O ator Selton Mello anunciou hoje (12) que ‘O Auto da Compadecida‘ vai ganhar sequência. Ele e Matheus Nachtergaele voltarão a interpretar João Grilo e Chicó e o filme tem estreia prevista para 2024.
“A dupla mais amada do Brasil está de volta, após 25 anos, celebrando o que há de melhor em nossa cultura. Dirigido por Guel Arraes e Flávia Lacerda. Produzido por Conspiração e H20 Films. Selton Mello e Matheus Nachtergaele, juntos mais uma vez, para nossa alegria. Em breve, o anúncio de nosso elenco maravilhoso! O Auto da Compadecida 2 vem muito aí”, anunciou o ator.
Ele continua: “Fazer o Chicó novamente, ao lado de João Grilo, é uma emoção gigante, que nunca imaginei reviver! Nosso time é de craques, faremos o Auto 2 à altura da grandeza do nosso filme do peito e celebrando a memória de Ariano Suassuna. O Brasil esperava e merecia este presente”.
Divertido, empolgante, com personagens inesquecíveis que aborda a cultura popular, a tradição religiosa, a amizade, o amor no mais puro sentido desse sentimento, O Auto da Compadecida foi lançado nos cinemas brasileiros em setembro do ano 2000 dirigido por Guel Arraes.
Baseado em um clássico homônimo da cultura nordestina brasileira escrito por Ariano Suassuna, além de outros dois contos do famoso escritor, O Santo e a Porca e Torturas de um Coração, todos de meados da década de 50, o filme foi um grande sucesso de público e crítica levando mais de 2 milhões de pessoas às salas de cinema de todo o Brasil.

Para entendermos melhor o tamanho desse sucesso e suas razões, resolvemos explorar alguns tópicos dentro desse universo criativo de Suassuna:
Enredo criativo e dinâmico

Na trama, ambientado na década de 30 no nordeste brasileiro, conhecemos dois amigos inseparáveis que se metem em diversas confusões próximo à região de Taperoá, na Paraíba. Chicó (Selton Mello) e João Grilo (Matheus Nachtergaele) são dois jovens, pobres, que fazem vários bicos em busca de suas próprias sobrevivências. Conhecendo bem a região e seus moradores, envolvem a maioria desses em diversas situações que mexem com a fé, com as tradições, com a ambição, com o desejo. O Auto da Compadecida é, sem dúvidas, um clássico do cinema brasileiro.
Primeiro foi peça de teatro

Uma parte do texto, antes virara peça de teatro, tendo sua primeira exibição sendo feita em 1956 em Recife, em forma de auto, em três atos. Grandes artistas já encenaram os saudosos personagens, Agildo Ribeiro por exemplo foi um dos grandes intérpretes de João Grilo nos palcos.
O Elenco Fantástico

Temos Selton Mello e Matheus Nachtergaele, nos papeis principais, temos Luis Mello de Diabo, Fernanda Montenegro de Compadecida (a própria Nossa Senhora), Marco Nanini como Severino (o perturbado Cangaceiro), Lima Duarte e Rogério Cardoso nos papéis religiosos, Paulo Goulart como Major Antônio Morais, pai de Rosinha, interpretada por Virginia Cavendish. Tem também os ótimos Denise Fraga e Diogo Vilela que fazem um casal, ela uma assanhada dona de casa ele o padeiro da região.
Referências Culturais

Assistindo a esse belo filme nós rimos, nos emocionamos, conhecemos melhor toda uma cultura de um nordeste criativo, das origens do cordel, dos traços do barroco, da importância religiosa e as devoções. Um dos méritos do roteiro, que teve surpervisão de Suassuna, é encontrar uma forma alegre e descontraída de mostrar o retrato de uma vida dura de muitos dentro de uma sugestiva magia e criatividade da cultura brasileira. Mas não fica apenas em referências daqui, já que até há traços de Decamerão, de Boccaccio, no filme.
Bordões e Frases Conhecidas

Nas linhas texto os diálogos ganham grande destaque por conta de seus personagens marcantes. Quem não se lembra de Chicó e seu célebre bordão: “Não sei, só sei que foi assim”; E do final do filme quando Rosinha entrega um pedaço de pão a um homem meio ao calor de uma estrada e diz: “Jesus às vezes se disfarça de mendigo pra testar a bondade dos homens”? Tem também um contexto da fé e dos pecados do homem em: “Matar padre dá um azar danado. Sobretudo para o padre”.
Outras adaptações

O Auto da Compadecida teve outros adaptações além da mais famosa dos anos 2000. Foi adaptada para o cinema pela primeira vez no ano que o homem foi à lua, 1969, e teve seu título: A Compadecida, nesse trabalho tinha o grande Antônio Fagundes como Chicó. 18 anos mais tarde, uma segunda adaptação surgiu, quase na década de 90, dirigida por Roberto Farias e contando com grandes humoristas que já vimos, resultando no filme Os Trapalhões no Auto da Compadecida.






















































Lançado sem muito alarde em 2018, esse suspense é muito criativo e faz uso como ninguém dos computadores, celulares e redes sociais para contar uma história envolvente de um pai (John Cho) que não vai parar enquanto não resolver o mistério do desaparecimento de sua jovem filha de 16 anos. Duas dicas: a primeira é prestar atenção nas mensagens e progressão das notícias secundárias mostradas nos portais do filme, existe uma história no mínimo curiosa acontecendo em segundo plano. A outra é para prestar atenção na hora da busca na Netflix, porque pode ser que ele só apareça com o título em inglês, que é “Searching”.
Ambientado nos anos 80 de Dublin, esse filme é uma declaração de amor a música e aos sonhadores. Na trama, um jovem vivencia o divórcio eminente dos pais, enquanto sofre bullying e com as regras de seu colégio religioso. Sua única paixão verdadeira é a música e seus respectivos videoclipes. Porém, quando ele conhece uma menina misteriosa, sua vida muda de vez. Buscando coragem para impressionar a morena, ele convoca os jovens mais “alternativos”, por assim dizer, para formar uma banda de rock e convidar a menina para estrelar o primeiro videoclipe deles. É uma aventura divertidíssima, dramática e que conta com uma trilha sonora original impecável.
Sensação do último Oscar, Minari é um filme da A24 sobre as tradições coreanas. A trama fala sobre uma família sul-coreana que se estabeleceu nos Estados Unidos. Tentando melhorar de vida e conseguir o tão falado “american dream”, eles se mudam para o Arkansas, onde vão trabalhar numa fazenda. É um drama incrível que ganha muito carisma com a chegada da avó, que não segue os padrões americanos e vai mudar toda a rotina da família. Esse papel da avó rendeu a atriz Yuh-Jung Youn uma estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante, sendo a primeira atriz sul-coreana a realizar tal feito.
Recém-saído dos cinemas, esse terror foi o responsável por fazer James Wan desistir de dirigir o terceiro Invocação do Mal para poder se dedicar exclusivamente a esse projeto. Estrelado por Annabelle Wallis, o filme é uma obra de arte para os fãs de terror por conseguir misturar de forma surreal diversas influências do gênero em uma única história. Os dois maiores influenciadores são o slasher e o terror japonês, mas diversos outros elementos são inseridos, fazendo uma verdadeira ode ao terror. Na trama, uma mulher vive um relacionamento abusivo. Depois de uma criatura resolver esse problema, ela começa a ser assombrada por visões de assassinatos. No início, ela pensa serem pesadelos, mas logo percebe que está vendo mortes reais. A mulher começa a investigar e descobre que todas estão ligadas por uma entidade que assombra seu passado.
Lançado na Netflix em 2016, essa dramédia estrelada por Paul Rudd e Selena Gomez conta a história de um escritor que passa por uma grande tragédia na vida e encontra refúgio se tornando cuidador. Seu primeiro trabalho é junto a um jovem adulto com distrofia muscular. O garoto é cheio de manias e é envolvido por uma ironia insuportável, mas isso muda quando eles saem em uma viagem para conhecer os lugares dos sonhos do jovem junto a uma futura mamãe cheia de incertezas sobre o futuro. É um filme muito interessante e divertido sobre a vida e a amizade.





