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OSCAR 2026: 21 filmes indicados e imperdíveis para assistir no streaming antes da premiação

Está chegando a tão aguardada cerimônia do Oscar 2026! Os corações de nós, brasileiros, estão batendo mais forte com a real possibilidade de levarmos pelo menos uma estatueta na cerimônia do próximo dia 15 de março, com o maravilhoso filme de Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto.

Para você que gosta de assistir ao máximo de filmes possíveis antes da premiação, saiba que muitas dessas obras já estão ao nosso alcance pelos streamings. Abaixo, segue uma lista dessas produções indicadas ao Oscar deste ano que você pode ver (ou mesmo rever) no conforto do seu sofá:

 

O Agente Secreto (Netflix)

Brasil, 1977. Fugindo de um passado misterioso, Marcelo, um especialista em tecnologia, na casa dos quarenta, volta ao Recife em busca de um pouco de paz, mas percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. (Sinopse oficial)

‘O Agente Secreto’: Tânia Maria afirma que não irá à cerimônia do Oscar e explica o motivo; Confira!

 

Foi Apenas um Acidente (MUBI)

Após um incidente na estrada, um homem e sua família precisam de ajuda com o carro. O que parecia uma situação comum toma outros rumos quando ele é reconhecido por alguém que o identifica como seu antigo torturador.

 

Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria (Telecine)

Linda, uma terapeuta à beira de um colapso, lida sozinha com a misteriosa doença de sua filha, o marido ausente e pacientes problemáticos. (Sinopse oficial)

 

Bugonia (Tem para aluguel em algumas plataformas)

A história acompanha dois jovens obcecados por conspirações, que sequestram a poderosa CEO de uma grande empresa, convencidos de que ela é uma extraterrestre que pretende destruir o planeta Terra. (Sinopse oficial)

 

A Vizinha Perfeita (Netflix)

Com uma narrativa brilhante, que encontra enorme coesão na sua montagem, o novo documentário da Netflix, A Vizinha Perfeita, detalha uma tragédia real e chocante que atingiu em cheio a cidade de Ocala, no Condado de Marion (Flórida). Dirigido pela cineasta Geeta Gandbhir, o projeto – que prende a atenção desde seu início até o sufocante desfecho – levanta questões importantes sobre preconceito racial, leis de legítima defesa e o papel da polícia, chegando em um recorte profundo sobre a sociedade norte-americana.

Crítica | ‘A Vizinha Perfeita’ – Da cultura da impunidade ao preconceito racial: Novo True Crime da NETFLIX é estarrecedor!

 

Guerreiras do K-Pop (Netflix)

O filme acompanha o trio feminino HUNTR/X, herdeiras de uma lendária dinastia de caçadoras de demônios que enfrentam um novo e perigoso desafio: deter os Saja Boys, um grupo masculino de K-pop criado por vilões para roubar os corações e as almas de seus fãs. (Sinopse oficial)

 

Armado com uma Câmera: Vida e Morte de Brent Renaud (HBO MAX)

Esse projeto de 37 minutos, dirigido Craig Renaud, nos mostra a história de um jornalista norte-americano morto na guerra da Ucrânia.

 

O Diabo não tem Descanso (HBO MAX)

Este potente documentário acompanha um dia na vida da chefe de segurança de uma clínica de aborto, que enfrenta diariamente decisões dolorosas e a pressão de manifestantes incansáveis.

 

Alabama Presos do Sistema (HBO MAX)

Dirigido por Andrew Jarecki e Charlotte Kaufman, esse projeto coloca em evidência o sistema prisional no Estado do Alabama.

 

Embaixo da Luz de Neon (Apple Tv)

O filme nos conduz por uma história emocionante sobre amor, resiliência e poesia, ao acompanhar a trajetória de Andrea Gibson, poeta renomada diagnosticada com um câncer agressivo. Entre momentos de lembranças e afetos, acompanhamos seus passos diante da fragilidade da vida.

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Zootopia 2 (Disney Plus)

No novo filme, os policiais novatos Judy Hopps e Nick Wilde se encontram na trilha de um grande mistério quando de Gary De’Snake chega a Zootopia, virando a metrópole animal de cabeça para baixo. Para desvendar o caso, Judy e Nick devem se infiltrar em novas e inesperadas partes da cidade, onde sua crescente parceria será testada como nunca. (Sinopse oficial)

 

Os Cantores (Netflix)

Em uma noite gelada, alguns homens estão em um bar desabafando sobre suas vidas. De repente, um deles lança um desafio inusitado: descobrir quem canta melhor. Assim, surpresas começam a surgir.

Crítica | ‘Os Cantores’ – O impactante curta indicado ao Oscar 2026 que dilacera a solidão

 

A Hora do Mal (HBO MAX)

Em uma certa madrugada, quase toda uma turma de jovens estudantes desaparece sem deixar rastros. A professora dessa turma passa a sofrer represálias e é colocada como grande culpada. Aos poucos, algumas respostas vão aparecendo.

 

Quartos Vazios (Netflix)

Trazendo outros olhares para a dor imensurável das tragédias em escolas que atingiram famílias em todo os Estados Unidos, o curta-metragem documental Quartos Vazios é um belíssimo e comovente filme, construído em meio a uma importante reportagem. Dirigido por Joshua Seftel, o projeto indicado ao Oscar 2026 parte do concreto de um registro: dos desabafos de um experiente profissional da comunicação, da emoção dos pais e de imagens que falam por si só.

Crítica | ‘Quartos Vazios’ – Indicado ao Oscar traduz dor imensurável

 

Hamnet (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Nessa trama dilacerante, acompanhamos o jovem William Shakespeare e sua esposa, Agnes, enquanto lidam com uma tragédia que abala sua família, inspirando-o a escrever uma obra que nunca mais sairia das memórias.

 

Valor Sentimental (MUBI)

Um diretor de cinema, mantém uma relação distante e estremecida com as duas filhas, está prestes a iniciar seu novo filme e oferece o papel principal a uma delas. Diante da recusa, ele convida uma famosa atriz norte-americana para o projeto. Aos poucos, vamos compreendendo a complexa dinâmica familiar que se forma, marcada por sentimentos conflitantes de todos os lados.

 

Pecadores (HBO MAX)

Dois irmãos gêmeos retornam à cidade natal na tentativa de escapar de um passado ligado à máfia de Chicago, mas logo se veem de frente com forças aterrorizantes.

 

Uma Batalha Após a Outra (HBO MAX)

Um homem que vive isolado com a filha é obrigado a reunir forças quando, após 16 anos, precisa encarar de frente o passado como ex-revolucionário, embarcando em uma jornada na qual precisará de toda a ajuda possível para reencontrá-la.

 

Frankenstein (Netflix)

Basicamente dividido em duas partes, conhecemos Victor (Oscar Isaac) – com uma leve passagem por seu passado – e seu presente já como um cientista determinado a provar que é possível trazer alguém de volta à vida. Esse feito se concretiza com a criação de uma criatura (Jacob Elordi) que vai modificar seu destino para sempre. Nessa relação de amor e ódio, relações se invertem, o criador e criatura embarcam em jornadas dolorosas em busca de um sentido para a própria existência.

 

Sonho de Trem (Netflix)

Nesse belíssimo filme, acompanhamos a trajetória de vida de um humilde lenhador, marcada por acontecimentos impactantes, que transitam entre os lapsos de felicidade e as perdas.

 

F1 – O Filme (Apple Tv)

Na trama, acompanhamos a história de dois pilotos de uma equipe de Fórmula 1. Um deles é um jovem e talentoso piloto; o outro, experiente e marcado por traumas no passado. Juntos, eles buscam encontrar uma fórmula de sucesso para conseguir vencer como equipe.

Lady Gaga e as Divas da Música que se tornaram Atrizes no Cinema

Sim, meus amigos. Chegou a hora dos detratores darem o braço a torcer. O mundo dá voltas e ao longo da história tivemos diversas cantoras pop transformadas em atrizes. Algumas, como veremos a seguir, conquistaram inclusive enorme prestígio nesta outra carreira. A verdade é que o mundo do entretenimento está interligado, e em geral as artes se complementam. A mais nova cantora a dar uma guinada e “trocar” de lado foi Lady Gaga, uma das maiores estrelas da música pop da atualidade. Com o lançamento de Nasce uma Estrela neste fim de semana nos cinemas brasileiros, Stefani Germanotta, vulgo Lady Gaga, brilha também como atriz e gera falatório de prêmios.

Pensando nisso, em homenagem a este lançamento, que deve seguir forte rumo ao Oscar – segundo afirmam especialistas -, resolvemos formular nossa nova lista. Desta vez, o foco são cantoras e estrelas da música que deram o passo além, se tornando atrizes também – variando em sucesso.

Para finalizar, sabemos que muitas cantoras e artistas da música já tiveram sua chance na carreira de atriz (na verdade todas, ou quase todas) e esta lista poderia ficar realmente longa. Portanto, apontaremos apenas algumas das mais famosas. Caso tenhamos esquecido alguma, deixe nos comentários. De resto, quem sabe guardaremos outras para um próximo especial.

Então, preparem-se para ouvir essas musas nas telas. Vem conhecer.

Lady Gaga

Como foi motivadora da lista, não poderíamos começar com outro nome. Com apenas 32 anos de idade, Lady Gaga (alter ego de Stefani Germanotta) começou a carreira em 2001, vindo a estourar em 2008. Portanto, não deixa de ser impressionante sua ascensão meteórica em apenas 10 anos, se tornando uma das cantoras mais populares mundialmente e sendo conhecida como “veterana” na indústria.

A primeira aparição de Gaga nas telas ocorreu antes de ter se tornado cantora, com uma ponta aos 15 anos de idade no seriado Família Soprano, em 2001. Depois foram diversas participações especiais, na maioria interpretando a si mesma, como em Os Simpsons, e nos filmes Homens de Preto 3 (2012) e Muppets 2: Procurados e Amados (2014). Como personagem na trama, podemos considerar seu primeiro filme o insano Machete Mata (2013), de Robert Rodriguez, no qual tem um papel igualmente insano. O filme foi lançado direto em vídeo no Brasil.

No ano seguinte, voltou a trabalhar com Rodriguez e entregou seu primeiro papel no qual verdadeiramente atuou com certa dramaticidade. Embora pequeno, seu papel como a garçonete Bertha de Sin City: A Dama Fatal (2014) mostrava potencial. Gaga a seguir se voltou para a TV e protagonizou uma temporada inteira da série de terror American Horror Story. E o curioso, ela foi quem se aproximou buscando o trabalho. Pela atuação, ela ganhou um Globo de Ouro.

Agora, a cantora pode dar o próximo passo em sua carreira com Nasce uma Estrela, filme pelo qual pode receber sua primeira indicação ao Oscar de atriz. É esperar para ver.

Madonna

Se existe uma estrela da música que serviu de inspiração para a maioria das cantoras e aspirantes da atualidade, esta estrela é Madonna. Nem é preciso dizer o valor e influência que a musa, conhecida como Rainha do Pop, possui. Sua carreira começou em 1983, e a explosão ocorreu com o álbum Like a Virgin em 1984. Com mais de 300 milhões de discos vendidos mundialmente, Madonna é imortalizada como a artista feminina da música mais vendida no mundo, pelo Livro Guinness de recordes. Em comum com Gaga, além da ousadia e os cabelos loiros, ambas possuem descendência italiana.

Nas telas, a carreira começou antes, com o curta The Egg em 1972, quando tinha apenas 14 anos. Depois, em 1979, protagonizaria o drama criminal Um Certo Sacrifício (A Certain Sacrifice), no qual foi creditada com seu nome do meio, Louise Ciccone. O longa foi relançado em 1985, quando sua carreira musical já havia explodido. Madonna surgiu bem na época da MTV e dos videoclipes, portanto, sua carreira foi inovadora neste sentido também, por ter sido uma das cantoras que ajudaram a cimentar a imagem junto com as canções. Nesta mesma época, Madonna fez participação no romance dramático Em Busca da Vitória (Vision Quest, 1985), interpretando uma cantora de boate, muito parecida com sua persona na vida real.

Ainda em 1985, estrelou seu primeiro filme como protagonista, surfando na onda de sua popularidade crescente como cantora. Na comédia Procura-se Susan Desesperadamente, Madonna e Rosanna Arquette trocam de identidade. No ano seguinte, a cantora viria a amargar seu primeiro grande fracasso no cinema, com o drama “sério” Surpresa em Shanghai. O filme refletiu seu casamento conturbado com o ator Sean Penn – os relatos é que as brigas eram homéricas. Daí seguiram Quem é essa Garota (1987), Doce Inocência (1989), Dick Tracy (1990), Neblina e Sombras (1991), de Woody Allen, Uma Equipe Muito Especial (1992), o erótico Corpo em Evidência (1993), Olhos de Serpente (1993), Sem Fôlego (1995), Grande Hotel (1995), Garota 6 (1996), de Spike Lee, e Evita (1996) – pelo qual os fãs clamavam por uma indicação para a cantora, que não veio.

Na década passada, Madonna foi bem menos ativa nas telas. Em 2000, lançou a comédia Sobrou pra Você, na qual decide ter o filho do melhor amigo gay. Mas foi com Destino Insólito (2002), refilmagem de uma obra italiana, que viu ressurgiu em sua carreira problemas da vida pessoal. Nesta época, a cantora estava casada com o cineasta britânico Guy Ritchie, diretor do longa, e com o filme ambos atingiram o ponto baixo em suas carreiras. A separação saiu logo após. Depois disso, vieram apenas uma participação em 007 – Um Novo Dia para Morrer (2002), no qual gravou a canção tema, uma participação no seriado cômico Will & Grace e a dublagem na versão em inglês para a animação Arthur e os Minimoys, de Luc Besson.

Poucos sabem, mas Madonna é também diretora de cinema, roteirista e produtora. E tem no currículo, assinado nos três quesitos citados acima, a comédia musical Sujos e Sábios (2008) e drama de época W.E. – O Romance do Século (2011). Como produtora, ela bancou as comédias juvenis O Agente Teen (2003) e O Agente Teen 2 (2004).

Whitney Houston

A saudosa e lendária estrela do R&B norte-americano nos deixou cedo. Ganhando os holofotes para o mundo mais ou menos na mesma época de Madonna, Whitney compartilha de sua extrema popularidade, embora dona de um estilo mais clássico, recatado e menos jovem. Com as vendas, Whitney chegou perto, tendo vendido algo em torno de 200 milhões de discos. Porém, acima das outras, guarda o recorde como a artista da música mais premiada da história. Seu sucesso veio com o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, intitulado somente Whitney Houston, em 1985.

Nas telas, seus primeiros trabalhos vieram antes de sua carreira musical, com participações nas séries Gimme a Break! (1984) e As the World Turns (1984). A estreia nas telonas viria a demorar, mas seria em grande estilo. O Guarda-Costas (1992) é o filme pelo qual Whitney é constantemente lembrada como atriz. Pelo filme, ela teve duas canções indicadas ao Oscar (“I Have Nothing” e “Run to You”), mas infelizmente não venceu. Dali seguiram participações em Falando de Amor (1995) e Um Anjo em Minha Vida (1996), com Denzel Washington. Em 1997, estrelou o episódio de 1h30min no seriado o Maravilhoso Mundo da Disney. Na reimaginação de Cinderella, intitulado no Brasil A Cinderela, Whitney viveu a Fada Madrinha da Cinderela da cantora Brandy (sensação na época). O telefilme contava ainda com Whoopi Goldberg no elenco. A cantora também produziu a obra e recebeu uma indicação no Emmy.

Ainda como produtora, esteve por trás dos filmes O Diário da Princesa (2001), que lançou a carreira de Anne Hathaway, e sua continuação (2004). A artista, infelizmente, viria a falecer em 2012, antes do lançamento de seu último filme, Sparkle: O Brilho de uma Estrela, do qual também foi produtora. Este ano, um documentário sobre a icônica cantora foi exibido em festivais e, segundo rumores, possui grandes chances de prêmios.

Cher

Outra lenda viva, Cherilyn Sarkisian é dona de uma carreira que já dura seis décadas. Antes de todas as outras da lista, Cher começou a carreira ainda na década de 1960, época na qual cantava com seu então marido Sonny Bono, no dueto Sonny & Cher. I Got You foi o primeiro grande hit da dupla. Já nos anos 2000, a cantora se reinventou e virou musa do universo hoje chamado LGBT+, com apresentações recorrentes em Las Vegas.

A carreira nas telas teve pontapé com uma participação na série de espionagem O Agente da UNCLE, em 1967. No cinema, a grande revelação veio dois anos depois com Chastity, no qual protagonizou, com roteiro do marido Sonny, um road movie através do país. No entanto, seu talento dramático só viria a chamar atenção na década de 1980. O primeiro grande trabalho foi no drama denúncia real Silkwood – O Retrato de uma Coragem (1983), no qual serviu como coadjuvante para Meryl Streep e recebeu uma indicação ao Oscar. Depois seguiu Marcas do Destino, onde vive a mãe de um jovem deformado – filme que lhe rendeu uma indicação no Globo de Ouro. Ainda na década de 1980, vieram As Bruxas de Eastwick (1987), Sob Suspeita (1987) e o Oscar de melhor atriz pelo drama romântico Feitiço da Lua (1987).

Na década de 1990, vieram Minha Mãe é uma Sereia (1990), com Winona Ryder, Fiel, mas Nem Tanto (1996), O Preço de uma Escolha (1996) – no qual estreou na direção de um dos segmentos do telefilme – e Chá com Mussolini (1999). Além disso, a década traria participações da cantora como ela mesma, vide O Jogador (1992) e Prêt-à-Porter (1994) – ambos de Robert Altman. Fato repetido em 2003, com uma participação maior no filme Ligado em Você. Cher também participou de dois episódios da comédia Will & Grace (em 2000 e 20002), protagonizou o musical Burlesque (2010) ao lado de Christina Aguilera (em seu único filme) e cedeu a voz para a leoa em O Zelador Animal (2011). Este ano, a cantora esteve na sequência Mamma Mia 2: Lá Vamos Nós de Novo, no qual atuou novamente com a amiga Meryl Streep.

Outras Cantoras/Atrizes:

Tina Turner

A lendária Anna Mae Bullock, verdadeira identidade de Tina Turner, assim como Whitney Houston e Madonna, teve sua própria biografia nas telonas. No entanto, ao contrário das colegas, a sua foi digna de indicações ao Oscar. Em Tina (1993), ela foi vivida por Angela Bassett. Além disso, como atriz ficou marcada como Tia Entity, a vilã de Mad Max: Além da Cúpula do Trovão (1985), no qual proveu a trilha sonora, com a canção tema famosa “We Don´t Need Another Hero”. Fora isso, esteve no musical Tommy (1975), na aventura cômica Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band (1978) e em O Último Grande Herói (1993), no qual viveu a prefeita. Sua última participação nas telas foi na série Ally McBeal (2000), interpretando a si mesma.

Beyoncé

Uma das cantoras de maior prestígio na atualidade, a jovem Beyoncé já foi a mulher mais rica do mundo com menos de 30 anos. Além disso, já foi também atriz diversas vezes. Inclusive, a cantora seria a intérprete principal feminina em Nasce uma Estrela, quando o filme ainda tinha direção de Clint Eastwood. Seu primeiro filme foi Carmen: Uma Ópera Pop (2001), filme para a TV. Depois, vieram as comédias Austin Powers em o Homem do Membro de Ouro (2002), Resistindo às Tentações (2003) e A Pantera Cor de Rosa (2006). Beyoncé dava o próximo passo em uma atuação mais séria e digna de indicações, com Dreamgirls: Em Busca de um Sonho (2006), filme que emplacou no Oscar. Assim, seguiram Cadillac Records (2008) e o suspense Obsessiva (2009), que, com críticas extremamente negativas (muitas o colocando como um dos piores filmes de seu respectivo ano) se tornou o último trabalho da cantora nas telas. Ano que vem, Beyoncé será a voz de Nala na adaptação em “live action” de O Rei Leão.

Rihanna

A bela cantora saída da ilha de Barbados é outra que se aventurou no terreno da atuação. Seu primeiro filme como atriz foi no lançamento em vídeo As Apimentadas: Tudo ou Nada (2006) e ocorreu antes de sua explosão como cantora. Depois do sucesso, Rihanna participaria de seu primeiro filme para o cinema com o blockbuster Battleship: A Batalha dos Mares (2012) – filme que, infelizmente, viria a se tornar um fracasso retumbante. No ano seguinte, fez uma ponta na comédia escrachada É o Fim (2013), interpretando a si mesma. Em 2014, fez outra participação, desta vez no remake do musical Annie, no qual viveu a Deusa da Lua. Em 2015, foi a vez de emprestar a voz para a animação Cada um na Sua Casa. Ano passado, marcou presença na ficção aventuresca de Luc Besson, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, mas chamou atenção mesmo foi com sua performance na série de suspense Bates Motel, na qual por dois episódios deu vida para a icônica personagem de Psicose, Marion Crane, vivida no filme por Janet Leigh. Este ano, Rihanna foi parte do timaço feminino no derivado Oito Mulheres e um Segredo.

Britney Spears

Parte do fenômeno juvenil pop que tomou o mundo de assalto no fim dos anos 1990 e início de 2000, a jovem Britney Spears viveu para se tornar uma cantora problemática e polêmica. Antes disso, no entanto, quando era apenas uma menina doce e amável, ela interpretou a si mesma na série adolescente Sabrina – Aprendiz de Feiticeira (1999). Spears, que começou a carreira apresentando programas da Disney, repetiria o feito em Kenan e Kel (1999), Os Simpsons (2000), Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro (2002), Pauly Shore está Morto (2003), Glee (2010) e na recente Jane, a Virgem (2015). Seu primeiro e único papel protagonista no cinema foi em Crossroads – Amigas para Sempre (2002), filme adolescente que demorou para capitalizar em cima do sucesso da cantora – já que foi lançado anos depois de seu auge. Além disso, Spears participou do filme Longshot (2001) e das séries Will & Grace (2006) e Como Eu Conheci Sua Mãe, em dois episódios em 2008.

20 Anos do Final de ‘Friends’ – Relembre 10 Grandes Astros e Estrelas que Estiveram na Série!

O último capítulo de ‘Friends‘ foi ao ar em maio de 2004 em um episódio duplo, batendo recorde de audiência, ao ser assistido por mais de 52 milhões de pessoas nos EUA.

The Last One‘ é considerado um dos melhores episódios de ‘Friends‘, sendo avaliado em 9,6 pontos no IMDb.

Celebrando os 20 anos do final da série, vamos relembrar os 10 Grandes Astros e Estrelas que Estiveram na Série!

01) Julia Roberts

Na época em que participou de ‘Friends’, Julia Roberts estava namorando Matthew Perry. E curiosamente viveu seu interesse amoroso no episódio 13, da segunda temporada, em 1996. A atriz, que mantém status como uma das maiores estrelas de Hollywood desde 1990, viveu Susie, uma colega que sofreu bullying de Chandler no colégio, e resolve se vingar na vida adulta, o seduzindo.

02) Brad Pitt

Outro vencedor do Oscar, Brad Pitt também deu o ar da graça em ‘Friends’. E assim como Julia Roberts, também estava envolvido amorosamente com um dos amigos na época de sua participação. A diferença é que quando participou, Pitt era casado com Jennifer Aniston. Em 2001, no episódio 9 da oitava temporada ele viveu Will, um ex-estudante gordinho que junto a Ross forma o clube “Eu Odeio Rachel”.

03) Bruce Willis

Um ano antes da participação de Brad Pitt, em 2000, Bruce Willis debutava em ‘Friends’. Em 1995, Willis e Pitt trabalharam juntos em ‘Os 12 Macacos’. Um dos maiores astros da ação dos anos 80 e 90, Bruce Willis foi Paul, nos episódios 21, 22 e 23 da sexta temporada. Ele era o pai de uma aluna de Ross, bem mais jovem, com quem o professor desenvolve uma relação inapropriada. Nem precisa dizer que o paizão fez Ross passar o “pão que o diabo amassou”, e ainda se envolve com Rachel.

04) Susan Sarandon

A participação da veterana vencedora do Oscar Susan Sarandon ocorreu mais para o fim da série, na sétima temporada. Conhecida por seus papeis em ‘Thelma & Louise’, ‘O Cliente’ e ‘Os Últimos Passos de um Homem’, Sarandon esteve no episódio 15 da citada temporada. Ela viveu Cecilia, uma experiente atriz de novela, que será jogada para escanteio em prol do personagem de Joey. Assim, o que nasceu como ódio entre eles, se desenvolve para uma paixão relâmpago.

05) Robin Williams

Outro saudoso ator que, assim como Matthew Perry, nos deixou cedo demais. Quando participou de ‘Friends’ em 1997, Robin Williams estava promovendo a comédia ‘1 Dia 2 Pais’, longa no qual trabalhou ao lado de Billy Crystal. Como o filme tinha produção da Warner, os executivos acharam por bem a dupla ir divulgar o longa na série, igualmente um produto da Warner. Assim, Williams e Crystal vivem dois amigos com uma traição entre eles, no episódio 24 da terceira temporada.

06) Sean Penn

O intenso ator duas vezes vencedor do Oscar Sean Penn foi outro que se aventurou pelas terras da sitcom mais popular de todos os tempos. Seu personagem Eric, é um professor culto por quem Phoebe se apaixona. Só tem um pequeno grande problema: ele já está namorando a irmã gêmea dela, Ursula – que finge ser outra pessoa, enganando-o. A participação de Penn ocorreu nos episódios 6 e 7 da oitava temporada em 2001.

07) Winona Ryder

Na década de 90, Winona Ryder era considerada a melhor atriz de sua geração, e uma que os grandes diretores, como Francis Ford Coppola e Martin Scorsese lutavam para ter em seus filmes. A atriz tem suas duas indicações ao Oscar para provar. No episódio 20 da sétima temporada, em 2001, Ryder viveu uma colega de Rachel da época de faculdade. Querendo provar que não é tão certinha, Rachel quer relembrar o beijo quente que deu na amiga. Mas ela não lembra de nada. Ou será que não?

08) Reese Witherspoon

Quando participou de ‘Friends’ em 2000, Reese Witherspoon era uma jovem atriz, bem longe da potência que se tornaria anos depois. Mesmo assim ela já era um nome famoso em Hollywood. Ela viveu a irmã mais nova de Rachel, a para lá de mimada Jill – nos episódios 13 e 14 da sexta temporada. Dezenove anos depois, Witherspoon e Aniston voltariam a colaborar em uma série de TV, com ‘The Morning Show’.

09) George Clooney

George Clooney ainda não era o George Clooney que conhecemos hoje, diretor de cinema e ator vencedor do Oscar, quando participou de ‘Friends’ logo na primeira temporada, no episódio 17, em 1995. O que acontece é que na época, a rede NBC gostava de fazer estas gracinhas, realizando crossovers para promover programas novos – assim personagens de outras séries davam as caras em seriados que não eram o seu criando uma espécie de universo compartilhado do canal. Assim, Clooney e Noah Wyle apareciam em seus papeis de ‘E.R. – Plantão Médico’. Quem também deu as caras nesse esquema foi Helen Hunt, de ‘Mad About You’. Por outro lado, Matthew Perry apareceu como Chandler em ‘Caroline in the City – Tudo por um Gato’.

10) Danny DeVito

De todos os papeis do mundo, em qual você nunca imaginaria o baixinho Danny DeVito? Pois bem, se você respondeu stripper, saiba que foi justamente este que o ator representou em ‘Friends’, no episódio 11 da décima e última temporada do programa. A graça está no fato de que é ele quem aparece como o stripper para a despedida de solteira de Phoebe, que Monica e Rachel dão para ela.

Friends’ foi uma das sitcoms que mais participações de atores famosos ganhou, também pudera, com o sucesso que fazia, conseguia escalar qualquer um. Outros nomes bastante badalados que apareceram no programa foram os de: Jeff Goldblum, Kathleen Turner, Ben Stiller, Tom Selleck, Charlton Heston, Christina Applegate, Gary Oldman, Paul Rudd, Brooke Shields, Jean-Claude Van Damme, Charlie Sheen, Jon Favreu, Denise Richards, Alec Baldwin, Isabella Rossellini, Freddie Prinze Jr., a citada Helen Hun, entre outros.

O advogado que virou ator! Interessantes filmes de Gerard Butler

O escocês Gerard Butler é muito conhecido do público brasileiro, muitas de suas produções chegaram por aqui e foram exibidas não só pelos cinemas mas também na Tv Aberta. Ele começou bem tarde na profissão. O ator estudou Direito na Universidade de Glasgow e estagiou durante dois anos em uma gigantesca firma de advocacia. Mas ele não era nada feliz e quando foi demitido resolveu ir atrás do seu verdadeiro sonho: ser ator! Antes porém, foi até cantor em uma banda de rock mas que não foi pra frente.

Ele começou nos palcos britânicos em adaptações marcantes, sendo muito elogiado em uma delas, Coriolano de William Shakespeare (que depois virou até filme com o próprio Gerard em um dos papéis principais). Nos cinemas, teve sua primeira oportunidade no longa-metragem de 1997, Sua Majestade, Mrs. Brown, dirigido por John Madden. A partir desse filme, Gerard rumou à fama e grandes produções tendo marcantes presenças em diversos filmes de ação e comédias românticas.

Para indicar alguns filmes interessantes da carreira do ator, resolvemos fazer uma pequena lista:

 

Redenção

Após um começo pouco atraente (que aos poucos vai melhorando), o trabalho do diretor Marc Forster responde (ou tenta responder) a seguinte pergunta: A fé pode modificar um caminho? Com direito a reviravoltas, furacões e muitos pecados, Redenção engloba o poder da fé na construção de uma vida melhor a um povo que precisa, através das mãos de um homem. A maneira como se chega a essa ‘melhoria’ é o grande ponto de análise do filme estrelado pelo ator escocês Gerard Butler.

 

Um Homem de Família

Debutando em longas metragens como diretor, o produtor e roteirista (criador do sucesso da Netflix, Ozark) Mark Williams traz para a telona um retrato de uma família que tem um pai distante por conta de sua vida workaholic. Analisando a história pelos limites do ser humano, ótimos debates podem ser construídos. A falta de ética de Dean no trabalho, suas falhas como pai, a luta interna entre o poder e a família.

 

Destruição Final: O Último Refúgio

A sobrevivência humana nos fazem ter e ver atitudes nada agradáveis. Dirigido pelo cineasta Ric Roman Waugh (do competente Sem Perdão), com roteiro assinado por Chris Sparling, Destruição Final: O Último Refúgio, ou Greenland no original, é um filme que de certo modo surpreende por focar no drama e a ação ser somente um pretexto para uma análise sobre relações humanas. Óbvio que tem clichês (quase todo blockbuster praticamente tem) mas há uma força nas linhas do roteiro que se fortalecem dentro das escolhas dos personagens. Há um princípio de darwinismo bastante interessante para refletirmos.

 

Um Bom Partido

Como amadurecer sem deixar de viver? O cineasta italiano Gabriele Muccino (À Procura da Felicidade) volta ao seu gênero preferido, drama, para falar sobre a busca de redenção de um pai que abandonara a família por conta de imaturidade. Somos levados à conflitos emocionais e aventuras amorosas (um pouco forçadas, é verdade) que ajudam a contextualizar essa boa comédia romântica.

 

Coriolano

Será que a bravura e a vingança podem andar lado a lado? A estreia do veterano ator Ralph Fiennes na direção de um longa-metragem, Coriolano, é uma produção muito interessante que mostra as entrelinhas da guerra com bastante intensidade e sangue. Rodado em grande parte em Belgrado (Sérvia) é um filme que os amantes de longas de guerra ficarão com vontade de ver.

 

Querido Frankie

O simpático filme Querido Frankie, dirigido pela cineasta britânica Shona Auerbach é um filme que fala sobre uma família onde a mãe inventa histórias sobre o verdadeiro pai do filho e acaba que o destino apronta a partir das inconsequências das mentiras. O filme foi exibido na Mostra de SP e indicado em uma categoria ao BAFTA. Um filme pouco conhecido de Butler mas que vale a pena conferir.

 

P.S. Eu Te Amo

Um dos filmes de maior sucesso por aqui da carreira de Butler, P.S. Eu Te Amo nos mostra a saga de uma recém viúva que precisa seguir em frente com sua vida quando o grande amor da vida dela deixa uma série de cartas para ajudá-la nessa fase tão difícil da vida. Filme muito emocionante, bom ter um lenço por perto quando for assistir.

 

300

Dirigido por Zack Snyder, baseado na HQ de Frank Miller e Lynn Varley, 300 é visualmente fascinante. Mostrando um recorte da Batalha das Termópilas, a Segunda Guerra Médica entre uma aliança pelo rei de Esparta Leônidas e o Império Aquemênida de Xerxes, o filme é pura adrenalina. Butler interpreta Leônidas.

 

 

Pré-Oscar: 10 filmes para entrar no clima da premiação!

Hoje é aquele dia que nós, cinéfilos brasileiros, estávamos esperando há tempos: a noite de premiação do Oscar 2026! Com a real possibilidade de levarmos mais uma estatueta para casa com uma das quatro indicações de O Agente Secreto, a ansiedade chega cada vez mais forte às vésperas desse aguardado momento.

OSCAR 2026: 21 filmes indicados e imperdíveis para assistir no streaming antes da premiação

Para você que quer matar o tempo antes da cerimônia assistindo a algum filme interessante, segue abaixo algumas sugestões:

 

Aftersun (Netflix)

Sophie (Frankie Corio) é uma jovem bastante esperta e curiosa que vai passar férias com o pai, Calum (Paul Mescal), na Turquia. Desde a chegada ao local, Sophie registra tudo com uma câmera: as alegrias, as discussões, as dúvidas, as descobertas, os marcantes momentos daquele curto período. Percebemos logo que são lembranças, memórias, com uma carga alta de sentimentos vindo de vários lados.

 

Robô Selvagem (Prime Video)

Nessa brilhante animação, acompanhamos as aventuras de uma robô que precisa se adaptar quando naufraga em uma ilha.

 

Shame (Prime Video)

Na trama, um compulsivo sexual vive dias de desespero após a chegada de sua irmã ao apartamento onde mora. Com a rotina abruptamente afetada, um descontrole intenso é provocado.

 

A Pior Pessoa do Mundo (Prime Video)

Dirigido por Joachim Trier, esse filmaço nos leva até a história de uma jovem perto dos 30 anos que se encontra em diversas dúvidas na sua vida, passando por momentos importantes e amadurecendo conforme reflete sobre o que passou.

 

The Groove Under the Groove – Os Sons de Paulinho da Costa (Netflix)

Neste belo documentário, acompanhamos recortes da vida de um dos maiores artistas brasileiros, amplamente reconhecido no cenário musical mundial.

 

O Dia que te Conheci (Globoplay)

Na trama, ambientada na Minas Gerais dos dias atuais, conhecemos Zeca (Renato Novaes), um homem simpático, porém imaturo e muitas vezes ingênuo, que vive sem grandes preocupações com o futuro. Ele trabalha na biblioteca de uma escola pública localizada a muitos quilômetros de sua casa. Certo dia, por conta de seus constantes atrasos — consequência de intensas crises de sono —, acaba sendo demitido. No mesmo dia, pega uma carona com Luísa (Grace Passô) e, entre desabafos e papos sobre diversos assuntos, aos poucos um vai abrindo o coração para o outro.

 

Robin Williams: Entre na Minha Mente (HBO MAX)

Neste belíssimo documentário, conhecemos um pouco da trajetória pessoal e profissional de um dos maiores artistas da história do cinema, Robin Williams, que nos deixou há alguns anos.

 

A Conexão Sueca (Netflix)

Apresentando mais um herói improvável do período da segunda guerra mundial, o novo longa-metragem da Netflix, A Conexão Sueca, nos leva de volta ao ano de 1942, quando um funcionário subvalorizado da Ministério das relações exteriores da Suécia percebe algumas brechas na burocracia local e consegue salvar vidas de judeus durante o conflito que marcou o mundo.

 

Free Solo (Disney Plus)

Contando a impressionante saga de um dos mais habilidosos escaladores solo do mundo, Free Solo, documentário vencedor Oscar, é uma jornada eletrizante por dentro das emoções de um homem e seu desejo peculiar.

 

Setembro 5 (Netflix)

Inspirado em acontecimentos reais, esse filme acompanha a perspectiva de uma equipe de TV de uma grande emissora dos Estados Unidos que, em meio à cobertura das Olimpíadas de Munique, se vê diante de um sequestro marcado por um desfecho trágico.

Franquia ‘Halloween’ | Do pior ao Melhor – Listamos todos os Filmes

Chegou a época do ano que muitos fãs de terror estavam esperando. Primeiro, outubro marca o dia das bruxas, o famoso halloween, momento ideal para tudo relacionado a terror. Segundo, porque o dia das bruxas de outubro de 2018 marca o retorno de uma verdadeira lenda da data, o assassino Michael Myers.

Ao lado da Rainha do Grito Jamie Lee Curtis e da franquia Halloween, Myers chega sorrateiramente no último fim de semana de outubro para dominar os cinemas mundiais. Aqui no CinePOP, já conferimos o novo longa – cuja crítica você pode ler no link abaixo. Fora isso, decidimos como forma de homenagem, criar mais uma de nossas famosas listas – desta vez ranqueando todos os 11 filmes da franquia.

Crítica | Halloween – Michael Myers retorna em sequência clichê e frustrante

Para finalizar, lembrando que esta é nossa opinião e caso não concorde, deixe nos comentários qual sua ordem de preferência dos filmes desta franquia icônica do terror. Ah, claro, e o texto contém spoilers. Vamos conhecer.

Assista nossa crítica:

11 | H2: Halloween II (2009)

Particularmente, não sou grande fã do remake de Rob Zombie – que possui seus erros e acertos. No entanto, quando ganhou carta branca completa nesta continuação, foi que o diretor saiu de vez dos trilhos em sua insanidade. Sem as amarras de ser necessariamente uma reimaginação de Halloween 2: O Pesadelo Continua (1981) – apesar do início fazendo menção a um hospital – o cineasta pôde mergulhar por completo em suas viagens alucinantes.

Quando uma coisa assim ocorre, ou ganhamos algo muito bom ou muito ruim. Com Zombie aqui, foi o segundo. Alucinações de cavalos brancos, Sheri Moon Zombie no papel da mãe fantasminha, um Michael Myers “mendigo” sem a máscara na maior parte do filme e… falante! Além, é claro, de uma violência desnecessariamente exacerbada. Este filme prova que nem sempre o diferente é bom.

10 | Halloween: Ressurreição (2002)

Agora é que a cobra vai fumar. Depois da reciclada muito bem sucedida que a franquia recebeu com Halloween H20 (1998), é claro que os produtores não iriam sossegar, mesmo depois do fim que levou à decapitação do assassino mascarado. Como continuar? Bem, desculpas esfarrapadas são o que não faltam ao cinema, ainda mais de terror.

Assim, Michael está de volta como se nada tivesse acontecido. E finalmente consegue despachar Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) logo na cena de abertura. O início é polêmico e fez muitos torcerem o nariz, mas nada comparado ao que viria a seguir, que foi só ladeira abaixo. Um reality show produzido dentro da casa do psicopata (ei, era a época do boom de tais programas), com participantes e equipe servindo de prato principal para o maníaco.

A única coisa boa aqui é a gracinha Bianca Kajlich, que interpreta a protagonista Sara, e veio a ter uma carreira no cinema e TV. No lado negativo, o rapper Busta Rhymes como o produtor ambicioso do programa, que entre outras coisas se disfarça de Myers, consegue despachá-lo com um bronca ao confundi-lo com um funcionário e no fim ainda aplica um golpe de kung fu galhofeiro no matador. Era o ponto baixo do “mal encarnado”.

09 | Halloween 6: A Última Vingança (1995)

Nenhum outro filme da franquia foi tão problemático quanto este. Fora das telas, o ator Donald Pleasence, intérprete do icônico Doutor Loomis, já muito debilitado, faleceu antes de completar as filmagens no longa. Assim, os produtores tiveram que contornar o problema na edição, deixando a montagem do filme, assim como algumas cenas, desconexas.

Fora isso, existem duas versões de Halloween 6, a que foi aos cinemas e uma outra tratada como a edição dos produtores – por anos tida como lenda urbana, e agora lançada em DVD e Bluray. Já dentro das telas, Halloween 5 criou uma história tão bizarra que deixou os produtores em maus lençóis para continuar a franquia, já que uma porta havia sido deixada escancarada para uma sequência – que só viria de fato, seis anos depois.

Aqui, resolveram dar uma explicação para o fato de Michael Myers nunca morrer e para sua maldade. Ele na verdade era fruto de uma seita, que misturava misticismo, magia negra e ciência, criando um monstro perfeito. Muitos fãs reclamaram de se ter o assustador psicopata transformado apenas em um peão nas mãos de um grupo de sádicos. Aqui temos o primeiro filme de Paul “Homem-Formiga” Rudd.

08 | Halloween 5: A Vingança de Michael Myers (1989)

Depois do sucesso de Halloween 4 (1988), era natural que os produtores dessem continuidade para a franquia. Os fãs clamavam pela volta de seu assassino favorito, já que Myers havia ficado de fora de Halloween 3, e assim ganhavam mais uma continuação com o psicopata da máscara branca. O caminho optado pelos produtores para esta sequência, no entanto, foi errático, podemos afirmar.

Primeiro, por descartar o gancho deixado ao final, quando a menina Jamie (Danielle Harris) assumia o legado de seu tio Michael, esfaqueando a mãe adotiva na última cena. Neste filme, o comportamento psicótico é tratado como um surto e a garota apenas perde a voz!? Fora isso, ao longo do filme, uma figura espreita nas sombras. Um homem de vestimentas pretas, que no desfecho chega ao cúmulo de tirar Myers da cadeia (sim, o psicopata imortal e mudo numa cela de prisão e com a máscara!). O que veio depois disso, como sabemos, não foi muito encorajador.

07 | Halloween 4: O Retorno de Michael Myers (1988)

A ideia de transformar a franquia Halloween em uma antologia não funcionou, e os fãs não compraram a ideia de uma história diferente a cada novo filme. Assim, devido ao clamor, Michael Myers fazia seu retorno aos filmes Halloween. O problema: sete anos haviam se passado desde a última aparição do psicopata, o que pode ser uma grande lacuna geracional.

Nessa história, após ser incinerado no hospital do segundo filme, Myers passa dez anos em coma, somente para acordar e trilhar um novo caminho de corpos. Jamie Lee Curtis não aceitou retornar, assim, o centro dos ataques passa a ser sua filha, a pequena Jamie (Danielle Harris). O veterano Donald Pleasence, no entanto, volta para sua caçada na pele de Loomis, tendo sobrevivido à explosão do desfecho.

O lance aqui é que estas sequências da década de 1980 ganham atmosfera pouco sofisticada e valores de produção que os assemelham a lançamentos direto em vídeo.

06 | Halloween: O Início (2007)

Existem certas obras-primas do cinema com as quais não devemos mexer. Um exemplo disto foi Psicose (1998), de Gus Van Sant, que recriou de forma xerocada quadro a quadro o que o mestre Alfred Hitchcock havia feito em 1960. O mesmo pode ser dito de Halloween: A Noite do Terror (1978), de John Carpenter. O detalhe é que o diretor Rob Zombie não possui um décimo de sua sutileza.

Pelo contrário, o cinema de Zombie é grotesco, funcionando muito como a delicadeza de um elefante em loja de cristais. Seus filmes são viscerais, espalhafatosos, contam com atuações exageradas e violência gratuita e exacerbada. Justamente por isso, não deu muito para entender porque os produtores deram sinal verde para que ele filmasse o remake de Halloween, já que representa a antítese do filme de Carpenter.

Do lado positivo, um Dr. Loomis menos heroico e mais oportunista. De resto, soa como um show de rock pauleira se sobrepondo à música clássica do original. O maior pecado, no entanto, é querer explicar demais e resumir a psicopatia de Michael Myers à família disfuncional e os maus tratos que dela recebeu. Literalmente, uma aula do que não fazer.

HALLOWEEN – Conheça TODOS os filmes da icônica franquia de terror

05 | Halloween 3: A Noite das Bruxas (1982)

Você pode até não saber disso, mas Halloween e Sexta-Feira 13, duas das mais icônicas séries de terror slasher de todos os tempos não utilizaram seus matadores favoritos em todos os longas da franquia. Pois é, enquanto Sexta-Feira 13 deixa Jason de fora por dois (sim, dois) exemplares – mas não diremos quais – Halloween não fica atrás, e fez Myers sentar no banco de reservas para este Halloween 3.

O fato é o seguinte: após o segundo filme, era o desejo dos produtores John Carpenter e Debra Hill criar uma série de antologia para Halloween no cinema. Ou seja, a cada novo filme, a partir do três, o título Halloween traria uma nova história de terror, com novos personagens, sem ligação com os filmes anteriores. Uma ideia ousada e que poderia ter dado certo. Mas não deu. Halloween 3 foi o único da franquia a bancar tal empreitada, e com seu fracasso financeiro, a ideia foi engavetada e a série Halloween no cinema, engavetada até o final da década de 1980.

O que aconteceu foi que os fãs já estavam apaixonados pelo maníaco da máscara branca, Michael Myers, e ver um filme com o título Halloween sem ele deixou o público bem desapontado – para dizer o mínimo. Assim, Myers foi trazido de volta no quarto filme. Aqui, a história mistura experiências científicas e magia negra, e fala sobre uma empresa maligna, fabricante de máscaras para crianças, que planeja algo satânico na noite do dia das bruxas. Halloween 3 é pura insanidade e ganha por seu teor nonsense oitentista – que mistura até mesmo androides em sua trama.

04 | Halloween (2018)

Queríamos muito que o mais recente Halloween estivesse melhor posicionado na lista. Ao mesmo tempo em que está longe do fundo do poço entre os piores exemplares da franquia, existe certa falta de coragem no novo episódio, o que termina por deixa-lo com gosto de quero mais, adentrando o terreno do genérico e se comportando como um episódio básico, quando deveria ser uma celebração muito mais eletrizante de 40 anos.

A história descarta todas as continuações e leva em consideração apenas o primeiro filme, de 1978. O clima é muito bom e o filme é repleto de referênciais ao original. Alguns elementos na parte técnica o fazem sobressair, como planos sequência nos quais Michael circunda a vizinhança atrás de suas vítimas. Já o saldo negativo se resume às oportunidades perdidas – num filme que não é de fato assustador (e poderia ser muito) – e ao roteiro, mais esburacado que as estradas do Brasil. A falta de bons personagens (até mesmo Laurie – acredite!) nos faz não ter ninguém por quem torcer.

03 | Halloween H20 (1998)

Michael Myers volta para casa a cada dez anos. Tudo começou em 1978, com o filme original (e sua sequência passada, na cronologia do filme, na mesma noite). Dez anos depois, Michael retorna em Halloween 4, de 1988. Vinte anos depois e temos este Halloween H20 – uma celebração magistral, que deveria ter servido de exemplo para o novo Halloween. Extremamente divertido, assustador e recheado de adrenalina, H20 comemora em grande estilo os vinte anos da franquia.

Tudo bem, sabemos que cada filme, mesmo dentro de uma franquia, é reflexo de sua época. Assim temos na década de 1970 um filme mais autoral e criativo. Na de 1980, filmes mais galhofeiros e exagerados. E na de 1990, obras recheadas de humor autoreferente e metalinguagem. Assim, Myers adentrava os novos tempos, se encaixando muito bem no esquema. Mesmo a trama saindo de Chicago e indo parar em Los Angeles.

Personagens carismáticos, homenagens, referências e uma trama que faz mais sentido dentro de sua proposta. Nada será tão épico quando o desfecho planejado para Michael neste filme. É para fechar o caixão.

02 | Halloween 2: O Pesadelo Continua (1981)

O filme de John Carpenter fez tanto sucesso que é claro que os produtores empurrariam uma continuação. Embora o próprio Carpenter não tenha dirigido, ele estava totalmente a bordo (assim como seu braço direito na franquia, Debra Hill), produzindo e criando o roteiro. A direção ficou com o camarada de Carpenter, Rick Rosenthal. A ideia aqui é continuar exatamente de onde o primeiro parou, reproduzindo a mesma noite, como se minutos apenas tivessem se passado entre os dois filmes.

Na trama, Laurie sobrevive ao ataque do psicopata furioso e é imediatamente levada ao hospital- depois de perceber que suas amigas não tiveram tanta sorte quanto ela. Para o azar da protagonista, novamente vivida por Jamie Lee Curtis, seu algoz Michael Myers também ficou vivo e decide fazer uma tour pelo mesmo hospital, passando o cerol em quem encontra pela frente.

Como numa continuação tudo precisa ser maior, os produtores decidem aumentar o nível de gore, com mais mortes (Myers mata quase um hospital inteiro – entre vigias, médicos e enfermeiras) e cenas de violência extrema (como quando o assassino queima a cara de uma infeliz com água fervendo). Esta sequência perde por confinar a ação a um hospital, o que pode ser relativamente enfadonho, porém, acrescenta mais elementos à mitologia, como o fato do parentesco entre vilão e heroína.

‘Halloween – A Noite do Terror’ (1978) – Muitas Curiosidades Sobre o Filme Original

01 | Halloween: A Noite do Terror (1978)

Não tem jeito. Halloween é a única obra-prima da franquia, por mais que outros filmes tenham sido muito satisfatórios. Nenhum dos envolvidos imaginou que estariam criando uma verdadeira pérola, não só do terror, mas da sétima arte, quando produziam esse pequeno filme independente de gênero. Um dos primeiros trabalhos de John Carpenter, que viria a se tornar um mestre do cinema, e o primeiro filme da atriz Jamie Lee Curtis.

De fato, Halloween não é enaltecido apenas pelos fãs e aficionados, mas sim por especialistas em cinema, técnica e críticos renomados – como Roger Ebert e Gene Siskel, que idolatravam o longa por sua eficácia no estudo de sombras, sutileza e tensão. Halloween é inclusive elogiado por alguns como digno descendente de Psicose e Hitchcock.

O que não vemos é sempre mais assustador do que o que vemos. Nosso psicológico é nosso pior monstro. E Halloween concretiza isso de forma máxima. O filme foi por muitos anos o mais lucrativo independente da história do cinema e figura com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes.

RANKING | Planeta dos Macacos, Tomb Raider e outros “Reboots” do PIOR ao MELHOR

Este ranking apresenta 10 filmes lançados na última década, exceto as obras de super-heróis, que buscaram trazer uma nova visão sobre um personagem, mas não agradaram tanto a crítica. Para fazer esta lista do pior ao melhor, a base de avaliação foi a nota do Rotten Tomatoes (RT) e os números de bilheterias do Box Office Mojo. Vindos da literatura ou do videogame, os filmes foram amados por uns – com direito a sequências – e odiados por outros. Vamos começar! 

  1. A Garota da Capa Vermelha (2011) – RT: 10% | Box Office Total: $$89,162,162

Talvez você nem se lembre, mas uma das histórias mais emblemáticas da idade contemporânea, Chapeuzinho Vermelho, ganhou sua versão moderna pelas mãos de Catherine Hardwicke, logo após filmar Crepúsculo (2008). As más línguas dizem que ela continuou filmando o mesmo filme, apenas com atores diferentes. A premissa da história dos irmãos Grimm é totalmente perdida. O objetivo era contar a origem da famosa fábula, no entanto, o filme torna-se um monótono triângulo amoroso.

  1. Robin Hood: A Origem (2018) –  RT: 13% | Box Office EUA: $5,095,000 (em dois dias)

O jovem Robin Hood, vivido por Taron Egerton, mal estreou e já quase encabeça a lista das piores adaptações clássicas. A culpa não é tanto por conta do ator, apesar de um Robin muchocho, mas pela produção sem esmero e as firulas do diretor Otto Bathurst. Para ter um ideia, o Príncipe dos Ladrões vivido por Russell Crowe (2010) obteve 43% de aprovação, enquanto Kevin Costner (1991) teve 51%. Ou a crítica está mais severa agora ou a qualidade está decaindo com o tempo.

  1. Hannibal, a origem do Mal (2007) – RT: 15% | Box Office Total: $82,169,884

Com a intenção de surfar no sucesso do personagem Hannibal Lecter, de Silêncio dos Inocentes (1991), e as suas continuações, o diretor Peter Webber (Moça Com Brinco de Pérola) teve a incumbência de explicar porque Hannibal tornou-se um canibal. Sem Anthony Hopkins ou Mads Mikkelsen, a história não encontrou o tom certo e saiu como uma medonha engabelação. A única coisa que a gente lembra é que Hannibal (Gaspard Ulliel) viu a sua irmãzinha ser comida por homens malvados e… tá aí a explicação. Apesar de tudo, o roteiro do filme é escrito por Thomas Harris, autor da série de livros de Hannibal.

  1. João e Maria: Caçadores de Bruxas (2013) – RT: 15% | Box Office Total: $226,349,749

Um ano após estrear como Gavião Arqueiro em Os Vingadores (2012), Jeremy Renner usou suas habilidades de arco e flecha nesta releitura do clássico infantil João e Maria. Com a ideia de transformar o trauma das crianças em uma arma de ataque, o longa de Tommy Wirkola abusa de efeitos visuais e objetos voadores, explorando ao máximo o 3D, mas esquece da construção dos personagens. Além do Vingador, a outra protagonista era Gemma Arterton. Alguém lembra o última filme da atriz? Pois é. Após sua terrível atuação, ela ainda apareceu em Aposta Máxima (2013), com Ben Affleck, mas seus outros trabalhos nunca mais chegaram ao Brasil.

  1. Peter Pan (2015) – RT: 27% | Box Office Total: $128,388,320

Com a presença de Hugh Jackman (O Favorito) e Rooney Mara (A Pé Ele Não Vai Longe), era difícil imaginar que os pontos não dariam liga, mas sempre que um diretor exagera na apresentação, o resultado é frustrante. Revisitado algumas vezes pelo cinema, Peter Pan sempre rendeu boas histórias, tal qual Em Busca da Terra do Nunca (2004), com índice de 84% no RT. Até Hook, a Volta do Capitão Gancho (1991), de Steven Spielberg, tem uma avaliação maior que esta versão rock de Joe Wright (O Destino de uma Nação).

  1. Rei Arthur: A Lenda da Espada (2017) – RT: 31% | Box Office Total: $148,675,066

Assim como no recém-lançado Robin Hood, a lenda do Rei Arthur (Charlie Hunnam) ganhou uma versão mais dinâmica no ano passado, sob o comando de Guy Ritchie. O que não agradou – tanto o público quanto a crítica – foi a remontagem focada nas lutas e longe da composição histórica. Aliás, grande parte destas novas adaptações acredita muito mais na ação do que no desenvolvimento de um bom roteiro. Essa escolha, entretanto, destitui o ambiente já criado do personagem e, consequentemente, desagrada os fãs dos cavaleiros da távola redonda.

  1. A Lenda de Tarzan (2016) – RT: 36% | Box Office Total: $356,700,357

Com o sucesso de Alexander Skarsgård (True Blood) e Margot Robbie (O Lobo de Wall Street) em trabalhos anteriores, os produtores acreditaram que recontar a lenda do Tarzan em um espetáculo visual inédito seria uma ótima aposta. Por um lado, a bilheteria pagou o filme, mas não chegou a dar tanto lucro. Já segundo a crítica, os grandes tropeços foram as atuações mornas dos protagonistas e os furos de roteiro. Este é mais um exemplo de atenção à forma em detrimento ao conteúdo.

  1. Branca de Neve e o Caçador (2012) – RT: 48% | Box Office Total: $396,592,829

Da infância à juventude, uma das mais famosas princesas da Disney dividiu a opinião dos críticos. Com um visual semelhante a trilogia de O Senhor dos Anéis (2001-2003), o diretor Rupert Sanders coloca uma armadura na princesa vivida por Kristen Stewart e compõe uma boa jornada do herói, neste caso o caçador (Chris Hemsworth). Vale ainda destacar a digna vilã de Charlize Theron, responsável por emplacar a sequência O Caçador e a Rainha do Gelo (2016). O tom demasiado sombrio, entretanto, incomodou os espectadores mais adeptos à história de amor e à camaradagem ressaltadas nas versões anteriores.

  1. Tomb Raider: A Origem (2018) – RT: 51% | Box Office Total: $273,821,715

Com a mudança de Angelina Jolie para Alicia Vikander,  a heroína dos videogames retorna à sua infância e ao início da sua juventude para revelar suas verdadeiras motivações e o passado do seu pai. Na versão do norueguês Roar Uthaug, a construção da Lara Croft perpassa todo o filme até ela se descobrir uma lutadora. Além de substituir a identificação do público com a versão de Angelina, o desafio do reboot era mostrar uma origem inspiradora para a personagem ter ser tornado tão combativa.

  1. Planeta dos Macacos: A Origem (2011) – RT: 81% | Box Office Total: $481,801,049

Quando você já achava que contar a origem das histórias era um erro, eis que surge Caesar (Andy Serkis) no seu caminho. Tudo bem que neste caso não é um personagem em si, mas toda uma teoria de como os macacos tomaram o Planeta Terra dos humanos. Sendo uma pré-sequel do clássico Planeta dos Macacos (1968) – com 88% no RT -,  a obra de Rupert Wyatt constrói perfeitamente a semente para a futura hecatombe. O projeto conta ainda com as continuações Planeta dos Macacos: O Confronto (2014) – com 90% de aprovação – , e Planeta dos Macacos: A Guerra (2017), com 93% no RT. Acaba de chegar aos cinemas Planeta dos Macacos: O Reinado.

O que você achou desta lista? Deixe um comentário sobre o que você concorda, discorda e qual outro filme poderia estar aqui.

As várias maneiras de reaprender a ver o mundo! 5 Filmes com questões Filosóficas

Pensando na necessidade da humanidade em refletir sobre os acontecimentos atuais, fomentando-se o pensamento crítico, criativo e independente, no dia 18 de novembro é intitulado o Dia Internacional da Filosofia, esse pensar profundo sobre a arte de viver juntos dentro de questões gerais e fundamentais sobre a existência, conhecimento, valores, razão e pensamentos.

Alguns dizem que a verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo, e assim, nessa ótica, podemos fazer um paralelo com o mundo mágico do cinema onde o que vemos na telona nos fazem refletir constantemente com a nossa realidade.

Pensando sobre isso, resolvemos criar uma lista de algumas produções que de alguma forma nos fazem refletir sobre alguns conceitos dentro da filosofia.

 

 

Vulcão

Como reconstruir quando você só destrói? Falando sobre a busca da felicidade de um homem, o jovem cineasta islandês Rúnar Rúnarsson – em seu primeiro longa-metragem –  transforma um conflito pessoal em uma obra de arte sobre o refletir. Vulcão é o tipo de filme que você nunca ouviu falar mas que certamente vai querer debater sobre ele.

Na trama, conhecemos Hannes (Theodór Júlíusson) um rabugento, fumante, de idade avançada, que leva a vida de maneira triste e sem novos grandes objetivos. Faz questão de ser a pessoa mais inconveniente dos lugares onde passa, sendo assim, visto por todos como um infeliz que não gosta de ninguém. Certo dia, após retornar de uma falha tentativa de suicídio, uma certa conversa que escuta desperta nele um sentimento de mudanças.

 

Hannah Arendt

Dirigido pela cineasta alemã Margarethe von Trotta, Hannah Arendt é um drama sobre uma mulher importante para o mundo da filosofia política que possuía um leve ar inconsequente. O roteiro é deveras interessante, se auxiliando de flashbacks e pensamentos, só deixando a desejar em relação a maiores explicações para os leigos em filosofia. Quem já conhece Hannah Arendt vai entender muito melhor as explicações dadas neste filme do que quem nunca ouvir falar sobre ela.

Em uma época que pensadores originais não precisavam de diploma para lecionar, conhecemos a filósofa política alemã de origem judaica, Hannah Arendt que trabalhou como jornalista e professora universitária além de publicar obras importantes sobre filosofia política. Sempre rodeada por livros e textos que contribuíram para com a sua obra, somos apresentados aos amigos (alguns deles famosos pensadores) e a toda uma problemática pessoal provocada pelo seu pensamento que culminou na transformação de um julgamento em uma questão filosófica.

 

Alice e o Prefeito

Os devaneios do caminhante solitário. Um político cansado, que não consegue mais pensar. Uma jovem que volta à França depois de alguns anos e vai trabalhar nos bastidores da política mesmo não tendo nenhuma experiência dessas antes. Escrito e dirigido pelo cineasta parisiense Nicolas Pariser, Alice e o Prefeito, transforma os maçantes e embaralhados temas da política em crônicas sociais com paralelos utópicos e o entendimento das razões práticas surgindo muitas vezes através de grandes pensamentos desse e de outros séculos.

Na trama, conhecemos Alice (Anaïs Demoustier), uma jovem formada em letras que consegue um emprego na prefeitura de Lyon. Recrutada para uma vaga inexistente e logo em seguida recrutada para outra, acaba sendo uma das pessoas mais próximas do prefeito Paul Théraneau (Fabrice Luchini) sendo responsável em pouco tempo por pautas importantes como discursos dele. Assim, somos testemunhas de debates com argumentações didáticas sobre esquerda, direita, progressistas, socialistas, dentro dos bastidores tumultuados e sempre exigentes da prefeitura dessa grande cidade francesa.

 

Eu Estava em Casa…Mas

A busca da própria verdade pessoal. Ganhador do Urso de Prata de Melhor Direção (Angela Schanelec) em Berlim no ano de 2019, Eu Estava em Casa, Mas… é um curioso longa-metragem alemão de planos quase estáticos, muito atento aos detalhes. Mas a questão é essa: que detalhes seriam esses? Alguns vão achar que é um filme sobre o nada, outros uma mera e caótica tentativa de trazer para debate conflitos que podemos enxergar na realidade, na vida real, ligados à família, pais e filhos, dentro de um panorama europeu. Em certo momento, possui uma certa desponderação sobre a arte rebatendo a pergunta: O quão raso e vazio pode ser o atuar perante os olhos de quem não consegue conscientizar?

Gira em torno de uma mulher chamada Astrid (Maren Eggert), mãe de duas crianças, viúva faz dois anos de um ex-diretor de teatro, consumida por problemas pessoais e dificuldades de interagir, seja em casa na educação de seus filhos, seja na rua com terceiros. Seu filho mais velho some por um tempo e reaparece todo sujo, gerando debates sobre o ocorrido na escola. Os dias passam e Astrid busca compreender a vida sob várias óticas.

 

Violette

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. Em seu quinto longa-metragem, o cineasta francês Martin Provost resolve contar uma história real, forte e cheia de detalhes que impactaram o modo de pensar francês durante todo o século passado. Com um grande desfile de astros da literatura e filosofia, um roteiro primoroso e a dupla Emmanuelle Devos e Sandrine Kiberlain inspiradas, Violette se transforma ao longo dos 139 minutos de fita um retrato contundente sobre uma figura ímpar em uma sociedade careta que recebe um tapa em cada linha de seus polêmicos textos.

Na história, roteirizada pelo próprio diretor, conhecemos mais profundamente a vida da escritora Violette Leduc, uma mulher guerreira que encontrou a salvação através da escrita. Sua amizade e sua paixão por Simone de Beauvoir também é meticulosamente bem mostrada. Se sentindo em um deserto que monologa, desafiando o convencional da época, quebrando tabus, sendo admirada por ilustres escritores do século XX, a protagonista é muito poderosa. Emmanuelle Devos embute uma energia vigorosa que é fundamental para que tenhamos empatia por Violette. Uma grande atuação dessa excelente atriz, talvez, pouco conhecida aqui no Brasil. Tem na Globoplay.

 

O Último Amor de Mr. Morgan

O quão triste é perder alguém? Escrito e dirigido pela cineasta alemã Sandra Nettelbeck, do excelente filme Helen (2009), O Último Amor de Mr. Morgan é um filme, vale dizer, sensível. Quem possui qualquer tipo de relação conturbada com seu pai terá suas estruturas abaladas. O vulnerável protagonista, interpretado brilhantemente pelo britânico Michael Caine, guia o espectador pela força que as imaginárias lembranças de sua falecida esposa tem sobre ele. Assim, somos jogados em um mar dramática cheio de emoções a todo instante.

Na trama conhecemos Matthew Morgan (Caine) um solitário vovô que vai se sentindo cada dia mais sozinho após a perda de sua adorável esposa. O ex-professor de filosofia da prestigiada Universidade de Princeton mora em Paris e parece fazer questão de não aprender o idioma local. Sua vida muda, passando a ter algum sentido, quando conhece a professora de dança Pauline (Clémence Poésy). Pauline tem as emoções a flor da pele – o que vira intimidação no primeiro momento para Mr. Morgan – mas ele acaba aceitando a relação de pai e filho que se estabelece, até a chegada dramática de seus dois filhos levando a um desfecho para lá de emocionante.

Crítica | ‘Emergência Radioativa’ – Minissérie inquietante na Netflix revela o impacto de uma tragédia com um inimigo invisível

Você sabia que o Brasil já foi o cenário de um dos mais graves acidentes radiológicos da história? Sobre esse episódio, chegou à Netflix uma minissérie que, de maneira profunda e dilacerante, busca montar o quebra-cabeça dos acontecimentos, revelando fatos concretos sobre o que aconteceu na cidade de Goiânia quase 40 anos atrás.

Emergência Radioativa, ao longo de cinco partes, e sob a direção geral do competente Fernando Coimbra (Os Enforcados e O Lobo atrás da Porta), revela a dor de famílias atingidas por um material altamente radioativo, os embates políticos em torno do caso, a luta de físicos, químicos e médicos na luta pela vida. O projeto coloca em evidência também o preconceito enfrentado pelas vítimas e as lições que essa tragédia deixou – com marcas até hoje.

Cena da minissérie: 'Emergência Radioativa'
Cena da minissérie: ‘Emergência Radioativa

Dois humildes catadores encontram, em uma clínica desativada na capital de Goiás, um objeto estranho abandonado. Eles retiram uma peça e vendem a um ferro-velho da região. Quando se abre a peça, um fino pó azul é encontrado e causa curiosidade. As pessoas não sabiam, mas aquilo era um isótopo radioativo artificial – conhecido como césio-137 – que logo começaria a se propagar pela cidade.

Cena da minissérie: 'Emergência Radioativa'
Cena da minissérie: ‘Emergência Radioativa

Misturando a ficção com o ‘baseado em eventos reais’ – talvez um dos grandes desafios do projeto – a narrativa busca mastigar um contexto complexo e emaranhado, reunindo uma série de personagens e nos conduzindo para suas perspectivas, o que ajuda a compreender todo o caos que se instaurou na cidade do centro-oeste brasileiro em setembro de 1987. Decisão acertada, pois a narrativa ganha ritmo, construindo uma trama envolvente.

Crítica | ‘Naquela Noite’ – Minissérie da NETFLIX aposta no debate do moralmente controverso

 

Cena da minissérie: 'Emergência Radioativa'
Cena da minissérie: ‘Emergência Radioativa

Assim, conhecemos um jovem físico nuclear, Márcio (Johnny Massaro), que se torna um dos rostos heroicos por parte da ciência, ao lado dos companheiros de profissão Dr. Orenstein (brilhantemente interpretado por Paulo Gorgulho) e da Dra.Paula (Clarissa Kiste), entre outros personagens dessa corrente. Já o arco das famílias atingida em cheio pela substância radioativa – o mais tenso de toda a produção -, reúne um elenco fabuloso, que transmite a dor, o medo e a inquietação, com destaque para os ótimos Bukassa Kabengele, Ana Costa e Alan Rocha.

Cena da minissérie: 'Emergência Radioativa'
Cena da minissérie: ‘Emergência Radioativa

Toda a obra é atravessada por um estado de nervosismo e tensão, que também se reflete no lado político, se mostrando presente entre estado e Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O governador na época, interpretado por Tuca Andrada, surge como a personificação do poder político e as cordas bambas dos dilemas. Embates detalhados e reflexões sobre consequências futuras são sugeridos a todo instante, colocando em evidência de forma inteligente o confuso jogo político por trás de qualquer decisão.

Entre heróis anônimos, lições e vítimas, Emergência Radioativa alcança um brilhantismo narrativo, do primeiro ao último episódio, ao destrinchar o ‘fisiquês’ e o ‘politiquês’ e construir uma trama magnética. Com forte protagonismo de profissionais representando a ciência, a série não deixa de revelar, de forma angustiante, as dores de uma tragédia que atingiu nosso país.

Oscar 2019 | Melhor Ator – Nossos Palpites para os Indicados

Sim, amiguinhos! A temporada de prêmios já está entre nós. 2018 passou voando, como de praxe, e já estamos na reta final do ano. Só nos resta um pouco mais de dois meses para que 2019 se forme diante de nossos olhos e mais uma edição do Oscar traga o que de melhor passou pelas telas mundiais. É claro que antes da maior premiação do mundo do cinema, outras de grande importância irão aportar – como os prêmios dos Sindicatos e o Globo de Ouro (ambos fortes termômetros para as indicações nos prêmios da Academia).

Os especialistas já começaram a falar e apontar, e nós do CinePOP também iremos dar nossos pitacos sobre o que pode acontecer no próximo janeiro. Lembrando que até lá ainda tem muito chão e favoritos agora podem perder força, e vice versa. Lembrando também que a maioria destas produções ainda não aportaram em nosso país – até o momento deste texto apenas O Primeiro Homem e Nasce uma Estrela foram exibidos para a nossa imprensa.

Oscar 2019 | MELHOR ATRIZ – Nossos Palpites para as Indicadas

Sem mais delongas, vamos conhecer os potenciais candidatos para a categoria de Melhor Ator.

Ryan Gosling

O  ator canadense há muito está no radar dos cinéfilos, entregando em seu currículo bons filmes, um atrás do outro. De Drive a Blade Runner 2049, de Namorados para Sempre a La La Land, e de A Grande Aposta a Dois Caras Legais, o ator já demonstrou grande versatilidade e abrangência. No entanto, muitos seguem torcendo o nariz para suas performances. Seja como for, Gosling coleciona duas indicações ao Oscar e ano que vem pode chegar forte com O Primeiro Homem, e seu retrato do herói americano (coisa que os votantes adoram) Neil Armstrong, o primeiro ser humano a caminhar na lua.

Oscar 2019 | Melhor Atriz Coadjuvante – Nossos Palpites para as Indicadas

Bradley Cooper

Outro jovem ator que chega forte na disputa é Bradley Cooper em Nasce uma Estrela. Esta, no entanto, é uma candidatura peculiar, que pode jogar contra ou a favor da vitória de Cooper na categoria. Está basicamente certa a sua vaga na categoria de ator, o que acontece é que Nasce uma Estrela muito provavelmente emplacará em inúmeras outras categorias, como melhor filme, melhor roteiro e melhor diretor. Cooper aqui “joga nas 11”, e pode sair com a estatueta debaixo do braço em qualquer uma destas categorias, ou quem sabe todas, já que é protagonista, diretor, roteirista e produtor do longa. Ou seja, se a premiação quiser ser equilibrada, darão um destes prêmios para o ator. Mas qual?

Viggo Mortensen

Quem diria, um filme de Peter Farrelly (Quem Vai Ficar com Mary?) no Oscar? Green Book chamou atenção em sua estreia no Festival de Toronto deste ano e tem grandes chances de emplacar em algumas categorias no Oscar, entre elas, a de melhor filme. Além disso, o veterano Viggo Mortensen vem sendo elogiadíssimo por sua transformação física no filme – como os votantes gostam. Ele ganha peso e exibe uma silhueta mais encorpada para viver o truculento motorista/ segurança ítalo-americano de um famoso pianista negro (papel de Mahershala Ali). O filme vem sendo comparado a uma versão deturpada de Conduzindo Miss Daisy (1989).

Robert Redford

De jovens talentos da atualidade, passamos para os maiores veteranos ainda em atividade. O primeiro deles atende pelo nome Robert Redford. Com uma carreira que já dura seis décadas e 79 créditos como ator, Redford anuncia The Old Man & The Gun como seu último trabalho na frente das câmeras. No longa, ele interpreta um assaltante de banco idoso, realizando seus últimos roubos antes de se aposentar – o que cria certo grau de metalinguagem com a própria vida do ator. Mesmo com o extenso currículo, Redford tem apenas quatro indicações ao Oscar, uma vitória como diretor e um prêmio honorário. Como ator, foi indicado uma única vez. Quem sabe a Academia não decida homenagear o lendário artista com mais uma indicação em sua carreira.

Clint Eastwood

Bem, Robert Redford não é o único veterano em vias de se aposentar após seu novo trabalho. Clint Eastwood, que nos últimos anos tem sido bem mais constante como diretor do que como ator, anunciou aposentadoria – na frente das câmeras – no auge de seus gloriosos 88 anos. A Mula, também dirigido por ele, conta a história de um traficante de drogas octogenário, baseado em fatos. Eastwood vive o protagonista. O veterano, ao lado de Redford, nunca foi laureado com a estatueta de melhor ator em sua carreira – algo que sempre almejou (é só ler a biografia Nada Censurado, escrita por Marc Eliot). Assim, com dois astros veteranos se aposentando, será que veremos ambos entre os indicados? E se sim, quem merece mais a vitória?

Willem Dafoe

Lembrado na premiação deste ano, na categoria de coadjuvante por Projeto Flórida, Willem Dafoe é um dos atores mais interessantes e talentosos ainda em atividade. O lance com o ator é que dificilmente o vemos como protagonista de uma obra, quase sempre ocupando papeis menores. Aqui, no entanto, ele está na frente e é o centro de No Portal da Eternidade, biografia do pintor Vincent van Gogh, dirigida igualmente por um pintor, Julian Schnabel (O Escafandro e a Borboleta). Mesmo que o filme não tenha muita repercussão junto aos votantes – já que recentemente tivemos uma produção maravilhosa indicada ao Oscar sobre a vida do pintor (Com Amor, van Gogh), este parece ser o caso no qual a performance de Dafoe é o chamariz e puxa todo o resto.

Christian Bale

A esta altura, Vice não vem sendo muito mencionado nas rodas de críticos, porque ainda não foi exibido nem nos EUA. Este pode ser o caso do típico lançamento tardio na corrida, que chega de forma avassaladora – ao menos para indicações. Seja como for, o novo longa de Adam McKay (A Grande Aposta) é mais uma comédia política de alto conceito, que pretende tocar numa ferida americana. Neste caso, a candidatura do ex-presidente George W. Bush (vivido por Sam Rockwell, ganhador do Oscar de coadjuvante este ano). Bale, que já tem sua estatueta em casa por O Vencedor (2010), vive Dick Chaney, o vice de Bush.

Ethan Hawke

Com menos chances que os demais, Ethan Hawke vive um padre no longa de Paul Schrader, First Reformed. O problema aqui é que o filme, apesar de muito elogiado pela crítica, é uma produção que fez sua estreia na segunda metade de 2017, em festivais de cinema, com lançamento nos EUA na primeira metade deste ano. Ou seja, o filme está muito longe da época de premiações para os votantes lembrarem dele. Pode acontecer, e se os prêmios de círculos de críticos decidirem ajudá-lo, impulsionando o filme junto aos votantes, a candidatura de Hawke para uma indicação ficaria ainda mais presente.

Steve Carell

Dizem que humoristas gostam de se sentir legitimados, atuando em dramas. Ao longo da história, diversos comediantes mostraram ser igualmente bons atores dramáticos, vide Robin Williams, Eddie Murphy e Jim Carrey – apesar do último não ter sequer uma indicação no currículo. Este é o caso com Steve Carell, mais conhecido por suas comédias, mas que vem gradativamente conquistando espaço com atuações mais contidas. Carell, inclusive, foi indicado ao Oscar por seu desempenho em Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo (2014). Este ano, o ator chega com dois trabalhos que podem levá-lo até o Oscar. O que tem mais possibilidades é Querido Menino, filme que estica a cena mais falada de Me Chame Pelo Seu Nome ao longo de um filme. Brincadeiras à parte, aqui temos Carell vivendo o pai compreensivo de Timothée Chalamet (indicado ao Oscar justamente pelo filme citado), um jovem viciado em drogas.

Hugh Jackman

De herói de ação na pele de Wolverine, Hugh Jackman não precisa mais se provar como ator sério e dramático, possuindo, inclusive, sua própria indicação ao Oscar – por Os Miseráveis. Este ano, em O Favorito (The Front Runner), de Jason Reitman, Jackman interpreta um político da vida real, favorito para a presidência dos EUA na década de 1980, que viu sua candidatura ir por água abaixo após um escândalo extraconjugal envolvendo seu nome explodir na mídia.

Rami Malek

Essa é realmente uma incógnita. A Academia adora transformações físicas e figuras lendárias, consideradas imortais. Existe muito carinho por Freddie Mercury, vocalista da icônica banda Queen. Este é o papel depositado no jovem Rami Malek, astro da série Mr. Robot. Os holofotes estão voltados para ele e sua performance chamativa – resta saber se é de fato boa e se o filme corresponde, já que um pode minar o outro. Fora isso, já foi dito que Malek não canta de verdade no filme – o que é um ponto negativo em sua performance (foi usada a voz de Mercury em alguns trechos, e em outros, um cantor gravou as canções).

Lucas Hedges

Jovem, de 21 anos, Lucas Hedges tem um brilhante caminho a trilhar. Sua entrada foi pela porta da frente no cinema de Hollywood, sendo indicado ao Oscar de coadjuvante por Manchester à Beira-Mar (2016). Este ano, esteve presente em dois filmes indicados ao Oscar: Três Anúncios para um Crime e Lady Bird. Na próxima premiação, o rapaz pode emplacar e vem sendo citado por seu desempenho em Boy Erased: Uma Verdade Anulada, no qual foi dirigido por Joel Edgerton, interpreta um jovem obrigado a encarar um doloroso curso de conversão da “cura gay”, por seus pais fanáticos religiosos.

Ben Foster

Foster é um bom e intenso ator. Sua indicação ao Oscar está na esquina, esperando ser anunciada. Se não ocorrer no próximo ano, temos certeza de que virá em breve. O filme em questão é Sem Rastros, obra dirigida pela cineasta Debra Granik, de Inverno da Alma (2010). No longa, com tintas de Capitão Fantástico (2016), porém, dono de uma atmosfera aparentemente mais sombria, Foster interpreta um pai criando sua jovem filha de forma sem teto, instalados em condições precárias na floresta.

Outras Possibilidades:

Ben FosterSem Rastros
John David Washington – Infiltrado na Klan
Chadwick Boseman – Pantera Negra
John C. Reilly – Stan and Ollie
Brad Pitt – Ad Astra
Steve Carell – Bem-Vindos a Marwen
Michael B. Jordan – Creed II
Lucas Hedges – Ben is Back
Stephan James – Se a Rua Beale Falasse
Joaquin Phoenix – Você Nunca Esteve Realmente Aqui
Joaquin Phoenix – The Sister Brothers
Joaquin Phoenix – A Pé Ele Não Vai Longe
Javier Bardem – Todos los Saben
Robert Pattinson – High Life

Jason Statham – Conheça os 20 Melhores Filmes de um dos Maiores Astros da Ação Atual!

Britânico, de 56 anos, 1.78m de altura e 77 kg de pura massa muscular, Jason Statham já foi mergulhador olímpico, mas abriu mão da vida no esporte para se tornar ator. Hoje, como sabemos, o nome de Statham é um dos maiores no cinema de Hollywood, especialmente no que diz respeito a filmes de ação.

Acredite se quiser, sua primeira aparição nas telas foi como dançarino no clipe de ‘Comin’ On’, da banda The Shamen, em 1993. No ano seguinte deu uma de “dançarino prateado” no clipe de ‘Run to the Sun’ da banda Erasure. No cinema, o primeiro trabalho foi como Bacon, personagem coadjuvante do cult ‘Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes’ (1998), do amigo Guy Ritchie. Logo em seu filme seguinte, ‘Snatch – Porcos e Diamantes’ (também de Ritchie), já ganhava protagonismo.

A parceria entre Statham e Ritchie segue rendendo frutos até hoje – são cinco filmes ao todo (com o último lançado no ano passado). O ator tem no currículo nada menos do que 6 franquias de sucesso. Seu próximo filme será ‘Levon’s Trade’, nova parceria com David Ayer (de ‘Beekeeper’), roteiro de Sylvester Stallone, e David Harbour e Michael Peña no elenco, a ser lançado em 2025. Em homenagem ao ator resolvemos listar seus 20 melhores filmes. Confira. Ah sim, sempre lembrando que a análise foi feita através do somatório das avaliações do grande público (os fãs) e dos críticos.

20) Velozes e Furiosos 10

Começamos a lista com uma das franquias mais adoradas dos últimos 25 anos. O décimo não foi assim tão bem avaliado, mas ainda é ‘Velozes e Furiosos’. No filme, Statham volta como Shaw e tem seu momento para brilhar.

19) Esquema de Risco – Operação Fortune

A quinta e última (até o momento) parceria entre Statham e o diretor Guy Ritchie é até divertida, misturando elementos de humor e o carisma de gente como Aubrey Plaza e Hugh Grant. Mas esse título não ajudou em nada a venda do filme.

18) Carga Explosiva 2

Carga Explosiva’ foi a primeira franquia de Jason Statham e por aqui achamos que ele deveria voltar em mais um filme. Nesta continuação, onde tudo é maior e mais acelerado, o que todos lembram é da vilã femme fatale Lola (Kate Nauta) e seu “tanquinho”.

17) Assassino a Preço Fixo

Com direção do mesmo responsável por ‘Con Air – A Rota da Fuga’, o que muitos talvez não saibam é que este filme se trata de uma refilmagem de uma obra dos anos 70 com o lendário Charles Bronson. Essa foi a quarta franquia de Statham e também achamos que ele deveria voltar para mais um round.

16) Celular – Um Grito de Socorro

Existem três tipos de filme de Jason Statham: os que ele luta, os que ele não luta e os que ele arrisca fazer humor. Os três são bons. Dos que ele não luta esse é um dos melhores. Ele vive um bandido que sequestra Kim Basinger e Chris Evans é o único que pode ajudar.

15) Carga Explosiva

Podemos dizer que tudo começou aqui para Jason Statham, portanto se você gosta dos filmes no estilo “tiro, porrada e bomba” do ator, agradeça a este longa produzido por Luc Besson. Essa foi a primeira vez que o ator protagonizou um filme assim, no papel inesquecível de Frank Martin.

14) Adrenalina 2

A franquia ‘Adrenalina’ (a segunda de Statham) mistura duas coisas que o ator sabe fazer de melhor: ação e humor autoconsciente. Misture a isso uma trama insana e momentos exagerados, e temos um cult nato. O segundo fica ainda mais louco. E sim, esse é outro título para o qual o ator deveria retornar.

13) O Código

No meio de tantas franquias, Jason Statham consegue encaixar alguns filmes de ação originais. É o caso com ‘O Código’, que o traz como policial durão precisando proteger uma menina de 12 anos de criminosos e policiais corruptos.

12) Hobbs e Shaw

O primeiro derivado da franquia ‘Velozes e Furiosos’ foi, de forma merecida, para dois personagens que roubaram a cena com sua rivalidade: o policial Hobbs (Dwayne Johnson) e o super-agente criminoso Shaw (Statham). E que venham novos.

11) Adrenalina

Um dos filmes mais divertidos da carreira de Jason Statham, no qual ele vive um sujeito envenenado que precisa deixar seu coração acelerado com fortes descargas de adrenalina o tempo todo se não quiser morrer. É como um ‘Velocidade Máxima’, mas ao invés de um ônibus é um homem.

10) Os Mercenários 2

Considerado por muitos fãs como o melhor filme da franquia (particularmente ainda acho o terceiro mais divertido), ‘Os Mercenários 2’ eleva o anterior, se torna ainda mais escrachado e ainda traz para o jogo lendas como Jean-Claude Van Damme e Chuck Norris. É o paraíso de quem cresceu com filmes do tipo.

09) Beekeeper – Rede de Vingança

Do mesmo diretor de ‘Esquadrão Suicida’ e ‘Corações de Ferro’, esse é o filme mais recente de Jason Statham, lançado no início deste ano. E bem, ele é exatamente o que os fãs do ator procuram em um filme dele, uma trama intrigante de vingança e justiça com as próprias mãos, muita ação e suspense.

08) Velozes e Furiosos 8

No oitavo filme da franquia (e o segundo com participação completa de Statham), Shaw deixa de ser um vilão e aparece como anti-heróis para ajudar a turma de Toretto a enfrentar a verdadeira vilã bad-ass, Cypher (papel da vencedora do Oscar Charlize Theron).

07) Infiltrado

Quarto filme da parceria entre Statham e o diretor Guy Ritchie (e penúltimo até o momento). Dos dois últimos, esse possui uma pegada mais séria, sombria e de suspense – ao contrário de ‘Operação de Risco’, mais puxado para o humor. A trama repleta de reviravoltas faz deste um dos melhores filmes do ator.

06) Uma Saída de Mestre

Por falar em Charlize Theron, o ator já havia trabalhado com a vencedora do Oscar muito tempo antes de ‘Velozes e Furiosos 8’. Aliás, antes da franquia de Toretto e até mesmo de ‘Furiosa’, Theron já acelerava o motor de um carro em fugas mirabolantes aqui. E Statham estava lá, em um papel coadjuvante, nesse remake de um filme da década de 1970.

05) A Espiã que Sabia de Menos

Em um dos casting mais inusitados dos últimos anos, mas incrivelmente bem-vindo, Jason Statham resolve tirar sarro com sua persona de durão em uma comédia com Melissa McCarthy. E a dobradinha não poderia  ter sido mais satisfatória. Statham é um agente secreto que é pura “garganta”, se achando o tal, mas dando muitas bolas-fora. McCarthy é quem precisa salvar o dia.

04) Velozes e Furiosos 7

Agora sim! Essa foi a primeira aparição oficial de Jason Statham na franquia ‘Velozes e Furiosos’. Anteriormente, ele havia aparecido apenas numa pontinha, em uma cena pós-créditos onde anunciava sua presença e prometia o inferno. E assim cumpriu no filme seguinte, neste em que vive o grande vilão Shaw!

03) Efeito Dominó

Dirigido por Roger Donaldson (do clássico ‘Sem Saída’ dos anos 80) e baseado em uma incrível história real, ‘Efeito Dominó’ está no top 3 dos filmes de Jason Statham. E como veremos a seguir, são todos filmes em que ele “não luta”. Ou seja, filmes um pouco mais sérios. Aqui, criminosos roubam um cofre, encabeçados por Statham, porém, descobrem fotos íntimas da realeza entre os itens e se metem em uma roubada.

02) Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes

O primeiro filme de Guy Ritchie, logo jogou o nome do cineasta nos holofotes. E como essa era a década de Quentin Tarantino, ele logo foi comparado a uma versão britânica do diretor de ‘Pulp Fiction’ e ‘Cães de Aluguel’. De fato existem semelhanças entre o trabalho de Tarantino e o primeiro filme de Ritchie, apesar de hoje percebemos o quanto são diferentes. Aqui, Statham era um coadjuvante de luxo.

01) Snatch – Porcos e Diamantes

O trabalho seguinte de Guy Ritchie como diretor elevou o colega Jason Statham a um patamar maior – sendo o protagonista do filme. Em uma gama de personagens e subtramas (que novamente evoca uma espécie de Tarantino britânico), até mesmo Brad Pitt aparece como um cigano de fala difícil. Simplesmente imperdível.

Festival do Rio | A première emocionante de O Pai da Rita

O primeiro sábado do Festival do Rio 2021, nesse ano com uma versão bem compacta da grande festa carioca, teve uma emocionante noite de première do filme O Pai da Rita, do cineasta mineiro Joel Zito Araújo. Um filme que congrega vários olhares, várias gerações, dentro de um pequeno recorte sobre o bairro do Bexiga em São Paulo. A sessão que tivemos acesso teve um público caloroso e que interagiu demais com o filme. Grandes artistas e jornalistas, marcaram presença, como: a mais nova carioca, a jornalista Maju Coutinho (apresentadora do Fantástico), o embaixador de Cabo Verde (país onde reside atualmente o diretor), parte do elenco (Paulo Betti, Elisa Lucinda, Jessica Barbosa, Wilson Rabelo, Léa Garcia), entre outros.

O Pai da Rita é uma comédia que mostra a amizade de anos de Roque (Wilson Rabelo) e Pudim (Aílton Graça), compositores da velha guarda da escola de samba paulista Vai-Vai que moram juntos desde que o segundo fora abandonado por seu grande amor. Ambos tiveram uma grande paixão no passado, e com a chegada de Ritinha à história pode ser que essa amizade de anos fique bastante abalada. Muitas paisagens que acompanhamos ao longo do filme, na realidade não podem mais ser vistas por conta da especulação imobiliária, inclusive a escola de samba Vai Vai, depois de 40 anos teve que mudar de lugar. O filme traz um recorte histórico importante nesse sentido.

Créditos Foto: Página no Facebook do filme (https://www.facebook.com/opaidarita/)

Léa Garcia, atriz de 88 anos, negra, indicada ao prêmio de melhor interpretação feminina no Festival de Cannes, em 1957, por sua atuação no filme Orfeu Negro, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pela França, se emocionou em suas declarações antes da sessão: “Eu quero dizer o quanto me sensibiliza mais uma vez fazer parte de uma obra de Joel Zito Araújo. Porque eu fiz Filhas do Vento e agora O Pai da Rita, me sensibilizo porque Joel vem atender outros cineastas e a nossa ideologia, do povo preto, de ser incluído na cinematografia brasileira. Essa inclusão é muito necessária, não só como sujeitos mas também como realizadores, ocupando os espaços todos necessários dentro da arte, dentro da cultura, que possa nos colocar num patamar de igualdade junto do resto da população brasileira que nós tanto ansiamos chegar, sem personagens estereotipados, com nosso olhar, nossa vivência. Agradeço ao Joel por trabalhar em um filme que traz para o povo negro sua realidade, sem nenhum personagem que esteja fora de nosso olhar, da nossa realidade.

A atriz Elisa Lucinda também falou: “Queria agradecer ao Festival, que já frequento faz muitos anos, desde que se chamava Rio Cine (O Festival do Rio foi criado em 1999, a partir da união de dois outros festivais que também eram realizados na capital carioca: o Rio Cine Festival e a Mostra Banco Nacional de Cinema), e conseguir fazer esse Festival nesse pós pandemia, debaixo do mau tempo que é ter esse presidente, é um ato de resistência!”

 

O Pai da Rita deve chegar aos cinemas brasileiros em 2022.

10 filmes para você que abriu a NETFLIX sem saber o que assistir

Quando o fim de semana se aproxima, a melhor coisa que existe – para quem gosta de um programa caseiro – é ligar a televisão e assistir uma porção de produções pelos streamings. Para você que tem Netflix, as opções são diversas – e sempre tem aquele filme que nem sabíamos que existia no catálogo. Para te ajudar a selecionar o que assistir nesse streaming, segue abaixo uma lista bem interessante:

 

Peaky Blinders: O Homem Imortal

Atormentado por traumas de um passado extremamente violento e com grandes perdas, Tommy Shelby (Cillian Murphy) vive isolado em um enorme casarão, distante dos dias intensos em Birmingham. Tudo isso muda quando ele descobre que o filho mais velho está envolvido em uma trama nazista.

 

The Groove Under the Groove – Os Sons de Paulinho da Costa

Neste belo documentário, acompanhamos recortes da vida de um dos maiores artistas brasileiros, amplamente reconhecido no cenário musical mundial.

 

Rebel Ridge

Na trama, conhecemos Terry (Aaron Pierre), um ex-fuzileiro naval que chega até uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos com o objetivo de pagar a fiança de um primo que está sendo transferido para uma penitenciária. Quando chega no lugar, tem o dinheiro da fiança roubado por policiais corruptos. Tendo que improvisar após uma tragédia, sem nada a perder, acaba travando um explosivo duelo com a gangue da maior autoridade do local, o chefe de polícia Sandy Burnne (Don Johnson).

 

Se Esse Amor Desaparecesse Hoje

Kim Jae-won (Choo Young-woo) é um jovem e solitário estudante do ensino médio que leva uma vida simples ao lado do pai, um fotógrafo que trabalha com arte em vidro e ainda vive o luto pela perda da esposa. Um dia, após um desafio, ele toma coragem e vai ao encontro de Seo-yoon (Shin Si-ah), uma jovem que rapidamente o encanta.

 

A Cela dos Milagres

Hector (Omar Chaparro) vive seus dias com a mãe e filha, Alma (Mariana Calderón), em uma humilde casa. Com deficiência neurológica adquirida, dedica todo seu tempo para realizar os sonhos da criança. Um dia, é acusado injustamente por um crime terrível e enviado para uma prisão barra-pesada, comandada por um diretor implacável. Aos poucos, Hector conquista a empatia de outros prisioneiros, que fazem de tudo para ajuda-lo a sair daquele lugar.

 

Os Cantores (Vencedor do Oscar)

Inspirado em um conto do século XIX do romancista e poeta russo Ivan Turgeniev, nesse curta-metragem acompanhamos parte de uma noite em um bar isolado, próximo a uma linha de trem, durante uma forte nevasca. Ali dentro, homens despejam suas mágoas com o presente e o sofrimento de memórias doloridas. Entre uma cerveja e outra, um deles lança um desafio inusitado: descobrir qual deles canta melhor. Revelações não faltam nos acontecimentos que se seguem.

Crítica | ‘Os Cantores’ – O impactante curta indicado ao Oscar 2026 que dilacera a solidão

 

A Rainha do Xadrez

64 casas, 32 peças, milhões de combinações. Esse é o xadrez: um jogo fascinante, repleto de possibilidades. Dentro desse universo, no início da década de 1980, surgiu na Hungria uma jovem jogadora que viria a se tornar um verdadeiro fenômeno desse jogo de raciocínio lógico e estratégico.

Crítica | ‘A Rainha do Xadrez’ – A eterna campeã que desafiou o machismo

 

Manga

Lærke (Josephine Park) é uma mulher que busca os próximos passos no ramo hoteleiro. Mãe da jovem Agnes (Josephine Højbjerg), ela nunca consegue arrumar tempo para a filha. Focada em uma nova missão determinada pela chefe, Joan (Paprika Steen), ela parte para Málaga com o objetivo de convencer o viúvo Alex (Dar Salim) a vender suas valiosas terras, que abrigam uma enorme plantação de mangas. Tudo que ela não esperava era se apaixonar por ele.

 

27 Noites

Leandro (Daniel Hendler) é um perito designado por um tribunal para avaliar Martha (Marilú Marini), uma mulher octagenária, depois que suas filhas a internam, de forma involuntária, em uma clínica, com a justificativa que sofre com demência frontotemporal e vem tomando atitudes suspeitas. Conforme vai se aproximando da mulher, ele acaba entendendo melhor todo o contexto, passando também por uma enorme transformação em sua própria vida.

Crítica | ’27 Noites’ – Filme argentino na NETFLIX desconstrói tema cisudo com leveza e humor

 

Casamento Letal nos EUA

Uma ligação durante a madrugada para um serviço de emergência da Carolina do Norte seria o início de uma história cheia de variáveis, que colocaria a polícia de frente com as possíveis verdades de um fato que num primeiro momento parecia ser uma ação em legítima defesa. Dirigido por Jessica Burgess e Jenny Popplewell, Casamento Letal nos EUA, impactante documentário True Crime que chegou na NETFLIX tempos atrás, nos leva – a partir de vários pontos de vistas – para uma disputa por narrativas.

Crítica | O Favorito – Hugh Jackman e Jason Reitman em eleição para… prêmios

Todas as Mulheres do Presidente

Altos e baixos são inerentes de todas as carreiras profissionais. E para diretores de cinema não é diferente. Jason Reitman, cineasta de 41 anos, considerado menino prodígio ao surgir em cena na década passada, sabe muito bem disso. Quando emergiu em Hollywood, seu cinema logo foi considerado questionador, incorreto e subversivo – todas as qualidades admiradas pelos avaliadores. De fato, até Ivan Reitman (Os Caça-Fantamas), seu progenitor, reconheceu que o filho tem mais talento na arte que dominam. Muitos concordam que não é papo de paizão coruja.

Depois de um início de carreira banhado em obras relevantes e bastante cínicas, Jason Reitman se enveredou por projetos cuja temática e teor caminhavam pela tênue linha da pieguice. Recobrando seu posto como um dos cineastas mais interessantes da nova geração, Reitman teve um ano de 2018 muito produtivo, que o colocou novamente no topo da cadeia alimentar. Sua veia amarga voltou a pulsar e o diretor abraçou novamente temas polêmicos, abordando-os de forma extremamente identificável. Tully, com Charlize Theron é indubitavelmente um dos pontos altos da primeira metade do ano, e agora ele completa a boa fase com O Favorito.

Na trama, Hugh Jackman (Logan) oferece um dos melhores desempenhos de sua carreira na pele de Gary Hart, senador americano, candidato à presidência dos EUA pelo partido democrata. Favorito dentro do partido e para ocupar a vaga na Casa Branca como o homem mais poderoso do mundo, a trajetória do político sofre uma guinada inacreditável quando ele se retira da disputa devido a um escândalo extraconjugal envolvendo seu nome.

Aqui no Brasil, onde o país passa por uma era extremamente politizada, na qual jovens procuram estar por dentro de certos temas como nunca antes – muito devido ao advento das redes sociais -, o novo longa de Reitman se mostra instantaneamente um material de estudo compelativo.

Fosse apenas por seu material fonte, baseado no livro ‘All The Truth is Out’, de Matt Bai, O Favorito já valeria a sessão. As questões levantadas pelo texto são realmente atemporais e dizem muito a respeito de políticos, vida pública, imprensa e o cidadão comum. Se formos levar em conta que o ocorrido se deu em 1988 e que desde então tais fatores apenas se intensificaram providos pela internet, o filme se cimenta ainda mais como reflexo premonitório, mostrando que, apesar de nossa evolução como sociedade em variados aspectos, muito ainda permanece estagnado. Julgamentos de falso moralismo e preservação ideológica – que se restrinjam à vida pessoal de um representante e não firam qualquer ideologia alheia – tidos como postura essencial para um governante, sobressaindo à suas capacidades administrativas, pulsam como forte tópico a ser discutido na produção.

Fora isso, Reitman exibe plena forma narrativa, criando uma atmosfera naturalista em muitas cenas que soam como improviso, adquirindo ares quase documentais. Suas escolhas de ângulos e posicionamento de câmera – às vezes mantendo um distanciamento estratégico e outras nos levando por trás das cortinas – são usadas como contraponto a grandes confecções de cenas, donas de embates virtuosos remanescentes dos filmes emblemáticos de Hollywood. São muitos momentos que desde já são cravados na memória e prometem não sair tão cedo.

Servindo os trechos mais poderosos estão performances do calibre das de Jackman, Vera Farmiga (em especial) e o restante do elenco. O protagonista realmente nunca esteve melhor do que seu retrato do senador em saia justa- a tensão crescente é notável em seu semblante através de explosões verborrágicas e momentos introspectivos, nos quais a atuação se dá de forma minimalista e contemplativa. Farmiga segue de perto, num delicioso bate bola.

O Favorito é o filme mais maduro da carreira de Jason Reitman, no qual o cinismo evolui de sátira para um patamar inquisidor, demonstrando o potencial, dever e responsabilidade que o cinema político, mesmo que moldado num formato de entretenimento mainstream, pode assumir.

‘De Volta para o Futuro III’, ‘Robocop 2’ e as Continuações que Completam 34 Anos em 2024

Essa matéria é para aqueles que acham que as intermináveis continuações e franquias são artifícios utilizados pelos grandes estúdios apenas na atualidade. O desejo pelo sucesso financeiro e por manter uma indústria ativa e muito aquecida caminha lado a lado com a criação da sétima arte em si. Adaptações de livros clássicos e seus personagens fictícios, como Tarzan, criação de Edgar Rice Burroughs, ou reais, como Robin Hood, foram alguns dos primeiros filmes de entretenimento do cinema.

Nos anos 1970, com o advento do primeiro blockbuster da história, Tubarão, a ideia seria catapultada e nunca mais freada, gerando um segmento extremamente lucrativo que dura até hoje com bilionárias franquias. Mas as sequências de produções cinematográficas ainda precedem a era dos blockbusters, é só olharmos para cine séries como 007 (iniciada em 1962, e que ao final de tal década já tinha seis filmes) e A Pantera Cor de Rosa (iniciada em 1963).

Toda esta apresentação é apenas para contextualizar e apresentar nossa nova matéria. Voltando trinta e quatro anos no passado, o ano de 1990 é um dos mais lembrados por suas inúmeras continuações. Mas não apenas isso, essas são continuações de franquias famosas, que marcaram seu nome na história do cinema ou ao menos da década em que produziram suas obras originais. Sendo assim, o CinePOP relembra para você as 20 Continuações que Completam 34 Anos em 2024. Vamos conhecer.

De Volta para o Futuro III

Outro encerramento de uma adorada trilogia, as partes 2 e 3 de De Volta para o Futuro foram gravadas de forma simultânea e lançadas com menos de um ano de intervalo. Apesar do sucesso, o terceiro filme foi o que menos arrecadou em bilheteria. Na trama, continuação direta do anterior, Doc Brown (Christopher Lloyd) vai parar acidentalmente no velho oeste, e Marty (Michael J. Fox) arruma um jeito de ir atrás dele resgatá-lo. O filme se passa inteiramente em tal cenário, se comportando quase como um western. Um dos pontos positivos é a introdução da professora Clara Clayton (papel de Mary Steenburgen), interesse amoroso do velho cientista.

Duro de Matar 2

O primeiro Duro de Matar (1988) revolucionou o cinema de ação dos anos 1980 ao apresentar o herói mais humano e falho da época. Assim, é claro que a Fox não iria perder tempo em confeccionar uma sequência, mesmo que a história não necessariamente pedisse. Mudando o diretor e o cenário dos arranha-céus de Los Angeles para um aeroporto em Washington, o roteiro é baseado no livro 58 Minutes, de Walter Wager. Duro de Matar 2 é tido por muitos como tão interessante quanto seu predecessor.

O Massacre da Serra Elétrica 3

Depois dos dois primeiros, e muito diferentes, filmes da franquia de terror dirigidos por Tobe Hooper, a New Line Cinema assume a produção e lança este terceiro longa, que usa pela primeira vez no título, o nome do psicopata principal da família de canibais, Leatherface. No entanto, ao contrário da crueza visceral do primeiro, e do tom nonsense de sátira alucinógena do segundo, este terceiro O Massacre da Serra Elétrica se comporta mais como um slasher rotineiro. No elenco, Viggo Mortensen em início de carreira é o destaque.

O Poderoso Chefão – Parte III

Terceira parte da famosa e prestigiada trilogia de máfia criada por Mario Puzzo e dirigida por Francis Ford Coppola. Este terceiro filme é o menos adorado dos três, mas nem por isso menos celebrado pelos fãs, e ainda assim um dos mais importantes do gênero de crime – indicado ao Oscar de melhor filme, diretor e mais cinco prêmios.

Desta vez, Michael (Pacino), já bem mais velho, tenta legitimar os negócios da família, ligando suas finanças com o Vaticano. Um dos pontos mais criticados é a presença de Sofia Coppola, filha do diretor, num papel importante: a herdeira dos Corleone, filha do protagonista. As habilidades de atuação da hoje famosa diretora deixam a desejar.

Troll 2

Calma, esta não é a sequência da famosa animação de 2016 sobre os bonecos descabelados, prometida para este ano. Trata-se de uma continuação que é considerada um dos piores filmes já produzidos na história do cinema. E sendo assim, é claro que não a deixaríamos de fora da lista. Troll – O Mundo do Espanto (1986) é um filme tipicamente saído dos anos 1980, que fala sobre um duende (ou troll) vindo parar num condomínio de San Francisco a fim de adquirir forma humana. O mais inusitado é que este terrir tem no elenco ninguém menos do que Julia Louis-Dreyfus, conhecida por seus personagens em séries cômicas prestigiadas como Seinfeld e Veep.

A continuação saiu quatro anos depois e automaticamente se tornou um prazer culposo cult, destas prontas para serem consumidas ao lado de amigos e muita bebida, com o propósito único de boas gargalhadas. As atuações são atrozes, fazendo Troll 2 ser muito comparado a The Room (2003), neoclássico trash de Tommy Wiseau – com diálogos que já viraram memes.

Robocop 2

Ao contrário de outros filmes de ação, Robocop – O Policial do Futuro (1987), de Paul Verhoeven, parece ter sido criado para virar febre e enlouquecer os jovens dos anos 1980. Tudo no filme grita status de culto, em especial o design do policial robô. Foi como o nascimento de um novo super-herói, mesmo com a censura alta para maiores: cenas violentíssimas, muitos palavrões e momentos traumatizantes. Bonecos e desenho animado foram produzidos, e claro que uma sequência também saiu do papel. Desta vez, a trama tem ainda mais elementos típicos de uma HQ, com a presença do papa Frank Miller criando a história e roteiro.

Na trama, uma nova droga (injetada no pescoço) assola a Detroit do futuro. O traficante responsável por sua criação e distribuição morre num confronto, e uma criança assume em seu lugar. A mesma empresa que criou o protagonista deseja uma nova máquina de combate ao crime, desta vez mais humana, e usa o cérebro de tal criminoso para seu novo robô.

Rocky V

Depois de duas grandes lutas contra Apollo Creed, e de derrotar Clubber Lang e Ivan Drago, Sylvester Stallone decidia levar a história de seu personagem mais humano de volta às origens. Para isso, foi escalado o diretor Oscarizado do original, John G. Avildsen. Na trama, escrita pelo próprio protagonista, Rocky não pode mais lutar, sendo assim se torna treinador de um jovem no qual o campeão vê muito de si. Tommy Gunn, o novo lutador, no entanto, trai a confiança do mentor, resultando numa luta de rua no clímax. O resultado amargo do quinto Rocky fez com que Stallone retornasse para mais um filme 16 anos depois, antes dos derivados de Creed.

Três Solteirões e uma Pequena Dama

Muitos podem não saber, mas o clássico cômico oitentista Três Solteirões e um Bebê (1987) é a refilmagem do francês 3 Homens e um Bebê (1985). Além de ficar famoso por conter o espírito de um garoto em uma de suas cenas, o longa foi um sucesso e gerou uma continuação três anos depois. Assim, Tom Selleck, Steven Guttenberg e Ted Danson retornavam para a continuação Três Solteirões e uma Pequena Dama, precisando agora lidar com a infância da pequena Mary e a mudança de cenário dos EUA para Londres.

Predador 2 – A Caçada Continua

Assim como Robocop, o personagem Predador (em especial seu design) se tornou icônico, transcendendo o resultado de tais filmes. O sucesso financeiro do primeiro filme obviamente ajudou, e colocou no radar da cultura pop o alienígena caçador de homens com cara de crustáceo. Mas como contornar a ausência do astro Arnold Schwarzenegger e do diretor John McTiernan, que não aceitaram retornar? Simples, a Fox logo confeccionou uma mudança de cenário, para a selva urbana de Los Angeles no “futuro”. Danny Glover, saído do sucesso de Máquina Mortífera 1 e 2 estrelou e a direção ficou com Stephen Hopkins (A Hora do Pesadelo 5). Ficar sem continuação é que o estúdio não iria. Uma terceira parte, no entanto, nunca ocorreria, a opção sendo dois reboots e dois derivados para a franquia.

Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus

Os anos 1980 foram uma fase difícil para as animações da Disney. Quase não dá para imaginar isso nos dias de hoje. Mas os 80’s foram uma época em que as produções do estúdio não se encontravam em seu auge de popularidade e alguns de seus maiores sucessos eram, ou ao menos em partes, obras live-action. Assim, o estúdio amargava os lançamentos de O Cão e a Raposa (1981), O Caldeirão Mágico (1985), As Peripécias do Ratinho Detetive (1986) e Oliver e sua Turma (1988), filmes esquecíveis que não atingiram o esperado, e que muitos sequer conhecem.

Foi só com o lançamento de A Pequena Sereia (1989) no fim da década que as animações da Disney fariam as pazes com o sucesso. Dando sequência, no ano seguinte a Disney resolveu lançar a continuação de uma de suas animações cultuadas dos anos 1970, Bernardo e Bianca (1977), sobre dois ratinhos membros de uma agência de resgate. Nesta continuação, a dupla de ratinhos parte para a Austrália, na missão de resgatar um menino e uma águia.

O Exorcista III

Deixando um pouco de lado a história da personagem principal dos filmes anteriores, a jovem duplamente possuída Regan (Linda Blair), o terceiro filme da franquia de terror sobrenatural opta por uma trama envolvendo um serial killer que volta do além. Dirigido por William Peter Blatty, o autor do livro original, que também assina o roteiro aqui, a ideia desta vez acompanha um detetive (papel do vencedor do Oscar George C. Scott) investigando os crimes do psicopata conhecido como Gemini (não, não é Will Smith), mesmo depois que o assassino é morto. O caso o leva até um hospital psiquiátrico onde eventos sobrenaturais estão ocorrendo.

Gremlins 2 – A Nova Geração

Um dos filmes mais icônicos produzidos por Steven Spielberg na década de 1980, a fantasia em partes cômica e em partes assustadora Gremlins (1984) se tornou um grande fenômeno do cinema. Sendo um favorito dos fãs, a continuação recebeu sinal verde, porém, seriam 6 anos até a sequência chegar às telas de cinema. Subvertendo o conceito original minimalista de uma pequena cidade aterrorizada pelas criaturinhas no natal, mas ainda tendo o mesmo Joe Dante na direção, Gremlins 2 leva a ação até Nova York, onde dentro de um prédio extremamente hich-tech a ação se desenrola. A continuação ainda arruma tempo para tirar sarro de sucessos recentes como Rambo e Batman.

Brinquedo Assassino 2

Com o sucesso do primeiro Brinquedo Assassino (1988), dois anos foram o suficiente para o filme de terror sobre um boneco possuído pelo espírito de um assassino serial ganhar uma continuação. Criativo, muitas das ideias do original são abandonadas nesta sequência caça-níquel, que agora coloca o pequeno Andy num lar adotivo, aonde um Chucky remontado pela mesma empresa (o que não faz o menor sentido) o segue. As boas adições são a irmã adotiva mais velha do menino, e a cena do clímax passada na fábrica do brinquedo – que o remake recriou.

A História Sem Fim 2

Assim como Gremlins, quem também ganhava sua primeira sequência 6 anos após o original era a superprodução alemã (sim, isso mesmo) A História Sem Fim (1984), sobre um menino que sofre bullying no colégio, recorrendo a um mundo de magia e fantasia de um livro, onde faz amizade com seres mitológicos e sobrenaturais. A continuação, curiosamente dirigida por George Miller, da franquia Mad Max, basicamente reconta a mesma história do original. Outra curiosidade, esta é uma das poucas franquias do cinema onde o protagonista a cada novo filme é interpretado por um ator diferente.

Jovens Demais para Morrer

Você que é fã de Bon Jovi sabe muito bem. O álbum Blaze of Glory (1990), primeiro solo do cantor, é a trilha sonora deste filme, e contém canções de sucesso como a própria Blaze of Glory e Miracle. Sendo assim, esta continuação ficou mais famosa que se predecessor, o qual muitos não conhecem – já que no Brasil o filme inclusive recebeu um título independente. Mas Os Jovens Pistoleiros (1988) conta a história de origem do famoso Billy the Kid, vivido por Emilio Estevez, e seu bando, que passava de um lado da lei para o outro. Um dos chamarizes era a presença de jovens atores de futuro, vide Kieffer Sutherland, Charlie Sheen, Dermot Mulroney, Lou Diamond Phillips e o próprio Estevez.

Na sequência, lançada apenas dois anos depois, outro pistoleiro lendário, Pat Garrett (William Petersen), é colocado na trilha do grupo, e no elenco as adições de Christian Slater e Viggo Mortensen.

48 Horas – Parte 2

48 Horas foi o primeiro filme de Eddie Murphy no cinema, saído do programa humorístico Saturday Night Live. O filme dirigido pelo lendário Walter Hill fez sucesso, e após Um Tira da Pesada (1984), Murphy se tornava um astro. Assim, uma continuação de seu primeiro sucesso era praticamente exigida. Novamente trazendo Murphy e Nick Nolte como a dupla disfuncional de um policial e um ex-presidiário, e dirigido de novo por Hill, a sequência foi lançada 8 anos após o original, para desta vez combaterem um poderoso traficante da região de San Francisco.

Olha Quem Está Falando Também

Só um ano separa esta continuação, confeccionada às pressas, de seu original sobre um bebê “falante”. Escrito e dirigido pela cineasta Amy Heckerling (de As Patricinhas de Beverly Hills e Picardias Estudantis), Olha Quem Está Falando (1989) é um filme para toda família que fala sobre uma mãe solteira (Kirstie Alley) se apaixonando e iniciando um relacionamento com o motorista de táxi que a leva para ter o bebê no hospital, papel de John Travolta. O diferencial desta comédia romântica é que podemos ouvir os pensamentos do filho da protagonista, o recém-nascido Mikey, que tem a voz de Bruce Willis. Na continuação, Mikey ganha uma irmãzinha, que pensa com a voz de Roseanne Barr.

A Chave do Enigma

Dessa poucos sabem. Mas o clássico absoluto do cinema noir Chinatown (1974) teve uma continuação. E uma escrita novamente pelo roteirista Robert Towne. No lugar do polêmico Roman Polanski na cadeira de direção, o astro Jack Nicholson assume o comando, em seu terceiro longa na função. Aqui, o detetive Jake Gittes (Nicholson) se depara com um novo caso envolvendo petróleo, adultério e um xará (Harvey Keitel), 16 anos depois dos eventos no ganhador do Oscar Chinatown.

A Guerra dos Donos do Amanhã

Esta é a continuação de um filme cult, cuja franquia merece ser ressuscitada por Hollywood, já que faz uso de uma ideia criativa e que pode ser aproveitada nos dias de hoje. Escrito e dirigido pelo cineasta Mark L. Lester (Comando para Matar), Os Donos do Amanhã (1982) é uma crítica à violência e à criminalidade na forma de filme de gangues e ficção. Passada num futuro de apenas dois anos a frente de seu tempo real, o longa previa escolas dominadas por gangues, onde um novo professor termina batendo de frente com os alunos, iniciando uma verdadeira guerra.

A continuação tardia chega 8 anos depois, e traz uma ideia ainda mais criativa e futurista. Aqui, elementos de O Exterminador do Futuro são introduzidos à mistura, quando em 1999 (apenas 9 anos além da data real), professores ciborgue são a resposta do governo para controlar as gangues que reinam nas escolas. Porém, o que acontece quando estes mesmos professores metalizados saem do controle?

A Noiva do Re-Animator

O último item de nossa lista é igualmente a continuação de uma obra cult e não tão conhecida quanto deveria. A Hora dos Mortos Vivos (ou Re-Animator), baseado no famoso autor H.P. Lovecraft, é uma espécie de reedição do clássico Frankenstein para os tempos modernos. Na trama, estudantes de medicina brincam de Deus quando descobrem uma forma de reanimar tecidos mortos. Daí para ressuscitarem pessoas em experimentos bizarros e lascivos é só um pulo. O filme se tornou cult e 5 anos depois do original chegou esta sequência. E adivinhe, agora a homenagem é para a continuação A Noiva de Frankenstein – com os protagonistas do original decidindo criar uma mulher perfeita.

Crítica | Yara – Filme baseado em história real mostra crime que PAROU a Itália e virou hit da Netflix

Um mar de fatos até a verdade. Dirigido por Marco Tullio Giordana, o longa-metragem italiano Yara – já disponível na Netflix – mostra os bastidores das investigações de um caso de assassinato que chocou a Itália anos atrás. Focando na busca incansável de uma investigadora sobre as verdades dos fatos, o projeto coloca uma enorme lupa sobre os métodos investigativos, alguma falta de preparo para determinadas situações e os conflitos entre os poderes legislativo e judiciários sempre ligados de alguma forma a uma política controladora. 

Na trama, conhecemos a experiente investigadora Letizia (Isabella Ragonese), uma mãe solteira que é designada para investigar o sumiço de uma jovem de 13 anos chamada Yara. Ao longo do tempo, que percorreu anos, sempre atrás de pistas toda a problemática e dificuldades do trajeto acabam de alguma forma influenciando também a vida de Letizia que mesmo com desconfiança do alto comando italiano não desiste de encontrar as verdades sobre esse caso.

O roteiro, assinado pela dupla Graziano Diana e Giacomo Martelli foca nas linhas investigativas de maneira profunda deixando margem para críticas sobre métodos de análise de resultados, questões sobre banco de dados de fichados e a enorme burocracia de uma região engessada por nunca ter visto um caso como esse. O papel da imprensa, aí de maneira mais superficial, acaba tendo um peso importante nas escolhas e esclarecimentos, às vezes mesmo sem atualizações, que pressionam as autoridades policiais por respostas para a sociedade que afita enxerga basicamente um crime sem solução e com o provável assassino à solta. O foco na protagonista mostra tudo o que se transforma sua vida pela pressão de todos ao seu redor.

Crítica | ‘Desligue!’ – Empolgante filme Tailandês na NETFLIX sobre ‘Golpistas do Call Center’

Você já deve ter ouvido falar das fraudes eletrônicas originadas de ligações suspeitas, nas quais criminosos, sem piedade, buscam obter altas quantias de dinheiro através de chantagens, pegando muita gente de surpresa. Isso, inclusive, acontece bastante no Brasil. Para jogar luz sobre esse tema – que atinge não apenas nosso país, mas várias partes do mundo -, chegou à Netflix, nesse final de março, Desligue!, um empolgante longa-metragem tailandês que aposta em afiadas críticas sociais construindo-se em torno de dramas emocionais.

Orn (Nittha Jirayungyurn) é uma mulher de ótima condição financeira que, certo dia, leva um terrível golpe financeiro. Completamente abalada com a situação e escondendo a real quantia perdida, ela busca apoio nas forças policiais – em vão. Sem saber o que fazer, um dia acaba encontrando a fisioterapeuta Fei (Esther Supreeleela) e a vendedora de cremes Wow (Ning Chutima Maholakul), que também foram vítimas dos mesmos golpistas. Sem apoio da polícia, elas resolvem bolar um plano para desmascarar a quadrilha – uma decisão que trará enormes consequências para suas vidas.

10 filmes para você que abriu a NETFLIX sem saber o que assistir

Com direção de Sitisiri Mongkolsiri, e roteiro assinado por Tinnapat Banyatpiyapoj e Kongdej Jaturanrasamee, a trama se desenvolve a partir do trauma de uma situação, virando a chave do drama para uma ação acelerada, com pitadas de suspense, em que a inconsequência se torna uma marca no desenvolvimentos das protagonistas. Ao abordar três classes sociais diferentes através de suas personagens, o projeto enriquece o contexto da narrativa, nos levando para uma estrada de possibilidades e com desfecho simbólico.

Com tantos ingredientes reunidos para abordar a vingança através do concreto de ações moralmente controversas – sem perder o fio do discurso –, as protagonistas logo se transformam em um reflexo do contraditório, caminhando a passos largos por uma linha tênue entre o certo e o errado.

Outro fator interessante é que a definição de vilão, nessa história, acaba ganhando papel amplo, ligado ao submundo do crime e às forças invisíveis por trás das ações cruéis retratadas. Dos crimes cibernéticos ao alpinismo social por meio da bandidagem, logo chegamos na lavagem de dinheiro, contas-fantasmas. Ainda sobra espaço para uma crítica à ineficiência das forças policiais no combate a esse tipo de crime – ainda que de forma superficial, já que o personagem que representa isso acaba sendo deixado completamente escanteado na trama.

Desligue! não reinventa a roda quando pensamos em linguagem, mas se lança em riscos narrativos ao explorar, com eficiência, uma temática provocativa que se constrói em torno do trauma.

Os 14 Maiores Flops de 2018 – Os fracassos de bilheteria

Todos nós amamos cinema. E nosso desejo é sempre de que os filmes sejam bem sucedidos. Passamos o ano esperando aquele lançamento: uma continuação de uma franquia adorada, a adaptação de um texto que gostamos ou o novo projeto daquele diretor ou ator cultuado. O fato é que nem sempre a realidade é o que esperamos.

E para um cinéfilo não existe tristeza maior do que não gostar de um filme pelo qual criamos expectativa. Muitos tentam evitar este desapontamento, esquivando desta ansiedade, mas a verdade é que quando envolve emoção (uma série que gostamos ou um artista que admiramos), este exercício se torna apenas uma enganação, pois é impossível não se envolver afetuosamente.

Em 2018, tivemos muitos filmes que se tornaram sucesso de crítica e principalmente de bilheteria, trazendo a alegria dos fãs. No entanto, não existiriam os vencedores sem os perdedores, e assim o ano também reservou os fracassos – filmes que embora tenham gerado expectativa, viveram para não atingir o esperado.

Assim, com este pensamento, criamos nossa nova lista. Apenas para contextualizar, levaremos em conta aqui apenas a bilheteria destas produções, tirando uma média em relação ao seu orçamento. Isso porque os fracassos de crítica, muitas vezes arrecadam boas bilheterias, boas o suficiente para salvar uma franquia – como é o caso com Venom, por exemplo. Vamos conhecer.

14 | O Predador

Quem cresceu na década de 1980, viveu a era dos brucutus como Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone. Um dos mais icônicos protagonizados por Arnold é O Predador (1987). O novo filme da franquia trouxe de volta Shane Black, ator e roteirista do original (mesmo que não creditado), escrevendo e dirigindo o novo episódio.

Com muito humor, mas também muitos furos no roteiro, momentos que não funcionam e personagens, em sua maioria, pouco cativantes, o novo filme não foi muito bem o que os fãs esperavam. Algumas das piores ideias envolvem o cachorro Predador, o Super Predador (sendo que o normal já é assustador o suficiente), uma criança gênio (urrrgh) e um grupo de militares que não bem desagradáveis (saudade de Dutch e sua turma).

A melhor personagem é a única mulher do filme, vivida por Olivia Munn – que se vê perdida em cena. Assim, com um orçamento de US$88 milhões, o filme abriu com US$24 milhões e fez sua carreira com US$51 milhões nos EUA – atingindo uma bilheteria mundial de US$160 milhões.

Crítica | O Predador – O melhor filme da franquia desde o original

13 | Círculo de Fogo: A Revolta

Diferente de O Predador, não existe muito envolvimento nostálgico com esta franquia – ao menos para os cinéfilos de minha geração. Para falar a verdade, o primeiro Círculo de Fogo, dirigido por Guillermo del Toro, não foi exatamente um sucesso de bilheteria, precisando se pagar em mercados pelo mundo – como o asiático.

Monstros Gigantes contra robôs gigantes. Bem, não é o tipo de trama que tem apelo junto a um público mais adulto, e é necessário curtir a cultura dos kaiju para embarcar nesta ideia. Assim, querendo entregar mais do mesmo, porém, sem a presença do carisma dos atores originais e da mão firme do diretor mexicano no comando, sobrou para John Boyega (o Finn dos novos Star Wars), literalmente salvar o dia e a franquia.

O novo Círculo de Fogo também apela para a criança gênio (artifício cansado de Hollywood), mas com a diferença de que aqui temos a carismática Cailee Spaeny se virando sozinha, mostrando não ser apenas um artifício, e sim uma personagem bem desenvolvida e carismática. Outro ponto polêmico do roteiro é sua reviravolta final – e o motivo pelo ataque dos monstros desta vez, o que aproxima o longa ainda mais de uma atmosfera de produção B.

O segundo Círculo de Fogo contou com o orçamento inflado de US$150 milhões e o retorno de US$22 milhões em sua abertura. Ao total, o filme somou US$59 milhões nos EUA e uma carreira de US$290 milhões mundialmente – o que não é baixo, mas pode por fim aos planos de uma sequência. Vale lembrar que o original igualmente só possibilitou a continuação devido ao mercado fora dos EUA.

Crítica | Círculo de Fogo: A Revolta – Mais robôs, menos monstros e emoção

12 | Vidas à Deriva

Chegamos ao primeiro longa que não é exatamente uma superprodução. Este drama protagonizado por Shailene Woodley é um relato real de uma história de sobrevivência no mar. O filme é eficiente, traz desempenhos marcantes e o tipo de trama, que embora não seja novidade, foi bem representada.

O lance é que tivemos filmes como Até o Fim (2013), com Robert Redford, que elevaram o subgênero a outro patamar – fazendo Vidas à Deriva perder por comparação. Fora isso, a popularidade de Woodley desde sua explosão com Os Descendentes (2011) e A Culpa é das Estrelas (2014) sofreu declínio e a atriz já não emplaca um sucesso no cinema faz tempo.

Vidas à Deriva contou com um orçamento de US$35 milhões e arrecadou  US$11 milhões em sua estreia. Sua bilheteria nos EUA foi de US$31 milhões, ou seja, não conseguiu sequer pagar sua produção. No mundo, o filme juntou um pouco mais, com US$52 milhões.

Crítica | Vidas à Deriva – Shailene Woodley brilha em drama trágico real

11 | No Olho do Furacão

Ideias pra lá de loucas costumam dar certo com a audiência específica. Assim nasceram conceitos com o de Sharknado. O nonsense de superproduções vide Velozes e Furiosos escala para novos patamares, não largando a mão de seu público cativo. A cada novo episódio, mais adeptos e uma bilheteria mais encorpada.

No entanto, nem todas tentativas alucinadas acertam o alvo como deveriam. Este foi exatamente o caso com No Olho do Furacão, filme com aura B que mistura dois elementos que o público aprendeu a adorar: cinema catástrofe (neste caso, filme de furacão) e carros velozes em ação. Com estes dois elementos misturados, o que poderia sair errado?

Quem viu garante que No Olho do Furacão é apenas ruim, e não chega sequer a ser “tão ruim que é bom”, como era o planejado. Assim, atores do time C de Hollywood não garantem seu lugar ao sol e seguem renegados à baixa categoria. O filme, não por acaso, é dirigido por Rob Cohen, o mesmo do primeiro Velozes e Furiosos (2001). Com um orçamento de US$45 milhões, o longa arrecadou somente US$3 milhões em seu fim de semana de estreia, e seguiu para ver mais US$6 milhões ao longo de sua carreira nos EUA.

Crítica | No Olho do Furacão – Quando ‘Velozes e Furiosos’ encontra ‘Sharknado’

10 | Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim

Quem disse que animações não estão fadadas ao fracasso, está terrivelmente errado. Bem, até mesmo as grandes produções animadas da Disney algumas vezes não atingem o esperado, o que dirá as outras. Se você acha que é só fazer uma obra mirada aos pequenos que o sucesso estará garantido, pense novamente. Norm e os Invencíveis (2016) e Emoji: O Filme (2017) são algumas das produções que não vingaram junto ao seu público-alvo.

Aqui, no entanto, temos um caso especial. Esta é a continuação do sucesso da Paramount, Gnomeu e Julieta (2011), que contou com as vozes de James McAvoy e Emily Blunt dublando os personagens principais: anões de jardim apaixonados. O primeiro longa custou US$36 milhões, rendendo US$25 milhões no seu fim de semana de estreia (ou seja, basicamente se pagando logo na largada). Ao total, o filme faturou US$99 milhões nos EUA e mais US$193 milhões ao redor do globo – se tornando o que podemos chamar de sucesso.

Problema número 1 para a continuação: demorou demais a ser lançada, perdendo a janela de tempo. Foram sete anos até o lançamento da sequência, fazendo uma geração inteira de crianças perderem o interesse e outras não saberem do que se trata. Até mesmo o título precisou ser mudado no Brasil para criar associação. O segundo filme, faz uma grande brincadeira com a mitologia de Sherlock Holmes – seu título original é Sherlock Gnomes. A continuação, que traz a voz de Johnny Depp, custou um pouco mais, com orçamento de US$59 milhões, e rendeu bem menos, arrecadando apenas US$10 milhões em sua abertura, e US$43 milhões no percurso de sua jornada – ficando abaixo de seu custo. No mundo, a bilheteria arrecadada foi de US$88 milhões. Ou seja, não veremos os personagens de novo tão cedo.

Crítica | Gnomeo e Julieta: O Mistério do Jardim – Sherlock Holmes e elenco são o charme

9 | Desejo de Matar

Assim como Schwarzenegger e Stallone, Bruce Willis já foi o rei das bilheterias nas décadas de 1980 e 1990. De fato, Willis inaugurou inclusive um novo subgênero dentro do cinema brucutu, acrescentando na mistura qualidades mais humanas e críveis. Ele era o homem comum, no lugar errado e hora errada, que sangrava, sofria e por pouco não era derrotado. Assim como os colegas de cena, Willis precisou se reinventar, pois com a idade avançada, não se encaixa mais nos padrões de outrora.

O ator encontrou lugar em produções B, aqui no Brasil todas lançadas direto no mercado de vídeo. Vez ou outra encontra espaço junto ao mainstream, revivendo antigos personagens cultuados – como no vindouro Vidro, de M. Night Shyamalan. Ou quem sabe participando de refilmagens de clássicos, como é o caso com este Desejo de Matar, produção imortalizada por Charles Bronson.

O novo Desejo de Matar é um bom filme, seguindo à risca os moldes do original, e situando satisfatoriamente sua trama nos tempos atuais, na era das redes sociais e do mundo filmado. Obviamente, temas como o politicamente correto entram em pauta. No entanto, os motivos para a recepção fria do longa são a falta de apelo de Willis atualmente junto aos jovens – maior parcela pagante dos cinemas – e a história do vigilante que faz justiça com as próprias mãos, que mesmo recriminado no filme, é o tipo de trama que não gera mais empatia com o espectador atual – como fazia nas décadas passadas.  Assim, o filme dirigido por Eli Roth, com um orçamento de US$30 milhões, arrecadou apenas US$13 milhões em sua estreia, parando num valor de US$34 milhões nas bilheterias americanas e assim apenas se pagando.

Crítica | Desejo de Matar – Bruce Willis e Eli Roth no remake do clássico de Charles Bronson

8 | Aniquilação

Nem mesmo filmes elogiados, que são sucesso pleno de crítica, conseguem escapar muitas vezes de um fracasso de bilheteria. Ser sucesso de crítica é muito bom, mas cinema é uma arte cara e seus investidores querem ver resultado financeiro. Algumas apostas são arriscadas e nesse jogo perde-se muito dinheiro numa produção, para ganhar muito em outra. É o equilíbrio das coisas, num verdadeiro jogo de azar imprevisível.

Muitas vezes os produtores juram que tem ouro em mãos e que seu novo lançamento será um grande sucesso. Foi o caso deste Aniquilação, um projeto de alto conceito, baseado num livro cultuado de ficção científica, protagonizado por uma das maiores estrelas da atualidade: a vencedora do Oscar Natalie Portman – na era das marcas, é apenas mais uma estrela que mostra que seu nome não significa muito para a boa bilheteria de um filme. Além disso, atrás das câmeras, quem comanda é Alex Garland, cineasta que após emplacar com o sucesso Ex-Machina: Instinto Artificial, gerava expectativa imediata para seu lançamento seguinte.

Dentro do mesmo gênero, Aniquilação se mostrou uma venda tão difícil, um filme tão bizarro e complexo, que a Paramount, estúdio responsável pelo lançamento, achou melhor vender seus direitos para o colosso Netflix, a fim de não amargar com o fracasso previsto nas bilheterias. Assim, o filme foi lançado de forma restrita por alguns cinemas dos EUA, e nos demais países do mundo a solução foi assisti-lo em casa. Uma pena. Mesmo com as críticas extremamente favoráveis, o filme não atrairia um grande público. Aniquilação contou com um orçamento de US$42 milhões, e rendeu apenas US$11 milhões em seu fim de semana de estreia. Sua carreira se encerrou com US$32 milhões em caixa – valor abaixo do próprio orçamento. Seja como for, Aniquilação segue como um dos filmes mais fora da caixinha de 2018.

Crítica | Aniquilação – Ficção científica raiz de explodir mentes

7 | Tomb Raider: A Origem

As adaptações de videogame ainda não encontraram seu lugar ao sol. No caso das adaptações de histórias em quadrinhos, o mesmo aconteceu durante as décadas de 1970, 1980 e 1990. A primeira fase da “retomada” ocorreu oficialmente em 2000, quando X-Men, de Bryan Singer estreou, seguido de Homem-Aranha (2002), de Sam Raimi. O resto é história, com a consolidação da Marvel em 2008 (com Homem de Ferro) e depois em 2012 (com Vingadores).

Os games já tentaram na década de 1990, na de 2000, e agora chegam ao fim de sua terceira década de tentativa sem êxito. Existem filmes do gênero mais bem avaliados e outros menos, mas o que não existe ainda é aquele filme unanimemente elogiado dentro do subgênero. Um dos mais recentes a tentar foi o último Tomb Raider, que reiniciou a franquia estrelada por Angelina Jolie, sobre a aventureira mais apaixonante dos jogos eletrônicos.

A nova intérprete da arqueóloga foi a mignon Alicia Vikander, vivendo uma Lara Croft mais verde, em seus primeiros anos de formação. A atriz sueca até que convence no papel, o problema realmente é o roteiro mundano – que não cria bons antagonistas para a heroína ou sequer uma trama atraente. Aqui temos mais uma história enfadonha envolvendo o relacionamento da protagonista com seu pai desaparecido. E a última coisa que queremos num filme assim é sentimentalismo barato e drama de quinta. O mais recente Tomb Raider custou para a Warner (e não mais a Paramount) US$94 milhões, ou seja, quase US$100 milhões – e rendeu US$23 em seu primeiro fim de semana. O filme seguiu para arrecadar US$57 milhões nos EUA, ficando longe de se pagar. Pelo mundo, o filme rendeu US$273 milhões. O que pode garantir uma sequência.

Crítica | Tomb Raider: A Origem – Mais um Reboot que deixa a desejar…

6 | Operação Red Sparrow

Jennifer Lawrence não é mais a mesma. A atriz que explodiu para o estrelato na franquia Jogos Vorazes e acabou se tornando uma das personagens principais nos novos X-Men (mesmo que sua personagem não pedisse tanto), vem a cada novo trabalho descendo um patamar de seu estrelato. Só nos últimos três anos, Lawrence acumula fracassos em cinco trabalhos.

Primeiro foi Joy, última parceria até então com o diretor David O. Russell, que ao contrário de O Lado Bom da Vida (2012) e Trapaça (2013), passou em branco. Depois vieram X-Men: Apocalipse e Passageiros – ambos de 2016. Ano passado, mãe! dividiu opiniões e foi uma venda difícil (para dizer no mínimo) para a Paramount. E este ano, Operação Red Sparrow deixou a FOX na mão.

O thriller de espionagem prometia ser o filme solo que a Viúva Negra (Scarlett Johansson) ainda não ganhou, além de criar expectativa por seu anunciado forte teor sexual – onde J-Law faria suas primeiras cenas de nudez e sexo no cinema. Bem, apesar de cumprida a promessa do segundo item, Operação Red Sparrow serviu mais para dar sono aos espectadores, com sua trama confusa, aborrecida e sem qualquer traço de ação ou suspense. O longa teve orçamento de US$69 milhões e somou US$16 milhões no primeiro fim de semana, arrecadando mais US$46 milhões ao todo nos EUA. Já pelo mundo, o resultado do filme foi de US$150 milhões. Que a menina de ouro de Hollywood se recupere logo de sua maré de azar.

Crítica | Operação Red Sparrow – Jennifer Lawrence fica nua em thriller erótico arrastado

5 | Crimes em Happytime

Outro nome quente do momento, este na comédia, é o de Melissa McCarthy. Mas como todas as estrelas, a humorista é apenas humana e já teve sua cota de fracassos. A atriz indicada ao Oscar (Missão Madrinha de Casamento) tem grandes chances de voltar ao radar dos prêmios este ano de novo, com Can You Ever Forgive Me?, drama sobre uma falsária.

Mas nem tudo são flores para McCarthy, e esse ano a comediante esteve presente num dos filmes mais execrados pela imprensa especializada. A ideia de Crimes em Happytime até que era boa, porém, fora da caixinha demais para dar certo e apelar junto ao grande público. A premissa aqui é uma espécie de Uma Cilada para Roger Rabbit (1988), imprópria para menores e com fantoches ao invés de desenhos animados. Poderia ser ouro, mas quem conferiu diz que está mais para outro item, que despejamos na privada.

A comédia incorreta, criada pelo filho do consagrado Jim Henson, Brian Henson, custou US$40 milhões, e arrecadou apenas US$9 milhões em seu fim de semana de estreia. Sua carreira nos EUA somou apenas US$20 milhões – não sendo o suficiente para o filme de pagar.

Crítica | Crimes em Happytime – Era melhor ter continuado só com os Muppets

4 | O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos

A Disney irá dominar o mundo. Disso ninguém duvida. Mas isso não quer dizer que o maior estúdio da atualidade não cometa seus erros, adquira fracassos e dê, vez ou outra, com os burros n´água. Bem, uma empresa que tem a Marvel, Star Wars, suas animações, seus live-action e que ainda investe em filmes de fantasia para toda a família tem o direito de cometer alguns equívocos, não acham?

O mais recente tiro em branco da casa atende pelo nome O Quebra-Nozes – sim, este mesmo baseado no conto infantil clássico, transformado em balé russo icônico. Uma pena, pois com nomes como Keira Knightley, Morgan Freeman, Helen Mirren e a jovem carismática e promissora Mackenzie Foy no elenco, a garantia de sucesso era quase certa. Junte a isso os nomes dos diretores Lasse Hallstrom e Joe Johnston comandando. Bem, você pode até ter achado estranho ter dois diretores à frente da obra. É que os problemas começam exatamente aí.

O que Hallstrom estava fazendo não agradou os executivos do estúdio, assim, Johnston foi convocado às pressas para finalizar a produção. Mau sinal. Fora isso, está clara a inspiração em Alice no País das Maravilhas (2010), sucesso de Tim Burton, que a Disney tentou reprisar. O problema é que um raio até pode vir a cair no mesmo lugar duas vezes, mas é bem difícil. O resultado de O Quebra-Nozes terminou mais próximo da sequência Alice Através do Espelho (2016), do que o original de Burton. Com um orçamento estimado de US$120 milhões, o longa rendeu apenas US$20 milhões em sua abertura nos EUA e somou mais US$49 milhões até o momento no país. O que para um filme da Disney não é nada bom.

Crítica | O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos – Visual encantador, conteúdo nem tanto

3 | Arranha-Céu: Coragem Sem Limite

Dwayne Johnson é o maior astro da Hollywood atual, possui o toque de Midas e é um dos poucos que ainda consegue arrastar multidões apenas com o seu nome estampando o pôster de um filme. O maior nome dos blockbusters do momento, sem precisar (muito) de marcas pré-estabelecidas, também passa por seus dias chuvosos e tem no currículo produções sem vergonha como Baywatch. Bem, Arranha-Céu pode não ser uma obra-prima, mas está anos luz acima da comédia citada.

A verdade é que The Rock está com crédito, tendo estrelado o reboot de Jumanji, um dos maiores sucessos de bilheteria de anos recentes, cuja continuação já está a caminho. Bem, depois disso o grandalhão estrelou Rampage, que ficou entre erros e acertos, e Arranha-Céu. Dentre os dois, Rampage, com seus quase US$500 milhões mundiais, trouxe mais prestígio para a Warner. Já a parceria do ator com a Universal não teve o mesmo êxito, já que Arranha-Céu, com um orçamento de US$125 milhões, abriu com US$24 milhões nos EUA, e seguiu com US$67 milhões. O filme terminou sua estadia mundial com US$292 milhões, ficando apenas um pouco acima de seu custo.

O fato prova que o público prefere ver o astro numa aventura fantástica e descerebrada, do que em um thriller de cinema catástrofe.

Crítica | Arranha-Céu: Coragem Sem Limite – Dwayne Johnson enfrenta um prédio em novo filme

2 | Han Solo: Uma História Star Wars

Essa é triste e dói o coração cinéfilo. A pergunta que fica é: estaria o público saturado da franquia Star Wars? A Disney errou em colocar um filme por ano nos cinemas desde que lançou O Despertar da Força (2015)? Ou tudo se resume à qualidade dos filmes? Levando em conta que com a Marvel deu certo, e o público parece querer cada vez mais lançamentos deste universo compartilhado por anos no cinema, é bem provável que a resposta seja a terceira.

O fato é: Rogue One (2016) passou por problemas e no final das contas terminou dando certo, arrecadando uma legião de novos fãs – muitos afirmam que é o melhor produto estampando o logo da franquia lançado pela Disney (por ser um projeto bem original, mesmo sem contar com o típico humor esperado pela franquia). Particularmente, O Despertar da Força segue como auge da retomada (principalmente por ter criado uma personagem como a Rey de Daisy Ridley). Mas com Han Solo, definitivamente atingimos o ponto baixo e esperamos sinceramente que haja recuperação.

Era uma história que ninguém queria saber, num filme que ninguém pediu. Mas até aí tudo bem, porque ao longo dos tempos ganhamos filmes nestes moldes que vieram a se mostrar bem sucedidos junto ao público. O problema foi a demissão dos diretores originais (os criadores de Anjos da Lei e Uma Aventura Lego), que ao que tudo indica iriam criar um filme bem mais insano com o protagonista. E era justamente o que o pirata sideral pedia. A Disney, no entanto, optou pelo mais seguro e mundano, trazendo Ron Howard (conhecido atualmente por seus trabalhos sonolentos nos filmes da série O Código Da Vinci) para o comando. E o resultado, você acertou, foi um filme morno. Com o pesado custo de US$300 milhões (um dos filmes mais caros da história – ou “o” mais caro) – que não tinha como ser equivalido -, a superprodução abriu com sólidos US$84 milhões e seguiu com US$213 milhões até o encerramento nos EUA. Pelo mundo, o filme juntou US$392 milhões. O que significa que não veremos o famoso cafajeste do espaço de novo nos cinemas tão cedo.

Crítica | Han Solo: Uma História Star Wars – Aventura fraca e genérica…

1 | Uma Dobra no Tempo

E o grande campeão é… ou devemos dizer, o grande perdedor. Tido como livro inadaptável – embora já tenha sido adaptado em 2003, como filme feito para a TV -, a obra literária de Madeleine L´Engle finalmente ganhou o tratamento na forma de uma superprodução da Disney de US$100 milhões. O filme era a grande aposta do estúdio para o início do ano, e contou com grandes nomes na frente e atrás das câmeras. A começar com estrelas do nível de Oprah Winfrey (Deus de saia) e Reese Witherspoon emprestando um pouco de seu brilho.

No comando de tudo, uma das diretoras mais promissoras da atualidade, Ava DuVernay. Bem, e segundo os especialistas, é aí que reside todos os problemas envolvendo o longa. DuVernay é uma excelente diretora e uma voz a ser ouvida quando o assunto é representatividade. Se não a conhecem ainda, é só dar uma olhada em filmes como Selma: Uma Luta Pela Igualdade (2014) e A 13ª Emenda (2016). Tais trabalhos fazem dela a “Spike Lee feminina”, adereçando para sua época o que o diretor de Faça a Coisa Certa (1989) trilhou nas décadas de 1980 e 1990.

Ou seja, tópicos fervorosos, raciais e igualitários são a praia da cineasta – que se sairia melhor no comando de filmes como os recentes O Ódio que Você Semeia, Se a Rua Beale Falasse e até mesmo As Viúvas (mais voltado ao entretenimento). Mas a opção foi por um filme estritamente comercial. Uma fantasia de entretenimento, recheada de efeitos visuais impressionantes, cujo conteúdo não foi bem transposto em tela. É claro que se pode encontrar questões representativas – mesmo que muito nas entrelinhas –, o principal sendo o protagonismo de uma jovem mulher negra.

Porém, Uma Dobra no Tempo se mostrou o projeto errado para Ava DuVernay, que não conseguiu imprimir muito de seu estilo e voz ao filme – deixando o longa com a cara que qualquer diretor poderia dar. Para piorar, a diretora vai seguir no ramo das superproduções, e seu próximo projeto será Os Novos Deuses, da DC. Que a diretora tenha mais sucesso em sua nova empreitada, e que siga os passos da companheira de casa, Patty Jenkins. Uma Dobra no Tempo arrecadou US$33 milhões em sua estreia nos EUA, e mais US$100 milhões durante todo o período de sua exibição – conseguindo ao menos se pagar. Já mundialmente, o filme fez apenas US$130 milhões, 30 milhões a mais fora do seu país de origem.

E você, o que achou destes filmes? Achou que mereceram o fracasso? Comente.

Gostou de ‘Sob as Águas do Sena’ na Netflix? Conheça os Filmes de TUBARÃO Mais Famosos do Cinema!

A Netflix lançou o terror francês ‘Sob as Águas do Sena‘, novo filme de tubarão assassino que alcançou 71% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.

O consenso geral elogia as cenas de ação da produção, destacando sua brutalidade e as cenas sangrentas dos ataques dos tubarões. Em contrapartida, parece que o filme afunda quando tenta se levar a sério demais…

Cartaz de filme "Under Paris" com avaliações e sinopse.

Sob as Águas do Sena‘ não é o único filme a abordar as tais criaturas – já que todos os demais longas a trazer o ser bestial são produções, digamos, do cinema B com lançamentos direto no mercado de vídeo ou TV. Já os primos do bichão, os tubarões como os temos hoje, esses sim já foram tema de diversas produções bem conhecidas do cinema. Pensando nisso, separamos os mais famosos filmes de tubarão de todos os tempos.

Você conhece todos? Confira abaixo.

Tubarão (1975)

Não tem como começar de outra forma. ‘Tubarão’, de Steven Spielberg, é o pai de todos os filmes de tubarão. É também o primeiro blockbuster da história, o primeiro filme-evento, daquele tipo de deixou o mundo inteiro falando sobre ele. ‘Tubarão’ também foi indicado ao Oscar de melhor filme e ajudou a transformar o cinema entretenimento no que ele é hoje. Ah sim, se transformou em uma franquia para a Universal Pictures, rendendo três continuações, uma em 1978, uma em 1983 e outra em 1987.

Do Fundo do Mar (1999)

Os anos 70 e 80 foram dominados pela franquia ‘Tubarão’, com dois exemplares em cada década, era difícil lançar um filme sobre o tema no período sem que fosse imediatamente comparado aos longas dessa série. Assim, sobrou para o fim dos anos 90, quando a Warner resolveu investir numa superprodução sobre tubarões modificados geneticamente, que se tornam mais inteligentes. O filme é um dos mais divertidos sobre o tópico, e também um dos mais subestimados.

Mar Aberto (2003)

E se ‘Tubarão’, suas sequências e ‘Do Fundo do Mar’ podem ser considerados filmes que misturam bem a tensão e certo elemento de diversão e entretenimento em sua narrativa, este exemplar é só nervosismo do início ao fim. Com ares documentais, ‘Mar Aberto’ é uma produção pequena e independente que coloca em tela o pior pesadelo de qualquer um, quando um casal é esquecido no mar, ficando à deriva cheio de tubarões em volta.

O Espanta Tubarões (2004)

Agora um filme bem leve e inocente sobre o tema dos tubarões, com essa animação da Dreamworks voltada para toda a família. Com um grande elenco de astros dublando, como Will Smith, Angelina Jolie, Jack Black e Renée Zellweger, o filme conta sobre um peixe que ganha fama de matar tubarões. O mais legal foi ver, ou ouvir, Robert De Niro e Martin Scorsese como tubarões mafiosos. O longa nos deixou esperando por uma versão para o cinema do desenho ‘Tutubarão’ da Hanna-Barbera.

Terror na Água 3D (2011)

Exibido no Festival do Rio de 2011, ‘Terror na Água’ se favoreceu do advento crescente do 3D na época, para criar um filme do gênero em terceira dimensão, criando um atrativo maior para o público. O filme é do mesmo diretor de ‘Premonição 2’, ‘Premonição 4’ e ‘Serpentes a Bordo’, e estrelado pela loirinha Sara Paxton (a sereia de ‘Aquamarine’). Na trama, um grupo de amigos universitários viaja até a casa do lago de um deles, e descobre que as águas do local estão infestadas de tubarões.

A Isca (2012)

A história aqui fala sobre um grupo de pessoas que ficam presos dentro de um supermercado após um tsunami atingir a costa de Queensland, na Austrália. É claro que no local chegarão tubarões de quase 4 metros para movimentar as coisas. O roteiro tem assinatura de Russell Mulcahy, diretor de ‘Highlander – O Guerreiro Imortal’ e a direção é de Kimble Rendall, que trabalhou como assistente de direção em ‘Matrix Reloaded’ e ‘Eu, Robô’.

Maré Negra (2012)

Aqui temos uma verdadeira estrela do time A de Hollywood protagonizando. Quem estrela é a vencedora do Oscar Halle Berry. O filme independente, no entanto, se tornou um dos mais obscuros de sua carreira, com muitos sequer tendo conhecimento de sua existência. Berry estrela como uma experiente instrutora de mergulho, acostumada a nadar com os tubarões. Mas após um trauma que resultou numa experiência de quase morte, ela irá retornar à água 1 ano depois para superar o medo.

Sharknado (2013)

Essa produção do canal SyFy, especializado em produções B do cinema, se tornou uma verdadeira febre no início da década passada, gerando nada menos que cinco continuações. Seria legal ver um novo filme da franquia no cinema em 3D para testar a força de sua base de fãs. Seja como for, a boa sacada aqui é não se levar nem um pouco a sério, apostando no fator trash do “quanto mais ridículo melhor”. Na trama, uma tempestade de grande periculosidade, com direito a muitos tornados, traz tubarões dos mares direto para cima das pessoas nas cidades. É “it’s raining sharks” literalmente.

Águas Rasas (2016)

Agora chegamos no que é o melhor filme de tubarões desde o fim dos anos 90. Isso porque ‘Águas Rasas’ é uma produção de prestígio, da Columbia Pictures, estrelada por Blake Lively, com direção do espanhol Jaume Collet-Serra, de ‘A Casa de Cera’, ‘A Órfã’ e ‘Adão Negro’. Na trama, Lively é uma estudante de medicina que acaba de perder a mãe para uma doença. Como forma de cura ela viaja para uma praia e decide surfar. No entanto, termina atacada e presa em recifes de corais por um grande tubarão branco, que a impede de retornar à praia.

Medo Profundo (2017)

Também conhecido por seu título original ’47 Meters Down’, ou ’47 metros para baixo’, essa produção é estrelada por Mandy Moore. Ela interpreta uma mulher que decide se reconectar com a irmã, e decidem se aventurar nas famosas gaiolas de mergulho com tubarões. É claro que algo sai errado e ambas terminam presas nas profundezas com os peixes assassinos, precisando lutar por suas vidas. A direção é do mesmo responsável pelo reboot de ‘Resident Evil’ nos cinemas e que também voltou para dirigir a sequência deste filme.

Megatubarão (2018)

Agora chegamos ao filme que ajudou no tema desta matéria. ‘Megatubarão’ foi o primeiro (e até o momento, o único) filme a abordar a criatura pré-histórica conhecida como megalodonte em uma produção lançada para os cinemas. Com produção da Warner, o longa quase foi feito pela Disney nos anos 90, e quase contou com direção de Eli Roth e protagonismo de George Clooney. No fim das contas, como sabemos, quem estrelou foi Jason Statham e neste fim de semana a continuação chegou aos cinemas.

Grande Tubarão Branco (2021)

Como diz o cartaz do filme, este longa tem produção dos mesmos responsáveis por ‘Medo Profundo’, ou seja, decidiram apostar mesmo no gênero. A trama mostra um grupo viajando até uma remota ilha. É quando o desastre acontece e seu hidroavião cai, os deixando à deriva num bote salva-vidas. Claro que teremos tubarões os cercando, o que os fará lutar por suas vidas. Sim, essa é mais uma produção do cinema B, cujo diferencial é a presença da graciosa atriz loirinha Katrina Bowden, a Cerie do seriado ’30 Rock’.

The Requin – À Deriva (2022)

Até a musa dos anos 90 Alicia Silverstone se aventurou a protagonizar um filme de tubarões. Infelizmente o dela também pertencente ao cinema tipo B de Hollywood. Ela vive uma mulher que, ao lado do marido, decide passar férias românticas num local paradisíaco, destes cujos quartos estão em palafitas sobre o mar. É então que uma tempestade atinge o local, e separa o quarto deles do resto das instalações, o transformando numa jangada perdida no oceano. E sim, você acertou, logo tubarões famintos lhes farão companhia.

10 MELHORES FILMES DE 2021; Adivinha qual é o 1º?

Enfim chegamos ao final de 2021 e nesse momento a maioria dos cinéfilos de todos os cantos do planeta gostam de parar e pensar: quais os melhores filmes que vi nesse ano?

O Renato Marafon traz o vídeo seus 10 MELHORES FILMES DE 2021; Adivinha qual é o 1º?

Assista:

Qual é o seu preferido?

Crítica | ‘Mike e Nick e Nick e Alice’ – Sci-fi MAL executado e sem qualquer consistência estreia no streaming

Com o objetivo apenas de entreter, sem maiores pretensões, o longa-metragem Mike & Nick & Nick & Alice, novo filme disponível no catálogo da Disney Plus, busca se sustentar em um roteiro que usa da sátira ao universo dos gângsters para apresentar o caos violento e generalizado de uma noite muito doida. É aquele show de mentirinhas que funciona como um passatempo momentâneo – e, provavelmente, esqueceremos rapidamente.

Mike (James Marsden) é membro de uma organização criminosa e acaba se apaixonando pela esposa do amigo, Alice (Eiza González). Esse amigo, Nick (Vince Vaughn), é um respeitado gângster que vive um momento intenso após descobrir um objeto capaz de fazê-lo voltar no tempo e confrontar as próprias ações em um dia cheio de revelações – quando Mike é condenado à morte, acusado de ser um informante. Ao longo de uma noite cheia de tiros e sangue, Mike, o Nike do presente, o Nike do futuro e Alice precisarão enfrentar a ira de Sosa (Keith David), chefe da organização criminosa.

Crítica | ‘40 Acres’ – Canibais e a luta pela sobrevivência em uma narrativa eficiente

Escrito e dirigido pelo cineasta norte-americano BenDavid Grabinski, a obra tenta se aproximar de temáticas pop, com direito a diálogos obre Gilmore Girls e até uma espécie de karaokê de uma grande obra musical, deixando de lado qualquer desenvolvimento mais profundo de seus caricatos personagens. O que sobra é um espetáculo de ação com muitos excessos, ritmo acelerado, desencontros narrativos e completamente sem propósito convincente.

Você pode até definir esse filme como um projeto de ficção científica – afinal, há uma viagem no tempo. No entanto, essa questão é completamente deixada de lado pelo roteiro, sendo apenas um elemento isolado em meio a um fluxo incessante de ação. Uma opção que se mostra uma tentativa arriscada e que, no final das contas, deixa a narrativa com uma sucessão de espaçamentos, quebrando até a continuidade da história.

Ainda dentro desse contexto limitado, ao construir os personagens de forma simplificada, repleto de exageros e diversas pontas não exploradas, a sátira não atinge todo seu potencial, resultando em um humor raso e bobo, marcado por provocações apenas superficiais.

Mike & Nick & Nick & Alice pode ser definido como uma experiência oca, uma obra que muitas vezes não leva a lugar a nenhum e insiste em uma ser uma comédia de erros camuflada de sci-fi mal executado e sem qualquer consistência.

Crítica | Assunto de Família – Filme do Japão no Oscar emociona, choca e faz refletir

Essa família é muito unida, mas também muito… criminosa!

Hype. Uma palavra muito utilizada atualmente, em especial quando o assunto é cinema. Mas o que significa realmente? Algumas das definições mais frequentes são: propaganda exagerada, comercialismo, jogada de marketing, golpe publicitário, alarde, alvoroço, barulho da mídia, carnaval, espalhafato, estardalhaço, euforia, exagero, excitação, febre, furor, onda, sensação, sensacionalismo e badalação.

Embora algumas definições acima se encaixem perfeitamente, a verdadeira pergunta a ser feita é: o que causa o hype? Muitas variáveis existem nesta resposta. No caso de Assunto de Família, a expectativa em relação ao filme se deve por seu prestígio junto aos críticos, a vitória do prêmio máximo no Festival de Cannes deste ano e ao fato de ser o representante do Japão no próximo Oscar. Como não gerar ansiedade com este currículo?

Dirigido pelo cultuado cineasta Hirokazu Koreeda (Pais e Filhos) – que como de costume assume completamente as rédeas da produção, escrevendo a história e o roteiro igualmente -, o longa apresenta uma trama simples, destrinchando o dia a dia de uma família e, aos poucos, descortinando perante nossos olhos a complexidade de sua estrutura nada convencional. A começar pela “escola” de batedores de carteira e ladrõezinhos de mercado, na qual Osamu (Lily Franky) é o dedicado professor e figura paterna para o menino Shota (Jyo Kairi).

Pense na família Addams e troque o tom fúnebre e cômico, pelos delitos de parentes socialmente disfuncionais e temos os Shibata. A matriarca Hatsue (Kirin Kiki) é a senhora idosa dona da casa e o início de tudo. Ainda temos “a mãe” Nobuyo (Sakura Andô) e a stripper Aki (Mayu Matsuoka), todos discípulos da arte de roubar, enganar, mentir e sobreviver como podem – de forma errática. Tudo muda com a chegada da graciosa Yuri (Miyu Sasaki), uma menininha, perdida dos pais e acolhida no lar dos Shibata. A partir de sua entrada na vida deles, uma adaptação é necessária, e a influência da garota começa a ser sentida. Ela será também a curva derradeira na estrada da família, servindo como salvação e martírio.

Koreeda segue entregando um cinema naturalista, no qual cria suas cenas como pedaços da vida – como uma espiada documental de bastidores – deixando fluir o tempo necessário de cada trecho, apenas para acrescentar veracidade nas situações. Ao pensarmos que certos momentos poderiam ser mais enxutos, deixamos de perceber que eles acrescentam na construção de caráter dos personagens e suas interações. Aqui é a convivência de cada um deles, entre eles, que surge como identidade própria e incrivelmente diferenciada – dentro de um mesmo objetivo geral.

A grande sacada do cineasta é tratar de forma quase lírica, afetuosa e extremamente identificável, personagens que à primeira vista são uma família dona de muito amor entre seus membros, lutando num mundo difícil. Com o desenrolar, Koreeda vai dissolvendo suas máscaras e nos mostrando aos poucos do que são capazes. De pequenos furtos, seus crimes vão desenrolando para sequestro e daí para pior. Espertamente, o diretor dosa tais revelações para que não percamos o elo com tais personagens e para que estes não deixem de ser atraentes e dignos de nosso apreço.

Sabemos que são responsáveis por atos hediondos, mesmo assim não deixamos de entender seu lado e suas motivações. O terceiro ato ainda revela conclusões apoteóticas, abalando inclusive nossa fé na certeza de segurança e domínio sobre influências externas e internas em relação a este seio.

Assunto de Família, assim como os Shibata, mescla doçura e amargor na medida ideal – transitando facilmente entre a inocência do olhar infantil, com a sobriedade prejudicial de quando sabemos que nossos atos interferem diretamente com o bem estar do próximo. O novo filme de Koreeda dificilmente seria exposto em poucas linhas, mas sem dúvida serve para horas de debates, estudos e reflexões. Distante de qualquer conclusão fácil ou apressada, Assunto de Família é uma obra de sensações e questionamentos – que mostra o quão imersiva pode ser nossa realidade dentro de nossa bolha. Isso apenas não significa que irá tornar, de forma alguma, leve o choque com o mundo real.

Nostalgia! Ranqueamos TODAS as Sequências-Legado de Filmes dos Anos 80!

Você já ouviu falar do termo “sequência-legado”? Essa é a nova moda de Hollywood, e significa continuações de filmes clássicos do passado, sejam eles tanto sucessos que viraram febre na época ou ícones cult anos depois. A diferença é justamente essa: uma sequência normal geralmente aproveita o hype que certo filme conquistou e já chega com poucos anos de intervalo; enquanto uma “sequência-legado” tem como princípio a nostalgia dos fãs em relação a um produto.

Uma “sequência-legado” não é um remake, mas por funcionar igualmente como um reboot, se a ideia for continuar a história para uma nova geração. Ah sim, uma sequência-legado na maioria das vezes usa como fator nostálgico o mesmo elenco do passado, criando elo com os fãs antigos, e apresentando tais ícones para toda uma nova geração.

Como exemplo de sequências-legado esse ano teremos a volta de dois ícones dos anos 80 em novos filmes. O primeiro, que chega logo em julho na Netflix é ‘Um Tira da Pesada 4’, novamente estrelado por Eddie Murphy e com a volta de muitos dos rostos do passado (comemorando os 40 anos do original e os 30 anos do terceiro). O segundo é ‘Os Fantasmas Ainda se Divertem’, que trará o fantasma zombeteiro Beetlejuice novamente nas formas de Michael Keaton, e o retorno de Winona Ryder como Lydia, novamente dirigido por Tim Burton. Veremos como ambos irão se sair nestes novos tempos.

Enquanto isso, nessa nova matéria resolvemos ranquear todas as principais sequências-legado atuais de filmes dos anos 80, da pior até a melhor. Confira abaixo.

Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer (2013)

A franquia ‘Duro de Matar’ começou em 1988 e revolucionou para sempre os filmes de ação policial. Dois anos depois chegava uma sequência à altura, e ainda nos anos 90 tivemos uma terceira parte explosiva. Mas há 11 anos, comemorando 25 anos do original, ‘Um Bom Dia para Morrer’ não conseguiu finalizar bem a saga do policial John McClane, o unindo a seu filho Jack para a ação na Rússia.

Férias Frustradas (2015)

A ideia era boa, tirar a família Griswold da gaveta para mais uma aventura, desta vez protagonizada pelo filho Rusty e sua família – reprisando a icônica viagem original para o parque Wally World. Outra sacada interessante foi a brincadeira com o fato de os intérpretes dos filhos Rusty e Audrey mudarem a cada episódio dos cinco filmes da franquia. ‘Férias Frustradas’ de 2015 foi tanto uma sequência quanto um reboot, e não poderiam faltar participações de Chevy Chase e Beverly D’Angelo como os patriarcas Clark e Ellen.

Rambo – Até o Fim (2019)

rambo cinepop
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Só quem viveu os anos 80 consegue compreender o fenômeno que foi Rambo. Depois do segundo filme, de 1985, estava instaurada a “Rambomania” no mundo, que rendia de tudo, desde uma série em desenho animado, uma linha de bonecos para os meninos, lancheiras e no Brasil até mesmo o concurso promovido por Gugu Liberato do Rambo brasileiro. Isso tudo antes de o terceiro filme ser lançado em 1988. Vinte anos depois e tivemos uma despedida emocionante e à altura do personagem em ‘Rambo 4’. A pergunta que todos se fizeram foi: para que Stallone quis fazer mais um filme?

Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme (2010)

wallstreet cinepop
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Vira e mexe somos surpreendidos por uma sequência inesperada, de um filme que não é uma franquia, ou sequer pertence aos gêneros da ação, comédia ou terror. Foi o caso com essa inusitada continuação do vencedor do Oscar ‘Wall Street’, de 1987, que falava sobre a era dos yuppies investidores da bolsa nos anos 80. O próprio Oliver Stone achou que valia mais um comentário sobre o estado financeiro dos EUA. Assim, deu mais foco aos dramas pessoais do coadjuvante vilão de Michael Douglas, Gordon Gekko.

Tron – O Legado (2010)

tron cinepop
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Esse é um que recai na categoria de sequência-legado de um filme cult dos anos 80. Você já tinha ouvido falar em ‘Tron – Uma Odisseia Eletrônica’? Bem, se você tem menos de 30 anos a resposta pode ser não. Acontece que ‘Tron’ foi uma aposta arriscada da Disney, um filme muito caro em live-action, que explorava o que a tecnologia de ponta em efeitos tinha de melhor a oferecer. Mas o resultado não se pagou e o filme foi fracasso, ficando vivo apenas nas intermináveis reprises da época na TV aberta. Esse crescente de culto em torno do filme foi o que fez o estúdio bancar mais um round, trazendo de volta Jeff Bridges como o protagonista Flynn, e aposta na tecnologia mais uma vez, aqui com o revolucionário efeito de rejuvenescimento.

Willow (2022)

wilow cinepop
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Curiosamente, além da tendência das sequência-legado nos cinemas, nos últimos anos vimos surgir uma tendência secundária, mas que igualmente faz sucesso e atende a demanda de nostalgia. Falamos sobre as sequência-legado na forma de séries de TV. Quando a Disney comprou a LucasFilm, o foco do estúdio estava em franquias bilionárias, como ‘Star Wars’ e ‘Indiana Jones’. Mas algumas outras vieram de brinde, como a aventura de fantasia cult ‘Willow’, de 1988. Trinta e quatro anos depois as aventuras do baixinho Willow (Warwick Davis) continuam. E ganhamos inclusive a participação de Joanne Whalley como Sorsha, transformada em Rainha. Apenas Val Kilmer como Madmartigan ficou de fora, por motivo da doença do ator.

Bill & Ted – Encare a Música (2020)

billandted cinepop
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Por falar em filmes cult de sucesso, aqui temos um dos primeiros veículos do astro Keanu Reeves. ‘Bill e Ted – Uma Aventura Fantástica’ (1989) não foi um sucesso avassalador do nível de, digamos, ‘De Volta para o Futuro’, mas conseguiu conquistar sua legião de fãs, render uma sequência em 1991 (‘Bill e Ted – Dois Loucos no Tempo’) e até mesmo uma série em desenho animado. Por isso foi tão especial ver a reunião de Reeves e Alex Winter agora na meia idade, ainda com neurônios a menos, precisando lidar com viagem no tempo e… suas filhas!

Um Príncipe em Nova York 2 (2021)

coming cinepop
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Um Príncipe em Nova York’ (1988) é uma das comédias mais queridas dos anos 80, e a continuação era sonhada há muito tempo – e ela finalmente chegaria como parte da nova boa safra de produções de prestígio de Eddie Murphy. Apesar da volta de velhos rostos conhecidos: como Arsenio Hall como Semmi, Shari Headley como Lisa e James Earl Jones como o Rei Jaffe, além de bem-vindas adições, como Wesley Snipes no papel do vilão General Izzi; a principal diferença foi que original era uma comédia incorreta, suja e lasciva, já esta sequência foi pega pela era politicamente correta.

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio (2019)

darkfate cinepop
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Quando James Cameron teve um pesadelo febril e sonhou com um esqueleto de metal, ele jamais esperaria que iria criar uma das maiores franquias do cinema. O primeiro ‘O Exterminador do Futuro’, de 1984, é até considerado um filme de baixo orçamento, voltado para o suspense e o terror, sem esquecer a ficção científica e a ação. O segundo, de 1991, elevou o jogo a outro patamar e fez a franquia adentrar no território dos blockbusters. E daí em diante não teria volta.

Assim, foram mais três continuações até ‘Destino Sombrio’, e o que podemos dizer é: o sexto filme é a melhor das continuações desde o segundo. Isso porque pela primeira vez desde então, Linda Hamilton topou reprisar o papel da durona Sarah Connor. E se toda hora víamos Arnold Schwarzenegger novamente como o T-800, o reencontro com a atriz, ainda durona, foi algo único.

Indiana Jones e a Relíquia do Destino (2023)

indianajones cinepop
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A mais recente aventura (e provavelmente a última, ao menos com Harrison Ford) de Indiana Jones marca o filme cinco – e fica entre erros e acertos, como a anterior (‘O Reino da Caveira de Cristal’). O que podemos dizer é que o quinto filme adota um tom bem mais melancólico e triste – Indy perdeu seu filho, está separado novamente de Marion e está velho e solitário. Para piorar, o destino traz à sua porta a afilhada Helena (Phoebe Waller-Bridge)… e bem, era melhor o professor ter ficado sem essa. Mesmo assim o longa ainda reserva momentos icônicos para o velho arqueólogo mais famoso do cinema, como uma perseguição à cavalo nos metrôs de Nova York, no fim dos anos 1960.

Ghostbusters – Mais Além (2021)

ghostbusters cinepop
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Por décadas os fãs clamaram por mais um ‘Caça-Fantasmas’. É raro uma franquia fazer tanto sucesso e ter apenas dois filmes em seu currículo. Assim como alguns outros itens acima, ‘Os Caça-Fantasmas’ dominou o mundo com seu merchandising, de uma série em desenho animado, passando por uma linha de bonecos até jogos eletrônicos – tudo isso antes mesmo da continuação ser lançada nos cinemas. Depois de uma malfadada investida em um reboot feminino em 2016, a equipe original finalmente estava de volta para o tão esperado terceiro round e a passagem de bastão. ‘Mais Além’ é a sequência-legado da franquia, e o mais recente ‘Apocalipse de Gelo’ é sua continuação, lançada este ano.

Doutor Sono (2019)

doctorsleep cinepop
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Um dos filmes de terror mais adorados dos anos 80 – e provavelmente o melhor e mais elogiado – atende pelo nome ‘O Iluminado’, uma das obras-primas de um certo Stanley Kubrick. Além do nome do cineasta e do de Jack Nicholson, o longa guarda também o nome do mestre do terror Stephen King como autor do livro em que é baseado. Assim, o próprio King cismou de tirar uma continuação para sua história, na forma de um segundo livro. Esse livro também foi adaptado às telonas (e você achou que não seria?) e também rendeu um filmaço, embora ainda subestimado e não muito conhecido do grande público. Ewan McGregor interpreta o menino Danny crescido, e ganhamos flashbacks do hotel Overlook e da caracterização perfeita de Alex Essoe como Wendy e Henry Thomas como Jack Torrance.

Ash vs. Evil Dead (2015-2018)

ashvsevildead cinepop
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Seguindo na linha das sequências-legado que ganharam suas continuações direto nas telinhas, após o remake barra-pesada de ‘Evil Dead’ (‘A Morte do Demônio’) em 2013, a franquia criada por Sam Raimi voltou às origens da trilogia original. Grande parte desta nostalgia foi trazida pela presença de Bruce Campbell como o herói canastrão Ash, encarando novamente os mortos-vivos, espíritos e demônios, agora na meia idade. O tom galhofa, mas sem esquecer o gore estava de volta, tudo com o dedo de Raimi. Os fãs adoraram, já que no cinema, a franquia segue por outro caminho.

Chucky (2021- )

chucky cinepop
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Por falar em filmes de terror queridos dos anos 80, um dos personagens que se tornaria mais icônicos atrás de Jason e Freddy, era o boneco homicida Chucky, que possui a alma de um serial killer. Tudo começou em 1988, com ‘Brinquedo Assassino’, e dois anos depois já ganhava a primeira continuação. O terceiro filme sairia logo no ano seguinte, mas o quarto filme precisou mudar de nome já por causa de uma briga de bastidores. Os quatro filmes vindouros usavam no título o nome do boneco, Chucky. E assim seguiu para a série estrelada pelo personagem, outro exemplo de sequência-legado que saiu das telonas para as telinhas, onde consta com três temporadas completas.

Star Wars: O Despertar da Força (2015)

forceawakens cinepop
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Uma das características de uma sequência-legado é que não se trate de uma prequel, ou seja, uma história que se passa antes. Justamente por isso, a trilogia prequel de Star Wars não pode ser considerado sequências-legado. Esse título ficou mesmo com ‘O Despertar da Força’, que continua a história depois de ‘O Retorno de Jedi’, trinta e dois anos depois. O longa também funciona como espécie de continuação e reboot, já que apresenta toda uma gama de novos personagens principais, como Rey, Finn e Poe, a quem iremos seguir nessa nova jornada, assim como o vilão Kylo. Mas sem esquecer o que todos querem ver, Han Solo, Chewbacca, Leia e Luke.

Blade Runner 2049 (2017)

bladerunner cinepop
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Com ‘Blade Runner 2049’, podemos dizer que Harrison Ford retornou a seus três personagens mais icônicos do cinema. Han Solo e Indiana Jones são os principais, mas ‘Blade Runner’, de 1982, sempre esteve na memória e coração dos fãs, enaltecido hoje como um dos filmes mais interessantes e importantes saídos da década. Na época, o filme de Ridley Scott, considerado um neo-noir futurista, não emplacou graças a seu ritmo lento. Mas eis que 35 anos depois, o diretor Denis Villeneuve, com o aval de Scott, tirou Rick Deckard da aposentadoria e o tornou coadjuvante em mais uma história misteriosa, que trouxe à frente da trama o Blade Runner androide K (Ryan Gosling). E com o filme mais um cult instantâneo nasceu.

Creed – Nascido para Lutar (2015)

creed cinepop
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Podemos dizer que aqui trapaceamos um pouco, isso porque se a intenção era trazer apenas sequências-legado dos anos 80, aqui temos uma dos anos 70. Seja como for, a franquia ‘Rocky’ fez enorme sucesso nos anos 80, como nunca anteriormente, graças a ‘Rocky III’ e especialmente ‘Rocky IV’, o maior fenômeno da saga. Depois disso, podemos considerar ‘Rocky Balboa’ já uma sequência-legado, mas na época o termo sequer existia e este filme já tem nada menos do que 18 anos. Assim, achamos por bem incluir ‘Creed’ como a sequência-legado de Rocky, apesar de ser também um reboot e um derivado.

É muita informação. Seja como for, algumas das melhores sequência-legal utilizam da fórmula certeira de jogar seus antigos protagonistas para serem coadjuvantes, abrindo espaço para personagens novos poderem brilhar e criar identificação com o público atual. E com ‘Creed’ foi assim, dando espaço para Adonis Creed (Michael B. Jordan) subir ao ringue. Deu tão certo que virou uma trilogia e um quarto filme começa a sair do papel. O mais legal foi ver a volta de Ivan Drago em ‘Creed II’.

Mad Max – Estrada da Fúria (2015)

madmax cinepop
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Como vimos na lista, o ano de 2015 foi repleto de sequências-legado – de ‘Star Wars’ a ‘Creed’, passando por ‘Férias Frustradas’. Agora temos o melhor daquele ano. E também um bastante diferente. O quarto ‘Mad Max’ é uma sequência-legado que não contou com seu ator principal reprisando o papel protagonista. Teria sido muito bom ver Mel Gibson mais velho, voltando ao papel de Max – ‘Herança de Sangue’ provou que ele estava pronto para o papel, e poderia ser barbudo e tudo (o filme foi lançado na mesma época). Acontece que Mel Gibson ainda se encontra canceladíssimo em Hollywood e isso teria afetado o desempenho de ‘Estrada da Fúria’, que contou com o mesmo George Miller na direção. O jeito foi substituir com um Max mais novo, nas formas de Tom Hardy.

Cobra Kai (2018-2025)

cobrakai cinepop
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E se ‘Mad Max – Estrada da Fúria’ foi a melhor sequência-legado de 2015, ‘Cobra Kai’ é a melhor delas que levou sua história das telonas para as telinhas. Aqui falamos da continuação de ‘Karatê Kid’, que tomou o mundo de assalto em 1984, e lançou duas continuações ainda nos anos 80. Lançou também uma linha de bonecos, uma série em desenho animado e uma continuação protagonizada por Hilary Swank nos anos 90.

Depois de um remake que não fez feio, mas também não emplacou como deveria em 2010, a opção foi por aderir ao meme de que Daniel San era o verdadeiro valentão do colégio e não Johhny Lawrence, que rolava na internet, antes de o termo meme ser estabelecido. Essa foi a desculpa para criar uma das melhores séries da atualidade, que lançará sua sexta e última temporada este ano, e já prepara mais uma sequência para o cinema.

Top Gun – Maverick (2022)

topgunmaverick cinepop
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Top Gun Maverick’ é a sequência-legado mais bem-sucedida do cinema de todos os tempos! O filme de Tom Cruise conseguiu a proeza de ser melhor inclusive do que seu original. O ‘Top Gun’ original virou febre e transformou Cruise em astro. Foi o maior blockbuster daquele ano nos EUA, e por décadas os fãs esperaram uma continuação. Ela finalmente sairia do papel, depois de muita espera, quando muitos nem acreditavam mais.

Além de ser uma bela homenagem para o original, com direito a cenas emotivas envolvendo as lembranças de Goose (Anthony Edwards) e do rival Iceman (Val Kilmer), ainda apresentou um novo time de pilotos destemidos, e colocou o audacioso Maverick de Cruise como professor, com direito a brincadeiras com a idade do ator. Só faltou mesmo Kelly McGillis, ou será que não? ‘Top Gun Maverick’ foi indicado para melhor filme no Oscar, quantas outras sequências-legado fizeram o mesmo?

Crítica | Pig – Quando Cage acerta geralmente vira algo inesquecível

E se você pudesse recriar momentos com sua arte? E se mesmo assim não fosse suficiente para se ter tudo na vida? Afinal, o que é ter tudo na vida? Em seu primeiro longa-metragem (dirigindo e escrevendo), após três curtas e co-dirigir dois seriados, o cineasta Michael Sarnoski consegue encontrar uma fórmula mágica, intimista, mostrando ao público dentro do inusitado universo de um homem atrás de um porco que lhe fora sequestrado. Aos poucos vamos percebendo que há toda uma impactante história por trás, mostrada na tela tecnicamente de forma sublime, dentro de uma fotografia maravilhosa. É uma das grandes atuações da carreira de Nicolas Cage! É uma profundidade impressionante que alcança para seu complexo personagem. Com trabalhos nos últimos anos, em sua maioria, bastante questionáveis, quando Cage acerta vira algo inesquecível.

Na trama, acompanhamos Rob (Nicolas Cage) um homem que encara sua solitude como algo normal na região de florestas no interior de Oregon, vivendo com seu porco que o ajuda a resgatar trufas e assim vender para um negociante desse produto, o jovem empreendedor Amir (Alex Wolff). Certo dia, em uma noite fria, sequestram seu porco, levando o protagonista a ter que encarar todo seu passado em busca do animal. Parece uma sinopse doida né? Mas saibam, é um filme surpreendente.

O ritmo é lento mas necessário. Refletir dentro da melancolia é algo muito difícil, anda-se em uma linha tênue onde qualquer desinteresse pode chegar na cena seguinte. Mas Sarnoski é um grande habilidoso na arte do surpreender, vai entregando ao público essa história aos poucos, partindo do absurdo até as camadas mais densas. A interseção são as perdas, um luto vestido de várias formas diferente por cada personagem, encabeçados por um protagonista que junta todas as pontas soltas mesmo que seu objetivo seja mesmo travar uma luta interna contra tudo que deixou longe de seu atual viver.

Como o foco é quase total no personagem principal, esse deixa migalhas de uma personalidade forte mas grande respeito de muitos dos que sempre lembram dele. Ele anda pelas ruas todo machucado, sujo, isso não parece importa aos olhos imperceptíveis do seu mundo ao redor. Vira um paralelo profundo de como se sente por dentro, a amargura que transborda. Faz o possível para que a página atual de sua vida seja virada mesmo que isso lhe traga a volta de lembranças adormecidas de um passado que de alguma forma ainda lhe traz muita tristeza.

Essas dores da perda, o emblemático instante do inesquecível chegam de encontro quando quase que poeticamente usa sua carta na manga, a arte de cozinhar, a questão do sentimento trazida à mesa. Um fechamento de um ciclo, uma jornada, de autodescoberta sobre os caminhos que ainda pode conhecer ou simplesmente deitar na sua cama aguardando tudo passar? Mas será que passa? Qual o próximo passo? Ele existe? Pig é um dos grandes filmes da carreira de Cage. Imperdível!

Crítica | ‘Depois do Fogo’ – As cicatrizes de uma tragédia e a beleza do recomeçar

Há uma máxima na vida de que o ser humano tem uma capacidade – muitas vezes imperceptível – de saber recomeçar. Seguindo essa verdade e rapidamente nos jogando em reflexões sociais dilacerantes, com um tom melancólico agudo ditando o ritmo, Depois do Fogo, interessante filme que chegou à Netflix, expõe as cicatrizes de uma tragédia ao mesmo tempo que apresenta a beleza de um recomeçar.

Com uma emoção contida à flor da pele, guiada pela introspecção de seu abalado protagonista, este drama intimista – que rompe camadas ao longo de seus atos – parte de um sonho destruído e de perdas em muitas formas, atravessa o luto até chegar em um dilema paternal repleto de significados. Esse é um daqueles filmes que conseguem comover profundamente, movido pela simplicidade de gestos e emoções.

Crítica | ‘O Último Gigante’ – O abandono afetivo e o perdão moldam novo filme na NETFLIX

Dusty (Josh O’Connor) está passando por um caos em sua vida. Após perder tudo o que tinha em um incêndio florestal, ele precisa reunir forças para encarar um recomeço. Ele se instala em um acampamento ligado à Agência Federal de Gestão de Emergências dos EUA (FEMA) e, nesse lugar, conhece outras pessoas na mesma situação, como Mila (Kali Reis). Ao mesmo tempo que precisa saber o que fazer da vida, Dusty começa a se reconectar com a filha Callie-Rose (Lily LaTorre), ajudado pela ex-namorada Ruby (Meghann Fahy) e a mãe dela, Bess (Amy Madigan).

Escrito e dirigido por Max Walker-Silverman, essa é uma obra construída em cima de uma narrativa que vai envolvendo aos poucos e, quando percebemos, já estamos completamente fisgados por essa história, que coloca como alicerce para seu desabrochar a dicotomia entre a vida e a morte – das experiências que vivemos aos sentidos que encontramos pelo caminho. Há poesia e filosofia pelas entrelinhas.

Assim, o abstrato da dor, a perda de muitas formas e o luto, se juntam ao reunir os cacos de um amor perdido, à chegada da compaixão, e até mesmo o perdoar – faces opostas que representam elementos de um fluxo contínuo, uma representação simbólica e certeira sobre o ciclo da vida. O contraste da natureza ao redor que, mesmo abalada, mostra suas belezas, é inserido em momentos de silêncio que dizem muito e expõem o equilíbrio harmonioso entre direção e fotografia.

Depois do Fogo é uma caixinha de surpresas: um filme que entrou na Netflix sem muito alarde e pode virar um dos mais marcantes, para muitos de nós, neste primeiro semestre de 2026. Belo trabalho.

 

10 Filmes de personagens com Múltiplas Personalidades (lista com SPOILERS!)

Vidro, tão aguardada continuação de Fragmentado (2017) e Corpo Fechado (2000), de M. Night Shyamalan, estreia no dia 17 de janeiro. Entre as insinuações de seres superpoderosos estarem entre nós, o longa traz de volta o personagem de James McAvoy – um sujeito dono de diversas personalidades no mesmo corpo (entre elas mulheres, crianças e a tão temida Fera), apresentado e muito celebrado em Fragmentado.

Pensando nisso, o CinePOP resolveu revisitar filmes com a temática de personalidades múltiplas. Obras cujos personagens sofrem com tal distúrbio, que termina por criar outra personalidade (ou pessoas) morando em seu corpo. No entanto, a maioria dos filmes que utiliza tal artifício revela algumas surpresas em sua trama, a maioria contidas na reviravolta final do último ato (os chamados plot twists). Então, estejam avisados que este texto contém SPOILERS, caso não tenha assistido a todos os filmes. Vamos lá.

Psicose

Essa é barbada. Se você, a esta altura, ainda não viu um dos maiores clássicos da sétima arte, talvez até mereça este spoiler (brincadeirinha). Bom, se você for da geração mais nova e não tiver assistido a este filme, quem sabe já não conhece do seriado Bates Motel – que adapta e moderniza esta produção imortal de Alfred Hitchcock. Na trama, Norman Bates (Anthony Perkins) cuida do velho hotel de beira de estrada. O que poucos sabem é que agora sua mãe, a velha senhora que gosta de usar facas no chuveiro, talvez não seja verdadeiramente quem diz ser.

Identidade

Um filme subestimado e muito pouco falado. Algumas pessoas, como este que vos fala, tiveram o prazer de assistir ao longa de James Mangold (Logan) no cinema e ser completamente surpreendido. Identidade se comporta como grande homenagem ao item citado acima e usa diversas referências ao icônico filme do mestre do suspense. Também passado num pequeno motel de beira de estrada, numa noite de tempestade, diversos estranhos buscam abrigo, cada um com seu pequeno segredo a esconder. Ao mesmo tempo, um assassino em série ganha uma audiência na véspera de seu julgamento de pena de morte. Como essas duas histórias irão se conectar é o grande mistério do filme. John Cusack, Ray Liotta e Amanda Peet protagonizam.

As Duas Faces de um Crime

Baseado no livro de William Diehl, o longa marca o primeiro trabalho no cinema do ator Edward Norton. Uma vez considerado o melhor ator de sua geração, Norton disse a que veio, levando logo de cara em sua estreia uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante. Aqui, o ator interpreta um jovem coroinha acusado de assassinar um padre de sua paróquia. O rapaz nega o crime. O caso parece suculento, e então entra em cena, fazendo a sua defesa, o advogado estrela vivido por Richard Gere. As circunstâncias, porém, não serão tão simples, já que o rapaz apresenta sinais de dupla personalidade.

Eu, Eu Mesmo & Irene

Nem só de suspense vivem os filmes sobre múltiplas personalidades. Eles podem vir na forma de comédias também, e aqui temos uma bem escrachada. Após o sucesso retumbante de Quem Vai Ficar com Mary? (1998), os irmãos Farrelly recobram sua parceria com o cara de pau Jim Carrey (Debi & Loide) para esta insana incursão pelo estado de Rhode Island. No filme, Carrey vive um pacato policial de uma pequena cidade. O problema é que o sujeito é pacato até demais e isso termina fazendo com que todos tirem vantagem dele. Quando o sujeito finalmente explode, acaba criando uma segunda personalidade (Hank), um encrenqueiro durão que não irá aceitar mais nenhum desaforo. Peter Farrelly está no radar dos prêmios devido ao seu mais recente trabalho: Green Book – O Guia.

Janela Secreta

Baseado num conto do mestre Stephen King, Janela Secreta é um dos filmes mais subestimados da filmografia do astro Johnny Depp. Misturando suspense, terror e até mesmo – quem sabe – o sobrenatural, o longa fala sobre um recluso escritor (papel de Depp) traumatizado após a separação com a esposa. Enquanto não termina sua nova obra, o autor começa a receber ameaças de um sujeito pra lá de sinistro, chamado John Shooter (John Turturro), que o acusa de plágio em um de seus textos. No caminho, estranhos acontecimentos e assassinatos começam a ocorrer.

Clube da Luta

Um dos filmes mais cultuados da década de 90 – ou quem sabe de todos os tempos – pelos fãs, o longa é dirigido pelo mestre David Fincher. Protagonizado por Edward Norton – que a esta altura já pode ser considerado um especialista em duplas personalidades – na pele de um sujeito deprimido e insatisfeito com sua vida e rotina, o filme apresenta a união muito estranha entre homens e uma válvula de escape para lá de sombria. Após conhecer o descolado Tyler Durden (Brad Pitt) em um voo, o mundo do protagonista Norton se abre para novas possibilidades aterradoras, porém, libertadoras. A dupla resolve formar o Clube da Luta – um evento do submundo repleto de regras, que desenvolve para se tornar algo bem mais anárquico e perigoso. Só posso dizer uma coisa: quem não viu está perdendo.

Vestida para Matar

Saia da frente James Mangold. Se o cineasta que dirigiu dois filmes do Wolverine realizou uma homenagem à Psicose, de Hitchcock, com seu Identidade, saiba que existia outro pupilo do mestre do suspense muito antes. Brian De Palma é reverenciado como um dos grandes diretores saídos da década de 70, ainda vivos. Mas o fato é: seu cinema de início de carreira era puro Hitchcock. Assim como Dublê de Corpo (1984) é Janela Indiscreta (1954), Vestida para Matar (1980) é puro Psicose (1960). É claro que nestas homenagens, um mestre como De Palma inseria sua própria identidade. Na trama, bizarros assassinatos realizados por uma mulher usando uma navalha estão diretamente ligados a um psicólogo (Michael Caine) e seus pacientes.

Frankie & Alice

Como dito acima, o gênero preferido para casar com tal tema é o suspense, mas isso não significa que não possa haver outros tipos de filme abordando dualidade de personalidades. A grande curiosidade em torno deste drama tem a ver com sua estreia nos cinemas. Planejado como a volta da estrela Halle Berry aos holofotes de prêmios (e assim do prestígio), o filme teve suas imagens vazadas na web durante sua produção – quem não lembra das fotos de Berry correndo com a blusa aberta pelas ruas e sendo atropelada (é só dar um Google). Quando estreou de forma tímida em 2010, Frankie & Alice rendeu uma indicação ao Globo de Ouro na categoria de atriz de drama para Berry. Visando uma abrangência maior, o longa foi relançado em 2014, mas conseguiu fazer ainda menos barulho. Na trama, a atriz vive uma Stripper que começa a desenvolver uma nova personalidade. Através do tratamento com um psicólogo, ela começa a entender quem de fato é esta nova pessoa que habita seu corpo.

O Mistério das Duas Irmãs

Na lista, além de suspense, já tivemos comédia, drama e agora chega a vez de um puro exemplar do terror. Aliás, nem precisa se preocupar em relação a spoilers, pois este título em português já se encarregou desta façanha. Do original Uninvited (algo como “o não convidado”), os responsáveis conseguiram quase entregar a trama toda pelo título. Seja como for, o longa é baseado no japonês Medo (The Tale of Two Sisters, 2003), de Kim Jee-woon. Extremamente subestimado, sendo comparável ou até mesmo superior ao seu original, O Mistério das Duas Irmãs traz um dos melhores desempenhos da carreira de Emily Browning, que interpreta uma jovem recém-saída de uma clínica após a traumática morte da mãe que, ao lado da irmã mais velha (Arielle Kebbel), começa a investigar a fundo a morte da mãe e a desconfiar que talvez sua nova madrasta (Elizabeth Banks) tenha algo a ver com a história toda.

O Amigo Oculto

A menina prodígio Dakota Fanning cresceu e aparentemente perdeu relevância em sua carreira nesta nova fase – abrindo espaço para sua irmã caçula Elle, essa sim dona de diversos trabalhos elogiados atualmente. Na infância, por outro lado, Dakota saiu na frente e entregou diversos desempenhos de qualidade (e precoces demais para uma menina de sua idade). Um deles é este Amigo Oculto, no qual troca suas madeixas loiras por um cabelo escuro – perfeitamente adaptável à sua persona no filme: uma menina traumatizada, pálida e assustadora. Na trama, Fanning tem um amigo secreto chamado Charlie, que aparentemente apenas ela vê. Seu pai, interpretado pelo monstro Robert De Niro, começa a desconfiar de sua sanidade e tenta buscar ajuda.

Bônus:

Ilha do Medo

Dirigido pelo mestre Martin Scorsese, e baseado no livro do consagrado Dennis Lehane, este suspense traz Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo nas peles de dois policiais da cidade levados a uma ilha-prisão/hospital psiquiátrico a fim de investigar o desaparecimento de uma das pacientes do local. Lá, eles começam a desconfiar que terríveis experimentos estejam sendo feitos com os prisioneiros e igualmente descobrirão muito sobre si mesmos.

SUCESSO! ‘Avatar 3’, ‘Barbie 2’, ‘Vingadores 5’ e as SEQUÊNCIAS que chegam aos cinemas em breve

No passado, quando um filme fazia sucesso isso não era a confirmação absoluta de que ganharia uma continuação – mesmo que as sequências de filmes já inundassem Hollywood depois dos anos 80. Hoje, além de ser basicamente garantido de que qualquer sucesso irá ganhar continuação, pois os estúdios buscam freneticamente franquias para chamar de suas, ainda temos um caso mais gritante -quando os estúdios já garantem continuações de filmes que sequer foram lançados. Isso ocorre muito atualmente com filmes “partidos ao meio”.

Desde a trilogia ‘O Senhor dos Anéis’, Hollywood vem se especializando em contar histórias “pela metade”, divididas em dois ou mais filmes, gravados de forma simultânea. Só ano passado, por exemplo, tivemos três casos de filmes assim – que param no meio para continuar em um novo longa: ‘Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1’, ‘Velozes e Furiosos 10’ e ‘Homem-Aranha Através do Aranhaverso’. Sendo assim, não iremos contar em nossa nova matéria estes tipos. Aqui, iremos apresentar sucessos recentes que já ganharam sinal verde para sua continuação – que chegará nos próximos anos. Confira abaixo.

Barbie 2

Esse ainda não foi oficialmente confirmado pela Warner, mas é inegável que irá acontecer. ‘Barbie’ foi o maior sucesso financeiro do ano passado, um fenômeno cultural sem precedentes do pós-pandemia que pintou o mundo de rosa. Como não continuar essa mina de ouro? Bem, a Warner quer, mas talvez demore um pouquinho. Isso porque a diretora Greta Gerwig e a protagonista Margot Robbie estão fazendo certo “jogo duro”, afirmando que a história já foi contada. É bem verdade que o roteiro precisa ser inovador e diferente do original, mas como superá-lo? Se o valor for adequado temos certeza de que as duas voltarão, porém, é difícil acreditar que o filme sairá sem elas.

Duna – Messias

Duna – Parte 2’ pode ser considerado o grande sucesso deste início de 2024. Mas nem mesmo essa continuação foi gravada de forma simultânea com o original de 2021. Já era um plano do estúdio e do diretor ter os dois filmes, mas tudo iria depender do resultado da primeira parte. Com o resultado positivo, novos atores foram chamados para compor o elenco do filme dois. Agora, com o sucesso do segundo, a Warner confirmou o terceiro e polêmico livro na adaptação de ‘Messias’, com Denis Villeneuve na direção, e a dupla Timothée Chalamet e Zendaya no elenco. A sequência deve estrear em 18 de dezembro de 2026.

John Wick 5

Quem diria que o filme de “tiro, porrada e bomba” de Keanu Reeves em 2014 iria viver para se tornar uma das franquias mais lucrativas e queridas de Hollywood na atualidade. E não apenas isso, mas também lançou tendência inspirando vários outros filmes de ação no estilo, assim como os filmes ‘Bourne’ haviam feito na década passada. Além de quatro filmes nos cinemas até o momento, uma série de TV, ‘John Wick’ lançará também seu primeiro derivado no ano que vem, com ‘Bailarina’. Mas não para por aí, pois o quinto filme também está confirmado, possivelmente para o ano que vem também.

Batman 2

Para 2026, quatro anos depois do original, o Homem Morcego voltará nas formas de Robert Pattinson para uma nova incursão por uma Gotham City realista e violenta. ‘The Batman’, de Matt Reeves, foi o mais perto que um filme do personagem chegou de um thriller, mais voltado ao suspense do que para a ação. E os fãs simplesmente adoraram. Com um teor mais minimalista, é por esta linha que a sequência deverá seguir – embora ainda não saibamos de muitos detalhes. Confirmadas apenas as voltas de Pattinson, Andy Serkis como Alfred e Jeffrey Wright como James Gordon. Se formos seguir de perto a provocação ao final do original, teremos uma nova encarnação do Coringa, nas formas de Barry Keoghan. É esperar para ver.

 

Jurassic World 4

Os dinossauros estão mais populares do que nunca! Todas as crianças do mundo amam as criaturas pré-históricas, que continuam a fascinar as gerações. E a franquia ‘Jurassic Park / Jurassic World’ faz muito bem esse papel de encantar as plateias pelo mundo. Para as gerações um pouco mais velhas, ver o primeiro filme (que fez 30 anos em 2023) nas telonas foi um privilégio. As gerações mais novas ganharam o derivado ‘Jurassic World’, que também virou uma trilogia a partir de 2015, da qual todos os três filmes ultrapassaram a marca de US$1 bilhão em bilheteria. Agora, um quarto filme comandado por Gareth Edwards e estrelado por Scarlett Johansson eJonathan Bailey é prometido para 2 de julho de 2025.

Top Gun 3

Top Gun – Maverick’ passou de US$1 bilhão em bilheterias mundiais e além de superar financeiramente seu predecessor da década de 80, ainda se tornou o maior sucesso da carreira de Tom Cruise. Sendo assim, desde seu lançamento se discute a possibilidade de um terceiro filme, já que a Paramount parece ter encontrado sua nova galinha dos ovos de ouro. O próprio Tom Cruise parece ter lido e adorado o roteiro para o terceiro filme. Resta saber quando ele será filmado, pois o astro está atualmente ocupado com o oitavo ‘Missão: Impossível’ e em sequência pretende filmar um longa no espaço.

Avatar 3

O diretor James Cameron por mais de uma década prometeu as sequências de seu mega sucesso estrondoso ‘Avatar’ (2009). O fato chegou inclusive a virar piada, com os fãs acreditando que a lenda urbana nunca viraria realidade. Mas eis que em 2022 o segundo filme finalmente saiu. Porém, ao contrário da previsão de Cameron de lançar um ‘Avatar’ por ano logo em sequência, o terceiro foi adiado em dois anos para 2025. Agora, ninguém duvida que será o novo fenômeno de audiência do ano que vem.

Vingadores 5

O único filme que poderia fazer frente à bilheteria de ‘Avatar 3’ é ‘Vingadores 5’, mas eles serão lançados em anos diferentes. O terceiro ‘Vingadores’ seria apenas um filme, mas foi dividido em dois. O mesmo deverá ocorrer com as partes cinco e seis desta grandiosa franquia, apesar de aparentemente contarem histórias diferentes – ao contrário dos anteriores. Tudo irá começar em 2026, quando sairá o quinto Vingadores, ainda sem título, e anteriormente intitulado ‘A Dinastia Kang’. Na sequência, teremos ‘Guerras Secretas’. O mundo do cinema irá parar novamente.

Star Wars – A Nova Ordem Jedi 

Sabe o que mais virá em 2026? O novo filme de ‘Star Wars’ no cinema, o primeiro desde o divisivo ‘A Ascensão Skywalker’. E sabe qual a opção da Disney para o novo filme? Justamente a continuação da tal trilogia que desagradou bastante os fãs. Rey, interpretada por Daisy Ridley, foi uma ótima nova personagem, assim como os coadjuvantes que a cercavam. O problema foi o estilo de história e filme que a inseriram. O primeiro filme, ‘O Despertar da Força’, foi uma belíssima homenagem que encantou o mundo todo. Porém, a partir do segundo, ‘Os Últimos Jedi’, os fãs já ficaram desnorteados com tantas mudanças. Com o terceiro filme as coisas só pioraram. Agora é esperar para ver qual coelho irão tirar da cartola para o novo filme com a volta de Rey.

Tron 3

Os mais novos talvez não conheçam muito bem essa franquia de ficção científica e ação da Disney. Tudo começou ainda nos anos 80, com ‘Tron – Uma Odisseia Eletrônica’ em 1982, quando o estúdio revolucionou com seus efeitos especiais. Apesar do apuro técnico e ter se tornado cult anos depois, não fez sucesso nos cinemas. Assim, uma continuação só viria em 2010, justamente apostando nesse valor cult conquistado ao longo das décadas. ‘Tron – O Legado’, mais uma vez, apesar de ser um bom filme não atingiu o esperado. Agora, o estúdio tenta uma terceira vez com ‘Tron Ares’, a ser lançado em 2025, estrelado pelo “azarado” Jared Leto.

CINEMA E DANÇA! 10 filmes onde uma ou várias cenas de dança se tornam impactantes reflexões

As conexões entre essas duas formas de artes estão presentes em diversas produções que são lançadas ano após ano no sempre concorrido universo audiovisual. O uso do movimento corporal agregado a um simbolismo que gira em torno de sentimentos, conflitos, desejos, sonhos, é uma forma de mesclar essas duas artes em uma narrativa.

Buscando dicas sobre projetos que de alguma forma possuem a dança como um elemento importante dentro de seus conflitos, segue abaixo uma lista que reúne filmes bastante famosos com outros que você provavelmente nunca viu mas que possuem grandes pontos reflexivos em cada um deles.

 

Billy Elliot

Aclamado filme lançado nos cinemas há 22 anos atrás, o projeto dirigido por Stephen Daldry conta a saga de um adolescente que enfrenta o preconceito de muito ao seu redor quando resolve se dedicar à dança em uma Inglaterra no meados da década de 80. Indicado ao Bafta e ao Oscar em algumas categorias.

 

Flashdance

Dirigido pelo britânico Adrian Lyne e lançado no início da década de 80, vencedor na categoria de melhor canção original (Flashdance What a Feeling) do Oscar, Flashdance fala sobre os sonhos e como não devemos desistir deles. O foco é em Alex (Jennifer Beals), uma jovem durante o dia, ela trabalha como operária e à noite trabalha como dançarina numa boate que tem o sonho de entrar em uma prestigiada academia de dança.

 

A Alma da Gente

Com um lançamento modesto, anos atrás, para os altos padrões quHelenae produções brasileiras se solidificaram recentemente, o filme A Alma da Gente é uma aula de como fazer de uma simples ideia, um filme emocionante que leva facilmente qualquer coração às lágrimas. Dirigido pela carioca Helena Solberg e pelo norte-americano David Meyer, o documentário mostra diferentes destinos de pessoas marcadas pela transformação através da arte.

 

Perfume de Mulher

Neste elogiado trabalho, Philip Seymour Hoffman começou a aparecer para a indústria cinematográfica. Já Al Pacino ganhou muitos prêmios pelo o protagonista Frank Slade, que parece ter sido escrito exclusivamente para o ator. A saga do tenente coronel deve estar em sua prateleira de DVDs. A obra emociona e é sempre lembrada pela espetacular e simbólica cena da dança de tango.

 

Moulin Rouge

Dinâmico, objetivo, empolgante. No início dos anos 2000, o cineasta australiano Baz Luhrmann trouxe para os cinemas uma obra que fala sobre o amor em um contexto de outros séculos, por dentro da boemia e das questões que se amontoam sobre as classes sociais. Moulin Rouge, possui um narrador personagem detalhista, engraçado, atrapalhado, apaixonado, que transforma sentimentos em palavras. Seguindo lema de que: ‘A grande coisa que aprenderá na vida é amar’, somos testemunhas do contraponto do mágico com o trágico numa Paris quase em 1900. Protagonizado por Nicole Kidman e Ewan McGregor, esse musical está guardado nos corações de muitos cinéfilos.

 

Esse Amor que nos Consome

Dirigido pelo cineasta Allan Ribeiro, o drama cheio de esperança Esse Amor que nos Consome não é só um filme, é uma experiência. Na trama, acompanhamos os coreógrafos Gatto Larsen e Rubens Barbot. Companheiros de vida há mais de 40 anos. Juntos resolvem se instalar em uma grande casa abandonada no centro do Rio de Janeiro. Para alimentar seus desejos e sonhos, passam a viver e ensaiar com sua companhia de dança – formada por jovens talentos da dança que enfrentam a dificuldade da falta de patrocínio.

 

Os Embalos de Sábado à Noite

Com uma trilha sonora empolgante e marcante, o longa-metragem dirigido por John Badham marcou gerações. Com um roteiro baseado em um artigo do jornalista Nick Cohn para o jornal The New York Times, o filme conta a história de um jovem que trabalha em uma loja de tintas, que vive uma crise no amor e em paralelo se prepara para um concurso em uma discoteca. Protagonizado pelo ator John Travolta.

 

Footloose

Dirigido por Herbert Ross e com roteiro assinado por Dean Pitchford, no início da década de 80 chegaria aos cinemas um dos filmes mais marcantes da carreira do excelente ator Keven Bacon, Footloose – Ritmo Louco. Figura carimbada em várias sessões da tarde ao longo dos anos, o filme, de pouco mais de duas horas de projeção, o projeto mostra um jovem que chega a um lugar onde descobre que o conselho da cidade baniu a dança e o rock da cidade, assim ele conta com amigos para tentar reverter a situação.

 

Dirty Dancing

Quem nunca escutou em alguma rodinha cinéfila ‘Ninguém deixa a baby de lado’? Quase no início da década de 90, chegou aos cinemas Dirty Dancing, dirigido pelo cineasta nova-iorquino Emile Ardolino, que conta a história de um esforçado dançarino (Patrick Swayze) que se apaixona por uma jovem, Baby (Jennifer Grey), que vem de uma família tradicional. Lutando por esse amor contra todos que são contrários, vamos percorrendo cenas dançantes e demonstrações de amor e carinho que ficam pra sempre em nossos corações.

 

Swingueira

SWINGUEIRA (2020) – teaser from Nigéria on Vimeo.

 

Quem não tem piscina, se diverte na esquina. Dirigido à quatro mãos, por Bruno Xavier, Roger Pires, Yargo Gurjão e Felipe de Paula, o documentário Swingueira exibido na 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes mostra mais uma faceta cultural do Brasil. Com uma empolgante introdução, bastante explicativa para quem não tem a mínima ideia do que seria essa arte que mistura a batida da percussão com o movimento do corpo e conhecido na Bahia como Pagodão Baiano, bem na superfície, o filme, ao longo dos seus 80 minutos de projeção, passa pelos dramas de jovens da periferia.  Mostra também críticas sociais, uma dessas mesmo que rapidamente, ações abusivas da polícia (com direito a imagens bem claras) nos encontros grandiosos dos renomados artistas desse movimento.

 

Um Drink no Inferno (Menção Honrosa (a pedidos)!)

Um dos grandes filmes de ação e terror da década de 90, virou um grande clássico da filmografia fantástica de Robert Rodriguez (diretor) e Quentin Tarantino (o roteirista). Na trama, conhecemos os irmãos Gecko são dois criminosos que, após sequestrarem um pai e seus dois filhos, se escondem em um bar mexicano. Mas eles precisam enfrentar a notória clientela e se unem aos reféns.

Polêmicas do esporte: 8 episódios CHOCANTES da série ‘Untold’, na Netflix

Um dos projetos mais interessantes para quem ama o mundo dos esportes está disponível na Netflix: a série Untold. Com vários episódios já disponíveis, a produção percorre histórias polêmicas que envolvem escândalos, fatos chocantes e bastidores do universo esportivo. Para você que gosta de um bom documentário, seguem abaixo alguns episódios marcantes desta série:

 

Untold: Crime e Infrações

No catálogo da Netflix, Untold: Crime e Infrações, mistura ação no gelo e máfia, mostrando um jovem que cria um time de hóquei na cidade onde mora, causando um verdadeiro alvoroço em todos os jogos dessa equipe.

 

Untold: Chess Mates

Há alguns anos atrás, uma inesperada polêmica causou um verdadeiro rebuliço no mundo do xadrez. Um jovem – e polêmico – jogador norte-americano em ascensão é acusado de trapaça pelo maior enxadrista da história, após vencê-lo em um torneio de grande visibilidade. Sim, pessoal, isso aconteceu, e o documentário que acaba de chegar à Netflix, Untold: Chess Mates, joga uma luz sobre esse peculiar episódio.

Crítica | ‘Untold: Chess Mates’ – Documentário da NETFLIX destrincha uma das maiores polêmicas da história do Xadrez

 

Untold: Johnny Football

Nesse episódio, conhecemos mais da história da grande promessa do futebol americano universitário Johnny Manziel que, após gerar muita expectativa, se tornou um dos maiores fracassos da liga.

 

Untold: A Queda de Brett Favre

Um dos mais famosos quarterbacks da história da NFL tem sua trajetória mostrada, ao lado de várias polêmicas e escândalos que mancharam pra sempre sua história.

 

Untold: Ladrão de Sinais

O futebol americano é um jogo de estratégia onde, muitas vezes, fora do campo, começa a verdadeira partida. Trazendo uma das maiores polêmicas da história desse esporte, acompanhamos o inacreditável episódio de roubos de sinais.

 

Untold: Briga na NBA

Uma das mais famosas brigas da história da NBA, envolvendo astros da época e torcedores, marcou para sempre esse esporte. Esse documentário, cheio de depoimentos marcantes, joga luz para esse fato.

 

Untold: Entre o Campo e o Crime

Entre o brilhantismo do sucesso no competitivo mundo do futebol americano universitário, até diversas polêmicas que acompanharam a trajetória da equipe de Florida Gators, vamos entendendo melhor alguns fatos que marcaram essa jornada.

 

Untold: O Assassinato de Steve Mcnair

Esse impactante documentário revela detalhes da vida de um dos mais conhecidos quarterbacks dos anos 1990/2000, Steve Mcnair, que foi assassinado em 2009.

 

Crítica | Creed II – Continuação faz jus ao original e está à altura da franquia Rocky

Amanhecer Vermelho

Quando ainda lutava para se estabelecer como ator, lá atrás em 1976, Sylvester Stallone nem imaginava que estaria hoje reprisando o mesmo personagem pela oitava vez (alguma espécie de recorde) no cinema – 43 anos, 8 filmes e 2 derivados depois. Rocky – Um Lutador (1976) é mais do que um filme, pois corre em paralelo com a carreira do próprio intérprete – criando uma involuntária metalinguagem. Justamente por isso, tamanho é o carinho de Sly pelo personagem e franquia. Stallone também era um iniciante desacreditado e morto de fome, quando escreveu o roteiro de Rocky. Assim como o personagem que havia criado, tudo que o ator queria era uma chance e, como o boxeador, ao final conquistou os holofotes.

Justamente por isso, a única exigência era: ele deveria ser o protagonista. E sim, Stallone foi indicado ao Oscar de melhor ator pelo filme. Devido ao forte vínculo, foi emocionante ver a plateia gritar por Rocky e aplaudi-lo ao final de Rocky Balboa (2006) – o sexto episódio -, numa época em que o veterano via sua carreira ficar restrita a lançamentos direto em vídeo (assim como muitos heróis de ação da década de 1980 e 1990). Foi um sopro de ar para um novo fôlego, e no fundo todos sabíamos que os gritos eram para Stallone igualmente. Com Creed – Nascido para Lutar (2015), o astro foi ainda mais longe, resgatou o prestígio junto aos críticos e recebeu uma segunda indicação ao Oscar como ator em sua carreira.

E parecia que Creed seria o canto do cisne para perfeito Rocky e a série de filmes – um desfecho digno na forma de uma bela homenagem. Mas o sucesso da obra trouxe a velha coceira de volta para Stallone, desafiando-o novamente – a não parar quando está por cima, mas a se manter novamente no topo do jogo, agora no auge de seus 72 anos. Para a nova empreitada, o roteirista Stallone (uma das quatro mãos que assina o roteiro, baseado na história de Sascha Penn) desenvolve um elo ainda maior com a série Rocky, trazendo de volta à cena o maior adversário físico de seu personagem: o russo Ivan Drago (Dolph Lundgren), de Rocky IV (1985).

A presença do russo (e de seu filho, Viktor Drago – papel do gigante Florian ‘Big Nasty’ Munteanu, boxeador na vida real) Ivan não é apenas a cereja do bolo em Creed II, mas sim sua força motriz. É o motor que puxa todo o longa – e o que desencadeia toda a narrativa. É seguro dizer que o filme só existe pela presença de Drago e sem ele não haveria motivo para sua produção. Tamanha confiança é depositada no personagem, e assim como Stallone, Dolph Lundgren (intérprete do antagonista) recebe seu devido reconhecimento. O que os realizadores conseguem aqui é pegar o robótico vilão do filme de 1985, e lhe dão personalidade, aprofundamento, motivação e mais dramaticidade do que esperado. Entendemos o que significou a derrota para ele, como sua vida ficou desde então, e como agora, depois de todos estes anos, recebe a chance de dar a volta por cima – trajetória que se emparelha com a do próprio Rocky – justamente por isso as trocas entre os dois, seja através de diálogos ou simplesmente olhares, são tão gratificantes para o espectador que realiza o desdobramento de um reencontro cujo hiato vara mais de três décadas.

Tecnicamente, Creed II não supera seu antecessor. Em todos os quesitos, seja em atuações, roteiro, diálogos e inclusive na direção (Ryan Coogler vem se provando um dos talentos natos de Hollywood atualmente) – quem comanda agora é o novato Steven Caple Jr. – , Creed – Nascido para Lutar permanece invicto. Mas sua sequência não é vencida por nocaute e aguenta todos os rounds, ficando cabeça a cabeça com o antecessor – e ganhando na pontuação quando o assunto é envolvimento emocional, nostalgia e aflição durante as cenas de combate. Mais está em risco desta vez e o desafio a ser superado é maior – o brutamontes Munteanu cria uma das presenças mais ameaçadoras dos últimos anos nas telas.

Em sua estrutura, Creed II se assemelha muito a Rocky II – A Revanche (1979) e a Rocky III – O Desafio Supremo (1982), embora se comporte mais como continuação direta de Rocky IV. Tudo o que envolve a família e a vida pessoal de Adonis Creed (Michael B. Jordan) – num relacionamento ainda mais próximo com Bianca (Tessa Thompson) – ecoa diretamente o segundo filme daquela franquia; enquanto a jornada do herói nos ringues remete ao terceiro longa do “garanhão italiano”.

Creed II não reinventa a roda como fez seu predecessor, mas a mantém rodando sem engasgar, conseguindo inclusive injetar novo gás para os amortecedores. Assim como a celebrada série do Youtube, Cobra Kai, o segundo Creed cria uma forte conexão entre as vidas de vilões e mocinhos, invertendo papeis e nos fazendo olhar com novo prisma esta dinâmica. O auge da Guerra Fria ficou para trás, assim como a politicagem e a celebração exacerbada do patriotismo na era Reagan (ou será?). Nos novos tempos, a clareza de heróis e vilões se mescla em uma área acinzentada, humanizando causas e compreendendo lados. É claro que todos escolherão o seu.

Quais outras SEQUÊNCIAS Eddie Murphy devia estrelar após ‘Um Tira da Pesada 4’ e ‘Um Príncipe em Nova York 2’

Este ano o astro Eddie Murphy fez as pazes com o sucesso de novo, com o lançamento de ‘Um Tira da Pesada 4’, que chegou fazendo sucesso na Netflix. Podemos até dizer que nenhuma outra produção do streaming causa tanto hype quanto esta, pelo menos para os nostálgicos dos anos 80 e 90. E por que cismamos em falar de Eddie Murphy e dedicar matérias a ele? Simples, porque Murphy é um dos artistas negros mais importantes a ter passado por Hollywood, altamente representativo e pioneiro.

Sim, já existiam atores negros de sucesso em Hollywood antes de Eddie Murphy, como Sidney Poitier, Richard Pyror e Morgan Freeman, no entanto, Murphy surgia em uma época muito propícia para o cinema: os anos 80. Foi neste período que Hollywood deixava de fazer filmes e criava superproduções que se tornariam pedaços da cultura pop, permeando o imaginário do público para sempre. Nessa época, Eddie Murphy era um ator negro inigualável, cujo sucesso e a viabilidade como protagonista abriu portas para gente como Will Smith, por exemplo.

Eddie Murphy viu como poucos os altos e baixos de sua carreira, protagonizando fracassos homéricos, somente para logo depois acertar em cheio com um novo sucesso. Porém, uma jogada interessante que o astro tem feito nesses tempos em que Hollywood privilegia os chamados ‘IPs’, apostando em marcas de sucesso do passado, é tirar do papel sequências de alguns de seus filmes mais queridos. Foi assim com ‘Um Príncipe em Nova York 2’ e com o vindouro ‘Um Tira da Pesada 4’.

Pensando nisso, resolvemos listar algumas produções clássicas de Eddie Murphy, dos anos 80 e 90, que muito bem poderiam receber roupagens modernas atualmente. São filmes igualmente queridos, e alguns que os fãs pedem continuação há tempos. Confira abaixo.

O Professor Aloprado

Eddie Murphy recuperou seu prestígio em meados dos anos 90 graças ao sucesso desta reimaginação do clássico dos anos 60 com Jerry Lewis. Ao contrário da timidez e apenas inadequação social, o filme de Murphy resolveu apostar na crítica à gordofobia como fonte de sua narrativa. Embora muitos possam achar inapropriado, a intenção do filme é justamente mostrar como a sociedade, ao menos na época, exigia a busca inatingível do padrão de beleza. Seria interessante ver o tipo de discurso que o diretor certo poderia incluir em uma eventual terceira aventura do professor Sherman Klump, um dos personagens mais queridos da carreira de Murphy.

O Rapto do Menino Dourado

Esse filme saiu no mesmo ano do igualmente cult ‘Os Aventureiros do Bairro Proibido’ e levou a melhor sobre ele, resultando em uma bilheteria bem mais satisfatória. Ambos usavam aventuras sobrenaturais de fantasia em suas tramas, assim como o uso de bastante humor. Apesar do sucesso moderado na época para a Paramount, as críticas não foram muito lisonjeiras. Agora, passados mais de 36 anos, seria interessante encontrar o cara de pau Chandler Jarrell para mais um round.

48 Horas

Antes de ‘Um Tira da Pesada’, Eddie Murphy já havia emplacado um sucesso elogiado de crítica e público, com o policial ’48 Horas’. No filme, Murphy não era um policial, mas sim um criminoso encarcerado, libertado por um período de dias para ajudar o policial Nick Nolte a encontrar um assassino. ’48 Horas’ teve uma continuação em 1990, mas seria bem interessante revisitar essa dupla disfuncional mais uma vez.

Os Picaretas

Fazer mais um ‘Os Picaretas’ poderia funcionar bastante hoje. Isso porque a comédia de 1999, estrelada por Eddie Murphy e Steve Martin falava sobre os bastidores de Hollywood, onde um aspirante a diretor usava toda a sua artimanha para produzir seu novo filme, que contaria com o maior astro daquela época. O detalhe é que tal astro não sabia que estava no filme, e sua participação ocorria no esquema “câmera escondida”. Com o roteiro certo, a continuação poderia alfinetar a indústria hoje, e usar a metalinguagem como sátira do excesso de franquias.

Um Distinto Cavalheiro

Se formos buscar lá no fundo do acervo dos longas de Eddie Murphy, encontraremos a sátira política ‘Um Distinto Cavalheiro’, de 1992, filme que brincava dizendo que qualquer um, por mais inadequado que seja, pode adentrar na política se tiver os recursos certos. Assim, um golpista de primeira junto com sua equipe de estelionatários se tornam políticos e chegam ao congresso americano. Infelizmente, nos dias de hoje vivemos algo parecido, com figuras polêmicas e sem experiência na política, como Donald Trump, ocupando o cargo máximo de um país. Com o roteiro e realizador certos, poderia ser uma sátira certeira. Por outro lado, poderia ser como mexer em um vespeiro.

O Negociador

Esse aqui talvez seja um tiro muito no escuro. Isso porque ‘O Negociador’ é quase como “o primo pobre” de ‘Um Tira da Pesada’ – e poderia muito bem ter sido um quarto exemplar da franquia de Axel Foley caso fosse adaptado para isso. Apesar disso, ‘O Negociador’ possui sim os seus méritos e apesar de não ter feito o sucesso esperado, com o passar dos anos se tornou um item cult, entre outras coisas por revelar o talento e a beleza de Carmen Ejogo.

A diferença é que Scott Roper (Murphy) é um negociador de reféns. Na época esse tipo de profissional estava em voga, com ‘A Negociação’ chegando logo no ano seguinte. Se Murphy quisesse apostar na ação novamente e nas trancinhas no cabelo, poderia tirar do papel uma sequência.

O Príncipe das Mulheres

Lançado no mesmo ano de ‘Um Distinto Cavalheiro’, ‘O Príncipe das Mulheres’ é igualmente um filme que ficou datado em seu discurso machistas e hoje não desce da mesma forma que no passado. Isso porque no filme Murphy vive um mulherengo inveterado, um sujeito bem-sucedido profissionalmente cujo maior hobby é enganar e seduzir o maior número possível de mulheres, as levar para a cama e sumir de suas vidas o mais rápido possível.

Eram os anos 90. No fim, como era comum em histórias assim, ele encontra redenção e muda seu comportamento ao se apaixonar pelo amor verdadeiro. A sequência do filme precisaria entrar muito mais em sintonia com o comportamento atual e o empoderamento feminino, talvez sequer sendo viável sem muitas críticas.

Trocando as Bolas

Finalizando a lista dos filmes clássicos de Eddie Murphy que poderiam ganhar continuação, temos ‘Trocando as Bolas’, de 1983. Um dos temas mais debatidos atualmente no mundo de forma consciente é a desigualdade social que assola o mundo. Coisa que um país como o Brasil conhece muito bem. De um lado da cidade temos alguns dos metros quadrados mais caros do país e de outro, pessoas passando fome e vivendo nas ruas.

Essa questão está no centro de ‘Trocando as Bolas’, que traz uma aposta muito politicamente incorreta entre dois bilionários sobre o famoso “o meio faz o homem”. Assim, eles decidem fazer de um sem-teto golpista (Eddie Murphy) o vice-presidente de sua empresa, e tiram todos os privilégios de um playboy (papel de Dan Aykroyd). Seria curioso ver o que poderia ser feito nesse sentido em relação à trama do filme com um pensamento mais alinhado com os dias de hoje.

Crítica | A Jaula – Chay Suede brilha em TERROR nacional no estilo Jogos Mortais…

Quantas vezes você já foi assaltado na sua vida? Se você pudesse faria justiça com as próprias mãos? E a questão dos direitos humanos? E o contexto social em que vivemos? Você pensaria sobre isso? Essas e outras perguntas fazem parte do campo reflexivo do longa-metragem nacional A Jaula, remake do filme argentino 4×4. O filme é bem aberto ao campo das reflexões sociais, que vão desde os princípios morais passando pela impunidade, pelo circo midiático a partir de tragédias ligadas à violência e o papel da polícia e das leis dentro de uma sociedade. Dirigido por João Wainer e com Chay Suede e Alexandre Nero como protagonistas. A produção é da Tx Filmes, em coprodução com a Star Original Productions.

Na trama, conhecemos um jovem ladrão (Chay Suede) que vendo a oportunidade de roubar mais um carro, uma caminhonete de luxo parada em uma rua pacata de uma grande cidade, não pensa duas vezes e inicia a ação do roubo. O problema é que quando ele tenta sair do carro para fugir o carro simplesmente não abre e aos poucos ele começa a perceber que está preso de propósito pelo dono do carro, que entra em contato com ele pelo telefone do carro, um ginecologista renomado (Alexandre Nero) que já fora roubado outras vezes e dessa vez resolveu fazer justiça com as próprias mãos. Lutando para sobreviver sem comida, água e com o emocional completamente destruído inicia-se um jogo psicológico intenso onde a moral é colocada em xeque.

A narrativa é muito bem definida, o filme prende a atenção. Há uma construção superficial dos personagens mas eles estão dentro dos contextos sociais que o filme navega, os conflitos são vistos a todo instante e com margem para olharmos sob os dois pontos de vistas. Esse recorte sociológico solta à diversas questões: a impunidade, a insegurança, os direitos humanos, entre outros pontos. O lado emocional é um item importante, coloca os personagens em uma linha tênue que separa a vítima do seu agressor. Pode ser observado também que o diálogo não é um confronto, é um desabafo de alguém que perdeu os princípios éticos e escondeu dentro de si a moral. A banalização da violência é bastante objetiva aqui com a menção, quase um pano de fundo, do jornalismo sensacionalista que cobre situações de confronto.

O roteiro, adaptado por João Candido Zacharias, tem o mérito de jogar as questões para debates, fazendo com que os espectadores mais atentos busquem refletir sobre as cordas bambas das ações dos personagens. Tem alguém certo nessa história? Como você reflete sobre isso? A ação e consequência aqui nada mais é do que o reflexo da realidade do lado de cá da telona.

Se a vida está uma piada, pelo menos ria dela: 10 Dicas de ÓTIMAS comédias

Tem dias que só o humor consegue nos tirar de pensamentos sobre os obstáculos de uma semana interminável! Na hora de relaxar, nada melhor que preparar a pipoca, ligar a televisão e esquecer do mundo. Se você está vivendo essa situação, chegou ao lugar certo: aperta o play em alguma dessas comédias imperdíveis e esqueça um pouco dos problemas:

 

A Família Perfeita (Netflix)

Na trama, conhecemos Lucía (Belén Rueda), uma mulher com a vida equilibrada, que mora como o marido, o astrônomo Ernesto (Gonzalo de Castro). Um dos seus grandes sonhos é que seu filho, Pablo (Gonzalo Ramos), se case com uma mulher que lhe agrade. Só que quando ele lhe apresenta a pretendente, Sara (Carolina Yuste), isso acaba ficando em segundo plano, pois Lucía acaba se apaixonando pelo pai de Sara, Miguel (Jose Coronado). A partir dessa inusitada situação, Lucía, a grande protagonista dessa história, acaba embarcando em uma jornada de auto descoberta.

 

Comer, Rezar, Ladrar (Netflix)

Na trama, acompanhamos um grupo de pessoas que buscam um famoso lugar especializado em técnicas de adestramento, com o foco de melhorar a relação dos donos com os seus animais. Assim, conhecemos a política Ursula (Alexandra Maria Lara), a atrapalhada Babs (Anna Herrmann), o casal Helmut (Devid Striesow) e Ziggy (Doga Gürer), e também o policial Hakan (Kerim Waller). Durante alguns dias, eles vão criar uma forte ligação com seus cachorrinhos, sob o olhar do misterioso Nordon (Rúrik Gíslason).

 

53 Domingos (Netflix)

Julián (Javier Cámara), Natalia (Carmen Machi) e Victor (Javier Gutiérrez) são três irmãos, com pouca convivência recente, que precisam se reunir para discutir sobre os próximos passos em relação à situação do pai, que mora sozinho e já está na casa dos 90 anos. Julián é o anfitrião e conta com a ajuda da esposa, a enfermeira Carol (Alexandra Jiménez), para organizar um encontro na casa deles. No entanto, com as desavenças do passado vindo à tona logo que começam a conversar, o assunto principal acaba girando em torno de um romance escrito por um deles.

 

Click (HBO MAX)

Click, dirigido pelo cineasta nova iorquino Frank Coraci e protagonizado por Adam Sandler, bate na tecla do desperdício da vida aos olhos de um workholic que navega nas desilusões de seus próprios atos.

 

Nonnas (Netflix)

Joe (Vince Vaughn), um simpático homem de meia idade que trabalha com consertos automotivos, acaba de perder a mãe. Nesse momento de luto, lembranças das comidas que ela e sua vó faziam dominam suas lembranças. Um dia, com o dinheiro da herança, resolve comprar um restaurante e fazer dele um lugar especial. Para isso, contará com a ajuda de amigos de longa data e quatro mulheres na melhor idade que tem receitas deliciosas para atrair o público.

 

Obrigado, Rapazes

Na trama, conhecemos Antonio (Antonio Albanese), um experiente ator, pai de uma jovem, que trabalha no seu presente como dublador de filmes para adultos e parece não estar nada feliz com os rumos que sua vida e carreira levaram. Certo dia, após receber uma ajuda de um amigo dono de teatro, tem a chance de um novo trabalho: como professor de um curso de teatro dentro de um presídio italiano. Assim, conhece alguns presidiários, os ajudando a encenar a peça Esperando Godot, do autor irlandês Samuel Beckett. Será esse o empurrãozinho que precisavam para enxergar suas vidas com outros olhos?

 

Fight or Flight (Prime Video)

Lucas (Josh Hartnett) é um ex-agente da CIA que após uma situação em uma missão é praticamente retirado do sistema, conseguindo abrigo em Bangkok. Anos se passam e ele recebe um telefonema de Katherine (Katee Sackhoff), uma ex-namorada e atual chefona de uma rede poderosa que está com um enorme problema. Tendo em vista a possibilidade de voltar para casa, Lucas resolve aceitar um trabalho perigoso que só se complica quando entra em um avião repleto de assassinos impiedosos.

 

O Grande Golpe do Leste (Filmelier +)

Maren (Sandra Hüller) e Robert (Max Riemelt) são um casal que vivem os tempos de incertezas após o início da reunificação da Alemanha, meses depois da queda do Muro de Berlim. Moradores de um condomínio onde outros moradores passam pelas mesmas dificuldades e sem saber o que será do futuro, um dia encontram um bunker cheio de dinheiro prestes a perder o valor. Buscando trocar esse dinheiro o mais rápido possível, a família comunista e seus amigos embarcam numa série de aventuras para conseguir estabilidade num mundo novo que está por vir.

Crítica | ‘O Grande Golpe do Leste’ – Bem-humorado recorte sobre a queda do socialismo na Alemanha

 

O Último Episódio (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Ambientado em Laguna, um bairro de Contagem, em Minas Gerais, no início da década de 1990, acompanhamos a história de um jovem que está à beira de momentos importantes de sua vida. Um dia, resolve espalhar uma notícia inusitada: afirma ter o último episódio do seriado Caverna do Dragão – algo que o coloca de frente com situações inusitadas.

 

Improvisação Perigosa (Prime Video)

Na vida profissional, as coisas vão de mal a pior para Kat (Bryce Dallas Howard), Marlon (Orlando Bloom) e Hugh (Nick Mohammed). Kat é uma professora de improvisação que ainda não conseguiu emplacar sua carreira como comediante. Marlon, um ator em busca do papel que mude sua trajetória, vive de pequenas oportunidades que nunca o levam ao estrelato. Já Hugh, um funcionário tímido e deslocado em uma grande empresa, vê nas aulas de improviso uma tentativa de dar algum rumo à sua vida. Certo dia, o destino cruza o caminho dos três e, sob a orientação de um agente da polícia, eles embarcam em uma missão inusitada: se infiltrar em uma perigosa gangue, criando personagens como disfarces. A partir daí, uma série de confusões e situações inusitadas está garantida.