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‘Um Lugar Silencioso’: Trailer do terror com Emily Blunt, produzido por Michael Bay

A Paramount Brasil acabou de divulgar o primeiro trailer oficial de Um Lugar Silencioso, novo terror pra lá  de misterioso produzido pelo selo Platinum Dunes, de Michael Bay. O filme é estrelado por Emily Blunt e John Krasinski – casal na vida real – e dirigido pelo próprio Krasinski. Assista abaixo ao primeiro teaser.

A trama, que ainda não teve uma sinopse oficial divulgada, mostra uma família – pai e mãe (Krasinski e Blunt) e seu casal de filhos pequenos – vivendo isolados, se escondendo de alguma coisa, aparentemente criaturas monstruosas. Na rotina da família, é preciso ficar em silêncio e qualquer mínimo barulho pode ser fatal. Para isso, eles aprendem a se comunicar através de linguagem de sinais.

Um Lugar Silencioso tem estreia programada para o dia 5 de abril de 2018. E a ansiedade já começa agora.

Os Caça-Fantasmas (1984) | Relembre um Absoluto Ícone do Cinema Entretenimento

Ghostbusters – Mais Além estreou hoje nos cinemas do Brasil e pelo mundo. O filme é a continuação direta das amadas aventuras da década de 1980 e conta oficialmente como a terceira e tardia parte planejada para estrear após 1989, mas que por três décadas nunca saiu do papel. Todo o elenco original (bem, os que ainda estão vivos) retorna para uma muitos esperada (e adiada) passagem de bastão. O foco do novo filme não são os veteranos que aprendemos a amar nestes 37 anos (hoje todos na casa dos quase 70 anos de idade), mas sim na nova geração, pegando carona no estilo de filme que era muito popular nos anos 80: aventuras protagonizadas por crianças e pré-adolescentes. Stranger Things, programa extremamente popular da Netflix, se banha nessa fonte para atingir seu sucesso.

Para entrar no clima da tão aguardada nova aventura que resgata não apenas a franquia em toda a sua glória, mas também o espírito dos anos 80, resolvemos revisitar o clássico absoluto que deu origem a tudo e voltar para 1984. Portanto, pegue sua mochila de prótons, reúna a turma e se prepare para voltar a caçar fantasmas por uma viagem incrivelmente nostálgica. Confira abaixo.

É muito interessante pensar em como algumas obras atemporais influenciaram outras que se tornaram igualmente icônicas. E pensar que sua existência está inteiramente atrelada a esta anterior. Veja o caso de Indiana Jones, por exemplo, cuja existência remete diretamente ao fato do diretor Steven Spielberg querer dirigir uma aventura do espião 007 no cinema. George Lucas, seu colega, então criou algo “nos mesmos moldes” para Spielberg deixar tal desejo de lado. Com Os Caça-Fantasmas, um dos filmes mais queridos e lembrados dos anos 80 o mesmo ocorre. Foi o desejo do cineasta Ivan Reitman em adaptar ao cinema uma história de comédia, fantasia e ficção científica que o levou até esta superprodução. Acontece que Reitman, na época, estava tirando do papel sua própria versão de O Guia do Mochileiro das Galáxias em 1982, com três roteiros escritos pelo criador Douglas Adams. O curioso é que Reitman já visava Bill Murray e Dan Aykroyd para os papeis principais. O tal projeto caiu por terra e Reitman embarcou em Os Caça-Fantasmas.

A ideia, é claro, surgiu da mente do ator Dan Aykroyd, um verdadeiro aficionado por fantasmas, assombrações e o sobrenatural. A história original alucinada de Aykroyd, no entanto, era algo quase intransponível para as telas. Vejam só: inicialmente, a trama se passaria no futuro, onde os caçadores de fantasmas seriam uma instituição governamental em pleno funcionamento, como a polícia ou os bombeiros. Esses profissionais estariam espalhados em suas bases por todo o país e inclusive fora do planeta, com aventuras intergalácticas e pelo tempo (como De Volta para o Futuro). Essa “viagem alucinógena” logo tratou de ser lapidada pela Columbia Pictures (Sony), estúdio responsável por comprar o roteiro, que trouxe Ivan Reitman e Harold Ramis para centrar a história no chão e criar algo em menor escala. Segundo os mesmos, se não tivessem mexido a produção custaria algo em torno dos US$300 milhões, mesmo em 1984.

Outra mudança foi a opção por uma história de origem, elemento trazido pelo diretor Reitman. No texto de Aykroyd, a primeira cena já mostraria o carro dos Caça-Fantasmas saindo do prédio para combater assombrações, com os heróis já estabelecidos. Reitman acreditava que uma conexão maior com o público seria criada se fosse mostrado em tela como tudo começou para estes caras. O título foi outro entrave para a produção. Além da dúvida por títulos similares, como “Ghost Smashers” (opção de Aykroyd), “Ghost Stoppers” e “Ghost Blasters”, quando finalmente decidiram por “GhostBusters”, os realizadores tomaram conhecimento da pior maneira que o nome já havia sido registrado anteriormente e ali se iniciou uma verdade batalha jurídica para assegurar a marca.

O registro de tal título pertencia a um seriado cômico de 1975, que tentava pegar carona em sucessos macabros como A Família Addams e Os Monstros, mas que durou apenas uma temporada de 15 episódios. Produzido por Lou Scheimer, o sujeito que eventualmente criaria o estúdio de animação Filmation (responsável por variados sucessos dos anos 80, como He-Man), o programa seria transformado numa série animada de mesmo nome em 1986 (no Brasil conhecida como Os Fantasmas). Essa é a razão pela qual muitas crianças da década de 80 se confundiam ao perceber dois desenhos de Ghostbusters na época. A animação baseada no filme Os Caça-Fantasmas precisou ser batizada de “The Real Ghostbusters” pelos produtores do programa. Ambas estreavam em 1986.

Esse é outro ponto curioso sobre o resultado do filme original de 1984. A produção era direcionada ao público adulto, e o elenco e os realizadores ficaram muito surpresos ao descobrirem que as crianças haviam embarcado totalmente no conceito – percebendo o longa como “cientistas combatendo inimigos sobrenaturais com armas futuristas legais”. Foi este novo público descoberto após o lançamento do original que levou ao desenho animado dois anos depois, e que fez a continuação Os Caça-Fantasmas 2 (1989) eliminar elementos adultos, como cortar o cigarro dos personagens, algo muito visível no original. Particularmente, o fator que mais chama atenção no filme para este que vos fala é a veia do empreendedorismo que aborda, quando três sujeitos perdem seus empregos e decidem investir todo o seu dinheiro em iniciar seu próprio negócio – que dá muito certo, se tornando sensação da noite para o dia.

Outro filme que teve forte influência na criação de Os Caça-Fantasmas foi Os Irmãos Cara de Pau (1980), sucesso da Universal Pictures. Explico. Com o sucesso de tal filme, os protagonistas Dan Aykroyd e John Belushi (que já haviam trabalhado juntos na comédia de Spielberg, 1941 – Uma Guerra Muito Louca, em 1979) se tornaram amigos e seguiram para estrelar Estranhos Vizinhos em 1981. Desta forma, quando Aykroyd pensou no roteiro de Os Caça-Fantasmas, não teve dúvidas ao criar o personagem do cara de pau Peter Venkman para o amigo. Enquanto escrevia o roteiro, no entanto, o pior aconteceu e Belushi viria a falecer vítima de overdose de drogas em 1982 – antes do filme sair do papel. No entanto, podemos considerar que Belushi ainda está no filme, já que o ator glutão e aloprado foi a inspiração para um dos maiores símbolos da franquia, o fantasma esverdeado “Slimer” (Geleia no Brasil). Nos bastidores, Aykroyd só se referia à criatura como “o fantasma de John Belushi” (em especial em seu personagem de Clube dos Cafajestes, 1978).

Assim começou uma busca para o papel protagonista de Venkman, lacuna deixada aberta após a morte de Belushi. Diversos atores foram cogitados e oferecidos o papel. Tom Hanks e Robin Williams foram cogitados, e Steve Guttenberg recusou o papel para ir estrelar Loucademia de Polícia, lançado no mesmo ano (com o ator retornando para três das continuações). Outros que recusaram foram Chevy Chase (Férias Frustradas), argumentando que o roteiro filmado não foi o original, que ele recusou, por ser bem mais sombrio e assustador; e Michael Keaton (que um tempo depois estrelaria como Beetlejuice e Batman). Assim, o papel caiu no colo de Bill Murray. Porém, o comediante só aceitou com um acordo vinculado de que a Columbia teria que produzir o remake de O Fio da Navalha para ele estrelar (um projeto pessoal do ator). Ironicamente, lançados no mesmo ano podemos perguntar “quem é O Fio da Navalha na fila do pão” perto de Os Caça-Fantasmas, já que um se tornaria um sucesso imortal e outro seria varrido sem cerimônia para debaixo do tapete.

Com protagonista, diretor e co-protagonista (Aykroyd foi o único do elenco que sempre esteve a bordo) escolhidos, os outros membros do elenco começavam a tomar forma. Para o papel do cerebral Egon Spengler, Jeff Goldblum, Christopher Lloyd, John Lithgow e Christopher Walken foram cogitados, mas o papel terminaria nas mãos de um dos roteiristas do filme, o também diretor Harold Ramis. Finalizando o quarteto principal, o único Caça-Fantasmas negro da equipe, Winston Zedmore, havia sido criado tendo a sensação Eddie Murphy em mente – com quem Aykroyd havia trabalhado na comédia famosa do ano anterior Trocando as Bolas (1983). Murphy, por fim, terminou pulando fora do projeto para ir estrelar sozinho Um Tira da Pesada, lançado no mesmo ano e que o transformou num astro. Quando o astro saiu, Ernie Hudson foi contratado, porém, o papel foi substancialmente reduzido no filme, com o personagem se juntando à equipe após 40 minutos de exibição. Desde então, Hudson sempre manteve uma relação de amor e ódio com o personagem, sabendo o que deveria ter sido, e por vezes se define no papel como um “substituto de último minuto para Eddie Muprhy”.

Fechando o elenco principal, uma então jovem e desconhecida Julia Roberts fez teste para Dana, personagem que eventualmente terminou nas mãos de Sigourney Weaver; e o vizinho inconveniente Louis Tully teria as formas do bonachão John Candy – que queria cria-lo com um sotaque alemão. Como sabemos bem, o personagem ficaria eternizado nas formas do baixinho Rick Moranis.

Os Caça-Fantasmas foi lançado no dia 8 de junho de 1984 nos EUA, chegando ao Brasil no dia 20 de dezembro do mesmo ano. Naquele fim de semana, o filme enfrentaria a concorrência dos então reis do ranking Jornada nas Estrelas 3 – À Procura de Spock e Indiana Jones e o Templo da Perdição, e outra estreia de peso com Gremlins. Mas não teve para ninguém naquela semana. Os Caça-Fantasmas foi o líder absoluto das bilheterias e permaneceria em primeiro lugar durante todo os meses de Junho e Julho, sem dar chance para outros ícones queridos da época como Karatê Kid, Conan – O Destruidor, O Último Guerreiro das Estrelas e A História Sem Fim.

Os Caça-Fantasmas se tornaria a comédia mais rentável do cinema até a estreia de Esqueceram de Mim em 1990, o trigésimo segundo filme de maior bilheteria de todos os tempos (reajustando os valores da inflação) e a maior bilheteria da Columbia Pictures de todos os tempos – novamente reajustando os valores da época.

‘It: A Coisa’: Diretor promete que a sequência será muito mais assustadora

Em uma entrevista durante o CinemaCon, o diretor de Andy Muschietti afirmou que ‘It: A Coisa – Capítulo 2‘ será muito mais assustador e sombrio que o primeiro.

Traga suas fraldas geriátricas… para os cinemas,” ele alertou.

James McAvoy (‘Fragmentado‘), Bill Hader (‘Descompensada‘) e Jessica Chastain. (‘O Caçador e a Rainha do Gelo‘) se juntaram ao elenco da sequência.

Enquanto isso, Bill Skarsgard retorna como o icônico Pennywise.

O diretor Andy Muschietti irá retornar, comandando o roteiro escrito por Gary Dauberman, as filmagens começam em julho em Toronto.

A continuação chegará aos cinemas 5 de setembro de 2019.

Já foi passado a perna em ambiente de trabalho? Veja esses 10 filmes e reflita sobre o tema!

O ambiente de trabalho é sempre uma caixinha de surpresas ainda mais com a concorrência cada vez mais acirrada nos dias atuais. Pensando sobre essa parte importante da nossa vida, nossa vida profissional, separamos uma lista com filmes que mostram situações conflituosas:

 

A Casa

Na trama, conhecemos o publicitário Javier (Javier Gutiérrez), um homem que sempre teve bons empregos, morava em ótimos lugares que certo dia acaba perdendo todo esse status que conquistou após ser demitido e nunca mais conseguir um outro emprego muitas vezes por ser considerado velho demais para algumas empresas. Tendo que fazer uma nova engenharia financeira na sua vida, precisa vender o apartamento luxuoso que morava com a família. Só que os dias vão passando e Javier não consegue ficar longe do apartamento, inclusive invandindo-o várias vezes para saber mais detalhes da vida do novo morador, o vice-presidente de uma empresa de transportes Tomás (Mario Casas). Assim, começa uma obsessão que terá um destino trágico para alguns.

 

Cinema é uma Droga Pesada

Na trama, somos apresentados a uma nova produção do cinema francês, um filme que aborda uma relação conflituosa entre a classe operária e seus patrões. Assim, atrás das câmeras vemos os bastidores com a visão de Simon (Denis Podalydès), um cineasta que chegou aos limites em muitos pontos de sua vida, inclusive com problemas no relacionamento familiar consumido por sua dedicação intensa ao seu ofício, que percebe aos poucos perder o controle sobre seu novo trabalho. Outras histórias vistas nesses bastidores acabam se juntando aos poucos.

 

Os Bons Companheiros

Na trama, conhecemos o jovem Henry Hill (Ray Liotta) que sempre sonhou em fazer parte do grupo de gângster que dominavam as ruas do bairro onde morava. Começando lá embaixo na hierarquia ao longo do tempo foi crescendo e seu destino acaba se chocando com o de James Conway (Robert De Niro) um experiente criminoso e do explosivo e altamente inconsequentemente Tommy (Joe Pesci). O trio arma diversos atos criminosos e se envolvem cada vez mais com o crime, principalmente quando chega forte o tráfico de drogas na cidade. Mas essa amizade fica em xeque quando conflitos começam a surgir para os três.

 

Jerry Maguire – A Grande Virada

Na trama, conhecemos Jerry Maguire (Tom Cruise), um badalado empresário de esportistas que vai do céu ao inferno quando, no auge da carreira, é demitido da empresa onde trabalha. Buscando um recomeço no mercado competitivo que está, vai em busca de firmar parceria com um jogador de futebol americano chamado Rod (Cuba Gooding Jr.) que é puro coração. Nessa jornada, Jerry contará com a ajuda da ex-secretária Dorothy (Renée Zellweger) com quem viverá um grande amor.

 

Como Enlouquecer Seu Chefe

Dirigido pelo cineasta Mike Judge e ambientado no final da década de 90, em Como Enlouquecer Seu Chefe o filme gira em torno de alguns personagens com o cotidiano de enorme estresse no trabalho, em um empresa de tecnologia, e as loucuras são feitas em busca de soluções.

 

O Sucesso a Qualquer Preço

No filme, lançado no início da década de 90, dirigido pelo cineasta nova iorquino James Foley (que mais tarde seria o diretor de Cinquenta Tons de Liberdade e Cinquenta Tons Mais Escuros), conhecemos quatro corretores de imóveis que são colocados em uma situação de muito stress ao serem ameaçados de demissão se não forem os melhores vendedores do mês. O projeto é baseado de uma peça teatral homônima de David Mamet.

 

O Diabo Veste Prada

Lançado lá em 2006 e dirigido por David Frankel, O Diabo Veste Prada, baseado na obra homônima de Lauren Weisberger nos mostra a trajetória de uma jovem que vai trabalhar em uma prestigiada revista de moda e acaba virando a assistente da temida editora-chefe do lugar Miranda Priestly. Uma relação que afetará demais a vida da jovem.

 

A Farsa

Na trama, conhecemos Adrien (Pierre Niney), um ex-bailarino, agora gigolô profissional que mora com a ex-atriz Martha (Isabelle Adjani). Certo dia ele encontra um novo sentido na sua limitada vida no amor por uma linda trambiqueira Margot (Marine Vacth). Juntos, o casal planeja os detalhes e execução de um golpe no corretor de imóveis e ex-alcoólatra Simon (François Cluzet) que assumiu o controle total da empresa da família. Mas muitas surpresas vão chegar nesse caminho que traçaram.

 

O Mago das Mentiras

Na trama, conhecemos a vida de fortuna e status de Bernie Madoff (Robert de Niro), ex-guarda vidas que fundou aos poucos uma empresa mundialmente conhecida, principalmente em Wall Street, se tornando presidente de uma sociedade de investimento que tem o seu nome e que fundou no início da década de 60. Bernie mantinha sua empresa ao lado de seus únicos dois filhos Andrew (Nathan Darrow) e Mark (Alessandro Nivola) que trabalhavam para ele mesmo eles não tendo um controle sobre realmente tudo que acontecia por ali. No ano de 2008, resolveu se entregar a polícia norte americana assumindo a culpa de um esquema fraudulento que deixou o mercado financeiro mundial em total colapso com perdas na casa dos 60 bilhões de dólares. Após assumir a culpa e praticar se entregar (seus filhos quando souberem tomaram a frente nesse sentido) Bernie, isolado em uma prisão de segurança máxima, vai enfrentar não só a ira de todos que foram roubados, da imprensa e do governo norte americano mas também verá a decadência de sua família que nunca mais encontrou uma gota de esperança em ser feliz.

 

Whiplash – Em Busca da Perfeição

Na trama, acompanhamos o jovem músico Andrew (Miles Teller), um garoto talentoso que estuda na escola de música mais prestigiada dos Estados Unidos. O protagonista é um prodígio da bateria e não pensa em outra coisa a não ser estudar e aperfeiçoar todos seus movimentos. Certo dia, durante uma seleção surpresa para a principal banda de Jazz da escola em que estuda, Andrew é recrutado pelo temido professor Fletcher (J.K. Simmons) e assim começa uma trajetória de dor, sofrimento, dedicação, esforço e amor pela música.

 

 

 

Crítica | A Vilã – ‘Atômica’ sul coreana com esteroides

A Assassina

Para um filme obter um bom resultado não é necessário o mais criativo dos roteiros. Um roteiro inovador nem sempre renderá o melhor dos filmes. A Vilã aposta em certa reciclagem de temas em seu roteiro, mas compensa com todo o resto.

Produção sul coreana, escrita e dirigida por Jung Byung-gil, o filme mostra a que veio já em sua primeira cena, nos jogando dentro da ação sem tempo para retomar o fôlego numa mistura da cena do corredor de Oldboy (2003) com a estética de primeira pessoa, na qual vemos tudo pelos olhos do protagonista, no caso a própria câmera. Uma cena dificílima e extremamente elaborada. Que abertura para um filme de ação!

Como dito, A Vilã é um deleite desde a largada. Uma obra criativa em sua confecção, que abusa em quebrar as estruturas do cinema de gênero. Devo deixar claro também que este é um filme de ação, então espera-se AÇÃO. E neste quesito, poucos filmes foram tão inventivos, não somente neste ano, quiçá nesta década.

São constantes as cenas desafiadoras de nossa compreensão em tentar decifrar como foram rodadas. Ao contrário das enfadonhas telas verde, nas quais tudo é criado de forma artificial, sem qualquer apreço artesanal por sabermos que nada está verdadeiramente ocorrendo, A Vilã é um filme old school, que chuta categoricamente o traseiro de qualquer superprodução leite com pera hollywoodiana. Tudo é feito na marra: coreografias, uso de dublês e efeitos práticos. Os efeitos de computador aqui até existem, mas são usados de forma imperceptível – na maioria substituindo o sangue que jorra dos corpos atingidos por balas.

Outro momento pra lá de memorável é a perseguição, seguida de luta, entre a protagonista em seu veículo, colidindo com dois outros assassinos. Este momento é desde já icônico para o gênero, e sem precedentes. Trata-se de uma luta em alta velocidade entre três motos dentro de um túnel. Simplesmente fantástico. São inúmeras cenas como esta, que não valem ser reveladas para não estragar, ao longo de seus 129 minutos (tempo de duração que poderia ser um pouco reduzido, sem afetar tanto a intenção).

Na trama, Sook-hee, papel da gracinha Kim Ok-bin (Sede de Sangue, de Park chan-wook) é uma exímia assassina. Após ser presa numa noite depois de ter promovido um verdadeiro massacre, a jovem furiosa recebe o mais radical dos extreme makeover. Assim como Nikita – Criada para Matar (1990), do francês Luc Besson, clara influência do filme, a mulher é treinada por uma agência secreta do governo para missões e assassinatos, que só ela e suas companheiras de trabalho são capazes de realizar. Desta forma, ela recebe uma segunda chance.

Depois de cumprir sua cota de missões na agência, é prometida a ela a liberdade. E daí surge uma nova etapa em sua vida, assim como em Nikita. Quando estive fazendo a cobertura do Festival de Toronto este ano, pude assistir ao novo trabalho do cineasta chinês John Woo, considerado o rei da ação asiática por muitos anos, reputação que trouxe consigo quando começou a filmar em Hollywood. Manhunt exibe algumas faíscas do cinema fervoroso do cineasta, mas deixou a desejar por não ir fundo na mescla entre roteiro de gênero e ação desenfreada bem construída. A Vilã faz exatamente isso.

Se por um lado, o filme é dono de um roteiro que se apropria de diversas outras histórias do gênero, seja na forma de homenagem ou coincidência (aqui podem ser encontrados elementos de Atômica, Kill Bill, Operação Invasão e Hardcore: Missão Extrema, além da citada Nikita), por outro consegue ter sua própria voz e ser refrescante o suficiente para entregar momentos técnicos tão elaborados que sobressaem qualquer descrença. É impossível ser indiferente em relação a este nível de empenho dos realizadores. A Vilã bate e bate forte, clamando o posto de filme de ação do ano. E eu que não irei dizer que não é.

Veja os astros que interpretaram os GRANDES VILÕES do cinema sem maquiagem

Nós amamos filmes de terror. E uma das coisas mais legais do gênero é morrer de medo com aquela criatura sinistra, cujo único propósito parece ser nos arrepiar até a nuca. Cada obra de terror tem seu antagonista e a graça para o público é odiá-lo com todas as forças. Bem, isto é, até conhecermos seus intérpretes, muitas vezes figuras simpáticas, bem apessoadas e alguns até mesmo fazendo com quem os fãs queiram chamá-los para sair. É sério!

Pensando nisso, o CinePOP, com a ajuda de nossos colegas no Imdb, resolveu desmascarar alguns dos mais famosos “fantasmas” dos filmes de terror – ou seria mais adequado “demaquilar”. Vem conhecer a verdadeira identidade destes monstros.

Pennywise (It – A Coisa)

It – A Coisa fez um enorme sucesso em 2017, e seu complemento não deve ficar atrás. No filme, a assombração vem nas formas do palhaço Pennywise, que quase foi interpretado pelo ator Will Poulter (de Família do Bagulho). O palhaço creepy, no entanto, ficou imortalizado por Bill Skarsgard, filho do ator Stellan Skarsgard.

Valak (A Freira)

O demônio freira Valak apareceu pela primeira vez em Invocação do Mal 2 (2016) e fez tanto sucesso que terminou ganhando um filme próprio. Fora do hábito, a criatura assustadora é a atriz Bonnie Aarons, cuja qualidade andrógena e as feições brutas a garantiram a forma perfeita (com a adição de quilos de maquiagem, é claro) para personificar a freira, que de Deus não tem nada.

Samara (O Chamado)

Essa aqui fará muitos marmanjos surpresos, se tornando babões. A assombração Samara, a menina saída do poço, causou comoção com os filmes da franquia O Chamado, em especial o primeiro de 2002. A maldição da fita de vídeo e a ligação ameaçando quem a assistia com apenas mais sete dias de vida, eram trazidas pela atormentada menina, cuja forma era de dar calafrios. Fora da maquiagem pesada, no entanto, a personagem era vivida pela angelical Daveigh Chase, que cresceu e se tornou uma linda mulher. Aposto que terão muitos querendo receber a ligação.

Kayako (O Grito)

Recentemente, essas duas assombrações se encontraram num filme bem no estilo Freddy VS Jason (2003). O que acontece é que Kayako e Sadako (como é conhecida Samara em sua versão original nipônica) são dois verdadeiros ícones do terror japonês, assim como Freddy e Jason o são para os slasher americanos. Em O Chamado vs. O Grito (ou Sadako Vs Kayako no original), de 2016, as duas finalmente se encontram. Antes disso, no entanto, Kayako dava as caras em Ju-on, o filme original japonês, sua continuação, seu remake americano e sua continuação. E o melhor, tudo sempre interpretada pela mesma atriz, Takako Fuji.

Crítica | Sadako vs Kayako – Dois ícones do gênero caem na porrada e são os fãs que perdem

Freddy Krueger (A Hora do Pesadelo)

Por falar em Freddy Krueger, o vilão de garras afiadas e rosto queimado é provavelmente o demônio mais memorável de todos os filmes de terror. E você, o que acha? Tanto que de antagonista, o sujeito que habita os sonhos de suas vítimas passou a protagonista, roubando o show e ficando cada vez mais divertido – o que apenas comprava sua popularidade. Durante todos os filmes da franquia, o personagem foi vivido pelo ator Robert Englund – que só foi substituído no remake de 2010.

Pinhead (Hellraiser – Renascido do Inferno)

Ainda na década de 1980, uma das obras de terror mais nojentas da época foi esta adaptação do livro de Clive Barker, dirigida pelo próprio. Assim como Freddy Krueger, uma figura ficaria extremamente popular no filme, retornando em todas as sequências, e ganhando cada vez mais espaço. Trata-se da criatura chamada Cenobita, uma espécie de demônio que lidera um grupo igual a ele, saídos diretamente do inferno. A criatura com a cara cheia de pregos foi prontamente apelidado de Pinhead pelos fãs. No filme e em suas sequências, ele foi vivido pelo ator Doug Bradley.

Esther (A Órfã)

Vira e mexe citamos este filme aqui em alguma lista. Ou seja, se você ainda não viu, corra para ver. É bem verdade que a menina “encapetada” Esther, protagonista do filme, não usa maquiagem. Mas seu jeitinho meigo, de chuquinhas, ao longo do filme até seu desfecho ganhará novos aspectos assustadores (sem querer dar spoiler). De qualquer forma, sua intérprete, a atriz Isabelle Fuhrman, que anda bastante sumida e não merecia, cresceu e se tornou uma linda jovem mulher. É um caso parecido com o ocorrido com a Samara de O Chamado.

Tomás (O Orfanato)

Bom, tivemos duas meninas assustadoras transformadas em belas mulheres na lista, agora é a vez de mostrarmos um menininho pra lá de creepy que também de tornou um rapaz com jeito de galã. Aqui, estamos falando de um filme cult, que merecia bem mais atenção e que não é tão comentado quanto deveria. Trata-se de O Orfanato, terror espanhol de 2007, dirigido por ninguém menos que J.A. Bayona, cineasta que viria a comandar grandes obras como O Impossível (2012) e Jurassic World: Reino Ameaçado (2018). No filme, um orfanato é assombrado por estranhas figuras, entre elas o menininho Tomás, que usa uma máscara feita de saco e adora trancar os outros no banheiro. O menino foi vivido pelo ator Óscar Casas, que cresceu bastante.

O Creeper (Olhos Famintos)

Outro grande favorito dos fãs, o Creeper é a criatura predadora dos filmes Olhos Famintos, produzidos por Francis Ford Coppola. O monstro que habita as estradas secundárias, pronto para se alimentar de anos em anos, é um ser humanoide, que usa roupas, mas quando chega a hora H, mostra sua verdadeira face: uma espécie de morcego humano, de pele viscosa e grandes asas. Nunca explicam de onde ele saiu, mas por trás da maquiagem o creeper foi vivido pelo ator Jonathan Breck nos três filmes lançados.

Dren (Splice – A Nova Espécie)

Por falar em criaturas aladas, essa aqui saiu de um laboratório, ganhando vida ao ser criada por dois cientistas. Os “doutores Frankenstein” vividos por Sarah Polley e Adrien Brody criam um pequeno ser e o veem evoluir até se tornar uma garotinha. A dupla termina “adotando” sua criação. Mas conforme ela vai crescendo, e assumindo as formas de mulher, vai ficando cada vez mais agressiva e instável. Apesar da maquiagem, a criatura muito semelhante a uma mulher foi interpretada pela bela modelo francesa Delphine Chanéac.

O Duende (O Duende)

Jennifer Aniston é a estrela da comédia Friends e dos filmes românticos das décadas passadas. Mas ela é também a estrela de O Duende (1993), terror B que fez a alegria dos aficionados órfãos de Jason e Freddy na década de 1990. Não acredita? É só dar uma procurada. O Duende se tornou mais uma das figuras cultuadas dos filmes de terror, ele, no entanto, reinou somente no mercado de vídeo. Nos primeiros seis filmes (isso mesmo), que foram até 2003, o personagem foi vivido por Warwick Davis, ator que ficou conhecido por filmes como Willow – Na Terra da Magia (1988) e Harry Potter.

Pennywise (It – Uma Obra Prima do Medo)

Antes de perseguir o clube dos perdedores em 2017 nos cinemas, o palhaço Pennywise havia perseguido o clube dos perdedores em 1990 na TV. Sim, a primeira aparição do assustador palhaço foi numa minissérie que serviu de adaptação da obra de Stephen King. Na produção, a criatura ficou imortalizada nas formas do talentoso Tim Curry, o eterno Dr. Frank-N-Furter, do cult The Rocky Horror Picture Show (1975).

‘The Jurassic Games’: Trailer traz uma mistura de ‘Jurassic Park’ com ‘Jogos Vorazes’; Assista!

Foi liberado o trailer de ‘The Jurassic Games‘ , terror que mistura elementos de ‘Jurassic Park‘ e ‘Jogos Vorazes‘, colocando prisioneiros sentenciados à morte lutando contra dinossauros pela sua liberdade.

Assista:

A trama imagina um mundo no futuro próximo onde 10 prisioneiros sentenciados à morte são escolhidos para competir nos Jogos Jurássicos, um jogo de realidade virtual que coloca seus competidores contra dinossauros e, claro, contra si mesmos. Aqui, se você morre dentro do universo virtual, morre também na vida real. E para Anthony Tucker (Adam Hampton), sobrevivência é sua única chance de reencontrar com seus filhos após ser erroneamente preso pelo assassinato de sua esposa.

Dirigido e roteirizado por Ryan Bellgart (‘Gremlin’), ‘The Jurassic Games’ é estrelado por Ryan Merriman (‘Premonição 3’) e Perrey Reeves (‘Entourage’).

25 anos de ‘Um Lugar Chamado Notting Hill’, aquela história de amor que todo mundo gosta!

As declamações do passo a passo de um amor visto por muitos com impossível. Tendo um agradável bairro londrino como palco, 25 anos atrás chegava aos cinemas uma história de amor digna das telonas: um relacionamento entre um anônimo e uma estrela do cinema que conquistaria cinéfilos de todo o planeta. Dirigido pelo cineasta sul-africano Roger Michell e escrito pelo excelente roteirista britânico Richard Curtis, Um Lugar Chamado Notting Hill apresenta uma narrativa envolvente que utiliza o acaso e o inusitado como fortes elementos. Quando pensamos em comédias românticas, essa é sem dúvidas uma das mais lembradas.

Na trama, conhecemos o simpático William (Hugh Grant), um dono de uma pequena livraria no bairro de Notting Hill que nunca deu sorte no campo amoroso. Certo dia, vê seu mundo virar de cabeça pra baixo quando conhece a estrela de cinema Anna (Julia Roberts) que aparece de surpresa em seu estabelecimento. Ao longo dos meses que se seguem, os dois buscam um no outro um complemento para uma linda história de amor mas sem deixar de passar por alguns obstáculos.

Temos que ter um cuidado ao analisar essa obra pois é muito mais do que uma história de amor, há pontos importantes que são jogados para reflexões. Num olhar mais profundo e com atenção se chega a muitos outros méritos. Os lados bons e ruins da fama, o machismo, as indefesas contra o circo midiático, são alguns dos pontos que o filme transborda na sua poesia romântica. Mesmo de forma descontraída encontra espaço para profundos dramas existenciais, entre uma cena e outra podemos achar a história mais fofa do mundo e logo depois ficar chocado com os dramas vividos, principalmente pela personagem Anna.

A narrativa caminha pelos conflitos ligados ao coração para nos apresentar de forma leve e romântica as possibilidades e as suas lutas constantes contra as impossibilidades. O caminho feito é bem simples, pegou-se dois mundos diferentes apresentou os choques provocados e as ações que se chegaram até virarem complementares. Mas nada disso seria possível se os protagonistas não tivessem uma harmonia perfeita em cena (Grant e Roberts estão maravilhosos), além de coadjuvantes carismáticos como o amigo de William, Spike (interpretado pelo sempre ótimo Rhys Ifans).

O poder midiático de um clique em tempos ainda longe dos avanços da internet é a crítica mais escancarada que vemos por aqui. Uma parte importante dos conflitos dos personagens chega exatamente do assédio da imprensa à vida particular da artista, algo que acontece com muitos famosos até hoje. Com o consumismo por esse tipo de jornalismo nunca perdendo a força, impressos se alimentando dos deslizes (nos novos tempos soma-se às redes sociais), muitas vezes rompendo linhas tênues da ética e a moral. Olhando mais profundamente para isso, o projeto não deixa de fixar essa importante crítica social.

E pensar que essa história poderia ser maior, o corte final passou das três horas, depois editado para a minutagem que fora lançada. Mas Um Lugar Chamado Notting Hill logo se tornou atemporal e não seria um absurdo encontrar pessoas que imaginam o depois de quando o filme termina. E como esquecer da música She na versão de Elvis Costello? Uma canção completamente associada ao filme que só de escutarmos já lembramos de William e Anna. Esse é um dos raros filmes que quando estão passando pela televisão ainda paramos para ver. Para quem quer rever ou assistir pela primeira vez, o filme está no catálogo da Disney Plus.

 

 

Crítica | Assassinato no Expresso do Oriente – Uma Agatha Christie moderna e com muita classe

Cinema Clássico Hoje

A velha Hollywood morreu. Os épicos do passado, que enfatizavam valores e personagens humanos estão em defasagem no mercado da maior meca do cinema mundial. Antes, estas produções cinematográficas ricas em detalhes e de muito conteúdo, estudadas até hoje por eruditos da arte, eram o que faziam adultos saírem de casa, deixando os filhos dormindo. Hoje, cinema é coisa de jovens, a maior fatia pagante no mercado. Bem, é tudo culpa de um certo senhor Steven Spielberg e seus blockbusters – leia na minha crítica do documentário Spielberg para saber mais sobre a revolução cultural.

Veja bem, existem muitos blockbusters legais e longe de mim querer reclamar dos filmes de super-heróis que chegam todo ano, adoro a maioria. Mas acho que pode haver lugar para tudo. Não é justo tirar de cena produções mais maduras e adultas, e esse desejo precisa vir não apenas dos jovens, mas das eternas crianças presentes ainda dentro de cada um de nós. Muita gente só sai de casa se o cinema estiver exibindo aquele espetáculo visual – muitas vezes sem qualquer pensamento embutido. Bem, esta é a chance de assistir a uma obra adulta, que se encaixa perfeitamente em tais quesitos de conteúdo somado a um visual chamativo.

Assassinato no Expresso do Oriente é a repaginada de Kenneth Branagh no clássico da literatura homônimo de Agatha Christie. E se Stephen King é enaltecido por diversas gerações, desde os anos 1970, como o rei do terror, Christie precisava mesmo ser redescoberta, já que trata-se da rainha do suspense. Para uma versão moderna, já que a obra foi adaptada em 1974 por Sidney Lumet, com pompa de prêmios (seis indicações ao Oscar, incluindo roteiro adaptado, e uma vitória, atriz coadjuvante para Ingrid Bergman), não poderia haver um piloto melhor do que Branagh. Conhecido pela garotada como o diretor de Thor (2011) e Cinderela (2015), o ator britânico é lembrado pelos mais velhos como um artista shakespeariano e discípulo direto do grande Sir Laurence Olivier.

Branagh e a Fox, estúdio responsável por este reboot (para usar uma palavra muito em voga), se cercam de uma verdadeira constelação de nomes para recriar os passageiros “amaldiçoados” do trem saído de Istambul, na Turquia, direto para a Europa (Londres e Paris). De fato, se Lumet comandou Albert Finney, Lauren Bacall, Ingrid Bergman, Jacqueline Bisset, Vanessa Redgrave, John Gielgud e Sean Connery, Branagh realmente não fica devendo ao apresentar Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Judi Dench, Penélope Cruz, Daisy Ridley e Willem Dafoe. No papel principal do maior detetive do mundo, Hercule Poirot, o próprio diretor. E por que não, afinal o filme é dele.

Na trama, personagens excêntricos trancafiados no veículo que dá título ao filme, devido a uma avalanche, precisam se deparar com uma tragédia quando um deles aparece morto, levantando a suspeita de que qualquer um dos sobreviventes pode ser o assassino. Agora caberá ao astuto detetive desvendar este complexo mistério, que pode ter ligação direta com o passado de um deles e uma rica família que teve seu bebê sequestrado e morto – supostamente, Christie teria usado como base o caso real do aviador Charles Lindbergh, cujo bebê foi sequestrado em 1932 e nunca mais apareceu. A escritora lançou sua obra em 1934.

O que Branagh cria aqui é uma obra enxuta e exuberante. Dona de um visual tão chamativo que conseguirá prender a atenção do público disperso e ávido por seu celular de 5 em 5 minutos. A direção de arte, que recria o interior do luxuoso trem, e os figurinos elaborados, saltam aos olhos. Além disso, Branagh cria ângulos interessantes para pôr sua câmera, como se convidasse o espectador a assistir tudo de uma ótica inusitada. Temos por exemplo, uma conversa de corredor com a câmera parada em cima (num contra-plongée), enquanto tentamos distinguir quem são os envolvidos no assunto sem ver seus rostos. Ou como na cena em que Poirot passeia entre os suspeitos narrando o ocorrido, cena contida no trailer, na qual a câmera substitui o protagonista. São esforços como esse que criam o diferencial de vigor, usando métodos modernos para vestir um material clássico. Ah, sim. E temos o fabuloso bigode de Poirot. Afinal quem conseguiria desviar o olhar dele.

Existe aqui também todo um prólogo fora do trem, no qual Poirot ajuda a decifrar um crime onde três clérigos de diferentes religiões estão enfrentando a pena de morte por fuzilamento, trecho adicionado pelo texto de Michael Green (Logan e Blade Runner 2049) para enfatizar a expertise do herói (sim, um herói real) e com o que o criminoso no trem está prestes a se deparar. A direção de Branagh imprime um ritmo bom ao longa, sem transformar o filme numa sucessão de picotes incompreensíveis (com o qual a garotada está acostumada atualmente) e tampouco perdendo parte do público com uma montagem lenta. De fato, a versão 2017 é mais dinâmica do que seu predecessor – eu sei que os tempos são outros e o estilo de fazer cinema mudou, mas Branagh poderia ser respeitoso de uma narrativa mais recheada de diálogos e menos cortes (com câmera mais estática) – pense em como Villeneuve replicou a condução do Blade Runner original de 1982. Aqui, no entanto, o ritmo mais rápido serviu muito bem ao filme.

Na parte do elenco, a grande maioria se sai bem. É bom ver Daisy Ridley dando conta do recado em seu primeiro filme longe de Rey e Star Wars, e a menina segura bem as pontas. Penélope Cruz costuma roubar a cena em elencos recheados (Vicky Cristina Barcelona e Nine) e aqui tem uma personagem que rendeu um Oscar a outra (Bergman). Mas quem eu gostaria de destacar são três outros atores. Josh Gad mostra que funciona muito bem longe de comédias, aqui na pele do secretário do mafioso de Johnny Depp. A gracinha Lucy Boynton, a apaixonante Raphina de Sing Street: Música e Sonho (você precisa ver este filme, é sério!), atinge a nota certa da entorpecida Condessa Andrenyi. E por último, o melhor desempenho em cena, a revigorada Michelle Pfeiffer, que faz sua Sra. Hubbard pulsar com vida. E que ano teve a atriz, entre este filme e mãe!, de Darren Aronofsky. Esperamos que continue nesta crescente no vindouro Homem-Formiga e a Vespa (2018) da Marvel.

Assassinato no Expresso do Oriente é um filme elegante e classudo, recheado de inúmeros elementos para despertar o interesse de um novo público. O fato só prova que Agatha Christie e seus textos são atemporais e se forem preparados de forma adequada – e muito longe de ser descaracterizado – apelam a qualquer um. Numa era em que todos os estúdios buscam por suas franquias, taí uma na qual valeria a pena investir, o Christieverse, o universo expandido das obras da autora. Bom, a semente já foi plantada, agora façam a parte de vocês.

10 Filmes SENSACIONAIS de Terror Cult que Completam 10 Anos em 2021

Nem só de filmes de grandes estúdios é feito o cinema. E no gênero do terror, o mesmo ocorre. De fato, muitos cinéfilos inclusive afirmam de pés juntos que existe muito mais originalidade vinda do cinema independente. O que podemos dizer é que a qualidade autoral dos realizadores pode correr mais solta sem as amarras de um estúdio investindo centenas de milhões de dólares e exigindo de volta o dinheiro. Afinal, quando estamos “famintos” a vontade é maior. E em muitos casos, os primeiros filmes de diretores renomados são os preferidos dos fãs. É claro também que nem sempre mais dinheiro significa falta de qualidade, isto é, no roteiro pelo menos – o chamado “muitos cozinheiros na cozinha”.

Em 2021, muitos filmes de terror completam aniversário de dez anos de seu lançamento, como Pânico 4, Premonição 5, O Segredo da Cabana e os remakes de A Hora do Espanto e A Coisa. Porém, existem aqueles que costumam passar abaixo do radar, muitas vezes caindo no anonimato e se tornando desconhecidos para grande parte do público. Pensando em jogar uma luz nestes filmes menos populares, embora igualmente valiosos, sendo alguns verdadeiras preciosidades, resolvemos trazer esta nova lista com os filmes de terror cult que completam 10 anos e você precisa conhecer.

Ataque ao Prédio

Exibido no Festival do Rio 2011, onde tive a oportunidade inesquecível de conferir o longa nas telonas (depois disso o filme foi lançado direto em vídeo por aqui), Attack the Block no título original é uma produção britânica que foi descrita como “Cidade de Deus encontra Independence Day”. Deu para sentir que cult é a palavra de ordem aqui. Escrito e dirigido por Joe Cornish (roteirista de Homem-Formiga da Marvel) e produzido pelo “padrinho” Edgar Wright, este filme muito original serviu para, entre outras coisas, revelar os talentos de John Boyega e Jodie Whittaker (a nova Doutora de Doctor Who). Na trama uma invasão alienígena realizada na surdina por criaturas muito estranhas (uma mistura de lobo, urso e macaco) sacode a rotina de um conjunto habitacional barra-pesada repleto de bandidinhos nos subúrbios ingleses. E justamente os jovens marginais serão nossos heróis contra esta invasão nesta aventura.

Seita Mortal

O diretor Kevin Smith ficou conhecido como uma das vozes mais inovadoras do cinema independente norte-americano graças a filmes como O Balconista (1994) e Procura-se Amy (1997). Mas quando parecia não ter mais o que dizer neste universo, após a recepção, digamos, fria de alguns de seus projetos, resolveu se voltar para obras de terror. Diretor autoral, Smith seguiu escrevendo e dirigindo suas próprias histórias e o primeiro longa que marcou esta transição do cineasta foi este Seita Mortal (Red State). Igualmente exibido no Festival do Rio 2011, onde igualmente pude conferir nas telonas (igualmente sendo lançado em vídeo após o evento), Seita Mortal é uma crítica ácida e muito sangrenta sobre o fanatismo religioso e até onde as pessoas estão dispostas a irem em nome de sua fé cega. A favor do longa, o elogio de Quentin Tarantino dizendo tê-lo amado.

Hotel da Morte

Pérola escondida do terror independente, este longa desconhecido do grande público recebeu elogios da imprensa especializada na época, que foi o que o fez ser descoberto por seus fãs (como este que vos fala). Capaz e arrepiar até o último pelo da espinha, Hotel da Morte esteve por muito tempo no acervo da Netflix e agora se bandeou para os lados da Amazon como parte de sua biblioteca. A trama acompanha dois funcionários de hotel vividos por Sara Paxton e Pat Healy, que teimam em ser investigadores paranormais amadores nas horas vagas. Fãs de terror, eles consomem todo tipo de informação vinda da internet sobre lendas urbanas e assombrações. Acontece que existe uma mística em torno do próprio estabelecimento onde trabalham e a dupla está decidida a provar que o local não está “puro”.

Absentia

Um dos grandes nomes do terror na atualidade, o diretor Mike Flanagan tem no currículo filmes como O Espelho, Hush: A Morte Ouve, O Sono da Morte, Ouija: Origem do Mal, Jogo Perigoso, Doutor Sono e as séries A Maldição da Residência Hill e A Maldição da Mansão Bly. Tudo isso nos últimos anos. O cara não cansa de trabalhar. Antes de tudo isso, no entanto, em seu quarto longa-metragem, Flanagan já chamava atenção dos especialistas e aficionados com este Absentia. Na trama, duas irmãs começam a investigar um misterioso túnel e começam a suspeitar da ligação do local com uma série de desaparecimentos, incluindo o do marido de uma delas.

Hobo With a Shotgun

Embora muitos não tenham visto ou não compreendam, mas este filme nasceu como um dos curtas que simulavam trailers falsos dentro da “brincadeira” de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez conhecida como Grindhouse (À Prova de Morte/Planeta Terror). Acontece que este aqui era parte de um concurso para a divulgação de Grindhouse no Canadá. O trailer falso ganhou o concurso e foi exibido apenas nos cinemas de lá. Quatro anos depois, se tornava um longa-metragem estrelado pelo saudoso Rutger Hauer na pele de um mendigo sem-teto justiceiro que com sua calibre 12 sai eliminando policiais corruptos, pedófilos e todo tipo de escória na cidade.

O Despertar

A estrela Rebecca Hall é quem protagoniza este terror gótico britânico. Passado em 1921 no pós-Primeira Guerra Mundial, Hall interpreta Florence Cathcart, especialista em desvendar casos tidos como sobrenaturais e desmascará-los como farsa. Sua mais nova missão é num internato onde visões de uma criança fantasma estão ocorrendo. No local ela irá se deparar com seu maior desafio para provar que a “entidade” presente não é exatamente o que todos pensam. Ou será?

A Casa Silenciosa

Remake de uma produção Uruguaia de 2010, que por aqui ficou conhecida como A Casa (La Casa Muda), a versão norte-americana era lançada logo no ano seguinte, tendo como protagonista a “cancelada” Elizabeth Olsen – a Wanda da Marvel. A trama apresenta uma jovem que termina presa dentro de uma casa por forças além de sua compreensão, sem conseguir contato com o mundo externo. Um dos chamarizes aqui é o plano-sequência que dá a impressão de que o filme foi todo gravado de uma tomada só, sem cortes. Uma curiosidade é que já se encontra em fase de pré-produção uma nova roupagem da história, desta vez na forma de uma produção indiana.

Virgínia

O imortal Francis Ford Coppola é um dos nomes mais lembrados e admirados de Hollywood por ter no currículo obras-primas como a trilogia O Poderoso Chefão, por exemplo, ainda enaltecidos por muitos como os melhores filmes de todos os tempos (ao menos os dois primeiros). Desde o fim da década de 90, o cineasta tem mostrando descontentamento com a indústria atual – assim como Brian De Palma e John Carpenter, outros dois grandes mestres – escolhendo por se ausentar do mercado e canalizar seus esforços em outras direções. Vez ou outra no entanto, Coppola lança um pequeno projeto aqui, outro acolá, sempre fazendo valer sua visão e sem qualquer amarra de grandes estúdios. Aqui, ele conta a história sobre um escritor de livros de terror, uma cidadezinha e o assassinato de uma jovem. Virgínia (Twixt) possui forte teor alucinógeno e conta com as presenças de Elle Fanning e Val Kilmer no elenco.

Relação Mortal

Aqui temos outro nome de prestígio na direção. A cineasta canadense Mary Harron dirigiu ao menos uma obra-prima em sua carreira, a sátira ácida, sombria e sangrenta Psicopata Americano (2000), que revelou ao mundo o talento de Christian Bale. Aqui, igualmente baseado num livro, Harron conta a história de um internato de meninas e como a chegada da novata Ernessa (Lily Cole) muda a rotina da protagonista Rebecca (Sarah Bolger). A amizade das duas logo se desenvolve para uma espiral de obsessão, revelando sua verdadeira natureza sobrenatural e sedenta de sangue.

Chillerama

Homenagem bem divertida de quatro jovens cineastas aos filmes B de terror, que funciona como um Grindhouse “de segunda” e sem nomes conhecidos no elenco ou na produção. Dividido em quatro segmentos, a história acompanha o último dia de funcionamento de um drive-in nos EUA, com a exibição de quatro curtas de terror raríssimos nunca anteriormente exibidos. Nos tais curtas, terror e comédia se misturam, donos de muito teor para maiores de idade. O primeiro é Wadzilla, que brinca com filmes de monstros gigantes como Godzilla. O segundo, I Was a Teenage Werebear é uma sátira aos filmes de lobisomem misturado à descoberta da homossexualidade de um jovem. No terceiro The Diary of Anne Frankenstein, o clássico de Mary Shelley vira alvo de uma trama envolvendo Hitler na Segunda Guerra Mundial. E o último, Zom-B-Movie parodia os filmes de zumbi dos anos 70 e 80.

‘Suspiria’: Remake tem primeira cena PERTURBADORA exibida no CinemaCon; Confira a descrição!

A primeira cena do remake de ‘Suspiria‘ foi exibida no CinemaCon, e tem sido descrita na internet como “extremamente nojenta” e “difícil de assistir”.

Confira as primeiras impressões abaixo:

“Hmmm, eu estou traumatizada depois de ver uma cena de ‘Suspiria’ em que a Dakota Johnson controla o corpo de outra mulher enquanto ela dança. O corpo da mulher literalmente parte ao meio. Ela é, tipo, destruída. Babando, irinando, sangrando. É… pesado.”

“Primeiro clipe de ‘Suspiria’ mostra uma dançarina sendo jogada telecineticamente como uma boneca de pano em uma sala espelhada, ossos quebrando, tornando-se uma bagunça contorcida. Muito horrível e difícil de assistir. Este filme fará a maioria das pessoas se sentirem desconfortáveis.”

Luca Guadagnino apresentou uma cena do seu remake ‘Suspiria’; há um tom sépia dos anos 70… e uma das cenas mais perturbadoras envolvendo o corpo humano. Eles foram com tudo e deixaram a audiência do CinemaCon sem fôlego. Simplesmente brutal com uma melodia gentil. Caramba… Me chame pelo seu corpo retorcido.”

No filme, “Uma jovem americana dançarina de ballet viaja até uma prestigiada escola de dança na Europa, apenas para descobrir que existe algo mais sinistro e sobrenatural. Ela se torna cada vez mais assustada conforme uma série de assassinatos terríveis acontece, e segredos sombrios da escola vêm a tona.”

O remake foi dirigido por Luca Guadagnino , que recentemente foi nomeado ao Oscar pelo seu trabalho em ‘Me Chame Pelo seu Nome‘.

Dakota Johnson irá interpretar Susie Bannion no remake.

O elenco ainda inclui Chloe Grace-Moretz, Tilda SwintonMia GothSylvie TestudAngela WinklerMałgosia BelaLutz Ebersdorf e Jessica Harper.

 

Gosta de Distopias? Veja esses 10 filmes sobre conflitos no futuro

Pensando em cenários que beiram ao caótico, que se aproximam ou não da realidade, muitos roteiristas abordam em suas obras um olhar sobre distopias com reflexões que se seguem a partir desse ponto. Pensando sobre isso, resolvemos criar uma interessante lista abaixo:

 

V de Vingança

Lançado quase 20 anos atrás, dirigido pelo cineasta australiano James McTeigue, adaptado dos quadrinhos homônimos criados por Alan Moore e David Lloyd, V de Vingança nos mostra a saga de alguns personagens em meio a uma sociedade distópica.

 

O Congresso Futurista

Escrito e dirigido pelo cineasta Ari Folman, O Congresso Futurista nos mostra a história de uma mulher que já fora muito famosa no passado e que recebe uma inusitada proposta de um grande estúdio para ter sua imagem totalmente digitalizada desencadeando uma série de conflitos a partir disso.

 

Biônicos

Na trama, conhecemos Maria (Jéssica Cores), uma atleta do salto em distância, filha de uma famosa esportista, que vê suas chances de sucesso no esporte serem afetadas drasticamente com a chegada de próteses tecnológicas que transformam a vida de outro atletas. Ao mesmo tempo, sua irmã Gabi (Gabz), amputada desde a infância por conta de um tumor, chega ao estrelato da mesma modalidade se tornando uma referência dessa nova realidade do esporte que pratica. Sua vida começa a dar novos passos quando conhece o misterioso Heitor (Bruno Gagliasso) o líder de um grupo revolucionário de apoio a atletas comuns que tem um plano mirabolante. Assim, nos dilemas entre o certo e o errado, Maria embarca em uma jornada que mudará seu destino e o de muitos ao seu redor.

 

Atlas

Na trama, ambientada em um planeta Terra 28 anos depois do primeiro terrorista ligado à Inteligência Artificial fugir do planeta, conhecemos a analista em contraterrorismo Atlas (Jennifer Lopez) uma mulher de poucos amigos, adoradora de café e xadrez, que recebe a missão de ajudar na busca e captura de Harlan (Simu Liu), o tal robô que virou vilão ao mudar seus códigos e logo se tornou um genocida.

 

Resistência

Na trama, numa distopia futurística onde, após uma enorme tragédia, o ocidente trava uma guerra contra a inteligência artificial. Nesse contexto, conhecemos Joshua (John David Washington), um soldado que após um enorme trauma envolvendo sua esposa no seu passado, é chamado de volta para a ação com o objetivo de encontrar e eliminar um inteligente e desconhecido arquiteto que possui em suas experiências o projeto de uma arma poderosa.

 

Caranguejo Negro

Na trama, conhecemos Caroline Edh (Noomi Rapace) uma mulher que fora separada abruptamente de sua filha adolescente durante os desenrolares de um mundo pós-apocalíptico. O tempo passa e Edh parece apenas buscar sobreviver indo de um lado ao outro, até que é selecionada para uma missão suicida que consiste em atravessar patinando quilômetros de uma região que virou gelo e que se tornou paralela aonde os inimigos estão. Para tal façanha, dão a ela a esperança que alcançando o objetivo ela consegue encontrar a filha que estaria nesse mesmo lugar.

 

No Topo do Poder

Na trama, acompanhamos a chegada de Laing (Tom Hiddleston), um homem solitário, de classe média, que se muda para um novo arranha céu que possui muitas peculiaridades. Aos poucos vamos percebendo, junto ao personagem principal, que os andares são divididos em classes sociais, além do edifício ter uma ‘vida própria’, lá funcionam uma espécie de shopping, tem escola, supermercado, o que faz com que seus moradores percam quase que por total a noção do mundo fora dali. Aos poucos, como a maioria das revoluções que o mundo já viu em sua história, em High Rise acontece uma rebelião dos moradores dos andares de baixo com os que moram e ostentam em suas coberturas.

 

Gattaca – A Experiência Genética

Nesse engenhoso longa-metragem escrito e dirigido por Andrew Niccol, acompanhamos a história de um jovem que assume outra identidade para poder viajar ao espaço numa era onde parte dos humanos são escolhidos geneticamente em laboratórios.

 

O Demolidor

Um dos grandes filmes de ação dos anos 90, O Demolidor, que era exibido frequentemente na tv aberta anos atrás, conta a história de um policial e um bandido são condenados a um encarceramento congelado onde precisam cumprir a pena de forma congelada (literalmente). Só que no ano de 2032 o cruel bandido foge da prisão, e assim o policial é descongelado para conseguir prendê-lo novamente. Protagonizado por Sylvester Stallone, Wesley Snipes e Sandra Bullock.

 

Tropas Estelares

Na trama, conhecemos Johnny Rico (Casper Van Dien), um jovem estudante que por conta de seu amor por Carmen (Denise Richards) resolve se alistar ao serviço militar quase ao mesmo tempo da explosão de uma intensa batalha entre a humanidade e enormes insetos. Acontece que Rico e Carmen acabam indo para lados opostos nas forças militares, ela para a força aérea ele para a infantaria. Seguindo caminhos opostos em uma guerra sem precedentes, Rico aos poucos vai se tornando o líder de batalhões de combate e se aproximando da ex-amiga de escola Dizzy Flores (Dina Meyer).

 

 

 

 

 

 

Oscar 2018 | COADJUVANTES – Nossos palpites para os indicados

Geralmente meus palpites para os indicados ao Oscar saem com muito mais antecedência. Em anos recentes, consegui inclusive soltar uma matéria como esta faltando quatro meses para o anúncio dos indicados. Seja como for, tudo ainda não passa de especulação guiada pelo burburinho e o disse me disse de avaliações da imprensa especializada, e algumas premiações menores, que podem influenciar os membros votantes da Academia. A vantagem de uma previsão mais próxima ao anúncio – ainda faltando um pouco mais de um mês – é que erra-se menos.

Na nossa segunda parada, os convido para vislumbrar as atrizes e atores coadjuvantes que vem despertando falatório de possíveis indicações, enaltecidas pela crítica e fazendo florescer paixões por seus trabalhos em festivais. Nesta segunda olhada iremos considerar as possíveis indicações para Melhor Atriz e Ator Coadjuvantes. Vem com a gente e prepare seu caderninho.

A disputa por indicações ao maior prêmio do cinema realmente funciona como uma competição esportiva. Existem os favoritos, os azarões e as reviravoltas. Por isso, é muito bom ver como esta mesa vai sendo mexida de tempos em tempos até o dia da divulgação dos indicados. A cada mês, ou até mesmo quinzenalmente, as apostas vão mudando, de novembro, dezembro e janeiro. Eleições de prêmios da crítica de cidades como Nova York e Los Angeles, divulgadas recentemente, com certeza ajudam, influenciam, e fazem olhar de forma diferente para certos candidatos. Como, por exemplo, a atriz Tiffany Haddish, eleita como coadjuvante do ano na comédia Viagem das Garotas, pelos críticos de NY. O filme, uma comédia escrachada sobre quatro mulheres sem pudores, foi elogiado pela imprensa e pode vir a se tornar o Missão Madrinha de Casamento (2011) deste ano. Lembrando que pelo filme citado, a humorista Melissa McCarthy recebeu sua indicação ao prêmio da Academia. Com isso em mente, começaremos logo com as atrizes coadjuvantes.

Atriz Coadjuvante:

Assim como na categoria de atriz principal, existem algumas favoritas nesta categoria de coadjuvantes. Duas que despontam na liderança são Allison Janney e Laurie Metcalf.

Janney está uma força da natureza como a incorreta e abusiva mãe da protagonista Margot Robbie em I, Tonya – filme que é um preferido pessoal deste que vos fala, desde que tive a oportunidade de conferi-lo no Festival de Toronto este ano. Metcalf também vive a mãe da protagonista em seu respectivo filme, esta porém, mais compreensiva e sã, no drama jovial de amadurecimento Lady Bird: A Hora de Voar, filme que marca a estreia na direção da atriz Greta Gerwig e vem arrancando todos os elogios possíveis e imagináveis – então, naturalmente encontrará lugar no Oscar também.

Após a polêmica envolvendo o Oscar So White de 2016, uma premiação mais inclusiva ocorreu este ano, com as vitórias de Viola Davis (Um Limite Entre Nós), Mahershala Ali (Moonlight) e a escolha de melhor filme para Moonlight: Sob a Luz do Luar, que desbancou o favorito La La Land: Cantando Estações, mesmo após sua vitória momentânea. Alguns afirmam que a vitória precisa ser por merecimento, e não apenas pelo fator politicamente correto. Concordo. Mas a questão é, não existem realmente tantas ofertas para atores negros, ainda mais como protagonistas. Veja o caso da talentosíssima Lupita Nyong´o, que mesmo após a vitória no maior prêmio do cinema, ainda encontra dificuldade de trabalho e só voltará aos holofotes agora, com Pantera Negra, cinco anos após sua vitória.

O fato é, esta questão importa, e muito. E pode entrar em jogo novamente este ano. Na categoria principal não temos muita opção para atrizes negras, ou minoritárias. Então, a Academia pode fazer por onde aqui, na categoria de coadjuvante. Nela, as possibilidades são, além da citada Tiffany Haddish, Octavia Spencer e Mary J. Blidge.

Spencer, ao lado de Viola Davis, tem se tornado sinônimo de representatividade em premiações e uma favorita dos votantes da Academia. Ela já tem seu Oscar por Histórias Cruzadas (2012) e ano passado foi indicada novamente por Estrelas Além do Tempo. Este ano, pode estar na disputa novamente devido ao trabalho na fantasia melancólica de Guillermo del Toro, A Forma da Água.

Mesmo sem ter visto, acho mais interessante uma lembrança para Mary J. Blidge, cantora de R&B e atriz, cuja atuação em Mudbound, drama racial fervoroso, vem sendo enaltecida pelos especialistas. A Academia adora transformações físicas e basta apenas uma olhada em Blidge no filme para perceber o quanto a atriz se distanciou de sua persona glamourosa da vida real. O único problema é o fato desta ser uma produção da Netflix, ainda vista com maus olhos pelos membros votantes. Até mesmo no Brasil, um acordo feito com uma distribuidora nacional promete o filme nos cinemas antes de cair na plataforma (nos EUA já foi lançado em streaming).

Fechando o grupo principal das atrizes mais mencionadas no momento para a categoria temos Melissa Leo, Kristin Scott Thomas e Tatiana Maslany.

Melissa Leo, que já foi muito criticada quando levou o Oscar de coadjuvante por O Vencedor (2011) – a atriz bancou sua própria campanha do bolso, pagando por anúncios em revistas e outdoors quando o estúdio não fez – entra no páreo por Novitiate, drama no qual interpreta uma freira. Scott Thomas vem recebendo elogios por O Destino de uma Nação, filme que traz o possível vencedor de melhor ator do ano, Gary Oldman, na pele do Primeiro Ministro Britânico Winston Churchill, durante a Segunda Guerra Mundial. Thomas vive a mulher do político, Clementine. Já Tatiana Maslany, mais conhecida por interpretar diversas clones na série Orphan Black, faz a transição para o cinema com os dois pés direitos e pode abocanhar logo uma indicação por seu trabalho em O que te Faz Mais Forte, no qual interpreta a companheira do personagem de Jake Gyllenhaal (igualmente um suposto indicado), durante o trágico atentado na maratona de Boston em 2013.

Embora não esteja lá em cima com as outras citadas, neste momento ao menos, Michelle Pfeiffer é uma favorita pessoal. A atriz teve um grande ano, recheado de atuações memoráveis, como a Sra. Hubbard da nova versão de Assassinato no Expresso do Oriente. Mas caso venha a ser lembrada, e esperamos que sim, será por seu desempenho como a personagem chamada simplesmente de Mulher, no intrigante mãe!, de Darren Aronofsky. Aqui, minha torcida por uma indicação para a atriz.

Ator Coadjuvante:

Na categoria de ator o mesmo ocorre, e dois nomes despontam na liderança neste atual momento: Willem Dafoe e Sam Rockwell.

Dafoe é o favorito, tendo levado os prêmios da crítica tanto de NY quanto de LA. O ator, que já tem duas indicações ao Oscar (Platoon, de 1987, e A Sombra do Vampiro, de 2001), interpreta o síndico de um conjunto habitacional, que faz amizade com uma encantadora menininha, em Projeto Flórida. Rockwell, por outro lado, ainda não tem uma indicação, que pode ser remediada por sua performance em Três Anúncios para um Crime, comédia dramática a qual muitos apontam como digna de levar o prêmio de melhor filme. Rockwell interpreta o pacato policial de uma cidadezinha, virada do avesso por uma mãe em busca de justiça pelo assassinato de sua filha.

Outro filme com toda a pompa de sair vitorioso na próxima edição do Oscar é Me Chame Pelo Seu Nome, drama gay sobre a descoberta do primeiro amor. Ao contrário de Moonlight, vencedor do ano passado, este filme aborda a vida de pessoas privilegiadas, de férias e curtindo a vida no norte da Itália durante a década de 1980. Neste cenário, Me Chame Pelo Seu Nome fez os críticos mundiais se derreterem em elogios, e vê uma disputa interna pela indicação de um de seus coadjuvantes, ou quem sabe dos dois (já que o protagonista Timothée Chalamet está praticamente garantido na categoria principal). O ótimo Michael Stuhlbarg vive o pai do rapaz no filme, e na última cena entrega um monólogo que tem feito a plateia se debulhar em lágrimas, aonde quer que o filme seja exibido. Este momento pode ser o seu clipe do Oscar e lhe garante uma passagem talvez mais certa ao prêmio. Por outro lado, o jovem Armie Hammer, que no filme interpreta o objeto de afeto do protagonista, nunca esteve tão bem e entrega o desempenho de sua carreira. Está duro. E isso foi o que ele disse ao pêssego.

No entanto, o fator inclusão também se faz presente aqui, é claro, afinal vocês viram algum ator não caucasiano na categoria até o momento? Sorte que o jovem Jason Mitchell entrega um desempenho de salvar o couro de Hollywood em Mudbound, o filme mencionado acima. Sua entrada entre os cinco indicados é quase certa, e segundo muitos, será merecidíssimo. Fechando o grupo principal, outro que vem sendo muito lembrado por veículos do meio, é Ben Mendelsohn, ator australiano, dono de uma sólida atuação em O Destino de uma Nação, no qual interpreta o Rei George VI, o mesmo de O Discurso do Rei (2010), pós-gagueira.

É claro que neste tempo restante até o anúncio das indicações em janeiro, muita água pode rolar. Atores favoritos agora podem perder momento, e outros não tão mencionados podem ganhar força e correr por fora. Então, nada mais justo do que apresentar abaixo todas as possibilidades. Confira.

Atriz Coadjuvante:

Holly HunterDoentes de Amor
Hong Chau – Pequena Grande Vida
Bria Vinaite – Projeto Flórida
Catherine Keener – Corra!
Andrea Riseborough – A Guerra dos Sexos
Kristen Wiig – Pequena Grande Vida
Penélope Cruz – Assassinato no Expresso do Oriente
Carey Mulligan – Mudbound
Brooklynn Prince – Projeto Flórida
Millicent Simmonds – Sem Fôlego
Julianne Moore – Sem Fôlego
Keala Settle – O Rei do Show
Michelle Williams –O Rei do Show
Zendaya – O Rei do Show
Rebecca Ferguson – O Rei do Show
Kirsten Dunst – O Estranho que Nós Amamos
Elle Fanning – O Estranho que Nós Amamos
Nicole Kidman – O Sacrifício do Cervo Sagrado
Alison Brie – The Post: A Guerra Secreta
Sarah Paulson – The Post: A Guerra Secreta
Carrie Coon – The Post: A Guerra Secreta
Hannah Murray – Detroit em Rebelião
Margot Robbie – Goodbye Christopher Robin
Bérénice Bejo – O Formidável
Lesley Manville – Trama Fantasma
Julia Roberts – Extraordinário
Julianne Moore – Suburbicon: Bem-vindos ao Paraíso
Juno Temple – Roda Gigante
Lois Smith – Marjorie Prime
Elizabeth Marvel – Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe
Kate Hudson – Marshall
Riley Keough – Logan Lucky: Roubo em Família
Tilda Swinton – Okja
Carrie Fisher – Star Wars: Os Últimos Jedi
Emma Thompson – A Bela e a Fera
Cathy Moriarthy – Patti Cake$
Rosamund Pike – Hostiles
Zosia Mamet – Under the Silver Lake
Amy Schumer – Thank You for Your Service

Ator Coadjuvante:

Woody HarrelsonTrês Anúncios para um Crime
Patrick Stewart – Logan
Ed Harris – mãe!
Tom Hardy – Dunkirk
Kenneth Branagh – Dunkirk
Mark Rylance – Dunkirk
Steve Carell – A Melhor Escolha
Laurence Fishburne – A Melhor Escolha
Bryan Cranston – A Melhor Escolha
Barry Keoghan – O Sacrifício do Cervo Sagrado
Will Poulter – Detroit em Rebelião
Richard Graham – Trama Fantasma
Harrison Ford – Blade Runner 2049
Colin Farrell – O Estranho que Nós Amamos
Christoph Waltz – Pequena Grande Vida
Tracy Letts – Lady Bird: A Hora de Voar
Idris Elba – A Grande Jogada
Zac Efron – O Rei do Show
Ray Romano – Doentes de Amor
Dustin Hoffman – Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe
Kevin Costner – A Grande Jogada
Ali Fazal – Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha
Richard Jenkins – A Forma da Água
Michael Shannon – A Forma da Água
Garrett Hedlund – Mudbound
Woody HarrelsonCastelo de Vidro
Kevin Kline – A Bela e a Fera
John Lithgow – Beatriz at Dinner
Ethan Hawke – Maudie
Paul Dano – Okja
Daniel Craig – Logan Lucky: Roubo em Família
Owen Wilson – Extraordinário
Mark Wahlberg – All the Money in the World
Steve Carell – A Guerra os Sexos
Colin Farrell – Roman J. Israel, Esq.
Ben Stiller – Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe
Gil Birmingham – Terra Selvagem
Tom Hollander – Uma Razão para Viver
Michael Stuhlbarg – The Post: A Guerra Secreta
Sterling K. Brown – Marshall
Sam Claflin – My Cousin Rachel
Topher Grace – Under the Silver Lake
Ronald Pickup – O Destino de uma Nação
Chris Pine – Mulher Maravilha
Charlie Plummer – All the Money in the World
Justin Timberlake – Roda Gigante
Jean-Louis Tringnant – Happy End
Mark Hamill – Star Wars: Os Últimos Jedi
Bob Odenkirk – The Post: A Guerra Secreta

Nostalgia! Os Clássicos da Década de 80 que você não sabia que tiveram continuação

Quando falamos em continuações famosas de clássicos adorados da década de 1980, inúmeras sequências vêm imediatamente à cabeça: filmes como De Volta para o Futuro – Parte 2, O Império Contra-Ataca, Karatê Kid 2, Rambo 2 e em menor escala até mesmo Loucademia de Polícia 2. Porém, existem aqueles que renderam continuações tão obscuras, que terminaram varridas para debaixo do tapete, sem que grande parte do público sequer tenha tomado conhecimento de sua existência. Bem, e em alguns casos esse era o desejo dos realizadores e produtores – com vergonha do que de fato criaram.

O curioso é que para gerar uma continuação, um filme deve ter feito sucesso suficiente (ou até mesmo moderado) para gerar interesse por parte dos fãs, e para os realizadores se darem ao trabalho. E nessa categoria se encaixam os filmes cult – obras de sucesso inesperado, que não chegam a se enquadrar na categoria de blockbusters, mas que despertaram uma legião de seguidores, justificando assim a sequência de sua história – muitas vezes não tendo nada, ou bem pouco, a ver com a obra original querida que todos amam. Confira abaixo as continuações de sucessos da década de 1980 que você não sabia que tinham sido lançadas. E não esqueça de comentar.

A Hora do Espanto 2 (1988)

Quando falamos do clássico dos anos 80 sobre um vizinho vampiro, A Hora do Espanto, lembramos logo da produção original de 1985, presente atualmente no acervo da Netflix. Os mais novos podem inclusive pensar antes até no remake lançado em 2011, protagonizado por Colin Farrell e o saudoso Anton Yelchin – presente no acervo do Star+. Mas o que poucos podem saber ou lembrar é que o longa original de fato gerou uma sequência imediata, lançada três anos depois. A Hora do Espanto 2 (1988) trouxe de volta os mesmos protagonistas do original (William Ragsdale e Roddy McDowall) reprisando a parceria entre o jovem Charley e o veterano Peter Vincent. Desta vez a ameaça vem na forma da irmã de Jerry Dandrige, Regine (Julie Carmen) e seus asseclas, mais voltados para um terror de lobisomens do que de vampiros.

Arthur – O Milionário Arruinado (1988)

Até mesmo o sucesso indicado ao Oscar Arthur – O Milionário Irresistível (1981) gerou uma continuação nos fanfarrões anos 80. Aqui temos um caso parecido com o item acima. Muitos saudosistas lembram da produção clássica de 1981 com Dudley Moore e Liza Minnelli – uma comédia atemporal. E na pior das hipóteses, trinta anos depois em 2011, os mais novos podem até lembrar do remake protagonizado por Russell Brand, Greta Gerwig, Helen Mirren e Jennifer Garner. Mas dificilmente alguém lembrará que o Arthur original teve uma continuação, lançada sete anos depois, em 1988. Arthur – O Milionário Arruinado dá sequência direta aos eventos do filme de 1981, mostrando como está a vida do ex-ricaço Arthur agora que abriu mão de sua fortuna para ficar com sua amada, papel de Minnelli. Tudo e mais um pouco acontece nesse segundo filme, o casal pretende adotar uma criança e Arthur planeja uma forma de recuperar sua fortuna, mas para isso terá que ficar sóbrio e arrumar um emprego de verdade. Moore e Minnelli retornaram.

Splash 2 – Madison, a Sereia (1988)

Parece que o ano de 1988 gerou todo tipo de sequência “deserdada”. Podemos dizer que os anos 80 viveram uma revitalização do mito da sereia, trazendo essas figuras das lendas para as telas de cinema. O exemplo mais famoso que todos lembram sem dúvida é a animação da Disney, A Pequena Sereia (1989), que em breve ganhará versão em live-action, e que permanece como divisor de águas do estúdio rumo a uma nova era de sucessos. Mas antes desta icônica animação, outro produto permeou a imaginação de todos que cresceram na época.

Trata-se de um dos primeiros sucessos da carreira do astro Tom Hanks, Splash – Uma Sereia em minha Vida (1984), filme no qual o ator se apaixona por uma jovem irresistível (Daryl Hannah), somente para descobrir que ela tinha algo mais – neste caso, um rabo de peixe. O filme fez sucesso moderado e se tornou cult – emplacando nas reprises por aqui no Brasil. Foi esse sucesso que gerou uma continuação. Você sabia? Mas neste caso, infelizmente sem os atores originais reprisando seus papeis. Todd Waring viveu o protagonista que fora de Hanks e Amy Yasbeck foi a sereia outrora de Hannah. Fora isso, o longa teve um lançamento para a TV e não para os cinemas.

O Garoto do Futuro 2 (1987)

Seguindo por essa linha de produções cult de sucesso moderado, temos um filme protagonizado por Michael J. Fox e lançado no mesmo ano do fenômeno estrondoso De Volta para Futuro: 1985. Justamente por isso aqui no Brasil o Teen Wolf original (algo como Lobo Adolescente) se tornava O Garoto do Futuro – pegando uma carona descarada no sucesso sobre viagem no tempo. O que lobisomens tem a ver com futuro não me pergunte.

O impacto de tal longa cômico, subvertendo o que esperamos de um filme sobre um jovem que descobre uma “maldição” em sua família, ao se transformar num lobo à lua cheia, foi o suficiente para gerar uma série animada logo no ano seguinte, que durou duas temporadas até 1988 – olha o fatídico ano aí de novo. Mas não foi apenas isso, já que no ano seguinte do cartoon, outro adolescente se descobriria um ser peludo nas noites de lua cheia. Desta vez Fox não esteve envolvido, e coube a Jason Bateman ainda na adolescência viver o protagonista, um novo membro de tal clã com um problema similar. Em 2011, mais no estilo “Crepúsculo“, uma série se apropriou de tal título e fez muito sucesso.

Grease 2 – Os Tempos da Brilhantina Voltaram (1982)

Não é todo dia que podemos falar de um filme que foi um dos primeiros papeis de destaque na carreira da musa veterana Michelle Pfeiffer. E essa continuação de um filme que fez muito sucesso em seu tempo é justamente isso. Grease – Nos Tempos da Brilhantina não foi lançado nos anos 80, mas sim em 1978. O clássico imortal é muito conhecido por todos os fãs de cinema por ser um dos melhores e mais queridos musicais da história da sétima arte – além de apresentar a química perfeita (que inclui canto e dança) entre os astros John Travolta e Olivia Newton-John. Um filme perfeito e redondinho, com começo, meio e fim, que não pedia qualquer continuação.

Mas foi justamente tal sucesso que encheu os olhos dos produtores – que viram possibilidade na trama continuar. Assim, Grease 2 chegava com a missão suicida de se tornar minimamente relevante, tendo o querido original para “substituir”. Bem, uma coisa podemos dizer, o filme se adequa bem a esses tempos de empoderamento feminino, subvertendo a narrativa do original. Desta vez é um rapaz britânico, recém-chegado no colégio, que se vê alvo de uma gangue de meninas populares, encabeçada por Pfeiffer, precisando se provar para elas, enquanto se envolvem amorosamente.

Os Embalos de Sábado Continuam (1983)

Novamente temos um querido musical protagonizado por John Travolta como tópico de um item da lista. O ator se tornou um dos maiores astros de Hollywood ainda no fim da década de 1970, ao ter seu nome associado a dois dos maiores sucessos de anos consecutivos. E se Grease se tornava uma febre em 1978, um ano antes Travolta já havia escrito seu nome nas estrelas ao protagonizar o mais dramático Os Embalos de Sábado à Noite (1977), com seu papel icônico do fútil e sem aspirações Tony Manero, um jovem que se contenta com seu “subemprego” desde que possa sair nos fins de semana à noite (em especial sábado) para dançar e curtir com os amigos, se tornando o rei da cena noturna. Um coming of age cru e bem centrado em Nova York.

Quem viu o filme e se tornou um dos maiores fãs foi ninguém menos que o brucutu Sylvester Stallone, que na época também lançava seu drama de superação Rocky – Um Lutador. Assim, Stallone entrou em contato com Travolta, e juntos tiraram do papel a continuação do filme, no original intitulada Staying Alive. Como não podia deixar de ser, Manero agora estava todo “sarado”, com os músculos “rasgados”, para tentar uma vaga num musical da Broadway. Ah sim, no início do filme Manero esbarra em Stallone, o diretor, numa breve cena de abertura.

‘Halloween’: Trailer do reboot pode ser divulgado em breve; Saiba mais!

Depois de ter suas primeiras cenas exibidas durante o CinemaCon, Nick Castle, o Michael Myers original, se prontificou em responder aos fãs que estão ansiosos para conferirem o trailer.

“Estive em contato com o David Gordon Green hoje. Ele disse ‘Eu acho que só vai ser liberado daqui a um mês ou dois.” Disse Castle em sua rede social.

No entanto, não muito depois, ele atualizou os fãs, revelando que “o trailer pode acabar saindo antes por causa da recepção positiva [no CinemaCon].”

Apesar de não termos o trailer na íntegra, vocês podem conferir a descrição das cenas que vazou na internet:

“Laurie está com sua filha e a sua neta na noite de Halloween. Ela diz que a Laurie se tornou uma guerreira quando se trata em proteger sua família ‘e está determinada a manter Michael preso para sempre’.”

“As primeiras cenas de Halloween parecem ótimas. Na nova história, depois que Loomis atirou no Michael, ele foi reinternado e Laurie tem se preparado caso ele escape.”

“Alguns adolescentes estão conversando uns com os outros. ‘Não foi o irmão dela que matou todas aquelas pessoas?’ ‘Não foi o irmão dela, isso é algo que as pessoas inventaram.’ Então, sim. Adeus narrativa da sequência!”

“Tem uma cena de Myers, depois de escapar, atormentando uma garota em um banheiro. Ele coloca sua mão sobre a porta e derruba uma dúzia de dentes ensanguentados no chão. Eles não estão para brincadeira com este filme. Também é ótimo ver a máscara de volta em ação.”

“Além disso, Laurie nunca aparece assustadas nas cenas que vimos. Ela é uma mulher em uma missão, uma caçadora, assim como o Michael. Amei esse ângulo [para a personagem].”

A trama trará Jamie Lee Curtis novamente como Laurie Strode, em um embate final com o assassino Michael Myers após quatro décadas do primeiro filme.

O elenco ainda conta com Drew Scheid (‘Stranger Things’), Miles Robbins (‘Mozart in the Jungle’), Dylan Arnold (‘Mudbound’), Virginia Gardner (‘Os Fugitivos’), Andi Matichak (‘Orange is the New Black)’ e o retorno de Nick Castle, que interpretou Michael Myers em Halloween: A Noite do Terror’, que voltará a vestir a máscara do vilão neste novo filme.

A nova produção é uma parceria da Blumhouse Productions e a Miramax e tem estreia prevista para 19 de outubro de 2018.

‘Halloween’ irá ignorar TODAS as sequências da franquia; Confira a sinopse!

“Michael e eu vemos vocês no próximo Halloween”, diz Jamie Lee Curtis em foto inédita

Já teve medo de ir ao banheiro após assistir a um filme de terror? Não veja esses 10 filmes!!

Os filmes de terror mexem com nosso emocional de diversas formas. Alguns são tão aterrorizantes que se assistirmos de noite podemos ficar com nossa atenção redobrada tamanho impacto da obra que acabamos de assistir. Pensando em filmes que trazem essa sensação, segue abaixo uma lista com alguns longas-metragens pra você que adora os obras desse gênero:

 

O Albergue

Escrito e dirigido pelo cineasta norte-americano Eli Roth, O Albergue, lançado em 2005, nos mostra a história de amigos que após se formarem na faculdade vão fazer um mochilão e acabam indo parar na Europa Central, num lugar onde se colocam em situações complexas.

 

A Última Casa à Esquerda

Dirigido por Dennis Iliadis esse é um daqueles filmes muito tensos e recheados de surpresas. Na trama, conhecemos alguns fugitivos que após maltratarem duas garotas, acabam buscando refúgio na casa da família de uma delas, desencadeando uma vingança brutal por parte da família. Esse filme é imperdível!

 

Noites Brutais

Na trama, conhecemos uma jovem chamada Tess (Georgina Campbell) que chega em Detroit para uma importante entrevista de emprego e aluga uma casa pelo Airbnb. Só que quando chega ao local, uma região bem complicada longe do centro da cidade, acaba dando de cara com Keith (Bill Skarsgård) que também fez a mesma reserva da casa para aquela noite. Eles entram em acordo e ambos dormem no lugar. No dia seguinte, ao voltar pra casa Tess acha um corredor no porão escondido e lá é surpreendida. Logo após isso, conhecemos um outro importante personagem AJ (Justin Long) que vai acabar encontrando Tess em um momento perturbador.

 

O Exorcismo de Emily Rose

Um dos mais conhecidos filmes sobre o tema, e inclusive um dos melhores, em 2005 chegava aos cinemas de todo o planeta o aterrorizante O Exorcismo de Emily Rose. Na trama, vamos vendo dramáticos momentos na vida de uma jovem estudante que passa por um exorcismo. Pra quem se interessar, o filme tem lá no streaming da HBO Max.

 

O Enigma de Outro Mundo

Na trama, acompanhamos um grupo de cientistas em uma estação de ciências norte-americana na Antártida que acabam sendo atacados por integrantes de uma base norueguesa que estão indo atrás de um cachorro. Após a peculiar situação, os cientistas percebem que estão na presença de uma força alienígena que consegue mudar de forma e assumir a aparência humana, transformando qualquer um daqueles sobreviventes em suspeito. Assim, em meio ao caos, e com dificuldades de comunicação com o resto do mundo, o ex-piloto de guerra MacReady (Kurt Russell) assume o comando da situação.

 

Mártires

Na trama, conhecemos Lucie (Mylène Jampanoï) e Anna (Morjana Alaoui), duas jovens que se conheceram ainda criança quando a primeira delas sofria psicologicamente pelos abusos cometidos contra ela durante o período que fora sequestrada. Quando elas crescem, uma década e meia depois, resolvem ir atrás das pessoas que cometeram os abusos contra Lucie e acabam encontrando uma família que esconde um segredo ainda maior.

 

A Entidade

Na trama, acompanhamos um escritor que se vê em enorme enrascada, junto de sua família, após encontrar uma caixa com filmagens antigas de alguns crimes.

 

Poltergeist – O Fenômeno

Um dos grandes clássicos do terror, Poltergeist, indicado para três categorias no Oscar de 1983, lançado no início da década de 80 e com roteiro escrito pelo grande Steven Spielberg, nos mostra a saga de uma família que mora na Califórnia e precisa enfrentar situações aterrorizantes.

 

[Rec]

Tenso projeto que nos mostra um cinegrafista e uma repórter que se veem em uma situação complexa quando ficam presos dentro de um edifício. Dirigido pela dupla Jaume Balagueró e Paco Plaza.

 

Predadores Assassinos

Na trama, conhecemos a atleta de natação chamada Haley (Kaya Scodelario), uma jovem que vive distante de seu pai por conta de alguns conflitos no passado (que ao longo do filme vamos entendendo melhor). Certo dia, após ser avisada que sua cidade está em estado de atenção por conta de um furacão, a protagonista resolve ir até a casa de seu pai para resgatá-lo. Chegando lá, acaba ficando presa no lugar, com água para todo lado e enormes crocodilos rondando a vizinhança.

 

‘A Garota na Teia de Aranha’: Escolhido o ator para substituir Daniel Craig no novo Millenium

Depois do anúncio de que Claire Foy (The Crown) assumiria a enigmática persona da hacker antissocial Lisbeth Salander, agora chega nova informação sobre A Garota na Teia de Aranha, quarto livro na saga literária, desta vez escrito por David Lagercrantz no lugar de Stieg Larsson.

Segundo afirma a Variety, Sverrir Gudnason (Borg McEnroe) substituirá Daniel Craig na pele do jornalista Mikael Blomkvist. Novas informações sobre a trama chegam também, que mostrará o jornalista tentando recuperar o prestígio da revista Millenium, quando surge um novo mistério a ser desvendado por ele, fazendo seu caminho novamente se cruzar com o de Salander.

Sylvia Hoeks (Blade Runner 2049) também foi confirmada e vive a irmã gêmea de Salander, e Claes Bang (The Square) é o vilão. A direção é de Fede Alvarez (O Homem nas Trevas). A produção começa em Janeiro, com estreia prometida para 19 de Outubro de 2018.

É uma pena que a refilmagem norte-americana de Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011), de David Fincher, não tenha dado certo. Embora ainda não tenhamos superado, é hora de encarar que vem um novo filme por aí, sem Fincher, Rooney Mara e Daniel Craig.

 

Saiba Quais Foram os 10 Primeiros BLOCKBUSTERS da História de Hollywood

Hoje o conceito de blockbuster se refere às superproduções mega milionárias dos grandes estúdios norte-americanos, repletas de efeitos, realizados em escala monstruosa, com um orçamento mais que inflado, e que são verdadeiras máquinas de fazer dinheiro (bem, ao menos as que emplacam no gosto do público e terminam não rendendo prejuízo). Mas a verdade é que o conceito nasceu lá atrás, ainda em meados da década de 1970, e tinha uma definição um pouco diferente. Antes, o termo (que significa literalmente “arrasa-quarteirão”), se referia a filmes que ressoam muito culturalmente, para além das salas de cinema.

Antes de 1975, os filmes não eram um assunto cultural. Eram comentados somente pelos apreciadores e “permaneciam nas salas de cinema”, sem que o público “os levassem para casa”. Com o primeiro blockbuster da história a coisa foi diferente. O filme permanecia culturalmente relevante, instigando conversas sobre ele nos mais variados âmbitos. As pessoas não se cansavam de comentá-lo no trabalho, escolas, e em eventos sociais. Este era um filme que transcendia o fato de ser “apenas” uma produção cinematográfica, para se tornar um verdadeiro evento. Após a sessão, as pessoas davam a volta no quarteirão e retornavam para a fila a fim de assistir novamente em sequência. As filas dobravam os quarteirões. As sessões lotavam. O longa gerava todo tipo de merchandising. É claro que com tudo isso uma gorda bilheteria vinha atrelada. Mas o lucro absurdo era consequência de todos os outros fatores.

Assim, nesta matéria iremos festejar os filmes evento – parte tão constante de nossa cultura atual de entretenimento. Se não fossem estes filmes, nada disso existiria. Aqui, iremos olhar os 10 primeiros blockbusters da história e comentá-los. Para todos os propósitos, levaremos em conta os primeiros filmes a ultrapassar a assombrosa marca de US$200 milhões em bilheteria somente em seu próprio território, os Estados Unidos. Esses filmes, não por acaso, se tornaram tão forte em nosso subconsciente e na sociedade mundial, que ainda hoje são comentados ou seguem gerando novos produtos. Confira abaixo e não esqueça de comentar.

01) Tubarão (1975)

No começo da matéria, citei que o ano de 1975 foi o grande divisor de águas para o cinema como o conhecemos hoje. Precisamos contextualizar que essa era a época do movimento chamado “Nova Hollywood”, realizadores jovens crescidos na contracultura do período dos hippies, onde a sociedade mundial passava por grande transformação de valores. Assim, a maneira de se contar histórias, e a narrativa cinematográfica nunca mais seriam as mesmas depois disso. Foi quando chegaram diretores como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Brian De Palma, George Lucas e Steven Spielberg. Este último foi quem comandou o fenômeno Tubarão, conhecido por ser o primeiro blockbuster da história. “O filme que tirou as pessoas das praias e levou aos cinemas”, como diz o slogan, foi responsável por inaugurar a era dos grandes filmes no verão norte-americano – antes uma época não muito favorável para tais lançamentos. Tubarão mudou isso e criou a casa dos chamados “summer blockbusters”.

02) Guerra nas Estrelas (1977)

Já que vamos tratar de um assunto nostálgico nesta matéria, nada melhor do que chamar o primeiro Star Wars por seu nome de batismo aqui no Brasil, o bom e velho Guerra nas Estrelas – como ficou conhecido nas exibições da rede Bandeirantes. E se Tubarão mudava o cinema para Hollywood e o cinema de forma geral, com a história sobre um grande peixe assassino aterrorizando uma cidadezinha numa ilha, este segundo item foi ainda mais longe, criando todo um universo e produções interligadas. Hoje se fala muito sobre o que a Marvel Studios alcançou em seus filmes, mas a proposta não é inédita. O colega de Spielberg, George Lucas, seria endeusado pelos fãs, criando um novo tipo de espectador de cinema: o nerd. O primeiro Star Wars capturou a imaginação de sua audiência como nenhum outro filme havia ousado fazer – e criou tendência. Logo todo estúdio queria ter sua própria aventura espacial.

03) O Império Contra-Ataca (1980)

Tubarão e Guerra nas Estrelas eram os dois filmes mais bem sucedidos de Hollywood de todos os tempos no fim dos anos 1970. Logo, o mundo estava aos pés da dupla visionária Spielberg e Lucas. O grande segredo dos amigos é que faziam filmes jovens e dinâmicos, tão indicados para as crianças e os adolescentes quanto para os adultos. Assim não eliminavam nenhuma parcela do público. E se antes os pais iam aos cinemas, enquanto os filhos ficavam brincando, agora todos podiam ir juntos. Nos anos seguinte, grandes produções miravam ao posto de novo blockbuster do “pedaço”; filmes como Superman – O Filme (1978), Grease – Nos Tempos da Brilhantina (1978), Alien – O Oitavo Passageiro (1979) e até mesmo Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), do próprio Spielberg. Eles até chegaram perto, mas não conseguiram quebrar a barreira astronômica (na época) de US$200 milhões de bilheteria. O terceiro a fazer isso seria novamente Lucas com a continuação do fenômeno Star Wars. O Império Contra-Ataca (1980) inaugurava os anos 80 com chave de ouro, e embora não tenha feito o mesmo sucesso que o original, hoje não existe um fã hoje que não cite este segundo como superior.

04) Os Caçadores da Arca Perdida (1981)

A dupla mais famosa de Hollywood no fim dos anos 1970 e início de 1980 era Steven Spielberg e George Lucas. Os três maiores sucessos da história do cinema eram deles. Então, se sozinhos já faziam este estrago, imagine juntos. O primeiro Indiana Jones é um produto de autoria da colaboração destas duas mentes iluminadas. Tudo surgiu quando Spielberg estava perto de fechar para dirigir uma aventura de 007 – na época personificado por Roger Moore. Lucas o fez desistir, clamando ter algo melhor para o colega comandar. E não deu outra. Foi Lucas que pensou num herói aventureiro nos moldes do cinema matinê, que iria elevar o subgênero ao mainstream e transformar o que deveria ser uma obra tipicamente B, de aventura na selva, em um dos maiores fenômenos dos anos 1980 e do cinema como um todo. Desta forma, a dupla ia moldando também os anos 1980.

05) E.T. – O Extraterrestre (1982)

Mais um golaço de Steven Spielberg. O cineasta revezava sucessos com seu amigo George Lucas, e assim iam dominando Hollywood e o mundo. Num ano, o maior sucesso era de Spielberg, no outro, o fenômeno era de Lucas. E assim eles foram consolidando seus nomes. Com E.T., o diretor deixou fluir seu lado criança e criou para si uma fama de ser o eterno Peter Pan, um adulto com alma de garoto, fazendo a fantasia de todo o planeta virar realidade. Famílias inteiras iam ao cinema para se emocionar com a criaturinha espacial fofa, perdida em nosso planeta e acolhida por um grupo de crianças e adolescentes – o principal deles vendo na criatura um substituto da ausência de sua figura paterna, um assunto muito pessoal para o diretor. Além de tudo, E.T. é um caso raríssimo de produto dos anos 1980 que ainda não teve uma continuação.

06) O Retorno de Jedi (1983)

Quando não era um, era o outro. Era muito difícil quebrar o domínio dos “donos do cinema blockbuster”, Steven Spielberg e George Lucas. Ano após ano um deles dominava as bilheterias com algum novo produto. No caso de Lucas, o cineasta conseguiu emplacar uma das trilogias mais queridas da história do cinema e trabalhar uma marca verdadeiramente poderosa. Lucas na verdade dirigiu apenas o filme original e depois disso se tornou produtor e um mega empresário da área, deixando outros cineastas comandarem os dois outros filmes, além de criar o personagem e as histórias de Indiana Jones. Nessa época, Star Wars já era uma verdadeira febre, e gerava todo tipo de produto licenciado, desde bonecos, roupas, lençóis, lancheiras, e até jogos de videogame. Podemos dizer sem medo que a franquia das galáxias criada por Lucas foi o primeiro grande evento cinematográfico da história e tudo o que veio a seguir foi por causa dele.

07) Os Caça-Fantasmas (1984)

Quando os mais velhos citam incansavelmente a importância de Os Caça-Fantasmas na cultura pop, talvez os mais novos não consigam compreender ou dimensionar. O longa sobre os investigadores paranormais interpretados por Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis e Ernie Hudson, e dirigido por Ivan Reitman foi o primeiro a quebrar a hegemonia Spielberg-Lucas nas bilheterias norte-americanas e no subconsciente da cultura pop. E isso é um feito impressionante. Enquanto buscavam um sucessor para substituir Star Wars como favorito dos jovens, Os Caça-Fantasmas chegou sorrateiramente e se tornou o novo fenômeno mundial, sem o dedo de qualquer um dos dois marqueteiros. Lucas e Spielberg bem que tentaram com a continuação de Indiana Jones, O Templo da Perdição, que foi lançado no mesmo ano. Mas com uma trama mais sombria, o filme não causava o impacto do primeiro e nem seu sucesso.

08) Um Tira da Pesada (1984)

Em meados dos anos 1980, o conceito do blockbuster já estava bem implantado na cultura americana. Os filmes se tornavam cada vez maiores e mais ambiciosos. Assim, era de se esperar a cada ano um novo sucesso que se tornava “maior que a vida” e fazia as pessoas não pararem de falar sobre ele. O ano de 1984 trouxe dois. Após Os Caça-Fantasmas, lançado nas férias de verão nos EUA, outro filme mostrava que os blockbusters poderiam ser lançados em qualquer época, até mesmo no fim do ano. Um Tira da Pesada fez do humorista Eddie Murphy uma estrela de renome internacional. Saído do programa Saturday Night Live, ele até já havia tido sucessos com 48 Horas (1982) e Trocando as Bolas (1983), mas nada seria como este filme sobre um policial linha dura de Chicago, investigando um caso em Los Angeles, terra dos ricos, famosos e exóticos. Com o filme, Murphy provava que poderia segurar uma história sozinho, pela primeira vez.

09) De Volta para o Futuro (1985)

Os anos 1980 são marcados por produções muito queridas. Se formos parar para pensar, a lista é extensa e praticamente inesgotável. É muita coisa boa. Todos se tornaram sensação despertando imediato status de culto. Seu sucesso enchia o bolso dos produtores de dinheiro e gerava todo tipo de ligação com o filme, como por exemplo desenhos animados. Mas a verdade é que a lista dos que de fato ultrapassavam a quantia de US$200 milhões em bilheteria no território norte-americano era um pouco mais seleta. Como visto acima, apenas oito filmes haviam realizado o feito até 1984. Com a chegada de 1985, ganhávamos mais um item para a lista. De Volta para o Futuro é citação obrigatória quando falamos não apenas em blockbusters, e produções queridas dos anos 80; mas também como um filme que se mantém popular até hoje, citado em muitas listas dos melhores de todos os tempos. O conto sobre viagem no tempo marcaria também a volta de Steven Spielberg aos holofotes, num filme com produção sua.

10) Batman (1989)

É surpresa até mesmo para nós perceber que muitos filmes queridos e inesquecíveis da década de 80, que fizeram enorme sucesso, não conseguiram de fato superar a marca dos US$200 milhões em bilheteria para serem considerados oficialmente um blockbuster no período. Mas isso não diminui em nada o seu feito, sua importância ou a paixão que os fãs possuem por eles. Após De Volta para o Futuro, os anos seguinte enfrentaram um leve hiato de blockbusters. Filmes como Top Gun – Ases Indomáveis e Crocodilo Dundee, ambos de 1986, chegaram muito perto de bater essa marca. Mas quem de fato viria a se consolidar em tal definição seria Batman, de Tim Burton, lançado no fim da década, em 1989. Os anos de 1986, 1987 e 1988 marcariam ausência de um filme verdadeiramente avassalador, mesmo contendo verdadeiras obras-primas. A febre só tornaria a ocorrer com este importante longa de entretenimento, que mostrou que os quadrinhos podiam ser uma excelente fonte para um material adulto e sombrio, inaugurando assim uma nova era.

Com o sucesso de ‘Guerra Infinita’, Disney ultrapassa US$ 1 bilhão em tempo recorde nas bilheterias dos EUA

Depois do sucesso absoluto de ‘Pantera Negra‘ e ‘Vingadores: Guerra Infinita‘, a Disney ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em bilheterias nos EUA em tempo recorde.

Além de ser o primeiro estúdio a conseguir este feito em 2018, também foi o ano mais rápido, de todos os tempos, que o estúdio conseguiu alcançar esta marca bilionária.

Antes de ‘Guerra Infinita‘, a bilheteria de ‘Pantera Negra‘ representava 88% da arrecadação doméstica de 2018 do estúdio. Atualmente, ‘Pantera Negra‘ encontra-se com US$ 688 milhões acumulados somente nos EUA. Com o lançamento de ‘Guerra Infinita‘, que arrecadou estimados US$ 250 milhões em seu final de semana de estreia, ‘Pantera Negra‘ voltou a entrar no TOP 5 do box office, alavancando ainda mais os seus números.

Mundialmente, ‘Vingadores: Guerra Infinita‘ já ultrapassa a marca de US$ 630 milhões, tornando-se não só a maior estreia de todos os tempos nos EUA, como também no mundo inteiro.

Crítica | ‘Debaixo da Ponte: A Verdadeira História do Assassinato de Reena Virk’ – Série de True Crime mostra de forma dilacerante as marcas da maldade na busca por aceitação

As marcas da maldade na busca por aceitação. Criado por Quinn Shephard, inspirado no livro Reena: A Father’s Story escrito por Manjit Virk, o seriado Debaixo da Ponte: A Verdadeira História do Assassinato de Reena Virk busca uma ampla análise social, através de um assassinato ocorrido no final da década de 90 no Canadá, sobre um assunto que é vivo até os dias atuais: o bullying. Com o uso constante de flashbacks, percorrendo pedaços de décadas, o projeto usa os porquês para o seu alicerce narrativo gerando reflexões que vão desde a rebeldia indomável que se sobrepõe à inconsequência, até o abandono.

Na trama, conhecemos Rebeca (Riley Keough), uma mulher que volta para casa, na cidade de Vitória, capital da Colúmbia Britânica no Canadá, para escrever um livro. Logo após sua chegada, um terrível assassinato é cometido, uma jovem de 14 anos chamada Reena (Vritika Gupta) é encontrada sem vida levando a policial Cam (Lily Gladstone), uma velha conhecida de Rebeca, para uma complexa investigação, repleta de telefone sem fio, que foca em outros jovens que viram a vítima pela última vez.

Amizades ruins, crueldade, manipulação, mentiras, inveja. Partindo de uma protagonista com traumas no passado que vê no trágico ocorrido uma oportunidade para se libertar de algumas marcas, Debaixo da Ponte: A Verdadeira História do Assassinato de Reena Virk contorna o bullying para abrir outras portas com dois pontos que se destacam: a compaixão como elemento de análise com variantes intercessoras e o abandono. Esse último ponto, visto sob algumas perspectivas que se associam aos deslizes da imaturidade.

O contexto familiar da vítima ganha bastante espaço, principalmente em um dos episódios centrais. Filha de descendentes indianos, religiosos ligados à Testemunhas de Jeová, Reena se sentia em conflito pelas regras da fé imposta, chegando até um conturbado relacionamento com a mãe e uma desesperada busca pela aceitação, um elo definitivo para o encontro com outros jovens que nunca a receberam de braços abertos.

Cheio de bifurcações que adentram camadas poderosas associadas às subtramas, o início, o meio e o fim parecem se associar conforme os episódios passam, com o passado e presente apresentando fatos e trazendo respostas. Não esperem revelações surpreendentes, o objetivo por aqui é usar os porquês para o seu alicerce narrativo. Assim, passo a passo e com muitos detalhes espalhados de forma implícita, chegamos na maldade, na psicopatia, no fardo carregado que ninguém ajuda, na dor, no coração magoado, na necessidade de se sentir aceito.

 

Protagonizada pelas ótimas Riley Keough e a indicada ao Oscar Lily Gladstone, com um capítulo completando o outro, num total de oito episódios baseados em fatos reais, essa minissérie cheia de caminhos para nosso refletir está disponível na Disney Plus. Merece uma maratona!

 

Você lembra delas? Relembre as Séries de TV que Completam 30 anos de lançamento em 2021

Nostalgia é a palavra de ordem para muitos. E isso é verdade até mesmo quando falamos dos produtores de Hollywood. Ou de que outra forma você explicaria as inúmeras continuações, refilmagens e reinícios de filmes que marcaram época, seja nos anos 80, 90 ou ainda mais antigos. Existem aqueles que afirmam de pés juntos que não se fazem mais filmes como antigamente. Bem, isso é verdade. Em partes porque nossa sociedade mudou tanto que seria impossível replicar certos conceitos hoje. Então, para o bem ou para o mal, as produções audiovisuais da atualidade refletem os nossos tempos. O lado negativo é a crescente onda de reciclagem, como se produtos verdadeiramente originais fossem raros de encontrar.

Todas as histórias do mundo já foram contadas e o resto são pequenas derivações do mesmo. Será? Seja como for, isso não pode ser dito quando falamos de séries de TV. Ao contrário das produções cinematográficas as séries televisivas deram um pulo grandioso em qualidade. Isso porque os seriados estão cada vez mais cinematográficos, tendo a liberdade de contar certas histórias que o cinema de entretenimento não possui mais. É inegável ao olharmos para trás como os programas de TV deixaram de ser puro escapismo serial e se tornaram histórias interligadas, com começo, meio e fim, que afetam diretamente seu resultado ao desfecho – ao invés, digamos, de uma nova história do zero a cada semana.

Apostando na nostalgia e no saudosismo – só para variar – trazemos uma nova matéria. Aqui iremos revisitar com você os programas que faziam sucesso há 30 anos atrás em todos os lares pelo mundo. Vejamos se você de fato já ouviu falar sobre alguma delas. Confira abaixo e comente.

Home Improvement

O programa que revelou o humorista Tim Allen (a voz de Buzz Lightyear nos filmes da franquia Toy Story) e fez dele um astro da TV americana foi um dos maiores sucessos do início dos anos 90 e chegou a ser exibida por aqui no Brasil em um canal a cabo. Conhecida também como “o homem da ferramenta”, esse era o apelido do personagem vivido por Allen, apresentador de um programa que falava sobre reparos domésticos, onde ensinava a cuidar e consertar a casa. A série fez enorme sucesso, durando 8 temporadas até 1999.

Família Dinossauros

Essa, tenho certeza, é inesquecível. Sucesso absoluto ao ser exibida de forma inédita na Globo há 30 anos, depois indo parar nas mãos do SBT e finalmente agora está disponível no acervo da Disney+ onde promete sem dúvida cativar uma nova legião de fãs de uma geração mais jovem. Na época a série foi muito definida como “uma resposta ao sucesso de Os Simpsons”, já que trazia uma estrutura familiar bem parecida com o desenho dos personagens amarelos, até mesmo um bebê. É claro, mudando o fato de agora serem dinossauros e não humanos amarelados. O grande atrativo era o artesanato por trás da criação dos dinossauros, através de um misto de roupas de borracha e animatrônicos. Isso, dois anos antes da estreia de Jurassic Park. O seriado durou 4 temporadas até 1994.

Step by Step

 

Outra série familiar, essa comédia infanto-juvenil era exibida na forma de dobradinha em meados da década de 90 no canal Warner lado a lado com Três é Demais (Full House). Aqui também tínhamos uma “casa cheia”, quando um pai solteiro (Patrick Duffy) decide ir morar junto com sua companheira, uma mãe solteira (Suzanne Somers). Ele leva seus três filhos e ela faz o mesmo – jovens que variam desde a infância até o fim da adolescência. O programa ficou no ar por 7 temporadas, até 1998.

Clarissa Sabe Tudo

Outro programa infanto-juvenil, esse era protagonizado pela musa adolescente da década de 90, Melissa Joan Hart. A atriz, é claro, viria a ficar conhecida em sua série seguinte, a cultuada Sabrina – Aprendiz de Feiticeira, que ganhou reboot recentemente na Netflix. Quem sabe algum produtor não se anima de trazer Clarissa de volta também. Aqui, cujo o título original é Clarissa Explains It All, Hart interpreta a adolescente espertinha do título, que vive quebrando a quarta parede e explicando as ações e situações de todos à sua volta para o público. O programa durou 5 temporadas até 1994.

Silk Stalkings

Primeiro seriado de ação policial e investigação da lista, Silk Stalkings fez enorme sucesso durante o início dos anos 90 e trazia uma dupla de detetives “muito quente” desvendando casos de assassinato em Palm Beach, na Flórida. A química dos protagonistas foi o que moldaria, por exemplo, os personagens de Arquivo X e as diversas duplas de parceiros profissionais de sexo oposto, com enorme tensão sexual. Rob Estes e Mitzi Kapture viveram os sargentos Chris Lorenzo e Rita Lee Lance. A dupla estrelaria até a quinta temporada – quando seu arco se encerraria. Na mesma temporada, mas já em 1996, uma nova dupla era introduzida, mas não agradaria o público, sendo logo substituídos pelos sargentos Tom Ryan e Cassy St. John (Chris Potter e Janet Gunn) – que permaneceriam até o final do programa, num total de 8 temporadas, em 1999.

Justiça Final

Quem cresceu durante os anos 90 certamente irá lembrar do juiz Nicholas Marshall, já que essa série (Dark Justice no original) marcou o período em suas exibições à noite na Globo com episódios inéditos. Este que vos fala lembra vividamente de assistir ao seriado durante as férias de verão na casa de praia de um amigo. Homem da lei durante o dia, justiceiro à noite, o personagem principal até lembra o herói cego Demolidor, da Marvel. Aqui, ao invés de um advogado, o personagem principal era um juiz, que saía com sua moto pelas madrugadas atrás dos criminosos que a lei não conseguia alcançar nos tribunais, após o assassinato de sua esposa e filha. O programa durou 3 temporadas até 1993. Uma curiosidade é que o personagem principal mudou de intérprete ao fim da primeira temporada. Isso ocorreu porque o primeiro ano do programa foi filmado na Espanha e com a mudança nas temporadas seguintes para Los Angeles, Ramy Zada não estaria disponível devido à mudança de locações, sendo substituído por Bruce Abbott.

Um Hóspede do Barulho

Se esse título lhe é familiar, você não está enganado. A esta altura não era novidade filmes de sucesso do cinema se transformarem em séries de TV. E aqui temos a versão para as telinhas de uma produção de Steven Spielberg. Trata-se de Harry and the Hendersons (no original), um “derivado” de E.T. – O Extraterrestre, trocando apenas o pequeno alienígena por um pé-grande e o ambiente urbano da cidade, por uma casa rural da família protagonista. Quase nenhum dos principais envolvidos com o filme de 1987 retornou para a série, o que inclui as ausências de Spielberg, do pai da família John Lithgow (substituído no programa por Bruce Davison) e inclusive o intérprete do “gorilão”, Kevin Peter Hall, na série vivido por Patrick Pinney e Dawan Scott. Somente o maquiador Rick Baker, que ganhou o Oscar pela criação do pé-grande no filme, retornava para continuar seu trabalho de excelência também na série. O programa durou 3 temporadas até 1993.

O Elo Perdido

Por falar em adaptações, não são apenas os filmes que ganharam versões para as telinhas, muito comuns nas décadas de 70, 80 e 90. Nessa época, os produtores de Hollywood também requentavam ideias do passado, tirando do forno marcas conhecidas a fim de capturar uma nova legião de fãs. Mas nem sempre dava certo. Missão: Impossível, por exemplo, era uma série que fez muito sucesso nos anos 60, e depois foi trazida de volta nos anos 80 sem o mesmo impacto, antes de virar uma superprodução nos cinemas com Tom Cruise. Aqui algo parecido ocorria. O Elo Perdido fez muito sucesso nos anos 70, ao contar a história da família Marshall, que volta no tempo para a época dos dinossauros. Há 30 anos, uma nova investida foi tentada nesta trama, desta vez focando na família Porter – onde muitos acabaram conhecendo esta história. O programa durou 2 temporadas até 1992 e depois renderia um filme de 2009 com Will Ferrell.

Justiça das Ruas

Todos conhecem bem o ator Carl Weathers. Imortalizado como Apollo Creed na franquia Rocky, foi devido ao seu personagem que o derivado Creed, com Michael B. Jordan pôde fazer sucesso. Weathers apareceu em inúmeros filmes de ação de sucesso nos anos 80, como O Predador (1987) e Action Jackson (1988). Hoje, o ator segue em atividade, marcando presença na famosa série da Disney+ O Mandaloriano, primeiro derivado nas telinhas do universo de Star Wars. Mas o flerte do ator com a TV não é de agora e há 30 anos no passado, ele protagonizava seu terceiro seriado. Em Steet Justice (no título original), Weathers vivia Adam Beaurdreaux, veterano da Guerra do Vietnã, gravemente ferido em combate e resgatado por uma família de missionários. Anos depois, o protagonista agora trabalha como policial e está decidido a encontrar o filho de tal família, agora crescido, ao saber que os pais dele foram mortos. O programa durou 2 temporadas até 1993.

‘Heathers’: Adaptação de ‘Atração Mortal’ ganha nova data de estreia

A série baseada em ‘Atração Mortal‘, clássico cult do final dos anos 1980, estrearia no dia 7 de março, mas foi adiada após o atendado que matou 17 jovens em uma escola na Flórida.

Agora, a série ganhou uma nova data de estreia: 10 de junho.

A nova versão, ‘Heathers‘ terá 10 episódios em sua primeira temporada.

Heathers‘ traz de volta a mesma história do filme de 1988, tornando a trama mais atual e trazendo, também, uma nova protagonista. Mas a principal diferença, é que a atração será comandada pelas meninas “desajustadas”, como descreveu o THR. O site ainda disse que a série será uma “comédia antológica”.

Selma Blair (‘Segundas Intenções’) viverá Jade, madrasta interesseira de Heather Duke (Brendan Scannell). A série ainda conta com Shannen Doherty, de ‘Barrados no Baile‘.

O filme original foi protagonizado por Winona Ryder (‘Stranger Things‘), Christian Slater (‘Mr. Robot‘) e Shannen Doherty, e contou com a direção foi de Michael Lehmann. Na época, ‘Atração Mortal‘ fracassou nas bilheterias, mas com o passar dos anos foi considerado um clássico cult do cinema – assim como outros vários filmes, por exemplo, ‘Blade Runner, O Caçador de Androides‘.

Do I look like step Mother Theresa ? @heathers #paramountnetwork2018 #heathers #jade

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Crítica | ‘Rotas Monçoeiras – História de um Rio e seu Povo’ – Projeto busca apresentar a rica história de uma região através das expedições fluviais [BONITO CINESUR 2024]

Selecionado para a Mostra Competitiva de Filmes Sul-Mato-Grossenses da segunda edição do Bonito CineSur, dirigido pela dupla Cid Nogueira e Silas Ismael, o longa-metragem documental Rotas Monçoeiras – História de um Rio e seu Povo antes de qualquer coisa é um rico aulão de história e geografia, com belíssimas imagens e uma competente pesquisa. Dito esse mérito, precisamos apontar que parece estarmos assistindo a uma edição de programas educativos. Com uma óbvia forma definida como episódica, mas exibido como filme, o projeto busca apresentar a rica história de uma região através das expedições fluviais, mais precisamente no Rio Coxim que banha o estado do Mato Grosso do Sul.

Há uma estrutura narrativa que segue através do tempo a partir de recortes históricos explicados passando de forma objetiva pelos processos de expedições do século XVII até as consequências socioambientais da atualidade. Pode ser dividido em quatro partes: a história de uma região, os ribeirinhos, os pescadores e os garimpeiros. Os fios intercessores chegam por estudiosos e pesquisadores que, com grande conhecimento do tema, exploram seus olhares como se fossem professores em uma espécie de vídeo aula, que de forma didática, ajudam a construir caminhos para reflexões.

A questão é: como alocar tanta informação numa obra cinematográfica? Com um ritmo acelerado para contar uma história de séculos em 70 minutos (uma tarefa realmente bem difícil!), é preciso de muita atenção e concentração do espectador. Mesmo assim, corre-se o risco de necessitar do complemento de leituras futuras, ou outras obras audiovisuais, para preencher lacunas. Um ponto que poderia ser muito útil mas naufraga é o uso de legendas explicativas que em alguns momentos entram e saem rapidamente, evidenciando um mal uso do elemento.

Algumas críticas sociais, em relação à situações e ações que foram ganhando multiplicidade com o tempo e, em certos pontos, provocando um efeito dominó que impactaram toda a região mostrada, ganham espaço já quase no desfecho mas sem muita profundidade. A cultura ribeirinha, aos olhos de relatos pessoais de alguns personagens que tem um amplo conhecimento daquele espaço, buscando o resgate dessa história, se junta aos pontos positivos da obra.

Em complemento, as pesquisas culturais e o paralelo ao movimento monçoeiro, além das belíssimas imagens da região do Pantanal, um lugar onde convergem vários rios, podem se tornar um prato cheio para geógrafos, historiadores, Botânicos, orquidófilos. Rotas Monçoeiras – História de um Rio e seu Povo se encaixaria melhor como uma obra seriada, dentro da sua estrutura vestido de documentário pode ter um discurso com méritos mas confuso.

PÂNICO | Curiosidades do Clássico Filme de TERROR Slasher que faz 25 anos

Pânico (1996), de Wes Craven, completa 25 anos hoje – dia 20 de Dezembro. O filme se tornou um dos maiores sucessos do terror adolescente no cinema. Além disso, revitalizou o subgênero slasher no fim dos anos 1990, que se encontrava sem fôlego no início da mesma década. O uso de humor, metalinguagem e diálogos espertos – que demonstravam como os jovens realmente interagiam entre si – foram alguns dos segredos do sucesso do filme.

Pânico 3 | O Problemático Filme da Franquia completa 20 anos

E dando continuidade às homenagens desta querida franquia, entregamos agora uma matéria especial sobre curiosidades do filme que deu origem a tudo. Vem conhecer e não esqueça de comentar. Ps. Lembrando, como já anunciamos aqui no site, que o quinto filme da franquia já está em pré-produção, para o lançamento em 13 de Janeiro de 2022.

Baseado em uma história REAL

O roteiro de Pânico foi escrito por Kevin Williamson, que se tornou um dos nomes mais quentes da indústria na época, após o sucesso do filme. O roteirista se baseou em partes em um caso verídico para criar a história. O tal caso ocorreu em 1990, em Gainesville, na Flórida, quando o psicopata Danny Harold Rolling, conhecido como o “estripador de Gainesville”, assassinou cinco adolescentes de forma cruel. Ele foi capturado, confessou o crime e foi condenado à morte, depois sendo executado.

O roteiro de Kevin Williamson foi alvo de uma verdadeira guerra de ofertas, como um leilão entre grandes estúdios. Querendo adquirir o texto do escritor estavam a Paramount, a Universal e a produtora Morgan Creek. Os lances finais ficaram entre o diretor Oliver Stone, na época à frente da produtora Cinergi Pictures, e os irmãos Weinstein, da Miramax.

Williamson, inclusive, já havia escrito um tratamento de cinco páginas, que serviu como o esqueleto para Pânico 2, ao final do roteiro original. Após o sucesso do filme, a continuação recebeu sinal verde, e Williamson desenvolveu sua ideia para um roteiro completo. O título original, como muitos podem saber, era Scary Movie – ou “filme assustador”. Quando foi mudado para Scream, ou Grito, o título planejado originalmente foi usado pela paródia Todo Mundo em Pânico (2000).

Para o papel protagonista, o autor do texto escreveu Sidney pensando na ruivinha Molly Ringwald, a rainha dos filmes adolescentes da década de 1980 (vide Gatinhas e Gatões e Clube dos Cinco), e uma das atrizes favoritas do roteirista. Ringwald, por outro lado, apesar de lisonjeada, optou por não interpretar uma colegial no auge de seus 27 anos. Neve Campbell, que viria a interpretar o papel, tinha 23 anos na época.

Diretor e Produção

Como todos sabem, Pânico se tornou uma franquia de sucesso devido a uma harmoniosa colaboração. Além do roteiro criativo de Kevin Williamson, um dos grandes responsáveis por esta obra icônica foi o diretor Wes Craven, grande nome do gênero. Mas o saudoso cineasta não foi a primeira opção do estúdio, e o longa foi oferecido a outros diretores. Entres eles, George A. Romero (A Noite dos Mortos Vivos), Sam Raimi (A Morte do Demônio), Danny Boyle (Trainspotting) e Robert Rodriguez (Um Drink no Inferno). O roteirista Williamson, no entanto, afirmou que nenhum deles havia entendido a ideia, pois todos acreditavam que se tratava mais de uma comédia do que um terror. Coincidentemente, dois anos depois de Pânico, Rodriguez viria a colaborar com Williamson em Prova Final (1998).

Fora isso, o diretor Wes Craven inicialmente recusou a proposta de dirigir o filme, por considerá-lo muito violento. Ele voltou atrás, pensando em dirigir um novo filme de terror que agradasse aos fãs. Na época, o cineasta estava desenvolvendo um remake de Desafio do Além (1963), que nunca se concretizou. O filme eventualmente seria refilmado em 1999, produzido por Steven Spielberg com o título A Casa Amaldiçoada. O texto também deu origem à elogiadíssima série A Maldição da Residência Hill, da Netflix.

Pânico é a única franquia de terror na qual o mesmo diretor assinou o comando de todos os filmes, com Wes Craven à frente dos quatro longas. Infelizmente, isso mudará com o possível lançamento do quinto filme, já que o saudoso cineasta nos deixou em 2015, antes de realizar seu desejo de Pânico 5.

O produtor Bob Weinstein, irmão de Harvey Weinstein, responsáveis pelo estúdio dono de Pânico, não gostou dos copiões que viu e achou a máscara do assassino, em suas palavras: “idiota”. O mega empresário sugeriu que fossem gravadas cenas com diversas outras máscaras, para depois decidirem pela que seria a definitiva. A equipe protestou e ameaçou parar a produção, pedindo para Weinstein assistir à cena completa do ataque no início do filme. Após atender ao pedido, Bob gostou do que viu e não reclamou mais.

O clímax do filme, a cena da festa, dura 40 minutos. As gravações ocorreram por 21 dias, sempre do momento em que o sol se punha ao nascer dele – durante toda a madrugada. Ao término desta maratona, a equipe mandou fazer camisas com os dizeres: “Eu Sobrevivi à cena 118”. O elenco apelidou a cena como “a noite mais longa na história do terror”.

Pânico foi o primeiro trabalho do compositor Marco Beltrami em uma produção cinematográfica de grande escala. Beltrami depois foi indicado duas vezes ao Oscar, por suas composições em Os Indomáveis (2007) e Guerra ao Terror (2009). Entre suas composições mais recentes estão as dos filmes Ford Vs Ferrari e a franquia Um Lugar Silencioso.

Assassino Mascarado

A máscara do vilão Ghostface, o assassino da franquia, surgiu por acaso. Enquanto procurava locações para o filme, o diretor Wes Craven estava visitando uma das casas que havia gostado e dentro de um dos quartos ele encontrou a máscara. Assim que bateu os olhos, a enviou para o estúdio, onde os executivos pediram para que uma máscara similar fosse produzida, porém, modificando alguns detalhes – já que não possuíam os direitos autorais da máscara original.

O visual da máscara é baseado em algumas obras pré-existentes. Primeiro, no clássico quadro “Scream”, O Grito, de Edvard Munch. Segundo, no personagem na capa do álbum The Wall, do Pink Floyd. E por último, no personagem fantasmagórico do desenho Betty Boop, de 1930. Segundo a designer da máscara, a artista Brigitte Sleiertin, a imagem que lembra ao mesmo tempo um grito e um choro, retrata diferentes emoções: uma face de horror, uma face de pesar e uma face de frenesi.

Inicialmente, o famoso traje do assassino Ghostface seria branco, para ficar mais semelhante a um fantasma. Porém, a ideia foi descartada devido ao medo dos produtores de que a fantasia ficasse muito semelhante às vestimentas usadas pelo grupo racista Ku Klux Klan.

Personagens e Atores

Originalmente, Drew Barrymore havia sido escalada para o papel da protagonista Sidney. Porém, Barrymore sugeriu que ficasse com o papel de Casey – apesar de ser o nome mais conhecido do elenco. Sua teoria era a de que ao viver Casey, o público imaginaria que tudo poderia acontecer no filme, já que a atriz mais famosa morreria logo de início. Drew Barrymore filmou suas cenas em 5 dias. Para manter a atriz assustada e chorando durante a cena de abertura, o diretor Wes Craven contava histórias de crueldade contra animais para ela, uma amante e defensora das causas dos bichinhos.

Com a saída de Barrymore do papel principal, ele foi oferecido a Reese Witherspoon, que o recusou. No mesmo ano, a atriz vencedora do Oscar estrelaria o suspense Medo. Outras que fizeram teste para o papel foram a saudosa Brittany Murphy (As Patricinhas de Beverly Hills) e Melissa Joan Hart (Sabrina – A Aprendiz de Feiticeira). O papel eventualmente ficaria com Neve Campbell, atriz imortalizada pela personagem Sidney. Wes Craven a escolheu devido ao seriado O Quinteto (Party of Five). O diretor achou que Campbell era a mistura perfeita de inocência e força física para se cuidar das ameaças. Porém, a atriz estava relutante em aceitar o papel de início por não querer participar de outro filme de terror seguido, após Jovens Bruxas – lançado no mesmo ano.

Para o papel da repórter Gale Weathers, a icônica Brooke Shields por pouco não foi escalada, após a atriz Janeane Garofalo recusar o personagem. Mostrando como Hollywood pode ser cruel, Elizabeth Berkley fez o teste para o mesmo papel, porém, foi imediatamente recusada após o fracasso de sua atuação e do filme Showgirls (1995). Courteney Cox, que ficaria definitivamente com o trabalho no filme, correu atrás dele com unhas e dentes, e insistiu apesar das recusas dos produtores. Ela estava decidida a mudar a imagem de boazinha, conquistada pelo seriado Friends, e procurava interpretar uma “megera”.

O policial trapalhão Dewey, vivido por David Arquette, morreria no desfecho original do filme. No entanto, em exibições teste, o público gostou tanto do personagem que Craven decidiu gravar uma cena em que ele sai de ambulância caso mudasse de ideia sobre deixá-lo viver. Outra curiosidade é que inicialmente Dewey seria uma espécie de galã do filme, e Arquette só aceitou interpretá-lo quando o roteiro foi reescrito para que o personagem ganhasse suas características cômicas.

Skeet Ulrich, que ficou com o papel de Billy Loomis, o namorado da protagonista, foi escolhido por sua semelhança física com Johnny Depp. A cena em que o personagem entra pela janela da namorada, é inclusive uma homenagem para A Hora do Pesadelo (1984) – com o próprio Depp realizando a façanha. No entanto, a primeira opção dos produtores para Billy era o então jovem ator Joaquin Phoenix, que recusou a proposta. Já pensaram?

Freddie Prinze Jr. fez o teste para o papel de Stu – que ironicamente ficou com Matthew Lillard, após este ter sido visto, no corredor do prédio onde estavam sendo realizadas as audições, por uma das produtoras de elenco. Lillard estava somente acompanhando sua então namorada para outro teste no mesmo prédio. Prinze viria a participar de outro terror adolescente de sucesso, Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, lançado no ano seguinte de Pânico.

Referências e Homenagens

Pânico é lotado de referências, e algumas delas são ao clássico absoluto de John Carpenter, Halloween – A Noite do Terror (1978), que inclusive aparece numa cena  assistido pelos jovens na festa do final. Na cena de abertura em que o pai de Casey manda a mãe pedir ajuda na casa dos vizinhos, os Mackenzie, é o mesmo diálogo proferido por Laurie (Jamie Lee Curtis) para as crianças no desfecho de Halloween.

Outro clássico de horror que é mencionado no longa é O Exorcista (1973), quando Billy escala a janela do quarto de Sidney. Além desta citação, a própria protagonista Linda Blair, que interpretou a menina Reagan, faz uma ponta em Pânico, no papel de uma repórter.

Além de inúmeros filmes serem citados ao longo da projeção de Pânico, um dos momentos mais curiosos é quando o próprio diretor Wes Craven aparece com as vestimentas de sua outra grande criação, Freddy Krueger, no papel do faxineiro… bem, Freddy.

Recepção do Filme

Pânico é um ótimo exemplo do que a propaganda boca a boca pode fazer para o sucesso de um filme. A ideia dos produtores em lançar o longa em dezembro, época de filmes voltados para o Natal e a família, com o propósito de dar aos fãs de terror algo para assistirem no período, se mostrou um equívoco. Pânico estreou em quarto lugar, com US$6.4 milhões arrecadados. A qualidade do filme, no entanto, evitou o fracasso da decisão dos executivos. Desesperados, os produtores viram o boca a boca positivo elevar a cada semana a arrecadação do filme. Isso é algo que raramente ocorre após a estreia. No final de sua estadia nas telonas, o terror somava mais de US$100 milhões em bilheteria, fazendo dele um blockbuster.

Pânico é o 20º filme de terror mais lucrativo de todos os tempos, e o primeiro no ranking do subgênero slasher.

Em matéria de “esta capa foi feita por um estagiário”, um dos cartazes do filme mostra o ator Skeet Ulrich portando bigode e cavanhaque, imagem tirada de sua participação em Melhor é Impossível (1997). Em Pânico, Ulrich está barbeado.

Pânico, infelizmente, ficou marcado por ser o marco zero do movimento Me Too. Foi nesta produção que a atriz Rose McGowan, que vive Tatum, a melhor amiga da protagonista Sidney, conheceu o produtor Harvey Weinstein, responsável por este longa. McGowan foi a primeira mulher a vir a público com denúncias contra o mega executivo do cinema, fazendo acusações de assédio. Ela incentivou outras a seguirem o mesmo caminho, e marcarem nas redes sociais a hashtag (#) Me Too. Assim nasceu o movimento e a queda do poderoso abusivo e tóxico.

‘The Dark’: Terror sobrenatural ganha novo cartaz; Confira!

O terror sobrenatural ‘The Dark‘ ganhou um novo cartaz.

Confira:

“Morta-viva e odiando isso, a jovem comedora de carne Mina assombra a floresta que cerca a casa de sua infância. Quando ela se torna amiga de um jovem fisicamente abusado, ela precisa descobrir o motivo de, pela primeira vez, não estar se sentindo homicida.”

Nadia AlexanderToby Nichols e Karl Markovics estrelam.

Escrito e dirigido por Justin P. Lange.

Crítica | ‘Passagrana’ – Quando a arte da mentira abraça sonhos e a sobrevivência [Bonito CineSur 2024]

A arte da mentira abraçando sonhos e a sobrevivência. Com pré-estreia nacional no Bonito CineSur 2024, o longa-metragem do ator, roteirista e diretor Ravel Cabral nos joga para um universo de conflitos sociais, através do olhar de alguns jovens que se viram com suas malandragens pelas ruas de São Paulo, onde os sonhos e a sobrevivência se chocam através de um cotidiano onde a ousadia vira uma marca.

'Passagrana', filme exibido no Bonito CineSur 2024
Passagrana’, filme exibido no Bonito CineSur 2024
Honesto em sua proposta, um ‘heist movie’ adaptado para as realidades brasileiras, o roteiro deixa se levar nessa correnteza de possibilidades se tornando divertido e empolgante. Sem muitas derrapagens em clichês, o projeto atravessa os conflitos emocionais com o brilho dos carismáticos personagens. Além dos quatro ótimos atores que interpretam os amigos protagonistas, vale mencionar o destaque para as ótimas: Carol Castro (em um papel inusitado) e Irene Ravache (em um papel hilário) e Giovanna Grigio (brilhante em uma personagem importante para a trama). Na trama, conhecemos Zoinhu (Wesley Guimarães), Linguinha (Juan Queiroz), Mãodelo (Elzio Vieira) e Alãodelom (Wenry Bueno), um grupo de amigos muito unidos que vivem de pequenos golpes pelas ruas da maior cidade brasileira. Após serem obrigados a pagar uma dívida com um policial corrupto (interpretado pelo excelente Caco Ciocler), aos trancos e barrancos, resolvem bolar um mirabolante plano para assaltar um banco. Durante esse processo, alguns deles passam por reflexões sobre sonhos e a própria vida.
'Passagrana', filme exibido no Bonito CineSur 2024
Passagrana’, filme exibido no Bonito CineSur 2024
Desde 2017 com uma prévia do roteiro já pronta, Ravel buscou reunir a partir de uma ideia todo um contexto adaptado para a realidade brasileira. Mesmo com uma primeira parte que pode soar um pouco confusa, o filme logo encontra seu norte. Nessa espécie de Onze Homens e um Segredo sem as cifras da ficção e realidade da obra hollywoodiana, percebemos um interessante uso da linguagem que conta com um apoio que se torna a cereja do bolo: uma trilha sonora que vira um elemento de destaque, fundamental para o dinamismo das ações que se sucedem no clímax.
'Passagrana', filme exibido no Bonito CineSur 2024
Passagrana’, filme exibido no Bonito CineSur 2024
Imersos na criminalidade, os quatro amigos se deparam com o ‘Furo da bolha’ onde se encontram. Essa jornada, que apresenta com simpatia esses anti-heróis mais no sentido de atos moralmente questionáveis, é nos levada até os sonhos, o primeiro amor, onde ganha destaque o personagem Zoinhu, a grande mente pensante por trás da tentativa de assalto a banco com ares cinematográficos.
'Passagrana', filme exibido no Bonito CineSur 2024
Passagrana’, filme exibido no Bonito CineSur 2024
Pegando gancho nessa última frase, dentro do conceito visto no discurso, imerso na arte da mentira e da malandragem, vemos o uso da metalinguagem aplicada de forma muito criativa que geram muitas cenas com a ironia em destaque. Além disso, o roteiro explora as desigualdades sociais de forma objetiva: as faltas de oportunidades, os sonhos distantes, até mesmo a polícia corrupta são jogados num liquidificador de dilemas.
'Passagrana', filme exibido no Bonito CineSur 2024
Passagrana’, filme exibido no Bonito CineSur 2024
Essa co-produção entre selos da The Walt Disney Company, que teve 25 diárias de gravações, estreia nos cinemas brasileiros no dia 19 de setembro e tempos depois na Disney Plus. Com um desfecho aberto, a probabilidade de uma segunda jornada dessa turma carismática é mais do que possível, é necessária!

Os 20 FILMES DE TERROR Mais Esperados de 2022!

Recentemente aqui no CinePOP lançamos uma enorme matéria mapeando tudo que de melhor e mais interessante o ano de 2022 trará nas telonas. Filmes de todos os tipos e todos os gêneros embalarão os próximos doze meses nas salas de exibição, conforme o público se sente cada vez mais confortável para retornar a estes verdadeiros templos da sétima arte. Essa matéria, dividida em duas partes para melhor apreciação, já pode ser encontrada no site. Agora, no entanto, iremos nos aprofundar um pouco mais num gênero que adoramos e sabemos que vocês também: o terror.

O ano de 2022 trará os retornos de alguns novos mestres do terror, como Jordan Peele, Ari Aster e Robert Eggers. O ano também acomodará velhos ícones do gênero, como Michael Myers, Pinhead e seus Cenobitas, Leatherface e, é claro, Ghostface. Além de marcar a estreia de um nome promissor no gênero, a atriz transformada em diretora Olivia Wilde. É muita coisa boa, então sem mais delongas se prepare para anotar tudo e ficar ligado para quando essas produções irão estrear por aqui. Confira abaixo e não esqueça de comentar dizendo quais as suas mais esperadas.

20) The Requin

Musa da infância e adolescência de muitos, Alicia Silverstone é quem estrela essa vigésima posição de nossa lista, em nova fase de sua carreira. Aos 45 anos de idade, a atriz é o destaque deste longa que mistura filme-catástrofe no estilo O Impossível (2012) – com Silverstone e seu marido se vendo vítimas de uma tempestade tropical em um resort – com filmes de ataques de tubarão; já que após a tal tempestade os protagonistas se tornam alvo de uma implacável criatura marinha. O filme estreia já no final de janeiro em VOD e não tem data confirmada no Brasil.

19) Insidious: The Dark Helm

Mais um filme da franquia Sobrenatural. Em pouco tempo, contando desde sua estreia em 2010, os filmes desta série de terror no cinema se tornaram um dos mais volumosos em quantidade de produções. Já são quatro filmes e ano que vem esta quinta produção aportará nas telonas. O filme traz novamente como protagonista a médium Elise Rainier, papel da veterana Lin Shaye. Aqui, as novidades são duas. Primeiro, a estreia na direção do ator Patrick Wilson, um veterano da franquia tendo participado dos dois primeiros filmes, e retornado no mais recente no papel de Josh Lambert. O segundo, é o retorno do jovem Ty Simpkins à franquia, que viveu Dalton, o filho do personagem de Wilson, nos três filmes citados. Agora, ao que tudo indica ele estará à frente da trama protagonizando. A estreia será no dia 5 de abril.

18) Firestarter

Outra vez teremos Stephen King nos holofotes. Além de um renomadíssimo escritor de obras do gênero, King é também um dos autores mais adaptados para o cinema e TV da história. Moral para poucos. Além de Salem’s Lot (que no Brasil é conhecido como Os Vampiros de Salem), o ano de 2022 trará também outra das obras menos conhecidas de King. Firestarter, ou Chamas da Vingança, inclusive já foi adaptado aos cinemas em 1984, e contou com protagonismo da então pequena Drew Barrymore, recém-saída do sucesso E.T. – O Extraterrestre dois anos antes. Na trama, uma menininha desenvolve poderes pirocinéticos, ou seja, ela consegue manipular e criar focos de fogo usando o poder de sua mente. Isso se deve após seus pais terem sido voluntários para experimentos científicos. O novo filme traz Zac Efron como chamariz no papel do patriarca – a estreia ainda não foi divulgada.

17) Dark Harvest

Um dos filmes mais interessantes de 2022 dentro do gênero, esta produção vem sendo anunciada há algum tempo e agora parece finalmente estar saindo do papel – embora muito pouco continue sendo divulgado a seu respeito. Baseado no livro de Norman Partridge, a história fala sobre um folclore de uma pequena cidade norte-americana, onde uma entidade conhecida como October Boy emerge dos milharais todo dia das bruxas com sua faca em punho para aterrorizar o “vilarejo”. Um dos chamarizes é a direção de David Slade, conhecido por filmes como Menina.Má.Com (2005), 30 Dias de Noite (2007) e Bandersnatch (o filme de Black Mirror). A estreia é no início de setembro.

16) Salem’s Lot

Esse filme pode se beneficiar e muito do sucesso recente de Missa da Meia-Noite, da Netflix, uma das melhores séries de 2021 – na verdade uma minissérie. Acontece que o criador do programa televisivo disse ter se inspirado bastante nesta história do mestre Stephen King. De fato, ele nem precisaria ter confessado, já que a homenagem é clara e inconfundível. Assim como na minissérie, na história de King, um escritor chega numa pequena cidade, somente para notar o local se tornando infestado por vampiros. Esse foi um dos primeiros contos de King adaptados para o audiovisual, ainda na década de 1970. Porém, a adaptação foi feita para a TV na forma de uma minissérie em dois episódios, ao invés do cinema. Sendo assim, essa será a primeira versão da história lançada nas telonas. A direção é de Gary Dauberman (Annabelle 3), e a Warner pretende lançar o filme em setembro de 2022.

15) Prey

Não se engane pelo título, embora a proposta talvez seja nos despistar, trata-se de um novo capítulo da franquia Predador no cinema. Ou quem sabe em alguma das plataformas da Disney, de preferência na Star+. Após os filmes originais, datando de 1987 e 1990, a franquia ficaria dormente por mais de uma década, até ser finalmente retirada da geladeira para o encontro com o outro alienígena mais mortal do cinema, nos filmes Alien vs Predador (2004 e 2007). Como não funcionou muito bem, a proposta depois foi um reinício, e aí o envolvimento foi de Robert Rodriguez em Predadores (2010). Mas também não deu certo. Oito anos depois foi a vez de Shane Black tentar a sorte em O Predador (2018). Agora, nas mãos do ótimo Dan Trachtenberg, cujo único filme foi o elogiado Rua Cloverfield 10 (2016), a ideia é uma volta ao passado para o primeiro encontro da raça humana com o caçador espacial com cara de crustáceo. Desta vez, o Predador irá caçar numa tribo indígena na Nação Comanche, há 300 anos no passado. A estreia ainda não foi divulgada.

14) Don’t Worry Darling

Aqui temos ainda outra estreia promissora. Certos artistas se descobrem verdadeiramente depois de anos atuando em outra função dentro da indústria do cinema. Esse é o caso com a atriz Olivia Wilde que, embora seja uma intérprete competente, nunca chegou a ser citada por seu talento performático. Porém, foi só passar para trás das câmeras ao comandar seu primeiro longa, o coming of age Fora de Série (2019), que a artista recebeu uma enxurrada de elogios. Prestígio esse que Wilde pretende manter agora em seu segundo trabalho como diretora. Essa, uma obra maior e mais ambiciosa, é dita ser “um terror feminista”. Isso pode afastar alguns, mas potencialmente atrair atenção de tantos outros. Wilde, uma forte defensora da causa feminista, escala um timaço de nomes como Florence Pugh, Gemma Chan, Chris Pine e Kiki Layne para seu elenco, além de igualmente se incluir no time na frente das câmeras. A trama passada na década de 1950, fala sobre uma companhia que esconde segredos potencialmente perturbadores. O lançamento da Warner é para o dia 22 de setembro.

13) The Northman

Assim como Jordan Peele, que com dois filmes conseguiu escrever sem nome como um dos cineastas mais promissores em um gênero específico na atualidade, esse longa segue por uma linha parecida. O diretor aqui é o jovem talentoso Robert Eggers, que em seu filme de estreia, A Bruxa (2015), causou frisson nos cinéfilos e se tornava um diretor cult. A diferença entre as obras de Peele e Eggers é justamente essa, enquanto o primeiro carrega na crítica social e traz certo humor, desenvolvendo filmes mais acessíveis para todos, Eggers usa uma narrativa mais erudita, mais próximo do clima do cinema europeu, com um ritmo mais lento e contemplativo. Além de usar tramas intrincadas e complexas. A prova disso foi seu trabalho seguinte, o insano O Farol (2019). Aqui, parece que o cineasta dará seu passo mais ambicioso, numa história sobre a vingança de um wiking. A estreia é no dia 21 de abril.

12) Wolf Creek 3

Existem atores que ficam marcados em determinados papeis. Esse é o caso com o australiano John Jarratt, quando aceitou personificar Mick Taylor, o “Crocodilo Dundee” malvadão do filme Wolf Creek – Viagem ao Inferno (2005), um relato inquietante ocorrido na vida real – tragédia a qual o longa adapta para as telas. O crime que chocou a Austrália por muito tempo foi tido um dos filmes mais perturbadores de tal década – até a ganância de produtores falar mais alto, e tirarem da cartola uma continuação quase dez anos depois em 2013. E o objetivo de transformar o psicopata da vida real em um novo Jason ou Freddy parece ter dado certo, já que Jarratt voltará ao papel de Taylor este ano, no terceiro (?!) – isso mesmo! – filme da franquia este ano. Por enquanto apenas o cartaz do filme foi divulgado.

11) Hellraiser

Outro ícone do terror dos anos 80, o vilão Pinhead é um demônio que habita um submundo sobrenatural que serve como espécie de limbo para os mortos. Esse mundo é regido pela mistura do prazer e da dor, uma porta aberta após decifrada a caixa dourada conhecida como “Configuração do Lamento” ou “Caixa de Lemarchand”. Depois de quatro produções lançadas nos cinemas, a franquia que se iniciou com um livro do autor Clive Barker (que inclusive dirigiu o primeiro longa de 1987) decaiu no terreno dos lançamentos em vídeo – se tornando produções de baixa qualidade – onde lançou mais seis filmes. Foram um total de dez filmes até 2018. Destes, o ator Doug Bradley interpretou o vilão principal em oito dos filmes até 2005. Agora, nesta espécie de remake/ reboot, a direção será de David Bruckner, do elogiado A Casa Sombria (2020). E a novidade está na primeira versão feminina de Pinhead, com a atriz Jaime Clayton (da série Sense8) contratada para o papel. A data de estreia ainda não foi divulgada.

10) O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface

Em 2022 ainda teremos os retornos de alguns dos verdadeiros ícones culturais do terror. O primeiro deles é Leatherface, “atrativo” da família de canibais no Texas. O primeiro Massacre da Serra Elétrica chocou plateias e foi banido de diversos países em seu lançamento em 1974. Depois disso, o filme gerou nada menos do que sete continuações, incluindo remakes, reboots e prequels. O atrativo dessa nova continuação é a presença de Fede Alvarez, uruguaio responsável por filmes como O Homem nas Trevas (2016) e o remake de A Morte do Demônio (2013), no roteiro e produção. Além disso, no elenco a presença de Elsie Fisher, destaque no elogiado Oitava Série (2018). A proposta aqui é por uma continuação direta do original, que irá se passar 50 anos após o longa dos anos 70. A estreia será na Netflix em 18 de fevereiro.

09) Halloween Ends

A franquia do maníaco Michael Myers também ensaiou seu retorno em 2018, no ano do Predador de Shane Black. Mas ao contrário de seu colega, o filme intitulado somente Halloween, apesar de seus muitos problemas, viveu para se tornar um sucesso arrebatador de crítica e público, colocando assim a franquia de terror novamente nos trilhos e rendendo láureas como nunca anteriormente. Assim, a expectativa estava nas alturas para o retorno do psicopata, adiado por motivo da covid. Esse ano finalmente o público pôde se reencontrar com um dos serial killers mais queridos do cinema, para um novo embate. Infelizmente, o resultado de Halloween Kills foi morno. Mesmo assim, todos os envolvidos se preparam para lançar a conclusão épica desta nova trilogia, e que poderá ver de uma vez por todas a derrota de Myers. Vocês acreditam nisso? A estreia de Halloween Ends é no dia 13 de outubro.

08) Abracadabra 2

Mais um “terrir”, ou uma comédia declarada mesmo, o que importa é que o filme usa como temática o dia das bruxas e contém elementos assustadores – ao menos para os pequenos. Seja como for, o Abracadabra (1993) original se tornou sinônimo da data de halloween, sendo exibição obrigatória da Disney na época. Porque esses anos todos ninguém bolou uma continuação não me pergunte. O fato é: agora a sequência finalmente saiu do papel e isso é o que importa. E melhor, a continuação trará o trio de bruxas originais, novamente protagonizado por Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimi. O segundo Abracadabra terá lançamento direto na plataforma Disney+. A data ainda não foi definida, mas espera-se o filme para a adequada estreia em outubro.

07) Olhos Famintos – O Renascimento 

Cult por excelência, o Jeepers Creepers original misturava road movie, suspense e filme de monstros. O melhor de tudo é que tem produção do grande Francis Ford Coppola. Mesmo que a maquiagem do vilão seja a de um coadjuvante num episódio fraco de Buffy – A Caça-Vampiros e o diretor cisme em mostrar cada detalhe da máscara e roupa do monstro, o filme deu certo e conseguiu meter medo. Resultado: em seu aniversário de 20 anos em 2021, o longa segue querido pelo público e dando frutos. Após o odioso terceiro filme (não que o segundo tenha sido muito melhor), finalmente a história ganha um reboot. “O Renascimento“, sem nomes conhecidos na frente e atrás das câmeras, passou na Rússia e na Alemanha já em dezembro de 2021 – e chega nos EUA e resto do mundo em 2022.

06) Disappointment Blvd.

Como dito no início do texto, a tríade do terror atual só estaria completa com a presença do cineasta Ari Aster. Assim como Robert Eggers, o jovem diretor Ari Aster aposta num tipo de filme menos palatável para grande parte do público. Mas enquanto Eggers cria filmes mais enigmáticos e restritos, a proposta de Aster parece ser o choque e o horror que te fará refletir e manter as luzes acesas por um bom tempo. Foi isso que o diretor conseguiu com Hereditário (2018) e seu filme seguinte, Midsommar – O Mal Não Espera a Noite (2019). Dessa vez, Aster conta com um verdadeiro às na manga, a presença do Oscarizado Joaquin Phoenix como protagonista. A trama fala sobre um sujeito que se torna um dos maiores empreendedores de todos os tempos, e o filme narra décadas em sua vida. Descrito também como uma comédia, o filme ainda não divulgou sua data de estreia para 2022.

05) A Morte do Demônio – A Ascensão

Quando fez Evil Dead – A Morte do Demônio (1981) em seu início de carreira, o cineasta Sam Raimi não podia imaginar que esta pequena pérola da sétima arte mundial estaria rendendo frutos até hoje, 40 anos depois. Raimi se tornou um cineasta renomado, cresceu na indústria para dirigir grandes produções como a trilogia original do Homem-Aranha e este ano lançará Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, para a Marvel. Mas Evil Dead não larga dele, ou vice versa. Depois de duas continuações, um remake e uma série de TV, os mortos vivos conhecidos como Deadites estarão de volta para um novo round, com produção do diretor. A diferença aqui, assim como na série, é que pela primeira vez um filme da franquia terá como ambientação a cidade grande ao invés de um ambiente rural.

04) A Órfã 2

Vira e mexe o cinema nos presenteia com um sucesso surpresa, que pega a todos desprevenidos, se tornando objeto de culto dos fãs. Esse é o caso com A Órfã (2009), produção da Warner que viveu para se tornar um de seus filmes mais queridos do gênero nesses doze anos desde seu lançamento. De quebra o filme estabeleceu os nomes do diretor Jaume Collet-Serra e o da atriz Vera Farmiga na indústria, além de apresentar a menina Isabelle Fuhrman. A grande sacada estava mesmo em sua reviravolta, baseada numa perturbadora história real. É bem verdade que esta sequência possui vários elementos jogando contra ela. Collet-Serra e Farmiga estão bem longe do projeto, Fuhrman não conseguiu emplacar no mercado e o filme original não pedia continuação na verdade. Ou seja, será preciso contornar tudo isso. Ah, sim. A surpresa da revelação também não existe mais, afinal todos já sabem do segredo da órfã Esther. A “solução” encontrada foi fazer do filme uma pré-sequência, ou seja, uma história passada antes do original. O problema? Agora Fuhrman já está com 24 anos. Veremos como irá funcionar, mas será necessário tirar um coelho da cartola aqui. O que não diminui a expectativa.

03) O Telefone Preto

Exibido este ano em festivais especializados em terror e cinema de gênero, este longa irá estrear no dia 3 de fevereiro no Brasil e grande parte do mundo. Trata-se de uma adaptação de um conto de Joe Hill, filho do autor Stephen King. Quem dirige e adapta o conto para o cinema como roteirista é Scott Derrickson, cineasta que muitos fãs da Marvel certamente lembram por ter comandado o primeiro Doutor Estranho. Derrickson já estava preparando o segundo filme do herói, quando foi “solenemente” jogado para escanteio pelo produtor Kevin Feige, em prol do mais famoso Sam Raimi. Assim, Derrickson optou por investir neste filme menor, que promete chamar atenção. Na trama, um psicopata que usa uma assustadora máscara de demônio (papel de Ethan Hawke) sequestra um menino e o prende num porão. No local, o menino nota um telefone preto desligado, e começa a receber ligações de outras crianças que haviam sido sequestradas pelo mesmo criminoso.

02) Nope

Por falar em novos mestres do cinema, em 2022 teremos o retorno triunfal do grande Jordan Peele. O diretor inicialmente havia ficado conhecido por outro gênero completamente oposto do qual reina hoje: a comédia. Seus primeiros trabalhos que atraíram atenção foram humorísticos. Sem abandonar completamente essa essência, Peele começou a fazer filmes de terror que ao mesmo tempo em que são assustadores, funcionam também como sátiras de humor bem ácido e como críticas sociais – sempre realizando obras representativas, vide Corra! (2017) e Nós (2019). Assim, seguindo nessa linha, muito pouco sabemos sobre seu novo trabalho, além do título Nope, o elenco que conta com Daniel Kaluuya e Keke Palmer e a distribuição da Universal. Ah sim, a estreia acontece no dia 21 de julho.

01) Pânico

Curiosamente, como muitos de vocês já devem saber, o quinto filme da franquia de terror sobre adolescentes em perigo e um maníaco usando uma fantasia conhecida como Ghostface, não trará o número cinco em seu título e será conhecido apenas como Pânico, assim como o original. Confuso, não? Seja como for, não se engane, esse é quinto filme da série iniciada lá atrás em 1996, que está completando 25 anos de lançamento em 2021. Essa será a primeira vez que um destes longas não contará com a direção do saudoso Wes Craven – falecido em 2015. Em seu lugar, a dupla responsável pelo elogiado Casamento Sangrento (2019). Apesar da ausência de Craven, o elenco original marca presença, com as voltas de Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette reprisando seus personagens. Dos estreantes, as presenças de Melissa Barrera (Em um Bairro de Nova York) e Jack Quaid (The Boys). A estreia é logo logo, do no dia 13 de janeiro.

 

Jonathan Majors entra para o elenco de ‘Lovecraft Country’, nova série de Jordan Peele

Segundo o Deadline, Jonathan Majors entrou para o elenco da nova série de terror da HBO, ‘Lovecraft Country’. Ele estrelará o projeto ao lado de Jurnee Smollett-Bell.

Jordan Peele (‘Corra!’) será o produtor executivo da série.

Baseada no livro homônimo de Matt Ruff (sem tradução para o português), a trama gira em torno de Atticus Black, um rapaz de 25 anos que, quando seu pai desaparece, se dedica a buscá-lo junto com a sua amiga Letitia e seu tio George.

Nesse processo eles enfrentam os horrores do racismo nos Estados Unidos na década de 1950, assim como espíritos malignos, e tentam sobreviver a tudo isso.

A produtora Monkeypaw Productions, do escritor e diretor de Corra!Jordan Peele, trabalhará em parceria com a Bad Robot, de J.J. Abrams, e com a Warner Bros Television para realizar a série.

Em uma entrevista ao site Deadline, a roteirista comentou sobre o entusiasmo de trabalhar na nova série antológica:

“Quando eu li ‘Lovecraft Country’ pela primeira vez eu soube que ele tinha potencial para ser diferente de tudo na televisão. JordanJ.J.Bad RobotWarner Bros. e HBO estão todos no ramo para empurrar os limites quando se trata de narrativa e eu estou além de empolgada para trabalhar com eles nesse projeto”.

CHATOS! 10 Filmes sobre pessoas inconvenientes

Na vida real já nos deparamos inúmeras vezes com pessoas inconvenientes que fazem de tudo para tirar nossa paciência. No mundo do cinema, alguns personagens tem suas trajetórias passando por situações como essa que colocam outros personagens à beira da loucura. Pensando em algumas obras que relatam um ou mais personagens nesse contexto, segue abaixo uma lista bem legal:

 

Um Santo Vizinho

Na trama, conhecemos o peculiar ranzinza Vincent (Bill Murray), um homem que leva uma vida sem sentido. Vincent é um homem ex-herói de guerra norte-americano que vive sozinho com seu gato persa passando o dia bebendo e apostando em corridas de cavalo. Dançando bêbado em frente à jukebox, discutindo arduamente com o gerente do banco, maltratando a muitas pessoas gratuitamente, Vincent parece não ter mais solução. Certo dia, novos vizinhos chegam para morar ao lado dele e assim conhece o jovem Oliver com quem logo faz uma grande amizade.

 

Las Fieras

Na trama, ambientada na parte da Argentina na região da Patagônia, conhecemos o casal Clara (Mariana Anghileri) e Julián (Andrés Ciavaglia), que resolvem fazer uma viagem até as terras do pai do primeiro já que o mesmo está em estado terminal. A questão que se soma é a de que algumas questões mal resolvidas pelo dono daquelas terras acabam explodindo em Julián, o levando para um provável dilema e relações conturbadas, distantes e inconsequentes com os funcionários do pai.

 

A Intrometida

Na trama, conhecemos a carinhosa Marnie Minervini (Susan Sarandon), uma mulher já na metade final de sua vida que recentemente perdeu seu companheiro de toda uma vida. Completamente sem rumo, resolve se mudar para mais próximo de sua filha Lori (Rose Byrne), em Los Angeles, na Califórnia. Expondo sua solidão de diversas e muitas vezes engraçadas maneiras, Marnie acaba invadindo a privacidade de sua filha a todo instante (fruto de uma carência do momento) e após um chega pra lá de Lori, Marnie embarca em uma jornada de descobertas onde irá conhecer pessoas que mudarão para sempre esse momento instável que vive.

 

Shirley

Na trama, conhecemos a indelicada, inconveniente, provocativa, excêntrica, adivinhadora de futuros, que sofre com conflitos internos, tem uma visão complicada do mundo, vive tragédias diárias em seu casamento, a escritora Shirley Jackson (Elisabeth Moss) que passa sua vida reclusa em uma casa confortável, tendo a companhia do seu marido Stanley (Michael Stuhlbarg), um prestigiado professor de universidade. Com a chegada do jovem casal Rosa (Odessa Young) e Fred (Logan Lerman) para morarem durante um tempo na casa de Shirley e Stanley, a nova dinâmica mexerá bastante com a rotina depressiva da primeira que entre outros feitos, embarca em uma análise angustiante sobre si mesma e tudo que cria nos seus elogiados textos influenciando a imatura e sem experiência de vida Rosa.

 

Doente de mim Mesma

Na trama, conhecemos Signe (Kristine Kujath Thorp), uma jovem que está em um relacionamento com o artista Thomas (Eirik Sæther). Os dois vivem juntos faz algum tempo e possuem uma relação estranha, repleta de disputas, competitiva ao extremo. Quando Thomas começa a fazer muito sucesso na sua área, Signe entra em um colapso emocional e começa a fazer de tudo por atenção rumando rapidamente para um show de situações constrangedoras.

 

Um Homem Chamado Ove

Baseado no livro A Man Called Ove, de Fredrik Backman, Um Homem Chamado Ove conta a história de um senhor já na terceira idade chamado Ove (Rolf Lassgård) que vive seu cotidiano isolado de todos e vivendo em um conjunto habitacional que ele mesmo ajudou a fundar. Já sem muitas alegrias, principalmente pelo abalo que o falecimento da esposa causou em sua vida, tenta a todo instante cometer o suicídio e sempre algo acontece na hora do ato final. A vida desse personagem, completamente rabugento, começa a mudar um pouquinho com a chegada de seus novos vizinhos e Ove começa a repensar melhor sobre o simples ato de viver.

 

Vizinhos

Na trama, conhecemos o casal Mac (Seth Rogen) e Kelly (Rose Byrne) que vivem tranquilamente com sua filhinha em um simpático bairro no subúrbio dos Estados Unidos. Certo dia, o grupo de uma fraternidade aluga a casa ao lado da deles, desencadeando uma série brigas e confusões em meio a festas de grandes proporções.

 

Duas Vezes Você

Na trama, conhecemos Daniela (Melissa Barrera) e Tania (Anahi Davila), duas primas muito unidas que após saírem de um casamento ao lado de seus respectivos maridos, Rodrigo (Mariano Palacios) e Benny (Daniel Adissi), resolvem disputar um racha onde o marido de uma está no carro da outra. A brincadeira sem noção não dá certo e um dos casais morre fruto de um acidente sem chances de salvamento. Assim, as vidas dos que sobrevivem começam a passar por estranhas situações.

 

A Chefa

Na trama, conhecemos a empresária de sucesso Michelle Darnell (Melissa Mccarthy), uma mulher fútil e odiada por todos ao seu redor, exceto por Claire (Kristen Bell), seu braço direito. Certo dia é enviada para a prisão ao negociar informações confidenciais do mercado e passa meses em reclusão. Ao sair, tenta se reerguer aos poucos comandando um empreendimento a partir de deliciosos doces feitos por Claire, porém ainda precisa amadurecer e entender o valor da amizade e da família para ter sucesso.

 

Saltburn

Na trama, conhecemos o recém chegado à faculdade de Oxford, o aparente solitário Oliver (Barry Keoghan), um jovem que parece sofrer com a vida que leva fora daquele lugar. Quando conhece Felix (Jacob Elordi), um jovem milionário também estudante de Oxford, Oliver se vê atraído pelo universo de Felix, de riqueza e poder. Até que um dia que Felix o convida para passar o verão na mansão da família, Saltburn, junto com sua família cheia de peculiaridades.

Pânico | As 10 Mortes mais TRISTES e CHOCANTES da Franquia

Pânico (2022), o quinto exemplar da franquia de terror iniciada em 1996 por Wes Craven e Kevin Williamson, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira 13 (e não sexta) e amanhã em grande parte do mundo, como nos EUA. O mais recente capítulo não conta com direção de Craven (falecido em 2015), sendo o primeiro comandado por outros cineastas, ou texto de Williamson; mas traz de volta o trio de protagonistas interpretados por Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette, além de apresentar todo um novo elenco de nomes formados por Melissa Barrera, Jack Quaid e Dylan Minnette.

Para entrar no clima do novo filme, que estreia debaixo de grande alvoroço por parte dos fãs da franquia slasher, resolvemos criar uma lista diferente nesta matéria. Aqui iremos apontar as mortes mais sentidas dos quatro primeiros filmes da franquia – para ainda não darmos spoilers sobre quem morre e quem fica vivo no quinto filme. O que isso significa? Dizem que um filme de terror só causa efeito verdadeiramente quando nos importamos com os personagens e se conseguem sobreviver ou não ao desfecho do longa. E Pânico faz isso muito bem, criando personagens identificáveis que torcemos para sobreviver. Nem sempre todos chegam até o fim. E aqui iremos apontar quais mortes mais doeram no coração ao longo dos quatro primeiros capítulos. Confira abaixo e não esqueça de comentar.

10. Olivia (Marielle Jaffe)

Começamos a lista com a bela Marielle Jaffe, a Olivia de Pânico 4 (2011). A atriz, infelizmente, durante estes dez anos desde a estreia do longa não conseguiu mais destaque em nenhuma outra produção. O que importa é que o quarto filme da franquia foi seu momento mais marcante no cinema, conseguindo estar entre personagens que se tornaram muito queridos dos fãs ao longo destes 26 anos desde a estreia do primeiro. E sua Olivia é parte da turma de novos personagens adicionados na trama. Embora saibamos que ela será uma das primeiras a ser descartada, e que não passemos muito tempo com ela para saber quem ela verdadeiramente é, o que chama atenção é que sua morte é a que faz a trama girar após a abertura metalinguística, que é uma ótima sacada. Fora isso, a forma como a moça é “descartada”, de uma maneira extremamente brutal e violenta, sem dúvidas mostrou que o quarto filme não iria pegar leve no quesito gore.

9. Derek (Jerry O’Connell)

O namorado é sempre o culpado? Após a revelação de que a protagonista Sidney estava namorando o assassino do filme original (Billy Loomis), o “dedo podre” da mocinha virou motivo de atenção a cada novo exemplar da franquia. Estaria Sidney destinada a só encontrar rapazes com tendências homicidas? Acredite se quiser, este era o plano original para o roteiro de Pânico 2 (1997), que traria o novo namorado da vez Derek (Jerry O’Connell) como um dos assassinos do longa a utilizar a fantasia de Ghostface. A estratégia por trás seria a mesma do original: tudo aponta para um personagem, para despistar o público (que não acredita na obviedade – no fim voltando para esta mesma pessoa). Assim, quando o segundo filme estrou, todos estavam de olho em Derek como o possível vilão. E até existe diálogos no filme que demonstram isso – como quando Dewey desconfia de seu ferimento “conveniente”. No fim das contas, porém, Derek foi só uma distração. E o pobre, que se preocupava realmente em proteger Sidney, termina levando a pior.

8. Robbie (Erik Knudsen)

Agora pulamos para o quarto filme da franquia, lançado de forma tardia em 2011 (ritmo que o quinto segue de perto sendo lançado ainda dez anos depois). Os personagens estilo nerd sempre despertam nossa simpatia. Isso porque ao longo da história do cinema adolescente de Hollywood fomos ensinados que eles são verdadeiros heróis subestimados e que só precisam de um empurrão para demonstrar seu verdadeiro potencial, superar as adversidades e ficar com “a garota”. A franquia Pânico tratou de construir seu próprio personagem querido nestes moldes, com Randy. No quarto filme, ganhamos “dois Randys” de uma só vez – com Robbie e Charlie. Por isso, nos doeu ver Robbie encontrando um destino cruel e Charlie… bem, você sabe.

7. Cici (Sarah Michelle Gellar)

Quando foi anunciado que a jovem Sarah Michelle Gellar estaria no elenco de Pânico 2, continuação imediata do sucesso de slasher do ano anterior, todos os adolescentes amantes de terror ficaram em polvorosa. Isso porque Gellar era um nome quente na época, era a estrela do popular Buffy – A Caça-Vampiros (que estava a pleno vapor no ar em suas primeiras temporadas) e havia acabado de protagonizar Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado – primeiro “clone” bem sucedido de Pânico. Ao contrário do que muitos esperavam, a participação de Gellar é bem curtinha – mas todos tinham aquela pontinha de esperança de que ela pudesse sobreviver mais um pouquinho. Nada feito. A moça é arremessada de uma varanda para o térreo – cena que a própria Gellar fez sem o uso de dublê.

6. Jennifer (Parker Posey)

A melhor coisa do terceiro filme para muitos, e uma personagem chata e insuportável para tantos outros, é inquestionável que a atuação de Parker Posey é caricata e exagerada, funcionando unicamente como forma de ser o grande alívio cômico do terceiro e mais fraco exemplar da franquia Pânico. O lance é que sua personagem foi criada propositalmente desta forma, e a interpretação de Posey é certeira neste sentido. Ela vive Jennifer Jolie (uma brincadeira com Angelina Jolie – em ascensão na época; e ainda temos outra personagem chamada Angelina no filme), uma atriz temperamental que está interpretando Gale Weathers no cinema. Além de todos torcerem para que a personagem “mala” sobrevivesse no final, sua morte mostra que de fato, originalmente, existiam dois Ghostface no terceiro filme – o único longa da franquia a revelar somente um assassino no final.

5. Maureen (Jada Pinkett Smith)

Uma das fórmulas implantadas pela franquia Pânico em seus filmes é que seria necessário ter sempre uma vítima famosa na abertura de cada um de seus capítulos. E como no original ninguém menos que Drew Barrymore deu o pontapé oficial, para o segundo episódio (mais metalinguístico ainda), Jada Pinkett-Smith foi escalada. Existe muito a se prestar atenção nesta primeira cena de Pânico 2. Os assassinatos ocorrem dentro de uma sala de cinema, por exemplo, e enquanto as vítimas estavam assistindo a uma cena do original (ou a versão cinematográfica deste evento dentro do filme) – justamente a cena em que a vítima do original é morta, ligando assim as duas aberturas mais ainda. Fora isso, Maureen (a personagem de Pinkett-Smith) compartilha o mesmo nome da mãe de Sidney, e engaja numa discussão com o namorado sobre o fato de que afrodescendentes são sempre os primeiros a morrer em filmes de terror. E não dá outra, Maureen inaugura as mortes do dois. É surra de metalinguagem.

4. Cotton (Liev Schreiber)

Vilão ou homem injustiçado? Cotton Weary aparece brevemente no Pânico original, somente através de filmagens do noticiário ao ser preso pelo estupro e assassinato da mãe de Sidney. Tendo passado um ano na cadeia, acusado equivocadamente pela protagonista, o personagem de Liev Schreiber se junta ao elenco do segundo filme, em busca de limpar definitivamente seu nome e de quebra ganhar seus 15 minutos de fama. Cotton chega até a se tornar um dos suspeitos pelos crimes no segundo filme, mas no final, após ponderar o certo a se fazer, o sujeito triunfa como o grande herói da sequência, dando cabo da vilã e salvando a mocinha que o denegriu. E para onde seguir com um personagem tão justo e valente? Para a morte, é claro! Afinal, o objetivo de Pânico é mostrar que nada e nem ninguém está jamais seguro. Assim, Cotton se torna a primeira vítima no terceiro longa da franquia.

3. Tatum (Rose McGowan)

Grande favorita de muitos fãs da franquia, Tatum é a melhor amiga da protagonista Sidney no filme original. No fundo, sua morte não chegou como surpresa para ninguém, afinal basta assistir a alguns filmes de terror para saber que a melhor amiga sempre morre. Desta forma, Tatum estava predestinada a encontrar um fim trágico. E ele acontece dentro de uma garagem, com a mocinha presa na porta pela passagem de cachorro, tendo sua bela cabecinha esmagada. Seja como for, Tatum é uma personagem original, atrevida, engraçadinha, espevitada, repleta de atitude e boas sacadas. Ela era também a irmã mais nova de Dewey, e não lhe mostrava qualquer respeito, nem mesmo pela farda que o sujeito exibia.

2. Randy (Jamie Kennedy)

Não tem para ninguém. A discussão sobre qual é a melhor personagem, Kirby ou Tatum, pode até existir. Mas quando se trata de Randy, qualquer fã da franquia sabe que não existe disputa. Até mesmo os realizadores originais, Wes Craven e Kevin Williamson, dizem ter se arrependido de eliminar o nerd especialista em filmes de terror logo no segundo filme. Randy chega até a aparecer no terceiro filme, mas é através de uma fita VHS que ele deixou gravada com dicas caso não sobrevivesse. Randy é definitivamente a falta mais sentida da franquia, uma presença que poderia adicionar muito caso ainda estivesse presente nos episódios mais novos do terror.

1. Casey (Drew Barrymore)

A primeira vítima a gente nunca esquece. E a loirinha Casey Becker teve a honra de ser a primeira a morrer logo no primeiro filme – dando espaço para uma série de vítimas famosas ao decorrer de quatro filmes. Bem, se formos ser mais literais a primeira vítima foi mesmo seu namorado, mas vocês entenderam. O lance por trás da morte de Casey é que sua intérprete Drew Barrymore era então o nome mais famoso do elenco, e seu chamariz. Ou seja, muitos desavisados acreditavam que este era um filme protagonizado por Barrymore – que escalava para o sucesso na época. E quando se depararam com sua morte logo na primeira cena, perceberam que tudo podia acontecer.

‘Strange Angel’: Trailer da série mistura ciência e ocultismo; Assista!

O primeiro trailer da série ‘Strange Angel‘ foi liberado pela CBS All Access, trazendo uma trama que mistura ciência e ocultismo.

Assista:

Jack Reynor, de ‘Transformers: A Era da Extinção‘, protagoniza a série.

O drama “explorará a dramática interseção entre o genial e a loucura, a ciência e a ficção, e será inspirada pela vida real de Jack Parsons”. O elenco ainda inclui Rupert FriendBella Heathcote,Zack Pearlman e Michael Gaston.

Strange Angel‘ estreará no dia 14 de junho.

10 Filmes sobre a ‘Síndrome do Ninho Vazio’

Completamente ligado a uma análise psicológica e ao fato de não saber lidar com as possibilidades de distância dos filhos, muitos pais sofrem com a conhecida ‘Síndrome do Ninho Vazio’. No mundo do cinema, algumas histórias nos mostram recortes desse contexto, levando muitas vezes personagens em jornadas de autodescobertas. Abaixo, para você que curte o assunto, separamos uma lista bem legal com 10 filmes:

 

O Mundo Segundo Garp

Na trama, conhecemos Jenny Fields (Glenn Close) uma enfermeira que resolve ter um filho sem se casar, nem ter compromissos com o pai da criança. Seu filho, se chama Garp (Robin Williams, na fase adulta), um observador, romântico, que adora praticar Wrestling, e que vive sua rotina em meia a estudos para se tornar um escritor e criando histórias que aparecem de alguma forma em sua frente. Ao longo de sua vida, aprende muitas coisas e assim acompanhamos suas tristezas, alegrias, amores e reflexões sobre uma vida intensa e repleta de história para contar.

 

Mãe e Muito Mais

Na trama, conhecemos as inseparáveis amigas Carol (Angela Bassett), Gillian (Patricia Arquette) e Helen (Felicity Huffman) que viveram a vida toda no interior de uma grande cidade e todas elas presenciaram a formação de cada um dos respectivos filhos delas. Quando em uma conversa argumentam sobre os porquês dos filhos não ligarem no dia das mães, impulsivamente resolvem ir atrás deles, que são amigos, e moram, cada um em sua casa, em Nova Iorque. A partir daí, casa uma delas tentará entender situações, melhorar relacionamentos e aparar problemas do passado pensando sempre em ter um futuro melhor no relacionamento mães e filhos.

 

Benzinho

Na trama, super elogiada pelos críticos não só no Brasil, conta a saga de Klaus (Otávio Müller) e Irene (Karine Teles), pai e mãe de quatro filhos que vivem a cada dia tendo que matar um leão para que a felicidade reine no lar deles. Os negócios de Klaus, que tem uma copiadora, e o trabalho de vendedora sem dinheiro fixo de Irene, não vão muito bem e associado a isso, a irmã de Irene, Sonia (Adriana Esteves) busca refúgio na casa deles após ser agredida pelo marido Alan (César Troncoso). Para completar as variações emocionais presentes nesse presente da família, o filho mais velho do casal Fernando (Konstantinos Sarris) é chamado para jogar handball profissionalmente na Alemanha, fato esse que mexe demais com Irene.

 

Dona Lurdes – O Filme

Na trama, inspirada na ótima personagem de uma novela de sucesso, conhecemos um novo despertar para vida de Dona Lurdes (Regina Casé) que após os filhos saírem de casa acaba encontrando um novo amor.

 

Pérola

Na trama, conhecemos Mauro, já adulto, que recebe uma notícia que o faz refletir sobre uma das pessoas mais importantes de sua vida, sua mãe, Pérola (Drica Moraes). Essa, uma mãe de família, esposa carinhosa, com dois filhos, moradora de Bauru, que tem uma personalidade forte mas nunca deixa de ser amável. Ao longo de alguns anos, onde, entre outras questões, vemos uma curiosa e demorada construção de uma piscina, vamos entendendo os grandes embates dessa família como tantas outras pelo Brasil, que brigam, fazem as pazes, buscam se entenderem nos conflitos mas nunca deixam de se amar.

 

Quando eu me Encontrar

Na trama, somos apresentados a uma curiosa história de uma jovem chamada Dayane que do dia pra noite resolve partir da vida que levava, abandonando mãe, irmã e o namorado de longa data. E exatamente esses três personagens e seus entendimentos sobre essa situação é quem viram os protagonistas. Assim, conhecemos Marluce, a mãe de Dayane, uma mãe esforçada, com dois empregos que está lutando contra a surpresa do abandono da filha. Mariana, é a irmã mais nova da jovem que sumiu, uma adolescente que passa a enfrentar algumas questões no colégio, no qual é bolsista. E por fim, Antonio, o apaixonado ex-namorado de Dayane que segue ladeira abaixo sem entender direito porque foi abandonado.

 

A Intrometida

Na trama, conhecemos a carinhosa Marnie Minervini (Susan Sarandon), uma mulher já na metade final de sua vida que recentemente perdeu seu companheiro de toda uma vida. Completamente sem rumo, resolve se mudar para mais próximo de sua filha Lori (Rose Byrne), em Los Angeles, na Califórnia. Expondo sua solidão de diversas e muitas vezes engraçadas maneiras, Marnie acaba invadindo a privacidade de sua filha a todo instante (fruto de uma carência do momento) e após um chega pra lá de Lori, Marnie embarca em uma jornada de descobertas onde irá conhecer pessoas que mudarão para sempre esse momento instável que vive.

 

Toni Erdman

Na trama, acompanhamos a árdua saga de Winfried Conradi (Peter Simonischek), um dedicado pai que muito se entristece com o distanciamento na relação com sua única filha Ines (Sandra Hüller), essa última, uma jovem em ascensão na empresa onde trabalha o que a transforma em uma Workholic sem limites. O problema é que Ines trabalha demais e pouco tempo de sua agenda é dedicada à sua família. Quando o cachorrinho de Winfried morre, ele decide encarar o desafio de ter mais atenção de sua filha e para isso, entre outras coisas, viaja para vê-la quando ela está a trabalho e desenvolve um personagem, um Alter ego de nome Toni Erdmann. Não é preciso nem dizer as inúmeras e hilárias que esses dois vão se meter ao longo desse complexo processo de melhoramento na relação pai e filha.

 

Blondi

Na trama, conhecemos Blondi (Dolores Fonzi), uma mulher imatura, perto dos 40 anos, que trabalha em uma empresa que produz uma espécie de Censo. Mãe desde os 15 anos do já adulto Mirko (Toto Rovito), preenche as lacunas do seu cotidiano indo de um lado para o outro com o filho e sendo amiga dos amigos dele. Quando algumas decisões de pessoas próximas a ela acontecem, Blondi começa a perceber que não tem como controlar os rumos da vida dos outros, fato que acaba também a fazendo passar por transformações na sua própria.

 

O Pai da Noiva

Comédia de enorme sucesso do início dos anos 90, O Pai da Noiva, dirigido por Charles Shyer nos mostra uma mulher que avisa aos pais que vai se casar fazendo com que principalmente o pai não aceite muito bem essa ideia.

Pânico | Relembre as 10 PIORES Mortes da Franquia

Pânico (2022), o quinto exemplar da franquia de terror iniciada em 1996 por Wes Craven e Kevin Williamson, está em cartaz nos cinemas brasileiros e pelo mundo causando grande comoção por parte dos fãs, e recebendo elogios da imprensa. O mais recente capítulo não conta com direção de Craven (falecido em 2015), sendo o primeiro comandado por outros cineastas, ou texto de Williamson; mas traz de volta o trio de protagonistas interpretados por Neve CampbellCourteney Cox e David Arquette, além de apresentar todo um novo elenco de nomes formados por Melissa BarreraJack Quaid e Dylan Minnette.

Para festejar este novo sucesso que é o quinto Pânico, abrindo com chave de ouro a temporada de lançamentos de 2022, resolvemos criar uma nova matéria focada na franquia de terror. Aqui iremos apontar as mortes mais fracas, desnecessárias ou que não causaram o impacto planejado nos quatro primeiros filmes da franquia – para ainda não darmos spoilers sobre quem morre e quem fica vivo no quinto filme. O que isso significa? Dizem que um filme de terror só causa efeito verdadeiramente quando nos importamos com os personagens e se conseguem sobreviver ou não ao desfecho do longa. E Pânico faz isso muito bem, criando personagens identificáveis que torcemos para sobreviver. Porém, conforme as continuações precisaram ficar maiores, mais assustadoras e sangrentas, o número de mortes também precisou aumentar e assim ganhamos aquelas cenas que parecem apenas “preencher tabela”. Confira abaixo e não esqueça de comentar.

10) Steve

Quem? Essa é a pergunta que você deve estar se fazendo agora. Mas saiba você, querido leitor, que o personagem Steve, interpretado pelo ator Kevin Patrick Walls é importantíssimo para a franquia Pânico, já que ele foi oficialmente a primeira morte a acontecer no filme original de 1996. Steve é o namorado de Casey Becker, papel de Drew Barrymore – creditada por todos como a primeira vítima do psicopata Ghostface. Casey é a primeira vítima famosa, graças à sua intérprete. Mas antes de morrer, enquanto participava do jogo sádico do assassino, a pobre moça precisa encarar o fato de que seu namorado está amarrado no jardim da casa, e saber que foi sua resposta errada sobre filmes de terror o que causou a morte dele, cujas entranhas foram colocadas para fora pelo maníaco. É um momento de grande tensão, e se você se pergunta agora porque esta morte está entre as piores, é somente por uma questão de lógica e construção de cena, pois não vemos o psicopata de fato o matando, mesmo que fosse impossível perder essa – ainda mais do ponto de vista da jovem.

09) Diretor Himbry

O diretor do colégio em que Sidney e os demais personagens adolescentes do Pânico original estudam é interpretado por um verdadeiro veterano. Henry Winkler ficou imortalizado na TV norte-americana por interpretar o personagem Arthur ‘Fonzie’ Fonzarelli, ainda em meados da década de 1970. O personagem foi um verdadeiro ícone da cultura pop, com sua jaqueta de couro, brilhantina no cabelo e jeito bem descolado. De fato, pode ter sido uma homenagem, mas seu personagem em Pânico também compartilha o mesmo primeiro nome, Arthur. Ao contrário do descolado da TV, Winkler interpreta um diretor linha dura, e sua participação especial é marcante, já que o sujeito é visto “descascando” em cima de dois engraçadinhos que se vestiram de Ghostface no colégio. Muitos apontam inclusive que sua reação foi exagerada e que jamais seria aceita nos padrões de hoje. O curioso é que Himbry não morreria originalmente, e sua cena de morte foi encomendada pelo produtor do filme, Harvey Weinstein, já que o longa estava com muito tempo entre mortes. Assim, para “animar” as coisas, Himbry se torna vítima do Ghostface, por mais sem sentido que isso possa parecer.

08) Hallie

No segundo filme, como dizem as regras das sequências, “tudo precisa ser maior”. Assim, seguindo a cartilha, temos mais mortes em Pânico 2, mais sustos e mais ação. Temos também mais personagens negros no segundo filme – já que no original contávamos com um total de zero mesmo. Talvez os produtores tenham ouvido a reclamação dos fãs já naquela época, em meados dos anos 90. Pena que quase todos os atores negros adicionados na trama, aparecem somente para ser descartados. O único que consegue sobreviver é o novo cameraman de Gale, Joel (Duane Martin), e isso porque o sujeito se manda quando os corpos começam a aparecer. Seja como for, esse é o destino cruel de Hallie, a nova melhor amiga de Sidney no filme, que é interpretada pela atriz negra Elise Neal. Muitos podem não saber, mas originalmente Hallie seria uma das assassinas de Pânico 2. O roteiro foi mudado e ela se tornou apenas “a melhor amiga”. Seria legal se Sidney tivesse uma BFF que sobrevivesse para variar e poderia ter sido Hallie. O pior de sua morte é saber que foi basicamente Sidney quem a causou, já que a moça queria ir embora e a protagonista decidiu voltar para o infame “descobrir a identidade do assassino”. Nunca dá certo.

07) Phil Stevens

Uma das sacadas por trás de Pânico 2 é que os assassinos agora estariam “copiando” as mortes do original, e para isso eles escolhiam suas vítimas de acordo com nomes iguais às do primeiro longa. Ou seja, as primeiras três vítimas (o casal no cinema e a personagem de Sarah Michelle Gellar) compartilhavam os nomes com Maureen (a mãe de Sidney), Casey e Steve – o casal que morre na abertura do primeiro Pânico. Tudo bem, o personagem de Omar Epps não se chama exatamente Steve, mas isso é mencionado pela investigação no filme – como sendo um nome próximo ao seu sobrenome. Enquanto a morte de sua namorada Maureen (Jada Pinkett Smith) foi uma das mais épicas e assustadoras da franquia – e que serviu para dar o tom no segundo filme -, a de Phil ocorreu no banheiro masculino e foi causada unicamente por sua curiosidade de colocar o ouvido para escutar o que estava acontecendo na cabine ao lado. É confiar demais na curiosidade alheia. Não bastasse, Ghostface ainda pega a jaqueta do sujeito para se “disfarçar” dele. A cena virou até sátira na comédia Todo Mundo em Pânico (2000).

06) Randy

A morte de Randy é boa e ruim ao mesmo tempo. É triste e impactante por ser um dos personagens mais queridos da franquia, e um que imaginávamos que não morreria tão cedo, justamente por conhecer a fundo todas as regras de filmes de terror. A proposta sem dúvida foi demonstrar que a partir deste as apostas aumentavam e todo mundo poderia morrer. Uma decisão que até mesmo os criadores Wes Craven e Kevin Williamson se arrependeriam depois. No lado negativo, enquanto brinca com alguns dos melhores e mais engraçados diálogos do filme, respondendo perguntas sobre filmes “assustadores” para o assassino – como Showgirls, que havia sido lançado dois anos antes -, Randy (Jamie Kennedy) é puxado para dentro da van de reportagem de Gale sem cerimônia em plena luz do dia. A cena pretendia mostrar também que nenhum lugar estava seguro, como por exemplo, um campus de universidade repleto de estudantes durante o dia. Soa exagerado e parece fazer homenagem ao slasher trash Massacre (Slumber Party Massacre, 1982) – que está sendo refilmado neste momento. Para piorar o tom quase de paródia, enquanto a van balança com o assassinato, um trio de adolescentes passa dançando rap – o ato é tão coordenado que parece que o trio é cumplice do assassino.

05) Kate

A tia de Sidney e mãe de Jill, Kate é interpretada pela veterana duas vezes indicada ao Oscar Mary McDonnell, cujo trabalho mais famoso é Dança com Lobos (1990). Sua participação não é das maiores no filme, e em algum momento podemos até pensar que Kate será esquecida pelo roteiro, como tantos personagens, e conseguirá escapar com vida do novo massacre. Porém, precisando de uma contagem de corpos maior, o quarto Pânico resolve não poupar ninguém, nem mesmo uma senhora de 60 anos. O curioso é a forma que os realizadores escolhem para “dar cabo” da personagem. Aparentemente, Kate e Sidney conseguem fugir do assassino, e Kate bloqueia a porta enquanto a sobrinha pede ajuda. Porém, as duas não contavam com “a astúcia” do psicopata, ou melhor, com o buraco para a entrada de cartas na porta. É por ali que Ghostface dá uma facada bem na nuca da mulher. Um momento verdadeiramente “sorvete na testa”. Pior é pensar que essa morte pode ter sido cometida pela própria filha da personagem.

04) Rebecca

Outra que figurou em Pânico 4, a atriz Alison Brie viveu Rebecca, a agente da carreira de Sidney, que neste episódio havia se tornado escritora. Rebecca é uma personagem não muito marcante, e meio que faz as vezes de Gale no primeiro filme, ou seja, é uma jovem mulher altamente ambiciosa, que se importa mais com números e menos com pessoas. Justamente por isso ganha um chega pra lá da verdadeira Gale, e não marca presença por muito tempo no enredo – fazendo muitos fãs da franquia não lembrarem muito bem dela. Rebecca parece ser mais uma destas vítimas que não adicionam muito, e estão lá só para aumentar os números. Ela é perseguida num estacionamento vazio, e recebe uma facada na barriga. O mais legal de sua morte é a “grande entrada” que realiza ao ser arremessada já morta do alto de um prédio, direto em um carro na frente de todo mundo para não deixar dúvida de que Ghostface estava de volta.

03) Tom Prinze

A melhor coisa de Pânico 3 é a sátira e a crítica que faz ao sistemão de Hollywood e dos grandes estúdios. O terceiro filme, por exemplo, fala sobre o “famoso teste do sofá”, que sempre existiu desde que o entretenimento surgiu, mas recentemente foi exposto com o movimento #metoo. Assim, personagens do filme, a maioria atores dentro do universo dos filmes “A Punhalada”, receberam nomes de atores reais, em ascensão ou que faziam sucesso na época. Angelina Jolie, por exemplo, é uma que ganhou referência dupla, nas personagens Jennifer Jolie e Angelina Tyler. Quem ganhou “homenagem” também foi Freddie Prinze Jr., veterano de Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado. Sua esposa na vida real, Sarah Michelle Gellar, foi uma das vítimas de Pânico 2, e o ator viu seu nome emprestado para Tom Prinze, papel de Matt Keeslar, um dos atores temperamentais e egocêntricos do longa. O destino do sujeito, no entanto, não é dos melhores, já que ele, assim como o personagem de Omar Epps, se deixou levar pela curiosidade e terminou explodido por um vazamento de gás ao ligar seu isqueiro. Isso que é morte mal cheirosa.

02) Steven Stone

Ainda no terceiro e mais fraco episódio da franquia Pânico, chegamos agora a um dos personagens que não é um ator no filme. Steven Stone, papel do grandalhão Patrick Warburton, é um dos melhores personagens do filme, que faz uma boa dupla e exibe química eficiente com sua contraparte, a personagem de Parker Posey, Jennifer Jolie. O sujeito é o guarda-costas pessoal da atriz, e a mima realizando todas as suas vontades, como pegá-la no colo quando ela está se sentindo triste. Entre ele e Dewey surge uma rivalidade, já que o ex-policial está namorando a atriz, que não por coincidência interpreta a ex de Dewey, Gale, no filme dentro do filme. Confuso demais? É a metalinguagem de Pânico fundindo sua mente. Seja como for, Dewey e Stone brigam principalmente pela melhor maneira de proteger Jennifer. E nessa, Stone sai perdendo, já que o assassino, usando um modulador de voz que imita Dewey (uma das novidades do terceiro, logo abandonada), esfaqueia o segurança. É difícil acreditar, porém, que um segurança treinado, e possuindo aquele porte, perderia uma luta para um diretor de cinema. Para arrematar, Stone ainda recebe pancadas de… UMA PANELA na cabeça – o que só contribui para o clima cartunesco do terceiro filme.

01) Angelina

Como citado, a musa Angelina Jolie ganha sua homenagem na franquia Pânico. A atriz ainda não possuía o status de hoje, e estava para se tornar a estrela que é, dando seus passos iniciais nessa caminhada. Uma das personagens que faz referência a ela é Angelina Tyler, atriz de “A Punhalada”, interpretada por Emily Mortimer, que também viria a se tornar uma atriz famosa. O que chama atenção em relação à personagem é que ganhamos diversas pistas ao longo do filme de que Angelina estaria envolvida com os crimes. Quando sua casa explode e Dewey pergunta onde ela estava, sua ausência soa bastante estratégica, e ela logo ganha olhares desconfiados. A dúvida sobre sua honestidade fica ainda mais por um fio quando Sidney a flagra pronta para usar a roupa de Ghostface e ataca-la no banheiro. Por alguma razão, a protagonista engole suas desculpas esfarrapadas ao invés de denunciá-la. No fim, a “morte” de Angelina é uma das mais desinteressantes porque realmente parece simulada. Se você também pensou isso durante o filme, saiba que está certo. Pois os realizadores e o próprio Craven confessaram que o terceiro contaria com dois assassinos, e que um deles era de fato Angelina. A emenda deixou tudo desconjuntado.