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FLOPOU! ‘A Reconquista’, ‘Sobrou pra Você’ e outros Grandes Fracassos do Cinema que Completam 24 Anos

Entra ano e sai ano, o mundo do cinema nos apresenta novos sucessos que iremos lembrar e comentar pelos próximos tempos, ou quem sabe para sempre. Mas para isso, como forma de equilibrar o universo, também ganhamos anualmente fiascos monumentais. Fracassos de crítica, público ou ambos, algumas produções azaradas simplesmente se tornam uma grande dor de cabeça para seus realizadores e podem inclusive marcar carreiras – chegando a terminar o sonho de estrelato para muitos.

A cada geração, no entanto, alguns fracassos (ou flops, como são carinhosamente chamadas atualmente estas obras) são redescobertos e reanalisados, podendo vir a se tornar filmes cults. São os casos com produções como Blade Runner e O Enigma de Outro Mundo, por exemplo, ainda hoje fortes na cultura popular após seus fracassos na época de lançamento.

Seja como for, aqui iremos abordar em especial os fracassos financeiros de alguns lançamentos do cinema, que custaram muito, renderam pouco, e em 2024 completam 24 anos. Vem conhecer.

 

A Reconquista

Não tem como começar a lista de outra forma. A Reconquista, ou Campo de Batalha Terra (no título original), é definitivamente um dos maiores fracassos da história do cinema. Projeto de estimação do astro John Travolta, a ficção científica é adaptada do livro homônimo de L. Ron Hubbard, o pai da cientologia, religião da qual o ator faz parte. A trama se passa no ano 3000 e é uma espécie de Planeta dos Macacos (1968) onde desta vez os humanos são escravizados por uma raça alienígena – da qual Travolta faz parte, ele é o vilão Terl.

Bancada pela Warner, a produção recebeu um orçamento de US$73 milhões, e viu de volta apenas algo em torno de US$21 milhões nos EUA. No mundo, não chegou nem a US$30 milhões. Fora isso, soma pífios 3% de aprovação no Rotten Tomatoes, e junto ao grande público no IMDB é o número 15 dos piores de todos os tempos. O filme fez a limpa nos prêmios Framboesa de Ouro, onde voltou a ser destaque no fim da década – eleito como o pior filme dos últimos dez anos, além do pior “drama” dos últimos 25 anos. Ah sim, e A Reconquista era planejado como uma trilogia, deixando até um gancho ao final para isso. E pensar que o diretor Roger Christian teve envolvimento com a saga Star Wars

Os Flintstones em Viva Rock Vegas

Muito antes de SCOOBY! fazer sucesso online com sua intenção de um Hanna-Barbera-verse, outras criações do clássico estúdio de animação já haviam emplacado nas telonas. O primeiro Os Flintstones (1994) chegava na esteira dos sucessos de Batman (1989), Dick Tracy (1990) e As Tartarugas Ninja (1990), que apesar de mais sombrios, mostravam que produtos como quadrinhos e desenhos podiam se dar muito bem nos cinemas. E apesar do primeiro filme, que tinha produção de Steven Spielberg, não ter caído no gosto dos críticos, arrecadou impressionantes US$341 milhões num orçamento de US$46 milhões para a Universal.

Porém, ao invés de engatilhar rapidamente a continuação, o estúdio resolveu esperar nada menos que 6 anos, perdendo totalmente o timing e hype do longa original. Assim, Viva Rock Vegas, uma pré-sequência, mudou seus atores e Spielberg saiu, mas trouxe novamente a direção de Brian Levant. E apesar de seguir não impressionando os críticos (com 25% de aprovação), o prego no caixão foi a irrisória bilheteria de US$35 milhões para um orçamento de US$83 milhões nos EUA. Mundialmente, o filme fez um pouco mais que US$59 milhões. Ah sim, o segundo Flintstones teve indicações no Framboesa e no Stinkers Bad Movie Awards e consta como um dos piores de todos os tempos (número 79) no IMDB.

Sobrou pra Você

A rainha da música pop Madonna é uma estrela irretocável nos palcos, mas sua carreira como atriz talvez tenha visto mais baixos do que altos. Quatro anos depois das críticas sofridas por Evita, Madonna, a atriz, retornava como protagonista nesta comédia dramática sobre uma mulher que decide ter seu primeiro filho (no auge dos 42 anos da atriz) com seu melhor amigo gay. A crítica deu apenas 19% de aprovação, e afirmou que “os elementos da história colidem e as atuações deixam a desejar”.

Sobrou pra Você não escapou dos prêmios ruins do cinema, e foi indicado para o Framboesa e o Stinkers Bad Movie Awards, sendo indicado para pior filme e “vencedor” de pior atriz para a material girl. O grande e saudoso diretor John Schlesinger (Perdidos na Noite e Maratona da Morte) já viu dias melhores. O filme fez uso de um orçamento mediano, de US$25 milhões, mas viu de volta apenas US$14 milhões nos EUA, e US$24 milhões mundialmente aos cofres da Paramount, não conseguindo sequer se pagar.

 

Dungeons & Dragons

Igualmente membro do seleto clube dos piores filmes de todos os tempos no IMDB (este em número 74), o filme é a adaptação do famoso jogo de RPG criado em 1974 – que fez e faz a alegria dos aficionados. Este longa, por outro lado, é uma aula de como NÃO fazer uma aventura de fantasia medieval (muito em voga nos anos 1980, e que voltaria com tudo no ano seguinte ao seu lançamento, com Senhor dos Anéis e Harry Potter).

Sim, o adorado desenho conhecido no Brasil como Caverna do Dragão (1983-1985) também é baseado em tal jogo e possui este título na versão original. Ao invés de adaptar o icônico cartoon, os envolvidos preferiram criar esta enfadonha história do zero dentro de tal universo. Dungeons & Dragons é uma das maiores vergonhas da carreira do vencedor do Oscar Jeremy Irons (que vive o vilão) e junto à crítica no Rotten Tomatoes soma histéricos 10% de aprovação. A produção custou US$45 milhões aos cofres da New Line (subsidiária da Warner) e viu o retorno de apenas US$15 milhões nos EUA, e um pouco mais de US$33 milhões ao redor do mundo.

O diretor Courtney Solomon seguiu para trabalhos melhores, como produtor do drama Cake, com Jennifer Aniston. E curiosamente, Dungeons & Dragons saiu ileso sem indicações ao Framboesa de Ouro.

Supernova

Um dos filmes mais polêmicos dos últimos anos, a ficção científica com ares de terror é um dos inúmeros filhotes de Alien – O Oitavo Passageiro (1979), mas um bem problemático. Orçamentos estourados, roteiro reescrito, adiamentos da estreia, e até mesmo a mudança do diretor. Sim, desde que Hollywood é Hollywood estas tretas acontecem. Aqui foi o icônico Walter Hill quem sofreu com esta superprodução da MGM, precisando assinar como Thomas Lee, e dizem que Francis Ford Coppola foi chamado às pressas para terminar o filme.

O resultado final é basicamente um slasher espacial, com uma força galáctica maligna possuindo um tripulante resgatado pela nave dos protagonistas. Em tela desfilam nomes como James Spader, Angela Bassett, Robert Forster, Lou Diamond Phillips e os então jovens talentos Robin Tunney e Peter Facinelli. Com um orçamento pra lá de inflado de aproximadamente US$90 milhões (é de deixar qualquer um de cabelo em pé), o filme não conseguiu recuperar mundialmente nem ao menos US$15 milhões. Os críticos não perdoaram e tascaram uma aprovação de meros 10%, elegendo o longa como “um insulto ao gênero da ficção científica, sem qualquer empolgação e efeitos especiais ruins”.

As Aventuras de Alceu e Dentinho

E quem disse que filmes infantis não podem ser um verdadeiro desastre de trem? Quando dói no bolso, quem sente é o estúdio. Assim, por mais inofensiva que possa parecer esta primeira adaptação para as telonas de um desenho clássico e adorado dos anos 1950, quem “entrou bem” foi a Universal, que distribuiu o longa. Alceu e Dentinho foram personagens criados para um desenho na TV, e aqui a proposta era levá-los ao cinema numa espécie de Roger Rabbit dos novos tempos, misturando atores reais com os personagens animados. Tudo parecia estar no lugar, e até mesmo o grande Robert De Niro estava a bordo no papel do vilão.

O problema é que o estúdio desembolsou US$76 milhões para o projeto, e o desejo do público de ver o filme era tão pouco, que ele só viu de volta US$26 milhões nos EUA, e um pouco mais de US$35 milhões mundialmente, se tornando assim um prejuízo. Fora isso, a imprensa especializada deu apenas 43% de aprovação ao filme, e o definiu como “um roteiro decepcionante e sem graça, apesar de se manter fiel à natureza do desenho original”. Para os fãs dos personagens, no entanto, nem tudo está perdido, já que foi lançada uma nova série de animação com o alce o esquilo na Amazon em 2018, com 26 episódios.

Jogo Duro

Já pensou um filme de ação protagonizado por Charlize Theron e Ben Affleck? Hoje isso seria o suficiente para deixar os fãs ansiosos. E se eu disser que esta produção já existe, e foi lançada há nada menos que 24 anos. Para começar, devemos dizer que na época, o segundo nome mais quente no elenco não era o de Theron (que ainda se firmava em Hollywood) e sim o do sumido Gary Sinise, indicado ao Oscar por Forrest Gump. Um thriller de ação igualmente problemático, que usa como temática a época de natal, mas que devido aos inúmeros empecilhos foi lançado em fevereiro. Já começa errado aí.

Na trama, Affleck vive um sujeito atraído por Theron para integrar a gangue do irmão dela (Sinise), que planeja um assalto na época do natal. A direção é do consagrado John Frankenheimer (que saía do sucesso do eletrizante Ronin) e o roteiro é de Ehren Kruger (Pânico 3). O filme produzido pela Dimension Films contou com um orçamento de US$42 milhões, mas só arrecadou US$23 milhões nos EUA, e US$32 milhões no mundo, não conseguindo se pagar. A crítica também não pegou leve, com 25% de aprovação, o considerando “um filme decepcionante, dono de um enredo forçado e atuações fracas, apesar do elenco decente”.

África dos Meus Sonhos

Projeto pessoal da ex-modelo Kim Basinger, este filme foi o seu primeiro após a vitória no Oscar em 1998 por Los Angeles – Cidade Proibida, ou seja, existia hype dos cinéfilos. Baseado no livro homônimo de Kuki Gallmann sobre suas próprias experiências, Basinger interpreta Gallmann no longa, uma socialite que recebe um “despertar” e muda sua vida após um acidente. Para tanto, a Columbia/Sony desembolsou US$50 milhões e escalou o cineasta Hugh Hudson (indicado ao Oscar por Carruagens de Fogo) para o comando – pretendendo assim dar mais credibilidade à obra.

No entanto, ao invés de prêmios, África dos Meus Sonhos viveu um fracasso de crítica e bilheteria. Com apenas 10% de aprovação no Rotten, a opinião geral foi que a obra “não emociona, nem entretém o espectador, com seu retrato simples e didático da vida da protagonista”. Nos EUA, o público tampouco se interessou, garantindo uma bilheteria de míseros US$6 milhões, que somados com a bilheteria mundial fizeram um total de US$14 milhões. Ou seja, longe de pagar seu investimento. Para não dizer que o filme não viu “prêmios”, Basinger foi indicada para pior atriz no Framboesa e no Stinkers Awards.

A Filha da Luz

A área do entretenimento pode ser cruel, e é preciso ter uma cabeça muito boa para suportar a pressão e os altos e baixos. Afinal, um dia se está no topo do mundo como a atriz mais quente de Hollywood, ganhando Oscars, e no outro, fracassos consecutivos podem colocar um ponto final ao seu estrelato. Mais ou menos isso ocorreu com Kim Basinger, que viu sua carreira cair em declínio após a vitória do Oscar. Tudo devido ao fatídico ano de 2000 que a atriz teve. Seguindo África dos Meus Sonhos, Basinger apostou neste terror, igualmente baseado num livro.

Se juntar com bons diretores é o primeiro passo para o sucesso de qualquer atriz. No entanto, muitas vezes isso pode não ser tudo. Aqui, trabalhar com Chuck Russell, vindo dos sucessos de O Máskara (1994) e Queima de Arquivo (1996), por exemplo, não quis dizer nada. E pior, essa era a volta do cineasta ao gênero que o consagrou em filmes como A Hora do Pesadelo 3 (1987) e A Bolha Assassina (1998). Resultado: com um orçamento inchado de US$65 milhões (mais caro que o drama acima), bancado pela Paramount, o terror só viu o retorno de um pouco mais de US$29 milhões nos EUA, e US$40 milhões mundialmente.

A Filha da Luz é mais um que pegou carona nos thrillers sobrenaturais com temática apocalíptica da virada do milênio na época, e trazia Basinger como uma mulher precisando proteger uma menina, sequestrada por um culto satânico. A crítica avaliou o longa com irrisórios 3% de aprovação e sobre ele disse que “desperdiça o talento do elenco numa trama mais propícia a inspirar risadas não intencionais do que arrepios e sustos”.

O Caminho para El Dorado

Disputar com a Disney no terreno das animações sempre foi uma missão suicida. Mas no fim da década de 1990, a Dreamworks, estúdios de três figurões do ramo do entretenimento, entre eles ninguém menos que Steven Spielberg, chegou forte. Foram filmes como Formiguinhaz (1998) e O Príncipe do Egito (1998) em seus primórdios, por exemplo. Mas antes de Shrek (2001) e no mesmo ano de A Fuga das Galinhas (2000), o estúdio lançava uma animação tradicional que iria amargar um dos maiores fracassos para a Dreamworks – embora depois tenha ganhado seus fãs: O Caminho para El Dorado.

Com uma história típica das aventuras de matinê do passado, o filme traz os aventureiros Tulio e Miguel – com as vozes de Kevin Kline e Kenneth Branagh respectivamente – em busca da cidade perdida de El Dorado, após se verem em posse de um mapa. O investimento para o longa animado foi um dos maiores do ano, com inacreditáveis US$95 milhões, daí um dos motivos de seu fracasso. A obra, embora fosse planejada como uma franquia para as aventuras da dupla, viu o retorno de US$50 milhões nos EUA, e US$76 milhões mundialmente, o que cancelou os projetos das continuações. Fora isso, as críticas também não animaram, com 48% de aprovação e a conclusão da imprensa de que os personagens eram fracos e a história previsível, resultando num filme raso.

Bônus: Um Tira à Beira da Neurose

Você lembra da comédia romântica protagonizada por Sandra Bullock e Liam Neeson? Pois é, nem mesmo os atores devem lembrar. Ou quem sabe querem esquecer. Mas tal filme de fato existe, e foi lançado há 24 anos por ninguém menos que a Disney – através de sua subsidiária Hollywood Pictures. Este é um dos filmes mais obscuros da carreira dos astros e fala sobre um agente estressado (Neeson) se apaixonando pela enfermeira que o trata (Bullock) enquanto tenta derrubar mafiosos. Ainda bem que a atriz lançaria 28 Dias e, principalmente, Miss Simpatia no mesmo ano.

Com um orçamento pra lá de modesto para os padrões Hollywoodianos, de US$14 milhões, o filme foi rapidamente ignorado e esquecido, recuperando menos de US$2 milhões nos EUA, e um pouco mais de US$3 milhões mundialmente. Com a crítica também falhou em agradar, conquistando 24% de aprovação, e sendo considerado “uma comédia de humor negro pouco inteligente, cheia de piadas de peidos e de gays, que nem mesmo Liam Neeson e Sandra Bullock conseguem salvar”.

10 Séries que você PRECISA assistir antes de morrer

Uma das listas mais difíceis de se fazer é essa! Ao longo do tempo, os seriados vem se tornando uma locomotiva de emoções onde fãs de todo o planeta discutem cada episódio gerando reflexões sobre todo seu contexto. Pensando nesses seriados (tem outros, óbvio!) que merecem ser assistidos pelo menos uma vez na vida, segue abaixo uma lista bem legal abaixo:

 

House

Um dos grandes seriados que nos mostram os dramas e conflitos de um grupo de médicos que se deparam com casos complexos liderados por um ranzinza mas brilhante médico, o Doutor House. Esse seriado marcou história na televisão mundial! Tem na HBO Max.

 

E.R (Plantão Médico)

Um dos mais antigos seriados quando pensamos em dramas médicos, E.R ficou no ar por mais de uma década e sempre entregou temporadas marcantes e emocionantes além de apresentar ao público nomes como George Clooney. Tem na HBO Max.

 

Nip/Tuck

Lançada em 2003 e com impactantes e algumas polêmicas seis temporadas, em Nip/Tuck, somos apresentados aos conflitos de dois cirurgiões plásticos que atendem em Miami. Criado por Ryan Murphy. Tem na Prime Video.

 

For All Mankind (Apple Tv+)

Uma das mais consagradas séries de ficção científica da atualidade, For All Mankind que ruma em breve para uma quarta temporada nos apresenta a inusitada situação: imagina que a União Soviética chegou primeiro à lua na frente dos Estados Unidos? Seguindo nessa realidade paralela acompanhamos as disputas em uma corrida espacial que nunca acaba.

 

The Closer

Uma das grandes séries de sucesso do início dos anos 2000 conhecemos a detetive Brenda Johnson (brilhantemente interpretada por Kyra Sedgwick), treinada pela CIA, especialista em interrogatórios, que sai de Atlanta para Los Angeles para comandar a unidade de homicídios e precisa diariamente mostrar seu valor.

 

Twin Peaks 

Lançado no primeiro semestre de 1990, Twin Peaks revolucionou a maneira de criar uma narrativa para a televisão. Com sua densa trama, que focava nas inusitadas descobertas do agente do FBI Dale Cooper (Kyle MacLachlan) que viaja para a pequena cidade de Twin Peaks para investigar o assassinato da jovem Laura Palmer (Sheryl Lee), o seriado criado pelo gênio David Lynch marcou uma geração sendo considerada até hoje um dos mais impactantes programas televisivos das últimas décadas.

 

Lost

Um dos grandes fenômenos da televisão, Lost entre os anos de 2004 e 2010 ganhou nossa curiosidade com 121 episódios intrigantes que nos surpreendia frequentemente com enormes revelações. Na trama, acompanhamos um grupo de pessoas que sobrevivem a queda do avião que estavam e vão parar em uma ilha misteriosa. Assim, muitos mistérios e revelações bombásticas vamos descobrindo sobre os sobreviventes, a ilha e misteriosas pessoas que já estiveram nesse lugar. Invenção de Morel é um romance do escritor argentino Adolfo Bioy Casares.

 

The Americans

Entre 2013 e 2018 foi exibida o seriado The Americans, uma trama tensa, cheia de conflitas que mostra dois agentes soviéticos que conseguem se infiltrar nos Estados Unidos e viram uma família durante a Guerra Fria. Pra quem curte histórias de espionagens e reviravoltas esse seriado é um prato cheio!

 

Dark

O tempo sendo associado ao ato de amar em tempos em que o esquecimento é o grande vilão da nossa realidade. Criado pelo cineasta suíço Baran bo Odar e pela cineasta alemã Jantje Friese, Dark chegou ao catálogo do poderoso streaming Netflix sem muito ‘oba oba’, bastou os espectadores irem aos poucos terminando as temporadas para o burburinho positivo começar. Muito bem amarrada, com começo meio e fim estrategicamente bem desenvolvidos, com uma produção de arte belíssima, fotografia ótima, trilha impecável e uma montagem de elenco espetacular a produção alemã se tornou um fenômeno cult em pouco tempo. Muito bem ranqueado em diversas listas dos principais sensores de cinema/séries do mundo, Dark é uma série difícil de esquecermos. Tem na Netflix.

 

Breaking Bad

Em Breaking Bad somos testemunhas da construção e logo desconstrução de um professor de química que acaba se colocando dentro de uma estrada sem volta no universo criminoso. O seriado está disponível na Netflix.

 

[EXCLUSIVO] Cartaz do infantil ‘Encolhi a Professora’

Coprodução entre Alemanha e Áustria, a comédia infantil Encolhi a Professora acaba de divulgar seu primeiro cartaz, com arte inédita produzida no Brasil, e o CinePOP traz para você de forma exclusiva. Veja abaixo.

O filme será exibido no Festival do Rio 2017 e depois lançado no fim do ano pela Alpha Filmes, na época de férias escolares para a garotada.

Na sinopse, O garoto Felix (Oskar Keymermuda de escola em busca de seu sonho de ser piloto de avião. Durante uma prova de coragem,  é criticado por sua professora e sem querer a transforma em uma pessoa de 17 centímetros. O que fazer para a pequena Sra. Schimit (Anja Klingvoltar ao seu tamanho natural? Enquanto procura ajuda Felix a coloca dentro de seu estojo junto com seus lápis!!!

Crítica | Bohemian Rhapsody – Um virtuoso exercício de puro Rock n Roll

Quem quer viver para sempre?

Existe filme à prova de crítica? Se ele mexer com nossas emoções, paixões e nostalgia, é bem provável que a resposta seja sim. E daí adentramos duas narrativas essenciais: o crítico pode ser fã. Pode se apaixonar e ser envolto pelas emoções e laços afetivos (não seria humano caso contrário), porém, sem nunca esquecer de realizar seu trabalho: avaliar uma produção cinematográfica enquanto obra. Para isso muitas vezes é necessário se distanciar do emocional e começar a fazer trabalhar o racional.

Por outro lado, o fã quase nunca é crítico – isto é, não tão crítico quanto um avaliador. Melhor ainda, mesmo percebendo os “defeitos” apontados por um profissional, pode ainda assim não achar motivo suficiente para não abraçar por inteiro seu objeto de afeto. Tais argumentos são muito utilizados na hora de definir os fanboys e suas franquias famosas prediletas – mas são relacionáveis a todo e qualquer fã e seu ídolo: seja da música, história, do esporte ou qualquer outro.

Freddie Mercury é um ídolo – para a maioria dos seres vivos neste planeta. Naturalmente, Bohemian Rhapsody se torna um filme que instantemente desperta o interesse e cria grande expectativa, em muitos que até mesmo já amam a obra antes de poderem conferi-la. Não existe dúvidas de que irão nada menos do que amá-la, mesmo que o longa dirigido por Bryan Singer tivesse nenhuma qualidade. A parte boa aqui é que sim, possui, e muitas.

Deixando um pouco a emoção de lado (só um tiquinho) e se atendo aos fatos, Bohemian Rhapsody teve uma produção conturbada. Troca de atores (Sacha Baron Cohen era o protagonista originalmente planejado) e um escândalo sexual envolvendo o diretor Singer (que segue creditado como único comandante da obra, apesar de não ter finalizado o longa) foram alguns dos escabrosos detalhes de bastidores do filme – surgindo imediatamente (como sempre) na forma de grandes alertas vermelhos para os jornalistas.

O filme, no entanto, ultrapassa os empecilhos com classe e sem titubear, deletando a incredulidade coletiva para se mostrar uma produção exuberante. Bohemian Rhapsody é enérgico e acelera sem pisar no freio. Constrói uma crescente narrativa, mesclando de forma bem dosada humor, drama e, claro, as canções imortais do Queen ponderando os momentos certos.

A trama não tem muito mistério, servindo como relato crônico da vida do jovem Farrokh Bulsara, descendente de uma família de indianos morando em Londres com os pais e irmã. O sonho subversivo, rebelde e a veia de artista pulsante o conduzem diretamente ao encontro de Brian May (Gwilym Lee) e Roger Taylor (Ben Hardy), juntos constituindo a primeira formação do que viria a ser uma das maiores bandas a passar por este planeta. Ao assumir o nome Freddie Mercury, o cantor e seus companheiros seguiram rumo ao estrondoso sucesso – precisando lidar com diversos percalços, entre eles a descoberta da verdadeira sexualidade do frontman da banda e sua consequente egolatria.

Narrativamente, Bohemian Rhapsody é pra lá de dinâmico e deveria ter grampeado em seu cartaz um selo de aprovação de entretenimento garantido. Cronologicamente, são outros quinhentos. Para uma biografia, o longa de Singer deixa mais buracos do que as estradas brasileiras – o que pode enfurecer parte do público que conhece de forma decorada a trajetória do grupo. Entre os furos, o mais óbvio é o que coloca a clássica apresentação no primeiro Rock in Rio cinco anos antes de ter verdadeiramente ocorrido. O que fosse apenas isso seria perdoado, no entanto, desestrutura diversos outros fatos, colocando-os fora de ordem temporal.

Essa falta de cuidado, mesmo que proposital (e difícil de engolir), não deixa de ser desconcertante. Outro detalhe é a performance do protagonista Rami Malek na pele de Mercury, que embora tenha me convencido e a tantos outros, existe na tênue linha da caricatura. Outro ponto contra é fato do ator ser constantemente dublado em todas as suas apresentações (mescla da voz original do cantor com um imitador).

No equilíbrio das energias, Bohemian Rhapsody entrega cenas reais e emotivas, fazendo sua qualidade dramatúrgica sobressair às deficiências. O longa é simplesmente muito divertido para ser negado. E o que dizer da cena final. Uma virtuosa escolha técnica dos envolvidos, que surge como aula de plano sequência e posicionamento de câmera, mesclados com efeitos precisos da plateia, nos imergindo por completo na apresentação do Queen no Live Aid – com um momento grandioso atrás do outro. Neste trecho, Malek e Mercury se fundem num só, e a potência performática do jovem protagonista da série Mr. Robot contagia mesmo contra a vontade. É impossível resistir.

Vida longa à Rainha!

Eles Estão com TUDO! 10 Atores que Estão BOMBANDO em Hollywood!

Hollywood é a maior fábrica de cinema do mundo, e também uma fábrica de fazer estrelas. Você pode se tornar uma das pessoas mais famosas do mundo se tiver os meios certos. Um bom agente e contatos certamente ajuda, mas se você não tiver também o talento e carisma, tudo o que conseguirá são seus 15 minutos de fama. O carisma te leva a ter fãs, e esses fãs são o público que lotam seus filmes. No fim das contas isso é o mais importante para quem está produzindo as obras.

É claro que uma carreira tem altos e baixos. Dessa forma nomes fortes do passado podem se apagar, digamos, uma década depois. Outros, não importa as bolas-fora que deem jamais perdem seu brilho e consagração. Aqui, nesta nova matéria iremos dar uma olhada em uma dezena de nomes de atores que estão bombando atualmente em Hollywood e são os mais quentes do momento. Confira abaixo.

01) Timothée Chalamet

O novo “reizinho” de Hollywood, Timothée Chalamet, de 28 anos, foi revelado ao mundo graças ao sucesso do drama gay ‘Me Chame Pelo Seu Nome’, que o indicou ao Oscar. Depois disso ele estava em todos os radares: trabalhou com Woody Allen (antes de o diretor ser cancelado), com Wes Anderson e Greta Gerwig duas vezes. Mas é inegável que o grande divisor de águas foi com ‘Duna’, ao assumir o papel de Paul Atreides.

Mas Chalamet não quer descanso, assim estrelou nova parceria com Lucca Guadagnino (‘Até os Ossos’) e viraria sinônimo de boas bilheterias ao se tornar o chocolateiro mais famoso da sétima arte em ‘Wonka’ no fim do ano passado. Esse ano já entregou o filme mais rentável e elogiado com a sequência ‘Duna – Parte 2’ e em breve volta na terceira parte da saga, além de se tornar Bob Dylan em ‘A Complete Unknown’.

02) Glen Powell

Galã por natureza, Glen Powell, de 35 anos, já havia participado de projetos de prestígio no passado, como ‘Estrelas Além do Tempo’ e ‘Jovens, Loucos e Mais Rebeldes’, mas sempre foi aquele ator coadjuvante que as pessoas não sabem muito bem de onde conhecem. Isso mudou após viver “Hangman” no sucesso estrondoso ‘Top Gun Maverick’ e principalmente após a comédia romântica sensação ‘Todos Menos Você’, com Sydney Sweeney, seu primeiro hit como protagonista.

O sujeito possui nada menos que 7 projetos engatilhados, sendo dois deles este ano: o blockbuster ‘Twisters’, sequência do filme de tornados produzido por Steven Spielberg, e a estreia da Netflix, ‘Assassino por Acaso’, comédia de Richard Linklater elogiada em festivais. Fora isso será ‘O Sobrevivente’, reimaginação do clássico futurista dos anos 80 com Arnold Schwarzenegger, a ser dirigido por Edgar Wright.

03) Austin Butler

Por falar em Timothée Chalamet e o mega sucesso de ‘Duna – Parte 2’, aqui temos outro membro do elenco, que roubou grande parte das cenas. Austin Butler, de 32 anos, pegou para si o papel de Feyd-Rautha, imortalizado por Sting na versão dos anos 80 – e transformou-o em algo totalmente seu. Butler era desconhecido até 2022, apesar de já ter trabalho antes com nomes como Quentin Tarantino e Jim Jarmusch. Seu divisor de águas ocorreu quando foi escolhido para ser Elvis Presley na biografia homônima de Baz Luhrmann, saindo da experiência com sua primeira indicação ao Oscar.

Esse ano, além de ‘Duna – Parte 2’, estrelou um dos projetos mais ambiciosos da AppleTV+ com a série ‘Mestres do Ar’, sobre pilotos de bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial, e em breve lançará o adiado ‘Clube dos Vândalos’, filme sobre a cultura de motoqueiros com Tom Hardy e Jodie Comer, que promete dar o que falar. Mas não para por aí, pois Butler está em produção com terror ‘Eddington’, novo trabalho de Ari Aster, ao lado de Emma Stone, Pedro Pascal e Joaquin Phoenix. Quer mais? Está escalado como o jovem Chris de ‘Fogo Contra Fogo 2’, de Michael Mann, ao lado de Adam Driver.

04) Pedro Pascal

Por falar em Pedro Pascal, nós latinos sempre ficamos empolgados quando um “dos nossos” consegue fazer sucesso em um mercado tão competitivo quanto o de Hollywood. Pascal é chileno e tem 49 anos. O ator coleciona sucessos, mas nos últimos anos se tornou um ícone da cultura pop. Não duvidamos que em breve receberá sua primeira indicação ao Oscar. Ele esteve, por exemplo, em ‘Game of Thrones’, ‘Narcos’, ‘Kingsman 2’ e ‘O Protetor 2’. Mas não para por aí, pois nos últimos anos foi o vilão de ‘Mulher-Maravilha 1984’, vivou o mercenário mascarado em ‘O Mandaloriano’, primeira série do universo Star Wars na Disney+ e atuou ao lado de Nicolas Cage no cult ‘O Peso do Talento’.

Mas um novo amanhecer surgiu na carreira de Pedro Pascal quando ele assinou para viver Joel em ‘The Last of Us’, adaptação de um famoso videogame. Foi uma aposta arriscada, dado o antigo status de obras do tipo, mas que se mostrou um tremendo acerto, já que essa foi a produção que elevou o gênero a um patamar jamais experimentado. Dentre os muitos projetos vindouros do ator, temos a continuação ‘Gladiador 2’, de Ridley Scott, a ser lançada este ano, e sua transformação no Sr. Fantástico de ‘Quarteto Fantástico’, da Marvel, a ser lançado em 2025.

05) Paul Walter Hauser

Por falar em ‘Quarteto Fantástico’, Paul Walter Hauser também foi adicionado ao elenco da superprodução em papel ainda não divulgado. O ator de aparência bonachão também é figurinha de sucesso em produções elogiadas, sendo um confiável “ator-personagem” dos últimos anos. Ele esteve em ‘Eu, Tonya’, ‘Infiltrado na Klan’, foi Richard Jewell para Clint Eastwood, o Horace de ‘Cruella’ e o Arraia de ‘Cobra Kai’. Fora isso, ganhou um Emmy pelo thriller dramático de prisão ‘Black Bird’.

Em breve o ator será a voz da Vergonha em ‘Divertida Mente 2’, mas o que chama atenção em seu currículo são as últimas contratações do ator. Além de ‘Quarteto Fantástico’, ele estará no reboot de ‘Corra que a Polícia Vem Aí’, no filme baseado em uma história real de game show ‘Press Your Luck’ e viverá o saudoso Chris Farley em uma biografia. Ufa! É muita coisa.

06) David Corenswet

Falamos duas vezes do vindouro ‘Quarteto Fantástico’, uma das maiores apostas da Marvel para os próximos anos. Esse é um dos filmes programados para recuperar o prestígio do maior estúdio de Hollywood após uma série de esforços insatisfatórios. Mas se por um lado o MCU deposita muitas de suas fichas neste longa, a rival DC contratou James Gunn para reorganizar a casa, e no mesmo ano de 2025 precisará muito que sua maior aposta dê certo. Estamos falando de ‘Superman’, o novo filme do Homem de Aço anteriormente chamado ‘Superman Legacy’. E grande parte desta responsabilidade estará nos ombros do protagonista David Corenswet, de 30 anos, que já apareceu no terror ‘Pearl’, no romance ‘Grandes Hits’, estará em ‘Twisters’, e na minissérie ‘A Dama do Lago’ com Natalie Portman.

07) Paul Mescal

Ao mesmo tempo que em ficava conhecido pelo drama indie ‘Aftersun’, que o rendeu uma indicação ao Oscar, Paul Mescal (de 28 anos) era apontado como novo affair de Angelina Jolie (21 anos mais velha que ele). Jolie teria gostado muito de sua atuação em uma peça. Assim, os holofotes estavam nele, um tempo depois assinando para ser o protagonista de ‘Gladiador 2’. Antes, ele apareceu no elogiado ‘Todos Nós Desconhecidos’. O segundo ‘Gladiador’ promete impulsionar ainda mais a carreira do ator. Seus próximos projetos são o musical ‘Merrily We Roll Along’, de Richard Linklater, e ‘Hamnet’, de Chloé Zhao, no qual viverá William Shakespeare.

08) Jacob Elordi

Por falar em Elvis Presley, o papel de um dos maiores cantores de rock da história não ficou restrito a Austin Butler, embora apenas ele tenha sido indicado ao Oscar pelo personagem. Acontece que Jacob Elordi, de 27 anos, viveu a lendária figura no “lado B” – ‘Priscilla’, de Sofia Coppola, focado em sua companheira. É claro que Elordi foi revelado como ator mesmo em um papel impactante na série ‘Euphoria’, que destacou tanta gente, de Zendaya a Sydney Sweeney. E também não podemos deixar de falar em um de seus trabalhos que mais deu o que falar na última temporada, ‘Saltburn’. Seus próximos filmes são o drama ‘Oh, Canada’, de Paul Schrader, em que viverá a versão jovem de Richard Gere, e ‘Frankenstein’, de Guillermo del Toro, que finalmente sairá do papel e o trará como o monstro.

09) Chris Hemsworth

Esse dispensa apresentações. Chris Hemsworth, de 40 anos, se tornou um astro de renome internacional ao ser escolhido para viver o Deus nórdico Thor para a Marvel, ainda em 2011. Desde então foram muitos filmes no papel, incluindo filmes solo e colaborações em ‘Os Vingadores’. O ator pegou para si também outra franquia de sucesso, essa da Netflix – os filmes de ação ‘Resgate’, que já está produzindo seu terceiro longa. Fora isso, Hemsworth vai ganhar em breve seu nome na calçada da fama, enquanto se prepara para lançar ‘Furiosa – Uma Saga Mad Max’, no qual vive o elogiado vilão Dr. Dementus. Ele também será a voz do jovem Optimus Prime na animação ‘Transformers One’ e trabalha na biografia do lutador Hulk Hogan, no papel do próprio.

10) Joseph Quinn

Mais conhecido pelos fãs da cultura pop como o Eddie Munson do fenômeno ‘Stranger Things’, que roubou o coração de todos na última temporada, Joseph Quinn, de 30 anos, virou estrela do dia para a noite graças à série mais querida da plataforma Netflix. Mas essa foi só a porta de entrada para o ator, que este ano emenda em ‘Um Lugar Silencioso – Dia Um’, primeiro derivado da franquia de terror de muito sucesso. E não para por aí, este ano ainda o ator aparecerá como o Imperador Caracalla do épico ‘Gladiador 2’. Porém, o papel que promete cimentar Quinn como astro será o de Johnny Storm, o Tocha Humana em ‘Quarteto Fantástico’ em 2025.

Tem medo de Elevador? Então não pode conferir esses 5 filmes!

O medo é algo que está presente em nossas vidas. Alguns específicos, como o de elevador, não são tão raros assim. Criado pelos romanos, mais precisamente por um engenheiro chamado Vitrúbia, e depois adaptado com melhorias, pelo norte-americano Elisha Graves Otis e o alemão Werner von Siemens, os elevadores hoje em dia são meios de transporte que vemos frequentemente por todos os lugares. Pensando sobre o tema, conseguimos lembrar de alguns filmes que tem cenas marcantes nesse cenário:

 

Velocidade Máxima

Na trama, conhecemos Jack (Keanu Reeves), um oficial da polícia que juntamente com seu parceiro Harry (Jeff Daniels) é chamado para uma situação complicada envolvendo um elevador que está caindo, em uma suposta ação premeditada. Após esses minutos de alta tensão e o resgate do reféns, Jack se vê novamente em confronto com a mente por trás do incidente com o elevador, um psicopata chamado Howard (Dennis Hopper), ex-membro do esquadrão anti-bombas da polícia que agora ameaça um ônibus que não pode chegar na velocidade de 50 milhas por hora senão uma bomba se arma. Jack contará com a ajuda de Annie (Sandra Bullock), uma simpática passageira.

 

O Elevador

Na trama, acompanhamos um casal, Ana (Marimar Vega) e Sito (Gorka Otxoa), moradores de um prédio de dez andares que após descerem juntos para jogar o lixo fora, percebem, cada um deles em seu momento, estarem presos em um looping (toda vez que o elevador chega ao térreo, eles voltam ao momentos que entram no elevador). Assim, eles precisarão tentar encontrar alguma solução, principalmente quando descobrem como estarem em um mesmo looping.

 

Demônio

Na trama, conhecemos um pequeno grupo de pessoas que se vê na inusitada situação de estarem todos presos dentro de um elevador. Só que um deles não é quem diz ser.

 

Elevator

Na trama, nove estranhos ficam presos em um elevador de Wall Street quando estavam chegando em uma festa de um empresário milionário. Conforme os minutos vão passando vamos conhecendo um pouco cada uma daquelas almas presentes no cubículo: o dono da festa, a neta deste último, uma senhora que se diz investidora, um segurança muçulmano, um comediante judeu claustrofóbico, uma repórter famosa, o namorado dessa repórter que trabalha no prédio, um simpático funcionário que tenta acalmar sempre a todos e uma mulher grávida. Após um ataque de pânico e um ataque cardíaco descobre-se que um deles tem uma bomba e agora eles farão qualquer coisa para sobreviver.

 

O Elevador da Morte

Com Naomi Watts e Ron Perlmann no elenco, o terror O Elevador da Morte nos mostra a história de um mecânico de elevadores e uma repórter que investigam misteriosas situações em elevadores de um famoso prédio.

 

Crítica | Blade Runner 2049 – Superprodução de grife

Villeneuve, para, que tá chato!

Quando Blade Runner – O Caçador de Androides foi lançado nos cinemas em 1982, sua recepção foi no mínimo fria por parte do público e também dos críticos, que não entenderam na época sua importância e influência para o gênero. De fato, Blade Runner ainda hoje surge como caso de estudo, mostrando o quão importantes são as bem vindas revisões de obras cinematográficas, para filmes em questão e também para os próprios avaliadores. É o olhar fora de seu tempo.

Blade Runner então era redescoberto alguns anos depois de seu lançamento, como se todos tivessem perdido o trem e deixado passar uma pérola de forma despercebida. Este era apenas o terceiro trabalho como diretor para o cinema de Ridley Scott, que meio por acaso escrevia seu nome na história como representante de um gênero que mudava com os novos tempos: a ficção científica. O trabalho anterior do cineasta havia sido Alien – O Oitavo Passageiro (1979), ao lado de Blade Runner formando uma dobradinha de duas das ficções mais significativas e ditadoras de tendência da história do cinema.

Pulamos para 2017, num tempo em que os blockbusters são produções enlatadas, vendidas para as massas através de uma fórmula da qual dificilmente querem se ver livre. Numa época em que muito já foi tentado – pensem só, são mais 35 anos de centenas de filmes lançados por ano – e pouquíssimo nos surpreende como novidade, seja narrativa, seja de roteiro ou estética (o visual). Neste cenário, chega a aguardadíssima sequência de um longa que justamente ajudou a revolucionar a forma como histórias são contadas no cinema – já imaginaram um noir de detetives, passado no futuro, com narração em off, robôs, carros voadores, e a maior das questões de todos os tempos: o que é ser humano? Sim, pois é.

É claro, Blade Runner é baseado no conto do papa da ficção científica Philip K. Dick, com roteiro adaptado por Hampton Fancher e David Webb Peoples (Os 12 Macacos). Para esta continuação, apenas Fancher retorna com um novo argumento e assinando o roteiro, que teve parceria do novato Michael Green (Logan). Para a dificílima tarefa de voltar ao universo da Los Angeles futurística – que se tornou sinônimo de direção de arte inovadora – de replicantes e seus caçadores, entra em cena um dos contadores de histórias mais talentosos da atualidade, o franco-canadense Denis Villeneuve. O diretor é daqueles que gosta de desafios, criando obras bem diferentes uma da outra e passeando por variados gêneros nos quais imprime sua pegada. Não poderia haver escolha mais satisfatória para não deixar Blade Runner  se tornar uma obra fácil e de consumo rápido.

Da equipe original, além do roteirista Fancher, apenas Ridley Scott na produção e alguns rostos bem conhecidos no elenco. A direção de arte de Lawrence G. Paull, por exemplo, foi substituída pela de Dennis Gassner, que cria uma Los Angeles ainda mais sombria, igualmente chuvosa, mas demonstra que nesses quase 40 anos, a Terra, como era de se esperar, sofre de superpopulação. Percebemos através de algumas tomadas que uma grande área da cidade se tornou uma gigantesca favela, com um amontoado de pequenas casas, todas no mesmo plano. Até a residência do protagonista, o agente K (Ryan Gosling), é similar a um conjunto habitacional, onde os vizinhos não são os mais amistosos.

A fotografia de Jordan Cronenweth, falecido em 1996, dá lugar para a de Roger Deakins, considerado um dos melhores fotógrafos do cinema atualmente e dono de 13 indicações (incluindo Sicario: Terra de Ninguém), mas que ainda, injustamente, não possui uma estatueta do Oscar em casa. Quem sabe Blade Runner 2049 faça jus a este profissional. Basta dizer que o trabalho de Deakins no longa é bom neste nível. São inúmeras sequências de tirar o fôlego, que só não sobressaem ao filme em si, pela mão forte na condução de Villeneuve. Já a inesquecível trilha de Vangelis no filme original é homenageada na medida certa pela dupla Hans Zimmer (que não esquece seus esporros histriônicos) e Benjamin Wallfisch.

Na trama, Ryan Gosling interpreta o agente K. Ele é um Blade Runner, oficial designado a encontrar e eliminar replicantes infratores, ou seja, seres artificiais que não possuem autorização para fazer ou viver da forma que estão. Logo na cena de abertura, o oficial irá confrontar o personagem do grandalhão Dave Bautista, o Drax de Guardiões da Galáxia. Nesta única cena em que aparece, Bautista será essencial e dará o primeiro passo do grande enigma a ser desvendado ao longo de quase 3 horas de projeção (o original tinha 2 horas) – sim, você leu certo!

A esta altura é válido dizer que Blade Runner 2049 não é um blockbuster comum, não é puro escapismo, não é puro entretenimento. Se sua intenção for se distrair, não ter muito em que pensar e quiser apenas esquecer os problemas num filme pipoca de rápido consumo e descarte, procure em outras bandas, o novo Blade Runner não é o filme para você. Esta é uma obra contemplativa, de ritmo deliberadamente lento, que não faz uso de nenhuma grande cena memorável de ação. Blade Runner segue sendo um filme de questões, de mais perguntas do que respostas e de imersão, na qual nos pegaremos pensando dias após o término da exibição.

Existe muito a ser descortinado ainda, mesmo depois da primeira visita. Humildemente, reconheço que precisarei pensar bastante no que assisti hoje para tentar fazer jus, este texto com certeza não fará. Ao mesmo tempo, já posso adiantar que há muito não assistia a uma superprodução tão minuciosa e, por que não, sofisticada, quanto o novo Blade Runner. As comparações com Mad Max: Estrada da Fúria (2015) são justas, no sentido de que ambas são blockbusters fora de seu tempo, presos a uma época em que cinema era arte bem cuidada e o entretenimento vinha depois. Hoje é o inverso, e filmes como estes causam estranheza, e o pior, comparações e desmerecimento com superproduções ordinárias.

A verdade é que eu poderia falar o dia todo sobre o novo Blade Runner, mas preciso ir direto ao ponto. Ryan Gosling se sai bem como o protagonista, no entanto, não é dono do melhor personagem ou cria empatia suficiente. Ao contrário do Deckard de Harrison Ford no filme original, o K de Gosling nos faz assistir a esta trama de fora. Sim, Harrison entra em cena, mas aos, digamos, 30 minutos do segundo tempo, dando uma guinada inclusive no estilo de filme e em seu teor, algo mais caloroso e emocional, em contraponto com a atmosfera quase gelada que era apresentada.

Jared Leto vive o enigmático criador dos seres sintéticos, aparece somente em duas cenas, e assim como o próprio ator / músico seu personagem não faz muito sentido. Quem rouba muito dos momentos são as fortes personagens femininas da trama. A cubana Ana de Armas é Joi, um ser mais artificial ainda que os replicantes, criando uma dinâmica triangular interessantíssima sobre níveis de realismo e virtualidade. A graciosa Mackenzie Davis (de San Junipero, o melhor episódio da fantástica Black Mirror) tem menos tempo em cena do que gostaríamos, mas entrega um dos momentos mais criativos e inovadores em uma ficção científica recheada deles. Por fim, o verdadeiro achado do novo Blade Runner, a holandesa Sylvia Hoeks, que vive Luv, a personagem mais interessante adicionada na nova história – dona de inúmeros subtextos e questões a serem adereçadas – e que surge como subversão de Rachael, a personagem de Sean Young no filme de 1982, parte intrínseca do novo igualmente.

Blade Runner 2049 pode ser chamado de um filme com uma trama simples e linear, mas lembrando que o original resumia-se ao oficial Deckard (Ford) encontrar e eliminar replicantes renegados, que tinham Roy Batty (Rutger Hauer) como líder. Seu diferencial estava nas entrelinhas, no forte teor filosófico e existencialista nos quais suas cenas eram criadas. O mesmo ocorre na nova versão, que vai além e apresenta um mistério que é um verdadeiro “tiro” no quesito “apresentar algo nunca anteriormente visto”. E para quem reclama do cinema Hollywoodiano explicado e mastigado para o público, quero ver saber lidar com 2049, e seu enigma não solucionado. Durma com esse barulho e muito cuidado com o que desejam.

Relembrar é viver! Quais eram os 40 Filmes Mais Esperados de 2018?

Todo final de ano, o CinePOP divulga uma lista com os filmes mais aguardados do ano que vai se iniciar.

Enquanto preparamos a super lista dos Filmes Mais Esperados de 2019, fomos pesquisar quais foram os filmes que escolhemos para figurar a lista de 2018.

Acertamos com várias produções, mas erramos com algumas outras (que prometiam muito mais do que cumpriram). Algumas seguem inéditas e tiveram seus lançamentos adiados para 2019, como foi o caso de ‘Hellboy‘, ‘X-Men: Fenix Negra‘ e ‘Os Novos Mutantes‘, e outras ainda vão estrear nos cinemas – vide ‘Bumblebee‘, ‘Aquaman‘ e ‘O Retorno de Mary Poppins‘.

Vamos relembrar quais eram os filmes mais aguardados do ano, quando criamos a lista em Dezembro do ano passado?

40 | Cinquenta Tons de Liberdade

O que é: conclusão da trilogia sexytime, baseada nos livros da autora E.L. James, que causou comoção no público e um pepino com camisinha nos cinemas.
Porque é esperado: dessa vez é para valer, e assim como Crepúsculo, um casamento é extremamente aguardado para encerrar a saga. Você está convidado, só não vai poder beber ou tentar dar em cima da madrinha.

39 | Bumblebee

O que é: primeiro derivado da franquia bilionária Transformers, de Michael Bay, que foca no personagem mais engraçadinho, o Camaro amarelo mudo Bumblebee.
Porque é esperado:
a indicada ao Oscar Hailee Steinfeld desta vez é a protagonista, prometendo trazer carisma ao derivado. Fora isso, o filme se passa na década de 1980 e Bumblebee aparece pela primeira vez em sua forma original, a de um Fusca amarelo.

38 | Maze Runner: A Cura Mortal

O que é: encerramento da trilogia baseada nos livros infanto-juvenis de James Dashner, sobre jovens se rebelando num futuro distópico.
Porque é esperado:
após um grave acidente durante as gravações que quase tirou sua vida, o jovem Dylan O´Brien retorna para a conclusão da franquia.

37 | Rampage: Destruição Total

O que é: novo veículo de ação para Dwayne Johnson, o blockbuster de efeitos fala sobre animais que atingem tamanhos monstruosos: um gorila, um lobo e um crocodilo.
Porque é esperado:
baseado num famoso vídeo game, o filme pode render um bom exemplar do gênero. A direção é de Brad Peyton, do divertido Terremoto: A Falha de San Andreas (2015).

36 | Tomb Raider: A Origem

O que é: o tão aguardado reboot da estrela dos jogos Tomb Raider, Lara Croft, no cinema.
Porque é esperado:
a Oscarizada Alicia Vikander assume o papel deixado pela Oscarizada Angelina Jolie. A aventura parece fazer jus aos novos games da personagem.

35 | Uma Dobra no Tempo

O que é: adaptação da Disney em live action de um livro de fantasia. Conta com nomes como Oprah Winfrey, Reese Witherspoon e Gugu Mbatha-Raw no elenco.
Porque é esperado:
o livro possui uma legião de fãs e mais quatro da série escrita por Madeleine L´Engle engatilhados. Após Piratas do Caribe, a Disney tenta criar uma nova franquia no cinema. O filme é dirigido pela ativista Ava DuVernay (Selma – Uma Luta Pela Iguadade).

34 | Círculo de Fogo: A Revolta

O que é: sequência do cultuado Círculo de Fogo, filme de Guillermo del Toro sobre monstros e robôs gigantes.
Porque é esperado:
apesar do diretor mexicano não estar mais no comando desta continuação, ele atua como produtor, assim como o protagonista John Boyega, o Finn de Star Wars. Espere novas cenas incríveis das batalhas.

33 | Nasce uma Estrela

O que é: a quarta adaptação para o cinema da história sobre uma jovem com sonhos de ser uma cantora de sucesso, e seu relacionamento com um astro do passado, hoje alcóolatra.
Porque é esperado:
depois de versões em 1937, 1954 e 1976, o ator Bradley Cooper adapta para as telonas esta história, pulando para trás das câmeras em sua estreia como diretor. Por mais que a ideia de ter Clint Eastwood na direção e Beyoncé como a protagonista não deixe nossas mentes, Lady Gaga pode ser uma substituta à altura.

32 | Hellboy

O que é: reboot das aventuras do herói demoníaco no cinema, depois de dois filmes dirigidos por Guillermo del Toro em 2004 e 2008.
Porque é esperado:
baseado igualmente nos quadrinhos de Mike Mignola, Neil Mashall (Abismo do Medo) é quem assume a direção, e David Harbour (Stranger Things) herda o personagem de Ron Pearlman. Milla Jovovich viverá a vilã do filme.

31 | Mogli – Entre Dois Mundos

O que é: segunda adaptação em um pouco mais de dois anos da clássica história escrita por Rudyard Kipling, que na Disney ganhou uma versão animada imortal de 1967, e uma em live action ano passado, mais elogiada ainda.
Porque é esperado:
embora seja um trabalho ingrato seguir Mogli – O Menino Lobo (2016), de Jon Favreau, esta nova versão tem um especialista na captura de movimento, ao menos na frente das câmeras, Andy Serkis, estreando em uma superprodução como diretor. Os animais tem as vozes de Christian Bale, Cate Blanchett e Benedict Cumberbatch.

30 | Alita – Battle Angel

O que é: superprodução baseada num manga famoso, adaptada para o cinema por James Cameron, e dirigida por Robert Rodriguez. A trama fala sobre uma ciborgue no futuro. Esperamos que possa redimir Ghost in the Shell.
Porque é esperado:
além dos nomes de peso por trás das câmeras, o elenco dá um gosto a mais, com Mahershala Ali, Jennifer Connelly, Christoph Waltz e Eliza González, de Em Ritmo de Fuga, que vem sendo cotada para a nova Mulher Gato e com este filme pode explodir ao estrelato.

29 | WiFi Ralph 

O que é: continuação da animação de sucesso sobre um personagem de vídeo game, que mostrou que a Disney pode funcionar muito bem sem a Pixar.
Porque é esperado: além do primeiro ter sido um enorme sucesso, esta continuação abordará outro ângulo, com o personagem solto pela internet e não apenas por jogos. Fora isso, para a surpresa geral, todas, simplesmente todas as princesas da Disney farão participações, dubladas pelas atrizes originais. E também o eterno C3PO, na voz de Anthony Daniels.

28 | Viva – A Vida é uma Festa

O que é: animação Disney / Pixar sobre o dia dos mortos. É a versão Disney de Festa no Céu, animação de 2014, produzida por Guillermo del Toro.
Porque é esperado:
Porque é uma animação Disney / Pixar, colorida e que focará na cultura mexicana, pela primeira vez. Precisa dizer mais?

27 | Operação Red Sparrow

O que é: novo veículo mirado ao grande público da estrela Jennifer Lawrence, depois do ousado mãe!, de Darren Aronofsky.
Porque é esperado:
J-Law faz sua própria versão de Atômica, no papel de uma espiã russa, neste thriller baseado num livro. A direção é de Francis Lawrence, que jogou a atriz para o sucesso absoluto com a franquia Jogos Vorazes.

26 | Halloween

O que é: reboot da clássica franquia sobre um assassino mascarado, a primeira da história a ficar famosa, iniciada pelo icônico John Carpenter.
Porque é esperado:
continuações, refilmagens, já tentaram de tudo. Mas dessa vez, todos os filmes depois do original serão descartados. David Gordon Green (Joe) escreve e dirige e traz Jamie Lee Curtis para a anunciada batalha final.

25 | O Predador

O que é: depois de Michael Myers, outro monstro assassino recebe nova roupagem em 2018. Este, no entanto, vindo do espaço. Assim como o novo Halloween, o novo Predador decide esquecer tudo depois do original de 1987.
Porque é esperado:
embora não tenham conseguido trazer Arnold Schwarzenegger de volta (ou será?), o criador original Shane Black, hoje um grande nome atrás das câmeras, está à frente do projeto, como roteirista e diretor. E isso é o suficiente para qualquer um.

24 | Mamma Mia! Here We Go Again

O que é: sequência do famoso musical de 2008 com Meryl Streep, que por sua vez é baseado na longeva peça de teatro contendo apenas canções da banda sueca de extremo sucesso, ABBA.
Porque é esperado:
Meryl Streep, Amanda Seyfried, Pierce Brosnan, Colin Firth e toda a turma retornam para um novo round. Todas as músicas do ABBA que não entraram no primeiro filme estarão aqui, além de alguns replays. Cher faz parte do elenco, e através de flashbacks veremos a personagem de Streep jovem, nas formas de Lily James.

23 | Jogador Nº 1

O que é: baseado num livro young adult, que serve como A Fantástica Fábrica de Chocolate versão mundo moderno de realidade virtual. Um famoso inventor deixa pistas em seu mais novo jogo para sua fortuna. Também pensou no bilhete dourado de Willy Wonka?
Porque é esperado:
a direção aqui é de ninguém menos que Steven Spielberg e o visual do jogo é simplesmente incrível. O Gigante de Ferro e Freddy Kruger fazem participações como avatares de jogadores.

22 | The Irishman

O que é: novo filme de máfia de Martin Scorsese, baseado no livro de Charles Brandt, e estrelado por Robert De Niro, Al Pacino, Joe Pesci e Harvey Keitel.
Porque é esperado:
porque é o novo filme de máfia de Martin Scorsese, e estrelado por Robert De Niro, Al Pacino, Joe Pesci e Harvey Keitel.

21 | A Maldição da Casa Winchester

O que é: terror classudo sobre uma grande mansão assombrada.
Porque é esperado:
a vencedora do Oscar Helen Mirren traz grande parte da classe para o filme, no papel da herdeira das armas Winchester, que aparentemente enlouqueceu, construindo uma fortaleza na forma de um castelo, onde maus espíritos rondam. Tem tudo para ser o filme de terror do ano. Dos diretores de O Predestinado e Jogos Mortais: Jigsaw.

20 | Venom

O que é: derivado da franquia Homem-Aranha no cinema, focado em um de seus inimigos mais populares, Venom, uma criatura alienígena mesclada com um humano.
Porque é esperado:
atores de peso compraram o projeto, como Tom Hardy e Michelle Williams, ambos indicados ao Oscar. Ruben Fleischer, de Zumbilândia (2009), é o diretor.

19 | Cloverfield Paradox

O que é: terceira parte da franquia cinematográfica de antologia. Assim como em séries de TV do gênero, os filmes Cloverfield tem pouca ligação entre si, usando temas e narrativas diferentes, apenas com o mote de uma invasão alienígena em comum.
Porque é esperado:
depois do ótimo Rua Cloverfield, 10 (2016), a expectativa sem dúvidas cresceu para um novo filme da série. Desta vez, a opção é por uma ficção científica passada no espaço. No elenco, Daniel Brühl, Gugu Mbatha-Raw (ela de novo), Elizabeth Debicki e Zhang Ziyi.

18 | Aniquilação

O que é: falando em ficção científica, nenhuma é mais esperada do que essa. Natalie Portman protagoniza na pele de uma cientista embarcando numa aventura onde as leis da natureza não se aplicam.
Porque é esperado:
é o novo trabalho escrito e dirigido pelo cineasta Alex Garland, de Ex-Machina: Instinto Artificial (2015), um dos mais elogiados do gênero nos últimos anos.

17 | A Garota na Teia de Aranha

O que é: quinta adaptação das desventuras da hacker Lisbeth Salander, baseada nos livros da série literária Millenium. Esta é a adaptação do quarto livro, que não foi escrito por Stieg Larson.
Porque é esperado:
depois de três produções suecas e uma americana de David Fincher, Fede Alvarez, de Evil Dead – A Morte do Demônio e O Homem nas Trevas, assume o comando na direção. Também teremos uma troca de protagonista. Depois de Noomi Rapace e Rooney Mara, Claire Foy será a personagem tatuada e cheia de piercings, de comportamento antissocial.

16 | Creed II

O que é: sequência do derivado da franquia Rocky, Creed, que rendeu para Stallone uma indicação ao Oscar.
Porque é esperado:
dessa vez é o próprio Stallone quem põe a mão na massa na direção e traz de volta para a franquia o russo Ivan Drago, vivido por Dolph Lundgren, o homem responsável pela morte de Apollo Creed (Carl Weathers), pai do protagonista Adonis (Michael B. Jordan).

15 | Homem-Formiga e a Vespa

O que é: continuação de um filme menor da Marvel, com o perdão do trocadilho, mas um dos mais divertidos. O herói Homem-Formiga (Paul Rudd) desta vez terá como parceira a Vespa (Evangeline Lilly).
Porque é esperado:
o passado volta à tona com a entrada de Michelle Pfeiffer no elenco, que vive a primeira Vespa e mãe da personagem de Lilly. Além disso, o veterano Laurence Fishburne se une ao time como o personagem Golias, nos quadrinhos tanto um herói quanto um vilão. Ainda não se sabe para qual lado o personagem irá no filme.

14 | Oito Mulheres e um Segredo

O que é: derivado da trilogia de Steve Soderbergh sobre um grupo de ladrões charmosos, protagonizado por George Clooney, Brad Pitt e companhia. Aqui, a equipe é formada só por mulheres e encabeçada pela irmã do personagem de Clooney.
Porque é esperado:
como dito, a equipe agora é só de mulheres. Mas espere para ver quem são essas mulheres: Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter, Rihanna e Sarah Paulson, entre outras. Dakota Fanning e Katie Holmes completam o elenco, e Matt Damon revive seu Linus Caldwell.

13 | O Retorno de Mary Poppins

O que é: sequência tardia, 54 anos para ser mais exato, do clássico imortal da Disney, protagonizado por Julie Andrews.
Porque é esperado:
a carismática Emily Blunt assume o sobretudo, chapéu e guarda-chuva da personagem, quando ela retorna muitos anos depois e aparentemente sem envelhecer, para ajeitar a vida das crianças do original, agora adultos nas formas de Colin Firth e Emily Mortimer. Meryl Streep está no elenco.

12 | A Forma da Água

O que é: novo filme de monstros de Guillermo del Toro, mas com uma pegada romântica e forte apelo dramático em seu conto de fadas moderno.
Porque é esperado:
é muito mais do que apenas uma homenagem ao filme de monstro preferido do diretor, O Monstro da Lagoa Negra (1954), é uma história humana, com uma grande protagonista, jogada no pano de fundo da paranoia da Guerra Fria. Tem toda cara e fortes chances no próximo Oscar.

11 | X-Men: Fênix Negra

O que é: novo filme da franquia X-Men, que continua após os ocorridos em Apocalypse (2016), e irá adaptar de forma correta, assim esperamos, o arco da Fênix Negra dos quadrinhos.
Porque é esperado:
poderemos ver a gracinha talentosa Sophie Turner ganhar destaque como Jean Grey / Phoenix. Bryan Singer deixa a direção dando lugar para Simon Kinberg. E Jessica Chastain é a nova adição na pele de uma personagem ainda não divulgada.

10 | Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

O que é: continuação de Animais Fantásticos e Onde Habitam, derivado da franquia de fantasia e magia mais famosa do cinema, Harry Potter.
Porque é esperado:
o segundo Animais Fantásticos aumentará as apostas, trazendo para o jogo um dos maiores magos de tal universo, Dumbledore, ainda jovem, na pele de Jude Law.

09 | Aquaman

O que é: filme solo do rei dos mares, Aquaman, novamente personificado por Jason Momoa.
Porque é esperado:
após o resultado morno de Liga da Justiça com os críticos e nas bilheterias, há de se ficar com o pé atrás. No entanto, precisamos lembrar que este é um filme de James Wan. E em Wan we trust.

08 | Han Solo – Uma História Star Wars

O que é: depois que o universo de Star Wars foi comprado pela Disney, a empresa botou sua nova aquisição para gerar dinheiro e produziu o primeiro derivado, com Rogue One, um baita sucesso. Agora é a vez do segundo derivado, focando no jovem Han Solo.

Porque é esperado: bom, a resposta poderia ser apenas, porque é Star Wars. Já estaria de bom tamanho. Mas a curiosidade é grande por esta ter sido uma obra problemática, com troca de diretores – agora quem está no comando é Ron Howard. Além disso saberemos como começou a amizade entre Han (Alden Ehrenreich) e Lando Calrissian (Donald Glover). No Elenco, Emilia Clarke, Woody Harrelson, Thandie Newton e Paul Bettany.

07 | X-Men: Novos Mutantes

O que é: derivado do universo principal de X-Men, adaptando pela primeira vez a equipe dos Novos Mutantes, personagens mais jovens dentro de tal universo.
Porque é esperado:
estão preparados? Os Novos Mutantes será diferente de tudo no gênero super-heróis, já que adiciona na mistura outro gênero, inusitado, mas que pode dar muito certo: o terror, gênero adorado pela garotada. Além disso, temos jovens atores bem talentosos no elenco, destaque para Anya Taylor-Joy, de A Bruxa (2015) e Fragmentado (2017), na pele de Iliana, a irmã de Colossus, capaz de criar ilusões.

06 | Missão: Impossível – Efeito Fallout

O que é: sexta aventura de Ethan Hunt, o maior espião do cinema. Isto é, atrás somente de Bond, James Bond.
Porque é esperado:
ainda não se sabe muito da trama, mas já valeria pela polêmica envolvendo o bigode de Henry “Superman” Cavill (sim, foi por este filme que ele não pôde raspar para Liga da Justiça), que vive o vilão. Fora isso, Rebecca Ferguson volta como a hipnótica agente dupla Ilsa Faust, e Michelle Monaghan também, como a esposa do protagonista, Julia. Parece que o moço ficará encrencado. Christopher McQuarrie, diretor do anterior, retorna, sendo o primeiro cineasta na franquia a repetir a direção.

05 | Os Incríveis 2

O que é: continuação tão aguardada e tardia de uma das animações Disney / Pixar mais adoradas de todos os tempos.
Porque é esperado:
a família de super-heróis está de volta. Finalmente! Então, esperem uma nova sátira ao gênero que explodiu de vez (o primeiro saiu em 2004 e a coisa ainda engatinhava). Na trama, o Sr. Incrível precisa cuidar do seu bebê superpoderoso, enquanto sua esposa Elastigirl combate o crime. Os tempos mudaram.

04 | Pantera Negra

O que é: novo herói da Marvel a ganhar um filme solo. O Pantera Negra é o primeiro super-herói negro dos quadrinhos da casa. Ele vive numa nação africana extremamente tecnológica. Espere uma mistura de Fantasma, de Lee Falk, com Um Príncipe em Nova York (1988).
Porque é esperado: Pantera Negra é sinônimo de representatividade, e se nos quadrinhos era o primeiro herói negro, no cinema, é o primeiro filme com um elenco 90% de atores negros, e um diretor negro. Que venham outros!

03 | Deadpool 2

O que é: continuação mais que aguardada do filme que mudou o jogo para as adaptações de quadrinhos, já que foi o primeiro da história de um personagem conhecido, com censura alta – extrema violência, muitos palavrões e conotação sexual.
Porque é esperado:
além de ser um dos filmes mais aguardados do ano, ainda introduz Cable, personagem que é um grande favorito dos fãs, personificado por Josh Brolin. Sua parceira usual Domino também entra em cena, interpretada pela bela e carismática Zazie Beetz.

02 | Jurassic World: Reino Ameaçado

O que é: quinto filme da franquia de dinossauros mais querida do cinema. E sequência direta aos eventos de Jurassic World (2015).
Porque é esperado:
embora personagens pouco carismáticos estejam de volta, vide Owen Grady (Chris Pratt) e Claire Dearing (Bryce Dallas Howard), quem também volta é um favorito da série, o doutor Ian Malcolm, de Jeff ‘freaking’ Goldblum. De nada.

01 | Vingadores: Guerra Infinita

O que é: não tem jeito. Não tem pra ninguém. A Marvel domina as bilheterias mundiais, e faz isso com filmes de personagens desconhecidos, vide Guardiões da Galáxia (2014), Homem-Formiga (2015) e Doutor Estranho (2016). Imagina o que fará com a reunião de simplesmente todos os seus personagens no seu filme mais ambicioso.
Porque é esperado:
justamente por ser a reunião de tudo que a Marvel fez até hoje no cinema. É o início do fim, que culmina com a parte dois da Guerra Infinita, para o início de uma nova fase. Alguém duvida de que será o maior filme do ano?

Só Nostalgia! Clássicos Cult da Década de 80 em Suas Primeiras Exibições na TV Brasileira

Quem cresceu nos anos 80 e 90 irá para sempre lembrar das exibições dos filmes que marcaram sua juventude na TV aberta. Acontece que essa geração não tinha a internet como hoje, e a facilidade de encontrar um filme no toque de um dedo. Naquela época raiz tudo era mais difícil, e o contato que tínhamos com os filmes era quando eles passavam nas famosas redes de TV nacionais – em especial a Globo e o SBT. E dentro destes canais, a Tela Quente e a Sessão das Dez foram dois dos programas mais emblemáticos de filmes de seus respectivos canais.

Aqui falaremos mais uma vez da “então recém-inaugurada” sessão de filmes inéditos da rede Globo nas noites de segunda-feira. A Tela Quente se mantém até hoje como ícone do horário, mesmo enfrentando atualmente a concorrência pesada das plataformas de streaming em um mundo que mudou muito com a internet. Nos anos 80 as coisas eram muito diferentes, e sessões como a Tela Quente serviram de porta de entrada de toda uma geração no mundo mágico dos filmes. Em mais uma matéria nostálgica iremos revisitar alguns dos maiores sucessos clássicos dos anos 80 em suas primeiras exibições na TV. Confira abaixo.

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A Honra do Poderoso Prizzi

Nos anos 80, um dos maiores atores de Hollywood era Jack Nicholson. Na verdade, nos anos 90 e 2000 também. Aliás, que falta o ator nos faz. Nicholson está aposentado do cinema desde 2010. E quando pensamos em filmes de máfia, os atores que vêm logo à mente são Robert De Niro e Al Pacino. Mas Nicholson também molhou seu pé no gênero, e isso antes de ‘Os Infiltrados’. Aqui ele vive o braço direito de um “poderoso chefão”, que foi marcado para morrer pelo próprio chefe. Acontece que o sujeito se apaixona pela assassina (papel de Kathleen Turner) e os dois começam uma relação. O filme foi exibido logo no primeiro ano da estreia da Tela Quente, no dia 20 de junho de 1988.

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O Feitiço de Áquila

Por falar em filmes inesquecíveis dos anos 80 graças às suas inúmeras reprises na TV aberta, ‘O Feitiço de Áquila’ é um dos mais memoráveis das tardes dos anos 90. Na trama de fantasia e aventura digna de conto de fadas, um casal apaixonado é vítima de um invejoso clérigo e por ele amaldiçoados. O feroz guerreiro Navarro se transforma em um lobo ao anoitecer, e a bela Isabeau vira uma águia ao amanhecer. Com Michelle Pfeiffer, o saudoso Rutger Hauer e Matthew Broderick, o longa estreou na Tela Quente no dia 27 de junho de 1988.

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A Lenda de Billie Jean

Um dos cult mais emblemáticos dos anos 80 pela geração que cresceu na época, ‘A Lenda de Billie Jean’ resiste ao teste do tempo por ser um libelo feminista à frente de sua época, que continua relevante até hoje. Na trama, a adolescente Billie Jean (Helen Slater) é abusada sexualmente pelo dono de uma loja, e decide começar uma luta por justiça por conta própria, se tornando uma mártir e o ícone para uma geração. O longa inesquecível estreou na Tela Quente no dia 11 de julho de 1988.

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Sheena – A Rainha da Selva

Por falar em mulheres fortes e emblemáticas dos anos 80, os que cresceram na época jamais esquecerão da heroína Sheena – A Rainha das Selvas. Uma espécie de resposta feminina para Tarzan, a personagem é oriunda dos quadrinhos, criada por Jerry Iger e Will Eisner. Quem deu vida para a loira de trajes mínimos que se dava bem com todo tipo de animal e lutava para defender sua floresta foi a saudosa Tanya Roberts. O filme estreou na Tela Quente no dia 26 de setembro de 1988.

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Dublê de Corpo

Outro que marcou a época, ‘Dublê de Corpo’ é um dos thrillers mais adorados dos anos 80. Inesquecível com sua trama que homenageia ‘Janela Indiscreta’ – já que Brian De Palma também foi considerado um grande mestre do suspense e pupilo de Alfred Hitchcock. Na trama, um ator vai tomar conta da casa nas colinas de Hollywood de um colega, e termina presenciando um crime, e pior, se envolvendo em uma trama conspiratória repleta de reviravoltas. O filme teve sua primeira exibição da TV aberta na Tela Quente do dia 7 de novembro de 1988.

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A Força de um Amor

Você lembra deste filme estrelado por Richard Gere? Pois é, a maioria certamente não irá lembrar. Até mesmo os que cresceram na época e não desgrudavam os olhos da telinha (afinal era a tela do celular da geração passada). Acontece que após sua exibição original na TV aberta o filme parece ter desaparecido dos radares. ‘A Força de um Amor’ é na verdade a versão americana de ‘Acossado’ (1960), clássico da nova onda do cinema francês. O filme fez parte do primeiro ano da Tela Quente, estreando no dia 31 de outubro de 1988.

O Enigma da Pirâmide

Todo fim de ano a Globo costumava dar de presente para seu público uma programação especial. E quando falamos de cinema, o mesmo ocorria – com a emissora reservando algumas produções que tinham a ver com a data comemorativa, a cada ano. No primeiro ano da então “recém-inaugurada nova sessão” de filmes da casa o filme separado para uma exibição especial foi ‘O Enigma da Pirâmide’, produzido por Steven Spielberg sobre a primeira aventura do jovem Sherlock Holmes. Um filme que revolucionou com seus efeitos especiais. O clássico estreou no dia 26 de dezembro de 1988.

Repo Man – A Onda Punk

Um dos nomes mais promissores de Hollywood nos anos 80 era o de Emilio Estevez. O ator teve certo sucesso na década citada, mas não podemos dizer que seu estrelato se concretizou como o de, digamos, Tom Cruise. Seja como for, um de seus filmes cult do período é o “estranho” ‘Repo Man’, no qual vive um desajustado em uma aventura que mistura de tudo um pouco – até mesmo ficção científica, com um conteúdo de outro mundo no porta-malas de um carro. A estreia do longa na TV aberta foi no dia 9 de março de 1989 na Tela Quente.

O Último Guerreiro das Estrelas

Na lista até o momento já tivemos muitas produções adoradas por todos aqueles que cresceram nos anos 80. Mas talvez nenhum seja tão querido por aquela geração quanto ‘O Último Guerreiro das Estrelas’ – um filme que pegava clara e descarada carona no sucesso de Star Wars, porém, misturando tudo com uma aventura adolescente. Ou seja, assim atingindo a fórmula perfeita para capturar todos os meninos da época – que entre outras coisas, adoravam videogames. Já imaginou “zerar” um fliperama e descobrir que foi recrutado para uma guerra intergaláctica bem real. A inesquecível aventura foi ao ar pela primeira vez na TV brasileira no dia 10 de abril de 1989 na Tela Quente.

O Homem do Sapato Vermelho

O que seria de uma lista de clássicos dos anos 80 sem um filme com Tom Hanks. O ator fez de tudo um pouco na época: realizou uma despedida de solteiro alucinada, fez parceria policial com um cachorro babão, descobriu que seus vizinhos eram literalmente um terror, ajudou Dan Aykroyd a derrubar uma seita de fanáticos e teve seu desejo de se tornar adulto realizado por uma máquina em um parque de diversões. Aqui, no entanto, nessa comédia cult, ele era confundido com um espião graças ao seu sapato vermelho. A estreia do longa na TV brasileira foi na Tela Quente do dia 29 de maio de 1988.

10 filmes que são um tapa na cara dos racistas

O preconceito racial é algo abominável, uma coisa que não deveria nunca acontecer. Os absurdos de todos os tipos praticados por pessoas que se sentem superior por conta de sua cor de pele causa impactos em muitas pessoas. O cinema ao longo do tempo vem se tornando uma ferramenta importante não só de reflexão mas de denúncia contra os racistas. Pensando nisso, resolvemos separar algumas obras que abordam o tema:

 

Dois Estranhos

Dois Estranhos explora o eterno giro de 360 graus constante onde os paralelos entre a autoridade e o preconceito parecem dois rios que acabam se unindo gerando dor e sofrimento. Dá um aperto no peito, são cenas fortes e infelizmente muitas dessas vistas por muitos olhos nas ruas pelo mundo todo o dia, tamanho o preconceito e intolerância dos olhares brancos contra os negros. É um filme arrebatador, conversa demais com muitos dos acontecimentos viralizados sobre preconceito e violência policial nos Estados Unidos que nos trazem muito tristeza. Dirigido por Travon Free e Martin Desmond Roe. Imperdível!

 

Infiltrado na Klan

Na trama, ambientada em Colorado no final da década de 70, conhecemos um esforçado  policial negro chamado Ron Stallworth (John David Washington), que enfrenta diariamente preconceito dentro da própria corporação policial, até receber a chance de trabalhar no departamento dos infiltrados ao lado do policial judeu Flip (Adam Driver). Certo dia, precisa fazer uma investigação e por uma janela do destino consegue de maneira surpreendente se infiltrar na organização racista Ku Klux Klan.

 

Shirley para Presidente

Na trama, ambientada no início dos anos 70, conhecemos um pouco da história de Shirley Chisholm (Regina King), primeira mulher negra a ser eleita para o Congresso dos Estados Unidos, durante os sete meses de sua campanha para presidente no confuso sistema eleitoral norte-americano. Trazendo um olhar íntimo sobre essa parte de sua trajetória, a narrativa atravessa o preconceito e o machismo, as alianças políticas, os fortes discursos, os problemas familiares, de uma inesquecível mulher que buscava ser um importante catalisador de mudanças.

 

American Son

Na trama, conhecemos já dentro de uma sala separada de uma delegacia, a PHD em Psicologia Kendra Connor (Kerry Washington) que fora acordada no início da madrugada com o sumiço de seu único filho e do carro que ele dirigia. A partir da chegada da personagem, diálogos intensos com o plantonista da polícia é instaurado, fato que só se desenrola mais com a chegada do pai do jovem, Scott Connor (Steven Pasquale) um policial do FBI recém separado de Kendra. Conforme a noite vai passando e o dia amanhecendo, Kendra, que é negra, dialoga todos seus medos pela questão racial, entrando em conversas bastante atuais sobre nossa sociedade com Scott, que é branco.

 

Estrelas Além do Tempo

Na trama, conhecemos três mulheres fortes e determinadas que trabalham em um departamento específico de matemática dentro da toda poderosa Nasa. A matemática brilhante e mãe de três filhas Katherine G. Johnson (Taraji P. Henson, em mais uma bela atuação), a engenheira e dona de duas graduações na área das exatas Mary Jackson (Janelle Monáe) e a primeira supervisora mulher e negra da história da Nasa Dorothy Vaughan (Octavia Spencer, em mais um grande trabalho no cinema). Cada uma na sua área de atuação mas todas dentro do mesmo departamento, com um foco maior em Katherine, vamos descobrindo ao longo dos 127 minutos de projeção todo o preconceito e obstáculos que as jovens precisam enfrentar para poder ajudar seu país em uma importante disputa com a Rússia no domínio das navegações espaciais.

 

Medida Provisória

Na trama, em um futuro sem data definida mas longe de ser muito diferente da nossa realidade, conhecemos o advogado Antônio (Alfred Enoch) que mora com Capitu, sua esposa e médica (Taís Araújo) e o primo, o jornalista André (Seu Jorge). Certo dia, uma medida de reparação financeira pelos tempos de escravidão no Brasil é proposta, e a mesma é golpeada por outra medida provisória criada pelo Governo Brasileiro, que consiste em obrigar os cidadãos negros a ‘voltarem’ à África como forma de reparar os tempos de escravidão. Assim os três personagens enfrentarão absurdos, os primos trancados dentro de casa e Capitu fugindo pelas ruas da cidade.

 

Chevalier: A Verdadeira História Nunca Contada

Na trama, conhecemos Joseph Bologne (Kelvin Harrison Jr.), nascido em Guadalupe, lugar que fica nas ilhas ao sul do mar do Caribe que pertence à França, filho de uma escrava e um senhor de terras que desde pequeno mostra sua vocação para música. Ele, sempre muito confiante e driblando o preconceito de muitos ao seu redor, consegue entrar na prestigiada Academia La Boessière onde desenvolve inúmeras habilidades virando um genial esgrimista, um gênio do violino. Os anos se passam e Joseph consegue grande destaque na alta sociedade francesa e em um determinado ponto, com um olhar crítico para tudo que acontece em uma Paris empolvorosa, escolhe seu lado na luta pelos direitos humanos.

 

Uma Noite em Miami

A trama é ambientada em meados da década de 60, mais precisamente na noite onde o grande pugilista norte-americano Cassius Clay (Eli Goree), depois Muhammad Ali, venceu Sonny Liston e conquistou o título mundial de campeão dos pesos pesados. Naquele mesmo dia, para comemorar, Cassius fora se encontrar com os amigos de longa data: o cantor Sam Cooke (Leslie Odom Jr.), o ativista Malcom X (Kingsley Ben-Adir) e a estrela do futebol americano na época Jim Brown (Aldis Hodge) em um quarto de hotel em Miami. Nesse encontro, longos debates sobre causas sociais, ativismo político e a importância deles para mudanças futuras nos direitos iguais para os negros.

 

A Voz Suprema do Blues

Quando a razão e a emoção andam lado a lado ou girando em altos e baixos numa eterna roda gigante da rebeldia do Blues. Dirigido por George C. Wolfe e disponível no catálogo da Netflix, A Voz Suprema do Blues conta a história de uma gravação em uma Chicago quente e bastante preconceituosa, no final da década de 20, da ‘Mother of the Blues’ Gertrude Malissa Nix Pridgett Rainey, mais conhecida como Ma Rainey (interpretada brilhantemente pela genial Viola Davis). Seu jeito excêntrico e a maneira como lida com seu agente e seus músicos acabam levando o espectador a uma série de assuntos que geram bastante reflexões em uma época do passado mas nem tão distante assim.

 

Loving

Na trama, baseada em fatos reais e ambientado no final da década de 50 no Estado da Virgínia nos Estados Unidos, conhecemos o casal Mildred (Ruth Negga) e Richard (Joel Edgerton), dois seres humanos apaixonados que resolvem oficializar seu amor se casando quase que secretamente em uma cerimônia bem simples. Mas as autoridades do local onde vivem começam a persegui-los, pois, por serem um homem branco e uma mulher negra, naquela época o casamento entre eles, naquela cidade, era proibido. Assim, enfrentando todo um preconceito de uma região, eles irão enfrentar a todos sempre fortalecidos pelo maior de todos os sentimentos do mundo, o amor.

Crítica | A Guerra dos Sexos – Emma Stone vs Steve Carell no filme feminista de 2017

Alicerce Feminista

Emma Stone quase foi uma das Caça-Fantasmas na reimaginação do clássico dos anos 1980, lançado ano passado. Coincidentemente ou não, Caça-Fantasmas se tornou, mesmo que brevemente, um símbolo para feministas. O resultado do filme não agradou a maioria, infelizmente, e a franquia voltou ao estacionamento. Stone, por outro lado, seguiu para vencer o Oscar de melhor atriz, e agora, finalmente, pode hastear sua bandeira, com bem mais propriedade, diga-se.

A Guerra dos Sexos é baseado no famoso episódio da história recente norte-americana, que recebeu justamente o título do longa, no qual o tenista aposentado Bobby Riggs, de 55 anos, como forma de pegar nova carona na fama, decide desafiar jogadoras mulheres do mesmo esporte, se vendendo com a imagem de porco chauvinista para provar que os homens são melhores e que o lugar de mulheres era na cozinha. É o caso de “falem mal, mas falem de mim”.

 

Riggs conseguiu sua atenção e sua fama, durante a década de 1970 parando o país e o mundo no embate decisivo dos gêneros. Muitos acreditam inclusive que tal evento desencadeou não apenas o aumento do sexo feminino em todos os esportes, como também no serviço militar, e em qualquer outro âmbito antes visto e dominado apenas por homens – como filmes de ação, profissões perigosas, etc. .

Dirigido pelo casal Jonathan Dayton e Valerie Faris, dupla saída dos videoclipes do Smashing Pumpkins, Oasis e R.E.M., até o sucesso de Pequena Miss Sunshine (2006), indicado ao Oscar de melhor filme, e com roteiro de Simon Beaufoy (Quem Quer Ser um Milionário? e 127 Horas), A Guerra dos Sexos pode ser considerado um Oscar Bait, um filme mirado para época de prêmios, daqueles que contam histórias edificantes e muito necessárias, de uma forma abrangente e relativamente leve, com o propósito de atingir todo tipo de público. Vale levar em conta que esta é uma comédia, mas uma que não deixa de abordar questões polêmicas, como o relacionamento homossexual de Billie Jean King, a protagonista, uma mulher casada.

Emma Stone vive a protagonista King com uma graciosidade ímpar. A versatilidade da atriz impressiona, fato que se comprova ao olharmos alguns de seus últimos trabalhos, em filmes como Birdman (2014) e La La Land (2016), nos quais a abordagem é totalmente distinta. Aqui ocorre o mesmo, embora Stone siga exalando carisma. Sua composição para King é delicada e frágil. A ativista pelos direitos das mulheres, de igualdade de salário e oportunidade, é uma mulher serena, cuja ausência de exaltação torna ainda mais incisiva sua busca e luta. E Stone está simplesmente apaixonante no papel, da jovem perdida que sabe muito bem o que quer.

Steve Carell faz o que sabe de melhor, revivendo o falastrão oportunista e bufão. Alguns trechos das trocas entre o machista e a feminista são impagáveis e prometem despertar todo tipo de reação. Mas o outro destaque no elenco fica por conta de Sarah Silverman, humorista judia desbocada, que entrega uma performance diferente de todas em sua carreira, bem mais contida, mas não menos cômica.

A Guerra dos Sexos corre o “perigo” de toda comédia politicamente correta, afinal pensamos sempre que o gênero que merece prêmios é o drama. Dayton e Faris entregam uma obra divertida e atualíssima, dona de um forte subtexto e alguns momentos bem especiais – destaque para os diálogos entre Stone e Bill Pullman. Este é também o filme mais ambicioso da dupla de diretores, que domina com dinamismo a narração, estabelecendo bem seus oponentes, separados durante toda a projeção, ao apresentar suas forças e deficiências no dia a dia, para depois os colocar em colisão no desfecho.

Esta é a estrutura de todo bom filme de duelo ou desafio, no qual se constrói a ameaça a ser enfrentada e seus heróis, para no final sentirmos o peso emocional do que pode vir a ser a perda para eles. É impossível não escolher um lado e torcer (espera-se que todos saibam qual lado), mesmo que saibamos de antemão o resultado desta partida.

Globo de Ouro 2019 – Os Esnobados e as Surpresas

Pois bem, queridos amigos e leitores do CinePOP. A temporada de prêmios do cinema já está entre nós. Uma das maiores provas disso acaba de chegar com o anúncio dos indicados ao Globo de Ouro, segundo maior prêmio do cinema após o Oscar – além de prestigiar também produções da TV. E como sempre também, a cada novo anúncio (assim como certamente ocorrerá com o Oscar), muitos artistas e filmes são jogados para escanteio, e tantos outros surgem em cima da hora, parecendo emergir do nada para nos surpreender.

Dentre os indicados, muitos já vinham prometendo lugar na lista – é só conferir nossas matérias sobre os possíveis indicados ao Oscar 2019 (Melhor Atriz, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Ator Coadjuvante). Lembrando que o Globo de Ouro, prêmio da imprensa estrangeira em Hollywood, serve de termômetro para as indicações da Academia.

Para comentar o fato, faremos nossa nova lista – com os esnobados e as surpresas da edição 2019 do Globo de Ouro. Vem conferir.

Esnobados

As Viúvas

Com o renome dos talentos por trás do thriller de assalto com fortes tintas políticas, muitos cinéfilos e especialistas acreditavam no potencial do filme para indicações. Até o momento, As Viúvas vem se mantendo afastado das principais premiações de círculos de críticos nos EUA, e agora parece jogar a toalha tendo sido solenemente esnobado no Globo de Ouro. Mas isso não significa que o longa tenha sido nocauteado de vez para o Oscar.

Dentre as possíveis indicações do longa, a mais esperada era a de melhor atriz para Viola Davis. Particularmente, me alegraria muito de ver o estupendo e intimidador desempenho de Daniel Kaluuya (Corra!) reconhecido. O diretor Steve McQueen, o roteiro de Gillian Flynn (Garota Exemplar) e as atuações de Elizabeth Debicki, Michelle Rodriguez e Colin Farrell, membros de um dos melhores elencos do ano, também mereciam.

Hereditário

Ao contrário de As Viúvas, este baita terror dramático tem sido muito prestigiado por associações de críticos pelos EUA, indicado, por exemplo, para melhor atriz (o desempenho literalmente assombroso de Toni Collette) pelos críticos de Washington, melhor filme e atriz no Independent Spirit Awards e vencedor de melhor atriz no Gotham Awards e no International Online Cinema Awards.

Com esta bagagem, seria um presentão se premiações mais sérias abraçassem o longa, que contra ele tem o preconceito ainda muito entranhado na mente dos votantes por se tratar de um filme de gênero, e um que não costuma emplacar no mainstream: o terror. Inegavelmente, a performance de Toni Collette é um dos chamarizes do longa, e a atriz entrega um dos retratos dramáticos mais carregados da temporada, independente de prêmios.

Barry Jenkins (Se a Rua Beale Falasse)

Quando foi exibido no Festival do Rio deste ano, no mês passado, o novo trabalho do diretor de Moonlight dividiu opiniões – caminho que seu famoso longa vencedor do Oscar já havia trilhado. Bem, prestígio é o que não falta e o filme recebeu indicações de melhor produção – drama, melhor roteiro (Jenkins) e melhor coadjuvante para Regina King. Porém, nada de Jenkins na direção.

Ethan Hawke (First Reformed)

Uma das performances masculinas mais elogiadas do ano foi a de Ethan Hawke no drama First Reformed – ainda não lançado no Brasil. O problema é que o filme não explodiu lá fora como deveria e muitos sequer ouviram falar no longa. Contra ele, ainda o fato de ter sido lançado na primeira metade do ano – o que prejudica todos os filmes que não fazem um barulho estrondoso (como foi o caso com Meia Noite em Paris, de Woody Allen, por exemplo, em 2011).

Assim, anunciado como a redenção de Paul Schrader (roteirista de Taxi Driver), First Reformed apareceu somente em premiações menores, e pode ficar fora do Oscar – mesmo dono de 19 indicações e 14 vitórias até o momento. No filme, Hawke faz o papel de um padre.

O Primeiro Homem

Outro filme cuja trajetória não correu como planejado foi a biografia do astronauta Neil Armstrong – confeccionada pelo menino de ouro Damien Chazelle. Desde que surgiu no mundo do cinema – primeiro com Whiplash, depois com La La Land -, o cineasta vem ganhando cada vez mais prestígio. E O Primeiro Homem é sua obra mais ambiciosa. Além disso, toca em assuntos muito abraçados pelos americanos, já que retrata um de seus maiores heróis.

Eram esperadas indicações para filme, Chazelle e Ryan Gosling na pele de Armstrong. Bem, elas não têm acontecido e no Globo de Ouro foram esnobadas – o que pode significar sua exclusão do Oscar também. Quem não ficou de fora foi a talentosa Claire Foy, lembrada na categoria de coadjuvante por seu desempenho como Janet Armstrong, esposa do protagonista. Ou seja, embora tenha sido esnobado, não foi um chega pra lá completo, e o filme, além da categoria de coadjuvante feminina, também recebeu a indicação de trilha sonora.

Diretoras Mulheres

Sim, é necessário cada vez mais diversidade e inclusão. As últimas edições de grandes prêmios, como o Oscar e o Globo de Ouro têm demonstrado justamente isso. Desta forma, pensava-se que teríamos diretores negros e mulheres incluídos na categoria. Bem, ao menos no Globo de Ouro, dentre as opções de Steve McQueen, Barry Jenkins e Spike Lee, só o cineasta veterano entrou. Por outro lado, quando foi a hora de alguma cineasta entrar no páreo, a associação da imprensa estrangeira em Hollywood deixou a desejar.

Cada vez mais temos trabalhos seguros e de muita qualidade entregues por diretoras. Esse ano as promessas eram: Debra Granik (Sem Rastros), Marielle Heller (Can You Ever Forgive Me?), Lynne Ramsey (Você Nunca Esteve Realmente Aqui) e Karyn Kusama (O Peso do Passado).

Outros Esnobados

O novo filme do octogenário Clint Eastwood, A Mula, também não causou impressão nos votantes do Globo de Ouro. Esta é a despedida de Eastwood como ator, e significa sua última chance de ser indicado na categoria. Os votantes também não mostraram amor por Steve Carell: Querido Menino recebeu apenas uma indicação, para Timothée Chalamet, e Bem-vindos a Marwen, de Robert Zemeckis, também ficou de fora.

Vox Lux, protagonizado por Natalie Portman na pele de uma diva da música pop; O Ódio que Você Semeia, drama adolescente sobre racismo e violência policial; Colette, que traz Keira Knightley na pele da escritora real, no filme sobre feminismo e liberdade sexual; Vida Selvagem, estreia na direção de Paul Dano, que traz o melhor desempenho da carreira de Carey Mulligan; e O Favorito, drama político de Jason Reitman, com uma brilhante atuação de Hugh Jackman, todos foram exibidos em festivais (como o do Rio), têm pompa de prêmios, mas passaram em branco no Globo de Ouro.

Surpresas

Elsie Fisher (Oitava Série)

Com apenas 15 anos de idade, a loirinha Elsie Fisher entra para o panteão dos grandes prêmios ao receber sua primeira indicação a um dos mais importantes eventos de cinema do mundo. A menina é a protagonista do drama cômico Oitava Série, que vem sendo muito mencionado nesta temporada, e fala sobre as desventuras de uma colegial introvertida.

Rosamund Pike (A Private War)

Ninguém imaginaria que a “Garota Exemplar” Rosamund Pike fosse voltar ao radar de prêmios este ano. Ainda mais com um filme que até o momento não vem sendo muito comentado. A verdade é que depois de sua indicação ao Oscar pelo filme citado, a atriz não vem fazendo nada de muito relevante. Bem, isto é, até o lançamento desta obra, que pode começar a fazer crescer o hype em torno de Pike de novo. No filme, ela interpreta Marie Colvin, uma das mais celebradas repórteres de guerra de nossos tempos, que utiliza um indefectível tapa-olho em sua composição, após ter perdido o olho ao adentrar uma área de conflito.

John C. Reilly (Stan & Ollie)

Embora tenha construído uma carreira pautada na comédia, John C. Reilly é um excelente ator dramático também – acredite. E este projeto traz justamente a possibilidade de ambos os gêneros para o ator. A biografia dos humoristas Oliver Hardy e Stan Laurel, conhecidos como os ícones do humor ‘O Gordo e o Magro’, é um prato cheio para os especialistas e os que possuem paladar pela história do entretenimento, TV e cinema. No filme, C. Reilly vive Hardy, o Gordo.

Podres de Ricos

A comédia romântica de representatividade asiática foi um dos maiores fenômenos do ano, e serviu para abrir novas portas dentro do cinema de Hollywood – assim como Pantera Negra fez. No entanto, ninguém esperava vê-lo indicado para melhor filme (comédia e musical). O longa entrou também na categoria de melhor atriz em comédia – para Constance Wu.

Pantera Negra

Bem, essa é uma surpresa, mesmo sem ser totalmente. Muitos esperavam que um dos maiores filmes do ano – em questão de bilheteria mundial e representatividade – estivesse presente nas premiações. Mas se formos levar em conta que nenhum outro filme de super-heróis havia tido a honra de estar entre os melhores do ano no Globo de Ouro, o feito de Pantera Negra fica ainda mais impressionante.

Séries de TV

Esnobados

Maniac

Uma das melhores séries de 2018 – mas igualmente complexa e não recomendada para todos os públicos – foi completamente esquecida pelos votantes do Globo de Ouro. Com desempenhos impressionantes de Emma Stone e Jonah Hill, além da fabulosa direção de Cary Joji Fukunaga, Maniac deveria ter muitas indicações nesta temporada.

A Maldição da Residência Hill

O que dizer do fato do Globo de Ouro ter deixado uma das séries mais elogiadas da temporada e do ano – enaltecida por dez entre dez críticos e adorada pelo público – no churrasco? Decepção. Apenas.

This is US

O melodrama mais amado pelas premiações também sentou no banco dos reservas este ano no Globo de Ouro. Nem mesmo o talentosíssimo Sterling K. Brown encontrou vaga na categoria de ator. Será que os votantes andaram assistindo a O Predador?

The Handmaid´s Tale (O Conto da Aia)

Apesar de ter rendido indicações para a protagonista Elisabeth Moss e a coadjuvante Yvonne Strahovski, a cobiçada vaga de melhor série dramática do ano, ao menos no Globo de Ouro, não será ocupada pelo segundo ano desta série que desperta comoção dos fãs e críticos.

10 Filmes que Provam que os Críticos e o Público às Vezes Não se Entendem!

O trabalho do crítico de cinema, acima de qualquer outra coisa, é informar ao espectador o que ele encontrará em determinado filme, e analisar se dentro desta proposta a obra consegue atingir seu objetivo. Teoricamente um crítico possui conhecimento de análise e embasamento técnico, além de um reportório vasto de todos os gêneros cinematográficos. Ao longo dos anos, é inegável também que o trabalho do crítico vem mudando bastante e se confundindo com o do fã – em especial com o advento da internet desde os anos 2000.

A crítica negativa pode ferir um filme e críticas favoráveis podem fazer bem para sua carreira. Mas no fim das contas elas não são essenciais para a trajetória financeira de um longa nas bilheterias, ou sequer afetam o entusiasmo dos fãs na hora de correr para lotar as sessões de sua franquia favorita. E por mais que o mundo esteja sim mais antenado com a crítica, o que aproxima o profissional do público, ainda existe aquela lacuna que também os distancia. Abaixo iremos justamente trazer alguns filmes recentes que mais criaram divergência de opinião entre os críticos e o grande público. Confira.

Venom

Venom com a língua para fora e dentes expostos.

Um dos filmes recentes que mais despertam uma divisão entre os críticos e o público, ‘Venom’ se prepara para se tornar uma trilogia com o vindouro ‘Venom – A Última Rodada’ – que estreia ainda esse ano. O público simplesmente ama a franquia da Sony, que traz um show de atuação de Tom Hardy, isso não podemos negar. Quando o primeiro filme foi lançado em 2018, os críticos disseram que era tão ruim quanto ‘Mulher-Gato’ de Halle Berry e tascaram 30% de aprovação apenas. O público não quis saber e compareceu aos montes, rendendo mais de US$800 milhões nas bilheterias, e uma aprovação de 80% ao filme.

Com o segundo, ‘Tempo de Carnificina’, 2021, o mesmo ocorreu, com a nota do público (84%) e dos críticos (57%) subindo um pouco. Com o terceiro temos certeza de que o mesmo acontecerá. E você, curte a franquia ou também torce o nariz?

Capitã Marvel

Capitã Marvel em cena intensa no metrô.

Só para ficar no tópico dos filmes de super-heróis, agora temos uma completa inversão de opiniões. Seja por qual for o motivo, o primeiro filme solo de uma super-heroína da Marvel chegou causando. E bem, vamos fingir que não sabemos o motivo para tudo continuar numa boa. É claro que todos têm o direito de não gostar de um filme, mas é preciso assistir antes de dar a opinião. Dessa vez os críticos foram os que deram o aval para o veículo encabeçado por Brie Larson, com 79% de aprovação – enquanto o grande público não foi tão benevolente assim, com uma opinião que valeu apenas 45% de aprovação.

Bem, talvez tenha sido o caso de o público realmente ter assistido e não gostado, afinal o longa ultrapassou a barreira de US$1 bilhão mundial. Mostrando a volatilidade do público, ‘As Marvels’, de 2023, continuação do longa citado, que fracassou nas bilheterias, caiu mais no gosto do público, com impressionantes 82% (do mesmo público que renegou o primeiro) – e 61% de aprovação dos críticos.

Star Wars – Os Últimos Jedi

Pessoa em penhasco com bastão, mar ao fundo.

Por falar em franquias divisoras de opinião – Star Wars dá até morte. Afinal ninguém é tão raivoso quanto o nerd fã de Star Wars. E nenhuma trilogia da franquia foi tão polarizadora quanto a mais recente, que apresentou a protagonista Rey (Daisy Ridley). O primeiro filme, ‘O Despertar da Força’, até começou bem, com 93% dos críticos e 85% dos fãs. Porém, foi só o segundo capítulo ser lançado, com ‘Os Últimos Jedi’, que os fãs xingaram, quase se rasgaram e pediram para o filme ser retirado da cronologia oficial – tudo pela forma como Luke Skywalker foi retratado. O segundo filme rendeu 91% de aprovação dos críticos e apenas 41% de aprovação do público. Já no terceiro, ‘A Ascensão Skywalker’, as coisas continuaram dissonantes, porém para o outro lado – com 51% dos críticos e 86% do público.

Uncharted – Fora do Mapa

Três pessoas em uma igreja antiga, observando atentamente.

Por falar em franquias famosas, aqui temos uma que ainda não se estabeleceu, e a pergunta que fica é: será que conseguirá? Adaptação de um videogame muito querido dos fãs, a versão para o cinema trouxe ninguém menos que o ‘Homem-Aranha’ em pessoa como protagonista – Tom Holland – saindo do sucesso de ‘Sem Volta para Casa’. A aventura no estilo Indiana Jones encantou os fãs e o público, que aprovou com 90% o que viram nas telas. Merece? Seja como for, boa vontade demais dos fãs ou não, os críticos não se impressionaram com o que viram e imputaram apenas 40% de aprovação ao filme. Mesmo assim, fala-se em uma continuação.

Spencer

Mulher em frente ao prédio histórico.

Uma das coisas que mais divide os críticos e o público são os chamados “filmes de arte”. Ou seja, produções fora da caixinha ou voltadas para época de premiações, que geralmente não são recomendadas para todo tipo de público. Geralmente não são filmes de consumo rápido, possuem uma narrativa mais lenta e um teor mais contemplativo, diferente da edição frenética dos filmes que lotam os cinemas de shopping. Comparando em termos gastronômicos, um “filme de arte” seria um prato sofisticado, uma experiência que nem todos seriam capazes de apreciar – diferente de um fast food (que indiscutivelmente pode também ser bastante saboroso, dependendo do seu paladar). E está tudo bem.

Nesse quadro se encaixa ‘Spencer’, biografia da princesa Diana da Inglaterra comandada pelo chileno Pablo Larraín, que rendeu para Kristen Stewart sua primeira indicação no Oscar. Para o público, por outro lado, nada disso foi o suficiente para convencê-los de que o filme é bom. Enquanto os críticos avaliaram com 83%, o público deu apenas 52% de aprovação.

Guerra Civil

Mulheres se protegendo atrás de viatura policial em explosão.

Agora temos um filme bem recente na lista. ‘Guerra Civil’, de Alex Garland, foi enaltecido pelos críticos como um dos melhores filmes do ano, e para os brasileiros possui um atrativo a mais, com um papel de destaque do nosso Wagner Moura, conquistando cada vez mais espaço em Hollywood. O filme mostra uma realidade assustadora de uma América polarizada, dividida em facções em seus estados, um exagero que infelizmente não se mostra tão distante da realidade em que vivemos. Uma das maiores produções da A24, o longa rendeu 81% de aprovação dos críticos. Mas para o público a nota foi mais baixa, embora ainda longe de ser ruim, com 70% de aprovação. Talvez a explicação para isso seja o medo e a negação de parte do espectadores sobre como estamos perto do que vemos em tela.

As Caça-Fantasmas

Equipe de cientistas trabalhando em laboratório com equipamentos diversos.

Seguimos para mais um filme do qual os críticos são os maiores defensores. Filmes assim demonstram que nem sempre os críticos são os chatos diminuindo a nota de uma produção querida do público. Essa lista serve, entre outras coisas, para mostrar que muitas vezes mesmo em filmes pop, quem diminui a nota é o público. Uma das franquias mais queridas saída dos anos 80, ‘Caça-Fantasmas’ por muitos anos ficou preso lá atrás na década citada, com apenas dois filmes, um desenho animado e uma linha de brinquedos. Em 2016 finalmente a ideia saía da gaveta, infelizmente em um filme muito polarizador. A versão só com mulheres de ‘Caça-Fantasmas’ veio e foi, e rapidamente caiu no esquecimento. Mesmo assim, os críticos deram uma força com 74% de aprovação. Já o público não se convenceu e sua avaliação foi de apenas 49% de aprovação.

Ghostbusters – Apocalipse de Gelo

Dois homens conversam em sala com equipamento industrial.

E quem disse que Hollywood deixa uma franquia descansar. Se tiver potencial, nem mesmo um fracasso é capaz de segurar. Foi o que aconteceu após a polarização do filme só com mulheres. Ao invés de investir novamente naquela versão, a Sony decidiu por um novo reboot, que serviria como a tão sonhada continuação dos filmes dos anos 80. ‘Ghostbusters – Mais Além’ é o terceiro filme oficial de ‘Os Caça-Fantasmas’, que dessa vez trouxe até o título mais globalizado.

Mas para apelar a uma nova geração, as coisas ficaram mais juvenis também, com um time formado de crianças e adolescentes, mas sem esquecer o fã antigo com a volta dos atores originais igualmente. Os fãs compraram a ideia bem mais que os críticos, com 94% versus 64% de aprovação. Com a continuação, lançada esse ano (‘Ghostbusters – Apocalipse de Gelo’) a coisa seguiu na mesma linha, porém com notas mais baixas de ambos os críticos (42% dessa vez) e do público (83%).

Alerta Vermelho

Três pessoas socializando em evento formal à noite.

Nos dois últimos itens da lista mostraremos que não são apenas os lançamentos para o cinema e as franquias famosas que costumam polarizar críticos e o público: as produções de streamings também causam esse efeito. E para embasar nosso argumento traremos duas produções do streaming número 1 do mundo. A primeira é o blockbuster mais caro do estúdio até então: ‘Alerta Vermelho’, que reuniu em tela um verdadeiro timaço de astros formado por Dwayne “The Rock” Johnson (o astro de ação número 1 do mundo), Ryan Reynolds (o Deadpool em pessoa) e a israelense Gal Gadot (a Mulher-Maravilha em pessoa).

Uma trama complexa de roubos e trapaças, recheada de ação, o filme-evento da casa gerava bastante expectativa desde seu anúncio. Porém, quando finalmente foi lançado em 2021, os críticos não foram nem um pouco amigáveis em relação à obra, garantindo uma aprovação bem baixa, de 37% apenas. Já o público comprou o barulho de seus astros preferidos, e de seu streaming preferido (tudo que cai na Netflix vira ouro, mesmo tendo flopado nos cinemas antes), e aprovou com 92%. Isso que é paixão.

O Mundo Depois de Nós

Quatro pessoas observando preocupadas.

Acima eu disse que tudo que cai na Netflix vira ouro. Bem, isso é verdade apenas quando falamos de filmes de ação, aventura, ou filmes pop de consumo rápido. A verdade é que a plataforma também investe em produções mais requintadas, que visa receber prêmios, como o Oscar. E está dando certo, pois ano após ano o estúdio emplaca produções no maior prêmio do cinema, vide ‘Roma’, ‘O Irlandês’, ‘História de um Casamento’, ‘Ataque dos Cães’ e ‘Não Olhe para Cima’. Ou seja, existe um esforço da Netflix de produzir não apenas blockbusters de consumo rápido, se empenhando também em produções mais críticas, de conteúdo reflexivo e análises sociais e políticas. Nesse segmento, podemos dizer que ‘O Mundo Depois de Nós’ foi o ‘Não Olhe para Cima’ do ano passado. Os críticos aprovaram, com 73%, mas e quem disse que o público entendeu ou gostou da mensagem – com uma avaliação de 35% apenas.

10 Filmes nos streamings que você PRECISA conferir o mais breve possível

Toda semana é sempre bom renovar os possíveis filmes que veremos o próximo fim de semana. Pensando nisso e com o intuito de ajuda-lo nessa seleção, segue abaixo uma lista que você deve guardar com muito carinho:

 

The Lesson (Prime Video)

Na trama conhecemos Liam, um brilhante entendedor do universo literário. Em busca de lançar seu primeiro romance, acaba aceitando o emprego de tutor de um jovem prestes a entrar numa renomada faculdade que também é filho de seu ídolo, um romancista de sucesso. Porém, durante esse tempo ele perceberá que sobre essa família, algumas coisas não são exatamente como dizem ser.

 

Retratos Fantasmas (Netflix)

O novo trabalho de um dos principais cineastas brasileiros da atualidade, Kleber Mendonça Filho, Retratos Fantasmas, mescla o antes e o depois de um Recife em constante mudanças, um reflexo de outras grandes cidades brasileiras. Com muitas reflexões nesse caminho dentro de um recorte profundo, pessoal, com alta carga de sentimentos ligados à memórias familiares, vamos das euforias às incertezas com a certeza de que o tempo foi alterando os lugares.

 

A Verdadeira História do Roubo do Século (Netflix)

As explicações entre o simples e o mirabolantes de um dos mais famosos roubos de todo o mundo. Disponível no catálogo da Netflix, o documentário A Verdadeira História do Roubo do Século nos leva de volta à Argentina no ano de 2006 onde um grupo de pessoas conseguiu roubar uma enorme quantia (até hoje não se sabe ao certo quanto) de dinheiro do Banco Río em Acassuso (situada na brande Buenos Aires). Aqui, com depoimentos dos próprios criminosos e pessoas que estiveram como coadjuvantes no dia do roubo, vamos sabendo surpreendentes detalhes desde o plano até o intenso pós assalto.

 

Uma Relação Delicada (Looke)

Na trama, conhecemos Anna (Ildikó Hámori), uma senhorinha de vida simples que acaba de perder o marido. Tentando achar uma solução para não deixar a mãe sozinha, sua filha Iza (Anna Györgyi), uma importante médica, resolve levar a mãe para morar com ela. Isso acaba gerando uma série de problemas por conta da distância e diferente entre as duas, mesmo sendo mãe e filha. Há eminências de um conflito por todos os arcos.

 

Vidas Passadas (Telecine)

A incontrolável contramão do destino. Debutando na carreira de diretora, a cineasta sul-coreana Celine Song não podia ter começado com um melhor pé direito. Seu filme transborda sentimentos conflitantes aos olhos de duas almas que parecem complementares mas que o momento certo de se encontrarem muda completamente os rumos de seus destinos. Vidas Passadas é uma poesia em forma de cinema, onde declamações marcantes são vistas, sentimentos borbulham, nos levando de forma avassaladora para o núcleo do sentimento mais profundo que existe.

 

O que Jennifer Fez? (Netflix)

A sombria caminhada rumo à tragédia. Chegou na Netflix um documentário intrigante que mostra friamente a descoberta da maldade. Explorando os detalhes surpreendentes desse True Crime, O que Jennifer Fez? expõe a psicopatia, as inconsequências de um crime violento, a descoberta da maldade. Ao longo de sombrios minutos vamos entendendo melhor essa história que apresenta reviravoltas e verdades impressionantes que giram em torno de uma família e seus segredos.

 

Nove Dias (Prime Video)

As filosofias do refletir sobre a existência. Filme de estreia do cineasta brasileiro radicado em Los Angeles, Edson Oda, Nove Dias é um longa-metragem com várias interpretações mas que se pensarmos mais basicamente mostra as aventuras da redescoberta existencial de um protagonista bastante curioso que nos apresenta um universo cheio de alternativas. Podemos definir como um criativo mergulho no universo espiritual que aborda questões sobre a vida a todos os instantes. Interessantíssimo trabalho de Oda.

 

Los Lobos (Max)

Vocês são lobos fortes. Lobos fortes não choram. O abraço é um dos gestos mais importantes para expressarmos aquilo que não conseguimos dizer. Em seu segundo trabalho como diretor de longa-metragem, o cineasta Samuel Kishi nos traz um recorte de muitas famílias imigrantes, as poucas chances, atravessada pela ótica de duas crianças e as dificuldades encontradas pela chegada em outro país com sua mãe. Com o sonho de irem na Disney, os obstáculos chegam e há muito o que processar, somos testemunhas de um salto de fase no processo do amadurecimento, principalmente, de Max, o mais velho dos irmãos. Profundo e delicado, Los Lobos é um filme que gera inúmeras reflexões sobre o mundo lá fora.

 

Bad Education (Max)

Com direção de Cory Finley e roteiro assinado pelo nova iorquino Mike Makowsky (baseado no artigo de Robert Kolker para a New York Magazine), Bad Education, conta a história de duas pessoas amadas pela comunidade de Roslyn (Nova Iorque), nos Estados Unidos, Pam Gluckin (Allison Janney) e Frank Tassone (Hugh Jackman). A primeira é uma espécie de chefe do financeiro e o segundo o chefe da administração da escola. Dois exemplares funcionários que conseguiram levar, junto com o resto da equipe, a escola pública de Roslyn até a quarta posição no ranking nacional de escolas públicas. O problema é que após um deslize e uma investigação amadora feita por uma aluna que faz estágio no jornal da escola, colocam em xeque a personalidade e caráter dessas duas figuras.

 

A Linha Vermelha do Destino (Star Plus)

Na trama, conhecemos a aeromoça Abril (Eugenia Suárez) que durante um voo acaba se apaixonando pelo sonhador e empreendedor do ramo dos vinhos Manuel (Benjamín Vicuña). Após um desencontro no desembarque, um longo hiato se passa mas o destino quis que eles voltassem a se encontrar, agora, em outras condições, os dois casados e assim, escolhas precisarão serem tomadas por essas duas almas gêmeas.

Crítica | De Volta para Casa – Reese Witherspoon em boa comédia romântica

Big Little Truth

Enquanto assistia ao novo filme protagonizado pela estrela Reese Witherspoon, uma das rainhas das comédias românticas de Hollywood na atualidade, eu pensava em como estruturalmente e esteticamente esta produção remetia aos filmes de Nancy Meyers (Um Senhor Estagiário e Alguém tem que Ceder), cineasta veterana e proeminente quando o assunto é obra de qualidade dentro do gênero. Bom, tal julgamento foi certeiro, já que ao escrever este texto me deparo com a revelação de que é justamente a filha de Meyers, Hallie Meyers-Shyer, quem comanda este longa, estreando na direção.

Além da função de diretora, Hallie Meyers-Shyer estreia também como roteirista de um longa-metragem, seguindo de perto o caminho percorrido pela progenitora. E o resultado é um filme bem doce, mas incrivelmente honesto e satisfatório, ainda mais levando em conta que é o debute de uma jovem cineasta. Hallie replica os passos da mãe e em breve poderá entregar obras do mesmo nível ou até melhores que as da matriarca.

A trama criada pela diretora aborda relações passadas no meio do cenário cinematográfico de Los Angeles, tendo a paixão da cineasta como pano de fundo. E daí pensamos que Hallie, assim como Sofia Coppola fez em Um Lugar Qualquer (2010), provavelmente incluiu muitas de suas experiências pessoais crescendo com pais famosos, nesta mistura fictícia.

A história apresenta Alice Kinney (Witherspoon), mulher de 40 anos, arquiteta, divorciada e mãe de duas meninas. Ela é também a filha de um grande cineasta da década de 1970, desses revolucionários, que ajudaram a moldar um cinema mais artístico e autoral, surgidos justamente no boom de tal era, vide Coppola e Scorsese. A ligação com o pai se estende até depois da morte do diretor, já que a protagonista mora na grande casa aonde cresceu.

Entram em cena Harry (Pico Alexander), George (Jon Rudnitsky) e Teddy (Nat Wolff), três artistas “famintos”, lutando para conseguir trabalho no disputadíssimo mercado de cinema Hollywoodiano. O trio produziu um curta, com Harry na direção, George no roteiro e Teddy protagonizando, que chamou atenção e está prestes a lhes conseguir um contrato para um longa com um grande estúdio. No ínterim, eles precisam encontrar um lugar para morar. O destino intervém e coloca a personagem de Witherspoon em seu caminho.

Como dito, o filme de Meyers-Shyer é bem leve e doce, parecendo existir num mundo à parte, dentro de uma redoma onde questões polêmicas são adereçadas de forma superficial, sem que adentremos as minúcias ou qualquer drama. Aqui o que temos é quase um conto de fadas, típico da fórmula que se tornou a comédia romântica. O que deixa feliz, no entanto, é que a estreia da diretora não trata sua audiência como idiota, ao contrário de muitas produções do gênero, e apesar do peso quase inexistente, a cineasta preza coerência e uniformidade do teor escolhido.

Temos, por exemplo, o desconforto do relacionamento de Alice, uma mulher de 40 anos, com Harry, um rapaz de 27. O que daria por si só o tópico de uma história a ser destrinchada, aqui é parte de nota de rodapé, apenas pincelado esporadicamente, sem que qualquer discussão mais significativa seja dada ao item. O mesmo ocorre com o “comercial de margarina estendido” que se torna a convivência dos rapazes com a mulher, onde as tarefas do dia a dia começam a ser supridas pelo trio. De fato, De Volta para Casa daria um bom piloto de uma série de TV.

Pegue em contrapartida Big Little Lies, a série indicada para inúmeros Emmys, incluindo melhor atriz para Witherspoon, e vencedora de melhor minissérie, como comparativo. Temos uma estética similar, mas uma olhada crua nos bastidores da superfície reluzente. Coisa que não ocorre aqui, restando apenas o brilho afastado de qualquer problema real. Seja como for, se pensarmos que o cinema da Meyers mãe é uma releitura feminina e moderna do que cineastas como Frank Capra fizeram durante toda a carreira, Hallie não está tão dissonante da trilha correta.

Crítica | Máquinas Mortais – Produção de Peter Jackson é de encher os olhos

Mad Max, Steampunk e HQs

A esta altura não existe mais qualquer dúvida do potencial de ambição do diretor Peter Jackson. Com produções bilionárias em seu currículo, que renderam o dobro ou triplo de seu orçamento mundialmente (vide a trilogia Senhor dos Anéis, O Hobbit e King Kong), o cineasta tem cacife de sobra para traduzir em tela o inimaginável.

E se os livros de Senhor dos Anéis eram tidos como inadaptáveis durante décadas ao cinema, o mesmo pode ser dito de Mortal Engines, obra literária lançada em 2001, pelo autor Philip Reeve. Imagine este conceito: no futuro do ano 3100, a Terra encontra-se devastada e não é mais divida por territórios e fronteiras. Nesta nova realidade, as cidades são colossais veículos e se movem pelo planeta. Idealizar e concretizar cidades sobre rodas é um dos grandes acertos do longa.

Pode parecer pouco enaltecer o visual de uma superprodução, porém, detalhar com perfeição cada elemento que deseja-se explorar não é um feito tão simples e fácil quanto parece. Por diversas vezes, nos deparamos com efeitos de computador artificiais ou tão apressados que não nos deixam apreciar as horas que foram depositadas pelos especialistas para criá-los. A direção de arte de Máquinas Mortais pode ser comparável às de clássicos como Blade Runner – O Caçador de Androides (1982) e sua sequência (2017). Cada pequeno detalhe ganha vida e tempo suficiente nos é dado para que apreciemos e “viajemos” ao lado dos personagens por este admirável mundo novo.

Meio caminho está andando quando um longa consegue satisfatoriamente nos emergir num universo – como o da ficção científica. É a magia do cinema nos fazendo voltar a ser criança, e nos lembrando de nossas primeiras experiências acreditando sem qualquer ceticismo no que era apresentado perante nossos olhos. Máquinas Mortais é um filme visual e sem ele, sua credibilidade iria instantaneamente pelo ralo. Exatamente por isso, é preciso apontar que o principal foi conquistado por Jackson, pelos roteiristas Philipa Boyens e Fran Walsh, e pelo diretor de primeira viagem Christian Rivers (técnico do departamento de arte dos filmes de Peter Jackson – precisa falar mais?). Desta forma, o cineasta entrega um mundo palpável, envolvente e muito crível.

Talvez tão arriscado quanto esta trama de ficção steampunk foi a opção dos produtores e da Universal em apostar em rostos desconhecidos para levar esta obra monumental nas costas. Bem, JJ Abrams igualmente fez de Daisy Ridley uma estrela (então, em O Despertar da Força uma ilustre desconhecida). Mas lá tínhamos os personagens originais e a marca muito reconhecível de Star Wars. Aqui, embora os novatos Hera Hilmar, Robert Sheeran e companhia não comprometam o resultado final, seus desempenhos estão longe de marcarem nossa memória com géiseres de carisma (como o conquistado pela intérprete de Rey). Quem mais se aproxima é Jihae, que vive a anarquista com recompensa por sua cabeça, Anna Fang.

Na trama, quando Londres (uma das maiores cidades predadoras do futuro) se aproxima para assimilar diversas cidadelas, a misteriosa Hester Shaw (Hilmar) vê na ação a oportunidade perfeita de se vingar do assassino de sua mãe. Devido a percalços, ela logo se vê ao lado de Tom Natsworthy (Sheehan), um jovem criado na cidade, precisando juntar forças para sobreviver. O ritmo de Máquinas Mortais é acelerado e não dá descanso. A narrativa é recheada de pura adrenalina e o dinamismo das cenas é transposto das telas.

Máquinas Mortais pode ter sido baseado em um livro, mas possui climão de HQ. O longa inclusive arruma tempo para trechos mais emotivos do que teria direito. Este é um blockbuster que se importa e resolve perder tempo para acrescentar elementos humanos (cada vez mais raros hoje em dia) – entre uma tirinha de papel e outra – como, por exemplo, a relação da protagonista com seu pai adotivo: um zumbi robótico implacável. A relação entre os dois e a conclusão de seu arco é um dos pontos altos da produção.

Máquinas Mortais é feito nos pequenos detalhes. Nos adendos e rodapés. Em seu núcleo central, o longa recai em clichês muito esperados e sabidos – no qual o vilão deseja apenas arquitetar seu plano maquiavélico de destruição em massa. E pensar que no começo existia até sátira/crítica à união Europeia e a saída de países como a Inglaterra (no filme, é justamente Londres quem precisa se “alimentar” dos recursos oferecidos por lugares menores – a oferta não chega sem comentários ácidos dos britânicos sobre seus conquistados). Mesmo assim, Máquinas Mortais entrega exatamente o que lhe é pedido: um universo rico e minucioso.

Na era dos super-heróis de quadrinhos e continuações do cinema, no entanto, o destino de Máquinas Mortais pode ter sido selado como obra cult a ser redescoberta.

‘Gladiador 2’, ‘Deadpool & Wolverine’ e as SEQUÊNCIAS mais Esperadas de 2024

A palavra de ordem na Hollywood atual é “IP”. Isso significa apostar em marcas conhecidas do grande público. O que todo grande estúdio deseja no fim das contas é garantir uma franquia lucrativa para chamar de sua. Hoje, infelizmente, o lema é apostar no seguro, afinal é o que rende bilheteria. Mas calma, nem tudo está perdido. Foi o que demonstraram ano passado os maiores filmes de 2023: ‘Barbie’ e ‘Oppenheimer’, duas ideias originais (ou ao menos, ideias que não haviam sido levadas ao cinema antes).

Não existe nada de errado em querer ter uma franquia, desde que ela seja realmente boa – ‘Missão: Impossível’ está aí para provar. Outro fator que precisa ser levado em conta pois está muito em alta é a nostalgia. E ao ser juntado com o desejo por uma franquia, começamos a ver continuações de filmes clássicos. E aqui daremos mais um exemplo protagonizado por Tom Cruise: ‘Top Gun Maverick’.

Nessa matéria iremos dar uma olhada em 7 grandes filmes prometidos para o ano, que são na verdade continuações de clássicos ou sucessos recentes – e que estão entre as maiores expectativas de 2024. Confira.

01) Deadpool & Wolverine

O filme que promete tirar a Marvel de uma onda de azar e filmes pouco queridos pelo público. E claro, ser uma das maiores bilheterias do ano e também de todo o MCU.

Depois de dois filmes espetaculares (com o segundo conseguindo ser ainda melhor), este ano teremos mais um exemplar protagonizado pelo mercenário tagarela, que elevou a carreira de Ryan Reynolds a um novo patamar. Tudo é maior e mais ambicioso nesse terceiro filme, a começar que será o primeiro debaixo dos domínios da Disney, no MCU. E segundo que contará com Hugh Jackman como Wolverine, como um dos protagonistas.

02) Coringa: Delírio a Dois

O primeiro ‘Coringa’ foi um dos maiores filmes de 2019 e da história do cinema, conseguindo ultrapassar a ridícula marca de US$1 bilhão em bilheteria. E a sequência se tornou extremamente aguardada, principalmente após um trailer impactante.

E essa não é uma continuação qualquer. Reunindo a mesma equipe, os realizadores resolveram apostar grande e contrataram ninguém menos do que Lady Gaga para dar sua interpretação da Arlequina nesse universo sujo e realista, de censura alta, que funciona à parte por conta própria – e por isso, sem amarras, pode ter muita liberdade criativa.

03) Os Fantasmas Ainda se DivertemBeetlejuice Beetlejuice

Trinta e seis anos depois de ‘Os Fantasmas se Divertem’, cult dos anos 80 dirigido por Tim Burton, finalmente teremos a volta do fantasma zombeteiro Beetlejuice. Por décadas se cogitou uma sequência para a comédia sobrenatural querida – e hoje isso finalmente foi possível, graças a uma era muito convidativa para a nostalgia.

Burton volta na direção, além de Winona Ryder, Catherine O’Hara e, é claro, Michael Keaton como o protagonista. A adição no elenco fica por conta de Jenna Ortega como a terceira geração de mulheres pronta a enfrentar Beetlejuice.

04) Alien Romulus

Passado entre ‘Alien’ (1979) e ‘Aliens’ (1986), o novo episódio da franquia irá voltar às raízes para um puro exercício de medo. Pelo clima mostrado no trailer, a homenagem ao filme original é clara, e ‘Alien Romulus’ promete se aproximar bastante ao que Ridley Scott criou no longa original.

Isso porque do primeiro para o segundo filme da franquia existe um hiato de 57 anos. É este hiato que ‘Romulus’ se propõe a preencher. O roteiro e a direção são de Fede Alvarez, especialista em terror e suspense, e no elenco rostos jovens encabeçados por Isabela Merced e Cailee Spaeny (que chamou atenção em ‘Priscilla’).

05) Um Tira da Pesada 4

Voltando de novo ao passado, em 2024 ‘Um Tira da Pesada’ completa 40 anos de estreia. É uma data mais que especial. Por isso, Eddie Murphy resolveu se empenhar para tirar do papel uma comemoração mais do que especial: um muito prometido e pedido quarto filme para as aventuras de um dos policiais mais famosos da sétima arte: o encrenqueiro Axel Foley.

Pelo trailer, a continuação serve como um retorno à boa forma e às origens, com a participação de muitos rostos conhecidos do passado, e a adição de tantos outros novos. Ao que tudo indica, será a mistura perfeita de ação, comédia e suspense policial, assim como o original. Só é pena que não seja uma estreia dos cinemas e sim diretamente na Netflix.

06) Twisters

Você lembra de ‘Twister’? Bem, se você tiver mais de 30 anos a resposta certamente será sim. Isso porque o filme fez um baita sucesso em meados dos anos 90, pegando carona nos efeitos revolucionários de computação gráfica que criaram os dinossauros de ‘Jurassic Park’ para criar os tornados mais realistas que o cinema já havia visto, tudo com produção do próprio Steven Spielberg.

Diferente de hoje, até os anos 90 os filmes existiam por si só, para contar boas histórias, mesmo que fossem repletas de adrenalina, e não apenas para criar uma franquia. Assim filmes como ‘Twister’ e ‘Independence Day’ fechavam suas histórias. Mas é claro que os produtores de hoje não deixariam essas marcas descansar, assim ambas ganharam sequência. ‘Twisters’, embora inusitado, promete muita diversão – ainda mais com os carismas de Glen Powell e Daisy Edgar-Jones.

07) Gladiador 2

Outro que ainda não ganhou seu primeiro trailer, fazer uma continuação para o épico ‘Gladiador’, vencedor do Oscar em 2001, parecia uma ideia insana demais para dar certo. Porém, deixando a história sobrenatural de lado, e resolvendo apostar no filho bastardo de Maximus como protagonista, Lucius, agora adulto e nas formas do indicado ao Oscar Paul Mescal, ‘Gladiador 2’ começou a se tornar um dos filmes mais interessantes de 2024. Em especial devido ao elenco depositado no filme.

Tentando superar as ausências de Russell Crowe e Joaquin Phoenix, mas trazendo Ridley Scott novamente para a cadeira de diretor, ‘Gladiador 2’ resolve apostar em um novo elenco igualmente impressionante como chamariz. Além do já mencionado Paul Mescal, o filme contará com, nada menos, que o grande Denzel Washington em papel de destaque. Como se isso não fosse o suficiente, teremos também o onipresente Pedro Pascal, que entre ‘The Last of Us’, ‘O Mandaloriano’ e o vindouro ‘Quarteto Fantástico’, vem se consolidando como uma verdadeira força em Hollywood.

40 anos de ‘Gatinhas e Gatões’, um clássico da sessão da tarde

Os vários olhares para uma adolescência adormecida pelo tempo. Lançado há 40 anos atrás, Gatinhas e Gatões nos leva para uma série de situações dos tempos de adolescência, resgatando esse importante momento de formação, quase um vestibular do viver, no seu sentido mais puro, onde um mar de decepções se encontra com a beleza do aprender. Escrito e dirigido pelo mestre John Hughes, aqui marcando sua estreia na direção, o filme que antecedeu ao clássico Clube dos Cinco, foi todo rodado na cidade de Chicago, no verão do ano anterior ao seu lançamento comercial.

Na trama, conhecemos a jovem Samantha (Molly Ringwald), uma adolescente que está em um presente conturbado, sendo deixada de lado pela família e em conflito com seu lado romântico que insiste em sonhar apaixonadamente com um colega da escola, Jake (Michael Schoeffling). Depois de conhecer um jovem nerd (Antonio Michael Hall), algumas situações a colocam de frente para resolver algumas dessas questões.

Imaginem um tempo sem internet, onde os encontros eram de fato algo em que todos se prestavam a atenção, sem dispersões. Algo que parece um temendo absurdo (para alguns até inimaginável pois não viverem nesses tempos), nos mostrava que as decepções eram na própria realidade, não na distância entre dois aparelhos cheios de aplicativos. Baseado nesse cenário, o craque John Hughes, uma enciclopédia de gritos das emoções na fase de formação, nos leva até diálogos com entrelinhas profundas validando a força de uma protagonista que se tornou uma voz de alguns.

Os problemas em casa, esquecida como a filha não favorita, até mesmo com o absurdo de pais não lembrando seu aniversário, colocam o mundo desabando para uma protagonista sensível, sonhadora. Se juntando a isso, parece buscar referências, encontra onde menos imagina respostas para lacunas que incomodam. A famosa identificação, marca presente de todo personagem principal que alcança o carisma, logo chega para o público por meio de Sam interpretada pela queridinha de muitos Molly Ringwald.

As ideias de um amor platônico no recorte de um momento da vida onde o tempo é perdido com as incertezas do banal, um cantinho na linha temporal que a responsabilidade ainda não nasceu, se mostram ser um fórmula acertada para tratar a adolescência de quatro décadas atrás. O famoso criador de todo esse recorte, mostraria ao longo de sua carreira um total conhecimento da geração anos 80 e 90, sempre com criatividade para deixar suas obras como atemporais. E realmente elas se mostram vivas e existem até hoje, mesmo que com novos olhares.

Falando nisso, um novo olhar para a obra, para quem assistiu décadas atrás, pode abrir as reflexões para algumas situações que atravessa o caminho da protagonista, uma validação de como o senso crítico evoluiu e não admite mais certas situações machistas, assédio, serem jogadas em tela de forma tão simplista. É sempre importante se pontuar esses paralelos mas sem destruir uma ideia feita num outro tempo.

Infelizmente, no entra e sai das prateleiras virtuais dos streamings disponíveis no Brasil, Gatinhas e Gatões, atualmente, não se encontra em nenhum desses mas pode ser conferido por um preço bem camarada em alugueis virtuais como o Youtube.

‘Jungle’ – Daniel Radcliffe esclarece sua dieta bizarra

O jovem Daniel Radcliffe tem escolhido projetos diferentes e inusitados desde que abandonou a varinha do bruxinho Harry Potter em 2011. Suas escolhas certamente o ajudam a crescer como ator. E para seu novo filme, ‘Jungle’, não foi preciso nenhum feitiço para que o ator perdesse muito peso, mas sim uma dieta peculiar.

No filme, Radcliffe interpreta Yossi Ghinsburg, explorador israelense atrás de ouro, que se perde na Amazônia e sobrevive por três semanas se alimentando apenas de um ovo por dia, até ser resgatado à beira da morte. Para o papel, o ator também sofreu uma severa perda de peso e especulava-se que ele havia reproduzido a dieta de seu personagem.

No entanto, o ator negou os boatos no programa da apresentadora britânica Lorraine Kelly, e revelou seu verdadeiro procedimento para atingir a forma física.

“Eu comia apenas um peito de frango e uma barra de proteína por dia durante duas semanas antes das filmagens para a aparência mais magra. Não é recomendado, é um jeito nada seguro de perder peso. Foi horrível, mas valeu a pena para comer o que eu quis depois. Eu não sou um ator do método, mas seria muito estranho se eu interpretasse esse cara perdido na selva e fosse pra casa, e comesse um ótimo bife no jantar no fim do dia.”

Jungle estreia em este fim de semana em diversos países do mundo, como os EUA. No Brasil ainda não possui data de lançamento.

Veja abaixo a imagem do verdadeiro  Yossi Ghinsburg.

Os Melhores e Piores Filmes de M. Night Shyamalan

M. Night Shyamalan já foi considerado o novo Hitchcock ou o novo Spielberg (exageros à parte – como de costume), mas teve uma queda em sua popularidade ao longo dos anos.

Recentemente, ele voltou a cair nas graças dos Deuses do Cinema com ‘Fragmentado‘ e ‘Vidro‘..

Pensando nisso, resolvemos listar (do pior ao melhor) todos os filmes que estampam o nome do cineasta APÓS SEU SUCESSO MUNDIAL com O Sexto Sentido (1999), o filme que colocou verdadeiramente seu nome no mapa. Queremos deixar isso bem claro – daí as letras garrafais – portanto, que seus dois longas iniciais, Praying With Anger (1992) e Olhos Abertos (1998), não estarão na lista. Assim como levaremos em conta somente produções cinematográficas, deixando também de fora a série Wayward Pines, com a qual esteve envolvido em 2015. Não esqueça de comentar e listar os seus em ordem. Vamos lá, apertem os cintos e preparem-se para serem Shyamalados.

O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS – Caso não tenha visto o filme em questão, não leia a parte da reviravolta.

12 | Demônio (Devil, 2010)

Sinopse: cinco estranhos ficam presos num elevador e coisas sombrias começam a ocorrer ao redor e dentro do local, como mortes brutais. Policiais e técnicos tentam salvar as vítimas. A ideia era falar sobre fé.
Envolvimento:
essa era uma proposta do diretor que não deu certo. A ideia era criar uma série de filmes, todos parte de uma antologia de terror, sob o selo The Night Chronicles. Shyamalan produz o longa e escreveu a história, mas o roteiro e a direção não são seus.
Protagonista:
aqui temos um elenco de rostos desconhecidos, sem o foco em um único protagonista. Temos os cinco “jogadores” dentro do elevador, mas o que mais se aproxima de ser o principal é o personagem de Chris Messina, o detetive do lado de fora tentando salvá-los.
Elemento Sobrenatural:
além da tragédia de termos cinco pessoas trancafiadas em um elevador defeituoso, Demônio, como diz o título nada sutil, traz uma das vítimas como o próprio Belzebu encarnado. Essa é para se benzer.
Shyamalan Ator: não aparece.
Reviravolta:
todo o rebuliço criado pelo coisa ruim no final das contas era apenas uma forma de se vingar de um dos sujeitos, que havia atropelado a esposa do tal policial. Além disso, o filme trapaceia e mata a senhora idosa, primeiramente a eliminando da lista de suspeitos, para depois revelar ser ela a encarnação do capeta.

11| O Último Mestre do Ar (The Last Airbender, 2010)

Sinopse: adaptação para o cinema do famoso desenho animado Avatar, que devido ao monstruoso fenômeno de mesmo nome, dirigido por James Cameron, lançado no ano anterior, não pôde utilizar seu título original. A história mística de aventura e fantasia, fala sobre diversas tribos, cada uma dominando um elemento do planeta, como fogo, ar, água e terra.
Envolvimento:
aparentemente, o desejo de Shymalan em adaptar o desenho veio da paixão de seus filhos pelo mesmo. Na época, seus filmes autorais de suspense e terror não estavam mais emplacando junto ao público, fechando portas para o diretor em estúdios como a Disney, a Warner e a Fox. O cineasta aqui resolveu dar um tempo de filmes menores e apostar no cinema blockbuster de efeitos visuais e heróis. Shyamalan adapta o roteiro, produz e dirige aqui.
Protagonista:
ao menos os personagens do desenho foram respeitados e trazidos para o longa, o problema é que certa leveza e humor foram esquecidos em prol de um épico soturno e enfadonho. Aang (Noah Ringer) é o protagonista, um jovem monge, que é o escolhido (para variar) e o único capaz de controlar os quatro elementos.
Elemento Sobrenatural:
por se tratar de um filme de fantasia, temos muitos elementos sobrenaturais, como pessoas que controlam o fogo, a água, o ar e a terra, além de uma criatura bestial, porém dócil, que é uma mistura de bicho preguiça e bisão.
Shyamalan Ator:
uma ponta não creditada como um dos membros da tribo do fogo.
Reviravolta:
a última cena deixava uma continuação engatilhada, que nunca viria. Após ter falhado em capturar o último Airbender, Zuko (Dev Patel) perde a preferência de seu pai, o rei, que agora mandará a filha para o encalço do “menino dourado”.

10 | Depois da Terra (After Earth, 2013)

Sinopse: passada no futuro, esta ficção científica conta a história de um pai e seu filho (Will Smith e seu filho na vida real, Jaden Smith) ambos militares, viajando em uma missão interplanetária em sua nave. O pior acontece e a nave cai em um inóspito planeta. O pai fica impossibilitado, cabendo ao filho se provar e ir até o ponto oposto do local para enviar um sinal e pedir ajuda.
Envolvimento:
aqui, pela primeira vez em sua carreira, Shyamalan foi um diretor de aluguel. Por mais que em O Último Mestre do Ar tenha apenas adaptado um desenho, era um projeto de paixão seu, assim como a criação da antologia da qual Demônio faria parte. Mas com Depois da Terra, o diretor apenas serviu à família Smith, para que juntos desenvolvessem o projeto cujo subtexto é um dos mantras da cientologia, o da superação do medo. No filme, Shyamalan adapta em um roteiro a ideia de Smith, produz e dirige.
Protagonista:
mostrando que este é mais um veículo que Will Smith planejou para o lançamento da carreira de seu filho, embora o nome do astro seja o de maior relevância aqui, ele deixa Jaden, na pele de Kitai Raige, levar 80% da projeção sozinho.
Elemento Sobrenatural:
mais um filme de fantasia e ficção científica, aonde o que mais pode ser encontrado são elementos sobrenaturais. Passado no futuro, temos animais levemente modificados e evoluídos, como macacos, tigres e águias. Mas o que se destaca é a criatura monstruosa conhecida como Ursa.
Shyamalan Ator:
não aparece.
Reviravolta:
não existe grandes reviravoltas aqui, e a revelação de que o planeta inabitado e perigoso no qual caem com a nave é a Terra, é feita logo no início do filme, ao contrário do clássico Planeta dos Macacos (1968). Talvez a jornada e como Kitai derrota a Ursa sejam as surpresas aqui. O pequeno finalmente evoca o “fantasma”, técnica na qual se torna invisível ao monstro, superando de vez o medo.

09 | Fim dos Tempos (The Happening, 2008)

Sinopse: um enigmático evento começa a ocorrer pelos EUA, no qual pessoas, aparentemente sem qualquer explicação, começam a se matar das formas mais variadas e grotescas. Devido à paranoia instalada no país, após o 11 de setembro, especula-se que sejam atos terroristas.
Envolvimento:
aqui ainda tínhamos o Shyamalan “moleque” e autoral. Porém, meio perdido, tendo usado todas as cartas na manga, com quase nenhum crédito junto aos críticos e público. Esse foi o primeiro filme de censura alta da carreira do diretor, que pôde usufruir da violência e cenas explícitas em seu filme declaradamente de terror. Como de costume, Shyamalan escreve, dirige e produz.
Protagonista:
uma das maiores críticas que Fim dos Tempos recebeu foi em relação aos seus personagens, em especial os protagonistas. Mark Wahlberg é o principal na pele do professor de ciências (??!!) Elliot Moore. O ator está completamente fora de sua alçada e não convence, sendo alvo de cenas constrangedoras – como quando fala com uma samambaia (de plástico, para piorar). Pior que isso só o desempenho inerte e robótico da geralmente agradável Zooey Deschanel, que interpreta sua esposa. A atriz parece anestesiada durante toda a projeção.
Elemento Sobrenatural:
alguma toxina parece a causa de tudo, se espalhando pelo ar e criando um novo nível de paranoia, que surpreendentemente dura apenas um dia. O que chama atenção é que assim como em alguns clássicos do gênero, a pessoa que você mais gosta e confia, pode se voltar contra você ou ela mesma.
Shyamalan Ator:
tomado pela timidez, o cineasta aparece apenas como uma voz ao telefone no filme.
Reviravolta:
bem, a grande reviravolta aqui, como diversos personagens entregam em especulações durante o filme, é a vingança da natureza contra o homem. Em especial as plantas, que liberam esta toxina mortal, com a tentativa de embasamento científico da parte do cineasta. Bem, ou será que era isso mesmo?

08 | A Dama na Água (Lady in the Water, 2006)

Sinopse: em um condomínio de classe média baixa, na cidade da Filadélfia (na qual se passam a maior parte dos filmes do diretor), figuras para lá de exóticas transitam. Até que o zelador do local encontra uma misteriosa jovem na piscina do prédio, e a trama se desenrola.
Envolvimento:
Shyamalan estava no auge de sua carreira, começando a colocar o pé no declínio. A divergência de opiniões causada por A Vila, ocasionou na saída do diretor do estúdio que o acolheu em seus maiores sucessos, a Disney. Este filme marca a primeira, e única (até o momento), aventura do cineasta pela Warner. O objetivo aqui era dar vazão aos contos de fadas que Shyamalan narrava para seus filhos antes de dormirem. Mais uma vez o cineasta escreve, dirige e produz.
Protagonista:
Cleveland Heep (Paul Giamatti, recém-saído dos sucessos de crítica Sideways – Entre umas a Outras e A Luta Pela Esperança), o zelador do condomínio, é nosso herói por esta jornada. Esse é o filme de Shyamalan que possui a maior gama de personagens excêntricos, a maioria propositalmente criados como alívio cômico. Um dos que mais chama atenção é o crítico de cinema e arte, pretensioso e arrogante (papel de Bob Balaban), tratado como vilão, e criado como forma de vingança do diretor em relação aos verdadeiros críticos que vinham destratando suas obras.
Elemento Sobrenatural:
por se tratar de um pretenso conto de fadas (ou conto de ninar, como dizia o slogan), temos figuras fantásticas e mitológicas, como ninfas (espécie de sereias), papel de Bryce Dallas Howard, e criaturas que são mesclas de animais com outros elementos da natureza.
Shyamalan Ator:
esse é o melhor, ou pior, papel de Shyamalan em um de seus filmes, dependendo do seu ponto de vista. Essa é outra resposta, que soa muito como tapa de luva de pelicas (com uma ferradura dentro), que o diretor dá em seus detratores. Aqui, ele é Vick Ran, escritor e condômino (mora junto com a irmã) do local, cujo próximo livro irá ser tão importante que salvará o mundo. Egocentrismo no nível dez? Sim, por favor.
Reviravolta:
anunciado como conto infantil e história de fadas, A Dama na Água é enfadonho demais para as crianças. O filme possui inclusive cenas e momentos mais assustadores. No entanto, não guarda grandes reviravoltas. A maior delas talvez seja os papeis invertidos, que cada morador ganha na hora de ajudar a ninfa Story (Howard) – sim, nome bem criativo né? – a voltar para casa. Invertidos, pois iriam se mostrar equivocados, necessitando de nova escalação.

07 | A Visita (The Visit, 2015)

Sinopse: um casal de adolescentes vai visitar os avós em outra cidade, com quem nunca tiveram contato devido à briga de sua mãe, filha dos idosos, com os pais anos atrás. Mas os adoráveis parentes escondem um terrível segredo.
Envolvimento:
foi a volta por cima de Shyamalan, e o passo rumo a reconquistar o sucesso. Um filme menor, financiado de seu próprio bolso, e gravado no estilo found footage. Esse era o filme que o diretor queria fazer, com controle total, e não fazia desde 2008. O autor escreve, produz e dirige.
Protagonista:
os protagonistas são os inocentes netinhos Becca (Olivia DeJonge) e o cômico Tyler (Ed Oxenbould), aficionado por hip hop. Mas quem rouba a cena são os perturbadores avós Nana (Deanna Dunagan) e Pop Pop (Peter McRobbie).
Elemento Sobrenatural:
o filme inteiro ficamos esperando alguma ameaça sobrenatural, que justifique o comportamento errático dos velhinhos. Em certo momento, enfatizado pela mãe (papel de Kathryn Han), a justificativa de seu comportamento pode ser apenas pela idade. O que traria um tom cômico maior ao longa, que já utiliza de muito humor.
Shyamalan Ator:
mesmo voltando aos poucos às boas com o sucesso, o diretor ainda não arriscaria aparecer em um longa.
Reviravolta:
talvez uma das melhores e mais gélidas reviravoltas em um filme do diretor, que congelou minha espinha ao assistir no cinema, descobrimos que os adoráveis velhinhos não são os avós reais da dupla de jovens, e sim loucos fugidos do manicômio. Meu Deus!!!

06 | Vidro (Glass, 2019)

Sinopse: sequência direta de Fragmentado e Corpo Fechado, Vidro mostra David Dunn (Bruce Willis) em sua luta contra o crime, agindo verdadeiramente como um vigilante (ou super-herói) após os eventos do filme de 2000. Sua mais recente missão é encontrar um psicopata sequestrador de jovens – o personagem dono de múltiplas personalidades vivido por James McAvoy. Dunn e a Fera se encontram e vão parar num manicômio, mesmo local onde está confinado Elijah (Samuel L. Jackson) por todos estes anos depois do desfecho de Corpo Fechado. Lá, estas poderosas entidades irão colidir enquanto são tratadas pela doutora Ellie Staple (Sarah Paulson).
Envolvimento: além de diretor, roteirista e produtor, este é provavelmente o maior envolvimento de Shyamalan com um filme. Trata-se de um projeto muito pessoal para o cineasta, planejado há 20 anos. Desde o lançamento de Corpo Fechado (um filme incompreendido em seu lançamento – que não rendeu muito, ainda mais na trilha de O Sexto Sentido) fala-se numa possível sequência. O diretor seguiu outros rumos, mas mostrou que era possível (de forma surpresa, para variar) ao final de Fragmentado. Esta é oficialmente a primeira continuação de um trabalho seu.
Protagonista: bom, por onde começar nessa? O filme chama-se Vidro, então tecnicamente é dedicado ao vilão vivido por Samuel L. Jackson. Afinal, os outros dois do trio principal já tiveram seu próprio filme para protagonizar. Mas não é exatamente isso que acontece. O personagem de Jackson segue sendo o “mastermind”, a figura por trás de tudo e o responsável pela trama girar. No entanto, esse é um jogo de xadrez onde todas as peças tem importância igual. Bruce Willis (e seu David Dunn) ainda é o herói e, podemos dizer, o protagonista. Mas James McAvoy é o primeiro nome nos créditos. E agora?
Elemento Sobrenatural: por se tratar de um sequência direta de ambos Corpo Fechado e Fragmentado, é esperado que o filme utilize elementos de ambos os filmes. E Vidro faz exatamente isso. Assim, temos os holofotes novamente em seres superpoderosos. David Dunn e seu corpo inquebrável (cujo ponto fraco é a água), Elijah com seus ossos de vidro e mente diabólica e Kevin, dono da Fera interior – igualmente poderosa.
Shyamalan Ator: a coisa mais legal de Vidro não é a volta de Bruce Willis como David Dunn, nem de Samuel L. Jackson como Elijah, tampouco James McAvoy como Kevin, também não é Anya Taylor-Joy como Casey, nem mesmo Spencer Treat Clark como Joseph, o filho de David. A melhor coisa é a volta de Shyamalan no mesmo papel de Jai, o segurança do filme Fragmentado- que faz uma participação inspiradíssima – e se revela  talvez o mesmo personagem de Corpo Fechado.
Reviravolta: ainda é muito cedo para falar sobre isso? Bem, você está avisado desde o início do texto que aqui teremos spoilers. Se não quiser saber, pare de ler agora. Bom, continuou. Então vamos lá. A primeira reviravolta (que todos parecem ficar horrorizados ao saber) é que Elijah não criou apenas David, mas foi o responsável, mesmo que sem querer, por criar as personalidades de Kevin – já que no mesmo acidente de trem estava o pai do menino. Com o pai morto, Kevin fica a mercê da mãe abusiva, o que desencadeia as personalidades e o monstro dentro dele. Além disso, a doutora Ellie é na verdade membro de uma organização dedicada a erradicar da face da Terra tais criaturas superpoderosas.

05 | Fragmentado (Split, 2016)

Sinopse: Kevin (James McAvoy) é um jovem que possui 23 personalidades. Para tentar curar o quadro, ele se trata com uma psicóloga renomada. No entanto, o tratamento parece não ajudar muito e ele termina sequestrando três jovens.
Envolvimento:
aqui, podemos afirmar que Shyamalan reencontrou a paz e o sucesso. O cineasta deu a volta por cima, sendo abraçado novamente por crítica e público, que fizeram de Fragmentado, escrito, produzido e dirigido por ele, um dos maiores sucessos deste início de 2017.
Protagonista:
Kevin e suas inúmeras personalidades (todas interpretadas por um James McAvoy inspiradíssimo), com destaque para Patricia, o menino Hedwig, Dennis e, é claro, a Besta. Casey Cooke (Anya Taylor-Joy, de A Bruxa), nossa heroína perturbada, também recebe o devido destaque.
Elemento Sobrenatural:
não existe um elemento 100% sobrenatural aqui, mas, além das inúmeras personalidades que permeiam a mente de Kevin, a Besta é uma criatura quase sobre-humana que ameaça vir à tona.
Shyamalan Ator:
Shyamalan não podia se conter de felicidade e no embalo aparece de novo como ator. Aqui, ele vive um técnico de segurança apaixonado pelo restaurante incorreto Hooters.
Reviravolta:
Existem algumas reviravoltas com as personalidades de Kevin, como a chegada da Besta, o destino de alguns personagens e o passado trágico da menina Casey. Mas o que mais chama atenção é o elo com um certo filme de sucesso do diretor.

04 | Corpo Fechado (Unbreakable, 2000)

Sinopse: um homem é o único sobrevivente de um desastre de trem e, com a ajuda de outro que é seu exato oposto, começa a entender seu propósito no mundo e sua natureza indestrutível – ou inquebrável como diz o título original.
Envolvimento:
segundo longa de Shyamalan após ser glorificado com O Sexto Sentido. Hoje, Corpo Fechado possui status cult, mas na época muitos não entenderam a proposta deste filme de super-heróis de quadrinhos realista e dramático, pano de fundo para uma reconciliação matrimonial. O cineasta joga em todas as posições como de costume.
Protagonista:
David Dunn (Bruce Willis) é um homem que desiste do seu sonho profissional em nome da esposa (Robin Wright), se tornando infeliz quando a perde de qualquer forma. O personagem mais interessante de longe aqui, no entanto, é Elijah ‘Senhor Vidro’ Price (Samuel L. Jackson), em ótima homenagem ao cinema negro da década de 1970.
Elemento Sobrenatural:
O protagonista é um herói indestrutível e altamente sensorial, a não ser pela água, seu ponto fraco. Já o Senhor Vidro de Samuel L. Jackson é o oposto, se quebrando por completo ao primeiro esbarrão.
Shyamalan Ator:
a ponta do diretor neste filme resume-se a um fã que tenta vender drogas dentro do estádio, no qual o protagonista é segurança.
Reviravolta:
após a fantasia se tornar realidade, e ficar provado que o protagonista era de fato um super-herói saído direto da mitologia, resta saber qual o papel de seu antagonista nisso tudo… E que venha a continuação!

03 | Sinais (Signs, 2002)

Sinopse: um fazendeiro e ex-pastor, perde a mulher em um acidente de trânsito, perdendo assim também a fé em Deus. Agora, ele cria os dois filhos pequenos com a ajuda do irmão mais novo.
Envolvimento:
Corpo Fechado, como a maioria das obras cult, não ganhou a atenção devida na época de seu lançamento, sendo redescoberto depois. Já em Sinais, seu terceiro longa, Shyamalan voltou novamente ao topo de mundo, adquirindo mais um sucesso de público e crítica, em um filme B que deu certo – ao contrário de Fim dos Tempos. O diretor novamente joga em todas as posições.
Protagonista:
Mel Gibson dá tudo de si na pele do ex-Reverendo Graham Hess, que perdeu a fé devido ao acidente fatal que tirou a vida de sua esposa. O bom do cinema de Shyamalan é dar enfoque dramático, em atuações dignas de prêmios, para tramas de terror e ficção, que geralmente não seriam levadas a sério. A escolha de Gibson, um intenso homem de fé, para o papel é mais que adequada. Além dele, Joaquin Phoenix também se destaca na pele de Merill, o irmão mais novo e destrambelhado, que serve como alívio cômico.
Elemento Sobrenatural:
o que ainda não foi mencionado aqui é que Sinais fala sobre uma possível invasão alienígena. Uma invasão diferente, no entanto, das que estamos acostumados a ver no cinema. Mais intimista ao ponto de ficarmos nos perguntando se tudo não passa de uma grande enganação. Shyamalan teve a ideia para o roteiro depois de acompanhar os casos das enormes marcas em plantações, algumas se revelando um engodo, outras ainda sem explicação.
Shyamalan Ator:
esse é o papel mais legal de Shyamalan, tirando o hilário de A Dama na Água. Aqui, seu personagem é tão importante que faz a trama girar. Ele é Ray Reddy, veterinário da pequena cidade rural nos arredores da Filadélfia, que acidentalmente tira a vida da esposa do protagonista.
Reviravolta:
para quem estava na dúvida, os extraterrestres se mostram bem reais e nem um pouco amistosos. Os seres hostis invadem o local, e quando todos achavam que eles haviam partido… Bem, é ver para crer. No entanto, eles possuem um ponto fraco (que se mostra uma obsessão de Shyamalan). Sua fraqueza é explicada no filme, e na verdade, não é tão despropositada quanto afirmam os detratores do longa.

02 | A Vila (The Village, 2004)

Sinopse: por volta de 1900, um pequeno vilarejo auto suficiente, e seus moradores, são assombrados pela floresta ao redor, na qual residem criaturas monstruosas. As duas raças vivem numa espécie de trégua, mas o que acontece quando esta trégua é quebrada?
Envolvimento:
esse é o melhor trabalho de Shymalan, embora não seja unânime, justamente porque o diretor brinca como nunca com sua audiência, manipulando de forma magistral o público, que teme sem saber o que temer. É um exercício em puro medo, o que o diretor propõe a realizar. E a plateia é sua cobaia. Ao final, alguns entenderão e apreciarão sua proposta. Outros, como sempre, se sentirão frustrados.
Protagonista:
embora o nome que encabece o elenco seja o de Joaquin Phoenix, e tenhamos atores da estirpe de William Hurt, Sigourney Weaver e Adrien Brody permeando a obra, a protagonista absoluta é Ivy Walker, a jovem cega, que marca a estreia vertiginosa de Bryce Dallas Howard no cinema.
Elemento Sobrenatural:
as criaturas que cercam o vilarejo, e habitam a floresta. Tais criaturas, que não devem ser mencionadas, nunca são de fato totalmente conhecidas ou explicadas, mas aparentam uma mistura de porco, com muitos espinhos e garras, num híbrido humanoide.
Shyamalan Ator:
Shyamalan dá as caras no final, como um dos seguranças responsáveis por guardar os arredores da reserva florestal.
Reviravolta:
são duas grandes reviravoltas aqui. A primeira, é que não existem de fato as criaturas, sendo tudo uma invenção dos mais velhos, para assegurarem que os mais novos nunca deixariam o local, pelo menos nesta geração. Essa ocorre antes do final, podendo ser acusada de ser anti-climática. A segunda reviravolta mostra que, na realidade, os aldeões personagens do filme estão vivendo em nosso tempo, dentro de uma reserva florestal apenas simulando o estilo de vida antigo. É a Alegoria da Caverna de Platão, recriada como forma de entretenimento ao grande público e fãs de terror e suspense.

01 | O Sexto Sentido (The Sixth Sense, 1999)

Sinopse: um psicólogo estrela, condecorado pelo prefeito, pega seu caso mais difícil: o de um menino diferente, que à primeira vista é alvo de abuso doméstico, porém, guarda segredos sobrenaturais, além da compreensão humana.
Envolvimento:
Shyamalan se tornou um astro aqui. Ele já havia dirigido dois filmes pouco significativos, mas foi com O Sexto Sentido que ganhou o mundo. O filme foi sucesso de crítica e público, e ainda recebeu 6 indicações ao Oscar, entre elas, melhor filme diretor. Além disso, consta na lista dos preferidos do grande público no site IMDB. Shyamalan cria aqui sua obra-prima, escrevendo, produzindo e dirigindo o longa.
Protagonista:
Bruce Willis dá vida o Dr. Malcolm Crowe, o psicólogo e protagonista. O ator recebe uma das poucas chances de atuar de verdade em sua carreira. Mas o rouba-cenas atende pelo nome de Haley Joel Osment, então um menino de 11 anos, inclusive chegando a ser indicado ao Oscar por seu desempenho como o problemático Cole, o garoto que vê gente morta.
Elemento Sobrenatural:
como dito acima, o menino Cole vê gente morta. Esse é um filme de fantasmas e assombrações, porém, um bem diferente do que imaginamos.
Shyamalan Ator:
o diretor interpreta um médico que começa a desconfiar que a mãe do menino (Toni Collette) seja quem vem lhe deixando marcas roxas por todo o corpo.
Reviravolta:
bem, na reviravolta mais manjada (agora) e surpreendente da história do cinema, ficamos sabendo que o psicólogo que ajudava o menino, estava também, ele mesmo, morto. Durante o filme, acompanhamos apenas seu fantasma se comunicando com o menino. Toque de gênio.

‘Deadpool & Wolverine’ e os Filmes Mais Esperados de Julho nos CINEMAS!

De forma meio desavisada, o mês de julho chegou. O mês das festas juninas veio e foi – e você, conseguiu ir a alguma comer canjica? Bem, se formos levar em conta que em muitos lugares do Brasil, como no Rio de Janeiro, tais festas seguem até agosto, você ainda tem grandes chances de comer os pratos típicos da época do inverno brasileiro. Falando de cinema, tivemos o primeiro filme a bater a marca de US$1 bilhão em bilheteria mundial, estava demorando. ‘Divertida Mente 2’ se junta ao seleto clube de filmes a atingir a ambiciosa quantia, se tornando o sétimo a conquistar o feito no pós-pandemia.

O que podemos dizer é que julho traz dois outros fortes candidatos a atingir essa meta: outra animação muito querida e que costuma arrecadar rios de dinheiro, e a união de dois heróis da Marvel da era Fox em um filme que é puro esculacho. Apesar de estarmos muito ansiosos também pela volta de Eddie Murphy em ‘Um Tira da Pesada 4’, aqui nesta matéria como de costume falamos apenas dos lançamentos nos cinemas, sendo o filme mencionado uma estreia direto na Netflix – embora merecesse as telonas. Confira abaixo o que de mais interessante o mês de julho trará nas salas de cinema do país.

Nos Cinemas

Meu Malvado Favorito 4

O mês começa com duas estreias bem diferentes, mas igualmente badaladas. O primeiro, uma dica para toda a família, em especial a garotada, que promete seguir os passos de ‘Divertida Mente 2’ e se tornar uma das maiores bilheterias do ano. Falamos de ‘Meu Malvado Favorito 4’, que após três filmes e dois spin-offs solo dos ‘Minions’, com todos batendo 1 bilhão de dólares, ou chegando bem perto disso, tem tudo para fazer jus aos demais longas da franquia.

Entrevista com o Demônio

O segundo grande lançamento do primeiro fim de semana de julho é bem diferente de ‘Meu Malvado Favorito 4’, mas a graça está justamente aí. Não faltam opções para todos os gostos. Para os adeptos de palpitações no coração e adrenalina nas telonas, os sustos e o medo estão garantidos com ‘Entrevista com o Demônio’, terror barra-pesada que foi enaltecido pelos críticos e pelos fãs como o melhor do gênero em 2024. Na trama, em um programa de auditório nos anos 70, um ambicioso apresentador resolve trazer ao vivo uma menina dita estar possuída pelo demônio, e a exibir no ar. Bem, sabe aquele ditado “vai dar m…”, pois bem, prepare-se.

11/07

Twisters

O segundo fim de semana de julho chega igualmente movimentado, com inclusive mais estreias que o primeiro, e filmes que prometem movimentar as coisas nas telonas. Começamos com uma das maiores apostas da Warner para 2024: um misto de continuação e reboot de um querido blockbuster de 1996 – ‘Twister’, você lembra deste filme? Sim, era o filme dos tornados com Helen Hunt e o saudoso Bill Paxton, produzido por Steven Spielberg, que revolucionou com seus efeitos especiais. Quem comanda o show desta vez é Glen Powell e Daisy Edgar-Jones como os caçadores de tempestades e tornados.

MaXXXine

Não é apenas o primeiro fim de semana de julho que traz um terror pauleira. O curioso é ver que julho está sendo eleito pelas distribuidoras como casa de alguns dos filmes mais promissores do gênero. ‘MaXXXine’ chega no segundo fim de semana do mês, e promete encerrar uma das trilogias mais respeitadas de anos recentes. ‘X – A Marca da Morte’ e ‘Pearl’ foram lançados em 2022, como filmes produzidos quase de forma simultânea. Enquanto o primeiro conta sobre uma equipe de um filme pornô, produzindo um longa nos anos 70 em uma fazenda, o segundo conta sobre as aspirações da personagem título em se tornar uma atriz de cinema nos anos 1918. Já ‘MaXXXine’ se passa nos anos 80 e traz a personagem de Mia Goth tentando emplacar na carreira artística em uma Hollywood suja e lasciva. É o melhor elenco da franquia.

Como Vender a Lua

Concluindo as principais estreias do segundo fim de semana de julho, que tal uma comédia romântica estrelada pela dupla atraente formada por Scarlett Johansson e Channing Tatum. Essa é uma comédia que brinca com um tema que virou lenda urbana entre os americanos e o mundo: a caminhada do homem na lua foi real ou uma encenação de estúdio? No filme, o presidente americano considera a missão arriscada demais, embora a corrida espacial entre os EUA e a Rússia estivesse mesmo acontecendo. Como plano B, ele contrata um diretor de Hollywood (Tatum) para encenar o evento histórico em um estúdio – e o sujeito conta com a ajuda de uma marqueteira, papel de Johansson. Pense em ‘Mera Coincidência’, com um romance entre os protagonistas.

25/07

Deadpool & Wolverine

O terceiro fim de semana de julho ficou livre, sem grandes estreias significativas, para que os lançamentos do mês possam prosperar um pouco mais junto às bilheterias. Isso porque no fim do mês, no último fim de semana, irá estrear um verdadeiro rolo-compressor, que traz o hype de ser simplesmente o filme mais esperado de 2024. É claro que tamanha expectativa faz dele também o mais provável candidato à maior bilheteria do ano. Falamos da estreia do tagarela Deadpool agora na Marvel, após a compra da Fox pela Disney. Sim, após dois filmes, Deadpool finalmente faz parte do MCU. Mas não apenas isso, pois o assassino tem a companhia do mutante mais bad-ass de todos, Wolverine, formando uma inusitada dupla. E não apenas isso, temos a volta de Hugh Jackman ao papel que fez sua carreira, após o encerramento perfeito em ‘Logan’. O filme promete ser pura metalinguagem, zoação do começo ao fim. Como não adorar?

Pequenas Cartas Obscenas

O único filme que teve a coragem de enfrentar ‘Deadpool & Wolverine’ é um que se mostra sua antítese perfeita, indicado para todas as “dez pessoas” que quiserem fugir do único filme da Marvel em 2024. Bem, é preciso ter estreias para todos os gostos, e o público feminino mais velho irá encontrar em ‘Pequenas Cartas Obscenas’, comédia britânica estrelada pela vencedora do Oscar Olivia Colman e a indicada ao Oscar Jessie Buckley. As duas já haviam dividido a mesma personagem em ‘A Filha Perdida’. Aqui, uma pequena cidade é sacudida com cartas escandalosas e obscenas. Um grupo de mulheres decide investigar para descobrir quem é o culpado do feito.

10 Filmes que você assiste e NUNCA mais esquece!

Cada filme chega de forma diferente pra cada pessoa mas tem filmes que não tem como: se tornam inesquecíveis logo na primeira vez que assistimos! Pensando em alguns desses filmes que marcaram nossas vidas, segue abaixo um listaço com maravilhosas obras cinematográficas:

 

8 e ½

Na trama, conhecemos Guido (Marcello Mastroianni), um diretor de cinema já bem famoso que se encontra no meio da concepção de produção do seu novo e mirabolante longa-metragem. Em paralelo, memórias de toda uma vida e personagens marcantes dela começam a afrontá-lo, num misto de fantasia e realidade, em meio a um bloqueio na imensa criatividade esperada por todos.

 

O Campeão

Na trama, conhecemos Billy (Jon Voight), ex-boxeador, perto dos 40 anos, que despencou no auge da carreira, consumido pelos seus conflitos emocionais, dominado pelos vícios em jogos e bebida. Ele é pai do pequeno T.J (Ricky Schroder), um garoto super inteligente de oito anos que busca a atenção de seu pai e o ajuda em todos os momentos. Quando Annie (Faye Dunaway), a mãe do garoto, reaparece na vida dos dois, quase uma década sem entrar em contato, novos conflitos surgem em paralelo a uma nova oportunidade para Billy numa luta que poderá trazer seus dias de glórias de volta.

 

Scarface

Na trama, conhecemos Tony Montana (Al Pacino) um perigoso criminoso cubano que chega aos Estados Unidos no início da década de 80 ao lado de alguns comparsas e logo busca seu espaço na ilegalidade se infiltrando em organizações criminosas pela cidade de Miami. Com um histórico violento ele começa a ascender na organização e prepara o terreno para assumir seus próprios negócios que envolvem em grande parte o contrabando de drogas de países sul-americanos para os Estados Unidos. O tempo vai passando e o império de Montana só aumenta o levando a ser alvo de concorrentes e ações policiais ao mesmo tempo em que se perde de sua própria realidade.

 

Incêndios

Na trama, conhecemos os irmãos gêmeos Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon (Maxim Gaudette) que chegam para a leitura do testamento que a mãe lhes deixou. Após serem surpreendidos com a possibilidade nada remota do pai estar vivo e a descoberta que eles tem um irmão, primeiro Jeanne e depois Simon embarcam para o Oriente Médio para descobrir as verdades escondidas de sua própria família tendo como epicentro a quase inacreditável história da mãe deles, Nawal (Lubna Azabal).

 

Professor Polvo

Hipnotizante, inspirador. Uma história que pode parecer quando a gente lê a sinopse meio sem sentido, começa a mostrar porque é tão profunda quando começamos a entender as mudanças na maneira de pensar do mergulhador que se sente outro planeta debaixo da água. Acaba criando uma inusitada amizade com o polvo, esse que possui uma capacidade surpreendente e criativa de enganar seus inúmeros predadores. Ricas imagens preenchem a tela a todo instante, é como se estivéssemos dentro daquele pedacinho do oceano acompanhando de perto toda essa saga sem objetivo específico mas sempre surpreendente.

 

Propriedade

Na trama, conhecemos Tereza, uma mulher de família rica (Malu Galli) que no passado fora vítima de um assalto que acabou na morte do assaltante, fato que a deixou traumatizada. O tempo passa e junto ao seu marido resolvem fazer uma viagem para a fazenda da família no interior. Só que chegando no lugar, os trabalhadores que prestam serviços lá, liderados por Dona Antônia (Zuleika Ferreira), se revoltam por uma série de situações e tomam o lugar. Tereza consegue se trancar no seu carro mas sem ter a chance de fugir. Assim, começa um jogo psicológico onde a não comunicação se torna um elemento importante para refletirmos sobre o que assistimos até o último segundo de projeção.

 

Os Imperdoáveis

Na trama, que é ambientada no estado norte-americano de Wyoming no ano de 1880, conhecemos um grupo de prostitutas de uma pequena cidade comandada pelo xerife Little Bill (Gene Hackman) que se revoltam quando uma delas sofre uma enorme violência tendo o corpo todo marcado por um cliente. Não satisfeitas pela punição dada aos agressores, resolvem juntar a quantia de mil dólares e oferecer a pistoleiros em troca de darem um fim em quem cometeu esse ato violento. A notícia chega até o antigo pistoleiro William Munny (Clint Eastwood), um homem que por mais de uma década largou a bebida e não queria mais saber da antiga profissão mas acaba embarcando nessa história ao lado do inexperiente Schofield Kid (Jaimz Woolvett) e seu eterno braço direito Ned Logan (Morgan Freeman).

 

Pânico

Na trama, acompanhamos o início da trajetória de Sidney (Neve Campbell), uma jovem atormentada pela assassinato da mãe anos atrás que em seu presente precisa fugir de um terrível assassino mascarado que vem aterrorizando e deixando rastros de sangue na cidade onde mora, Woodsboro (cidade localizada no estado americano de Maryland). Com uma trilha sonora repleta de ótimas canções, o projeto teve um orçamento de 14 milhões de dólares e arrecadou quase 180 milhões de dólares em bilheteria por todo o mundo.

 

Bonequinha de Luxo

Na trama, conhecemos Holly Golightly (Audrey Hepburn) uma jovem que se muda para Nova Iorque depois de uma vida difícil no interior do país. Mora com seu gato em Nova Iorque, em um apartamento agitado mas quase sem nada na geladeira e onde a bagunça reina. Caça milionários que aparecem nos lugares que frequenta para tentar se casar e enfim completar o sonho de ser milionária, talvez a fim de esquecer seu passado na pobreza. Um dia, o escritor Paul Varjak (George Peppard), bancado pela amante, chega no prédio aonde ela mora para ser seu vizinho. Uma amizade quase instantânea nasce logo no primeiro encontro os levando rumo a uma história de amor inesquecível.

 

O Segredo dos seus Olhos

Na trama, acompanhamos o solitário oficial de justiça Benjamin (Ricardo Darín) que acabara de se aposentar e preso a uma história de seu passado, um caso mal solucionado de assassinato, resolve escrever um livro e assim acompanhamos sua vida no tempo do ocorrido, anos atrás, onde inclusive ele conhece o grande amor de sua vida, Irene (Soledad Villamil). Com o passar dos fatos vamos acompanhando as investigações e absurdos dos fatos, que inclusive fere demais o ex-marido da vítima, uma homem que parou no tempo por conta da tragédia e a quem Benjamin promete ajudar.

 

 

 

As Melhores Séries que Chegam Ainda em 2017

Com a estreia de séries como The Gifted, da Fox (sobre o universo mutante de X-Men), Stranger Things e Mindhunter, da Netflix (sobre o estudo de serial killers no FBI, produzida por David Fincher e Charlize Theron), foi dada a largada para os melhores programas que chegam ainda neste fim de 2017. Como a temporada de estreias nos canais de TV, sejam emissoras abertas ou a cabo, já começou, nesta lista iremos comentar apenas programas lançados por plataformas de streaming, a nova tendência mundial, já que desta forma não precisam acompanhar a temporada, podendo serem lançadas em qualquer data –a estrutura de lançamento disponibiliza geralmente todos os episódios das séries de uma vez só. Veja abaixo as mais interessantes que selecionamos para vocês, digam quais despertam mais a curiosidade, e não esqueça de participar comentando.

 

O Justiceiro

O cruel atentado ocorrido num show em Las Vegas mobilizou o mundo para o perigo de se ter armas pesadas facilmente às mãos. O fato, como de costume, ecoou no mundo do entretenimento, e assim a série O Justiceiro foi adiada e quase cancelada. A primeira medida foi retirar o painel do programa de um evento voltado à cultura pop, já que a proximidade era grande com a tragédia – que havia acabado de ocorrer. O que acontece é que O Justiceiro, sétimo seriado da parceria Marvel / Netflix, retrata nas telinhas o personagem Frank Castle, um ex-policial, extremamente violento no seu combate ao crime, tendo como especialidade o uso de inúmeras armas de fogo de alto calibre. A primeira aparição do personagem, já nas formas do ótimo Jon Bernthal, foi na segunda temporada de Demolidor (2016), onde o truculento anti-herói roubou a cena. Para o bem dos fãs, mas ainda de luto, a série estreia no dia 17 de novembro.

Assista ao novo trailer de O Justiceiro

Black Mirror – 4ª Temporada

Confesso que esta é uma de minhas séries favoritas na atualidade, e a que mais estou ansioso para a estreia. As duas primeiras temporadas da série de antologia que usa como pano de fundo o mundo tecnológico e suas mazelas na sociedade, foram ao ar num canal britânico, antes de ser cancelada pela emissora. A salvadora da pátria Netflix viu o potencial e resgatou o programa, que consiste em episódios funcionando como médias metragens, interligados apenas pela premissa, entregando uma terceira temporada com mais episódios e tão marcante (ou mais) que as primeiras – San Junipero <3

A quarta temporada já foi anunciada e trará grandes diretores no comando dos episódios, como a cineasta e atriz Jodie Foster. A série estreia ainda este ano, mas ainda não tem data definida.

Assista ao teaser trailer da quarta temporada de Black Mirror

Jack Ryan

Nem só de Netflix são feitas as grandes estreias de séries em streaming. Esta é uma produção da Amazon, maior rival da casa de Stranger Things e Marvel na atualidade. Depois de cinco tentativas no cinema, nas quais apenas as três primeiras foram bem sucedidas, o personagem Jack Ryan, criado pelo autor Tom Clancy, chega pela primeira vez à telinha. O analista da CIA transformado em espião, já foi tema de jogos de vídeo game inclusive, e no cinema teve as formas de Alec Baldwin, Harrison Ford (sua figura mais marcante), Ben Affleck e Chris Pine. Agora quem assume é John Krasinski. A estreia é prometida para 2017 ainda, mas sem data definida.

Assista ao teaser trailer da série Jack Ryan

Philip K. Dick´s Eletric Dreams

Outro lançamento da Amazon, esta é a resposta da empresa para Black Mirror e a Netflix. Pegando como mote as obras do papa da ficção científica Philip K. Dick, autor do conto que deu origem a Blade Runner, a Amazon confecciona sua própria série de antologia, usando como artifício a tecnologia e o mundo moderno para contar suas histórias. No elenco, como parte dos episódios, já foram confirmadas as presenças de Bryan Cranston, Steve Buscemi, Anna Paquin e Timothy Spall. A série já começou a ser exibida por um canal do Reino Unido e em breve chega aos EUA pela plataforma de streaming.

Future Man

Atualmente, uma briga de titãs começa a se formar entre as plataformas de streaming. Enquanto a Netflix ainda é a líder e favorita absoluta no gosto do grande público pelo mundo, a Amazon ganha muito espaço, principalmente em países como os EUA. Chegando em terceiro lugar, mas igualmente já ganhando muita força, se encontra a Hulu. É justamente a empresa que lança Future Man, comédia de ficção científica criada e produzida pelo comediante Seth Rogen, dando uma de Seth MacFarlane. Na trama, um jovem faxineiro que adora games (Josh Hutcherson) é recrutado para viajar no tempo e prevenir a extinção da raça humana. A ideia soa como repaginada no clássico cult 80´s O Último Guerreiro das Estrelas. A série estreia no dia 14 de novembro e terá episódios dirigidos por Rogen e por seu parceiro Evan Goldberg.

Assista ao teaser trailer da série Future Man

Jean Claude Van Johnson

Mais uma da Amazon. Como é bom ver os velhos astros da ação da década de 1980 e 1990 conseguirem revigorar suas carreiras. Stallone e Schwarzenegger tentam a todo custo ainda emplacar nos cinemas. Agora é a vez de Jean Claude Van Damme reaparecer, aplicando novo fôlego em sua carreira. Depois de JCVD (2008), filme no qual interpretou a si mesmo, Van Damme aposta novamente na metalinguagem nesta série produzida pelo consagrado Ridley Scott. Na trama, Van Damme interpreta ele mesmo novamente, e, assim como o verdadeiro, precisa lidar com o declínio profissional. Com o propósito de dar uma sacudida nas coisas, ele decide mudar o nome para Van Johnson e termina recrutado com assassino profissional por uma agência. Agora, a atuação se torna apenas uma fachada para o astro. A série, além de certa ação, promete caprichar na comédia também. O piloto foi ao ar em 2016, mas a série estreia oficialmente no dia 15 de dezembro deste ano.

Hard Sun

Jim Sturgess (Quebrando a Banca) e Aisling Bea (da série The Delivery Man) vivem dois detetives com visões distintas, que precisarão trabalhar juntos em um mundo criminal pré-apocalíptico. Esta ficção científica / drama policial é uma produção da BBC a ser distribuída pela Hulu. A série foi desenvolvida por Neil Cross, da aclamada Luther, com Idris Elba. Hard Sun tem estreia prometida para 2017, sem data definida.

Godless

O que seria da lista sem um bom e velho faroeste. E o programa chega pelas mãos de nossa querida Netflix. Ao contrário da sensação Westworld, que mistura o gênero com ficção científica, este é um faroeste de raiz. Na trama desta série produzida por Steven Soderbergh (Logan Lucky), Jeff Daniels (Perdido em Marte) vive um temido criminoso aterrorizando o Oeste americano de 1880. Seu objetivo é caçar o antigo parceiro e hoje inimigo declarado, papel vivido por Jack O´Connell (Invencível). O caminho da dupla os levará direto para La Belle, Novo México, uma cidade inteiramente constituída de mulheres. No local, conhecem a personagem da bela Michelle Dockery (das séries Downton Abbey e Good Behavior). Godless é escrita e dirigida por Scott Frank (Logan) e a estreia, com seis episódios na primeira temporada, ocorre no dia 22 de novembro.

She´s Gotta Have It

Baseada no primeiro longa-metragem (1986) da carreira de Spike Lee, esta série homônima pega o mesmo mote, mas o adapta para os tempos atuais, de muita independência feminina. A trama continua a seguir Nola Darling, agora assumindo as formas estonteantes de DeWanda Wise (Shots Fired), e suas desventuras com três homens muito diferentes em sua vida. Como esperado, o cineasta Spike Lee não está só com o dedo no programa, mas a mão toda. Lee cuidou da adaptação, produz e dirige os dez episódios da primeira temporada. Veremos o que o diretor, antenado com direitos humanos e questões de minorias, terá a dizer sobre o tópico no mundo moderno. A estreia de She´s Gotta Have It ocorre no dia 23 de novembro.

Assista ao teaser trailer de She´s Gotta Have It

Happy

É insanidade que você quer? É insanidade que você vai ter. Esta é a primeira série criada por Brian Taylor, um dos responsáveis pelos filmes Adrenalina (2006 e 2009), com Jason Statham, e o clima encontrado aqui é o mesmo, é só conferir o trailer completamente alucinado. Na trama, Christopher Meloni faz as vezes de Statham como um policial que cai em desgraça, comete os atos mais incorretos imagináveis, tudo em nome de um bem maior – como salvar uma garotinha de um maníaco – e sempre com a ajudar de seu fiel escudeiro, um unicórnio imaginário animado. O canal Syfy garante o lançamento no dia 6 de dezembro.

BÔNUS:

Série de David O. Russell

Esta seria a primeira investida numa série de TV do diretor David O. Russell, cinco vezes indicado ao Oscar. O projeto, que ainda não possuía título, teria os vencedores do Oscar Robert De Niro e Julianne Moore como protagonistas, contracenando pela primeira vez na carreira – ambos participaram do drama A Família Flynn (2012), mas não dividiram a tela. Russell seria o responsável pelo roteiro, produção e direção do drama de máfia dividido em duas temporadas de 8 episódios. Recentemente, o talentoso Michael Shannon também havia sido confirmado no elenco. O que acontece é que o programa era uma produção da Weinstein Co., empresa de Harvey Weinstein, acusado por inúmeras atrizes de assédio sexual, num escândalo que acabou de explodir. Weinstein foi afastado da empresa, mas a decisão de todos os envolvidos, incluindo a Amazon (que seria a distribuidora), foi de cancelar o projeto. Leia neste link e sabia mais.

Saiba mais sobre o caso Harvey Weinstein

Crítica | A Sereia: Lago dos Mortos – Você se lembra de ‘A Noiva’? Pois é…

Splash – Um Terror Genérico em Minha Vida

Ao descobrir que o recente A Sereia: Lago dos Mortos é o novo trabalho de Svyatoslav Podgaevskiy, diretor de A Noiva (2017), tudo fez sentido. Ambos filmes russos, trazidos para o Brasil pela Paris Filmes, e exibidos para a imprensa com uma horrenda dublagem norte-americana. Não é exagero, o trabalho é extremamente caricato. Não que os atores na tela pareçam estar encenando Shakespeare – muito pelo contrário. Ah sim, os dois longas são protagonizados Viktoriya Agalakova, musa do cineasta (dá para ver na forma como foca em sua retaguarda – a la Michael Bay), e uma atriz que, digamos, está lá por sua boa forma.

De fato, estas duas obras são muito parecidas. Antes de escrever este texto, decidi inclusive voltar e ler minha crítica do pavoroso (no mau sentido) A Noiva – que você pode conferir ao final deste parágrafo – para relembrar um pouco minhas impressões sobre o terror. É incrível como todos os argumentos apresentados lá podem ser incluídos aqui também. A Sereia é uma produção igualmente genérica, recheada de jump scares mal ajambrados e com um roteiro pífio, a todo instante se segurando por um fiapo. Não me perguntem se tenho vontade de conferir A Dama do Espelho: O Ritual das Trevas (2015), primeiro longa do sujeito…

Crítica | A Noiva – Terror russo aposta em berros, mas esquece do medo

Assim como em A Noiva, o diretor Podgaevskiy – que também assina o roteiro – usa uma premissa curiosa, mas esta parece ser a única arma que ele tem. Ao termos uma boa ideia para um longa, é preciso desenvolvê-la para que permaneça cativante durante toda a projeção. Desta forma, podemos ter premissas cansadas desenvolvidas em bons roteiros e vice versa. Infelizmente, esta é a segunda bola na trave consecutiva para o cineasta russo. Jovem, nascido em Moscou, aos 35 anos, Podgaevskiy tem muita vontade, isso dá para notar. E seu talento é promissor. A parte técnica novamente precisa ser enaltecida, assim como em A Noiva. O diretor cria uma boa atmosfera e um clima verdadeiramente gélido para compôr suas cenas – muito tirado diretamente do cinemão Hollywoodiano do gênero.

Na trama, uma família é amaldiçoada por uma figura feminina, que parece hipnotizar os homens e levar seus entes queridos. A maldição da moça ainda envolve elementos com água. Assim como em A Noiva, a personagem de Agalakova, a mocinha, entra de gaiata nesta história, já que a tal família amaldiçoada é a de seu namorado. A loirinha provavelmente disputa o título de Scream Queen russa. Mas sua personagem é tão tapada quanto a de A Noiva. Os mesmos elementos estão presentes nos dois filmes: uma família desajustada que esconde um segredo nefasto e sobrenatural, uma casa sinistra no meio do mato, uma mocinha totalmente alheia a tudo, e uma figura feminina assombrada como antagonista.

Como dito, o roteiro não faz muito para desenvolver esta mitologia. Ou sequer explora propriamente a lenda em volta da mulher. Nada de novo é minimamente tentado, e o filme apenas reedita tudo o que você já imagina dos mais batidos clichês de filmes do gênero. No entanto, não é apenas o roteiro que deixa a desejar, a edição é igualmente capenga. Até mesmo para se criar jump scares eficientes é preciso dominar a técnica. Coisa que a edição não faz muito bem. Em determinados momentos, após o susto, a cena é cortada automaticamente para outra – sem dar tempo para a audiência reagir ao susto. Seria o mesmo que cortar na punch line de uma piada, sem deixar o público rir dela. Fora isso, é de deixar pasmo perceber que A Sereia tenta assustar com uma porta de armário fechando em uma mão.

Não bastasse todo este mau agouro – obviamente, fora das telas para nós, os espectadores, A Sereia tem a maior das caras de pau ao não cumprir sequer a proposta de seu título. Em A Noiva ao menos tínhamos uma noiva amaldiçoada. Em A Sereia, a criatura marinha, metade mulher, metade peixe, foi deixada no churrasco, e tudo o que temos aqui é uma mulher assombrada na água. Seria o mesmo que dizer que a menina de O Chamado é uma seria por estar na água. Bem, por mais este engodo, é necessário tirar o meio ponto contido em A Noiva. Dias melhores para o diretor e o terror russo…

De ‘O Rei Leão 2’ a ‘Moana 2’ | Conheça as PRÓXIMAS adaptações live-action da Disney

A Disney está empenhada em recriar suas animações em live-action, e o CinePOP separou os próximos projetos do estúdio.

Leia também: Do Pior ao Melhor | Ranqueamos TODOS os Remakes em Live-Action da Disney incluindo o recente ‘Pinóquio’

Mufasa: O Rei Leão

A versão live-action, ou melhor, CGI-action de O Rei Leão (2019) foi um tremendo sucesso, apresentando a história “felina de Shakespeare” para toda uma nova geração. Assim, uma sequência vinha sendo ventilada desde então. Eis que ela finalmente ganha título e sinopse, se revelando uma prequel, com a história da relação problemática entre o Rei Mufasa, pai de Simba, com seu irmão traiçoeiro Scar. A direção, por sua vez, sai das mãos de Jon Favreau, e vai para Barry Jenkins, de Moonlight (2016). A estreia acontece em  19 de dezembro de 2024.

Branca de Neve

Em 2023, todas as atenções ficaram com o live-action de A Pequena Sereia, e em Peter Pan e Wendy no Disney+. Assim uma nova leva começou a surgir, e como pontapé inicial o estúdio investe em seu grande clássico absoluto, Branca de Neve – que nada mais é do que o primeiro longa-metragem animado da Disney, datando de 1937. Tá bom para você? Sob o comando de Marc Webb (dos filmes O Espetacular Homem-Aranha), o live-action terá Rachel Zegler como a heroína, e Gal Gadot como a Rainha Má. O filme tem estreia programada para o dia 20 de março de 2025.

 

O Corcunda de Notre Dame

Mais um live-action da Disney deve chegar em 2026, este baseado na animação homônima de 1996 – que por sua vez é um verdadeiro clássico da literatura francesa. O projeto ainda se encontra nas fases iniciais de desenvolvimento, mas sabemos que Josh Gad irá produzir e pode vir a ficar com papel principal do corcunda Quasimodo. Fora isso, Gal Gadot e Chris Hemsworth expressaram interesse pelos papeis da cigana Esmeralda e do Capitão Phoebus, respectivamente.

 

A Espada era a Lei

Alguns live-action da Disney são prometidos, e até agora na lista este é o quarto – sendo também o segundo baseado numa animação clássica. Embora não tão antiga quanto Branca de Neve, a versão da Disney para a lenda do Rei Arthur foi lançada em 1963, sendo assim um de seus primeiros grandes sucessos e um de seus filmes mais tradicionais. Será interessante ver a nova roupagem que o estúdio dará ao projeto, que até o momento tem confirmado o diretor espanhol Juan Carlos Fresnadillo, do terror Extermínio 2 (2007), no comando.

Hércules

Agora adentramos no território dos filmes que ainda não possuem data de estreia definida, ou sequer ano de lançamento. Isso porque daqui em diante, estas obras ainda se encontram em fases iniciais de produção, no entanto, já foram anunciadas. Essa, é claro, é a versão em carne e osso do herói mitológico Hércules, que ganhou animação de sucesso em 1997. Pouco se sabe da adaptação, apenas que, a princípio, terá direção de dois cineastas: Guy Ritchie, de Aladdin (2019), e Alex Proyas, de O Corvo (1994).

Moana

A Disney está preparando um novo filme de ‘Moana – Um Mar de Aventuras‘, mas desta vez em versão live-action. O estúdio se juntou a Dwayne ‘The Rock’ Johnson para desenvolver um remake do sucesso musical de animação de 2016.

O anúncio foi feito pelo próprio The Rock, que dublou Maui, o grandioso semideus do vento e do mar na animação original e irá retornar como o personagem nessa nova versão. Ele também será o produtor do filme por meio de sua produtora Seven Bucks Productions.

Através das redes sociais, Dwayne Johnson revelou quando começam as gravações do aguardado remake em live-action de Moana – Um Mar de Aventuras’.

Em sua conta oficial no X (antigo Twitter), o astro, que irá reprisar seu papel como o semi-deus Maui na produção, disse que as filmagens têm início agendado para agosto de 2024.

As boas novas vieram acompanhadas do anúncio de escalação dos atores que darão vida à família de Moana (Catherine Laga’aia): John Tui será o Chefe Tui, pai da protagonista; Frankie Adams será Sina, mãe de Moana; e Rena Owen será a Vovó Tala.

 Lembrando que o live-action foi adiado para 10 de Julho de 2026.

Jared Bush, que escreveu o roteiro do filme original, voltará para escrever o remake.

Cruella 2

Um dos maiores sucessos do cinema pós-pandemia foi Cruella (2021), filme que mostra a juventude de uma das maiores vilãs do acervo das animações Disney, a transformando numa anti-heroína. Ou seja, não se trata de uma versão em live-action do clássico 101 Dálmatas – que já ganhou sua adaptação em 1996. Desta forma, o estúdio já garantiu uma sequência, com as voltas de Emma Stone como a protagonista, e de Craig Gillespie na direção. A continuação ainda não revelou a data de estreia.

Sininho

Com a estrela vencedora do Oscar Reese Witherspoon vinculada para protagonizar – além de igualmente ser a produtora do filme – este projeto em desenvolvimento se trata de uma nova abordagem solo para a fadinha muda que acompanha Peter Pan em suas aventuras. Assim como Cruella, a ideia é dar foco num personagem secundário de uma animação clássica da Disney, jogando o protagonismo para ela. Tudo o que sabemos é a presença da atriz, e a data de estreia para 7 de março de 2025.

Robin Hood

Aqui temos um caso curioso. Ao contrário da versão da lenda do Rei Arthur que a Disney produziu com A Espada era a Lei, a escolha do estúdio para o conto igualmente lendário de Robin Hood recebeu uma roupagem diferente. A opção do estúdio foi usar como personagens da aventura animais antropomorfos, ou seja, os protagonistas do longa são uma raposa, um urso, um leão, um galo e uma cobra falantes e humanoides, entre outros. Ou seja, a pergunta que fica é: como trazer isso para o live-action? Temos certeza que os realizadores darão um jeito.

Bambi

Depois de Dumbo, que ganhou live-action pelas mãos de Tim Burton, outra animação clássica sobre um animalzinho falante promete ganhar nova roupagem. A animação de Dumbo estreou em 1941 e Bambi chegou logo no ano seguinte, em 1942. A versão em “carne e osso” do elefantinho orelhudo voador deu enfoque maior nos humanos do que sua contraparte, e descartou ter animais falantes como na animação. Ao que tudo indica não será este o caminho adotado pelo live-action de Bambi, que já anuncia Dion T. Gibson como a voz do veadinho que tem sua mãe morta por caçadores e precisa lidar com esta perda. Embora esteja listado para uma estreia em 2023, pode ser que venha a ser adiado.

Aristogatas

Animação de 1970, a Disney precisa aprender com os erros da Universal em sua adaptação do famoso musical Cats (2019) para não tropeçar da mesma forma. Acontece que aqui também temos como foco um grupo de gatos cantantes e dançantes – boêmios e amantes do jazz. Na trama, uma milionária deixa toda a sua fortuna para seus gatos, e desperta a ira de seu mordomo, que estava de olho em sua fortuna. Até o momento temos vinculado o nome de Will Gluck no roteiro e produção, que pode muito bem assumir a função de diretor também. Gluck foi o responsável pelo sucesso dos dois Pedro Coelho, longas que misturam animação com atores reais – que deve ser o caminho seguido também em Aristogatas.

Lilo & Stitch

Fechando a matéria, mas não menos importante, temos a versão de carne e osso (e CGI) de uma das mais recentes animações da Disney a ganhar live-action. Trata-se de Lilo & Stitch, que está completando 20 anos de sua estreia em 2022. Antes de Moana, outra animação da casa jogava luz na cultura havaiana. Mas ao invés de Deuses do mar, o foco aqui era a visita de uma criaturinha espacial que é uma espécie de Gremlin, devorando tudo em sua frente. Ele desenvolverá amizade com a menina Lilo. A nova versão é prometida para o dia 10 de maio de 2024, e terá direção de Dean Fleischer-Camp, do sucesso Marcel – A Concha com Sapatos (2021).

10 Filmes sobre CASAMENTOS e seus Dramas

Casamento não é algo que impede a infelicidade, os dilemas, os dramas. É uma união que a cada dia que passa vai se conhecendo melhor a pessoa ao lado e isso pode ser uma via de mão dupla, onde se chegam a mais qualidades e também aos defeitos. Pensando nesse curioso recorte, resolvemos criar uma lista sobre o tema:

 

Já era Hora

Na trama, conhecemos o advogado Dante (Edoardo Leo) que após uma peculiar situação, que tinha tudo para ser constrangedora, acaba conhecendo uma delicada e romântica ilustradora chamada Alice (Barbara Ronchi). Eles logo começam a namorar e a morar juntos. Cheios de planos e aos trancos e barrancos mantendo acesa a paixão no casamento, o casal sofre com a falta de tempo de Dante, um workholic consumido pelas quase inacabáveis horas que se dedica ao trabalho. Certo dia, Dante se vê preso em uma situação angustiante, começa a perceber que está pulando de forma aleatória para o futuro, de ano a ano, o fazendo viver alegrias e tristezas como se fosse um espelho do que, daquela forma que vive o presente, seria seu futuro.

 

A Outra

Na trama, conhecemos a professora e escritora Marion (Gena Rowlands), uma mulher super culta, casada com um médico nada amoroso, frio, seco, chamado Ken (Ian Holm), que aluga um apartamento para escrever um novo livro durante sua licença do cargo de professora de filosofia. Certo dia, percebe que vazam conversas do apartamento ao lado, que é de um psicólogo que recebe seus pacientes diariamente. Numa dessas conversas, o que ela escuta, acaba sendo um estopim para uma difícil e conflitante auto análise sobre o seu atual casamento e outras relações na sua vida. Assim, embarca aos poucos em uma volta ao passado, revendo relações, situações, escolhas.

 

Revelação

Na trama, conhecemos a aposentada musicista Claire (Michelle Pfeiffer) mãe de uma filha já adolescente, do primeiro casamento, essa que está indo para o primeiro ano de faculdade. Agora sozinha num enorme casarão com o marido Norman (Harrison Ford), um geneticista e pesquisador de uma faculdade, Claire está obcecada pela situação conflituosa dos novos vizinhos ao mesmo tempo que situações estranhas começam a acontecer na sua casa. Portas começam a se abrirem sozinhas, rádios parecem ligados, a banheira fica com a água quase transbordando sem ninguém ter mexido. Será que a casa tem alguma presença sobrenatural? Aos poucos, segredos de alguém muito próximo a ela começam a aparecer.

 

Na Ponta dos Dedos

Na trama, acompanhamos Anna (Jessie Buckley), uma professora que está em busca de emprego e consegue um trabalho em uma empresa que vive de testar as possibilidades de sucesso de casais a partir de alguns testes e a retirada de uma das unhas para a real compatibilidade amorosa. Como seu casamento com Ryan (Jeremy Allen White) não anda nada bem aos seus olhos e a chegada de um impulsivo interesse amoroso em colega de trabalho, Amir (Riz Ahmed), Anna embarca em uma jornada em busca de respostas.

 

Casamento Sangrento

As loucuras do olhar para o matrimônio de uma família perturbada. Lançado no final de 2021 no catálogo da Star Plus, o intenso longa-metragem dirigido brilhantemente pela dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, Casamento Sangrento é uma mistura de ação, comédia e terror que se joga em uma narrativa eletrizante, com altas doses de críticas sociais, na busca pela profundidade de um recorte bastante peculiar para uma milionária família e uma protagonista que tinha apenas um sonho: se casar!

 

O Jogo do Disfarce

Na trama, conhecemos Emma (Kaley Cuoco), uma mulher super dedicada a sua linda família, casada com o carinhoso Dave (David Oyelowo), mas que esconde um importante segredo. Sete anos casada, com dois filhos, moradora de Nova Jérsei, Emma passa seus dias se desdobrando entre os afazeres profissionais como assassina de aluguel e a vida familiar. Certo dia, quando percebe junto ao marido que precisam apimentar a relação, eles tem a ideia de se encontrarem em um hotel luxuoso, fingindo não se conhecerem, e assim terminar a noite de uma forma diferente. Só que nesse lugar, Emma vai bater de frente com sua outra vida, gerando uma série de situações.

 

Ferrari

Na trama, ambientada em 1957, um período de enormes crises para o todo poderoso do automobilismo Enzo Ferrari (Adam Driver) que vê seus dias se chocarem com conturbadas questões pessoais, envolvendo a amante Lina (Shailene Woodley) e a esposa Laura (Penélope Cruz), e uma necessidade de glória em uma famosa e perigosa competição de carros, com longa distância, chamada Mille Miglia, que parece ser a grande saída para uma estabilidade financeira e pro seu futuro nos negócios. O longo de pouco mais de duas horas de projeção vamos vendo um recorte profundo, intercalando momentos, de uma figura lendária do esporte mundial.

 

Uma Família Feliz

Na trama, conhecemos Eva (Grazi Massafera), uma artesã de bonecos de bebês à espera do terceiro filho, o primeiro menino, que vive seus dias felizes ao lado do marido, o advogado Vicente (Reynaldo Gianecchini), e das duas filhas gêmeas em um condomínio de alto padrão numa grande cidade brasileira. Certo dia, já após o nascimento do novo filho, e em meio a uma depressão pós-parto evidente, suas filhas aparecem machucadas e Eva acaba sendo acusada de ter cometido tal ato. Assim, sua vida muda completamente, desencadeando uma série de conflitos que rebatem em acontecimentos estranhos e duvidosos.

 

A Porta ao Lado

Na trama, que teve sua primeira exibição nacional no Festival do Rio 2022, conhecemos Mari (Letícia Colin), uma jovem chef de cozinha, que tem seu próprio restaurante e vive seus dias monótonos e até mesmo distantes com o marido Rafa (Dan Ferreira) em um apartamento confortável de uma grande cidade do Brasil. Um dia, Fred (Túlio Starling) e Isis (Bárbara Paz), se mudam para o prédio dela, o que acaba mexendo com sua rotina, principalmente quando começa a demonstrar interesse por Fred e automaticamente se distanciando ainda mais do marido. Há um olhar profundo para a complexa protagonista, interpretada pela excelente Letícia Colin. Mesclando em partes momentos dentro de uma não lineariedade, vai sendo construída essa personalidade marcante que se enxerga presa (mas não demonstra) em um relacionamento onde ela tem tudo e mesmo assim fica longe de ser feliz. Mas o que seria esse tudo?

 

Jantar entre Amigos

Na trama, conhecemos os críticos gastronômicos Gabe (Dennis Quaid) e Karen (Andie MacDowell), um apaixonado casal que viaja bastante. Certo dia, ele chamam seus melhores amigos para jantarem em sua casa, o casal Beth (Toni Collette) e Tom (Greg Kinnear), mas só a primeira aparece e logo solta uma bomba: ela está se separando do marido. A notícia pega Gabe e Karen de surpresa e ao longo de intensas conversas vamos entendendo como esse fato acaba modificando a maneira de todos de enxergarem suas próprias relações.

 

 

‘Thor: Ragnarok’ – Chris Hemsworth, Mark Ruffalo e Cate Blanchett brincam no Halloween

Thor: Ragnarok já é o mais novo sucesso da Marvel Studios. Com 95% de aprovação da imprensa especializada e US$109 milhões em caixa, sem contar os EUA onde o filme só estreia amanhã, o terceiro filme do Deus do Trovão tem tudo para ser outro fenômeno da casa de ideias.

Aproveitando o lançamento do filme nas terras do Tio Sam, e o recente dia das bruxas, o marketing da produção lançou este novo vídeo, no qual Chris Hemsworth e Mark Ruffalo brincam com Cate Blanchett. Assista abaixo.

No vídeo, Hemsworth e Ruffalo resolvem ligar para Blanchett e desejar um feliz ‘Hela-ween’, trocadilho com o nome da vilã do filme, Hela. A brincadeira não sai tão bem para eles.

Thor: Ragnarok estreou no Brasil no dia 26 de outubro. E você, já assistiu?

13 Animações que Completam 10 ANOS em 2019

A cada nova geração, uma multidão de cinéfilos é formada. Filmes recentes para uns, tornam-se clássicos do passado para outros. O tempo passa rápido e conforme ficamos mais velhos, mais os filmes aos quais assistimos outro dia no cinema, ganham anos de bagagem, se tornando reflexo de sua época. Quer um exemplo? Sabe Avatar, aquele filme revolucionário de James Cameron que foi febre recentemente. Pois é, completa 10 anos em 2019.

Mas nesta nova lista não iremos falar de Cameron e seu filme – embora os efeitos em animação (de captura de movimento) sejam ainda incríveis. O tema aqui são os filmes totalmente produzidos na forma de animação, que completam 10 aninhos de idade este ano. Prepare-se para começar a se sentir velho e não esqueça de comentar quais assistiu dentro de uma sala de cinema.  Vem saber.

Up – Altas Aventuras

E se vamos falar sobre animações que completam 10 anos, nada mais justo do que começar com uma que não só foi sucesso de público e crítica, como também conquistou a honraria máxima no Oscar. Na história dos prêmios da Academia, somente três longas de animação foram indicados a melhor filme na categoria principal, ao lado de produções em live-action. Nesta época, só uma: A Bela e a Fera (1991). Depois, no ano seguinte, veio Toy Story 3. Up não levou o Oscar de melhor filme, mas levou de melhor animação e trilha sonora. O filme concorria também a melhor roteiro original e edição de som. Esse é também a produção de número 114 na lista das 250 melhores obras do cinema de todos os tempos, segundo os usuário da bíblia do cinema na rede, o Imdb. A trama apresenta um velhinho de 80 anos, que se mete numa aventura fantástica envolvendo sua casa e balões, ao lado de um menino escoteiro, após a morte de sua companheira.

O Fantástico Sr. Raposo

De uma animação mais tradicional, pulamos para uma um pouco diferente e incomum. Antes do sucesso de crítica de Ilha dos Cachorros (lançado ano passado), Wes Anderson emplacava com esta adaptação de um livro do autor infantil Roald Dahl (A Fantástica Fábrica de Chocolate). A trama focada e conduzida por animais falantes, apresenta uma esperta raposa criminosa, o Sr. Raposo do título (voz de George Clooney), um vigarista nato, armando seu novo golpe – o que transforma o filme numa espécie de “Onze Animais e um Segredo”. Todo criado em stop-motion, o longa foi indicado ao Oscar nas categorias de melhor animação e melhor trilha sonora.

Coraline e o Mundo Secreto

Terceiro item da lista e terceiro filme indicado ao Oscar em seu respectivo ano. Coraline é baseado num livro do consagrado autor de fantasia Neil Gaiman. Todo criado através da técnica do stop-motion igualmente, o filme conta sobre uma menininha (voz de Dakota Fanning) que descobre uma outra dimensão, igualzinha a nossa, com alguma sutis e terríveis diferenças. Como de costume, esta produção dos estúdios Laika usa como temática elementos sombrios e talvez intensos demais para crianças menores.

Tá Chovendo Hambúrguer

Primeiro item na lista que não esteve entre os indicados ao Oscar na categoria, esta é uma produção da Sony. Mesmo não sendo muito conhecida por suas animações, a Sony conseguiu emplacar seu filme o suficiente para render uma continuação em 2013. O filme é dirigido por Phil Lord e Christopher Miller, que depois fariam sucesso com Uma Aventura Lego (2014) e a franquia Anjos da Lei (2012 e 2014). Na trama, um cientista fracassado inventa uma máquina que consegue fazer comida cair do céu.

A Princesa e o Sapo

Em 2004, a Disney finalmente percebeu que não existia mais espaço no mercado para animações tradicionais, e que o espaço do 3D de animações computadorizadas havia dominado de vez. O Último lançamento da casa em tais moldes foi Nem que a Vaca Tussa, mais um fracasso financeiro produzido no estilo. Porém, a Disney queria um canto do cisne digno para encerrar seu legado de produções clássicas – animações feitas à mão. Assim, tratou de confeccionar a obra-prima A Princesa e o Sapo, que entre outras coisas revolucionou por apresentar a primeira princesa negra da história do estúdio. A obra mistura a tradição e cultura negra de Nova Orleans, com magia e vodu num conta clássico do príncipe que vira sapo. O resultado foram três indicações ao Oscar, uma de melhor animação e duas de canção.

Monstros vs. Alienígenas

Outra animação que ficou de fora do Oscar, este filme da Dreamworks brinca com o cinema de ficção científica da década de 1950 – o berço do gênero. Assim, produções como O Monstro da Lagoa Negra (1954), A Bolha Assassina (1958), Godzilla (1954), A Mosca da Cabeça Branca (1958) e A Mulher de 15 Metros (1958) são satirizadas através dos personagens deste filme – que conta com as vozes de Reese Witherspoon, Hugh Laurie (o eterno Doutor House) e Seth Rogen.

Mary e Max: Uma Amizade Diferente

No terreno das animações, nem todas são miradas ao público infanto-juvenil. É o caso com esta produção independente australiana, escrita e dirigida por Adam Elliot. A produção melancólica e bonita, criada em stop-motion, fala sobre a amizade que nasce entre duas pessoas muito diferentes, se correspondendo através de cartas: Mary, uma australiana solitária de 8 anos, e Max, um homem obeso de 44 anos morando em Nova York. Toni Collette e o saudoso Philip Seymour Hoffman dão as vozes aos protagonistas. O filme não foi indicado ao Oscar, mas é o número 177 na lista do Imdb.

9: A Salvação

Esta é talvez uma das poucas animações passadas num futuro pós-apocalíptico. Produzida por Tim Burton, a obra narra a jornada de #9 (voz de Elijah Wood), um boneco de pano que acorda e se depara com a nova realidade da Terra, completamente devastada. Ele pode guardar a chave para a salvação da humanidade.  O elenco conta ainda com as vozes de gente como Jennifer Connelly, John C. Reilly e os veteranos Martin Landau e Christopher Plummer.

A Era do Gelo 3

A franquia comandada pelo brasileiro Carlos Saldanha para a Fox já perdia o seu fôlego com este terceiro episódio – que acrescentava dinossauros na trama, numa forma desesperada de agitar as coisas. O charme do trio principal de criaturas: o mamute Manny, a preguiça Sid e o tigre Dentes de Sabre Diego, estava se esvaindo, mas ainda foram produzidas mais duas sequências, uma em 2012 e outra em 2016.

Os Fantasmas de Scrooge

Era um desejo do diretor Robert Zemeckis (De Volta para o Futuro) trabalhar somente em animações, utilizando a técnica de captura de movimento. Imagine o que foi alcançado por James Cameron em Avatar, porém, sem qualquer elemento humano na tela. Assim, atores reais ainda tinham que ir ao estúdio gravar suas cenas, mas tudo seria transferido digitalmente depois. E Zemeckis levou até onde podia a sua proposta, ficando a década passada inteira somente trabalhando em tais projetos. Assim surgiram O Expresso Polar (2004), A Lenda de Beowulf (2007) e este Os Fantasmas de Scrooge, adaptação de Um Conto de Natal, de Charles Dickens, que traz Jim Carrey como protagonista e em vários outros papeis. O problema é que estes filmes se mostraram fracassos colossais de bilheteria, até finalmente Marte Precisa de Mães (2011) – que não é dirigido por Zemeckis – fechar o estúdio e trazer o diretor de volta ao live-action.

Planeta 51

Outra animação da Sony, este filme quase esquecido (muitos sequer o conhecem) até possui uma premissa interessante. A proposta aqui é subverter o típico filme de invasão alienígena, quando ao invés de aliens chegarem ao nosso planeta, é um astronauta em missão de desbravamento quem aterrissa num planeta, somente para descobrir uma civilização altamente funcional (no padrão da nossa) e ser tratado como “o visitante de outro planeta”. O personagem principal é dublado por Dwayne ‘The Rock’ Johnson, e o filme conta ainda com as vozes de Jessica Biel, Gary Oldman, Sean William Scott, Justin Long e John Cleese.

Astro Boy

Baseado nos clássicos quadrinhos japoneses (datando da década de 1950), que ganharam versões animadas na TV, este é o primeiro longa do menino robô Astro Boy no cinema. Coprodução entre Japão, EUA e Hong Kong, a história é quase uma reedição de Pinóquio e foca na relação de um inventor e seu filho, uma criança-máquina, que deseja ser humano. Freddie Highmore dá voz ao personagem título. E o elenco ainda traz o cacife de gente como Nicolas Cage, Charlize Theron, Donald Sutherland, Bill Nighy, Eugene Levy e Krsiten Bell.

Uma Viagem ao Mundo das Fábulas

Para você que perguntou onde está a quinta animação indicada ao Oscar neste ano, bem ela chega agora, como último item desta lista. No entanto, em anos recentes tivemos apenas 3 filmes indicados na categoria, que não necessariamente abriga sempre 5. Esta produção francesa é confeccionada nos moldes das animações clássicas – desenhadas à mão. A trama é quase um Game of Thrones animado e apresenta reinos, espadas, castelos, muralhas e magia, tudo recheando uma boa e velha mitologia medieval.

10 Filmes Adorados dos Anos 80 que Foram Fracasso em Sua Época de Lançamento! – Parte 2

Você já ouviu falar no teste do tempo? Isso ocorre quando resolvemos revisitar certos filmes de épocas passadas e percebemos que certas visões de mundo já não se encaixam mais com a evolução da sociedade e nossa evolução pessoal. Acontece que os filmes do passado não têm como evoluir junto, eles ficam parados no tempo, na época em que foram produzidos. Por isso, ao assistirmos uma obra antiga, precisamos sempre levar em conta a época em que foi produzida e a mentalidade daquele período.

Mas também existe o outro lado da moeda. Ou seja, filmes que em sua maioria continuam atuais, alguns inclusive mais atuais do que na época em que foram produzidos, se tornando assim visionários. Outros, infelizmente com discursos que provam que nossa sociedade vira e mexe regride em temas que já deveriam ter sido superados, como machismo, racismo e homofobia. É deste segundo tipo de filme que iremos falar nessa matéria: ou seja, de filmes que não fizeram sucesso em sua época de lançamento, mas foram redescobertos anos depois (ou logo depois, nas locadoras) e se tornaram cults adorados. Alguns continuam crescendo em popularidade até hoje. Confira abaixo.

Leia também: 10 Filmes Adorados dos Anos 80 que Foram Fracasso em Sua Época de Lançamento!

O Iluminado

iluminado cinepop
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Acredite se quiser, o filme de terror mais adorado dos anos 80 não fez sucesso em sua época de lançamento. E não foi apenas com o criador do livro em que é baseado, Stephen King, que odiou a “adaptação” por mudar muitos momentos-chave da obra. Os críticos da época não compraram muito a proposta de Stanley Kubrick para seu primeiro e único filme de terror da carreira. Bem, ao longo destes 44 anos, ‘O Iluminado’ se tornou um dos filmes mais populares do cinema e um que é estudado e homenageado em documentários até hoje.

Scarface

scarface cinepop
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Quando falamos em filmes de máfia no cinema, é claro que a grande maioria irá apontar a trilogia ‘O Poderoso Chefão’ e ‘Os Bons Companheiros’ como as obras mais memoráveis do gênero. Podemos dizer que logo atrás vem ‘Scarface’, de Brian De Palma, que é uma das refilmagens mais criativas e originais da história do cinema, remodelando completamente a ideia em que foi baseada. Acontece que, mais uma vez, os críticos não curtiram muito o resultado na época, apontando a violência e até mesmo a caracterização exagerada de Al Pacino como o cubano Tony Montana. Fora isso, ‘Scarface’ custou US$55 milhões e rendeu US$45 milhões nos EUA, e US$66 milhões mundiais. Mas hoje é venerado e rendeu até jogo de videogame.

O Segredo do Abismo

abismo cinepop
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Que James Cameron é o “rei do mundo” ninguém tem mais dúvida. Não bastasse ter revolucionado as bilheterias mundiais no fim dos anos 1990 com ‘Titanic’ e no fim dos anos 2000 com ‘Avatar’ – dois dos filmes mais populares da história do cinema; qualquer dúvida sobre a capacidade atual de Cameron foi sanada com a estreia do fenômeno ‘Avatar – O Caminho da Água’ (2022). Muitos anos antes, porém, James Cameron já havia escolhido “o caminho da água” em um de seus filmes mais “obscuros”. Se formos analisar a carreira do diretor, o único filme que não fez sucesso foi ‘O Segredo do Abismo’, uma superprodução ambiciosa sobre cientistas encontrando vida alienígena não no espaço, mas no fundo do mar. O filme custou US$70 milhões e rendeu US$54 milhões nos EUA. Hoje, é claro, ressurgiu como cult.

Eles Vivem

elesvivem cinepop
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Por falar em mestres incompreendidos em sua época de atuação, John Carpenter hoje é enaltecido por todos os cinéfilos que cresceram com seus filmes na infância. Acontece que esses mesmos fãs eram pequenos demais para prestigiar tais longas nas telonas, vindo a descobri-los somente nas locadoras e nas exibições na TV – garantindo assim seu fracasso nas telonas. Na primeira edição desta matéria, falei sobre dois clássicos do diretor que sofreram do mesmo destino: ‘O Enigma de Outro Mundo’ e ‘Os Aventureiros do Bairro Proibido’. Agora é a vez de ‘Eles Vivem’, cult sobre o consumismo desenfreado e o pano de fundo de uma invasão alienígena, que custou US$4 milhões e rendeu apenas US$13 milhões. Hoje, certamente todos têm na ponta da língua a frase de efeito: “eu vim para mascar chiclete e chutar traseiros. Só que acabou meu chiclete”.

Tron – Uma Odisseia Eletrônica

tron cinepop
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Tron’ é uma propriedade que a Disney vem tentando resgatar nos últimos tempos. Uma aposta arriscada e ambiciosa, que custou para o estúdio US$17 milhões em efeitos especiais, e se tornou uma obra revolucionária no quesito, muito à frente de seu tempo. Era a época dos jogos eletrônicos e da revolução digital, e a Disney queria estar à frente da curva. Na trama, um programador de jogos acaba “tragado” para dentro de seu programa, precisando participar de jogos para conseguir escapar. Um Jeff Bridges bem jovem é quem estrela. Tirando os videogames da época que serviram de companhia ao filme, ‘Tron’ ficou esquecido na gaveta e foi considerado um fracasso (nem de perto fazendo o barulho esperado), e só foi retirado em 2010, com ‘Tron – O Legado’. Agora, ‘Tron 3 – Ares’ é prometido para 2025.

Atração Mortal

atração cinepop
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Agora temos uma comédia sombria na lista, que passou totalmente em branco em sua época de lançamento (devido a seu tema pesado e incorreto), sendo redescoberto pela geração que cresceu nos anos 2000 e 2010. Winona Ryder já foi considerada a melhor atriz de sua geração no início dos anos 90, e marcou com filmes como ‘Os Fantasmas se Divertem’ e ‘Edward Mãos de Tesoura’. Outro filme protagonizado pela atriz na época foi ‘Atração Mortal’, que também traz Christian Slater e a saudosa Shannen Doherty no elenco. Pense em um ‘Meninas Malvadas’ bem mais pesado e cruel – foram justamente as fãs do filme com Lindsay Lohan que descobriram e fizeram a comparação com ‘Atração Mortal’. Essa popularidade rendeu inclusive uma peça de teatro e uma série de TV moderna. Mas na época, o filme, que custou US$3 milhões, não conseguiu render sequer US$2 milhões.

Os Sete Suspeitos

suspeitos cinepop
suspeitos cinepop

Antes da internet e antes mesmo dos videogames, os jogos de tabuleiro faziam enorme sucesso com a garotada da geração anos 80. E um dos jogos mais populares era ‘Detetive’. Você certamente lembra se tem mais de 30 anos. Para os mais novos, o jogo consistia em descobrir o assassino em uma mansão com convidados para um jantar. Mas não apenas descobrir quem foi o assassino, mas também qual arma foi utilizada no crime e em qual cômodo a vítima foi morta. Já era o interesse pelo “true crime” no passado. E se os filmes de Benoit Blanc e Hercule Poirot estão mais na moda do que nunca, é a época perfeita para ‘Detetive’ ou ‘Clue’ voltar em uma nova produção para o cinema. E sim, eu disse nova, porque o jogo de tabuleiro já virou filme em 1985. Porém, apesar de hoje ser item cult, contando com Christopher Lloyd e Tim Curry no elenco, na época do lançamento nos cinemas foi solenemente ignorado, rendendo apenas US$14 milhões de seu orçamento de US$15 milhões.

Depois de Horas

horas cinepop
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Se pedíssemos para qualquer cinéfilo citar seus filmes preferidos de Martin Scorsese (o tiozinho do meme “this is cinema”), certamente longas como ‘Os Bons Companheiros’, ‘Taxi Driver’, ‘Touro Indomável’, ‘Os Infiltrados’, ‘Ilha do Medo’ e ‘O Lobo de Wall Street’ seriam mencionados. Mas e quanto a ‘Depois de Horas’, você já ouviu falar? Pois bem, o filme é um dos mais obscuros da carreira de Scorsese e um que mesmo os fãs esquecem que está em sua filmografia. Ele é realmente o ponto fora da curva da carreira do diretor, uma comédia moderna (para 1985) que fala sobre um sujeito retraído aceitando encontrar uma garota que conheceu em um café, no centro de Nova York. A noite dele não poderia ser pior e tudo dá errado. ‘Depois de Horas’ custou US$4.5 milhões e rendeu US$10 milhões, mas hoje possui seus fãs.

Flash Gordon

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Quando ‘Star Wars’ fez um sucesso estrondoso, se tornando um fenômeno cultural pop e o segundo blockbuster da história, diversos produtores resolveram “copiar” a ideia e criar sua própria ópera de aventura espacial. Um rival em potencial foi ‘Flash Gordon’, produzido por Dino De Laurentiis, que tinha como base os quadrinhos icônicos de Alex Raymond. Tudo parecia no lugar, afinal a superprodução fazia uso de um título reconhecível para ser tema do longa. O investimento foi pesado, de US$20 milhões – um dos longas mais caros da época – um grande elenco e até mesmo a trilha sonora da banda Queen. O lançamento foi no mesmo ano de ‘O Império Contra-Ataca’, o segundo filme de Star Wars. Mas o resultado ficou bem longe de ser semelhante, com apenas US$27 milhões de retorno. Hoje, o longa se tornou item cult e um sucesso em exibições de meia noite.

Mestres do Universo

he man cinepop
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Por falar em personagens icônicos que fizeram muito sucesso em outras mídias, mas que nunca receberam o tratamento adequado no cinema, além de ‘Flash Gordon’, o mundo espera uma adaptação satisfatória de ‘He-Man’ e os ‘Mestres do Universo’, um dos maiores fenômenos pop da década de 80. Criado pela Mattel, a força da empresa de brinquedos era tão grande na época, que encomendou uma série animada com seus bonecos, para que a linha ganhasse ainda mais popularidade com seu público-alvo, os meninos. E assim foi feito, já que não existiu um menino sequer que não brincou com os bonecos musculosos na época. No cinema, um filme ficou por conta da picareta Cannon Films, estrelado pelo sueco Dolph Lundgren no papel principal, e Frank Langella se divertindo horrores no papel do vilão Esqueleto. O filme, porém, custou US$17 milhões e recuperou apenas US$22 milhões.

10 Filmes que todo amante dos ESPORTES deve conferir

Todo mundo que gosta de esportes adora assistir a um filme sobre o tema! Os dramas, os bastidores, as histórias incríveis, tem muitas estradas que a ficção encontra os paralelos com a realidade. Pensando sobre o tema, resolvemos criar uma lista bem legal:

 

Time do Coração

Na trama, conhecemos o treinador principal do New Orleans Saints Sean Peyton que após conquistar o Super Bowl (o grande objetivo de todos os times do futebol americano) é pego em um escândalo que coloca em xeque sua carreira e toda sua reputação. Suspenso pela Liga, resolve estreitar laços com seu filho que mora com a ex-mulher dele e assim acaba tendo a chance de treinar uma equipe juvenil de ligas infantis da qual seu filho faz parte. Sem saber direito como se reaproximar do filho, já que o menino é muito magoado com ele, o futebol americano acaba sendo um elo que dá essa oportunidade a ele.

 

Arremessando Alto

Na trama, acompanhamos o esforçado, dedicado e bastante querido olheiro do time de basquete da franquia Philadelphia 76ers, Stanley Sugerman (Adam Sandler), um homem cansado de uma vida repleta de viagens que tem o sonho em se tornar treinador. Stanley tem um padrinho poderoso, o dono do time que trabalha, Rex (Robert Duvall) por quem tem grande admiração. Após subir de cargo para virar assistente técnico, uma mudança nos planos da administração do time, após o falecimento de Rex, faz com que Stanley dê alguns passos para trás na carreira e volte a ser olheiro. Assim, em uma viagem descompromissada até a Espanha, acaba descobrindo Bo Cruz (Juancho Hernangomez), um potencial atleta não profissional que joga por dinheiro pelas ruas espanholas. Certo de que esse jogador é a próxima grande estrela da NBA, Stanley utilizará todos seus contatos e conhecimento para conseguir um time para ele no próximo draft da liga de basquete mais famosa do mundo.

 

O Faixa Preta – A Verdadeira História de Fernando Tererê

Na trama, ambientada nos anos 90, baseada em fatos reais, conhecemos Fernando Augusto da Silva, o Tererê (Raphael Logam) nascido e criado na favela do Cantagalo no Rio de Janeiro. Desde a infância se interessa pelo universo da luta e já adolescente consegue a chance de treinar em uma academia de Jiu-Jitsu. Ele desenvolve sua técnica sempre sobre os olhos de inspiradores professores e começa a competir profissionalmente virando campeão mundial por mais de uma vez. Só que no auge da carreira, com o nome consolidado entre os melhores da história, Tererê começa a se envolver com drogas pesadas levando tudo que construiu praticamente às ruínas. Nessa época ele até vendeu sua faixa preta por 5 reais. No meio disso, ainda descobre estar com esquizofrenia, uma doença sem cura. No fundo do poço, Tererê consegue se reerguer aos poucos, com a ajuda da família e dos amigos.

 

O Quinto Set

Na trama, conhecemos Thomas Edison (Alex Lutz), um tenista perto dos 40 anos em fim de carreira, decadente na profissão, que sofre pelas oportunidades perdidas, de não ter conseguido o sucesso esperado na carreira. Com 18 anos como profissional, completa a renda mensal de sua família dando aulas particulares no clube de sua mãe Judith (Kristin Scott Thomas). Certo dia consegue a última oportunidade da carreira, disputar as classificatórias para o único Grand Slam jogado no saibro, o torneio francês Roland Garros. Ao mesmo tempo que vai avançando nesse pré-torneio, chegam em sua frente conflitos com a mãe e a esposa, a ex-tenista Eve (Ana Girardot).

 

Nyad

Na trama, conhecemos Diana Nyad (Annette Bening) uma esportista conhecida por toda a américa que algumas décadas atrás tentou uma façanha até então que outros também não conseguiram. O tempo passou, afastada das piscinas por muito tempo, virou comentarista de uma emissora de televisão. Certo dia, volta a buscar realizar o objetivo mencionado de décadas atrás, percorrer nadando mais de 160 quilômetros, entre Cuba e a Flórida, uma travessia repleta de perigos bem mais impossível do que possível. Ao lado da inseparável amiga e técnica Bonnie (Jodie Foster) e de uma equipe super gabaritada, Diana precisará treinar o corpo e combater os conflitos emocionais provocados por traumas do passado em busca desse incrível objetivo.

 

De Tirar o Fôlego

O equilíbrio entre a mente e o corpo nos preenchimentos de lacunas ligadas aos limites. Um dos mais impactantes documentários lançados no universo dos streamings em 2023, De Tirar o Fôlego, indicado à cinco prêmios desde seu lançamento, nos mostra o forte elo de dois destinos que se cruzam através dos riscos de um dos esportes mais perigosos do mundo, o mergulho livre. Escrito e dirigido pela cineasta irlandesa Laura McGann, esse projeto tem a maestria de uma narrativa que consegue manter o interesse do espectador do início ao fim onde reviravoltas são vistas aos montes nos levando para enormes caminhos de tensão, angústia e reflexões sobre a vida.

 

Jerry Maguire – A Grande Virada

Na trama, conhecemos Jerry Maguire (Tom Cruise), um badalado empresário de esportistas que vai do céu ao inferno quando, no auge da carreira, é demitido da empresa onde trabalha. Buscando um recomeço no mercado competitivo que está, vai em busca de firmar parceria com um jogador de futebol americano chamado Rod (Cuba Gooding Jr.) que é puro coração. Nessa jornada, Jerry contará com a ajuda da ex-secretária Dorothy (Renée Zellweger) com quem viverá um grande amor.

 

Ferrari

Na trama, ambientada em 1957, um período de enormes crises para o todo poderoso do automobilismo Enzo Ferrari (Adam Driver) que vê seus dias se chocarem com conturbadas questões pessoais, envolvendo a amante Lina (Shailene Woodley) e a esposa Laura (Penélope Cruz), e uma necessidade de glória em uma famosa e perigosa competição de carros, com longa distância, chamada Mille Miglia, que parece ser a grande saída para uma estabilidade financeira e pro seu futuro nos negócios. O longo de pouco mais de duas horas de projeção vamos vendo um recorte profundo, intercalando momentos, de uma figura lendária do esporte mundial.

 

Rivais

Na trama, conhecemos os inseparáveis amigos Patrick (Josh O’Connor) e Art (Mike Faist) que tem como elo uma paixão pelo esporte favorito, o tênis. Disputando alguns torneios ainda adolescentes, um dia conhecem pessoalmente Tashi (Zendaya), uma jovem promissora nesse esporte. Após algumas idas e vindas, um triângulo amoroso acaba sendo instaurado sem possibilidades de se prever o que aguardaria seus destinos.

 

King Richard: Criando Campeãs

Na trama, conhecemos Richard Williams (Will Smith), um homem obcecado em fazer suas filhas Venus (Saniyya Sidney) e Serena (Demi Singleton) terem sucesso como jogadoras de tênis. Dono de uma enorme teimosia, ele as treina de dia e trabalha como segurança à noite. Como o desenvolvimento das garotas no esporte, as portas começam a se abrir e Richard toma à frente de negociações, contratação de treinadores e escolhas que em muitos casos não são divididas com sua família, o que acaba gerando conflitos principalmente com a esposa e mãe de suas cinco filhas, Oracene (Aunjanue Ellis). Vale o destaque para a atuação de Aunjanue Ellis, muito segura em um papel secundário, difícil, impressiona no domínio de sua forte personagem.

 

Os Filmes Mais Esperados de Novembro 2017

Pois é, amiguinhos, já estamos no penúltimo mês do ano. Daqui a pouco já é Oscar de novo. E depois, mais uma temporada de blockbusters. O ciclo no mundo do cinema não tem fim, mas para os fãs, as novidades são sempre bem vindas. 2017 já apresentou todos os filmes da Marvel que tinha na manga, com Guardiões da Galáxia Vol 2, Homem-Aranha: De Volta ao Lar e o recente Thor:Ragnarok, que acabou de chegar destruindo as bilheterias. Já a DC finalmente viu a luz no fim do túnel com o grato sucesso Mulher Maravilha, pioneiro ao apresentar o primeiro filme de uma super-heroína que deu muito certo. Justamente falando nela, o penúltimo mês do ano traz o filme que pode ser a salvação da lavoura para o estúdio, e um dos filmes mais esperados do ano: Liga da Justiça. Bem, existem outros filmes legais estreando em Novembro também, é só conferir abaixo. E como sempre, não esqueça de comentar dizendo quais irão colocar em suas listinhas para assistir.

02/11

Depois Daquela Montanha

Exibido em festivais de cinema, como os de Toronto e do Rio, esta é uma aventura à moda antiga, quase sem espaço dentro da Hollywood atual. Na trama, um médico e uma fotógrafa sobrevivem a um desastre de avião, mas ficam isolados no meio de montanhas de neve, precisando lutar por suas vidas. No filme, os holofotes recaem sobre a química do casal protagonista, os talentosos Kate Winslet (vencedora do Oscar por O Leitor) e Idris Elba.

Leia nossa crítica de ‘Depois Daquela Montanha’

Em Busca de Vingança

Produzido por Darren Aronofsky (mãe!), este é o novo trabalho do ex-astro da ação Arnold Schwarzenegger, em nova fase de sua carreira aos 70 anos, agora buscando projetos mais sérios e voltados ao drama. De fato, este é o maior esforço dramático de atuação da carreira do icônico artista. Na trama, Arnold vive um sujeito que tem a vida despedaçada quando a mulher e a filha morrem num desastre aéreo. Depois da depressão, ele descobre que a falha foi humana, mas o responsável, papel de Scoot McNairy, igualmente sofre as consequências da tragédia por conta própria.

Leia nossa crítica de ‘Em Busca de Vingança’

Terra Selvagem

Estreia na direção do roteirista Taylor Sheridan (o terror que fez como diretor de aluguel não conta), indicado ao Oscar ano passado por A Qualquer Custo, e também responsável pelo roteiro de Sicario – Terra de Ninguém. Aqui, Sheridan também roteiriza, para contar a história de um crime passado numa gelada reserva indígena (ou nativa americana). Uma jovem nativa foi assassinada e uma agente do FBI novata é enviada para investigar. Devido a sua inexperiência, a ajuda de um exímio rastreador/caçador vem bem a calhar. Nos papeis principais, dois Vingadores, Jeremy Renner e Elizabeth Olsen.

Leia nossa crítica de ‘Terra Selvagem’

A Noiva

Este é um terror russo, que mostra que o país está disposto a exportar seus filmes de entretenimento, vide o recente Os Guardiões, produção sobre super-heróis. Aqui, uma antiga lenda local é o mote, e serve como pano de fundo. Segundo a história, as almas dos mortos ficam aprisionadas e são amaldiçoadas quando tiramos suas fotografias. Uma jovem irá aprender da pior maneira que tais lendas podem ser muito reais, quando seu noivo a leva para conhecer a casa de sua família no campo, local que esconde inúmeros mistérios e alguns segredos sobrenaturais.

Leia nossa crítica de ‘A Noiva’

Assista ao nosso vídeo sobre ‘A Noiva’

Gabriel e a Montanha

Produção nacional que vem dando o que falar e promete uma boa dose de emoção nos cinemas. Exibido nos principais festivais de cinema no Brasil, como o Festival do Rio e a Mostra de São Paulo, o filme é uma bela homenagem do diretor Fellipe Barbosa para o amigo Gabriel Buchmann, um jovem aventureiro com grandes sonhos de um mundo melhor. No filme, João Pedro Zappa vive Gabriel, nesta história que narra seu destino derradeiro na África.

Dona Flor e Seus Dois Maridos

Estreando em algumas cidades do Nordeste Brasileiro, esta nova roupagem do clássico de Jorge Amado (que já foi levado aos cinemas na década de 1970, com Sônia Braga, e inclusive teve uma versão gringa, chamada Meu Adorável Fantasma, com Jeff Bridges, Sally Field e James Caan) tem direção de Pedro Vasconcelos e Juliana Paes, Marcelo Faria e Leandro Hassum no elenco como o trio protagonista. Na trama, Dona Flor teve um relacionamento pra lá de quente com o marido boêmio Vadinho. Mas após sua morte, ela encontra outro companheiro no recatado farmacêutico Teodoro. No entanto, a mulher sente tanta falta do falecido, que ele volta na forma de um fantasma para enlouquecê-la.

09/11

Gosto se Discute

A onda de estrelato de artistas lançados pela plataforma Youtube pegou e se tornou uma das fontes mais constantes de entretenimento, inclusive no cinema. Uma das que mais se beneficiou disso (ou a que mais se beneficiou) foi Kéfera Buchmann, que já protagonizou alguns filmes, como o sucesso É Fada! e agora volta trabalhando num filme de verdade e não num veículo para ela, ou quase. Kéfera interpreta uma funcionária enviada por investidores para fazer um renomado restaurante voltar a dar lucro. O veterano Cássio Gabus Mendes interpreta o irredutível chef, dono do local.

Assista nossa entrevista com o elenco de ‘Gosto se Discute’

16/11

Liga da Justiça

Este é sem dúvidas um dos filmes mais esperados do ano, e a prova de fogo para a DC/Warner nos cinemas. A Marvel se preparou durante anos para o espetáculo principal: Os Vingadores (2012). E o resultado foi a quebra de inúmeros recordes. Agora, a rival corre atrás do tempo perdido e chega com a sua resposta. Esta é a junção de seus principais heróis em um único e apoteótico filme. Aqui, Batman, Mulher Maravilha, Flash, Aquaman e Ciborgue unirão forças, à espera do Superman, para combater uma ameaça alienígena que planeja dominar a Terra. Qualquer semelhança não é pura coincidência. É esperar para ver.

23/11

Sem Fôlego

Colecionando elogios por onde foi exibido e com grande força para a época de premiações, este é o novo trabalho do prestigiado diretor Todd Haynes (Carol). Baseado no livro de Brian Selznick, Sem Fôlego conta duas histórias, coexistindo em tempos e formas cinematográficas distintas. Um menino está à procura de seu pai. No passado, uma menina também busca por algo especial. Cada história é narrada de uma forma, uma inclusive em preto e branco. Tem tudo para ser um dos mais criativos e especiais filmes do ano. Julianne Moore e Michelle Williams estão no elenco.

Pai em Dose Dupla 2

Ninguém imaginou que o primeiro Pai em Dose Dupla (2015) seria sucesso o suficiente para gerar uma sequência, mas aqui ela está. Se no primeiro filme tínhamos o embate entre o padrasto atrapalhado Will Ferrell e o pai biológico bad boy Mark Wahlberg, disputando a liderança da família, nesta continuação entram em jogo os pais dos pais. Os avôs interpretados por John Lithgow e Mel Gibson são versões mais velhas de suas crias e prometem criar muita confusão na época de natal, neste filme para toda a família.

Boneco de Neve

Suspense gelado, baseado no livro do especialista no gênero, o norueguês Jo Nesbro. Dirigido pelo sueco Tomas Alfredson, dos ótimos Deixa Ela Entrar (2008) e O Espião que Sabia Demais (2011), e protagonizado por um grande elenco, vide Michael Fassbender, Rebecca Ferguson e Charlotte Gainsbourg, o thriller narra uma caçada por um serial killer. Numa pacata cidade, assassinatos começam a ocorrer, crimes envolvendo mulheres. Cabe ao detetive Harry Hole (Fassbender), uma vez um talentoso policial, agora caído em desgraça, solucionar o caso.

30/11

Assassinato no Expresso Oriente

Falando em suspense baseado em livro, que tal a adaptação de um dos mais famosos de todos os tempos. Deixe para a autora Agatha Christie a criação de alguns dos maiores mistérios da literatura mundial. Considerada a rainha do suspense, Christie é renovada para uma nova geração, na forma de uma superprodução cinematográfica. Esperamos que esta moda pegue e outros trabalhos da icônica escritora deem frutos como este. Aqui, numa viagem de trem no dito expresso do Oriente, o exímio investigador Hercule Poirot se vê no meio de uma trama de assassinato, quando um dos passageiros é morto, deixando inúmeros suspeitos. Vale a pena ser investigado nas telonas, com as participações de Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Penélope Cruz, Daisy Ridley e Kenneth Branagh – que protagoniza e também dirige o longa.

Jogos Mortais – Jigsaw

O mês termina com um presente para os fãs de terror. Na minha infância, tínhamos como reis do gênero as franquias Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo. A nova geração tem como representantes as séries Atividade Paranormal e Jogos Mortais. Agora, uma delas retorna, sete anos depois de sua última aparição nas telonas, para um novo round de torturas intermináveis. O assassino John Kramer, conhecido como Jigsaw, morreu, mas suas armadilhas mortais continuam vivas. Na direção, os irmãos Michael e Peter Spierig, do ótimo O Predestinado (2014).

8 Biografias Musicais Brasileiras

Cazuza: O Tempo Não Para (2004)

É comum em biografias do tipo, utilizarem como título o nome de uma canção famosa do homenageado (quando não usam o nome do músico ou os dois) e é exatamente isso o que foi feito com este longa que abre a lista. Dirigido por Walter Carvalho (Raul: O Início, o Fim e o Meio) e Sandra Werneck (Pequeno Dicionário Amoroso), e baseado no livro de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, O Tempo Não Para relata a trajetória do astro do rock nacional pela década de 1980, até sua morte de Aids em 1990. No filme, Marieta Severo vive Lucinha e Reginaldo Faria é João Araújo, o pai do cantor. Abrilhantando a produção com uma performance totalmente camaleônica está o jovem Daniel de Oliveira, bem antes de sua excelente fase atual no cinema.

2 Filhos de Francisco (2005)

Essa é uma das poucas biografias musicais que não leva o nome de uma música nem o nome dos artistas representados. Aqui, a homenagem é para o pai da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano, Francisco José de Camargo. A figura paterna foi o maior incentivo para a carreira dos irmãos, que começou bem cedo, ainda na infância. A vida dura é muito bem representada pelo diretor Breno Silveira (Entre Irmãs) e o longa exala a carga dramática necessária, além de uma grande beleza em seu teor narrativo e de roteiro. Márcio Kieling e Thiago Mendonça incorporam perfeitamente os protagonistas Zezé e Luciano, respectivamente, e Ângelo Antônio tem um dos melhores desempenhos de sua carreira, mesclando doçura e severidade na pele do progenitor. Este é um dos melhores filmes da lista.

Gonzaga: De Pai para Filho (2012)

2 Filhos de Francisco fez tanto sucesso em seu ano de lançamento, que o cineasta Breno Silveira retornou ao gênero sete anos depois, para uma nova história envolvendo pais e filhos e sua paixão pela música. O relacionamento conturbado entre pai e filho é novamente o foco de uma produção de Silveira, que desta vez joga a luz no nordestino Luiz Gonzaga, considerado o rei do baião. Além de sua história, o filme também centra no relacionamento digno de pé de guerra com o filho – o também músico Gonzaguinha. Dando vida aos ícones da música, Chambinho do Acordeon é a escolha perfeita para Luiz Gonzaga – e faz bom uso dos seus dotes com o instrumento -, e o grande Júlio Andrade personifica Gonzaguinha.

Somos Tão Jovens (2013)

O que Luciano, da dupla Zezé Di Camargo e Luciano, tem a ver com Renato Russo, líder da banda Legião Urbana? Bem, a resposta é o ator Thiago Mendonça, intérprete de ambos os cantores no cinema. Aqui, não temos menção à banda ou ao frontman no título, mas sim a uma das canções mais emblemáticas do grupo – que todo fã reconhece logo de cara. Assim como em Cazuza, vemos narrada em tela a trajetória de um artista considerado um poeta para diversas gerações, e sua jornada junto ao conjunto musical pelo qual ficaria conhecido. No elenco, temos ainda a talentosa Bianca Comparato, presente em Minha Fama de Mau também. A direção é de Antonio Carlos da Fontoura (Espelho da Carne, 1985). Uma curiosidade é que no ano de 2013, a banda Legião Urbana esteve em voga no cinema, já que além desta biografia, foi lançado também Faroeste Caboclo, que adaptou para as telonas outra das imortais canções do grupo. Este ano será lançado nos cinemas Eduardo e Mônica, baseado em outra de suas celebradas músicas.

Tim Maia (2014)

Tim Maia é um dos personagens presentes em Minha Fama de Mau. Embora não seja um dos principais do recente filme (sua participação é pequena), o icônico artista dono de um tremendo vozeirão já ganhou seu próprio longa-metragem. Dirigido por Mauro Lima (Meu Nome Não é Johnny), o filme narra a trajetória do cantor desde a juventude (onde é interpretado por Robson Nunes) no Rio de Janeiro, passando por sua viagem aos EUA, onde descobriu uma nova sonoridade e a verdadeira paixão pela música, até o auge do estrelato – já nas formas impressionantes de Babu Santana (ótimo em cena) -, e sua precoce morte aos 55 anos. A produção conta ainda com as presenças do ex-casal Cauã Reymond e Alinne Moraes, em papeis de importância para a trama.

Crítica | Tim Maia

Elis (2016)

Uma das artistas mais adoradas de todos os tempos no país, Elis Regina teve uma significância extrema para a cultura nacional, o movimento da MPB, e sua influência pode ser sentida até hoje. Quem tem a difícil tarefa de personificar esta personalidade maior que a vida é a bela Andréia Horta – que incorpora seus trejeitos e maneirismos de forma certeira. Caco Ciocler e Júlio Andrade completam o elenco principal. Quem dirige é o estreante no cinema Hugo Prata, mais conhecido pela série infantil Castelo Rá-Tim-Bum.

Crítica | Elis

Simonal (2018)

Exibido ano passado no Festival do Rio, e com lançamento prometido para setembro deste ano em grande circuito, Simonal é a biografia do controverso cantor Wilson Simonal – que já havia rendido o documentário Ninguém Sabe o Duro que Dei (2009) e foi citado no recente Chacrinha: O Velho Guerreiro (2018). A maior polêmica envolvendo o cantor é a especulação de que ele teria ajudado a ditadura militar durante a década de 1960, fato que o tornou maldito dentre seus colegas de profissão. Leonardo Domingues (estreando no cinema) é quem dirige. Uma curiosidade é a reunião da dupla Fabrício Boliveira e Isis Valverde, protagonistas de Faroeste Caboclo (2013). Aqui, Boliveira vive Simonal, enquanto Valverde é Tereza, seu grande amor.

Crítica| Simonal – Cinebiografia do cantor é mais atual do que nunca

Minha Fama de Mau (2019)

E terminamos a lista com o filme que a motivou. Minha Fama de Mau, como citado, é um atestado de amor a uma era muito específica – mais inocente, sofisticada, onde a arte pulsava. Nela, somos guiados por Erasmo Carlos, um jovem com sonhos de fama e sucesso, que termina por, ao lado de duas outras figuras centrais (Roberto Carlos e Wanderléa), criar o movimento conhecido como Jovem Guarda, uma verdadeira revolução cultural. Chay Suede, Gabriel Leone e Malu Rodrigues são os intérpretes de Erasmo, Roberto e Wanderléa respectivamente. A direção é de Lui Farias.

Você se lembra dos MAIORES ASTROS de Hollywood dos anos 90?

Cada geração é nostálgica em relação a uma determinada década ou período. Os mais velhos podem lembrar da era de ouro de Hollywood como uma época mais simples e de valores puristas – muitos tendo ficado ultrapassados nos dias de hoje, é claro. Quando falamos de cinema, no entanto, é inegável que os anos 70 serviram de divisor de águas da contracultura, a época dos hippies e a geração da Nova Hollywood, que revolucionaria o mercado para sempre, e mudaria a maior indústria de cinema do mundo. O resultado disso, por exemplo, entre outras coisas, foi o surgimento dos blockbusters, dos filmes-evento.

Assim seguiram os anos 80 e 90, como verdadeiras fábricas de fazer estrelas e astros modernos. Nessa nova matéria iremos justamente retornar para a década de 1990, para revisitar alguns dos maiores astros de Hollywood do período. Ou seja, daremos uma olhada em cinco atores que faziam muito sucesso na época e que talvez os mais novos não saibam da grandiosidade que foram seus nomes no período. Confira abaixo.

Kevin Costner

Começamos a lista com o verdadeiro Rei de Hollywood do início dos anos 90. É claro que Kevin Costner já fazia sucesso no fim dos anos 80 com filmes como Os Intocáveis (1987), Sem Saída (1987), Sorte no Amor (1988) e Campo dos Sonhos (1989). Mas seria na virada da nova década que o ator veria sua transformação em um dos maiores astros dos EUA. Isso porque logo em 1990, Costner protagonizou, produziu e, principalmente, dirigiu o épico de faroeste Dança com Lobos (filme que retrata os índios pela primeira vez apresentados como figuras bondosas e não como os vilões de sempre) – o grande vencedor do Oscar daquele ano com nada menos que 12 indicações, e 7 vitórias incluindo melhor diretor e melhor filme. É claro que um sucesso deste coloca qualquer um no topo do mundo, e Kevin Costner foi instantaneamente catapultado para lá.

O ator soube aproveitar muito bem o status que havia ganhado e fez ótimas escolhas em seus projetos. Logo no ano seguinte apareceria em duas produções muito badaladas. A primeira foi Robin Hood – O Príncipe dos Ladrões, um dos blockbusters mais chamativos de 1991, que novamente investia em uma olhada moderna em um ícone do passado. Robin Hood marcou época e se tornou uma das maiores bilheterias do início dos anos 90. No mesmo ano, Costner retornaria num filme mais sério, político e investigativo – que não se esquivou das polêmicas devido à sua visão ideológica. JFK – A Pergunta que Não quer Calar foi indicado para 8 Oscar, incluindo melhor filme. A trilha de boas escolhas de projetos de Kevin Costner seguiria pelo fenômeno O Guarda-Costas (1992) – um dos filmes mais queridos da época; Um Mundo Perfeito (1993), drama dirigido e estrelado por Clint Eastwood; e Wyatt Earp (1994), faroeste superprodução que narra sobre o lendário xerife do título.

Como nada dura para sempre, Kevin Costner sentiria seu primeiro grande baque e veria sua reputação ser arranhada com o lançamento de Waterworld – O Segredo das Águas (1995), espécie de Mad Max na água que deveria ser o novo Dança com Lobos da carreira do astro (servindo como produtor também), mas se tornaria um dos filmes mais desastrosos do cinema na época. Mal havia se recuperado do fracasso de Waterworld e Costner resolveria investir de novo no gênero da ficção pós-apocalíptica, trocando os mares pelos desertos em O Mensageiro (1997), desta vez além de produtor servindo também como diretor. Com os dois knockouts, restou para o ator voltar aos romances esportivos com O Jogo da Paixão (1996), Por Amor (1999) e Uma Carta de Amor (1999). Recentemente, Costner fez sucesso na elogiada série Yellowstone.

Jim Carrey

É preciso aproveitar o auge de popularidade, pois nunca se sabe quanto tempo ela irá durar. Uma das coisas mais difíceis para um ator é administrar sua carreira e conseguir permanecer na crista da onda por décadas. Justamente por isso é admirável o que atores como Tom Cruise conseguiram atingir. Para Jim Carrey, nenhuma outra época se comparou aos anos 90. Carrey é mais um ator que já fazia filmes nos anos 80, mas na época estava bem longe de ser famoso. Em seu repertório da época estão longas que hoje se tornaram cult, como Procura-se um Rapaz Virgem (1985) e Meu Amante é de Outro Mundo (1988). Carrey inclusive obteve destaque na TV no início dos anos 90, quando estrelou o programa de esquetes In Living Color (de 1990 a 1994).

Mas o ano de 1994 definitivamente seria o divisor de águas na carreira de Jim Carrey. Aliás, nenhum outro astro de Hollywood talvez tenha tanto a agradecer ao ano de 1994 quanto Jim Carrey. Isso porque neste ano foram lançados os três filmes que colocariam o nome do ator no mapa para sempre. O primeiro foi Ace Ventura – Um Detetive Diferente, aposta certeira da Warner no ator de cara de borracha, criando um de seus personagens mais únicos da carreira. Seguindo de perto veio logo O Máskara, uma produção atemporal que foi um dos primeiros exemplos de filmes a utilizarem de maneira magnânima os efeitos especiais de computadores, pegando o rastro de Jurassic Park. E terceiro, para fechar o caixão, veio o mega sucesso da comédia incorreta Débi & Lóide – Dois Idiotas em Apuros. Pronto, o nome do ator estava escrito nas estrelas.

Logo no ano seguinte, Carrey estrelava em mais dois sucessos. Primeiro em Batman Eternamente, ao ser escolhido para o vilão Charada (e “sequestrar o filme”), isso que é moral. Depois veio Ace Ventura 2, já com o ator no topo do mundo. Daí foi só correr para o abraço. Porém, quanto mais alto estamos, maior é o tombo. E o tombo veio com O Pentelho (1996). No ano seguinte, no entanto, Carrey já estava recuperado, com O Mentiroso (1997). Depois, investiu em ser reconhecido como ator sério, e mandou muito bem em O Show de Truman (1998) e O Mundo de Andy (1999). Hoje, Carrey lida com sua depressão e a morte de sua companheira. Se tornou uma figura em partes polêmica, e em partes esquecida. Mesmo assim recuperou uma pequena porção de sua fama com os três filmes da franquia Sonic, sucessos para a garotada.

Tom Hanks

Hollywood é mesmo uma terra de sonhos, e pode mudar completamente a carreira de um ator, o transformando em um astro. Nunca é tarde. Atores podem ter suas carreiras transformadas de uma hora para outra. Veja o caso de Tom Hanks, por exemplo, na década de 80 o ator era apenas conhecido pelos filmes de comédia que fazia – nos quais se encontram Splash – Uma Sereia em Minha Vida (1984), Um Dia a Casa Cai (1986), Dragnet – Desafiando o Perigo (1987), Quero ser Grande (1988), Meus Vizinhos São um Terror (1989) e Uma Dupla Quase Perfeita (1989). Sim, Tom Hanks era um nome famoso e de sucesso, mas o que seria seu pulo do gato para se tornar um verdadeiro astro ocorreria no início dos anos 90 com sua vitória no Oscar de melhor ator.

É indiscutível que Filadélfia (1993) foi a grande chance que o ator teve de demonstrar que também podia ser um “ator sério”. Não que Hanks já não tivesse se aventurado pelo drama antes, mas o fez em produções “esquecidas” pelo público. Já Filadélfia se tornou um grande sucesso de crítica e público, e fez todos verem que Hanks era mais que um ator de comédias no papel de um advogado discriminado por ter AIDS e ser gay em 1993. Mas e quem disse que Tom Hanks pararia por aí? Sentindo o gostinho do prestígio, logo no ano seguinte o ator estava interessado em quebrar recordes e o fez se tornando o segundo ator da história a vencer o Oscar na categoria de intérprete principal por dois anos consecutivos. A segunda vitória foi pelo atemporal Forrest Gump (1994), que de quebra ainda se tornou um dos fenômenos mais queridos da sétima arte.

Muitos acreditavam que Hanks merecia ter sido indicado pelo filme que faria a seguir: Apollo 13 (1995) – mas talvez fosse demais dar chance ao ator fazer três vezes. Em 1996 estreava na direção com seu “cover” dos Beatles em The Wonders – O Sonho não Acabou (cuja música da trilha grudou igual chiclete). Ainda no fim da década estrearia ao lado de Steven Spielberg no fantástico drama de guerra O Resgate do Soldado Ryan (1998) – com mais uma indicação para melhor ator -; no drama sobrenatural baseado em Stephen King À Espera de um Milagre (1999); e recobrando a parceria com Meg Ryan no romance Mens@gem para Você (1998). Ah sim, mostrando ser cool, Hanks cederia a voz para o boneco Woody na primeira animação em 3D da Disney e da história do cinema com Toy Story (1995) e voltaria para mais três filmes deste universo. Hanks continua em alta, e ano passado estrelou Elvis e O Pior Vizinho do Mundo – disponível na Netflix.

Nicolas Cage

Talvez os mais novos nem consigam dimensionar o que foi Nicolas Cage nos anos 90. Isso devido ao status atual do astro, mergulhado em inúmeras produções do cinema B, que por aqui sequer recebem lançamento nos cinemas, e muitas vezes nos EUA também não. São muitas produções esquecíveis por ano protagonizadas por Cage. Mas quem viveu a época entende e sabe muito bem qual era a potência de Nicolas Cage no período. Assim como os demais atores desta lista, Cage começou sua carreira ainda na década de 1980, onde participou de boas produções cult, como Arizona Nunca Mais, Um Estranho Vampiro e O Feitiço da Lua. Mas assim como os demais atores contidos aqui também sua grande revelação viria em meados da década seguinte.

Foi em 1995, graças a um drama pouco conhecido hoje em dia, chamado Despedida em Las Vegas, que a carreira de Nicolas Cage mudaria para sempre. Foi devido a este filme, no qual interpreta um alcoólatra viajando até Las Vegas com o propósito de beber até morrer, que o ator ganharia o Oscar, entrando para o time A de astros de Hollywood. Depois disso, Nick Cage resolveu se transformar em um herói de ação, e o fez em grande estilo, com A Rocha (ao lado de Sean Connery, dirigido por Michael Bay), Con Air – A Rota da Fuga e A Outra Face (com John Travolta, de John Woo).

A esta altura Nicolas Cage já estava consolidado como um dos grandes nomes de Hollywood, e entregava alguns dos maiores blockbusters da época. Mas o ator não queria ficar conhecido apenas pelos filmes de ação. Desta forma resolvia investir também no romance, com Cidade dos Anjos (ao lado de Meg Ryan, 1998); nos thrillers, com Olhos de Serpente (de Brian De Palma, 1998) e Oito Milímetros (de Joel Schumacher, 1999); e no drama existencial, com Vivendo no Limite (de Martin Scorsese, 1999 – sentiram a moral). Aos poucos nos últimos anos Nicolas Cage vem fazendo as pazes com o sucesso. Em 2021 lançou o elogiado PIG – A Vingança, sobre um homem comum atrás de seu porco. E deu o que falar com a comédia O Peso do Talento, no qual interpreta a si mesmo, e como o vilão de Longlegs – Vínculo Mortal.

Arnold Schwarzenegger

Finalizando nossa lista dos maiores astros dos anos 90 temos o verdadeiro rei da ação do período. Schwarzenegger e Sylvester Stallone dividiram o protagonismo do gênero na década. Mas enquanto Stallone viu seu auge na década de 1980, em especial devido ao enorme sucesso de Rambo 2, o ator austríaco esperaria até a década seguinte, mesmo tendo tido sucessos nos anos 80, para se tornar o rei das bilheterias com O Exterminador do Futuro 2 (1991) – um fenômeno incontestável para o cinema entretenimento, surgindo como um marco divisor de águas no terreno dos efeitos visuais. É verdade que nos anos 80, Arnold já havia feito dois Conan, um Exterminador do Futuro, O Predador, Comando para Matar, entre outros. Mas o segundo Exterminador do Futuro não seria apenas mais um sucesso em seu currículo, mas sim um fenômeno mundial, elevando o status do grandalhão a um novo patamar.

É indiscutível que O Exterminador do Futuro 2 foi o auge da carreira de Schwarzenegger. E o astro estava disposto a seguir nessa tendência. Logo em seguida, ele preparou um projeto ambicioso, em nova parceria com o mesmo diretor de O Predador (John McTiernan). O filme em questão foi O Último Grande Herói (1993), o qual Arnold esperava que derrubasse os dinossauros de Spielberg em Jurassic Park. O resultado não foi bem esse na época, embora hoje a produção tenha ressurgido como cult. Sorte melhor teve sua investida seguinte, com True Lies (1994), o melhor filme de James Bond da época (que não era realmente de James Bond), dirigido por James Cameron. Foi esse sucesso todo que garantiu ao astro a entrada na galeria de vilões de Batman, em Batman & Robin (1997), infelizmente mais uma superprodução que não deu muito certo.

O último trabalho de Schwarzenegger no cinema até o momento foi retornando para a franquia que o consagrou em O Exterminador do Futuro – Destino Sombrio (2019) – o sexto longa da série. Arnold aderiu às séries da Netflix e estrelou o sucesso FUBAR ano passado, que já prepara a segunda temporada. Além disso, A Lenda de Conan trará o ator novamente como o Bárbaro, agora em fase mais velha, e está sendo desenvolvido atualmente.