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‘Doctor Who’: Novo cartaz prepara despedida de Jodie Whittaker da série

Doctor Who‘ ganhou um novo cartaz neste sábado (22), através do perfil oficial da série no Twitter.

O pôster basicamente prepara os fãs para a despedida de Jodie Whittaker do papel de décima terceira doutora. No material vemos a companion da doutora, Yasmin Khan, em lágrimas, com a legenda “Falta um dia…”.

Confira logo abaixo:

Lembrando que a Disney está em negociações para adquirir os direitos de transmissão de ‘Doctor Who‘, da BBC.

Russell T. Davies retornará como o showrunner do novo ciclo.

Mais informações sobre a próxima temporada não foram revelados.

Estrela de ‘The Watcher’, Mia Farrow se arrependeu de recusar papel em ‘American Horror Story’

Essa semana foi a estreia da 11ª temporada de ‘American Horror Story‘, e essa está longe de ser a única produção recente de Ryan Murphy a estrear. Além de ser produtor executivo do sucesso ‘Dahmer: Um Canibal Americano‘ da Netflix, ele também está produzindo ‘The Watcher‘, além de dirigir os episódios 1 e 3.

A minissérie, que é baseada na lenda urbana virtual ‘The Watcher‘, é estrelada por Naomi Watts, Bobby Cannavale, Jennifer Coolidge, Margo Martindale e Mia Farrow. A Netflix lançou um vídeo chamado ‘In Conversation: Ryan Murphy Talks with the Women of The Watcher‘, em que ele revelou que queria que Farrow tivesse participado da primeira temporada de ‘American Horror Story‘.

Ela que foi o grande ícone do clássico ‘O Bebê de Rosemary‘ se diz arrependida em não ser participado da série de sucesso criada por Murphy.

“Estou tentando trabalhar com você desde 2010″, disse a Murphy durante o documentário. “Quando escrevi o piloto de ‘American Horror Story’ não vou dizer o que era, escrevi uma parte para você e implorei aos seus agentes te entregar. Estou tão emocionado e foi tão divertido trabalhar com você”, contou o premiado produtor.

“Eu realmente sinto muito por não ter feito isso. Eu me arrependi. Sim, eu me arrependi de não ter feito e também aproveitei a chance quando você disse através do nosso amigo Ronan: ‘Eu comprei essa coisa para sua mãe. Ela pode usar preto e será muito interessante. ‘E eu disse, ‘Claro'”, falou Mia super empolgada com a nova produção.

Ian Brennan (‘Glee’) será o cocriador da série e servirá como produtor ao lado de Murphy.

A série é inspirada no perturbador caso real que aconteceu em Nova Jersey. Um casal comprou uma casa em 2014 por quase US$ 1.4 milhão, mas foram forçados a abandonar seu novo lar por causa de cartas arrepiantes do Observador, que afirmava ter estado “observando” a casa por décadas. “Eu sou o Observador. Dê-me seu sangue jovem,” dizia uma das notas. A família colocou a casa de volta no mercado. Ela não foi vendido, mas eles conseguiram alugar. Em 2017, o locatário também recebeu uma carta sinistra do Observador, ameaçando sua vida. A casa foi vendida em 2019 por US$ 959 mil. A identidade do Observador permanece um mistério até hoje.

A dupla Henry Joost e Ariel Schulman, que inicialmente iria dirigir o filme, serão os produtores executivos.

10 Filmes com roteiros ELETRIZANTES

O roteiro é a alma de todo bom filme! Esse documento narrativo pode ser feito de diversas formas, lá se reúnem toda a história e a maneira como deve ser mostrada. Mas sempre tem aquele roteiro que chama mais atenção por conseguir entusiasmar o público. Colocando a memória cinéfila para trabalhar, buscamos na lista abaixo apresentar boas sugestões de filmes com roteiros eletrizantes:

 

O Romance de Morvern Callar

O simbolismo das ações incontroláveis. Dirigido pela ótima cineasta escocesa Lynne Ramsay (Precisamos Falar Sobre o Kevin, Você Nunca Esteve Realmente Aqui), O Romance de Morvern Callar é um eletrizante recorte dramático de uma jovem que após um trauma, não busca objetivos, fica reativa ao que acontece no seu caminho. A personagem principal é completamente desnorteada e complexa, um desafio e tanto para a excelente atriz britânica Samantha Morton que mais uma vez mostra todo seu potencial. Destaque também para uma trilha sonora que explora a melancolia, a quebra da razão.

 

Trem-Bala

Quando a comédia encaixa na ação. Chegou aos cinemas na primeira semana de agosto um filme divertido, empolgante que encaixa tons cômicos dentro de uma série de sequências de ação de tirar o fôlego. Trem-Bala, dirigido pelo cineasta David Leitch, tem um roteiro dinâmico, contando ao público histórias dentro de outras histórias de forma eletrizante. Se piscar perde uma parte do quebra-cabeça imposto que ainda possui grandes atuações com um elenco nota 10 encabeçado pelo astro mundial Brad Pitt. O roteiro, grande trunfo dessa produção, é escrito por Zak Olkewicz, baseado no romance homônimo do escritor japonês Kōtarō Isaka.

 

O Telefone Preto

Quando o indescritível, até mesmo o misticismo, vira um paralelo com a realidade. Baseado em um conto homônimo do autor norte-americano Joe Hill, O Telefone Preto nos faz embarcar em uma história chocante que liga o forte elo entre dois irmãos que sofrem com ambíguo pai à trajetória de loucura de um sequestrador de crianças. Ao longo dos eletrizantes 103 minutos de projeção, repleto de simbolismo, de interpretações sobre a fé, o público é conquistado do início ao fim nesse grande trabalho de Scott Derrickson, um cineasta para sempre termos em nossas listinhas de filmes. Consegue junções interessantes de seus personagens, alguns que caminham entre superficialidade com ações presente com uma profundidade no choque com a realidade. Foi assim, como O Exorcismo de Emily Rose e também em Doutor Estranho. O Telefone Preto é mais um senhor trabalho!

 

Fresh

Os conflitos contra um mundo secreto, quase inimaginável. Chegou ao catálogo da Star+ no mês de março um filme que esconde muito bem suas camadas de conflitos com personagens instigantes e que colocam em xeque, de alguma forma, questões sobre relacionamentos. Ao longo de quase duas horas de projeção, e com cerca de meia hora de distância entre a primeira cena e os créditos iniciais, vamos acompanhando a saga de uma jovem, com dedo podre para relacionamentos, em confronto contra uma inusitada situação. As surpresas do roteiro realmente deixam o longa-metragem com um nível de tensão lá no alto. Dirigido pela cineasta Mimi Cave e com roteiro de Lauryn Kahn.

 

O Túnel

Exibido no Festival de Locarno anos atrás, O Túnel (Teo-neol) conta a história de um trabalhador chamado Jung-soo (Jung-woo Ha) que voltando para casa em seu carro acaba ficando entre escombros quando seu carro atravessava um túnel na Coréia do Sul que desaba com ele ainda lá dentro. Restando pouca bateria, consegue pedir socorro e uma equipe de salvamento tentará fazer de tudo para retirá-lo com vida dessa situação extremamente difícil.

 

Exit

Na trama, conhecemos Yong-Nam (Jung-suk Jo) um jovem que está confuso e pressionado sobre seu futuro já que não possui trabalho fixo e possui uma paixão/vocação pelo alpinismo. Durante uma data comemorativa familiar, com toda sua família reunida em um lindo salão nos últimos andares de um prédio requisitado no centro da maior cidade da Coreia do Sul, um maluco estaciona um caminhão repleto de gás tóxico deixando o protagonista e sua família ilhados e em busca de uma solução para fugir da ação do ato terrorista. Assim, reunindo toda sua coragem, ao lado de Eui-Joo (Yoon-ah Im), uma velha conhecida das aulas iniciais de alpinismo e que agora trabalha na empresa de buffet que estava no comando da festa, Yong-Nam precisará escalar paredes complicadas em busca de uma saída para todos.

 

Invasão Zumbi

A responsabilidade de todos é o único caminho para a sobrevivência humana. Uma das maiores produções cinematográficas com uma das maiores bilheterias da história da Coreia do Sul de todos os tempos se consolida simplesmente como um dos melhores filmes de zumbi feitos nos últimos tempos. Invasão Zumbi, Busanhaeng no original, dirigido brilhantemente pelo cineasta sul coreano Sang-ho Yeon é uma thriller de ação zumbi com sequências de tirar o fôlego.

 

No Coração do Mar

O cineasta vencedor do Oscar Ron Howard volta aos longas-metragens dessa vez para contar ao público uma história complementar a do clássico Moby Dick. No Coração do Mar conta as verdades não ditas sobre um grupo de marinheiros que enfrentaram um dos maiores animais do planeta no meio de um dos oceanos, a milhas e milhas longe da terra. Com um orçamento que beirou os 50 milhões de dólares, o filme possui efeitos especiais maravilhosos, ótima edição, trilha sonora eficaz, além de uma forte e sólida trama que prende o espectador a todo instante.

 

71: Esquecido em Belfast

Na trama, durante o início da década de 70, o soldado Gary Hook (Jack O’Connell), do exército britânico, é abandonado pelo pelotão que pertence em meio a uma zona de conflito. Totalmente perdido e sem saber como voltar para casa ou ao menos se proteger, percorre as tensas ruas de uma Belfast em plena guerra civil. Inúmeros personagens cruzam seu caminho, alguns tentando ajudar, outros querendo eliminá-lo.

 

Um Dia Difícil

Na trama, conhecemos o detetive Gun-Su (Lee Sun-kyun), um homem que vive uma vida simples ao lado de sua família. Certo dia, no dia do enterro de sua mãe, quando estava dirigindo por uma avenida deserta, atropela um homem. Desesperado e sem saber o que fazer, tem a ideia de esconder o corpo do acidentado dentro do caixão de sua mãe. Com a consciência pesada mas achando que tudo estava resolvido, Gun-Su é surpreendido mais uma vez com uma ligação anônima dizendo saber tudo o que aconteceu. Assim, o protagonista precisa reunir todas as partes do quebra-cabeça e tentar de vez sair limpo desta história.

‘Adão Negro’ é a melhor estreia da DC no Brasil desde ‘Aquaman’

Adão Negro é um dos filmes mais aguardados do ano, e estreou fazendo sucesso no Brasil.

Segundo o FilmeB, foram vendidos 180 mil ingressos em apenas um dia, na quinta-feira. A Maior abertura da DC desde ‘Aquaman‘, lançado em 2018.

Segundo a Comscore, o filme já foi assistido por 298 mil espectadores nos cinemas em apenas 2 dias de exibição, arrecadando R$ 5,3 milhões em bilheteria. Somando o resultado das sessões de pré-estreia o titulo é o quarto maior Dia de Estreia (Opening Day) de 2022.

Confira:

Segundo projeções, o longa-metragem estrelado por Dwayne Johnson deve abrir com US$60 milhões nas bilheterias dos EUA, não enfrentando competição de ‘Halloween Ends’ (que dominou as bilheterias da última semana).

O principal obstáculo é a comédia romântica Ingresso para o Paraíso, estrelada por Julia RobertsGeorge Clooney, que deve arrecadar mais US$15 milhões.

Adão Negro será exibido em 4350 salas de cinema na América do Norte, mas ainda não se sabe quanto terá arrecadação. Previsões apontam, entretanto, que a produção não deve superar os números de ‘Batman’, que saiu em março deste ano e faturou US$770 milhões mundialmente.

 

Quase 5.000 anos depois que ele foi concedido com os poderes onipotentes dos deuses egípcios – e preso com a mesma rapidez – Adão Negro (Dwayne Johnson) é libertado de sua tumba terrena, pronto para liberar sua forma única de justiça no mundo moderno.

O filme também apresentará os membros da Sociedade da Justiça: Senhor Destino (Pierce Brosnan), Gavião Negro (Aldis Hodge), Esmaga-Átomo (Noah Centineo) e Ciclone (Quintessa Swindell).  

Dirigido por Jaume Collet-Serra (‘Águas Rasas’), o longa se passará no mesmo universo de ‘Shazam!‘.

‘Halloween – A Noite do Terror’ (1978) revolucionou o cinema

Uma história simples, com execução de baixo orçamento, mas que se tornou uma das grandes referências do cinema. Assim é Halloween: A Noite do Terror. O filme estabeleceu os elementos finais para a formação da linguagem do subgênero slasher, uma ramificação que se tornou febre nos anos seguintes, passeando pela década de 1980, desgastando-se até a renovação com Pânico, em 1996, perdendo-se de novo pelo excesso, num retorno marcado com as refilmagens dos clássicos na década de 2000 e atualmente turbinado em nossa era politizada de narrativas politizadas em diversos segmentos da sociedade, em especial, questões raciais e de gênero. Fase também marcada pelo tom autorreferencial dos filmes deste subgênero. O mote geralmente é básico. Uma situação no passado desencadeia uma série de acontecimentos no tempo presente da narrativa, com personagens acossados por uma (ou mais) figuras psicóticas em busca de vingança. Geralmente mascarado, os antagonistas destas narrativas atacam num período de reencontro/aniversário/feriado, ocasião onde as vítimas desejáveis estarão reunidas.

Depois de Halloween, tivemos uma longa tradição de filmes inspirados em feriados. A produção, que fique destacado, não foi o primeiro feriado slasher, haja vista Natal Negro, de 1974. Há, no entanto, discussões sobre o antecessor ser um proto-slasher, base para a transformação do subgênero após a trajetória de Michael Myers no dia 31 de outubro. Dirigido e escrito por John Carpenter, com participação efetiva de Debra Hill ao longo de todo o projeto, o filme em questão retrata os horrores de duas noites do Dia das Bruxas. A primeira é logo na abertura. Michael, o assassino ainda criança, desfere golpes de faca e mata a sua irmã após um encontro da garota com o namorado. Os pais, ausentes, chegam após o crime. O destino de Michael, encontrado vestindo uma roupa de palhaço, é o sanatório de Smith Groove, local onde permanecerá internado por 15 anos, recebendo o acompanhamento de seu psiquiatra, o Dr. Samuel Loomis (Donald Pleasence), figura que se repetirá na franquia até o sexto filme. Então, Michael consegue fugir do local.

Ao chegar em Haddonfield, Michael Myers, corretamente interpretado por Nick Castle como um monstro enigmático e perigoso, perambula pelas ruas da cidade, tornando-se o perseguidor de Laurie Strode (Jamie Lee Curtis), a final girl que o enfrentará no embate ao longo do desfecho da narrativa de intensos 91 minutos de duração. Curiosa com a presença do homem misterioso que parece a perseguir sem motivo aparente, Strode tem uma série de surpresas reservadas para a noite do dia 31 de outubro. Ao tomar conta de Lindsey (Kyle Richards) e Tommy (Brian Andrews), ela é a protagonista que menos se diverte, diferente de suas amigas Annie (Nancy Kyes) e Lynda (P. J. Soles), garotas envolvidas com seus namorados e muita badalação, figuras ficcionais que fornecem base para as discussões sobre misoginia e moral cristã, constantemente associados aos arquétipos do slasher, tópicos temáticos que John Carpenter rejeita, mas que, convenhamos, tem bastante pertinência quando pensamos na interpretação fílmica dentro do sistema que engloba espectador, autor e obra, um feixe mais complexo para análise.

Com direção de fotografia de Dean Cundey, Halloween: A Noite do Terror é uma narrativa conduzida com muito esmero pela equipe de realizadores gerenciada por Carpenter e Hill: o uso do ponto de vista é devidamente aplicado, a captação de imagens em steadicam ajuda no desenvolvimento da construção de várias cenas em plano-sequência, além do design de produção simples, assinado por Tommy Lee Wallace, cuidadoso ao evitar excesso de informações e dispersões. É na simplicidade que o filme se estrutura, por isso, tornou-se uma referência cinematográfica de condução do suspense/terror por meio de estratégias sutis, mas assertivas. Não seria leviano em dizer que a produção é desprovida de problemas. Em alguns trechos há um certo marasmo. Ademais, os personagens, com exceção do antagonista, da final girl e do psiquiatra, são desenvolvidos razoavelmente. A produção, por sua vez, criou um clima de mistério e se tornou objeto de culto, mantendo-se como uma referência de classe ao evitar sangue em excesso e a vulgarização do antagonista, criatura que é um misto de humanidade e entidade, de volta na trilogia recente, dirigida por David Gordon Green, com parte do elenco original, isto é, Laurie, Lindsey, Tommy e a enfermeira Marion Chambers (Nancy Stephens).

Dentre os pontos positivos de Halloween: A Noite do Terror, podemos destacar o tom minimalista, mas efusivo, da trilha sonora composta por John Carpenter, textura percussiva que acompanha a franquia toda, parte integrante da cultura pop e do nosso imaginário coletivo. Com locações em ruas calmas, de arquitetura estadunidense simples, os envolvidos na empreitada trouxeram para uma zona urbana conhecida pela calmaria, os horrores da violência perpetrada por Michael Myers, figura que tira a paz e o sossego do que antes era tido como idílico, o espaço ideal para se viver plenamente o american way of life. Indo na contramão do que se produzia tradicionalmente nos meandros do terror, seara discursiva geralmente conhecida por seus casarões assombrados e atmosfera gótica, Carpenter, Hill e os produtores saíram dos clichês e conduziram o filme para um patamar diferenciado do esperado de algo com o título em questão. Seus diálogos, sempre interativos, também merecem destaque, juntamente com a construção do suspense em camadas: a sensação de medo e angústia aproxima-se parcimoniosamente.

Como fez sucesso e se tornou a base para o que viria mais adiante no slasher, Halloween: A Noite do Terror ganhou novas empreitadas, algumas empolgantes, outras deprimentes. No final, como sabemos, Michael Myers pode estar em qualquer lugar. A ideia era transmitir ao espectador a sensação de que o perigo tinha se dissipado, podia ser entranhar em qualquer local de Haddonfield. A sequência de planos de pontos distintos da cidade demonstra isso. Em 1981, o mascarado retornou para perseguir Laurie no hospital, após os acontecimentos de 1978. Vinculado ao que se fazia no slasher desta época, a contagem de corpos aumentou. Conta-se agora que Myers perseguiu Strode por ela ser sua irmã. Quando o filme acaba, o corpo desaparece e ninguém tem notícia do antagonista. O reencontro digno ocorre em 1998, com o intenso Halloween H20: Vinte Anos Depois, retorno de Jamie Lee Curtis para a franquia, num embate que parecia encerrar a história, mas resultou no horroroso Halloween: Ressurreição.

Antes disso, no entanto, tivemos Halloween 3, desconectado da história de Michael Myers, figura que só retorna em Halloween 4: O Retorno de Michael Myers e Halloween 5: A Vingança de Michael Myers, ambos com a filha de Laurie, a pequena Jamie, interpretada por Danielle Harris. Ela é perseguida pelo tio periculoso, tornando-se mentalmente conectada com o monstro no quinto filme, o mais errôneo dos dois. A saga da jovem é finalizada no aborrecido Halloween 6: A Última Vingança. Morta logo na abertura, a personagem interpretada por outra atriz acaba perdendo a batalha contra o tio, figura que retorna aleatoriamente para Haddonfield, interessado em dizimar mais algumas pessoas, antes de sumir por alguns anos e voltar em H20, história que toma como ponto de partida apenas os dois primeiros filmes. Além desses exemplares, o roqueiro Rob Zombie cometeu os seus excessos com a refilmagem Halloween: O Início, exuberante e excessivo, mas eficiente, seguido do pavoroso Halloween 2, o pior momento da franquia.

Para revitalizar a jornada, a Blumhouse trouxe o mascarado de volta, desta vez, com tom mais maduro e crítico, esteticamente concebido para se tornar uma trilogia de ponta. David Gordon Green assumiu a direção de Halloween, Halloween Kills: O Terror Continua e do vindouro Halloween Ends, desfecho da saga de Laurie Strode e Michael Myers. “Quanto mais ele mata, mais ele transcende”: o trecho de uma breve, mas complexa fala da protagonista interpretada com garra por Jamie Lee Curtis resume o tom da presença mais recente deste universo slasher, isto é, a ideia da incapacidade de extermínio do mal e a manutenção do clima de incerteza diante de cenários que parecem esperançosos, mas que angustiam com a penumbra ameaçadora constante. Halloween, alegoricamente interpretado, pode ser uma leitura de questões políticas e sociais que andam cotidianamente acirradas em nossa existência ainda muito conflituosa. A própria intérprete de Laurie Strode associou o filme de 2018 com desdobramentos do #metoo e, nos anos 1980, foi temas das discussões de Carol Clover, teórica feminista que relacionou o patriarcado com algumas questões desenvolvidas no argumento e desenvolvimento de Halloween: A Noite do Terror, uma pequena e valiosa obra-prima do cinema.

Halloween H20 | Terror dos anos 90 teria OUTRO Assassino Além de Michael Myers; Saiba Quem!

Halloween Ends já está em exibição nos cinemas do mundo todo. O novo filme do psicopata Michael Myers é a pedida certa para os fãs de terror neste mês do dia das bruxas, encerrando a saga da família Strode após o reboot Halloween (2018). Como os fãs mais atentos estão cansados de saber, apesar da complicada cronologia da franquia, este trata-se do 13º filme da série no cinema, constando nove outros longas no intervalo de quarenta anos entre o original e o reboot.

Aliás, Halloween (2018) não foi sequer nem mesmo o primeiro retorno de Jamie Lee Curtis a estes filmes de terror, com a atriz comemorando um aniversário anterior no papel de Laurie Strode. Estamos falando de quando a franquia fez vinte anos em 1998 e do filme Halloween H20, que completou 24 anos de lançamento em 2022. Já falamos um pouco da complicada cronologia de Halloween nos cinemas e também sobre Halloween H20 (1998) aqui no CinePOP recentemente, homenagens ao lançamento do mais recente episódio da série – que você pode conferir em links abaixo. O que talvez nem todos saibam é que H20 pretendia ser o primeiro filme desta série a contar com outro psicopata cometendo assassinatos, além do icônico Michael Myers.

Leia também: Halloween | Entenda a COMPLICADA cronologia da famosa franquia de terror!

Como bem sabemos, o processo de construção de um roteiro é demorado e passa por variadas etapas. Raramente um texto, mesmo que em sua fase final, espelha cem por cento o que vemos em tela no produto final. E isso é verdade até mesmo para diretores extremamente autorais, como Woody Allen e Quentin Tarantino. Imagina um produto que precisa agradar inúmeras partes, entre elas atores, diretores, produtores e roteiristas. Muitas vezes só de um filme não ser um desastre completo em seu resultado final já é lucro.

Como dito em uma das matérias anteriores sobre Halloween, o que viria a se tornar H20, antes era conhecido como Halloween 7, pretendendo levar em conta as partes 4 a 6 – agora conhecidas como a “trilogia Thorn” pelos fãs. O sétimo filme chegou inclusive a ganhar um subtítulo de A Vingança de Laurie Strode, fazendo referência ao quinto (A Vingança de Michael Myers, 1989).

Leia também: Halloween H20 (1998) | Relembre o primeiro retorno de Jamie Lee Curtis para a franquia de terror

Antes disso tudo, no entanto, e do envolvimento do roteirista Kevin Williamson (contratado depois para dar sua versão do texto), a ideia se encontrava nas mãos de Robert Zappia, escalado para escrever a história de Halloween: Two Faces os Evil (As Duas Faces do Mal) – uma das primeiras propostas para o sétimo filme, antes sequer de Jamie Lee Curtis ser cogitada a retornar. Os planos, porém, eram para um lançamento direto no mercado de vídeo, após a arrecadação decepcionante de Halloween 6. Nesta história um imitador estava se fazendo passar por Michael Myers e cometendo assassinatos em seu nome. Esse novo assassino seria revelado como sendo Charlie (Adam Hann-Byrd), um dos quatro colegas adolescentes principais de H20. Seus crimes, no entanto, iriam atrair a atenção do verdadeiro Michael Myers, que sairia de seu esconderijo novamente para os holofotes. Essa ideia de ter dois assassinos no filme seria interessante e inédita, embora pudesse ecoar o resultado não muito agradável de Sexta-Feira 13 – Parte 5: Um Novo Começo (1985).

Fora isso, uma outra versão do roteiro manteria estas ideias porém iria ainda mais fundo, revelando Charlie como o filho de uma freira estuprada por Michael Myers no hospital psiquiátrico e por consequência filho do maníaco mascarado também. Essa versão teria o título mais óbvio de Halloween: O Filho de Michael Myers. E o que vocês acharam?

Em ambas as versões o filme também se passaria numa escola cara para alunos privilegiados – mantida no resultado final como a escola da qual Laurie é diretora e que seu filho estuda. E foi a decisão de Jamie Lee Curtis de retornar para a franquia que mudaria tais rumos dos dois assassinos. A Dimension Films, subsidiária da Miramax dos irmãos Weinstein, trataram de elevar o jogo com o interesse de Curtis e além de planejarem um lançamento nos cinemas agora, chamaram seu “menino de ouro” Kevin Williamson, então no topo do mundo após os sucessos de Pânico (1996) e Pânico 2 (1997) para uma nova versão do roteiro, que desta vez incluiria Laurie Strode.

Mas você se pergunta, Williamson não é creditado no filme como roteirista. É verdade querido leitor. No produto final temos apenas os nomes de Robert Zappia e Matt Greenberg creditados como roteiristas oficiais do filme. Isso se deve porque Williamson não escreveu o roteiro do zero e apenas recauchutou algumas partes. Segundo a associação dos roteiristas de Hollywood, fica estipulado que um autor só recebe crédito como roteirista se tiver escrito ao menos 33% do roteiro. O estúdio chegou a oferecer mais dinheiro para Zappia a fim que o autor dividisse os créditos com Williamson, e quando ele recusou, o estúdio arrumou outro cargo para Williamson: o de produtor executivo. Tudo isso para não perder a oportunidade de estampar em seu cartaz a frase: “Do Autor de Pânico” e assim vender mais ingressos.

O personagem Charlie (Adam Hann-Byrd) seria o segundo assassino e até o filho de Michael Myers num dos roteiros.

Mas Williamson não foi “turista” nesta história e chegou a escrever alguns tratamentos diferentes para H20. Um deles, por exemplo, ao invés da abertura que vemos no filme, com a enfermeira Marion (Nancy Stephens) do filme original tendo sua casa invadida por Myers para recuperar informações de sua irmã, quem abriria o longa na versão de Williamson seria uma nova personagem: Rachel Loomis, a filha do Dr. Sam Loomis! A eficácia das cenas, porém, não seria tão destoante, com Myers recuperando as informações dela e matando Rachel.

O clímax deste tratamento também seria diferente, e envolveria uma perseguição entre um ônibus e um helicóptero, que cairia e, fora de controle, decapitaria Michael com sua hélice. E ainda uma outra versão onde ele seria cortado ao meio pela mesma hélice. Nada disso no fim das contas foi aprovado pois o produtor e então dono da franquia Moustapha Akkad possui uma cláusula em que Michael Myers não pode morrer de verdade, sempre visando um novo capítulo. E ele era bobo? Resta saber se seu filho Malek Akkad, à frente da franquia como produtor após a morte do pai em 2005, ainda mantém estas rigorosas restrições. Veremos ao final de Halloween Ends. Será que ends mesmo?

‘One Piece Film: Red’ recebe novo teaser trailer DUBLADO!

One Piece Film: Red‘, que será lançado no Brasil pela Diamond Films, ganhou um novo teaser do filme com a dublagem em português.

No material, vemos Luffy e companhia se divertindo, além de uma palhinha da trilha sonora do anime.

Confira:

A trama mostra os Chapéus de Palha conferindo o show de uma grande cantora chamada Uta. Porém, o grupo é pego de surpresa com a descoberta de que a musicista tem ligação com uma figura próxima a Luffy.

Vale lembrar que a Diamond Films antecipou o lançamento de ‘One Piece Film: Red‘, que terá sessões de pré-estreia a partir de 2 de novembro e entra em cartaz oficialmente em 3 de novembro. A partir de hoje, o público já pode garantir ingressos para a semana de estreia do filme, de 2 a 9 de novembro.

Além disso, a distribuidora divulgou o cartaz oficial, que mostra os piratas Monkey D. Luffy e Shanks, além da cantora Uta.

Veja logo abaixo:

A história de One Piece, escrita por Eiichiro Oda e publicada pela Shueisha, começou a ser uma série na Weekly Shonen Jump em 1997. Até o momento, é o mangá mais vendido na história do Japão, e bateu o número espetacular de 516 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Durante esse período, One Piece estabeleceu um recorde de mangá mais vendido por 11 anos consecutivos, de 2007 a 2018.

A série animada de televisão estreou no Japão em 1999, desde então foi transmitida em mais de 80 países e regiões. Em novembro do ano passado, a série alcançou o seu milésimo episódio. E em julho de 2022, One Piece comemorou seu 25º aniversário, tornando-se uma das séries de anime mais aclamadas e amadas do gênero.

Lembrando que ‘One Piece Film: Red‘ se tornou a maior bilheteria da franquia criada por Eiichiro Oda após dez dias de exibição no Japão. No período, o longa arrecadou 7,6 bilhões de ienes, cerca de R$ 270 milhões na cotação de hoje (12).

Em ‘One Piece Film: Red‘ todos conhecerão Uta, a cantora mais amada do planeta, cuja voz foi descrita como “de outro mundo”. Ela é conhecida por esconder sua própria identidade ao se apresentar. Agora, pela primeira vez, Uta se revelará ao mundo em um show ao vivo.

Com a Marinha assistindo de perto, o local se enche de fãs de Uta – incluindo piratas animados e os Chapéus de Palha liderados por Luffy, que vieram para curtir sua performance – todos aguardam ansiosamente a voz que o mundo inteiro estava esperando. A história começa com a chocante revelação de que ela é a enigmática filha de Shanks.

Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado…. | Saiba quais Atores quase estiveram no terror dos anos 90’s

Outubro, mês do dia das bruxas. Para os fãs do bom e velho terror isso quer dizer apenas uma coisa: um mês inteiro de produções voltadas ao gênero. Boas pedidas não faltam, e enquanto a Netflix metralha com séries como Round 6, Vingança Sabor Cereja e Missa da Meia Noite, o mês das bruxas também aposta na nostalgia em 2021. Estreou hoje nos cinemas do Brasil, o mais recente capítulo da franquia do maníaco Michael Myers, Halloween Kills – O Terror Continua. Fora isso, a Amazon não fica atrás e nesta sexta-feira 15 (infelizmente não 13), estreia em sua plataforma os quatro primeiros episódios da série Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado – que todos da geração anos 80 / 90 conhecem bem como uma franquia slasher de sucesso.

Bem, para sermos mais justos, a história de …Verão Passado nasceu primeiro na forma de um livro escrito por Lois Duncan e lançado em 1973. Pouco, a não ser o título e os personagens, foi mantido do livro para a versão cinematográfica, já que a obra literária era mais voltada para o suspense e ninguém de fato morria. A ideia foi adaptada por Kevin Williamson antes mesmo do autor escrever o sucesso Pânico, e transformada numa verdadeira carnificina típica do terror adolescente slasher. Uma vez brilhando para a fama após o primeiro Pânico, Williamson se tornou o novo queridinho de Hollywood e vendeu fácil sua visão para o novo filme também, que viria a estrelar logo no ano seguinte.

Como todos sabemos, na trama quatro amigos colegiais, dois casais heterossexuais, voltando de sua festa de formatura tendo bebido umas e outras, terminam por atropelar um pedestre numa estrada escura à noite. O sujeito aparentemente morto é logo “desovado” pelo quarteto, que teme uma punição severa. Assim, além do crime cometido, os quatro ainda se livram do corpo como forma de colocar uma pedra sobre o assunto. Um ano depois, os quatro começam a receber ameaças com os dizeres “eu sei o que vocês fizeram no verão passado”, de alguém que sabe de seu crime. Agora os amigos precisam descobrir quem sabe seu segredinho sujo, enquanto correm grande risco de vida.

Para os papeis principais, os produtores buscavam quatro “rostinhos bonitos”, que fossem também atores simpáticos e carismáticos. Eles terminaram com Jennifer Love Hewitt, Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillipe e Freddie Prinze Jr., jovens atores então promissores que estavam entre os nomes mais quentes de Hollywood de sua devida geração. Hewitt e Gellar eram ainda mais populares, tendo em vista que ambas a morena e a loira estavam no ar na época em séries de muito sucesso – quando Eu Sei… estreou. Hewitt estrelava O Quinteto (Party of Five), da Fox Network, enquanto Gellar protagonizava Buffy – A Caça-Vampiros, da Warner Network.

Antes destes belos e garbosos jovens atores, no entanto, como na maioria das produções cinematográficas (ou televisivas), outros artistas fizeram teste para os papeis de Julie, Helen, Barry e Ray; com alguns quase ficando com o papel e outros desistindo deles. Confira abaixo quais foram os atores que quase protagonizaram Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997).

Melissa Joan Hart

A eterna Sabrina – Aprendiz de Feiticeira, da série galhofinha da década de 1990 (até a repaginada mais bad ass da Netflix), foi outra que quase esteve no filme. Isso é, se a atriz tivesse dito sim ao projeto. Embora não tenha nenhum trabalho muito significativo no cinema em seu currículo, Hart era uma atriz famosa nesta época graças ao citado seriado, que tinha sua base de fãs adolescentes fiéis. Os produtores da Columbia / Sony, responsável por comprar o roteiro de Williamson, aproximaram Hart com o papel de Julie James, a protagonista. A resposta da atriz foi ríspida após negar: “eu apenas pensei que esta era outra cópia barata de Pânico”. Cada um com seu cada um. Apesar de à primeira vista parecer, além de ter sido lançado depois, na esteira do sucesso do filme de Wes Craven, … Verão Passado foi escrito antes por Williamson.

 

Reese Witherspoon

Hoje, Reese Witherspoon se tornou uma atriz totalmente empoderada, dona de sua própria carreira e de sua produtora, que cria filmes e séries. Para termos uma ideia, só nos últimos anos, Witherspoon além de estrelar também foi responsável pelos bastidores de séries de sucesso como Big Little Lies, Pequenos Incêndios por Toda Parte e The Morning Show. Isso sem falar em seu passado de sucesso no cinema, como na franquia Legalmente Loira. Muitos, em especial os mais novos, podem não saber ou lembrar, mas Witherspoon teve um dos primeiros sucessos de sua carreira com o thriller Medo (1996), no qual atuou ao lado de um então igualmente estreante Mark Wahlberg. Assim, nada mais natural que lhe fosse oferecido outro filme nos mesmos moldes. E Witherspoon fez teste para … Verão Passado, mas com medo de ficar presa somente a este tipo de filme, desistiu do teste. Embora não se saiba para qual papel, supomos que tenha sido Helen. Ela, no entanto, terminou indicando o então namorado Ryan Phillipe para o papel de Barry aos produtores.

Jeremy Sisto

Quem assiste ao programa televisivo FBI (exibido inclusive pela Globo), deve se perguntar muitas vezes de onde conhece o intérprete do agente especial Jubal Valentine. Pois bem, Jeremy Sisto teve um de seus primeiros destaques na carreira na querida comédia de 1995, As Patricinhas de Beverly Hills, ao lado de Alicia Silverstone. Fora isso, em 2003, foi um dos personagens principais no terror Pânico na Floresta – que virou um cult do gênero. Nesta época, o nome de Sisto era quente, e ele foi um dos finalistas para o papel de Ray, o namorado de Julie, que terminou sendo interpretado por Prinze Jr.

 

Danielle Harris

Quem conhece de perto a franquia Halloween, em especial os famigerados episódios quatro, cinco e seis, sabe bem quem é Danielle Harris. Atriz mirim descoberta justamente em 1988, no quarto filme do maníaco Michael Myers, Harris viveu Jamie Lloyd, a filha órfã de Laurie, personagem de Jamie Lee Curtis. Bastaram dois exemplares de Halloween, o quarto (1988) e o quinto (1989) para fazerem da pequena intérprete a nova “rainha do grito” da temporada. Nos anos 90, mais velha, Harris foi considerada para o papel protagonista de Julie James – que eventualmente terminou nas mãos da mais famosa Jennifer Love Hewitt. Porém, Danielle Harris viria a conseguir um papel em Lenda Urbana (1998), do mesmo estúdio, no ano seguinte.

Papeis Inversos

Uma curiosidade sobre as protagonistas do filme Jennifer Love Hewitt e Sarah Michelle Gellar, é que ambas fizeram teste para o papel da outra. Ou seja, Hewitt fez teste para a rainha do desfile Helen, enquanto Gellar testou para a estudiosa de nota 10 Julie. Seria interessante ver o filme com os papeis invertidos, subvertendo os estereótipos de que a loira é sempre a que chama mais atenção pela beleza e a morena é mais, digamos, esperta e inteligente. No fim das contas, apesar dos pesares as duas se encaixaram muito bem em seus papeis e são protagonistas muito carismáticas. E vocês, queriam ver os papeis trocados ou não imaginam elas no papel uma da outra?

Diretor

Tendo roteiro de Kevin Williamson, Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado era a nova propriedade quentíssima do momento. Produzido pela Columbia / Sony, todo tipo de diretor queria uma chance de fazer o filme. Afinal, Pânico havia revivido a carreira de Wes Craven. E antes do diretor Jim Gillespie ser contratado para a função, o cineasta Jamie Blanks montou um trailer simbolizando sua visão para o filme. Infelizmente, o diretor chegou uma semana atrasado e terminou perdendo o trabalho. No entanto, o produtor do filme Neal Moritz gostou tanto do que Blanks havia feito que o contratou para um novo trabalho: dirigir seu slasher vindouro, Lenda Urbana, lançado em 1998.

Lembra dos Filmes da MTV? Revisamos a trajetória de 25 anos no Cinema do canal da música na Televisão

Ah, a saudosa MTV. Quando falamos da nostalgia que foi viver os anos 1980 e toda a pureza que vinha de receber a primeira “overdose” de cultura pop na veia, definitivamente a MTV fez parte desta trajetória midiática cultural. Inaugurado nos primórdios da década de 80, mais precisamente em 1981, o canal especializado em música na televisão (cuja sigla significa literalmente Music TeleVision) foi o primeiro contato mais íntimo de toda uma geração com a música e seus cantores e bandas preferidos. Embora o conceito de um canal de TV voltado completamente para a música tenha surgido ainda no fim da década de 1960, com os vídeo clipes de bandas como os Beatles sendo primordiais para tal avanço, a concretização de tais planos começaram a ocorrer no fim da década seguinte, os anos 1970.

Com a chegada dos anos 80 não tinha mais volta, a proposta estreava para mudar de vez a vida de todos que na época cresceram. O conceito era simples: um canal voltado para os adolescentes e jovens, feito por eles. O público-alvo analisado pela emissora era dos 12 aos 34 anos. Era um canal descolado, que dava voz a uma geração e ditava tendências e moda. Foi o berço, por exemplo, de artistas como Madonna, considerada uma cria do canal. Rock e pop eram o forte da casa, que exibia os vídeos musicais dia e noite em sua programação, apresentados pelos chamados Vídeo Jockeys (os VJs), jovens que falavam a língua de sua audiência e se tornaram por si só celebridades igualmente. Além disso, desde seus primórdios, a MTV exibia tipos de animações e vinhetas surreais e desconexas, que enfatizavam a linguagem descompromissada e moderna em contrapartida aos velhos conceitos televisivos.

A MTV foi um marco cultural jovem para toda uma geração.

A princípio apenas captada pelos moradores de Nova Jérsei, os estúdios da MTV eram sediados em Nova York, onde ainda se encontra a base da corporação que se tornou hoje. No Brasil, o canal demorou um pouquinho mais a chegar, tendo sido inaugurado por aqui somente em 1990, marcando época igualmente. E numa época anterior inclusive às TVs a cabo (internet então, nem sonhava-se) conseguir captar o sinal UHF (ao contrário das demais VHF) com antena portátil era uma missão digna de McGyver, nem mesmo o melhor bombril na ponta das hastes metálicas dava jeito. Desistir, porém, jamais, afinal todo pré-adolescente que se prezasse tinha como meta de vida na época assistir ao canal. Era a Marvel musical da época.

A MTV ajudou a popularizar diversos artistas e a criar a chamada geração MTV. É curioso hoje pensar como um símbolo máximo de juventude, rebeldia e modernidade, possa ser considerado algo imensamente datado e ultrapassado. Isso, é claro, graças ao advento da internet e de plataformas como o Youtube. Atualmente, apesar do canal ainda ser transmitido, mais voltado para programas no estilo Reality, uma entidade maior da propriedade existe nas formas do MTV Entertainment Group, empresa especializada em produção de séries de ficção, documentais e animações, além, é claro, do tema desta matéria: produções cinematográficas.

Em 1996, a MTV Films lançava seu primeiro filme no cinema.

É curioso pensar que uma companhia tão revolucionária como a MTV, que era sinônimo de ditar tendência entre os jovens nos anos 80, não tenha aproveitado ainda na época este “poder” para ampliar seus tentáculos para mídias mais abrangentes como o cinema. Teria sido muito interessante ver que tipo de produtos seriam criados pela empresa na década de 80. A verdade é que o canal ainda trabalhava para se estabelecer e firmar sua popularidade em sua primeira década de existência. Assim, seria somente em meados da década seguinte, apesar de ter sido inaugurada como produtora de cinema em 1991, que a MTV lançaria seus primeiros filmes no cinema. Quase todos em parceria com a Paramount Pictures.

Em 1996, a MTV Films lançava seu primeiro longa-metragem para os cinemas. É claro que a produção em questão teria a cara jovem e insana típica da geração que cresceu na época do politicamente incorreto – grande parte das mensagens do canal eram nuas e cruas, apostando em muito gore, violência e nojeiras de plantão. Assim, em julho de 1996, época do verão norte-americano, onde os maiores filmes se digladiam pelas grandes bilheterias, era lançado nas salas de cinema a comédia musical Joe e as Baratas (Joe’s Apartment). Baseado no curta dirigido por John Payson, de 1992, o próprio cineasta alongava sua história para caber num longa-metragem que inaugurava uma nova era para a MTV. Ah sim, o título não esconde, a estreia do canal no cinema contava sobre baratas falantes, dançantes e cantantes, vivendo no apartamento de um jovem desleixado.

Flop no cinema, transformado em cult em VHS, ‘Joe e as Baratas’ guarda o marco de ser o primeiro filme da MTV.

O mote aqui, porém, muito mais do que a “engraçadinha” história sobre baratas descoladas, era a credibilidade dos efeitos visuais gerados por computadores, que criariam insetos realistas, os inserindo para contracenar junto com atores reais. Os efeitos computadorizados, hoje chamados CGI, que foram a evolução natural das animações e stop-motion, atualmente não chamam mais atenção tendo se tornado algo corriqueiro e usado de forma frívola até mesmo em programas de TV. Porém, na época a técnica revolucionária era recebida com muita empolgação, elevando os filmes de entretenimento a outro patamar. O primeiro a empregar durante toda a sua projeção foi O Exterminador do Futuro 2 (1991); e depois seguiram Jurassic Park (1993), O Máskara (1994) e o resto é história. Nesta primeira leva, chegava também Joe e as Baratas, que ao invés de dar vida à dinossauros virtuais, se mostrava mais humilde em criar através dos computadores um grupo de baratas muito animado. Os louros aqui são da Blue Sky Studios, companhia por trás de sucessos como as franquias A Era do Gelo (2002) e Rio (2011), em sua primeira grande investida na nova técnica.

Os hilários acéfalos Beavis e Butt-Head se tornaram fenômeno na MTV e em 1996 ganharam um filme para chamar e seu.

No mesmo ano, porém no fim de 1996, em dezembro, a MTV Films estreava nos cinemas um filme que tinha ainda mais sua cara, se é que isso é possível. Na verdade, tratava-se de um produto nascido justamente de sua programação. Beavis e Butt-Head, animação adulta criada por Mike Judge estreava na MTV em 1993 e de cara se tornava um sucesso absoluto. Fenômeno midiático, assim como Os Simpsons, os protagonistas aqui serviam como crítica social dos americanos – estes dois adolescentes roqueiros descerebrados que por sorte conseguem superar as adversidades apesar de sua tremenda estupidez. Era a forma de Judge satirizar com olhar único a mesma geração que compraria a ideia com facilidade. Mais de dez anos depois da estreia do canal de música, a própria emissora analisava os efeitos colaterais surgidos da juventude que ajudou a moldar. Seis temporadas depois, e com os personagens já gravados no subconsciente coletivo, a MTV Films presenteava Judge com o orçamento de US$12 milhões para que levasse às telonas o primeiro longa-metragem da dupla, com Beavis e Butt-Head Detonam a América – que teve direito à dublagem de astros famosos do primeiro time, vide Bruce Willis e Demi Moore, e trilha sonora dos Red Hot Chilli Peppers – banda igualmente surgida da emissora.

Eleição (1999) é, ainda hoje, o melhor filme lançado pela MTV Films.

Das suas duas primeiras investidas no terreno das produções cinematográficas, Beavis e Butt-Head Detonam a América se mostrou o acerto do estúdio, enquanto Joe e as Baratas viveu para se tornar seu primeiro fracasso; vindo a ressurgir no mercado de VHS como fita cult. O auge crítico e financeiro, porém, seria atingido logo três anos depois, quando o estúdio investiria em obras que, embora ainda voltadas para o universo dos jovens, possuíam temas mais maduros como discurso, demonstrando que seu entretenimento não precisava ser apenas simples escapismo. Dentro desta nova proposta, a companhia abria o ano de 1999 com Marcação Cerrada, sucesso nos EUA, que por usar como tema o futebol americano, esporte àquela época sem muita ligação com os brasileiros, terminou vendo um lançamento direto em vídeo por aqui. O filme aproveitava como protagonista James Van Der Beek (saído do sucesso de Dawson’s Creek – 1998 a 2003) e se tornaria icônico devido à ousada cena do biquíni de chantilly performada por Ali Larter em seu primeiro filme. Já Eleição, com Reese Witherspoon e Matthew Broderick, foi ainda mais longe e surgiu com um discurso sobre os pequenos âmbitos da corrupção e como atos mal julgados como simplórios podem vir a ser catastróficos e irremediáveis. Uma pequena obra-prima do cinema que possui coerentes 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, mesmo sem ter feito necessariamente sucesso de bilheteria. Um cult imperdível.

A MTV Films e a Paramount tinham planos maiores para Projeto Almanaque, que terminou enterrado.

Durante as duas décadas seguintes, de 2000 e 2010, a MTV Films seguiu levando para as telonas os produtos surgidos em sua programação, vide os filmes de Jack Ass e a versão em live-action da animação Aeon Flux (com uma Charlize Theron recém-saída de sua vitória no Oscar de melhor atriz) e contribuindo com os filmes de artistas da música que eram prata da casa – vide Britney Spears (Crossroads), Beyoncé (Resistindo às Tentações), Tupac Shakur (Resurrection), 50 Cent (Fique Rico ou Morra Tentando), Justin Bieber (Never Say Never) e Katy Perry (Part of Me).

Em 2015, o estúdio sofreria um baque com o fracasso de sua grande aposta para aquele ano. Projeto Almanaque envolvia atores jovens, viagem no tempo e muita música pop. Os trailers chamaram atenção, mas o filme simplesmente desapareceu, sendo enterrado num lançamento em janeiro – onde historicamente muitos filmes vão para “morrer”. O curioso é que o longa não foi sequer um fiasco financeiro, conseguindo se pagar. Por um tempo, a ficção científica marcaria o último esforço da MTV Films, que voltaria a produzir somente cinco anos depois, em 2020, e desde então lançando apenas outros três filmes, com o último sendo Pink Skies Ahead, elogiado drama juvenil independente exibido em festivais de cinema. Para fevereiro do ano que vem o estúdio tem programado Jackass Forever.

Halloween ENDS | Entenda a COMPLICADA cronologia da famosa franquia de terror!

Lançado na semana passada, o terror ‘Halloween Ends‘ dividiu a opinião dos fãs da franquia ao apresentar uma despedida completamente diferente do que os espectadores estavam esperando. Alguns fãs ficaram tão revoltados que criaram uma petição para que a Blumhouse altere o final do filme e refilme as cenas.

Mas quem conhece mais a fundo a série de filmes de terror do maníaco de máscara branca Michael Myers no cinema sabe o quanto acompanhar esses filmes pode ser confuso. Afinal, a franquia Halloween possui nada menos que doze longas e com a estreia de Halloween Ends são treze. Isso mesmo!

Manter uma franquia ativa por tanto tempo é uma tarefa muito ingrata e conforme a mudança de décadas e gerações, novos elementos precisam ser adicionados à mistura para capturar novos fãs. Mesmo as franquias de muito sucesso e de grande produção sofrem deste mal, que o dia 007, Velozes e Furiosos e X-Men. Assim, sem ter um Kevin Feige para costurar tudo de forma “legível”, a maioria das séries no cinema exibe certa incoerência narrativa ao pular de um filme para o outro. Quando falamos em Halloween, tudo fica ainda mais complicado. Tais filmes de terror já tiveram tantos desvios, reboots e até remake que transformam a cronologia num verdadeiro enigma para os fãs. Visando ajudar a entender um pouco mais como funcionam as linhas narrativas de todos os Halloween, resolvemos tentar explicar tudinho para você nesta matéria. Confira abaixo.

Primeira Linha Narrativa: Noite Sem Fim / Antologia

A franquia Halloween começou em 1978, com A Noite do Terror, escrito e dirigido pelo mestre do gênero John Carpenter. Considerado uma obra-prima pelos críticos e fãs, o longa foi um sucesso de bilheteria tão grande que se tornou o filme independente mais lucrativo da história por muitos anos. Tamanha popularidade gerou imitadores, como Sexta-Feira 13 (1980) – que fez mais sucesso ainda. Assim, os produtores de Halloween queriam mais e pagaram muito dinheiro para Carpenter escrever a segunda história. O diretor achava que o filme não precisava de uma continuação, mas sem querer dizer não para uma boa grana, ele encheu a cara de cerveja e escreveu uma trama que se passaria na mesma noite, imediatamente após os eventos do primeiro filme. Michael Myers havia sido baleado, mas conseguiu fugir e Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) era levada a um hospital para tratar de seus ferimentos.

A história se desenrola desta vez dentro de um hospital, com Myers a seguindo até o local e fazendo todos os funcionários do plantão noturno como suas novas vítimas. Carpenter precisava de uma desculpa para o maníaco ter cismado com a babá e para trazer Curtis de volta, assim bolou a subtrama onde é revelado que Michael e Laurie são de fato irmãos. No final, Carpenter dava cabo de vez de Michael (que morria queimado) e do incansável Dr. Loomis (Donald Pleasence), o psiquiatra que o caça. Carpenter assim botava um ponto final nesta história, mas o título Halloween ainda o interessava. Halloween II – O Pesadelo Continua (1981) fez um baita sucesso, rendeu mais bilheteria que o rival Sexta-Feira 13 – Parte 2, lançado no mesmo ano. Assim, aproveitando o título da franquia, Carpenter tirava da cartola uma proposta de antologia.

A ideia de Carpenter para a franquia Halloween era a partir do terceiro Halloween III – A Noite das Bruxas (1982) criar a cada ano um filme com uma proposta e histórias diferente, sem qualquer ligação entre si a não ser a data em que os filmes se passam: o dia das bruxas. A ideia era muito boa e abriria espaço para tramas criativas de terror. Neste primeiro (e único) exemplar dentro desta repaginada a história falava sobre uma empresa poderosa misturando tecnologia e magia sombria para amaldiçoar o dia das bruxas. A companhia Silver Shamrock desenvolve máscaras para crianças e através delas irá orquestrar o juízo final na Terra. A ideia pra lá de insana e alucinógena não vingou na época e os fãs ficaram sem entender onde estava Michael Myers, o psicopata que todos haviam aprendido a temer. Halloween III fracassou nas bilheterias, colocou um fim na proposta de antologia de Carpenter e por um tempo foi o fim da franquia nas telonas. Apesar disso, o terceiro filme ressurgiu como cult, gerando uma legião de adeptos e foi inclusive homenageado, com suas máscaras de bruxa, abóbora e caveira, nos novos Halloween da Blumhouse.

Segunda Linha Narrativa: A volta de Michael / a trilogia Thorn

Após não ter obtivo êxito com sua proposta de uma antologia de filmes Halloween, o criador de tudo John Carpenter se afastou por completo da franquia e seguiu com sua carreira por outros projetos. E assim a série ficaria engavetada por nada menos que seis anos. Até o produtor Moustapha Akkad resolver dar mais uma chance ao maníaco Michael Myers, tendo percebido que era ele quem os fãs queriam ver nas telonas, impulsionado, é claro, pela onda dos filmes slasher que dominavam os cinemas, em especial Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo, que lançavam seus novos exemplares a cada ano da década de 80. Assim, em 1988, saía do forno Halloween 4 – O Retorno de Michael Myers. Lembra que Carpenter havia dado um fim em ambos Myers e Dr. Loomis? Pois bem, isso ficou para trás e aqui é dito que os dois sobreviveram às queimaduras e a explosão do hospital. Loomis (novamente Pleasence) só exibe uma leve queimadura nas mãos e no rosto e Myers ficou em coma, mas acorda como que de uma ressaca após o churrascão de domingo.

Um problema que precisava ser contornado aqui era a ausência da musa Jamie Lee Curtis, que com a saída de Carpenter também resolvia “picar a sua mula”. Assim ficou decidido para a história que Laurie estava morta! A protagonista, segundo afirmava o roteiro, havia morrido num acidente de carro! Mas não sem antes deixar uma herdeira: sua pequena filha Jamie (olha aí a homenagem), interpretada pela menina Danielle Harris, que viria a se tornar a nova heroína da série. A garota, é claro, agora era criada pelos outros membros da família, como tios, tias e primas (a família é grande). No final do filme, após toda a nova matança do assassino, a população local, armada até os dentes no melhor estilo Trump de ser, “fuzila” o maníaco o derrubando num poço natural e o explodindo com dinamite. O choque mesmo ocorre com a menina Jamie, que após ter passado o “pão que o diabo amassou” com o tio, surta e repete em sua mãe adotiva o mesmo ataque em que Michael matou à facadas sua irmã mais velha na abertura do filme original. Uma boa homenagem desconcertante e um jeito criativo de encerrar o quarto filme.

Com o sucesso moderado de Halloween 4 – que conseguiu render três vezes o seu orçamento – logo no ano seguinte era preparado Halloween 5 – A Vingança de Michael Myers (1989). E aqui era introduzido a ideia do culto Thorn. Essa proposta, embora rejeitada por muitos fãs da série, possui seus adeptos e cria uma trilogia entre os capítulos quatro, cinco e seis. De fato, recentemente (no início de outubro de 2021), um clássico cinema dos EUA, o Colonial Theatre em Phoenixville, na Pennsylvania, exibiu pela primeira vez a trilogia Thorn numa maratona com esses capítulos, digamos, menos conhecidos da franquia de Michael Myers. A ideia era dar uma “explicação” para a força sobrenatural e imortalidade do psicopata. Nessa “trilogia” é dito que os poderes sobre-humanos de Myers surgiram de um culto chamado Thorn, que sequestra crianças para usá-las como emissárias do fim do mundo. Novamente, misturando ciência e magia.

Esse conceito só pega mesmo a partir do quinto filme, quando essas ideias são introduzidas de forma pincelada com a presença de um homem misterioso todo vestido de sobretudo e chapéu preto, que vira e mexe é vislumbrado durante a projeção. Fora isso, em certos closes no punho de Michael notamos um símbolo na forma de uma tatuagem (que nunca esteve lá, mas aqui é dito que sim). Embora tenha sido provocado também que a menina Jamie ao final do quarto filme possivelmente iria herdar a conduta matadora de seu tio, ela acaba é sendo levada a um hospital psiquiátrico para ser tratada pelo mesmo Dr. Loomis, após ter perdido a fala. Jamie agora é muda e possui um elo psíquico com seu tio “bicho papão”. No desfecho do quinto, Michael é preso (?!) e levado para a cadeia… de máscara!! Piada pronta é bobagem. O vilão mudo não permanece por muito tempo lá, já que o misterioso homem de preto invade o local, mata todos os policiais e solta Michael de trás das grades. Assim acaba o quinto.

Seriam longos seis anos até termos revelado os destinos de Michael, Loomis e Jamie, e ter ciência de quem diabos era o tal homem de preto. Isso porque a problemática produção de Halloween 6 – A Última Vingança enfrentou diversos problemas até ver a luz do dia em 1995. Esse é considerado o filme mais controverso da franquia e inclusive existem duas cópias do filme, a versão do diretor e a dos produtores. Nenhuma é muito coesa. Para começar, matam Jamie logo de cara – aqui interpretada por J.C. Brandy, e não mais por Danielle Harris. No fim das contas, o tal homem de preto era o líder do tal culto Thorn, e além de soltar Michael, sequestrou Jamie. Agora a jovem mulher está grávida e dá à luz a um bebê logo nos primeiros minutos. Detalhe, Michael Myers é o pai!! Do filho de sua própria sobrinha. Irgh. Ah sim, esse é o primeiro filme da carreira de Paul Rudd, o Homem-Formiga da Marvel, que vive Tommy Doyle, o menino de quem Jamie Lee Curtis foi babá no filme de 1978. Tommy Doyle volta em Halloween Kills, agora vivido por Anthony Michael Hall em outra linha narrativa. Eu sei, é confuso.

Infelizmente, esse foi o último filme do veterano Donald Pleasence que, muito debilitado, não conseguiu completar as filmagens. Ou seja, o desfecho de seu personagem, e o do filme, nas duas versões (diretor e produtores), são incoerentes. Mas em resumo mostram que Myers ficou vivo – numa das versões chega até a sangrar verde (?!).

Terceira Linha Narrativa: Reboot de 20 Anos

O aniversário de vinte anos de Halloween estava se aproximando no fim dos anos 1990. Assim, Jamie Lee Curtis foi convencida a voltar para uma comemoração. De início todos os três filmes da trilogia Thorn seriam levados em conta. Mas no fim, o fato de Laurie ter abandonado a filha pequena para forjar a própria morte e começar vida nova em outro lugar não conseguiu ser contornado pelo roteiro, o que faria dela uma protagonista odiosa demais. Assim, foram varridos para debaixo dos panos os filmes quatro, cinco e seis – que continham a personagem Jamie, e Halloween H20 (1998) chegava para se tornar uma continuação direta do segundo filme, com Michael indo atrás de sua irmã novamente. O filme foi sucesso e no fim Laurie corta a cabeça do psicopata com um machado. Ponto final.

Só que não. Tudo já estava estabelecido desde o início, embora a explicação dada em Halloween – Ressurreição (2002) para Michael não estar morto seja estapafúrdia, ela não foi tirada da cartola na sequência e já havia sido pensada desde H20! No início de Ressurreição Laurie, novamente Jamie Lee Curtis numa pontinha, morre de vez pelas mãos do irmão. A trama se desenrola pegando carona na onda da época: os filmes found footage e os reality shows na TV. Assim, um programa de câmeras escondidas é filmado dentro da casa de Myers, e o dono do lugar aparece, é claro, para estragar a festa. Neste filme, o psicopata é eletrocutado, mas no fim dá um susto ao abrir os olhos mais uma vez.

Quarta Linha Narrativa: Refilmagem de Zombie

Em resumo, após o sucesso de H20 (1998), Halloween – Ressurreição (2002) havia se tornado uma piada para os fãs e os críticos. Assim, embora tenha sugerido espaço para mais um filme – que faria uma nova trilogia com H20 e Ressurreição – os produtores decidiram abandonar então mais uma nova linha narrativa e começar de outro ponto. Já era o quarto desvio. A opção dos produtores, já que esses eram os meados dos anos 2000 onde a tendência eram os inúmeros remakes, foi pela refilmagem do Halloween original. Rob Zombie, músico transformado em cineasta (que fazia certo sucesso underground com filmes violentos), foi o escolhido para comandar a reimaginação do clássico de Carpenter numa nova produção de 2007. O filme fez sucesso suficiente para gerar uma continuação dois anos depois, intitulada Halloween II (2009) – por aqui H2. Neste novo filme, no entanto, Zombie se excedia em sua excentricidade. Entre devaneios de fantasmas e cavalos brancos, Zombie fez de Myers basicamente um sem teto assassino, sem sua máscara o filme todo, o assassino grandalhão exibe uma barba digna de lenhadores de desenho e uma cabeleira de bicho grilo.

Quinta Linha Narrativa: Reboot de 40 Anos

Assim como Halloween – Ressurreição, H2 – Halloween II (2009) havia deixado espaço para continuação e por um tempo foi cogitado um terceiro filme de Zombie. Mas no fim das contas, a propriedade terminou indo parar nas mãos de Jason Blum, proeminente produtor de diversos sucessos e franquias da atualidade. E aqui, finalmente Halloween voltaria a fazer as pazes com o sucesso. Mas para isso precisou seguir uma nova linha narrativa. Esqueça os remakes de Zombie, esqueça a trilogia Thorn e até mesmo o que foi criado nos reboots do final dos anos 90 / início de 2000. Halloween (2018) – sem muita criatividade no título – é continuação direta do primeirão lá de 1978, ignorando até mesmo a sequência direta dele de 1981 (aquela do hospital). Ao menos Halloween Kills continua essa linha nova e ainda teremos Halloween Ends. A partir daí, só Deus sabe para que novos caminhos a franquia do imortal Michael Myers irá nos levar. Eu voto pela ideia da antologia. Quem mais?

Os Filmes de Terror que Completam 12 Anos em 2022

Sim, caros amigos, o tempo voa cada vez mais rápido e fora de nosso alcance. Para termos uma ideia, filmes que parecem ter sido lançados “ontem”, como A Origem e A Rede Social, por exemplo, estão completando 12 anos de sua estreia em 2010. Já está se sentindo velho? No entanto, como você pode ter lido no título, o tema desta matéria é um assunto muito caro para todos aqui no CinePOP, filmes de terror. E se voltarmos um pouco no tempo, perceberemos que 2010 não foi o melhor dos anos quando falamos no gênero.

É verdade que tivemos o retorno às telonas de dois verdadeiros mestres do horror, John Carpenter e o saudoso Wes Craven, assim como alguns remakes de novos clássicos das décadas de 1970 e 1980, e até mesmo uma nova roupagem para um dos filmes mais icônicos do cinema quando o tema é monstro imortal. Ah sim, as continuações de sucessos recentes não poderiam faltar, assim como versões americanas para obras de terror europeias. No fim das contas, a maioria resultou em longas abaixo da média, seja na opinião dos críticos ou do público. Do lote, podemos citar um projeto verdadeiramente bem sucedido também, que resultou em sua própria franquia muito querida, terminando por cimentar os nomes de uma dupla de cineastas responsáveis ao estrelato.

Sem mais delongas, vamos conhecer alguns filmes de terror famosos que completam 12 anos em 2022.

Leia também: 12 Filmes de Terror que Completam 40 Anos em 2020

Demônio

Saindo de grandes nomes do cinema atual para outro, o indiano M. Night Shaymalan já teve seus dias de glória e seus dias de luta. E aqui, o cineasta se via basicamente na segunda parte da frase citada. Após escorregadas consecutivas em A Dama na Água (2006) e Fim dos Tempos (2008), Shyamalan teve um 2010 sofrido. Primeiro com a adaptação de O Último Mestre do Ar, um pretenso e malfadado blockbuster. Depois com a criação de um selo de horror que em muito pouco tempo morreu na praia.

Talvez nem todos lembrem, mas este Demônio seria o primeiro passo do ‘The Night Chronichles’, proposta do diretor para diversos filmes do gênero lançados sob o selo, que contariam com sua produção e direção de artistas em início de carreira. Bem, o resultado deste longa sobre cinco estranhos presos num elevador, onde um deles é o próprio mal encarnado, tratou de pôr um fim a esta empreitada. E você, curte o filme?

Leia também: Os Filmes de Terror que Completam 30 Anos em 2020

 

Sobrenatural

Começamos a lista com o filme bem sucedido citado acima. Do lote que separamos para vocês, Sobrenatural (Insidious) é o que melhor coexistiu entre boas avaliações da crítica e sucesso do público. Tanto que seguiu para gerar mais três continuações, e a possibilidade de novos capítulos. Esse, no entanto, foi um sucesso surpresa de um filme independente, que se comporta como grande herdeiro do clássico Poltergeist (1982).

Fora isso, o primeiro Insidious deu continuidade para a parceria do diretor James Wan e o roteirista Leigh Whannell, iniciada em Jogos Mortais (2004), outro grande acerto. Hoje, é claro, Wan e Whannell são estrelas do Time A de Hollywood tendo comandado trabalhos como Aquaman e O Homem Invisível respectivamente.

O Lobisomem

Agora adentramos por um terreno de obras subestimadas. Por menor apreço que eu tenha por refilmagens de clássicos, não gosto de taxa-las sempre no mesmo patamar, e acredito sim que existam boas “reimaginações”. Não me leve a mal, O Lobisomem foi sem dúvidas uma produção pra lá de problemática, vivendo para se tornar um verdadeiro flop. Com mais jeitão de blockbuster do que de um filme intimista sobre o tema, a versão 2010 para o clássico guarda igualmente seus atrativos, boas atuações e muita criatividade na hora de criar suas cenas.

Os efeitos são legais, temos boas atuações do elenco, em especial Benicio Del Toro e Anthony Hopkins, e a maquiagem… bem, nem precisa ser dito, já que levou o Oscar para o excepcional Rick Baker – o clássico de 1941 foi o que fez o artista se apaixonar por cinema e a profissão. Ou seja, vale muito a pena dar novas chances a este filme incompreendido.

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A Hora do Pesadelo

Cada época tem a sua tendência no cinema. E quando falamos em terror, as refilmagens começavam a bater muito forte em meados da década de 2000 e ainda não possuem data para acabar. É fato que daqui a pouco todos os filmes antigos do gênero terão ganhado novas roupagens, e quando penso nisso, o que mais resume essa sensação é uma cena de Pânico 4 na qual a personagem de Hayden Panettiere narra em fração de segundos diversas refilmagens de clássicos famosos do gênero das décadas de 1970 e 1980. Pânico 4, Wes Craven… olha a ponte para este remake.

A Hora do Pesadelo (1984) é não somente um dos slashers mais famosos do cinema, como um dos filmes de terror mais icônicos de todos os tempos. E há dez anos ganhava sua refilmagem – após seis continuações e um derivado. Sem qualquer envolvimento de Craven, o novo A Hora do Pesadelo terminou não dando em nada e serviu para colocar, até o momento, um ponto final nas matanças de Fred Krueger. O melhor foi deste remake foi nos apresentar Rooney Mara como protagonista.

Deixe-me Entrar

Por falar em refilmagens que recebem menos amor do que deveriam dos fãs, há dez anos ganhávamos a versão americana do cult sueco Deixa Ela Entrar (2008). Não me leve a mal (parte 2), o original é irretocável, perfeito em todos os sentidos e, além disso, não apoio este mau costume dos EUA de querer refilmar sucessos de outras nacionalidades para fugir das legendas – o que só propaga o preconceito com o cinema estrangeiro.

Porém, tirando todos estes entraves da frente, vale mencionar a surpresa com uma obra que todos estavam prontos para odiar, inclusive este que vos fala. O medo era de uma versão muito mais “domada” e que fugisse dos temas principais propostos. No entanto, para a surpresa geral, embora desnecessária, esta refilmagem acerta em todos os quesitos, demonstrando o talento do diretor Matt Reeves e nos deixando muito animados para o seu vindouro The Batman (2022).

Doce Vingança

Por falar no ano de 1978, foi exatamente de onde saiu este puro exemplar do exploitation. Filmes de baixo orçamento cuja trama explorava (no sentido mais literal e intenso da palavra) algum tema – fosse o cinema negro, as lutas marciais, etc., eram lançados a torto e a direito durante seu auge na década de 1970. E o cruel e visceral A Vingança de Jennifer se enquadrava no tópico dos exploitation de “estupro e vingança”, no qual ainda se encaixa Aniversário Macabro (1972), primeiro filme de Wes Craven, por exemplo.

A Vingança de Jennifer viveu para se tornar um dos filmes mais polêmicos da época. E é claro que os produtores de Hollywood iriam tirá-lo do baú durante a “febre das refilmagens”. Assim, há exatos dez anos, chegava às salas a nova versão de I Spit on Your Grave – título original de ambos o clássico e o remake, que por aqui ficou chamado de Doce Vingança. Na trama, uma jovem escritora decide trabalhar em sua casa de campo na floresta, quando é atacada, estuprada e deixada para morrer por caipiras trogloditas. Uma vez recuperando suas forças, a caça agora é caçadora.

 

Piranha 3D

Este é outro grande acerto quando falamos em terror de dez anos atrás. O longa do francês Alaxandre Aja demonstra como tirar da cartola um remake original, adicionando novos elementos e inclusive mudando a dinâmica do gênero. O Piranha (1978), de Joe Dante, era uma desavergonhada cópia de Tubarão (1975), que tentava desesperadamente surfar em tal onda, no processo se levando a sério. Foi só na sequência comandada por James Cameron (1981) que os realizadores se tocaram do quão ridículo era o material que tinham em mãos, decidindo tirar sarro da coisa toda.

Já o remake, de começo já se mostra uma grande brincadeira, se comportando como uma verdadeira ida a um parque de diversões. O humor é elemento pulsante na produção, que não esquece os sustos, o sangue e as referências: como Richard Dreyfuss num barco, por exemplo. Fora isso, enfatizando ainda mais a diversão, Piranha 3D, como diz o título, se mostrou um dos melhores exemplares da tecnologia dos “óculos no cinema” no período de seu boom – deixando toda a experiência ainda mais saborosa.

A Epidemia

Seguindo pelos remakes de clássicos setentistas, quem entra em pauta agora é o filme do mestre George Romero, pai do cinema zumbi. O Exército do Extermínio (1973), como ficou conhecido este The Crazies no Brasil, nada mais é do que uma tentativa do cineasta em retocar os filmes dos zumbis, dando-lhes uma leve repaginada. Na trama, um vírus feito pelo homem faz uma tremenda bagunça numa cidadezinha, transformando os contaminados em criaturas insanas e raivosas – ou seja, zumbis.

A diferença aqui é um tom mais crítico ao governo americano. Seguindo esta mesma lógica, o remake moderniza o tópico, tem produção do próprio Romero, e trouxe Timothy Olyphant, Radha Mitchell e Danielle Panabaker no elenco. Quem diria que dez anos depois estaríamos vivendo no mundo nossa própria versão deste filme.

Jogos Mortais: O Final

Para sentirmos o drama da situação, até o momento na lista tivemos apenas duas produções originais (bem, uma quase, já que Sobrenatural é praticamente um remake não declarado de Poltergeist) e nada menos que seis remakes. Bem, agora adentramos no terreno das continuações – sempre populares também. Citamos Jogos Mortais (2004) no início do texto, a primeira colaboração entre o diretor James Wan e o roteirista Leigh Whannell. E acho que nem mesmo eles esperavam o tamanho sucesso que o filme se tornaria.

O longa se tornou influente, criando (ou modernizando) seu próprio subgênero (os torture porn) e viveu para se tornar o “Sexta-Feira 13” dos anos 2000, com um exemplar lançado a cada ano durante toda a década.  Após cinco continuações lançadas até 2009, finalmente a série chegava à sua autoproclamada conclusão com este Jogos Mortais: O Final – em inglês “Saw 3D”, enfatizando mais o artifício em terceira dimensão do que o fim da franquia em si. E os americanos estavam certos, já que sete anos depois era lançado Jogos Mortais: Jigsaw, e ano que vem estreia Espiral, o reboot encabeçado por Chris Rock. Largar o osso pra quê?

Atividade Paranormal 2

E se Jogos Mortais chegava a seu pseudo desfecho há dez anos, outra franquia de sucesso no terror estava em seus primeiros passos. Assim como Jogos Mortais, Atividade Paranormal foi um sucesso independente inesperado. Este ainda mais, levando em conta que o filme foi feito a troco de banana, com a câmera no estilo found footage e basicamente dois atores numa casa – é quase um filme amador destes de conclusão de curso mesmo.

O filme foi exibido pela primeira vez em 2007 em um festival de terror, mas só veria a luz do dia dois anos depois, após ter chamado atenção de um certo Steven Spielberg, que bancou seu lançamento. Foi só o que o longa assustador precisava para ficar conhecido como A Bruxa de Blair do fim dos anos 2000. O longa virou fenômeno e a campanha de marketing foi insana. Com tanto sucesso é claro que os produtores não iriam dormir no ponto, e um ano depois a continuação era lançada.  Assim, novas sequências e derivados foram lançados em 2011, 2012, 2014 e 2015. Um novo exemplar é prometido para 2022.

A Sétima Alma

Terminando a lista, mas não menos importante, muito pelo contrário, temos as voltas de duas verdadeiras lendas do cinema de terror: Wes Craven e John Carpenter. Aqui, começamos pelo primeiro, falecido em 2015 e deixando muita saudade. Os anos até sua morte não foram tão gentis para a carreira do inesquecível Wes Craven, que durante toda a sua filmografia viu altos (A Hora do Pesadelo, Pânico) e baixos (A Maldição de Samantha, Shocker). Depois da trilogia Pânico, Craven lançou apenas mais quatro filmes, incluindo a tardia quarta parte da franquia citada (seu melhor trabalho dentre os últimos, mas igualmente subestimado).

O primeiro que viria era o malfadado Amaldiçoados (2005) – que o reuniu ao roteirista Kevin Williamson para uma história de lobisomens desta vez – você pode ler sobre o filme aqui. Cinco anos sem filmar e o diretor retornava neste longa saído de uma ideia unicamente sua. E mais uma vez, Craven viu um terror seu passar completamente em branco. A história pensada pelo cineasta aqui fala sobre alguns jovens ligados por uma tragédia. A ideia era promover um novo vilão icônico, nos moldes de Freddy Krueger e Ghostface. O resultado? Bem, veja por si mesmo – se tiver coragem.

Aterrorizada

Caminho parecido trilhou outra verdadeira lenda do horror, esta ainda viva. John Carpenter também não estava obtendo bons resultados em seus últimos filmes. Nos anos 2000, por exemplo, dirigiu apenas a ficção com doses de Fuga de Nova York, Fantasmas de Marte – que viveu para se tornar um de seus últimos flops, após o subestimado Vampiros (1998). Assim, quase dez anos após sua visita a Marte, Carpenter resolveu que uma história sobre uma ala só de jovens mulheres num hospital psiquiátrico assombrado seria um bom tema para seu novo filme.

Quem protagoniza é a então promissora Amber Heard – e apesar do título esta não é uma recriação de seu casamento com Johnny Depp (de fato eles ainda não estavam juntos aqui, o que teria sido um grande favor para o universo caso seguissem desta forma). Heard se sai bem como uma jovem traumatizada, que precisa enfrentar seus demônios e talvez alguns externos também, nesta mistura de Garota, Interrompida (1999) num manicômio amaldiçoado. Completando o elenco de jovens problemáticas, Mamie Gummer (a filha de Meryl Streep), Danielle Panabaker (ela de novo!) e Lyndsy Fonseca. E você, tinha ouvido falar deste filme do grande John Carpenter?

O Mês do Terror | Os Inocentes (1961) – Relembre o Clássico refilmado muitas vezes em Hollywood

Película é referência no panteão do horror britânico

Os anos 60 foram um período bastante ousado para o terror. Hitchcock quebrava convenções com Psicose; George Romero tornaria os zumbis em uma metáfora do capitalismo selvagem; Roman Polanski produziria todo um enredo simbólico acerca do pavor de uma mulher à relações fisicas em Repulsa ao Sexo.

Porém no Reino Unido o gênero passava por um caminho diferente; ao contrário de Hollywood, em que todos os estúdios voltavam suas atenções de tempos em tempos para obras do horror (no caso da Universal tendo uma famosa franquia de monstros clássicos a sua disposição), no cinema britânico esse gênero quase sempre estava nas mãos de uma única empresa.

A ascensão dos estúdios Hammer nos anos 40, porém, principalmente nos 50, é um capítulo interessante do gênero horror no solo inglês. Seu modelo de produção em massa de adaptações de obras do gênero, gastando o menos possível e distribuindo ao máximo. 

A Hammer fez por merecer sua fama.

Dessa maneira, os filmes da Hammer se tornaram não só bastante conhecidos como também reconhecidos, tendo em seu modelo de produção barateado, bem como cenas com gore incomum para época, uma inesperada assinatura artística. O terror explícito e sangrento da Hammer era, por volta do início dos anos 60, a referência mais consumida pelo público.

Logo, em 1960, o diretor Jack Clayton percebeu que não poderia competir com a Hammer em seu próprio “jogo”. Para tanto ele se debruçou sobre a peça teatral Os Inocentes, assinada por William Archibald, de 1950. Esta por sua vez foi uma adaptação de um conto de terror de 1898 intitulado The Turn of the Screw, de Henry James.

Ambas as versões tinham tramas similares: uma governanta é recrutada por um homem de posses para se mudar para sua isolada propriedade. Lá ela deverá assumir também o papel de tutora de duas crianças bastante carismáticas e inteligentes; não tarda para que um laço afetuoso entre os três se forme, porém, conforme o tempo passa a governanta começa a suspeitar que forças sobrenaturais estão agindo no local.

A direção de Clayton é precisa em determinados enquadramentos.

Ainda em seu tempo o texto original foi bastante dissecado e admirado por abordar temas, até então sensíveis, como o feminismo de maneira aberta. Eventualmente ele também se tornou um clássico da literatura do terror gótico britânico.  

Tendo como base a peça teatral, o escritor Truman Capote escreveu os primeiros rascunhos de uma versão cinematográfica após Clayton não ficar satisfeito com a abordagem de Archibald para essa versão. Dessa maneira ele chamou Capote para emprestar uma maior ambiguidade ao enredo.

A principal dúvida então ficou sendo o conceito sobrenatural que permeia a trama; a intenção do escritor foi não deixar muito explícito se os eventos que se desenrolam na isolada mansão eram de fato obra do oculto.

À época, o polêmico Capote estava escrevendo seu livro de maior sucesso: “A Sangue Frio”.

O olhar mais interpretativo de eventos sobrenaturais, justamente para gerar a dúvida na mente do espectador acerca da veracidade, não era de todo uma novidade; em 1958 Hitchcock utilizou esse método para produzir Vertigo e em 1959 o também diretor William Castle se utilizou de uma assombração dúbia em A Casa dos Maus Espíritos.

Tendo a deixa da ambientação vitoriana somada ao isolamento, Capote projetou na protagonista anseios sociais comuns do período (quando a busca por respostas no misticismo teve uma alta sem precedentes com a popularização da cartomancia, por exemplo) que, por sua vez, se manifestavam de forma simbólica nas duas crianças da casa. 

Dessa forma ao mesmo tempo que a protagonista tende a buscar um significado em conceitos religiosos, existe a possibilidade dos acontecimentos estarem muito mais no campo da psicologia do que no oculto. Para o papel da governanta a escolha da atriz Deborah Kerr veio quase que imediatamente.

Mais do que estabelecida à época, Kerr chegou para a produção com um recorde de indicações ao Oscar de melhor atriz de 1950 a 1959. Sua diferença de idade para a personagem, de quase vinte anos, não foi um empecilho e Clayton se aproveitou disso para realçar um ar maternal que a governanta teria com as crianças. A abordagem subjetiva da obra foi importante para contrapor ao mencionado modelo da Hammer, gerando um novo interesse pelo subgênero do terror psicológico.

O Mês do Terror | O que Terá Acontecido a Baby Jane? (1962) – A Tragédia por Trás da Fama

Filme traz comentário interessante sobre a iniciação de jovens atrizes em Hollywood

Umas das características mais curiosas da indústria cinematográfica norte-americana são os atores mirins, estes que são iniciados desde tenra idade e consequentemente são expostos desde cedo a todo tipo de privilégios e riquezas. Da década de 30 em diante é possível perceber que a utilização desse tipo de profissional, bem como o esforço de várias famílias em tornar suas crianças astros, era uma realidade em Hollywood.

Foi dessa prática que nomes verdadeiramente pesados para o estabelecimento do cinema no país surgiram, tais como Judy Garland e Shirley Temple (considerada por muitos a maior estrela mirim de todos os tempos). Entretanto, o outro lado dessa situação não poderia ser outro senão o impacto que um sucesso precoce tem no desenvolvimento da criança.

Essa é uma questão que tem muito espaço de discussão, também, no mundo do futebol quando o assunto são jogadores das categorias de base; estes que assinam contratos milionários com marcas antes mesmo de chegar na categoria profissional. Quando se trata de meios como o entretenimento, os efeitos negativos de uma vida precoce em certos artistas são facilmente percebidos quando eles chegam na idade adulta.

Shirley Temple foi o símbolo maior das atrizes mirim.

Não raramente ex estrelas mirins acabam protagonizando escândalos, por vezes relacionados ao vício em drogas ou instabilidade emocional, ou simplesmente desaparecendo do mesmo meio em que, outrora, as colocava em evidência sempre que possível. Todo esse rodeio é para dizer que, em 1962, o diretor Robert Aldrich conduziu um filme voltado justamente sobre o impacto da fama em atores mirins.

O Que teria Acontecido com Baby Jane? apresenta a ex-atriz mirim Baby Jane (Bette Davis em um dos seus grandes momentos) que, agora envelhecida, está não só longe dos olhos do público como também esquecida. O problema é que internamente ela nunca superou sua época de fama e, consequentemente, nunca se adaptou totalmente a uma vida convencional.

Jane vive com sua irmã Blanche (Joan Crawford também tomando as atenções para si), ela que se tornou cadeirante após um acidente de carro. Vivendo juntas em uma mansão, a relação entre as irmãs é caótica e abusiva; enquanto que a carreira artística de Jane esteve no auge, Blanche tinha ressentimentos do sucesso da irmã mais velha. Porém, após seu declínio profissional, é Blanche quem se tornou uma estrela até o mencionado acidente.

Crawford e Davis em atuações históricas.

 

Além de lançar um olhar sobre o abordado impacto de um sucesso financeiro precoce em crianças ele também abrange, mesmo que por alto, a queda do cinema mudo. Com a consolidação da tecnologia para captar o som (mas cuja existência já vinha desde os anos 1900) toda uma geração de atores e atrizes precisou se reinventar; compreender que o estilo de atuação mas focado em emoções faciais, já que as linhas de diálogo eram limitadas aos cartões entre cena, estava caindo em desuso.

Filmes como Crepúsculo dos Deuses e O Artista são alguns exemplos que dedicaram um olhar sobre o efeito que as novas tecnologias tiveram em artistas (ficcionais) que foram importantes no período do cinema mudo. É desse cenário de “terra arrasada” que Jane surge como um indivíduo amargurado e ressentido pela saudade; bem como tomado pela raiva constante da irmã.

Esse é o ponto em que o horror tem forma, pois sob os olhos de Blanche tanto o espectador como a própria personagem sabem que Jane é alguém sem escrúpulos e que a qualquer momento; no canto de qualquer corredor; pode desferir um ato de violência inesperado. Desde o início é apresentado que, na dinâmica do relacionamento da dupla, Jane não hesita em mentir para a irmã ou isolá-la do mundo. 

O verdadeiro terror em O Que Terá Acontecido com Baby Jane? não é do segmento sanguinolento como visto em Psicose (lançado um ano antes), mas de como a inveja pode corroer até a ligação familiar mais íntima. Potencializado, sem dúvidas, pela entrega de Bette Davis e Joan Crawford (que possuíam uma rivalidade notável fora do ambiente de trabalho) a obra ainda é um retrato interessante, ainda que exagerado, das consequências da fama precoce e sua súbita perda para uma criança. 

O Mês do Terror | Louca Obsessão (1990) – Stephen King Feito do Jeito certo!

Adaptação de romance do prolífico autor é tida como uma das melhores

Há muito se tornou um tanto redundante falar das adaptações de livros do clássico autor Stephen King. Elas são tão diversas quanto suas obras, produzidas para os mais diversos meios e, consequentemente, apresentando desnivelamentos evidentes entre elas. Certos filmes nascidos desses livros são infames.

Como dito, o meio para o qual a produção está sendo destinada influencia diretamente no orçamento e, por tabela, no nível técnico da produção. O alto número de livros assinados por King é o suficiente para garantir um número considerável dessas adaptações menos eficazes. 

No entanto, existe o outro lado da moeda. Por mais de uma vez as tramas do autor foram transpostas para outra mídia utilizando-se de enorme investimento criativo. Em tempos recentes a primeira parte de It – A Coisa é o exemplo mais notório porém vale destacar exemplares mais antigos como O Iluminado; Conta Comigo e Louca Obsessão.

Louca Obsessão” é um dos exemplos mais bem sucedidos ao adaptar King.

Lançado em 1990, porém com o livro datando de 1987, a trama segue um famoso escritor de romances policiais que, ao enfrentar uma tempestade de neve, acaba por sofrer um acidente de carro. Ainda inconsciente, ele é salvo e levado para uma cabana isolada, onde recebe tratamento de uma solitária senhora. 

De imediato ela se revela uma fã ardorosa de sua bibliografia, além de ter um grande interesse pela nova história do escritor. Ao recusar pedidos dela relacionados ao seu trabalho, o autor tem suas pernas inutilizadas para que não possa ir embora.

A ideia de se adaptar o livro de King, inicialmente, veio após o produtor Andrew Scheinman ler a obra durante um voo. Como dito, filmes baseados no trabalho do escritor não eram novidade; em 1986 a adaptação de Conta Comigo havia sido um amplo sucesso em todos os sentidos, o que elevou a credibilidade desses livros perante vários produtores.

O sucesso de crítica e público de “Conta Comigo” deu novo gás aos livros do autor.

Esse mesmo sucesso motivou Stephen King a vender os direitos de adaptação da obra. A relutância vinha tanto de um histórico nos anos 80 de muitas produções medíocres envolvendo seu trabalho com a experiência frustrante, do seu ponto de vista, com a produção de O Iluminado.

Isso porque nunca foi bem aceito pelo autor que o diretor responsável pela obra de 1980, Stanley Kubrick, tenha tomado certas liberdades com relação à história envolvendo Jack Torrance e o Hotel Overlook como um todo. Essa vivência complicada o motivou, mais para frente, a embarcar em projetos polêmicos como Comboio do Terror, no qual ele foi o diretor.

Para o papel de escritor cativo foram considerados um certo números de nomes conhecidos tais como Jack Nicholson (após a já mencionada parceria com Kubrick); Al Pacino; Robert De Niro e Warren Beatty (este que esteve muito próximo de assinar o contrato mas por conflito de agenda teve que recuar). Logo, o nome decidido acabou sendo James Caan, que viveu o auge da carreira nos anos 70 por seu papel como Sonny Corleone em O Poderoso Chefão.

King nunca aceitou as liberdades tomadas por Kubrick em “O Iluminado”.

Porém a verdadeira estrela do filme se revelou como sua colega Kathy Bates; até aquele período ela nunca havia estado em uma produção que realmente lhe desse qualquer destaque, o maior desses trabalhos prévios sendo em Dick Tracy (filme que o mencionado Warren Beatty escolheu estrelar) mas ainda assim não foi algo em que ela esteve em papel central.

Como resultado, sua abordagem da fã obsessiva foi amplamente elogiada por dosar o sentimento de perigo emanado dela com um certo carisma que, tal como ocorreu com King durante o processo de escrita, conquistou os espectadores, permitindo uma certa simpatia para com ela. A direção de Rob Reiner, o mesmo que comandou Conta Comigo, também merece destaque por se utilizar na maior parte do tempo de um único cenário (a cabana da Annie).

O filme também venceu em sua única indicação no Oscar de 1991 na categoria de melhor atriz para Kathy Bates, tornando-a a primeira a ganhar esse tipo de prêmio estrelando um filme de terror. Atualmente ele perdura como um dos exemplos mais adorados e bem sucedidos envolvendo exemplares do Stephen King.

 

 

Halloween H20 | Relembre o primeiro retorno de Jamie Lee Curtis para a franquia de terror em 1998

A saga de Michael Myers e Laurie Strode, finalmente, encontrou o seu encerramento. Para aqueles que esperam um filme no modelo tradicional e na linha dos antecessores, Halloween Ends pode ser uma gigantesca decepção. Eu mesmo, como fã da franquia e crítico de cinema, me encontrei com dificuldades para aceitar determinadas escolhas estabelecidas no fim desta jornada.

No final das contas, depois de pensar muito, devo dizer que o filme não é aquilo que eu queria que fosse, ou esperava, conforme o trailer e a sinopse, mas ao passo que a narrativa chegou ao final, confesso que a coragem dos realizadores em apostar numa abordagem tão insana, mas viável, deu ao material o devido valor para uma franquia que renasceu dignamente diante desta nova trilogia, dirigida por David Gordon Green e produzida pela Blumhouse.

É claro, como todos sabem, a saga de Laurie Strode (Curtis) e o maníaco da máscara branca Michael Myers começou lá atrás, antes de grande parte dos fãs atuais sequer sonhar em nascer, em 1978 na obra-prima dirigida pelo mestre John Carpenter, ainda enaltecida não apenas como o “pai” dos filmes slasher adolescentes, como também um dos melhores filmes de terror de todos os tempos. Halloween (2018), passado 40 anos após o original, aliás, se trata de uma continuação direta dele. Mas para a surpresa de muitos, a franquia Halloween teve outros nove (isso mesmo!) filmes neste intervalo de quarenta anos – incluindo um remake e sua continuação.

Os bem mais novinhos talvez não lembrem muito, mas antes da comemoração cultuada de 40 anos, que foi o sucesso Halloween (2018), produzido pela Blumhouse e dirigido por David Gordon Green, a franquia há havia recebido uma celebração de aniversário – igualmente muito querida pelos fãs da geração dos anos 1990. Trata-se de Halloween H20, que desejava em grande estilo o feliz aniversário de vinte anos para a franquia clássica. Na época, no entanto, os parabéns ficaram a cargo de outro estúdio e outros produtores, já que o carismático Jason Blum ainda não estava estabelecido no mercado. Os responsáveis por ciceronear o retorno triunfante de Michael Myers para àquele dia das bruxas foram os hoje malditos irmãos Weinstein (Harvey e Bob), donos da então bombada Miramax – mesmo estúdio responsável pela franquia Pânico – outra bem sucedida série de terror no cinema.

Veio de Harvey a ideia de comemorar o aniversário de vinte anos e logo o mega produtor conseguiu convencer a estrela original Jamie Lee Curtis a retornar ao papel que deu início à sua carreira. Curtis era uma ilustre desconhecida quando protagonizou o original em 1978, tendo como credenciais somente a filiação dos astros Tony Curtis e Janet Leigh. Ela voltaria para estrelar a continuação direta Halloween II – O Pesadelo Continua, de 1981, novamente escrita e produzida (mas não dirigida) por John Carpenter, e cedeu sua voz no telefone para uma cena de Halloween III – A Noite das Bruxas (1982), novamente com forte envolvimento do “pai” de tudo, John Carpenter. Mas foi só o cineasta deixar a franquia, que Curtis tomou o mesmo rumo, se afastando para o mais longe possível dos três filmes seguintes.

Ao ser convencida por Harvey Weinstein a retornar, o primeiro passo de Curtis foi ligar para o colega John Carpenter e para a produtora dos filmes originais Debra Hill (igualmente roteirista dos originais) a fim de recrutá-los também para a missão de dar novos ares à franquia no fim dos anos 1990. O argumento usado por Curtis foi: “se passaram vinte anos desde o primeiro Halloween, o primeiro sucesso de nossas vidas, e todos nós ainda estamos trabalhando na área, temos uma carreira inclusive maior agora. Conseguimos escalar e evoluir. Seria muito bom celebrar não apenas esta franquia, mas nossas carreiras ao longo desta trajetória”. Tudo parecia no lugar e Carpenter começou a trabalhar nesta continuação de vinte anos. Porém, um tempo depois ocorreu o desligamento do diretor e por consequência de sua colaboradora Debra Hill. O motivo? Carpenter pedia um salário de US$10 milhões (o diretor ainda cobrava uma dívida do passado com o produtor Moustapha Akkad), sendo que o orçamento de Halloween H20 era de US$17 milhões no total – sendo o mais caro da franquia até então. Para termos uma ideia, o remake de Rob Zombie (2007) custou US$15 milhões e o recente reboot Halloween (2018) custou US$10 milhões.

Sem Carpenter, Hill e com o título inicial de Halloween 7: A Vingança de Laurie Strode, referência ao título do quinto filme (A Vingança de Michael Myers, de 1989), o sétimo longa pretendia à princípio levar todas as continuações da franquia em conta, sendo uma sequência do sexto filme de 1995. Uma nova dupla também entrava em cena para ditar os caminhos do novo capítulo: o diretor Steve Miner, responsável por sucessos de terror dos anos 1980, vide Sexta-Feira 13 Parte 2 e 3, A Casa do Espanto, e que viria a seguir com o filme de crocodilo Pânico no Lago (1999). Ao seu lado, assumindo o roteiro, Kevin Williamson era o novo prodígio de Hollywood e um nome quentíssimo da indústria ao ter revitalizado os slasher com Pânico (1996) e sua continuação Pânico 2 (1997). De fato, Pânico influenciou muito o que vemos em tela em Halloween H20, com este sendo o capítulo mais “Scream” da franquia – autorreferente, repleto de metalinguagem e citações a outras produções do gênero. Mesmo que Williamson no fim das contas não tenha sido creditado como roteirista – somente como produtor. Se casou ou não com o teor mais soturno do que geralmente vemos na franquia, podemos dizer que existem os fãs que gostam (em especial os fãs de Pânico) e os que torcem o nariz (por justamente acreditarem que este tipo de teor mais juvenil e engraçadinho não casa tanto com Halloween).

A premissa traria Laurie Strode novamente como protagonista. Desta vez não mais uma adolescente indefesa, mas uma mulher em seus 40 anos, mãe de um rapaz, completamente traumatizada pelos ocorridos de vinte anos atrás (não somente do primeiro filme, mas também do segundo, para todos os efeitos ocorridos na mesma noite). Na opinião de Jamie Lee Curtis, a vida de Laurie deveria estar completamente em frangalhos, com ela tendo se tornado uma alcoólatra e quase sem sanidade mental. Algo similar com o que vemos em Halloween (2018). Mas Williamson a convenceu de não exagerar, tentando conter a vida da mulher nos eixos dentro do possível. O que prevaleceu foi que Laurie aqui mudou de nome e de cidade, se chamando agora Keri Tate e morando e trabalhando na Califórnia, onde é a diretora de um colégio para jovens ricos. A mulher forjou a própria morte, esquecendo de vez sua vida prévia e deixando o passado trágico para trás.

Era o desejo do próprio Williamson levar em conta todos os filmes da franquia, no entanto, o roteirista teve muita dificuldade de ligar os pontos deixados em aberto, que conectariam em especial os filmes quatro, cinco e seis com este sétimo capítulo. Acontece que com a saída de Curtis da franquia no passado, os produtores resolveram incluir na trama como protagonista sua pequena filha Jamie (papel de Danielle Harris), e para justificar a ausência da mãe o roteiro teve a ideia de matar Laurie num acidente de carro, deixando a pequena órfã para ser criada por outros membros da família. Nessa linha narrativa, acompanhamos os passos da pequena Jamie como a vítima da vez enfrentando seu tio Michael. Até finalmente, em outra decisão polêmica, a jovem ser eliminada (um pouco mais velha) no controverso sexto filme.

Tudo isso foi adereçado por Williamson num roteiro original de Halloween 7, e uma cena inclusive foi gravada com Sarah (Jodi Lyn O’Keefe) lendo em classe seu trabalho sobre uma investigação dos assassinatos de Michael Myers, onde cita Jamie Lloyd (a filha de Laurie), ao que a personagem de Curtis corre para vomitar no banheiro. A cena, entre outros detalhes, considerariam a existência dos três filmes anteriores. No fim das contas, os vestígios sobre isso foram apagados pois Williamson não encontrou um jeito de tornar aceitável o abandono de Laurie em relação à sua pequena filha. Ainda mais se levarmos em conta que agora ela possui outro filho e outra vida, o fato de ter abandonado completamente uma filha pequena tornaria a protagonista uma pessoa simplesmente detestável e acima de qualquer redenção.

Assim, pela primeira vez na franquia, um filme da série iria simplesmente ignorar algumas das continuações como se nunca tivessem existido. Halloween H20, por fim, seria uma sequência direta do segundo longa de 1981, e desconsideraria em sua cronologia os eventos do terceiro ao sexto filmes. Para todos os efeitos, H20 seria o terceiro e tardio episódio da franquia. É claro que o artifício seria utilizado outras duas vezes (no remake de 2007 e no reboot de 2018).

Muitas das ideias foram mantidas na versão final de Halloween H20, como o alcoolismo de Laurie (mesmo que de forma sutil), seu trauma e sua nova identidade fugindo do irmão psicopata. O que não foi levado em conta e não é adereçado no filme, é como Michael Myers sobreviveu ao incêndio no hospital ao desfecho de Halloween II (1981), ou qualquer evento que ligue o psicopata do segundo filme a este. Ele simplesmente aparece em cena, são e disposto, pronto para um novo round de matanças. Aonde ele esteve durante todo esse tempo? O sétimo longa não se dá ao trabalho de explicar. E será que precisava?

Halloween H20 se mostrou um sucesso e se tornou febre na época, pegando carona nos slasher do período, muitos dos quais tinham o dedo de Kevin Williamson – vide Pânico e Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado. Mas para Jamie Lee Curtis a celebração de aniversário não teve o sabor doce que ela havia planejado. Em entrevistas recentes para divulgar Halloween (2018), a atriz afirma que “a intenção de H20 era boa, mas no fim das contas as coisas acabaram não saindo como planejado”. Hoje Curtis se refere ao filme como “um trabalho por dinheiro”. Disse que tem boas coisas nele, em especial quando fala de alcoolismo e trauma, mas que nos finalmente terminou fazendo o filme pelo contracheque e não pela planejada satisfação de comemorar um marco. Parte disso se deve pela teimosia do então dono da franquia, o produtor Moustapha Akkad, em não querer, por bons motivos, colocar um ponto final em sua “galinha dos ovos de ouro”. Era parte do acordo para o retorno da atriz que ela pudesse de uma vez por todas dar cabo do psicopata da máscara branca. Mas em um vídeo que pode ser encontrado na internet, Curtis diz que a “enrolaram” sobre o tópico até a data das filmagens, quando finalmente a foi revelada uma cláusula de Akkad que proibia a morte definitiva de Myers. Curtis ficou possessa subindo pelas tamancas. Para esfriar os ânimos, Williamson teve uma ideia que agradou ambas as partes.

Halloween H20 terminaria de uma forma em que Myers realmente morresse no desfecho – ao menos era o que o público pensaria com a decapitação do maníaco. Ou seja, a explicação estapafúrdia que é dada no início da continuação direta de H20, Halloween: Ressurreição (2002) não foi um coelho tirado da cartola para aquele filme, e sim algo que já havia sido acordado como forma de atender todas as vontades, entre Jamie Lee Curtis, Kevin Williamson e o produtor Moustapha Akkad. Bem, e sabemos o que saiu disso… Ressurreição é tido por muitos como o ponto baixo da franquia e desfaz de certa forma o que de mais brilhante H20 havia conquistado: a morte definitiva de Myers. É claro que sempre podemos agir como se certos filmes nunca tivessem existido…

Artes conceituais revelam DIFERENTES visuais do K.E.V.I.N. na série ‘Mulher-Hulk’

Através do seu Twitter, o artista Jeff Simpson divulgou artes conceituais com diferentes visuais para o robô K.E.V.I.N. – uma paródia do próprio Kevin Feige –, que foi introduzido no último episódio de ‘Mulher-Hulk: Defensora de Heróis‘.

Confira:

Anteriormente, a roteirista Jessica Gao havia comentado sobre o projeto de criação do personagem: “Quando a equipe de efeitos visuais nos mostrou diferentes versões do K.E.V.I.N., em todas ele estava usando um boné. Não importava qual tipo de robô era, ele estava sendo usando um boné. Mas o Kevin [Feige] disse: ‘Isso não faz o menor sentido. Por que um robô usaria um boné?’.”

Lembrando que todos os episódios continuam disponíveis na Disney+.

A trama acompanha Jennifer Walters (Maslany), advogada especializada em casos jurídicos sobre-humanos, começa a ganhar poderes idênticos ao de Hulk após receber uma transfusão de sangue de emergência de Bruce Banner (Mark Ruffalo), seu primo.

“Esta nova série de comédia mostra Bruce Banner ajudando sua prima, Jennifer Walters, quando ela precisa de uma transfusão de sangue de emergência e adivinhem? Ela também recebe seus poderes. Tatiana Maslany interpretará Jennifer, que é uma advogada especializada em casos jurídicos sobre-humanos, enquanto Mark Ruffalo retorna como o Hulk ao lado de Tim Roth, o Abominável.”

O elenco também conta com Jameela Jamil, Ginger Gonzaga, Griffin Mathews, Renée Elise Goldsberry e Josh Segarra. A rapper Megan Thee Stallion fará aparições na produção.

Artigo | Como ‘Joanne’, 5º álbum de Lady Gaga, deu início a uma nova era na música

Em 2013, Lady Gaga dava início à fase mais conturbada de sua carreira com o lançamento do subestimado ‘ARTPOP’. À época, Gaga havia sido massacrada pelo especialistas e pelo público, ambos redescobrindo a potência revolucionária do álbum em questão quase uma década depois. Entretanto, ainda que ‘ARTPOP’ agora seja tratado como uma espécie de clássico cult em virtude de sua importância para o cenário da música eletrônica, Gaga resolveu mudar totalmente sua imagética para reencontrar a si mesma e explorar cantos do show business que jamais imaginou que exploraria.

Um ano mais tarde, a lendária musicista se reuniria com Tony Bennett para a elogiada colaboração ‘Cheek to Cheek’, demonstrando sua afeição com o gênero jazz e conquistando, inclusive, uma estatueta do Grammy Awards. Em 2016, sua fase clean ganharia um novo capítulo à medida que ela se aventurava no country e no rock (já tendo desfrutado de um gostinho dos dois gêneros alguns anos anteriores) e adotava uma persona reservada, intimista e introvertida, traduzindo toda a dor que vinha sentido em belíssimas composições que se consagrariam no compilado Joanne. Apesar de conquistar o primeiro lugar da Billboard 200 e garantir críticas solidamente positivas, boa parte dos fãs não se identificou com o que Gaga estava trazendo para sua carreira, enquanto algumas pessoas caracterizam a nova era como um “fracasso”.

Goste ou não, Joanne, assim como todas as outras incursões da Mother Monster, foi um divisor de águas em sua carreira. Afinal, ela nunca havia mergulhado tão fundo em temas pessoais – nas inflexões anteriores, a temática principal girava em torno da fama, do medo, da criatividade e do sexo, mas nunca sobre as próprias dores. De um lado, temos declarações saudosistas que ganham forma na potente “Million Reasons”, na faixa-titular (uma das mais emocionantes de sua discografia) e em “Grigio Girls”; de outro, o sofrimento romântico de “Perfect Illusion” e do country-rock de “John Wayne”; e, por fim, temos o conhecido abraço das críticas sociais em “Angel Down” e “Hey Girl”. Interpolando-as, outras tracks subestimadas que, pouco a pouco, foram conquistando o coração do público e provaram que Gaga é uma das artistas mais multifacetadas de todos os tempos e sabe o que está fazendo em cada um dos álbuns.

Enquanto alguns comentam sobre a falta de coesão da obra (um argumento insosso, visto que ele não se sustenta), ela funciona, em sua completude, como um arauto da performer para si mesma, para começar a compreender o que ela sente em relação ao que é, ao que representa para seus milhões de fãs e ao que tem o potencial de ser. “Diamond Heart” é acompanhada do verso “posso não ser perfeita, mas você sabe que eu tenho um coração de diamante”, revertendo a autossabotagem que vinha sentindo (e que seria explorada em ‘Chromatica’, quatro anos depois) em uma propriocepção apaixonante; “Dancin’ in Circles” parte do mesmo princípio, pincelado por vocais irretocáveis e a compreensão otimista de que é uma mulher completa e pode viver como bem entender.

Não é surpresa que, assim como as produções anteriores, Joanne tenha um impacto significativo na indústria da música – e que é diminuído por pessoas que, de fato, não tem um pingo de conhecimento. A icônica Kylie Minogue, pouco depois do lançamento do álbum de Gaga, aproveitou para deixar as raízes do dance-pop e do electro-pop em prol de uma configuração mais delicada e relacionável – dando vida ao também subestimado ‘Golden’ e a faixas como “Dancing” e “Stop Me From Falling” em 2018; Harry Styles, que se tornou um monstro dos streamings e das vendas, aproveitou a ressurgência do glam-rock no cenário mainstream para dar vida à seu début solo, “Sign of the Times”; Miley Cyrus também se desvencilhou de uma personalidade mais rebelde para uma comedida incursão com ‘Younger Now’; e Kesha, para o álbum ‘Rainbow’, abriu espaço para discussões importantes sobre seus sentimentos e seguiu os passos de sua conterrânea para um lugar mais confessional e pessoal (uma mudança que começou a tomar forma logo assim que Gaga resolveu remar contra a maré).

A segunda metade dos anos 2010 foi fortemente marcada pela música trap, pelo R&B e pelo bubblegum pop, como visto com artistas como Beyoncé, Ariana Grande, Fifth Harmony e tantos outros nomes expoentes do escopo fonográfico da época. Isso acarretava grandes produções sonoras, instrumentalizações épicas e um diálogo constante entre vocais e progressão. Contrariando o que ditavam as regras, Gaga resolveu colocar sua voz em primeiro plano, aproveitando os elementos que tinha (e um time competente de produtores e liricistas) para construir um corpo musical mais minimalista, sem a explosão eletrônica de ‘Born This Way’ e sem os sintetizadores artísticos de ‘The Fame Monster’. É por esse motivo que a estética limpa nos chama a atenção, considerando que as distorções são mínimas e que a linha entre o estúdio e as performances ao vivo se diluí como forma de provar a autenticidade da cantora.

Joanne deu início a uma tendência que permitiria os fãs verem que seus ídolos eram de verdade, em uma nua e crua construção que se afastava dos arquétipos intocáveis perpetuados pela indústria do entretenimento e descontruía a imagem divina que tínhamos dele. O álbum permitiu que Gaga errasse e se levantasse, inspirando diversas celebridades a fazerem o mesmo – e esse é um legado que não pertence a quase mais ninguém.

Especial Halloween | A24 – Ranqueamos TODOS os Filmes de Terror da famosa produtora cult

Manter a reputação como a produtora de maior qualidade em seus filmes num mercado tão competitivo quanto o de Hollywood não é tarefa para qualquer um. Mas é exatamente isso que a produtora e distribuidora A24 vem fazendo há dez anos. Desde que inaugurou em 2012 com seu primeiro lançamento, a comédia alucinógena As Loucuras de Charlie (veículo que tentava – sem sucesso – colocar a carreira do errático Charlie Sheen novamente nos eixos), a empresa fundada por Daniel Katz, David Fenkel e John Hodges não parou mais de lançar filmes, produção essa que não tem data para diminuir. São inúmeros sucessos de crítica, vide Ex-Machina, O Ano Mais Violento e Joias Brutas, e tantos outros filmes que chegaram até o Oscar, como O Quarto de Jack, Moonlight, Projeto Flórida, Lady Bird e O Artista do Desastre.

O segredo é ser uma produtora independente que pensa no lado artístico do cinema e acredita que boas histórias ainda podem ser contadas fora da caixinha. Essa percepção já ganhou seu público, e dentro deste nicho, os fãs muitas vezes transformam os lançamentos da A24 em sucessos de bilheteira – levando em conta o gasto de seu orçamento (é claro, jamais podendo competir com as maiores produções de Hollywood). A iniciativa tomada pela A24 é a total liberdade conferida aos cineastas que com eles trabalham, respeitando a visão do artista sem as algemas do cinema entretenimento / negócio lucrativo. A matemática é simples: gasta-se menos, espera-se menos. É claro que todo sucesso financeiro de bilheteria é bem-vindo.

Quando falamos de filmes de terror, a A24 guarda alguns dos mais interessantes e elogiados dos últimos anos. Justamente pela mesma equação: total liberdade criativa. Assim, a produtora cooptou nomes como Robert Eggers e Ari Aster em seu panteão, considerados dois “gigantes” do gênero. Pensando nisso e nos lançamentos dos recentes X – A Marca da Morte, Men – Faces do Medo, Morte Morte Morte e do vindouro Pearl (que já estreou nos EUA), resolvemos propor uma matéria ousada, ranqueando do PIOR ao MELHOR, TODOS os 25 filmes de terror da produtora A24 – usamos como referência as avaliações de tais filmes pelo grande público no IMDB. Confira abaixo.

25 | Slice (2018)

No mesmo ano em que deu vida à heroína Domino em Deadpool 2, a estrela Zazie Beetz protagonizou este terror cômico que inaugura nosso ranking. Na trama, funcionários de uma pizzaria desconfiam que a loja tenha sido construída em cima de um local maldito – o que traz consequências sobrenaturais para a cidade.

24 | False Positive (2021)

A tensão de uma gravidez se eleva a níveis inimagináveis quando uma jovem começa a descobrir a verdade assustadora sobre seu médico de fertilidade. O grande nome do elenco é o eterno 007, Pierce Brosnan, que vive o tal doutor misterioso. A protagonista é vivida pela atriz Ilana Glazer, que também escreveu o roteiro.

23 | Tusk – A Transformação (2014)

Saído da mente do diretor Kevin Smith, este filme é um conto sádico que nasceu de uma história narrada no podcast do cineasta – desenvolvida por ele para o cinema. Na trama, um jovem (Justin Long) parte atrás de uma incrível história de um veterano canadense (Michael Parks). Chegando para entrevista-lo, o sujeito termina se tornando alvo do idoso insano.

22 | Um Monstro no Caminho (2016)

Uma grande analogia para a conturbada relação de mãe e filha, quem estrela esse terror é Zoe Kazan. Ela vive a jovem mãe da menina Lizzy (Ella Ballentine). Enquanto a mãe é um verdadeiro trem desgovernado, alcoólatra e desestabilizada, a filha é a responsável da relação. As duas precisam se unir quando na estrada aparece um monstro de verdade – ou será apenas a projeção do relacionamento entre as duas?

21 | The Hole in the Ground (2019)

Mãe e filho se mudam para uma propriedade rural na Irlanda. Logo, a mulher (Seána Kerslake) começa a suspeitar que o comportamento irreconhecível de seu pequeno filho (James Quinn Markey) possa ter relação com um gigantesco e misterioso buraco na floresta perto de sua casa.

20 | Vida Após Beth (2014)

Protagonizado pelos queridinhos “indie” Aubrey Plaza e Dane DeHaan, esta foi uma das duas “comédias românticas de zumbis” lançada no ano de 2014 – fazendo coro com Enterrando Minha Ex (de Joe Dante, protagonizado por Anton Yelchin e Ashley Greene). Aqui, Plaza e DeHaan vivem um casal apaixonado. Que nem a morte dela é capaz de separar…

19 | High Life (2018)

Quem protagoniza aqui é o novo Batman do cinema, Robert Pattinson. Com direção da cultuada cineasta francesa Claire Denis (e roteiro da própria também), esta ficção científica com doses de terror mostra um pai e sua pequena filha tentando sobreviver isolados numa estação espacial bem longe da Terra – após a tripulação do local simplesmente desaparecer.

18 | A Enviada do Mal (2015)

Aqui temos uma espécie de Garota, Interrompida (1999) em versão terror, com uma trama passada num instituto sanatório para jovens mulheres, que pode esconder um terrível segredo sobre seus funcionários. O trio de jovens pacientes assustadas é protagonizado por Emma Roberts, Lucy Boynton (Bohemian Rhapsody) e Kiernan Shipka (O Mundo Sombrio de Sabrina).

17 | Men – Faces do Medo (2022)

Escrito e dirigido pelo mesmo Alex Garland de Ex-Machina (2015), o filme apresenta a protagonista Harper (Jessie Buckley), uma mulher que sofreu um grande trauma com a morte de seu marido. Pensando em uma forma de terapia, ela viaja até uma pousada no campo. No local, no entanto, estranhos acontecimentos começam a ocorrer. Uma das sacadas aqui é que todos os homens presentes na narrativa possuem o rosto do ator Rory Kinnear.

16 | Vestido Maldito (2018)

Comparado a uma mistura dos trabalhos de Dario Argento e David Lynch, este filme pode ser definido como um pesadelo da alta costura. Protagonizado por Marianne Jean-Baptiste, a atriz interpreta uma mulher se deparando e se apaixonando por um vestido vermelho para usar em um encontro. A vestimenta, assim como sua vendedora, porém, parecem saídos de um conto de bruxas – e situações para lá de bizarras e delirantes começam ocorrer em volta da roupa.

15 | Ao Cair da Noite (2017)

Um dos filmes que ajudou a impulsionar a nova leva de produções conhecidas como “pós-terror” ou “terror de arte”, este longa com viés apocalíptico mostra uma família abrigada em sua casa, com medo do mundo exterior – possivelmente devido a um vírus devastador (três anos antes da Covid – o que faz do longa profético também). A dinâmica muda quando em sua porta aparece outra família em busca de abrigo.

14 | Sob a Pele (2013)

Muito noticiado na época (e vendido) como o filme em que “Scarlett Johansson” aparece completamente nua, a musa vive uma criatura alienígena em nosso planeta, vestindo pele humana. Ela é uma verdadeira “predadora”, mas ao contrário do extraterrestre com cara de crustáceo, seu jogo de caça não inclui a violência física, e sim a arte da sedução. Neste sentido, podemos compará-lo até mais ao longa A Experiência (1995).

13 | Lamb (2021)

Produção islandesa que se tornou a maior bilheteria do país, este conto intrigante tem a estrela sueca Noomi Rapace como protagonista. Ela e Hilmir Snaer Guõnason vivem um casal donos de uma fazenda numa área rural do país. Suas vidas mudam quando eles descobrem um estranho bebê em sua propriedade e decidem cuidar dele como se fosse seu próprio filho. A criança em questão é uma aberração da natureza, meio homem, meio cordeiro.

12 | Morte Morte Morte (2022)

Um dos mais recentes lançamentos da A24, este terror que faz sátira aos slasher está atualmente em cartaz nos cinemas pelo mundo (incluindo no Brasil). Sendo uma produção da A24, não espere um filme tradicional do subgênero, no estilo Sexta-Feira 13 ou sequer Pânico. Aqui, um grupo de adolescentes ricos e mimados decide dar uma festa durante um furacão, quando sua diversão sai terrivelmente errado e eles precisam lutar por suas vidas.

11 | X – A Marca da Morte (2022)

Mais um terror recente, lançado este ano, chega à lista. Ao contrário do item acima que dividiu a opinião dos críticos e do público, X é um terror unânime, que rapidamente se tornou um dos maiores sucessos do ano. Na trama passada na década de 1970, uma equipe de filmagem decide realizar um filme pornô numa propriedade rural. Mas logo estranhos eventos começam a ocorrer e colocar suas vidas em risco.

10 | Saint Maud (2019)

Elogiadíssimo terror “religioso”, o longa conta sobre uma enfermeira (papel Morfydd Clark) fanática religiosa, que também é extremamente perturbada. Suas boas intenções em relação às suas pacientes logo se transformam em terror quando ele leva a interpretação de sua fé a níveis assustadores.

09 | Clímax (2018)

Baseado em eventos reais, muitos podem não creditar Clímax como um terror propriamente. Para começar aqui não existem elementos sobrenaturais ou sequer um assassino perseguindo os personagens. Através de circunstâncias infelizes, uma festa sai terrivelmente do controle. Dirigido pelo intrigante Gaspar Noé, o filme narra a comemoração de uma equipe de dança durante numa festa em um galpão. Quem comanda o elenco é a dançarina da vida real e atriz, Sofia Boutella. Quando alguém tem a brilhante ideia de jogar LSD na bebida, todos os convidados começar a ter alucinações perigosas.

08 | O Homem Duplicado (2013)

Baseado no livro do autor português José Saramago, O Homem Duplicado é um terror psicológico. O filme traz um show de atuação do jovem talentoso Jake Gyllenhaal no papel de um professor universitário que um belo dia descobre que existe outra pessoa idêntica a ele por aí, uma versão mais bem sucedida. Esse foi o primeiro filme internacional do cineasta sensação Denis Villeneuve.

07 | A Bruxa (2015)

Como mencionado no início do texto, uma das aquisições mais bem-sucedidas da A24 foi a parceria com o diretor Robert Eggers, revelado ao mundo graças a este filme. Sucesso em festivais de cinema, o terror logo caiu também nas graças do público, se tornando uma obra cult. Além disso, serviu para revelar o talento da jovem Anya Taylor-Joy, a transformando numa estrela. A trama se passa nos anos 1600, e mostra uma família vivendo numa área rural e sendo atormentada por forças sobrenaturais e magia negra.

06 | Sala Verde (2015)

Um dos últimos trabalhos do saudoso Anton Yelchin, o ator interpreta o líder e vocalista de uma banda de punk rock, se apresentando num lugar perigoso: um bar de skinheads neonazistas. Como se o ambiente não fosse hostil o suficiente, ele e sua banda testemunham o assassinato de uma pessoa no local, e se tornam alvo dos donos do bar. O chamariz é a presença do sempre “bonzinho” Patrick Stewart vivendo um vilão de primeira.

05 | O Sacrifício do Cervo Sagrado (2017)

A parceria entre o diretor grego Yorgos Lanthimos e a A24 já havia rendido o elogiadíssimo O Lagosta (2015). Dois anos depois, estúdio e diretor se reencontram, escalando novamente Colin Farrell como protagonista para um papel bem diferente aqui. Ele vive um médico, chefe de família, que percebe a ameaça do novo namorado de sua filha – o que o leva a tomar medidas extremamente drásticas. Nicole Kidman interpreta sua esposa.

04 | Midsommar – O Mal Não Espera a Noite (2019)

Depois de Robert Eggers, outro queridinho do cinema de terror independente chega à lista. Ari Aster em pouco tempo conseguiu escrever seu nome no panteão do gênero e ao lado do citado Eggers e de Jordan Peele se tornou referência quando falamos de terror. Em seu segundo filme, Aster entrega uma proposta completamente diferente de seu filme de estreia – trazendo o horror à luz do dia. A trama se passa num festival pagão do norte da Europa, onde um casal abalado irá viver a experiência mais chocante de suas vidas.

03 | Hereditário (2018)

Agora com a medalha de bronze dos melhores filmes de terror da A24 temos a volta de Ari Aster ao pódio. Esse foi seu primeiro trabalho como diretor e o que podemos dizer é que o cineasta chegou chutando a porta, e entregando uma obra digna de O Exorcista (1973), tamanho foi seu impacto na cultura pop. Um filme sombrio sobre uma família abalada por tragédias, que parece amaldiçoada devido aos segredos de um de seus membros. Essas revelações começam a vir à tona após a morte de tal matriarca, o que gera uma sequência de desgraças envolvendo os integrantes.

02 | O Farol (2019)

Depois de Aster, agora temos o retorno de Robert Eggers, em seu segundo trabalho. Essa escolha de colocar O Farol em segunda posição dos melhores filmes de terror da A24 é bem polêmica, já que esta é um filme que dividiu em especial grande parte do público e dos fãs, com muitos sequer o percebendo como um terror. Ainda mais quando é colocado acima de A Bruxa. Mas é preciso lembrar que esta lista é baseada na avaliação do grande público, de forma democrática, e desta maneira os fãs o elegeram em segunda posição. Aqui temos um tour de force de ambos Robert Pattinson e Willem Dafoe como dois faroleiros, um novato e um veterano, perdendo a cabeça e dando espaço para a insanidade durante uma temporada isolados numa ilha.

01 | Pearl (2022)

Outra escolha polêmica. Calma, temos certeza de que Pearl deve ser ótimo. Mas acontece que este é o filme mais recente da lista, então sua avaliação junto ao público poderá despencar uma vez que mais pessoas tenham a chance de assistir ao filme. No Brasil, o longa sequer chegou ainda. É preciso levar em conta também que esta é a continuação de um longa que foi lançada no início deste mesmo ano, X – A Marca da Morte, que chegou recentemente ao Brasil, sem que muitos ainda o tenham assistido. Pearl é uma pré-sequência, ou seja, uma história que se passa antes dos eventos apresentados em X. No entanto, até o exato momento, o longa se encontra no pódio do ranking como o preferido dentre todos os de terror da A24.

‘Nightbitch’: Atriz de ‘De Volta ao Baile’ se junta ao elenco do terror cômico estrelado por Amy Adams

De acordo com o Deadline, Mary Holland (‘De Volta ao Baile’) entrou para o elenco do terror cômico ‘Nightbitch‘, que será estrelada pela Amy Adams (‘A Mulher na Janela’).

Infelizmente, detalhes sobre o seu papel não foram divulgados.

O elenco ainda contará com Scoot McNairy (‘Era uma Vez em… Hollywood’).

Marielle Heller (‘Um Lindo Dia na Vizinhança’) será responsável pela direção.

A trama segue uma mulher que é forçada a uma rotina caseira criando seu filho recém-nascido nos subúrbios, que lentamente abraça o lado selvagem da maternidade enquanto se torna cada vez mais consciente dos sinais bizarros e inegáveis de que ela possa estar se transformando em um cachorro.

O longa é baseado no livro homônimo de Rachel Yoder, que também assina o roteiro da adaptação.

Adams também servirá como produtora ao lado de Megan EllisonStacy O’Neil. Yoder entra como produtora executiva.

Nightbitch‘ deve ser lançado direto no serviço de streaming do Hulu.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

‘Batgirl’: Revelado valor recebido por Michael Keaton mesmo com o filme cancelado

Muitos não imaginam o quanto a Warner gastou com o filme da ‘Batgirl‘, mesmo com a produção cancelada. Um desses exemplos está no valor recebido pelo astro Michael Keaton (‘Birdman’), por sua participação, mesmo sem o longa estrear.

Segundo informações do The Hollywood Reporter, Keaton recebeu US$ 2 milhões de dólares pela semana em que esteve no set do filme – sim, ele filmou apenas 1 semana.

Lembrando que os custos com Michael Keaton fazem parte do total de US$ 90 milhões que a Warner gastou para produzir ‘Batgirl‘. E aí, você ainda cancelaria o filme após todo esse gasto?

Além de Grace, Fraser e Keaton o elenco ainda contaria com J. K. Simmons (James Gordon), Jacob Scipio (Anthony Bressi), Ivory Aquino (Alysia Yeoh), Rebecca Front, Corey Johnson e Ethan Kai.

Christina Hodson assina o roteiro, enquanto Adil El Arbi e Billal Fallah (Bad Boys para Sempre’) estavam responsáveis pela direção.