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10 Astros que Nunca Participaram de um Filme de Super-Heróis

Não tem jeito, os filmes de super-heróis são ópio dos novos tempos. Em todo lugar só se fala neles. Cinemas querem exibi-los, os cineastas querem comandá-los, atores querem vestir seus uniformes, e produtores querem fazê-los aos montes. Afinal, quem não quer uma fatia deste sucesso e, é claro, dos gordos lucros financeiros?

Grandes nomes do cinema como Robert Redford, Cate Blanchett, Natalie Portman, Jeff Bridges, Joaquin Phoenix, Robert De Niro, Amy Adams, Michael Douglas, Morgan Freeman, Michael Caine, entre outros, já aderiram ao subgênero. Mas isto não é novidade, e desde os primórdios dos super-heróis nos cinemas nomes como Marlon Brando, Gene Hackman, Faye Dunaway, Jack Nicholson, Warren Beatty e Al Pacino estiveram associados a produções nestes moldes. No entanto, um seleto grupo de astros ainda resiste fora de tais projetos. E aqui, iremos falar justamente deles – os grandes nomes que nunca participaram dos filmes de super-heróis.

Ps. Para esta lista iremos abordar primeiro os atores, e faremos em breve uma lista só com as estrelas. Vamos conhecer.

Tom Cruise

Tudo bem que o agente Ethan Hunt é praticamente um super-herói por si só, mas Missão: Impossível é baseado numa série de TV antiga e não em quadrinhos. É muito curioso pensar que um dos atores mais associados a grandes produções de entretenimento, e que mantém este título há quase quatro décadas, nunca se envolvem em uma obra destas. Vale lembrar que Cruise chegou perto de ser Tony Stark, o Homem de Ferro, antes do envolvimento de Robert Downey Jr. – já pensou? Será que o astro algum dia irá dizer sim para a Marvel ou DC?

Denzel Washington

Um verdadeiro monstro sagrado, Washington chegou naquele estágio de se tornar uma verdadeira lenda do cinema. Com uma carreira que já dura 43 anos, 58 créditos como ator, 3 filmes realizados como diretor e 2 Oscar decorando sua casa, Denzel é um ator para lá de realizado, sem nada que falte em seu currículo. Bem, quase nada. Já que seria muito legal vê-lo se divertindo para valer em um filme de super-heróis. Assassino Virtual (1995), Dejá Vù (2006) e O Livro de Eli (2010) flertaram com o gênero, mas são ideias originais. Já Dose Dupla (2013) é baseado numa graphic novel, porém, uma policial e não de heróis. Muitos fazem campanha para que ele seja o novo Magneto, agora que os direitos dos X-Men reverteram para a Marvel. Já imaginou?

Leonardo DiCaprio

DiCaprio é sem dúvida um dos maiores astros de sua geração. O ator possui 6 indicações ao Oscar, uma vitória e é considerado o ator favorito de muitos atualmente. DiCaprio já fez de tudo um pouco, trabalhou com grandes diretores como Martin Scorsese, Quentin Tarantino, Alejandro Inarritu e Christopher Nolan, mas nunca participou de um filme de super-heróis. Para quem não sabe, o ator foi cogitado para o papel de Peter Parker/Homem-Aranha, num filme que seria dirigido por James Cameron, ainda na década de 1990. Saudades do que não tivemos.

Daniel Day-Lewis

Por falar em grandes atores de sua geração, que tal um que é considerado assim para várias gerações? O britânico Day-Lewis tem grande chance de ser considerado um dos melhores atores não apenas vivos, como de todos os tempos. Tudo porque o sujeito tem nada menos do que 3 Oscar – todos como ator principal. Feito raríssimo. Como é um ator recluso e de hábitos peculiares, que vira e mexe anuncia a aposentadoria precoce (como fez de novo recentemente), talvez conseguir atraí-lo para o gênero seja uma missão impossível. De qualquer forma, a esperança são produções como Coringa, cujo alto nível artístico e seu conteúdo muito reflexivo conseguiu atrair um talento como o de Joaquin Phoenix, totalmente avesso a este tipo de produto, e lhe garantiu um prêmio no Oscar. Quem sabe.

Brad Pitt

O astro Brad Pitt já tinha sido indicado ao Oscar outras três vezes antes de finalmente vencer este ano por Era uma Vez em Hollywood. E você sabia que ele foi cogitado para viver o Deus do Trovão, Thor, nas telonas? Peraí, eu sei que muitos irão dizer que Pitt já participou sim, afinal ele esteve em Deadpool 2, numa ponta estilo piscou perdeu. Mas vocês não acham que iríamos considerar este momento pífio, acham? Por outro lado, ele esteve em Guerra Mundial Z (2013), que é baseado em uma graphic novel, mas não de heróis, e dublou Megamente (2010), uma ideia original disfarçada de animação de heróis. A dúvida é, qual superprodução do gênero irá cativar o interesse do astro?

Tom Hanks

O astro mais bom-moço de sua geração, Tom Hanks já foi ao espaço, para a Segunda Guerra Mundial, e inclusive ficou perdido numa ilha por anos, conseguindo sobreviver e dela escapar. Sem dúvidas, feitos de um super-herói. Como se não bastasse, ele possui o recorde (igualado somente pelo icônico Spencer Tracy) de ter vencido o Oscar na categoria de melhor ator principal dois anos consecutivos. Sim, sabemos que Estrada para Perdição é uma graphic novel, porém, adulta e fala sobre máfia e não super-heróis. Qual personagem você acha que cairia bem para o ator dentro do gênero?

Johnny Depp

Nos últimos anos, a vida pessoal do astro Johnny Depp têm atrapalhado sua carreira. Tudo devido ao problemático casamento com a jovem atriz Amber Heard. Acusações de ambos os lados levou o caso aos tribunais. Aos poucos, Depp sai do papel de algoz para se tornar a vítima. No cinema, porém, enquanto a ex-sra. Depp vive Mera nos filmes da DC, o próprio astro nunca participou de um destes longas. O Capitão Jack, de Piratas do Caribe, e o índio Tonto, de O Cavaleiro Solitário, fazem bem o estilo, mas o primeiro é baseado num parque temático da Disney, enquanto o segundo surgiu no rádio ainda na década de 1930 e depois migrou para a TV. Já o filme Do Inferno (2001) tem como fonte uma Graphic Novel de Alan Moore pertencente aos gêneros terror/suspense. Durante muito tempo, diversos rumores lançavam Depp como escolha perfeita para o vilão Charada num filme do Batman.

Sean Penn

Conhecido como bad boy nos anos 1980, dono de um casamento pra lá de conturbado com Madonna (só para pegar o gancho de cima), e hoje ativista, prestigiado com 5 indicações ao Oscar (todas como ator principal) e 2 vitórias (em cinco anos), Sean Penn é considerado um ator do método. Seu status é comparável aos de Daniel Day-Lewis e Denzel Washington atualmente na indústria, por exemplo, ou seja, um ator sério, que raramente se envolve em projetos escapistas. Dentro deste âmbito podemos citar Caça aos Gângsteres (2013), O Franco-Atirador (2015) e a animação Angry Birds (2014). Os super-heróis, por enquanto, estão a ver navios com o ator. Qual seria o projeto ideal no gênero para ele estrelar?

Ryan Gosling

Ator mais jovem da lista, Ryan Gosling conquistou respeito em sua não muito longa carreira, devido a obras mais artísticas e autorais como Half Nelson (2006), Namorados para Sempre (2010) e Drive (2011). Até quando escolhe projetos mais voltados ao grande público e ao entretenimento, suas escolhas são envoltas em certa classe e qualidade, resultando em prestígio de prêmios, vide La La Land (2016) e Blade Runner 2049 (2017). Justamente por isso, Gosling coleciona 2 indicações ao Oscar, esperando só a vitória em breve. Ao contrário de seu xará canadense Ryan Reynolds (que já participou de Blade Trinity, X-Men Origens: Wolverine, Lanterna Verde e os filmes do Deapool), o ator não tem sequer um crédito no gênero. Bem, quem sabe assim como seu Oscar, este dia possa chegar em breve.

Matt Damon

Vencedor do Oscar de melhor roteiro original em 1998, e com três indicações ao Oscar de atuação, Damon é outro ator que finge que participou de um filme de super-heróis. Suas pontas em Thor Ragnarok (2017) e Deadpool 2 (2018), no entanto, foram tão escondidas que muitos sequer tomaram conhecimento. É óbvio que não iremos considerar. Queremos é uma superprodução na qual Damon protagonize, ou quem sabe interprete o vilão – no mínimo um papel coadjuvante de destaque. Qual seria o mais indicado para ele?

Bônus: Clint Eastwood

Desde a década de 1990, os fãs faziam campanha para o lendário Clint Eastwood encarnar um dos maiores super-heróis do cinema: Batman. Popularmente conhecido como Cavaleiro das Trevas, o Homem-Morcego viu seu rosto mudar nos cinemas, após a personificação de seu primeiro intérprete, Michael Keaton. Val Kilmer e George Clooney seguiram nas escorregadas de Joel Schumacher, mas o que o público queria ver mesmo era a adaptação de Frank Miller para O Cavaleiro das Trevas, que trazia um Bruce Wayne duro e envelhecido – e para isso ninguém melhor do que o eterno bad ass do cinema, Clint “Dirty Harry” Eastwood. Parte da história de Miller foi utilizada em Batman Vs. Superman (2016).

Comédia, drama e suspense! Visite os Clássicos dos anos 80 na Amazon Prime Video

O catálogo da Amazon Prime Video traz uma seleção especial de filmes dos anos 80 que continuam conquistando o público. Entre eles está o suspense psicológico ‘Veludo Azul(1986), que revela o lado sombrio da vida suburbana, e os intensos filmes de ação ‘Código do Silêncio(1985) e ‘O Vingador(1986), estrelados por lendas do gênero. Para quem prefere histórias mais leves, há comédias encantadoras como ‘Presente de Grego(1987) e ‘De Volta às Aulas(1986), além de romances inesquecíveis como ‘Dirty Dancing(1987), que marcou gerações com dança e paixão.

Também não faltam dramas e histórias cheias de emoção, como o poderoso ‘Mississippi em Chamas(1988), que aborda o racismo de forma impactante, e ‘Três Mulheres, Três Amores (1988), que fala sobre amizade e amadurecimento. Há ainda o thriller político ‘Sem Saída (1987), repleto de intrigas e reviravoltas, e a divertida comédia dramática ‘Negócios de Família(1989), que mistura crime e relações familiares. Com essa seleção, o Prime Video garante uma viagem nostálgica pelos anos 80, oferecendo grandes histórias para todos os gostos. Confira abaixo mais detalhes sobre cada um deles.

Mississippi em Chamas (1988)

Poderoso drama policial baseado em fatos reais, o longa aborda o racismo e a luta por justiça no sul dos Estados Unidos durante os anos 60. Estrelado por Gene Hackman e Willem Dafoe, o filme acompanha dois agentes do FBI investigando o desaparecimento de ativistas dos direitos civis em uma pequena cidade repleta de tensões raciais. Com direção firme de Alan Parker, o longa expõe o clima de medo, violência e corrupção que permeava a época. Suas atuações impactantes e roteiro intenso fazem dele um marco do cinema social. É uma obra indispensável para refletir sobre a história e os desafios da igualdade racial. Indicado para sete Oscar, incluindo melhor filme, diretor (Parker), ator (Hackman), atriz coadjuvante (Frances McDormand) e vencedor de melhor fotografia.

Sem Saída (1987)

Que tal uma dobradinha com o saudoso Gene Hackman, um dos melhores atores que Hollywood já viu. ‘Sem Saída‘ é um thriller político tenso que combina espionagem, romance e uma crítica incisiva às instituições de poder dos Estados Unidos. Dirigido por Roger Donaldson e estrelado por Kevin Costner, Gene Hackman e Sean Young, o filme é um remake do clássico noir ‘The Big Clock‘ (1948), adaptado para o contexto da Guerra Fria. A trama segue o tenente-comandante da Marinha Tom Farrell (Costner), que se envolve com Susan Atwell (Young), amante do Secretário de Defesa David Brice (Hackman).

Após a morte de Susan em circunstâncias suspeitas, Farrell é designado para investigar o caso, apenas para descobrir que ele próprio é o principal suspeito, em um jogo de gato e rato dentro dos corredores do Pentágono. Com uma narrativa envolvente e reviravoltas inesperadas, o filme mantém o espectador à beira do assento até o último minuto. A atuação sólida do elenco e a direção habilidosa fazem de ‘Sem Saída‘ uma obra-prima do suspense político dos anos 80.

Dirty Dancing (1987)

Clássico romântico que conquistou gerações com sua mistura envolvente de dança, paixão e amadurecimento. Estrelado pelo saudoso Patrick Swayze e por Jennifer Grey, o filme conta a história de Frances “Baby” Houseman, uma jovem que se apaixona pelo instrutor de dança Johnny Castle durante as férias de verão de sua família em um resort. Com coreografias icônicas e uma trilha sonora inesquecível, incluindo “(I’ve Had) The Time of My Life”, o longa aborda temas como liberdade, autoconfiança e superação de preconceitos sociais. A química entre os protagonistas e o roteiro cativante fizeram do filme um sucesso cult, que permanece querido no coração do público até hoje. É uma celebração da juventude, do amor e da dança. Vencedor do Oscar de melhor canção – e tinha como ser diferente?

Três Mulheres, Três Amores (1988)

Tenho certeza que você nunca ouviu falar desta obra na filmografia de uma certa Julia Roberts. Antes de ser ‘Uma Linda Mulher‘, a atriz estrelou este drama romântico que acompanha a vida de três jovens amigas que trabalham em uma pizzaria na pequena cidade de Mystic, Connecticut. Estrelado por Annabeth Gish, Julia Roberts e Lili Taylor, o filme explora as dúvidas, sonhos e desafios que cada uma enfrenta ao lidar com relacionamentos, família e escolhas pessoais. Com uma narrativa sensível e personagens cativantes, o longa oferece um retrato sincero da transição para a vida adulta. A química do elenco e o tom realista conquistaram o público, tornando “Mystic Pizza” um cult dos anos 80. É uma história sobre amizade, amor e crescimento pessoal.

Negócios de Família (1989)

Já pensou em um filme estrelado por Ferris Bueller, James Bond e o Capitão Gancho? Não é um sonho insano ou sequer uma viagem de ácido. Se trata apenas de um dos elencos mais criativos dos anos 80. Sean Connery, Dustin Hoffman e Matthew Broderick estrelam nesta comédia dramática que mistura ação e humor. O filme gira em torno de três gerações de uma família envolvida em um ousado plano para roubar um açougue de alta qualidade em Nova York. Enquanto o avô veterano do crime tenta ensinar os truques do ofício aos seus descendentes, conflitos familiares e situações engraçadas surgem ao longo do caminho. Com um roteiro leve e personagens carismáticos, o longa oferece uma combinação divertida de crime e dinâmicas familiares. É uma opção charmosa para quem gosta de filmes que equilibram ação e comédia com um toque sentimental.

De Volta às Aulas (1986)

Você já ouviu falar de Rodney Dangerfield? Bem, muitos da geração atual com certeza não. Dangerfield era um dos humoristas de maior sucesso na época, e fez uma transição para o cinema muito satisfatória estrelando diversos filmes. Um dos mais famosos foi ‘De Volta às Aulas‘, comédia leve e divertida sobre um milionário excêntrico decidido a voltar à faculdade para apoiar o filho.

O filme explora as situações cômicas e os choques culturais entre a geração mais velha e os jovens universitários, com muito humor pastelão e cenas memoráveis. Com um elenco coadjuvante que inclui talentos como Sally Kellerman e Burt Young, além de um novato Robert Downey Jr., em um de seus primeiros papeis de destaque no cinema. A produção equilibra piadas rápidas com uma mensagem sobre educação e família. A química entre os personagens e o tom descontraído fazem deste filme uma escolha clássica para quem gosta de risadas garantidas. É uma celebração alegre da experiência universitária com um toque de irreverência.

Presente de Grego (1987)

Comédia charmosa estrelada por Diane Keaton, que vive J.C. Wiatt, uma executiva bem-sucedida cuja vida vira de cabeça para baixo ao “herdar”, inesperadamente, um bebê. Acostumada a uma rotina focada apenas na carreira, ela precisa aprender a equilibrar o trabalho com as novas responsabilidades da maternidade. O filme mistura situações engraçadas e momentos tocantes, mostrando como a chegada de uma criança pode transformar prioridades e perspectivas.

Com um roteiro leve e carismático, a história aborda temas como independência feminina, escolhas pessoais e reinvenção. É uma opção agradável e cheia de ternura para quem gosta de comédias com coração. Deu para perceber pelo tema que faz boa companhia ao clássico ‘Três Solteirões e um Bebê‘, lançado no mesmo ano. Ah sim, se você achou o título bem politicamente incorreto, está com razão – coisas dos anos 80.

Veludo Azul (1986)

Este thriller psicológico é dirigido pelo mestre David Lynch (que nos deixou recentemente) e mistura suspense, mistério e elementos perturbadores do inconsciente humano. Estrelado por Kyle MacLachlan, Isabella Rossellini, Laura Dern e Dennis Hopper, o filme começa com o jovem Jeffrey Beaumont descobrindo uma orelha humana em um gramado, o que o leva a mergulhar nos segredos sombrios de sua pacata cidade. À medida que investiga, ele se envolve com a misteriosa cantora Dorothy Vallens e enfrenta o violento e imprevisível Frank Booth. Com uma atmosfera inquietante e visualmente marcante, ‘Veludo Azul‘ explora o contraste entre a aparência tranquila da vida suburbana e os horrores escondidos por trás dela. É uma obra cult, intensa e cheia de camadas simbólicas. Indicado ao Oscar de melhor diretor.

O Vingador (1986)

Agora chega este thriller de ação estrelado pelo lendário Charles Bronson, no papel do policial Jack Murphy, um homem durão que vê sua vida desmoronar quando é injustamente acusado de assassinato. Fugindo da polícia para provar sua inocência, ele se une a Arabella, uma jovem delinquente interpretada por Kathleen Wilhoite, formando uma dupla improvável. Juntos, eles enfrentam uma perigosa criminosa em busca de vingança e uma trama cheia de perseguições e tiroteios. Com o estilo clássico dos filmes de Bronson, o longa mistura ação, suspense e um toque de humor ácido. É uma pedida perfeita para quem gosta de histórias de justiça com ritmo acelerado e muita adrenalina.

Código do Silêncio (1985)

Finalizando a matéria temos um eletrizante filme de ação estrelado pelo outro ícone casca-grossa da época: Chuck Norris! Ele que vive o policial Eddie Cusack, um homem incorruptível em meio a uma Chicago dominada pelo crime e pela corrupção. Quando uma guerra entre gangues explode e seus próprios colegas de farda se mostram desonestos, Cusack decide enfrentar sozinho os criminosos para fazer justiça. O filme se destaca pelas sequências intensas de perseguições e tiroteios, além de trazer uma crítica ao sistema policial falho. Com muita ação e o carisma típico de Norris, ‘Código do Silêncio‘ é considerado um dos melhores filmes de sua carreira. Uma obra obrigatória para fãs do gênero policial dos anos 80.

Dia do Amigo | 10 Filmes sobre Emocionantes Amizades

A amizade é uma das razões da felicidade de muitas pessoas. Quantos amigos você tem? Já parou para pensar nisso? Qual a importância disso para sua vida? Enquanto o mundo nos prega peças terríveis, obstáculos que achamos nunca serem possíveis de serem ultrapassados, sempre temos alguém por perto que podemos contar. Um alguém que às vezes não é nem da nossa família (mas é como se fosse), que chega de surpresa e preenche diversas falhas do nosso cotidiano, traz amor, alegria e leveza para nossas vidas.

Ao longo dos anos vamos nos emocionando nas salas de cinema, no sofá de nossa casa, na casa de amigos, com histórias que passam na telona (ou telinha) sobre amizade. Esse sentimento tão bonito que nos fortalece para enfrentarmos qualquer situação nos momentos não tão bons e somar em alegria nos momentos maravilhosos.

Para comemorarmos esse 20 de julho, onde no Brasil é chamado de dia do Amigo (apesar de a data também ser lembrada em 30 de julho no Dia Internacional da Amizade), preparamos uma lista especial para você amigo (a) cinéfilo (a) com filmes emocionantes que falam sobre esse sentimento de grande afeição, simpatia, apreço entre seres humanos.

 

Livre para Voar

A fita britânica Livre para Voar é um drama que mostra um peculiar relacionamento de amizade entre duas almas em fúria, por circunstâncias da vida. O filme conta com a ótima direção de Paul Greengrass (O Ultimato Bourne) e tem no elenco dois grandes artistas que juntos em cena elevam a qualidade do longa. Uma grata surpresa direto da terra da Rainha.

O longa, que foi lançado em janeiro de 1999 nos EUA, conta a história de Richard um sonhador que é fascinado por aviação. Certo dia, decide tentar voar (com uma bugiganga inventada por ele) no prédio onde trabalha sua namorada; o desfecho é de um total fiasco. Após o ocorrido, perde a namorada e começa a ter uma crise emocional muito forte e decide se mudar de Londres. Em um novo lugar, cheio de montanhas, dedica-se à algumas horas de serviços comunitários (para compensar o incidente do Vôo). Assim, entra em sua vida Jane Hatchard, uma jovem de apenas 25 anos que possui uma doença degenerativa. A função de Richard agora é cuidar dessa jovem e aos poucos uma grande amizade vai sendo criada mesmo após um pedido peculiar da corajosa jovem.

Você vai rir, se emocionar com esse maravilhoso trabalho que tem o roteiro assinado por Richard Hawkins e atuações inesquecíveis de Helena Bonham Carter e Kenneth Branagh.

 

Intocáveis

Um filme que transborda alegria em vez de lágrimas. Uma amizade improvável de duas pessoas que vivem em dois mundos diferentes. Intocáveis (2012), trabalho da dupla de diretores franceses Olivier Nakache e Eric Toledano colecionou recordes de bilheteria ao redor do mundo. Com uma narrativa leve e descontraída o filme foge a todo tempo do clima pesado (que poderia facilmente ter), assim, agradando a todo tipo de público. É uma história bonita, muito bem estruturada e adaptada para o mundo do cinema.

Na trama, conhecemos Philippe um homem já de idade que ficou tetraplégico após um acidente de parapente anos atrás. Com grande dificuldade de relacionamento com sua família, principalmente sua filha adolescente, convoca muitas vezes ao ano candidatos para a vaga (que sempre fica desocupada) de assistente pessoal. Em uma dessas seleções conhece o carismático Driss, que fora expulso de casa pela mãe, e fica totalmente sem rumo, até conhecer Philippe. Assim, aos poucos, uma grande amizade vai surgindo levando os dois a importantes descobertas sobre o viver.

Conforme caminhamos nessa história vemos por todo lado sofrimentos, de ambas as partes. Um busca respostas, o outro busca saídas para as dificuldades que enfrenta. A relação não é de dor nem culpa (meio que um clichê em filmes do gênero) é de gratidão pela amizade. Quando um entra no universo do outro, mesmo que superficialmente, o entendimento fica mais fácil para os dois seguirem seus próprios caminhos. Nessa amizade o valor é revertido em preenchimento de lacunas um do outro. François Cluzet e Omar Sy estão excelentes, conseguem um ótimo entrosamento gerando um ganho instantâneo de simpatia com o espectador.

 

As Vantagens de ser Invisível

Dirigido e roteirizado por Stephen Chbosky, As Vantagens de ser Invisível tinha tudo para ser mais uma historinha sobre adolescentes e muita bobagem. Engana-se quem pensou isso. Dessa vez, os cinéfilos foram brindados com uma fita muito verdadeira sobre as experiências de jovens em busca de descobertas e realizações. Tem cenas cativantes e canções que marcaram outras gerações. É uma visão madura e divertida sobre a adolescência, seus mistérios e suas surpresas. A busca pelo infinito vai de baladas românticas até uma homenagem à The Rocky Horror Picture Show, esse último uma das grandes passagens do longa.

Na trama conhecemos Charlie, um rapaz pacato e solitário que sofre por não ter amigos. Com o início do ano letivo ele tem mais uma chance de conseguir aumentar seu número de amizades (que basicamente se restringe a seus irmãos). Após algumas situações constrangedoras e o início de uma amizade com seu professor de literatura, Charlie conhece Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), um casal de meio irmãos que fazem parte da turma dos descolados. Logo, Charlie se sente muito bem aceito por esses novos amigos e assim uma grande amizade vai nascendo. Quando achamos que a história é só essa, paralelos em analogias dramáticas mostram passados tristes, cheios de revelações escondidas restando apenas o poder da amizade contra todas essas coisas tristes do mundo.

Existem vários momentos em que você sabe que a história vai te comover. Isso é muito positivo, pois se você perder um desses momentos, logo um outro chega e te leva pra dentro dessa ótima trama. O filme tem um encapamento retrô, recheado de fitas cacetes, bailinhos estudantis e clássicos musicais rolando solto. Os flertes, o mundo adolescente, tudo é muito bem captado pelas belas sequências do diretor. Quando chega a hora certa, as vantagens de ser invisível aparece, levando o público a animados minutos na frente da telona. Caro amigo(a), não deixe de conferir!

 

Papéis ao Vento

Um único minuto de reconciliação vale mais do que toda uma vida de amizade. Baseado na obra homônima criada por Eduardo Sacheri, o longa-metragem argentino Papeles en el Viento, dirigido pelo cineasta Juan Taratuto, é um drama com pitadas milimetricamente cômicas tendo o futebol como fundo de fundo para os conflitos, conseqüências e ações dos personagens, esses últimos, cada um de sua forma, esbanjam categoria na sempre decisiva interação com o público. Há muita simpatia e empatia em cena, isso transborda nos espectadores que aos poucos vão se deliciando com essa curiosa história.

Na trama, conhecemos um grupo de amigos muito unidos que passam por um momento de tristeza quando um deles falece precocemente por conta de uma doença. A única herança que ele deixara para sua única filha foi o dinheiro investido em um passe de um jogador de futebol perna de pau. Para tentar recuperar o dinheiro em questão, os amigos farão de tudo para tornar o perna de pau em pelo menos um jogador negociável/rentável e assim conseguirem recuperar o dinheiro investido e dar uma boa vida para a filha do amigo.

O roteiro é muito interessante, possui seus atos muito bem definidos e consegue fisgar o espectador na maneira como é montado a história dos personagens, por meio de flashbacks da união dos amigos antes do falecimento de um deles. É como se o grupo que mantém a amizade há anos, fosse um ator só, tão bem definido é a importância da amizade nessa história. Todos os atores em cena possuem um belo entrosamento e os ótimos diálogos do roteiro, assinado também pelo diretor, dão uma leveza e simpatia ao drama que volta e meia chega a ser bem profundo.

 

Uma Passagem para Mário

A amizade e a lealdade residem numa identidade de almas raramente encontrada. Com um relato extremamente emocionante sobre o poder e carinho de uma amizade entre dois grandes amigos, o longa-metragem Uma Passagem para Mario, ao longo de seus curtos 77 minutos, promete deixar dezenas de olhos cheios de lágrimas. O diretor Eric Laurence consegue criar um documentário inovador, com peças que se encaixam perfeitamente e deixando o projeto praticamente impecável tecnicamente.

Na trama, conhecemos mais sobre a vida de Mário, um aventureiro gente boa que mora em Recife. Mário faz tratamento contra o com câncer semanalmente mas mesmo assim resolve planejar uma viagem com seu melhor amigo. Assim, somos jogados em várias passagens de tempo que mostra os preparativos dessa grande excursão que parte do Recife, atravessa a Bolívia, até chegar ao deserto do Atacama, no Chile.

Todos nós já tivemos ou temos uma grande amizade, é algo instintivo de todos nós seres humanos. Talvez, por isso a história de Uma Passagem para Mario chegue bem forte em nossos corações. Mário domina a tela como se tivesse o talento de um grande protagonista. Os diálogos com a família, os carinhos com a sobrinha, os desabafos quase cômicos sobre seus relacionamentos, todos esses elementos se encaixam de maneira sincronizada com o andamento das sequências. Eric Laurence mais parece um mecânico que consegue encontrar cada peça para construir uma máquina. Nesse caso, foi construída uma super máquina de emocionar.

O filme nunca vai deixar de ser uma enorme homenagem à Mario. Na verdade, o poder do cinema vai além, torna qualquer mensagem infinita. O desfecho dessa história é algo inovador, criativo, uma ideia que vai ficar guardada para sempre na memória de todos nós que tivemos a sorte de conhecer um grande ser humano na telona. Bravo!

 

A Viagem de Fanny

A amizade é um amor que nunca morre. Falando sobre os horrores da maior guerra que esse mundo já viu na visão de um grupo de crianças, A Viagem de Fanny é mais um recorte sobre a caçada nazista aos judeus em uma época onde confiar era muito difícil tamanho o medo que a população das cidades ocupadas pelas tropas alemães tinham. Baseado na obra Le Voyage de Fanny – L’Histoire Vraie d’une Jeune Fille au Destin Hors du Commun, um livro de memórias da protagonista dessa saga pela sobrevivência, a cineasta francesa Lola Doillon percorre o caminho das emoções de maneira doce sem deixar de mostrar as realidades dessa jornada.

Na trama, ambientado na década de 40 na França, e baseada em fatos reais, conhecemos a jovem Fanny (Léonie Souchaud) uma menina corajosa e teimosa que vive com as irmãs em um lar repleto de outras crianças judias. Na França, durante a segunda guerra, judeus confiavam seus filhos a diversas instituições encarregadas de protegê-los de qualquer ameaça. Certo dia, com a iminente invasão nazista a instituição que Fanny estava, ela precisa fugir com um grupo de outros pequenos e tentar de todas as formas chegar até o território suíço.

Viajando por lindas paisagens, em contraponto ao caos que os nazistas provocavam naquela época, o grupinho super carismático enfrenta enormes desafios na luta pela sobrevivência. O filme não deixa de mostrar o lado imaginário e dos sonhos dos jovens que a cada pequena oportunidade voltam a ser crianças brincando com os animais ou jogando bola entre uma fuga e outra. As recordações de seus pais geram momentos de muita emoção, cada pequenino enxerga o momento em que vivem de uma maneira, ganhando força na esperança e na amizade. Fanny acaba virando a líder do grupo por acaso, quando as opções desaparecem, é um conflito de emoções muito grande que a jovem precisa enfrentar mas sempre contando com a ajuda de seus amigos.

 

Truman

Um amigo se faz rapidamente, já a amizade é um fruto que amadurece lentamente. Vencedor de alguns prêmios na famosa premiação Goya, o longa-metragem do cineasta espanhol Cesc Gay, Truman, é um projeto que transborda emoção, delicadeza e reúne dois dos grandes atores deste planeta, Javier Cámara e Ricardo Darín. Ao longo dos 108 minutos de fita, somos envolvidos, já nos primeiros minutos, por essa linda história.

Na trama, conhecemos o pacato Tomás (Javier Cámara), um homem de meia idade que mora no Canadá e convencido pela esposa embarca em um vôo para a Espanha onde irá encontrar o seu melhor amigo de toda uma vida, Julian (Ricardo Darín) um ator que está à beira do falecimento por conta de tumores que se espalharam por seu corpo e busca um novo e futuro lar para seu fiel companheiro, Truman. Ao longo de poucos dias, a dupla viverá situações inesquecíveis, misturado a um tsunami emocional, que se juntarão ao grande álbum de amizade que colecionam durante anos.

Os arcos são delimitados, um a um, por um dedilhado sonoro encantador. A trilha sonora é um elogio à parte, tamanha delicadeza e encaixe perfeito chega em nossos corações como uma flecha repleta de emoção. Os diálogos entre os velhos amigos são ótimos, repletos de nostalgia, humor peculiar, carinho, afeto e uma curta chama de esperança. A direção de Cesc Gay é segura e prefere explorar todos os curtos planos da maneira mais simples possível, dando muita veracidade e emoção às sequências.

Reunindo todo tipo de sentimentos e reações das pessoas que Julian encontra nesses últimos dias aproximam o filme de uma realidade e naturalidade que impressiona. O personagem tinha tudo para ser caricato por conta das inusitadas ações que se assegura, mas Darín é Darín. Com uma potência impressionante na arte de prender a atenção do público um dos melhores atores do mundo não deixa também de se auto homenagear interpretando um ator e contracenando nos palcos dos teatros. Grande e conhecida paixão deste tremendo artista. Javier Cámara também brilha bastante, em um papel muito difícil que executa com grande brilhantismo. Reunir dois espetaculares atores dá nisso, um filme inesquecível e comovente que deixará até os corações mais frios, bastante emocionados.

 

Meu Amigo Enzo

A arte de andar na chuva. Chegou aos cinemas brasileiros anos atrás, quase de que maneira desapercebida um lindo filme que além de falar sobre amizade, universo canino, diz muito sobre o poder de nossos sonhos e a importância que a família tem em nossa vida. Dirigido pelo britânico Simon Curtis (A Dama Dourada), baseado em um roteiro adaptado do livro de Garth Stein, dos mesmos produtores de Marley e Eu, Meu Amigo Enzo é uma grande jornada ao redor da vida de um amoroso e carinhoso piloto profissional de carros. Dividido em arcos bem definidos, vamos nos aproximando da história através da narração de Enzo, o cãozinho que vive os dias mais intensos da vida do protagonista.

Na trama, conhecemos Enzo, um cãozinho lindo que foi adotado pelo excelente piloto Denny Swift (Milo Ventimiglia). Seu cachorro está sempre observando suas atitudes e acaba sendo um ótimo narrador para todos os acontecimentos emocionantes que acontecem ao longo dos 100 minutos de projeção. Filosofando sobre os humanos, maternidade, um novo amor de seu dono, e outras questões existenciais, vamos sendo levados ao destino das escolhas e todas as consequências que as cercam.

Pouco divulgado no Brasil, Meu Amigo Enzo segue os padrões de Marley e Eu, no papel principal, talvez o melhor pai da televisão norte americana: Milo Ventimiglia (This is Us), é impressionante como encaixa bem nesse tipo de papel. Longe de ser perfeito como um todo, com clichês para todo lado, recebeu inúmeras críticas negativas. Mas o aval final quem faz é o público, e quando um filme consegue atingir nossos corações, não adianta, vamos gostar de alguma forma dele.

É muito interessante o fato do filme ser narrado por Enzo, questões complexas que lemos nos jornais a cada dia são colocadas na frente e analisadas pelo pensamento canino esperto e amoroso. Tudo influencia quem somos como gente, como animais, a família é a base de tudo e nesse filme essa linda mensagem preenche todas as linhas do roteiro. É um filme para se emocionar e ver com a família.

 

Legalize Já

“Eu quero ver se tu é homem, mané…Do jeito que eu fui e que eu sou.” Dirigido pela dupla Johnny Araújo e Gustavo Bonafé e com uma estética toda em preto e branco, que dão um grande charme ao projeto, ao longo de menos de duas horas de projeção somos testemunhas de um encontro entre sonhadores que mudou para sempre não só a história deles mas toda uma geração musical da década de 90. Pode-se dizer que é uma cinebiografia da famosa banda Planet Hemp mas o filme é muito mais que isso, é um contemplar à amizade e os obstáculos enfrentados por jovens mentes criativas da cultura popular brasileira.

Na trama, conhecemos Marcelo (Renato Góes, com boa atuação) um camelô de blusas de rock and roll que trabalha no centro do RJ que vê sua vida mudar por alguns acontecimentos: a gravidez de sua namorada e o encontro inusitado com um engajado e viciado em música chamado Skunk (Ícaro Silva, em grande atuação). Aos poucos, se conhecendo melhor, entre brigas e vindas, resolvem investir tempo e criatividade no que viria a se tornar a inesquecível banda Planet Hemp.

Uma mistura de emoções contemplam as interseções entre os arcos aumentando a força da curiosidade sobre todos os temas explorados. Tudo que vemos é baseado em uma história real, todos (ou pelo menos a maioria de nós) conhece ou já ouviu falar de Marcelo D2. Mas e Skunk? Praticamente como uma grande homenagem a esse guerreiro sonhador, que descobre o mortal vírus daquela década e acaba não aproveitando as glórias de tudo que criou com D2, antes Marcelo, Legalize Já passa longe de falar somente sobre drogas ou qualquer pré-conceito que podem estabelecer, conta a saga de dois amigos com um dom de por meio das palavras cantadas passar a todos um pouco do que viveram no seu dia a dia até chegarem até ali.

 

Viver é Fácil Com os Olhos Fechados

 

Me ajude, se você puder, me sinto pra baixo e eu aprecio você estar por perto, ajude-me, coloque meus pés de volta no chão. Um dos mais maravilhosos filmes do ano de 2014 fala sobre a vida, a música, a amizade, os Beatles e a arte da simplicidade. Diretamente da terra de Pedro Almodóvar, Viver é Fácil Com os Olhos Fechados é uma singela fábula passada em outros tempos que conta com uma atuação espetacular e emocionante de um dos melhores atores do cinema espanhol atual, Javier Cámara.

Dirigido pelo espanhol David Trueba e passado na década de 60, Viver é Fácil Com os Olhos Fechados conta a história de um inspirador professor, que usa as músicas dos Beatles para ensinar inglês em um colégio religioso espanhol, que parte em uma viagem inusitada com o objetivo de conhecer seu grande ídolo John Lennon que está filmando em uma região isolada na Espanha. No meio dessa jornada, acaba encontrando pelo caminho uma jovem grávida e um jovem que fugiu de casa por conta de seus diversos problemas com o pai. Assim, os três embarcam estrada à dentro em uma jornada que vai mudar a vida de todos eles.

O filme é inspirador, não tem como defini-lo de outra forma. O carisma dos personagens, a direção impecável de Trueba e o roteiro pra lá de emocionante nos levam em uma história que geram lembranças inesquecíveis para se discutir nas mesas de bares. O papel do professor na educação dos jovens é bem explorada, Javier Cámara mostra mais uma vez porque é um dos grandes atores do cinema espanhol da última década, impossível o espectador não se emocionar com as atitudes maravilhosas desse personagem deslumbrante.

Além de toda a doçura, delicadeza e simplicidade na condução essa trama, as letras de John Lennon e dos Beatles são parte de explicações sobre o viver e se juntam a trilha sonora dessa história, transformando triviais sequências em frames que transpiram lições para uma sociedade que muitas vezes não sabe aproveitar as simples coisas da vida. Viver é Fácil Com os Olhos Fechados é um filme inesquecível.

 

Crítica | ‘Quartos Vazios’ – Indicado ao Oscar traduz dor imensurável

Trazendo outros olhares para a dor imensurável das tragédias em escolas que atingiram famílias em todo os Estados Unidos, o curta-metragem documental Quartos Vazios é um belíssimo e comovente filme, construído em meio a uma importante reportagem. Dirigido por Joshua Seftel, o projeto da NETFLIX, indicado ao Oscar 2026, parte do concreto de um registro: dos desabafos de um experiente profissional da comunicação, da emoção dos pais e de imagens que falam por si só.

O jornalista Steve Hartman e o fotógrafo Lou Bopp, vinham produzindo, ao longo de alguns anos, uma reportagem sobre crianças mortas em tiroteios escolares. Faltando três histórias para concluir seu projeto, a ideia é ampliada e se transforma nessa obra documental. Com a permissão dos pais, passam a fotografar os quartos de crianças que perderam a vida em ataques armados em escolas.

Cena de 'Quartos Vazios'
Cena de ‘Quartos Vazios’

Com depoimentos do jornalista, do fotografo e dos pais das crianças, somos conduzidos para uma história de cortar o coração, mas que também deixa belas mensagens sobre o que aqueles lugares significavam para cada uma das crianças e o que representam nos dias de hoje para seus pais. A importância desse registro se torna cada vez maior, quando Steve levanta um ponto crítico ao revisitar a própria carreira e refletir sobre as formas como reportagens sobre tragédias – que levaram a muitos quartos vazios –  foram conduzidas ao longo dos anos.

Cena de Quartos Vazios
Cena de Quartos Vazios

Desde o final da década de 1990, os tiroteios em escolas nos Estados Unidos aumentaram mais de 600% ao ano – um dado alarmante! Esse filme chega para se somar às importantes reflexões sobre políticas de armamento, pauta em constante discussão entre políticos norte-americanos, eleição após eleição. Do Tennessee, passando pelo Texas e chegando à Califórnia, Quartos Vazios amplia seu alcance ao conscientizar e, em apenas 34 minutos, consegue expor com uma sensibilidade profunda a dor imensurável de famílias que precisam, todos os dias, reaprender a viver.

‘American Horror Story: Apocalypse’: A personagem da Kathy Bates é um…?

*Spoilers do segundo episódio abaixo*

Como se já não bastasse todo o mistério sobre como está o mundo depois do apocalipse, o segundo episódio da nova temporada de ‘American Horror Story‘ introduziu uma revelação que ninguém estava esperando. Será que no futuro próximo da série existem… robôs?

A personagem de Kathy Bates, a Senhora Mead, levou um tiro no final do episódio e, ao invés de sangrar, ela começou a escorrer um líquido branco e parecia que estava entrando em curto. Ninguém sabe exatamente o que está acontecendo, ainda mais se considerarmos que essa temporada ainda tem muito o que apresentar (será o crossover entre Murder House e Coven, porém nenhum dos personagem dessas temporadas deram as caras ainda), mas parece bem o estilo do Ryan Murphy de introduzir tramas aleatórias.

A pergunta que fica não é nem se a Mead é mesmo um robô, mas sim se a revelação terá uma justificativa/relevância ou servirá apenas como um choque gratuito para os espectadores.

A 8ª temporada de ‘American Horror Story’, denominada ‘Apocalypse’, estreou na última quarta-feira (12) foi marcada por muita expectativa, mas parece que a série de terror de Ryan Murphy já não tem o mesmo entusiasmo de antes e, mesmo sendo crossover entre ‘Murder House’ e ‘Coven’, não atraiu o público.

De acordo com os números de apuração divulgados pelo The Wrap, o primeiro episódio da 8ª temporada foi a pior estreia da série, atraindo uma audiência de 3.08 milhões de espectadores, o que é queda significativa do número de 3.93 milhões da 7ª temporada.

A 8ª temporada temporada também será uma das mais curtas da série, com apenas 10 episódios, se igualando à sexta temporada, ‘Roanoke’ – que até então possuía o título de mais curta. A média de episódios da produção costuma ser de 12 ou 13 por ciclo.

No Brasil, a nova temporada está sendo exibida no canal FX, as quintas-feiras, às 16h

O grandioso elenco conta com Taissa Farmiga, Sarah Paulson, Evan Peters, Emma Roberts, Kathy Bates, Joan Collins, Billie Lourd, Cheyenne Jackson, Leslie Grossman, Billy Eichner e Adina Porter.

 

‘X-Men: Fênix Negra’: Novo trailer recapitula história da franquia; Assista!

O longa ‘X-Men: Fênix Negra‘ ganhou um novo trailer legendado.

Confira:

Dirigido por Simon Kinberg, o filme será situado em 1992, dez anos após os eventos de ‘X-Men: Apocalipse‘.

Os X-Men enfrentam seu inimigo mais formidável e poderoso: um deles, Jean Grey. Durante uma missão de resgate no espaço, Jean é quase morta quando é atingida por uma misteriosa força cósmica. Quando ela volta para casa, essa força não só a torna infinitamente mais poderosa, mas muito mais instável. Lutando com essa entidade dentro dela, Jean desencadeia seus poderes de maneiras que ela não pode compreender nem conter. Com Jean fora de controle, e ferindo aqueles que ela mais ama, ela começa a desvendar a linha que mantém os X-Men juntos. Agora, com esta família desmoronando, eles devem encontrar uma maneira de se unir, não apenas para salvar a alma de Jean, mas para salvar nosso próprio planeta de alienígenas que desejam se armar com essa força e governar a galáxia.

O grandioso elenco conta com James McAvoy, Jennifer Lawrence, Sophie Turner, Jessica Chastain, Nicholas Hoult, Michael Fassbender, Tye Sheridan, Evan Peters, Alexandra Shipp e Kodi Smit-McPhee.

X-Men: Fênix Negra‘ será lançado nos cinemas nacionais em 6 de junho.

 

Os 11 Piores Filmes Originais da Netflix

A Netflix dificilmente acerta em seus filmes originais, mas atingiu um recorde negativo com seu novo filme de ação, intitulado ‘The Last Days of American Crime‘. Estrelada por Édgar Ramirez, a ação já está concorrendo ao título de uma das piores produções do ano e abriu com 0% de aprovação no Rotten Tomatoes, com nota 2.87/10 baseada em 21 reviews (até o momento).

Pensando nisso, o CinePOP resolveu listar para você os piores filmes originais produzidos pela Netflix. E para tudo ficar mais democrático, como sempre, a pesquisa foi feita em cima da opinião do grande público – o que pode incluir críticos, cinéfilos, profissionais da indústria, especialistas, entusiastas e o espectador comum.

Antes de começarmos a lista, vale dizer que nem todos os filmes rechaçados por gregos e troianos encontraram lugar na lista, então aqui vão algumas menções honrosas (ou desonrosas) de filmes que são difíceis de defender: O Paradoxo Cloverfield (2018), Zerando a Vida (2016), História Real de um Assassino Falso (2016), Campo do Medo (2019), Perda Total (2018), O Silêncio (2019) e Pai do Ano (2018).

Sem mais delongas, vem conhecer.

11 | Sandy Wexler (2017)

Para não dizer que somos injustos e perseguimos Adam Sandler (que este ano pode ser indicado ao Oscar por Uncut Gems), vale ressaltar mais uma vez que esta lista se baseou na opinião geral do grande público. Curiosamente, o filme mais criticado da parceria entre Sandler e a Netflix foi Zerando a Vida, produção que não entrou na lista. Neste longa, o ator interpreta um agente de talentos, sempre visando o melhor para seus clientes, e em busca de novos astros. O filme é criado na forma de mockumentary, com depoimentos de personalidades reais sobre o personagem fictício – e para isso, Sandler usa sua influência conseguindo diversas participações de peso.

10 | Lá Vem os Pais (2018)

Ao contrário de Sandy Wexler, que possui uma pegada de drama, este longa recai mais para o humor escrachado, daí o possível motivo da rejeição dos fãs. Na trama, Sandler e o colega comediante Chris Rock são os pais de jovens noivos que estão para se casar (o primeiro, o pai da noiva, e o segundo, do noivo). De personalidades diferentes e classes sociais também, os dois precisarão conviver e fazer o dia especial de suas crias dar certo.

09 | The Titan (2018)

Depois de dois filmes da franquia Fúria de Titãs (2010 e 2012), o ator Sam Worthington retornou para protagoniza outro longa com a palavra no título. Este, porém, de um gênero e roteiro bem diferentes. Produção subestimada, é até injustiça colocar o longa na lista – bem, ao menos a meu ver, já que o filme foi realmente bem destratado pelo grande público. Uma ficção científica, The Titan mistura elementos de clássicos do gênero (como A Mosca, de Cronenberg) para contar a história de astronautas se preparando para explorar o espaço, e para isso precisando alterar seu DNA. O elenco traz ainda duas atrizes belas e talentosas, a prata da casa Taylor Schilling e Nathalie Emmanuel.

Crítica Netflix | The Titan – Ficção Científica com Taylor Schilling, musa da casa

08 | Os 6 Ridículos (2015)

Primeiro filme da parceria Sandler/Netflix, Os 6 Ridículos foi lançado no mesmo ano em que Quentin Tarantino estreava seu Os 8 Odiados. Se foi coincidência ou uma brincadeira saudável com o cineasta não me pergunte. Aqui, Sandler também protagoniza um faroeste, mas na trama apresenta personagens muito improváveis se descobrindo irmãos e precisando se unir para um bem maior. A comédia tem seus momentos.

07 | IO – O Último na Terra (2019)

Lançada este ano, esta ficção científica traz como protagonista a jovem Margaret Qualley, vista recentemente na obra de Quentin Tarantino, Era uma Vez em Hollywood. A ficção é um gênero no qual a Netflix gosta de apostar, mas nem sempre acerta. Aqui, Qualley vive uma cientista lutando para salvar a Terra da extinção, numa realidade de um futuro apocalíptico. Neste novo mundo devastado, ela acaba encontrando outro sobrevivente, interpretado por Anthony Mackie (o Falcão da Marvel), que, ao contrário dela, deseja deixar o planeta na próxima aeronave.

06 | Cascavel (2019)

Uma das produções mais recentes da lista, este filme mistura elementos de terror, com drama e mistério. O mal de muitas produções da Netflix é querer entupir seus roteiros com reviravoltas mil – como The Perfection, por exemplo. Muitos filmes começam de uma forma, abordando um tema, somente para depois abandoná-lo, se tornando algo totalmente diferente, muitas vezes jogando um balde de água fria no espectador. É o caso com este filme protagonizado pela talentosa Carmen Ejogo, que começa como um thriller desesperador de sobrevivência, quando a atriz tem que salvar sua filha de uma picada de cobra, e evolui para algo do tipo Arraste-me para o Inferno.

Crítica | Cascavel – Suspense da Netflix simplesmente não tem história

05 | O Último Capítulo (2016)

Filmes de casas assombradas podem render obras arrepiantes ou enfadonhas, dependendo de sua confecção. E aqui, segundo o grande público, este thriller sobrenatural recai no segundo item. Na trama, Ruth Wilson interpreta uma enfermeira contratada para tomar conta de uma famosa autora de livros de terror reclusa. No local, a protagonista começa a perceber que a lenda da velha mansão amaldiçoada pode ser mais real do que imagina.

04 | Death Note (2017)

Outro filme pelo qual o grande público pegou implicância. Uma das maiores reclamações aqui é que esta obra desvirtuou a ideia de seu material original. Bem, interpretações de uma história sempre são mais interessantes do que apenas se copiar o que já foi feito. Aqui temos boas atuações de LaKeith Stanfield como L, e principalmente o grande Willem Dafoe como o demônio Ryuk. E novamente no elenco, a jovem Margaret Qualley, no papel do objeto de afeto do jovem Light (Nat Wolff), um rapaz que assim como Aladdin, descobre um “gênio” que lhe concede desejos – mas ao invés de uma lâmpada, temos um livro.

Crítica | Death Note – adaptação de desenho japonês acerta no tom

03 | Seis Vezes Confusão (2019)

O humorista Marlon Wayans resolve dar uma de Eddie Murphy em sua segunda colaboração com a Netflix. Nesta comédia, ele vive um sujeito que descobre ter cinco irmãos gêmeos. E parte numa jornada para encontrá-los e conhecê-los. É claro que tudo não passa de uma desculpa para Wayans interpretar todos eles e tentar tirar graça das situações. Assim, ele pode viver um irmão com sobrepeso, uma presidiária, um malandro, um esnobe e um doente terminal, todos estereotipados e exagerados como Wayans gosta.

02 | The Last Days of American Crime (2020)

Last Days Of American Crime – Edgar Ramírez – Photo Credit: Netflix / Marcos Cruz

O que esperar de um filme cujo título é ‘The Last Days of American Crime’ – que, em português seria “os últimos dias de crime americano”? Só o título já demonstra toda a pretensão dessa produção, seja por se autodenominar “americano” (quando, americanos são todos os nascidos nas Américas, e não só quem nasceu nos Estados Unidos), seja pela pretensa ilusão de propor o fim da criminalidade naquele país, ainda que na ficção. E ainda usou 2h30 pra contar isso.

É tanto problema nesse filme, que fica difícil eleger o principal. ‘The Last Days of American Crime’ é desses filmes que já na primeira cena você tem o tom do que está por vir – e é dali pra baixo. Pretensioso, cafona e gratuitamente violento, é uma grande produção, com explosivos e carros batendo, mas não vale o tempo do espectador.

Crítica | The Last Days of American Crime – Filme de Ação da Netflix é Cafona, Violento e Constrangedor

 

01 | Vende-se Esta Casa (2018)

E o grande vencedor (ou “perdedor”) não poderia ser outro. Pobre Dylan Minnette, que precisou protagonizar o filme que é tido como a pior produção original da Netflix até o momento. Desde que foi lançado, este suspense sobre um rapaz e sua mãe se mudando para uma misteriosa casa, vem sendo detonado pelos críticos e o público sem dó nem piedade. Um thriller/terror onde nada acontece, e dono de uma reviravolta pra lá de insatisfatória, não existe muito argumento que possa defender este longa de ocupar a primeira posição dos piores filmes originais da Netflix.

Crítica | Vende-se Esta Casa – Suspense da Netflix é ASSUSTADORAMENTE ruim

Remakes, continuações e originais de sucesso – Os filmes de TERROR que completam 20 anos em 2025

Exorcismos, armadilhas mortais, torturas, magia negra, casas de cera, mortos-vivos, casas assombradas, cavernas inexploradas e até um albergue europeu, uma leva de filmes de terror icônicos completa duas décadas de existência — e, para os fãs do gênero, é uma oportunidade perfeita para revisitar (ou finalmente conhecer) algumas obras que marcaram a virada do milênio. Lançados em 2005, esses títulos carregam o espírito de uma era que misturava o medo psicológico com o horror gráfico, e começaram a moldar o gosto de uma nova geração que crescia entre fitas VHS, DVDs e os primeiros fóruns de discussão sobre cinema de gênero. De produções independentes que surpreenderam ao mundo a grandes estúdios apostando pesado em sustos e sangue, o ano foi especialmente frutífero.

É também interessante perceber como essas obras resistiram (ou não) ao teste do tempo: algumas viraram franquias bilionárias, outras se tornaram cults adorados, e há aquelas que simplesmente ficaram esquecidas — mas que agora ganham uma chance de brilhar novamente. Em comum, todas representam um retrato curioso do que assustava o público há vinte anos: casas assombradas, jogos sádicos, possessões demoníacas e muito body horror. Nesta matéria, vamos revisitar esses títulos com um olhar nostálgico, curioso e, claro, com a lanterna ligada — porque até hoje, algumas dessas histórias ainda provocam arrepios.

Jogos Mortais 2

A palavra de ordem em Hollywood para todo filme comercial que dá certo é: sequência. Quando o gênero é o terror então, isso é praticamente uma obrigação. Assim o cult ‘Jogos Mortais’ (2004), que foi muito comparado a ‘Seven’ em seu lançamento, precisou gerar uma continuação, mesmo que não pedisse por uma necessariamente. Mas até que deu certo. Desta vez, ao invés de duas pessoas restritas a um banheiro encardido, tínhamos meia dúzia de pessoas dentro de uma casa inteira de armadilhas mortais. Porém, mal sabiam que dariam início a uma franquia interminável, que já conta com 10 filmes e o 11º é prometido. Mas o segundo foi o último verdadeiramente interessante.

O Albergue

Para o bem ou para o mal, o sucesso de ‘Jogos Mortais’ terminou por criar o subgênero conhecido como ‘Torture Porn’, ou seja, aquele tipo no qual as cenas altamente explícitas de mortes e tortura contam mais do que qualquer outro elemento, como história, atuações ou suspense. Tudo terá seus fãs. E também seus imitadores. Assim, no mesmo ano do segundo ‘Jogos Mortais’, ganhávamos também ‘O Albergue’, segundo filme do diretor Eli Roth, sobre turistas americanos desavisados, caindo nas garras de um albergue eslovaco que promove a venda de seus hóspedes para milionários sádicos. Já viu, né?

O Exorcismo de Emily Rose

Nem só de “torture porn” viveu o terror há 20 anos, tivemos também obras baseadas em histórias reais, que intrigam ao mesclar fantasia e realidade. A pergunta que fica é: a jovem Emily Rose estava realmente possuída por espíritos malignos, ou ela sofria com surtos epilépticos? Sua condição era espiritual ou médica? Esse é o ponto forte desta pequena pérola do diretor Scott Derrickson (‘O Telefone Preto’), a dúvida que o longa nos propõe, podendo ser analisado das duas formas – e desta maneira sendo mais do que apenas um filme de terror. Com atuações poderosas de gente como Laura Linney, o saudoso Tom Wilkinson e a revelação de Jennifer Carpenter como a personagem título, ‘O Exorcismo de Emily Rose’ infelizmente não é tão comentado hoje como era há 20 anos.

A Chave Mestra

Continuando pela temática sobrenatural e da religião, aqui ao invés do catolicismo e de exorcistas, mergulhamos na cultura negra americana, nas religiões de matrizes africanas e em especial o vodu. Uma das obras do gênero mais subestimadas dos últimos anos, o longa é um prato cheio para os que apreciam a cultura dessa parte do sul dos EUA, dos pântanos e dos “bayous”, se mostrando também um digno herdeiro de clássicos como ‘Coração Satânico’ (1987). Kate Hudson é a loirinha da vez, no papel de uma jovem aceitando trabalho como cuidadora de um senhor idoso. No local, ela suspeita que a mulher do idoso esteja tentando fazer mal a ele, mas irá adentrar uma trama repleta de reviravoltas, que fala diretamente ao passado escravista e lida com certa reparação histórica.

A Casa de Cera

Existe uma trilogia involuntária com bons e subestimados filmes de terror que estrearam há 20 anos, cada um usando um segmento diferente do terror e vindos de estúdios diferentes. Ela é formada por ‘O Exorcismo de Emily Rose’ (da Sony/Columbia), ‘A Chave Mestra’ (da Universal) e ‘A Casa de Cera’ (da Warner). Todos eles são mais do que você espera. Esse aqui tentou dar sobrevida ao gênero slasher em meados dos anos 2000, após ter sido revivido no fim dos anos 90 – com ‘Pânico’. Na verdade, se trata de uma reimaginação moderninha de um clássico do horror gótico, com Vincent Price. Aqui, um grupo de jovens vai parar acidentalmente em uma cidadezinha abandonada por Deus, onde funciona um museu de cera repleto de segredos.

Horror em Amityville

Ryan Reynolds em um filme de terror? Sim, temos! Embora não seja tão conhecido por filmes mais intensos, o ator já andou molhando os pés em thrillers e filmes de terror. O mais famoso deles em seu repertório é ‘Horror em Amityville’, aposta ambiciosa da MGM para o remake de um clássico da década de 1970. Em resumo, os filmes Amityville são sobre casas assombradas, nos quais os moradores do endereço são subitamente tomados por alucinações que os leva à loucura e a fazer mal para seus entes queridos. É dito também ser baseado em uma história real.

Terra dos Mortos

Que tal um filme de terror comandado por uma verdadeira lenda do gênero, dentro de um tipo de filme que ele criou e fez escola? Nada melhor. Há 20 anos, o saudoso George Romero entregava o quarto filme de sua saga de mortos-vivos (e o último verdadeiramente bom) – ele seguiria, infelizmente por mais dois longas completamente esquecíveis. Voltando para o que foi bom, o grande diretor, que é o pai dos zumbis no cinema, voltava ao tema e como de costume seus filmes tinham mais a dizer sobre a sociedade do que meramente sustos fáceis. Aqui ele voltava à crítica social do primeiro, apresentando uma luta de classes: os ricos vivem em coberturas superprotegidas enquanto os pobres precisam viver embaixo junto com os mortos-vivos. Fora isso, continuando a narrativa de ‘Dia dos Mortos’, os zumbis evoluem e aprendem, mostrando que os verdadeiros vilões são os humanos.

Abismo do Medo

No terreno dos filmes desconhecidos que se tornaram cult e depois ficaram famosos, temos essa obra independente europeia, que pegou o mundo de surpresa e nesses 20 anos conseguiu se tornar um dos melhores e mais apreciados filmes do gênero. A trama é simples, mas muito eficiente. Um grupo de alpinistas formado apenas por mulheres decide praticar rapel em uma caverna subterrânea. Uma delas está em processo de luto após ter perdido o marido esportista em um acidente de carro. Um ano depois, essa é a forma com a qual ela decide superar o trauma. As seis amigas partem para a aventura, porém, irão encontrar um terror inimaginável no subterrâneo dessas cavernas inexploradas.

Wolf Creek: Viagem ao Inferno

Seguindo pelo terreno das produções independentes, longe de Hollywood, mas que se tornaram cult ao ponto de serem considerados alguns dos melhores exemplares do gênero, temos a produção australiana ‘Wolf Creek’. Na época, a crítica chegou a chamar o longa de “a verdadeira história de Crocodilo Dundee”. Também baseado em uma história real, o longa acompanha um trio de mochileiros se deparando com um caçador australiano, que se revela um verdadeiro psicopata sádico. Com toques de ‘O Massacre da Serra Elétrica’, o filme ganhou status de cult e até hoje é citado como exemplar inquietante do terror.

O Chamado 2

Finalizando a matéria, temos um exemplo do clássico “um raio não cai no mesmo lugar duas vezes”. O filme ‘O Chamado’ (2002) foi o primeiro de uma onda de remakes americanos de sucessos do terror japonês, seguido por ‘O Grito’ (2004) e outros. O filme fez de Naomi Watts uma estrela internacional, e ainda se mantém como não apenas uma das melhores refilmagens do gênero (ajudando a popularizar a assombração Samara), como um dos melhores filmes de terror dos últimos 25 anos. Assustador em diversos sentidos, o desfecho é especialmente bom por não trazer um final feliz, condenando, de certa forma, a humanidade. Mas como dito no início, fez sucesso, então precisou ter continuação. Toda a graça se esvaiu nessa sequência, digamos, desnecessária (para sermos educados). O curioso é que o diretor aqui é o mesmo da versão japonesa. Aliás, você sabia que existe um ‘O Chamado 3’ americano? Pois é, ele foi lançado em 2017.

Bônus: Água Negra

Não poderíamos terminar a matéria sem falar da investida do nosso Walter Salles no mercado Hollywoodiano. Infelizmente, o diretor do excelente ‘Ainda Estou Aqui’ não obteve o melhor dos resultados em sua grande oportunidade internacional, que poderia ter aberto portas para novos projetos na maior meca do cinema no mundo. Pegando o gancho de ‘O Chamado’ acima, ‘Água Negra’ também se trata de um remake americano de uma produção japonesa de sucesso. Apesar de não ter feito o sucesso esperado na época, o longa é um bom filme de terror, que nunca recebeu o carinho devido do grande público, se tornando no máximo cult. Na trama, a vencedora do Oscar Jennifer Connelly vive com sua pequena filha em um prédio detonado em uma área pobre da cidade. No local, estranhos acontecimentos começam a ocorrer, que podem estar ligados a antigos moradores do local.

23 anos de Cinderela Baiana | Por que o filme se tornou um clássico trash cult brasileiro?

Dá para endireitar algo que começa torto? Em 1998, mesmo ano em que Titanic conquistava tudo que era prêmio no Oscar, que talvez o melhor filme já feito aqui no Brasil era lançado nos cinemas (Central do Brasil), ano que o nosso país escolhia Sheila Mello como a nova loira do Tchan (vencendo 3.500 candidatas), chegava ao mercado audiovisual brasileiro um dos projetos que mais ficaria na lembrança de todos que tiveram a oportunidade de o assistir: Cinderela Baiana. Dirigido por Conrado Sanchez, produzido por Antonio Polo Galante, e protagonizado pela dançarina Carla Perez o filme é uma tentativa de musical dentro de um contexto dramático mostrando a história de vida da sofrida Carla, que vê seu mundo mudar quando é escolhida para ser dançarina de um grande show de um caricato empresário.

Com essa curta sinopse você leitor que nunca viu esse projeto já pode imaginar mais ou menos o que vem pela frente caso dê play. Ultrapassando as profundezas do ruim, em uma espécie de  fenômeno temporal de gerações, poucas vezes vistos no mundo do cinema, acabaram tornando Cinderela Baiana um trash cult, um filme que se assistirmos para nos divertir conseguimos rir bastante com os inúmeros erros técnicos e a forma extremamente amadora de interpretações.

Sendo assim, reunimos nessa matéria, alguns pontos que podem ter ajudado esse filme a se tornar uma espécie de clássico trash cult brasileiro.

 

Uma jornada épica porém mal filmada

A protagonista é uma heróina! Teve uma infância sofrida, seus pais se esforçavam em trabalhos que não pagavam quase nada e muitas vezes não tinham dinheiro para alimentar a filha. A mãe Maria (Juliana Calil) e a jovem Carla inclusive iam até a beira da estrada em busca de algumas moedas jogadas por caminhoneiros que passavam pelo lugar. O pai de Carla, Gomes (Armindo Bião) acaba conseguindo um emprego em Salvador em um escritório de contabilidade a partir da ajuda de um amigo. Só que paralelo a isso sua esposa falece por um problema no pulmão. Assim, somente pai e filha embarcam para uma viagem que iria mudar suas vidas.

 

A ingenuidade da protagonista é facilmente detectada mesmo em uma atuação sofrível da carismática Carla Perez e os caricatos personagens

Algumas das coisas que mais chama a atenção nesse projeto são os personagens quase em formas de caricaturas que volta e meia aparecem na trajetória da protagonista, além, de uma ingenuidade ligada à imaturidade de uma sofrida protagonista que usa a dança como remédio para fugir dos pensamentos de sua realidade triste, sem oportunidade, andando com os pés descalços por uma Salvador dançante. Voltando aos personagens, um se destacada, deixando qualquer cinéfilo perplexo: Pierre (personagem de Perry Salles), o empresário de Shows famosos que objetiva fazer de Carla uma rainha da dança (e lucrar muito em cima dela) chega a ser bizarro em muitos momentos, fugindo de qualquer realidade seja aqui ou em Marte.

 

Há uma tentativa de crítica social, abordando o preconceito mesmo que em cenas toscas, muito mal interpretadas e dirigidas

O projeto busca criar mensagens, colocar pontos para reflexão, mas completamente sem noção de qualquer técnica minimamente interessante pensando cinematograficamente. Passa rapidamente pela questão da fé, sobre a cena cultural baiana. Mas parece que não se leva a sério, nem quando busca sentido para a amizade da personagem principal com os amigos dos tempos de Alagados (bairro pobre de salvador localizado na Península de Itapagipe e instalado numa região de manguezal). Um desses amigos, Chico, é interpretado pelo ator Lázaro Ramos em um de seus primeiros trabalhos no cinema.

 

Flash Mob com temática nos primórdios do Axé

Um dos pontos mais marcantes nesse filme é a instantaneidade com que as músicas saltam na tela de repente. Tudo é motivo para se dançar. Na alegria ou na tristeza, tudo se dança. A trilha sonora é composta por algum cd dos melhores do axé music da época, lá do início desse gênero musical. Até o Araketu já existia! Causam perplexidade algumas cenas de dança, não sei se é pra rirmos ou se é pra chorarmos. Parece em muitos momentos um grande flash mob não coreografado!

 

Possui um final que é mais visto do que o próprio filme

O final de Cinderela Baiana, com a ‘Carla do futuro’ já consolidada como artista, saindo de seu carrão com uma roupa para dançar ‘Segure o Tchan’, voltando ao lugar onde começa a trajetória de sua personagem, possui falas inesquecíveis. Só essa parte final de alguns minutos, é mais vista pelos curiosos e curiosas do que o próprio final em si.

 

Cinderela Baiana, pode ser entendido (ou melhor, não entendido) de várias formas. Um dos filmes brasileiros com menor nota no IMDB, o mais famoso filme trash feito no nosso país, não passa de uma tentativa de musical com música alta e pessoas dançando aleatoriamente mas nunca deixou nem vai deixar de ser um clássico sempre lembrado.

 

Feriado prolongado em casa? 10 filmes imperdíveis para maratonar

Carnaval chegou, e muitas pessoas aproveitam esse feriado prolongado para se jogar no sofá e fazer uma maratona de filmes! Se esse é seu caso, chegou ao lugar certo! Segue abaixo uma lista de filmes para você assistir no conforto do seu lar nesses dias descanso:

 

Os Cantores (Netflix)

Em uma noite gelada, alguns homens estão em um bar desabafando sobre suas vidas. De repente, um deles lança um desafio inusitado: descobrir quem canta melhor. Assim, surpresas começam a surgir. O filme foi indicado ao Oscar 2026.

 

Está Tudo bem Comigo? (HBO MAX)

Na trama, conhecemos Lucy, uma mulher acomodada com sua vida que trabalha em um SPA. Quando sua melhor amiga Jane é promovida no trabalho e vai mudar de cidade, sua vida ganha novos ares e ela embarca na total descoberta da autoconfiança.

 

Camponeses (HBO MAX)

Jagna é uma jovem sonhadora e delicada que mora numa pequena aldeia dominada por homens gananciosos. Quando é seduzida por Antek, um homem casado, acaba tendo um casamento arranjado com o pai dele, Boryna, o mais rico homem da região. Levada por uma correnteza de incertezas, com a inveja dos outros integrantes do lugar dando início a fofocas cruéis, aos poucos vai entrando em rota de colisão com todos do lugar.

 

O Despertar de Motti (Netflix)

Na trama, conhecemos o tímido Motti Wolkenbruch (Joel Basman), um jovem exemplar que se dedica à faculdade de economia de tarde e pela manhã ajuda seu pai na contabilidade da empresa da família. Ele enfrenta o maior obstáculo da vida quando se apaixona por Laura (Noémie Schmidt). Motti, movido por esse sentimento tão grandioso que temos como o amor, quer navegar e ser comandante de seu próprio destino, nada arranjado.

 

Uma Vida de Esperança (Prime Video)

Inspirado em fatos reais, esse longa-metragem nos leva até a história de um homem marcado por tragédias que precisa reunir forças para cuidar da filha, que precisa de um transplante urgente. Seu destino se cruza com o de uma cabelereira que o ajuda a encontrar soluções.

 

A Grande Inundação (Netflix)

A trama, ambientada em uma Seul (Coreia do Sul) dos tempos atuais, gira em torno de An-Na (Kim Da-mi Koo), uma cientista e pesquisadora que acorda em um dia com um tsunami atingindo o prédio de 30 andares onde mora com o filho, Ja In (Kwon Eun-sung). Correndo contra o tempo para encontrar uma saída em meio ao caos, seu destino se cruza com o agente de segurança Hee-jo (Park Hae-soo), que está no local para resgatá-la. Aos poucos, vamos entendemos que essa história não se resume só a isso, com algo misterioso sendo revelado aos poucos.

 

O Alfaiate (Universal +)

Na trama, conhecemos o britânico Leonard (Mark Rylance), um experiente alfaiate que após uma tragédia se mudou para Chicago em meados da década de 1950. Nesse novo lugar, acabou se envolvendo – mesmo que de forma indireta – com a máfia. Quando em uma noite, uma série de acasos acontecem, o alfaiate precisará de muita habilidade para se livrar de uma peculiar situação.

 

Emily, a Criminosa (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Na trama, conhecemos Emily (Audrey Plaza), uma jovem sem família, com poucos amigos, que trabalha num serviço de buffet numa grande cidade norte-americana. Sofrendo com o desgaste da solidão, com uma enorme dívida estudantil, certo dia acaba se envolvendo com um grupo que aplica golpes com cartões de crédito. Conforme o tempo passa, Emily se afunda nas desilusões, tornando a nova maneira de ganhar dinheiro cada vez mais brutal.

 

Sonhos (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Uma mulher da alta sociedade norte-americana (Jessica Chastain), diretora de uma fundação de renome, se apaixona perdidamente por um bailarino mexicano (Isaac Hernández) que está ilegalmente nos Estados Unidos. Ao longo desse relacionamento que se mostra conflituoso, situações vão colocando os personagens em dilemas, até o último suspiro dessa relação.

 

Oeste Outra Vez (Telecine)

Na trama, conhecemos o amargurado Totó (Ângelo Antônio), dono de um bar decadente, que após ser abandonado pela companheira, resolve acertar as contas com um outro morador da cidade onde mora, Durval (Babu Santana). Totó então contrata Jerominho (Rodger Rogério), que diz ser um competente pistoleiro, para matar Durval. Mas as coisas não saem conforme o planejado, levando essa história para uma série de desencontros rumo às profundezas da solidão.

 

‘Coringa’: Fã cria arte SENSACIONAL do ator Joaquin Phoenix como o personagem

Um fã recriou o visual do ator Joaquin Phoenix como o ‘Coringa‘ em nova arte SENSACIONAL.

Confira:

Finalmente a Warner Bros. divulgou um vídeo mostrando, pela primeira vez, Joaquin Phoenix caracterizado com o Palhaço do Crime. Além disso, foi divulgado o logo do filme em um claquete:

 

A revista People divulgou uma nova imagem dos bastidores de ‘Coringa’.

O longa estrelado pelo vilão do Batman será chamado de ‘Coringa’ por aqui, como era esperado, e chegará um dia antes da estreia norte-americana, em 3 de outubro de 2019.

Confira também um vídeo dos bastidores e algumas imagens direto do set do filme:

A trama deve explorar a cultura noturna da cidade de Nova York, dando destaque inclusive a clubes de strip-tease. Ou seja, é muito provável que o filme seja para maiores de idade.

‘Coringa’: Joaquin Phoenix diz que não se importa com opinião dos fãs sobre sua interpretação

Filme de origem do Coringa será ‘assustador’, afirma Joaquin Phoenix

O plano é lançar um novo selo chamado de DC Dark ou DC Black, parte de uma mudança de estratégia da Warner após o péssimo resultado de ‘Liga da Justiça’ nas bilheterias.

O longa contará com o orçamento de US$ 55 milhões, valor relativamente baixo.

A produção que trará a origem do personagem realmente terá o envolvimento do cineasta Martin Scorsese.

“20 anos antes do Batman salvar a cidade na trilogia de ‘Cavaleiro das Trevas’, Gotham era um lugar perigoso. Nos cantos onde o crime se escondia, um homem tenta escapar do seu terreno desafortunado, através de uma paixão pela teatralidade e pela comédia stand-up. No entanto, um dia ruim é tudo o que basta nesta cidade, e logo, este homem de boas intenções se tornou o criminoso mais perigoso de todos: o Coringa. Dirigido pelo indicado ao Oscar, Todd Phillips (‘Cães de Guerra’) e produzido pelo vencedor do Oscar, Martin Scorsese (‘Os Bons Companheiros’), esta prequel do indicado ao Oscar, Christopher Nolan, ‘Cavaleiro das Trevas’, vai explorar como o Palhaço Príncipe do Crime veio a se tornar o que é”.

Vale ressaltar que a história deve se passar em uma Gotham City dos anos 80, além de estar separado do atual Universo Estendido DC, fazendo parte de um novo selo para filmes independentes com os personagens DC Comics.

‘Godzilla 2: O Rei dos Monstros’ ganha belíssimos novos banners; Confira!

Godzilla: O Rei dos Monstros‘ ganhou novos banners incríveis.

Confira:

Revelado como ‘Kong – A Ilha da Caveira’ se conecta a ‘Godzilla’ [SPOILER]

‘Godzilla’: Estúdio planeja ter um Universo Cinematográfico completo em 2020

Na sequência do sucesso mundial de ‘Godzilla‘, de 2014, e ‘Kong: A Ilha da Caveira‘, lançado este ano, chega o próximo capítulo do MonsterVerse cinematográfico da Warner Bros. Pictures e Legendary: um épico de ação e aventura que coloca o Godzilla contra alguns dos monstros mais conhecidos da história da cultura pop. A nova história acompanha os esforços heroicos da agência criptozoológica Monarch à medida que seus membros combatem uma série de monstros gigantes, incluindo o poderoso Godzilla, que enfrenta Mothra, Rodan e o maior de seus inimigos, o tricéfalo King Ghidorah. Quando estas supercriaturas primitivas – que se acreditava não passarem de mitos – ressurgem, competem pela supremacia, colocando a humanidade em risco.

O elenco conta com Kyle Chandler, Vera Farmiga, Millie Bobby Brown, Bradley Whitford, Sally Hawkins, Charles Dance e Thomas Middleditch.

Warner Bros. agendou o lançamento para 31 de maio.

 

Dia do Cinema Brasileiro – 20 Comédias Nacionais para Você Rir no Telecine

Rir é sempre o melhor remédio. Nosso cotidiano nem sempre é fácil, e o cinema serve como válvula de escape para abstrairmos da dureza e fugirmos para um mundo mágico. Diversos contadores de história renomados começaram assim suas trajetórias, através de sua paixão pelo que viam em tela. Afinal, filmes podem ser inspiradores e nos fazer refletir. Mas também podem ser entretenimento, diversão e distração – o que não exclui conteúdo.

No Brasil, a grande preferência quando falamos em tela grande são as comédias – filmes que consigam fazer o público ponderar sobre certos assuntos de uma forma mais descompromissada e irreverente, e se ainda de quebra nos fizer rir (muitas vezes de nós mesmos), soma ainda mais. Pensando nisso, o CinePOP dá continuidade à sua série de dicas de produções recentes do Telecine, para você conferir no conforto de sua casa. Desta vez, vamos gargalhar com as comédias nacionais no acervo da rede. Vem conhecer.

De Pernas pro Ar 3

Começamos a lista com o filme protagonizado por nossa querida parceira Ingrid Guimarães. Uma das franquias de maior sucesso do cinema nacional, a terceira parte das aventuras de Alice Segretto traz a protagonista flertando com a aposentadoria. Sete anos se passaram desde o segundo filme, e desta vez a personagem de Guimarães vê surgir bem debaixo de seu nariz uma prodígio em seu ramo – papel da talentosa e carismática Samya Pascotto. Completando os atrativos, essa é a primeira vez de uma mulher na direção da franquia, e a escolha não poderia ter sido melhor com Julia Rezende, de Ponte Aérea (2015), no comando.

Minha Vida em Marte

Por falar em comédia de sucesso, temos outra franquia super girlpower chegando na lista. Baseado na comédia da própria protagonista Mônica Martelli (peças e séries de TV), Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou (2014) narrava as desventuras de uma mulher atrás de um homem para chamar de seu. Agora, depois de ter encontrado e se casado, o relacionamento passa por águas turbulentas nesta nova fase de sua vida. Aproveitando o auge de popularidade em que se encontra o humorista Paulo Gustavo, seu personagem ganha mais destaque dentro da trama nesta continuação.

Vai que Cola 2: O Começo

O mais recente lançamento no Telecine, esta é a continuação da comédia de 2015, que por sua vez é a adaptação de um seriado do canal Multishow para as telonas. E se Minha Vida em Marte acrescenta mais Paulo Gustavo em sua trama, Vai que Cola 2 segue o caminho inverso sem seu personagem na sequência. A opção foi por uma inusitada, mas criativa, história de origem, mostrando como a trupe se conheceu e como surgiu a pensão da Dona Jô (Catarina Abdalla).

Turma da Mônica: Laços

A tão esperada adaptação para o cinema, com atores de carne e osso, das queridas histórias em quadrinho criadas por Maurício de Sousa finalmente saíram do papel. Gerações sonharam com este momento, e finalmente puderam conferir na telona as aventuras de Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e toda a turminha do bairro do Limoeiro. Na trama, Floquinho é sequestrado e a turma parte para encontrá-lo. Temos inclusive Rodrigo Santoro na pele do Louco (perfeito). Uma continuação já está sendo produzida.

Os Farofeiros

Uma das comédias nacionais mais engraçadas e despretensiosas dos últimos anos, Os Farofeiros mostrou que o humorista Maurício Manfrini, mais conhecido por seu pseudônimo Paulinho Gogó, funciona bem como protagonista no cinema. Oriundo do programa A Praça é Nossa, aqui ele interpreta um sujeito que leva a família e amigos para uma casa de praia durante um feriado. O local se mostra uma grande roubada. Outra surpresa do longa é o bom timing cômico da musa fitness Aline Riscado.

Cine Holliúdy 2: A Chibata Sideral

Fazer filme no Brasil é difícil, e por mais que uma obra tenha feito sucesso, mesmo com grande apelo popular, diversos são os fatores que não deixam uma continuação ocorrer logo em seguida. Até mesmo as agendas apertadas de seus protagonistas podem ser uma barreira. Seja como for, seis anos depois do sucesso de Cine Holliúdy, uma comédia cult nacional, finalmente ganhamos esta segunda parte das desventuras de Francisgleydisson (o simpaticíssimo Edmilson Filho), o cabra mais cinéfilo do sertão. E se o primeiro filme era homenagem à Cinema Paradiso (1988), este funciona como sua própria versão de Ed Wood (1994).

Mulheres Alteradas

Não é só a Turma da Mônica que é uma adaptação de famosos quadrinhos para nosso cinema nacional. Mulheres Alteradas tem como origem a HQ da cartunista argentina Maitena. Em tela, um verdadeiro timaço de estrelas narra as histórias de quatro mulheres bem diferentes, surtando com seus dilemas e buscando emancipação. Este é o filme que se propõe a discutir de forma cômica as questões femininas atuais. No elenco, Deborah Secco, Alessandra Negrini, Monica Iozzi e Maria Casadevall.

O Homem Perfeito

Por falar em questões de insatisfação feminina, este longa estrelado pela musa Luana Piovani aborda justamente o tema. Escrito pela dupla de roteiristas Tati Bernardi e Patricia Corso, O Homem Perfeito conta a história de uma mulher bem sucedida (Piovani) profissionalmente, presa em um relacionamento fadado ao fracasso devido a falta de ambição de seu companheiro – papel de Marco Luque. Para piorar, ela descobre a traição do sujeito com uma mulher bem mais jovem (Juliana Paiva).

Como é Cruel Viver Assim

Por falar em Julia Rezende, a cineasta retorna à lista na direção de outro filme. Julia é uma das mais talentosas diretoras da nova geração de artistas brasileiros, mesclando como poucos um conteúdo significativo com grande valor de entretenimento em seus filmes – criando assim uma filmografia rica, diversificada e única no cinema nacional. Aqui, ela entrega sua obra mais dramática, misturada a um humor negro, comparada aos filmes dos irmãos Coen na sinopse do site IMDB. Quer elogio maior?

Uma Quase Dupla

Por falar em gênero diversificado, aqui a investida é em uma sátira dos típicos filmes policiais, protagonizados por uma dupla de detetives de personalidades distintas. Para a empreitada, a genial combinação da humorista metralhadora Tatá Werneck – no papel de uma agente da cidade grande – com o talento do multifuncional Cauã Reymond – interpretando um ingênuo policial de uma pequena cidade do interior. A dupla precisa desvendar os assassinatos cometidos por um serial killer.

Tudo por um Pop Star

Comédias adolescentes também encontram espaço na lista, já que aqui temos filmes para todos os gostos e todos os públicos. Quem comanda o show é o trio mais que talentoso de meninas prodígio: Maisa Silva, Klara Castanho e Mel Maia. As três amigas são fãs incondicionais de uma boy band, e quando descobrem que seus artistas preferidos virão ao Brasil para um show, elas farão de tudo para ficar perto dos ídolos. Completando o elenco principal, Giovanna Lancellotti no papel da jovem tia hipponga de uma das meninas.

Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood

Ícones do cinema nacional, Os Trapalhões marcaram época e gerações. Seus filmes arrastavam mais pessoas aos cinemas do que as produções hollywoodianas durante a década de 1980 no Brasil. E que felicidade podermos anunciar mais uma de suas produções para as telonas. E não apenas qualquer uma, mas a volta a uma de suas obras mais cultuadas. Espécie de refilmagem/continuação do clássico Os Saltimbancos Trapalhões (1981), o novo filme resgata o espírito do original, com Didi (Renato Aragão) e Dedé (Dedé Santana) passando o bastão para uma nova trupe circense.

Malasartes e o Duelo com a Morte

Pedro Malasartes é uma figura folclórica da cultura popular ibérica e brasileira. Traduzido como o típico caipira malandro, o personagem já havia ganhado forma ao ser interpretado pelo lendário Mazzaropi ainda na década de 1960, no filme As Aventuras de Pedro Malasartes (1960). Agora, chega a primeira roupagem moderna do personagem nas formas de Jesuíta Barbosa. A trama coloca o esperto e mulherengo matuto numa aventura sobrenatural onde desafia a morte. Isis Valverde e Leandro Hassum estão no elenco.

Chocante

Para os que acham que não existe criatividade nas comédias nacionais, Chocante é a prova do contrário. A grande sacada aqui é brincar com o fenômeno brega que foram/são as boy bands, ainda mais quando falamos das “farofeiras” décadas de 1980/1990. Na trama, um grupo que fez muito sucesso no passado, hoje bem mais velhos, encontram suas vidas em crise. Todos os ex-membros possuem outros trabalhos agora, mas uma tardia reunião pode ser a resposta para seus problemas. Além do lado cômico, o filme aposta na nostalgia, na melancolia, e na reflexão sobre fama, sucesso e saudosismo. Ah sim, como os membros da banda Chocante, Bruno Mazzeo, Bruno Garcia, Lúcio Mauro Filho e Marcus Majella.

Fala Sério, Mãe!

Baseado no livro juvenil da autora Thalita Rebouças – uma especialista no gênero – este filme une em tela as estrelas de duas gerações distintas: a jovem Larissa Manoela e a veterana Ingrid Guimarães. A proposta aqui é discutir o difícil relacionamento e a criação que a dinâmica de uma mãe com uma filha adolescente pode ter.

TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva

Numa espécie de Birdman tupiniquim (ou seria Birdwoman?), Tatá Werneck, humorista brasileira sensação, interpreta uma versão de si mesma no papel de uma comediante de sucesso absoluto, precisando lidar com a fama e todas as atribulações de ser uma estrela. Uma verdadeira obra metalinguística, TOC traz ainda Ingrid Guimarães (aparecendo pela terceira vez na lista), interpretando a si mesma.

Divórcio

Nesta versão de A Guerra dos Roses (1989) brasileiro, Murilo Benício e Camila Morgado, mais acostumados a papeis dramáticos, protagonizam como um casal que chegou ao esgotamento máximo de seu relacionamento, e depois de muitos anos de convivência, só o que restou foi o desejo de eliminar – literalmente – o outro de sua vida.

A Comédia Divina

Baseado no conto de Machado de Assis, o talentoso Murilo Rosa se diverte ao interpretar um dos papeis mais desafiadores na carreira de qualquer ator: o diabo em pessoa. No filme, o coisa ruim vem à Terra para inaugurar sua própria igreja, e incrivelmente consegue arrebanhar seus seguidores. Monica Iozzi protagoniza como uma repórter que a tem a chance de sua carreira ao cobrir de perto o evento sobrenatural.

Um Tio Quase Perfeito

Aqui temos elementos de Uma Babá Quase Perfeita (1993) e mais especificamente Quem Vê Cara Não Vê Coração (Uncle Buck, 1989), no qual o saudoso John Candy vivia um tio completamente despreparado e irresponsável, assumindo a família de seu irmão momentaneamente. Nesta espécie de versão brasileira, a fórmula se repete com o hilário Marcus Majella à frente da criação de uma garotada, precisando no percurso igualmente amadurecer, ao virar babá dos filhos da irmã.

La Vingança

Já falamos muitas vezes aqui no CinePOP sobre este road movie cômico, que usa como cenário a ligação do Brasil com a Argentina. Mas como adoramos o filme, não cansamos de comentá-lo e recomendá-lo. Na trama, o engraçadíssimo Daniel Furlan vive Vadão, o melhor amigo amalucado de Caco (Felipe Rocha), sujeito que acaba de ser corneado pela namorada com um argentino. E qual a solução que seu parceiro bola para tira-lo da fossa? Uma viagem por terras hermanas, regada a muita bebida e muitas mulheres. A musa de nosso cinema, Leandra Leal, completa o elenco protagonista.

Bônus: Três Vezes Hassum

Falamos de Ingrid Guimarães, falamos de Mônica Martelli, de Paulo Gustavo, e outros ícones atuais de nossas comédias no cinema. Mas vocês devem ter percebido que não falamos de um grande nome associado ao humor nas telonas. Sim, Leandro Hassum é este nome, e jamais seria esquecido. Aqui, resolvemos deixa-lo para o final, já que o ator tem nada menos do que três filmes recentes lançados nas plataformas da rede Telecine. Assim, iremos comentá-los neste bônus.

O primeiro é este Não se Aceitam Devoluções, versão brasileira do mexicano Não Aceitamos Devoluções (2013), que já foi adaptado na França (Uma Família de Dois) e na Turquia (Sen Benim HerSeyimsin). No filme, Hassum vive um mulherengo irresponsável, forçado a agir como pai quando sua ex-namorada deixa em sua porta a filha que o casal teve, sem que ele soubesse.

Seguimos para a continuação de um sucesso do humorista de 2014, O Candidato Honesto 2. Se no filme original, a inspiração era O Mentiroso (1997), com Jim Carrey, onde o político vivido por Hassum era amaldiçoado sem poder mentir, aqui o roteiro opta por uma tiração de sarro com o cenário político brasileiro, transformando memes, como Dilma e o “vampiro” Temer, em piadas do filme.

Para finalizar, O Amor dá Trabalho coloca Hassum servindo de cupido para Flávia Alessandra e Bruno Garcia, no papel de um sujeito egoísta, que evitava trabalho e quando termina morrendo fica preso num limbo. Para garantir seu lugar no céu, ele precisa aceitar a tarefa de cupido e juntar duas pessoas donas de personalidades muito diferentes.

Adam Sandler seria o Willy Wonka e o Rocket Raccoon! Conheça os Personagens Famosos que o ator QUASE interpretou…

Ao longo de mais de três décadas de carreira, Adam Sandler construiu uma galeria de personagens que marcaram gerações. De Happy Gilmore, o jogador de hóquei que vira um fenômeno do golfe, a Billy Madison, o herdeiro imaturo que precisa repetir a escola inteira, passando por odes à comédia escrachada como ‘O Paizão, ‘Como Se Fosse a Primeira Vez e ‘Tratamento de Choque, Sandler se tornou um símbolo do humor americano dos anos 90 e 2000. Em seu acervo, também provou o talento dramático em filmes como ‘Joias Brutas(Uncut Gems) e ‘Arremessando Alto(Hustle), conquistando a crítica e mostrando uma faceta que não explora com frequência em sua atuação.

Esses personagens, muitos deles criados sob medida para o estilo de humor do próprio ator, consolidaram seu nome em Hollywood — e ajudaram a definir o que se entende por “comédia de Adam Sandler”: exagerada, sentimental, às vezes absurda, mas quase sempre irresistível para seu público fiel. No entanto, o que poucos sabem é que o astro quase deu vida a outros papeis igualmente memoráveis. Algumas oportunidades foram recusadas, outras sequer chegaram a passar do estágio das negociações, mas todas revelam um aspecto curioso da indústria cinematográfica: o que vemos nas telas é apenas uma parte da história.

A seguir, relembramos alguns dos papeis que Adam Sandler quase interpretou ao longo dos anos — personagens que poderiam ter mudado não apenas sua trajetória, mas também a maneira como esses filmes foram recebidos pelo público. Prepare-se para imaginar versões alternativas de clássicos do cinema, com Sandler no centro da ação.

Colateral (2004)

Um dos papeis mais marcantes que Adam Sandler deixou escapar foi o do motorista de táxi Max, no thriller ‘Colateral (2004), dirigido por Michael Mann. Sandler chegou a ser escalado para o papel, e iria contracenar com Tom Cruise, que interpreta um assassino de aluguel. No entanto, ele acabou desistindo do projeto para se dedicar ao drama ‘Espanglês, lançado no mesmo ano. A vaga então foi preenchida por Jamie Foxx, cuja performance foi tão impactante que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. É curioso imaginar como o filme teria soado com o tom mais contido e introspectivo de Sandler — e se ele teria alcançado o mesmo reconhecimento da crítica.

A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005)

Adam Sandler também foi considerado para o papel de Willy Wonka no remake de ‘A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005), dirigido por Tim Burton. A ideia era explorar uma versão mais excêntrica e divertida do icônico dono da fábrica, aproveitando o carisma e a veia cômica do ator. No entanto, o estúdio acabou optando por um caminho mais sombrio e estilizado, escalando Johnny Depp, colaborador frequente de Burton, para o papel. A escolha dividiu opiniões e deu ao personagem uma abordagem bastante peculiar — bem diferente da interpretação que Sandler poderia ter oferecido.

Uma Loucura de Casamento (1998)

Segundo o site TV Over Mind, Adam Sandler chegou a ser escalado para viver Michael Berkow, o personagem que acidentalmente mata a stripper em ‘Uma Loucura de Casamento (Very Bad Things), de 1998. O papel acabou ficando com Jeremy Piven, após Sandler deixar o projeto por conflitos de agenda — na época, ele estava envolvido nas filmagens da comédia ‘O Rei da Água(The Waterboy), que se tornaria um dos maiores sucessos de sua carreira. No entanto, há outra versão da história: em entrevista ao The Guardian, o diretor Peter Berg afirmou que, apesar de excelentes ensaios, Sandler acabou recusando o papel por considerar o material “sombrio demais” para o tipo de filme que queria fazer naquele momento. Seja por conflito de agendas ou por questões criativas, essa oportunidade perdida mostra o contraste entre o humor caótico da comédia pesada e o estilo mais leve que marcou o início da trajetória de Sandler no cinema.

Encontro Explosivo (2010)

Além de quase dividir a tela com Tom Cruise em ‘Colateral, Adam Sandler também esteve próximo de assumir um papel que acabaria indo justamente para o astro de ‘Missão: Impossível— e que hoje é considerado uma de suas performances mais subestimadas. Trata-se de Roy Miller, o agente secreto carismático e imprevisível de ‘Encontro Explosivo (Knight and Day, 2010), uma comédia romântica recheada de ação. Segundo o The New York Times, Sandler chegou a negociar para protagonizar o filme, que inicialmente seria moldado como uma comédia romântica com tons de espionagem, ao lado de Drew Barrymore, sua parceira frequente em sucessos do gênero.

A proposta parecia feita sob medida para seu estilo — um romance leve com uma ideia maluca por trás —, mas o ator acabou recusando o papel. Em tom bem-humorado, justificou a decisão dizendo: “simplesmente não me vejo com uma arma na mão” — uma declaração que revela uma curiosa autoconsciência. No entanto, a justificativa fica um tanto curiosa quando lembramos que, dois anos antes, ele estrelou ‘Zohan: Um Agente Bom de Corte, interpretando justamente um comando antiterrorista israelense, ainda que tenha abandonado a vida de ação para seguir o sonho de ser cabeleireiro. Com Sandler, até a lógica tem seu próprio senso de humor.

Bastardos Inglórios (2009)

Poucos atores recusam uma oportunidade de trabalhar com Quentin Tarantino, cujos roteiros afiados e personagens intensos são considerados verdadeiros presentes para qualquer intérprete. Participar de um filme do diretor muitas vezes significa um novo fôlego na carreira — algo que já aconteceu com nomes como John Travolta, Pam Grier e até Leonardo DiCaprio. Mas Adam Sandler faz parte de um seleto grupo que disse “não” a Tarantino. O convite era para interpretar Donny Donowitz, o temido “Urso Judeu” de ‘Bastardos Inglórios (2009), papel que acabou indo para Eli Roth.

Sandler recusou para estrelar a comédia dramática Tá Rindo do Quê?’ (Funny People) dirigida por Judd Apatow, uma obra mais pessoal que explora o universo do stand-up e a fragilidade por trás do humor. Embora não tenha sido um sucesso de bilheteria, o filme trouxe uma das atuações mais sensíveis de sua carreira. Por outro lado, Roth entregou uma performance intensa e icônica como o vingador judeu armado com um taco de beisebol. No fim, ambos os projetos encontraram seu lugar — mas fica a curiosidade de como seria ver Sandler em um papel tão brutal e marcante dentro do universo tarantinesco.

Guardiões da Galáxia (2014)

De acordo com o site The Things, no meio da década de 2010, Adam Sandler recebeu a oferta para dar voz ao icônico Rocket Raccoon em ‘Guardiões da Galáxia, papel que acabou ficando com Bradley Cooper. No entanto, essa história foi desmentida pelo próprio diretor James Gunn, que afirmou não ser verdade que Sandler esteve na disputa pelo papel. Em resposta a rumores publicados nas redes sociais — que também afirmavam que Sandler teria feito teste para dublar o Groot, papel que ficou com Vin DieselGunn esclareceu que nunca sequer conheceu o ator, colocando um ponto final nas especulações.

Mesmo assim, a ideia de Sandler como o guaxinim falante gerou muita curiosidade, ainda mais porque ele teria recusado a participação no blockbuster para estrelar a esquecida comédia romântica ‘Juntos e Misturados (2014), na qual contracenou com Drew Barrymore pela terceira vez. Embora a parceria fosse divertida, dificilmente poderia competir com o sucesso estrondoso e o carisma explosivo de Rocket nas bilheterias. É importante destacar que Sandler não escolhe seus projetos apenas pelo potencial comercial, mas principalmente pelo quanto se diverte fazendo-os — e nisso ninguém pode culpá-lo. Ainda assim, poucos atores diriam “não” a Kevin Feige e abririam mão de integrar o universo Marvel. No fim, deu tudo certo: Cooper se tornou a voz definitiva do personagem, conquistando fãs ao redor do mundo, enquanto Sandler seguiu trilhando seu próprio caminho no cinema.

Crítica | Deixe-o Partir – Road trip impactante com ótimas atuações

Quando a vida é a linha de coisas que perdemos. Baseado na obra de Larry Watson, roteirizado e dirigido pelo cineasta Thomas Bezucha (em seu quarto trabalho em longas-metragens), Let Him Go é sobre sacrifícios que fazemos pelo caminho de nossas vidas e como nossas escolhas podem mudar trajetórias de muitos ao nosso redor. Abordando também como é muito difícil lidar com a perda, muitas vezes dentro de impactantes momentos de alta tensão, o filme vai nos guiando rumo a conclusões explosivas em torno de um casal, há décadas apaixonado, que tem uma grande última missão em suas vidas: resgatar seu neto. Um surpreendente trabalho que pode pintar em muitas premiações. Destaques para as presenças de Diane Lane e Lesley Manville, ambas maravilhosas em seus respectivos papéis, não seria nenhum absurdo pensarmos nelas como uma das cinco indicadas ao próximo Oscar, de atriz e atriz coadjuvante.

Na trama, ambientada no início da década de 50, conhecemos um casal ainda apaixonado, Margaret (Diane Lane) e George (Kevin Costner) Blackledge, depois de anos de toda uma vida, vivem sua rotina na simplicidade e pequenos gestos de amor e carinho em uma casa/rancho em Montana onde vivem seus dias. Eles passam os dias com o filho, a nora Lorna (Kayli Carter) e o recém-nascido neto. Certo dia, de maneira inesperada, o filho deles morre em um acidente com um cavalo. O tempo passa e a Lorna resolve se casar com Donnie Weboy (Will Brittain), um homem sem delicadezas e que maltrata a agora ex-nora do casal e o neto deles. Quando Donnie e Lorna se mudam sem avisar Margaret e George, o casal embarca em uma road trip em busca de resgatar o neto deles, só que enfrentarão muitos absurdos pelo caminho, principalmente os provocados pela líder do clã Weboy, a maquiavélica Blanche (Lesley Manville).

Não comece o que você não pode terminar. A busca de um senso de justiça engajado nas ações dos protagonistas é uma representação profunda de cidades sem lei e ‘clãs maquiavélicos’ de décadas atrás, principalmente no interior dos Estados Unidos. Esse ‘new Western’ camuflado de drama possui força em suas ações, deixando clímax intensos nos altos picos de tensão provocados pelo embate do casal com os Weboy. Além dos iminentes conflitos, vemos cenas lindas de Margaret e George, reflexões sobre a vida que vivem juntos, os sacríficos que fizeram e poderão fazer, as tristezas das perdas, o último respingo de alegria com a chegada do neto.

Poucos filmes no último ano tiveram vilões tão bem exemplificados e terríveis/cruéis como os integrantes do clã comandado por Blanche, os diálogos entre eles e os protagonistas, além de uma falsa guerra fria instaurada deixam a carga explosiva no gatilho para cenas de tirar o fôlego provocadas com muito sentimento de ódio e justiça com as próprias mãos. Baita filme de Bezucha disponível no Telecine Play.

Depois do bloco, só play: 10 filmes para a reta final do carnaval

Com o carnaval chegando ao fim, após esses dias de folia, nada melhor do que relaxar no sofá de casa e assistir a um ótimo filme. Para você que está nesse momento, segue abaixo algumas ótimas sugestões:

 

O Bom Bandido (Prime Video)

Um ex-militar se vê perdido na vida, sem perspectivas profissionais e precisando sustentar a esposa e três filhos. Um dia, resolve assaltar alguns famosos estabelecimentos, mas logo é preso. Ao fugir da prisão, investe num plano de fuga: se esconder em uma loja de brinquedos. Nesse lugar, acaba conhecendo Leigh, e passa a ter uma vida dupla.

 

Antes de Partir (Prime Video)

Rory MacNeil (Brian Cox) leva uma rotina solitária na remota Vallasay, uma pequena ilha na Escócia. Quando percebe que precisa de um atendimento médico indisponível na região, usa isso como pretexto para uma consulta de emergência e viaja até São Francisco, onde vive o filho, Ian (JJ Feild). Durante o período em que permanecem juntos, aos poucos, uma reaproximação acontece.

 

Divórcio (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Na trama, acompanhamos Noeli e Júlio, um casal que viveu por muito tempo em meio às dificuldades, mas sempre sustentado pelo amor. A vida deles muda quando o molho de tomate criado por ela se torna um sucesso nacional. Com o passar dos anos, porém, a relação já não é a mesma e os dois decidem se divorciar — mas essa decisão desencadeia uma série de conflitos.

 

Presente Maldito (Paramount Plus)

Polly (Dakota Fanning) é uma jovem buscando se encontrar na vida e vive sozinha na casa que aluga da irmã. Em uma noite, abre a porta da casa para uma senhora que lhe entrega uma caixa misteriosa. A partir desse momento, suas próximas horas serão de total medo e tensão precisando executar algumas tarefas ingratas.

 

O Protetor do Irmão (Prime Video)

Na trama, acompanhamos o jovem Yusef, aluno de um internato numa região fria do leste da Turquia, que precisa encontrar soluções – em meio ao descaso de quem deveria protegê-los – para ajudar o melhor amigo, que ficou muito doente.

 

Ainda não é Amanhã (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Jana (Mayara Santos) é uma esforçada jovem que é orgulho de sua avó e da mãe – com quem mora num conjunto habitacional da periferia de Recife. Mas a alegria de um presente cheio de sonhos se transforma em desespero quando descobre estar grávida. Cheia de incertezas, a protagonista precisará enfrentar alguns dilemas com respostas que levará por toda a vida.

 

Drop: Ameaça Anônima (Prime Video)

Na trama, conhecemos uma viúva que decide se encontrar com uma pessoa que conheceu por um aplicativo. Chegando lá, é surpreendida por uma série de mensagens aterrorizantes, que transformam seu encontro em um enorme pesadelo. Buscando soluções, ela viverá uma noite repleta de tensão e surpresas.

 

O Soldado que não Existiu (Netflix)

Cinco anos após do seu último trabalho nos cinemas – o excelente Armas na Mesa – o cineasta britânico John Madden retorna para as telonas para contar a história – quase inacreditável – de uma situação envolvendo espionagem, um cadáver e uma blefada que marcou os rumos da Segunda Guerra Mundial.

 

Efeito Dominó (HBO MAX)

Nesse ótimo filme, conhecemos um grupo de trambiqueiros que é chamado para executar um plano complexo: cavar um túnel de uma loja até o cofre de um banco e roubar dinheiro e os documentos que estão lá. Eles só não sabem que em alguns desses documentos contém informações comprometedoras que envolvem nomes famosos do cenário britânico.

 

A Livraria (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Na trama, acompanhamos a saga de uma viúva chamada Florence que, após a perda do marido, resolve empreender e arriscar tudo que possui para abrir uma livraria em uma cidade litorânea no interior de uma Inglaterra, perto do início dos anos 1960.

‘Os Defensores’: 2ª temporada pode apresentar novos personagens, afirma chefão da Netflix

Em entrevista ao EW, o chefão da Marvel TV, Jeph Loeb, falou sobre uma possível segunda temporada de ‘Os Defensores‘, indicando que o novo ano pode trazer novos personagens.

“Tudo o que eu disse é que não há planos atualmente [para fazer mais]. Não quer dizer que não vai acontecer. E não quer dizer que precisa ter os mesmos personagens que a primeira temporada de ‘Os Defensores’. Há muitos Vingadores, e com certeza há muitos outros Defensores. Em nenhum momento nos os referenciamos como ‘Os Defensores’ – eles não usavam um “D” no cinto e não tinham um prédio com o título. Eles eram apenas quatro heróis que se juntaram para um objetivo particular.”

Os Defensores‘ foi assistido por apenas 17% de toda a audiência da Netflix no período de 30 dias.

A Variety citou ainda que no comparativo semana a semana, a série caiu de 77%, para 67%, em seguida 48% e finalizou com 41%.

Com 80% de aprovação, ‘Os Defensores’ fica abaixo de ‘Demolidor’ e ‘Jessica Jones’ 

O Caravaggio Roubado

(Una Storia Senza Nome)

 

Elenco:

Jerzy Skolimowski

Laura Morante

Alessandro Gassman

 

Direção: Roberto Andò

Gênero: Thriller

Duração: 110 min.

Distribuidora: Pagu Pictures

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 23 de Maio de 2019

Sinopse: 

Valeria, jovem secretária de um produtor de cinema, leva uma vida isolada e escreve scripts anônimos para um roteirista de sucesso, Alessandro Pes. Ao ser abordada por um misterioso policial aposentado, que lhe conta a história de um crime, ela vai para casa e usa o relato para escrever o próximo roteiro de Alessandro. A nova trama é perigosa, pois conta a história do misterioso roubo da pintura “Natività”, de Caravaggio, realizado pela máfia siciliana em 1969.

Crítica | O Caravaggio Roubado – Intrigante Suspense Baseado em História Real (Nota: 7.0)

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Roberto Andò coescreveu o roteiro ao lado de Angelo Pasquini;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

‘Batman Eternamente’: 25 Anos do filme – Saiba como seria a versão dirigida por Tim Burton

Podemos dizer que o diretor Tim Burton mudou para sempre o conceito de como os filmes baseados em quadrinhos de super-heróis eram vistos pelo público, crítica e os estúdios de Hollywood. Batman (1989) foi um grande divisor de águas. Mas quando foi a hora de dirigir o terceiro filme do Homem Morcego – o qual o cineasta já havia detalhado e se preparado – a Warner resolveu afastá-lo após o resultado sombrio e não recomendado para crianças de Batman, o Retorno (1992).  Assim, Burton terminou apenas produzindo Batman Eternamente (1995), que completou 25 anos em 2020.

Enquanto um novo filme do Cavaleiro das Trevas de Gotham está sendo produzido com Robert Pattinson no papel do herói, nesta nova matéria iremos adentrar uma realidade alternativa e investigar um pouco mais sobre o filme que Burton queria fazer e quase fez. Vamos conhecer como seria o Batman Eternamente de Tim Burton.

Título

Tim Burton estava preparado para começar as filmagens de seu terceiro Batman. O filme inclusive já passava pela fase de pré-produção, tendo sido criados tratamentos do roteiro e inclusive testes de figurino. O diretor afirmou em entrevistas que não gosta nada dos títulos que vieram a seguir. Sobre o título Batman Eternamente o diretor disse: “Parece uma destas tatuagens que os adolescentes fazem e depois se arrependem”. O título do filme de Burton seria Batman Continues, ou Batman Continua. Acham melhor?

Diretor

Tim Burton queria dirigir um terceiro filme do cruzado de capa, porém, após o resultado sombrio e violento de Batman, o Retorno (1992), executivos da Warner, que não haviam conseguido associar a produção a quase nenhum merchandising (brinquedos ou até mesmo o McLanche feliz), optaram por afastar diretor ao cargo de produtor. A ideia dos executivos do estúdio era por um filme mais leve e mirado às crianças. Para isso, muitas cores foram adicionadas à direção de arte e fotografia. Joel Schumacher, famoso por obras como Os Garotos Perdidos (1987) e O Cliente (1994), foi o cineasta escolhido para ocupar a cadeira de diretor. Antes dele, no entanto, alguns outros foram cogitados, incluindo Sam Raimi – que havia feito seu próprio filme de super-herói original com Darkman: A Vingança sem Rosto (1990) e viria a comandar Homem-Aranha (2002).

O curioso é que Schumacher já revelou em entrevistas que sua opção também era por um filme mais sombrio, focado nos traumas e medos do herói, e em sua origem. No entanto, o estúdio seguia forçando por um tom mais leve e infantil. O ator Michael Keaton disse em entrevistas que os primeiros tratamentos do terceiro Batman justamente focavam na origem do herói, elemento que não havia sido adereçado até então no cinema. Esta origem voltaria a ser tópico numa produção do Homem Morcego em 2005, quando Christopher Nolan assumiu Batman Begins.

Protagonista

Obviamente, Michael Keaton vestiria a capa e o capuz do herói de novo no filme de Burton. Porém, quando o diretor foi afastado pelo estúdio, o protagonista começou gradativamente a perder o interesse em estrelar o filme. Keaton chegou a ter reuniões com Joel Schumacher após o diretor ser confirmado no comando do terceiro Batman, mas terminou optando se desligar da produção por não concordar com o caminho que o cineasta e o estúdio estavam levando o personagem. Keaton disse em entrevistas que o roteiro era simplesmente muito ruim e que não tinha interesse em ver o personagem mirado apenas para a venda de produtos, como brinquedos para crianças. O ator também não gostou do tom leve e colorido que o longa seguia.

Depois da saída de Keaton, inúmeros atores foram cogitados para assumir a capa do Morcego. Isso era algo importante, pois o ator escolhido seria o segundo intérprete do personagem no cinema. Schumacher terminou optando por Val Kilmer, que aceitou o papel sem sequer ler o roteiro. Durante as filmagens, no entanto, Kilmer se mostrou um pesadelo para o diretor, que definiu seu comportamento como “infantil”. Os dois brigavam constantemente e Schumacher terminou precisando substituí-lo para o filme seguinte. Para Batman & Robin (1997), saía Kilmer e entrava George Clooney. Algo que me diz que Val saiu ganhando nessa.

Duas-Caras

O Duas-Caras de Tommy Lee Jones é um dos pontos baixos de um filme que já não é grandes coisa. O ator escolhe interpretar o vilão atormentado e cruel como uma espécie de palhaço bufão. Curiosamente, durante as filmagens, Jones disse na cara do colega de cena Jim Carrey que o odiava, não o respeitava, não gostava de seus filmes e não podia aprovar sua canastrice. Ao assistir ao filme podemos reparar que o desempenho de Jones nada mais é do que uma imitação do que Carrey costumava fazer.

Seja como for, o primeiro intérprete do personagem no cinema (ou ao menos uma parte dele) foi o ator Billy Dee Williams, o eterno Lando Calrissian de O Império Contra-Ataca (1980). Williams viveu Harvey Dent, o alter ego de Duas-Caras, em Batman (1989), de Tim Burton, numa pequena participação. O ator afirmou em diversas entrevistas que o principal motivo de ter aceitado o papel foi sua eventual transformação no vilão bipolar – ele possuía inclusive uma cláusula em seu contrato que o garantia o papel. A Warner teve que pagar a multa ao ator na hora de desligá-lo do projeto. Williams recebeu recentemente um prêmio de consolação e finalmente viveu o vilão Duas-Caras na animação LEGO Batman (2017), infinitamente superior a Batman Eternamente.

Fontes também afirmam que o personagem havia sido pensado em alguns tratamentos de Batman, o Retorno (1992), e o desfecho do filme traria a Mulher Gato usando os fios do gerador do Pinguim para desfigurar Harvey Dent, que assim se transformaria no Duas-Caras. O roteiro foi readaptado usando muitas das ideias do personagem para Max Schreck, vivido por Christopher Walken.

O curioso é que apesar da treta entre Williams e o estúdio, muitos afirmam que o vilão Duas-Caras não estava originalmente nos planos de Tim Burton para o terceiro filme. E que ele só foi adicionado com a entrada de Schumacher no projeto. Será que Burton o estava reservando para um quarto filme? Ou será que iria voltar atrás a pedido do estúdio e inserir o vilão nas formas de Williams?

Charada

Com o vilão Charada existe mais confusão. Definitivamente este seria o vilão do terceiro filme de Burton, confirmado por todas as fontes. Algumas dizem que seria o único vilão do filme, outras que seria o vilão principal, mas nenhuma o descarta. No entanto, a questão sobre seu intérprete é o mais nebuloso. A maioria das fontes afirma que Robin Williams viveria o enigmático antagonista na versão de Burton e que foi dispensado quando Schumacher assumiu. Outros dizem que Williams recusou o papel ainda na fase Burton por estar chateado com a Warner – que o havia oferecido o papel do Coringa no primeiro filme e depois entregue a Jack Nicholson, um ator mais renomado.

Aparentemente, a versão de Williams teria um corte de cabelo na forma de um ponto de interrogação. Ideia que Jim Carrey quis trazer à sua encarnação, mas foi impedido, pois precisava aparecer em corte para finalizar seu divórcio. Outras fontes afirmam que a escolha de Burton para o antagonista era Micky Dolenz, um dos integrantes do grupo The Monkeys. Fora isso, a identidade do personagem não seria Edward Nygma, mas sim Lyle Heckendorf, um industrialista rival de Bruce Wayne, e não um funcionário de sua empresa. O vilão conseguiria seu uniforme no circo e o adaptaria para o do Charada.

Interesse Amoroso

Inicialmente, Burton queria a volta da Mulher Gato, de Michelle Pfeiffer. O sonho de um novo filme com a anti-heroína perdurou por décadas nas mentes de Burton e Pfeiffer, que chegaram a cogitar um filme solo para a felina. Mas isso não eliminaria a presença da Dra. Chase Meridian, personagem criada para o filme, sem ter aparecido em qualquer HQ. Antes de Nicole Kidman ser escolhida para o papel na versão de Schumacher, Burton havia batido o martelo em Rene Russo, então no auge de sua carreira, saída dos sucessos de Máquina Mortífera 3 (1992) e Na Linha de Fogo (1993). Não é confirmado, mas espera-se que esta versão fosse mais interessante e sofisticada do que a maníaca sexual interpretada por Kidman – que tudo o que parecia querer da vida era ir para cama com um total desconhecido em roupa de morcego.

No entanto, quando Burton foi tirado de jogada e, consequentemente, Keaton pulou fora, os produtores e Schumacher acharam Russo (então com 41 anos) muito velha para Val Kilmer (35 anos na época). Keaton tinha 43 anos na época. Assim, Russo foi substituída por Kidman, com 28 anos na época. Não deixa de ser curioso imaginar como seria a dinâmica de dois interesses amorosos na vida do morcego (a Mulher Gato e a Dra. Chase) na versão de Burton.

Robin

Outro caso peculiar. O ajudante do cruzado de capa sempre foi motivo de piada, mas o “menino prodígio” figurou em muitos tratamentos dos roteiros, desde o filme original de 1989. Em certo momento, chegou-se a cogitar um filme de Batman voltado ao humor, mais na veia do seriado da década de 1960 – espírito este revivido por Batman & Robin (1997). Neste tratamento cômico para o personagem, Batman teria como intérprete Bill Murray, e Eddie Murphy seria seu Robin. Por mais absurda que seja a proposta, Burton tirou uma ideia deste conceito. É claro que o diretor aboliu qualquer pensamento cômico e trouxe o Batman sombrio que o mundo viria a conhecer e repetir até hoje.

Porém, o que Burton tinha interesse mesmo era em utilizar um Robin negro. O cineasta já havia mudado a etnia de Harvey Dent, e sua escolha para o parceiro do herói era Marlon Wayans (Todo Mundo em Pânico). Uma escolha ousada e difícil de acreditar – não pela questão racial, mas pela associação do ator a projetos duvidosos. O que poucos sabem, no entanto, é que Wayans possui desempenhos dramáticos e mais contidos em seu repertório, vide Réquiem para um Sonho (2000) e G.I. Joe (2009), papeis nos quais se saiu bem. Na época, com 23 anos, Wayans já havia feito testes para figurinos do personagem, que seria adicionado em Batman, o Retorno (1992), mas terminou sendo excluído.

Wayans, que na época não era famoso, já havia assinado o contrato para o personagem. A Warner, novamente, pagou uma multa ao ator para que Chris O´Donnell assumisse o papel.

Espantalho

O assustador vilão do Homem Morcego que trabalha à base do medo só deu as caras no cinema em 2005, no filme Batman Begins. No entanto, Tim Burton tinha planos para o personagem em um de seus filmes. Num dos tratamentos do roteiro, o diretor planejava trazer o antagonista às telas na forma de Brad Bourif, a voz do boneco Chucky, da franquia Brinquedo Assassino. Não seria demais ouvir a voz do Espantalho soando como a o boneco mais creepy do cinema?

E você, o que acha da versão de Tim Burton para Batman Eternamente? Acha que iria funcionar ou ficaria ruim? Está satisfeito com a versão que temos de Joel Schumacher? O que poderia ser melhorado? Comente.

Ps. Veja abaixo o modelo do uniforme do herói na versão de Tim Burton.

‘Segundas Intenções’ e os Clássicos dos anos 90 que viraram série de TV

Uma das tendências atuais de Hollywood é transformar filmes clássicos em séries de TV. Ou melhor, adaptá-los. E embora muitos puristas ainda torçam o nariz para a ideia, vale dizer que a proposta é uma forma de apresentar tal obra para as novas gerações, além de manter o título no consciente coletivo. Os mais velhos irão lembrar de filmes que não viam ou ouviam falar há mais de 30 anos, por exemplo.

Estes mesmos puristas que acusam Hollywood de falta de originalidade, podem descansar tranquilos, pois esses remakes televisivos são uma porcentagem ínfima em relação às produções inéditas. Já para os fãs não deixa de ser um exercício em curiosidade comparar e descobrir o que mudou e o que evoluiu. Abaixo, iremos dar uma olhada nas séries recentes, que talvez nem todos saibam que são baseados em clássicos dos anos 90. Confira.

Ripley (2024)

Na matéria até agora já tivemos séries da Max, da Amazon Prime Video e da AppleTV+. Estava faltando uma do streaming número um do mundo, a Netflix. Aqui está ela. ‘Ripley’ conta a história do golpista talentoso Tom Ripley, vivido por Andrew Scott, que conhece o milionário Dickie Greenleaf, e se apaixona por sua liberdade, fortuna e estilo de vida. É claro que quando narramos essa sinopse, todos os cinéfilos irão lembrar de ‘O Talentoso Ripley’ (1999), com Matt Damon, um dos cult mais adorados da época. É claro também que muitos irão saber que se trata do livro de Patricia Highsmith. O que muitos podem não saber, porém, é que Ripley apareceu outras vezes no cinema, nos desconhecidos ‘O Retorno do Talentoso Ripley’ (2002) e ‘Ripley no Limite’ (2005). Ah sim, a primeira adaptação da história foi no franco-italiano ‘O Sol por Testemunha’ (1960).

Segundas Intenções (2024)

Essa acabou de chegar ao Amazon Prime Video. O cult juvenil ‘Segundas Intenções’ (1999) fez um tremendo sucesso na época de seu lançamento. A história é uma adaptação contemporânea do livro francês clássico de Choderlos de Laclos. A história havia sido levada às telonas pela Warner em 1988, na forma de ‘Ligações Perigosas’. Voltando para ‘Segundas Intenções’, além de duas continuações mequetrefes lançadas direto para vídeo, uma continuação da história foi tentada ainda em 2016, que traria Sarah Michelle Gellar reprisando seu papel, e a direção do mesmo Roger Kumble. O piloto da série foi gravado, mas não obteve o sinal verde, e terminou ficando só nisso mesmo. Agora, uma nova versão jovial tenta emplacar com uma nova geração.

 

Como Água para Chocolate (2024)

Um dos títulos mais recentes é esse lançamento da HBO Max (ou apenas Max). Centrada durante a revolução do México, em 1910, a história se passa em um vilarejo afastado onde uma matriarca severa cria suas filhas. A protagonista é Tita, a filha mais jovem, destinada a cuidar da mãe, impossibilitada de casar. Isso se torna ainda mais difícil quando ela se apaixona por Pedro, e é correspondida. Com toques de surrealismo (como temperos serem capazes de excitar e deixar tristes), a obra é na verdade baseada no livro de Laura Esquivel, responsável também pela adaptação do roteiro do filme de 1992, dirigido por Alfonso Arau. A nova versão tem produção de Salma Hayek.

Detetive Alex Cross (2024)

Aqui temos uma série que acabou de chegar ao streaming da Amazon Prime Video. Muitas destas adaptações são na verdade baseadas em livros de sucesso. É o caso com as histórias de investigação e suspense do detetive Alex Cross, também um brilhante psicólogo forense, que usa seus conhecimentos na caça de psicopatas. Os livros são de autoria de James Patterson. A primeira vez que Alex Cross apareceu nas telas foi no cinema, nas formas de Morgan Freeman em ‘Beijos que Matam’ (1997). O personagem voltaria ainda como Freeman em ‘Na Teia da Aranha’ (2001), e depois nas formas de Tyler Perry em ‘A Sombra do Inimigo’ (2012). Na série, ele é vivido por Aldis Hodge.

Acima de Qualquer Suspeita (2024)

O astro Jake Gyllenhaal tem se tornado especialista em remakes. Só nos últimos anos ele esteve em ‘O Culpado’ (2021) e ‘Matador de Aluguel’ (2024). Este ano também, ele estrelou a versão para a TV do clássico ‘Acima de Qualquer Suspeita’ (1990), thriller que marcou o início dos anos 90. É claro que aqui também temos um livro como fonte da história, assinado por Scott Turow. No filme, Harrison Ford vive um advogado investigando o assassinato de uma colega de escritório, se tornando o principal suspeito de sua morte, por ter tido um caso com ela. Na nova versão, é Gyllenhaal o sujeito encrencado. Ah sim, a série é da AppleTV+.

Entrevista com o Vampiro (2022)

Uma das séries mais bem-sucedidas desta lista é ‘Entrevista com o Vampiro’. Isso porque o programa da AMC (no Brasil exibido pela Amazon) já engatou sua segunda temporada este ano, e promete ainda um terceiro ano para 2025. É claro que temos que tirar o chapéu, pois foi algo bem difícil seguir os passos do clássico absoluto de 1994, ainda mais tendo na versão cinematográfica nomes como Tom Cruise e Brad Pitt. É claro, tudo baseado nas “Crônicas Vampirescas” de Anne Rice.

Fargo (2014-2024)

Por falar em séries bem-sucedidas baseadas em filmes dos anos 1990, nenhuma se deu melhor que ‘Fargo’ – bem, ao menos por enquanto. O programa do canal FX já dura 10 anos, e tem 5 temporadas para chamar de sua. Esse é também o primeiro seriado da lista que não é baseado em um livro. Isso porque partiu de uma ideia dos irmãos Coen para o filme homônimo indicado ao Oscar, de 1996. Aliás, a graça da série é ser uma antologia, trazendo a cada temporada uma nova história com começo, meio e fim. O que muitos podem não saber é que em 2003 um piloto foi gravado que continuaria as aventuras da policial Marge Gunderson, mas não conseguiu se tornar uma série.

Quatro Casamentos e um Funeral (2019)

Os mais novos talvez não compreendam o sucesso que foi a comédia romântica inglesa ‘Quatro Casamentos e um Funeral’. O prestígio foi tanto que o filme, que completou 30 anos de estreia em 2024, foi indicado ao Oscar, e serviu para revelar ao mundo o talento do protagonista Hugh Grant. Esse também não foi baseado em um livro, mas sim em um roteiro de Richard Curtis. Em 2019, uma minissérie de mesmo nome, modernizando os cenários e alguns temas, foi lançada. O programa da Hulu trouxe a carismática Nathalie Emmanuel no papel principal.

Uma Equipe Muito Especial (2022)

Outro que não foi baseado em um livro, mas sim em um roteiro original, ‘Uma Equipe Muito Especial’ foi um tremendo sucesso em 1992, mostrando a força da mulher em um esporte muito masculino: o baseball. Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto os homens estavam servindo ao exército para o conflito, a solução para continuar motivando a população com o esporte, foi alistar as mulheres para jogar. Esse foi um fato histórico não muito conhecido do público, que através do filme de prestígio se tornou conhecido, em uma trama dramática e cômica ao mesmo tempo. Em 2022, a Amazon Prime Video tentou apresentar um novo ângulo desta história, porém, o programa não vingaria, cancelado após uma primeira temporada.

Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (2021)

A Amazon Prime Video é uma das empresas de streaming que mais investem em adaptação de filmes clássicos dos anos 90 em formato de série. Infelizmente, nem todos dão certo. Foi o caso com o item acima, e foi o caso com esta nova versão do clássico slasher. ‘Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado’ marcou uma geração em 1997, e ao lado de ‘Pânico’ reviveu os filmes adolescentes sangrentos. O longa é baseado no livro de Lois Duncan, que ficou possessa ao saber que sua história de suspense havia sido transformada em um filme violento com muitas mortes. Já a série se inclina mais no teor original, mas terminou como um modorrento drama juvenil e foi logo cancelada.

O Colecionador de Ossos (2020)

Lançada em meio à pandemia no ano de 2020, ninguém deu muita atenção para esta série – que igualmente terminou cancelada após uma temporada com 10 episódios, apesar de seu grande potencial. Acontece que a série adaptou os casos do investigador Lincoln Rhyme, saído dos livros escritos por Jeffery Deaver. E sim, eu disse livros, pois são uma série. E essa era a intenção do programa. É claro que todos lembram do único filme baseado nessas histórias, lançado em 1999, estrelado pelos vencedores do Oscar Denzel Washington e Angelina Jolie – que virou um suspense cult.

True Lies (2023)

Essa aqui não tinha como dar certo, e muitos acreditam que já nasceu morta. ‘True Lies’ marcou os anos 90, e ainda se mantém como um dos melhores filmes de ação daquela década. Dirigido por James Cameron e estrelado por Arnold Schwarzenegger, deu continuidade ao trabalho que a dupla havia feito em ‘O Exterminador do Futuro 2’, e criou o melhor filme de 007 desde a era Connery. O que mais chama atenção no filme é sua ação e efeitos especiais de primeira. Como brinde, ganhamos a comédia do marido que é um superespião, mas sua esposa não faz a mínima ideia. Já a série resolveu apostar no inverso: a comédia em primeiro lugar e a relação do casal. A ação, é claro, ficava em segundo plano, jamais podendo ser repetida na TV. Resultado: cancelada após uma única temporada.

Chuck Norris: A lenda, o lutador, o ator – 5 Filmaços para conhecer alguns de seus personagens

Chuck Norris! Dono de lendárias e engraçadas teorias – puxadas ao absurdo – Carlos Ray “Chuck” Norris, filho de um mecânico caminhoneiro e ex-militar da Força Aérea norte-americana, começou sua carreira nos cinemas no início da década de 1970. Contra todas as possibilidades, o icônico ator considerado imortal faleceu nessa quinta-feira, 19, aos 86 anos. Uma lenda!

Em 1958, foi enviado para a Coreia do Sul junto ao exército, lá aprendeu Tang Soo Do, arte marcial coreana criada por Hwang Kee – que envolve movimentos de auto defesa misturando noções de Caratê, Shotokan, Taekkyeon, Subak, e o Kung Fu Chinês.

 

Depois de aperfeiçoar sua técnica – e se tornar uma referência em artes marciais nos Estados Unidos -, um dia em Long Beach mudaria para sempre seu futuro: ali surgiria o lendário ator de filmes de ação da década de 1970/1980. Nesse dia, conheceu seu grande amigo Bruce Lee, que o chamou para ser o vilão do filme O Vôo do Dragão. A partir daí, protagonizou dezenas de filmes, sendo sempre lembrado por ser um imbatível combatente das forças da lei, lutando contra os mais diversos inimigos.

Para homenagear esse grande artista do universo cinematográfico, que nos deixou nesse final de março, reunimos abaixo cinco grandes filmes para você descobrir ou redescobrir esse emblemático artista.

 

Comando Delta

Nunca deixe um homem para trás. Lançado em 1986 e dirigido pelo cineasta israelense Menahem Golan, o primeiro filme da trilogia Comando Delta conta a saga de um grupo de elite do exército norte-americano, que precisa resolver uma situação complicada envolvendo questões políticas e reféns em um avião – tudo isso em questão de horas. À frente do grupo, o experiente Coronel Nick (Lee Marvin) e o Capitão Scott Mccoy (Chuck Norris), que enfrentarão esse enorme desafio que levará toda a equipe ao limite emocional.

De Chuck Norris a Sylvester Stallone: 10 filmes explosivos para fãs de ação

 

Braddock: O Super Comando

A eterna questão do nunca esquecer. Abordando o contexto complicado dos traumas da guerra e a exploração política no seu pós, o primeiro filme do personagem mais conhecido aqui no Brasil, da carreira do astro de filmes de ação Chuck Norris, Braddock: O Super Comando, reflete sobre a influência governamental em meio a batalhas e o quase esquecimento de quem compõe na linha de frente. Dos EUA ao Vietnã, uma linha extensa de caos morais e éticos são vistos nesse trabalho assinado pelo cineasta Joseph Zito.

 

Código do Silêncio

Lançado em meados da década de 1980 e dirigido pelo cineasta Andrew Davis, em Código do Silêncio, acompanhamos a saga do policial Eddie Cusack (Chuck Norris) que se vê sem saída em meio a uma guerra de gangues na cidade. O projeto custou cerca de 7 milhões de dólares e faturou quase o triplo em bilheteria, consolidando Norris como um gigantesco astro de filmes de ação.

 

McQuade, o Lobo Solitário

Em uma década onde reinavam os grandes e inesquecíveis filmes de ação do universo do cinema (a década de 1990 foi complementar a tal), chegava às telonas no ano de 1983 um dos mais impactantes filmes da carreira do lendário Chuck Norris, McQuade, o Lobo Solitário. Dirigido pelo cineasta Steve Carver, o longa-metragem nos leva aos tempos onde a violência reinava, e onde a inconsequência tinha um lugar nada procurado dentro da impiedade. Mesmo sendo propriamente dito um filme de ação cheio de cenas mirabolantes, o projeto consegue abrir boas brechas reflexivas seja para explorar o fator solidão, ou para entendermos a eterna batalha dos limites da jurisdição e a contra força entre os comandos no Texas.

 

O Vôo do Dragão

Garra de tigre, cauda de dragão, gancho, golpe forte. Ambientado em Roma no início da década de 1970, O Vôo do Dragão, penúltimo longa-metragem da carreira do astro de ação Bruce Lee, é um filme de comédia disfarçado de ação que marca a estreia de Chuck Norris nos cinemas (a primeira e única vez em que o imbatível ator de filmes de ação interpretou um vilão nos cinemas). Só em bilheteria, o filme faturou cerca de 130 milhões de dólares no mundo todo, estrondosa soma numérica para a época. O projeto tem uma cena espetacular de luta entre Lee e Norris no Coliseu, em Roma.

Crítica | ‘A Conexão Sueca’ – A incrível história de um herói improvável chega à Netflix

Apresentando mais um herói improvável do período da Segunda Guerra Mundial, o novo longa-metragem da Netflix, A Conexão Sueca, nos leva de volta ao ano de 1942, quando um funcionário subvalorizado da Ministério das relações exteriores da Suécia percebe algumas brechas na burocracia local e consegue salvar vidas de judeus durante o conflito que marcou o mundo.

Gösta Engzell (Henrik Dorsin) é um pai de família amoroso e diplomata que lidera uma equipe escanteada, recebendo ordens de um ministério importante do governo sueco. Quando as notícias dos horrores provocados pelas ações alemãs contra judeus chegam com forte certeza ao seus ouvidos, ele não hesita em agir. Buscando soluções diante da burocracia de sua nação, que mantém uma posição de neutralidade durante a guerra, Engzell encontra uma brecha nas conexões entre cidadãos suecos que precisam de ajuda, possibilitando o salvamento de milhares de pessoas durante o conflito.

Com a geopolítica de uma época marcada por tensões políticas na ponta do lápis – reproduzindo de forma precisa esse cenário histórico -, o roteiro desfila sua ironia afiada, sem deixar de meter o dedo em feridas na forma de críticas mordazes ao governo sueco da época. Em seu discurso, circula por temas importantes, como a posição controversa de neutralidade da Suécia em meio ao caos que se seguia pelo mundo por meio do terror nazista, além de histórias pessoais que se entrelaçam à situação central da trama.

A narrativa tem um ritmo acelerado, buscando dinamismo através de fatos bem documentados que expressam cada ponta de conflito emocional presente entre os personagens. Uma ótima escolha, pois mantém o público em estado de atenção permanente, chegando rapidamente em pontos de reflexões sobre tudo que é apresentado, por meio também de diálogos bem elaborados e uma conjuntura de elementos que proporcionam intensa imersão.

Escrito e dirigido pela dupla Thérèse Ahlbeck e Marcus Olsson, A Conexão Sueca nos mostra mais uma página de um período que manchou a humanidade, marcado principalmente pelo avanço de ideologias totalitárias. Um filme que aborda de forma inteligente uma situação que se expande para um enorme retrato, com críticas que permanecem contundentes.

‘Coringa’: Diretor compartilha primeira imagem oficial de Zazie Beetz no filme

O diretor de ‘Coringa‘, Todd Philips, compartilhou em seu Instagram a primeira imagem oficial de Zazie Beetz (‘Deadpool 2‘) no filme.

Confira:

 

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So excited to be working with @zaziebeetz. Joker. 📷@nikotavernise

Uma publicação compartilhada por Todd Phillips (@toddphillips1) em

 

 

O longa, estrelado pelo vilão do Batman, será chamado de ‘Coringa’ por aqui, como era esperado, e chegará um dia antes da estreia norte-americana, em 3 de outubro de 2019.

Confira também algumas imagens direto do set do filme:

A trama deve explorar a cultura noturna da cidade de Nova York, dando destaque inclusive a clubes de strip-tease. Ou seja, é muito provável que o filme seja para maiores de idade.

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O plano é lançar um novo selo chamado de DC Dark ou DC Black, parte de uma mudança de estratégia da Warner após o péssimo resultado de ‘Liga da Justiça’ nas bilheterias.

O longa contará com o orçamento de US$ 55 milhões, valor relativamente baixo.

“20 anos antes do Batman salvar a cidade na trilogia de ‘Cavaleiro das Trevas’, Gotham era um lugar perigoso. Nos cantos onde o crime se escondia, um homem tenta escapar do seu terreno desafortunado, através de uma paixão pela teatralidade e pela comédia stand-up. No entanto, um dia ruim é tudo o que basta nesta cidade, e logo, este homem de boas intenções se tornou o criminoso mais perigoso de todos: o Coringa. Dirigido pelo indicado ao Oscar, Todd Phillips (‘Cães de Guerra’) e produzido pelo vencedor do Oscar, Martin Scorsese (‘Os Bons Companheiros’), esta prequel do indicado ao Oscar, Christopher Nolan, ‘Cavaleiro das Trevas’, vai explorar como o Palhaço Príncipe do Crime veio a se tornar o que é”.

Vale ressaltar que a história deve se passar em uma Gotham City dos anos 80, além de estar separado do atual Universo Estendido DC, fazendo parte de um novo selo para filmes independentes com os personagens DC Comics.

‘Batwoman’: Série com Ruby Rose ganha trailer COMPLETO; Assista!

A CW divulgou o trailer completo da série ‘Batwoman‘, estrelada pela Ruby Rose.

Confira:

A série faz parte do Arrowverse, e sua personagem principal foi apresentada durante o crossover Elseworlds.

Kate Kane (Rose) nunca planejou ser a nova vigilante de Gotham. Três anos depois de Batman ter desaparecido misteriosamente, Gotham é uma cidade em desespero. Sem o Cavaleiro das Trevas, o Departamento de Polícia de Gotham City foi invadido e desarmado por gangues criminosas. Para ajudar sua família e sua cidade, ela terá que se tornar a única coisa que seu pai detesta – uma vigilante como Batman. Com a ajuda de sua meia-irmã, Mary (Kang), e do astuto Luke Fox (Johnson), filho do guru da Wayius Enterprises, Kate Kane continua o legado de seu primo desaparecido, Bruce Wayne, como Batwoman. Ainda apaixonada por sua ex-namorada, Sophie, Kate usa tudo em seu poder para combater as maquinações sombrias da psicótica Alice (Skarsten). Mas não a chame de heroína ainda. Em uma cidade desesperada por um salvador, ela deve primeiro superar seus próprios demônios antes de abraçar o chamado para ser o símbolo de esperança de Gotham.

O elenco ainda conta com Meagan Tandy, Dougray Scott, Elizabeth Anweis, Nicole Kang, Camrus Johnson, Rachel Skarsten e Nicole Kang.

 

Margot Robbie | Conheça as Personagens que a jovem Estrela Recusou

Recentemente, foram divulgadas informações de que a jovem estrela Margot Robbie assumirá as rédeas da franquia bilionária Piratas do Caribe no cinema, na forma da nova protagonista. Isto significa que Robbie, que acaba de completar 30 anos no último dia 2, “herdará” a vaga deixada após o “cancelamento” de Johnny Depp e seu Capitão Jack Sparrow, como o novo rosto e símbolo desta verdadeira galinha dos ovos de ouro da Disney.

Robbie, apesar da pouca idade, já é dona de um currículo invejável. Ela é, claro, a personificação da Arlequina nos cinemas, e fez a personagem alçar voos ainda maiores dentro da cultura pop – ao mesmo tempo em que impulsionou a própria carreira rumo ao estrelato com esta atuação. A moça já esteve em produções de centenas de milhões de dólares (A Lenda do Tarzan, Esquadrão Suicida), entregou ótimas atuações (O Lobo de Wall Street, Os Últimos na Terra, Duas Rainhas e Era uma Vez em Hollywood), e trabalhou com diretores renomados (Martin Scorsese e Quentin Tarantino). Ah sim, e foi indicada duas vezes ao Oscar (Eu, Tonya e O Escândalo).

Em breve, Robbie viverá Arlequina mais três vezes nas telonas, Lady Marian em uma nova reinterpretação da lenda de Robin Hood e, acreditem, a boneca Barbie em carne e osso. Pensando em tudo isso, no reboot de Piratas do Caribe e no aniversário desta talentosa estrela, o CinePOP homenageia Margot Robbie com uma matéria sobre os papeis que a atriz deixou passar – afinal, é muita coisa para uma mulher só. Vamos conhecer.

Birdman (2014)

Sim, Margot Robbie era a primeira opção para a protagonista feminina neste vencedor do Oscar de melhor filme. E se tivesse aceitado a proposta, seriam dois golaços consecutivos da atriz – já que esta obra do mexicano Alejandro Iñárritu foi lançada no ano seguinte de O Lobo de Wall Street. Mas foi sua participação em Golpe Duplo (2015) que a obrigou a abrir mão do drama existencial com Michael Keaton – já que foram filmados na mesma época.

Robbie estava de férias e precisou encurtá-las quando recebeu a ligação para um segundo teste. E quem não correria, afinal é um filme com Will Smith. Com a saída de Robbie, Emma Stone pegou sua vaga no papel da filha do protagonista e foi indicada ao primeiro Oscar de sua carreira. Será que a loira se arrepende?

Quarteto Fantástico (2015)

Olha só como a vida pode ser irônica. Margot Robbie havia participado de O Lobo de Wall Street, roubado cenas e chamado atenção, mas ainda não era um nome quente na indústria. Assim, fez teste para o elenco de uma nova superprodução de heróis da Marvel/FOX como qualquer mero mortal e, vejam só, não passou. Ou melhor, foi preterida em nome da atriz que realmente ficou com o papel da heroína Sue Storm, Kate Mara – irmã mais velha da indicada ao Oscar Rooney Mara.

Bem, podemos notar hoje, cinco anos passados, que Kate, apesar do talento, não possui o status de Robbie em Hollywood. E vendo o resultado desta, me perdoem, “bomba” de Josh Trank, é seguro dizer que a loira australiana saiu ganhando nessa, ao ter ficado de fora. Apenas um ano depois, no entanto, Margot estrelaria Esquadrão Suicida, que igualmente não angariou as melhores críticas. A diferença foi que Robbie recebeu elogios por seu desempenho, fazendo sua personagem transcender o filme em si. É um dos casos raros no qual o personagem é adorado, e o filme não muito.

Um Mergulho no Passado (2015)

Drama cult lançado antes do diretor italiano Luca Guadagnino se tornar um chamariz com o indicado ao Oscar Me Chame Pelo Seu Nome (2017) e subsequentemente o remake do terror Suspíria (2018). Este aqui também é um remake, de uma produção francesa de 1969, intitulada A Piscina. Margot Robbie era a preferida para um dos papeis de destaque, e com sua saída por motivos de agenda, Dakota Johnson entrou em seu lugar – dando início assim a uma parceria com Guadagnino que se estenderia por Suspíria.

Um Mergulho no Passado não é muito conhecido e no Brasil foi lançado direto em vídeo. Mas Robbie abriu mão do projeto em nome do blockbuster A Lenda de Tarzan, no qual viveu Jane. O filme não foi um sucesso de crítica ou público, e desta vez nem mesmo a performance da atriz a salvaria de um resultado esquecível – que sejamos sinceros, quantos de vocês lembram? Com certeza foi o desejo de trabalhar com o britânico David Yates, o cineasta que mais dirigiu filmes da franquia Harry Potter e seus derivados.

As Panteras (2011)

Peraí, você diz. “Eu conheço a série clássica das Panteras da década de 1970, os filmes de 2000 com Diaz, Barrymore e Liu, e o reboot de 2019 com Kristen Stewart. Que diabos é As Panteras de 2011?”. Pois bem, querido leitor, é isso mesmo. A franquia As Panteras tentou uma revitalização após os blockbusters da década de 2000 no cinema, e o destino de um novo trio de mulheres detetives particulares era a telinha. O motivo para você não lembrar ou quem sabe nunca ter ouvido falar disso, é porque a maioria dos seres deste planeta também seguem nessa linha.

Mas mesmo assim, a série existiu e durou apenas oito episódios de uma primeira temporada, exibida pela rede norte-americana ABC. A pergunta que não quer calar, no entanto, é: será que lembraríamos caso Margot Robbie fizesse parte do elenco? A atriz fez teste para uma das integrantes do trio, mas ao invés de estrelar a série, foi remanejada para outro programa do mesmo canal, o mais interessante Pan Am – série sobre a época gloriosa da companhia aérea homônima passada durante a década de 1960, relatando os dramas e romances de pilotos e aeromoças. Infelizmente, apesar da promessa, Pan Am – que também foi ao ar em 2011 – durou apenas uma temporada de 14 episódios.

Bônus 1: O Lobo de Wall Street (2013)

Calma. Não estamos ficando loucos. Sabemos que o excelente drama de Martin Scorsese foi a produção que abriu portas e mudou para sempre a carreira da australiana Margot Robbie. Mas incluímos o filme na lista porque por muito pouco o destino não foi totalmente diferente para a atriz. Acontece que uma das preferidas para o papel na época era Blake Lively (que tinha sua própria série de sucesso no período – Gossip Girl), mas Robbie terminou levando a melhor e conquistando o renomado diretor em seu teste quando esbofeteou o colega de cena Leonardo DiCaprio.

Parece que estes diretores das antigas gostam de ousadia, já que foi uma manobra parecida que arrebatou Brian De Palma em Scarface (1983) – quando uma então desconhecida Michelle Pfeiffer quebrou um copo na mão de Al Pacino em seu teste. Seis anos depois, Robbie e DiCaprio voltaram a se encontrar, em Era uma Vez em Hollywood, dirigidos por outro grande cineasta: Quentin Tarantino.

Bônus 2: Esquadrão Suicida (2016)

Sim, agora vocês já entenderam a ideia aqui. O que não podemos negar é que o destino foi bom para Margot Robbie. Seus dois trabalhos mais importantes para a consolidação de sua carreira e seu status como estrela por pouco não ficaram nas mãos de outras atrizes. Este talvez não seja mais novidade para ninguém, aqui mesmo no CinePOP constantemente citamos o ocorrido. Mas vamos lá de novo. A primeira opção para a amalucada personagem da DC nesta superprodução era a sobrinha de Julia Roberts, Emma Roberts, que prontamente abriu mão do papel para estrelar a série de comédia e terror, Scream Queens.

O programa da FX durou apenas duas temporadas, num total de 23 episódios. Já Robbie, apesar do resultado do longa, entraria para o time A de Hollywood graças ao papel. Além disso, ganhou seu próprio filme com o recente Aves de Rapina (2020), e já tem mais três participações na pele de Arlequina engatilhadas – com a primeira estreando logo no ano que vem.

Bônus 3: Duas Rainhas (2018)

Grandes atrizes também são inseguras. Ainda mais se não tiverem uma longa carreira e muita experiência. Assim, Margot Robbie quase desistiu do papel da Rainha Elizabeth I, simplesmente pelo fato de não se achar no mesmo nível das intérpretes que haviam vestido a histórica personagem no cinema em anos recentes, vide Judi Dench (Shakesperare Apaixonado) e Cate Blanchett (Elizabeth e Elizabeth: A Era de Ouro).

O fato é até compreensível, já que a primeira levou um Oscar e a segunda foi indicada cada uma das vezes que interpretou o papel. Mas a diretora Josie Rourke a convenceu, e Robbie entregou um desempenho memorável, recebendo muitos elogios e indicações a prêmios, como o SAG. Fora isso, Robbie acabava de sair de uma indicação ao Oscar (Eu, Tonya) e dividiu os créditos com uma jovem atriz igualmente em tal posição – Saoirse Ronan, que havia sido indicada por Lady Bird.

Hoje é halloween! Comemore com esses 10 clássicos do terror, não muito comentados atualmente

Qual é o seu filme de terror preferido? Todo fã do gênero certamente já ouviu essa pergunta antes. Ela inclusive se popularizou ao virar a marca registrada da franquia ‘Pânico’. Seja ela qual for, essa é a data para celebrá-lo. Reunir os amigos (já que o halloween esse ano caiu numa sexta-feira), aquela pessoa especial, ou até mesmo curtir sozinho, fazer uma pipoquinha, dar play e se divertir horrores.

Quando falamos em os melhores clássicos do terror, todos já vão naquelas apostas certas. Ou seja, ‘O Exorcista’, ‘Tubarão’, ‘O Iluminado’, ‘Alien’, ‘Halloween’, ‘Sexta-Feira 13’, ‘A Hora do Pesadelo’, etc. Aqui, no entanto, resolvemos apostar em filmes não tão óbvios. São aqueles clássicos cult esquecidos por muitos, mas que são ótimos, e precisam ganhar uma nova chance de serem descobertos. Assim, fazemos nosso trabalho indicando 10 destes clássicos do terror pouco lembrados atualmente. Confira.

Aracnofobia

Neste filme temos concretizado o medo real de grande parte da população. Esqueça monstros, fantasmas, seres de outros planetas ou qualquer maldição. Estamos falando de criaturas bem reais e que habitam nosso dia a dia: as aranhas. O título se refere justamente ao medo irracional que se tem delas. Produzido por ninguém menos que Steven Spielberg, o longa foi sensação em seu lançamento, mas ao longo das décadas terminou se tornando um filme perdido. Na trama, Jeff Daniels interpreta um médico se mudando com sua família para uma pequena cidade pacata americana, para ocupar a vaga na clínica local. Ele possui um medo absurdo de tais criaturas. Até aí tudo bem. Acontece que por lá aparece uma raça de aranhas incrivelmente mortais (não iremos dizer como para não dar spoiler). Esse é um filme que merece remake. Aliás, Hollywood já está tentando tirar do papel, mas ainda não encontrou uma maneira.

Lobo

O que seria do dia das bruxas sem uma boa história de lobisomem. As criaturas peludas, assim como os vampiros, bruxas e mortos-vivos são sempre tema para a data. Aqui, temos uma das versões de maior prestígio envolvendo o monstro que só dá as caras na lua cheia. Isso porque estrelando temos nenhum outro senão Jack Nicholson. O vencedor do Oscar não é estranho a produções pop e de gênero, vale lembrar que em seu currículo temos ‘O Iluminado’ e ‘Batman’. Aqui, nessa obra muito classuda ele vive um editor de livros, que se encontra numa fase difícil profissionalmente dentro da empresa na qual sempre trabalhou. Tudo piora com a chegada de um jovem ambicioso no local, que se finge de pupilo somente para tentar tirar a sua vaga dentro da empresa. Mas como não existe nada ruim que não possa piorar, o protagonista ainda é mordido por um lobo e começa a se transformar em um lobisomem. No elenco, Michelle Pfeiffer, James Spader e Christopher Plummer.

Mutação

Seguindo no terreno das criaturas monstruosas, agora temos uma obra que mistura elementos de ciência e ficção científica. Atrás das câmeras temos ninguém menos que o queridinho Guillermo del Toro, em seu primeiro filme americano em Hollywood. Para quem duvidava da veia para o terror do cineasta, esta é uma das respostas. Na trama, cientistas desenvolvem uma “super barata” a fim de frear uma epidemia de insetos, que tem adoecido e matado diversas crianças na cidade. Esse super inseto se torna um predador e erradica a contaminação. Porém, para isso os cientistas precisaram alterar seu DNA geneticamente. Alguns anos depois, essas criaturas encontram uma forma de evoluir ainda mais e agora conseguem imitar, de certa forma, os seres humanos. Esta é uma produção subestimada, mas que é garantida de tirar muitos sustos e arrepios do espectador. No elenco, uma Mira Sorvino na “crista da onda”, então saída de uma vitória no Oscar.

A Relíquia

Lançado no mesmo ano de ‘Mutação’, este aqui tem produção da Paramount Pictures e direção de Peter Hyams (‘2010: O Ano que Faremos Contato’, ‘Timecop’ e ‘Fim dos Dias’). Na trama, também temos como protagonistas cientistas e estudiosos. Aqui, uma antropóloga que trabalha em um museu, papel de Penelope Ann Miller. Ao mesmo tempo em que um colega seu de trabalho desaparece quando fazia uma pesquisa de campo estudando uma tribo remota em um país da América do Sul, e um grande engradado misterioso chega ao museu, estranhos assassinatos começam a ocorrer no local. Tudo, é claro, está conectado. O fato desperta a investigação de um policial, papel do saudoso Tom Sizemore. Tudo está relacionado a uma criatura mitológica conhecida como Kothoga – que garante o medo do filme.

Prova Final

Já tivemos lobisomens, aranhas e todo o tipo de criatura monstruosa gigante. Agora, que tal curtir um terror alienígena – que continua na pegada de monstros gigantes e nojentos. Tudo moldado na forma de um terror adolescente. Na mesma época de ‘Pânico’ e ‘Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado’, surgia também este ‘Prova Final’, que pode ser melhor definido como uma mistura entre ‘Clube dos Cinco’ e ‘Invasores de Corpos’.

E essas foram realmente as inspirações do autor Kevin Williamson, que se junta com Robert Rodriguez para entregar uma ficção juvenil divertida e despretensiosa, banhada ao som de muito rock n roll dos anos 90. Aliás, temos inclusive os mesmos estereótipos dos estudantes do citado filme de John Hughes, ou seja, o rebelde, a patricinha, o esportista, o nerd e a anti-social, aqui adicionando ainda a menina do interior nova no colégio. Além dos alunos, temos também os professores como chamariz. No elenco recheado, destacam-se os nomes de Josh Hartnett, Elijah Wood, Jordana Brewster, Robert Patrick, Famke Janssen e Salma Hayek.

A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça

É quase impossível falar de halloween sem falar do diretor Tim Burton. Isso porque todos os seus filmes parecem ter sido feitos especialmente para a data, não importando o gênero. ‘Beetlejuice’ é um dos que mais se destaca (focando na comédia). Se o desejo for por ação, temos ‘Batman’ e ‘Batman – O Retorno’; drama, temos ‘Edward Mãos de Tesouro’, e um filme de teor um pouco mais sério, podemos selecionar ‘Ed Wood’. Tudo parece funcionar para a data. O que selecionamos, no entanto, é o filme que se encaixa mais puramente no gênero terror na filmografia deste grande realizador. Falamos de ‘A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça’, que transpira por todos os poros a data. Na trama clássica, Johnny Depp estrela como o investigador medroso Ichabod Crane, que é enviado à cidade de Sleepy Hollow para investigar decapitações muito macabras. Tudo é atribuído à lenda do cavaleiro sem cabeça, um ser mitológico que assombra o local.

Do Fundo do Mar

No mesmo ano, os fãs puderam sentir medo ainda de outro tipo de criatura, o terror dos sete mares. ‘Tubarão’, de Steven Spielberg, é o filme definitivo sobre o peixão que é o rei dos mares. Mas de todos que vieram depois, o que merece a segunda posição deste ranking bem específico do gênero “filmes de tubarão”, é sem dúvida este ‘Do Fundo do Mar’, de Renny Harlin. Aqui também temos cientistas metendo os pés pelas mãos ao brincar de Deus com a melhor das intenções.

Assim como em ‘Mutação’, o objetivo destes homens e mulheres da ciência é erradicar uma doença e salvar a humanidade. No caso deste filme o terrível mal de Alzheimer. Acontece que nessa trama fictícia, uma substância encontrada no cérebro dos tubarões contém os princípios para ajudar na cura da doença. Só tem um problema, o cérebro destes peixes é muito pequeno, por serem muito primitivos. A solução: modificar geneticamente as criaturas, aumentando seu tamanho e assim fazendo crescer seu cérebro. Novo problema: com um cérebro grande, eles se tornam inteligentes e se voltam contra seus criadores. No elenco, Thomas Jane, Samuel L. Jackson, LL Cool J e Stellan Skarsgard.

Um Drink no Inferno

O melhor filme de 2025 foi ‘Pecadores’ – e caso você não tenha assistido, faça esse favor a si mesmo. ‘Pecadores’ é um filme sobre dois irmãos que buscam abrir um bar de música e dança, e na segunda metade do filme são visitados por vampiros, torando tudo muito sangrento. Mas voltando 29 anos no passado, tivemos uma obra de premissa bem similar. ‘Um Drink no Inferno’, dirigido por Robert Rodriguez (olha ele aí outra vez) e escrito por Quentin Tarantino, falava sobre dois irmãos criminosos, precisando chegar até um bar de música e dança, onde encontrariam refúgio até o amanhecer. Porém, o lugar mostra-se nada seguro pois está repleto de vampiros, transformando tudo num pesadelo sangrento. George Clooney e Harvey Keitel estrelam. O filme é metade road movie criminal e metade terror de vampiros.

Jovens Bruxas

No mesmo ano de ‘Um Drink no Inferno’, estreava ainda mais um terror adolescente. Esse com doses sobrenaturais. As bruxas sempre foram figuras mitológicas que pertencem ao gênero do terror. A proposta deste longa foi trazê-las para a modernidade (ao menos da segunda metade dos anos 90), colocando-as na escola, como jovens estudantes, parte da cultura efervescente da geração MTV. Na trama, Sarah (papel de Robin Tunney) é a garota nova no colégio, tendo mudado para a cidade recentemente com seus pais. Na escola, ela descobre que um trio de amigas são consideradas bruxas pelos demais estudantes. Ela logo se torna amiga do trio, formando o quarto elemento de quem elas precisavam. Do quarteto, somente Neve Campbell segue na ativa, pronta para estrear ‘Pânico 7’ no ano que vem. O elenco principal é completo por Fairuza Balk e Rachel True.

Os Demônios da Noite

Finalizando a matéria, temos um filme que está completando 30 anos de sua estreia em 2025. Você já ouviu falar da série ‘Contos da Cripta’? Os mais novos talvez fiquem totalmente perdidos. Mas o programa fez enorme sucesso nos anos 90 e início dos anos 2000. Baseado em quadrinhos alternativos de terror, o seriado era de antologia, ou seja, a cada episódio tínhamos um mini filme, com começo, meio e fim, retratando alguma história de terror sobrenatural ou uma trama de suspense.

O mais legal é que grandes nomes de Hollywood na época toparam participar dos episódios, como Demi Moore, Michael J. Fox, Arnold Schwarzenegger e Tom Hanks, por exemplo. Fora isso, os maiores diretores de cinema da época também dirigiam os episódios. A série tinha moral. Aproveitando esse tremendo hype, a Universal Pictures resolveu levar a ideia para o cinema, e assim foi criado ‘Os Demônios da Noite’, o primeiro filme de ‘Contos da Cripta’. Na trama, uma guerra milenar entre o bem e o mal termina sendo travada em um hotel de beira de estrada, onde personagens excêntricos frequentam.

71 anos de Bill Murray – 10 filmes fantásticos da carreira do ator

Pensem em um ator carismático que nós aqui do Brasil conhecemos faz muito tempo por conta de divertidas obras com ele chegarem aos nossos televisores mesmo antes da tecnológica era da internet! Se você pensou em Bill Murray está correto! Dono de interpretações diversas, faz rir e comove entre um filme e outro levando os espectadores a sempre ficarem ansiosos com seus novos trabalhos.

Sua família é gigante, ele é um dos nove filhos de seus pais. Iniciou a carreira buscando o sucesso no rádio até ter a grande chance de sua vida no programa de grande sucesso da televisão norte-americana Saturday Night Live já no final dos anos 70. Daí para as telonas foi um pulo e anos depois fazia seu primeiro filme, o longa-metragem Almôndegas de Ivan Reitman. Mas seu reconhecimento mesmo veio após Caça-Fantasmas em 1984 (também dirigido por Reitman) onde inclusive fora indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia.

Figurinha carimbada em diversos projetos do cineasta texano Wes Anderson (inclusive estará no novo filme dele chamado A Crônica Francesa que deve estrear por aqui em novembro), é um grande fã de Baseball e teve apenas uma indicação ao Oscar, pelo seu trabalho no maravilhoso Encontros e Desencontros.

Para celebrarmos um pouco a carreira desse carismático ator, e também uma forma para você leitor ou leitora que não conhece muitos filmes dele, seguem abaixo 10 filmes fantásticos da carreira de Bill Murray:

 

Feitiço do Tempo

Quem nunca assistiu ou ouviu falar desse filme? Um grande clássico da sessão da tarde, tornou o nosso homenageado muito mais famoso no nosso país. Dirigido por Harold Ramis, o filme que tem Bill Murray e Andie MacDowell como protagonistas, se passa na Pensilvânia e nos apresenta um rabugento meteorologista (interpretado por Murray) que acaba ficando preso em um loop temporal. Teve um orçamento de cerca de 17 milhões de dólares e faturou mais de 70 milhões de dólares só em bilheteria. Um dos grandes sucessos da carreira de Bill Murray.

 

Os Caça-Fantasmas

Em várias listas de melhores comédias de todos os tempos, em 1984 chegava aos cinemas o impactante longa-metragem de Ivan Reitman, Os Caça Fantasmas. A trama envolve cientistas curiosos que acabam descobrindo fantasmas pela cidade e precisam reunir forças, e armas super poderosas, para defender Nova York de uma dominação. Talvez o papel mais conhecido de Murray.

 

 

Encontros e Desencontros

Talvez a grande interpretação da carreira de Bill Murray, indicado inclusive ao Oscar por esse papel. Encontros e Desencontros, protagonizado por Murray e Scarlett Johansson e dirigido por Sofia Coppola, conta a história de um famoso ator um pouco depressivo que está na capital do Japão para rodar um comercial. Também está na cidade uma jovem que tem um marido workholic que a deixa sem ter muito o que fazer durante a viagem. Essas duas almas vão se encontrar e descobrirem novos sentidos para suas vidas. Um filme lindo, lindo, lindo! Imperdível!

 

Flores Partidas

Dirigido pelo genial cineasta norte-americano Jim Jarmusch e Vencedor do Grande Prêmio do Júri, no Festival de Cannes no ano de 2005, Flores Partidas é uma espécie de road trip que aborda com profundidade a reconstrução de um protagonista, brilhantemente interpretado por Murray, que vai atrás de um filho de quase 20 anos que nem sequer sabia que existia. Um dos mais elogiados trabalhos na carreira de Murray.

 

Zumbilândia

Esse filme é um caso quase a parte já que nele nosso homenageado interpreta ele mesmo! Disponível no catálogo da Netflix, Zumbilândia (que tempos depois ganhou uma continuação) conta a saga de quatro pessoas que tentam sobreviver a um apocalipse zumbi provocado por um vírus mortal. Columbus, Tallahassee, Wichita e Little Rock são personagens que já fazem parte das memórias cinéfilas de todos que gostam de se divertir vendo um filme. E quando os protagonistas encontram o Bill Murray… ahhahahha! Sensacional!!

 

O Grande Hotel Budapeste

Existe valor para uma grande amizade? Para falar sobre a trivialidade dos sentimentos do ser humano, ninguém melhor que o cineasta, queridinho dos cinéfilos, Wes Anderson. O Grande Hotel Budapeste, é uma incrível aventura percorrida através do real valor de uma amizade. Com uma atuação espetacular de Ralph Fiennes esse filme vai agradar a grande maioria do público. É uma obra que empolga o espectador, do início ao fim.

 

Clube dos Pilantras

Disponível no catálogo do Telecine, a comédia Clube dos Pilantras, dirigido por Harold Ramis, é um dos filmes mais conhecidos da carreira de Bill Murray, onde contracena com outro ótimo comediante, Chevy Chase. Na trama, em um prestigiado clube de golfe nos Estados Unidos, uma série de sócios e funcionários se envolvem em confusões completamente insanas.

 

Moonrise Kingdom

Escrito por Wes Anderson e Roman Coppola, Moonrise Kingdom, acima de tudo, é um longa deveras inteligente. É uma história que não foca mas fala de amizade, companheirismo, coragem e sobretudo de família. Entre muitos destaques, a trilha sonora é entusiasmada e acaba virando um personagem coadjuvante em muitas sequencias. A apresentação dos personagens é muito criativa, levando o público a uma perspectiva diferente dessa peculiar narrativa.

 

Um Santo Vizinho

Quando a casa do vizinho está pegando fogo, a minha casa está em perigo. Escrita e dirigida por Theodore Melfi, em seu primeiro longa-metragem na carreira, Um Santo Vizinho é uma comédia dramática que tinha tudo para ser uma cópia de Um Grande Garoto ou outro filmes que mostram a relação de amizade entre adultos e crianças. Porém, por conta de seu protagonista, basicamente um anti-herói, interpretado pelo genial Bill Murray, o filme se transforma em uma grande jornada sobre a arte de recomeçar.

 

On the Rocks

As verdades precisam ser contadas ou descobertas? Analisando um peculiar raio-x da desconfiança na cabeça de uma esposa que se sente afastada do marido, a cineasta Sofia Coppola (que escreve e dirige esse projeto) nos leva em bom ritmo a uma trama repleta de ótimos diálogos mesmo com um clima amargurado que percorre toda a trama. Entre um drink e outro pai e filha nos divertem com diálogos sobre casamentos, o mundo, traições, escolhas, atos machistas. Bill Murray e Rashida Jones nos brindam com ótimas atuações. As passagens dos arcos são lindas, metáforas de interseção entre a cidade e os problemas cotidianos entre quatro paredes.

 

 

De Chuck Norris a Sylvester Stallone: 10 filmes explosivos para fãs de ação

Quem não gosta daqueles filmes explosivos e cheios de mentirinhas, com um herói como protagonista enfrentando as mais mirabolantes situações? Muitas dessas obras ficam marcadas em nossas memórias, atravessando gerações e, sempre que passa em algum lugar, é um enorme prazer revê-las. Pensando em alguns desses projetos que marcam, separamos abaixo uma lista bem legal para quem quer descobrir – ou redescobrir – ótimos filmes de ação:

 

Comando Delta (MGM +)

Lançado em 1986, dirigido pelo cineasta israelense Menahem Golan, o primeiro filme da trilogia Comando Delta conta a saga de um grupo de elite do exército norte-americano que precisa resolver uma situação complicada envolvendo questões políticas e reféns em um avião, tudo isso em questões de horas.

 

A Rocha (Disney Plus)

Um dos bons filmes de ação protagonizados por Nicolas Cage, A Rocha nos apresenta um especialista em química do FBI que precisa se juntar a um criminoso condenado para impedir ações de um coronel militar na prisão de Alcatraz.

 

O Vôo do Dragão (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Na trama, conhecemos Tang Lung (Bruce Lee), um jovem de família humilde de Hong Kong que é chamado por sua prima, Chen Ching Hua (Nora Miao), para ajudar seu tio, Wang (Chung-Hsin Huang), em algumas questões sobre o restaurante da família, perto da falência, onde os funcionários – nos fundos do estabelecimento – treinam caratê. O lugar é sempre invadido por gangues locais o que impossibilita o lucro por parte da família. Assim, Tang Lung será a principal força contra esses rebeldes.

 

Risco Total (Tem para aluguel em algumas plataformas)

O alpinista Gabe Walker (Sylvester Stallone), em meio a um enorme conflito por se sentir culpado por uma situação do passado, precisa reunir forças anos mais tarde quando um grupo de pessoas misteriosas pede socorro nas montanhas.

 

Daylight (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Quem viveu no final da década de 1990 já deve ter visto esse filmaço estrelado por Sylvester Stallone, frequentemente era exibido em canais abertos. Na trama, acontece uma explosão em um túnel de Nova Jersey. Um ex-chefe do serviço de emergência lidera uma operação para retirar os sobreviventes do lugar.

 

Momento Crítico (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Nesse filmaço estrelado por Kurt Russell, que tem um plot twist impactante logo no seu início, acompanhamos um agente federal e um coronel que precisam unir forças para resgatar reféns em uma aeronave.

 

O Demolidor (HBO MAX)

Um dos grandes filmes de ação dos anos 1990, O Demolidor conta a história de um policial e um bandido condenados a um encarceramento, onde precisam cumprir a pena de forma congelada (literalmente). Só que no ano de 2032, o cruel bandido foge da prisão e o policial é descongelado para tentar prendê-lo novamente.

 

Tango & Cash – Os Vingadores (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Na trama, conhecemos Tango (Sylvester Stallone) e Cash (Kurt Russell), dois brilhantes policiais e completamente diferentes. Ambos se tornam estrelas do departamento policial da cidade onde moram, ocupando quase sempre as capas dos jornais com grandes prisões e apreensões. Quando um grupo de poderosos do crime resolvem criar uma cilada para eles, a dupla de protagonistas precisará salvar a própria pele e provar a inocência.

 

Tropas Estelares (Disney Plus)

Na trama, conhecemos Johnny Rico (Casper Van Dien), um jovem estudante que, por conta de seu amor por Carmen (Denise Richards), decide se alistar ao serviço militar quase ao mesmo tempo da explosão de uma intensa batalha entre a humanidade e enormes insetos. Acontece que Rico e Carmen acabam indo para lados opostos nas forças militares: ela ingressa na força enquanto ele vai para a infantaria. Seguindo caminhos opostos em uma guerra sem precedentes, Rico aos poucos vai se tornando o líder de batalhões de combate e se aproximando da ex-amiga de escola, Dizzy Flores (Dina Meyer).

 

Velocidade Máxima (Disney Plus)

Jack (Keanu Reeves) é um oficial da polícia que é chamado para uma situação envolvendo um elevador que está caindo – em uma suposta ação premeditada. Após minutos de alta tensão e o resgate do reféns, Jack se vê novamente em confronto com a mente por trás do incidente com o elevador: um psicopata chamado Howard (Dennis Hopper), ex-membro do esquadrão anti-bombas da polícia. Em sequência, ele ameaça um ônibus que não pode chegar na velocidade de 50 milhas por hora, sob o risco de ativar uma bomba. Buscando soluções, Jack contará com a ajuda de Annie (Sandra Bullock), uma simpática passageira.

 

Vídeo hilário mostra como ‘Han Solo’ deveria ter terminado; Assista!

Han Solo‘ ganhou um vídeo hilário, mostrando como o filme deveria ter terminado. Confira:

Após uma temporada difícil nas bilheterias e uma recepção morna de crítica e público, o filme arrecadou apenas US$ 392.8 milhões mundialmente, tornando-se o maior fracasso da franquia.

Ainda sobre isso, o ator Paul Bettany admitiu, durante uma entrevista à MTV, que ficou totalmente surpreso com o fracasso do filme.

“Amei muito o filme. Fui ver no cinema e realmente amei tudo aquilo. O fracasso foi muito confuso. Acho que a história era tão boa, e a execução também foi muito boa. Então, sim, me surpreendeu muito, não entendi”

Com o fracasso comercial, o futuro da Kathleen Kennedy na presidência da Lucasfilm está em jogo. O Latino Review revelou que Bob Iger, o chefão da Disney, está planejando demitir Kennedy após diversos problemas nos bastidores da empresa.

Quatro diretores já foram substituídos em projetos dentro do estúdio: Gareth Edwards em ‘Rogue One’, Colin Trevorrow em ‘Episódio 9’ e Phil Lord e Chris Miller em ‘Han Solo’.

‘Han Solo’: Ron Howard comenta resultado decepcionante nas bilheterias

Analista aponta “péssimo marketing” como motivo do fracasso de ‘Han Solo’

‘Jane the Virgin’: CW está considerando desenvolver NOVO spin-off da série

A CW tentou desenvolver um spin-off de ‘Jane the Virgin‘, intitulado ‘Jane The Novela‘, mas o piloto foi rejeitado pela emissora por não ter sido tão “inteligente e engraçado” quanto a série original.

No entanto, isso não quer dizer que a CW não considera retornar a esse universo novelesco. Em entrevista ao Deadline, o presidente da emissora, Mark Pedowitz, declarou que um novo derivado ainda pode acontecer.

“Nós somos grandes fãs da Jennie Urman e da Gina [Rodriguez], e nós apreciamos muito o que elas fizeram. Nessa situação em particular, esse spin-off não alcançou o nível que estávamos esperando. Nós conversamos com a Jennie e, se ela quiser, estamos interessados em desenvolver um novo derivado da série. É uma decisão dela.”

O último episódio de ‘Jane the Virgin‘ será exibido no dia 31 de julho.

‘As Patricinhas de Beverly Hills’ completa 25 anos | Por onde anda o elenco?

Uma questão que constantemente permeia o pensamento de muitos cinéfilos pelo mundo é: por onde anda o elenco daquele filme que adoram. E as respostas podem ser as mais variadas. Pensando nisso, nós aqui no CinePOP decidimos responder tais dilemas intrigantes para você, nosso caro leitor e razão de ser. Para abrir esta nova coluna do site, que tal um dos mais icônicos filmes adolescentes dos anos 1990, quiçá um dos melhores de todos os tempos: As Patricinhas de Beverly Hills, de 1995, da diretora Amy Heckerling. Vem com a gente.

Alicia Silverstone (Cher)

Nesta adaptação do clássico romance Emma, de Jane Austen, para os tempos modernos, a Cher de Alicia Silverstone é a própria remodelagem da casamenteira protagonista. A personagem que tem prazer em formar casais, resolver seus problemas amorosos, mas que não consegue ajudar a si mesma. A história é boa? Sim, é. Justamente porque foi escrita por um ícone, décadas antes dos fãs das Patricinhas nascerem. Silverstone veio dos clipes da banda Aerosmith, mais precisamente Cryin´, Crazy e Amazing, virando a musa da geração MTV.

Um tempo depois, Silverstone fez a transição para o cinema, sendo este As Patricinhas de Beverly Hills seu primeiro grande – e maior – destaque na carreira. No entanto, infelizmente, foram necessários apenas dois deslizes para sua trajetória sair dos eixos e nunca mais voltar, mostrando o quanto Hollywood pode ser cruel. Em 1997, Silverstone emplacou os fracassos consecutivos de Batman & Robin e Excesso de Bagagem. Na década passada, os trabalhos no cinema passavam em branco e na TV, Silverstone tentava a sorte com séries como Miss Match (2003), sem grande sucesso também. A coisa mais legal que a atriz fez nesse tempo talvez tenha sido Vampiras (2012), comédia novamente dirigida por Amy Heckerling, e co-protagonizada por Krysten ‘Jessica Jones’ Ritter.

Silverstone, hoje aos 44 anos de idade, decidiu voltar à ativa. A atriz engatou diversos projetos: a série ‘O Clube das Babás‘, da Netflix, a comédia musical ‘Valley Girl‘ (2020), ‘Bad Therapy‘ (2020), ‘Tough Love‘ (2019) e o terror ‘O Chalé‘ (2020). Ela também estrelou a série ‘American Woman‘ (2018).

Stacey Dash (Dionne)

A beldade Stacey Dash vivia Dionne, a melhor amiga da protagonista Cher. Depois do sucesso do filme, Dash repetiu seu papel na série de TV baseada no longa, que viu Silverstone substituída por Rachel Blanchard. A série durou de 1996 a 1999. Na TV, a atriz apareceu em outras séries como The Strip (1999 – 2000), The Game (2009 – 2011) e Single Ladies (2011).  No cinema, os filmes de maior destaque em que esteve foram Voando Alto (2003), com Gwyneth Paltrow, de Bruno Barreto, e Nunca é Tarde para Amar (2007), com Michelle Pfeiffer, da própria Amy Heckerling.

O último trabalho conhecido de Dash foi no ultra-trash Sharknado 4 (2016), no qual interpretava a prefeita. A carinha jovial e jeitinho de menina de Dash engana, mas a atriz já está com 50 anos de idade.

Brittany Murphy (Tai)

A atrapalhada e remodelada Tai foi vivida pela atriz Brittany Murphy. Como todos sabem, infelizmente a jovem Murphy faleceu em 2009, aos 32 anos. Ao contrário das amigas de elenco, Murphy foi uma das que mais se destacou na carreira, se tornando uma atriz renomada. Ainda em 1996, participou de um episódio da série baseada no filme das Patricinhas, interpretando outra personagem. No cinema, Murphy participou de filmes como o indicado ao Oscar Garota, Interrompida (1999), Refém do Silêncio (2001), de Gary Fleder, com Michael Douglas; Os Garotos da Minha Vida (2001), de Penny Marshall, com Drew Barrymore; 8 Mile: Rua das Ilusões (2002), de Curtis Hanson, com o rapper Eminem e Sin City: A Cidade do Pecado, de Robert Rodriguez, adaptação dos quadrinhos de Frank Miller.

Murphy também chegou a protagonizar seus próprios filmes como Recém-Casados (2003), Grande Menina, Pequena Mulher (2003) e A Agenda Secreta do Meu Namorado (2004). Seus últimos filmes foram Busca Alucinante (2010), direto em vídeo, e Algo Maligno (2014) – ambos lançados de forma póstuma.

Paul Rudd (Josh)

Essa é fácil. Paul Rudd talvez seja o membro do elenco mais reconhecível ainda em atividade. Nada que a Marvel não resolva. Logo depois do lançamento do filme, no entanto, Rudd foi visto no sofrível e inacabado Halloween 6 (1995), em Romeu + Julieta (1996), de Baz Luhrmann, e também fez uma participação na série das Patricinhas interpretando outro personagem. Em 1998, com A Razão do Meu Afeto, no qual atuava ao lado de Jennifer Aniston, começou a galgar trabalhos maiores, participando de forma recorrente também na série famosa da atriz, Friends – na qual ficou de 2002 a 2004. Rudd também virou sinônimo de participações em comédias de sucesso, vide O Âncora (2004), O Virgem de 40 Anos (2005), Ligeiramente Grávidos (2007) e Ressaca de Amor (2008).

O verdadeiro divisor de águas na carreira deste ator com anos de estrada veio mesmo em 2015. Tudo porque Rudd foi escolhido pela atual midas dos Blockbusters, a Marvel, para viver Scott Lang, o Homem-Formiga. O filme foi um sucesso, e emplacou o ator também em Capitão América: Guerra Civil (2016), ‘Homem-Formiga e a Vespa‘ (2018) e ‘Vingadores: Ultimato‘ (2020). 

Donald Faison (Murray)

No filme, Murray é o namorado de Dionne. Donald Faison, assim como Stacey Dash, foi um dos atores que aceitou retornar e viver o mesmo papel na série de TV derivada do longa. No cinema, o ator esteve em filmes como Falando de Amor (1995), de Forest Whitaker, com Whitney Houston; na comédia adolescente Mal Posso Esperar (1998), com Jennifer Love Hewitt; Duelo de Titãs (200), com Denzel Washington; e Josie e as Gatinhas (2001), com Rosario Dawson. Faison ficaria mais conhecido, no entanto, por seu papel o Dr. Christopher Turk, na hilária e subestimada Scrubs, série que durou de 2001 a 2010.

Mais recentemente, Faison esteve na ficção trash Skyline – A Invasão (2010), de Colin e Greg Strause; e em Kick-Ass 2 (2013), no papel do Dr. Gravidade. O ator também dublou a série animada TRON: Uprising, baseada no longa homônimo da década de 1980 e sua continuação de 2010. O próximo trabalho de destaque do ator também será na dublagem, da animação Star Wars: Detours, em fase de pós-produção.

Elisa Donovan (Amber)

Amber era a rival de Cher e a menina má do colégio. Elisa Donovan também retornou para a série para viver a mesma personagem. A atriz também participou de outra série de sucesso, Sabrina – Aprendiz de Feiticeira, com Melissa Joan Hart, na qual viveu a personagem Morgan Cavanaugh, de 2000 a 2003. Em 2009, Donovan viveu Belinda Bannister no filme para a TV O Cachorro que Salvou o Natal, papel que interpretaria novamente outras cinco vezes nas sequências O Cachorro que Salvou as Férias de Natal (2010), O Cachorro que Salvou o Halloween (2011), O Cachorro que Salvou as Festas (2012), O Cachorro que Salvou a Páscoa (2014) e O Cachorro que Salvou o Verão (2015). O último trabalho da atriz foi o drama criminal Angie X (2016), protagonizado por Francesca Eastwood, filha da lenda Clint Eastwood.

Breckin Meyer (Travis)

Momentaneamente, a carreira de Meyer deslanchou após sua participação em As Patricinhas, no papel do maconheiro Travis, par de Tai. Meyer já havia aparecido em A Hora do Pesadelo – Parte 6 (1991), no papel de outro maconheiro – estão notando uma tendência? Depois do longa de 1995, o ator apareceu em Jovens Bruxas (1996) e Fuga de Los Angeles (1996), além de também ter participado da série derivada do filme homônimo, em outro papel. No cinema, Meyer esteve do elogiado Vamos Nessa (1999), de Doug Liman; das comédias Caindo na Estrada (2000) e Tá Todo Mundo Louco (2001), além de dar vida a Jon, o dono do gato mais preguiçoso dos quadrinhos, Garfield, nos longa de 2004 e sua sequência de 2006. Meyer também estará na animação Star Wars: Detour, dando voz ao mercenário Boba Fett.

Jeremy Sisto (Elton)

O egocêntrico Elton achou que iria se dar bem com Cher, mas ela tinha outros planos. Sisto, no mesmo ano, havia trabalhado com a estrela do filme, Alicia Silvestone, no suspense O Esconderijo, e novamente a atormentava – dessa vez, de forma bem mais intensa. No cinema, Sisto teve papéis em filmes de destaque como Tormenta (1996), de Ridley Scott, com Jeff Bridges; Olhar de Anjo (2001), com Jennifer Lopez; Aos Treze (2013), de Catherine Hardwicke; o terror Pânico na Floresta (2003); e no ótimo e subestimado Garçonete (2007), com Keri Russell. Na telinha, Sisto também teve destaque participando de séries como A Sete Palmos (de 2001 a 2005), Lei & Ordem (2007 a 2010), Suburgatório (2011 a 2014) e no suspense sobrenatural da Netflix The Returned (2015). Atualmente, Sisto está na série Ice, drama criminal sobre negociantes de pedras preciosas.

 

Amy Heckerling (diretora)

Roteirista e cineasta, Heckerling tem grandes sucessos na carreira como o adolescente Picardias Estudantis (1982), com Sean Penn e grande elenco em início de carreira. Como roteirista, escreveu Olha Quem Está Falando (1989) e sua sequência (1990). Em 1995, explodiu com As Patricinhas de Beverly Hills, filme que escreveu e dirigiu. Logo depois, também foi responsável por levar a ideia para a TV, na série homônima. Mas Heckerling também flertou com o fracasso, quando escreveu e dirigiu O Otário (2000), com Jason Biggs. Depois recuperou a velha forma com Nunca é Tarde para Amar (2007) e Vampiras (2012) – este último um filme subestimado – ambos no roteiro e direção. Como diretora, Heckerling comandou 2 episódios de Gossip Girl: A Garota do Blog (em 2012), 3 episódios do prelúdio de Sex and the City, The Carrie Diaries (entre 2013 e 2014); além de 4 episódios da comédia Red Oaks, entre 2015 e 2016, seu último trabalho como diretora até então.

‘De Volta para o Futuro’ que nada! Saiba quais foram os filmes mais caros de 40 anos atrás no cinema!

De Volta para o Futuro’ não foi apenas a maior bilheteria de 40 anos atrás, como é também um dos maiores sucessos de crítica e público dos anos 80 e da história do cinema. Mas e se eu te dissesse que, com US$19 milhões de seu orçamento, o clássico não está sequer entre os 20 filmes mais caros de seu respectivo ano de lançamento, há 40 anos. Pois é, o fato só demonstra que um filme caro não significa necessariamente um filme rentável. O que se traduz em criatividade acima do custo.

Os Goonies’, ‘Comando para Matar’ e ‘Mad Max Além da Cúpula do Trovão’ são outros filmes nos quais pensamos quando falamos em superproduções de 40 anos atrás – porém, igualmente nenhum deles se classificaria entre os filmes mais caros da época. Abaixo mataremos a sua curiosidade, revelando quais de fato foram os filmes mais caros do cinema há 40 anos – em 1985. Confira.

10 | Rambo 2 – A Missão

Essa é fácil, já que ‘Rambo 2’ não foi apenas um filme e sim um evento que ficou conhecido como a “Rambo-mania” no Brasil e no mundo. O herói de guerra de Sylvester Stallone estava em todos os lugares graças a esta continuação, maior e mais barulhenta do que o original. De desenhos animados, videogames e todo tipo de merchandising, a sequência foi um verdadeiro fenômeno. Na verdade, até achávamos que ficaria mais alto na lista, mas ele chega em décima posição, com um orçamento explosivo de US$25.5 milhões.

09 | Silverado

Você já havia ouvido falar em ‘Silverado’? Bem, alguns com certeza, já que o filme está no acervo da Netflix atualmente, onde pode ser redescoberto por toda uma nova geração. Mas a verdade é que mesmo com um orçamento maior que o do fenômeno ‘Rambo 2’, este faroeste não se tornou um grande sucesso, sendo redescoberto depois nas locadoras. A direção é de Lawrence Kasdan, o mesmo responsável pelos roteiros de ‘O Império Contra-Ataca’, ‘O Retorno de Jedi’ e ‘Indiana Jones’. Na trama, quatro pistoleiros, vividos por Kevin Costner, Kevin Kline, Danny Glover e Scott Glenn enfrentam as tiranias de um xerife no velho oeste. O longa custou US$26 milhões para ser produzido.

08 | Chorus Line – Em Busca da Fama

Em tempos de ‘Wicked’, este filme pode vir bem a calhar para os fãs de musicais no cinema. Assim como a pré-sequência de ‘O Mágico de Oz’, ‘Chorus Line’ também é baseado em um famoso musical da Broadway, que havia estreado dez anos antes. Mas não apenas isso, ‘Chorus Line’ também brinca com a metalinguagem, já que sua história fala justamente sobre o processo de seleção de dançarinos para peças musicais na Broadway. Ou seja, é musical da Broadway sobre… musicais da Broadway. Embora desconhecido do grande público na atualidade, ‘Em Busca da Fama’ foi indicado a três Oscar, teve o mesmo diretor de ‘Gandhi’ e ‘Chaplin’ e quem estrela é Michael Douglas como o diretor do espetáculo, que seleciona os artistas. O filme custou US$27 milhões em sua produção.

07 | Revolução

Se comparados com os valores dos orçamentos inflados dos filmes de hoje, os de 40 anos atrás podem parecer baixos. Mas é preciso levar em conta o reajuste da inflação durante estas quatro décadas, e perceber que para a época eram valores significativos. Aqui temos um épico sobre a revolução norte-americana, conhecida como a sua independência da Inglaterra em 1776, estrelada por ninguém menos que Al Pacino. O mesmo tema foi abordado no mais recente ‘O Patriota’ (2000), com Mel Gibson e Heath Ledger. Assim como no citado, Pacino vive um homem arrastado para lutar na revolução contra sua vontade. A direção é de Hugh Hudson, o mesmo de ‘Carruagens de Fogo’ e ‘Greystoke – A Lenda de Tarzan’. Justamente por todos estes atrativos, o longa custou US$28 milhões aos estúdios da Warner, mas não se tornaria um sucesso.

06 | Rocky IV

Acredite se quiser, mas ‘Rambo 2’, mesmo com todas as suas explosões, cenas de ação, helicópteros e tiros, custou menos do que o outro filme de Sylvester Stallone daquele ano: ‘Rocky IV’. Acontece que àquela altura, ‘Rocky’ já era uma franquia estabelecida e de muito sucesso, indo para o seu quarto longa. Podemos dizer também que ‘Rocky IV’ foi o auge da franquia, e Stallone pôde pedir um orçamento mais largo para os seus produtores, no caso aqui, de US$30 milhões. Já o primeiro ‘Rambo’ havia sido um sucesso modesto. É claro que ‘Rambo 2’ elevaria o jogo para o terceiro – mas isso é assunto para outra hora. O que importa é que ‘Rocky IV’ valeu cada centavo, já que foi um dos maiores sucessos daquele ano, e entrou para a história do cinema.

05 | 007 – Na Mira dos Assassinos

É claro que as produções de 007 sempre foram sinônimo de blockbuster, independente da década nas quais foram produzidos. Mas aqui na verdade temos um empate técnico. ‘Rocky IV’ custou o mesmo valor de ‘Na Mira dos Assassinos’ para ser produzido, os mesmos US$30 milhões. É claro que a ação de um filme de 007 é muito mais sentida, já que os longas da franquia fazem uso de muitos efeitos especiais e cenas de ação das mais eletrizantes. Aqui temos a despedida de Roger Moore do papel, aos 58 anos de idade, e após sete filmes no personagem. O filme é considerado um dos mais fracos da era Moore, mas traz vilões marcantes interpretados por Christopher Walken e Grace Jones.

04 | Entre Dois Amores

E se ‘Revolução’ com Al Pacino foi considerado um fracasso para a Warner naquele ano, aqui temos outro épico que foi um grande sucesso para a Universal Pictures. Com quase 3 horas de duração, ‘Entre Dois Amores’ traz um romance icônico vivido entre Meryl Streep e Robert Redford no coração da savana africana. Baseado em uma história real, Streep interpreta a corajosa e empoderada Karen Blixen, uma burguesa que larga sua vida de luxo para se dedicar a uma plantação de café no Quênia. Redford é um rústico caçador que irá conquistar o coração desta mulher. O longa foi o grande sucesso no Oscar daquele ano, papando nada menos que sete estatuetas, entre elas as de filme, diretor e roteiro. É claro que um épico assim custaria caro, e o longa teve US$31 milhões de orçamento.

03 | Inimigo Meu

Agora damos um pulo considerável no valor dos orçamentos de 40 anos atrás nos três primeiros colocados. Em terceira posição, está a ficção científica e fantasia de ação e drama. Quem cresceu nos anos 80 e 90 certamente lembra das reprises deste filme na Sessão da Tarde, mas talvez não soubesse que se trata de um dos filmes mais caros da época. Produção da extinta Fox, a história traz uma aventura espacial que visava pegar os fãs de ‘Star Wars’, com criaturas estranhas, naves espaciais, armas laser, alienígenas e outros planetas. Na verdade, a trama é quase um ‘Náufrago’ no espaço, com dois seres de espécies diferentes perdidos sem poder sair de um planeta inóspito. Dennis Quaid vive um soldado humano, combatendo e depois se aliando a um ser de uma raça extraterrestre, vivido por Louis Gossett Jr. (que havia acabado de ganhar um Oscar). Apesar de seu envelope estiloso, o filme é uma bela história de amizade, aceitação, superação e amor. Repleto de efeitos especiais e uma maquiagem fantástica, o longa custou US$40 milhões. Porém, só ficaria famoso graças às locadoras e as exibições na TV aberta, ressurgindo como cult.

02 | O Caldeirão Mágico

Infelizmente, há 40 anos no passado, os maiores orçamentos não refletiram as maiores bilheterias. Pelo contrário, àquele ano ficaria conhecido por fracassos retumbantes de grandes orçamentos. Em segunda posição temos um que quase faliu um estúdio. Pois é, querido leitor, saiba que há quatro décadas no passado, os estúdios Disney, ou ao menos sua divisão de animações, quase fechou as portas graças ao fracasso de ‘O Caldeirão Mágico’. Isso significaria nada de ‘Toy Story’, ‘Moana’, ‘Frozen’ ou ‘Divertida Mente’. Já pensou? Isso porque naquela época, o estúdio resolveu apostar em uma animação sombria, com temas pesados para a criançada. Na época aventuras medievais de fantasia estavam no auge. Só para ter uma ideia, no mesmo ano tivemos ‘A Lenda’, com Tom Cruise, e ‘O Feitiço de Áquila’, com Michelle Pfeiffer. Nos mesmos moldes surgia essa aventura, que custou US$44 milhões ao estúdio e praticamente enterrou o subgênero – que voltaria com força total em 2001, com ‘Harry Potter’ e ‘O Senhor dos Anéis’. O estúdio se recuperaria quatro anos depois com ‘A Pequena Sereia’ e  ‘A Bela e a Fera’.

01 | A Verdadeira História de Papai Noel

O filme mais caro de 40 anos atrás foi uma aventura estrelada pelo Papai Noel que quase ninguém lembra ou conhece. Surreal? Pode ter certeza. A Columbia Pictures (hoje Sony) apostava todas as fichas nessa história, que seria a definitiva sobre o Bom Velhinho, com direito a grandes cenários, efeitos especiais de primeira (para a época), animatrônicos e um elenco que incluía Dudley Moore, John Lithgow e Burgess Meredith. Tudo isso pela bagatela de US$50 milhões, fazendo dele o filme mais caro de 40 anos atrás no cinema. Acontece que esta é uma produção de Alexander e Ilya Salkind, dupla de pai e filho produtores poloneses que haviam tirado do papel ‘Superman – O Filme’ em 1978, fazendo o mundo acreditar que um homem podia voar. Então, por que não fazer o mesmo com o mito de Papai Noel? Sim, esta superprodução é o ‘Superman’ dos filmes de Papai Noel. Para a direção, a dupla contratou o francês Jeannot Szwarc, que no ano anterior havia confeccionado para eles o filme da ‘Supergirl’. Porém, quando o resultado de tal filme saiu, ele já estava concluindo este. E sua investida no ‘Papai Noel’ igualmente não funcionou. Mas bem que poderia ressurgir na época de Natal caso algum streaming o coloque em sua plataforma, de preferência a Netflix.

Marion Cotillard – Top 10 da musa do Cinema Francês Contemporâneo (e também de Hollywood)

Filha de um dramaturgo e uma professora, a parisiense Marion Cotillard começou no Teatro, inclusive teve aulas no famoso Conservatório Molière em Paris. Estreou nos cinemas em meados da década de 90, com 19 anos, no filme L’histoire du garçon qui voulait qu’on l’embrasse de Philipe Harel e de lá pra cá inúmeros sucessos vem contornando a carreira dessa musa do cinema francês contemporâneo.

Figura presente em diversas produções de seu país mas também em enormes blockbusters hollywoodianos, ficou mesmo conhecida no ano de 2007 quando levou pra casa a estatueta do Oscar de Melhor Atriz daquele ano pelo seu fabuloso trabalho no filme Piaf – Um Hino ao Amor. Por esse papel ela também levou o Bafta, o Globo de Ouro, o César.

Nesse 30 de setembro, ela sopra as velinhas chegando aos 46 anos. Em sua homenagem, decidimos citar 10 filmaços da carreira dessa atriz fantástica.

 

Dois Dias, Uma Noite

E pensar que nesta noite na Terra, milhares de pessoas se sentem sozinhas, assim como eu. Estimado em cerca de 7 Milhões de Euros, o trabalho dos geniais cineastas belgas Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, é uma história angustiante de luta e constrangimentos em busca da manutenção de um emprego. Estrelado pela magnífica Marion Cotillard (o filme não seria o mesmo sem ela), Dois Dias, Uma Noite é uma fábula urbana que deve gerar todos os tipos de reações do público já que torcemos pela personagem principal a todo instante. Mais um trabalho impecável da nossa eterna Piaf.

 

Ferrugem e Osso

Quantas formas de amor existem? Escrito e dirigido pelo cineasta francês Jacques Audiard (O Profeta), Ferrugem e Osso é um drama que consegue tocar a alma de todos os espectadores de maneiro bruta, intensa, deixando um rastro de emoção em cada sequência. Estrelado pela ganhadora do Oscar Marion Cotillard o filme é adaptado de uma história do autor Craig Davidson que mais parece o encontro da era moderna entre a bela e a fera.

 

Aliados

Não há progresso se este não surgir através das dúvidas. Depois de diversos trabalhos impactantes na indústria cinematográfica mundial, como Forrest Gump, a trilogia De Volta para o Futuro, O Náufrago e tantos outros, o cineasta norte americano Robert Zemeckis chegou à elas novamente em 2017 para mostrar uma trama repleta de referências à filmes antigos de espionagem onde o amor transborda e as escolhas viram conseqüências angustiantes. Aliados, protagonizado pelos excelentes atores Brad Pitt e Marion Cotillard é uma trama repleta de ação e suspense com revelações que se transformam em grandes reviravoltas ao longo dos intensos 124 minutos de projeção.

 

Era uma vez em Nova Iorque

O que fazer quando a vida perde o total sentido? O trabalho do competente diretor James Gray é uma jornada nas profundezas da alma e no caráter do ser humano. Com mais uma atuação espetacular da francesa Marion Cotillard, o filme que toca bem fundo no nosso coração, trazendo à tona graves problemas de nossa sociedade e de nossa cruel e primitiva maneira de pensar o mundo.

 

Contágio

Com uma espécie de crítica ao que ficaria em torno de uma possível epidemia de escala global (algo familiar pra vocês?), principalmente, no modo como os governos lidariam com esse pânico da população é o argumento principal dessa boa trama que lotou as salas de cinema no mundo todo no ano de seu lançamento. O diretor Steven Soderbergh, dá um ritmo dinâmico à sua fita que é completado por uma trilha sonora freneticamente bem produzida (créditos para Cliff Martinez).

 

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Dirigido por um dos melhores diretores que o mercado cinematográfico possui, o fechamento da trilogia do Batman de Christopher Nolan é contemplado com um roteiro e uma direção praticamente impecáveis. O público é jogado pra dentro de Gotham City e nessa viagem muitas surpresas irão ocorrer, isso fica iminente já no começo do longa. A questão é, mesmo sabendo disso somos surpreendidos, entendem? Bem, vocês vão ver.

 

Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas

Criado pelo genial diretor norte-americano Tim Burton, em um dos seus filmes menos ‘Dark’ e com uma leveza e beleza de encher o coração de qualquer cinéfilo do planeta, Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas conta a saga de um filho e as memórias de seu pai, um homem que viajou o mundo sempre com uma boa aventura para contar. É impressionante como esse filme toca nossas emoções de forma impactante. Um filme pra ver e rever! É mágico!

 

A Origem

Talvez a obra-prima do cineasta Christopher Nolan, A Origem nos leva ao mundo caótico e cheio de lógica (ou não) do universo dos sonhos, onde o amor domina o que aparece por de trás das memórias que acionamos. Cheio de ação e aventura, também com um lado misterioso, o longa-metragem é protagonizado por Leonardo DiCaprio. Esse filme até hoje possui um final aberto, com inúmeras interpretações sobre o que achamos que aconteceu naquela emblemática cena final.

 

Piaf – Um Hino ao Amor

O filme que consagrou Marion Cotillard, que deu a ela seu primeiro Oscar. Olivier Dahan escreve e dirige esse projeto que, ao longo de 140 minutos de projeção, conta a história cheia de dramas baseado na vida da cantora Édith Piaf. Além do Oscar de Melhor atriz, o filme também levou a estatueta de Melhor Maquiagem.

 

Meia-Noite em Paris

Na cidade luz, um filme iluminado. Dirigido por um dos mais idolatrados diretores da história da sétima arte, Sr. Allan Stewart Königsberg, ou apenas Woody Allen. Nesse longa, o famoso diretor nova-iorquino, enche a tela com muita magia e glamour, além de carimbar, como sempre, os clímaxs de suas produções com um humor bastante peculiar que, de longe, é uma de suas melhores marcas. Meia-Noite em Paris é um conto de fadas que qualquer ser humano, que tenha um pouco de cultura mundial em suas veias, gostaria de viver.