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Oscar 2018 | COADJUVANTES – Nossos palpites para os indicados

Geralmente meus palpites para os indicados ao Oscar saem com muito mais antecedência. Em anos recentes, consegui inclusive soltar uma matéria como esta faltando quatro meses para o anúncio dos indicados. Seja como for, tudo ainda não passa de especulação guiada pelo burburinho e o disse me disse de avaliações da imprensa especializada, e algumas premiações menores, que podem influenciar os membros votantes da Academia. A vantagem de uma previsão mais próxima ao anúncio – ainda faltando um pouco mais de um mês – é que erra-se menos.

Na nossa segunda parada, os convido para vislumbrar as atrizes e atores coadjuvantes que vem despertando falatório de possíveis indicações, enaltecidas pela crítica e fazendo florescer paixões por seus trabalhos em festivais. Nesta segunda olhada iremos considerar as possíveis indicações para Melhor Atriz e Ator Coadjuvantes. Vem com a gente e prepare seu caderninho.

A disputa por indicações ao maior prêmio do cinema realmente funciona como uma competição esportiva. Existem os favoritos, os azarões e as reviravoltas. Por isso, é muito bom ver como esta mesa vai sendo mexida de tempos em tempos até o dia da divulgação dos indicados. A cada mês, ou até mesmo quinzenalmente, as apostas vão mudando, de novembro, dezembro e janeiro. Eleições de prêmios da crítica de cidades como Nova York e Los Angeles, divulgadas recentemente, com certeza ajudam, influenciam, e fazem olhar de forma diferente para certos candidatos. Como, por exemplo, a atriz Tiffany Haddish, eleita como coadjuvante do ano na comédia Viagem das Garotas, pelos críticos de NY. O filme, uma comédia escrachada sobre quatro mulheres sem pudores, foi elogiado pela imprensa e pode vir a se tornar o Missão Madrinha de Casamento (2011) deste ano. Lembrando que pelo filme citado, a humorista Melissa McCarthy recebeu sua indicação ao prêmio da Academia. Com isso em mente, começaremos logo com as atrizes coadjuvantes.

Atriz Coadjuvante:

Assim como na categoria de atriz principal, existem algumas favoritas nesta categoria de coadjuvantes. Duas que despontam na liderança são Allison Janney e Laurie Metcalf.

Janney está uma força da natureza como a incorreta e abusiva mãe da protagonista Margot Robbie em I, Tonya – filme que é um preferido pessoal deste que vos fala, desde que tive a oportunidade de conferi-lo no Festival de Toronto este ano. Metcalf também vive a mãe da protagonista em seu respectivo filme, esta porém, mais compreensiva e sã, no drama jovial de amadurecimento Lady Bird: A Hora de Voar, filme que marca a estreia na direção da atriz Greta Gerwig e vem arrancando todos os elogios possíveis e imagináveis – então, naturalmente encontrará lugar no Oscar também.

Após a polêmica envolvendo o Oscar So White de 2016, uma premiação mais inclusiva ocorreu este ano, com as vitórias de Viola Davis (Um Limite Entre Nós), Mahershala Ali (Moonlight) e a escolha de melhor filme para Moonlight: Sob a Luz do Luar, que desbancou o favorito La La Land: Cantando Estações, mesmo após sua vitória momentânea. Alguns afirmam que a vitória precisa ser por merecimento, e não apenas pelo fator politicamente correto. Concordo. Mas a questão é, não existem realmente tantas ofertas para atores negros, ainda mais como protagonistas. Veja o caso da talentosíssima Lupita Nyong´o, que mesmo após a vitória no maior prêmio do cinema, ainda encontra dificuldade de trabalho e só voltará aos holofotes agora, com Pantera Negra, cinco anos após sua vitória.

O fato é, esta questão importa, e muito. E pode entrar em jogo novamente este ano. Na categoria principal não temos muita opção para atrizes negras, ou minoritárias. Então, a Academia pode fazer por onde aqui, na categoria de coadjuvante. Nela, as possibilidades são, além da citada Tiffany Haddish, Octavia Spencer e Mary J. Blidge.

Spencer, ao lado de Viola Davis, tem se tornado sinônimo de representatividade em premiações e uma favorita dos votantes da Academia. Ela já tem seu Oscar por Histórias Cruzadas (2012) e ano passado foi indicada novamente por Estrelas Além do Tempo. Este ano, pode estar na disputa novamente devido ao trabalho na fantasia melancólica de Guillermo del Toro, A Forma da Água.

Mesmo sem ter visto, acho mais interessante uma lembrança para Mary J. Blidge, cantora de R&B e atriz, cuja atuação em Mudbound, drama racial fervoroso, vem sendo enaltecida pelos especialistas. A Academia adora transformações físicas e basta apenas uma olhada em Blidge no filme para perceber o quanto a atriz se distanciou de sua persona glamourosa da vida real. O único problema é o fato desta ser uma produção da Netflix, ainda vista com maus olhos pelos membros votantes. Até mesmo no Brasil, um acordo feito com uma distribuidora nacional promete o filme nos cinemas antes de cair na plataforma (nos EUA já foi lançado em streaming).

Fechando o grupo principal das atrizes mais mencionadas no momento para a categoria temos Melissa Leo, Kristin Scott Thomas e Tatiana Maslany.

Melissa Leo, que já foi muito criticada quando levou o Oscar de coadjuvante por O Vencedor (2011) – a atriz bancou sua própria campanha do bolso, pagando por anúncios em revistas e outdoors quando o estúdio não fez – entra no páreo por Novitiate, drama no qual interpreta uma freira. Scott Thomas vem recebendo elogios por O Destino de uma Nação, filme que traz o possível vencedor de melhor ator do ano, Gary Oldman, na pele do Primeiro Ministro Britânico Winston Churchill, durante a Segunda Guerra Mundial. Thomas vive a mulher do político, Clementine. Já Tatiana Maslany, mais conhecida por interpretar diversas clones na série Orphan Black, faz a transição para o cinema com os dois pés direitos e pode abocanhar logo uma indicação por seu trabalho em O que te Faz Mais Forte, no qual interpreta a companheira do personagem de Jake Gyllenhaal (igualmente um suposto indicado), durante o trágico atentado na maratona de Boston em 2013.

Embora não esteja lá em cima com as outras citadas, neste momento ao menos, Michelle Pfeiffer é uma favorita pessoal. A atriz teve um grande ano, recheado de atuações memoráveis, como a Sra. Hubbard da nova versão de Assassinato no Expresso do Oriente. Mas caso venha a ser lembrada, e esperamos que sim, será por seu desempenho como a personagem chamada simplesmente de Mulher, no intrigante mãe!, de Darren Aronofsky. Aqui, minha torcida por uma indicação para a atriz.

Ator Coadjuvante:

Na categoria de ator o mesmo ocorre, e dois nomes despontam na liderança neste atual momento: Willem Dafoe e Sam Rockwell.

Dafoe é o favorito, tendo levado os prêmios da crítica tanto de NY quanto de LA. O ator, que já tem duas indicações ao Oscar (Platoon, de 1987, e A Sombra do Vampiro, de 2001), interpreta o síndico de um conjunto habitacional, que faz amizade com uma encantadora menininha, em Projeto Flórida. Rockwell, por outro lado, ainda não tem uma indicação, que pode ser remediada por sua performance em Três Anúncios para um Crime, comédia dramática a qual muitos apontam como digna de levar o prêmio de melhor filme. Rockwell interpreta o pacato policial de uma cidadezinha, virada do avesso por uma mãe em busca de justiça pelo assassinato de sua filha.

Outro filme com toda a pompa de sair vitorioso na próxima edição do Oscar é Me Chame Pelo Seu Nome, drama gay sobre a descoberta do primeiro amor. Ao contrário de Moonlight, vencedor do ano passado, este filme aborda a vida de pessoas privilegiadas, de férias e curtindo a vida no norte da Itália durante a década de 1980. Neste cenário, Me Chame Pelo Seu Nome fez os críticos mundiais se derreterem em elogios, e vê uma disputa interna pela indicação de um de seus coadjuvantes, ou quem sabe dos dois (já que o protagonista Timothée Chalamet está praticamente garantido na categoria principal). O ótimo Michael Stuhlbarg vive o pai do rapaz no filme, e na última cena entrega um monólogo que tem feito a plateia se debulhar em lágrimas, aonde quer que o filme seja exibido. Este momento pode ser o seu clipe do Oscar e lhe garante uma passagem talvez mais certa ao prêmio. Por outro lado, o jovem Armie Hammer, que no filme interpreta o objeto de afeto do protagonista, nunca esteve tão bem e entrega o desempenho de sua carreira. Está duro. E isso foi o que ele disse ao pêssego.

No entanto, o fator inclusão também se faz presente aqui, é claro, afinal vocês viram algum ator não caucasiano na categoria até o momento? Sorte que o jovem Jason Mitchell entrega um desempenho de salvar o couro de Hollywood em Mudbound, o filme mencionado acima. Sua entrada entre os cinco indicados é quase certa, e segundo muitos, será merecidíssimo. Fechando o grupo principal, outro que vem sendo muito lembrado por veículos do meio, é Ben Mendelsohn, ator australiano, dono de uma sólida atuação em O Destino de uma Nação, no qual interpreta o Rei George VI, o mesmo de O Discurso do Rei (2010), pós-gagueira.

É claro que neste tempo restante até o anúncio das indicações em janeiro, muita água pode rolar. Atores favoritos agora podem perder momento, e outros não tão mencionados podem ganhar força e correr por fora. Então, nada mais justo do que apresentar abaixo todas as possibilidades. Confira.

Atriz Coadjuvante:

Holly HunterDoentes de Amor
Hong Chau – Pequena Grande Vida
Bria Vinaite – Projeto Flórida
Catherine Keener – Corra!
Andrea Riseborough – A Guerra dos Sexos
Kristen Wiig – Pequena Grande Vida
Penélope Cruz – Assassinato no Expresso do Oriente
Carey Mulligan – Mudbound
Brooklynn Prince – Projeto Flórida
Millicent Simmonds – Sem Fôlego
Julianne Moore – Sem Fôlego
Keala Settle – O Rei do Show
Michelle Williams –O Rei do Show
Zendaya – O Rei do Show
Rebecca Ferguson – O Rei do Show
Kirsten Dunst – O Estranho que Nós Amamos
Elle Fanning – O Estranho que Nós Amamos
Nicole Kidman – O Sacrifício do Cervo Sagrado
Alison Brie – The Post: A Guerra Secreta
Sarah Paulson – The Post: A Guerra Secreta
Carrie Coon – The Post: A Guerra Secreta
Hannah Murray – Detroit em Rebelião
Margot Robbie – Goodbye Christopher Robin
Bérénice Bejo – O Formidável
Lesley Manville – Trama Fantasma
Julia Roberts – Extraordinário
Julianne Moore – Suburbicon: Bem-vindos ao Paraíso
Juno Temple – Roda Gigante
Lois Smith – Marjorie Prime
Elizabeth Marvel – Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe
Kate Hudson – Marshall
Riley Keough – Logan Lucky: Roubo em Família
Tilda Swinton – Okja
Carrie Fisher – Star Wars: Os Últimos Jedi
Emma Thompson – A Bela e a Fera
Cathy Moriarthy – Patti Cake$
Rosamund Pike – Hostiles
Zosia Mamet – Under the Silver Lake
Amy Schumer – Thank You for Your Service

Ator Coadjuvante:

Woody HarrelsonTrês Anúncios para um Crime
Patrick Stewart – Logan
Ed Harris – mãe!
Tom Hardy – Dunkirk
Kenneth Branagh – Dunkirk
Mark Rylance – Dunkirk
Steve Carell – A Melhor Escolha
Laurence Fishburne – A Melhor Escolha
Bryan Cranston – A Melhor Escolha
Barry Keoghan – O Sacrifício do Cervo Sagrado
Will Poulter – Detroit em Rebelião
Richard Graham – Trama Fantasma
Harrison Ford – Blade Runner 2049
Colin Farrell – O Estranho que Nós Amamos
Christoph Waltz – Pequena Grande Vida
Tracy Letts – Lady Bird: A Hora de Voar
Idris Elba – A Grande Jogada
Zac Efron – O Rei do Show
Ray Romano – Doentes de Amor
Dustin Hoffman – Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe
Kevin Costner – A Grande Jogada
Ali Fazal – Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha
Richard Jenkins – A Forma da Água
Michael Shannon – A Forma da Água
Garrett Hedlund – Mudbound
Woody HarrelsonCastelo de Vidro
Kevin Kline – A Bela e a Fera
John Lithgow – Beatriz at Dinner
Ethan Hawke – Maudie
Paul Dano – Okja
Daniel Craig – Logan Lucky: Roubo em Família
Owen Wilson – Extraordinário
Mark Wahlberg – All the Money in the World
Steve Carell – A Guerra os Sexos
Colin Farrell – Roman J. Israel, Esq.
Ben Stiller – Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe
Gil Birmingham – Terra Selvagem
Tom Hollander – Uma Razão para Viver
Michael Stuhlbarg – The Post: A Guerra Secreta
Sterling K. Brown – Marshall
Sam Claflin – My Cousin Rachel
Topher Grace – Under the Silver Lake
Ronald Pickup – O Destino de uma Nação
Chris Pine – Mulher Maravilha
Charlie Plummer – All the Money in the World
Justin Timberlake – Roda Gigante
Jean-Louis Tringnant – Happy End
Mark Hamill – Star Wars: Os Últimos Jedi
Bob Odenkirk – The Post: A Guerra Secreta

Jumanji: Bem-Vindo à Selva

(Jumanji: Welcome to the Jungle)

 

Dwayne Johnson – Dr. Smolder Bravestone
Karen Gillan – Ruby Roundhouse
Kevin Hart – Moose Finbar
Nick Jonas
Jack Black

Direção: Jake Kasdan

Gênero: Ação, Aventura, Comédia

Duração: — min.

Distribuidora: Sony Pictures

Orçamento: US$ 100 milhões

Estreia: 4 de Janeiro de 2018

Sinopse:

Nessa nova aventura estrelada por Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan, quatro amigos inesperados são sugados para dentro do perigoso mundo de Jumanji e são transformados nos avatares que escolheram no jogo. Eles terão que enfrentar a aventura mais perigosa de suas vidas, ou ficarão presos em Jumanji para sempre.

Crítica | Jumanji: Bem-Vindo à Selva – Uma grata surpresa e uma aventura deliciosa (Nota: 8.0)

Entrevistas:

Crítica em Vídeo:

Curiosidades:

» Jake Kasdan, das comédias ‘Sex Tape – Perdido na Nuvem‘ e ‘Professora Sem Classe‘, foi o escolhido pela Sony Pictures para comandar a produção. Joe Johnston (‘Capitão América: O Primeiro Vingador’) dirigiu o filme original, que foi lançado nos EUA em Dezembro de 1995.

» Dwayne Johnson estrela como o “O Fumegante Dr. Bravestone”, ao lado de Jack Black (‘Escola de Rock’), Nick Jonas (Scream Queens), Kevin Hart (‘Um Espião e Meio’) e Karen Gillian (‘Guardiões da Galáxia’).

 

Trailer:

Cartazes:

 

 

 

Fotos:

 

 

Viva: A Vida é uma Festa

(Coco)

 

Elenco:

Gael García Bernal, Benjamin Bratt, Renee Victor

Direção: Lee Unkrich e Adrian Molina

Gênero: Animação

Duração: 109 min.

Distribuidora: Walt Disney/Pixar

Orçamento: US$ 130 milhões

Estreia: 4 de Janeiro de 2018

Sinopse: 

Apesar de a música ter sido banida há gerações em sua família, Miguel (voz do novato Anthony Gonzalez) sonha em se tornar um grande músico como seu ídolo, Ernesto de la Cruz (voz de Benjamin Bratt). Desesperado para provar o seu talento, Miguel se vê na deslumbrante e pitoresco Mundo dos Mortos seguindo uma misteriosa sequência de eventos. Ao longo do caminho ele conhece o trapaceiro encantador Hector (voz de Gael García Bernal), e juntos eles partem em uma jornada extraordinária para descobrir a verdade por trás da história da família de Miguel.

Crítica | Viva: A Vida é Uma Festa – Animação é cativante, deslumbrante e mexicana (Nota: 10.0)

Curiosidades: 

» A Disney pediu um aumento na divisão da receita nas bilheterias do Brasil, e o filme acabou sendo lançado em menos salas.

» A direção é de Lee Unkrich, vencedor do Oscar por Toy Story 3.

Trailer:

Cartazes: 

 

Fotos: 

‘Ash vs. Evil Dead’: Terceira temporada ganha novo trailer; Assista!

A terceira temporada da sérieAsh vs. Evil Dead‘ ganhou um novo trailer.

Confira:

Exibida pela emissora norte-americana STARZ – além de ter sua primeira temporada na Netflix -, a série retorna em 25 de fevereiro com um novo membro no elenco.

A atriz Adrielle Carver-O’Neill ingressa à trama como Brandy, a filha adolescente que Ash jamais conheceu.

Lucy Lawless, a eterna Xena, em foto da série baseada em ‘A Morte do Demônio’ 

Em ‘Ash vs. Evil Dead’, depois de caçar monstros com sua motosserra e evitar responsabilidade, maturidade e todos os horrores de Evil Dead, Ash (Bruce Campbell) retorna aos velhos hábitos e é forçado a enfrentar seus demônios – tanto pessoais quanto literais – quando uma praga ameaça a humanidade.

Bruce Campbell detalha a série baseada em ‘A Morte do Demônio’ .

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120 Batimentos Por Minuto

(120 battements par minute)

Elenco: 

Nahuel Pérez Biscayart

Arnaud Valois

Adèle Haenel

Direção: Robin Campillo

Gênero: Drama

Duração: 144 min.

Distribuidora: Imovision

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 11 de Janeiro de 2018

Sinopse: 

No início dos anos de 1990, na França, um grupo ativista Act Up está intensificando seus esforços para que a sociedade reconheça a importância da prevenção e do tratamento em relação a Aids.

Crítica | 120 Batimentos por Minuto – franceses lutam contra a AIDS em drama gay (Nota: 8.0)

Curiosidades: 

» Exibido no Festival do Rio 2017;

» Estreou mundialmente no Festival de Cannes 2017, onde levou quatro prêmios incluindo o Grande Prêmio;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

The Square – A Arte da Discórdia

(The Square)

 

Claes Bang
Elisabeth Moss
Dominic West

Direção: Ruben Östlund

Gênero: Comédia Dramática

Duração: 142 min.

Distribuidora: Pandora Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 4 de Janeiro de 2018

Sinopse:

Christian é um respeitado curador de arte que tenta desesperadamente atrair mais visitantes ao museu que dirige em Estocolmo. Quando seu celular é roubado, ele perde o controle de sua vida, afetando todos a seu redor e provocando consequências inesperadas.

Crítica | The Square: A Arte da Discórdia – O candidato sueco ao Oscar é um filme essencial para o Brasil de hoje (Nota: 10.0)

Curiosidades:

» Grande vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2017

 

Trailer:

Cartazes:


Fotos:

 

 

Cate Blanchett será a presidente do júri do Festival de Cannes de 2018

Cate Blanchett foi anunciada como a presidente do júri no 71º Festival de Cannes, que acontece entre 8 e 19 de maio. Trata-se da 12ª mulher a presidiar o juri, que teve Pedro Almodóvar como presidente no último ano.

Vencedora de dois Oscars, a atriz comemorou o convite.

“Estou honrada em ter o privilégio e a responsabilidade de presidir o júri. Este festival representa um papel fundamental na celebração do cinema”, afirmou.

No último ano, a atriz e jurada Jessica Chastain fez duras críticas às produções que participaram do evento, na coletiva de encerramento da premiação.

Após a entrega das estatuetas aos vencedores, ela chamou a atenção para a forma como as mulheres foram retratadas nos filmes exibidos no festival.

Chamando a perspectiva de “bem perturbadora”, ela pontuou seu argumento, dizendo que espera assistir histórias produzidas por mulheres e que revelem exemplos inspiradores que façam parte da sua própria rotina.

“Eu realmente creio que se você tem uma narrativa feminina, você também tem personagens femininas mais autênticas. Esta é a primeira vez que eu assisti 20 filmes em 10 dias e eu amo o cinema. E uma lição que eu definitivamente tirei dessa experiência e como o mundo vê as mulheres a partir das personagens femininas que eu vi representadas. Foi bem perturbador para mim, para ser honesta. Eu também creio que quando incluirmos mais mulheres que contam histórias, nós teremos mais daquelas mulheres que eu me identifico na minha vida, no meu dia-a-dia. Aquelas que são pró ativas, têm suas próprias empresas, não apenas reagem aos homens ao seu redor. Elas tem seu próprio ponto de vista”.

 

‘O Rei do Show’: Keala Settle canta ‘This is Me’ em ensaio incrível; Assista!

A 20th Century Fox divulgou um belíssimo vídeo que traz a atriz Keala Settle cantando ‘This is Me’, do musical ‘O Rei do Show‘, em um ensaio poderoso.

Confira o emocionante material:

Crítica | O Rei do Show – musical grandioso ganha pela energia 

O Rei do Show’ é uma das grandes promessas ao Oscar 2018 e logo mais no início do ano as audiências ao redor do mundo terão a oportunidade de descobrir a fascinante história de P.T. Barnum.

E para o elenco, desfrutar do filme nos cinemas será uma experiência imersiva. Convidando os apaixonados por musicais para conferir a produção em breve, Hugh Jackman, Rebecca Ferguson e Zac Efron conversaram com o CinemaBlend, salientando o nível de celebração que o filme carrega.

Segundo Jackman:

“‘O Rei do Show’ diz respeito a apresentar não apenas um grandioso show, mas uma suntuosa celebração da vida e da humanidade. Acho que você precisa assistir na maior tela de cinema que há, com o maior número de pessoas possível. Ele foi planejado como uma espécie de musical da Broadway, aos moldes que vemos nos palcos. Ele foi construído para que as pessoas possam aplaudir ao final de cada canção, se levantar e comemorar com o elenco”.

Rebecca completou o raciocínio de Jackman, pontuando:

“Para mim, se você vai ver um musical no qual as canções sejam inebriantes, onde a batida é alta e o baixo bomba, não há discussão quanto aonde você deveria assistir”.

Zac Efron foi um pouco mais além, falando que a experiência com ‘O Rei do Show’ deve ser coletiva:

“Esse filme foi feito para proporcionar uma experiência coletiva e comunitária. Nós queremos que as pessoas vão ao cinemas e fiquem entre os demais, para que a energia da audiência seja tão contagiosa como se estivéssemos todos em um espetáculo da Broadway. A produção foi feita para ser vista por muita gente junta. E esse musical em especial tem seu espírito absolutamente elevado e parte dele te imerge dentro da narrativa”.

 

 

Crítica | Jumanji: Bem-Vindo à Selva – Uma grata surpresa e uma aventura deliciosa

Quando a Sony Pictures anunciou uma sequência/reboot de ‘Jumanji’, muitas pessoas se revoltaram com a possibilidade do estúdio estragar um clássico de nossa infância estrelado pelo saudoso Robin Williams. O medo e a revolta era geral, afinal, novas versões de filmes antigos quase sempre destroem as boas memórias deixadas pelo material original.

Por sorte, estávamos enganados: ‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva’ é uma deliciosa aventura com toques de “Sessão da Tarde” que faz jus ao filme original.

Na história, que serve como uma leve “sequência” para o original, um pai encontra o tabuleiro Jumanji na praia e dá de presente para o filho. O jogo logo se transforma em uma daquelas fitas para games como os do console Mega Drive (quem viveu nos anos 80 e 90 vai entender).

Quando quatro jovens acabam em uma antiga casa, eles descobrem o velho aparelho de vídeo game e são imediatamente catapultados ao cenário de selva do jogo e ocupando o corpo dos avatares que escolheram, interpretados por Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan. O que eles descobrem é que eles não vão apenas jogar JumanjiJumanji joga com eles. Os quatro terão que sobreviver à mais perigosa aventura de suas vidas, ou ficarão presos no jogo para sempre…

A ideia de transformar o jogo de tabuleiro em um vídeo game é genial, afinal, os jovens de hoje em dia não têm paciência para jogos de tabuleiro como “War” e “Jogo da Vida”, não é mesmo?

Porém, o principal acerto do filme está sem seu elenco: tanto os jovens quanto seus avatares estão sensacionais.

Quem rouba a cena é Jack Black, que interpreta o avatar da patricinha Bethany (Madison Iseman). Ver o ator se comportando como uma adolescente mimada é uma das melhores piadas do filme, e apesar de ser exaustivamente repetida – a piada nunca cansa.

Dwayne Johnson, como de praxe, está sensacional como o sensacional protagonista Fumegante Dr. Bravestone, um herói cheio de músculo e com uma voz sensual e grossa. Ele é o avatar de Spencer, vivido pelo mediano Alex Wolff (‘Cidades de Papel’)– que aqui entrega uma atuação decente.

O elenco ainda conta com Karen Gillan – que entrega uma das cenas mais engraçadas do filme; Rhys Darby – meio apagado em meio a tantos astros; e Nick Jonas – que apesar de ter uma participação curta demonstra um ótimo timing para atuação.

Jake Kasdan, das comédias ‘Sex Tape – Perdido na Nuvem‘ e ‘Professora Sem Classe‘, consegue aliar na medida certa as cenas de ação e humor, entregando um filme leve e com uma bela mensagem em seu escopo.

Apesar de ter alguns easter eggs do ‘Jumanji’ original e retomar o mesmo “espírito” do filme de 1995, ‘Bem-Vindo à Selva’ entrega uma aventura original que consegue se inovar, assim como o jogo do título.

É divertido, cheio de ação e aventura. Robin Williams provavelmente estaria orgulhoso.

Crítica | Viva: A Vida é Uma Festa – Animação é cativante, deslumbrante e mexicana

Se imagine como garoto de 12 anos cheio de sonhos, mas com todos os seus anseios negados por causa de uma tradição familiar. Este é o dilema de Miguel (Anthony Gonzalez): ser rejeitado pela família ou seguir sua censurada vocação para música em Viva – A Vida é um Festa (Coco), da Disney\Pixar.

O que chama mais atenção à animação, no entanto, é ser o primeiro filme da Disney totalmente no México e dedicado à cultura mexicana. Desde o início, o filme apresenta diversos elementos do país e seu povo como os mariachis, as telenovelas e a devoção ao Día de los Muertos, o que lembra a animação Festa no Céu (2014), da Fox.

Diferente de seu antecessor, porém, Viva – A Vida é uma festa é apresentado através dos olhos do menino Miguel de forma perspicaz e inocente. Apesar do proibição musical, ele mantém sua paixão em um esconderijo onde toca sua viola quebrada e assiste às apresentações do seu grande ídolo já falecido Ernesto de la Cruz (Benjamin Bratt).

Quando Abuelita (Renee Victor) o descobre com um violão nas mãos, as coisas não acabam muito bem. A explicação para o banimento de qualquer assovio musical na família é dada no início do longa pelo próprio Miguel, em forma de lamento pelo seu destino ter sido prescrito por um infortúnio do passado, mas, mesmo assim, ele mantém um fascínio arrebatador por tocar e cantar.

Na celebração do Día de los muertos, na qual acredita-se que as almas voltam para visitar seus entes queridos e, portanto, milhares de pessoas constroem altares para preservar suas memórias e colocam comida de oferenda, ocorre a suprema mágica do filme. Ao tocar o violão do seu falecido ídolo De la Cruz, Miguel é transportado para uma dimensão vibrante e colorida, conhecida como Land of the Dead (Terra dos Mortos), habitada somente por aqueles que ainda são lembrados no mundo dos vivos.

Neste momento, a beleza visual do filme se torna deslumbrante, mas é o carisma do protagonista e os personagem ao redor que sobressaem com diálogos ágeis e ações divertidas. Lá, ele tem a missão de encontrar o seu ídolo, a maior estrela de todos os tempos – mesmo no mundo dos mortos -, e pedir sua benção para voltar para casa, enquanto foge dos seus finados parentes que querem fazê-lo prometer nunca cantar em vida.

Como em qualquer agradável jornada, Miguel aprende, se diverte e vive o seu sonho de menino, com o auxílio do interesseiro, intrigante e divertido Héctor (Gael García Bernal). As reviravoltas são contagiantes, bem engendradas e dignas das telenovelas.

Além disso, a animação está cheia de baladas que misturam inglês e espanhol, como The World is Mi Familia e Proud Corazón, além da canção principal Remember Me\Recuérdame. Boas músicas, contudo, longe de se comparar com as gostosas e alegres How Far I’ll Go, de Moana (2016), e Let It Go, de Frozen (2013).

Dirigido e escrito por Lee Unkrich, dos adoráveis Toy Story 3 (2010) e Procurando Nemo (2003), Viva – A Vida é uma Festa é uma homenagem belíssima à cultura mexicana e a força dos laços familiares. Assim como Moana e Elza, fala sobre ser corajosas e confiar em si mesmas, Miguel mostra como é importante ser persistente e batalhar para alcançar suas expectativas.

Com participação especial até de Frida Kahlo (Natalia Cordova-Buckley), a obra de Unkrich mostra que não basta ter bons personagens para fazer um filme ser bem sucedido, vide Liga da Justiça (2017). Aqui, o roteiro se destaca e mistura melodrama, desfaçatez e verdades reveladas, típicas das tramas mexicanas, em sua cativante narrativa, que faz os olhos brilharem na escuridão do cinema.

Crítica | 120 Batimentos por Minuto – franceses lutam contra a AIDS em drama gay

Perdas e Danos

O tema da luta contra a AIDS já foi levado muitas vezes ao cinema como foco de diversas produções cinematográficas. Filadélfia (1993), de Jonathan Demme, segue como um dos mais memoráveis e ainda atuais. Voltando mais para perto, The Normal Heart (2014), produção para a TV da HBO, que trazia marcantes atuações de Mark Ruffalo e Matt Bomer, e Julia Roberts como uma médica cadeirante, se aproxima mais do espírito aqui, e mostra como foi o choque inicial da conscientização sobre uma doença rápida e fatal, quando surgiu no mundo pela primeira vez.

Se em Normal Heart tínhamos a AIDS afetando a comunidade gay nos EUA, na década de 1980, em 120 Batimentos por Minuto atravessamos o continente para a França da década de 1990. Nesta época atual de inclusão e aceitação, na qual ainda é preciso muita orientação, chega este drama gay de muito prestígio. Numa época delicada, onde Hollywood se vê pisando em ovos, acusada e cada vez mais questionada sobre representatividade. Época onde temos Moonlight: Sob a Luz do Luar vencedor do Oscar na categoria principal, e filmes como Me Chame pelo Seu Nome acumulando inúmeros elogios (quase garantido de estar nas cabeças na cerimônia deste ano também). Podemos inclusive pensar que não existe época mais propícia para lançamentos como este. A verdade é que esta época deveria ser sempre.

O filme aborda um assunto importante, que tem voltado a ser discutido com uma nova leva de pessoas contaminadas pelo vírus da AIDS – é reportado que o número tem aumentado nos últimos tempos, até mesmo em países como o Brasil. Escrito e dirigido por Robin Campillo, 120 Batimentos por Minuto é também um atestado político, e nos leva junto pelos atos extremos do grupo ACT UP, enquanto invadem escritórios de empresas farmacêuticas para exigir que combatam a epidemia que se alastra pelo país cada vez mais rápido e tira a vida principalmente de homossexuais. É bem verdade que a comunidade gay foi o primeiro e principal foco da doença, e que erroneamente – como o futuro viria a mostrar – ficou conhecida como uma doença deste nicho da sociedade.

A força e verve das ações dos membros tem propósito, quando hostilizam sem violência, apenas sujando o local com bexigas de sangue falso, ou quando interrompem discursos de representantes e políticos. Tais momentos mais apaixonados, são balanceados com descontração, quando os mesmos membros pacifistas (nos atos nunca resistem aos seguranças e policiais) resolvem extravasar, escapando de sua triste realidade (todos, ou quase todos os membros são portadores do vírus HIV) na pista de dança de alguma boate, ou no desfile da parada gay, local de visibilidade e influência para sua causa.

Ao mesmo tempo em que possui fervor, 120 Batimentos por Minuto também é sobre calmaria, sobre relacionamentos e amizades. Sobre o ser humano. O longa possui momentos intensos, e não me refiro ao teor sexual – sim, ele também se faz presente – porém, o tapa na cara vem com a impotência de uma vida se esvaindo diante de nossos olhos. O diretor Campillo usa relatos de suas experiências pessoais no grupo ativista ACT UP, e igualmente reflete suas perdas em tela – segundo as palavras do próprio cineasta, “eu também precisei vestir um namorado depois de sua morte”.

No elenco, destacam-se as performances do argentino Nahul Pérez Biscayart, o grande chamariz aqui e o rapaz no pôster do filme, na pele do passional Sean Dalmazo, e o rosto conhecido da jovem estrela francesa Adèle Haenel (A Garota Desconhecida e Faces de uma Mulher), que encarna Sophie, uma das cabeças do ACT UP. Necessário, mesmo sem um aprofundamento maior em seus personagens – já que o propósito aqui era um panorama geral na situação e não em indivíduos – 120 Batimentos por Minuto era o representante da França por uma indicação ao Oscar de produção estrangeira, já eliminado na primeira etapa dos nove restantes. O que não diminui em nada sua importância para a composição do ano cinematográfico.

Crítica | The Square: A Arte da Discórdia – O candidato sueco ao Oscar é um filme essencial para o Brasil de hoje

The Square: A Arte da Discórdia (The Square) é o segundo trabalho do sueco Ruben Östlund a ter grande repercussão internacional; é também sua segunda obra a tentar uma vaga ao Oscar (em 2015, chegou perto com Força Maior). Tanto The Square quanto Força Maior tocam em temas que revelam a hipocrisia social e desconstroem ideias estabelecidas. Vocês já ouviram falar naquele discurso de que nos tornamos pessoas melhores, de que existem pessoas desconstruídas, hipersodilárias e que compreendem o outro? Então, Östlund pega essa ideia e diz para o público: meus queridos, ainda nem saímos do paleolítico!

Em Força Maior, Östlund usa um pai covarde que, durante um suposto deslizamento de neve, foge sem ajudar a família para desconstruir tanto a ideia do superpai quanto o ideal da família moderna. Seu ataque às vacas sagradas da modernidade é mais evidente em The Square (previsão de estreia no circuito para 4 de janeiro de 2018). Nele, conhecemos Christian (Claes Bang), curador de um museu que prepara uma exposição cujo objetivo é sensibilizar o público sobre a importância de sermos solidários e olharmos o outro. Em paralelo, acompanhamos as tentativas de Christian para recuperar o seu relógio roubado…

Östlund usa a narrativa de The Square para derrubar qualquer autoimagem elogiosa que o espectador tenha. Christian pode querer criar uma exposição que conscientize o público para os problemas do outro, mas é suficientemente mesquinho para agir de forma indiferente com moradores de rua, ou ser muito idiota nas tentativas de recuperar o seu relógio.

 

O filme apresenta personagens que carregam uma dicotomia entre aparentar algo e o que essas pessoas são quando colocadas no limite. Essa dicotomia reflete no espectador, que fica dividido diante das ações dos personagens; é muito provável que você não saiba o que pensar diante de certas situações apresentadas no filme. Enquanto Christian não é posto em uma situação limite, ele é a tradução do modelo de homem moderno, meio intelectual, meio desconstruído, o sujeito do século XXI. Quando está no limite, ele cede aos instintos, agindo de forma nem um pouco civilizada. Contudo, ele sente remorso por isso e tenta se corrigir – ou melhor, tenta manter a capa.

Östlund consegue criar personagens que sentem um arrependimento genuíno por agirem fora do que se espera de sujeitos civilizados. Mas, ao tentar corrigir algo, fazem como uma tentativa de demonstrar que ainda são pessoas virtuosas. Em qualquer situação, o outro importa quase nada; é como se eles acreditassem tanto que são pessoas boas, de espírito nobre, que não conseguem acreditar de que são capazes de agir de maneira baixa e estúpida. Duas cenas que melhor representam isso: um certo vídeo que Christian faz no celular; e a reação da plateia diante de um deficiente mental que atrapalha a entrevista de um artista.

A montagem do filme reforça toda essa contradição quando alterna cenas do museu com cenas de moradores de rua, estas cenas sempre com enquadramento mais instável do que aquelas filmadas no museu.

Apurando ainda mais seu estilo, Östlund explora outras situações que não tem importância direta no desenrolar da narrativa principal, mas que colaboram para a formação de um painel da hipocrisia social que vivemos, um ambiente intoxicado por ideologias que desejam controlar a forma como pensamos, um tipo de pensamento grupal totalmente avesso à autonomia intelectual. A sequência de sexo entre Christian e Anne (Elisabeth Moss) é uma bela tradução das consequências nefastas que o excesso de problematização da sexualidade pode gerar.

Nenhuma sequência, porém, é mais relevante para o Brasil de hoje do que a performance do artista Oleg (Terry Notary) durante um jantar reunindo os financiadores do museu. A performance provoca os convidados. Ela vai testando os limites deles e da própria arte. É a sequência que melhor demonstra que, sim, arte tem limite – ao contrário do que deu a entender os debates sobre artes neste ano de 2017 aqui no Brasil, cujo exemplo paradigma foi o envolvendo o queermuseu.

Poucos momentos reuniram tanta estupidez e ignorância quanto o debate sobre artes no Brasil, de ambos os lados – tanto daqueles que viam pedofilia onde não havia, quanto de pessoas defendendo obras de duvidosa qualidade artística. Apesar de The Square criticar o universo artístico contemporâneo, ele não endossa a histeria que o queermuseu provocou.  Pelo contrário! Quando o filme expõe as reações ao vídeo publicitário, parece criticar a postura de caça às bruxas – e estamos falando de um vídeo estúpido produzido por uma dupla de publicitários com uma visão estreita de mundo.

Por mais que The Square critique o povo do “não tenho preconceitos”, os meio intelectuais, meio desconstruídos, Östlund não produz um filme para agradar algum lado. Por meio de uma montagem de imagens contrastantes, ele produz uma narrativa que não se contenta em expor as contradições do pensamento dominante nos meios artísticos (e tão comum em meios políticos de esquerda); seu filme aponta os limites desse tipo de pensamento, muitas vezes chamado de politicamente correto. Ver The Square deixa ainda mais patética a revolta das pessoas que falam coisas do tipo: “como é possível, em pleno ano 2017…” Mana, nem em pleno 3017 vamos ter abandonado nosso lado mesquinho.

E aí, ficou interessado por The Square? Será que ele tem chances de concorrer ao Oscar? E não deixe de comentar, compartilhar e curtir nossas redes sociais:

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Crítica em Vídeo | Jumanji: Bem-Vindo à Selva – E não é que é bom?

O editor-chefe Renato Marafon traz a crítica em vídeo de ‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva‘, que é lançado 23 anos após o clássico ‘Jumanji‘ (1995).

A aventura surpreende e consegue trazer o mesmo espírito do original.

Assista a crítica:

Confira nossa crítica em TEXTO:

 Crítica | Jumanji: Bem-Vindo à Selva – Uma grata surpresa e uma aventura deliciosa 

Jake Kasdan (Professora Sem Classe) dirige.

A estreia no Brasil acontece amanhã, dia 4 de Janeiro de 2018.

Jeremy Renner de moicano em vídeo do set de ‘Vingadores: Guerra Infinita’

Jeremy Renner divulgou um vídeo com o novo visual do Gavião Arqueiro, revelando que encerrou as filmagens de ‘Vingadores: Guerra Infinita‘: “Então, isso não é um adeus, só um te vejo mais tarde“, disse Renner. “Encerrei Vingadores: Guerra Infinita. Não poderia estar mais animado para ver como eles vão finalizar o filme, eu estou muito ansioso. Estou também ansioso para ir para casa e ver meu bebê“. Assista:

That’s a wrap! #infinitywars #thankyou #soblessed #SUPERexcited #marvel #daddydaughtertime

Uma publicação compartilhada por Jeremy Renner (@renner4real) em

Recentemente, Renner pontuou que a Marvel preparou coisas maravilhosas para o seu herói:

“Nós estamos fazendo coisas maravilhosas com o personagem, coisas que eu sempre quis fazer com ele. Acho que todo mundo vai ficar bem feliz e satisfeito quando tiverem a oportunidade de assistir o filme e ver o que acontece”.

 

 

A trama vai mostrar o vilão Thanos juntando as Jóias do Infinito e declarando guerra contra os Vingadores, que estão separados após os eventos de ‘Capitão América: Guerra Civil‘.

Guerra Infinita‘ será lançado nos cinemas em 26 Abril de 2018, com ‘Vingadores 4‘ chegando aos cinemas um ano depois, em 02 de Maio de 2019. A direção será de Joe e Anthony Russo.

Rosario Dawson retorna nas próximas temporadas de ‘Demolidor’ e ‘Punho de Ferro’

Rosario Dawson retornará para o papel de Claire Temple, também conhecida como Enfermeira Noturna, na segunda temporada de ‘Demolidor’ e na segunda temporada de ‘Punho de Ferro‘.

As filmagens das novas temporadas já começaram em Nova York.

A personagem de Dawson tornou-se a versão feminina do Nick Fury nas séries da Marvel, sendo a cola que trouxe muitos dos heróis juntos em ‘Os Defensores.

Até agora, ela apareceu em todas as séries da Netflix até a data, exceto ‘O Justiceiro‘.

Resta saber se Dawson aparecerá na segunda temporada de ‘Jessica Jones‘, que é a próxima no catálogo da Marvel.

  

O ator Vincent D’Onofrio vai reprisar seu papel do chefe do crime Wilson Fisk, na terceira temporada de ‘Demolidor‘. A informação foi inicialmente revelada pelo site Deadline e confirmada pela Entertainment Weekly.

Outra mudança que acompanha o terceiro ciclo é a troca dos chefes da série.

Doug Petrie e Marco Ramirez, os responsáveis pela segunda temporada, deixam a produção, abrindo espaço para o comando de Erik Oelson (‘Arrow‘).

Especula-se que a terceira temporada estreia em 2018.

‘Demolidor’ ganha versão para deficientes visuais

‘Grey’s Anatomy é a série mais assistida da Netflix norte-americana

Grey’s Anatomy‘ é a série mais assistida na Netflix norte-americana, segundo uma pesquisa desenvolvida pela 7Park Data.

Motivada pela intensa repercussão originada pelo fim repentino da produção original ‘Sense 8’, a instituição elencou quais são as 10 séries mais vistas pelos usuários da plataforma de streaming e chegou a uma conclusão interessante: Apenas dois programas originais da empresa fazem parte da lista, sendo eles ‘Stranger Things‘ (10) e ‘Orange is The New Black‘ (6).

Das produções canceladas recentemente pela Netflix, como é o caso de ‘Marco Polo‘, The Get Down‘ e ‘Sense 8‘, as posições no ranking não foram nada boas.

Enquanto a primeira ocupa o 54 lugar, a segunda ficou no 70 e a terceira não entra nem na lista das 100 mais assistidas, fica na 112ª posição.

A análise foi feita entre o período de maio de 2016 e maio de 2017 e contempla apenas os usuários dos Estados Unidos.

Confira o Top 10:

1. ‘Grey’s Anatomy‘ (ABC)
2. ‘Shameless‘ (Showtime)
3. ‘Criminal Minds‘ (CBS)
4. ‘Supernatural‘ (The CW)
5. ‘NCIS‘ (CBS)
6. ‘Orange is the New Black‘ (Netflix)
7. ‘Gilmore Girls‘ (The CW)
8. ‘The Walking Dead‘ (AMC)
9. ‘Bones‘ (FOX)
10. ‘Stranger Things‘ (Netflix)

Vem cá, vamos falar sobre ‘The Fosters’

Enquanto pensava sobre o que escreveria em relação à representatividade LGBTQ em séries de TV, comecei a fazer uma lista mental: dentre todas as séries que acompanho, quais são os aspectos que as destacam e por qual razão falaria sobre eles aqui. Bom, definitivamente, a criação de Brad Bredeweg e Peter Caige, dupla de Fly Girls, chamada The Fosters, se sobressai, não só pelos personagens como também pela forma como escolheram contar a história dessas pessoas.

Para quem não conhece, a produção televisiva do canal Freeform conta a história dos Fosters formada por Stef (Teri Polo) e Lena Adams Foster (Sherri Saum), e os filhos Callie (Maia Mitchell), Jude (Hayden Byerly), Brandon (David Lambert), os gêmeos Mariana (Cierra Ramirez) e Jesus, que foi interpretado pelo ator Jake T. Austin, mas hoje em dia quem está no papel é Noah Centineo. O piloto começa com Callie, que estava no reformatório juvenil, e vai viver temporariamente com Stef e Lena. Bom, a partir disso o roteiro se desenvolve.

Mas vamos falar sobre o assunto pelo qual estou aqui hoje: representatividade.

Se tem uma coisa que não falta em The Fosters é justamente isso. Para começar, o principal casal da série são duas mulheres e não, o que há de mais interessante sobre elas não é a sexualidade. O filho mais novo, Jude, irmão biológico de Callie, passa por um período de descoberta a respeito da própria orientação sexual, existem personagens transgêneros interpretados por atores transgêneros, por aí vai.

As atrizes Teri Polo e Sherri Saum possuem uma química singular e constroem um relacionamento realista. É impossível não se apaixonar pelas duas e não enxergar que uma família formada por pessoas do mesmo sexo possui os mesmos problemas que qualquer outra.  E este é o ponto principal da criação de Bredeweg e Caige, contar a história de uma família.

E por que isso é importante? Bom, quando o assunto é representatividade, pode-se dizer que desde Will & Grace, em 1998, isso tem melhorado no meio televisivo, contudo, ainda existem representações mal feitas, que se encaixam em estereótipos pré-determinados. As quebras de paradigmas ainda são pequenas e se precisa de mais, afinal, só assim para mais produtores tratarem personagens LGBTQs de forma real. Todo ser humano possui nuances, complexidades e características próprias e os roteiristas precisam levar isto em consideração ao criar todo e qualquer tipo de arte.

The Fosters faz isso muito bem, porque não se rotula pela orientação sexual dos personagens, pela cor de pele ou classe social, mas sim por família. Imagine criar cinco adolescentes? Imagine os conflitos, dramas, problemas, pais biológicos reaparecendo, namoros, questionamentos internos e externos, porém, tudo isso elevado ao dobro, porque é uma série de TV dramática (óbvio). Eis o ponto.

Brad Bredeweg e Peter Caige não querem contar ao público sobre gays, negros, transgêneros, órfãos, mas sobre pessoas que, como qualquer outra, têm momentos de alegrias, de tristezas, dúvidas, descobertas, e por aí vai. Uma coisa tão óbvia que muitos ainda, infelizmente, possuem dificuldade em enxergar. E é de suma importância que a TV, as produções audiovisuais, que permanece um dos meios com mais abrangência, evidencie personagens assim. Não só para as pessoas que se identificam, como também para aqueles que permanecem sem compreender esta obviedade.

The Fosters pode não ter o melhor roteiro do mundo e assim como muitas produções televisivas que já estão no ar faz um tempo, comete alguns erros aqui e ali, porém, acerta como poucas séries já acertaram quando o assunto é a comunidade LGBTQ e outras minorias. Os atores são comprometidos com os personagens, em transmitir o máximo que podem uma realidade pouco vista na TV.

Em tempos de tochas e discursos de ódio, é importante se ter uma série desta no ar. Assistir a The Fosters é, antes de qualquer coisa, se sentir representado como ser humano. Portanto, corre lá na Netflix e vai dar uma conferida nesta série de TV que tem tudo para ganhar o coração do telespectador.

“The Walking Dead ainda não perdeu a relevância”, diz produtor

The Walking Dead tem apresentado dificuldades em garantir a audiência interessada e, como consequência, a série não está mais na lista das cinco séries mais assistidas nos EUA. Apesar disso, o produtor David Alpert diz que a culpa é da forma como as pessoas estão consumindo as séries hoje em dia.

Durante uma participação no podcast da Variety, Alpert disse que The Walking Dead não perdeu a sua relevância com a queda de audiência:

“Eu acho que apenas estamos vendo um declínio em toda mídia na urgência de consumir algo em um horário específico”

A série retorna em 11 de fevereiro de 2018. No Brasil, a série é transmitida pelo canal Fox.

Fãs fazem abaixo-assinado para demitir showrunner de ‘The Walking Dead’

‘The Walking Dead’: Ator fala sobre morte dramática da 8ª temporada [SPOILER]

‘The Walking Dead’: Internet reage à triste morte de [SPOILER]

The Walking Dead‘ finalizou a primeira parte da oitava temporada com uma das mais mortes mais impactantes. Quem deixa a série desta vez é o personagem Carl.

O fatídico momento pode ser revisto, em um vídeo compartilhado por um fã da produção.

Confira:

“Não sou grande fã de filmes de super-heróis”, admite Christian Bale

Por essa ninguém esperava! Durante a sua participação do podcast Happy Sad Confused, o ex-batman Christian Bale revelou que não chegou a ver a versão de Ben Affleck para o herói e diz não ter interesse em filmes do gênero.

“Eu não assisti o Batman de Ben Affleck. Estou interessado, meu filho que parecia bem interessado, mas depois percebi que ele apenas queria ver o trailer – acabo tendo que assistir os filmes que meus filhos querem ver. Preciso confessar que não sou um grande fã de filmes de super-heróis. As pessoas ficam surpresas com isso, não sei o motivo. Eu não vi Vingadores e os demais filmes. Todos falam que são muito bons, mas estou feliz em apenas ouvir que são muito bons”

Bale viveu Batman por três filmes dirigidos por Christopher Nolan. Atualmente, o ator está trabalhando no western Hostiles, dirigido por Scott Cooper

‘Mulher-Maravilha 2′: Patty Jenkins diz que sequência será “totalmente diferente”

Em entrevista ao ET durante o Festival  de Palm Springs, a diretora Patty Jenkins revelou que ‘Mulher-Maravilha 2‘ será muito diferente do primeiro filme.

“Nós realmente estamos fazendo um filme totalmente diferente. Ainda vamos ter as coisas que amamos, mas é um filme completamente próprio. É uma aventura inteiramente nova, e eu não podia estar mais feliz em poder fazer parte disso”, revelou.

Jenkins também revelou que a equipe criativa está trabalhando arduamente para incluir Lynda Carter, a Mulher Maravilha original, no novo filme.

“Vamos ver”, disse Jenkins. “Lynda é uma das pessoas mais queridas para nós, foi uma grande mentora e uma querida amigo. E, na verdade, tentamos desesperadamente colocá-la no primeiro filme, mas não funcionou. Não vamos dizer nada ainda, mas certamente – não faltarão tentativas”, concluiu.

 

Mulher-Maravilha se tornou um grande sucesso, e a Warner Bros. antecipou a estreia da sequência.

O segundo filme solo da heroína teve sua estreia adiantada em seis semanas, de 13 de dezembro de 2019 para 1º de Novembro de 2019.

Geoff Johns já está trabalhando no roteiro da sequência de ‘Mulher-Maravilha‘.

Mulher-Maravilha arrecadou cerca de US$ 821,74 milhões nos cinemas e ultrapassou a bilheteria do, até então, filme de super-herói de origem mais rentável da história, Homem-Aranha, de 2002. Na época, o filme fez cerca de US$ 821,70 milhões mundialmente.

Poderosa! Gal Gadot só retorna para ‘Mulher-Maravilha 2’ se Brett Ratner for demitido

O recorde do filme dirigido por Sam Raimi durou 15 anos, apesar de muitos outros filmes de origem de super heróis terem sido lançados nesse meio tempo e se tornarem extremamente lucrativos.