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Entrevista | Hsu Chien – Conheça a ESTRELA em Ascensão do Cinema Brasileiro

Respirando cinema como poucos no meio audiovisual brasileiro desde o início da década de 90, o mais taiwanês dos brasileiros ligados à arte, Hsu Chien, é uma estrela em ascensão no ramo da direção cinematográfica. Muito conhecido por todo mundo que faz cinema no Brasil, o ex-estudante da UFF está prestes a lançar o seu quarto longa-metragem, Me Tira da Mira que tem no elenco os ex-participantes da última edição do Big Brother Brasil, Fiuk e Viih Tube.

Diretor do premiado curta-metragem Flerte (2014), inclusive dono do Prêmio de melhor filme no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro no ano de seu lançamento, Hsu é o que podemos dizer: um diretor cinéfilo! Um apaixonado pelo que faz, fato que contagia a todos ao seu redor. Para sabermos um pouco mais dessa personalidade contagiante, fomos conversar com o diretor e saber sobre alguns dos seus novos projetos e seu início de carreira.

 

1) Você é um diretor em grande ascensão no mercado audiovisual brasileiro. Trabalha faz décadas nesse meio do cinema, como foi o início da sua trajetória, os primeiros curtas-metragens, os trabalhos como assistente de direção, professor, jurado de festivais, aguardando enfim ter a chance de brilhar como diretor de um longa-metragem?

Sempre fui cinéfilo desde adolescente. Profissionalmente, meu pai queria que eu fosse médico. Mas eu estava bastante frustrado nessa área. Daí descobri que tinha um curso de cinema na UFF, o único na época, e resolvi largar tudo para fazer cinema. Meu pai ficou brabo comigo, mas como eu digo a todos, só se vive uma vez e eu não quero me arrepender daqui a alguns anos de não ter investido naquilo que sempre quis fazer. Depois eu corri atrás de estágios, bati na porta de mais de cinquenta produtoras, recebi muitos “Nãos”, até que a oportunidade veio com a LC BARRETO que estava produzindo “O que é isso, companheiro?”, em 96. Foi meu primeiro estágio na assistência de direção. Trabalhei em mais de 70 longas como AD (Assistente de Direção), e também programas de tv, séries e novelas.

Eu queria muito dirigir, daí banquei do próprio bolso uns 6 curtas, das quais recebi mais de 20 prêmios em festivais, entre eles, o Grande prêmio da academia do cinema brasileiro de melhor curta por Flerte, em 2015. O sucesso dos curtas me levaram a dirigir séries na TV GLOBO do Miguel FalabellaSexo e as negas e Pé na cova, ambas com direção geral da Cininha de Paula. Dirigi séries em canais como Multishow, Cine Tv Brasil. Atualmente estou preparando meu quarto longa-metragem, como diretor contratado. Toda essa história veio pela minha dedicação full time e pela minha paixão cinéfila, que me fizeram ser um profissional bem visto pelo mercado.

2) Você já filmou durante a pandemia? Se sim, como está sendo esse processo de gravar durante a pandemia? Mudou muita coisa da rotina de uma filmagem?

Sim, filmei 6 curtas na ABC CURSOS DE CINEMA como Coordenador do curso de direção, acompanhando a direção dos meus alunos. E dirigi um longa em dezembro e janeiro de 2021, Me Tira da Mira, uma comédia policial com um super elenco e com cenas de tiroteio, explosão, perseguição de carros, já imaginou filmar essas cenas dentro do protocolo do audiovisual, cheio de senões? Mas deu super certo. Toda a equipe e elenco se protegendo bastante, a produção do filme bastante cautelosa, incluindo o catering e a figuração do filme. De 3 em 3 dias fazíamos testes de PCR no set de filmagem.

3) Previsto para chegar nos cinemas brasileiros no segundo semestre, um dos seus próximos filmes como diretor, a comédia ‘Me Tira da Mira’ tem Fiuk, Viih Tube, Cléo Pires e Fabio Jr. no elenco. Como você chegou até esse projeto? Por conta de Fiuk e Viih Tibe terem participado no Big Brother Brasil o filme poderá ter uma procura maior pelo público? Eles contaram a vocês que iriam ao reality? Ou você só ficou sabendo quando eles entraram na casa?

Por questões de assessoria do filme, infelizmente não posso dar informações sobre o filme. Mas sobre o reality, não ficamos sabendo não, só depois das filmagens.

4) Você participou de Veneza, produção muito aguardada dirigida por Miguel Fallabella. O que você pode falar sobre esse trabalho? Como foi trabalhar com Miguel?

A minha parceria com Falabella vem desde as séries da Globo, Sexo e as negas e Pé na cova. É uma honra enorme trabalhar com ele, um eterno aprendizado em todos os lados, ele é um fera em tudo, no teatro, tv, cinema. Veneza é um filme belíssimo, filmado em Montevideo e em Veneza. Um filme luxuoso, glamuroso, repleto de estrelas e uma honra enorme trabalhar com a atriz Almodovariana Carmen Maura.

5)  Como é o seu processo de escolha de profissionais para seus filmes? Você tem possibilidade de escolher pessoas de confiança ou muitas vezes já estão selecionados pela produção?

Geralmente é meio a meia, parte produção, parte sou eu. É sempre um processo, o que é importante, é entendermos que os profissionais escalados para cada função serão os melhores e atingirão o nível técnico e artístico desejado pro projeto.

 

 

6) Você é um talentoso e procurado professor de assistentes de direção e outras ‘matérias’ ligadas ao audiovisual. Qual a satisfação em contribuir com uma nova geração querendo aprender os caminhos do sucesso e para o mercado de trabalho que você faz parte?

Eu dou aula há mais de 15 anos, já dei na AICTV, na Darcy Ribeiro. Já dei palestras na Estácio, Puc, ESPM, enfim, circulo bastante nas faculdades de audiovisual. Toda hora tem algum Festival ou curso técnico que me chama para dar palestras pra galera de cinema. Atualmente dou aula de Assistência de direção e de direção na ABC CURSOS DE CINEMA. Dou aulas também de assistência de direção por conta própria, e já tive o prazer de ter tido mais de 800 alunos.

Recentemente, abri três turmas totalmente gratuitas para formar alunos negros, principalmente mulheres, que é o meu foco principal, trazer inclusão para o mercado de audiovisual, tão carente de diversidade em funções de chefias. Sim, formar uma nova geração e passando todo o meu conhecimento técnico e profissional, além de plantar sementinhas de cinefilia em cada um deles, fazendo-os estudarem história do cinema, verem filmes clássicos. É uma delícia ver o quanto os olhos da galera brilham quando entendem que amar o cinema é o principal na área.

Mostra de Cinema de Tiradentes 2026: noite de abertura celebrou trajetórias e reafirmou todo seu amor ao cinema brasileiro

Em uma noite emocionante, repleta de momentos inesquecíveis, foi dada a largada para a Mostra de Cinema de Tiradentes, um dos maiores festivais de cinema do Brasil e responsável por abrir, ano após ano, a agenda do audiovisual brasileiro. Em 2026, em sua 29ª Edição, o evento apresentará, ao longo de nove dias – de 23 a 31 de janeiro -, mais de 130 produções audiovisuais, muitas delas inéditas, espalhando cultura por essa cidade histórica, que no último dia 19 completou 308 anos.

29ª MOSTRA TIRADENTES - Abertura Oficial - Foto Jackson Romanelli/Universo Produção
29ª MOSTRA TIRADENTES – Abertura Oficial – Foto Jackson Romanelli/Universo Produção

Impressionante como a Mostra de Cinema de Tiradentes se renova a cada nova jornada, consolidando-se como um lugar prazeroso de encontros. Dessa vez, o evento apresenta como temática central a ‘Soberania Imaginativa’, um conceito rico e amplo que nos convidará para a uma jornada de reflexão sobre o mundo em que vivemos e sobre a liberdade de contar nossas próprias histórias, fortalecendo identidade, a memória e o sentimento de pertencimento, também por meio de novos olhares.

MG - 29ª MOSTRA TIRADENTES - Abertura Oficial - Foto Jackson Romanelli/Universo Produção
MG – 29ª MOSTRA TIRADENTES – Abertura Oficial – Foto Jackson Romanelli/Universo Produção

Um dos grandes momentos da cerimônia de abertura foi a homenagem à atriz Karine Teles, que fez um discurso emocionante, abordando temas importantes do nosso audiovisual atual. A artista petropolitana, de 47 anos, com um currículo admirável que transita entre cinema, o teatro e a televisão, já brindou o público com personagens marcantes ao longo de sua vitoriosa carreira. Uma homenagem mais do que merecida!

29ª MOSTRA TIRADENTES - - Foto Leo Fontes/Universo Produção
29ª MOSTRA TIRADENTES – – Foto Leo Fontes/Universo Produção

Pra fechar a noite, teve a exibição, em pré-estreia mundial, do curta-metragem O Fantasma da Ópera, de Julio Bressane e Rodrigo Lima. O projeto é um atraente exercício de metalinguagem, revelando sobre o tão fascinante processo criativo, usando como base as filmagens do novo trabalho de Bressane, Pitico, estrelado por Paulo Betti.

MG - 29ª MOSTRA TIRADENTES - Abertura Oficial - Foto Leo Fontes/Universo Produção
MG – 29ª MOSTRA TIRADENTES – Abertura Oficial – Foto Leo Fontes/Universo Produção

Seja na praça mais charmosa do município ou em uma estrutura gigante montada em um dos seus pontos centrais, programação na Mostra de Cinema de Tiradentes 2026 é o que não faltará para todas as pessoas amantes da sétima arte. O evento vai até o dia 31 de janeiro e promete muito mais emoções.

MG - 29ª MOSTRA TIRADENTES - - Foto Jackson Romanelli/Universo Produção
MG – 29ª MOSTRA TIRADENTES – – Foto Jackson Romanelli/Universo Produção

Acompanhem toda nossa cobertura, aqui no site e pelas nossas redes sociais.

Crítica | Eu Estava em Casa, Mas… – A busca da própria verdade pessoal

Ganhador do Urso de Prata de Melhor Direção (Angela Schanelec) em Berlim no ano de 2019, Eu Estava em Casa, Mas… é um curioso longa-metragem alemão de planos quase estáticos, muito atento aos detalhes. Mas a questão é essa: que detalhes seriam esses? Alguns vão achar que é um filme sobre o nada, outros uma mera e caótica tentativa de trazer para debate conflitos que podemos enxergar na realidade, na vida real, ligados à família, pais e filhos, dentro de um panorama europeu. Em certo momento, possui uma certa desponderação sobre a arte rebatendo a pergunta: O quão raso e vazio pode ser o atuar perante os olhos de quem não consegue conscientizar? 

É difícil até definir a trama. Basicamente gira em torno de uma mulher chamada Astrid (Maren Eggert), mãe de duas crianças, viúva faz dois anos de um ex-diretor de teatro, consumida por problemas pessoais e dificuldades de interagir, seja em casa na educação de seus filhos, seja na rua com terceiros. Seu filho mais velho some por um tempo e reaparece todo sujo, gerando debates sobre o ocorrido na escola. Os dias passam e Astrid busca compreender a vida sob várias óticas.

As imagens possuem grande força quando buscamos compreender os personagens e as referências que produzem. Obviamente é um quebra-cabeça com peças faltando, o exercício se torna preenchermos as lacunas a partir do que entendemos. Parece que estamos folheando um complicado livro de filosofia onde as reflexões chegam por meio de metáforas enigmáticas. Há um movimento sobre a solidão, o estar só, isso é uma certeza a partir da sofrida personagem que parece estar em volta de uma depressão constante, perdida no seu tempo como mãe, como mulher, com seu pensar crítico sobre uma sociedade e seus mínimos detalhes (parábola da bicicleta que permeia o roteiro).

De sentido concreto, há espaço para um intenso debate sobre a arte e alguns dos seus significados. Os paralelos sobre a essência da razão individualista, das inúmeras formas de interpretar, o raso e o vazio e principalmente as emoções que a arte nos traz. Em certo ponto parece até uma conversa com o espectador, principalmente na parte ao redor disso que transborda na paciência. Estreia nos cinemas no dia 10 de junho.

Crítica | ‘Hacker Leonilia’ – A autorreinvenção através do choque com a realidade virtual [Mostra de Cinema de Tiradentes]

Selecionado para a 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, o engenhoso trabalho do brasiliense Gustavo Fontele Dourado, Hacker Leonilia, explora a ficção cientifica entrelaçada à aventura por meio de técnicas de animação e da extensão do mundo real para o digital – seja pela identidade ou mesmo pela interatividade. Um projeto criativo, com ótimo desenvolvimento de sua protagonista: uma idosa hacker que busca na força das memórias uma luta contra o universo que está presa. A obra é baseada, em parte, na história da avó de Gustavo, Leonilia Ferreira.

Os caminhos para esse roteiro não devem ter sido fáceis, já que o que se apresenta em tela é uma sofisticada estrada para se chegar na autorreinvenção através de uma realidade virtual. Há um simbolismo importante sobre a vida eterna, do embate entre meio ambiente e tecnologia, assim como dos laços que se distanciam por questões ligadas ao passado. Da utopia de um mundo ideal à distopia que expõe sinais evidentes de alerta, vamos entendendo diversas razões humanas como o estopim de uma mudança de rota.

Para recriar toda essa ideia, a materialização parece ser feita, em partes, através da ilusão do movimento em fotografias quadro a quadro (stop-motion) combinada a técnicas em 2D (desenhos sequenciais). Essa junção imprime um ritmo bastante corrido, fazendo com que algumas pontas fiquem soltas – algo que não influencia o entendimento – por isso a atenção do público é necessária. Festas realizadas por meio de lives, andróides que assumem formas humanas, elementos vão sendo inseridos para compor um cenário extenso de um metaverso e também toda a denúncia quando esse universo se revela nocivo.

Hacker Leonilia integrou a excelente seleção de curtas-metragens brasileiros que foram exibidos na principal praça da cidade de Tiradentes (MG), localizada no Largo das Forras. Um filme que impressiona pela sagacidade em transmitir suas reflexões sobre a vida, inseridas em um debate atual sobre tecnologia.

E aí, querido cinéfilo?! – Nossa Coluna de Entrevista | Parte 35: Diego Alexandre

Nessa vida temos encontros e desencontros. A internet veio para bagunçar isso tudo e para quem é esperto conseguir se aproximar de ídolos ou apaixonados por cinema que nunca teria a chance de conhecer os pensamentos se a distância entre os dois pontos não existisse, como é agora no planeta internet. Dividir curiosidades sobre o gosto cinéfilo é um grande exercício que todos nós cinéfilos adoramos descobrir. Esse especial chega exatamente para apresentar universos diferentes do seu mas sempre com um grande amor ao cinema como o seu.

Nosso convidado de hoje é cineasta e mineiro, da cidade de Conselheiro Lafaiete. Atualmente reside no RJ. Colaborador do site Cine Set, recentemente disponibilizou no Youtube o seu primeiro curta-metragem, o documentário Só para Loucos. Já trabalhou com o grande Bigode (Luiz Carlos Lacerda) como assistente de direção no longa-metragem Introdução à Música do Sangue e na série Rua do Sobe e Desce, Número Que Desaparece exibida pelo Canal Brasil. Para contar um pouquinho sobre seus pensamentos cinéfilos, enviamos as nossas pergunta dessa coluna para o querido cinéfilo Diego.

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

Por morar em Botafogo, frequento bastante as salas do Grupo Estação e o Espaço Itaú de Cinema. A programação de ambos é sensacional, pois consegue mesclar filmes autorais de diversas nacionalidades com o melhor do cinema comercial.

2) Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente.

A primeira vez que pisei numa sala de cinema foi em 1999, para assistir à animação Tarzan, da Disney. Eu tinha 7 anos de idade. Até então, eu só assistia filmes em uma TV de tubo. Imagina o que significa para uma criança ver pela primeira vez uma projeção numa tela gigantesca! Para mim foi um grande acontecimento.

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

Stanley Kubrick, dentre os estrangeiros. Laranja Mecânica me causou um impacto muito grande quando o assisti pela primeira vez, aos 12 anos. Kubrick era um cineasta obcecado pela perfeição, e isso está impresso em cada fotograma de seus filmes. Dentre os nossos diretores, me identifico muito com o Cacá Diegues. Sou apaixonado pelo seu cinema popular brasileiro e considero Bye Bye Brasil a sua obra-prima.

4) Qual seu filme nacional favorito e porquê?

Central do Brasil, de Walter Salles. Um filme extremamente brasileiro, mas que carrega uma mensagem universal que conquistou o mundo inteiro. Não é à toa que trouxe para o Brasil prêmios importantes como o Urso de Ouro, o BAFTA e o Globo de Ouro, além da primeira (e, até hoje, única) indicação de uma atriz brasileira ao Oscar. Inclusive, ainda é difícil de acreditar que Central do Brasil perdeu o Oscar para um xarope como A Vida é Bela.

5) O que é ser cinéfilo para você?

Para mim, ser cinéfilo é ver o cinema muito além do que um simples entretenimento.

6) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

Sim. O problema é que maior parte desses programadores entendem apenas de cinema comercial. São poucos os que conseguem montar uma programação diversificada que atenda todos os públicos. Isso piorou com as redes multiplex que invadiram os shoppings e transformaram as salas de cinema em lanchonetes que passam filmes. Eu venho do interior de Minas Gerais, e nas poucas cidades do interior que possuem salas de cinema, a situação é ainda pior. A programação é péssima, praticamente todos os filmes são blockbusters e com cópias somente dubladas.

7) Algum dia as salas de cinema vão acabar?

De jeito nenhum! Apesar da praticidade dos serviços de streaming e home video, importantíssimos na democratização do acesso aos filmes, nada substitui a experiência de assistir a uma projeção numa sala de cinema. O que pode acontecer é a diminuição de salas, como ocorreu nos anos 90 durante o boom das fitas VHS. Mas, se o cinema sobreviveu às videolocadoras, não vai ser a Netflix que vai acabar com ele.

8) Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

Shortbus (2006), de John Cameron Mitchell. Um filme underground com roteiro aberto, diálogos improvisados e personagens criados a partir de experiências pessoais dos próprios atores.

9) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a Covid-19?

Seria maravilhoso, desde que sejam tomadas todas as medidas de segurança por parte dos cinemas. Melhor ainda seria se o brasileiro respeitasse essas medidas.

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

Como toda cinematografia, temos filmes muito bons e filmes muito ruins. Sempre foi assim. De qualquer forma, como disse o historiador e crítico Paulo Emílio Sales Gomes: “Até o pior filme brasileiro nos diz mais que o melhor filme estrangeiro.”

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Sonia Braga. Só o seu nome já é sinônimo de cinema brasileiro, é a nossa musa máxima. E, sempre que temos a oportunidade de tê-la filmando por aqui, é impossível não acompanhar o seu trabalho.

12) Defina cinema com uma frase:

Cinema é a minha religião.

13) Conte uma história inusitada que você presenciou numa sala de cinema.

Foi numa sessão de estreia da animação Viva – A Vida é Uma Festa, da Pixar. Quando o filme terminou e as luzes se acenderam, todos os adultos estavam chorando. Desde os pais ou avós que levaram suas crianças até os marmanjos que foram sozinhos ver o filme, como eu.

14) Defina ‘Cinderela Baiana’ em poucas palavras…

Talvez o nosso melhor “pior filme”. A sequência final é antológica!

15) Muitos diretores de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta precisa ser cinéfilo?

Não necessariamente. Mas não consigo entender uma pessoa que queira trabalhar com cinema e não gosta de assistir filmes. Porque todo bom cineasta traz consigo referências das obras que assistiu ao longo da vida. E, quanto mais ele expandir o seu conhecimento, mais bagagem ele terá para realizar um bom trabalho. É importante ter contato com as cinematografias dos mais diversos países, especialmente a nossa. Como levar a sério um diretor que quer fazer filmes no Brasil, mas não conhece nada de cinema brasileiro???

10 FILMAÇOS que estão na Netflix, mas ninguém te contou

O mais famoso streaming disponível pelo planeta, a Netflix, a cada semana nos surpreende com um leque de filmes adicionados ao seu vasto catálogo. Entre os muitos títulos que chegam, sempre tem aqueles que ficam perdidos pela busca. Para você que está procurando um bom filme para conferir na Netflix, não deixe de ler a lista abaixo:

 

A Natureza das Coisas Invisíveis

Gloria é uma jovem super inteligente e comunicativa que acabou de entrar de férias. Sem ter com quem deixá-la, sua mãe, uma profissional da saúde, a leva diariamente ao hospital onde trabalha. Um dia, dá entrada na emergência Sofia, uma menina trans, neta de uma senhora que adoeceu. Com idades próximas, Gloria e Sofia logo se tornam amigas. As mães resolvem levá-las até um sítio, e lá começam a ultrapassar páginas do passado e abrir os horizontes para o futuro.

 

Setembro 5

Inspirado em acontecimentos reais, esse filme acompanha a perspectiva de uma equipe de TV de uma grande emissora dos Estados Unidos que, em meio à cobertura das Olimpíadas de Munique, se vê diante de um sequestro marcado por um desfecho trágico.

 

O Efeito Casa Branca

Por meio de reportagens televisivas que incluem opiniões, coletivas de imprensa, entrevistas, além da exposição de documentos internos que trazem revelações importantes, o chocante documentário O Efeito Casa Branca mete o dedo em feridas, trazendo verdades incômodas via fatos, sobre a relação política x meio ambiente sob a ótica dos Estados Unidos. Filme de abertura da 14ª Mostra Ecofalante de Cinema, esse projeto é um aulão de economia, revelando o embate entre interesses políticos e questões ambientais.

 

O Freelancer: O Homem por Trás da Foto

Um segredo revelado mais de 50 anos depois serve de estopim para um documentário que nos conduz de volta a uma das imagens mais marcantes da Guerra do Vietnã. Por meio de uma investigação minuciosa, amparada por argumentos e provas contundentes, o filme levanta a possibilidade de que o autor da célebre fotografia O terror da guerra — que mostra uma garota vietnamita correndo após um bombardeio norte-americano — não seja quem historicamente recebeu o crédito.

 

Um Fantasma na Batalha

Ambientado em meados da década de 1990, acompanhamos a história de Amaia (Susana Abaitua), uma jovem oficial da guarda civil espanhola que se infiltra em uma célula do grupo separatista ETA, com o objetivo de localizar alvos e prevenir futuros atos terroristas praticados pelo grupo. Durante quase uma década, ela se vê em vários dilemas, descartando a vida pessoal e se jogando numa estrada marcada por tensão e violência.

 

À Altura

Cho Hun-hyun (Lee Byung-hun) é um famoso jogador de GO, vencedor de títulos nacionais e internacionais, se tornando o rosto da Coreia do Sul nesse jogo milenar. Um dia, se depara com um jovem prodígio, Lee Chang-ho (Yoo Ah-in), e logo vira seu professor. Com o passar dos anos, mestre e aluno estabelecem uma forte relação que é colocada à prova quando Lee passa a conquistar muitas vitórias e vencer seu professor.

 

Sonhos de Trem

Nesse belíssimo filme, acompanhamos a trajetória de vida de um humilde lenhador, marcada por acontecimentos impactantes, que transitam entre os lapsos de felicidade e as perdas.

 

A Vizinha Perfeita

Com uma narrativa brilhante, que encontra enorme coesão na sua montagem, o novo documentário da Netflix, A Vizinha Perfeita, detalha uma tragédia real e chocante que atingiu em cheio a cidade de Ocala, no Condado de Marion (Flórida). Dirigido pela cineasta Geeta Gandbhir, o projeto – que prende a atenção desde seu início até o sufocante desfecho – levanta questões importantes sobre preconceito racial, leis de legítima defesa e o papel da polícia, chegando em um recorte profundo sobre a sociedade norte-americana.

 

Um Pai para Lily

A vida da jovem Lily Trevino (Barbie Ferreira) não tá fácil, completamente esquecida pelo pai Robert (French Stewart), trabalha como cuidadora para se sustentar. Um dia, numa navegada pelo facebook acaba acidentalmente chegando até um homônimo de seu progenitor, um outro Bob Trevino (John Leguizamo), um homem casado e com uma perda recente irreparável. Logo uma linda amizade surge e juntos vão aprender um pouquinho sobre a arte do recomeçar.

 

Limpa

Estela (María Paz Grandjean) é uma jovem que deixa o interior do Chile para trabalhar como empregada doméstica na casa de um casal rico, na cidade de Santiago. Ela passa grande parte do tempo ao lado da filha deles, uma garotinha escanteada pelos pais que encontra em Estela uma grande amiga. Quando algumas situações acontecem, Estela começa a perceber que sua presença no lugar está chegando ao fim, culminando numa série de ações rumo às tragédias.

Netflix | Os Favoritos de Midas – Série de suspense contorna o egoísmo para mostrar as hipocrisias da sociedade

O conflito entre a ética e a moral imersas dentro de um contexto de sentimentos variados em uma sociedade egoísta e longe de ser unida. Novo seriado espanhol da gigante do Streaming NetflixOs Favoritos de Midas, criada pela dupla Miguel Barros e Mateo Gil, baseado em partes em uma obra homônima de Jack London, é uma alucinante busca por um grupo misterioso que envia cartas e mata além de inúmeras portas perigosas e nada amistosas a se abrir para um protagonista que além de milionário começa a perceber que nunca estará no controle total de sua própria vida. Um dos grandes méritos da produção são as profundas subtramas que vão desde o papel do estado em situações emergenciais à ética do jornalismo. Interessantíssimo trabalho protagonizado pelo excelente ator espanhol Luis Tosar.

Na trama, conhecemos o poderoso homem de negócios Víctor Genovés (Luis Tosar), que após ser premiado com uma gigantesca herança de um outro homem poderoso, vira presidente de um dos mais influentes e bem sucedidos grupos de comunicação da Europa. Solitário em sua luxuosa cobertura, buscando uma melhor relação com seu filho que mora com a ex-esposa, passa seus dias no escritório e tocando uma guitarra solitariamente nos curtos momentos de folga. Tudo isso muda quando um certo dia passa a receber cartas de um grupo que auto denomina-se Os Favoritos de Midas que o ameaça com uma morte sempre que ele não depositar uma certa quantia numa certa conta bancária. Assim, tendo que envolver a polícia, o Estado, uma jornalista com quem se envolve romanticamente, Victor precisará de muita força mental para tomar as melhores soluções, mas será que ele consegue?

Modernizando o capitalismo com as fortes ações do quarto poder e uma importante influência do Estado, Os Favoritos de Midas não é um suspense onde vamos encontrar quem são os culpados pois esses estão bem acima quase em um lugar inimaginável, dominando atrás das cortinas importantes decisões de âmbito nacional, é mais sobre a figura de homem e seus conflitos morais sendo que as consequências chegam através de suas escolhas muitas vezes tomadas sozinhas já que muitos se afastam dele quando enxergam o conflito de grandes proporções. As vezes é sobre também como aceitar a derrota da maneira: protegendo sua vida ou indo em confronto ao que acredita no lado moral das ação.

O papel do jornalismo é figura quase central dentro de tudo que se monta nessa grande teia de aranha que consegue modelar o roteiro. A Moral, acordos escondidos, notícias polêmicas, ações de jornal, tudo isso é colocado dentro de um grande liquidificador onde muitas vezes não há certo ou errado ou muitas vezes fogem das questões para não tomar uma decisão. O elenco é muito bom e consegue passar toda dor e conflito de seus complexos personagens.

10 Filmes que você termina e precisa de algo bem gelado ou terapia

Tem algumas obras cinematográficas que causam tamanho impacto e quando chegamos ao desfecho nos vemos consumidos – e com as emoções em conflito. Para você que gosta de se jogar nesses filmes, que impõe uma atmosfera emocional marcante, segue abaixo uma lista com algumas sugestões:

 

Relatos Selvagens (HBO MAX)

Explorando a natureza selvagem do ser humano: com relações frágeis e destrutivas, em um planeta cada vez mais impaciente, anos atrás chegava ao cinemas um filme que chocaria a todos por conseguir adaptar para a ficção o caos das emoções de uma sociedade doente.

 

De Sombra e Silêncio (Prime Video)

A vida do veterinário Martin (Marian Mitas) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika (Jana Plodková) entra logo num embate com a sogra Dana (Milena Steinmasslová), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes.

 

A Garota da Agulha (MUBI)

https://youtu.be/EWdzxkdycuw?si=vqquo4cCelVDZ3Bh

A vida não é fácil para Karoline (Vic Carmen Sonne), uma jovem que após o desaparecimento do marido se vê em um mar de desilusões quando se envolve com o seu chefe, fica grávida mas logo é rejeitada. Sem saber o que fazer quando a criança nascer, acaba conhecendo Dogmar (Trine Dyrholm), uma mulher que comanda uma agência de adoção clandestina. Esse encontro trará desenrolares impactante quando verdades começam a aparecer.

 

Atividade Paranormal (Prime Video)

Em 2007, um longa-metragem com baixo orçamento se tornaria um dos filmes mais rentáveis da história. Escrito e dirigido por Oren Peli, Atividade Paranormal nos mostra um casal que se muda para uma nova casa e percebe que coisas estranhas começam a acontecer.

 

Noites Brutais (HBO MAX)

Na trama, conhecemos uma jovem chamada Tess (Georgina Campbell) que chega em Detroit para uma importante entrevista de emprego e aluga uma casa pelo Airbnb. Só que quando chega ao local, uma região bem complicada longe do centro da cidade, acaba dando de cara com Keith (Bill Skarsgård), que também fez a mesma reserva da casa para aquela noite. Eles entram em acordo e ambos dormem no lugar. No dia seguinte, ao voltar pra casa, Tess acha um corredor, no porão, e lá é surpreendida. Logo após isso, conhecemos um outro importante personagem, AJ (Justin Long), que vai acabar encontrando Tess em um momento perturbador.

 

A Substância (HBO MAX)

Na trama, conhecemos Elisabeth (Demi Moore), uma artista que vive seu presente longe dos holofotes e fama de outros tempos. Em total declínio na carreira, um dia é convidada a participar de um experimento com uma substância que replica células, criando assim uma nova versão, e mais jovem, de si mesma. Assim, surge Sue (Margaret Qualley).

 

A Hipnose (MUBI)

Na trama, conhecemos os sócios, e namorados, Vera (Asta Kamma August) e André (Herbert Nordrum), que estão prestes a conseguir alavancar um importante investimento para o aplicativo que criaram, focado na saúde das mulheres. Em paralelo, buscando parar de fumar, Vera resolve ir até uma hipnoterapeuta, fato que mudará sua maneira de enxergar a bolha em que vive, e também suas relação sociais, se tornando o estopim para situações em meio a uma viagem de negócios.

 

Neve Negra

Na trama, conhecemos o casal Laura (Laia Costa) e Marcos (Leonardo Sbaraglia) que viajam da Espanha, onde moram, para uma cidade gelada na Argentina, para resolver questões burocráticas e a herança do pai de Marcos – que faleceu recentemente. Chegando no lugar, Marcos confrontará uma tragédia no passado de sua família, principalmente quando precisa convencer o irmão Salvador (Ricardo Darin) a vender a casa onde vive. Laura, aos poucos, vai entendendo o jogo quase psicológico que os dois irmãos mantém, reunindo peças de um quebra-cabeça cheio de amargura, solidão e tristeza.

 

O Homem dos Sonhos (Telecine)

Na trama, conhecemos Paul (Nicolas Cage), um infeliz professor universitário, especialista em biologia do desenvolvimento, que um dia começa a aparecer nos sonhos de milhares de pessoas. A peculiar situação mexe com toda sua controlada rotina e a de sua família, o fazendo ir do céu ao inferno, primeiro como um sonho, depois com a chegada dos reflexos dos pesadelos.

 

A Avaliação (Prime Video)

Mia (Elizabeth Olsen) e Aaryan (Himesh Patel) vivem em uma casa confortável num futuro que sofre com as mudanças climáticas que afetaram de forma preponderante a vida na Terra. Com o desejo de terem um filho, precisam passar por uma avaliação. Assim, são submetidos a situações peculiares pela avaliadora, Virginia (Alicia Vikander).

 

Crítica | Sibyl – Virginie Efira brilha em drama sobre os limites para reescrever sua própria história

As portas que se abrem na luta constante pelo equilíbrio. Sibyl, exibido no Festival de Cannes em 2019, possui um engenhoso roteiro onde disseca a personalidade de uma protagonista complexa que de maneira egoísta e inconsequente caminha por realidades longe da sua. Provocativo, reflexivo, o projeto consegue em suas entrelinhas criar inteligentes paralelos sobre a rejeição em várias óticas que navegam pelas vidas dos personagens. Escrito e dirigido pela cineasta Justine Triet, também abre espaço para reflexões sobre conflitos éticos bem pra lá da linha tênue imposta na não explícita relação entre paciente e profissional de terapia. Conforme vamos acompanhando a obsessão da terapeuta pela história de sua paciente, a primeira vai abrindo portas bem fechadas de suas memórias que de alguma forma possuem paralelos com o que vemos no presente da segunda.

Na trama, conhecemos a psicóloga Sibyl (Virginie Efira) uma mulher que sempre teve dificuldades em lidar com sua família, seu presente a faz constantemente refletir sobre pedaços de sua trajetória chegando a uma auto análise até certo ponto bastante profunda, fatos que divide nas consultas com o seu próprio terapeuta. Luta contra o alcoolismo, inclusive, frequentando constantemente um grupo de ajuda. Para se concentrar no próximo projeto de sua vida, escrever um romance, acaba tendo que abandonar mais de 20 pacientes, alguns inclusive que já acompanhava fazia anos. Mas nesse processo, o telefone toca e do outro lado da linha é Margot (Adèle Exarchopoulos) uma jovem atriz que está desesperada: grávida de 2 meses de um ator de cinema famoso e ainda casado com a diretora do novo filme que está rodando. A psicóloga então percebe que a história é tudo que procurava para criar o universo do seu livro, assim resolve ajudar a jovem mas sempre gravando todas as consultas.

Um pouco nas linhas do famoso seriado In Treatment (que tem todas as temporadas disponíveis na HBO Max) enxergamos primeiro os conflitos entre Psicóloga e Paciente, as formas de ajudar alguém que sofre tanto quanto você. Mas logo fica evidente a questão chave do descontrole de uma vida com feridas que nunca foram fechadas. E nesse caso, não da paciente mas sim da terapeuta. O ponto de clímax desse inteligente trabalho é juntar as peças rumo a esse descontrole, quando tudo se alinha, paralelos e as tais portas abertas de emoções distantes. Quando tudo isso entra em erupção, as indecisões, as angústias, afloram. Percebemos lapsos de egoísmo e muito sofrimento, principalmente no ponto de um amor não correspondido do passado que insiste em ser um fantasma que ela pensara estar adormecido em seu presente.

Resolve romper com a ética que parece sempre ter defendido por causa do seu egoísmo quase indomável de dar chance a seus sonhos após anos se entupindo de problemas, seus próprios e dos outros. É possível julgarmos tal ato? Existe algum meio termo para a questão? Quais são os limites da ética, da moral? Nos fazendo perguntas a todo instante, quem consegue embarcar nesse caminho espinhoso ligado ao campo das emoções que passa a protagonista consegue entender a genialidade de um filme feito para refletir sobre a vida, sobre a arte do recomeçar e reescrever sua própria trajetória.

Crítica | ‘Se Esse Amor Desaparecesse Hoje’ – Drama romântico sutil e de cortar o coração

Explorando a sutileza de uma relação sem esquecer de aprofundar em camadas, o longa-metragem sul-coreano Se Esse Amor Desaparecesse Hoje posiciona suas peças em um tabuleiro romântico, em busca daquele pedacinho que deixamos para quem amamos. Dirigido pela cineasta Kim Hye-young, o filme – que rapidamente alcançou o Top 10 da Netflix neste início de 2026 – percorre a juventude abordando temas como bullying, luto e o primeiro amor, a partir de uma conexão profunda que se estabelece entre seus personagens protagonistas.

Kim Jae-won (Choo Young-woo) é um jovem e solitário estudante do ensino médio que leva uma vida simples ao lado do pai, um fotógrafo que trabalha com arte em vidro e ainda vive o luto pela perda da esposa. Um dia, após um desafio, ele toma coragem e vai ao encontro de Seo-yoon (Shin Si-ah), uma jovem que rapidamente o encanta.

Porém, nessa história que tinha tudo para rumar para um final feliz, descobre-se que Seo-yoon perdeu a memória após sofrer um acidente de carro e foi diagnosticada com amnésia anterógrada – condição que, ao acordar, esquece tudo que aconteceu no dia anterior. Com regras definidas desde o início, os dois vão se apaixonando e enfrentando os obstáculos que aparecem pelo caminho.

Na linha de um ‘dorama’ – aquelas séries asiáticas marcadas por narrativas emocionais -, o filme constrói uma atmosfera de fábula, mas, à medida que avança em seu desenvolvimento, encontra questões existenciais marcantes, podendo alcançar muitos paralelos na realidade. Os mistérios do cérebro e a relação com as emoções ganham destaque, especialmente na principal reviravolta que acontece na trama – que pode pegar parte do público de surpresa.

Vale também destacar que há uma delicadeza emocional gerando um ritmo contemplativo à maior parte do tempo, herança de um cinema asiático que sabe como ampliar complementos narrativos. A boa condução da direção e a química do casal de protagonistas engradecem a obra, que, entre lembranças e dilemas, convida o público para momentos de reflexão sobre o vazio existencial que pode atravessar muitas histórias do lado de cá da tela.

Seguindo, em parte, a lógica de ‘Como se Fosse a Primeira Vez’, Se Esse Amor Desaparecesse Hoje busca encontrar suas próprias originalidades, tornando-se um drama romântico sutil e de cortar o coração.

10 Filmes Perfeitos para Harmonizar com VINHOS!

O vinho, essa bebida não tão popular aqui em nosso país parece que vem caindo no gosto cada vez mais do brasileiro. Durante a pandemia, o consumo dessa bebida de aromas bem complexos, com seus variados tipos, aumentou consideravelmente no nosso país. Dentro desse contexto, há também a harmonização de vinhos com comidas, uma arte complexa repleta de teorias e gostos de todos os tipos.

Trazendo essa questão para nosso universo criativo cinéfilo, resolvemos exercitar e criar a nossa própria harmonização cinéfila de filmes e vinhos. Existem muitas listas por aí sobre esse assunto mas a maioria delas é contida por produções que tem o vinho de alguma forma como ingrediente para sua trama, como em Sideways, entre outros longas-metragens. Aqui, vamos tentar algo diferente. Exercitamos nossa mente cinéfila para buscar uma associação entre as características/tipos de vinhos com contextos perto dos paralelos com alguns filmes.

Preparados? Vamos para a lista:

 

Vinho Tinto

É um vinho potente e alguns subtipos até mesmo encorpados. É um dos tipos de vinhos que mais melhoram com o tempo. Isso quer dizer que em alguns casos, depois de abrir um vinho tinto após anos, provavelmente será uma experiência melhor do que se tivesse aberto antes. Na nossa associação para o universo dos filmes, são aquelas produções que ficam cada vez melhores depois de um tempo, de uma época. Para tal, separamos dois filmes:

 

Whisky

O que dizer sobre a rotina monótona e a vontade de fazer diferente? Explorando o contraponto de forma trivial, com muitas expressões e poucos diálogos, o delicado filme uruguaio Whisky, dirigido pelos cineastas Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll no ano de 2004, marcou uma geração de cinéfilos latinos que volta e meia conversam sobre esse ótimo trabalho nas rodinhas cinéfilas. Falar sobre a solidão de maneira detalhista é muito complicado e um dos méritos desse projeto é conseguir de alguma forma conectar o espectador aos sentimentos de ponto futuro principalmente da personagem Marta, interpretado pela ótima atriz Mirella Pascual.

Vencedor de mais de duas dezenas de prêmios, inclusive no Festival de Gramado aqui no Brasil, Whisky conta a história de Jacobo (Andrés Pazos), um dono de uma fábrica antiga de meias (que nem de longe pensa em se modernizar) que faz um acordo com sua funcionária de maior confiança, Marta (Mirella Pascual), para que ela finja ser sua esposa durante a estadia do irmão Herman (Jorge Bolani) que mora no Brasil mas vem passar uma temporada no Uruguai para um evento ligado a mãe deles. Durante esse tempo, todos os três acabam influenciando uns na vida dos outros, principalmente Marta que começa a enxergar um novo mundo de possibilidades.

Sensível até o último segundo. Cheio de dizeres fortes pelas entrelinhas, o roteiro navega pelos sentimentos dos três personagens de maneira leve e descontraída mesmo tendo uma carga forte de emoções em plano de fundo como o distanciamento dos irmãos por conta do tempo em que a mãe deles estava doente e um só deles cuidou dela. Marta é um contraponto, uma variável amorosa forte que os irmãos nunca tiveram em suas vidas quando eram jovens e isso acaba mexendo de formas diferentes mas com os dois. Esse detalhe nesse triângulo é o fator que salta a tela mas quase nada é mostrado especificamente. O bom do cinema é isso: não precisa dizer muito se o contexto já está completo. Belo filme.

 

O Preço de um Resgate

O que fazer sobre os dilemas da vida quando sentimos bem de perto as incertezas das escolhas? Um pai milionário, uma mãe carinhosa e um terrível sequestro mudam pra sempre a vida de uma família. A engenhosa trama já ganha o público na desqualificação do herói, totalmente imperfeito, que toma atitudes extremas e muito polêmicas quando precisa negociar com os sequestradores. Escrito pela dupla Richard Price e Alexander Ignon, e com direção do talentoso Ron Howard, O Preço de um Resgate, lançado no ano de 1996, é um poderoso drama sobre escolhas e até onde um homem pode ir (e isso você pode personificar no ‘herói’ ou no ‘vilão’) para provar seu ponto de vista, muitas vezes egoísta. Grande elenco no projeto: Mel Gibson, Rene Russo, Delroy Lindo, Gary Sinise, são alguns dos bons nomes.

Na trama, conhecemos o dono de uma poderosa empresa de aviação Tom Mullen (Mel Gibson), sua esposa Kate (Rene Russo) e seu filho Sean (Brawley Nolte). Os três vivem em uma luxuosa cobertura de frente para o central park em Nova Iorque. Certo dia, em um evento beneficente próximo de casa, Sean é sequestrado. Com sua vida virada pelo avesso e resolvendo chamar o FBI para ajudar a encontrar a criança, Tom chama a equipe de Lonnie Hawkins (Delroy Lindo), um negociador com experiência nesse tipo de situação. Só que as coisas logo saem do controle, principalmente quando Tom tem uma ideia e vai na televisão anunciá-la.

O roteiro é intenso e muito objetivo, nem vemos o tempo passar. Disponível na plataforma Netflix, o filme possui arcos muito bem definidos enrolados na interseção do sequestro, vemos muito bem os dois lados dessa história. O herói cheio de problemas é a grande chave para o sucesso da trama pois a torna imprevisível, e exatamente isso que acontece nesse universo de imperfeições, muito real, com falhas de caráter a todo instante, corrupção na polícia, atitudes inconsequentes e alta carga de adrenalina. Bom filme dos anos 90.

 

 

Vinho Branco

Quando pensamos em Vinho Branco pensamos em Leveza. É servido, geralmente, gelado pois assim transforma a acidez em frescor. Na nossa associação para o universo dos filmes, são aquelas produções que encostam em temas profundos mas a maneira da narrativa e dos fatos apresentados acaba dando uma leveza para o refletir. Para tal, separamos dois filmes:

 

Força para Viver

Quase debutando na carreira de diretor (já que havia dirigido um filme feito para TV, Lip Service, na década de 80), o fabuloso ator William H. Macy reúne um elenco primoroso para contar uma história dramática sobre um pai em busca de redenção para um terrível trauma em sua vida. O nova iorquino Billy Crudup foi o escolhido para ser o protagonista, concorreu pela vaga com outros atores e a produção do filme não poderia ter escolhido melhor, Crudup emociona em cada cena, é algo tão tocante que deve gerar todos os tipos de reações do espectador, sem dúvidas um grande filme.

Na trama, conhecemos o confiante e bem-sucedido Sam (Crudup), um pai de família que vive intensamente seu cotidiano fazendo dinheiro com seu estável trabalho. Certo dia, uma grande tragédia acontece na biblioteca onde seu filho estudava e esse fato muda completamente o protagonista que se joga no alcoolismo, muda de cidade e vai morar em um barco bem longe de casa. Passados dois anos, agora trabalhando como pintor e sem muitas pretensões na vida, Sam recebe de sua ex-mulher Emily (interpretado pela sempre maravilhosa Felicity Huffman) uma caixa com alguns pertences do filho e isso o faz despertar para um elo esquecido que eles tinham, a música. Preso ainda pelos pensamentos doloridos de seu passado, Sam embarca numa jornada musical, principalmente quando conhece o carismático Quentin (Anton Yelchin) e resolve criar uma banda.

As canções chegam para Sam de maneira impactante, o aproxima novamente de seu filho. Eles possuíam uma boa relação mas pouco se viam, esses pensamentos de nunca poder estar tão presente na vida do filho, de querer voltar no tempo, praticamente destrói o protagonista por dentro. Conseguimos sentir toda a angústia e amargura desse grande personagem por conta da espetacular atuação de Billy Crudup.

 

Amores Inversos

A arte de se descobrir surge das maneiras mais simples, no modo de amar. Baseado no premiadíssimo livro de Alice Munro, Amores Inversos é uma daquelas produções que sem muita divulgação, às vezes até como uma grande surpresa pela simplicidade, chega devagarzinho e atinge em cheio nossos corações. A direção competente de Liza Johnson, o ótimo Nick Nolte e a maravilhosa atuação de Kristen Wiig colocam muita qualidade em cada sequência, cada diálogo, deste surpreendente filme.

Na trama, acompanhamos a sofrida e distante Johanna Parry (Kristen Wiig), uma pacata mulher que esconde dentro de si desejos e sonhos, sem condições de realizar. Certo dia, vai trabalhar na casa do emburrado Mr. McCauley (Nick Nolte) e lá se aproxima da jovem Sabitha (Hailee Steinfeld). O pai da menina, Ken (Guy Pearce), volta e meia aparece para ver a filha e Johanna logo se apaixona. Depois de uma brincadeira de mal gosto de Sabitha e sua amiga Edith (Sami Gayle), Johanna embarca em jornada de descobertas que influenciam o destino de sua vida e a de todos ao seu redor.

A dinâmica do filme é muito interessante. As histórias dos personagens vão se desenvolvendo de maneira muito uniforme e a cada nova informação acontece uma transformação maravilhosa que leva o espectador a pensar sobre as ações deles. É um filme que gera uma grande reflexão sobre sonhos e o desejo de despertar. O carisma da protagonista é justificado exatamente por isso, uma pessoa comum que poderíamos facilmente encontrar diariamente atravessando a rua ou comprando um pão na padaria. Mesmo correndo o risco da personagem estacionar em momentos de lentidão – fruto do estilo da narrativa – , Kristen Wiig constrói e desconstrói Johanna de maneira surpreendente.

 

Vinho Rosé

Divididos em leves e encorpados, são surpreendentes, com combinações inusitadas. Combina com muitos pratos e situações. Na nossa associação para o universo dos filmes, são aquelas produções que nos surpreendem mesmo em alguns casos não sendo filmes tão profundos. Para tal, separamos dois filmes:

 

A Música da Minha Vida

As interseções de um gatilho musical, inspirador, que muda para sempre quem deixar que a mensagem chegue até o epicentro do seu coração. Pouco badalado, passou como uma flecha nos cinemas o drama/musical A Música da Minha Vida. Despretensioso, com um protagonista muito carismático e um roteiro redondo, vai conquistando o público aos poucos. A trilha é uma menção à parte já que o filme, baseado em fatos reais, também pode ser classificado como uma gigante homenagem aos 70 anos de vida, completados a pouco tempo, e aos mais de 50 anos de carreira de um dos maiores da música, o chefe, Bruce Springsteen.

Na trama, dirigida pela cineasta queniana Gurinder Chadha (do bom Driblando o Destino) o longa-metragem nos mostra o retrato da adolescência conturbada e criativa de Javed (Viveik Kalra) que vive com os pais descendentes de paquistaneses na Inglaterra no final da década de 80. Muito dedicado ao estudo mas sem muitos amigos e não aproveitando a vida como deveria por conta de costumes de sua família, certo dia ganha uma fita k7 de um músico que faz muito sucesso no mundo chamado Bruce Springsteen. As canções do ‘chefe’ começam a fazer sentido na vida de Javed e impulsionado pela força dessas letras começa a realizar uma grande revolução em sua vida.

Procurando uma palavra para definir esse projeto, só meio veio uma: inspirador. Muito difícil, você que não conhece, logo após terminar o filme não ir procurar/pesquisar Springsteen. Uma música, um filme, a cultura em geral, mudam vidas. Pena que alguns governantes nunca vão entender isso.

 

A Despedida

Escrito e dirigido pela cineasta chinesa Lulu Wang em apenas seu segundo longa-metragem, The Farewell, explora um tema familiar complicado de maneira leve e argumentativa. Há delicadeza por todos os lados. Preenche com elegância os contornos culturais tendo como pano de fundo uma família que possui um problema em comum. Lançado no Festival de Sundance, essa linda história, infelizmente, não ganhou as telonas brasileiras.

O filme gira em torno da ótica de Billi (Awkwafina, em grande atuação que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em filme de Musical ou Comédia), uma jovem chinesa que vive desde os seis anos nos Estados Unidos e certo dia recebe uma notícia terrível: sua querida e próxima avó está com Câncer de Pulmão avançado. Assim, os pais de Billi e os demais integrantes da família resolvem simular um casamento de um dos primos da protagonista para conseguirem reunir toda a família para uma espécie de despedida da querida vovó, essa última que não sabe que está com a doença.

Nas semanas que antecedem ao casamento fake, as reuniões de família e os debates sobre a China, Estados Unidos, sonhos, profissões, futuro e desejos preenchem o roteiro de maneira profunda e que explica muito os personagens envolvidos. Os pontos de vistas entre Oriente e ocidente são colocadas em prova sobre a questão do fardo emocional imposto pelo epicentro da história. Nesses momentos de clímax, vale mencionar a trilha sonora também, é belíssima, contorna os altos e baixos de maneira brilhante.

Tudo acaba girando em torno dos absurdos da mentira que causam conflito em toda uma família. Durante os arcos, os principais integrantes da família ganham forte espaço como se fossem pequenas pílulas emocionais. Esses conflitos entre os familiares são repletos de argumentos e acontecem diariamente. Nesses fortes diálogos repleto de personalidades distintas, entendemos melhor a força desse momento que estão vivendo e a dificuldade em esconder a verdade da mais velha da família.

 

Espumante

É uma espécie de vinho que passa por duas fermentações naturais. Está muito ligado a festas, comemorações, casamentos, eventos. Também paralelo quando pensamos em elegância. Na nossa associação para o universo dos filmes, são aquelas produções que nos mostram comemorações pulsantes, algumas polêmicas, ou até mesmo histórias encantadoras que brindam ao amor. Para tal, separamos dois filmes:

 

Aqui em Casa Tudo bem

A verdadeira família é aquela unida pelo espírito e não pelo sangue. Com filmagens realizadas na paradisíaca ilha italiana de Ísquia, no golfo de Nápoles, o trabalho do cineasta Gabriele Muccino (À Procura da Felicidade) reúne diversos personagens em uma comemoração para mostrar todos os altos e baixos, sonhos e esperanças, de uma família que convive pouco junto e quando se reúne, a poeira debaixo do tapete vem à tona. Entre alegrias e tristezas, Muccino retrata, sem muita profundidade dessa vez, o ambiente familiar e suas curiosas histórias.

Na trama, conhecemos a enorme família de Alba (Stefania Sandrelli) e Pietro (Ivano Marescotti), que reúnem filhos, sobrinho, netos para comemorem as bodas de ouro na pequena ilha de Ísqua, onde moram e possuem um restaurante. Tudo era para ser bem rápido, com os convidados chegando via balsa de diversos lugares. Porém, após a comemoração, na hora de voltarem para casa, uma forte tempestade impede da balsa retornar ao centro de Nápoles, fazendo com que todos os convidados precisem ficar por mais algumas horas na ilha. Assim, situações começam a serem instauradas, fruto de um passado não tão distante de todos os personagens. Cada um com seu drama, buscam inspiração na família para tentar driblar qualquer eventualidade do destino.

 

Coração de Leão – O Amor não tem tamanho

Um grande amor não se encontra em toda esquina. Partindo deste princípio básico do manual do romântico moderno, o diretor argentino Marcos Carnevale (do maravilhoso Elsa & Fred) volta as telas do cinema para falar sobre o amor. Coração de Leão – O Amor não tem Tamanho é um filme água com açúcar, divertido como os bons longas de humor argentino. Julieta Díaz e Guillermo Francella, ambos muito inspirados, formam um simpático e atraente par romântico que tira muitos risos da plateia.

Na trama, conhecemos a história de Ivana (Julieta Díaz), uma advogada divorciada que após perder seu celular em um ataque de fúria com seu ex-marido, conhece o arquiteto galanteador León (Guillermo Francella) que com sua lábia preponderante aos poucos vai conquistando por completo o coração da bela morena. A questão é que esse homem encantador é baixinho, tem apenas 1,36 de altura o que acaba gerando incertezas, medo e preconceito dentro e fora deste relacionamento inusitado. O baixinho entra como uma flecha certeira no coração de Ivana mas será que ambos conseguirão suportar as críticas a esse amor?

A maturidade e a elegância com que o assunto da diferença de altura é tratado eleva a qualidade da trama. O longa-metragem é uma deliciosa viagem aos caminhos de amor. Sensível e romântico, o filme promete inspirar muitos corações perdidos que buscam um recomeço na arte do amar. Uma lição fica: encontrar alguém de verdade é algo que acontece poucas vezes na vida. Não é verdade? Não se feche para um grande amor e com certeza não perca esse belo filme.

 

Frisante

É uma opção leve e refrescante, não tão conhecido como os outros tipos de vinhos citados. Parece um espumante mas não é. Na nossa associação para o universo dos filmes, são aquelas produções pouco conhecidas mas que são ótimas. Para tal, separamos dois filmes:

 

Pecados Antigos, Longas Sombras

É com muito terror que vemos a desunião das moléculas da nossa própria existência. Vencedor de 10 prêmios Goya (o Oscar do cinema espanhol), o longa-metragem Pecados Antigos, Longas Sombras, dirigido pelo cineasta espanhol Alberto Rodríguez é um True Detective com sotaque hispânico. Um suspense com detalhadas pistas sobre as conclusões dos atos finais que faz o espectador não desgrudar os olhos da telona. Além de uma trama para lá de sólida, o filme possui uma fotografia belíssima.

Na trama, acompanhamos a saga de dois detetives de Madri, Juan (Javier Gutiérrez) e Pedro (Raúl Arévalo) com ideias, personalidade e ações sob pressão completamente diferentes, que são enviados a um pequeno povoado para resolver um caso intrigante de desaparecimento de duas jovens. Ao longo dos intensos 105 minutos, vamos descobrindo segredos, traições, e um grande mistério, muito maior que os assassinatos, que é aos poucos desvendado.

O conflito entre as personalidades dos protagonistas é o ponto central da trama, é para onde vai a atenção do público logo nos primeiros minutos, também por conta do ato final onde escondidas situações chegam à luz.

 

 

Lições em Família

A adversidade é um trampolim para a maturidade. Em seu terceiro longa-metragem do currículo, o norte-americano Zach Braff, que você já deve ter ouvido falar por conta do seriado Scrubs, volta a falar sobre dramas familiares e personagens complexos no intrigante e cheio de metáforas Wish I Was Here. O filme é um drama comovente sobre a arte do crescer e saber a hora certa de adicionar componentes de maturidade nas suas escolhas de vida.

Na trama, conhecemos um ator desempregado chamado Aidan (Zach Braff), pai de dois filhos, que vive às custas de sua mulher Sarah (Kate Hudson) que é extremamente infeliz no casamento. Para piorar, seu pai Gabe (Mandy Patinkin) está com câncer terminal e sua vida começa a desabar ao seu redor. Assim, o protagonista embarcará em uma jornada em busca de um novo sentido para seu destino.

Como em todo filme de Braff, uma ótima trilha sonora se mistura adequadamente às sequências. Falando no diretor, esse artista completo, é um dos poucos que conseguem dirigir e atuar com muito êxito em seus projetos.

 

 

Bem, tomara que tenham gostado de mais esse exercício cinéfilo! Comentem!

 

10 filmes para se apaixonar e esquecer do tempo

Seja em um drama profundo sobre resiliência após uma devastadora tempestade, seja nos obstáculos enfrentados em uma jornada rumo aos próprios sonhos, alguns filmes preenchem as lacunas da emoção com tramas envolventes e que chegam fácil na emoção.

Para você que está em busca de um bom título para se apaixonar e esquecer do tempo, segue abaixo algumas sugestões:

 

Sorry, Baby

Neste belíssimo, sensível e cativante filme, conhecemos Agnes, uma jovem professora de literatura que, ao longo dos últimos anos, tem enfrentado profundas descobertas sobre o viver após sofrer um trauma impactante.

 

Sob as Estrelas (Prime Video)

Dirigido por Sébastien Tulard, em Sob as Estrelas acompanhamos a trajetória de um jovem que, após uma infância difícil, vai atrás dos seus sonhos em busca do sucesso no ramo da confeitaria.

 

Uma Boa Pessoa (Prime Video)

Allison (Florence Pugh) é uma mulher de 26 anos que está em um momento muito feliz, prestes a se casar com o grande amor de sua vida. Só que um dia, uma tragédia acontece. Tentando seguir em frente, meses após o ocorrido, seu destino novamente se cruza com o do seu ex-sogro, Daniel (Morgan Freeman), um ex-policial e também ex-alcoólatra. Ambos vão buscar curar feridas do passado.

 

Eternidade (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Após morrer, uma mulher desperta em um lugar onde as almas precisam definir, em alguns dias, onde passarão a eternidade. Ela só não esperava ter que escolher entre seu último marido – com quem dividiu praticamente toda a vida – e seu primeiro grande amor.

 

Valor Sentimental (Em cartaz nos cinemas)

Um diretor de cinema, que mantém uma relação distante e estremecida com as duas filhas, está prestes a iniciar seu novo filme e oferece o papel principal a uma delas. Diante da recusa, ele convida uma famosa atriz norte-americana para o projeto. Aos poucos, vamos compreendendo a complexa dinâmica familiar que se forma, marcada por sentimentos conflitantes de todos os lados.

 

Meu Bolo Favorito (Reserva Imovision)

A vida da ex-enfermeira e viúva Mahin (Lili Farhadpour), uma mulher que se prendeu em uma solidão faz décadas, caiu na mesmice. Vendo as amigas que adora cada vez menos a cada ano, vive sozinha numa casa tendo contato com as filhas somente pelo celular. Certo dia, algo desperta nela e tomando coragem para se livrar do cantinho solitário que passa o cotidiano, acaba tendo um encontro pra lá de casual com o também solitário, e taxista, Faramarz (Esmaeel Mehrabi), com quem passa uma noite inesquecível, cheia de surpresas.

 

A Natureza das Coisas Invisíveis (Netflix)

Gloria é uma jovem super inteligente e comunicativa que acabou de entrar de férias. Sem ter com quem deixá-la, sua mãe, uma profissional da saúde, a leva diariamente ao hospital onde trabalha. Um dia, dá entrada na emergência Sofia, uma menina trans, neta de uma senhora que adoeceu. Com idades próximas, Gloria e Sofia logo se tornam amigas. As mães resolvem levá-las até um sítio, e lá começam a ultrapassar páginas do passado e abrir os horizontes para o futuro.

 

The Last Showgirl (HBO MAX)

Shelly (Pamela Anderson) é uma dançarina de um antigo show em Las Vegas e integra o elenco do espetáculo há muitas décadas. Ao receber a notícia que a atração será encerrada, começa a entrar em conflito com as escolhas que fez até então. Enquanto busca alguma saída para se reinventar profissionalmente, sua filha reaparece em sua vida.

 

Baby (Telecine)

Na trama, conhecemos o jovem Wellington que, ao sair de um reformatório, vai em busca dos pais quem não manteve contato enquanto estava em reclusão. Ao se ver perdido na maior cidade do país, seu destino se cruza com o de Ronaldo. Aos poucos, esse relacionamento se estabelece com muitas fases: desde o amor intenso até caóticos desencontros.

 

A Pior Pessoa do Mundo (Prime Video)

Dirigido por Joachim Trier, esse filmaço nos leva até a história de uma jovem perto dos 30 anos que se encontra em diversas dúvidas na sua vida, passando por momentos importantes e amadurecendo conforme reflete sobre o que passou.

Amazon Prime Video | 5 ÓTIMOS filmes pouco comentados para conferir na plataforma

Um dos streamings disponíveis no Brasil com um preço acessível e um catálogo cada semana mais forte, a Amazon Prime Video está cada vez mais na preferência de muitos que buscam ótimos seriados e filmes. Principal concorrente da Netflix, possui muitos filmes interessantes que buscando com calma você acha.

Para ajudar você leitor que procura bons filmes nesse catálogo, seguem abaixo 5 ótimos filmes mas nada badalados do catálogo da Amazon Prime Video.

 

O Amor de Sylvie

A vida é muito curta para desperdiçarmos com coisas que não amamos. Escrito e dirigido pelo cineasta Eugene Ashe, produzido pela Amazon, O Amor de Sylvie é uma linda história de amor entre dois amantes do Jazz, que vivem realidades diferentes ao longo do tempo em uma grande cidade norte-americana em meados das décadas de 50 e 60, na época de Miles Davis, Stevie Wonder, Sarah Vaughan. Fala sobre o preconceito, sobre as diferenças para alguns sobre as classes sociais, os sonhos, as desilusões e como o amor pode provocar tamanhas mudanças em nossas vidas. Protagonizado pelos ótimos Tessa Thompson e Nnamdi Asomugha.

Tendo como pano de fundo uma ótima trilha sonora, papos sobre música e na maioria das vezes sobre Jazz são a cereja do bolo nesse drama com altas pitadas de romance que nos mostra de maneira bem delicada as escolhas e caminhos que podemos tomar quando nos enxergarmos dentro de um amor que se vê poucas vezes por aí.

 

A Assistente

Os absurdos abusos do poder e todo o caos emocional que isso pode gerar. Produzido e já no catálogo da Amazon, A Assistente é um filme que coloca o espectador como um observador da rotina de uma jovem que tem o sonho em trabalhar com entretenimento mas logo percebe abusos no ambiente onde trabalha, principalmente vindo de seu chefe, uma alta patente da empresa. Escrito e dirigido pela cineasta Kitty Green, em seu primeiro longa-metragem de ficção, o projeto é um interessante recorte de certos ambientes de trabalho, que diz muito pelas entrelinhas, um profundo drama onde somos os olhos da personagem a todo instante. Um bom filme com uma ótima atuação da protagonista Julia Garner.

São quase 90 minutos de muita tensão. Muitos podem até achar meio paradão mas esse longa-metragem diz tanto pelo contexto e entrelinhas que precisamos estar atentos para refletir sobre o quão profundo pode ser essa história que infelizmente acontece muito pelas vidas reais do lado de cá da tela.

 

A Vastidão da Noite

Quando as peças se encaixam, o brilhante salta da tela. Exibido no prestigiado Festival de Toronto de Cinema em 2019 e com uma narrativa simples e muito objetiva, A Vastidão da Noite prende o espectador do primeiro ao último segundo com uma misteriosa situação vivida por dois inteligentes e jovens personagens, na década de 50, em uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos. Em uma noite apenas, mesclando um clima extremamente tenso com o malabarismo do medo iminente, as questões lógicas sendo colocadas em cheque a todo instante, e uma estranha sensação de nostalgia transformam esse projeto em uma das pérolas do catálogo da Amazon Prime Video. Primeiro trabalho como diretor de Andrew Petterson. Já anotado na agenda para não perder os próximos filmes dele.

O baixo orçamento do projeto só coloca mais pontos positivos ainda na hora de analisarmos. O clima tenso é a base do filme, somos os olhos de Everett e Fay, essa dupla dinâmica (muito à frente do tempo em que vivem) que curiosos por si só, resolvem investigar todas as inúmeras evidências misteriosas que chegam até eles como se fossem pistas de jogos de detetive. Ambientado em torno do caótico início da guerra fria, as lógicas de qualquer estranheza na época em território norte-americano já levavam a pensamentos de acusação aos soviéticos, o longa-metragem (um dos melhores do catálogo da Amazon Prime Video) nos traz à lembranças de emblemáticos episódios do lendário seriado Arquivo X.

 

Terra Selvagem

Que nem todas as dores do mundo me façam desistir. Em seu segundo trabalho como diretor, o norte americano Taylor Sheridan (roteirista do ótimo Sicario: Terra de Ninguém e indicado ao Oscar, também como roteirista, pelo excelente A Qualquer Custo) volta às telonas com um suspense de tons altos de drama, em meio a um distante e frio território indígena, explorando os caminhos tumultuados de uma investigação de um violento assassinato. Com uma direção primorosa, o filme vai envolvendo o espectador a cada nova descoberta sobre o assassinato. Em um ambiente de frio intenso e pessoas com recursos limitados, a selvageria ganha tons de drama, seja pelo passado traumático do protagonista, seja pelas fortes evidências que vão aparecendo a cada nova descoberta.

Na trama, conhecemos Cory (Jeremy Renner) um homem solitário com um passado repleto de tristeza que trabalha como caçador no Estado de Wyoming, mais precisamente em uma reserva indígena de frio intenso. Durante o inverno, com temperaturas abaixo de zero e neve para todos os lados, o corpo de uma adolescente é encontrada por Cory em uma região isolada. Conhecendo a adolescente, de quem é amigo da família, Cory busca ajudar as investigações assumida pelo FBI e designada pela agente Jane Banner (Elizabeth Olsen). Conforme vão descobrindo mais pistas sobre o ocorrido, a dupla enfrentará diversas adversidades para conhecer a verdade.

 

Tio Frank (Uncle Frank)

Você vai fazer as coisas como querem que você faça ou da maneira como você quer fazer? Escrito e dirigido por Alan Ball (produtor de seriados de sucesso como A Sete Palmos e True Blood), em seu segundo longa-metragem como diretor, Uncle Frank é sensível recorte passado no início da década de 70 onde um professor universitário não assumidamente gay precisa enfrentar seus grandes fantasmas do passado quando seu pai falece. Delicado e com reflexivos diálogos, o filme percorre todas as dores de um personagem (e os ótimos coadjuvantes) inteligentes e cativantes. Os atores Peter Macdissi e Paul Bettany conseguem extrair de seus personagens todo amor e carinho de uma relação secreta que passa uma grande verdade para o lado de cá da tela. Um emocionante filme, disponível na Amazon Prime Video.

Uncle Frank não deixa de tocar o ponto principal a todo instante, relacionamentos de pais e filhos, na linha do protagonista e na de muitos dos personagens coadjuvantes, seus conflitos e suas escolhas. Um belo trabalho de Ball e cia.

 

Crítica | ‘A Cela dos Milagres’ – A bondade e a redenção marcam drama na Netflix

Baseado na obra sul-coreana 7-beon-bang-ui seon-mul, de Lee Hwan-kyung – que já ganhou outras versões pelo mundo –, chegou à Netflix, nesta semana de carnaval, um filme que busca no convencional de sua narrativa apresentar uma história de amor e redenção. Trazendo como alicerce o caos da injustiça e os respingos de esperança, A Cela dos Milagres, dirigido por Ana Lorena Pérez Ríos caminha pela força que a bondade pode provocar mesmo em meio a um mar de tristezas.

Hector (Omar Chaparro) vive seus dias com a mãe e filha, Alma (Mariana Calderón), em uma humilde casa. Com deficiência neurológica adquirida, dedica todo seu tempo para realizar os sonhos da criança. Um dia, é acusado injustamente por um crime terrível e enviado para uma prisão barra-pesada, comandada por um diretor implacável. Aos poucos, Hector conquista a empatia de outros prisioneiros, que fazem de tudo para ajuda-lo a sair daquele lugar.

Imagem do filme A Cela dos Milagres
Imagem do filme A Cela dos Milagres

Esse é um filme que tem a força das mensagens camuflando qualquer deslize narrativo. É o famoso entretenimento que chega fácil nas emoções: você sente mais que observa.

Seguindo uma estrutura de roteiro convencional, sem se arriscar em outras possibilidades de como contar essa história já conhecida por muitos, não é preciso de muito tempo para logo se ver envolvido nessa narrativa, conduzida por um protagonista que domina as ações em cena. Nesta versão, ele é interpretado pelo ator e cantor mexicano de 51 anos Omar Chaparro.

Imagem do filme A Cela dos Milagres
Imagem do filme A Cela dos Milagres

Sustentando por uma jornada de forte apelo emocional, guiada pela comoção e atravessada por variados personagens que se aproximam através de atos bondosos de um homem marcado por uma vida limitada – mas que nunca deixou de amar ao próximo – a obra se desenvolve tendo essa base que não se aprofunda na esfera moral, simplificando conflitos.

Imagem do filme A Cela dos Milagres
Imagem do filme A Cela dos Milagres

Conforme a narrativa se desenvolve, percebemos construções dramáticas frágeis e leves críticas sociais (como a opressão dos militares, por exemplo) apostando que suas reflexões mantenham a atenção do público.

A Cela dos Milagres logo alcançou ao Top 10 da plataforma de streaming mais famosa do planeta. Mesmo com seus deslizes, apresenta um leve provocar sobre como refletimos a respeito das injustiças que encontramos pelo caminho.

The Rocky Horror Picture Show | Algumas razões do sucesso desse tão amado musical

Cerca de 46 anos atrás, chegava aos cinemas de todo o planeta um dos filmes mais divertidos da década de 70, um projeto que mudou o mundo dos musicais, de muita força dentro da liberdade artística, quase virando um conceito filosófico por meio do uso de arquétipos feitos para refletir e divertir. The Rocky Horror Picture Show, escrito e dirigido por Jim Sharman, baseado na obra homônima do escritor neozelandês Richard O’Brien, é atemporal, empolgante, que desmonta tabus até hoje.

O deboche e a arte como arma contra o conservadorismo

Na trama, conhecemos o casal Brad (Barry Bostwick) e Janet (Susan Sarandon), dois corações apaixonados que estão se guardando um para o outro. Certo dia, em uma estrada escura e com uma tempestade caindo sob suas cabeças, um problema com um dos pneus do automóvel que estavam os fazem pedir abrigo em um castelo que encontram no meio do nada. Nesse lugar conhecem um homem pra lá de excêntrico, uma espécie de cientista doidão, o Dr. Frank-N-Furter (Tim Curry) que através de um universo cheio de danças, apetite sexual, experiências e criações os apresenta a um novo mundo libertador em muitos sentidos.

Muito à frente de seu tempo e com a coragem que toda obra ousada deve ter

The Rocky Horror Picture Show fala sobre a liberdade sexual, os prazeres, a libido, um contrafluxo contra a maior parte de uma sociedade que obediente por si só gerou engessamentos do pensar, do agir, deixando a felicidade e o prazer sempre em segundo plano. É uma engenharia de loucura, pulsante, dançante, orquestrada por O’Brien e Cia que se aprofunda em entrelinhas para gerar seus pontos reflexivos.

Os artistas se doam aos seus personagens, gerando uma intensidade e interação com o público poucas vezes vistas

Parece que estão em um teatro com uma plateia os assistindo, uma energia linda é sentida do lado de cá da telona. No elenco nomes consagrados hoje em dia como: Tim Curry e Susan Sarandon, além do outro protagonista interpretado por Barry Bostwick e com uma participação também do autor desse universo dançante, Richard O’Brien e seu inesquecível Riff Raff.

A cereja do bolo é a trilha sonora

Genial, é uma mistura de empolgação e rock and roll, as coreografias também são ótimas, gera risos fáceis e nos fazem mexer as pernas já nas primeiras batidas. Cenários coloridos, figurinos provocativos são elementos que acabam se completando dentro do liquidificador musical criado.

Atemporal, já teve milhares de sessões em comemoração

Algumas inclusive no saudoso Cine Joia em Copacabana. Com ingressos a preços populares, sessões lotadas sempre, onde o público ia caracterizado em homenagem aos personagens, cantando todas as canções da primeira à última, uma grande festa dos fãs com seus ídolos na tela. Afinal, essa é ou não é a certeza que a tela do cinema é mágica né?

 

Você que nunca viu esse musical, não sabe o que está perdendo, vai grudar nas suas memórias durante anos! Disponível na plataforma de Streaming do Telecine, é dar o play e se divertir!

10 filmes emocionantes que transformam a dor em arte

Trazendo traumas e conflitos de forma intensa, e ressignificando os sentimentos mais dilacerantes, alguns filmes emocionantes nos levam a jornadas tão íntimas que é preciso de um lenço ao lado quando termina a sessão. Para você que está com o coração em dia, segue abaixo uma poderosa lista que dialoga diretamente com esse título:

 

Hamnet (Em cartaz nos cinemas)

Nessa trama dilacerante, acompanhamos o jovem William Shakespeare e sua esposa, Agnes, enquanto lidam com uma tragédia que abala sua família, inspirando-o a escrever uma obra que nunca mais sairia das memórias.

 

O Apego (Estreia em breve nos cinemas)

Sandra (Valeria Bruni Tedeschi) é uma mulher solteira que vive seus dias dedicada ao trabalho como administradora de uma livraria. Um dia, sua vizinha da frente precisa que ela cuide de seu filho pequeno, Elliot, pois está em trabalho de parto e precisa ir ao hospital. Quando a vizinho morre durante o parto, o marido dela, Alex (Pio Marmaï), enfrenta a dor dessa perda, e Sandra passa a fazer cada vez mais parte dessa família, acompanhado situações pelos meses que se seguem após o ocorrido.

 

Você não Estava Aqui

Na trama, somos jogados para a realidade de uma família de classe média baixa britânica, onde o pai, Ricky (Kris Hitchen), resolve investir em uma van de entregas para tentar mudar um pouco da realidade financeira de sua família. A partir desse ponto, acaba influenciando a todos em sua volta.

 

Manchester à Beira-Mar (HBO MAX)

Lee Chandler (Casey Affleck) é um homem solitário que sobrevive sendo uma espécie de faz tudo para alguns condomínios. Certo dia, seu passado bate em sua porta com a terrível notícia de que seu único irmão, Joe (Kyle Chandler), acabou de falecer. Imediatamente, Lee precisa voltar até a cidade onde morou durante anos, muito por conta de único sobrinho, Patrick (Lucas Hedges), mas precisará enfrentar terríveis dores de seu passado.

 

Aftesrun (Netflix)

Sophie (Frankie Corio) é uma jovem bastante esperta que vai passar férias com o pai, Calum (Paul Mescal). Desde a chegada ao local, Sophie registra tudo com uma câmera: as alegrias, as discussões, as dúvidas, as descobertas, os marcantes momentos daquele curto período. Percebemos logo que são lembranças, memórias, com uma carga alta de sentimentos vindos de vários lados.

 

Foi Apenas um Acidente

Após um incidente na estrada, um homem e sua família precisam de ajuda com o carro. O que parecia uma situação comum toma outros rumos quando ele é reconhecido por alguém que o identifica como seu antigo torturador.

 

Valor Sentimental (MUBI)

Um diretor de cinema, mantém uma relação distante e estremecida com as duas filhas, está prestes a iniciar seu novo filme e oferece o papel principal a uma delas. Diante da recusa, ele convida uma famosa atriz norte-americana para o projeto. Aos poucos, vamos compreendendo a complexa dinâmica familiar que se forma, marcada por sentimentos conflitantes de todos os lados.

 

De Tirar o Fôlego (Netflix)

De Tirar o Fôlego nos mostra o forte elo de dois destinos que se cruzam através dos riscos de um dos esportes mais perigosos do mundo, o mergulho livre. Escrito e dirigido pela cineasta irlandesa Laura McGann, esse projeto tem a maestria de uma narrativa que consegue manter o interesse do espectador do início ao fim, onde reviravoltas são vistas aos montes, nos levando para enormes caminhos de tensão, angústia e reflexões sobre a vida.

 

As Ondas (Prime Video)

Tyler é um jovem estudante que vive uma bela vida ao lado de sua madrasta Catharine, seu pai Ronald e sua irmã Emily. Extremamente pressionado aos seus treinos e em ser o melhor, Tyler vive um grande conflito interno quando recebe a notícia de que sua namorada está grávida e vai ficar com o bebê. A partir dessa situação, se desenrolam fatos que vão marcar para sempre a vida do jovem e também de sua irmã, que precisará ter forças para lutar contra pensamentos do seu passado para seguir em frente e tentar encontrar a tão sonhada felicidade.

 

No Vale das Sombras (Mercado Play)

Na trama, um jovem soldado volta do Iraque, e no seu primeiro fim de semana longe da guerra, some misteriosamente. Acompanhamos então seu pai em sua busca, contando com a ajuda de uma policial responsável pelo caso.

Por que ‘O Fabuloso Destino de Amélie Poulain’ virou um clássico pop cult?

O grande poder de mudar histórias, destinos…mas e a sua própria? No ano de 2001, chegou aos cinemas, comandado pela mente criativa do cineasta francês Jean-Pierre Jeunet um filme atemporal em sua essência, que nos mostra reflexões sobre o egoísmo às avessas, o lado imaginativo, corajoso e inspirador de mudar o mundo através de movimentos e situações. Estamos falando do inesquecível O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

Para tentar traçar alguns argumentos sobre o tamanho sucesso do filme e de sua icônica personagem principal separamos aqui alguns pontos importantes que nos mostram Por que ‘O Fabuloso Destino de Amélie Poulain’ virou um clássico pop cult?

 

Um roteiro imaginativo e muito ligado ao lado positivo do fazer o bem

Na trama, conhecemos Amélie Poulain (Audrey Tautou), uma jovem que desde criança se acostumou a criar um universo imaginativo, uma espécie de defesa emocional contra as indiferenças de seu pai, um médico cheio de cuidados com suas relíquias, e sua mãe, uma exigente agente da educação que falece precocemente após um inusitado acidente. A jovem cresce e começa a trabalhar como garçonete em um bar frequentado quase sempre por pessoas que intrigam os pensamentos da protagonista. Um dia, após tomar um susto com a notícia na televisão do acidente com a Lady Di na Inglaterra, descobre uma caixa enterrada por um jovem 40 anos atrás, nas entrelinhas de uma parede do apartamento que mora, fato que acaba sendo o estopim para muitas histórias que mudarão o destino de sua vida para sempre, inclusive encontrando o amor pelo caminho.

 

A complexidade de uma mente pulsante

A protagonista é extremamente complexa. Mesmo assim, dentro de sua simplicidade de ver a vida, um romantismo constante à cerca, mesmo que vamos só ter uma noção melhor sobre esse sentimento nos arcos finais quando a mesma resolve investir em si mesmo e ser feliz. Ela busca sentido dentro de suas aventuras, parece navegar com leveza, criatividade e dedução na interseção fabulosa entre o real e o submundo imaginativo dos reais sentidos dos inúmeros sentimentos que dão sentido à sua vida.

 

Um inusitado narrador que nos ajuda a acompanhar o ritmo frenético do filme

Há um narrador perspicaz, detalhista que traça um raio-x detalhado de muitos personagens que vão e vem na trama, não só a ótima protagonista interpretada pela atriz francesa Audrey Tautou. Assim, temos olhos e ouvidos guiando o espectador rumo à mundo com quadros que conversam, excêntricos personagens, uma série de situações provocadas pela curiosidade e a vontade de mudar destinos. Tem o vizinho recluso, a dona do bar que tenta controlar o caótico dia a dia, a funcionária do setor de tabacaria que se vê envolvida com um novo e estranho amor, entre outros.

 

Figuras marcantes e a consolidação de uma icônica e inesquecível personagem

Do Zorro à Ladi Di, figuras marcantes de muitas épocas ganham contextos somadas as criações inventivas dos planos mirabolantes da protagonista. Em uma época que ainda não se ouvia falar sobre os avanços tecnológicos, como a internet, Amélie Poulain virou uma figura pop, influente em muitos sentidos, tendo inclusive inúmeros Souvenires derivados que encontramos em lojas até hoje. Super justificável, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é um filme inesquecível que brinca com o sonhar sempre na eterna busca de amar com romantismo.

Crítica | ‘Encontros e Despedidas’ – Drama na NETFLIX reflete sobre o amor que sobrevive e transforma

Diretamente da Ásia, chegou ao catálogo da Netflix, neste início de 2026, um filme que explora os caminhos tumultuados das escolhas importantes da vida por meio de uma família que se esconde do perdão, mas que tem novamente uma chance de se unir. Com essa premissa logo estabelecida para os conflitos que se seguem, chegamos a uma trama de grande apelo popular, que sugere fáceis identificações com a realidade. Não tenha dúvidas: Encontros e Despedidas pode conquistar você.

Dirigido por Cathy Garcia-Sampana, esse longa-metragem filipino nos convida a mergulhar nas intimidades de uma família – seus dilemas e confrontos – que vive seus dias na luta de um empreendimento familiar e vê sua rotina completamente alterada pela chegada do primogênito, proprietário de um restaurante nos Estados Unidos.

Cena do filme: 'Encontros e Despedidas'
Cena do filme: ‘Encontros e Despedidas

Baby (Maricel Soriano) é daquelas mãezonas que gostam de ter toda sua família por perto. Mas isso raramente é possível, pois seu primeiro filho se distanciou de todos – inclusive deixando a filha para Baby criar. Quando seu negócio chega à beira da falência, Tupe (Piolo Pascual) volta para casa em busca da ajuda da mãe, mas descobre que ela está com uma doença cruel, já em estágio bem avançado. Precisando se entender com toda a família, que sempre joga um olhar desconfiado a ele, todos percebem que precisam se unir novamente para realizar o último desejo da mãe: conhecer um astro coreano.

Cena do filme: 'Encontros e Despedidas'
Cena do filme: ‘Encontros e Despedidas

De forma leve e com bons momentos de descontração – além de personagens carismáticos -, a narrativa percorre os caminhos tumultuados da arte de amar, do perdão e das consequências em torno de uma decisão. A emoção é direta, sem contornos, inserida em uma estrutura de narrativa tradicional, que se torna atraente ao público logo de cara. Você pode facilmente se emocionar ou ser fisgado a qualquer momento por essa história.

Cena do filme: 'Encontros e Despedidas'
Cena do filme: ‘Encontros e Despedidas

Nada aqui soa piegas, apelativo ou sem sentido. Há um certo respeito pelo instante de dor -algo vivido por muitos em algum momento da vida – expresso no período difícil enfrentado pela personagem matriarca. O certeiro roteiro chacoalha as emoções do público através da simplicidade, fugindo de uma experiência angustiante e apostando nas reflexões positivas que o tema permite.

Mesmo com leves exageros e até uma certa redundância ao apresentar os conflitos que se projetam, cada pedaço de desenvolvimento da trama caminha de mãos dadas com o discurso da dinâmica familiar – um grande acerto do projeto.

Encontros e Despedidas é um filme que te instiga a pensar sobre sua própria família e as maneiras como o amor sobrevive e transforma.

10 Filmaços disponíveis na STARZPLAY

Um streaming que já está no Brasil mas ainda não é muito badalado é o STARZPLAY. Com algumas séries exclusivas e ainda pouco conhecidas aqui no Brasil, o streaming possui um preço bastante acessível e pode agradar muitos cinéfilos e cinéfilas que buscam sempre alguma novidade. Além de contar com um catálogo de produções do canal de televisão a cabo americano Starz, em relação à filmes, o canal não possui títulos exclusivos ainda mas já possui em sua grade (daquela maneira de entra, fica um período e saí) alguns ótimos longas-metragens atualmente.

Para ajudar você leitor ou leitora que busca nesse streaming algumas dicas, segue uma lista abaixo com 10 Filmaços disponíveis na STARZPLAY:

 

PS Eu Te amo

Se você está procurando um filme que te faça chorar e pensar sobre os relacionamentos que já teve em sua vida, não existe aposta mais certeira que esse longa-metragem Richard LaGravenese que chegou aos cinemas brasileiros no ano de 2008. Na trama, uma jovem é muito casada com o homem de sua vida, só que esse ele fica doente e acaba falecendo. Reunindo forças para passar por esse momento, ela descobre que ele deixou uma série de cartas e isso a faz redescobrir um novo sentido para sua vida. No elenco, nomes como: Gerard Butler, Hilary Swank, Jeffrey e Lisa Kudrow.

 

Paixão Inocente

As músicas mais bonitas são aquelas que chegam ao coração de alguém que nos entende. Depois de conquistar plateias no mundo todo com o tênue romance Loucamente Apaixonados, o cineasta californiano Drake Doremus dirige e assina o roteiro da interessante fita Breathe In (no original). Falando sobre a redescoberta da arte do viver em meio a um caos familiar derivado das conseqüências de atos naturais e impensáveis, o drama possui um enredo envolvente que vai conquistar o público do primeiro ao último minuto de fita.

 

Horizonte Profundo: Desastre no Golfo

A ganância insaciável é um dos tristes fenômenos que apressam a autodestruição do homem. Dirigido pelo cineasta nova iorquino Peter Berg (O Grande Herói (2013)), o ótimo filme Horizonte Profundo: Desastre no Golfo fala sobre, entre vários pontos, a ganância do ser humano. Baseado em fatos reais, o filme consegue deixar o espectador com os olhos atentos ao longo dos 107 minutos, muito porque consegue fugir de vários clichês retratando com muita verdade os acontecimentos traumáticos desse dia que foi o maior desastre em uma plataforma de petróleo da história dos Estados Unidos.

 

Capitão Phillips

Baseado no livro Dever de Capitão de Richard Phillips, o novo longa-metragem do excepcional diretor britânico Paul Greengrass (Zona Verde) é uma grande aventura de sobrevivência com tremendas críticas sociais. Com uma atuação espetacular de Tom Hanks (A Viagem) e um roteiro muito dinâmico, o espetador nem percebe que o filme tem duas horas e vinte minutos de duração. Esse trabalho é muito mais do que apenas a incrível história do primeiro navio de carga americano a ser sequestrado em duzentos anos.

 

Amnésia

Lançado em 2000, e com certeza um dos filmes mais aclamados do cineasta Christopher Nolan, Amnésia é um verdadeiro labirinto misterioso onde o espectador fica buscando pistas a todo instante sobre o que realmente é sobre aquela história. Na trama, acompanhamos um protagonista confuso em busca do paradeiro do homem que matou sua esposa, por ter problemas de memória recente, toda vez que desperta ele se baseia em tatuagens escrita por ele mesmo para saber o que fazer e seguir em frente em sua busca.

 

 

La La Land – Cantando Estações

O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. Filme de abertura do último Festival de Veneza ano passado, La La Land – Cantando Estações é um daqueles filmes que dificilmente sairão de nossa memória.  Falando sobre a magia de Hollywood, o impactante som do Jazz e principalmente sobre as inúmeras tentativas do ser humano em alcançar os seus sonhos mais lindos, o longa-metragem é uma aula em como fazer o público se divertir através do olhar de protagonistas (interpretados magistralmente por Ryan Gosling e Emma Stone) que louvam o amor. O jovem cineasta Damien Chazelle (do impressionante Whiplash) mais uma vez brinda os cinéfilos com uma pequena obra prima.

 

 

Blade Runner 2049

Ainda dentro do universo criado pelo visionário Philip K. Dick, chegou aos cinemas anos atrás o aguardado novo filme da franquia Blade Runner. Dessa vez, dirigido pelo canadense Denis Villeneuve (de Incêndios, A Chegada e outros belos filmes), avançamos cerca de três décadas em relação a linha do tempo contínua em relação ao primeiro longa-metragem e reencontramos um grande e velho personagem que cumpre com louvor, dessa vez, seu papel de coadjuvante nos intensos 167 minutos de projeção. Um dos grandes méritos do projeto é conseguir acordar uma história emblemática de décadas atrás e trazer novos elementos que se encaixaram como uma luva no universo futurístico criado. Tudo funciona muito bem na bela condução de Villeneuve que se consagra como um dos grandes cineastas dos nossos tempos.

 

Sicario: Terra de Ninguém

Nunca houve uma guerra boa nem uma paz ruim. Nomeado para a Palma de ouro no ano de seu lançamento, na categoria melhor diretor, o longa-metragem de ação estimado em mais de 30 Milhões de Dólares, Sicario: Terra de Ninguém é adrenalina pura, do início ao fim. Pelos olhos da forte protagonista, interpretada pela bela e competente Emily Blunt, vamos sendo apresentados a um mundo violento e sanguinário dos cartéis mexicanos. Além de Blunt, Benício Del Toro e Josh Brolin, os dois muito competentes em seus respectivos papéis, ajudam a contar essa ótima história que no mínimo é impactante.

 

As Vantagens de ser invisível

A força da amizade, um mundo sem amigos em um universo muito particular. Dirigido e roteirizado por Stephen Chbosky, As Vantagens de ser Invisível tinha tudo para ser mais uma historinha sobre adolescentes e muita bobagem. Engana-se quem pensou isso. Dessa vez, os cinéfilos foram brindados com uma fita muito verdadeira sobre as experiências de jovens em busca de descobertas e realizações. Tem cenas cativantes e canções que marcaram outras gerações. É uma visão madura e divertida sobre a adolescência, seus mistérios e suas surpresas. A busca pelo infinito vai de baladas românticas até uma homenagem à The Rocky Horror Picture Show, esse último uma das grandes passagens do longa.

 

Truque de Mestre

Quem não gosta de um bom show de ilusionismo? Criss Angel, David Blaine, Harry Houdini, Mister M. são alguns dos mais famosos nomes que acompanham o imaginário de muitas pessoas ao redor do mundo com suas habilidades de mágica e ilusão. Se aproveitando dessa necessidade humana pela curiosidade, os roteiristas Boaz Yakin e Edward Ricourt criaram uma história muito inteligente onde o espectador não consegue desgrudar os olhos da telona. Truque de Mestre tem cenas de ação misturadas com diálogos interessantes, transformando a trama em um filme dinâmico e que agrada a maior parte do público.

 

 

 

Crítica | ‘O Testamento: O Segredo de Anita Harley’ – O Game of Thrones da vida real!

Uma herança bilionária, uma disputa pelo poder, narrativas antagônicas e possíveis relacionamentos amorosos são alguns dos elementos que moldam um dos casos jurídicos mais complexos em andamento em nosso país. Muitas vezes, a vida real consegue ser mais impactante do que qualquer obra de ficção: O Testamento: O Segredo de Anita Harley é a prova disso.

Com direção de Camila Appel, a nova minissérie do Globoplay, nos leva até a história de Anita Harley, herdeira e acionista da Casas Pernambucanas – uma mulher da alta sociedade com um patrimônio na casa do bilhão. Há dez anos, Anita sofreu um AVC e permanece em coma até hoje. Desde então, uma acirrada disputa por sua curatela se estabeleceu entre sua secretária de confiança, Cristine Rodrigues, e Sônia Soares, uma funcionária que alega ser a companheira de Anita.

Mas, se você pensa que a história acaba aí, não se engane. Logo surgem outros personagens para compor esse embaralhado cenário, abrindo novas camadas. Arthur, filho de Sônia, entra com um pedido de maternidade socioafetiva e, mais adiante, surge um advogado de Sônia, que vira, por um tempo, o presidente das Casas Pernambucanas.

Não é fácil contar uma história tão repleta de questões e narrativas conflitantes buscando a imparcialidade – algo que toda boa obra documental apresenta. Se debruçando sobre depoimentos, reconstituições feitas em estúdio, fatos e ampla pesquisa, esse projeto alcança uma longa linha temporal – bem organizada de forma não-linear – para situar o público num entrelaçar de hipóteses que culmina em todo o imbróglio que permanece até os dias atuais.

Um dos grandes méritos dessa obra é exatamente a maneira que é organizada e apresentada essa história – bem complexa em todos os sentidos. A cada final de episódio, um gancho para o próximo convida o público para uma maratona de algumas horas, onde há muitas reviravoltas ao longo de toda a trama. Assim, chegamos em fortes depoimentos que envolvem os personagens já citados, parte de familiares de Anita, advogados e ex-funcionários. É revelação atrás de revelação.

Com tantas versões de uma mesma história – fora os desdobramentos recentes, que surgem como a cereja do bolo no campo das revelações bombásticas – O Testamento: O Segredo de Anita Harley revela-se um projeto que transforma uma curiosa premissa em grande impacto, conduzindo as reflexões a um conflito de interpretações situado em uma fronteira tênue e nebulosa entre os sentimentos e as dinâmicas de controle. Um verdadeiro Game of Thrones da vida real!

Feliz Aniversário, Hugh Jackman! De Professor de Educação Física para Hollywood – 10 ÓTIMOS filmes com o ator

Um dos rostos mais conhecidos de Hollywood, o ator e dublador Hugh Jackman faz 53 anos nesse dia 12 de outubro (sim, ele nasceu no dia das crianças!).  Caçula de cinco irmãos, viveu na Austrália nos primeiros anos de vida, e já na adolescência se formou em Artes Dramáticas na prestigiada Western Australia Academy of Performing Arts.

Hugh estreou nos cinemas no ano de 1999, no filme Erskineville Kings, de Allan White, que tem Joel Edgerton no elenco. Em 2000 sua carreira decola com o lançamento de X-Men: O Filme onde interpreta o icônico personagem Wolverine. Depois disso uma chuva de oportunidades chega para abrilhantar sua já gloriosa carreira se tornando um dos atores mais bem pagos da maior indústria do cinema mundial.

Ele ainda não ganhou seu Oscar (inclusive em 2009 foi o apresentador da cerimônia) mas já tem na prateleira um prêmio Tony (Oscar do Teatro Americano) por seu papel na peça The Boy from Oz.

Para comemorarmos o aniversário desse carismático artista, que já fora durante anos Professor de Educação Física na Austrália, segue abaixo 10 ótimos filmes dele:

 

Logan

A adversidade é um trampolim para a maturidade. Dirigido pelo cineasta nova iorquino James Mangold (Johnny & June, Garota, Interrompida), mostra como um desfecho de um icônico personagem, antes dos quadrinhos e agora das telonas, pode ser muito marcante. Logan é o capítulo final da surpreendente saga de Wolverine – incrível ser rabugento mutante oriundo dos X-Men – e sua eterna busca por redenção. Hugh Jackman, encarando pela sétima vez o mesmo personagem nos cinemas, faz de tudo para deixar sua marca, usando e abusando de sua versátil habilidade como ator. Grande atuação.

 

O Rei do Show

O espetáculo de um sonhador que nunca desiste. Tentando sair do papel a cerca de dez anos, o musical The Greatest Showman, no original, finalmente ganhou sua oportunidade. Contemplando a estreia na direção de um longa-metragem do agora cineasta Michael Gracey, O Rei do Show é um musical empolgante, que narra uma história de uma época pelas entrelinhas de um sonhador e sua busca constante em surpreender seu público. No papel principal, um dos maiores atores showman do circuito hollywoodiano/Broadway, o australiano, eterno Wolverine, Hugh Jackman, que mais uma vez mostra que consegue emocionar numa tela grande.

 

Má Educação

Li essa frase em algum lugar recentemente: ‘A ganância insaciável é um dos tristes fenômenos que apressam a autodestruição do homem.’, não sei de quem é mas ela ilustra muito bem o que assistimos no ótimo longa-metragem produzido pela HBO, Bad Education. O projeto busca recriar um dos maiores escândalo envolvendo roubos quando falamos na ajuda que o governo norte-americano oferece as escolas públicas. Reunindo uma série de situações que mostram toda a ganância e princípios evidentes de sociopatia dos envolvidos, o filme além de bombástico do ponto de vista humano é um espetáculo de boas atuações do ponto de vista cinematográfico. Hugh Jackman, na pele do protagonista, mostra que como herói ele foi muito bom ator mas como vilão é muito melhor.

 

Os Suspeitos

Quais são os limites na busca de um parente desaparecido? Brilhantemente dirigido pelo cineasta canadense Denis Villeneuve (Incêndios), Os Suspeitos é um dos melhores suspenses e mais surpreendente projeto da carreira de Jackman. Todo o quebra-cabeça que somos testemunhas é engenhoso, brilhante e eletrizante. O espectador não sabe o que vai acontecer na cena seguinte. Como a grande graça desse trabalho é o seu desfecho, o texto não tem nenhum spoiler, podem ficar tranquilos.

 

Gigante de Aço

O filme tenta criar, num futuro próximo (mais precisamente 2020) a eminência da evolução dos games. Lá, o virtual e o real estão próximos e muitas modalidades serão substituídas pelas máquinas. O trabalho de Shawn Levy (que dirigiu a trilogia Uma Noite no Museu), o movimento dos robôs é para elogios, faltando apenas caírem joysticks nas poltronas do cinema para cada um controlar um personagem.

 

Flor da Neve e o Leque Secreto

Entre castigos, compromissos, leques mensageiros e gratidão, o diretor chinês radicado nos Estados Unidos Wayne Wang (O Clube da Felicidade e da Sorte) conta a história de Sophia e Nina, duas jovens que possuem uma amizade muito forte que acaba sendo o tema central da trama. Flor de Neve e o Leque Secreto tem o roteiro picotado em várias épocas mostrando ao espectador simbolismos em prol da benevolência. A trilha é muito interessante e se encaixa bem nas sequências.

 

Os Miseráveis

Poderoso musical que teve todo tipo de recepção no ano de seu lançamento, 2013, no projeto dirigido por Tom Hooper voltamos para a França no século XIX para conhecer a saga de Jean Valjean (Hugh Jackman). No elenco, nomes como: Russel Crowe, Anne Hathaway, Eddie Redmayne, Amanda Seyfried, Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter. Com quase três horas de duração, o filme é uma adaptação da famosa obra homônima de Victor Hugo.

 

Alguém como Você

Há 20 anos atrás chegava aos cinemas de todo o planeta a comédia romântica Alguém como Você. Protagonizado pela atriz Ashley Judd, o filme conta a história de uma mulher que consegue criar uma grande investigação sobre o par perfeito após perder o namorado. Baseado no romance de Laura Zigman, o filme é dirigido por Tony Goldwyn.

 

O Grande Truque

Dirigido pelo badalado cineasta Christopher Nolan, O Grande Truque nos leva até a Inglaterra no século XIX para um mundo do ilusionismo, onde dois mágicos brigam pelas atenções e nos surpreendem com as inconsequências dos melhores truques. O elenco é fantástico, além de Jackman, nomes como: Christian Bale, David Bowie, Scarlett Johansson, Michael Caine, Rebecca Hall e Andy Serkis.

 

Fonte da Vida

Indicado ao leão de Ouro em Veneza e dirigido pelo brilhante cineasta Darren Aronofsky somos testemunhas da saga de um homem entre os temas da imortalidade, os amores além da vida, em linhas temporais distantes. Com um orçamento de 35 milhões de dólares, esse complexo e bastante reflexivo filme tem no elenco também as ótimas Ellen Burstyn e Rachel Weisz.

Crítica | ‘Irmãos de Orfanato’ – Filme de ação desenfreada que sacrifica o desenvolvimento dos personagens

Inserir reflexões sobre uma dinâmica familiar nada tradicional, marcada por mágoas do passado, é um dos objetivos do filme francês Irmãos de Orfanato. A questão é que o foco total na ação acaba deixando as camadas dramáticas em segundo plano, sacrificando o desenvolvimento dos personagens. A narrativa insiste em seguir em uma reta de lutas, explosões e heróis tentando salvar o dia. Muito pouco para convencer – ou mesmo prender – a nossa atenção.

Gab (Alban Lenoir) e Driss (Dali Benssalah) são dois homens que seguiram rumos diferentes na vida. Criados na infância como irmãos em um orfanato, após tragédias marcarem o início de suas trajetórias, eles retornam ao lugar após um acidente fatal com uma amiga – amor de ambos no passado – deixar órfã a jovem Leila (Sonia Faidi). Com a possibilidade de um deles ser o pai da garota e de recentes descobertas sobre o acidente, eles precisam fazer de tudo para protegê-la.

Marcando o segundo filme solo como diretor, do conhecido coordenador de dublês Olivier Schneider – com trabalhos marcantes em 007 – Sem Tempo para Morrer e outras produções do gênero – o projeto parece uma vitrine de habilidades em cenas acrobáticas, alta carga de tensão na ação e com aquela sensação frequente de risco. Essa é parte que funciona na narrativa: essas cenas explosivas são muito bem executadas. Pena que só isso não basta.

Crítica | ‘A Acusada’ – Filme na Netflix aborda um assunto sensível de forma rasa e pouco consistente

Passando como uma flecha em dilemas morais e nas relações interpessoais, a obra busca flertar com questões familiares, se atropelando em ações convenientes. Os heróis e os vilões entram no modelo de definição clássica – aquele arquétipo já conhecido -, se distanciando de qualquer possibilidade ambígua e deixando o recorte estático no comodismo de um roteiro que não se arrisca em nenhum momento.

O ponto-chave para a derrocada – e que pode ser uma das explicações da narrativa não romper camadas – é que poucas vezes vemos vilões tão mal utilizados dentro de uma trama. As motivações não são exploradas, mesmo com uma deixa importante na relação mãe e filho. Personagens são deixados de lado e aparecendo somente para ‘grandes aparições’ que não extrai um pingo de emoção, caindo na mesmice de um lugar-comum, sem impacto evidente na narrativa.

Os heróis que fazem o impossível: Como os filmes de ação se aproximam de realidades

Irmãos de Orfanato logo na semana de estreia na Netflix chegou ao top 10 da plataforma. Esse gênero, a ação, sempre desperta o interesse do público, mas isso não quer dizer que tramas sólidas e interessantes são garantias.

Se a novela ‘O CLONE’ fosse adaptada em Hollywood, quem seriam os cotados para estrelar?

Depois do grande sucesso de nossa matéria sobre uma provável (ou improvável) adaptação da novela IMPÉRIO para o mercado hollywoodiano (que você pode ler nesse link), resolvemos voltar a criar mais um exercício fora da curva e que provavelmente você não verá pelo oceano de conteúdos da internet brasileira. Dessa vez, vamos abrir nossa criatividade e modelar um cenário para a novela O CLONE, escrito pela genial Gloria Perez e com um total de 221 capítulos, exibidos entre os anos de 2001 e 2002.

Falando sobre a cultura muçulmana, clonagem, dependência química, O CLONE foi um dos granes sucessos da história da televisão brasileira. Com filmagens no Marrocos e no Brasil, após sua primeira exibição foi exportada para 101 países, se tornando a quinta telenovela brasileira mais vendida na história.

A trama é complexa e tem uma grande passagem de tempo. Em algum lugar da década de 80, conhecemos o início da saga de amor entre Jade e Lucas, os grandes protagonistas. A primeira, após o falecimento dos pais vai para o Marrocos viver com a família do Tio e assim sendo doutrinada na religião muçulmana. Durante uma viagem para o Marrocos, Lucas conhece Jade por quem logo se apaixona à primeira vista. Lucas é um grande sonhador que tem um irmão gêmeo chamado Diogo. Ele sempre esteve distante de seguir com o poderoso negócio da família comandada por seu pai Leônidas. O amor entre Jade e Lucas é proibido por conta dos costumes muçulmanos, assim eles resolvem fugir para viver esse amor só que o irmão de Lucas morre em um trágico acidente o que faz essa fuga nunca acontecer. Paralelo a isso, o cientista Albieri, muito próximo dos gêmeos, não se conforma com a morte de Diogo e assim resolve cloná-lo. Uma passagem grande de tempo acontece e mais de 20 anos depois a trama volta para o Brasil, onde Lucas acaba se casando com outra pessoa e Jade também. Mas o destino voltará a reunir os dois pombinhos e a partir disso muitos conflitos se estabelecerão.

Agora que você já leu esse curto resumo dessa maravilhosa novela, se liga na nossa jornada caso O CLONE virasse um produto Hollywoodiano: quem seriam alguns de seus intérpretes? Quem seria seu ou sua Showrunner? Alguns podem achar maluquice, para alguns quase inacreditável, mas para quem vos escreve é uma verdadeira aventura criativa.

 

Nosso exercício começa no chefão ou chefona da série, o famoso cargo de Showrunner, aquele ou aquela que cuidam de tudo na produção.

 

A escolha certa seria: Graeme Manson

O Canadense Graeme Manson ficou famoso no universo do entretenimento após ser o Showrunner de Orphan Black, seriado que inclusive aborda muito forte questões sobre clonagens! Como já sabe bastante do tema, seria a pessoa indicada para guiar esse remake hollywoodiano! Desde 2020, Manson é o Showrunner do seriado Expresso do Amanhã, disponível no catálogo da Netflix.

 

Jade

Uma das protagonistas dessa história, elo de muitas partes da trama, antes uma jovem sonhadora passa anos buscando respostas para a não concretização da felicidade por conta da distância inexplicável de seu grande amor. Na novela original, é interpretada por: Giovanna Antonelli.

A escolha certa para essa interpretação em nosso remake seria: Anne Hathaway.

A atriz que ganhou a fama mundial por seu papel em O Diário da Princesa (2001), ao longo de duas décadas de carreira se tornou uma das atrizes mais bem pagas de Hollywood, seus filmes renderam mais de 6,4 bilhões de dólares em bilheteria em todo o mundo. Seria a escolha perfeita para essa impactante protagonista.

 

Lucas, Diogo, Leandro

Um dos papéis mais complicados da trama, está praticamente em todos os lados da novela e suas subtramas. Mas com maior destaque para Lucas e toda a mudança que esse personagem passa ao longo do tempo, do amor perdido no Marrocos, a perda do irmão gêmeo e depois a descoberta de um clone. Na novela original, é interpretado por: Murilo Benício.

A escolha certa para essas interpretações em nosso remake seria: Ben Affleck.

O namorado de Jennifer Lopez já foi até o Batman nos cinemas! Também roteirista e diretor vem construindo uma carreira de enorme sucesso nos cinemas nas últimas décadas. Seria um dos grandes papéis de sua carreira.

 

Said

Visto por muitos como um vilão, vira o marido de Jade e ambos são pais de tem Khadija. Fica milionário ao longo do tempo mas sofre porque se vê sempre muito distante de Jade, pois ele sabe que ela não o ama nem nunca o amará como ama Lucas. Na novela original, é interpretado por: Dalton Vigh.

A escolha certa para essa interpretação em nosso remake seria: Michael Shannon.

O ator muito competente no cenário hollywoodiano, foi indicado duas vezes ao Oscar, por: Animais Noturnos (2016) e Foi Apenas um Sonho (2008). Seria uma excelente escolha para esse papel.

 

Dr. Albieri

Um dos personagens mais enigmáticos da trama, o cientista Albieri coloca na cabeça que quer ser o primeiro a clonar um ser humano após não conseguir conter conviver com a perda do afilhado Diogo. Acaba com esse ato influenciando a vida de várias pessoas, causando graves problemas a muitos, inclusive para o clone que criou. Na novela original, é interpretado por: Juca de Oliveira.

A escolha certa para essa interpretação em nosso remake seria: Michael Gambon.

Eterno Alvo Dumbledore (a partir do terceiro filme da saga Harry Potter), o ator irlandês Michael Gambon tem uma vasta carreira na Tv e nos cinemas. Na tv interpretou o lendário Comissário Maigret personagem criado pelo escritor belga Georges Simenon.

 

Yvete

Apaixonada por Leônidas, é uma mulher alegre que ilumina sempre onde está. Acaba se envolvendo com o filho de seu grande amor e isso faz com que se distancie de Leônidas. Na novela original, é interpretada por: Vera Fischer.

A escolha certa para essa interpretação em nosso remake seria: Virginia Madsen.

A experiente atriz de 60 anos é dona de ótimas interpretações ao longo de sua carreira, como no excelente filme Sideways (2004). Seria uma ótima Yvete!

 

Leônidas

Um empresário poderoso do ramo alimentício, carrancudo não se abre ao amor desde a morte da esposa (que aconteceu no parto de seus filhos gêmeos). Sua briga com o filho Diogo foi a última lembrança que teve pois o jovem morre logo em seguida. Fica sem rumo e em dúvida sobre seu amor por Yvete. Foca sempre mais nos negócios do que no amor. Na novela original, é interpretado por: Reginaldo Farias.

A escolha certa para essa interpretação em nosso remake seria: Brian Cox.

O ator que vem brilhando no seriado Sucession é bastante experiente com mais de 50 trabalhos no mundo da atuação, já esteve em sucessos como: Troia (2004), Coração Valente (1995) e Match Point (2005). Seria um excelente Leônidas!

 

Ali

O tio de Jade, um ferrenho seguir da cultura muçulmana, praticamente impede Jade de ficar com Lucas. É amigo de Albieri, tendo altos papos sobre clonagem inclusive, onde ambos pensam ao contrário um do outro. Na novela original, é interpretado por: Stênio Garcia.

A escolha certa para essa interpretação em nosso remake seria: Guillermo Francella.

Ator argentino de 66 anos, dono de um carisma evidente, tem no currículo espetaculares filmes como O Clã (2015) e O Segredo dos Seus Olhos (2009). Daria um show nesse papel!

 

Maysa

Quando a trama avança vira esposa de Lucas mas antes, quando Diogo era vivo ela era sua namorada. Tem com Lucas, Mel, uma jovem que se envolve com drogas. Maysa passa por muitos conflitos em sua vida com a situação da filha e a chegada novamente de Jade na vida do marido. Na novela original, é interpretada por: Daniela Escobar.

A escolha certa para essa interpretação em nosso remake seria: Salma Hayek.

A atriz mexicana com carreira consolidada em Hollywood tem muita presença em cena, fato que contribuirá para uma atuação convincente dessa forte personagem. Salma está no elenco de Os Eternos, aguardado filme da Marvel.

 

Mel

Uma jovem que teve de tudo na vida e sempre se vê em conflitos com o pai. Acaba embarcando na jornada destrutiva do mundo das drogas, vira dependente química fazendo com que sua família passe por esse sofrimento todo com ela. Na novela original, é interpretada por: Débora Falabella.

A escolha certa para essa interpretação em nosso remake seria: Saoirse Ronan.

Essa atriz de 27 anos ganhou destaque em Hollywood por sua atuação no filme Desejo e Reparação mostra a cada novo trabalho um enorme talento e inclusive já tem uma indicação ao Oscar por seu papel no filme Brooklyn.

 

Dona Jura

Uma das personagens mais carismáticas da segunda parte da novela. Tem um bar frequentado por muitos personagens e personalidades famosas. Até o Pelé foi no bar dela! Na novela original, é interpretada por: Solange Couto.

A escolha certa para essa interpretação em nosso remake seria: Angela Bassett.

A atriz de 63 anos, indicada ao Oscar por seu papel no filme What’s Love Got to Do with It (1993), que conta a trajetória de vida da cantora Tina Turner, é muito carismática e seria perfeita para o papel.

Crítica | ‘Um Amigo, Um Assassino’ – True Crime da Netflix de deixar o cabelo em pé!

Um desaparecimento em uma cidadezinha europeia que permaneceu sem solução por anos. Um ciclo de amizade quebrado por revelações chocantes. As diferentes formas da polícia ser eficiente ao longo do tempo. Reunindo esses três tópicos em uma trama que se desenvolve a partir de acontecimentos inéditos em uma região da Dinamarca, a minissérie documental Um Amigo, Um Assassino chega para jogar luz sobre um true crime surpreendente.

Korsør, cidade agradável no interior da Dinamarca, com pouco mais de 20.000 habitantes, é um daqueles lugares onde quase todos se conhecem e onde os sonhos de um futuro para a juventude muitas vezes se projetando fora dali. Nessa pacata cidade, anos atrás, aconteceu um fato que mudaria para sempre a história de muitos desses habitantes e a própria história desse lugar.

Crítica | ‘Investigando Lucy Letby’ – Serial Killer ou vítima? Documentário da NETFLIX coloca em debate um perturbador TRUE CRIME

Ao longo de três intensos episódios, muito bem definidos com por três pontos – mencionados no parágrafo inicial – que se entrelaçam em um desfecho repleto de revelações, Um Amigo, Um Assassino através de depoimentos de pessoas chaves e uma pesquisa profunda sobre os acontecimentos que marcaram a região nos leva para uma jornada perturbadora onde ações de um jovem nada suspeito viram traumas para diversas famílias – e de muitas formas diferentes.

10 obras TRUE CRIMES para mergulhar no lado sombrio da realidade 

Não era muito fácil contar essa história por conta dos inúmeros detalhes e do alcance das ações envolvidas. Em um primeiro momento conhecemos a cidade – praticamente um personagem à parte dentro da narrativa – e reações marcantes a partir do desaparecimento de uma jovem de 17 anos, que ficou sem notícias por longos anos. Em um segundo momento, chegamos à história de três pessoas que receberam o impacto da notícia de que alguém muito próximo era o criminoso que amedrontava a região. No terceiro momento, chegam as marcas inapagáveis que ações cruéis deixaram em toda uma comunidade.

Além desses pontos principais, em cada um dos episódios há também menções à forma como a polícia dinamarquesa da região lidou com os sequentes acontecimentos – desde o primeiro desaparecimento até as ações futuras que mais tarde se descobriram fazer parte das ações do mesmo executor. Essa forte crítica, construída de forma organizada pelas entrelinhas, é baseada nas formas de condução diferenciadas em cada um dos casos mostrados. Esse ponto se torna, aos poucos, um aspecto importante que circula toda a narrativa.

Um Amigo, Um Assassino é mais um daqueles true crimes de deixar o cabelo em pé. Colocando um pouco de lado a psiquê do criminoso – algo sempre explorado em narrativas desse tipo –, aqui o foco chega nas marcas deixadas pelos crimes: nos ex-amigos que eram bastante próximos e para toda uma cidade que viveu anos sombrios, com medos nunca sentidos e com os quais precisaram aprender a lidar.

A Ciência e Tecnologia de braços dados com o Cinema – 10 bons filmes sobre o tema

Pontos importantes para o desenvolvimento de qualquer sociedade, a ciência e desenvolvimento andam lado a lado com os avanços positivos na qualidade de vida de todos nós no planeta. Ao longo dos anos, diversas produções cinematográficas fazem vários recortes de todos os lugares do mundo onde inspirações e dedicações influenciaram descobertas e novas maneiras de atualizar toda nosso viver. Por meio da sétima arte aprendemos e nos inspiramos em histórias de homens e mulheres que plantaram uma semente para que tenhamos cada vez mais qualidade em nossas vidas. Pensando nisso, fizemos uma lista de 10 filmes que de alguma forma encostam nesse tema tão importante para a humanidade.

 

A Teoria de Tudo

O universo tem o tamanho do nosso mundo. Que tamanho tem o nosso mundo? Tem o tamanho dos nossos sonhos. Depois de dirigir alguns trabalhos pouco vistos aqui no Brasil, como o excelente documentário O Equilibrista, o diretor made in “terra da Rainha” James Marsh topou o maior desafio de sua carreira, contar uma parte da vida do mundialmente famoso cosmólogo e físico britânico Stephen Hawking. Totalmente baseado no livro escrito pela primeira esposa de Stephen, Jane Hawking, Travelling to Infinity: My Life with Stephen, o roteiro do filme tem a assinatura de Anthony McCarten emociona muitos cinéfilos mundo à fora, principalmente pelas espetaculares atuações de Eddie Redmayne e Felicity Jones.

 

O Homem que viu o Infinito

A matemática é a única ciência exata em que nunca se sabe do que se está a falar nem se aquilo que se diz é verdadeiro. Baseado no livro The Man Who Knew Infinity: A Life of the Genius Ramanujan, de Robert Kanigel, O Homem que viu o Infinito é apenas o segundo trabalho atrás das câmeras do cineasta Matt Brown. Reunindo elementos muito interessantes para explorar a história de um gênio da matemática que usava de sua fé como plataforma para voar, o longa metragem promete agradar crítica e público, principalmente pelas atuações dos personagens principais, interpretados pelo bom ator Dev Patel e o experiente e sempre brilhante Jeremy Irons.

 

Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível

O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência. Depois de dirigir o filme da franquia Missão Impossível (Missão: Impossível – Protocolo Fantasma) o ótimo cineasta norte-americano Brad Bird embarca em um projeto arrojado que fala sobre as mil maravilhas, ou não, de um futuro com o uso de recursos de maneira mais inteligente do que fazemos em nossos tempos. Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível é protagonizado pelo astro George Clooney e pela jovem atriz que vai cada dia mais conseguindo fixar seu nome em grandes produções hollywoodianas, Britt Robertson.

 

The Discovery

A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro. Escrito e dirigido pelo cineasta californiano Charlie McDowell (do inusitado The One I Love) volta para trás das câmeras dessa vez para um filme exclusivo do canal de streaming Netflix, o bom drama mesclado com suspense The Discovery. Falando sobre a vida após a morte e toda a consequência que uma comprovação como essa pode ter em um mundo tão globalizado como o de hoje, o projeto traça um raio x de uma família onde cada elemento representa uma linha de pensamento diferente sobre os fatos apresentados.

 

Radioactive

A humanidade tem amadurecimento suficiente para descobertas tão impactantes para nosso mundo? Mostrando os dois lados de uma grande descoberta, a radioatividade, através de pequeno fragmentos da movimentada vida da genial cientista Marie Curie, Radioactive, no original, dirigido pela cineasta iraniana Marjane Satrapi (Persépolis) adota a tática dos assuntos em superfície (sem profundidades) para reunir importantes momentos pessoais e profissionais sobre a primeira mulher a ser laureada com um Prêmio Nobel e a primeira pessoa e única mulher a ganhar o prêmio duas vezes. Entre vaias e aplausos, entre choros e felicidade, vivendo à frente de seu tempo, revolucionando o mundo da ciência, essa poderosa protagonista é interpretada com competência pela ótima atriz britânica Rosamund Pike.

 

Steve Jobs – o Homem e A Máquina

Quais os mistérios de uma mente genial? Não é de hoje que sabemos de sua genialidade e tudo que fez pelos avanços da tecnologia. Mas Steve Jobs, o grande criador da Apple, teve uma vida repleta de polêmicas e um marcante espírito complicado de se entender. Ao longo desse ótimo documentário, dirigido por Alex Gibney, e que está na ótima seleção de documentários da Netflix no Brasil, vamos conhecendo as facetas obscuras de um ícone da cultura pop de nosso tempo.

 

O Jogo da Imitação

Às vezes, as pessoas que menos esperamos podem faz as coisas mais inacreditáveis. Dirigido pelo cineasta norueguês Morten Tyldum (do ótimo Headhunters), O Jogo da Imitação é uma grande aula de matemática com um profundo drama de pano de fundo que conta com atuações brilhantes, principalmente de Benedict Cumberbatch. O roteiro é detalhista, baseado na obra de Andrew Hodges (Alan Turing: The Enigma) e assinado pelo estreante em longas-metragens Graham Moore. Na trama, somos apresentados ao matemático Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um gênio destemido e ao mesmo tempo um completo anti-social. Com a Inglaterra sofrendo sérios problemas por conta da guerra, Turing se candidata a ajudar a inteligência britânica a decifrar um código indecifrável dos nazistas e vencer a guerra. Teorema de Euler, Álgebra linear, conhecimentos de eletrônica, Charadas, trivias, pegadinhas matemáticas, todos esses são elementos que Turing e sua equipe possuem para cumprir o objetivo.  O filme é modelado via Flashbacks em muitas fases da vida do personagem principal.

 

Estrelas Além do Tempo

A força sem inteligência é como o movimento sem direção. Baseado no livro Hidden Figures, de Margot Lee Shetterly, Estrelas Além do Tempo fala sobre o preconceito na época da corrida espacial, com o foco em três grandes mulheres negras que ajudaram a mudar o rumo das descobertas norte americanas nesse período. Com ótimas atuações e uma trilha sonora assinada pelo craque Pharrell Williams, o longa-metragem dirigido pelo cineasta Theodore Melfi (Um Santo Vizinho) é um daqueles belos filmes que você não pode perder.

 

Vremya Pervykh

O universo tem o tamanho do seu mundo. Dirigido pelo cineasta russo Dmitriy Kiselev (Trovão Negro), um dos filmes russos mais norte americanos dos últimos tempos, esse blockbuster europeu que mistura drama e aventura rumo ao desconhecido universo da física gravitacional em uma época onde a corrida espacial era questão de ordem nacional é uma grata surpresa. Baseado em fatos reais, Vremya Pervykh (Spacewalk – 2017) conta a versão russa sobre o primeiro homem a ‘caminhar no espaço’.

 

No Mundo da Lua

Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado. E chega diretamente da Espanha uma das animações mais simpáticas dos últimos anos, No Mundo da Lua. Explorando o tema família misturando com iniciativas tecnológicas ligadas ao incrível mundo da astronomia, o longa-metragem é uma fábula divertida que em sua essência destrincha todos os caminhos do ato de sonhar aos olhos e ações de um grupo de amigos super inteligentes.

Crítica | ‘Relay – Contrato Perigoso’ – Suspense na HBO MAX mergulha em um clima intenso de conspiração, paranoia e espionagem

Chegando sem muito destaque ao streaming da HBO MAX neste início do março, o interessante suspense Relay – Contrato Perigoso nos leva de volta aquele clima envolvente e intenso de conspiração, paranoia e espionagem – muito presente em décadas passadas.

Dirigido por David Mackenzie (dos ótimos A Qualquer Custo e Sentidos do Amor), com roteiro assinado por Justin Piasecki (em seu primeiro roteiro de longa-metragem), a obra prende a atenção do início ao fim – mesmo com um desfecho até certo ponto ambíguo, que pode dar o que falar.

10 Séries na HBO MAX que vão roubar sua noite!

Imagem de 'Relay - Contrato Perigoso'
Imagem de ‘Relay – Contrato Perigoso’

Negociar subornos entre grandes empresas e pessoas que possuem materiais incriminatórios sobre as mesmas é o ganha pão de Ash (Riz Ahmed), um homem introvertido que luta contra o vício em bebidas e vive uma vida solitária na cidade mais famosa do planeta. Um dia, quando seu telefone toca – através de um Dispositivo de Telecomunicações para Surdos -, do outro lado da linha está Sarah (Lily James), uma jovem pesquisadora desesperada para se livrar de um material que roubou da ex-empresa. A partir daí, Ash precisará encarar dilemas conforme vai se aproximando emocionalmente de Sarah.

Imagem de 'Relay - Contrato Perigoso'
Imagem de ‘Relay – Contrato Perigoso’

A narrativa segue os passos dos bons thrillers de décadas atrás (que saudades!): um bom desenvolvimento de seus personagens e suas linhas sobre a moral, intrigas, surpresas, plot twists e espionagem. É uma junção de elementos que funciona de forma eficiente, ganhando nossos olhares atentos a todo instante – mesmo que algumas conveniências do roteiro incomodem um pouco, principalmente no último ato, quando há mais uma virada na trama.

Imagem de 'Relay - Contrato Perigoso'
Imagem de ‘Relay – Contrato Perigoso’

A direção de Mackenzie é conduzida de forma coesa, utilizando todo seu banquete de recursos narrativos para preparar uma virada na história – um clímax que chega com intensidade e muda as percepções do público sobre os personagens. Essa clareza na hora de executar as ideias é fundamental para o discurso do roteiro se mantenha afiado durante as quase duas horas de projeção.

Imagem de 'Relay - Contrato Perigoso'
Imagem de ‘Relay – Contrato Perigoso’

Há um ponto curioso nesse projeto. A Lei dos Americanos com Deficiências permite que as chamadas feitas por uma certa tecnologia analógica não seja gravada e muito menos rastreada. É dessa forma que os protagonistas interagem, fato que deixa boas reflexões sobre o poder tecnológico de hoje em dia e a falta de recursos quando chega uma forma eficiente de outros tempos. Algo que pode ser visto como uma crítica social embutida na trama.

Exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de Toronto em 2024 – sem muita repercussão -, Relay – Contrato Perigoso se consolida como um potente thriller de conspiração que liga a paranoia às fraquezas morais através de personagens contraditórios e enigmáticos.

 

Selecionamos 10 filmes ESPETACULARES para você assistir no STAR+

Para delírio de cinéfilos e cinéfilas de todo o Brasil, chegou em nosso país semanas atrás o novo streaming STAR+ . Com um catálogo maravilhoso repleto de seriados e filmes fantásticos, a STAR+ mostrou ao que veio e já disponibiliza aos seus assinantes em leque incrível de variedades para todos os gostos.

Pensando em indicar algumas dicas de filmes disponíveis nesse novo streaming, reunimos aqui nessa matéria 10 Filmaços disponíveis na STAR+:

O Lobo Atrás da Porta

O mal vem de cada lugar que nunca imaginamos. Uma das sensações de uma das edições passadas do Festival do Rio de Cinema, o longa-metragem brasileiro O Lobo Atrás da Porta é um daqueles filmes que vocês vão demorar a esquecer. Dirigido e escrito brilhantemente pelo cineasta da nova geração Fernando Coimbra, o filme flutua entre o suspense e o drama, lembrando um pouco os moldes dos filmes nórdicos, principalmente por conta das revelações bombásticas de seu desfecho eletrizante. Uma das grandes atuações da carreira da atriz Leandra Leal.

 

Ad Astra

Quando a razão e a emoção se encontram no espaço. Ad Astra entrega muito mais do que promete, além de referências cinéfilas a todo instante. Com uma brilhante atuação do excelente ator Brad Pitt e uma direção pra lá de competente de James Gray, o filme navega pelo sentimento através do lugar mais silencioso que conhecemos. A junção de ciência e ficção, que principalmente para leigos se torna algo fantástico pois não sabemos as reais limitações físicas espaciais, é a fórmula de sucesso desse grande filme.

 

Três Anúncios para um Crime

Até onde vai a dor de uma perda? Indicado em seis categorias ao Globo de Ouro 2018, eleito pelo público o Melhor Filme do Festival de Toronto, Três Anúncios para um Crime explora uma tragédia de maneira intensa, com uma narrativa envolvente, trilha sonora fantástica, uma bela direção, e atuações memoráveis de três atores fantásticos: Frances McDormand, Woody Harrelson e Sam Rockwell. O filme é uma jornada de dor e sofrimento com três óticas e sentimentos sobre um assassinato brutal, sem solução, que acontece em uma cidade do interior no sul dos Estados Unidos.

 

Birdman

A vida não passa de uma sombra nômade para os que necessitam de algum gesto de reconhecimento. Estimado em 22 Milhões de Dólares, o inovador projeto do cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu é uma crítica à uma sociedade que necessita dos aplausos e deseja algum dia se tornar um viral da tecnologia. Em Birdman, somos apresentados a um ator, interpretado de maneira brilhante por Michael Keaton, que confunde amor com admiração e que se encontra em uma semi-realidade nada confiante. Nos bastidores de uma peça na Broadway o filme vai ganhando ritmo, tendo por base um roteiro inteligente e dinâmico.

 

Logan

A adversidade é um trampolim para a maturidade. Dirigido pelo cineasta nova iorquino James Mangold (Johnny & June, que também está disponível na STAR+), um dos filmes mais aguardados do ano de seu lançamento mostra como um desfecho de um icônico personagem, antes dos quadrinhos e agora das telonas, pode ser muito marcante. Logan é o capítulo final da surpreendente saga de Wolverine – incrível ser rabugento mutante oriundo dos X-Men – e sua eterna busca por redenção. Hugh Jackman, encarando pela sétima vez o mesmo personagem nos cinemas, faz de tudo para deixar sua marca, usando e abusando de sua versátil habilidade como ator. Grande atuação.

 

Whiplash – Em Busca da Perfeição

O preço da perfeição é a prática constante. Escrito e dirigido pelo cineasta, de, na época, apenas 29 anos, Damien Chazelle, Whiplash – Em Busca da Perfeição é o tipo de filme que vai levar o espectador a um grande sorriso assim que os créditos começarem a subir.  Eletrizante, emocionante, magnífico, espetacular. Impossível você acabar o filme e não estar arrepiado com tamanha força que essa história possui, e, pra completar essa busca pela perfeição, o filme conta com a grande interpretação do veterano ator J.K. Simmons!

 

Um Amor Inesperado

Nem sempre a felicidade reina no paraíso. Debutando como diretor de longas-metragens, o produtor e cineasta argentino Juan Vera traz para a telona uma história focada na desconstrução de um relacionamento de longa data e todas as consequências oriundas dessa escolha. Exibido no Festival do Rio de Cinema de anos atrás, Um Amor Inesperado conta com uma dupla de protagonistas interpretados pela excelente atriz Mercedes Morán e o galã e genial ator argentino Ricardo Darín. O filme se torna uma ótima experiência quando conseguimos enxergar e pensar sobre as profundidades dos longos diálogos que conferimos ao longo das mais de duas horas de filme.

 

Boyhood

Quando chegadas e partidas estão lado a lado, avalie profundamente mas continue corajoso. O brilhante trabalho do experiente cineasta Richard Linklater, é um dos filmes que mais demoraram pra ficar prontos da história do cinema, exatos 12 anos! Mas toda a espera valeu a pena! Contando a trajetória de um menino, da infância à adolescência, Linklater brinda os cinéfilos com uma história rica em verdades e questionamentos profundos sobre toda uma sociedade que variou seu modo de pensar ao longo de toda uma década. Um trabalho inesquecível, absolutamente genial!

 

Questão de Tempo

Um pôster do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain preso na parede de um quarto já era o primeiro indicador que iríamos conhecer um sonhador, romântico e que faz de tudo para ser feliz. Em Questão de Tempo, o diretor e roteirista neo zelandês Richard Curtis (Um Lugar Chamado Notting Hill) nos leva a conhecer Tim e sua incrível jornada à procura de um futuro ao lado de um grande amor. Uma trilha sonora jovem e popular embala esse ótimo trabalho que é aquele tipo de filme que todo mundo na sala de cinema faz uma corrente imaginária positiva para que o desfecho seja feliz.

 

Kingsman: Serviço Secreto

Jack Bauer? James Bond? Jason Bourne? Depois dos ótimos filmes Kick-Ass (também disponível na STAR+) e X-Men: First Class, o cineasta britânico Matthew Vaughn voltou as telonas anos atrás com um filme recheado de grandes e competentes astros que se reúnem para mais uma vez provar que existem blockbusters de qualidade. A mentirada rola solta como nos filmes mais impossíveis já produzidos: homens sendo cortados ao meio, egocêntricos vilões, enormes explosões mas tudo isso feito com um grande charme que conquista o público rapidamente.

 

Não veio o Oscar, mas o cinema brasileiro continua com o molho

A noite do dia 15 de março de 2026 já ficou marcada na história do nosso cinema, independentemente do resultado. O equipe de O Agente Secreto, com suas quatro indicações, e o diretor de fotografia Adolpho Veloso – com um belíssimo trabalho no ótimo Sonhos de Trem – representaram o Brasil na maior cerimônia do cinema mundial, o Oscar.

E que orgulho de todos eles! A cada menção exibida na tela de milhões de pessoas pelo mundo, surgiam gritos eufóricos em vários cantos do nosso país – com direito até a salas de cinemas cheias apenas para acompanhar o evento. Também foi lindo, pelas redes sociais, a mobilização positiva que foi vista ao longo das mais de três horas de duração de cerimônia. A negativa a gente finge que não vê, para não estragar a nossa alegria em celebrar o nosso cinema.

OSCAR 2026: 21 filmes indicados e imperdíveis para assistir no streaming 

Na categoria de Melhor Filme Internacional – talvez a nossa maior chance – a estatueta dourada ficou com o também excelente filme dinamarquês Valor Sentimental. Na categoria de Melhor Elenco, uma estreia no Oscar, o prêmio ficou com os ótimos artistas de Pecadores. Nosso Wagner Moura passou perto, mas quem venceu o prêmio de Melhor Ator foi Michael B.Jordan, por um trabalho muito bem realizado no já mencionado Pecadores, líder em indicações neste ano. Adolpho Veloso também não venceu: o Oscar de Melhor Fotografia ficou com Autumn Durald Arkapaw (também por Pecadores) – a primeira mulher na história a conquistar o prêmio nessa categoria.

Aí, com a frustração e o calor do momento, você pode se perguntar: é possível dizer que houve injustiça? Que fomos roubados? Não. Um absurdo pensar assim. Todos os prêmios mencionados foram justos. Qualquer cerimônia de cinema nunca foi – e nunca será – uma disputa, e sim uma celebração. O fato de termos sido indicados já é uma enorme conquista, um reconhecimento mundial das nossas histórias, dos nossos talentos, das nossas verdades. E esse prêmio ninguém tira de nós!

Nosso cinema é plural, rico em narrativas, e marcado por uma diversidade que revela nossas realidades, nossas angustias e nossos desejos – deixando para todos que assistem várias reflexões. Ao longo da história do cinema brasileiro, passamos por várias fases, algumas de grande dificuldade, mas sobrevivemos e seguimos em frente, trazendo histórias que precisam ser contadas e vistas pelo mundo. Não veio o Oscar, mas o cinema brasileiro continua com o molho.

Os Filmes mais INTERESSANTES estrelados por Scarlett Johansson!

Nascida e criada em Manhattan, Nova Iorque, Scarlett Johansson já está na carreira de atriz faz muito tempo, mesmo tendo apenas 37 anos. Filha de um arquiteto dinamarquês, desde pequena buscava aperfeiçoamento na arte de interpretar, sendo uma estudante no Lee Strasberg Theatre and Film Institute e na Professional Children’s School (PCS), uma instituição de ensino privada de educação artística para crianças.

In this theater publicity image released by Boneau/Bryan-Brown, Scarlett Johansson, left, and Liev Schreiber are shwon in a scene from the Broadway revival of Arthur Miller’s “A View From the Bridge,” playing at the Cort Theatre in New York. (AP Photo/Boneau/Bryan-Brown, Joan Marcus) ORG XMIT: NYET693

Ela estreou primeiro nos palcos norte-americanos, fazendo uma aparição numa peça Off-Broadway chamada Sophistry, que tinha no elenco Ethan Hawke. Aos nove anos, fez seu primeiro filme, North em 1994. Dois anos mais tarde teve seu primeiro destaque em um filme, na produção Manny & Lo dirigida pela cineasta Lisa Krueger.

Sua carreira decolou rapidamente até que em 2003 chegou ao estrelato com sua participação fantástica no filme Encontros e Desencontros de Sofia Coppola. Um ano mais tarde, recebeu muitos elogios por seu papel em Match Point de Woody Allen.

Aos poucos Scarlett, que já foi indicada duas vezes ao Oscar, ao Bafta, Globo de Ouro, SAG, vencedora do Tony de Melhor atriz, foi se tornando uma das atrizes mais bem pagas do universo cinema.

Para comemorar seu aniversário, decidimos criar uma lista de alguns ótimos filmes dela, alguns bem conhecidos, outros nem tanto, para deixar de sugestão para vocês:

 

Como Não Perder essa Mulher

Após o ano de 2012, com pelo menos três ótimos filmes no currículo, o artista californiano Joseph Gordon-Levitt resolve ingressar na carreira de diretor apresentando o interessante drama Como Não Perder essa Mulher. O roteiro fala com maturidade sobre a vida sexual de um jovem, tema que em muitos outros filmes é tratado com descaso e ignorância, por algumas produções. O longa-metragem, estimado em U$$ 6 Milhões, conta com as presenças marcantes de Julianne Moore, Scarlett Johansson, ambas super divertidas em seus respectivos papéis.

 

História de um Casamento

O fio que nunca acaba de uma história passa sempre pelo amor que segue uma trajetória. Abrindo as portas de um relacionamento de altos e baixos ligado a artes, amizade, família e a educação de um filho pequeno, o excelente cineasta Noah Baumbach (dos ótimos A Lula e a Baleia e Frances Ha) escreve e dirige esse retrato de um iminente divórcio definitivo, todos os seus ciclos e conflitos interpretados pelos excelentes Scarlett Johansson e Adam Driver. Produzido e atualmente no catálogo da Netflix, o projeto é bastante parecido com o filme A História de Nós Dois (onde eu descobri o quão ótimo é o Bruce Willis atuando).

 

Jojo Rabbit

As delicadezas de uma época triste. Tentando ser o mais leve possível para falar sobre as absurdas caçadas aos judeus pelos nazistas, o diretor neo-zelandês Taika Waititi consegue com seu novo trabalho, Jojo Rabbit (indicado a algumas categorias do Oscar) criar um universo peculiar, fruto de um roteiro criativo (baseado na obra Caging Skies, de Christine Leunens) que navega na linha tênue entre a tragédia e os bons sentimentos de uma família de dois, que na verdade eram três. Com muita força expressiva em cena com diálogos marcantes, e porque não dizer emocionantes, o projeto mostra ao mundo mais uma vez que pela arte conseguimos recriar o passado mas sem perder a ternura em determinados olhares.

 

Ela

Se apaixonar é uma forma socialmente existencial de insanidade? Depois de apresentar ao mundo uma versão peculiar da tristeza por meio de metáforas e universos inimagináveis, no longa-metragem Onde Vivem os Monstros, o diretor norte-americano Spike Jonze volta aos cinemas, quatro anos depois, com um projeto audacioso que fala sobre o diferente relacionamento no futuro entre um homem e uma máquina, Ela. Com muita suscetibilidade aplicada nas ações dos personagens, o famoso diretor precisava de um ator completo para executar o complexo protagonista. E acreditem, não havia escolha melhor do que Joaquin Phoenix. O porto-riquenho de 39 anos conquista o público, já nos primeiros segundos, com um maravilhoso monólogo.

 

Compramos um Zoólogico

Um homem que viveu muitas aventuras com o seu trabalho de escritor/jornalista resolve ter a maior de todas elas. Com um enredo baseado em fatos reais, o diretor Cameron Crowe reúne um elenco de nomes conhecidos do público e dirige com maestria essa grata surpresa, Compramos um Zoológico. Na história, que tem o roteiro adaptado assinado por Crowe e Aline Brosh McKenna, vemos um pai de família dedicado que busca uma saída para a solidão na sua vida e na de sua família após o falecimento de sua mulher. Resolve então procurar um novo lugar para viver com os filhos. De tanto procurar acaba encontrando um lugar especial e inusitado, um zoológico. Aos poucos, ao lado das crianças, vai aprendendo a administrar e viver essa nova vida que reserva muitas surpresas como um novo amor.

 

Match Point

Primeiro trabalho de Johansson com Woody Allen, conta uma história de ganância, sedução onde um ex-tenista se casa com uma jovem para conseguir de alguma forma subir na empresa só que ele começa a se relacionar com a cunhada da sua namorada, que fica grávida. A partir daí vemos escolhas e as inconsequências da ambição. Um baita filme, com um final arrebatador.

 

Sob a Pele

Depois do esquisito Reencarnação, o cineasta britânico Jonathan Glazer volta ao mundo do cinema de maneira triunfal para contar ao público uma história filmada de maneira incomum sobre a visão da vida terrestre pelos olhos de uma alienígena.  É um filme estranho, sem dúvidas, mas longe de ser algo ruim isso. Esse trabalho, no mínimo interessante, vai gerou muitas discussões ainda dentro das salas de cinema logo que os créditos começaram a subir.

 

Os Vingadores

Baseado na história em quadrinhos criada por Stan Lee e Jack Kirby, Os Vingadores finalmente chegou aos cinemas anos atrás, sendo um estrondoso sucesso. Joss Whedon, famoso diretor de seriados americanos, faz um trabalho fabuloso no comando desses grandes astros conseguindo deixar a maioria dos críticos de cinema mais chatos desse planeta com um sorriso de orelha a orelha quando termina a fita. É absolutamente inovador.

 

Encontros e Desencontros

Talvez a grande interpretação da carreira de Bill Murray, indicado inclusive ao Oscar por esse papel. Encontros e Desencontros, protagonizado por Murray e Scarlett Johansson (que também está fabulosa no seu papel) e dirigido por Sofia Coppola, conta a história de um famoso ator um pouco depressivo que está na capital do Japão para rodar um comercial. Também está na cidade uma jovem que tem um marido workholic que a deixa sem ter muito o que fazer durante a viagem. Essas duas almas vão se encontrar e descobrirem novos sentidos para suas vidas. Um filme lindo, lindo, lindo! Imperdível!

 

 

 

Nossos malvados favoritos: 9 personagens que causam amor e ódio

Pensando no universo das séries e dos filmes, sempre encontramos aqueles personagens marcantes – às vezes de moral ambígua – que não deixam de ser assunto nas rodas de conversa. Para relembrar alguns desses personagens que mexem com nossas emoções, às vezes amamos, e muitas vezes odiamos, segue abaixo uma lista para ver se você concorda:

 

Benjamin Linus (Lost)

Líder do grupo ‘Os Outros’, esse personagem se desenvolve de forma profunda ao longo das temporadas de Lost: da manipulação à necessidade de pertencimento. Um personagem enigmático – brilhantemente interpretado por Michael Emerson – que marcou a história das séries.

Um dos grandes fenômenos da televisão, Lost, ganhou nossa curiosidade com 121 episódios intrigantes que nos surpreendia frequentemente, com enormes revelações. Na trama, acompanhamos um grupo de pessoas que sobrevivem a queda do avião que estavam e vão parar em uma ilha misteriosa.

 

Severus Snape (Saga Harry Potter)

Quando conversamos sobre a saga Harry Potter, um dos personagens que logo pensamos é, sem dúvidas, Severus Snape. Com fortes motivações emocionais que vão se revelando ao longo da história, ele é a representação da moralidade questionável – com ações contraditórias que dão margem para muitas interpretações.

 

Vilões: caricaturas da realidade ou simbolismo do rompimento da moral?

 

Dexter Morgan (Dexter)

O serial killer mais querido do mundo das séries – e analista forense de formação e ofício -, Dexter busca se encaixar na sociedade através de mentiras e manipulações das emoções, enquanto vai atrás de vítimas que se encaixam no seu ‘código de ética’.

Sua mais recente aparição foi em Dexter: Ressurreição. Depois de sobreviver milagrosamente a um tiro dado pelo próprio filho na jornada anterior, Dexter (Michael C.Hall) parte rumo a uma nova Iorque que ele não conhece em busca de reestabelecer os laços com seu único herdeiro, Harrison (Jack Alcott). Nesse lugar, cheio de caminhos e reflexões, acaba batendo de frente com um clube de serial killers – um prato cheio pra quem gosta de fazer justiça com as próprias mãos.

 

Villanelle (Killing Eve)

Assassina cheia de recursos, com fortes marcas de inteligência, que entra em um jogo obsessivo com uma agente secreta, essa brilhante personagem interpretada pela atriz britânica Jodie Comer é tanto enigmática quanto carismática.

 

Tony Soprano (Os Sopranos)

Alguns representantes do mundo da máfia não podiam ficar de fora dessa lista. Um deles, o carismático Tony Soprano, que vive seus dias sempre alerta, caminhando entre a violência e simpatia. O desenvolvimento desse personagem ao longo da série causa um verdadeiro impacto na narrativa.

Um dos seriados de maior sucesso da história, Os Sopranos nos mostra a trajetória de um poderoso mafioso que, entre seu cotidiano cheio de decisões nos negócios e os problemas na parte familiar, resolve procurar ajuda de uma psicóloga.

 

Michael Corleone (Trilogia – O Poderoso Chefão)

Um dos personagens mais conhecidos do universo dos filmes, vai se corrompendo por situações que atinge sua família mafiosa nos revelando um personagem repleto de ambiguidade moral.

 

Walter White (Breaking Bad)

Um dos professores de química mais famosos do universo, o intrigante Walter White avança para uma jornada destrutiva – e sem volta – quando fica de frente com o reconhecimento e o poder. Pai de família, a partir de uma situação vai se revelando outras faces de sua personalidade. O mais impactante personagem da história das séries.

Uma das séries mais conhecidas da história da televisão norte-americana, Breaking Bad, nos mostra a saga de um homem doente, professor de química de um colégio, que vira um poderoso produtor de metanfetamina, levando-o a uma jornada infernal.

 

Loki (Algumas obras do Universo Marvel)

Um dos personagens mais marcantes do Universo Marvel nos cinemas, Loki tem como marca a imprevisibilidade. Nunca sabemos se ele vai ser o vilão, o herói, ou até mesmo o anti-herói das histórias que aparece. Cheio de ironias e deboches – que já produziu cenas emblemáticas ao longo das obras que faz parte –  esse é um daqueles personagens que nunca esquecemos.

 

Vincent Vega (Pulp Fiction)

Com a violência vista como natural, Vega é um personagem carismático que está inserido ao submundo do crime e pouco se importa com dilemas. Uma figura que representa a naturalidade do caos. Intrigante e com momentos de comédia, é um dos grandes papéis da carreira de John Travolta.

Em Pulp Fiction, conhecemos uma série de personagens ligados, de alguma forma, ao mundo do crime. Assassinos, traficantes mafiosos, esportista corrompido, psicopatas, assaltantes descontrolados. Acompanhamos por meio de um roteiro longe de qualquer linearidade um desfile macabro e contundente pelo espelho caótico da natureza humana que percorre as linhas da inconsequência.

 

10 filmes que mostram FAMÍLIAS inesquecíveis do universo do cinema

Quem nunca se divertiu, se arrepiou, se emocionou com cenas familiares ao longo de toda sua trajetória cinéfila? A questão família é abordada de muitas maneiras, algumas rasas outras mais profundas, ao longo de toda a história do cinema. Pensando nisso, resolvemos relembrar 10 filmes que mostram famílias inesquecíveis do universo do cinema:

 

The Farewell

L to R: “Jiang Yongbo, Aoi Mizuhara, Chen Han, Tzi Ma, Awkwafina, Li Xiang, Lu Hong, Zhao Shuzhen.” Courtesy of Big Beach.

O crescimento do nariz de toda uma família. Escrito e dirigido pela cineasta chinesa Lulu Wang em apenas seu segundo longa-metragem, The Farewell (alguns o titulam como A Despedida), grata surpresa na temporada de premiações norte-americanas anos atrás, explora um tema familiar complicado de maneira leve e argumentativa. Há delicadeza por todos os lados. Preenche com elegância os contornos culturais tendo como pano de fundo uma família que possui um problema em comum.

 

Capitão Fantástico

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. Escrito e dirigido pelo pouco conhecido ator e também cineasta Matt Ross, Capitão Fantástico é um daqueles filmes que deixam nosso coração na boca, faz nosso raciocínio brilhar e mexe intensamente com nosso modo de ver e viver tudo que aprendemos até hoje em nossas vidas. Conta com uma atuação brilhante do grande ator nova iorquino Viggo Mortensen. O longa-metragem de objetivos 118 minutos é, sem dúvidas, um dos grandes filmes quando pensamos em família.

 

A Família Bélier

O que é uma família senão o mais admirável dos governos? O trabalho do cineasta francês Eric Lartigau é uma comédia ao melhor estilo sessão da tarde mas com elementos tão sensíveis que elevam a qualidade da trama a cada frame. Só mesmo um cinema como o francês, que exala qualidade em muitos de seus títulos, para falar com tamanha sutileza sobre os problemas que ocorrem dentro de uma casa.

 

O Clã

Um revolucionário pode perder tudo: a família, a liberdade, até a vida. Menos a moral. O filme é dirigido pelo ótimo cineasta argentino Pablo Trapero, um diretor que adora colocar o dedo na ferida e deixar o público atônito com tantas sequências eletrizantes ao longo de toda sua carreira. Em O Clã, indicado pela Argentina ao Oscar, Trapero vai pelo mesmo caminho, dessa vez entrando a fundo no universo da ditadura e tendo como primeiro plano uma história que aconteceu na realidade sobre uma família que era especializada em sequestros de pessoas ricas. Com uma atuação fantástica do veterano Guillermo Francella e um final para lá de arrepiante, O Clã é um dos grandes filmes argentinos dos últimos tempos.

 

Parasita

Grande vencedor do Oscar 2020 virou sensação do universo cinéfilo dos últimos anos. Parasita merece realmente todos os elogios por sua trama impactante que não deixa de ser interessante um só segundo. Além de abordar temas importantes da nossa sociedade, como o desemprego, o projeto vai rumo ao brilhantismo ao mostrar as linhas psicológicas mais complexas do ser humano e todo seu poder de conseguir o novo e destruir. Escrito e dirigido pelo cineasta sul-coreano Bong Joon Ho (dos excelentes O Expresso do Amanhã e Mother – A Busca Pela Verdade), essa obra-prima asiática é um filme inesquecível, muito por conta de muitas de suas cenas impactantes que vão demorar a sair de nossa memória cinéfila.

 

Aqui em Casa Tudo bem

A verdadeira família é aquela unida pelo espírito e não pelo sangue. Com filmagens realizadas na paradisíaca ilha italiana de Ísquia, no golfo de Nápoles, o trabalho do cineasta Gabriele Muccino (À Procura da Felicidade) reúne diversos personagens em uma comemoração para mostrar todos os altos e baixos, sonhos e esperanças, de uma família que convive pouco junto e quando se reúne, a poeira debaixo do tapete vem à tona. Entre alegrias e tristezas, Muccino retrata, sem muita profundidade dessa vez, o ambiente familiar e suas curiosas histórias.

 

Boyhood – Da Infância à Juventude

Quando chegadas e partidas estão lado a lado, avalie profundamente mas continue corajoso. O brilhante trabalho do experiente cineasta Richard Linklater, é um dos filmes que mais demoraram pra ficar prontos da história do cinema, exatos 12 anos! Mas toda a espera valeu a pena! Contando a trajetória de um menino, da infância à adolescência, Linklater brinda os cinéfilos com uma história rica em verdades e questionamentos profundos sobre toda uma sociedade que variou seu modo de pensar ao longo de toda uma década. Um trabalho inesquecível, absolutamente genial!

 

Viva – A Vida é uma Festa

Falar sobre outras culturas é algo mágico que o cinema transforma em inesquecível A aventura Viva – A Vida é uma Festa é um daqueles filmes que realmente nos fazem emocionar com uma narrativa empolgante, personagens carismáticos com inúmeras mensagens do bem transmitida para todas as idades. O cineasta norte americano Lee Unkrich (de sucessos como Toy Story 3) leva a magia e a beleza de uma cultura rica em elementos transbordarem em carisma do lado de cá da telona.

 

Pequena Miss Sunshine

Em 2006 chegou aos cinemas a saga de uma família, que entre seus dramas e comédias, emociona do primeiro ao último minuto! Pequena Miss Sunshine conta a história da jovem Olive que tem o sonho de participar de um concurso. Assim, dentro de uma combi chamativa, embarca em uma divertida e comovente viagem com o pai, o tio, o avô, o irmão e a mãe. Um filme inesquecível.

 

O Poderoso Chefão

Uma das famílias mais famosas da história do cinema, os corleones! Baseado na obra aclamada do escritor Mario Puzo, O Poderoso Chefão conta a saga entre muitos dramas e escolhas, de umas das mais poderosas famílias da Máfia italiana nos Estados Unidos. Ao longo de sua trilogia vamos vendo o desenrolar dos emblemáticos personagens.

Prepare-se: 10 ÓTIMOS FILMES que causam um verdadeiro impacto

O cinema tem um poder gigantesco em mexer com nossas emoções e nos levar pelo caminho fascinante das reflexões. Alguns filmes grudam na gente de forma avassaladora, permanecendo em nossos pensamentos bem depois da última cena. Para você que está procurando o que assistir, não deixe de conferir a lista de sugestões abaixo:

 

Devoradores de Estrelas (Em cartaz nos cinemas)

Nesse filme fantástico, acompanhamos a saga do professor e cientista Ryland Grace (Ryan Gosling), que, após acordar em uma nave em pleno espaço, precisa encontrar uma solução para um problema que em breve ameaçará nosso planeta e poderá acabar com a vida humana. Entre memórias perdidas, um encontro com um ser de outro planeta e diversos obstáculos, esse herói da ciência buscará soluções mesmo nas situações mais adversas.

 

Cinco Tipos de Medo (Estreia nos cinemas dia 02 de abril)

Rodado em três municípios do Estado de Mato Grosso – incluindo a capital, Cuiabá – Cinco Tipos de Medo apresenta personagens com histórias amarguradas que se encontram ao acaso. Assim, conhecemos uma capitã da polícia militar (Bárbara Colen) tomada pelo desejo de vingança após a perda do filho; um advogado (Rui Ricardo Dias) em luto pela perda da esposa – vítima de bala perdida –, e na esperança da recuperação do seu filho recém-nascido; um violinista (João Vitor Silva) que, após perder a mãe para a Covid, se apaixona pela enfermeira que cuidou deles (Bella Campos) – a mesma mulher que vive um relacionamento abusivo com o chefe de uma facção criminosa (Xamã). Um tiroteio, e suas consequências, conectam todas essas histórias.

Crítica | ‘Cinco Tipos de Medo’ – A barbárie implacável e as muitas formas de violência

 

O Túnel (Adrenalina Pura)

Exibido no Festival de Locarno anos atrás, O Túnel (Teo-neol) conta a história de um trabalhador chamado Jung-soo (Jung-woo Ha), que, voltando para casa em seu carro, acaba ficando entre escombros quando atravessava um túnel na Coreia do sul. Restando pouca bateria, consegue pedir socorro e uma equipe de salvamento tentará fazer de tudo para retirá-lo com vida dessa situação extremamente difícil.

 

Oi, Sumido! (HBO MAX)

Iris (Molly Gordon) está nas nuvens com o andamento de seu relacionamento com Isaac (Logan Lerman). Ainda nos primeiros encontros, eles resolvem ir até um lugar isolado e muito bonito para passar o fim de semana. No entanto, durante uma conversa, Iris percebe que Isaac não está afim de um relacionamento mais sério – fato que a deixa à beira de atitudes imprevisíveis.

Crítica | ‘Oi, Sumido!’ – Suspense psicológico inteligente, tenso e divertido

 

Um Zé Ninguém contra Putin (Estreia dia 26 de março no Filmelier+)

Repleto de ironia e deboches certeiros expondo aos quatro cantos do mundo o autoritarismo e os absurdos do governo de Vladimir Putin, em Um Zé Ninguém contra Putin, documentário vencedor do BAFTA e indicado ao Oscar 2026, acompanhamos, por meio de uma montagem bem executada e de um personagem em dilemas, armado com uma câmera na mão, os absurdos cometidos quando uma escola passa a servir como alvo propagandístico do governo.

 

Matar. Vingar. Repetir. (HBO MAX)

Irene (Michaela McManus) é uma mulher marcada pela perda traumática da filha, assassinada cruelmente por um serial killer. Com a vida destruída, ela passa a viajar por universos paralelos buscando eliminar repetidamente esse assassino. Em uma dessas jornadas, acaba conhecendo Mia (Stella Marcus), uma jovem que está destinada a se tornar uma das próximas vítimas do criminoso que matou sua filha.

 

Nove Rainhas (Disney Plus)

Juan e Marcos, dois vigaristas que se encontraram por acaso numa loja, resolvem unir forças para um golpe bastante lucrativo. Com as cartas sempre escondidas, e com a desconfiança rolando solta, nunca sabemos onde está a verdade. Até o final. Brilhante roteiro, cheio de reviravoltas.

 

Foi Apenas um Acidente (MUBI)

Após um incidente na estrada, um homem e sua família precisam de ajuda com o carro. O que parecia uma situação comum toma outros rumos quando ele é reconhecido por alguém que o identifica como seu antigo torturador.

 

Hamnet (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Nessa trama dilacerante, acompanhamos o jovem William Shakespeare e sua esposa, Agnes, enquanto lidam com uma tragédia que abala sua família, inspirando-o a escrever uma obra que nunca mais sairia das memórias.

 

Sorry, Baby (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Neste belíssimo, sensível e cativante filme, conhecemos Agnes, uma jovem professora de literatura que, ao longo dos últimos anos, tem enfrentado profundas descobertas sobre o viver após sofrer um trauma impactante.

Conheça Algumas das Melhores Cenas de Tango no Cinema

Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade e criada por volta de 1850 pelos nossos vizinhos Argentina e o Uruguai, muitos dizem o tango nada mais é que uma arte dançante de um pensamento triste que pode dançar.

Quem nunca ficou fascinado por uma dança de tango que envolve contextos e reflexões? No mundo do cinema até hoje algumas obras utilizaram o estilo musical, dessa uma dança a par, para expressar sentimentos, situações. Pensando nisso, resolvemos criar uma lista com alguns filmes onde o Tango aparece em momentos importantes da narrativa:

 

Moulin Rouge

Baz Luhrmann trouxe para os cinemas uma obra que fala sobre o amor em um contexto de outros séculos, por dentro da boemia e das questões que se amontoam sobre as classes sociais. Moulin Rouge, possui um narrador personagem detalhista, engraçado, atrapalhado, apaixonado, que transforma sentimentos em palavras. Seguindo lema de que: ‘A grande coisa que aprenderá na vida é amar’, somos testemunhas do contraponto do mágico com o trágico numa Paris quase em 1900. Nesse projeto, até o tango ocupa espaço, na canção Roxanne do The Police com uma chamativa rouquidão acoplada.

 

Dança Comigo?

Um dos filmes na lista que mais mostra o sentido que a arte de dançar pode ter em uma vida. Lançado em 2004 como um forte blockbuster na época, estrelado por Richard Gere e Jennifer Lopez, Dança Comigo? Mostra a saga de um homem bem sucedido mas que percebe que algo falta em sua vida até se deparar com aulas de dança. O projeto tem uma cena de tango entre os protagonistas muito bem filmada. O filme é uma adaptação do filme japaonês Shall We Dansu? de Masayuki Suô.

 

Perfume de Mulher

Quando pensamos em Tango e Cinema, o primeiro filme que vem a memória dos cinéfilos e cinéfilas é esse longa-metragem dirigido por Martin Brest. Por esse elogiado trabalho, Al Pacino ganhou muitos prêmios na pele do protagonista Frank Slade, que parece ter sido escrito exclusivamente para o ator. A saga do tenente coronel deve estar em sua prateleira de DVDs. O Tango Por Uma Cabeza, música de Carlos Gardel e letra de Alfredo Le Pera, escrita em 1935 é inesquecível.

 

Tango Livre

Lançado pela Imovision no Brasil, infelizmente exibido em pouquíssimos lugares, o ótimo longa-metragem francês Tango Livre, dirigido pelo cineasta Frédéric Fonteyne, mostra a inusitada história de Jean-Christophe (interpretado pelo ótimo François Damiens) é um solitário guarda penitenciário que acaba se apaixonando perdidamente por uma mulher que conhece na aula semanal de tango. Só que ela é esposa de um presidiário onde Jean trabalha. O filme ganhou o grande prêmio do Júri no Festival de Veneza anos atrás.

 

O Conformista

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Um dos clássicos da filmografia de Bernardo Bertolucci, lançado no início da década de 70, O Conformista aborda as questões sociais e as escolhas de alguns em relação aos regimes autoritários, no caso aqui o fascismo. O filme também é lembrado pela cena emblemática de tango entre as atrizes Stefania Sandrelli e Dominique Sanda.