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‘Liga da Justiça’: Zack Snyder compartilha foto de mais uma cena deletada

O diretor Zack Snyder teve sido muito ativo em suas redes sociais e, nas últimas semanas, tem postagens diversas imagens, tiradas por ele mesmo, de cenas deletadas nos bastidores do filme ‘Liga da Justiça‘. Desta vez, ele publicou uma foto da Martha Kent (Diane Lane) e Lois Lane (Amy Adams) tendo uma conversa pessoal no que parece ser a fazenda dos Kent.

No corte que foi aos cinemas, a conversa entre as duas foi ambientada no Planeta Diário.

Warner Bros. deixa os heróis mais coloridos no Blu-ray de ‘Liga da Justiça’ 

Crítica | Corações de Ferro

A bravura não está no lutar uma guerra, está no significado da defesa da palavra honra. O novo filme de guerra protagonizado por Brad Pitt, Corações de Ferro, é um trabalho que se justifica e tem seu máximo valor nas ótimas atuações que vemos em meio a um caos de cenas sangrentas que já vimos em diversos outros filmes do gênero. Escrito e dirigido pelo cineasta David Ayer, o longa metragem busca ser diferente de outros trabalhos que exploram a grande guerra mundial mas acaba sendo mais do mesmo.

Na trama, conhecemos o grupo de batalha liderado pelo sargento Don Collier (Pitt). Nesse grupo, estão o religioso Bible (Shia Lebouf), o esquentadinho Grady Travis (Jon Bernthal), o inteligente Gordo (Michael Peña). Já perto do fim da batalha mais sangrenta que a humanidade já viu, o pequeno batalhão é chamado para invadir cidades alemãs que ainda não haviam se rendido, ao mesmo tempo e para ajudar nesse objetivo, ganham o ‘reforço’ do datilógrafo Normam (Logan Lerman) que acaba sendo introduzido aos horrores da guerra pelo enfurecido líder do grupo.

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Corações de Ferro é um filme atípico de guerra, não empolga pela história, resolve focar nas trincheiras sangrentas mas convence um pouco o público por suas atuações. Os personagens recebem uma entrega invejável de seus respectivos intérpretes, transformando pequenas e curtas sequências dentro de um tanque em diálogos intensos e provocantes. Basicamente: os atores levam o filme nas costas.

Fora as boas atuações, muito pouco é visto para deixar o espectador grudado com os olhos na tela. É mais fácil o público ser acordado a cada momento de sono pelo som alto da granada que estoura em muitos momentos. As cenas de guerra, os sofrimentos, as dúvidas, as incertezas, os atos de bravura, o herói, o definir o conceito de amizade e honra, são elementos que não são inovadores. Parece que estamos vendo fragmentos de vários outros filmes. Muito pouco para “Fury” (o nome original deste trabalho, ser posto em debate em uma rodinha cinéfila.

Homenagem de Ana Cañas a Rita Lee marca a veia multiarte da CineOP

A Mostra de Cinema de Ouro Preto (CineOP) vai muito além das telonas. Todas as noites, no Sesc Cine Lounge Show, artistas dos mais diversos estilos musicais animam o público com shows vibrantes, aguardados a cada nova edição. Pessoas de toda a região se reúnem para celebrar a cultura brasileira em um clima de festa e pertencimento. É bonito de ver!

Foto Leo Fontes/Universo Produção

Foi o que aconteceu na sexta-feira, 27 de junho, marcada por intensas homenagens à eterna rainha do rock, Rita Lee. A CineOP exibiu, no Cine-Praça, o elogiado documentário Ritas, dirigido por Oswaldo Santana. Mais tarde, quem aqueceu os 14 graus da noite em Ouro Preto foi a cantora paulista Ana Cañas, que subiu ao palco com um show inédito e arrebatador, interpretando os grandes sucessos da inesquecível artista.

Foto Leo Fontes/Universo Produção
Foto Leo Fontes/Universo Produção

Num setlist de aproximadamente 20 canções, não faltaram: Mania de Você, Jardins da Babilônia, Doce Vampiro, Caso Sério, Ovelha Negra e outros conhecidos hits. Com grande presença de palco, Ana Cañas agitou o público do início ao fim.

Foto Leo Fontes/Universo Produção
Foto Leo Fontes/Universo Produção

Esta foi mais uma noite inesquecível para um festival que celebra o encontro entre cinema, música e diversas expressões artísticas e culturais. A CineOP vai até o dia 30 de junho e tem cobertura completa do Cinepop, nos acompanhem aqui no site e também pelas nossas redes sociais.

Globo de Ouro | Os Filmes e Séries de 10 Anos Atrás no Famoso Prêmio

É hoje, minha gente. A segunda maior premiação do mundo do cinema ocorre neste domingo, dia 28 de fevereiro. Além de tudo, a cerimônia desta noite é importante por celebrar um ano tão difícil não apenas no cinema, mas no mundo. Com salas fechadas desde março, quase não tivemos estreias nas telonas, e a sétima arte precisou se segurar como pôde, confiando muito nas plataformas de streaming como meio de trazer até nós suas produções. Tirando o que foi adiado de 2020 para este ano, apesar dos pesares conseguimos ter uma boa safra de lançamentos para serem assistidas em casa. E é justamente isso, essa resiliência que será homenageada e comemorada esta noite.

Seguindo por nossas homenagens do lado de cá, continuamos a série de matérias sobre o passado do Globo de Ouro, com a última delas, desta vez sobre a edição de 10 anos atrás (já comentamos a de 40, 30 e 20 anos também). Um detalhe que não havia sido mencionado nas matérias anteriores, mas que pode causar certa confusão: aqui, comentamos a edição de anos passados, portanto na cerimônia do Globo de Ouro de 10 anos atrás, por exemplo, estaremos comentando os filmes e séries que participaram da edição de 2011 – ou seja, com os filmes do ano anterior, como ocorre em todas as premiações. É bom deixar claro. Conheça ou relembre abaixo e se prepare para algumas surpresas.

Leia também: Globo de Ouro | Os Filmes e Séries de 20 Anos Atrás no Famoso Prêmio

A Rede Social

Ah, se o mundo fosse perfeito… . Muito se comenta dos problemas em relação ao Globo de Ouro, em especial sobre lobby excessivo e certo “suborno” – coisa que iremos comentar mais para frente. Porém, a premiação também acerta (quase sempre prevendo as vitórias do Oscar através das suas), às vezes até mais que seu “primo rico” o Oscar. Veja o caso aqui, com o “Cidadão Kane” moderno de David Fincher, A Rede Social, desbancando (muito merecidamente) o feel good corretinho O Discurso do Rei. Além de melhor filme do ano na categoria drama, A Rede Social ainda levou os de melhor diretor (Fincher), roteiro e trilha sonora. O filme ainda rendeu indicações a Jesse Eisenberg (ator de drama) e Andrew Garfield como coadjuvante.

Leia também: Globo de Ouro | Os Filmes e Séries de 30 Anos Atrás no Famoso Prêmio

Minhas Mães e Meu Pai

Um dos filmes mais subestimados dos últimos anos (que quase não é comentado atualmente), este drama sobre um casal de lésbicas, seus dois filhos e o “pai” biológico deles é um drama tocante, divertido e muito humano. Nesta época, o Oscar já havia aberto para até dez filmes indicados (em seu segundo ano com esta novidade) – seguindo os moldes do Globo de Ouro (embora não dividindo-os em categorias como drama e comédia). Assim, filmes menores e independentes como este começaram a figurar mais. Minhas Mães e Meu Pai venceu o prêmio de comédia ou musical do ano (e como veremos abaixo, a concorrência era bem fraca – não desmerecendo este ótimo longa). Além deste grande prêmio na noite, o filme também deu para Annette Bening o Globo de Ouro de melhor atriz comédia. Julianne Moore (coadjuvante) e o roteiro foram nomeados.

Leia também: Globo de Ouro | Os Filmes e Séries de 40 Anos Atrás no Famoso Prêmio

O Discurso do Rei

Para não chorarmos de tristeza logo de início, nos manteremos por enquanto na categoria de filmes de drama. Este, no entanto, poderia ser encaixado na outra, por sua leveza e doçura. O filme sobre a gagueira do Rei George VI foi o grande vencedor do Oscar naquele ano, mas no Globo de Ouro perdeu para o superior A Rede Social. No entanto, Colin Firth, que vive o protagonista, saiu vitorioso na categoria de ator dramático. Essa foi a única vitória de O Discurso do Rei, que ainda foi indicado para ator coadjuvante (Geoffrey Rush), atriz coadjuvante (Helena Bonham Carter), diretor (Tom Hooper), roteiro, trilha sonora e, o citado, melhor filme drama.

Cisne Negro

Outro grande filme do ano, o drama psicótico de Darren Aronofsky, que se confunde com obra de terror, narra a trajetória obsessiva e perturbada de uma bailaria em busca de se superar cada vez mais na profissão. Esse foi outro longa que deu as caras em ambos o Globo de Ouro e o Oscar. E em ambos levou o prêmio de melhor atriz (aqui de drama) para Natalie Portman. O longa recebeu nomeações também como melhor filme drama, diretor (Aronofsky) e atriz coadjuvante (Mila Kunis).

O Vencedor

O melhor filme da “retomada” do diretor David O. Russell, em sua nova fase de “queridinho” das premiações, este drama sobre irmãos boxeadores, sendo um deles viciado em crack buscando a reabilitação, e sua família extremamente disfuncional, foi outro que emplacou em ambos Oscar e Globo de Ouro. É interessante notar uma linha subversiva na maioria dos indicados, apresentando filmes de temática polêmica. E isso é muito bom. O Vencedor premiou um Christian Bale tomado (e quando ele não está?) e Melissa Leo (que dizem ter feito um dos lobbies mais ferrenhos, pagando de seu bolso) como ator e atriz coadjuvantes. Prêmios que se repetiram no Oscar. Fora isso, o Globo de Ouro nomeou o longa para melhor filme drama, melhor diretor (O. Russell), ator em drama (Mark Wahlberg) e outra atriz coadjuvante (Amy Adams).

A Origem

Aqui chegamos na “cota” de blockbuster do ano. A superprodução de Christopher Nolan que brinca com o conceito do mundo dos sonhos em larga escala como nunca anteriormente no cinema, é um dos filmes mais queridos dos últimos anos pelo grande público, ainda citado na preferência geral. Depois de O Cavaleiro das Trevas (2008), este foi o filme que cimentou no imaginário coletivo Nolan como um dos grandes do cinema. A Origem chegou a emplacar no Oscar, e no Globo de Ouro recebeu indicações para melhor filme drama, diretor (Nolan), roteiro e trilha sonora – sem vitórias.

RED – Aposentados e Perigosos

Agora é que a porca começa a torcer o rabo. E começamos pelo menos piorzinho. Aqui voltamos para a categoria de melhor filme de comédia ou musical. E a pergunta que fica é: o que este filme de ação está fazendo aqui? Não que esta adaptação de quadrinhos obscuros da DC Comics sobre agentes secretos da terceira idade voltando à ativa seja ruim, pelo contrário, mas estar numa lista de melhores do ano já é demais. Tudo bem que o Globo de Ouro passa um bocado maior para encaixar filmes entre estas duas categorias, mas pensa só, no Oscar tivemos algo do nível de Bravura Indômita, dos irmãos Coen. Sentiram o drama? RED só foi indicado nesta categoria, e está mais que bom né?

Alice no País das Maravilhas

Seguindo na categoria dos filmes de comédia ou musical, continuamos caminhando dos menos piores aos horríveis – sim, este foi um daqueles anos. Talvez o filme menos inspirado da carreira do outrora genial Tim Burton, esta adaptação do clássico infantil é apenas forma, sem qualquer conteúdo ou alma. Um festival de efeitos visuais adormecentes, além da indicação citada de melhor filme, ainda recebeu as de trilha sonora e ator de comédia para Johnny Depp (é sério?). O Oscar foi mais esperto e em seu lugar indicou a animação Toy Story 3, que dá um banho de carisma e qualidade neste mesmo sem atores reais no elenco. Aqui, já tínhamos a categoria de melhor animação no Globo de Ouro, da qual Toy Story 3 saiu vitorioso.

O Turista

Filme envolvido num dos maiores escândalos do Globo de Ouro, a produção foi fracasso de crítica e público, e colocou um hiato de oito anos na carreira do diretor alemão de nome difícil, Florian Henckel von Donnersmarck – saído então do sucesso Oscarizado A Vida dos Outros (2006). Boatos sobre suborno aos votantes e piadas sobre os membros quererem confraternizar ao lado dos protagonistas Johnny Depp e Angelina Jolie vieram aos montes. A única coisa boa do filme talvez seja o cenário de Veneza, na Itália. No lado “positivo”, ao menos O Turista escapou do Framboesa de Ouro (será que rolou suborno por lá também?). No Globo de Ouro o filme foi indicado a melhor comédia ou musical, atriz (Jolie) e ator (Depp) – fazendo assim o astro ser indicado duplamente na categoria (com este e Alice). Os votantes deviam querer muito ficar perto do ator…

Burlesque

E agora chegamos ao fundo do poço da categoria. O pior filme indicado para comédia ou musical foi esta produção mequetrefe, que marca a estreia da cantora Christina Aguilera no cinema. Ao seu lado, dando apoio, a veterana Cher já viu dias melhores. Este pseudo musical perpassa todos os clichês do gênero sem acrescentar nada de novo, ou seja: garota do interior chega na cidade grande com sonhos de vencer como cantora, mas antes precisa “passar perrengue” num clube de danças burlescas. Uma dica: o filme não tem nada de burlesco. O filme venceu o prêmio pela música ‘You Haven’t Seen the Last of Me’, e foi indicado para o citado de melhor comédia e outra canção – ‘Bound to You’, com letras de Aguilera e Sia.

Outros filmes populares de 10 anos atrás que marcaram presença no Globo de Ouro foram:

  • 127 Horas – filme-tragédia sobre um jovem que fica com um braço preso numa pedra foi indicado ao Oscar – e aqui foi lembrado para ator drama (James Franco), roteiro e trilha sonora, sem vitória.
  • Inverno da Alma – o filme que apresentou Jennifer Lawrence ao mundo foi o último a entrar na categoria principal do Oscar, e aqui recebeu indicação para a atriz.
  • Namorados para Sempre – filme estarrecedor sobre relacionamento foi nomeado para ator e atriz de drama (Ryan Gosling e Michelle Williams), sendo assim mais justo. No Oscar, apenas Williams entrou.
  • Reencontrando a Felicidade – outro drama, este fala sobre a superação da perda de um filho. Nicole Kidman foi indicada para atriz de dramática e repetiu o feito no Oscar.
  • Frankie & Alice – esquizofrenia e dupla personalidade neste filme que indicou Halle Berry como atriz de drama.
  • A Minha Versão do Amor – filme pouco conhecido sobre um sujeito politicamente incorreto, recebeu indicação de ator de comédia para Paul Giamatti.
  • Amor e Outras DrogasJake Gyllenhaal e Anne Hathaway foram indicados para ator e atriz de comédia neste romance picante.
  • O Super Lobista – o cancelado Kevin Spacey foi indicado para ator de comédia.
  • A Mentira – a queridinha Emma Stone marcava presença com indicação de atriz de comédia.
  • Atração Perigosa Jeremy Renner foi indicado aqui e no Oscar como coadjuvante por este thriller de Ben Affleck.
  • Wall Street: O Dinheiro Nunca DormeMichael Douglas ganhou o Oscar pelo papel em 1988, na continuação foi indicado a coadjuvante no Globo de Ouro.
  • Reino Animal – o thriller australiano de máfia indicou Jacki Weaver para coadjuvante no Globo de Ouro e Oscar.
  • Enrolados – A animação mais cara de todos os tempos foi indicada em tal categoria, além de melhor canção (‘I See the Light’).
  • Onde o Amor Está! – filme com Gwyneth Paltrow como estrela da música country indicou a canção ‘Coming Home’.
  • A Viagem do Peregrino da Alvorada – o terceiro As Crônicas de Nárnia foi indicado pela música ‘There’s a Place for Us’.
  • Meu Malvado Favorito – o início da franquia de sucesso foi indicado para melhor animação.
  • Como Treinar o Seu Dragão – outra franquia famosa começava aqui, e era indicada para animação.
  • O Mágico – indicado para melhor animação, essa é obra mais original da categoria, criada pelo francês Sylvain Chomet (de As Bicicletas de Belleville).
  • Em um Mundo Melhor – o drama dinamarquês de Susanne Bier foi o vencedor na categoria de filme estrangeiro – e também levou o Oscar.
  • Biutiful – representante do México, o filme de Alejandro Iñarritu foi indicado para longa estrangeiro – e no Oscar ainda nomeou o protagonista Javier Bardem.
  • Um Sonho de Amor – produção italiana com Tilda Swinton, o filme de Luca Guadagnino foi indicado de estrangeiro.

Séries de TV

A grande vencedora da noite na categoria de séries de comédia ou musicais foi Glee – Em Busca da Fama. O programa musical querido (que infelizmente ficaria marcado por inúmeras tragédias do elenco) havia estreado há dois anos e durou 6 temporadas. Naquela noite há 10 anos, Glee teve certa concorrência pesada, de séries igualmente queridas do grande público.

Uma delas foi a sitcom que redefiniu os nerds, The Big Bang Theory (Big Bang – A Teoria). O programa estava em seu quarto ano e durou absurdas 12 temporadas.

Ainda seguindo na categoria dos indicados para seriado cômico, uma das mais elogiadas e inteligentes era 30 Rock (que no Brasil ficou conhecida como Um Maluco na TV). Criada e protagonizada por Tina Fey, a série falava dos bastidores de um programa televisivo nos moldes do Saturday Night Live.

Finalizando as principais séries indicadas na categoria, a “imortal” Modern Family (Família Moderna), sobre três famílias diferentes e interligadas, durou 11 temporadas, chegando ao fim apenas ano passado.

Já quando falamos das séries de drama, a grande vencedora da noite foi Boardwalk Empire – O Império do Contrabando, seriado de máfia sobre criminosos comandando Atlantic City, Nova Jérsei, durante a era da Lei Seca (anos 1920). O programa foi produzido por ninguém menos que Martin Scorsese.

The Walking Dead, série de zumbi que parece não ter fim, já passou por altos e baixos. Mas aqui havia acabado de começar e recebeu indicação na série de drama.

Mad Men – Inventando Verdades é uma das séries mais elogiadas dos últimos anos e fala sobre os bastidores de uma agência publicitária na década de 1960, época onde os homens reinavam absoluto.

Dexter também foi lembrada na categoria de drama e contava sobre um psicopata serial killer, trabalhando com a polícia e escondendo sua verdadeira identidade homicida, ajudando a caçar outros como ele.

Terminando as principais séries de 10 anos atrás, The Good Wife traz Julianna Margulies, veterana de Plantão Médico (E.R.), como protagonista. O programa fez muito sucesso e inclusive gerou um derivado, The Good Fight – que este ano lança sua quinta temporada.

‘Deadpool 2’: Testes de exibição foram negativos por causa de cena polêmica

Rumores recentes apontavam que os ‘Deadpool 2‘, ao fazer exibições teste, foi considerado um completo desastre pela audiência. No entanto, fontes mais confiantes afirmam que a verdade está muito longe disso.

De acordo com o Marvel Studios News, eles tiveram contato com várias pessoas que tiveram a oportunidade de assistir ao filme, e eles adoraram o que viram. Em um tweet, o crítico Steve Weintraub revelou que a pontuação dos testes foi alta, e conseguiram um taxa de aprovação acima de 90%.

O site ainda confirma que há uma determinada cena que pode causar uma enorme controvérsia entre os fãs – comparando-a com a polêmica envolvendo a aparição do Mandarin em ‘Homem de Ferro 3‘. Eles completaram afirmando ser “brilhante”, mas que “pode incomodar alguns fãs”. Mais detalhes infelizmente não foram fornecidos.

Encontramos VÁRIAS REFERÊNCIAS no teaser-trailer de ‘Deadpool 2’

Deadpool 2‘ foi escrito por Drew Goddard (‘O Segredo da Cabana’, ‘Perdido em Marte’) e  Ryan Reynolds.

Na trama da sequência, depois de sobreviver a um ataque bovino quase fatal, um chefe de cafeteria desfigurado (Wade Wilson) luta para alcançar seu sonho de se tornar o barman mais quente de Mayberry, enquanto também aprende a lidar com sua perda de paladar. Procurando reencontrar seu gosto pela vida, junto com um capacitor de fluxo, Wade precisa lutar contra ninjas, Yakuza, e uma alcateia de caninos sexualmente agressivos, enquanto faz uma jornada pelo mundo para descobrir a importância da família, amizade e sabor – encontrando um novo gosto para a aventura e ganhando o cobiçado título de Melhor Amante do Mundo em sua caneca de café.

O filme do anti-herói teve sua estreia antecipada e agora chega aos cinemas em 18 de maio de 2018.

Crítica | Violette

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. Em seu quinto longa-metragem, o cineasta francês Martin Provost resolve contar uma história real, forte e cheia de detalhes que impactaram o modo de pensar francês durante todo o século passado. Com um grande desfile de astros da literatura e filosofia, um roteiro primoroso e a dupla Emmanuelle Devos e Sandrine Kiberlain inspiradas, Violette se transforma ao longo dos 139 minutos de fita um retrato contundente sobre uma figura ímpar em uma sociedade careta que recebe um tapa em cada linha de seus polêmicos textos.

Na história, roteirizada pelo próprio diretor, conhecemos mais profundamente a vida da escritora Violette Leduc, uma mulher guerreira que encontrou a salvação através da escrita. Sua amizade e sua paixão por Simone de Beauvoir também é meticulosamente bem mostrada. Se sentindo em um deserto que monologa, desafiando o convencional da época, quebrando tabus, sendo admirada por ilustres escritores do século XX, a protagonista é muito poderosa. Emmanuelle Devos embute uma energia vigorosa que é fundamental para que tenhamos empatia por Violette. Uma grande atuação dessa excelente atriz, talvez, pouco conhecida aqui no Brasil.

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Ao longo da ótima trama, vemos um despertar da sexualidade, uma liberdade profunda em expressar e sentir suas emoções. As asfixias da vida geram uma força em Violette para que a mesma escreva sobre sua ardente e sofrida vida. Na verdade, Violette se punia a cada passo sem êxito, a cada chance desperdiçada, chegava ao limite da razão e emoção facilmente, fruto de sua vida sofrida e os traumas do passado que sempre voltavam como fantasmas sem solução. Sua amizade com Beauvoir ajuda a encontrar o caminho e a ganhar um pouco de razão em busca de seu destino.

O roteiro concentra-se no período pós-segunda guerra até o lançamento de seu famoso livro, A Bastarda, em meados da década de 60. Assim, contornamos uma sociedade francesa que se remodela após uma das grandes tragédias mundiais. O sofrimento de Violette é um pouco o reflexo de uma sociedade que precisa lutar por sua existência, nesse ponto Violette absorve uma obsessão pela escrita, sonhando que o escrever lhe trará tudo que a vida lhe tirou.

Depressiva, pobre, despretensiosa de grande beleza, Violette é um personagem fascinante que nas telonas do cinema transbordará emoções a cada instante. Não percam esta bela fita francesa.

10 filmes que deixariam um Maracanã lotado batendo palmas no seu final!

Algumas narrativas nos conduzem por trajetórias inesperadas, onde personagens em constante conflito nos mergulham em situações que desafiam a lógica — e cujo verdadeiro sentido só se revela nos instantes finais. Pensando em filmes que surpreendem justamente por esse desfecho impactante, selecionamos 10 ótimas dicas para você assistir:

 

De Sombra e Silêncio (Tem no Prime Video)

A vida do veterinário Martin (Marian Mitas) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika (Jana Plodková) entra logo num embate com a sogra Dana (Milena Steinmasslová), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes.

 

Pandorum (Tem no Filmelier Plus)

Na trama, ambientada perto do ano 3.000, conhecemos o Cabo Bower (Ben Foster), um homem que acorda numa nave chamada Elysium, com grandes avarias, sem lembrar direito como foi parar ali. Ao seu lado, o sargento Payton (Dennis Quaid) também é acordado. A dupla então começa a busca entender o atual cenário da nave espacial em que estão, e entre alguns lapsos de memórias, precisam descobrir uma nova maneira de reestabelecer o controle da nave que está ocupada por seres nada amistosos. Assim, o cabo Bower parte para as partes mais distantes da nave, já que uma solução pode ser a de chegar ao reator principal da nave, e assim descobre muitas surpresas pelo caminho.

 

O Segredo de Marrowbone

Na trama, ambientada no final da década de 60, mais precisamente quando o homem foi à lua, conhecemos quatro irmãos, Jack (George MacKay), Billy (Charlie Heaton), Jane (Mia Goth) e Sam (Matthew Stagg), que após o falecimento da mãe, vivem isolados em uma enorme casa longe dos grandes centros. Há algum segredo entre eles e aos poucos vamos entendendo melhor essa história após uma série de situações.

 

Saltburn (Tem no Prime Video)

Na trama, conhecemos o recém chegado à faculdade de Oxford, o aparente solitário Oliver (Barry Keoghan), um jovem que parece sofrer com a vida que leva fora daquele lugar. Quando conhece Felix (Jacob Elordi), um jovem milionário também estudante de Oxford, Oliver se vê atraído pelo universo de Felix, de riqueza e poder. Até que um dia que Felix o convida para passar o verão na mansão da família, Saltburn, junto com sua família cheia de peculiaridades.

 

Incêndios (Tem no Reserva Imovision)

Na trama, conhecemos os irmãos gêmeos Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon (Maxim Gaudette) que chegam para a leitura do testamento que a mãe lhes deixou. Após serem surpreendidos com a possibilidade nada remota do pai estar vivo e a descoberta que eles tem um irmão, primeiro Jeanne e depois Simon embarcam para o Oriente Médio para descobrir as verdades escondidas de sua própria família tendo como epicentro a quase inacreditável história da mãe deles, Nawal (Lubna Azabal).

 

Aftersun (Tem na Netflix)

Na trama, conhecemos Sophie (Frankie Corio), uma jovem bastante esperta, curiosa, de recém completos 11 anos, que vai passar férias com o pai Calum (Paul Mescal), que é separado da mãe, na Turquia. Desde a chegada ao local, Sophie registra tudo com uma câmera, as alegrias, as discussões, as dúvidas, as descobertas, os marcantes momentos daquele curto período. Percebemos logo que são lembranças, memórias, com uma carga alta de sentimentos vindos de vários lados.

 

As Linhas Tortas de Deus (Tem na Netflix)

Alice é uma investigadora muito inteligente, que está em um momento conturbado no relacionamento com o marido, e resolve aceitar uma investigação de um crime em um hospital psiquiátrico. Para tal, resolve inventar uma personagem com determinado sintoma e se internar por livre e espontânea vontade. Durante sua estadia nesse lugar, investigando de perto médicos e pacientes, passará por situações onde descobrirá segredos que aos poucos vão colocando tudo que ela própria pensa em xeque.

 

Jaula (Tem na Netflix)

Na trama, conhecemos Paula (Elena Anaya) e Simón (Pablo Molinero), um casal que vive juntos já algum tempo e moram num lugar espaçoso, repleto de natureza e com vizinhos muito próximos. Certo dia, de noite, quando estavam voltando para casa acabam se deparando com uma cena perplexa de uma criança correndo sozinha pela estrada e que acaba causando um acidente. Dias após a levarem ao hospital, e mantendo um vínculo próximo com a garota, chega a eles a sugestão de adotarem temporariamente a jovem. Eles embarcam nesse desafio e aos poucos vão tentando interagir com ela, mas coisas estranhas começam a acontecer, situações que afetam a vida do casal.

 

O Segredo dos seus Olhos (Tem no Prime Video)

Na trama acompanhamos o solitário oficial de justiça Benjamin (Ricardo Darín) que acabara de se aposentar e preso a uma história de seu passado, um caso mal solucionado de assassinato, resolve escrever um livro e assim acompanhamos sua vida no tempo do ocorrido, anos atrás, onde inclusive ele conhece o grande amor de sua vida, Irene (Soledad Villamil). Com o passar dos fatos vamos acompanhando as investigações e absurdos dos fatos, que inclusive fere demais o ex-marido da vítima, uma homem que parou no tempo por conta da tragédia e a quem Benjamin promete ajudar.

 

A Vida Secreta de Walter Mitty (Tem na Disney Plus)

Walter Mitty (Ben Stiller) é um homem que trabalha em uma revista de grande circulação chamada Life, sendo o gerente da parte de processamento de imagens. Ele é tímido, tem poucos amigos e possui uma imaginação que ultrapassa qualquer limite da definição de absurdo. Em suas experiências memoráveis dentro de seus sonhos, o pacato cidadão possui inúmeras histórias fantásticas. Porém, na realidade, sofre por não conseguir se aproximar da mulher que ama e enfrentar de frente os grandes vilões de sua vida. Quando seu emprego é colocado em risco, Walter parte em uma jornada muito mais fantástica que qualquer outro sonho já visto.

Netflix | Franquias para ir Aquecendo os Lançamentos de 2021, durante a fase Vermelha

Cinemas fechados mais uma vez. Por uma boa razão. O Brasil entra agora numa fase alarmante durante a pandemia. Enquanto você fica em casa em segurança, saindo apenas para o essencial – temos certeza disso -, fazemos por aqui nossa parte dando dicas do que assistir durante esta nova reclusão. E para começar nossa série de matérias, escolhemos produções do líder do mercado: a Netflix. Mas não apenas isso, e para você ir aquecendo os motores, resolvemos selecionar franquias ou filmes de sucesso parte do acervo da plataforma que terão novos exemplares lançados muito em breve ainda este ano – ou que estrearam recentemente. Vamos conferir.

Leia também: Dicas de Filmes lançamentos para ficar em casa e maratonar na Netflix durante a fase vermelha

Liga da Justiça / Batman vs Superman

Na internet só se fala da versão do diretor Zack Snyder para a Liga da Justiça. Para quem esteve em Marte nos últimos tempos, o cineasta não pôde finalizar a versão dos cinemas e se afastou do projeto, levando outro diretor a assumir. Agora, a Warner lançará sua versão para o filme, contendo 4 horas de duração, novas cenas, maior desenvolvimento e mais personagens. O longa (e põe longa nisso) vai ao ar no dia 18 de março, numa plataforma que ainda não chegou ao Brasil (a HBO Max) – no entanto, outros serviços de streaming por aqui irão oferecer a superprodução. E para você não ficar boiando, a Netflix oferece o filme que deu início a este universo, o polêmico Batman vs Superman, que está completando 5 anos em 2021, ocasião perfeita para uma nova chance. Fora isso, disponibiliza também Mulher-Maravilha (2017), a obra mais elogiada desta fase da DC – cuja sequência foi lançada no fim do ano passado. E se você, assim como nós, for um cinéfilo/nerd metódico, ainda temos a versão dos cinemas de Liga da Justiça (2017), para examinar bem de perto notando as diferenças cruciais – as quais esperamos que sejam muitas.

Godzilla e Kong

Metade da internet fala sobre Liga da Justiça de Zack Snyder e a outra metade fala sobre o vindouro Godzilla vs Kong, também prometido para março (ou ao menos estava) nos cinemas. Nos EUA será lançado na mesma plataforma citada acima. E sim, já tiveram outros filmes dentro deste “monstroverso” que seria interessante você assistir antes deste embate emblemático de titãs. Dois deles você pode conferir na Netflix. O primeiro é Godzilla (2014), o marco zero deste universo compartilhado. O filme conta com dois jovens atores talentosos protagonizando Elizabeth Olsen e Aaron Taylor-Johnson, aqui interpretando marido e mulher. No ano seguinte, a dupla viria a viver irmãos no filme da Marvel, Vingadores: Era de Ultron (2015). Olsen ganhou série própria na Disney+ na pele da mesma personagem, com WandaVision, fenômeno de audiência. O segundo que você deve ver é Kong: Ilha da Caveira (2017), que se passa durante a Segunda Guerra Mundial e traz no elenco outros três “Vingadores”: Brie Larson (Capitã Marvel), Tom Hiddleston (Loki) e Samuel L. Jackson (Nick Fury). Só faltou mesmo Godzilla – Rei dos Monstros (2019) no acervo da Netflix para completar a tríade – que você igualmente deve assistir.

Um Príncipe em Nova York

Estreou nesta sexta-feira, dia 5 de março, na plataforma concorrente Amazon, a tão esperada continuação deste querido filme da década de 80. A sequência demorou nada menos que 33 anos para sair do papel, e mostra o príncipe Akeem (Eddie Murphy), agora se tornando rei e descobrindo um filho em Nova York, precisando retornar para a América. E aí é onde você pode realizar uma dobradinha entre as duas grandiosas plataformas, conferindo primeiro este verdadeiro clássico da comédia, antes de partir para a novidade. Um Príncipe em Nova York (1988) segue muito atual e hilário, sendo um dos maiores sucessos da carreira do astro Eddie Murphy. Para termos uma ideia, o filme já havia feito muito do que foi criado e elogiado no fenômeno Pantera Negra (2018), ou seja, uma obra com um elenco majoritariamente negro, passado num país fictício da África, muito rico e próspero, onde o protagonista é o monarca absoluto. Ambos também são sobre quebra de tradição e amor. A diferença é que neste as risadas e nudez são garantidas.

Karatê Kid

Aqui, com esta franquia, seguindo um círculo completo na Netflix. Uma das mais bem sucedidas empreitadas da plataforma atualmente é a série Cobra Kai, que estreou sua terceira temporada no início de 2021 e já tem a quarta confirmada. O programa se tornou um dos mais adorados pelos espectadores do mundo inteiro, sejam eles “órfãos” veteranos ou simplesmente novos fãs que não necessariamente conheciam os filmes antigos. Bem, seus problemas acabaram. Seja você um conhecedor pleno atrás de nostalgia e uma nova visita, ou esteja querendo saber do passado do que assiste, a Netflix acaba de trazer em seu acervo a franquia inteira (ou quase) de Karatê Kid. Os três primeiros filmes (1984, 1986 e 1989) com Ralph Macchio (Daniel LaRusso) e o saudoso Pat Morita (Sr. Miyagi) são pura nostalgia. E embora o primeiro seja disparado o melhor, todos são necessários para maior apreciação do programa, acredite. Só faltou mesmo o quarto longa, com protagonismo de Hilary Swank. Embora seja “duro de doer”, seria interessante que tivesse significado para a série igualmente (quem sabe com uma participação da atriz vencedora do Oscar e seu encontro com Daniel San, já que ambos foram treinados pelo mesmo querido mestre). Ah sim, ao invés deste, temos o remake de 2010, com Jackie Chan e Jaden Smith, na Netflix.

Matrix

Sim, Matrix irá lançar um quarto filme ainda este ano, lá no final em dezembro. Programado para o feriado de fim de ano nos EUA, no dia 22 dezembro, quase no natal, Matrix 4 será mais um filme da Warner para o acervo da HBO Max. No Brasil, dependendo de como estivermos até lá, deverá ser lançado nas salas de cinema. O novo longa trará de volta os protagonistas Keanu Reeves (Neo) e Carrie-Anne Moss (Trinity), mas por enquanto nada de Laurence Fishburne e seu Morfeus. No entanto, Jada Pinkett Smith (Niobe) e Lambert Wilson (Merovingian), das sequências estão confirmadíssimos. Na direção, apenas um, ou melhor, agora uma, das Wachowski, Lana. No quesito sangue novo, as adições são Yahya Adbul-Mateen II (Aquaman), Jessica Henwick (Punho de Ferro), Neil Patrick Harris (Desventuras em Série), Jonathan Groff (Mindhunter) e Priyanka Chopra (O Tigre Branco). Para você ir relembrando ou simplesmente ficando a par (já que no fim de ano só se falará disso), a Netflix tem disponível em seu catálogo a trilogia Matrix completa, com o primeiro (1999) e as sequências, Matrix Reloaded e Revolutions, ambas lançadas em 2003. Matrix foi um dos filmes mais influentes da virada do século.

Space Jam – O Jogo do Século

A Warner não está para brincadeira esse ano. Muito devido à pandemia, mas também pensando em alavancar seu novo produto de streaming, a citada HBO Max, o estúdio resolveu lançar todos os seus filmes na plataforma, incluindo as superproduções, e já tivemos três na lista, chegando agora ao quarto. Lançado há 25 anos, Space Jam foi o Uma Cilada para Roger Rabbit (1988) dos anos 90. Bem, talvez em menor escala já que o longa citado atingiu algo sem precedentes: juntar propriedades de vários estúdios para um único filme. Aqui, temos apenas os personagens da Warner / Looney Tunes, o que já está mais que suficiente. Na trama, o futuro dos queridos cartoons está em risco, e sua liberdade dependerá da vitória num jogo de basquete contra terríveis monstros. Assim, Pernalonga, Patolino e toda a turma alistam a ajuda do então aposentado Michael Jordan para retornar às quadras e salva-los. Apesar da atuação robótica do protagonista jogador, o filme é pra lá de divertido. Comemorando os 25 anos do lançamento, uma sequência finalmente sairá do forno de presente. O astro da vez é Lebron James, que unirá forças com os velhos conhecidos. A favor da continuação, o avanço tecnológico para colocar atores reais e desenhos juntos lado a lado. Space Jam – O Novo Legado estreia em julho, enquanto isso você mata a saudade do original na Netflix.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Mais para cima, eu disse que só se falaria de Matrix 4 no fim do ano. Bem, a verdade é que a nova aventura cibernética de Neo e companhia precisará dividir os holofotes com a terceira incursão de Tom Holland como o maior herói da Marvel, o Homem-Aranha. No Way Home, título oficializado, promete a reunião dos três Homem-Aranha do cinema, além de Holland, Tobey Maguire e Andrew Garfield. Por quanto tudo não passa de rumor, mas já temos confirmadas as presenças de Alfred Molina, reprisando o papel do vilão Dr. Octopus, de Homem-Aranha 2 (2004), e Jamie Foxx, como Electro, de O Espetacular Homem-Aranha 2 (2014). Leia nas entrelinhas. Após o sucesso de WandaVision, tudo que não foi respondido no programa será continuado aqui, já que teremos inclusive a presença de Benedict Cumberbatch como o Doutor Estranho. E se você não é um fã ávido da Marvel mas não quer ficar por fora da trama, uma dica é De Volta ao Lar (2017), primeira parte da jornada de Holland como o herói – aproveitando que este foi um dos únicos filmes da Marvel retirados para compor o acervo da Disney+.

Missão: Impossível

Se já não fosse motivo suficiente rever de tempos em tempos os filmes desta franquia por serem simplesmente incríveis, e um marco da mescla entre suspense, tramas intrigantes e ação desenfreada, um novo longa desta série no cinema, o sétimo, é prometido ainda para 2021, em novembro. Assim, nada mais justo (e divertido) do que dar aquela refrescada na memória reassistindo todas as missões do agente Ethan Hunt – o segundo mais famoso do cinema. E sim, eu disse todas, já que a Netflix traz os seis filmes lançados até o momento em seu acevo. Tudo começou há 25 anos, com Missão: Impossível, de Brian De Palma, o mais voltado ao suspense. Na sequência, de 2000, o mestre da ação John Woo, deu novos ares mostrando que a série tinha potencial para ser blockbuster. O terceiro (2006), dirigido por J.J. Abrams, começou a se alinhar mais com a forma do que a franquia deveria ser no cinema, e introduziu uma linha narrativa mantida até hoje (com a esposa do protagonista). O quarto, Protocolo Fantasma (2011), pode ser considerado o primeiro da nova fase de sucesso, que finalmente afinou a franquia num só tom. O quinto, Nação Secreta (2015), e o sexto, Efeito Fallout (2018), são o auge, abrindo inúmeras possibilidades para esta franquia longeva, que não tem data para acabar.

‘Os Estranhos 2: Caçada Noturna’ ganha cartaz INCRÍVEL

Os Estranhos 2: Caçada Noturna‘ estreou no último final de semana nos EUA, e, ainda que as reações tenham sido mistas, o filme conseguiu arrecadar US$ 10 milhões em sua estreia. Hoje, a sequência teve mais um pôster divulgado, e é a melhor arte do filme até o momento.

Confira:

O filme estreia no Brasil dia 31 de Maio.

A sequência acompanha uma família prestes a mandar a problemática filha adolescente para um colégio interno, não antes sem embarcarem em uma última viagem em família, para um parque de trailers.

A diversão dá lugar ao terror começa quando a adolescente descobre os corpos de seus tios, que acabaram de receber uma visita dos Estranhos mascarados. Agora, ela e o resto da família que devem lutar pela sobrevivência, escapando do selvagem trio de assassinos.

Johannes Roberts (‘Medo Profundo’) dirige, e  Ben Ketai (’30 Dias de Noite 2’) escreveu a última versão do roteiro.

Crítica | Se Fazendo de Morto

Como fazer o papel dos outros se você não ouve ninguém? Em seu décimo primeiro trabalho como diretor, o cineasta francês Jean-Paul Salomé apresenta a inusitada história de decadência da profissão de ator mostrados ao público pelos olhos de um teimoso, chato, metido mas bastante empático protagonista. O sempre ótimo François Damiens segura muito bem todas as ‘nuâncias’ de seu complexo personagem.

Em uma região fria da França, um ator que ganhou o Cesar (uma espécie de Oscar do cinema francês) de revelação na década de 80, chamado Jean Renault (François Damiens) que todos não gostam de trabalhar e que está atualmente desempregado, consegue um trabalho inusitado: atuar como ator em reconstituições de crimes. Assim, logo em seu primeiro dia de trabalho enfrenta uma metódica juíza e uma cidade cheia de mistérios, ajudando a polícia a desvendar o assassinato.

A história é bem construída envolta do protagonista. Possui tons de comédia pastelão, o personagem principal vai ao extremo em diversas características. As sequências de brincadeiras com o nome do personagem principal, Jean Renault com o astro francês Jean Reno são hilárias. O filme possui uma engraçada sintonia com os filmes do Pantera Cor de Rosa, imortalizados pelo Peter Sellers e as levemente intrigantes histórias de Georges Simenon.

Se Fazendo de Morto tem uma cara de série para televisão. Esse filme pode ser interpretado como um piloto. O personagem tem carisma suficiente para se envolver em muitas histórias parecidas por conta desse novo nicho em sua arte escolhida. Como longa-metragem é um projeto que possui aquele toque mágico francês de transformar bobeirinhas dentro dos diálogos em um filme competente.

Crítica | ‘Desastre Total: O Verdadeiro Projeto X’ – A inacreditável história de uma festa de aniversário que viralizou!

Um convite para uma festa de aniversário de uma jovem de 16 anos viraliza pelo Facebook e logo vira o estopim de uma história que marcou uma cidadezinha na Holanda e ganhou as páginas policiais. Abordando esse peculiar caso que envolve inúmeras questões desde a falta de preparo das forças policiais até o comportamento descontrolado de jovens em busca de diversão, a Netflix, no seu ótimo projeto Desastre Total, apresenta um média-metragem documental marcante que gera muitas reflexões sociais.

Em 2002, na cidade de Haren, no município de Groningen (Holanda), uma jovem sonhava em comemorar seu aniversário com uma festa especial. Para isso, decidiu convidar amigos e conhecidos criando um evento no Facebook. No entanto, ao deixá-lo público por engano, o convite rapidamente se espalhou e viralizou, alcançando milhares de jovens que passaram a compartilhar e planejar a ida ao local. Naquele mesmo ano, um dos filmes mais marcantes quando pensamos em festas descontroladas – Projeto X – Uma Festa Fora de Controle – foi lançado nos cinemas, e logo uma inusitada associação foi criada impulsionando ainda mais o evento.

Dentro de um recorte temporal que liga dias antes do ocorrido ao início de toda a confusão, a construção da narrativa se movimenta através de depoimentos de pessoas próximas ao caso, além de reportagens e vídeos que foram divulgados na época. São 48 minutos de total imersão a uma série de situações que levaram ao verdadeiro caos em um lugar sem agitações.

Todos os aspectos que envolveram a situação são amplamente apresentados, desde o descaso da prefeitura local diante de riscos evidentes, até o papel da mídia na cobertura do caso. O documentário também expõe a postura inconsequente de parte dos jovens que só buscavam diversão, do despreparo policial, além dos desabafos da própria aniversariante, que acabou vivendo uma celebração completamente diferente do que imaginava — fruto de uma sequência quase inacreditável de acontecimentos.

Faltou somente alguma profundidade sobre as consequências das ações, seria interessante para um recorte amplo ter mais detalhes sobre o depois do ocorrido. Nesse ponto, o documentário se apressa em destacar a renúncia da autoridade local, mas oferece poucas explicações sobre outros fatores essenciais — peças-chave de um tabuleiro caótico que transformou uma simples festa de aniversário em um verdadeiro cenário de descontrole.

Dirigido por Alex Wood, este é mais um episódio da ótima série da Netflix intitulada Desastre Total que tem algumas outras histórias que beiram ao absurdo já contadas e disponíveis na plataforma.

 

20 Filmes considerados “basculhos” pelos críticos, mas que nós AMAMOS!

Nem sempre a opinião dos críticos de cinemas bate com a dos cinéfilos, e o que pode ser considerado “basculho” para uns, se tornam joias preciosas para outros.

Fomos procurar os “basculhos” no Rotten Tomatoes, o agregador de críticas que segue servindo de balizador da análise de produções cinematográficas pela imprensa internacional. É claro que não devemos nos guiar unicamente pelas críticas e seguir nossos próprios instintos na hora de escolher os filmes. Aliás, para enriquecer nosso repertório é sempre bom ver de tudo. Sucessos e fracassos de crítica sempre existiram, isso não é novidade trazida pelo agregador.

Para mostrar que nem sempre concordamos com a maioria dos críticos, resolvemos listar 20 filmes mal avaliados pelo Rotten Tomatoes (ou seja, a maioria dos veículos de cinema internacionais consideraram os “basculhos” de Hollywood), mas que nós simplesmente adoramos. Diga nos comentários se concorda com a gente ou discorda, e liste os filmes que você gosta e ninguém mais parece gostar. Vamos a eles.

Malévola (2014)

Esse nos pegou de surpresa. Projeto dos sonhos da estrela Angelina Jolie, Malévola, a versão de carne e osso que dá ênfase à vilã de A Bela Adormecida  tem 50% de aprovação. Não é uma nota tão ruim, mas garante o tomate podre. Jolie ficou perfeita na pele da bruxa e o filme ganhou uma sequência em 2019.

Pânico 4 (2011)

Aqui no CinePOP, amamos a franquia Pânico. Concordamos que o terceiro filme é o mais fraco da cinessérie e o que deixa mais pontas soltas – o que traduz-se em furos no roteiro (alguém lembra da teoria do segundo assassino?). É curioso também que os críticos tenham dado uma nota melhor ao segundo (1997) do que ao primeiro (1996). No entanto, a injustiça ocorre mesmo nas notas do terceiro e, em especial, do quarto. Pânico 4 serviu para revigorar a franquia para os novos tempos, adicionando elementos não vistos antes. O filme amarga 59% de aprovação, por pouco não conseguindo se manter “fresco”.

RoboCop (2014)

Pobre José Padilha. Nosso conterrâneo tinha uma tarefa ingrata ao refilmar/rebootar o icônico Robocop – O Policial do Futuro (1987), de Paul Verhoeven. O que Padilha entregou, no entanto, nos surpreendeu bastante, nem de longe merecendo o desprezo que recebeu pelo mundo. O novo RoboCop obteve 49% de aprovação.

O Rei do Show (2017)

O musical cheio de energia protagonizado por Hugh Jackman parecia ter nascido vencedor. Este que vos fala entrou com os dois pés atrás para a exibição e por pouco não saiu dançando e cantando da sessão. Isso não aconteceu, mas nas semanas que seguiram, esta foi a trilha sonora que me acompanhou para todo lado. Jackman, Zendaya, Efron e as canções cativantes não mereciam os apenas 56% de aprovação.

Terremoto: A Falha de San Andreas (2015)

The Rock é o astro do momento. Tudo que ele toca vira ouro. Bem, não é exatamente assim. E em se tratando de Baywatch, infelizmente, estão mais do que certos. Porém, estão errados ao confinarem esta produção recheada de adrenalina e diversão a meros 50% de aprovação – afinal quem esquecerá a cena em que o astro sobe com a lanchinha numa onda monumental e precisa lidar com as consequências deste ato.

xXx: Reativado (2017)

Pulando de um astro da franquia Velozes e Furiosos para outro, agora é a vez de Vin Diesel entrar na dança. Tão alucinado, caricato e divertido quanto a mega franquia da Universal citada, o terceiro Triplo X finalmente abraçou a estupidez de tudo, adentrando um universo que muito bem poderia fazer crossover com o de Dominic Toretto e sua turma. Ah sim, ainda temos Ruby Rose. Os críticos nem quiseram saber e marcaram o Retorno de Xander Cage com 45% de aceitação.

Power Rangers (2017)

Quem diria. O novo Power Ranger é muito legal. Confesso que não estava esperando gostar do filme, mas logo na cena de abertura somos fisgados com um plano-sequência de dentro de um carro envolvendo a fuga dos jovens da polícia. Depois, o filme segue para se mostrar uma mistura de Clube dos Cinco com filmes de heróis. Pena o resultado não ter impressionado, com 45% de aprovação. Esta é uma continuação que merecia ser desenvolvida.

American Pie – O Reencontro (2012)

A franquia American Pie não é exatamente bem vista pelos críticos. Hoje em dia talvez fosse menos aceita ainda. Então, é de se espantar que a atriz Tara Reid tenha nos confidenciado em primeira mão que o quinto filme está a caminho – veja no link. Nós adoramos essas comédias e sabemos que vocês também. No gosto dos críticos, porém, apenas o primeiro ficou acima da média. Assim como a série Pânico, American Pie teve seu quarto exemplar lançado muitos anos depois de um pseudo encerramento, se mostrando antenado com os novos tempos, sem esquecer sua essência. O filme obteve 44% de aprovação.

Invasão a Casa Branca (2013)

O melhor exemplar de Duro de Matar – que não é Duro de Matar – desde Duro de Matar: A Vingança (1995). Gerard Butler vive o segurança do presidente neste filme violento e cheio de ação como gostamos. Justamente por isso, não sabemos explicar o motivo de apenas 48% de aprovação. Já da continuação Invasão a Londres não gostamos nem um pouco e concordamos com os 25% de aceitação.

Demônio de Neon (2016)

Exibido no Festival de Cannes, onde causou reações mistas de amor e ódio, o último trabalho do polêmico Nicolas Winding Refn é o que podemos chamar de obra-prima. Um longa perturbador, que remete aos filmes giallo italianos, e traz atuações fenomenais – em especial da protagonista Elle Fanning. Demônio de Neon não é de forma alguma uma produção para os de estômago fraco e promete chocar. Um pesadelo em forma de longa metragem, a obra não emplacou junto aos críticos e amarga 57% de aceitação.

Desconhecido (2011)

Os veículos de ação do astro Liam Neeson costumam cair no gosto do grande público e da maioria dos especialistas. Redescoberto aos 60 anos como herói em filmes do tipo, Neeson entrega bons exemplares deste tipo de cinema desde 2008. Desconhecido é um dos melhores. Numa trama que mistura suspense Hitchcockiano, inúmeras questões e reviravoltas, e adrenalina de histórias de espionagem, o longa resume tudo o que queremos deste tipo de filme. Infelizmente, com os críticos, Desconhecido consta com 56% de aprovação.

Perfeita é a Mãe (2016)

Uma das comédias incorretas mais subestimadas dos últimos anos, Perfeita é a Mãe se mostrou tudo o que o novo Caça-Fantasmas (2016) deveria ter sido e não foi. Mostra mulheres cansadas de precisar agir conforme o que a sociedade espera delas, em especial sendo mães e esposas. O filme é uma declaração, um atestado de basta, não mais. Fora isso, a forma incorreta como estas mulheres dizem f***-se para o mundo é de se aplaudir. Apesar de ser este libelo, Perfeita é a Mãe arrecadou 58% de aprovação. Sua continuação, igualmente injustiçada – apesar de inferior – teve destino ainda mais trágico junto aos críticos, com 29% de aprovação.

Cidades de Papel (2015)

O mundo se emocionou e chorou com A Culpa é das Estrelas, romance dramático baseado na obra do romancista John Green. Mas quando foi a hora de prestigiar o  trabalho seguinte do autor, muitos deram para trás. Cidades de Papel não é tanto um romance, se comportando mais como o típico filme adolescente de amadurecimento, enfatizando a amizade de três jovens. Instantaneamente somos remetidos ao tipo de produção saída da década de 1980, em especial as de John Hughes, que os americanos sabem fazer muito bem. Apesar de tudo isso, o filme marcou apenas 56% de aprovação junto aos críticos.

A Lei da Noite (2016)

Aqui, existiu certa má vontade com Ben Affleck. Enaltecido como um grande diretor em suas primeiras três obras (Medo da Verdade, Atração Perigosa e Argo), o astro voltou a cair na boca do sapo devido a epopeia passada junto a DC Comics. Depois que se confirmou o Batman, o ator interpretou o personagem nos malfadados Batman vs Superman (2016) e Liga da Justiça (2017), fracassos de crítica. No meio deste turbilhão, Affleck resolveu entregar a adaptação do universo de mafiosos escrito por Dennis Lehane. Apesar de suas inúmeras qualidades, a maioria dos especialistas torceu o nariz, deixando o filme com injustos 35% de aprovação.

Franquia Os Mercenários (2010, 2012 e 2014)

Tem gente que simplesmente não entende uma brincadeira. O que Sylvester Stallone realizou aqui foi a mais pura homenagem aos heróis de ação das décadas de 1980 e 1990. Um prazer culposo de marca maior, que representa o que este tipo de cinema sempre significou, e ainda de quebra resgata do ostracismo grandes nomes do gênero. Apesar da emoção, do ar jocoso e de muitos tiros, porrada e bomba, Os Mercenários emplacou apenas 42% de aprovação junto aos críticos. Com a sequência Os Mercenários 2 (2012), a coisa foi um pouco melhor com 66% de aprovação. Já no terceiro e igualmente divertido episódio – que trouxe grandes nomes como Wesley Snipes, Harrison Ford, Antonio Banderas e Mel Gibson – a nota voltou a regredir, com 32% de aceitação. Tem gente que não saberia o que é diversão nem se os atingisse na cabeça.

Assassinato no Expresso do Oriente (2017)

Pulando para um filme mais recente, o diretor Kenneth Branagh adapta o clássico de Agatha Christie de forma chamativa, com visual arrojado e linguagem jovem. Tudo isso, é claro, sem desmerecer o texto e as atuações. Justamente por isso, trouxe um elenco estelar, com nomes que fazem parte da nata do cinema mundial, vide Michelle Pfeiffer, Penélope Cruz, Daisy Ridley e Johnny Depp. Uma pena a aceitação da crítica ter sido tão baixa, com apenas 57% de aprovação. Esperamos com sinceridade que isto não mine os planos para a continuação. Queremos ver o Agathaverse no cinema.

A Garota no Trem (2016)

Muito se vendeu este filme como o Garota Exemplar de 2016. Bem, não chega a tanto – e isso precisamos reconhecer mesmo gostando também deste exemplar. O motivo da comparação se deve por ambos serem baseados em livros de suspense assinados por talentosas escritoras e por jogar os holofotes numa protagonista falha e cheia de desvios de personalidade. Assim como a Amy Dunne de Rosamund Pike, a personagem Rachel Watson é um prato cheio para Emily Blunt se deliciar – e que desempenho a atriz entrega! Mesmo que a conclusão do thriller tire parte do seu brilho, A Garota no Trem não merecia a animosidade dos 45% de aprovação.

Olhos da Justiça (2015)

Todos nós amamos de paixão O Segredo dos Seus Olhos (2009) e o cinema argentino. Então, não era de se espantar que a maioria tenha entrado com os dois pés atrás nesta refilmagem norte-americana do já clássico moderno. Ah, e como é bom sermos surpreendidos positivamente. Preparados para odiar de forma gratuita esta versão estrelada pelos talentosos Julia Roberts, Nicole Kidman e Chiwetel Ejiofor, o que recebemos foi uma obra incrivelmente satisfatória, que não se atém a copiar o original, mas acrescenta muito à mistura, respeitando a produção argentina. Resultado: dar o braço a torcer faz parte. Bem, talvez não para uma grande parcela de jornalistas turrões, que erroneamente lascaram um 40% de aprovação no longa.

Rei Arthur: A Lenda da Espada (2017)

O backlash sofrido por (mais) esta adaptação do icônico personagem foi incrível. É difícil vermos na atualidade tais personagens clássicos representados de forma satisfatória. Mas ei, esta ao menos foi bem mais legal que as últimas roupagens de Tarzan, Robin Hood, Os Três Mosqueteiros e Sherlock Holmes (dirigido pelo mesmo Guy Ritchie). Acontece que aqui a proposta do cineasta foi transformar a mitologia em torno do Rei Arthur numa história em quadrinhos de super-heróis. Sim, é preciso comprar a ideia. No final, ganhamos inclusive a batalha final contra o vilão superpoderoso. Pode não ser para todos, mas é diversão garantida para aqueles que forem com a mentalidade certa. Nada isso importou para os críticos, que marcaram o filme com 30% de aprovação.

Vizinhos Imediatos de 3º Grau (2012)

Este é um item no qual talvez eu esteja sozinho. Justamente por isso deixei para último. A comédia estrelada por Ben Stiller, Vince Vaughn e Jonah Hill sofreu, e muito, com todo tipo de problema de bastidor. A começar por um crime cometido por vigilantes da vizinhança reais quando o filme estava para ser lançado. Justamente por isso, uma mudança no título precisou ocorrer de última hora, assim como a trama foi totalmente reformulada e o longa precisou ser refilmado para incluir na história a invasão alienígena (a fim de tirar o foco apenas das operações dos protagonistas na vizinhança). Com toda esta bagunça não é de se espantar que o filme não tenha dado certo. Mesmo assim, existe algo no clima de um pacato bairro de uma cidadezinha americana sendo perturbado por elementos externos que apela diretamente a mim e me faz lembrar de comédias como Meus Vizinhos São um Terror (1988). O filme tem irrisórios 17% de aprovação.

‘Grey’s Anatomy’: Jesse Williams lamenta saída de colegas no Twitter

A demissão das atrizes Sarah Drew (April) e Jessica Capshaw (Arizona), da série ‘Grey’s Anatomy‘, tem gerado bastante comoção não só entre os fãs, como também entre o elenco da série. O ator Jesse Williams, que interpreta o Dr. Jackson Avery, foi ao Twitter para lamentar a saída das colegas.

“Sarah e Jessica são facilmente algumas das minhas pessoas e colegas de trabalho favoritas, então essa notícia é uma droga. O imenso talento delas fala por si só, mas são elas, como pessoas, que estou tão grato por ter conhecido, e privilegiado por trabalhar e aprender com elas. […] Dizer que eu irei sentir falta delas é pouco. Para nossa sorte, nós ainda veremos essas artistas trazendo interessantes e complexos personagens por muitas luas a seguir.”

Vocês irão sentir saudades das atrizes?

No Brasil, ‘Grey’s Anatomy’ é exibida pelo canal Sony, às segundas, 21h.

Crítica | O Imperador

Em seu primeiro projeto como diretor, Nick Powell não poderia ter começado com mais força e de pé esquerdo. O Imperador, é uma sucessão de erros. Diálogos deprimentes, cenas de ação feitas de forma desleixadas, nenhum tipo de entrosamento entre os atores em cena, planos bisonhos, atuações que beiram ao amadorismo. Nicolas Cage aparece bem pouco mas o suficiente para ajudar a derrubar o filme.

Na trama, conhecemos Jacob (Hayden Christensen) e Gallain (Nicolas Cage), dois guerreiros, vinculados aos templários, que destroem tudo e a todos que encontram pelo caminho. Os anos se passam e avançamos até o norte do oriente, onde Jacob reaparece dessa vez viciado em ópio e precisa ajudar uma dupla de irmãos que lutam para manter a dinastia deixada pelo recém assassinado pai deles. Para ajudar o trio no longo caminho que precisam percorrer, Gallain também reaparece e todos reunidos combatem as forças do mal.

Roteiro, direção, elenco, difícil saber qual desses itens é a pior parte deste projeto. O longa-metragem, é uma comédia de erros do primeiro ao último minuto. Não dá para entender o que o roteirista James Dormer quis dizer com esse filme. Nada que o diretor tenta executar com seus planos dá certo. É um filme muito mal roteirizado e dirigido.

Além disso tudo, precisamos falar de atuações. Nicolas Cage se supera em cada novo projeto. Perdeu de vez o rumo de sua carreira. Dá pena de ver. Nesse filme está cada cena mais bizarro, fica caolho sem muitas explicações, falas de seu personagem sendo ditas como se ele fosse o Darth Vadder da nova era e para brindar essa atuação caótica, uma sequência segurando uma cobra que deve virar meme na internet muito em breve.

Tanto filme bom que não consegue chegar até os nossos cinemas e algumas distribuidoras teimam em comprar filmes ruins como esse. O público merece mais. Esse trabalho é quase uma falta de respeito com a nossa inteligência.

 

10 FILMES BRASILEIROS melhores que vários vencedores do Oscar!

O cinema do nosso país vive um momento de grande destaque internacional, conquistando prêmios nos mais importantes festivais do mundo. No entanto, essa qualidade no nosso audiovisual não é novidade: há muito tempo produzimos obras marcantes, com qualidade técnica e artística de altíssimo nível. Pensando em filmes tão impactantes — ou até superiores — a muitos vencedores do Oscar, preparamos uma lista especial para você conferir:

 

Manas

Na trama conhecemos Tiele (Jamilli Correa), que vive com sua família em uma região na Ilha de Marajó, no Pará. Cheia de sonhos logo entra em um pesadelo, começando por perguntas em respostas no sumiço da irmã. Quando se vê perdida e completamente atingida pela violência que chega aos seus olhos de forma cruel, persegue o socorro por um caminho solitário até as últimas consequências.

 

Hora do Recreio

Estabelecendo paralelos entre o poder da educação contra a violência, o fascinante documentário Hora do Recreio constrói uma narrativa que transita entre o documental e o ficcional, sempre alinhada ao discurso proposto. A partir de depoimentos de estudantes de escolas públicas do Rio de Janeiro, a obra traça de forma impactante reflexões profundas sobre a sociedade brasileira.

 

Oeste Outra Vez

Na trama, conhecemos o amargurado Totó (Ângelo Antônio), dono de um bar decadente, que após ser abandonado pela companheira, resolve acertar as contas com um outro morador da cidade onde mora, Durval (Babu Santana). Totó então contrata Jerominho (Rodger Rogério), que diz ser um competente pistoleiro, para matar Durval. Mas as coisas não saem conforme o planejado, levando essa história para uma série de desencontros rumo às profundezas da solidão.

 

Morcego Negro

Exibido no Festival é Tudo Verdade, o espetacular documentário Morcego Negro nos leva de volta para o final da década de 80 e início dos anos 90, um período de recomeço da democracia, onde um lobista de Alagoas se tornaria uma figura central no impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Com 10 anos de pesquisas sobre a vida de PC Farias, materiais de arquivos (alguns exclusivos), depoimentos de jornalistas, amigos, família, os cineastas Chaim Litewski e Cleisson Vidal resumem de forma intrigante o cenário político dentro da recém-restaurada democracia brasileira além de fatos sobre o misterioso assassinato do lobista.

 

Propriedade

Tereza é uma mulher de família rica (Malu Galli) que no passado fora vítima de um assalto que acabou na morte do assaltante, fato que a deixou traumatizada. O tempo passa e junto ao seu marido resolvem fazer uma viagem para a fazenda da família no interior. Só que chegando no lugar, os trabalhadores que prestam serviços lá, liderados por Dona Antônia (Zuleika Ferreira), se revoltam por uma série de situações e tomam o lugar. Tereza consegue se trancar no seu carro mas sem ter a chance de fugir. Assim, começa um jogo psicológico onde a não comunicação se torna um elemento importante para refletirmos sobre o que assistimos até o último segundo de projeção.

 

Estranho Caminho

Na trama, conhecemos um jovem (Lucas Limeira) cineasta que após longos anos volta para o lugar onde nasceu e morou para apresentar o seu mais recente trabalho em um Festival de Cinema. Com a pandemia da Covid batendo na porta, ele busca se encontrar com seu pai (Carlos Francisco) com quem não fala faz mais de uma década. Após uma tentativa quase frustrada, já que o pai se tornou uma pessoa cada vez mais reclusa, algumas situações peculiares começam a atingir seu caminho.

 

Carvão

Irene (Maeve Jinkings) vive com o marido (Rômulo Braga), o filho Jean (Jean de Almeida Costa) e o pai – esse já em estado bastante debilitado – em uma cidade isolada no interior do Brasil. A família vive uma vida simples onde a falta de dinheiro é algo frequente. Certo dia, uma mulher aparece com uma proposta inusitada, que consiste na família hospedar um misterioso visitante internacional chamado Miguel (César Bordón), em troca de uma boa quantia de dinheiro. Eles topam. Assim, se seguem dias de muitos conflitos, onde vamos entendendo melhor cada um desses personagens.

 

O Céu de Suely

Hermila (Hermila Guedes) chega de São Paulo com seu filho pequeno de volta para o interior do Ceará, mais precisamente a cidade de Iguatu, para morar um tempo na casa da avó e da tia, na espera da chegada de seu marido. Mas será que ele vem? Rodeada de incertezas e com uma certa desconfiança nesse relacionamento aos olhos de sua família, ela reencontra João (João Miguel), um antigo amor. Mas conforme os dias passam, ela começa a ter mais certeza que está sozinha nesse mundo, e assim, resolve tomar uma atitude desesperada e rifa a si mesmo gerando um grande bafafá na cidade.

 

Pérola

Na trama, conhecemos Mauro, já adulto, que recebe uma notícia que o faz refletir sobre uma das pessoas mais importantes de sua vida, sua mãe, Pérola (Drica Moraes). Essa, uma esposa carinhosa, com dois filhos, moradora de Bauru, que tem uma personalidade forte mas nunca deixa de ser amável. Ao longo de alguns anos, onde, entre outras questões, vemos uma curiosa e demorada construção de uma piscina, vamos entendendo os grandes embates dessa família como tantas outras pelo Brasil, que brigam, fazem as pazes, buscam se entenderem nos conflitos mas nunca deixam de se amar.

 

O Auto da Compadecida

Na trama, ambientado na década de 1930 no nordeste brasileiro, conhecemos dois amigos inseparáveis que se metem em diversas confusões próximo à região de Taperoá, na Paraíba. Chicó (Selton Mello) e João Grilo (Matheus Nachtergaele) são dois jovens, pobres, que fazem vários bicos em busca de suas próprias sobrevivências. Conhecendo bem a região e seus moradores, envolvem a maioria desses em diversas situações que mexem com a fé, com as tradições, com a ambição, com o desejo.

Fase Roxa | 10 Séries Incríveis para Maratonar na Netflix

Infelizmente, quando achávamos que a realidade devastadora que se abateu sobre nós estava chegando ao fim com a prosperidade das vacinas, os números de mortos no Brasil chegam a um nível que supera o alarmante. Assim o recomendado é que fiquemos em casa e evitemos contatos e aglomerações. Que deixemos nossos lares somente quando for imprescindível. E para ajudar nesta tarefa árdua, seguimos fazendo nossa parte com uma nova matéria de nossa série de recomendações, para que você tenha entretenimento suficiente nas plataformas de streaming para conseguir se distrair durante essa fase que é a mais difícil até o momento. Abaixo estarão os links das outras matérias lançadas anteriormente. E desta vez a opção é pelas séries da plataforma vermelhinha Netflix. Dentre as que selecionamos para você estão produções originais da casa, séries de imensa popularidade, séries de drama, ação, suspense e terror (sim!), que a Netflix disponibiliza em seu streaming na forma de um belo presente para os fãs brasileiros. Vamos conhecer.

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The Crown

Uma das séries mais adoradas e mais premiadas do acervo Netflix é esta produção original da casa sobre a história dos membros da monarquia britânica, um assunto que cativa muita gente. Tratado de forma dramática e intensa, o seriado descortina um pouco a mitologia em torno de algumas das personalidades mais famosas e poderosas do mundo. A série começou em 2016 com a juventude da Rainha Elizabeth, na época ainda princesa, e ano passado lançou em novembro sua quarta temporada, já abordando a princesa Diana como uma das protagonistas. O programa já se tornou um dos 115 mais adorados de todos os tempos na opinião dos fãs e coleciona 10 prêmios Emmy e 7 Globos de Ouro no currículo. E se você ainda precisa de mais um motivo para assistir à série, aqui vai um – especial para os cinéfilos. A atriz Emerald Fennell, que vive Camilla Parker, a amante do príncipe Charles, está triplamente indicada ao Oscar 2021, como produtora, roteirista e diretora do suspense Bela Vingança.

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Expresso do Amanhã

Por não ser uma produção original da Netflix (a plataforma apenas comprou os direitos de exibição no Brasil), aqui temos um sistema de lançamento de episódios igual ao adotado pela Disney+ com as séries da Marvel, por exemplo, com um episódio exibido por semana. Desta forma, a segunda temporada do programa ainda não chegou ao fim, faltando dois episódios para sua conclusão. No entanto, para os que ainda não “embarcaram nesse trem”, a plataforma disponibiliza toda a primeira temporada para você assistir da melhor forma que quiser, seja de uma vez só maratonando, ou em doses homeopáticas. É claro que se trata da adaptação da famosa graphic novel francesa sobre um cenário apocalíptico no qual a Terra congelou e o que restou da humanidade precisa viver dentro de um trem (dividindo seus passageiros por classes sociais) que nunca para. A ideia provocativa se tornou um filme cult de mesmo nome, lançado em 2013, com direção de Bong Joon-Ho (Parasita) e protagonizado por um grande elenco. Na série, a estrela vencedora do Oscar Jennifer Connelly é o destaque.

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Cidade Invisível

Outra novidade fresquinha na plataforma é um programa com muito sabor e tempero brasileiro. A Netflix sabiamente tem investido em conteúdo próprio diversificado com produções de vários países, e firmou uma parceria bem frutífera com o Brasil. O mais recente sucesso é esta investida bem original usando como tema nossas lendas e folclore numa história de mistério, suspense e, claro, muitos elementos sobrenaturais. Além de tudo, a série aborda questões atuais bem delicadas como a preservação da natureza, por exemplo. Marco Pigossi protagoniza como Eric, um policial que perde a esposa em circunstâncias nebulosas, relacionadas a um incêndio florestal. Mas o crime pode não ter sido causado por seres deste mundo. Assim, espere participações de criaturas mitológicas como o Saci Pererê, o Boto Rosa, o Curupira e até mesmo a Cuca, todos assumindo formas “reais” dentro de nossa sociedade moderna. O programa tem chamado atenção inclusive internacionalmente devido à sua criatividade. A série tem 8 episódios que estrearam esse ano e já promete uma segunda temporada em breve.

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O Gambito da Rainha

Minissérie em 7 episódios, este programa se tornou um dos 150 mais queridos de todos os tempos para o público. Entre outras coisas, o seriado demonstra a potência da jovem Anya Taylor-Joy como intérprete de força em seu jeito único e excêntrico de se portar. Ela não é a “girl next door” ou a namoradinha da América que esperamos, o que a deixa ainda com sabor mais peculiar. Aqui, ela vive Beth Harmon, que desde cedo precisou lidar com o abandono, quando a mãe faleceu num acidente de carro e ela teve que viver parte da infância num orfanato. No local ela conhece e se apaixona pelo jogo do xadrez, despertando sua obsessão, enorme intelecto e talento para a coisa. Passado na década de 1960, O Gambito da Rainha é o despertar de uma jovem prodígio, numa época em que a mulher não tinha muito espaço na sociedade. A libertação das correntes sociais é um dos fortes subtextos desse programa que vai muito além de seu discurso sobre xadrez e o jogo. Não por menos venceu os prêmios de melhor minissérie e protagonista para Taylor-Joy no Globo de Ouro.

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Cobra Kai

Essa é pura nostalgia anos 80 para os aficionados! A série que continua a história de Karatê Kid – A Hora da Verdade (1984) começou a ser exibida no Youtube Red, mas merecia mais visibilidade e assim logo a ideia foi comprada pela Netflix, que passou a distribuir o programa. Tudo nasceu da teoria de que Daniel ‘San’ LaRusso talvez não fosse “tão pobre coitado assim”. Embarcando na brincadeira 34 anos depois, a série subverteu os papeis colocando Daniel (Ralph Macchio) como um rico esnobe, enquanto Johnny Lawrence (William Zabka), o vilãozinho do original, se tornou um ferrado em busca de redenção. Ambos coroas de meia idade, os rivais apadrinham novos aprendizes recomeçando as artes marciais em suas vidas. O legal de Cobra Kai é realmente o saudosismo, resgatando diversos temas e personagens lá dos filmes antigos da década de 1980 (sim, foram três), assim esperem muitos rostos conhecidos do passado. Mas para os não familiarizados, especialmente a garotada mais jovem, o seriado igualmente funciona fazendo um bom trabalho com uma história própria e nova. Os fãs só falam no programa e você não pode perder. No início deste ano estreou a terceira temporada (todas estão disponíveis na Netflix) e a quarta já está confirmada.

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Bom Dia, Verônica

Voltamos para uma produção brazuca, esta tendo dado ainda mais o que falar em seu lançamento. Baseada no livro de Raphael Montes e Ilana Casoy, o programa tinha jeitão de minissérie já que, de certa forma, teve começo, meio e fim fechando praticamente todos os arcos dos personagens. Porém, o sucesso foi tão grande que as mentes por trás já estão providenciando uma segunda temporada. E fazem muito bem. Na trama, temos a ideológica protagonista Verônica, papel de Tainá Müller, uma policial não muito levada a sério, disposta a desbaratinar o maior caso de sua carreira e mostrar seu valor. O tema aqui é a violência doméstica e a violência contra a mulher. Acompanhamos histórias sobre abusadores na trama, mas o assunto principal é o casal vivido de forma esplendorosa por Eduardo Moscovis e Camila Morgado, a verdadeira alma da série. Quer saber por que? Assista! Só iremos dizer que é daquele tipo de arrepiar até o último pelo da nuca.

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A Maldição da Residência Hill / Mansão Bly

Outra série que foi assunto de todas as “rodinhas” no Facebook e redes sociais após sua estreia, A Maldição da Residência Hill foi criada por Mike Flanagan, um dos expoentes do terror atual, e chamou atenção devido a seus quesitos técnicos primorosos, muito dissecados virtualmente pelos fãs. Na trama, o terror sobrenatural se mescla com o drama de uma família em ruínas, e a narrativa mostra o passado e presente de cinco irmãos e seus pais. O interessante é que de forma muito criativa, o cineasta responsável pelo programa adapta o livro clássico escrito por Shirley Jackson, que já havia sido levado ao cinema como Desafio do Além (1963), rearranjando a história e transformando os personagens agora numa família. A série se tornou uma das 150 mais queridas de todos os tempos e emplacou a Netflix como realizadora de horror igualmente. São 10 episódios de puro brilhantismo. Assim, a empresa deu sinal verde para Flanagan seguir com sua ideia para A Maldição da Residência Bly, agora 9 episódios centrados numa nova história – que usa como base outro clássico do gênero: o livro de Henry James, A Volta do Parafuso. A obra igualmente já tinha ido aos cinemas, em 1961, com o elogiado Os Inocentes.

The Witcher

Henry Cavill é nosso Superman. Enquanto o astro não é atendido em seu desejo de se tornar o novo 007 do cinema, aqui ele dá vida a outra paixão sua. Fã de videogames e em especial da franquia The Witcher, o jovem ator de 37 anos, assim como Ryan Reynolds fez com Deadpool, agarrou o projeto de forma apaixonada com unhas e dentes. Assim, hoje temos uma aventura medieval com doses de fantasia muito eficiente bancada pela Netflix na qual Cavill interpreta o cabeludo platinado Geralt de Rivia, um caçador solitário se deparando com todo tipo de criatura e pessoas piores ainda. A primeira temporada com 8 episódios (quase um longo filme) está disponível na plataforma. E este ano finalmente ganharemos a continuação da trama na segunda temporada.

Sherlock

Enquanto o astro Benedict Cumberbatch, vulgo Doutor Estranho, não faz espaço na sua agenda para uma nova temporada (como o próprio afirmou em entrevista), a Netflix disponibiliza a série completa para você ir aquecendo caso (ou se) o programa retorne. Podemos dizer inclusive que o seriado original da rede britânica BBC serviu para apresentar o ator ao mundo, ainda em 2010. Na plataforma vermelhinha você encontra todas as 4 temporadas, sempre contendo apenas 4 episódios – que se comportam quase como longas-metragens. A trama adapta os casos do famoso detetive para os dias de hoje, em nossa sociedade moderna, e traz Cumberbatch como o indefectível Sherlock Holmes, e Martin Freeman como seu fiel escudeiro Dr. John Watson. Para termos uma ideia, o prestígio do programa é tamanho que ele se encontra entre os 21 melhores de todos os tempos na opinião do grande público. Portanto, Benedict, trate de achar tempo para presentar seus fãs com ao menos mais quatro episódios de uma nova temporada.

Ash vs Evil Dead

Esta é outra série que não é produção original do streaming número 1 de todos, e sim do canal Starz. Mas só podemos dizer que a Netflix mandou muito bem em exibir o programa no Brasil. E se você está reconhecendo o título é porque… sim, se trata de um derivado da criação de Sam Raimi, Evil Dead – A Morte do Demônio, que em 2021 completa 40 anos de seu lançamento. Época ideal para não apenas comemorar revendo a trilogia clássica de filmes (e quem sabe o remake), mas também maratonar as 3 temporadas do programa, todas disponíveis na plataforma. O segundo filme da franquia, Uma Noite Alucinante (1987), já começou a introduzir elementos cômicos em sua narrativa (bem, há quem diga que o primeiro já fazia isso), e a partir do terceiro a galhofa já havia tomado conta. É justamente nesta pegada que segue a série, misturando de forma muito eficiente humor, terror e litros de sangue para o gore. Ah sim, o mais legal da série é poder reencontrar o bufão Ash Williams, anti-herói vivido pelo canastra mor Bruce Campbell. E o elenco conta ainda com Lucy Lawless, a eterna Xena – A Princesa Guerreira, além do veterano Lee Majors (O Homem de Seis Milhões de Dólares). O Criador Sam Raimi escreveu, produziu e dirigiu alguns episódios da série. Imperdível!

Warner estaria planejando fazer um filme do Gavião Negro e da Mulher-Gavião

Apesar dos vários projetos atualmente em desenvolvimento da DC Comics, parece que mais um está vindo por aí! De acordo com o IGN, a Warner está considerando fazer um filme sobre o Gavião Negro e a Mulher-Gavião.

Jeremy Conrad, um dos editores do IGN, disse que “os rumores são fortes nos bastidores da Warner. Não muito depois, o repórter Umberto Gonzalez reforçou o rumor em seu twitter.

Curiosamente, há uma especulação que ambos os personagens apareceriam em ‘Liga da Justiça‘. Recentemente, os personagens já haviam aparecido na série ‘Legends of Tomorrow‘, do canal CW, tornando-se parte do Arrowverse.

Crítica 2 | Cinquenta Tons de Cinza

Amor e desejo são coisas diferentes. Nem tudo o que se ama se deseja e nem tudo o que se deseja se ama. Baseado no best-seller mundialmente famoso de E.L. James, chegou aos cinemas brasileiros na última semana o aguardado longa-metragem 50 Tons de Cinza. Para comandar esse trabalho, foi chamada a cineasta britânica Sam Taylor-Johnson (que havia feito ótimo trabalho no excelente filme O Garoto de Liverpool) e os quase desconhecidos atores Dakota Johnson e Jamie Dornan para protagonizar o casal chave da trama. Ao longo dos sonolentos 125 minutos de fita, vemos uma direção totalmente perdida na hora de captar as emoções/objetivos dos personagens, o casal de protagonistas parecendo robôs de transformers (tamanha falta de carisma e emoção) e um roteiro (adaptado) de Kelly Marcel que esconde, ou praticamente some, com qualquer vestígio dos personagens contidos nos livros. 50 Tons de Cinza é o mais novo Titanic (o navio) do cinema.

Na trama, conhecemos a bela e tímida Anastasia Steele (Dakota Johnson), uma jovem virgem que após ir para uma entrevista no lugar de uma amiga, acaba conhecendo o misterioso empresário Christian Grey (Jamie Dornan). Logo de cara, os dois futuros pombinhos se atraem e logo começam a embarcar em uma relação peculiar, com contratos e pedidos exclusivos, tudo por conta de um segredo que Grey esconde em um quarto secreto dentro de sua casa. Lendo essa sinopse parece até um filme de mistério, né? Mas na verdade, 50 Tons de Cinza em vez de provocar acaba gerando uma outra coisa: sono.

Para um filme baseado em um livro dar certo, sabemos muito bem que a química entre os protagonistas precisa estar super afiada, o que nem de longe acontece com essa fita. A norte-americana Dakota Johnson e irlandês Jamie Dornan não conseguem se entender em momento algum na história. Movimentos robóticos (principalmente nas cenas mais aguardadas), falta de carisma, diálogos fracos que não geram quase nenhum tipo de interação com o público. Com certeza, a maioria das pessoas que adentrarem as salas de cinema para assistirem a este trabalho sairão decepcionadas, não só pela falta de harmonia em cena, mas por inúmeros motivos. Tentaram transformar uma história impactante na leitura (o número de adeptos pelo menos mostra isso), em um filme romântico com os mais caricatos clichês hollywoodianos.

Com o absurdo lançamento em 1079 salas de cinema de todo o Brasil, o que prejudica os verdadeiros filmes bons chegarem aos nossos cinemas, 50 Tons de Cinza corre um sério risco de estar em muitas categorias no próximo Framboesa de Ouro. Os leitores não foram premiados com uma boa adaptação, a indignação deve ser grande. Como cinema, simplesmente não funcionou.  Como diria nosso querido dramaturgo e poeta William Shakespeare: “É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada.”

Crítica | ‘Dandara’ – Curta goiano preserva o olhar genuíno de uma criança diante de suas primeiras aflições [Festival Cinemato]

Com uma criativa apresentação dos créditos que já prende a atenção nos primeiros segundos, o filme goiano Dandara, selecionado para a Mostra Competitiva de Curtas-Metragens do Festival Cinemato 2025, mergulha em reflexões potentes sobre o bullying e o racismo. A produção entrega um retrato sensível e carregado de emoção, equilibrando o peso da realidade com a potência transformadora da imaginação na forma de enxergar o mundo.

Dandara é uma jovem negra, super alegre, que certo dia começa a sofrer bullying na escola onde estuda. Tentando entender os porquês dessa ação, passa por um processo de entendimento da situação onde num primeiro momento se questiona sobre várias questões, inclusive sua identidade. Quando a mãe dela fica sabendo, a volta da alegria vira uma questão de tempo, embalada inclusive por ancestrais.

Com simplicidade e objetividade, a narrativa nos conduz por uma estrada de emoções intensas, onde aflição, medo, tristeza e insegurança ganham contornos comoventes na vivência da infância. Enxergamos o mundo pelos olhos de Dandara, uma criança negra que se depara com o preconceito justamente no espaço onde antes se sentia segura e feliz: a escola. Nesse momento, a figura da professora surge como um elo essencial, um abrigo sensível — mas é na reação da mãe que reside o entendimento mais profundo da situação. Entre idas e vindas emocionais, o filme se revela no aprendizado delicado, construído no tempo certo para tocar o público.

Trabalho de conclusão de curso da cineasta Raquel Rosa, Dandara é mais do que um exercício acadêmico — é um recorte sensível sobre como compreendemos e questionamos as relações humanas em sociedade. Com uma abordagem atual e elementos que dialogam diretamente com o presente, o filme preserva o olhar genuíno de uma criança diante de suas primeiras aflições. Em apenas 14 minutos, emociona e preenche a tela com delicadeza.

Noite Infernal | Os 40 Anos do slasher gótico com Linda Blair de ‘O Exorcista’

Misto de terror gótico no estilo das produções inglesas do estúdio Hammer, com filmes adolescentes slasher, Noite Infernal foi lançado nos cinemas norte-americanos em agosto de 1981, tendo antes passado pelo film Market em Cannes em maio do mesmo ano. Ou seja, este ano está completando 40 anos de sua estreia. O grande chamariz aqui é a presença de Linda Blair estampando o cartaz e protagonizando o horror. A atriz, é claro, ficou imortalizada no papel de Regan, a menina possuída pelo demônio no clássico indicado ao Oscar O Exorcista (1973) – quando tinha 14 anos de idade. Mas não foi apenas o filme citado que recebeu indicação ao Oscar, e provando que Blair realmente atingiu o ápice de sua carreira com o thriller sobrenatural, a atriz igualmente foi nomeada ao Oscar por seu desempenho coadjuvante no longa. E toma-lhe prestígio.

O sucesso foi tanto que Linda Blair não perdeu tempo e voltou a interpretar Regan na sequência do clássico, em O Exorcista II: O Herege (1977), aos 18 anos; e tirou sarro de tudo (surfando mais um pouco na popularidade) com A Repossuída (1990), aos 31 anos. Ou seja, tendo vivido Regan duas vezes à altura do lançamento de Noite Infernal, podemos dizer que Linda Blair era um ícone do gênero, aos 22 aninhos. Bem, aqui temos que levar em conta também, como eu já havia citado em outra matéria, o fenômeno que ocorria com os filmes de terror adolescentes (ou pós-adolescentes), que ganharam a alcunha de slasher. Halloween – A Noite do Terror (1978) cimentou e popularizou, e Sexta-Feira 13 (1980) elevou o jogo a um novo patamar. Assim, no ano seguinte, em 1981, tais filmes atingiam seu auge, com uma verdadeira enxurrada de títulos do subgênero. E Noite Infernal foi mais um deles.

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O que difere verdadeiramente Noite Infernal dos demais, como dito, é uma atmosfera gótica, com o filme passado quase inteiramente dentro de uma mansão, com aparência de castelo medieval, dono de uma decoração soando intocada pelo tempo. Ajuda o fato do desenrolar do filme ser consequência de uma festa à fantasia de estudantes universitários, com direito aos personagens principais estarem trajando vestimentas de nobres britânicos da idade média.

Escrito por Randy Feldman, que depois viria a criar o buddy cop movie Tango e Cash (com Sylvester Stallone e Kurt Russell), Noite Infernal possui uma premissa simples, mas confeccionada de forma bastante gélida, graças a condução do diretor Tom DeSimone – que nunca conseguiu emplacar um trabalho significativo em sua carreira, sendo este provavelmente o mais cultuado, embora ainda assim sendo desconhecido de grande parte do público e não aficionados. O que DeSimone cria é um ritmo deliberado, que não se apressa com matanças ou os costumeiros sustos que arrastam os jovens para este tipo de produto. Aqui, o clima é construído com muita segurança nos fazendo temer cada canto do casarão assombrado, muitas vezes nos transportando junto aos personagens para dentro de tal mausoléu. A grosso modo, Noite Infernal está mais para Halloween do que para Sexta-Feira 13.

A história segue um grupo de universitários numa festa à fantasia. É claro que os calouros precisam levar um trote. Assim, o veterano Peter (Kevin Brophy) logo bola um desafio que se mostrará verdadeiramente uma tarefa “infernal”. Quatro calouros: Marti (Linda Blair), Jeff (Peter Barton), Seth (Vincent Van Patten) e Denise (Suki Goodwin) precisarão passar a noite dentro de uma mansão tida como maldita. Mas calma, é claro que existe uma lenda urbana por trás da propriedade, aparentemente, abandonada. Segundo reza a lenda, o local era de propriedade de um famoso médico que ao descobrir que seus filhos nasceram com deficiência mental, após trancafia-los por anos na juventude, decide matar toda a família e tirar a própria vida também. Linda história para passar a noite, certo? A pegadinha, no entanto, está no fato de que o veterano planeja uma noite repleta de sustos e já andou providenciando todas as pegadinhas e armadilhas no local com seus comparsas. Eles só não esperavam que alguém além deles estaria à espreita, preparando sustos verdadeiros e mortais igualmente.

SPOILERS de 40 Anos (Pule o parágrafo)

O mais legal de Noite Infernal é que o filme não se dá ao trabalho de explicar verdadeiramente quem são os antagonistas. E sim, eu disse “os”. O que ocorre é que no local vive uma espécie de criatura meio “elo perdido”, quase um pé grande / sasquatch, um ser humanoide parte ogro, que presumimos ser um dos filhos da família, agora já um adulto, vivendo nas catacumbas da casa. O que ele andou comendo não me pergunte. Os esqueletos de sua família (possivelmente) se encontram nos corredores em forma de caverna subterrânea da propriedade. Mas eis que surge a reviravolta na trama, quando descobrimos que não se trata apenas de um pé grande, mas dois seres das cavernas vivendo no local e caçando os jovens sorrateiramente. Inicialmente, no entanto, a ideia era por apenas um vilão, mas os produtores acharam que ter um segundo elemento renderia algumas surpresas no terceiro ato do filme. A tragédia, infelizmente, se abateu para além da tela, e o ator alemão que interpreta o “homem das cavernas” principal faleceu num acidente de carro antes da estreia do longa.

Filmado num período de 40 dias, entre novembro de 1980 e janeiro de 1981, Noite Infernal seguia a fórmula rentável para qual diversas produtoras de cinema abriam os olhos: terror era barato e rendia muito junto a seu público cativo. Aqui, no entanto, com um orçamento inicial de US$1 milhão, a produção precisou aumentar o valor em mais US$400 mil para arcar com as despesas de filmagens mais caras durante os feriados de fim de ano. O resultado nas bilheterias foi de US$2,3 milhões, não exatamente um grande sucesso, ainda mais se comparado a ícones do gênero como os citados Halloween e Sexta-Feira 13. De fato, muitos sequer ouviram falar deste filme. E você, já conhecia?

A consequência deste relativo fracasso financeiro foi o fechamento das portas para a produtora do longa, a Compass International Pictures. E por falar na produtora, ela foi a mesma que deu ao mundo exatamente o primeiro filme do maníaco Michael Myers, dirigido por John Carpenter, citado acima, demonstrando a grande conexão entre os filmes. Halloween, no entanto, foi o único grande sucesso da empresa. Mas a história não acaba de forma tão triste assim, já que quatro anos após seu encerramento, os fundadores da companhia Irwin Yablans e Joseph Wolf criaram a Trancas International Films e adquiriram os direitos da franquia Halloween, produzindo todos os exemplares desde o quarto filme de 1988, incluindo a trilogia mais recente em parceria com a Blumhouse: Halloween, Halloween Kills e Halloween Ends.

Por falar nos bastidores da produção de Noite Infernal, alguns nomes famosos estiveram envolvidos atrás das câmeras em seus primeiros trabalhos no mundo do cinema. Um dos assistentes de produção do terror foi ninguém menos que Frank Darabont, que viria a se tornar um renomado diretor de cinema indicado a três Oscar, tendo em sua filmografia produções verdadeiramente adoradas até hoje, vide Um Sonho de Liberdade (1994) e À Espera de um Milagre (1999). Outra figura ilustre presente no set, segundo reza a lenda, foi ninguém menos que Kevin Costner, antes de se aventurar na frente das câmeras como ator. Segundo Vincent Van Patten, que no filme interpreta o surfista Seth, Costner trabalhou na produção como assistente de câmera.

E terminando com o elenco, o protagonista masculino Peter Barton, que interpreta Jeff, escalaria para a série de terror slasher de maior sucesso no cinema ao viver, três anos depois, o personagem Doug em Sexta-Feira 13 – Capítulo Final (1984) e ter sua cabeça esmagada por Jason enquanto tomava banho. Voltando para Linda Blair, como sabemos, infelizmente a carreira da atriz nunca decolou como deveria. Na época, a atriz afirmava que devido ao papel em O Exorcista, ela havia ficado marcada e estereotipada à personagens joviais e vítimas indefesas. Pensando em dar uma guinada em sua carreira e mostrar que poderia ser vista como uma mulher de atitude e força, adulta e não mais uma menininha, ela decidiu posar nua para a revista Oui em 1982, após o lançamento de Noite Infernal, decidida que este fosse o último terror em sua carreira. O movimento de Blair terminou tendo o resultado contrário do planejado e sua carreira ficou restrita a filmes de gênero, produções B do cinema e pequenas participações em programas de TV. A realidade do mundo competitivo de uma indústria como Hollywood sempre será mais assustador e cruel do que qualquer terror que vejamos nas telas.

Diretor afirma que “os riscos serão 10 vezes maiores” em ‘Vingadores: Guerra Infinita’

Muitos rumores a respeito do destino dos nossos heróis favoritos têm sido lançados, mas o fato é que pouco sabemos sobre o que realmente acontecerá. O que sabemos sobre ‘Guerra Infinita‘ é que o filme servirá como um desfecho de tudo o que conhecemos atualmente sobre o MCU.

Em entrevista ao CinemaBlend, os diretores Joe e Anthony Russo foram perguntados diretamente se algum dos Vingadores viria a morrer. Confira a resposta:

“Vamos dizer isso: fizemos uma narrativa muito madura. Nós gostamos de uma narrativa dramática. Nós gostamos de uma narrativa intensa. Acho que nós apreciamos o conflito, e apreciamos os riscos. Sem riscos, a história não tem valor algum. E acredito que se você olha para o Universo da Marvel como um todo, considerando que a história tem sido contada por 10 anos, você pode enxergar este filme como o clímax. E os riscos serão mais altos neste filme do que antes. Dez vezes mais.”

 

Parece que nada será o mesmo quando os créditos finais de ‘Guerra Infinita‘ começarem a subir, não é mesmo? Quem vocês acham que não irá estar respirando em ‘Vingadores 4‘?

Recentemente, o site LRM confirmou que ‘Vingadores: Guerra Infinita terá 2 horas e 36 minutosde duração, como sugeriram as primeiras informações da rede de cinemas AMC e do Fandango.

Isso significa que ‘Guerra Infinita‘ será o filme mais longa da Marvel – superando ‘Capitão América: Guerra Civil‘ (2 horas e 27 minutos).

Pantera Negra, o filme mais recente do estúdio, teve 134 minutos (2 horas e 14 minutos).

Comercial da Disney revela armadura completa do Homem de Ferro em ‘Guerra Infinita’; Vem ver!

A trama vai mostrar o vilão Thanos juntando as Jóias do Infinito e declarando guerra contra os Vingadores, que estão separados após os eventos de ‘Capitão América: Guerra Civil‘.

Guerra Infinita‘ será lançado nos cinemas em 26 Abril de 2018, com ‘Vingadores 4‘ chegando aos cinemas um ano depois, em 02 de Maio de 2019. A direção será de Joe e Anthony Russo.

‘Vingadores: Guerra Infinita’ mostrará a dor e sacrifício dos heróis, diz diretor

Eden

Após o ótimo Adeus, Primeiro Amor (2011), a jovem cineasta francesa Mia Hansen-Løve volta as telonas para apresentar um um recorte da juventude francesa nos anos 90. Muito bem centralizado, Eden é profundo em sua análise sobre a cena underground européia, mostrando o cotidiano, seus dramas e dilemas dos eminentes DJ’s do futuro, aqueles que adoram misturar máquinas com vozes. Assim, navegando nas baladas da juventude, vários passagens de tempo vão se tornando importantes interseções do bom roteiro assinado pelos irmãos Mia Hansen-Løve e Sven Hansen-Løve.

Na trama, conhecemos um grupo de jovens que gostam de se reunir para festas que varam à noite em uma França exposta no início dos anos 90. Ao longo da trama, um dos personagens se torna o protagonista, Paul Vallée (Félix de Givry), um estudante de literatura que abandona tudo para se dedicar integralmente ao universo das festas. Assim, vamos acompanhando todos os bastidores do cenário jovem parisiense.

Com uma trilha sonora inspirada, com mais de 40 músicas originais doadas ao filme, o local dos prazeres (significado da palavra Eden) mostra, em muitos momentos, reflexões sobre os sonhos de uma juventude que acreditava em seus ideais. Entre a euforia e a melancolia, o desgaste com a não realização completa de seu sonho, leva o protagonista a uma jornada rumo ao fundo do poço provocando sempre um certo preconceito e desconfiança de sua família.

Sem esconder as drogas e os vícios que assombraram, assombram e assombrarão a juventude deste planeta, o grande ponto alto desta fita francesa é tentar transformar o personagem principal em um espectador e avaliador de sua própria trajetória, o que aproxima o público da história. O complicado é dizer se o filme conseguirá atingir a todas as idades, existem cenas não muito detalhistas sobre as idéias e ideais dos jovens da outra década, talvez só quem viveu por aquele tempo possa realmente entender por completo as razões e conseqüências que sofre o personagem principal e alguns dos coadjuvantes.

Retratando múltiplas realidades do Brasil, CINEMATO entra na reta final deixando um gostinho de quero mais

Com o tema necessário “Descolonizando a Amazônia”, o Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá – Cinemato – tem promovido, ao longo da última semana, uma reflexão contemporânea sobre o Brasil. Por meio de curtas e longas-metragens — muitos deles inéditos — vindos de 19 estados do país, o festival revela um mosaico de realidades, atravessando questões sociais pulsantes, dilemas íntimos e relações marcadas por tensões e afetos.

Teve pot-pourri sonoro compondo um retrato vibrante de uma região do Norte do país, discurso afiado sobre questões sociais e relações humanas a partir de um acidente no interior de São Paulo, um curioso recorte de uma cidade fictícia construída sobre um ‘terreno maldito’, além de uma comovente jornada de resistência e ternura vivida por uma mãe trans — entre tantas outras histórias potentes que marcaram a programação.

Filme 'Reagente'
Filme ‘Reagente’

Até domingo (20), o público poderá aproveitar a reta final do festival com uma seleção de filmes marcantes, como Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta, de Marco Altberg e Tainá de Luccas (RJ), um mergulho profundo no pensamento cosmológico yanomami, e Serra das Almas, de Lírio Ferreira (PE), que revisita a poética do sertão por meio de uma envolvente obra de ficção.

Filme 'Marcos, o Errante'
Filme ‘Marcos, o Errante’

A cerimônia de encerramento, marcada para o dia 20 de julho, contará com a entrega do Troféu Coxiponé aos filmes premiados. Na ocasião, a atriz Dira Paes também fará a entrega de um prêmio que leva seu nome, destinado a uma personagem feminina de destaque no audiovisual e nas causas socioambientais.

Filme 'Cabeça de Boi'
Filme ‘Cabeça de Boi’

E pra fechar, uma dica imperdível! O festival oferece uma excelente opção ao disponibilizar parte dos filmes das Mostras Competitivas de longas e curtas-metragens em formato online, no canal oficial do Festival Cinemato no YouTube (youtube.com/Festivalcinemato). Essa é uma oportunidade para quem não pode estar em Cuiabá acompanhar uma parte da seleção dos filmes no conforto de casa.

O Cinepop está fazendo a cobertura do evento à convite do festival. Não deixem de acompanhar tudo aqui no site e também pelas nossas redes sociais.

 

Thrillers Eróticos PICANTES que viraram Clássicos dos anos 90

É sempre interessante notar como cada novo período social influencia a tendência do cinema (e do audiovisual como um todo), impulsionando ou eliminando inclusive os gêneros dos filmes. No passado, por exemplo, os faroestes e os musicais eram os tipos mais produzidos pela indústria de Hollywood. Hoje, tais segmentos foram consideravelmente podados, ao ponto de serem considerados diferentes aos olhos do público, em comparação com as demais obras que lotam constantemente o mercado. Da mesma forma, quem poderia imaginar há vinte, trinta anos, que os super-heróis saídos dos quadrinhos seriam a fonte mais confiável e rentável para grandes produções de famosos estúdios.

Toda esta apresentação para focarmos no tema desta matéria, os thrillers eróticos. Por si só um produto de seu tempo, os anos 1990, onde após o avanço de narrativas mais liberais e realistas nos anos 1960, tivemos uma escalada rumo a total falta de pudor – entrelaçada à liberdade sexual e à independência feminina. O cinema, por consequência, ficou mais sem vergonha, sem moralismo, com a cabeça mais aberta, e Hollywood começou a se espelhar nas obras europeias. Afinal, ver uma mulher pelada nas telas de cinema, ainda na década de 1950, por exemplo, era algo inimaginável. Esse advento foi se tornando cada vez mais constante pelas décadas de 1970 e 1980, onde finalmente viraria um subgênero na década de 1990.

Época do clamor desavergonhado, os anos 1990 serviram como casa de algumas das obras mais icônicas deste subgênero – muitas inclusive tinham como único propósito apresentar cenas tórridas e/ou uma estrela famosa nua, e tais projetos eram vendidos apenas por este mote. Nos tempos politicamente corretos em que vivemos, fica cada vez mais difícil imaginar uma produção sendo arquitetada por um grande estúdio nestes moldes: vender um filme através da sensualidade e erotismo de sua protagonista, explorando seu corpo pela venda de ingressos.

Com isso em mente, e como forma de relembrar e refletir sobre o passado, o CinePOP traz para você uma nova matéria comentando alguns dos mais famosos thrillers eróticos da década de 1990, filmes de suspense que faziam a temperatura subir. Vamos relembrar.

Instinto Selvagem (1992)

Este é o carro-chefe do subgênero, e podemos dizer que a extinta produtora Carolco (a mesma de O Exterminador do Futuro 2) e a TriStar Pictures (distribuidora do filme), subsidiária da Columbia, hoje Sony, saíram na frente. O filme elevou a carreira da musa Sharon Stone ao estrelato e a transformou num sex symbol. Ironicamente, treze atrizes foram procuradas para o papel e o negaram – como Michelle Pfeiffer e Demi Moore -, antes de Stone ser contratada.

Além de Sharon Stone, outros três nomes ficariam associados aos thrillers eróticos dos anos 1990: o do diretor Paul Verhoeven, o do roteirista Joe Eszterhas e o do ator Michael Douglas. Na trama, um detetive linha dura (Douglas) se depara com um caso de assassinato violento e uma história de sexo selvagem envolvendo uma manipulativa escritora (Stone).  Quatorze anos depois, Stone tirou uma sequência da cartola, Instinto Selvagem 2 (2006), a qual protagonizou sem nenhum dos nomes envolvidos com o original.

Invasão de Privacidade (1993)

Depois de sua explosão em Instinto Selvagem, Sharon Stone se tornava uma estrela da noite para o dia. E como Hollywood adora apostar no certo, um monte de projetos com temática sexual chegava para a atriz nesta época. O primeiro para o qual ela disse sim foi este suspense da Paramount (que não é boba nem nada), dirigido por Phillip Noyce (Jogos Patrióticos), baseado no livro de Ira Levin e com roteiro adaptado pelo mesmo Joe Eszterhas do filme acima. Na trama, Stone vive uma mulher que se muda para um luxuoso edifício de Nova York, e logo descobre que o local guarda sinistros segredos, envolvendo apartamentos observados por câmeras e a perda de privacidade (visionário?). E como esperado, a atriz novamente desempenhava momentos para lá de picantes.

O Especialista (1994)

A esta altura Sharon Stone já estava consolidada como musa quente do cinema, sendo basicamente um pré-requisito que a atriz aparecesse nua ou desempenhasse uma cena caliente em seus filmes. Foi assim, por exemplo, com Rápida e Mortal (1995), faroeste da TriStar/Columbia (Sony). Quando ela não protagonizava tais momentos, seus filmes não iam bem – vide Diabolique (1996) e A Última Chance (1996) -, provando o tipo de personagem e longa no qual o público queria vê-la.

Assim, este filme de ação da Warner, veículo para Sylvester Stallone, recebeu um tratamento erótico quando Stone assinou para co-protagonizar. Estamos falando da polêmica cena do chuveiro, que mostra uma tórrida relação entre o casal. Recentemente a sequência saiu do passado e ganhou os holofotes com a notícia de que Sly teria embebedado Stone para desempenhar o momento, a contragosto da atriz.

Corpo em Evidência (1993)

Instinto Selvagem provou a viabilidade e sucesso financeiro dos thrillers eróticos. Assim, pouco tempo depois de seu lançamento, este Corpo em Evidência estreava nos cinemas. E o único motivo da existência deste suspense de quinta, produzido pelo italiano Dino De Laurentiis e distribuído pela MGM, é mesmo promover cenas quentes de nudez de sua protagonista, numa trama erótica rocambolesca.

E quem melhor do que a provocativa Madonna – que na época devorava homens no café da manhã e tratava o sexo com a naturalidade de quem vai à feira – para sem pudor se despir e protagonizar momentos impróprios para menores, como os trechos com a cera de vela. De fato, De Laurentiis adquiriu o roteiro com a estrela da música em mente. Aqui, ela vive uma mulher sendo julgada pela acusação de matar seu companheiro… de tanto fazer sexo!

Assédio Sexual (1994)

Aqui temos um caso curioso. O próprio Michael Douglas queria que sua coprotagonista em Instinto Selvagem fosse Demi Moore – porque Sharon Stone era, então, uma ilustre desconhecida. Dois anos depois, e Douglas teve seu desejo atendido, com um filme do subgênero bancado pela Warner. A obra era vendida justamente pela união destes dois fortes nomes dos thrillers eróticos acima do título. Douglas havia protagonizado Atração Fatal (1987) e o próprio Instinto Selvagem (1992).

E Moore se consolidava na fase adulta (já que começou no cinema ainda na adolescência) com Proposta Indecente (1993), da Paramount – se tornando assim, igualmente, um símbolo sexual. A proposta aqui, embora seja baseado num livro, era pegar carona no famoso caso de assédio real envolvendo Anita Hill e Clarence Thomas, que parou os EUA no início da década de 1990 (retratado no filme da HBO Confirmação, 2016). Aqui, a assediadora é a mulher em posição de poder. No entanto, os que estavam esperando um momento extasiante entre os dois nas telas, terminaram ficando a ver navios.

Striptease (1996)

Demi Moore, como dito, apesar de ter começado a carreira bem novinha como parte do brat Pack, ganhava novos contornos nesta fase com o status de símbolo sexual. Depois de Proposta Indecente, Assédio Sexual e A Letra Escarlate (1995), Moore negociou um salário astronômico com a produtora Castle Rock para mostrar seus recém adquiridos músculos e próteses de silicone nos seios em Striptease (distribuído pela Columbia/Sony e no Brasil pela Warner). A atriz embolsava US$12.5 milhões, o que hoje seria algo em torno dos US$20 milhões, se tornando na época a atriz mais bem paga de Hollywood. Quem leu o livro no qual o filme é baseado garante que é bom e traz grande insight, além de tiradas cômicas que funcionam. Já o filme se tornou um fiasco, cujo único propósito era mostrar a atriz nua.

A Cor da Noite (1994)

A Disney produzindo um thriller erótico? Sim! E um dos mais desavergonhados da época. Bem, ao menos através de suas subsidiárias Hollywood Pictures e Buena Vista. E por falar em Demi Moore, seu então maridão Bruce Willis também não quis ficar de fora do subgênero. Mostrando mais uma vez a influência de Instinto Selvagem, este foi outro roteiro criado às pressas para capitalizar em cima deste estilo para maiores. Sharon Stone era uma ilustre desconhecida até Instinto Selvagem, e o nome de peso no projeto era o de Michael Douglas.

O mesmo foi orquestrado aqui, com Willis como chamariz, tentando impulsionar a carreira da jovem Jane March – com quem protagoniza cenas para lá de intensas. A proposta de fazer March uma estrela, no entanto, falhou. Na trama, Willis vive um psicólogo pegando para si um grupo de terapia de um colega assassinado. Logo, ele descobre que um dos membros de tal grupo não é o que parece, e precisa desvendar uma série de assassinatos, enquanto se diverte de forma explícita como uma bela jovem dezoito anos mais nova.

Jade (1995)

Talvez você não lembre dela, mas Linda Fiorentino foi um grande nome feminino de Hollywood nos anos 1990. E muito devido às obras com apelo sexual que protagonizava, sempre no papel da femme fatale. Percebendo o fervor do momento de tais filmes e que havia um grande público cativo na época, a Paramount, seguindo o relativo sucesso de Invasão de Privacidade dois anos antes, voltou a bancar uma produção do subgênero, investindo ainda mais dinheiro.

Para a empreitada, o estúdio contratou novamente Joe Eszterhas para o roteiro, e assim nascia Jade – uma reedição menos inspirada de Instinto Selvagem. Na direção, um cineasta pra lá de renomado: William Friedkin (vencedor do Oscar por Operação França e indicado por O Exorcista). E como Sharon Stone já havia feito o original, para esta espécie de releitura foi escalada Linda Fiorentino. A morena havia chamado atenção no ano anterior com O Poder da Sedução (1994), thriller de John Dahl, criado exatamente nos mesmos moldes.

Nunca Fale Com Estranhos (1995)

Outro nome que entrou na dança dos filmes de suspense eróticos foi o de Rebecca De Mornay. A atriz já havia realizado cenas quentes ao lado do astro Tom Cruise na comédia adolescente Negócio Arriscado (1983), onde interpretou uma prostituta. Quase dez anos depois ela viria a protagonizar o thriller A Mão que Balança o Berço (1992), sucesso da Disney (Hollywood Pictures) com certa tonalidade sexual – onde viveu uma vilã em busca de vingança, se disfarçando de babá para roubar a família da mulher que, segundo ela, havia destruído a sua.

Um ano depois, De Mornay seguia no subgênero com Culpado como o Pecado (1993), no papel de uma advogada defendendo um playboy assassino (Don Johnson). O escolhido para figurar nesta lista, no entanto, foi Nunca Fale com Estranhos, projeto totalmente construído para explorar a sexualidade de seus protagonistas – realçando suas cenas de nudez e sexo. O fiapo de roteiro desta produção da TriStar/Columbia (Sony) traz De Mornay como psicóloga criminal conhecendo e iniciando uma relação tórrida com um perfeito estranho – daí o título do filme. E para o papel do estranho, o latin lover da época, Antonio Banderas, incendiava as telas.

Showgirls (1995)

Tudo bem que Showgirls não é tanto um suspense, e funciona mais como um melodrama mexicano, daqueles bem exagerados. O filme também ficaria conhecido como uma das piores produções cinematográficas, não apenas de seu respectivo ano, mas da década e igualmente de todos os tempos. Há alguns anos o filme foi redescoberto e transformado em cult por muitos defensores. O crítico Adam Nayman, da revista Sight and Sound, por exemplo, chegou até mesmo a escrever um livro defendendo Showgirls para a série Pop Classics: “It Doesn’t Suck”.

Os fãs do longa afirmam que esta era sua proposta desde o início, uma farsa sobre o mundo das strippers de Las Vegas, exagerada, caricata e novelesca. Para muitos, a obra recai na categoria “tão ruim que é bom”, que constantemente enaltece os mais saborosos prazeres culposos. Aqueles filmes que sabemos não ser bons, mas que não conseguimos evitar de gostar. Showgirls seria o próximo passo evolutivo de Instinto Selvagem, uma produção ainda mais provocativa em suas questões sexuais. Um drama que escancararia tal universo sem dó, nem piedade.

Não por menos, o longa recebeu a censura mais alta para uma produção vendida ao grande público, o famigerado NC-17. Para a empreitada, a mesma Carolco, em parceria com a United Artists, tratou de reunir a dupla Paul Verhoeven na direção e Joe Eszterhas no roteiro. Protagonizando, uma jovem atriz saída de um programa adolescente, Elizabeth Berkley – o plano era ser alçada à nova Sharon Stone. O resultado, porém, foi bem diferente para todos os envolvidos.

Garotas Selvagens (1998)

Showgirls se tornou o epicentro da implosão do subgênero. Como toda “fórmula” descoberta por Hollywood, os thrillers eróticos foram desgastados à exaustão, e todo mundo que pôde tirou uma casquinha de tal segmento. Como sempre ocorre, alguém vai longe demais, inviabilizando sua continuidade, afinal, nada dura para sempre. Foi assim com os faroestes, com os musicais, com os épicos bíblicos e medievais, com os filmes de ação brucutu dos exércitos de um homem só, e até mesmo com as comédias românticas bobinhas da década passada.

A pergunta que fica é: quanto tempo mais os filmes de super-heróis ainda tem até precisarem ser reinventados? É justamente onde se encaixa este Garotas Selvagens, que chegou na rebarba da implosão do subgênero. Apesar de não ser um filme completamente ruim, o longa ficou meio deslocado, e caso tivesse sido lançado na época do hype de tais produções, poderia ter causado um barulho maior.

Aqui são duas, e não apenas uma, as jovens estrelas da época participando de cenas tórridas. Neve Campbell (querendo amadurecer na carreira) e Denise Richards (saída de uma produção de Paul Verhoeven, Tropas Estelares) são duas estudantes bem diferentes, que se envolvem com um professor (Matt Dillon) para um esquema de roubo de uma fortuna. A trama desta produção da Columbia (Sony) é intrincada e confusa, e certos trechos questionam nossa inteligência com suas dezenas de reviravoltas, mas algo que o público não esquece é a cena do ménage entre os protagonistas.

‘Travelers’ é renovada para 3ª temporada pela Netflix

No Twitter, o ator Eric McCormack confirmou a renovação da série ‘Travelers para a 3ª temporada.

O novo ano, no entanto, contará apenas com a produção da Netflix. Os dois primeiros foram financiados pela Netflix e o canal canadense Showcase. Por este motivo, ‘Travelers‘ se torna uma série exclusiva da Netflix, incluindo no Canadá, onde a série era originalmente exibida pelo canal canadense.

 

Crítica | Maggie – A Transformação

Dirigido pelo estreante em longas-metragens Henry Hobson e um dos filmes sensações do último Festival de Tribeca, Maggie – A Transformação é um drama disfarçado de suspense que tenta se sustentar como pode na boa atuação (quem diria) de Arnold Schwarzenegger. O roteiro é arriscado, provoca indagações e sugere conseqüências eminentes para as ações dos personagens. De alguma forma, a história prende em alguns momentos mas a falta de um clímax, além de uma convincente atuação da protagonista, atrapalha a interação com o público.

Na trama, acompanhamos a saga do fazendeiro Wade (Arnold Schwarzenegger), um homem já na casa dos cinqüenta anos que percorre uma cidade, infestada de infecções causadas por um vírus, atrás de sua filha Maggie (Abigail Breslin). Após duas semanas ele a encontra, infectada, em um hospital. A política do governo em relação ao tratamento para o vírus é colocar em quarentena todos os seres humanos que fossem infectados. Com a ajuda de um médico amigo da família, Wade consegue levar Maggie para casa mas ele sabe que assim que o vírus tomar conta por completo de Maggie ele terá que tomar uma decisão sobre o que fazer com o destino dela.

Sabe aquela história que tinha tudo para dar certo mas de certa forma não agrada por completo? Isso acontece com este projeto, que teve boa aceitação no prestigiado festival de Tribeca, que ocorreu em abril deste ano. Orçado em cerca de 10 Milhões de dólares, o filme possui uma protagonista sem carisma que não desperta o interesse do público. Recheado de cores frias, mostrando uma atmosfera caótica que vive aquela região, a história é focada em Wade e a decisão que precisará tomar em relação a sua filha.

A atuação de Schwarzenegger surpreende, mostrando com eficácia as dores de um pai de família em crise com qualquer decisão que tomar em relação a sua filha mais velha. Em relação a essa personagem, Maggie, o papel era pra ter sido de Chloe Grace Moretz mas na última hora acabou parando nas mãos da ex- Pequena Miss Sunshine, que infelizmente não consegue desenvolvê-lo da maneira esperada. Não conseguimos nos conectar com as dores de Maggie em nenhum momento.

Com estreia prevista aqui no Brasil para Agosto, Maggie – A Transformação tentará cobrir uma lacuna quase sempre vaga nos nossos cinemas, a de filmes de suspense. Mas provavelmente terão outras estreias melhores do gênero neste ano.

 

Gosta de séries mais cabeça? Dá uma olhada nessas 10 indicações!

As séries que têm desembarcado aos montes nos catálogos dos streamings disponíveis no Brasil vêm surpreendendo com tramas densas e envolventes — verdadeiros quebra-cabeças emocionais que exigem atenção total do início ao fim. Se você está em busca de narrativas provocativas, que fazem pensar e refletir a cada episódio, preparamos uma lista com 10 grandes sugestões que certamente vão prender a sua mente:

 

O Problema dos 3 Corpos (Netflix)

Na trama, conhecemos uma jovem cientista lá na década de 60, em meio à revolução cultural chinesa, que após passar por um trauma acaba recebendo a chance de trabalhar num lugar secreto que tem como objetivo colocar a China como líder na comunicação interestelar. Um dia, ela consegue contato com seres de outro planeta e uma decisão nessa comunicação acaba vindo a ter consequências anos depois atingindo em cheio as vidas de um grupo de amigos e brilhantes cientistas que estão na Europa nos tempos atuais.

 

Lost (Netflix, Disney Plus)

Um dos mais impactantes seriados de todos os tempos mostrou a saga de um grupo de pessoas de diversos lugares que sofrem um acidente de avião e conseguem abrigo em uma ilha repleta de mistérios. Criada por J.J. Abrams, Jeffrey Lieber e Damon Lindelof esse projeto marcou uma geração de fãs de séries que repercutem o desfecho até hoje.

 

Eric (Netflix)

É possível mudar o mundo antes de si mesmo? Chegou na Netflix uma interessante minissérie de apenas seis episódios que caminha pela esperança desencontrada abrindo um leque de profundas reflexões a partir de uma busca de um refúgio para intensas aflições. Eric, apresenta pelo olhar indefeso do mundo, um casamento em ruínas, a política, a corrupção, a polícia, o preconceito, os abandonos de relações entre pais e filhos. Criado pela dramaturga britânica Abi Morgan, e com todos os episódios dirigidos pela cineasta Lucy Forbes, tem como maior trunfo as lições que transmite através da personificação dos sentimentos centralizados na figura de um boneco criado por um desenho que atrás de seu ar monstrengo nos leva até medos, inseguranças.

 

Falando a Real (Apple Tv Plus)

Jimmy (Jason Segel), um terapeuta que trabalha com outros dois amigos em um enorme consultório que depois de um ano apenas sobrevivendo após o falecimento da esposa em um trágico acidente de carro, volta a despertar para a vida, reconectado laços perdidos, principalmente com a única filha, a adolescente Alice (Lukita Maxwell). Para buscar soluções para suas próprias barreiras que ele mesmo colocou na sua vida, contará com a ajuda dos amigos Paul (Harrison Ford) e Gaby (Jessica Williams) com quem divide esse enorme consultório de atendimento psicológico e também de um casal de curiosos vizinhos, Derek (Ted McGinley) e Liz (Christa Miller).

 

Amor Platônico (Apple Tv Plus)

A amizade no centro do tabuleiro conturbado da meia idade. Chegou de mansinho, quase desapercebida uma brilhante comédia que gira em torno da crise de meia idade impulsionada pelo realinhamento de uma antiga amizade. Mostrando que é possível fazer rir e refletir de forma madura, trazendo paralelos interessantíssimos com a realidade, Amor Platônico é mais um achado da Apple tv Plus que vem se consolidando como uma mina de ouro para quem gosta de séries com alta qualidade e altamente envolventes.

 

Assassino Zen (Netflix)

As formas de lidar com o cotidiano. Sentimentos que nós seres humanos julgamos ser conflitantes, como: a raiva, o medo, a insegurança, se tornam elementos centrais dos oito excelentes episódios de Assassino Zen, produção alemã disponível na Netflix. Com uma narrativa dinâmica, usando – sem abusar – da quebra da quarta parede, esse projeto mostra a desconstrução de um protagonista, na corda bamba da moral e da ética, sendo parte de um contexto curioso onde lições em meio ao caos vem de encontro a muitas considerações existenciais.

 

Paradise (Disney Plus)

Com uma forma criativa e concisa de apresentar sentimentos e dilemas em torno do fim do mundo – e também no declínio das relações sociais – chegou nesse início de 2025 na Disney Plus o surpreendente seriado Paradise. Criado pelo excelente roteirista Dan Fogelman, que já tinha deixado sua marca com a aclamada This is Us, esse seu novo projeto atrai o público com reviravoltas, mistérios e camadas que se abrem aos montes nos levando para uma jornada empolgante através de personagens enigmáticos.

 

Os Contos do Loop (Prime Video)

Tá pra ser adicionada ainda nos mais famosos streamings que temos disponível no Brasil um seriado tão sensível e metafórico que aborda a existência, os erros e os acertos de forma tão detalhista e humana. Os Contos do Loop, Tales From The Loop no original, disponível no bom catálogo da Prime Video, é inspirada na obra do artista e designer sueco de 36 anos Simon Stålenhag.

 

Dark (Netflix)

O tempo sendo associado ao ato de amar em tempos em que o esquecimento é o grande vilão da nossa realidade. Criado pelo cineasta suíço Baran bo Odar e pela cineasta alemã Jantje Friese, Dark chegou ao catálogo do poderoso streaming Netflix sem muito ‘oba oba’. Bastou os espectadores irem aos poucos terminando a primeira temporada para o burburinho positivo começar. Muito bem amarrada, com começo meio e fim estrategicamente bem desenvolvidos, com uma produção de arte belíssima, fotografia ótima, trilha impecável e uma montagem de elenco espetacular, a produção alemã se tornou um fenômeno cult em pouco tempo.

 

Ruptura (Apple Tv Plus)

Na trama, criada por Dan Erickson, conhecemos Mark (Adam Scott), um funcionário de uma misteriosa e poderosa empresa chamada Lumen. Ele acaba de ser colocado como líder de uma equipe de funcionários que aceitaram serem submetidos a uma situação onde suas memórias foram divididas entre o seu trabalho e sua vida fora dele. Basicamente: quando eles estão no trabalho não lembram de nada do mundo fora dali, e quando eles estão em suas respectivas casas não lembram de nada do trabalho. Até que um dia um ex-colega deles, que conseguiu sair dessa situação, acaba fazendo contato com o Mark de fora do trabalho. A partir disso, o drama vira um misterioso labirinto de descobertas convergindo nas duas realidades.

 

‘Retrato de uma Jovem em Chamas’ é eleito o Filme do ano na Associação de Críticos do Rio de Janeiro

A tradicional reunião que elege os melhores filmes do ano na ACCRJ, a Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro, escolheu Retrato de uma Jovem em Chamas (França), de Céline Sciamma, como o grande vencedor da seleção de 2020.

A reunião ocorreu este ano de forma duplamente inusitada. Uma das mais renomadas instituições da crítica brasileira, a ACCRJ achou por bem se adaptar aos novos tempos em que vivemos devido à pandemia do Coronavírus. Costumeiramente, a votação que ocorre no fim do ano precisou ser adiada para o último sábado, dia 3 de abril; e como a situação não melhorou, aconteceu, de forma inédita, virtualmente – contando com a presença de 15 membros.

Antes que alguns possam se atentar ao fato de que Retrato de uma Jovem em Chamas é na realidade uma produção de 2019, tendo sido exibido pela primeira vez no Festival de Cannes em 19 de maio do ano citado, a obra chegou às salas de nosso país no dia 9 de janeiro de 2020. Fora isso, é preciso ressaltar que este ano as regras da ACCRJ tornaram elegíveis todo e qualquer filme exibido em circuito (e agora, aderindo aos novos tempos, também em streaming) no período de dezembro do ano anterior (2019) até dezembro do ano visado (2020) – portanto, filmes de prestígio recentes, tendo debutado no início de 2021, muito provavelmente poderão ser encontrados na lista do ano que vem.

A jornalista Ana Rodrigues, presidente da Associação, comentou a votação e a importância dos dez longas eleitos. “Num momento em que o cinema foi um alento na pandemia tanto nas salas de modo distanciado, quanto nas plataformas digitais, a votação da ACCRJ reuniu filmes que contemplam temas universais, a diversidade e a autoralidade. Vários gêneros estão representados. O cinema brasileiro, presente com Pacarrete e Babenco – Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, foi um dos pontos altos da nossa lista”, afirmou a crítica.

Retrato de uma Jovem em Chamas concorreu à Palma de Ouro em Cannes e no mesmo evento levou os prêmios Queer (destinado a produções LGBTQ+) e de roteiro. O filme também esteve nomeado ao BAFTA (o Oscar britânico), na categoria de produção não falada em inglês, ao Globo de Ouro de obra estrangeira, e se encontra entre os melhores longas de todos os tempos na opinião do grande público no banco de dados IMDB. Confira abaixo a lista completa dos filmes eleitos na ACCRJ.

Retrato de uma Jovem em Chamas (Vencedor)

País: França
Diretora: Céline Sciamma
Sinopse: Numa ilha isolada na região de Brittany, França, no final do século XVIII, uma pintora é obrigada a pintar um retrato de casamento de uma jovem mulher.

1917

País: EUA/Reino Unido/Índia/Espanha/Canadá/China
Diretor: Sam Mendes
Sinopse: 6 de abril de 1917. Enquanto um regimento se reúne para guerrear bem no centro do território inimigo, dois soldados são designados a correr contra o tempo e entregar uma mensagem que irá impedir 1.600 homens de caírem diretamente em uma armadilha mortal.

Babenco: Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou

País: Brasil
Diretora: Bárbara Paz
Sinopse: “Eu já vivi a minha morte e agora tudo o que restou foi fazer um filme sobre isso”. Foi o que disse o cineasta Hector Babenco para Bárbara Paz quando ele se deu conta de que não possuía muito tempo restante de vida. Ela aceitou o desafio de cumprir o último desejo de seu falecido parceiro: de ser o principal protagonista de sua própria morte.

Destacamento Blood

País: EUA
Diretor: Spike Lee
Sinopse: Quatro veteranos de guerra afro-americanos batalham contra as forças do homem e da natureza quando retornam ao Vietnã procurando os restos mortais de seu falecido líder de esquadrão e a fortuna em ouro que ele os ajudou a esconder.

Joias Brutas

País: EUA
Diretores: Benny Safdie e Josh Safdie
Sinopse: Com dívidas se amontoando e cobradores furiosos se aproximando, um joalheiro de Nova York cheio de lábia arrisca tudo na esperança de sobressair e se manter vivo.

O Farol

País: Canadá/EUA/Brasil
Diretor: Robert Eggers
Sinopse: Dois faroleiros tentam manter a sanidade enquanto vivem em uma ilha remota e misteriosa da Nova Inglaterra, EUA, na década de 1890.

O Homem Invisível

País: Canadá/Austrália/EUA
Diretor: Leigh Whannell
Sinopse: Quando o ex abusivo de Cecilia tira a própria vida e a deixa sua fortuna, ela suspeita que sua morte tenha sido uma farsa. Enquanto uma série de coincidências se tornam fatais, Cecilia se empenha em provar que ela está sendo assombrada por alguém que ninguém pode ver.

O Som do Silêncio

País: EUA
Diretor: Darius Marder
Sinopse: A vida de um baterista de heavy metal é jogada em queda-livre quando ele começa a perder a audição.

Pacarrete

País: Brasil
Diretor: Allan Deberton
Sinopse: Pacarrete, uma velha e louca dançarina de balé de Russas, interior do Brasil, apenas deseja manter seus sonhos vivos.

Soul

País: EUA
Diretores: Pete Docter e Kemp Powers
Sinopse: Depois de conseguir um trabalho que sempre sonhou, um pianista de jazz de Nova York se encontra preso em um terreno estranho entre a Terra e o além vida.

‘Will & Grace’ é renovada para 11ª temporada antes do término do 9º ano

A NBC renovou oficialmente o revival ‘Will & Grace‘ para sua 11ª temporada, antes mesmo do término do 9º ano, garantindo a continuidade da série até 2020.

Além disso, mais episódios para o décimo ano foram encomendados, estendendo a próxima temporada de 13 para 18 capítulos.

A renovação não é uma surpresa, considerando que a série garantiu bons números de audiência, e, depois de sete dias após a exibição ao vivo, consegue praticar dobrar seus números.

Vencedora de 16 prêmios Emmy, a comédia voltou ao ar onze anos após o episódio de despedida, com elenco e direção original. Serão 16 episódios de 30 minutos cada, em que Debra Messing (Grace), Eric McCormack (Will), Megan Mullally (Karen) e Sean Hayes (Jack) novamente dão vida ao irreverente quarteto de amigos. A direção segue com James Burrows e produção executiva de Max Mutchnick e David Kohan.

Em entrevista à Entertainment WeeklyDebra MessingWill TrumanMegan Mullaly e Sean Hayes falaram sobre a experiência de retornar aos seus papéis.

Para Will:

“É como se fosse uma viagem no tempo, como se ainda estivéssemos em 2006 e no máximo tivéssemos dado uma escapadinha para levar outra vida por 11 anos. Ninguém voltou com a sensação de derrota e fracasso, com o rabo entre as pernas. Nós voltamos como pessoas crescidas e a sensação é a que damos um passo de vitória”.

O sentimento de tudo permanecer igual é tão latente que até mesmo a equipe de apoio continuou, conforme pontuou Mullaly:

“Muitos dos câmaras men são os mesmos que nos acompanharam no passado”.

De acordo com Hayes, a atmosfera de trabalho também continua a mesma:

“A cada semana eles nos presenteiam e tudo isso que estamos vivendo novamente superou nossas expectativas”.

Messing completou o raciocínio do colega, concluindo:

“Há tanta alegria nas noites em que gravamos. Tem sempre comida, dança, música…é realmente uma festa. Então, nesse sentido, é exatamente como sempre foi”.

O primeiro episódio da nova temporada foi exibido nos EUA e alcançou 10 milhões de espectadores, uma ótima audiência.

Will & Grace teve suas oito temporadas exibidas entre 1998 e 2006.

Crítica | Segunda Chance

Não é de hoje que o cinema dinamarquês vem conquistando a atenção dos cinéfilos mundo à fora. A qualquer novo trabalho, as atenções se voltam de novo a essa intensa escola e ao seu  modo de contar uma história. Assim, começamos falando da cineasta Susanne Bier e a sua marca registrada em preencher a tela com emoções à flor da pele por meio das histórias tristes, e muitas vezes sem rumo, de seus personagens. Não há delicadeza no cinema de Bier, o ser humano é exposto aos seus mais profundos limites. As fraquezas são mostradas da forma mais nua e crua. Porém, neste trabalho, diferente de sua grande maioria passada, infelizmente, tudo dá errado e o filme vai se tornando tão ou mais sonolento do que assistir a um jogo de futebol narrado pelo Galvão Bueno.

Na trama, conhecemos o policial Andreas (Nikolaj Coster-Waldau), um sujeito boa praça que sofre um grande trauma em sua vida quando durante a noite seu único filho para de respirar. Desesperado e sem saber o que fazer, acaba escolhendo uma alternativa arriscada quando resolve trocar seu bebê por um outro. Essa escolha irá traçar para sempre seu destino.

Parece que falta alguma peça para somar a história. Não é toda hora que a famosa diretora dinamarquesa consegue prender a atenção do público com seus melodramas. Em Corações Livres, Depois do Casamento e Em Um Mundo Melhor Melhor a fórmula funciona bem melhor, nesse novo trabalho, que chegou aos cinemas brasileiros no último dia 04 de junho, não dá certo.

Mesmo com os ótimos Nikolaj Lie Kaas e Ulrich Thomsen, falta desenvolvimento dos personagens dentro da trama. Tudo é muito gratuito e muitas vezes confuso. É difícil aceitar essa fábula melodramática. Segunda Chance é um filme bem irregular que chega a ser chato em muitos momentos, acaba pagando por uma fórmula que nem sempre dá certo. Por tudo que já fez no cinema, Bier merecia uma segunda chance de fazer um filme decente.

Se você ama uma boa comédia, prepare-se: essas DICAS são pra você!

Rir é sempre uma boa forma de escapar das chatices do cotidiano, especialmente quando enfrentamos momentos difíceis. Ao longo da história, o cinema nos presenteou com comédias fantásticas que, nas mãos de grandes artistas, se tornaram verdadeiras pérolas do humor. Pensando nisso, preparamos uma lista especial para quem está em busca de um bom filme de comédia para dar boas risadas:

 

Bar Esperança, o Último que Fecha

Lançado no início da década de 80, um dos grandes clássicos da comédia brasileira, Bar Esperança, nos leva até os saudosos tempos da clássica boemia carioca.

 

Cegos, Surdos e Loucos

Na trama, conhecemos Wally (Richard Pryor) e Dave (Gene Wilder), o primeiro um mal-humorado deficiente visual, que perdeu a visão após um acidente segue em sua busca por um emprego. O segundo, ex-ator que perdeu a audição aos 8 anos e virou dono de uma lojinha num edifício comercial que insiste aos próximos não ser surdo. Quando o destino une essas duas almas, após Wally ir trabalhar pra Dave, ambos são envolvidos em uma investigação de assassinato. Para tentar limpar o nome deles, já que são acusados pela polícia mesmo não sendo os responsáveis, enfrentarão diversas situações pra lá de inusitadas em busca dos verdadeiros culpados.

 

Improvisação Perigosa

Na vida profissional, as coisas vão de mal a pior para Kat (Bryce Dallas Howard), Marlon (Orlando Bloom) e Hugh (Nick Mohammed). Kat é uma professora de improvisação que ainda não conseguiu emplacar sua carreira como comediante. Marlon, um ator em busca do papel que mude sua trajetória, vive de pequenas oportunidades que nunca o levam ao estrelato. Já Hugh, um funcionário tímido e deslocado em uma grande empresa, vê nas aulas de improviso uma tentativa de dar algum rumo à sua vida. Certo dia, o destino cruza o caminho dos três e, sob a orientação de um agente da polícia, eles embarcam em uma missão inusitada: se infiltrar em uma perigosa gangue, criando personagens como disfarces. A partir daí, uma série de confusões e situações inusitadas está garantida.

 

Palm Springs

Na trama, conhecemos Nyles (Andy Samberg) um convidado distante de uma festa de casamento em um lugar isolado que após entrar em uma caverna misteriosa, durante o casamento, acaba acordando no mesmo dia do casamento infinitamente. O filme começa já com ele desiludido e meio que desistindo de tentar algo pra mudar isso, mas tudo muda quando num desses cenários repetitivos ele acaba puxando Sarah (Cristin Milioti), a irmã da noiva, para o mesmo loop.

 

O Grande Golpe do Leste

Maren (Sandra Hüller) e Robert (Max Riemelt) são um casal que vivem os tempos de incertezas após o início da reunificação da Alemanha, meses depois da queda do Muro de Berlim. Moradores de um condomínio onde outros moradores passam pelas mesmas dificuldades e sem saber o que será do futuro, um dia encontram um bunker cheio de dinheiro prestes a perder o valor. Buscando trocar esse dinheiro o mais rápido possível, a família comunista e seus amigos embarcam numa série de aventuras para conseguir estabilidade num mundo novo que está por vir.

 

Pagando Bem, Que Mal Tem?

Chegou no ano de 2008 nos cinemas essa hilária comédia, dirigida por Kevin Smith, que nos mostra os conflitos de dois amigos de longa data, Zack e Miri, quando, a partir do desespero de dívidas e mais dívidas, resolvem produzir um filme para adultos.

 

Divórcio

Na trama, acompanhamos Noeli e Júlio, um casal que viveu muito tempo na dificuldade mas sempre com muito amor, que acaba ficando rico quando o molho de tomate criado por ela se torna um sucesso nacional. Os anos se passam e a vida já não é a mesma e assim resolvem se divorciar, só que vários conflitos vão acontecer.

 

Se Organizar Direitinho…

As mil formas de ser feliz. Caminhando de maneira muito divertida sobre o sempre polêmico assunto dos caminhos do prazer Se Organizar Direitinho… é uma comédia espanhola despretensiosa que acaba gerando risos em muitos instantes além de fazermos refletir sobre a questão da sexualidade através de diversas óticas e pelas histórias variadas de seus divertidos personagens. Dirigido pelo cineasta Paco Caballero, o longa-metragem está disponível na Netflix.

 

O Despertar de Motti

Na trama, conhecemos o tímido Motti Wolkenbruch (Joel Basman), um jovem exemplar que se dedica à faculdade de economia de tarde e pela manhã ajuda seu pai na contabilidade da empresa da família. De família Judia Ortodoxa, enfrenta o maior obstáculo da vida quando se apaixona por Laura (Noémie Schmidt), uma colega de faculdade que não é Judia Ortodoxa e isso deixará sua mãe e família com a pulga atrás da orelha. Mas Motti, movido por esse sentimento tão grandioso que temos como o amor, quer navegar e ser comandante de seu próprio destino, nada arranjado.

 

Quase 18

Na trama, conhecemos a ‘aborrecente’ Nadine (Hailee Steinfeld), uma jovem com diversas dificuldades em se socializar com pessoas de sua idade que acaba perdendo seu pai, um dos seus únicos portos seguros. Sua relação com sua mãe Mona (Kyra Sedgwick) e seu irmão Darian (Blake Jenner) sempre foi complicada e as coisas só pioram quando uma de suas poucas amigas Krista (Haley Lu Richardson) acaba se apaixonando pelo seu irmão. Assim, ao longo dos conflituosos dias, Nadine terá que viver situações para chegar ao verdadeiro entendimento sobre os valores da vida, para isso contará com a ajuda inusitada de seu professor Mr. Brunner (Woody Harrelson).

 

10 Filmes dos Anos 80 Indicados ao OSCAR e você NÃO SABIA!

Com a edição 2021 do Oscar cada vez mais próxima – a cerimônia vai ao ar no dia 25 de abril -, grande parte dos cinéfilos não fala de outra coisa. Além de correr atrás dos filmes indicados e discuti-los até perder a voz, é sempre interessante revisitar o passado também, e aprender um pouco mais da história do maior prêmio da sétima arte, assim como sobre o cinema em geral.

Como forma de aquecimento para os novos prêmios da Academia, daremos continuidade à nossa série de matérias de curiosidades sobre as edições passadas do Oscar. Desta vez, iremos comentar sobre os filmes indicados na querida década de 80, que muita gente não possui conhecimento e outros tantos possam ter esquecido. Vem com a gente visitar o passado pela rua da memória. Confira abaixo.

Uma Secretária de Futuro

Exemplar que permeou a Sessão da Tarde no início dos anos 90, à primeira vista muitos podem desmerecer o longa por se tratar de uma comédia. Sim, infelizmente o gênero não ganha o respeito que merece, mesmo quando traz muitas tintas de reflexão, empoderamento feminino e certo drama mesclados à sua trama, como é o caso aqui. Grande herdeiro de Como Eliminar o Seu Chefe (1980), assim como o citado, Uma Secretária de Futuro ganhou uma adaptação para um programa de TV em 1990, protagonizado por ninguém menos do que uma então desconhecida Sandra Bullock.

No filme de 1988, que concorreu ao Oscar de 1989, quem protagoniza é Melanie Griffith numa versão feminina dos Yuppies, jovens profissionais ambiciosos que ocupavam grandes cargos em empresas de renome. O filme mostra o quanto era difícil para uma mulher sair de uma posição de baixo em uma empresa e escalar rumo ao sucesso profissional. O longa recebeu indicações de melhor filme, atriz (Griffith), coadjuvantes (Sigourney Weaver e Joan Cusack), diretor (Mike Nichols) e levou o prêmio de canção para ‘Let the River Run’, de Carly Simon.

Atração Fatal

Um ano antes, lançado em 1987 e concorrendo ao Oscar 1988, este suspense ficou marcado como um dos melhores e mais influentes do subgênero thriller erótico. Clássico do Supercine, muitos podem não lembrar, mas esta história arrepiante esteve entre os cinco postulantes ao maior prêmio do cinema. Na trama, Michael Douglas é o safado da vez, um sujeito casado cometendo adultério. Ele deixa entrar em sua vida uma mulher abalada (vivida por Glenn Close), colocando sua vida, de sua mulher e pequena filha em perigo. Hoje, o filme pode ser interpretado de outra forma, e quem sabe diminuir um pouco da culpa da personagem de Close, sempre vista como uma das mais notórias vilãs do cinema – quando o grande culpado da situação é mesmo o homem.

Atração Fatal foi indicado a melhor filme, diretor (Adrian Lyne), roteiro adaptado, edição, atriz coadjuvante (Anne Archer) e, continuando a tradição de injustiça à atriz, melhor protagonista para Glenn Close, a eterna “perdedora”. É claro, sem vitória.

A Testemunha

O astro Harrison Ford sempre foi associado a filmes de ação. Mas dentre seu acervo de obras do gênero, existem longas de muito prestígio igualmente. É onde se encaixa este thriller sobre um policial (Ford) precisando se infiltrar numa comunidade Amish como um dos seus, a fim de proteger um menininho, testemunha de um assassinato. O filme serviu também para colocar certa luz em tal comunidade, na época tida com muito preconceito por seu estilo de vida bem peculiar (vivendo ainda conforme os 1800). No elenco, uma das musas da década de 80, Kelly McGillis, de Top Gun.

A Testemunha foi indicado melhor filme, ator (Harrison Ford), diretor (Peter Weir), fotografia, direção de arte, trilha sonora, e levou os de roteiro original e edição.

Tootsie

Já imaginou Uma Babá Quase Perfeita indicado para o Oscar de melhor filme? Bem, aqui temos quase isso, com sua versão dos anos 80. Antes do saudoso Robin Williams se vestir em drag para ficar perto dos filhos no filme de 1993, o veterano Dustin Hoffman havia feito o mesmo em 1982. A trama é levemente diferente, com o protagonista vivendo um ator duro e sem trabalho, que resolve se vestir de mulher para conseguir o papel em uma novela. Será que desce redondo hoje?

Seja como for, Tootsie foi indicado para absurdos 10 prêmios no Oscar: melhor filme, ator (Hoffman), diretor (Sydney Pollack), atriz coadjuvante (Teri Garr), roteiro original, fotografia, som, edição e canção; saindo vitorioso da categoria atriz coadjuvante para a lendária Jessica Lange, em início de carreira.

Hannah e Suas Irmãs

Digam o que quiserem, a contribuição de Woody Allen para o cinema é simplesmente importante demais. Hoje, um novo debate sobre a vida pessoal dos artistas entra em pauta. Seja como for, ao longo de sua carreira como realizador, Allen foi um dos cineastas mais constantes de Hollywood, entregando basicamente um filme por ano, desde a década de 1970. Mas ao se produzir tanto assim, quantos trabalhos possuem realmente ressonância com o público? Sem dúvidas podemos dizer que este é um deles.

Em seu longo acervo, apenas três obras tiveram a honraria de estar entre as indicadas a melhor filme, e esta é uma delas. As questões que sempre marcam presença em suas produções não podiam ficar de fora, assim o autor discute relacionamentos, traição, família, carreira, vida artística, numa história com protagonismo feminino de três irmãs bem diferentes, interpretadas por Mia Farrow, Dianne Wiest e Barbara Hershey. O filme foi indicado para 7 prêmios e levou 3 para casa. Hannah e Suas Irmãs foi nomeado para melhor filme, diretor (Allen), direção de arte e edição, e levou ator e atriz coadjuvantes (Michael Caine e Wiest) e roteiro (Allen).

Feitiço da Lua

Pensa só, como a maioria dos fãs reagiria hoje a um filme protagonizado por Cher e Nicolas Cage? Dupla improvável, certo? Mas não para 1987, quando esse longa com doses de romance e drama foi lançado. No auge de sua beleza, Cher interpreta uma ítalo-americana durona, se apaixonando pelo irmão de seu noivo (Cage). Feitiço da Lua é considerado uma das histórias de amor mais queridas da década de 80. O filme ganhou 3 Oscar dos 6 que estava indicado. Dentre as nomeações, melhor filme, coadjuvante (Vincent Gardenia) e diretor (Norman Jewison), e as vitórias de Cher (acredite!) como protagonista, coadjuvante (Olympia Dukakis) e roteiro original.

O Beijo da Mulher-Aranha

Hector Babenco, mesmo tendo nascido na Argentina, era brasileiro de coração e um de nossos maiores tesouros. Grande parte de seus filmes foram produzidos aqui em nosso país varonil. Não por menos, os críticos se derreteram em lágrimas com o documentário sobre sua vida, dirigido por sua companheira Bárbara Paz. Embora tenha uma lista de obras de prestígio em sua filmografia, vide Pixote (1981) e Carandiru (2003), podemos dizer que seu longa mais prestigiado é este O Beijo da Mulher-Aranha, lançado em 1985. E estamos falando de um cineasta que comandou Jack Nicholson e Meryl Streep juntos (em Ironweed, 1987). A relação entre um gay e um prisioneiro político emocionou o mundo e chegou até o Oscar, com indicações de melhor filme, roteiro adaptado, diretor (Babenco) e a vitória do protagonista William Hurt.

O Reencontro

Hoje, filmes sobre o reencontro de amigos do passado se tornou lugar comum, virando quase um subgênero seja dentro do drama ou da comédia. Pensando sobre isso, podemos apontar O Reencontro como um dos responsáveis pela influência e consolidação deste estilo de filme. Aqui, um grupo de colegas universitários se reencontra alguns anos depois numa casa de veraneio para discutir suas vidas e refletir sobre um colega falecido. Um dos verdadeiros chamarizes é o elenco de peso, com então novatos como Jeff Goldblum, Glenn Close, Kevin Kline, Tom Berenger e William Hurt. Ah sim, o filme é de 1983 e figurou na cerimônia de 1984. O Reencontro foi indicado aos Oscar de melhor filme, atriz coadjuvante (Glenn Close, sempre ela) e roteiro original, mas terminou sem vitórias.

Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida

Voltando 40 anos no passado, os blockbusters não eram o que são hoje. De fato, por mais que a esta altura já existissem filmes unicamente voltados ao entretenimento, perceber uma superprodução deste porte não era comum. Assim, imagine a mente do espectador ao se deparar com algo que continua impressionando audiências de hoje. Era algo totalmente sem precedentes. Seguindo de perto a cartilha dos primeiros blockbusters da história, como Tubarão e Star Wars (1975 e 1977), ambos indicados ao Oscar de melhor filme, o primeiro Indiana Jones igualmente recebia a honraria máxima da Academia. Os Caçadores da Arca Perdida recebeu indicações de melhor filme, diretor (Steven Spielberg), fotografia e trilha sonora, saindo vitorioso das categorias de direção de arte, som, edição, efeitos visuais e mais um prêmio especial por edição de som (na época a categoria não existia). Ah sim, o primeiro Indiana Jones é o único da lista a estar incluído entre os 250 melhores de todos os tempos na opinião do grande público.

E.T. – O Extraterrestre

Embora os mais novos não tenham tanto conhecimento, mas há um motivo para Steven Spielberg ser considerado um dos grandes da indústria cinematográfica de todos os tempos. Seus filmes de entretenimento sempre tiveram muito conteúdo e garantiam igualmente o prestígio de prêmios, muitos dos quais reservados ao diretor. Tubarão (1975), o primeiro blockbuster da história, recebeu indicação no Oscar de melhor filme. O mesmo feito foi conquistado por Indiana Jones (1981) e no ano seguinte por E.T. (1982). Se isso não é estar no topo do mundo? Imagina fazer filmes que são ao mesmo tempo fenômenos de bilheteria, eventos culturais no mundo inteiro e extremamente prestigiados com os intelectuais, críticos e membros da Academia. Nem os Deuses acertam tanto. A história de amizade entre um menino e uma criaturinha espacial emocionou o mundo e para o diretor, refletiu a separação dos pais e como foi crescer sem a figura paterna em casa.

E.T. bateu o recorde do item acima por um prêmio, sendo lembrado para nomeações em 9 categorias: melhor filme, diretor (Spielberg), roteiro original, fotografia, edição, e venceu as de melhores efeitos visuais, som, trilha sonora e edição de som.

‘Family Blood’: Terror de vampiro da Blumhouse ganha trailer

O novo filme da Blumhouse, ‘Family Blood‘, acabou de ganhar o primeiro trailer.

Confira:

O filme será estrelado por Vinessa Shaw James Ransone (A Entidade) e Colin Ford, e terá um lançamento limitado nos cinemas dos EUA no dia 16 de março, e chegará na Netflix no dia 31 de Março. Ainda não se sabe se o lançamento será apenas nos EUA, mas é provável que não demore a chegar no catálogo brasileiro.

Confira abaixo a sinopse completa:

“Ellie, uma viciada em drogas em recuperação, se muda para uma nova cidade com seus dois filhos adolescentes. Ela teve dificuldades para se manter sóbria no passado e está determinada a fazer isso funcionar dessa vez, encontrando um emprego estável e indo de forma regular as reuniões de apoio. Infelizmente, novos amigos, um novo trabalho, e uma nova chance na vida, não são capazes de impedir que Ellie tenha uma nova recaída. A vida dela muda quando conhece Christopher – um tipo diferente de viciado –, que junta forças com os filhos dela para aceitar uma nova versão de Ellie.”