grande público. Obras acessíveis para todo tipo de espectador. Mas não é por isso que aposta no mais baixo denominador comum. Seus longas são confeccionados com esmero, com a ênfase que seria aplicada ao cinema independente autoral. A prova disso é a resposta positiva que Ponte Aérea obteve desde seu lançamento em 2015, enaltecido por fãs da sétima arte como uma das melhores produções dos últimos anos. Acima de tudo isso, é a prova de que qualidade pode vir sem ser mirada a um nicho.

Acostumada a dominar a cena em comédias e romances sobre relacionamentos, a carioca de 32 anos dá agora seu passo mais ambicioso, adicionando à mistura elementos de drama criminal. Como é Cruel Viver Assim evolui e amadurece o cinema de Julia Rezende. No entanto, a nova etapa é calculada e perfeitamente controlada pela diretora.

Adaptado por Fernando Ceylão, de sua própria peça teatral, o roteiro costura um crime orquestrado por moradores dos subúrbios carioca, como última opção para saírem do fundo do poço financeiro no qual se encontram. Vladimir, papel de Marcelo Valle, é aspirante a motorista, mas se vê desesperado quando as portas só batem na sua cara. Sua esposa Clívia, personagem da onipresente Fabiula Nascimento – em cartaz com o drama O Nome da Morte -, é quem sustenta a casa com a lavanderia herdada, a qual toca aos trancos e barrancos. Neste cenário, Vladimir resolve recorrer ao crime e o pedido é pelo sequestro.

Como é Cruel Viver Assim é uma comédia de erros, na qual personagens totalmente fora de suas alçadas resolvem investir em um plano criminoso, do qual não possuem qualquer conhecimento ou domínio sobre. Sabemos que a qualquer momento algo dará muito errado, e esperamos apenas este trem descarrilar afoitos.

Juntam-se ao casal protagonista: Primo, papel de Silvio Guindane (marido da diretora na vida real), o “171” da vizinhança, que não tem o melhor dos relacionamentos com a mãe super protetora, e Regina, a sempre ótima Debora Lamm, a piriguete local. O trabalho desta quadrilha de quinta é capturar um figurão a mando de Velho (Otávio Augusto), o Godfather da região.

Um dos chamarizes do longa é o empenho de seu elenco. Os talentosos intérpretes se entregam aos personagens como se buscassem prêmios. Embora seja uma comédia, existe carga dramática em todas as performances, indo e voltando entre estes dois gêneros tão distintos e ao mesmo tempo similares. Rezende e seu elenco acertam em cheio nesta tênue linha e caminham equilibrando-se sem titubear. Em momentos, sentimos por eles, deixando a emoção e a melancolia nos dominar. Em outros, gargalhamos com o timing cômico perfeito. Esta área de interseção na qual filme, personagens e atuações residem impressiona, já que é quase impossível de ser atingida.

Como é Cruel Viver Assim funciona em variados níveis. É uma comédia hilária. É um drama sobre a miséria emocional do ser humano e a busca pela convivência. E é um filme criminal de enervar, criando risadas tensas e suspense por seu desenrolar. O novo trabalho de Julia Rezende é produção comercial brasileira em sua melhor e mais plena forma.

10 Clássicos dos anos 90 indicados ao OSCAR de Melhor Roteiro, que Você NEM SABIA!

É fevereiro. E todo início de ano os cinéfilos do mundo todo só pensam em uma única coisa: o Oscar. O maior prêmio da sétima arte acontecerá no dia 10 de março de 2024, com transmissão direto de Los Angeles. Ou seja, está pertinho.

No meio desta correria para assistir a todos os indicados nos cinemas (aqui no Brasil as distribuidoras seguram os que têm chance para os meses de janeiro e fevereiro), propomos uma matéria diferente sobre o Oscar, apostando também em um tema que é nossa especialidade: a nostalgia dos anos 90. Nessa nova matéria iremos revelar 10 filmes muito queridos de tal década, que foram indicados ao Oscar de melhor roteiro (seja original ou adaptado) e que você não fazia a menor ideia. Confira abaixo.

Leia também: 10 Clássicos dos Anos 80 que Você Não Sabia que Tinham Sido Indicados ao Oscar de MELHOR ROTEIRO

Toy Story (1995)

O primeiro ‘Toy Story’ foi revolucionário para a indústria do cinema em vários sentidos. Para começar, foi o primeiro longa-metragem inteiramente criado utilizando a técnica de animação 3D (antes utilizada apenas em alguns trechos de animações). Embora a categoria de melhor animação só tenha sido implementada em 2002 no Oscar, ‘A Bela e a Fera’ (1991), por exemplo, recebeu indicação de melhor filme. ‘Toy Story’ não foi indicado a melhor filme, mas foi presenteado com a nomeação de melhor roteiro original. Merecido.

Na Linha de Fogo (1993)

O Oscar geralmente não privilegia em suas categorias principais filmes de ação. Este gênero geralmente fica relegado a categorias mais técnicas, vide efeitos especiais, som, e por aí vai. Mas quando temos um longa estrelado por Clint Eastwood a coisa pode mudar de figura. Foi exatamente o que aconteceu com ‘Na Linha de Fogo’, thriller no qual o veterano interpreta um agente parte do time de guarda-costas do presidente, com um grande trauma no passado. John Malkovich brilha no papel de um psicopata que jurou o presidente americano de morte – e pelo desempenho recebeu uma indicação de ator coadjuvante e o filme recebeu de roteiro original.

Quero Ser John Malkovich (1999)

Por falar em John Malkovich, esse foi o segundo ano que o ator marcou presença no Oscar. Desta vez com seu nome no título. Essa aqui é batata. Isso porque ‘Quero Ser John Malkovich’ tem um dos roteiros mais criativos e fora da caixinha da década de 1990. Um portal para a cabeça do ator citado, cuja entrada fica em um escritório esquisito situado entre andares, só poderia ser coisa de Charlie Kaufman, e o roteiro, é claro, foi indicado ao Oscar – uma pena que não venceu. O filme ainda obteve indicações de melhor atriz coadjuvante Catherine Keener e diretor, Spike Jonze.

Sintonia de Amor (1993)

Uma comédia romântica no Oscar? Sim, caro leitor. Acontece que esse gênero sempre foi muito adorado pelos críticos, pelos fãs e por profissionais do meio, pois é tão tradicional quanto a própria história da sétima arte. E precisamos levar em conta também que antigamente os filmes deste tipo eram mais encorpados e tinham grande significância. E se ‘Harry e Sally – Feitos um para o Outro’ (1989) pôde ser indicado, por que não ‘Sintonia de Amor’? Aqui temos outro filme estrelado por Meg Ryan – agora deu para entender por que ela era a rainha de tais filmes naquela década? A história de um viúvo, cujo filho liga para um programa de rádio buscando uma companheira para o pai e despertando o amor de uma mulher cativou o mundo na época e foi indicado a melhor roteiro original.

Dave – Presidente por um Dia (1993)

Em 1994 tivemos não uma, mas duas comédias postulando o Oscar na categoria de melhor roteiro original. Depois da comédia romântica ‘Sintonia de Amor’, quem concorreu ao prêmio máximo do cinema também foi ‘Dave – Presidente por um Dia’. No qual um homem simples recebe uma proposta de trabalho muito inusitada: servir de sósia, substituindo ninguém menos que o homem mais poderoso do planeta, o presidente dos EUA. Acontece que o verdadeiro entrou em coma, e para não criar o pânico generalizado, os articuladores do poder fingem que está tudo bem, e nem mesmo a Primeira-Dama fica sabendo da troca.

Eleição (1999)

Você já se perguntou como seria uma continuação do clássico absoluto dos anos 80, ‘Curtindo a Vida Adoidado’? Particularmente, sempre pensei que se a sequência existisse, precisaria trazer Ferris desta vez mais velho como o professor do colégio agora, enfrentando um aluno que o tirasse do sério. Bem, essa “fanfic” pode ser quase realizada ao assistirmos ‘Eleição’, de Alexander Payne. Isso porque o filme traz justamente Matthew Broderick (o eterno Ferris) como professor, tentando minar os “planos de dominação mundial” de uma aluna extremamente CDF, papel de Reese Witherspoon. O filme, no entanto, é muito mais profundo do que isso e foi indicado para melhor roteiro adaptado.

Irresistível Paixão (1998)

De todos os títulos ruins que os filmes já ganharam aqui no Brasil, esse é um dos concorrentes ao pior da década, pelo menos. Acontece que o nome em português fica parecendo uma comédia romântica qualquer. E o filme é bem mais do que isso. É um thriller criminal, por exemplo. E traz George Clooney como um foragido da prisão, bolando um assalto mirabolante ao lado de seus comparsas. O filme está mais para ‘Fargo’ do que qualquer outra coisa. Mas tudo bem, admito que sim, existe um romance no meio de tudo, mas um bem pouco usual, entre o bandido e a policial que o persegue e planeja coloca-lo de volta atrás das grades, papel da musa Jennifer Lopez. O filme recebeu indicação de melhor roteiro adaptado.

Mera Coincidência (1997)

Uma guerra para distrair a atenção de um escândalo presidencial? Melhor ainda se for uma guerra de mentirinha, criada nos estúdios de Hollywood. Muito fantasioso? Pois dizem as más línguas que embora exagerado, foi mais ou menos o que os marqueteiros tentaram fazer na época do escândalo sexual envolvendo Bill Clinton. Nessa sátira para lá de ácida, também temos o presidente enrascado por causa de sexo. Mas a guerra para distrair é com um país que quase ninguém conhece, a Albânia. Robert De Niro é o marqueteiro, e Dustin Hoffman vive o mega produtor de Hollywood contrato na surdina. O filme recebeu indicação de melhor roteiro adaptado, e Hoffman de melhor ator.

Donnie Brasco (1997)

Agora finalmente saímos das comédias, um gênero não muito badalado no Oscar, mas que como pudemos ver, fez enorme sucesso na década de 90. Aqui, por outro lado, temos um filme de máfia. Os anos 90 trouxeram grandes exemplares do gênero, vide ‘O Poderoso Chefão 3’, ‘Os Bons Companheiros’ e ‘Pulp Fiction’. Mas um subestimado, que quase não é mencionado é ‘Donnie Brasco’, baseado em uma história real de um agente do FBI infiltrado tão profundamente no mundo da máfia, que começa a desenvolver laços de amizades com os criminosos. Johnny Depp em sua melhor fase é o personagem título, o tal agente. Uma subversão de elenco é ter o monstro Al Pacino não no papel do poderoso chefão, mas sim como um capanga subalterno que nunca conseguiu chegar no topo. O filme foi indicado para melhor roteiro adaptado.

Trainspotting (1996)

Finalizando a lista, temos o filme de Danny Boyle, que viveu para se tornar um dos maiores cult dos anos 90 e também da história da sétima arte. Um filme pesado, que aborda o vício em drogas de uma forma única, mostrando um grupo de amigos arruaceiros vivendo na área pobre de Edimburgo, na Escócia. Entre outras coisas, foi o filme que revelou ao mundo o talento de Ewan McGregor, que vive o protagonista de alma perdida, Renton. Quem gosta do filme, gosta muito. E ele possui cenas icônicas, como quando o protagonista entra por uma privada imunda em um de seus devaneios de drogas. O filme recebeu indicação de roteiro adaptado. E 21 anos depois surgia uma sequência tardia, do mesmo Danny Boyle, desta vez mais limpinha.

‘Mindhunter’: Damon Herriman interpretará Charles Manson na 2ª temporada

De acordo com o Collider, Damon Herriman vai interpretar Charles Manson na 2ª temporada de ‘Mindhunter‘.

Curiosamente, o ator também interpretará Manson no próximo filme de Quentin Tarantino, ‘Era uma Vez em Hollywood”. O site afirma que Herriman interpretará a versão de Manson em 1969 no filme, e sua aparição na série ocorrerá durante os anos 80, quando o psicopata já estava atrás das grades.

Apesar de não ter filmado suas cenas para o filme, o ator já gravou as cenas da série.

Recentemente, a Netflix divulgou um curioso novo vídeo para promover a 2ª temporada, mostrando o processo de transformação do ator Cameron Britton em um perturbador serial killer.

Assista:

Segundo o Playlist, David Fincher voltará a dirigir novos episódios da 2ª temporada de ‘Mindhunter‘. Fincher irá dirigir os dois primeiros, Andrew Dominik ficará sob comando de outros dois, e Carl Franklin dirigirá o resto dos episódios da temporada.

Ao que tudo indica, o diretor David Fincher planeja fazer, pelo menos, mais quatro temporadas. Foi o que revelou o ator Holt McCallany em entrevista ao Screem Ranta:

“Faço papéis pequenos, de coadjuvante. Então foi importante para mim ser convidado por David para ser um dos protagonistas. Porque, sabe, acredito no talento dele e sei que ele quer fazer essa série durante cinco anos. Cinco temporadas destes personagens e estou esperançoso, não dou nada como certo.”

serviço de streaming já disponibilizou a primeira temporada completa, confira a nossa crítica.

A série vai fundo nos arquivos do FBI que investigam serial killers. Se a mente insana é imprevisível, como é possível ficar um passo à frente dela? Dois agentes do FBI (Jonathan Groff e Holt McCallany) embarcam em uma odisseia investigativa para descobrir as respostas.

A direção da maioria dos episódios é de David Fincher e a atriz Charlize Theron é uma das produtoras executivas da série.

‘NCIS: Los Angeles’ é renovada para 11ª temporada pela CBS

A CBS oficialmente renovou o seu drama investigativo ‘NCIS: Los Angeles‘ para a 11ª temporada.

Criada por Shane Brennan, a franquia ainda possui ‘NCIS‘ e ‘NCIS: New Orleans‘.

A trama segue uma divisão da NCIS que tem a missão de prender criminosos que significam uma ameaça à segurança da nação. Assumindo identidades falsas e utilizando a tecnologia mais avançada, esta equipe de agentes especializados vivem no mundo dos disfarces, colocando suas vidas em risco para derrotar seus alvos.

O elenco conta com Chris O’Donnell, Daniela Ruah, Eric Christian Olsen, Barrett Foa, Renée Felice Smith, Nia Long, Linda Hunt e LL Cool J.

10 ÓTIMAS Séries que você pode nunca ter ouvido falar

Com tantas possibilidades de ótimas obras pelos streamings, muitas vezes não conseguimos conhecer todos esses projetos pelos catálogos. Mas para isso que estamos aqui! Pra você que curte uma ótima série, não perca essas dez dicas abaixo:

 

Doze Jurados (Netflix)

Dos showrunners Sanne Nuyens e Bert Van Dael está disponível no vasto catálogo da Netflix brasileira o intrigante seriado belga Doze Jurados (De Twaalf no original). Diferente de alguns outros dramas que envolvem júris, acusações e assassinatos misteriosos, nesse projeto vemos o foco máximo na vida detalhada da maior parte dos jurados que compõe um júri popular de um caso com grande repercussão nacional.

 

Jericho (Paramount Plus)

Lançada quase 20 anos atrás, e até hoje sem o reconhecimento que merece, Jericho nos mostra o isolamento de uma cidade sem saberem o que acontece no resto do mundo culminando em confrontos e fortes dramas entre os personagens.

 

Ashley Madison: Sexo, Mentiras e Escândalo (Netflix)

Umas das minisséries documentais mais chocantes e com reviravoltas acaba de estrear na Netflix. Vamos falar agora sobre Ashley Madison: Sexo, Mentiras e Escândalo. Um pioneirismo na internet, no início dos anos 2000, no boom dos namoros Online, um site para casos extraconjugais é lançado gerando enormes polêmicas. A pessoa se cadastrava e era prometido sigilo e descrição. Certo dia, um ataque hacker aos servidores do site leva até o maior caso de divulgação de dados da história, modificando vidas para sempre.

 

Noite de Verão (Netflix)

Uma reunião familiar. Um segredo a contar. Partindo dessas duas variáveis a minissérie norueguesa Noite de Verão nos leva até ultrapassagens do limite moral, histórias se entrelaçando num presente momento. Nesse engenhoso e surpreendente roteiro criado por Per-Olav Sørensen, com cinco episódios de 30 minutos, a brilhante minissérie contorna crises existenciais que logo se mostram grandes aprendizados. Inveja, egoísmo, imaturidade, desabafos, dilemas encontram caminhos para serem demonstrados guiados por um elenco impecável. Já podemos colocar esse projeto como um dos maiores acertos da Netflix nesse ano de 2024.

 

Santo Maldito (Star Plus)

Na trama, conhecemos Reinaldo (Felipe Camargo), um estudioso professor e escritor de meia idade que bate no peito defendendo seu ateísmo para todos desde sempre. Ele vive com sua esposa, a doutoranda Maria Clara (Ana Flavia Cavalcanti) e sua filha adolescente Gabriela (Bárbara Luz) em uma casa de classe média de uma grande cidade brasileira. Certo dia, sua esposa acaba sendo atingida por uma bala perdida e entra em coma praticamente irreversível. Desesperado, e não aguentando mais aquela situação ele vai tomar uma drástica atitude quando milagrosamente sua esposa desperta. Durante essa situação chocante, ele é filmado por um enfermeiro bastante religioso e o vídeo viraliza chamando a atenção do pastor Samuel (Augusto Madeira), o líder de uma pequena igreja, que vai lhe fazer uma inusitada proposta.

 

Reboot (Star Plus)

Na trama, conhecemos quatro artistas que são novamente chamados para revisitar seus antigos personagens de um seriado que estreou duas décadas atrás. Tem o Reed (Keegan-Michael Key), um ator que após largar a série original acabou não tendo mais sucesso na carreira. Tem a Brie (Judy Greer), uma artista de poucos trabalhos q largou a profissão para se casar com um Duque em outro país. Tem o Clay (Johnny Knoxville) que luta contra o alcoolismo em um momento onde busca redenção para todos seus dramas do presente que são ligados ao passado. Tem o Zack (Calum Worthy), um jovem de 24 anos, que na época do seriado original era apenas uma criança, e agora busca sua identidade em uma carreira de altos e baixos. Além dos artistas, há um foco grande também nos criadores da série: Gordon (Paul Reiser) e Hannah (Rachel Bloom).

 

Dois Verões (Netflix)

Na trama, nessa minissérie de algumas cenas bem fortes, acompanhamos um grupo de amigos que se reúnem 30 anos depois de uma situação que para muitos deles estavam esquecidas mas por conta de um vídeo que aparece uma chantagem é endereçada aos participantes. Assim, em uma casa de luxo em uma ilha, completamente isolados e sem sinal de internet, vamos caminhando na história desses personagens e seus atos e consequências que marcaram para sempre essas trajetórias.

 

Heels (MGM)

Na trama, conhecemos Jack (Stephen Amell), um pai de família que após o suicídio do pai, um famoso ex-lutador de luta livre na cidade onde mora, resolve assumir os negócios dele, um empreendimento, ou Dome, uma arena de lutas onde a cada semanas lutadores performáticos lutam pelo tão sonhado cinturão. Jack também luta, é o grande vilão dessa luta de encenação que atrai bastante público. Seu irresponsável e imaturo irmão Ace (Alexander Ludwig) é o herói das lutas mas isso acaba mudando bastante com o desenrolar dessa primeira temporada. Os conflitos preenchem muitas lacunas ao longo dos oito episódios sempre caminhando na linha complexa dos heróis e violões, uma marca inteligente desse bom seriado.

 

Amor e Anarquia (Netflix)

Na história, conhecemos Sofie (interpretada de maneira fabulosa pela excelente atriz Ida Engvoll) uma mulher com dois filhos, dentro de um casamento com problemas, que tem o pai indecifrável dentro de suas agonias. Ela começa um novo trabalho em uma editoria como consultora de novos negócios e responsável pela complicada transição do físico para o digital dessa empresa que já existe faz muito tempo. Nessa mesma empresa conhecemos Max (Björn Mosten), um estagiário de informática, que logo entra em atritos com Sofie. Numa noite, onde Sofie fica até tarde no trabalho, Max a flagra se masturbando em sua mesa, coletando provas sobre o ocorrido. No dia seguinte, parece que um jogo de chantagem começa mas Sofie embarca na ideia, ambos começam a jogar um provocativo game e assim a se aproximar de maneira intensa e provocante.

 

Outer Range (Prime Video)

Na trama, conhecemos o fazendeiro Royal Abbott (Josh Brolin), um homem introspectivo, seco, de poucas palavras que vive com sua família: sua esposa Cecilia (Lili Taylor), seus dois filhos, Perry (Tom Pelphrey) e Rhett (Lewis Pullman), em uma casa no décimo maior dos 50 estados dos EUA, e o menos populoso, Wyoming. Em paralelo a uma luta por terras com uma família rival, os Tillerson, Royal encontra um imenso buraco misterioso na região oeste de suas terras. Quando uma tragédia acontece, oriunda de uma briga entre os filhos dessas duas famílias, a questão desse buraco misterioso vai ganhando contornos cada vez mais misteriosos, que se completam com a chegada de Autumn (Imogen Poots).

Harvey Weinstein – Polícia junta evidências para a prisão do produtor por estupro

O caso Harvey Weinstein explodiu na mídia. O famoso produtor de Hollywood é acusado de assediar mais de 80 mulheres, entre elas alguns casos de estupro. Segundo o Associated Press, a polícia de Nova York junta evidências para a prisão de Weinstein.

A decisão veio após uma nova acusação de estupro, que a polícia definiu como “uma acusação de estupro crível”. A nova acusação foi feita pela atriz Paz de la Huerta, mais conhecida por seus papeis na série Boardwalk Empire (2010 – 2011) e no terror Nurse – A Enfermeira Assassina (2013).

Segundo a declaração de Huerta para a Vanity Fair , Weinstein teria a estuprado duas vezes em 2010. Como as outras 87 mulheres (até o momento), a atriz relata que o produtor a atraiu com a promessa de discutir negócios, terminando por forçar a entrada em seu quarto. A diferença aqui é que o crime – de penetração forçada, considerado estupro de primeiro grau – ocorreu em 2010, e sendo um crime de tal magnitude, o estatuto de limitações ainda não expirou.

A atriz teria usado como provas para a polícia suas conversas com a terapeuta e uma entrevista realizada em 2014 por uma repórter.

O New York Times informou que a notícia da possível prisão de Weinstein foi dada numa coletiva de imprensa realizada numa delegacia de polícia em Manhattan. Segundo oficiais, a polícia estaria juntando as informações e se preparando para realizar a prisão de Weinstein. A polícia informou ainda que se o produtor estivesse em Nova York, seria preso imediatamente. O produtor está fora da cidade, fazendo terapia e tratamento psicológico. Ele teria sido visto em Phoenix, Arizona, disfarçado.

Os Filmes de Tyler Perry | Do Pior ao Melhor

O suspense dramático Acrimônia está em cartaz nos cinemas e, embora muitos não saibam, o filme marca um fato inédito em nosso país. Trata-se do primeiro longa-metragem do cineasta Tyler Perry exibido em nossas salas. Com 46 créditos no currículo como diretor – entre filmes, peças filmadas em vídeo e séries -, Perry é um dos maiores representantes do cinema negro atual. Tanto que muitos nomes de peso não dispensam a chance de trabalhar com ele.

Mesmo com muitas obras irregulares na opinião dos especialistas, a importância de Perry junto a seu público cativo não pode ser menosprezada. E aproveitando o lançamento de seu mais recente longa, protagonizado pela indicada ao Oscar Taraji P. Henson, vamos dar uma olhada em seus 18 filmes feitos para o cinema (lançados direto em vídeo por aqui), ranqueados do pior ao melhor em nossa nova lista.

Ps. Quem quiser saber mais sobre Perry e sua nova produção Acrimônia, confira neste link.

18 | Boo 2! O Halloween de Madea (2017)

Bom, também devo dizer que parte do repertório de Tyler Perry, ou seu prato principal, é a personagem Madea. Uma espécie de ‘Minha Vovó é uma Peça’, a idosa truculenta e cheia de atitude é interpretada pelo próprio diretor, se tornando sua marca registrada. A maioria dos filmes cômicos do cineasta contam com a personagem. E aqui, Perry encontrou um filão ao adicioná-la em uma trama de Halloween e terror de mentirinha. Tanto que esta já é a continuação. Infelizmente, é também o filme menos apreciado do artista, rendendo apenas 6% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes.

17 | Relação em Risco (2013)

Tyler Perry intercala seus filmes entre comédias escrachadas (protagonizadas por ele mesmo em drag, na pele de Madea), dramas lacrimosos sobre relacionamentos e dramas mais “intensos” puxados para o thriller. Relação em Risco se encaixa na última categoria. Na trama, Jurnee Smollett-Bell interpreta uma jovem casada, dona de um brilhante futuro. Tudo muda quando ela conhece um bilionário em seu ambiente de trabalho, deixando seu casamento abalado. Traição e melodrama: teu nome é Tyler Perry. Para sentir o tamanho do problema, aqui temos a participação de Kim Kardashian no elenco. O filme soma 15% de aprovação.

16 | O Clube das Mães Solteiras (2014)

Quem disse que mamães solteiras não podem se divertir? Certamente não foi Tyler Perry. Nesta comédia dramática, que surpreendentemente não conta com a presença de Madea, cinco mulheres formam uma sociedade para equilibrar suas tarefas como donas de casa e mães, com suas realidades de descasadas em busca de diversão. O filme quebra um paradigma para o diretor e apresenta personagens principais brancas (como Wendi McLendon-Covery, Amy Smart e Zulay Henao). Quem comanda o elenco, no entanto, é a ótima Nia Long. O filme tem 19% de aprovação.

15 | O Natal de Madea (2013)

Antepenúltimo filme lançado da personagem nos cinemas – até o momento – , Tyler Perry resolve comemorar outro feriado famoso ao lado da vovó incorreta. No natal, Madea viaja para passar as festividades na casa da filha de uma amiga, precisando igualmente dividir espaço com os pais brancos e caipiras do namorado da moça. O filme tem 20% de aprovação.

14 | As Testemunhas de Madea (2012)

Enquanto alguns vibravam com Os Vingadores e O Cavaleiro das Trevas Ressurge nos cinemas, no mesmo ano era lançado As Testemunhas de Madea. Quem estava certo ou errado nas escolhas de filme para assistir na época? Sexto longa protagonizado pela personagem e dirigido por Perry, a obra mistura um investidor fraudulento de Wall Street (papel de Eugene Levy, o pai do Jim de American Pie) perseguido pela máfia, precisando ser relocado através do sistema de proteção a testemunhas. E adivinha onde ele vai parar? Exato, na vizinhança de Madea. No elenco, a musa 90´s Denise Richards. O filme acumula 20% de aprovação.

13 | Acrimônia (2018)

O mais recente lançamento de Tyler Perry, em cartaz nos cinemas nacionais, marca a terceira colaboração do diretor com a atriz Taraji P. Henson. Desta vez, novamente apostando no drama e no suspense, o cineasta conta a história de um amor que começa a sair dos trilhos até atingir consequências trágicas. O interessante é a forma como Perry manipula seu espectador. Acredite. Acrimônia, no entanto, não esquece seu lado “Maria do Bairro” e junto aos críticos marca irrisórios 21% de aprovação.

12 | Boo! O Halloween de Madea (2016)

O público adora filmes de terror. Até mesmo o público de Tyler Perry. Tanto que esta última aparição de Madea nas telonas fez sucesso a ponto de gerar continuação – sendo a única sequência na carreira da personagem. O diretor usa diversos elementos para satirizar as produções do gênero. O primeiro experimento do cineasta pelo terreno do “terror”, ou ‘terrir’, no entanto, conquistou apenas 23% de aprovação junto aos especialistas.

11 | Madea´s Family Reunion (2006)

Este foi o primeiro filme dirigido por Tyler Perry em sua carreira. Antes, o cineasta havia comandado as filmagens de suas peças. Mas foi com Madea´s Family Reunion, a sua estreia nos cinemas. Como o título já diz, no filme, Madea planeja uma reunião de família, com todos os dramas e problemas – levados na base da comédia – acarretados quando se promove um encontro familiar. Uma curiosidade é que esta não foi a primeira aparição da personagem nos cinemas. O debute de Madea ocorreu em Diário de uma Louca (2005) no ano anterior, igualmente baseado num texto de Perry. Tal filme não irá figurar em nossa lista porque não foi dirigido pelo intérprete da personagem, e sim por Darren Grant, o único cineasta além de Perry a comandar um filme da excêntrica vovó. Outro detalhe, encontrado em ambos os filmes iniciais de Madea, era o fato da personagem andar armada, portando uma pistola. Tal elemento foi abandonado nos longas mais recentes. O filme soma 25% de aprovação junto aos críticos. Enquanto Diário de uma Louca soma 16% de aprovação.

10 | As Garotinhas do Papai (2007)

Todos os filmes da lista, obviamente, são escritos e dirigidos por Tyler Perry. Aqui, no segundo filme comandado pelo cineasta, ocorria também sua primeira incursão longe de Madea e longe da comédia escrachada. As Garotinhas do Papai é um drama que aborda a luta de um pai (papel de Idris Elba) pela guarda das pequenas filhas. Gabrielle Union interpreta a advogada que irá ajuda-lo e se apaixonar por ele e pelas meninas – ei, este ainda é o universo utópico de contos de fada de Tyler Perry. O longa marca 26% de aprovação.

09 | Por que Eu Me Casei Também? (2010)

Como dito anteriormente, os filmes de Haloween, Boo!, serviram para marcar a primeira continuação da personagem Madea, recorrente em várias produções, mas todas de temáticas diferente. No entanto, Boo não foi a primeira continuação da carreira de Perry. Antes do primeiro Boo ser lançado, o diretor já havia confeccionado esta continuação da história sobre um grupo de amigos refletindo sobre seus casamentos. Esta sequência surgiu três anos após o filme original e conta com a irmã do rei do pop, Janet Jackson, como uma das protagonistas. O filme marca 27% de aprovação.

08 | Madea Goes to Jail (2009)

Tyler Perry costuma intercalar um filme cômico de sua personagem fetiche com algum drama de pseudo seriedade. Aqui, o diretor leva Madea para a prisão. O filme marca a quarta aparição da personagem nas telonas, a terceira dirigida por Perry e a segunda com seu nome no título, depois de Madea´s Family Reunion. O curioso aqui é que o longa conta com nomes como Viola Davis e Sofía Vergara no elenco. Madea Goes to Jail marca 28% de aprovação.

07 | Uma Boa Ação (2012)

No mesmo ano em que lançava a fanfarra As Testemunhas de Madea, Tyler Perry – que é uma máquina e não para de trabalhar – também estreava este “drama” nas telonas. Geralmente utilizando personagens femininas como protagonistas de seus filmes, em Uma Boa Ação o diretor resolve ser o personagem principal. Na trama, Perry vive um homem bem sucedido e certinho, vindo de família rica e casado, que tem sua vida perfeita sacudida quando conhece e se apaixona pela faxineira de eu escritório (papel de Thandie Newton). Como sutileza não é o forte do cineasta, o nome de seu personagem no longa é Wesley Deeds – forçada de barra com o título original Good Deeds – sacaram o trocadilho entre o nome do protagonista e o termo “boas ações”? O filme marca 30% de aprovação.

06 | For Colored Girls (2010)

Este é o único filme da lista cuja ideia não partiu da mente de Tyler Perry. Embora o diretor tenha adaptado o roteiro, ele é baseado numa série de poemas transformados em uma peça de Ntozake Shange, sobre diferentes mulheres lidando com questões femininas e negras. Isto faz de For Colored Girls uma miscelânea de contos e uma produção única na filmografia do cineasta. Além disso, conta com talvez o melhor elenco recheando um projeto assinado por Perry – com nomes como Whoppi Goldberg, Janet Jackson, Kerry Washington, Thandie Newton e Tessa Thompson. Mesmo assim, o filme marca apenas 32% de aprovação.

05 | Meet the Browns (2008)

Quarto filme dirigido por Perry e o segundo portando a personagem Madea, embora não tenha seu nome no título – fato ocorrido apenas duas vezes, até o momento, na filmografia do diretor. Apesar de não ter gerado continuação, Meet the Browns se tornou uma série de TV logo no ano seguinte, com 17 episódios – todos dirigidos por Tyler Perry. Na trama, uma belíssima Angela Bassett interpreta uma mulher que leva os filhos pequenos para o funeral do pai que nunca conheceu. Mãe solteira, ela logo é apresentada à família e se junta ao novo clã. O filme tem 32% de aprovação.

04 | Madea´s Big Happy Family (2011)

Este é o filme com o nome da personagem Madea no título mais bem avaliado pelos especialistas. A trama, mais uma vez, mostra a reunião da desbocada senhora com a família para um jantar, no qual muitas verdades e lavação de roupa suja virão à tona. O filme marca 37% de aprovação.

03 | Por Que Eu Me Casei? (2007)

Agora nos aproximamos dos filmes que receberam uma aprovação quase mediana dos especialistas, dentro da carreira do diretor. Esta é a primeira parte do filme que se propõe a discutir o casamento de quatro casais de amigos e suas questões. O filme marca a primeira parceira de Janet Jackson com o diretor e tem 46% de aprovação.

02 | The Family that Preys (2008)

Surpreendentemente, este é um dos únicos filmes de toda a carreira do diretor que recebeu uma avaliação mediana. A produção marca 52% de aprovação, pairando, por pouco, acima da média. Na trama, o relacionamento de uma jovem mulher negra com um rapaz branco traz um conflito entre as famílias de ambos quando estas precisam se conhecer e conviver. No elenco, a ótima Sanaa Lathan – uma de minhas atrizes preferidas – protagoniza em sua única participação num filme do diretor. Além dela, a vencedora do Oscar Kathy Bates, Alfre Woodard, Taraji P. Henson, Robin Givens (ex de Mike Tyson) e o próprio Perry.

01 | I Can Do Bad All By Myself (2009)

Taraji P. Henson pode ter protagonizado Acrimônia, mas também é a protagonista do filme mais elogiado pelos críticos da carreira de Tyler Perry. Na trama, a atriz vive uma mulher descompensada, que precisa cuidar de crianças pequenas temporariamente. A situação termina sendo um curso de amadurecimento relâmpago para a protagonista. Este é o segundo e último filme – até o momento – que conta com a participação da personagem Madea, sem ter seu nome no título do longa. O filme tem 63% de aprovação – passando da média e ganhando o tomate fresco pela primeira vez na lista dos filmes do cineasta.

Bônus:

Nobody´s Fool (2018)

Como prova de que todo artista negro que está em ascensão não recusa um convite para um filme do diretor, o mais recente trabalho de Tyler Perry conta com ninguém menos do que Tiffany Haddish, a comediante do momento. No longa, ela interpreta uma mulher que acabou de sair da cadeia e passa a viver com a irmã rica e bem sucedida. Whoopi Goldberg vive a mãe das duas. Vamos esperar e ver qual nota a comédia irá ganhar da imprensa.

A Hora do Pesadelo 2 | Os 39 Anos do TERROR GAY mais famoso do Cinema

A esta altura você que é fã de cinema e principalmente de terror já deve estar mais do que escolado sobre o fato: A Hora do Pesadelo 2: A Vingança de Freddy (1985) é o filme gay mais famoso do gênero. E esta não é nenhuma teoria da conspiração, forçada de barra ou tentativa de lacração – basta uma pesquisa rápida na internet para ter revelada tais informações.

Com a sequência do fenômeno A Hora do Pesadelo (1984), de Wes Craven, completando 39 anos em 2024, achamos que este era o momento mais que especial para revisitarmos a obra, e apontarmos a você todas as curiosidades e muitos detalhes sobre a produção. Confira abaixo.

A Hora do Pesadelo, escrito e dirigido por Wes Craven, foi lançado em novembro de 1984 (chegando ao Brasil absurdos dois anos depois em 1986 – e isso devido ao barulho que fez). Com um orçamento de US$1.8 milhão, devolveu aos cofres de um então pequeno e recém inaugurado estúdio chamado New Line Cinema mais que confortáveis US$25.5 milhões somente nos EUA.

O sucesso desta pequena obra-prima serviu para colocar o nome de Craven, então um diretor de filmes B, no topo da cadeia de Hollywood (e torná-lo um mestre no gênero); firmar a New Line no mercado e introduzir na cultura pop um dos maiores vilões da história do cinema: o monstro Freddy Krueger (interpretado por Robert Englund). Tanto que até hoje um apelido conhecido da New Line ficou “a casa que Freddy construiu”, já que foi devido à franquia que o estúdio se ergueu.

Naturalmente, o sucesso colossal do primeiro (para seus parâmetros) despertou o interesse do produtor Robert Shaye (irmão da atriz Lin Shaye), fundador e dono então da New Line, em seguir fazendo filmes com Freddy. É reportado também que foi o sucesso deste segundo filme – que com um orçamento de US$3 milhões, retornou para o estúdio US$30 milhões somente nos EUA – que incentivou e estabeleceu a pequena produtora no meio das gigantes da meca do cinema. Hoje, a New Line foi comprada e é subsidiária da Warner Bros.

Curiosamente, no entanto, a primeira ordem de Shaye foi se livrar de tudo em relação ao primeiro filme. Isso apenas pelo motivo financeiro, já que repetir os realizadores originais significaria gastar mais. Craven, o nome mais associado ao projeto, se recusou a ter qualquer envolvimento, pois à princípio não via a história como uma franquia – o diretor inclusive queria terminar o longa original com um final feliz, e foi forçado pelo estúdio a um desfecho sombrio e ambíguo. Nem mesmo a protagonista original Nancy, papel de Heather Langenkamp, foi cogitada para retornar, com a atriz afirmando em entrevistas que sequer recebeu o convite. Langenkamp é um dos nomes mais lembrados em relação à franquia, e sua heroína.

A atriz retornaria em Os Guerreiros dos Sonhos (1987) e O Novo Pesadelo (1994). O mais impressionante, porém, era o desejo de substituir o icônico Robert Englund na pele do vilão Freddy. Segundo relatos, Shaye não estava disposto a um salário maior para o ator (que era exigido de seu agente) e testou um dublê no papel – seguindo o que era feito nos filmes Sexta-Feira 13, com Jason a cada filme personificado por um intérprete diferente. Porém, após se mostrar insatisfatória a tentativa de troca, os realizadores perceberam que Englund era a verdadeira alma da franquia e aceitaram o novo acordo salarial.

Assim, entram em cena o roteirista David Chaskin (em sua estreia na função) e o diretor Jack Sholder (O Escondido, 1987) – apesar do roteirista Leslie Bohem ter oferecido suas ideias aos produtores, sobre a trama envolver gravidez e possessão, como forma de homenagear o clássico O Bebê de Rosemary (1968), de Roman Polanski. Chaskin reutiliza o conceito da possessão para o segundo A Hora do Pesadelo, e a ideia da gravidez ganharia vida no quinto filme da franquia, lançado em 1989.

Com novos roteirista e diretor, a continuação ganhava também novos personagens e uma nova história. Diferente de todos os demais slashers da época, A Vingança de Freddy é um dos poucos produtos do gênero a utilizar um protagonista masculino e girar sua trama ao redor dele: fazendo de Jesse (Mark Patton) o único “Scream Queen” homem da franquia. Indo morar com sua família na mesma casa da protagonista do original, Jesse termina virando igualmente alvo do maníaco desfigurado Freddy Krueger em seus pesadelos. Desta vez, porém, Freddy não deseja caçar e matar o rapaz, mas sim “usar o seu corpo”, possuindo-o para poder agir na vida real. A transcendência de Freddy para o mundo real, inclusive fazendo vítimas no território dos “acordados” é considerado por muitos fãs, alguns envolvidos na produção e inclusive o próprio Wes Craven uma traição do conceito original do “assassino dos sonhos”.

Agora chegamos ao tópico do texto: o conceito homoerótico. Por anos, este teor permaneceu como subtexto, uma mera mensagem subliminar, até ser enfaticamente apontado, ao ponto de hoje não conseguirmos olhar para o filme sem perceber o que era óbvio desde o início. Segundo relatos, embora tenha passado despercebido durante muito tempo nos EUA, foi justamente o clima gay de A Vingança de Freddy o que garantiu seu sucesso na Europa o transformando em um cult instantâneo. Foi somente em 2010 que o roteirista Chaskin abriu o jogo e confessou suas intenções, mas afirmando que era para ser uma mensagem sutil. E talvez tenha sido, para uma era de exageros como os anos 1980. Hoje, basta uma segunda olhada para que o longa seja visto com suas reais conotações.

Apesar de ser considerado um terror gay, a controvérsia de A Hora do Pesadelo 2 reside no fato do longa ser considerado também homofóbico. No documentário de 4 horas de duração Never Sleep Again: The Elm Street Legacy (2010), um dos mais completos arquivos sobre toda a franquia, o trecho sobre a parte dois, fazendo uso de entrevistas com os principais envolvidos, é um dos mais esclarecedores. Aparentemente, o ator Mark Patton, que vive o protagonista Jesse, hoje um gay assumido (mas na época ainda no armário), se afastou do mundo do entretenimento após seu trabalho neste filme. O ator buscava o estrelato e se sentiu extremamente traído pelo material visto em tela – como dito, a maioria não sabia, ou fingia não saber de tal subtexto. O caso segue vindo à tona e ano passado outro documentário foi lançado, este intitulado Scream, Queen! My Nightmare on Elm Street (2019), retrospectiva do filme cult e do ator Mark Patton.

O conceito aqui é o seguinte: Freddy Krueger neste filme é uma analogia da descoberta da sexualidade. E no caso de Jesse, da descoberta de sua homossexualidade. É um coming of age no qual o protagonista vê aflorar, tem sonhos (ou pesadelos) com algo que quer dominar seu corpo, sua vida, algo tido como ruim, como monstruoso, que ele precisa lutar para esconder. Freddy quer usar seu corpo para poder sair das sombras, para poder existir fora dos sonhos. Jesse tem uma pretendente nas formas de Lisa (Kim Myers, escolhida por sua semelhança física com Meryl Streep), mas ele não se sente confortável em se entregar a ela. Ele tenta, mas termina sempre voltando aos braços de Ron Grady (Robert Rusler, de Mulher Nota Mil). Para Jesse, Lisa é uma amiga. Já Ron, o que começa como uma rivalidade, uma implicância, desenvolve para uma relação de confidência. As picuinhas envolvem arriar as calças um do outro. E num momento nada sutil, o clima esquenta entre Jesse e Lisa numa cabana perto da piscina. Beijos e amassos, mas quando o ato está para ser consumado, Jesse hesita, fica assustado e foge. Algo não o permite, por mais que tente. É o “monstro”. Ele corre para a casa de Ron, prefere estar por lá, à noite a sós com ele em seu quarto, escondido, mesmo que seja para confessar o que não foi capaz de fazer. Ron retruca, “ela está lá e você prefere ficar aqui comigo?”.

Fora isso, temos, é claro, a infame cena da dancinha, na qual Jesse, sozinho no quarto, usando adereços dignos de Elton John, rebola num ritmo pra lá de homoerótico ao som de “Touch Me (All Night Long)”, da banda Wish com Fonda Rae. A cena é referência à Negócio Arriscado (1983), com Tom Cruise. Temos também seus gritos de medo, estridentes, superagudos e femininos. Mas os elementos gays do filme não se concentram apenas no protagonista. Num nível mais hardcore, temos o personagem do treinador Schneider (Marshall Bell), o professor de educação física que adora punir seus alunos homens e… espioná-los tomando banho no vestiário. Como se não bastasse, num de seus “pesadelos”, Jesse vagueia até um clube de sadomasoquismo gay e quem ele encontra por lá? Justamente o treinador Schneider, um frequentador assíduo. Como forma de “punição”, o tutor leva o rapaz de volta ao colégio e o “castiga” no chuveiro. Porém, o caçador vira a caça quando Jesse “assume seu lado Freddy” e o “mata” jogando bolas em seu rosto, tirando sua roupa, o amarrando nu nas duchas, e chicoteia seu traseiro com toalhas. Somente para descobrir que nada disso havia sido sonho.

Por um lado, A Hora do Pesadelo 2: A Vingança de Freddy pode ser considerado muito corajoso, ainda mais se levarmos em conta o período ultraconservador, de machões que só viviam para distribuir sopapos e levar uma fila de mulheres para a cama, numa verdadeira competição de testosterona que foram os anos 1980 – sem muito espaço para qualquer outra opção sexual que não fosse hétero. Pegar um filme de sucesso e subverte-lo numa obra gay, não é algo visto sequer nos dias de hoje. Por outro lado, a forma como foi feito, mesmo que o espaço encontrado na época tenha sido apenas esse, pode não ser a melhor das mensagens e representações para a comunidade.

Embora a reclamação de Mark Patton seja em relação ao filme tê-lo arrancado do armário à força na época, e o ator ter abraçado em partes a obra como cult hoje, existe uma grande problemática nesta trama subliminar. O que acontece é que Freddy, a homossexualidade enrustida de Jesse, no filme é tratado como algo a ser combatido e derrotado. Como algo ruim, algo maligno que está saindo de dentro dele e de seu controle,  que faz vítimas ao redor, e seu relacionamento com Grady termina inclusive de forma trágica, com o pai do rapaz presenciando o destino do filho. Lisa, a “namorada”, está o tempo todo ao seu lado, apesar de suas “esquisitices”, lutando para que seu “lado sombrio” não se manifeste. No final, Freddy (já nas formas de Jesse) é derrotado por um beijo de Lisa, como se através de um relacionamento hétero (“o amor verdadeiro”) a sombra “do mal” se extinguisse. Assim, o lado obscuro do protagonista o deixa finalmente, e ele está livre para assumir sua sexualidade ao lado de Lisa. Mas por quanto tempo?

 

A conclusão de A Vingança de Freddy, fosse essa a intenção ou não, hoje pode ser muito lida quase como “a cura gay”. O filme estreou no dia 1º de novembro de 1985, em quarta posição no ranking das bilheterias norte-americanas, enfrentando a pesada concorrência de Desejo de Matar 3, Viver e Morrer em Los Angeles e O Fio da Suspeita. No Brasil, chegou novamente com dois anos de atraso. Seja por qual motivo, apesar do sucesso, a franquia sofreria um leve hiato e só viria a lançar um novo produto dois anos depois, em 1987.

E você, já havia percebido esta conotação sexual em A Vingança de Freddy? Curte o filme? Comente.

5ª temporada de ‘Empire’ terá um GRANDE salto temporal

Segundo o TVLine, a 5ª temporada de ‘Empire‘ terá um salto temporal de dois anos, o maior da série até o momento.

Para quem não lembra, o quarto ano terminou com um tiroteio, e várias vidas em jogo.

A atriz Ari Parker, intérprete da personagem Giselle Barker, será personagem regular na 5ª temporada.

Giselle – ex-esposa de Eddie Barker, papel de Forest Whitaker – “sairá das sombras de seu ex, em um esforço para conquistar poder para si mesma. Ao longo do caminho, ela se livrará do ranço, fazer alianças inesperadas e acabar se apaixonando de forma inesperada e surpreendente”.

Produzida pelo cineasta Lee Daniels (‘Preciosa’), ‘Empire’ é um drama musical sobre os bastidores do império do hip hop.

‘Dilema’: Série da Netflix com Renée Zellweger ganha teaser e data de estreia

A Netflix divulgou o primeiro teaser da série ‘Dilema‘ (What/If), protagonizada por Renée Zellweger. Além disso, o serviço de streaming confirmou que a primeira temporada será lançada na plataforma no dia 24 de maio.

Confira o vídeo:

Criada por Mike Kelley, o mesmo de ‘Revenge‘, a série está sendo descrita como um suspense social.

Cada temporada irá explorar um diferente conto de moralidade inspirado por uma única decisão fatídica para mudar a trajetória de uma vida inteira.

O elenco ainda conta com Dave Annable, Juan Castano, Louis Herthum, Blake Jenner, Jane Levy e Keith Powers.

Por que ‘Central do Brasil’ é um dos filmes brasileiros mais AMADOS pelo público?

Tudo o que perdemos pelo caminho se tornam fortaleza para quem encontra no outro a redescoberta da vida. No ano em que o Brasil perdeu a Copa do Mundo de Futebol masculino na França, nosso país ganhou na sua galeria de inesquecíveis obras do seu cinema um filme que continua até hoje no imaginário e emoções profundas de todo mundo que ama cinema. Dirigido por Walter Salles, Central do Brasil é como uma flecha que alcança nosso peito e nos faz refletir sobre a vida, sobre as razões existências de pais e filhos, sobre o valor da amizade, dos nossos valores como seres humanos. Uma trilha sonora linda vai se tornando um plano de fundo sensível e muitas vezes angustiante que nos mostra toda a força que um filme pode ter.

Sendo assim, para relembrarmos esse clássico do nosso cinema, separamos alguns motivos do Por que ‘Central do Brasil’ é um dos filmes nacionais mais AMADOS pelo público?

Um roteiro impactante que nos faz nunca mais esquecer tudo que vemos e aprendemos

Escrito pelos roteiristas Marcos Bernstein e João Emanuel Carneiro, o filme conta a saga de uma ex-professora chamada Dora que escreve cartas na Central do Brasil e em um dia trágico, com mais um acidente de trânsito na cidade, acaba embarcando em uma jornada em busca do pai de Josué, um menino de 9 anos, que tem o sonho de ser motorista de caminhão, que não tem mais ninguém na cidade após o falecimento da mãe. Assim, Dora e Josué irão percorrer milhares de quilômetros, seja de ônibus, seja de carona, para enfim tentar chegar até o pai do garoto.

 

Em 15 minutos te apresenta os personagens protagonistas e te deixa com o coração na mão

Dizem por aí que um filme bom precisa conquistar o público em 15 minutos. Central do Brasil consegue essa façanha nos mostrando um raio-x profundo de Isadora Teixeira (a Dora) e as primeiras lacunas preenchidas de uma jornada que ganharia o mundo e o coração de todos nós que amamos a sétima arte. Também nesse impactante abre alas conhecemos o lugar que dá título ao filme, onde milhares de pessoas de todo o Brasil passam todos os dias até hoje, no coração do centro da cidade do Rio de Janeiro.

 

Mostra duras e diversas realidades do povo brasileiro

Desde as inúmeras pessoas de origem de fora do Rio de Janeiro que moram na cidade, que buscam enviar suas cartas através de Dora na Central do Brasil, à solidão do caminhoneiro evangélico e sem família Cezar, interpretado por Othon Bastos, inúmeros personagens que vão e vem na jornada dos protagonistas. Mas há um foco na ex-professora, aposentada, que ganha pouco dinheiro após serviços prestados à educação do Brasil, que escreve cartas para quem não sabe escrever e vive sua simples realidade nas idas e vindas dos trens em uma rotina circular que acaba redescobrindo valores.

 

Os valores da fé

Há referências à religião em muitos momentos do filme. No trajeto, em meio a cidades e culturas das regiões onde passam, a fé se torna algo muito presente e entra em conflito, de certa forma, com maneira que Dora enxerga essa questão em particular. Tem uma cena linda em um toco de árvore onde mensagens e objetos são colocados e um lenço, última lembrança da mãe de Josué, é deixado. Impactantes registros que só somam em meio a essa estrada de redescobertas por parte da protagonista.

 

Uma protagonista feminina que comove e nos ensina sobre muitos sentimentos

Dora é complexa, admite sua realidade e nunca tentou mudar ou fazer diferente. Solteira, sem filhos, tudo muda em sua vida com a chegada de Josué e a aceitação de uma jornada que a transformaria em uma nova pessoa, uma nova mulher. Dora sempre foi uma mulher muito sofrida, seu pai a abandonou quando criança, inclusive aos 16 anos ela o reencontrou e ele não a reconheceu. Com essa e outras marcas na vida, a personagem é o espelho de muitos brasileiros e outras tristes realidade pelo Brasil à fora.

 

Um elenco maravilhoso e uma parte técnica impecável

Além da fantástica Fernanda Montenegro, Central do Brasil conta com as participações de Marília Pêra, Otávio Augusto, Othon Bastos, Matheus Nachtergaele, Caio Junqueira entre outros. O grande Walter Carvalho assina a belíssima fotografia do filme. O jovem, na época, Vinícius de Oliveira, foi o escolhido para interpretar Josué em uma seleção de mais de 1.000 crianças para o papel.

 

Orgulho do nosso cinema

Indicado ao Oscar para representar o Brasil na cerimônia de 1999, nas categorias de Melhor Filmes Estrangeiro e Melhor Atriz, o filme Conquistou os mesmos prêmios no Globo de Ouro semanas antes e o Urso de Ouro em Berlim de Melhor Filme e o Urso de Prata para Fernanda Montenegro pelo papel de Dora. Infelizmente não vencemos nenhum dos Oscars (um dos maiores absurdos da história da famosa premiação) mas o projeto mostrou ao mundo mais uma vez o poder de emocionar do nosso cinema sendo lembrado por todos fora do Brasil até hoje.

‘Titanic 4DX’ – É amanhã! Você não pode perder!

Quem não ama o neo clássico – já imortal – Titanic, que James Cameron levou aos cinemas em 1997. O filme se tornou um fenômeno, venceu 11 Oscar e foi por mais de dez anos o mais rentável de todos os tempos.

Agora, numa iniciativa da rede UCI, para comemorar o aniversário de 20 anos, Titanic (que era lançado justamente na época), será exibido nas salas 4DX – aquelas com cadeiras móveis, água, vento, que reproduz a experiência de “estar dentro do filme”. O evento ocorre no Brasil todo, somente por um dia, nesta segunda-feira, 13 de novembro.

O CinePOP foi convidado para uma exibição especial para a imprensa, e conta abaixo no vídeo como foi rever este clássico na sala. Assista.

14 Filmes Elogiadíssimos de 2018 que Ainda Não Chegaram ao Brasil

O número de salas de cinema no Brasil é pequeno se comparado a muitos países pelo mundo. Justamente por isso, nosso circuito não comporta tantas estreias por semana. Quem mais sofre são algumas das melhores produções americanas, já que é preciso estrear por aqui filmes de outras nacionalidades nas chamadas salas de arte. O pensamento é: dos EUA, as grandes produções já lotam os multiplex. O resultado é que muitas das obras mais elogiadas do ano por lá terminam lançadas direto no mercado de vídeo por aqui – Sombras da Vida (A Ghost Story) que o diga.

Em Home Vídeo | Sombras da Vida – O melhor filme do ano não passou nos cinemas

Seja como for, nossa nova lista ajuda você a se programar e ficar antenado sobre alguns dos filmes que mais caíram na graça dos críticos nesta primeira metade de 2018, mas que ainda não aportaram por aqui. Devemos mencionar também que a maioria – ou boa parte – deve chegar direto nos sistemas de home vídeo e streaming, como citado. Sem mais delongas, vamos conhecer estas pequenas preciosidades.

Upgrade

Escrito e dirigido por Leigh Whannell, a mente por trás das franquias Jogos Mortais e Sobrenatural, o filme é uma ficção científica de terror passada no futuro. Na história, Logan Marshall-Green (Prometheus) vive um sujeito tecnofóbico num mundo dominado pela tecnologia. Upgrade conquistou 85% de aprovação da crítica.

Não Vai Dar

Programado pela Universal para estrear nos cinemas nacionais, o filme foi tirado da grade de lançamentos da distribuidora. Ainda não se sabe se irão voltar atrás ou aderir direto ao sistema de home vídeo. Lembrando que em 2015, Descompensada, outro sucesso de crítica e público nos EUA, apesar da promessa, não estreou em nossos cinemas. Na trama, John Cena, Leslie Mann e Ike Barrinholtz são pais superprotetores constantemente envergonhando seus filhos. Surpreendentemente, a comédia marcou 83% de aprovação dos críticos.

Where Is Kyra?

A grande Michelle Pfeiffer voltou com tudo. Depois de um excelente 2017, com desempenhos de destaque em mãe! e Assassinato no Expresso do Oriente, a atriz segue numa crescente este ano. Primeiro, entrou para a família Marvel em Homem-Formiga e a Vespa, e agora entrega sua atuação mais elogiada em anos, que pode fazê-la chegar até a época de prêmios. No drama, ela vive uma mulher perdida, lutando para sobreviver após a morte da mãe. O filme marca 81% de aprovação da imprensa.

Sorry to Bother You

Um dos filmes mais elogiados de 2018, esta comédia de ficção foi sucesso no Festival de Sundance no início do ano. Parte fantasia, a obra escrita e dirigida por Boots Riley apresenta uma realidade alternativa na qual um atendente de telemarketing, papel de Lakeith Stanfield (Corra!), descobre uma chave mágica para o sucesso profissional. O longa conta ainda com o talento de Tessa Thompson – uma das atrizes do momento. O filme representativo tem 94% de aprovação e pode ter força para chegar até a época de prêmios.

Ponto Cego

Igualmente com 94% de aprovação da imprensa, este drama cômico aborda questões raciais. Na trama, Daveed Diggs interpreta o protagonista, recém-saído da prisão ainda em condicional, ele busca uma segunda chance tentando se manter afastado de problemas. No entanto, presencia um caso de violência policial, ao mesmo tempo em que seu melhor amigo demonstra um comportamento cada vez mais errático, o que pode igualmente prejudicá-lo.

First Reformed

Escrito e dirigido pelo veterano Paul Schrader, autor do clássico Taxi Driver (1976), o suspense traz Ethan Hawke no papel de um padre de uma pequena congregação em Nova York. O sacerdote precisa lidar com problemas, alguns trazidos de seu próprio passado. O filme conta ainda com Amanda Seyfried no elenco, e tem 94% de aprovação.

Operation Red Sea

Nem sempre sucesso e qualidade caminham juntos. Mas este não é o caso com a superprodução chinesa Operation Red Sea, que é simplesmente a sétima maior bilheteria mundial até o momento em 2018. Isso sem penetrar em outros mercados, mas com grande força em seu país de origem. É só dar uma olhada no trailer para entender que a obra não deixa nada a desejar em relação aos grandes blockbusters de guerra de Hollywood. O filme mostra uma operação de resgate da marinha chinesa e tem 86% de aprovação da imprensa.

Hearts Beat Loud

Outro sucesso saído do Festival de Sundance deste ano – a casa do cinema independente norte-americano –, esta é uma pedida para aqueles que possuem a veia musical. Na trama, pai e filha (Nick Offerman e a ótima Kiersey Clemons, respectivamente) começam a compor e fazer músicas juntos, se tornando um sucesso no verão, antes que ela saia para a faculdade. O filme, que parece aquele pronto para aquecer nossos corações, marca 90% de aprovação da crítica.

American Animals

Pulando de um filme edificante e recheado de bons sentimentos para um thriller criminal. Nesta obra britânica, quatro jovens alienados, aficionados por filmes de assalto, planejam o mais audacioso roubo da história dos EUA. Incrivelmente, o longa é baseado numa história real. Evan Peters, o Mercúrio de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014), é o protagonista. O filme marca 86% de aprovação.

Chappaquiddick

Drama histórico real, o filme revisita o envolvimento de Ted Kennedy, irmão do presidente Kennedy, no acidente de carro que tirou a vida de uma jovem estrategista de campanha, em 1969. Jason Clarke vive Ted e Kate Mara é Mary Jo Kopechne, a vítima. O elenco conta ainda com Bruce Dern e Ed Helms. O filme soma 80% de aprovação.

Thoroubreds

Outra cria saída de Sundance, e já podemos sentir um padrão aqui. Alguns dos filmes mais elogiados do ano saem justamente do evento. Aqui, duas das mais talentosas atrizes da nova geração dividem a tela: Anya Taylor-Joy (A Bruxa) e Olivia Cooke (Jogador Nº 1). Nesta comédia de humor negro, definida como uma mistura entre Atração Mortal (Heathers, 1988) e Psicopata Americano, as jovens interpretam amigas de classe alta se reconectando através de um comportamento incorreto. O filme traz o último desempenho da carreira do saudoso Anton Yelchin, marcando 87% de aprovação.

Eighth Grade

Comédia dramática com uma trama simples e sem rostos conhecidos, o filme apresenta os dilemas de uma menina introvertida, papel de Elsie Fisher, tentando sobreviver a última semana do colegial antes de partir para o segundo grau. O encanto da crítica com a obra mostra que esta é uma daquelas produções que vão fundo no que desejam falar. O longa marca 98% de aprovação, se mostrando uma das notas mais altas de 2018.

The Escape

A britânica Gemma Arterton não emplacou como grande estrela do cinema. 007 – Quantum of Solace (2008), Príncipe da Pérsia (2010) e João e Maria – Caçadores de Bruxas (2013), as superproduções que estrelou, se mostraram relativos fracassos de público ou crítica. No entanto, a bela se mantém confortável protagonizando filmes menores, alguns inclusive muito bem avaliados. É o caso deste The Escape, no qual interpreta uma mulher casada e presa a uma vida que deseja mudar. O drama tem 81% de aprovação.

The Miseducation of Cameron Post

Tudo bem que este filme com fortes tintas de prêmios acabou de estrear nos EUA. Mas o fato é que ainda não tem qualquer previsão de estreia por aqui. Extremamente relevante, o filme é baseado num relato real, ocorrido em 1993, quando jovens eram levados a casas de campo visando uma intensa terapia para a “cura gay”. Chloe Grace Moretz, desesperada por uma indicação, é quem protagoniza o longa polêmico. O filme já tem 83% de aprovação.

Bônus:

Whitney

Falecida há seis anos, a saudosa cantora Whitney Houston está cimentada como lenda da música mundial. Como forma de homenagem, este documentário escrito e dirigido por Kevin Macdonald (O Último Rei da Escócia, 2006), se propõe a uma olhada única de bastidores na vida da estrela. O filme, que promete emocionar os fãs e o público em geral, marca 88% de aprovação.

Eu Sou RIIIICAAAA! Saiba Quais Foram as Atrizes Mais Bem-Pagas do Ano Passado

Hollywood é uma fábrica de fama e fortuna. Isso é, se você tiver para oferecer o que eles querem comprar. E o que os produtores dos maiores estúdios buscam em uma estrela? Fácil. A relevância e o alcance para arrastar verdadeiras multidões ao cinema. Não importa muito o talento nesse caso, o carisma é ainda mais importante. Mesmo que uma atriz seja excelente, se não tiver a conexão com o público, não  será capaz de vender o produto aos consumidores. Por outro lado, uma estrela com carisma para dar e vender, pode se tornar uma figura imensamente adorada. É claro que combinar as duas coisas é o melhor cenário imaginável.

Atualmente, as redes sociais são um grande canal para isso, pois são uma plataforma para os artistas falarem diretamente com seu público e venderem o que têm para oferecer. Filmes são arte, mas são também um produto para a venda, em uma indústria que movimento bilhões de dólares por ano. Uma estrela de Hollywood não é tão diferente assim de um jogador de futebol, por exemplo. Sua capacidade de fazer gol se traduz em seu sucesso junto a um filme. O que aumenta consideravelmente seu passe.

Aqui, olharemos as atrizes donas dos maiores cachês de Hollywood do ano passado, o que se traduz em uma maior conexão com o grande público. Confira abaixo.

01) Margot Robbie

Margot Robbie Net Worth | Celebrity Net Worth

Mais conhecida como a dona da p*rra toda, a australiana Margot Robbie ganhou os holofotes ao viver a Arlequina em três filmes e alavancou a popularidade desta personagem como nunca anteriormente. Robbie também guarda filmes de prestígio em seu currículo, como ‘O Lobo de Wall Street’, ‘Era uma Vez em Hollywood’ e ‘Eu, Tonya’.

Mas não dá para negar que um novo arrebatamento aconteceu na vida profissional da moça quando disse sim para ‘Barbie’ – filme pelo qual recebeu US$50 milhões de pagamento (incluindo os bônus da bilheteria), um dos maiores cachês de que se tem notícia.

02) Julia Roberts

É muito bom ver uma atriz veterana como Julia Roberts recebendo o respeito que merece. Isso porque é um fato sabido que as coisas mudam de figura para estrelas que passam da meia idade. Mas Roberts se mantém desde os anos 90 como uma das maiores estrelas de Hollywood, e seu prestígio não diminuiu. Por exemplo, ano passado fechou um contrato suculento em sua primeira parceria com a Netflix, no thriller apocalíptico ‘O Mundo Depois de Nós’, pelo qual recebeu US$25 milhões de pagamento.

03) Jennifer Lawrence

How is Jennifer Lawrence so rich? - Quora

Jennifer Lawrence ainda goza do status de ser uma das maiores estrelas de Hollywood, tendo participado da franquia bilionária ‘Jogos Vorazes’. Fora isso, tem sua própria estatueta do Oscar em casa e outras indicações no currículo. Ano passado, Lawrence fechou contrato com a Sony para fazer sua primeira comédia escrachada e aparecer completamente nua em ‘Que Horas Eu te Pego?’. E o cachê que a atriz fechou para o filme foi de US$25 milhões.

04) Emma Stone

Amiga de Jennifer Lawrence, Emma Stone é igualmente uma das jovens estrelas mais promissoras de Hollywood. Bem, a verdade é que essa promessa já foi cumprida, e Stone é atualmente um dos maiores nomes do cinema mundial. A prova disso é o valor de US$22.5 milhões que recebeu pelo filme ‘Pobres Criaturas’, longa que vem dando o que falar e que poderá render a segunda estatueta do Oscar de melhor atriz na carreira dela. No filme, ela igualmente desempenha cenas ousadas de nudez pela primeira vez em sua carreira.

05) Charlize Theron

Charlize Theron Net Worth | Celebrity Net Worth

Só uma atriz do tamanho de Charlize Theron teria a moral de receber um enorme cachê por uma participação menor em um filme. Isso porque todas as demais apresentadas até o momento na lista são as protagonistas de seus respectivos filmes. Theron, por outro lado, para participar de quatro cenas do inflado ‘Velozes e Furiosos 10’ recebeu US$18 milhões, se tornando assim um dos maiores cachês do longa. Bem, é a Charlize Theron, e sem dúvida isso traz prestígio ao filme.

06) Zoe Saldana

Estrela de franquias bilionárias como ‘Avatar’, ‘Star Trek’ e os filmes da Marvel, Zoe Saldana é uma das atrizes mais bem-pagas de Hollywood. E para melhorar as coisas, é uma atriz de descendência latina. Apesar de colecionar as maiores bilheterias do cinema em seu currículo, não é o nome de Saldana que faz o sucesso destes longas, ela apenas faz parte do todo. Para o terceiro ‘Guardiões da Galáxia’, a atriz recebeu um cachê reportado de US$10 a US$15 milhões para se despedir de Gamora. Será que ela volta?

07) Emily Blunt

Emily Blunt Net Worth in 2023 How Rich is She Now? - News

Em sétima posição temos a inglesa Emily Blunt. A atriz recebeu US$7 milhões por seu trabalho no drama da Netflix ‘Máfia da Dor’, que foi uma das produções mais chamativas da plataforma ano passado e a colocou para contracenar com Chris Evans. Porém, não foi o único trabalho da atriz em 2023. Por sua performance indicada ao Oscar em ‘Oppenheimer’, Blunt faturou US$4 milhões e mais uma fatia não divulgada da bilheteria. Levando em conta que o filme arrecadou quase US$1 bilhão, o cachê da atriz deve ter subido exponencialmente.

08) Jennifer Lopez

O oitavo lugar da lista dispensa apresentações, e hoje sua fonte de renda principal nem é mais o cinema. Isso porque a latina Jennifer Lopez é uma estrela da música igualmente, movimentando milhões com essa área de sua vida. Mesmo assim Lopez não dispensa os milhões que entram em sua conta vindo dos filmes. Muitos podem achar que seu maior salário foi pelo thriller de ação da Netflix, ‘A Mãe’, mas por esse, Lopez levou US$2.4 milhões. A bolada maior veio com a produção da Amazon, ‘Casamento Armado’, pelo qual recebeu o valor de US$8 milhões.

09) Jennifer Aniston

Xará de Jennifer Lopez, a estrela do icônico sitcom ‘Friends’ já foi uma das mais bem-pagas da TV, na época do auge do seriado chegando a ganhar US$1 milhão por episódio ao lado dos inesquecíveis amigos. Em sua transição para o cinema, Aniston não ficou atrás, se tornando o membro do elenco que conseguiu mais destaque nessa transição. Mesmo na meia idade, Aniston ainda possui bastante prestígio e recebeu o cachê de US$10 milhões ano passado pelo filme da Netflix ‘Mistério em Paris’.

10) Brie Larson

A americana Brie Larson foi a “mulher maravilha” da Marvel. Ou quase isso. Larson é uma atriz vencedora do Oscar, esse prestígio logo chamou atenção do maior estúdio da atualidade, a Marvel, que a contratou para interpretar a heroína mais poderosa de seu universo, a Capitã Marvel. Pelo papel Larson recebeu US$5 milhões em 2019, e repetiu esse valor para a sequência ‘As Marvels’ no ano passado. Fora isso, a atriz também esteve em ‘Velozes e Furiosos 10’, que fez quase na camaradagem, embolsando um cachê de US$1 milhão por sua participação que é quase uma ponta.

11) Gal Gadot

Gal Gadot Net Worth 2020 - How Rich is Gal Gadot?

E se a americana Brie Larson foi a “mulher maravilha” da Marvel, a israelense Gal Gadot foi a ‘Mulher-Maravilha’ verdadeira e original, na DC. Fechando a lista das atrizes mais bem-pagas de Hollywood no ano passado, a primeira intérprete da maior heroína dos quadrinhos no cinema, Gal Gadot, não recebeu o maior dos cachês no primeiro filme solo da Amazona. Isso porque Gadot não era um nome muito famoso na época. Foi a partir de suas outras participações como a personagem nos filmes do universo DC, em especial ‘Mulher-Maravilha 1984‘, que Gadot aumentou seu salário. Ano passado, ela estrelou o thriller de espionagem e ação ‘Agente Stone’ para a Netflix, e recebeu US$5 milhões pelo filme.

 

‘House of Cards’: Robin Wright revela que a série ficou ‘muito, muito perto’ de ser cancelada

Em entrevista ao Net-a-Porter, a estrelada de ‘House of Cards‘, Robin Wright, falou sobre o drama dos bastidores depois do escândalo em torno de Kevin Spacey.

“[A série ficou] muito, muito próxima de ser cancelada por causa do clima na época. O ar estava pesado, você sabe. Harvey Weinstein… As pessoas estavam dizendo ‘Nós temos que encerrar tudo ou as pessoas vão pensar que estamos glorificando e honrando esse tipo de coisa’.

A atriz afirma que ela se encontrou pessoalmente com os executivos da Netflix para falar sobre o futuro da série, porque ela “acreditava que deveria ser finalizada. Acreditava que nosso compromisso deveria ser cumprido para as pessoas que acompanhavam a série. Por que desistir?”

Recentemente, a Netflix confirmou que a sexta e última temporada de ‘House of Cards’ será lançada em 2 de novembro desse ano. Junto, um pôster oficial também foi divulgado.

O novo ciclo terá outra alterações. Ao contrário dos demais anos, este contará com apenas oito episódios. Vale relembrar que Kevin Spacey não retorna para o seu papel, deixando Robin Wright como a única protagonista.

Kevin Spacey é demitido da Netflix e não fará mais parte de ‘House of Cards’

Kevin Spacey estaria obcecado por ator de ‘House of Cards’; Saiba detalhes!

Baseada na minissérie de mesmo nome da BBC, House of Cards tem como produtores-executivos David Fincher, Joshua Donen, Beau Willimon, Kevin Spacey, Dana Brunetti, John David Coles e Eric Roth.

 

‘Nightmare Cinema’: Antologia com mestres do terror ganha trailer SINISTRO; Assista!

A antologia de terror ‘Nightmare Cinema‘ ganhou o seu primeiro trailer.

Assista:

Mickey Rourke estrelará como um projecionista fantasmagórico, que será a única conexão entre os segmentos.

Uma série de indivíduos sem sorte entra no decrépito e arrepiante teatro de Rialto, apenas para ter seus medos mais profundos e sombrios trazidos à vida na tela de prata pelo Projecionista – uma figura misteriosa e fantasmagórica que detém os terríveis futuros de todos que assistem às suas exibições. No momento em que nossos clientes percebem a verdade, a fuga não é mais uma opção. Uma vez que o ingresso é rasgado, seu destino é selado no Nightmare Cinema.

O filme terá cinco contos, com cinco diretores diferentes. Entre eles: Mick Garris (‘Sonâmbulos‘), Joe Dante (‘Gremlins‘ e ‘Piranha‘), David Slade (‘30 Dias de Noite‘), Ryuhei Kitamura (‘O Último Trem‘) e Alejandro Brugues (‘Juan of the Dead‘).

O longa será lançado direto em VOD no dia 21 de junho.

10 filmes com personagens INSANOS disponíveis nos streamings

A realização de coisas sem sentido é uma boa definição para a insanidade. Ao longo do tempo, o mundo do cinema já nos apresentou centenas de personagens com essas características, geralmente em tramas pulsantes com diversos conflitos. Pensando nisso, criamos abaixo uma lista com 10 filmes com personagens INSANOS disponíveis nos streamings:

 

Con Air – A Rota da Fuga (Disney Plus)

Na trama, conhecemos Cameron Poe (Nicolas Cage) um soldado do exército norte-americano, do grupo de elite conhecido como Rangers, que após lutar contra arruaceiros inescrupulosos que incomodavam ele e sua esposa grávida Tricia (Monica Potter), em legítima defesa, acaba sendo condenado pela morte de um deles e assim vai parar na prisão federal por uma década. O tempo passa e sem nunca ter contato com sua filha, Cameron tem a chance de sair da prisão em condicional mas no dia de sua transferência embarca em um avião repleto de criminosos insanos, comandados por Cyrus ‘The Virus’ Grissom (John Malkovich), que acabam sequestrando o avião. Buscando soluções e resgatando seus dias de herói, o protagonista tentará salvar o dia, ao lado do agente Vince Larkin (John Cusack), e voltar para os braços de sua família.

 

Maus Momentos no Hotel Royale (Disney Plus)

Na trama, ambientada décadas atrás, conhecemos sete figuras desconhecidas que acabam indo parar no mesmo hotel em um certo dia. Cada um deles tem muita coisa a esconder e acaba parando nesse lugar, alguns por acaso e outros com a direção correta, para ir atrás do seus respectivos objetivos. Mas, por armadilha do destino, esses complicados personagens acabam invadindo os objetivos uns dos outros, transformando uma noite em uma batalha pela sobrevivência, onde não existe o bem nem o mal.

 

Saltburn (Prime Video)

Na trama, conhecemos o recém chegado à faculdade de Oxford, o aparente solitário Oliver (Barry Keoghan), um jovem que parece sofrer com a vida que leva fora daquele lugar. Quando conhece Felix (Jacob Elordi), um jovem milionário também estudante de Oxford, Oliver se vê atraído pelo universo de Felix, de riqueza e poder. Até que um dia que Felix o convida para passar o verão na mansão da família, Saltburn, junto com sua família cheia de peculiaridades.

 

Doente de mim Mesma (MUBI)

Na trama, conhecemos Signe (Kristine Kujath Thorp), uma jovem que está em um relacionamento com o artista Thomas (Eirik Sæther). Os dois vivem juntos faz algum tempo e possuem uma relação estranha, repleta de disputas, competitiva ao extremo. Quando Thomas começa a fazer muito sucesso na sua área, Signe entra em um colapso emocional e começa a fazer de tudo por atenção rumando rapidamente para um show de situações constrangedoras.

 

Casamento Sangrento (Disney Plus)

Na trama, conhecemos Grace (Samara Weaving), filha de pais adotivos que sempre sonhou em ter uma família e está prestes a realizar seu sonho já que encontrou seu príncipe encantado, Alex (Mark O’Brien), um apaixonado futuro marido. No dia do casamento, ela vai passar as futuras horas na mansão da família do rapaz (que fez fortuna ao longo do tempo no início com uma fábrica que criava baralhos, depois vendia jogos de tabuleiros, e mais pra frente empreendedores bem sucedidos), e lá acaba conhecendo melhor uma tradição macabra onde o destino pode ser definido ao puxar uma carta que faz parte de um jogo que vem de ancestrais passados. Assim, em uma enorme mansão, cheia de passagens secretas, câmeras por todos os lados, vemos uma surpreendida protagonista que vai precisar ser muito corajosa em uma luta pela sobrevivência.

 

The Trip (Netflix)

Na trama, conhecemos Lisa (Noomi Rapace) e Lars (Aksel Hennie), um casal na faixa do 40 anos que está em gigantesca crise no casamento deles. Ela uma atriz frustrada por nunca conseguir grandes papéis, ele um cineasta que só consegue dirigir comerciais de televisão. Para tentar resolver a situação, planejam um fim de semana em um lugar afastado do grande centro onde várias situações surpreendentes colocam em cheque tudo que eles pensaram um sobre o outro até ali. Repleto de surpresas, o projeto envolve cenas de ação de tirar o fôlego e diálogos debochados por todo seu tempo.

 

Marcas da Violência (MAX)

Na trama, conhecemos Tom (Viggo Mortensen), um pacato dono de uma cafeteria que vive feliz com sua esposa Edie (Maria Bello) e seus dois filhos em uma cidadezinha no interior dos Estados Unidos. Um dia, uma dupla de criminosos resolvem entrar na cafeteria de Tom nas últimas horas de uma noite, gerando o caos no lugar e Tom acaba, de forma surpreendente para todos no local, matando os criminosos. Ele logo vira celebridade na cidade, aparece na televisão, e tem a vida completamente mudada quando dias depois chega na cidade um homem dizendo que Tom na verdade é um violento membro de uma organização criminosa. Assim, aos poucos vamos entendendo melhor as lacunas dessa surpreendente história.

 

Sisu: Uma História de Determinação (MAX)

Na trama, conhecemos Aatami (Jorma Tommila), um ex-comandante do exército finlandês, temido pelo próprio batalhão, que abandonou os tempos de guerra, largado em uma terra ao norte, ainda destruída, no meio do nada, onde vira garimpeiro e começa a achar generosas quantidades de ouro. Só que logo seu caminho se cruza com o de nazistas inescrupulosos sedentos pelo ouro encontrado.

 

Inferno Sangrento (Looke)

Na trama, conhecemos Rex (Ben O’Toole), um ex-militar do exército, perturbado psicologicamente, com uma visão de si mesmo que aparece em meio a todos os conflitos que passa. Ele está em um presente complicado após ser o protagonista de uma abordagem imprudente dentro de um banco, o que para alguns foi um ato heroico mas acaba o levando para a cadeia por oito anos. Assim que sai da prisão, por conta da repercussão da história, é perseguido por paparazzis e se torna um rosto famoso na multidão. Buscando se livrar de todo esse holofote resolve comprar uma passagem apenas de ida para a Finlândia onde eu destino se cruza com uma aterrorizante família de psicopatas que inclusive pratica o canibalismo.

 

Noite Infeliz (Telecine)

Na trama, conhecemos o verdadeiro Papai Noel (David Harbour) que aqui nesse projeto é um beberrão, desacreditado, desanimado na data onde é mais lembrado, pensando inclusive em se aposentar. Durante sua rotina intensa durante o natal, acaba chegando na casa da família de Trudy (Leah Brady), uma criança que ainda acredita no Papai Noel e vive dias difíceis com seus pais à beira da separação. Quando um grupo de criminosos resolve assaltar a casa da família dela justo no natal, Papai Noel fará de tudo para proteger Trudy e toda sua família.

 

 

‘Liga da Justiça’ – Vaza a nota do filme no Rotten Tomatoes

Liga da Justiça está aí e nós já demos nossas avaliações – clique nos links para ler nossa crítica e assistir ao nosso vídeo crítica. Mas quem somos nós, meros mortais perto do todo poderoso Rotten Tomatoes, o agregador que funciona como um Super Crítico. E por lá as coisas não estão nada boas.

A nota do filme no Rotten Tomatos acidentalmente vazou antes da hora, já que a Warner está segurando as avaliações até a estreia – por lá chega nesta sexta – do site de mídia social Flixist. Um usuário do Reddit percebeu a mancada e tratou de compartilhar. Veja abaixo

O filme consta com 48% de aprovação, um número baixo, mas ainda assim maior que o de Batman VS Superman (2016), que consta com 27%. Vale lembrar também que estas são apenas as avaliações prévias e que este número poderá aumentar exponencialmente assim que mais críticos assistirem ao filme. Ou o inverso também pode ocorrer e cair.

Outro agregador, o Metacritic, também já divulgou sua média e por lá o filme consta com 51% de aprovação, o que é mais da metade. E as avaliações variam de ótimas, como a o veterano Richard Roeper, crítico que já trabalhou com o lendário Roger Ebert, e deu nota 88/100, e a do jornal New York Times, bem mais baixa, com 40/100.

Roeper chamou de “um filme de origem no estilo reunir a banda, executado com muita diversão e energia”, enquanto o New York Times o criticou por ser “uma confusão barulhenta, uma bagunça visual e muitos insetos digitais assassinos, mas de vez em quando um brilho de vida sobressai”.

Crítica | Te Peguei! – Warner acerta de novo em uma comédia depois de ‘A Noite do Jogo’

Jogos Vorazes

Jogos e brincadeiras. Este é o tema das comédias da Warner em 2018. E quem poderia adivinhar que adultos brincando e jogando renderia duas das melhores comédias do ano. Primeiro, foi a vez do hilário A Noite do Jogo, comédia imprópria e violenta, protagonizada por Rachel McAdams e Jason Bateman. Agora, é uma incrível história real que ganha os holofotes como ideia para uma espirituosa produção, igualmente recheada com um elenco de peso.

Crítica | A Noite do Jogo – Hilária comédia para maiores com Jason Bateman e Rachel McAdams

Baseado no artigo do Wall Street Journal intitulado ‘It Takes Planning, Caution to Avoid Being It’, de Russell Adams, o filme transcreve para o cinema uma brincadeira de pique-pega (ou pega-pega) – tag no original –, entre um grupo de amigos, que já dura décadas. Da infância direto para a vida adulta, uma vez por ano (sempre no mês de maio), a mesma turma se reúne para dar seguimento ao jogo, mesmo que para isso precisem formular os mais elaborados esquemas a fim de “pegar” o próximo integrante.

Ao contrário de A Noite do Jogo, que até conta com um roteiro elaborado, mesclando na mistura o gênero do suspense – onde nada é o que parece – o maior desafio do texto de Te Peguei! era tornar interessante um fiapo de ideia como a matéria prima de tal artigo. Para a surpresa, os realizadores fazem esta gimmick funcionar e bem. Utilizando artifícios do nonsense e do escracho, o filme cria uma sucessão incansável de tentativas de humor. A maioria funciona. Mas o passo além precisava ser dado para criar o mínimo de identificação. O que igualmente conseguem atingir.

O roteiro de Te Peguei! consegue criar personagens bem delineados, relações críveis e até mesmo – pasmem – cenas emotivas no meio de toda esta loucura. Assim como ocorre em A Noite do Jogo, em certos trechos não sabemos muito bem no que acreditar, no que pode ser real ou fraude, mesmo que aqui qualquer teor um pouco mais sombrio passe bem longe. Não existe nada em Te Peguei! que possa elevar a censura.

Se formos apontar outro gênero adicionado no filme, por incrível que possa parecer, ele seria o drama. Tema de muitos filmes do tipo, a amizade trazida da infância não cansa de ser reforçada como item indispensável em nossa formação de caráter, que diz muito de quem fomos e somos. No fim das contas, a brincadeira termina sendo apenas a ponte que une estas pessoas, cujas vidas se afastaram, moram em cidades diferentes e precisam constantemente ser lembrados do que verdadeiramente importa, acima de sucesso, carreira e qualquer sentimento egoísta.

Ed Helms, Jon Hamm, Jake Johnson e Hannibal Buress são os velhos amigos, cujo pega-pega ultrapassa todos os limites. Na brincadeira, o alvo da turma é Jerry, papel de Jeremy Renner, o amigo que nunca foi pego e segue invicto há décadas. O sujeito é bom no que faz e elabora os mais inacreditáveis planos para constantemente escapar das investidas da turma. E acredite, este grupo vai até as últimas consequências para dar continuidade a tal jogo – rendendo algumas das gags mais engraçadas do longa.

A direção fica por conta de Jeff Tomisc, saído de séries de comédia, estreando no cinema com o pé direito. O cineasta cria um bom ritmo narrativo, confeccionando momentos de apelo visual – como quando o personagem de Renner antevê as ações dos colegas, narrando suas previsões para o resultado. O elenco conta ainda com Isla Fisher, Leslie Bibb, Annabelle Wallis e Rashida Jones, variando em níveis de carisma e graciosidade.

Comédia é muito difícil de fazer. E quando dá certo, é preciso reconhecimento. Em sua maioria, este tipo de filme é medido de uma forma: é engraçado ou não. E aqui, a coisa funciona o suficiente, mesmo que nem tudo acerte o alvo. Por comparação, é só voltarmos para o início do ano e lembrar do sofrível Correndo Atrás de um Pai, com o mesmo Ed Helms, para compreender a diferença. O trecho final é verdadeiramente caloroso e pode te fazer refletir um pouco sobre sua própria vida. O que é mais do que podemos dizer da maioria dos filmes do gênero.

Saiba Quais São os Filmes Indicados ao Oscar MENOS Populares de Cada Edição nos Últimos 10 anos

Março chegou! O Oscar chegou! A maior festa da sétima arte ocorre amanhã, dia 10 de março de 2024, e na data finalmente saberemos quais foram o melhor filme do ano, a melhor atriz, o melhor ator, os coadjuvantes, diretor e por aí vai.

O Oscar é sinônimo de prestígio, em especial para a própria indústria. Um ator indicado ao Oscar pode subir alguns degraus em seu status, e um vencedor nem se fala. Porém, prestígio não é sinônimo de fama e sucesso. Por exemplo, alguns atores e atrizes se tornam astros e estrelas depois do Oscar, mas outros não. Alguns inclusive já possuem tal status antes da nomeação. Com os filmes ocorre o mesmo.

Com a abertura de até 10 filmes indicados, criou-se espaço para filmes muito populares com o público estarem entre os nomeados, vide ‘Avatar’ um e dois, ‘Coringa’, ‘Pantera Negra’ e esse ano ‘Barbie‘. Outros se tornam populares devido a seu prestígio no Oscar, como ‘Os Banshees de Inisherin’, ‘Triângulo da Tristeza’ e ‘A Baleia’. E temos ainda a terceira categoria: os filmes que nem mesmo a indicação ao Oscar consegue torna-los populares – ainda mais com o passar dos anos. Confira abaixo os filmes MENOS POPULARES de cada uma das 10 últimas edições do Oscar.

2014: Philomena

Começamos com a edição de dez anos atrás. Na edição de 2014, o filme consagrado foi o visceral ’12 Anos de Escravidão’, mas também destacaram-se filmes ainda muito queridos hoje, como ‘O Lobo de Wall Street’, ‘Gravidade’ e ‘Ela’. No meio dos 9 filmes indicados, existe um que praticamente ninguém lembra. ‘Philomena’ é a história real de uma mulher britânica forçada a viver em um convento e entregar seu filho para adoção, tentando reencontrá-lo muitas décadas depois. Judi Dench estrela.

2015: Selma – Uma Luta Pela Igualdade

No ano seguinte, tivemos uma queda no número de filmes indicados, de 9 os nomeados passaram a 8. O grande premiado daquela noite foi o “estranho” (no melhor sentido da palavra) ‘Birdman’, e a edição também ficou marcada com filmes muito queridos como ‘Whiplash – Em Busca da Perfeição’, ‘O Grande Hotel Budapeste’ e ‘Sniper Americano’. Porém, existe um filme de extrema importância política e social que esteve entre os indicados daquele ano, mas que infelizmente quase ninguém mais menciona.

Falamos de ‘Selma – Uma Luta Pela Igualdade’, no qual David Oyelowo interpreta o Dr. Martin Luther King Jr., durante a icônica marcha na cidade de Selma, Alabama, em 1965. O filme guarda o recorde de ter sido indicado na categoria principal e receber apenas uma segunda indicação.

2016: Brooklyn

Desde que foi aberto espaço para até 10 filmes indicados no Oscar, já tivemos anos com apenas 9 nomeados, e o mínimo até hoje foram 8 filmes na categoria principal. O fato de 2015 se repetiu em 2016. Nessa edição tivemos blockbusters avassaladores entre os indicados, como ‘Mad Max – Estrada da Fúria’ e ‘Perdido em Marte’, assim como filmes extremamente celebrados, vide ‘O Regresso’ e ‘A Grande Aposta’.

O vencedor da noite foi o investigativo ‘Spotlight – Segredos Revelados’. Mas você lembrava que entre os filmes selecionados existia um chamado ‘Brooklyn’, um romance irlandês passado nos anos 1950, com Saoirse Ronan?

2017: Um Limite Entre Nós

Além de um dos maiores astros de todos os tempos em Hollywood, e um ator vencedor de dois Oscar, Denzel Washington é também um realizado diretor, tendo estado no comando de quatro filmes. O penúltimo deles foi o mais prestigiado, conquistando uma indicação ao Oscar de melhor filme, além de outras 3 nomeações e a vitória de Viola Davis como coadjuvante.

Falamos de ‘Um Limite Entre Nós’, baseado na peça de August Wilson sobre o drama de uma família negra nos EUA. Você lembrava? Essa foi a mesma edição que premiou ‘Moonlight’ como melhor filme, e indicou produções renomadas como ‘La La Land’ e ‘A Chegada’. Ah sim, e voltávamos para 9 filmes.

2018: Trama Fantasma

Quando falamos da edição 2018 do Oscar, os filmes mais lembrados definitivamente são obras potentes como ‘Três Anúncios para um Crime’ e ‘Me Chame Pelo Seu Nome’, ou sucessos arrebatadores, vide ‘Corra!’ e ‘Dunkirk’. O vencedor, é claro, foi o filme de monstro com muito coração de Guillermo del Toro, ‘A Forma da Água’. Mas e quanto ao longa em que Daniel Day-Lewis viveu um costureiro de enorme prestígio na Londres da década de 1950, se envolvendo com sua jovem secretária? Você lembrava de ‘Trama Fantasma’?

2019: Vice

Depois de dois anos seguidos com 9 filmes indicados, caíamos novamente para apenas 8 filmes na edição de 2019. Uma pena, pois tantos filmes de qualidade mereciam ser reconhecidos com uma indicação. O grande vencedor da noite foi o “polêmico”, porém popular, ‘Green Book – O Guia’, e o ano ainda trouxe entre os indicados filmes extremamente famosos como ‘Pantera Negra’, ‘Bohemian Rhapsody’ e ‘Nasce uma Estrela’.

No mesmo ano, tivemos indicado o filme sobre o político controverso Dick Chaney, que trouxe um Christian Bale irreconhecível e o mesmo diretor de ‘A Grande Aposta’. Você lembra de ‘Vice’?

2020: Adoráveis Mulheres

Em 2020 tivemos um ano tão repleto de filmes adorados e que se manteriam populares, que até mesmo o menos famoso deles, ainda é um filme bastante conhecido e comentado. O grande vencedor dispensa apresentações, ‘Parasita’ é provavelmente o filme não americano mais badalado dos últimos anos. Mas o ano ainda traria ainda produções como ‘Coringa’, ‘Era uma Vez em Hollywood’, ‘1917’ e ‘Jojo Rabbit’. Ou seja, dentro de um ano com tantos medalhões, o menos popular foi ‘Adoráveis Mulheres’, de Greta Gerwig – que ainda assim é um filme conhecido pela maioria.

2021: Mank

2020 foi o ano que não aconteceu. A pandemia se abateu sobre o mundo de forma assustadora e sem precedentes. Assim, muitas produções tiveram que ser adiadas e o que ganhamos foi filmes que já estavam prontos ou obras menores. Mesmo assim, ainda sobrou espaço para longas muito queridos, como ‘Bela Vingança’, que colocou o nome de Emerald Fennell no mapa, ‘Meu Pai’ e o grande vencedor da noite ‘Nomadland’. Mas você sabia que David Fincher, de ‘Seven’ e ‘Clube da Luta’, também tinha um filme concorrendo ao prêmio máximo? E um escrito por seu próprio pai. ‘Mank’ é a biografia do roteirista Herman J. Mankiewicz, toda criada em preto e branco. Sim, você não lembra porque é a biografia de um roteirista em preto e branco!

2022: Drive My Car

Depois do ano que não aconteceu, os cinemas precisavam de um novo impulso para se manterem abertos e trazer novamente o público às salas. Assim, 2022 marcaria uma nova era para os 10 filmes indicados, que se mantém até hoje – afinal, mais filmes indicados, mais gente nos cinemas correndo atrás para assistir.

O grande vencedor foi a agradável Sessão da Tarde ‘No Ritmo do Coração’, mas ainda tivemos blockbusters do nível de ‘Duna’ e até mesmo produções badaladíssimas da Netflix concorrendo, como ‘Não Olhe para Cima’ e ‘Ataque dos Cães’. O que não colou foi outro filme asiático que visava ser o novo ‘Parasita’. Estamos falando de ‘Drive My Car’. Poucos conhecem e menos gente ainda viu.

2023: Entre Mulheres

 

Top Gun Maverick’, ‘Avatar – O Caminho da Água’, ‘Elvis’ e ‘Nada de Novo no Front’ são alguns dos filmes de grande popularidade que figuraram entre os indicados para produção do ano no Oscar 2023. O grande vencedor da noite não fica atrás em questão de popularidade, e talvez tenha sido o filme mais comentado de seu respectivo ano – falamos do longa sobre o multiverso que não é baseado em uma história em quadrinhos, ‘Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo’.

Mas no meio de mais 10 filmes, um que grande parte dos espectadores sequer ouviu falar é ‘Entre Mulheres’. Baseado no livro de Miriam Toews e funcionando como uma peça de teatro, o filme se iguala a ‘Selma’ como o indicado na categoria principal com menos nomeações ao todo (foram apenas duas).

2024: Ficção Americana

Finalizando a matéria dos filmes menos populares de cada edição do Oscar nos últimos 10 anos, chegamos à edição deste ano. Se fossemos apontar os mais populares, seria igualmente fácil, afinal na lista dos indicados em 2024 temos verdadeiros fenômenos do porte de ‘Barbie’ e ‘Oppenheimer’. Outros como ‘Assassinos da Lua das Flores’ e ‘Pobres Criaturas’ não chegam muito atrás. Porém, um dos filmes menos mencionados pelos fãs de cinema nesse Oscar – que no Brasil sequer passou nos cinemas – é ‘Ficção Americana’, que já entrou no hall dos filmes menos populares das edições do Oscar.