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‘Black Mirror’: Jodie Foster quer trabalhar na Netflix para sempre

A atriz Jodie Foster, que dirigiu o episódio “Arkangel”, da 4ª temporada de Black Mirror, deu uma entrevista ao Screen Crush, em que falou sobre a boa experiência que teve ao trabalhar com a Netflix, comparando com a direção de longas no cinema.

“Não há lugar como a Netflix. Posso trabalhar lá para sempre? É sério, não tem lugar como lá. Este tipo de liberdade, de respeito pelo artista, pela direção, pela visão do filme. Qualquer cineasta e criador que trabalhou lá pode dizer o mesmo. Ainda amo fazer filmes. Amo filmes que duram uma hora e meia e minha única frustração, como disse para a Netflix, era que precisava deste formato. Preciso deste formato de história curta, e agora que a Netflix está fazendo isso, porque ir para qualquer outro lugar?”

“Arkangel” foi dirigido por Jodie Foster e escrito por Charlie Brooker, o criador da série. O elenco conta com Rosemarie Dewitt, Brenna Harding e Owen Teague.

Leia a nossa Crítica | Black Mirror 4×02 – Arkangel

‘Star Wars’: Rian Johnson diz que revelação dos pais de Rey ainda “está em aberto”

Parece que ainda tem muita coisa para ser revelada nos próximos filmes da franquia ‘Star Wars’, de acordo com uma entrevista que o diretor Rian Johnson cedeu ao Huffington Post, em que mencionou que a questão sobre os pais de Rey ainda irá retornar no Episódio IX.

“Qualquer coisa ainda está em aberto por agora, e eu não estou escrevendo o próximo filme. J.J. Abrams e Chris Terrio estão fazendo isso. Em todos esses filmes, o discurso de Obi-Wan sobre certos pontos de vista sempre se aplica, então acho que você precisa sempre pensar sobre o contexto de como a informação é dada. Mas, para mim, dramaticamente falando, é por isso que essa revelação naquele momento do filme faz tanto sentido”

Participamos da première mundial e conversamos com Daisy Ridley, Mark Hamill, Benicio Del Toro e John Boyega.

Assista:

‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ está atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros. O longa já alcançou US$ 1 bilhão na bilheteria mundial.

Crítica em Vídeo | Black Mirror – 4ª Temporada

O editor-chefe Renato Marafon traz a crítica em vídeo da 4ª temporada de Black Mirror’. Os seis novos episódios já estão disponíveis.

Assista:

Confira a crítica EM TEXTO:

Crítica | Black Mirror – 4ª Temporada apresenta desgaste

Black Mirror foi criada por Charlie Brooker e exibida pelo canal britânico Channel 4 por duas temporadas. A Netflix comprou o programa e produziu a elogiada terceira temporada ano passado.

‘It: A Coisa’: Suposta foto da cena em que Pennywise devora um bebê

Um usuário no Reddit divulgou uma foto que supostamente é da cena que mostra o Pennywise devorando um bebê em ‘It – A Coisa‘.

A imagem bate com a descrição revelada pelo ator Bill Skarsgård, que afirmou que a entidade estava com uma forma mais humanoide em tal cena.

Confira, com a descrição:

“Filmamos a cena que se passava em 1600 e era um flashback, antes do Pennywise se tornar o Pennywise. A cena ficou muito perturbadora. Eu ainda não era o palhaço dançarino. Acredito que eles vão explorar essa cena no segundo filme. Ela mostrava que a entidade A Coisa estava adormecida há milhares e milhares de anos”, afirmou Bill Skarsgård

Alguns detalhes vazados na internet revelam que a cena seria forte demais para ir aos cinemas, e traria Pennywise se alimentando de um bebê.

Confira o trecho do roteiro.

” – ABIGAIL: Por favor, Demônio… nos deixe. Deixe nossas crianças em paz.

PENNYWISE surge nu, com sua pele clara, pálida e translúcida, em uma imitação meio formada de um humano, abre sua boca cheia de dentes afiados, pingando com saliva. Cada vez que a luz atinge o rosto dele – É diferente. Um homem. Uma mulher. Uma fera. Um monstro.

PENNYWISE: Você me confundiu, mulher. Não sou um mero diabo, eu sou o Comedor dos Mundos.

ABIGAIL: Mas meu filho, não meu filho … Ele é inocente …

PENNYWISE: Isso é você quem diz.

O bebê grita. Pennywise sorri.

PENNYWISE: Se você me der o seu bebê, deixarei em paz o teu marido e o resto dos teus filhos, e todos os selvagens que te trouxeram aqui. E quando você apodrecer na terra, eu vou escolher os seus ossos secos até que a carne seja deixada a escolher. E então procurarei os teus ossos e consumirei tua alma até que não sobre nem ervas daninhas!

Abigail olha para o bebê novamente. Ela está tremendo, não quer deixar ir. Atrás dela, a porta abre.  

Ela se afasta do bebê. A câmera vai se afastando e perdendo o foco.  Pennywise se rasteja para o bebê e começa a devorá-lo. Ouvimos gritos e vemos o desespero de Abigail. 

Corta a cena.”

 

[SPOILER] ‘It – A Coisa’ | Conheça o destino dos personagens na fase adulta 

Saiba quais são as cenas que estarão no Blu-ray:

Georgie pega o barco (cena de abertura engraçadinha): Quando Georgie pega o barco na abertura, ele sai andando dizendo: “Te vejo mais tarde” para um Pennywise frustrado por não conseguir consumir seu plano.

O pai de Stanley o corrige (cena estendida): Stanley está lendo hebraico em voz alta dentro de uma sinagoga, até que seu pai surge para corrigir sua pronúncia do idioma.

Jantar da família Denbrough: Bill se senta à mesa de jantar, enquanto seu pai está lendo uma revista e sua mãe lavando a louça. Bill começa a falar sobre os planos para a viagem anual da família, mas sua mãe deixa o cômodo chateada. Seu pai então explica que Georgie esperava ansiosamente pelas férias.

O pai de Bill olha dentro do porão: Depois do encontro entre Bill e Pennywise no porão, o garoto corre em direção ao seu pai para proteção. Ele decide dar uma olhadinha dentro do local, mas por não encontra nada pede para que o filho vá dormir. Enquanto isso, Henry tenta sair de casa escondido e entra em um carro com Victor e Belch. Eles acabam vendo o Mike passar com sua bicicleta.

Do lado de fora da casa Neibolt: Mike, Beverly, Ben e Stanley estão do lado de fora da casa, enquanto Bill, Eddie e Richie estão do lado de dentro. Stanley comenta que não pode entrar e Mike o conforta. Ben coloca sua mão no ombro de Beverly.

Evacuando a casa Neibolt (cena estendida): Apenas uma versão mais longa do Clube dos Perdedores deixando a casa e correndo com suas bicicletas.

Discurso no Bar Mitzvah de Stanley: Enquanto Stanley faz um discurso sobre indiferença, uma pequena montagem mostra o que as demais crianças estão aprontando. O garoto causa uma cena e se exalta, enquanto Richie o aplaude.

Eddie na farmácia Keene (cena estendida): Uma versão mais longa da cena em que Eddie conversa com a garota que o chamou de perdedor.

Henry e os valentões aguardam do lado de fora (cena estendida): Conforme o Clube dos Perdedores segue para a casa Neibolt, Henry está sentado em seu carro com o rosto coberto por sangue. Belch e Victor já estão mortos, com suas gargantas cortadas.

Os perdedores encontram o walkie talkie de Georgie: Logo após Henry atacar Mike, Bill pega o walkie talkie de Georgie de cima do poço.

As férias da família Denbrough: Após se despedir de Bervely no final do filme, Bill e sua família se preparam para sair em viagem, conforme ele já havia comentado na outra cena deletada. À medida que o carro se afasta, a câmera se direciona para o bueiro por onde Georgie foi levado. A chuva começa a cair no asfalto, dando a sensação de continuidade.

‘Slender Man’: Pai da assassina está indignado com o terror sobre o caso

Após o maravilhoso documentário da HBO, o conto do Homem Esguio (Slender Man) será adaptado para os cinemas, mas ele não está sendo visto com bons olhos por uma pessoa em particular.

Em 2014, Morgan Geyser e Anissa Weier esfaquearam Payton Leutner 19 vezes com uma faca da cozinha no bosque, alegando que o “sacrifício” foi um tentativa de agradar o Slender Man, criatura fictícia que surgiu em um fórum de discussão em 2009 e passou a estrelar games e histórias de terror.

Bill Weier, pai de Anissa Weier – uma das assassinas – está indignado com a produção.

Segundo ele, a dramatização do ocorrido ajuda a dar popularidade a uma tragédia:

“É um absurdo o fato de eles quererem desenvolver um filme desse tipo. Isso só populariza uma tragédia. É claro que não me surpreende, mas não posso deixar de me indignar, é extremamente de mau gosto. Essa produção apenas prolonga ainda mais o sofrimento que essas três famílias envolvidas estão enfrentando”.

Assista ao trailer do terror:

As protagonistas são as jovens Joey King, de ‘Invocação do Mal‘, e Annalise Basso, de Ouija: Origem do Mal. Além delas, estão confirmados Jaz Sinclair (‘When The Bough Breaks’) e Talitha Bateman (‘Annabelle 2’).

A Screen Gems é responsável por grandes filmes de terror, como ‘O Exorcismo de Emily Rose‘, ‘O Albergue‘, ‘Anjos da Noite‘ e ‘Resident Evil‘.

O pouco conhecido David Byrke escreveu o roteiro.

A estreia de Slender Man: Pesadelo Sem Rosto’ no Brasil foi marcada para 17 de Maio de 2018.

 

Darren Aronofsky não quer voltar a trabalhar tão cedo após ‘Mãe!’

Após a polêmica que ‘Mãe!’, o novo filme de Darren Aronofskycausou em 2017 e o desgaste físico e psicológico com seu lançamento, que foi adiantado em um mês por ordem do estúdio, para que o filme pudesse estar no Festival de Veneza, o diretor alegou que está esgotado da experiência.

Em uma entrevista ao Indie Wire, Aronofsky disse que lançar ‘Mãe!’ foi estressante e que só quer descansar agora e colocar suas séries em dia.

“Todos os dias do mês de agosto tinham vinte horas para mim, literalmente sete dias por semana durante cinco semanas. Esse foi meu mês. Tive um ou dois dias de folga e no meio disso tive que arrumar meu terno pra ir a Veneza. Foi insano! Não quero fazer nada agora. Só quero relaxar e deixar a poeira abaixar. Estou um pouco traumatizado com tudo isso e só quero relaxar e assistir a terceira temporada de Rick and Morty e a sétima de Game of Thrones

Enquanto Aronofsky descansa, ‘Mãe!’ teve um orçamento de US$ 30 milhões e arrecadou US$ 44,5 milhões nas bilheterias.

‘Robin Hood’: Herói e vilão surgem em novas imagens da aventura; Confira!

O jovem Taron Egerton foi revelado ao mundo pelo ótimoKingsman: Serviço Secreto (2015), uma brincadeira com o mundo dos espiões. Agora, o ator está de volta para dar vida a um clássico personagem, que no cinema já teve muitos intérpretes (como Kevin Costner e Russell Crowe), em Robin Hood’.

Agora, a Lionsgate divulgou duas novas imagens da aventura, mostrando Taron Egerton em ação e o vilão, vivido pelo ator Ben Mendelsohn. Confira:

O filme é uma produção da Lionsgate, e no Brasil será lançado pela Paris Filmes.

O longa traz ainda no elenco Jamie Dornan, o Christian Grey de Cinquenta Tons de Cinza; Ben Mendelsohn, o diretor Orson Krennic de Rogue One; e o vencedor do Oscar Jamie Foxx (Ray). A direção é de Otto Bathurst (de séries como Black Mirror e Peaky Blinders), estreando em longas para o cinema.

A estreia de Robin Hood: Origins’ ocorre no dia 20 de setembro de 2018 no Brasil.

‘Devilman Crybaby’: Os demônios estão na Terra em teasers do anime da Netflix

Netflix liberou mais um teaser de seu novo anime ‘Devilman Crybaby’, que terá dez episódios e será dirigida por Masaaki Yuasa, que fez o anime ‘Ping Pong’.
Assista:

O mangá de Devilman foi criado por Go Nagai em 1972. Na trama do anime, segue um protagonista que descobre que os demônios estão retornando e novamente tentarão tomar o controle da terra. Sabendo que as pessoas não teriam chance, ele faz um pacto e se torna o Devilman, uma espécie de criatura com a bondade humana, mas com o poder dos demônios.

‘Devilman Crybaby’ fica disponível à partir de 5 de janeiro de 2018 na Netflix.

‘O Poderoso Chefinho’ ganha divertido trailer honesto; Assista!

O divertido canal do Youtube, ScreenJunkies, divulgou seu mais recente trailer honesto e a vítima da vez foi a animação ‘O Poderoso Chefinho‘.

Confira:

O primeiro filme foi lançado em Abril e arrecadou ótimos US$ 470 milhões mundialmente.

O Poderoso Chefinho é uma história universal hilária sobre como a chegada de um novo bebê impacta a família, contada do ponto de vista de um narrador deliciosamente confiável, Tim, um garoto de 7 anos com uma imaginação vívida. O bebê que usa terno e carrega uma maleta misteriosa precisa impedir que um inescrupuloso CEO acabe com o amor no mundo. A missão é salvar os pais, impedir a catástrofe e provar que o mais intenso dos sentimentos é uma poderosa força.

O elenco de vozes conta com Alec Baldwin, Steve Buscemi, Jimmy Kimmel, Lisa Kudrow, Patton Oswalt, Miles Bakshi.

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Oscar 2018 | COADJUVANTES – Nossos palpites para os indicados

Geralmente meus palpites para os indicados ao Oscar saem com muito mais antecedência. Em anos recentes, consegui inclusive soltar uma matéria como esta faltando quatro meses para o anúncio dos indicados. Seja como for, tudo ainda não passa de especulação guiada pelo burburinho e o disse me disse de avaliações da imprensa especializada, e algumas premiações menores, que podem influenciar os membros votantes da Academia. A vantagem de uma previsão mais próxima ao anúncio – ainda faltando um pouco mais de um mês – é que erra-se menos.

Na nossa segunda parada, os convido para vislumbrar as atrizes e atores coadjuvantes que vem despertando falatório de possíveis indicações, enaltecidas pela crítica e fazendo florescer paixões por seus trabalhos em festivais. Nesta segunda olhada iremos considerar as possíveis indicações para Melhor Atriz e Ator Coadjuvantes. Vem com a gente e prepare seu caderninho.

A disputa por indicações ao maior prêmio do cinema realmente funciona como uma competição esportiva. Existem os favoritos, os azarões e as reviravoltas. Por isso, é muito bom ver como esta mesa vai sendo mexida de tempos em tempos até o dia da divulgação dos indicados. A cada mês, ou até mesmo quinzenalmente, as apostas vão mudando, de novembro, dezembro e janeiro. Eleições de prêmios da crítica de cidades como Nova York e Los Angeles, divulgadas recentemente, com certeza ajudam, influenciam, e fazem olhar de forma diferente para certos candidatos. Como, por exemplo, a atriz Tiffany Haddish, eleita como coadjuvante do ano na comédia Viagem das Garotas, pelos críticos de NY. O filme, uma comédia escrachada sobre quatro mulheres sem pudores, foi elogiado pela imprensa e pode vir a se tornar o Missão Madrinha de Casamento (2011) deste ano. Lembrando que pelo filme citado, a humorista Melissa McCarthy recebeu sua indicação ao prêmio da Academia. Com isso em mente, começaremos logo com as atrizes coadjuvantes.

Atriz Coadjuvante:

Assim como na categoria de atriz principal, existem algumas favoritas nesta categoria de coadjuvantes. Duas que despontam na liderança são Allison Janney e Laurie Metcalf.

Janney está uma força da natureza como a incorreta e abusiva mãe da protagonista Margot Robbie em I, Tonya – filme que é um preferido pessoal deste que vos fala, desde que tive a oportunidade de conferi-lo no Festival de Toronto este ano. Metcalf também vive a mãe da protagonista em seu respectivo filme, esta porém, mais compreensiva e sã, no drama jovial de amadurecimento Lady Bird: A Hora de Voar, filme que marca a estreia na direção da atriz Greta Gerwig e vem arrancando todos os elogios possíveis e imagináveis – então, naturalmente encontrará lugar no Oscar também.

Após a polêmica envolvendo o Oscar So White de 2016, uma premiação mais inclusiva ocorreu este ano, com as vitórias de Viola Davis (Um Limite Entre Nós), Mahershala Ali (Moonlight) e a escolha de melhor filme para Moonlight: Sob a Luz do Luar, que desbancou o favorito La La Land: Cantando Estações, mesmo após sua vitória momentânea. Alguns afirmam que a vitória precisa ser por merecimento, e não apenas pelo fator politicamente correto. Concordo. Mas a questão é, não existem realmente tantas ofertas para atores negros, ainda mais como protagonistas. Veja o caso da talentosíssima Lupita Nyong´o, que mesmo após a vitória no maior prêmio do cinema, ainda encontra dificuldade de trabalho e só voltará aos holofotes agora, com Pantera Negra, cinco anos após sua vitória.

O fato é, esta questão importa, e muito. E pode entrar em jogo novamente este ano. Na categoria principal não temos muita opção para atrizes negras, ou minoritárias. Então, a Academia pode fazer por onde aqui, na categoria de coadjuvante. Nela, as possibilidades são, além da citada Tiffany Haddish, Octavia Spencer e Mary J. Blidge.

Spencer, ao lado de Viola Davis, tem se tornado sinônimo de representatividade em premiações e uma favorita dos votantes da Academia. Ela já tem seu Oscar por Histórias Cruzadas (2012) e ano passado foi indicada novamente por Estrelas Além do Tempo. Este ano, pode estar na disputa novamente devido ao trabalho na fantasia melancólica de Guillermo del Toro, A Forma da Água.

Mesmo sem ter visto, acho mais interessante uma lembrança para Mary J. Blidge, cantora de R&B e atriz, cuja atuação em Mudbound, drama racial fervoroso, vem sendo enaltecida pelos especialistas. A Academia adora transformações físicas e basta apenas uma olhada em Blidge no filme para perceber o quanto a atriz se distanciou de sua persona glamourosa da vida real. O único problema é o fato desta ser uma produção da Netflix, ainda vista com maus olhos pelos membros votantes. Até mesmo no Brasil, um acordo feito com uma distribuidora nacional promete o filme nos cinemas antes de cair na plataforma (nos EUA já foi lançado em streaming).

Fechando o grupo principal das atrizes mais mencionadas no momento para a categoria temos Melissa Leo, Kristin Scott Thomas e Tatiana Maslany.

Melissa Leo, que já foi muito criticada quando levou o Oscar de coadjuvante por O Vencedor (2011) – a atriz bancou sua própria campanha do bolso, pagando por anúncios em revistas e outdoors quando o estúdio não fez – entra no páreo por Novitiate, drama no qual interpreta uma freira. Scott Thomas vem recebendo elogios por O Destino de uma Nação, filme que traz o possível vencedor de melhor ator do ano, Gary Oldman, na pele do Primeiro Ministro Britânico Winston Churchill, durante a Segunda Guerra Mundial. Thomas vive a mulher do político, Clementine. Já Tatiana Maslany, mais conhecida por interpretar diversas clones na série Orphan Black, faz a transição para o cinema com os dois pés direitos e pode abocanhar logo uma indicação por seu trabalho em O que te Faz Mais Forte, no qual interpreta a companheira do personagem de Jake Gyllenhaal (igualmente um suposto indicado), durante o trágico atentado na maratona de Boston em 2013.

Embora não esteja lá em cima com as outras citadas, neste momento ao menos, Michelle Pfeiffer é uma favorita pessoal. A atriz teve um grande ano, recheado de atuações memoráveis, como a Sra. Hubbard da nova versão de Assassinato no Expresso do Oriente. Mas caso venha a ser lembrada, e esperamos que sim, será por seu desempenho como a personagem chamada simplesmente de Mulher, no intrigante mãe!, de Darren Aronofsky. Aqui, minha torcida por uma indicação para a atriz.

Ator Coadjuvante:

Na categoria de ator o mesmo ocorre, e dois nomes despontam na liderança neste atual momento: Willem Dafoe e Sam Rockwell.

Dafoe é o favorito, tendo levado os prêmios da crítica tanto de NY quanto de LA. O ator, que já tem duas indicações ao Oscar (Platoon, de 1987, e A Sombra do Vampiro, de 2001), interpreta o síndico de um conjunto habitacional, que faz amizade com uma encantadora menininha, em Projeto Flórida. Rockwell, por outro lado, ainda não tem uma indicação, que pode ser remediada por sua performance em Três Anúncios para um Crime, comédia dramática a qual muitos apontam como digna de levar o prêmio de melhor filme. Rockwell interpreta o pacato policial de uma cidadezinha, virada do avesso por uma mãe em busca de justiça pelo assassinato de sua filha.

Outro filme com toda a pompa de sair vitorioso na próxima edição do Oscar é Me Chame Pelo Seu Nome, drama gay sobre a descoberta do primeiro amor. Ao contrário de Moonlight, vencedor do ano passado, este filme aborda a vida de pessoas privilegiadas, de férias e curtindo a vida no norte da Itália durante a década de 1980. Neste cenário, Me Chame Pelo Seu Nome fez os críticos mundiais se derreterem em elogios, e vê uma disputa interna pela indicação de um de seus coadjuvantes, ou quem sabe dos dois (já que o protagonista Timothée Chalamet está praticamente garantido na categoria principal). O ótimo Michael Stuhlbarg vive o pai do rapaz no filme, e na última cena entrega um monólogo que tem feito a plateia se debulhar em lágrimas, aonde quer que o filme seja exibido. Este momento pode ser o seu clipe do Oscar e lhe garante uma passagem talvez mais certa ao prêmio. Por outro lado, o jovem Armie Hammer, que no filme interpreta o objeto de afeto do protagonista, nunca esteve tão bem e entrega o desempenho de sua carreira. Está duro. E isso foi o que ele disse ao pêssego.

No entanto, o fator inclusão também se faz presente aqui, é claro, afinal vocês viram algum ator não caucasiano na categoria até o momento? Sorte que o jovem Jason Mitchell entrega um desempenho de salvar o couro de Hollywood em Mudbound, o filme mencionado acima. Sua entrada entre os cinco indicados é quase certa, e segundo muitos, será merecidíssimo. Fechando o grupo principal, outro que vem sendo muito lembrado por veículos do meio, é Ben Mendelsohn, ator australiano, dono de uma sólida atuação em O Destino de uma Nação, no qual interpreta o Rei George VI, o mesmo de O Discurso do Rei (2010), pós-gagueira.

É claro que neste tempo restante até o anúncio das indicações em janeiro, muita água pode rolar. Atores favoritos agora podem perder momento, e outros não tão mencionados podem ganhar força e correr por fora. Então, nada mais justo do que apresentar abaixo todas as possibilidades. Confira.

Atriz Coadjuvante:

Holly HunterDoentes de Amor
Hong Chau – Pequena Grande Vida
Bria Vinaite – Projeto Flórida
Catherine Keener – Corra!
Andrea Riseborough – A Guerra dos Sexos
Kristen Wiig – Pequena Grande Vida
Penélope Cruz – Assassinato no Expresso do Oriente
Carey Mulligan – Mudbound
Brooklynn Prince – Projeto Flórida
Millicent Simmonds – Sem Fôlego
Julianne Moore – Sem Fôlego
Keala Settle – O Rei do Show
Michelle Williams –O Rei do Show
Zendaya – O Rei do Show
Rebecca Ferguson – O Rei do Show
Kirsten Dunst – O Estranho que Nós Amamos
Elle Fanning – O Estranho que Nós Amamos
Nicole Kidman – O Sacrifício do Cervo Sagrado
Alison Brie – The Post: A Guerra Secreta
Sarah Paulson – The Post: A Guerra Secreta
Carrie Coon – The Post: A Guerra Secreta
Hannah Murray – Detroit em Rebelião
Margot Robbie – Goodbye Christopher Robin
Bérénice Bejo – O Formidável
Lesley Manville – Trama Fantasma
Julia Roberts – Extraordinário
Julianne Moore – Suburbicon: Bem-vindos ao Paraíso
Juno Temple – Roda Gigante
Lois Smith – Marjorie Prime
Elizabeth Marvel – Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe
Kate Hudson – Marshall
Riley Keough – Logan Lucky: Roubo em Família
Tilda Swinton – Okja
Carrie Fisher – Star Wars: Os Últimos Jedi
Emma Thompson – A Bela e a Fera
Cathy Moriarthy – Patti Cake$
Rosamund Pike – Hostiles
Zosia Mamet – Under the Silver Lake
Amy Schumer – Thank You for Your Service

Ator Coadjuvante:

Woody HarrelsonTrês Anúncios para um Crime
Patrick Stewart – Logan
Ed Harris – mãe!
Tom Hardy – Dunkirk
Kenneth Branagh – Dunkirk
Mark Rylance – Dunkirk
Steve Carell – A Melhor Escolha
Laurence Fishburne – A Melhor Escolha
Bryan Cranston – A Melhor Escolha
Barry Keoghan – O Sacrifício do Cervo Sagrado
Will Poulter – Detroit em Rebelião
Richard Graham – Trama Fantasma
Harrison Ford – Blade Runner 2049
Colin Farrell – O Estranho que Nós Amamos
Christoph Waltz – Pequena Grande Vida
Tracy Letts – Lady Bird: A Hora de Voar
Idris Elba – A Grande Jogada
Zac Efron – O Rei do Show
Ray Romano – Doentes de Amor
Dustin Hoffman – Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe
Kevin Costner – A Grande Jogada
Ali Fazal – Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha
Richard Jenkins – A Forma da Água
Michael Shannon – A Forma da Água
Garrett Hedlund – Mudbound
Woody HarrelsonCastelo de Vidro
Kevin Kline – A Bela e a Fera
John Lithgow – Beatriz at Dinner
Ethan Hawke – Maudie
Paul Dano – Okja
Daniel Craig – Logan Lucky: Roubo em Família
Owen Wilson – Extraordinário
Mark Wahlberg – All the Money in the World
Steve Carell – A Guerra os Sexos
Colin Farrell – Roman J. Israel, Esq.
Ben Stiller – Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe
Gil Birmingham – Terra Selvagem
Tom Hollander – Uma Razão para Viver
Michael Stuhlbarg – The Post: A Guerra Secreta
Sterling K. Brown – Marshall
Sam Claflin – My Cousin Rachel
Topher Grace – Under the Silver Lake
Ronald Pickup – O Destino de uma Nação
Chris Pine – Mulher Maravilha
Charlie Plummer – All the Money in the World
Justin Timberlake – Roda Gigante
Jean-Louis Tringnant – Happy End
Mark Hamill – Star Wars: Os Últimos Jedi
Bob Odenkirk – The Post: A Guerra Secreta

Jumanji: Bem-Vindo à Selva

(Jumanji: Welcome to the Jungle)

 

Dwayne Johnson – Dr. Smolder Bravestone
Karen Gillan – Ruby Roundhouse
Kevin Hart – Moose Finbar
Nick Jonas
Jack Black

Direção: Jake Kasdan

Gênero: Ação, Aventura, Comédia

Duração: — min.

Distribuidora: Sony Pictures

Orçamento: US$ 100 milhões

Estreia: 4 de Janeiro de 2018

Sinopse:

Nessa nova aventura estrelada por Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan, quatro amigos inesperados são sugados para dentro do perigoso mundo de Jumanji e são transformados nos avatares que escolheram no jogo. Eles terão que enfrentar a aventura mais perigosa de suas vidas, ou ficarão presos em Jumanji para sempre.

Crítica | Jumanji: Bem-Vindo à Selva – Uma grata surpresa e uma aventura deliciosa (Nota: 8.0)

Entrevistas:

Crítica em Vídeo:

Curiosidades:

» Jake Kasdan, das comédias ‘Sex Tape – Perdido na Nuvem‘ e ‘Professora Sem Classe‘, foi o escolhido pela Sony Pictures para comandar a produção. Joe Johnston (‘Capitão América: O Primeiro Vingador’) dirigiu o filme original, que foi lançado nos EUA em Dezembro de 1995.

» Dwayne Johnson estrela como o “O Fumegante Dr. Bravestone”, ao lado de Jack Black (‘Escola de Rock’), Nick Jonas (Scream Queens), Kevin Hart (‘Um Espião e Meio’) e Karen Gillian (‘Guardiões da Galáxia’).

 

Trailer:

Cartazes:

 

 

 

Fotos:

 

 

Viva: A Vida é uma Festa

(Coco)

 

Elenco:

Gael García Bernal, Benjamin Bratt, Renee Victor

Direção: Lee Unkrich e Adrian Molina

Gênero: Animação

Duração: 109 min.

Distribuidora: Walt Disney/Pixar

Orçamento: US$ 130 milhões

Estreia: 4 de Janeiro de 2018

Sinopse: 

Apesar de a música ter sido banida há gerações em sua família, Miguel (voz do novato Anthony Gonzalez) sonha em se tornar um grande músico como seu ídolo, Ernesto de la Cruz (voz de Benjamin Bratt). Desesperado para provar o seu talento, Miguel se vê na deslumbrante e pitoresco Mundo dos Mortos seguindo uma misteriosa sequência de eventos. Ao longo do caminho ele conhece o trapaceiro encantador Hector (voz de Gael García Bernal), e juntos eles partem em uma jornada extraordinária para descobrir a verdade por trás da história da família de Miguel.

Crítica | Viva: A Vida é Uma Festa – Animação é cativante, deslumbrante e mexicana (Nota: 10.0)

Curiosidades: 

» A Disney pediu um aumento na divisão da receita nas bilheterias do Brasil, e o filme acabou sendo lançado em menos salas.

» A direção é de Lee Unkrich, vencedor do Oscar por Toy Story 3.

Trailer:

Cartazes: 

 

Fotos: 

‘Ash vs. Evil Dead’: Terceira temporada ganha novo trailer; Assista!

A terceira temporada da sérieAsh vs. Evil Dead‘ ganhou um novo trailer.

Confira:

Exibida pela emissora norte-americana STARZ – além de ter sua primeira temporada na Netflix -, a série retorna em 25 de fevereiro com um novo membro no elenco.

A atriz Adrielle Carver-O’Neill ingressa à trama como Brandy, a filha adolescente que Ash jamais conheceu.

Lucy Lawless, a eterna Xena, em foto da série baseada em ‘A Morte do Demônio’ 

Em ‘Ash vs. Evil Dead’, depois de caçar monstros com sua motosserra e evitar responsabilidade, maturidade e todos os horrores de Evil Dead, Ash (Bruce Campbell) retorna aos velhos hábitos e é forçado a enfrentar seus demônios – tanto pessoais quanto literais – quando uma praga ameaça a humanidade.

Bruce Campbell detalha a série baseada em ‘A Morte do Demônio’ .

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120 Batimentos Por Minuto

(120 battements par minute)

Elenco: 

Nahuel Pérez Biscayart

Arnaud Valois

Adèle Haenel

Direção: Robin Campillo

Gênero: Drama

Duração: 144 min.

Distribuidora: Imovision

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 11 de Janeiro de 2018

Sinopse: 

No início dos anos de 1990, na França, um grupo ativista Act Up está intensificando seus esforços para que a sociedade reconheça a importância da prevenção e do tratamento em relação a Aids.

Crítica | 120 Batimentos por Minuto – franceses lutam contra a AIDS em drama gay (Nota: 8.0)

Curiosidades: 

» Exibido no Festival do Rio 2017;

» Estreou mundialmente no Festival de Cannes 2017, onde levou quatro prêmios incluindo o Grande Prêmio;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

The Square – A Arte da Discórdia

(The Square)

 

Claes Bang
Elisabeth Moss
Dominic West

Direção: Ruben Östlund

Gênero: Comédia Dramática

Duração: 142 min.

Distribuidora: Pandora Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 4 de Janeiro de 2018

Sinopse:

Christian é um respeitado curador de arte que tenta desesperadamente atrair mais visitantes ao museu que dirige em Estocolmo. Quando seu celular é roubado, ele perde o controle de sua vida, afetando todos a seu redor e provocando consequências inesperadas.

Crítica | The Square: A Arte da Discórdia – O candidato sueco ao Oscar é um filme essencial para o Brasil de hoje (Nota: 10.0)

Curiosidades:

» Grande vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2017

 

Trailer:

Cartazes:


Fotos:

 

 

Cate Blanchett será a presidente do júri do Festival de Cannes de 2018

Cate Blanchett foi anunciada como a presidente do júri no 71º Festival de Cannes, que acontece entre 8 e 19 de maio. Trata-se da 12ª mulher a presidiar o juri, que teve Pedro Almodóvar como presidente no último ano.

Vencedora de dois Oscars, a atriz comemorou o convite.

“Estou honrada em ter o privilégio e a responsabilidade de presidir o júri. Este festival representa um papel fundamental na celebração do cinema”, afirmou.

No último ano, a atriz e jurada Jessica Chastain fez duras críticas às produções que participaram do evento, na coletiva de encerramento da premiação.

Após a entrega das estatuetas aos vencedores, ela chamou a atenção para a forma como as mulheres foram retratadas nos filmes exibidos no festival.

Chamando a perspectiva de “bem perturbadora”, ela pontuou seu argumento, dizendo que espera assistir histórias produzidas por mulheres e que revelem exemplos inspiradores que façam parte da sua própria rotina.

“Eu realmente creio que se você tem uma narrativa feminina, você também tem personagens femininas mais autênticas. Esta é a primeira vez que eu assisti 20 filmes em 10 dias e eu amo o cinema. E uma lição que eu definitivamente tirei dessa experiência e como o mundo vê as mulheres a partir das personagens femininas que eu vi representadas. Foi bem perturbador para mim, para ser honesta. Eu também creio que quando incluirmos mais mulheres que contam histórias, nós teremos mais daquelas mulheres que eu me identifico na minha vida, no meu dia-a-dia. Aquelas que são pró ativas, têm suas próprias empresas, não apenas reagem aos homens ao seu redor. Elas tem seu próprio ponto de vista”.

 

‘O Rei do Show’: Keala Settle canta ‘This is Me’ em ensaio incrível; Assista!

A 20th Century Fox divulgou um belíssimo vídeo que traz a atriz Keala Settle cantando ‘This is Me’, do musical ‘O Rei do Show‘, em um ensaio poderoso.

Confira o emocionante material:

Crítica | O Rei do Show – musical grandioso ganha pela energia 

O Rei do Show’ é uma das grandes promessas ao Oscar 2018 e logo mais no início do ano as audiências ao redor do mundo terão a oportunidade de descobrir a fascinante história de P.T. Barnum.

E para o elenco, desfrutar do filme nos cinemas será uma experiência imersiva. Convidando os apaixonados por musicais para conferir a produção em breve, Hugh Jackman, Rebecca Ferguson e Zac Efron conversaram com o CinemaBlend, salientando o nível de celebração que o filme carrega.

Segundo Jackman:

“‘O Rei do Show’ diz respeito a apresentar não apenas um grandioso show, mas uma suntuosa celebração da vida e da humanidade. Acho que você precisa assistir na maior tela de cinema que há, com o maior número de pessoas possível. Ele foi planejado como uma espécie de musical da Broadway, aos moldes que vemos nos palcos. Ele foi construído para que as pessoas possam aplaudir ao final de cada canção, se levantar e comemorar com o elenco”.

Rebecca completou o raciocínio de Jackman, pontuando:

“Para mim, se você vai ver um musical no qual as canções sejam inebriantes, onde a batida é alta e o baixo bomba, não há discussão quanto aonde você deveria assistir”.

Zac Efron foi um pouco mais além, falando que a experiência com ‘O Rei do Show’ deve ser coletiva:

“Esse filme foi feito para proporcionar uma experiência coletiva e comunitária. Nós queremos que as pessoas vão ao cinemas e fiquem entre os demais, para que a energia da audiência seja tão contagiosa como se estivéssemos todos em um espetáculo da Broadway. A produção foi feita para ser vista por muita gente junta. E esse musical em especial tem seu espírito absolutamente elevado e parte dele te imerge dentro da narrativa”.

 

 

Crítica | Jumanji: Bem-Vindo à Selva – Uma grata surpresa e uma aventura deliciosa

Quando a Sony Pictures anunciou uma sequência/reboot de ‘Jumanji’, muitas pessoas se revoltaram com a possibilidade do estúdio estragar um clássico de nossa infância estrelado pelo saudoso Robin Williams. O medo e a revolta era geral, afinal, novas versões de filmes antigos quase sempre destroem as boas memórias deixadas pelo material original.

Por sorte, estávamos enganados: ‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva’ é uma deliciosa aventura com toques de “Sessão da Tarde” que faz jus ao filme original.

Na história, que serve como uma leve “sequência” para o original, um pai encontra o tabuleiro Jumanji na praia e dá de presente para o filho. O jogo logo se transforma em uma daquelas fitas para games como os do console Mega Drive (quem viveu nos anos 80 e 90 vai entender).

Quando quatro jovens acabam em uma antiga casa, eles descobrem o velho aparelho de vídeo game e são imediatamente catapultados ao cenário de selva do jogo e ocupando o corpo dos avatares que escolheram, interpretados por Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan. O que eles descobrem é que eles não vão apenas jogar JumanjiJumanji joga com eles. Os quatro terão que sobreviver à mais perigosa aventura de suas vidas, ou ficarão presos no jogo para sempre…

A ideia de transformar o jogo de tabuleiro em um vídeo game é genial, afinal, os jovens de hoje em dia não têm paciência para jogos de tabuleiro como “War” e “Jogo da Vida”, não é mesmo?

Porém, o principal acerto do filme está sem seu elenco: tanto os jovens quanto seus avatares estão sensacionais.

Quem rouba a cena é Jack Black, que interpreta o avatar da patricinha Bethany (Madison Iseman). Ver o ator se comportando como uma adolescente mimada é uma das melhores piadas do filme, e apesar de ser exaustivamente repetida – a piada nunca cansa.

Dwayne Johnson, como de praxe, está sensacional como o sensacional protagonista Fumegante Dr. Bravestone, um herói cheio de músculo e com uma voz sensual e grossa. Ele é o avatar de Spencer, vivido pelo mediano Alex Wolff (‘Cidades de Papel’)– que aqui entrega uma atuação decente.

O elenco ainda conta com Karen Gillan – que entrega uma das cenas mais engraçadas do filme; Rhys Darby – meio apagado em meio a tantos astros; e Nick Jonas – que apesar de ter uma participação curta demonstra um ótimo timing para atuação.

Jake Kasdan, das comédias ‘Sex Tape – Perdido na Nuvem‘ e ‘Professora Sem Classe‘, consegue aliar na medida certa as cenas de ação e humor, entregando um filme leve e com uma bela mensagem em seu escopo.

Apesar de ter alguns easter eggs do ‘Jumanji’ original e retomar o mesmo “espírito” do filme de 1995, ‘Bem-Vindo à Selva’ entrega uma aventura original que consegue se inovar, assim como o jogo do título.

É divertido, cheio de ação e aventura. Robin Williams provavelmente estaria orgulhoso.

Crítica | Viva: A Vida é Uma Festa – Animação é cativante, deslumbrante e mexicana

Se imagine como garoto de 12 anos cheio de sonhos, mas com todos os seus anseios negados por causa de uma tradição familiar. Este é o dilema de Miguel (Anthony Gonzalez): ser rejeitado pela família ou seguir sua censurada vocação para música em Viva – A Vida é um Festa (Coco), da Disney\Pixar.

O que chama mais atenção à animação, no entanto, é ser o primeiro filme da Disney totalmente no México e dedicado à cultura mexicana. Desde o início, o filme apresenta diversos elementos do país e seu povo como os mariachis, as telenovelas e a devoção ao Día de los Muertos, o que lembra a animação Festa no Céu (2014), da Fox.

Diferente de seu antecessor, porém, Viva – A Vida é uma festa é apresentado através dos olhos do menino Miguel de forma perspicaz e inocente. Apesar do proibição musical, ele mantém sua paixão em um esconderijo onde toca sua viola quebrada e assiste às apresentações do seu grande ídolo já falecido Ernesto de la Cruz (Benjamin Bratt).

Quando Abuelita (Renee Victor) o descobre com um violão nas mãos, as coisas não acabam muito bem. A explicação para o banimento de qualquer assovio musical na família é dada no início do longa pelo próprio Miguel, em forma de lamento pelo seu destino ter sido prescrito por um infortúnio do passado, mas, mesmo assim, ele mantém um fascínio arrebatador por tocar e cantar.

Na celebração do Día de los muertos, na qual acredita-se que as almas voltam para visitar seus entes queridos e, portanto, milhares de pessoas constroem altares para preservar suas memórias e colocam comida de oferenda, ocorre a suprema mágica do filme. Ao tocar o violão do seu falecido ídolo De la Cruz, Miguel é transportado para uma dimensão vibrante e colorida, conhecida como Land of the Dead (Terra dos Mortos), habitada somente por aqueles que ainda são lembrados no mundo dos vivos.

Neste momento, a beleza visual do filme se torna deslumbrante, mas é o carisma do protagonista e os personagem ao redor que sobressaem com diálogos ágeis e ações divertidas. Lá, ele tem a missão de encontrar o seu ídolo, a maior estrela de todos os tempos – mesmo no mundo dos mortos -, e pedir sua benção para voltar para casa, enquanto foge dos seus finados parentes que querem fazê-lo prometer nunca cantar em vida.

Como em qualquer agradável jornada, Miguel aprende, se diverte e vive o seu sonho de menino, com o auxílio do interesseiro, intrigante e divertido Héctor (Gael García Bernal). As reviravoltas são contagiantes, bem engendradas e dignas das telenovelas.

Além disso, a animação está cheia de baladas que misturam inglês e espanhol, como The World is Mi Familia e Proud Corazón, além da canção principal Remember Me\Recuérdame. Boas músicas, contudo, longe de se comparar com as gostosas e alegres How Far I’ll Go, de Moana (2016), e Let It Go, de Frozen (2013).

Dirigido e escrito por Lee Unkrich, dos adoráveis Toy Story 3 (2010) e Procurando Nemo (2003), Viva – A Vida é uma Festa é uma homenagem belíssima à cultura mexicana e a força dos laços familiares. Assim como Moana e Elza, fala sobre ser corajosas e confiar em si mesmas, Miguel mostra como é importante ser persistente e batalhar para alcançar suas expectativas.

Com participação especial até de Frida Kahlo (Natalia Cordova-Buckley), a obra de Unkrich mostra que não basta ter bons personagens para fazer um filme ser bem sucedido, vide Liga da Justiça (2017). Aqui, o roteiro se destaca e mistura melodrama, desfaçatez e verdades reveladas, típicas das tramas mexicanas, em sua cativante narrativa, que faz os olhos brilharem na escuridão do cinema.